Educação para Sustentabilidade – EpS Modelo Instituto Jatobás

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Roteiro de trabalho por João S. Furtado & João F. Lobato Instituto Jatobás São Paulo 2010 Educação para Sustentabilidade – EpS Modelo Instituto Jatobás
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Educação para Sustentabilidade – EpS Modelo Instituto Jatobás
Instituto Jatobás_identidade institucional Presidente - Betty Feffer Vice Presidente – Luiz Alexandre Mucerino Gestão geral - Ivani Tristan Sede: Fazenda dos Bambus, Pardinho, SP Escritório Administrativo – São Paulo Valores 1. Ética Humanista – realização das potencialidades humanas, o que significa ser coerente com as necessidades radicais do ser humano, isto é, com a natureza humana 2. Sustentabilidade – garantir as condições ambientais de atendimento das ne- cessidades do presente sem comprometer o mesmo para as gerações futuras. 3. Desenvolvimento Sustentável - Busca ética de resultados evolutivos: econô- micos, ambientais e sociais, por meio de relações equilibradas - por tempo indeterminado 4. Justiça social (ou Equidade) – direito básico de todas pessoas em relação a oportunidades, obrigações e benefícios 5. Democracia •Abertura: comportamentos acessíveis a todas as partes interessadas. •Comunicação efetiva: difusão às partes envolvidas. •Participação ampla: reconhecimento da diversidade. 6. Excelência organizacional – utilização racional dos recursos e serviços de qualidade. Missão Influir para ampliação da consciência e oferecer conhecimento para a construção de um caminho coletivo solidário e sustentável Visão Ser referência de excelência organizacional em conhecimento e boas práticas pa- ra o Desenvolvimento Sustentável
São Paulo Julho 2010
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Texto produzido por João S. Furtado & João F. Lobato. Versão julho 2010.
Educação para Sustentabilidade_Roteiro de trabalho
Propósito
Este texto orienta as pessoas para concepção, implementação e execução ações no âmbito e no escopo do que o Instituto Jatobás entende por Educação para Sustentabilidade (EpS) ou para o Desenvolvimento Sustentável (DS). O Volume 2 descreve os componentes em detalhes e inclui conceitos e outras informações ampliadas. O usuário tem a liberdade de modificar a sequência sugerida para o roteiro, mas, é preciso considerar as diretrizes, os conceitos e fundamentos do modelo ou arcabouço de EpS. cuja descrição e fundamentação teórica e conceitual é apresentada no Volume 2. EpS poderá ser usada para diferentes finalidades (sensibilização, treinamento, capacitação ou educação propriamente dita), níveis de abrangência ou profundidade e públicos. O cardápio para as ações educacionais é amplo e está exemplificado ao final do texto, sem que a diversi- dade de temas tenha sido esgotada.
Diretrizes Para que serve o modelo O modelo Instituto Jatobás de EpS é para ser usado em ações pedagógicas – formais ou
não-formais – para a Sustentabilidade ou para o DS. Sustentabilidade e DS são conside- rados sinônimos, para fins do modelo apresentado e do presente texto.
Uso obrigatório e negociado Os uso dos componentes do arcabouço de EpS é obrigatório, sempre que a atividade de
EpS for executada ou patrocinada pelo IJ. A Visão de Sustentabilidade, definida pela Alta Direção, deverá ser inserida nos conceitos, práticas, ferramentas e outros compo- nentes envolvidos.
O uso do modelo de EpS será negociado em iniciativas executadas em parceria; quando re- alizadas no espaço físico ou sob a gestão do IJ, se em outras instalações físicas.
Foco de EpS Recomenda-se que EpS seja direcionada para: Cidadania, Sustentabilidade glocal (visão
global, para atuação local), Sustentabilidade organizacional (pública, empresarial ou do terceiro setor), Sustentabilidade em políticas públicas ou em políticas privadas.
As ferramentas pedagógicas são da escolha dos executores de EpS, respeitando-se, porém, as diretrizes para o uso do modelo.
Não há objeções quanto ao uso de ferramentas com diferentes denominações, tais como Educação ambiental, Educação global, Educação integral, Educação para cidadania, en- tre outras, desde que harmonizadas e que incorporem os elementos do modelo do Instituto Jatobás de EpS.
Executor Todo agente, seja este econômico, ambiental ou social; público ou privado; especialista ou leigo, detentor de algum tipo de conhecimento, habilidade ou de tecnologia organizacional ou produtiva, que realize ação que, no presente caso,esteja alinhada ou harmonizada ao
conceito de EpS.
Recomenda-se que o executor (i) analise este documento síntese, do início ao fim e (ii) consulte o texto teórico-conceitual que descreve os componentes do modelo IJ de EpS e aborda temas ou problemas críticos para a Sustentabilidade ou DS.
Passos para concepção de ações de EpS
1. Entendimento do modelo O Modelo teórico conceitual de ações de EpS está alinhado ao modelo de DS para ocupa- ção de espaços, descrito em documento específico e ancorado nos seguintes componentes basilares.
Pilar ambiental, representado pela manutenção da capacidade de suporte da terra e da qualidade dos serviços ambientais, e
Pilar social, representado pelas necessidades humanas essenciais, como valores, re- lacionamentos, atitudes e condições higiênicas.
A ilustração gráfica do modelo Instituto Jatobás de EpS contém os seguintes componentes
(1) Pilares ambiental e social (2) Condições de Sustentabilidade desejadas (3) Bem-estar esperado para as pessoas (4) Ocupação sustentável de espaço definido (5) Linha de base para elaboração da ação/projeto de ocupação (6) Diretrizes para elaboração de programas ou projetos (7) Públicos alvo da ação de EpS (8) Visão de Sustentabilidade apropriada aos fins desejados (9) Ferramentas pedagógicas, formais e não-formais aplicáveis
Instituto Jatobás. 2010. Educação para Sustentabilidade. Roteiro de trabalho.
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Texto produzido por João S. Furtado & João F. Lobato. Versão julho 2010.
(10) Programa (11) Projeto(s) adequado(s) (12) Sensibilização, educação, capacitação e treinamento, como tipo de ação
Fig. 2.2 Arcabouço geral de ações para EpS Arcabouço do Modelo de Educação para Sustentabilidade do Instituto Jatobás. Uso livre, desde que citada a fonte
2. Alinhamento conceitual
As descrição dos componentes do Modelo Instituto Jatobás de DS e ocupação de espaços é feita em documento específico. Termos e expressões relevantes para concepção e imple- mentação de ações de EpS são apresentados a seguir.
Educação Processo de transmissão e aprendizagem de saberes, apoiado em quatro pilares fundamen- tais: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros e aprender a ser. Sustentabilidade Qualidade de um sistema ou processo que pode ser mantido por tempo indeterminado, den- tro de determinado estado ou condição. Educação para Sustentabilidade (EpS) Processo e efeito de transmissão de conhecimentos e de experiências às pessoas, a fim de promover ações para criar e aperfeiçoar as condições para a Sustentabilidade ou de Desen- volvimento Sustentável humano por tempo indeterminado. EpS não se confunde com Educação sobre Sustentabilidade = processo e efeito de trans- missão de conhecimentos teóricos e de experiências a respeito da Sustentabilidade. Condição Circunstância, qualidade, maneira, situação, modo de ser de alguém, algo ou coisa. Desenvolvimento Evolução e progresso, geralmente associados ao crescimento derivado de aquisição de bens materiais ou imateriais. Evolução Mudança de patamar, estágio, situação, geralmente entendida como sendo para melhor. Desenvolvimento Sustentável (DS) Tipo de progresso ou evolução de alguma coisa ou situação, por tempo indeterminado, baseada no uso equilibrado dos recursos econômicos, ambientais e sociais. A Comissão de Brundtland definiu, 1987, DS como .. o desenvolvimento capaz de atender às necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de aten- derem a suas necessidades. Recursos econômicos Constituem materiais e fatores – geralmente monetários – usados para produção, distribui- ção, comercialização e consumo de bens e serviços.
Instituto Jatobás. 2010. Educação para Sustentabilidade. Roteiro de trabalho.
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Texto produzido por João S. Furtado & João F. Lobato. Versão julho 2010.
Recursos ambientais São bens naturais (renováveis e não-renováveis) e serviços ecológicos reguladores de fluxos e processos naturais. Recursos sociais Consistem de normas, regulamentos, fatores e demais elementos de direitos humanos (saú- de, alimentação), abrigo, educação, cultura, abrigo, trabalho e governança/ relacionamentos.
3. Eleição do público alvo para ação de EpS
Análise e interpretação do perfil das pessoas que serão objeto da ação de EpS, quanto à formação educacional; interesses e expectativas; grupo ou grupos aos quais pertencem; re- presentação comunitária; organização ou organizações às quais pertencem e outros atributos ou características socioculturais e econômicas.
4. Identificação do espaço a ser ocupado
Visão de espaço como estratégia de ação de EpS Consideração a respeito da ocupação sustentável de determinado espaço (área física ou vir- tual, institucional ou organizacional) como a forma mais apropriada para se viver em determinada área ou ambiente, de modo a atender ao bem-estar humano ou o que for esta- belecido, por meio da identificação das relações entre as atividades socioeconômicas e as condições ambientais. Espaço institucional Área física onde as pessoas e as comunidades humanas vivem, sob a forma de (i) espaços naturais – ecossistemas, nichos, formações, etc. e (ii) espaços geopolíticos - bairros, cida- des, subdivisões territoriais de categoria geopolítica mais alta (Planeta, País, Estado, Regiões Administrativas Intermunicipais, Municípios). Espaço organizacional Área física ou virtual tal como: empresas e organizações sem fins lucrativos; entidades re- presentativas de organizações; entidades ou comunidades profissionais selecionadas; cadeias de valor; setores ou segmentos de atividades; mercado local, regional, nacional ou global; nichos especializados, etc.. Atividades essenciais: caracterizar o espaço com o uso de informações derivadas, por e- xemplo, de: Cálculo de Pegada Ecológica, Pegada da Água, Pegada do Carbono, Pegada Social, entre outros.
5. Escolha do tipo de ação
Opção por um ou mais de um tipo de ação, previsto no modelo de EpS, a saber: sensibiliza- ção, capacitação, treinamento ou educação.
6. Alinhamento da ação ao arcabouço de EpS
Fundamentos para o Desempenho tríplice Atitudes, iniciativas, práticas e busca de resultados que integrem – de várias maneiras –
elementos econômicos, ambientais e sociais, com ética humano-ambiental e responsabi- lidade.
Elementos para alinhamento Criação do eixo central ou mote para a ação de EpS Reanálise dos componentes do arcabouço e releitura do texto suporte, para expansão do
entendimento teórico-conceitual do conteúdo de elementos técnicos, organizacionais, estratégicos e políticos propostos.
Consideração de aspectos como: (1) pacto de solidariedade, envolvendo pessoas, comunidades e organizações; (2) atendimento de necessidades humanas básicas; (3) uso equilibrado de recursos, com manutenção e preservação dos estoques naturais e dos serviços ecológicos, para garantir a reposição dos materiais consumidos, por tempo indeterminado. (4) mudanças previstas – modificação de hábitos e de modelos econômicos, sociais, tec- nológicos, políticos, estratégicos, organizacionais e gerenciais. (5) práticas esperadas – solidariedade, justiça, equidade e competitividade entre países, entre povos e, especialmente, entre empresas.
7. Ação de EpS
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Identificação de temas, ou problemas 1. Eleger e definir:
tema ou problema abrangência e profundidade público alvo (pessoas, aleatoriamente; membros de comunidades e de distintos ti-
pos de organizações) tipo de ação (sensibilização, treinamento, capacitação ou educação no sentido
amplo). 2. Sugestões para escolha do tema
Importância, pertinência, atualidade e prioridade de impactos, situações ou condi- ções, positivas e negativas, relacionados ao tema.
Efeito real ou potencial do tema ou do problema sobre o espaço a ser ocupado, do ponto de vista da Sustentabilidade econômica, ambiental e social.
Adequação do tema ao público alvo selecionado e ao tipo de atividade pedagógica escolhida.
Entendimento do que está sendo feito e do que terá que ser executado para resol- ver os problemas ou aprimorar o que já foi ou está sendo feito.
Entendimento da diferença de enfoque a ser dado ao tema, entre Educação para Sustentabilidade (encaminhamento e atitudes para ações operacionais) e Educa- ção a respeito da Sustentabilidade (sensibilização, motivação e alerta)
3. Reflexão sobre o comprometimento esperado do público alvo em relação ao tema ou problema, proposta de soluções e à importância dos resultados para implementar ou aprimorar a Sustentabilidade ou DS tríplice- econômico, ambiental e social.
Elaboração de projeto de EpS 1. Objetivo 2. Macro-atividades e metas qualificadas e quantificadas 3. Metodologia 4. Recursos 5. Cronograma 6. Estratégia de implementação 7. Instrumentos de acompanhamento e avaliação de resultados 8. Posicionamento questionador na execução de ação de EpS.
1. O problema ou situação1 Quais são a principal história e as causas correntes (biológica, física; social
ou cultural; ou econômica) Qual é a escala geográfica, distribuição espacial do problema Quais são os principais riscos e conseqüências para: o ambiente; as pessoas e
comunidades Quais as principais implicações econômicas Quem ou quais são as causas que contribuem para o problema
2. O que pode ser feito
1 Questões baseadas em documento da ESD Toolkit www.esdtookit.org acesso maio 2010 e Agencia de Pro- teção Ambiental dos EUA www.epa.gov/teachers acesso maio 2010.
Quais são as soluções já utilizadas e as propostas Quais são os principais valores sociais implicados ou impostos Quais os grupos sociais que serão impactados maleficamente ou teriam que su-
portar os custos das soluções 3. O que “eu tenho a ver com isso”
Eu devo me preocupar com o problema em outros lugares O que devo fazer para causar mudanças Que tipo de futuro eu posso criar Que mudanças terei que adotar no dia-a-dia Além das mudanças, que mais eu deveria fazer O que acontecerá se eu nada fizer E seu eu fizer alguma coisa
4. Como fazer, avaliar, relatar e divulgar 5. Resultados esperados
8. Identificação de temas ou problemas para ação de EpS
Os tópicos listados a seguir não esgotam as possibilidades, mas, oferecem ampla oportuni- dade para abordagem e ações de educação e de implementação de ferramentas para sustentabilidade.
A estrutura, ordenação, bem como a nomenclatura usada nos títulos e subtítulos são escolhas pessoais e podem ser modificadas a critério do Instituto Jatobás ou do próprio executor inte- ressado2.
A repetição de subtítulos em diferentes temas é intencional, como exemplo de combinação dos elementos para a sustentabilidade tríplice, econômica, ambiental e social. Em outros ca- sos, é não-intencional.
1. Cultura para a Sustentabilidade
1.1. Patrimônio, diversidade cultural, atitudes e dinâmica cultural para a Sus- tentabilidade ou DS
1.2. Práticas e culturais e artefatos frente ao conceito e entendimento de DS
2. Que é Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável
Conceitos e entendimentos Abrangência Fundamentos Usos e aplicações no dia-a-dia das pessoas, famílias, comunidades e organizações
3. Entendendo Sustentabilidade e DS
2 A lista poderá ser modificada sem aviso prévio. Contribuições para aperfeiçoamento são bem-vindas.
Instituto Jatobás. 2010. Educação para Sustentabilidade. Roteiro de trabalho.
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3.1. Sustentabilidade ambiental 3.2. Sustentabilidade ecológica 3.3. Sustentabilidade econômica 3.4. Sustentabilidade social 3.5. Sustentabilidade na produção e consumo de bens e serviços 3.6. Sustentabilidade, cultura e visão de mundo 3.7. População e desenvolvimento 3.8. Sustentabilidade e agricultura 3.9. Sustentabilidade e turismo 3.10. Sustentabilidade e comunidades 3.11. O empreendimento ou organização (comunitária/social, econômica e pública)
sustentável
4.1. Economias – PIBs mundiais; reservas, dívidas nacionais e Pegada ecológica nacional; crescimento econômico e Capital Natural.
4.2. Diferentes tipos de Capital: financeiro, econômico, ambiental e humano. 4.3. PIB X Indicador Genuíno de Progresso x Taxa de Poupança Genuína. 4.4. Tendências globais
Crise planetária Países desenvolvidos, emergentes e não-desenvolvidos. Panorama global: fluxos de bens e serviços, gestão de riscos, produtividade no
trabalho e gestão de talentos, gestão de recursos naturais, aumento do papel de governos.
Tendências tecnológicas. Demografia e regimes políticos de imigração. Legislações ambientais nacionais e governança global. Tendências comerciais: OMC, barreiras, competição e poder.
4.5. Evolução das questões ambientais e o desaparecimento de sociedades humanas
4.6. Modelos econômicos e o desenvolvimento sustentável Economia clássicas e neoclássica Ecodesenvolvimento Agenda 21, Rio+10
4.7. Governança: modelos de tomada de decisões e de gestão organizacional Direito público de acesso à informação Princípio da precaução Poluidor pagador Responsabilidade continuada do produtor Exploração de recursos e impactos em outros países Proteção da capacidade de carga Acordos Ambientais Multilaterais Globalização
4.8. Impactos socioambientais e a “bolha” (overshooting) - I = População x Afluência (consumo per capita C/P) x Tecnologia (dano ambiental por unidade de consumo)
4.9. Pegadas: Ecológica, do Carbono, da Água, Social
4.10. Serviços ambientais 4.11. Diagósticos e prognósticos
Carta da Terra The Earth Charter in Action GEO Global Environment Outlook OCDE Environmental Outlook European Environmental Outlook WRI Report WWF Report on Living Planet The Millenium Ecosystem Assessment
4.12. Objetivos do Milênio: Acabar com a fome e a miséria Educação de qualidade para todos Igualdade entre sexos e valorização da mulher Reduzir a mortalidade infantil Melhorar a saúde das gestantes Combater a Aids, a malária e outras doenças Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento
4.13. Temas ou aspectos de base ambiental, relevantes do ponto de vista econômico e social identificados pelos diagnósticos e prognósticos utilizados.
Exemplos de temas ou aspectos (Tabela)
Elementos e aspectos: referência rápida Tema ou aspecto principal
Focos ou subtemas
Água Recursos hídricos Qualidade e quantidade Contaminação Tipos de usos Abastecimento
Agroecologia Modelos: agroecologia e agronegócios; agricultura convencio- nal, orgânica, permacultura, agricultura biodinâmica, economia agrícola
Alimento Produção; população rural; pesca e aqüicultura; pastagens Segurança alimentar
Ar Chuva Rios e lagos Mares e oceanos
Biodiversidade Recursos Reservas Recomposição x Preservação x Conservação Desmatamento Espécies invasivas
Clima Emissões de gases com efeito estufa
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Conservação Água
Ecossistemas Ecologia Arranjo natural e distúrbios Cobertura vegetal e consequências Espécies em extinção Hábitat: gestão e restauração Áreas sensíveis Estratégias de conservação
Energia Biomassa Energia eólica Energia solar Produção e uso Eficiência energética
Floresta Desmatamento Florestamento e Reflorestamento Uso sustentável da florestas de pé
Lixo Doméstico Industrial Agrícola Materiais tóxicos e perigosos Passivos ambientais e sítios contaminados
Justiça (equidade) social
Saúde humana Alimentação Doenças e saúde pública Contaminantes Tóxicos Poluição – ar, água, solo, subsolo e ruído Radiação Segurança química
Urbanização População humana: aumento populacional; adensamento urba- no; pobreza e miséria; favelização; disparidades socioeconômicas; violência Governança e uso do espaço: mudança da cobertura vegetal; mudança climática; vulnerabilidade humana e desastres (natu- rais e antrópicos); edificações; condições habitacionais; acessibilidade e mobilidade; desemprego de minorias Poluição e saneamento Concentração urbana Visão de futuro: descentralização; redução de natalidade; res- peito à diversidade; aprimoramento de políticas públicas; planejamento para a sustentabilidade tríplice; direitos huma- nos; gestão de riscos
Vizinhança e co- munidade
Herança e cultura local Modo de vida Relacionamentos Protagonismo Economia solidária e comércio justo Habitabilidade, vulnerabilidade e qualidade de vida Desenvolvimento local
4.14. Responsabilidade das nações e sustentabilidade 4.15. Global Scenarios Group
5. Modelos mentais para a Sustentabilidade
5.1. Comando e controle 5.2. Visão sistêmica 5.3. Modelos disciplinar, multidisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar 5.4. Atitudes: curto para longo prazo; reativo para criativo; local para global; ou para
todos; culpa para aprendizagem; fazer e ter para ser; vencer para ganha-ganha. 5.5. Respostas: conformidade (reativa, funcional, articulada no limite da lei) para a-
lém-conformidade (integrada e visionária).
6.1. Ética e Sustentabilidade 6.2. Orientação: foresight, forecast , backcasting (retrojeção) 6.3. Cenários como visão de futuro: Sistema IPAT-S; Modelo ECCO - Evaluation of
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Capital Creation Options; Oficina de cenários (próximo do real ou business as usual, desastre e colapso, triunfo ecotecnológico, transformação e consciência); Wisard of US (Mágico de Oz) – I Will, Consumerland e Ecotopia; Sistema Po- leStar Mundo convencional (Forças de mercado e Reformas políticas); Barbarização e Fortaleza mundial; Grande transição; FROG (First Raise our Growth), GEOPolity e Jazz
6.4. Tipologia de design para o consumo: modelo SusHouse 6.5. Tipologia de produção e consumo sustentável: Processo de Marraqueche
7. Ética
7.2. Ecocêntrica Ecologia intermediária: biofilia e biocentrismo Ecologia profunda: Gaia; ecofeminismo
8. Valores e Sustentabilidade: ganhos materiais e imateriais
8.1. Valor da vida: simbólico (expressão, linguagem, pensamento, comunicação e de- senvolvimento mental); humanístico (afeição, emoção, amor pela natureza, união grupal, compartilhamento, cooperação, companheirismo; moralístico (afinidade, apego, reverência, preocupação estética, ordem e significado da vida, parentesco e ligações de afiliação)
8.2. Valor da natureza: relacionamento com a natureza (conhecimento e entendimento dos fatos e fenômenos naturais); estética (inspiração, harmonia, paz, segurança); utilidade (manutenção física e segurança); satisfação pelo contato (curiosidade, habilidade, desenvolvimento mental e físico)
8.3. Dominação: maestria, controle físico da natureza e habilidades mecânica, física e social; garantia, proteção e segurança.
8.4. Valores sociais: elementos relacionais, organizacionais, institucionais e higiêni- cos.
8.5. Valores econômicos: precificação de mercado (valor contingencial, disposição a pagar, disposição para aceitar, custo de reposição, fator de renda, custo de via- gem. preço hedônico, valor de uso, valor de troca, valor de conservação); valor ecológico, ecossistêmico ou natural (genético, reprodutivo, herança); valor ener- gético (produção primária); valor de bens públicos.
8.6. Novo Paradigma Ecológico 8.7. Teoria baseada no local – Não-No-Meu-Quintal (NIMBY NotInMyBackYard)
9. Liderança para a Sustentabilidade
9.1. Mudanças mentais (mencionadas em outro item) 9.2. Temas econômicos, ambientais e sociais selecionados
Condição do Planeta, sociedades humanas Conectividade e implicações socioeconômicas e ambientais Aumento populacional e adensamento urbano
Pobreza e miséria Favelização Violência Mudanças da cobertura vegetal Mudanças climáticas Vulnerabilidade humana Desastres naturais
9.3. Compromissos O problema ou situação
o Qual são a principal história e as causas correntes (biológica, física; social ou cultural; ou econômica)
o Qual é a escala geográfica, distribuição espacial do problema o Quais são os principais riscos e conseqüências para: o ambiente; as pesso-
as e comunidades o Quais as principais implicações econômicas o Quem ou quais são as causas que contribuem para o problema
O que pode ser feito o Quais são as soluções já utilizadas e as propostas o Quais são os principais valores sociais implicados ou impostos o Quais os grupos sociais que serão impactados maleficamente ou teriam que
suportar os custos das soluções O que “eu tenho a ver com isso”
o Eu devo me preocupar com o problema em outros lugares o O que devo fazer para causar mudanças o Que tipo de futuro em posso criar o Que mudanças terei que adotar no dia-a-dia o Além das mudanças, que mais eu deveria fazer3 o O que acontecerá se eu nada fizer o E seu eu fizer alguma coisa
9.4. Agentes para mudança
9.5. Estratégia para a Sustentabilidade OCDE Princípios de Governança corporativa IBGC Código Brasileiro das Melhores Práticas de Governança Corporativa Fundação Dom Cabral - Sustentabilidade e Governança Corporativa Liderança e auto-organização Gestão de operações e de produção
9.6. Diretrizes setoriais IFC – Princípios do Equador
3 Questões baseadas em documento da ESD Toolkit www.esdtookit.org
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ONU-PNUMA – Acordos Ambientais Multilaterais: Mudança Climática; De- sertificação; Biodiversidade e biossegurança; Espécies em Extinção; Áreas Úmidas; Mares Regionais (diversos acordos); Resíduos perigosos; Proteção da Camada de Ozônio; Produtos Químicos Perigosos e Pesticidas; Poluentes Or- gânicos Persistentes
Certificadores Atenticadores
social (“verde-azul”) 10.4. Rearranjo físico das organizações 10.5. Implicações das mudanças sociais e demográficas 10.6. Mudanças mentais 10.7. Dinâmica interna e gestão de mudanças: ecotimes e mudanças organizacionais 10.8. Transformações interativas
Gestão organizacional convencionais; evolução de SGA Sistema de Gestão Ambiental (conformidade; ISO 14001 e equivalentes) para Ecogestão com Responsabilidade Social, Socioambiental, Responsabilidade Corporativa Estra- tégica (Responsabilidades Econômica, Ambiental, Social e de Governança)
SGS Sistema de Gestão Sustentável (DS + SSA Segurança, Saúde e Ambiente) Empresa fim-de-tubo (processos lineares; monolítica, patriarcal, vertical, con-
troladora, fechada a agentes externos) Empresa ecoeficiente, socieficiente e ecossocioeficiente - fechamento de ciclos
econômico-ambiental e socioeconômico) Sustentabilidade tríplice (fechamento de ciclos econômicos, sociais e ambien-
tais; adaptativa, comunitária, transversal, distributiva, aberta a elementos externos)
10.9. Ecogestão participativa 10.10. Gestão do conhecimento, aprendizagem para mudanças, capacidades técnicas e
inovação tecnológica 10.11. Vantagens organizacionais competitivas e comparativas baseada na gestão de
recursos e estratégia de responsabilidade organizacional 10.12. Benchmarking organizacional para o DS
11. A organização sustentável
11.1. Definição: que é Sustentabilidade ou DS organizacional Sistema de Gestão Ambiental SGS – Sistema de Gestão Sustentável: DS + Saúde-Segurança-Ambiente
o DS: Impacto de longo prazo; uso futuro e recursos; provimento de bens e serviços
o SSM: controle de desempenho e efeitos e impactos
11.2. Componentes do SGS Business Case Elementos organizacionais – gerência administrativa Elementos operacionais Planejamento Organizacional de Recursos (EPR Enterprize Resource Planning)
e TI (Tecnologia da Informação) Monitoramento/auditoria Ambiente externo/Ecossistema
11.3. Propósito Atividades lucrativas Atividades sem fins lucrativos
11.4. Identidade organizacional Ética – princípios, conceitos e valores nos negócios – e utilitarismo, direitos
morais, ética coletiva, sustentabilidade e silêncio Valores: da vida, da natureza, sociais, econômicos Moral: humanismo antropocêntrico-individualistas e humanismo socioambien-
tal Conceito de Sustentabilidade: esferas econômica, ambiental e social e respecti-
vos subelementos Sustentabilidade e política organizacional: missão, visão, princípios Transparência e respondência Business case para a Sustentabilidade
11.5. Governança Modelo para a sustentabilidade Relacionamento com as partes interessadas Liderança e estratégia para a Sustentabilidade Sistema estratégico de responsabilidade econômica, social, ambiental e de go-
vernança Parcerias estratégicas Cadeia de valor sustentável Arranjos e comunidades produtivas (ecoparque industrial sustentável)
11.6. Indicadores Macro indicadores – PIB, PIB Verde, IGP, Taxa Genuína de Progresso, FIB,
etc. Indicadores globais de DS Sistema econômico financeiro: criação de valor para as partes interessadas Sistema ambiental: qualidade do clima; qualidade do ar; qualidade da água;
quantidade de água; biodiversidade (recursos e serviços ambientais); terra (es- paço)
Estresse: poluição do ar, água e solo; estresse da água; estresse dos ecossiste- mas
Vulnerabilidade humana: crescimento populacional; sustentação humana bási- ca.
Capacidade social e institucional: saúde ambiental; ciência e tecnologia; capa- cidade para o debate e Governança.
Indicadores de desempenho organizacional
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11.7. Funcionamento para a Sustentabilidade – OS2 a Organização Sustentável Sistê- mica)
Ética e responsabilidade Política organizacional para a sustentabilidade Estratégia organizacional e competitividade sustentável: focos, alvos e métri-
cas, ferramentas Estrutura organizacional Infraestrutura: instalações; força e ambiente de trabalho Sistemas e funções:
o liderança transformadora para novas oportunidades o finanças sustentáveis e contabilidade tríplice econômico-financeira, ambi-
ental e social o gestão de riscos e valoração econômica, social e ambiental; o planejamento estratégico o gestão de operações e desempenho interno e na cadeia de valor, indicado-
res e métricas o ecomarketing e consumo consciente o educação para a sustentabilidade, reconhecimento, valorização e recom-
pensas o gestão do conhecimento: aprendizagem, gestão por competência, criativi-
dade e inovação o relacionamentos (comunicação e reporte) e criação de valor para as partes
interessadas (shareholders e stakeholders) (ver figura para construção de parcerias)
o verificação de Resultado Final Tríplice, auditoria, certificação, comunica- ção pública
o replanejamento Planos e programas: Excelência e qualidade; Competitividade; Liderança; Sus-
tentabilidade organizacional; Licença para operar Processos gerenciais: Respondência e resiliência; Formação de cadeia de valor
sustentável; Finanças sustentáveis; Desempenho de Resultado Final Tríplice; Gestão das partes interessadas; Relatório de sustentabilidade. Produtos de processos gerenciais: BSC (dimensão financeira, dimensão de sta- keholders, processos internos, aprendizagem e crescimento); SSMA, SGA, SIPP; SGAPB Sistema de Gestão Ambiental Produto-baseada.
Processos produtivos: gerenciamento supervisionado (stewardship), arrumação da casas (housekeeping), gestão orientada para recursos, Produção Mais Limpa, Ecoeficiência, Ecodesign, Avaliação de Ciclo-de-Vida, Fator 4 e Fator 10,Demanda Material Total, Tecnologias limpas sustentáveis, etc.
Produtos: bens e serviços sustentáveis para a empresa e consumidores o Conceito; Viabilidade; Definição; Desenvolvimento; Deployment; Maturi-
dade e Fim-de-uso. o Configuração
Resultados Reporte Realimentação
11.8. Respostas às pressões sociais e econômicas Responsabilidade organizacional e compromissos morais Remuneração do capital Riscos Conformidade legal Acordos voluntários Forças de mercado Ativismo socioambiental
11.9. Aprimoramento de imagem e Licença para operar Conformidade e além-da-conformidade para a Sustentabilidade Integração econômica, ambiental e social Parcerias operacionais e legitimidade Valores: conceito, entendimento e relações com as práticas Gestão da marca Reputação Relacionamentos Partes interessadas Responsabilidade Organizacional Estratégica (Econômica, Ambiental, Social e
de Governança)
12. Engajamento pessoal para a Sustentabilidade
12.1. Ferramentas de envolvimento e engajamento: Teoria do U; OpenSpace Techno- logy; Evaluation Café /World Café Conversations
12.2. Cidadania e Sustentabilidade 12.3. Cidadania organizacional/corporativa 12.4. Códigos voluntários 12.5. Gestão de relacionamentos
Mapa de partes interessadas Sensibilização e construção de relacionamentos Gestão de interesses e de conflitos: normas e ferramentas
13. Métricas e avaliação geral de desempenho
13.1. Índices e indicadores globais: PIB; PIB-Verde; Genuine Progress Indicator – GPI; La Commission sur la Mesure des Performances Économiques et du Progrès Social (CMPEPS); ORBIS; Rede Cidadã por Cidades Justas e Sustentáveis;
13.2. Ferramentas de medição: Pegada ecológica, Pegada do Carbono, Pegada Social, eMergia,
13.3. Sistemas de indicadores: Capital natural, Capital econômico e Capital social 13.4. Normas e certificações: ISO 26000; ISO 14064; Austrália AS 8300; Israel SI
10000; ABNT 16001, 14063, 26000; Comunidade Européia EMAS; EUA O- SHAS 18001, SA 8000; Reino Unido AA 1000; BSI 8900
13.5. Métricas organizacionais: ISO 14031; Ecoeficiência; Avaliação de Ciclo-de- Vida; Greenhouse Gas Protocol Initiative; GRI; Dow Jones Sustainability Inde- xes - DJSI; INNOVEST Strategic Value Advisors; KDL Global Sustainability Índex; TruCost; Leadership Diamond; Sustainability Balanced Scorecard; Busi-
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Texto produzido por João S. Furtado & João F. Lobato. Versão julho 2010.
ness Metabolics (Return on Resources – ROR; Product to Nonproduct Ratio - P2NP); OpenEco energy and GHG measurement and benchmarking; LEED Lea- dership in Energy and Environmental Design; Global Compact; CERES Roadmap to Sustainability; ACCION Chile; ABIQUIM Atuação Responsável; Balanço Social; Escala Akatu; ISE-BOVESPA; Indicadores ETHOS; Indicadores GIFE; APEL- Natura SGS - Sistema de Gerenciamento de Sustentabilidade; A- VINA Indicadores de Sustentabilidade para o 3o Setor
13.6. Cidades sustentáveis: Movimento Nossa São Paulo: outra cidade; Juriti Sustentá- vel; Transition Towns; Ação global SESI;
14. Alinhamento e integração para a Sustentabilidade: ótica holística (interdisciplina-
ridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade)
14.3. Tecnologia Ecoinovação e tecnologias sustentáveis Leasing de serviços versus produtos Produto sustentável Tecnologia e sociodependência
14.4. Limites para o crescimento Sistema integrado processo-produto-consumo-descarte: de ecoeficiência para
ecoefetividade Capacidade de suprimento dos ecossistemas Mudanças climáticas e efeitos econômicos, ambientais e sociais Água Alimentos e segurança alimentar Serviços ambientais Setor industrial e agribusiness
14.5. Desenvolvimento da pessoa Índice de Desenvolvimento Humano Coeficiente de GINI Desenvolvimento de novos talentos e emprego verde Migração e concentração urbana Poder e submissão
14.6. Geopolítica Governança global e nacional; agências multilaterais globais - OMC, ONU e
suas agências PNUMA, PNUD, FAO, OMS, UNCTAD, UNESCO), FMI, Ban- co Mundial, OECD, OIT, etc.
Terrorismo e segurança Nacionalismo e tribalismo Capitalismo selvagem versus democrático
14.7. Pobreza e iniqüidade Distribuição de renda Base da Pirâmide – Bottom of Pyramid – BoP Mercado de interesse público Economia solidária e comércio justo Responsabilidade Social Organizacional versus Responsabilidade Socioambi-
ental Total (Total Accountability) Diálogo Norte-Sul: sociedade de consumo versus aumento populacional Políticas públicas e programas nacionais Políticas privadas e desenvolvimento sustentável setorial Globalização e governança para a Sustentabilidade planetária
14.8. Colaboração inter e transnacional Transparência Dialogo e engajamento entre as partes interessadas Parcerias para a sustentabilidade Redes sociais para a Sustentabilidade4: Facebook, MySpace, YouTube, Second
Life, Spoke, Linkedin, WiserEarth, Rethos, Xigi, Treehugger, GaiaSpace, Sus- tainability Knowledge Network, SustainAbility Network, Sustainability Business Network, Population and Sustainability Network, Open Sustainability Network
Infraestrutura de comunicação planetária Democratização e protagonismo
14.9. Visão do novo mundo: falácia ou utopia História do universo A terra e o tempo profundo (hominídios), presente (Homo sapiens, H. economi-
cus e H. technologicus) e futuro (Homo sapiens luditus e Homo machinus) Cultura e Sustentabilidade: mudanças culturais e globalização, tecnologia da in-
formação e mídia eletrônica; reações religiosas e nacionalistas com efeitos sobre a democracia; reações devidas à exclusão e ódios.
Tecnologia: econinovações incrementais e radicais; tecnologias agrícolas, res- tauradoras, moleculares e submoleculares e integração com engenharia genética, conquista de novos sítios no universo.
Governança: sucessos e fracassos das sociedade humanas; gestão global e des- centralização democrática; impactos religiosos; direitos humanos; redes globais e linguagem universal; empoderamento e centralização de poder.
Relacionamentos: paz, liberdade, DS, pobreza, reorientação da economia; pro- dução e consumo.
15. Implementação de práticas para a Sustentabilidade ou DS em comunidades ou po-
pulações humanas 4 Busca na Internet revela mais de 8 milhões de referências para sustainability networks. Acesso em 05 de maio 2010.
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15.1. Direito e sustentabilidade Arcabouço jurídicos para o DS Direito da natureza Direito das pessoas e organizações
15.2. Elementos socioeconômicos e ambientais Elementos ambientais: conexão local e organização do espaço natural; produ-
ção, distribuição e consumo de alimentos; infraestrutura física (edificações, transportes, materiais) e soluções criativas ecológicas; consumo de recursos, emissões e gestão de resíduos; água (disponibilidade, qualidade e padrões de uso); efluentes e manejo adequado; energia (fontes e uso)
Elementos sociais: educação; cultura; lazer; relacionamentos; condições higiê- nicas (saúde, segurança); governança (diversidade, tolerância, mediação e resolução de conflitos); comunicação (fluxos, serviços, redes. assistência, difu- são e intercâmbios); espiritualidade (rituais e celebrações, apoio ao desenvolvimento pessoal e práticas espirituais); união e
Elementos econômicos: economia local equilibrada, responsável e saudável. 15.3. Concepção de Ecovilas
Avaliação ambiental estratégica - EIA-RIMA Princípios ecológicos – sistemas naturais; calculo do impacto, biociclos Desejos e necessidades básicas – redes sociais, diversidade, alianças, dinâmicas
sociais, sistemas sociais, demandas e expectativas Pilares ou fundamentos para a sustentabilidade: capacidade de carga e deman-
das socioeconômicas Condições para sustentabilidade por tempo indeterminado Bem-estar (condições de vida e ambiental) Ética e princípios de sustentabilidade econômica, ambiental e social Ocupação sustentável do espaço físico, institucional e virtual (visão glocal) Linha de base para o projeto técnico e do plano de viabilidade Pacto para a sustentabilidade e contrato social Implementação eco e socioeficiente
15.4. Transição para cidades sustentáveis Delimitação do espaço para ocupação sustentável (comunidade, bairro, cidade,
município) Identificação e seleção de modelo operacional apropriado (Sistema Ecopolo de
DS Municipal, DELIS, Transition Towns, Agenda 21, SMART Communities, inúmeros modelos de desenvolvimento sustentável para cidades, municípios e comunidades locais, urbanas e rurais.
Identificação dos componentes dos sistemas econômico, ambiental e social de- sejáveis
Comunicação e sensibilização – contatos e envolvimento de líderes, formadores de opinião, membros de comunidades interessados, gestores públicos e priva- dos; mobilização de pessoas para sensibilização, organização, pactuação e harmonização de conceitos, entendimentos e de práticas para construção de diá- logo para convergência de interesses.
Organização de agentes, atores e elementos institucionais locais Construção dos termo de referência apropriado para o DS local
Planejamento das ações baseadas em conhecimento da realidade local (diagnós- ticos econômico, ambiental e social), medições reais de recursos disponíveis, entendimento da dinâmica social local; definição de recomendações emergenci- ais e de oportunidade para alinhamento ou aprimoramento do plano local de DS.
Concepção de produtos sustentáveis (uso equilibrado de recursos econômicos, ambientais e sociais) alinhados à visão de resultados para o DS local (mercado de interesse privado, de interesse público, qualidade de bens e serviços ambien- tais e qualidade de vida, inserção e protagonismo social.
16. Implementação de sustentabilidade em empresas
16.1. Modelos
Sroufe,R. & Sarkis, J. 2007. Strategic sustainability. Greenleaf. Sheffild, GReat Britain.
Furtado, J.S. – 2005. Sustentabilidade empresarial. CRA Bahia. Brasil. Governança para o DS organizacional (J.S.Furtado, inédito) – ver ilustrações 10 passos para a OS2 Organização Sustentável Sistêmica (J.S.Furtado, inédito)
– ver ilustração GEMI Planner www.gemi.org Sigma Guidelines (atualmente BS 8900)
http://www.projectsigma.co.uk/Guidelines/SigmaGuidelines.pdf Wintenberg, Jeana & col. – 2009. The sustainable enterprise fieldbook. Green-
leaf. Epstein, M.J. 2008. Making sustainability work. Greenleaf. Weybrecht, Giselle (Ed.). 2010. The sustainable MBA. The manager´s guide to
greenbusiness. Wiley. Gallea, C. (Ed). 2004. Teaching business sustainability. vol. 1 from theory to