Escolha do Reator e do Separador

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Universidade do Estado do Rio de Janeiro Curso de Engenharia Química – 2012.2 Disciplina de Processos Químicos III A Escolha do Reator e do Separador

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Trabalho de Processos Químos III da UERJ sobre a escolha do Reator e do Separador.

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Escolha do reator e do separador

Universidade do Estado do Rio de Janeiro Curso de Engenharia Qumica 2012.2 Disciplina de Processos Qumicos III

A Escolha do Reator e do Separador

Grupo: Giordano Bruno Mateus Leo Murilo Afonso

Sumrio

1 - Definio de reatores:21.1 Reatores Ideais x No-Ideais31.3 - Principais tipos de Reatores:31.3.1 Reator Batelada41.3.2 Reator Semi-batelada51.3.3 - Reator CSTR61.3.4 - Reator PFR71.3.5 - Reator anaerbio de fluxo ascendente e manto de lodo(UASB):72 - Rota Qumica93 - Desempenho do Reator104 - Tipos bsicos de reaes104.1 - Reao simples114.2 - Reaes Paralela125 Fatores que Influenciam a Escolha do Reator125.1 - Concentrao125.2 Temperatura145.3 Presso:155.4 Fases do Sistema157 Misturas167.1.1 Classificao das Misturas177.1.2 Procedimento para Separar os Tipos de Misturas188 Regras Heursticas para Sistemas de Separao199 Regras Heursticas para a Escolha do Equipamento1910 A Escolha do Mtodo de Separao2010.1 Exemplos de separao2110.1.1 - Mistura de componentes gasosos com baixa massa molar2110.1.2 - Separao de um componente Voltil de um no Voltil2110.1.3 - Separar Classe de componentes (Ex: Aromticos dos Alifticos)2110.1.4 Exemplo genrico envolvendo a maioria dos conceitos2211 - Referncias Bibliogrficas24

1 - Definio de reatores: Reatores qumicosso vasos projetados para conterreaesde interesse e escala industrial. O projeto de um reator qumico trata com mltiplos aspectos de engenharia qumica, sobre os quais os engenheiros qumicos trabalham para obter a maximizao dos valores obtiveis para a reao dada. Projetistas garantem que a reao se processa com maior eficincia para o produto de sada desejado, produzindo o mais alto rendimento do produto, mas gerando o mnimo de custos para serem comprados e operarem. Figura 1 Reatores numa indstria Como o design do processo comea a partir do reator, as primeiras decises que devem ser tomadas so aquelas que dizem respeito a escolha do reator. Essas decises esto entre as mais importantes de todo o processo de design. Um reator de boa performance de grande importncia para a viabilidade econmica do processo e de importncia ainda maior para o impacto ambiental do processo no meio ambiente. Figura 2 Diagrama de Cebola da Hierarquia do Processo1.1 Reatores Ideais x No-Ideais

REATORES IDEAIS: So equipamentos para os quais se desenvolve um modelo matemtico especifico, a partir de condies pr-estabelecidas, e que aplicado s condies reais se ajusta adequadamente. Conceito de idealidade:ESCOAMENTO E MISTURA PERFEITA

REATORES NO IDEAIS: So necessrios outros tratamentos matemticos especficos baseados nas peculiaridades da reao e condies do reator.

1.2 Tipos de Reatores Reatores podem ser classificados quanto ao modo de operao ( aplicado alimentao ou descarga:

Contnuo; Batelada; Semi-batelada.

Podem ser classificados quanto a configurao:

Tanques agitados (formato cilndrico): usado em operaes batelada (BATCH) ou contnuo (CSTR); Tubular: usado em operao continua (PFR).

1.3 - Principais tipos de Reatores: Reator Batelada; Reator Semi-batelada; Reator CSTR; Reator PFR; UASB.

1.3.1 Reator Batelada Modo de operao: os reagentes so alimentados ( carga) no vaso. Em seguida, reagentes so misturados, as condies operacionais so ajustadas, e a reao se processa por um determinado tempo como uma mistura perfeita ou ideal at que o processo seja interrompido assim que o grau de converso for atingido depois o produto segue para a etapa de separao Variao dos parmetros do processo no reator com o tempo reacional e a posio no reator:

Figura 3 Tabela sobre os parmetros do reatorVantagens Versatilidade (um nico vaso permitir uma sequncia de diferentes operaes sem a necessidade de interrupo da continuidade para manuteno, uma vez que a cada operao pode-se fazer isso). Altas converses podem ser obtidas por unidade de volume, desde que os reagentes possam permanecer no reator no tempo necessrio, Desvantagens: Requer maiores volumes de produo e consequentemente reatores maiores ou uma serie deles. Aplicaes: Processam-se compostos txicos e frmacos; Reao em fase liquida que requerem um tempo longo para atingir altas converses; Processos onde h dificuldade de operar em regime permanente, pois h presena de slidos em suspenso ou fluidos de alta viscosidade; Produo sazonal ou baixa demanda; Processamento de matrias de alto valor entre outros.1.3.2 Reator Semi-batelada Os reatores semi-batelada operam em regime no estacionrio, mas em sistema aberto, ou seja, h entrada de reagente em diferentes tempos enquanto ocorre a reao mas no h sada de produto. Em geral, um dos reagentes adicionado primeiro enquanto o outro vai sendo adicionado no decorrer da reao. Diferentes modos de operao de reatores em processo de semi-batelada: Figura 4 Exemplos de reatores semi-batelada

As vantagens e desvantagens desse tipo de reator so as mesmas apresentadas para o reator em batelada.

Aplicaes : Reaes contendo matrias-primas reativas (sofrem reaes paralelas, decompe-se ou polimerizam); Melhor controle de temperatura nas reaes altamente exotrmicas; Minimizao das reaes secundaria e evitando desperdcio de reagente; Reaes que envolvem gs mais lquido (gs borbulhado).

1.3.3 - Reator CSTR

um reator com tanque continuamente agitado. Ele consiste em tanques cilndricos, perfeitamente agitados, com escoamento continuo e sem acumulo de reagentes ou produtos. Trabalha em sistema aberto (continuamente alimentado e descarregado) e em regime estacionrio, que se caracteriza por uma operao contnua, onde as condies operacionais num dado ponto no variam com o tempo. Variao dos parmetros do processo no reator com o tempo reacional e a posio no reator:

Figura 5 Parmetros do reator CSTRVantagens Baixos custos operacionais por unidade de produto principalmente em produes de larga escala; Alta demanda; Facilidade no controle do processo e do produto (controle automtico); Facilidade no controle da temperatura.Desvantagens: Para aumentar a capacidade de produo: seria a disposio dos reatores CSTR em paralelo para o uso em reaes em fase liquida que envolvem lquidos e gases ou que necessitem de alto volume de produo;

Aplicaes: Processos de grande escala ou grande demanda; Processos contnuos; Processos em fase liquida.

1.3.4 - Reator PFR Um reator do tipo tubular para operao em regime permanente ou contnuo com fluxo pistonado. Geralmente, consiste em um tudo cilndrico que opera em estado estacionrio. O reator tubular pode ser sob a forma de um nico tubo longo ou vrios reatores menores dispostos em paralelo. Seu dimetro varia de centmetros a metros. Variao dos parmetros do processo no reator com a posio dentro do reator ao longo do tempo para o PFR.

Figura 6 Parmetros do reator PFR

Vantagens Permite alta converso por unidade de volume (maior que CSTR); Fcil manuteno quando no existem peas moveis; Mecanicamente simples; Homogeneidade do produto (maior qualidade); Adequado para estudo de reaes rpidas e em fase gasosa; Processos em grande escala.

1.3.5 - Reator anaerbio de fluxo ascendente e manto de lodo(UASB):

Reator anaerbio de fluxo ascendente e manto de lodo retm biomassa atravs de um decantador localizado no topo do reator e os gases so separados por defletores localizados na base dos decantadores. hoje um dos reatores mais utilizados. Se destaca pela sua simplicidade e a no necessidade de material de enchimento.

Figura 6 Reator UASB

O reator UASB um tanque com parmetros de projetos bem definidos. Um decantador com defletor de gases na sua parte superior fornece a separao dos slidos, lquidos e gases. Condies hidrulicas impostas atravs destes parmetros, levam formao de um lodo com muito boas caractersticas de sedimentao e alta atividade metanognica, favorecendo a reteno da biomassa no seu interior.

Uma importante vantagem deste reator que no so requeridos materiais sofisticados ou equipamentos eletromecnicos e nem mesmo material de enchimento.2 - Rota Qumica

Figura 7 Esquema das Rotas Qumicas O objetivo de um processo gerar um produto especfico mas podem existir inmeras rotas qumicas para se chegar no produto desejado. Rotas qumicas que usam matria prima mais barata e produzem a menor quantidade de produtos secundrios so preferveis. As rotas qumicas que produzem uma quantidade significativa de produtos secundrios indesejados devem ser evitadas j que esses produtos podem gerar inmeros problemas ambientais. Porem, existem outros fatores que devem ser considerados na escolha da rota qumica;Fatores considerados na escolha da rota:

Econmico (Lucro) Tcnico Segurana/Sade Sustentabilidade3 - Desempenho do Reator

Figura 7 Frmulas da Converso, Seletividade e Rendimento A converso de um reator tem grande influncia sobre o restante do processo, logo uma previso deve ser feita. Como j foi dito em rotas qumicas a produo de subprodutos deve ser a menor possvel, logo, devemos ter uma maior seletividade para uma dada converso ;4 - Tipos bsicos de reaes

Reao simples

Reaes Mltiplas Paralelas ou competitivas Srie ou consecutiva Srie e paralelo

4.1 - Reao simples

Figura 8 Esquema de Reao Simples

A taxa de reao para reaes simples expressa em funo de um nico reagente, ou seja, por uma nica equao cintica. Onde se deseja que a taxa ou velocidade da reao seja alta para reagente A. A B+C r = k.Ca

Figura 9 Grficos da concentrao em funo do tempo e da largura do reator4.2 - Reaes Paralela

Figura 10 Esquema de uma reao paralela a1 > a2 : a formao do produto D favorecida para altas concentraes de A. Logo, uso de PFR ou Batelada recomendado. a1 < a2 : a formao do produto D favorecida para baixas concentraes. Logo, recomenda-se o CSTR.

5 Fatores que Influenciam a Escolha do Reator A escolha do reator uma das principais decises na elaborao de uma planta industrial. Fatores como desempenho, eficincia do reator so levados em considerao para que o projeto tenha uma viabilidade econmica positiva e uma menor agresso ao meio ambiente.5.1 - Concentrao Para que o reator tenha uma maior converso nas reaes, utiliza um reagente em excesso ,essa escolha do reagente e feita atravs do tipo da reao:1) Reao simples e irreversvel: Usar um reagente em excessoExemplo: Figura 11 Reao de formao do dicloroetanoO reagente em excesso o Etileno, nessa reao.2) Reao simples e reversvel: Vrios os fatores so utilizados como adio de inertes, utilizao de reagentes em excesso, busca do equilbrio da reao e remoo dos produtos.

3) Reaes Mltiplas em paralelo:

Busca-se maior seletividade:

Figura 12 Reao de formao com suas taxas cinticas

-Exemplo:

Figura 13 Equao da taxa buscando a seletividade

Quanto maior a razo r1/r2 maior ser a seletividade.

4) Reaes Mltiplas em Srie - So inibidas a baixas concentraes e se houver mais de um reagente, basta que um esteja em baixa concentrao e o outro esteja em excesso;Exemplo: Figura 14 Equaes mltiplas para formao do benzeno e do difenilO indicado utilizar excesso de H2: a reao primria ser favorecida e reao indesejada ser inibida visto que o H2 o produto da reao secundria reversvel, logo, em excesso ele desloca o equilbrio para a formao de benzeno.5.2 Temperatura

So vrios os aspectos que devem ser levados em considerao no quesito temperatura como: Reaes endotrmicas: a temperatura deve ser constantemente elevada; Reaes exotrmicas irreversveis: igual a reaes endotrmicas; Reaes exotrmicas reversveis: a temperatura deve ser alta no incio das reaes e medida que a converso v atingindo o equilbrio, deve-se reduzi-la; Se a reao for do tipo de reao mltipla em srie e paralelo, a escolha da temperatura deve-se basear na temperatura que favorece a formao do produto desejado. O tipo de reator preferencial o reator adiabtico, pois mais simples e econmico. Quando deve-se operar com troca de calor, tcnicas de transferncia de calor como transferncia indireta, (feita por camisa ou serpentina), injeo (injeta-se matria prima fresca, em determinadas etapas da reao, quente ou fria, de acordo com a necessidade energtica do reator) ou ainda carreador de calor (alimentao de inertes junto aos reagentes a fim de reduzir o aumento da temperatura em reaes exotrmicas ou reduzir a queda de temperaturas em reaes endotrmicas) so utilizadas.

5.3 Presso:

So vrios os aspectos que devem ser levados em considerao quando analisamos a presso, tais como: Escolhida com base no estado que a reao deve ocorrer; Reaes lquidas - a escolha da presso ideal deve ser feita de modo a prevenir a vaporizao dos reagentes, possibilitar a vaporizao do lquido, a fim de este ser condensado e posteriormente voltar como refluxo ao reator, removendo assim calor de reao, e por fim, possibilitar a vaporizao de um dos componentes, caso a reao seja reversvel a fim de promover maior converso; Reaes gasosas leva-se em conta o tipo de reao e tambm se a reao fornecer um aumento ou diminuio do nmero de mols; Para reaes simples, reversveis e com decrscimo do nmero de mols - utiliza-se a maior presso possvel, pois com a diminuio do volume dentro do reator conforme se formam os produtos, ocorre o aumento da presso, causando tambm o aumento da converso no equilbrio.; Para reaes simples, reversveis com aumento do nmero de mols recomenda-se operar a alta presso no incio da reao a fim de favorecer a velocidade da reao e conforme a reao avanar deve-se diminuir a presso a fim de promover maior converso;

5.4 Fases do Sistema So diretamente relacionadas a temperatura e presso, as quais devem ser previamente estabelecidas. Faixa de presso conveniente: 1 - 10 bar.A presses menores que 1 bar os equipamentos utilizados operam vcuo e estes costumam ter a desvantagem de terem grandes tamanhos, e a presses maiores que 10 bar a espessura dos metais dos equipamentos deve especial e deve-se utilizar equipamentos especiais, tais como compressores. Faixa de temperatura conveniente: 40 250 C. A temperaturas menores que 40C deve-se utilizar refrigerao criogenia, a temperaturas maiores que 250C so utilizados fornos ou aquecedores e a temperaturas maiores que 400C o material de construo dos equipamentos deve ser especial, o que eleva o custo do equipamento.Em alguns processos possvel escolher a fase e quando isto possvel, geralmente a fase lquida a escolhida devido a operao e manuseio serem mais fceis.6 - Escolha do Separador A escolha do separador corresponde etapa ps-escolha do reator (Segunda etapa) podendo ser visualizada no diagrama a seguir:

Figura 15 Diagrama de Cebola da Hierarquia do Processo Qumico

Para que ocorra a separao precisa-se conhecer oque est presente na alimentao do separador. As substncias que so a alimentao do separador compem uma mistura, tal mistura diferente uma da outra dependendo do tipo de separador utilizado.7 Misturas

Mistura: associao de duas ou mais substncias em pores arbitrrias, separveis por meios mecnicos ou fsicos e em que cada um dos componentes guarda em si todas as propriedades que lhe so inerentes;Quando desejamos separar os componentes de uma mistura devemos usar processos especficos que so definidos de acordo com alguns fatores, como:1) O tipo de mistura: homognea ou heterognea; Seu estado fsico: slido, lquido ou gasoso;2) As propriedades fsicas dos materiais que constituem a mistura: pontos de fuso e ebulio, densidade e solubilidade;3) Produtos, Subprodutos e Rejeitos gerados;4) Nmero de Fases;5) Ordem de Separao.

7.1.1 Classificao das Misturas Mistura Heterognea Possui duas ou mais fases em que suas propriedades no so as mesmas em toda a extenso da mistura. Exemplo:: Figura 16 Mistura Heterognea de gua e leo. Mistura Homognea Possui uma nica fase em que suas propriedades so as mesmas em toda a extenso da mistura. Exemplo:

Figura 17 Mistura Homognea de gua e acar dissolvido

7.1.2 Procedimento para Separar os Tipos de Misturas O procedimento para separar uma mistura homognea de uma heterognea diferente, visto que so misturas de tipos diferentes, logo para cada uma temos uma maneira especfica de separa-las. Essas maneiras so:1) Para uma Mistura Heterognea utiliza-se uma separao por diferena de densidade entre as fases ou separao por barreira devido ao fato de que cada fase diferenciada. Logo, em uma mistura cada substncia tem diferentes propriedades com diferentes densidades, podendo ser separada por partes.Para separar esse tipo de mistura utilizamos os seguintes equipamentos/processos: - Decantadores, Sedimentadores; - Flotadores;- Ciclones, Hidrociclones e Centrfugas;- Filtros,

2) Para uma Mistura Homognea o processo inicial diferente da separao de uma mistura heterognea visto que necessrio adicionar ou criar uma nova fase no sistema, isto , tem-se a necessidade de transformar a mistura homognea em uma mistura heterognea para separa-la.Para separar esse tipo de mistura utilizamos os seguintes equipamentos/processos:- Destilao ( Mtodo mais comum); - Adsoro, Cristalizao e Evaporao;- Absoro e Esgotamento (Stripping Transferncia de massa da fase lquida para a fase gasosa); - Extrao Lquido-Lquido.

8 Regras Heursticas para Sistemas de Separao1) Remover primeiro o componente em maior/menor quantidade; 2) Estando os componentes em quantidades equivalentes, separar primeiro o mais fcil ou o mais difcil por ltimo; 3) No processo de destilao, se possvel, separar um componente destilado de cada vez; 4) Logo que possvel separar os compostos mais corrosivos ou mais perigosos;5) Evitar separaes que exigem espcies estranhas mistura, removendo-as logo que possvel no caso tenha que us-las; 6) Ao usar a destilao, remover no destilado o produto de maior interesse ou maior valor; 7) Para destilao, se possvel, remover primeiro o produto de maior calor de vaporizao.

9 Regras Heursticas para a Escolha do Equipamento1) Destilao como primeira escolha na fabricao de produtos de alta pureza;2) Absoro para remover um componente trao de impureza de uma corrente gasosa;3) Adsoro para remover traos de impurezas de correntes lquida ou gasosa;4) Extrao para separao de classes de componentes;5) Cristalizao para purificar um slido de uma soluo;6) Para concentrar solues usar Evaporador;7) Filtrao remove slidos de um efluente, e secadores retiram completamente a umidade do slido filtrado;8) Lixiviao para remover um slido ou uma mistura de slidos.

10 A Escolha do Mtodo de Separao

A escolha do mtodo de separao ideal depende principalmente da quantidade em que o componente est na mistura, ilustrativamente temos a seguinte tabela:Componente em menor quantidade

SlidoLquidoGs/Vapor

Componente em maior quantidadeSlidoClassificao em peneirasSecadores

Ciclone/Hidrociclone

CentrifugasPrensas

Flotao

LquidoDecantao/SedimentaoDecantaoArraste com Ar (Air Stripping)

Hidrociclone

Filtrao

CentrfugaExtrao Solvente

Cristalizador

Absoro em carvo ativado

Gs/VaporSedimentadorVasos de separaoAdsoro

CiclonesCicloneAbsoro

FiltrosLavadoresMembrana

LavadoresPrecipitaoDestilao criognica

Precipitao eletrostticaEletrostticaCondensao

Figura 18 Tabela para escolha do mtodo de separao

A tabela acima fornece qual equipamento ou processo ser utilizado para cada tipo de separao, basta conhecer as propriedades dos elementos da alimentao do separador.

10.1 Exemplos de separao10.1.1 - Mistura de componentes gasosos com baixa massa molar

Quando temos componentes gasosos com baixa massa molar temos um aumento na presso do sistema e proporcionalmente um aumento na temperatura de condensao da mistura, ou seja, torna-se mais difcil condensar uma mistura tendo que utilizar mais energia no processo. Seguindo este fluxo, como aumentamos a temperatura de condensao necessrio utilizar fluidos de resfriamento para no gerar perda no tempo de vida til do equipamento e para garantir a segurana de quem opera ou faz a manuteno do equipamento.Porm com o aumento de fluidos de resfriamento tem-se um aumento no custo total do processo para garantir maior segurana do estabelecimento.Por fim, para solucionar esse problema utilizamos os seguintes equipamentos:Absoro ou Adsoro, para ambientes grandes visando baixo custo;Separao por Membrana, para ambientes pequenos. Entretanto com custo elevado;

10.1.2 - Separao de um componente Voltil de um no VoltilA soluo deste processo simples e para esse tipo de problema a soluo o aquecimento da mistura fazendo com que o componente voltil evapore primeiro, o separando do outro componente.Para esse tipo de separao utilizamos Evaporadores ou Secadores.

10.1.3 - Separar Classe de componentes (Ex: Aromticos dos Alifticos)

A separao de classes de componentes muito utilizada em indstrias petroqumicas visto que quando o petrleo extrado temos muitos tipos de compostos lquidos diferentes. O grande problema que as propriedades comuns nesses compostos so significativas e a melhor maneira de separar por Extrao Lquido-Lquido.Esse processo ocorre da seguinte maneira: Inserimos um terceiro composto, geralmente a gua, para separar uma mistura de lquidos na mistura diferenciando as fases por diferena de solubilidade. Logo separamos os compostos uns dos outros e posteriormente utiliza-se outro processo de separao para separar a nova mistura de fases formada.

Figura 19 Esquema da Extrao Lquido-Lquido

10.1.4 Exemplo genrico envolvendo a maioria dos conceitos

Alimentao: Composto A (150g/L) Slido Composto B (250 g/L) Lquido (PE > 30C) Composto C (350 g/L) Lquido (PE < 30C) Composto D (250 g/L) Lquido (+ Denso entre os lquidos)(Imiscvel)1 Etapa: Analisar todos os estados fsicos de todos os compostos e identificar o tipo de misturaNo caso temos uma mistura heterognea visto que temos um slido, lquidos distintos e um lquido imiscvel.

2 Etapa: Separar o Composto em menor quantidade;Olhando para a concentrao dos compostos observamos que o composto A est em menor quantidade.Sabe-se que o composto A um slido ento podemos utilizar: Decantao/Sedimentao Hidrociclone Dependendo das Centrfugao caractersticas do Filtrao slido

Aps essa separao temos a seguinte mistura: Compostos Restantes: Composto B (250 g/L) Lquido (PE > 30C) Composto C (350 g/L) Lquido (PE < 30C) Composto D (250 g/L) Lquido( + Denso entre os lquidos)

3 Etapa: Checar as propriedades do lquidoObservamos que o composto D o composto mais denso e imiscvel, ento mais fcil de ser separado.Logo utilizaremos os seguintes processos de separao: Decantao Destilao Simples Dependendo das Destilao Fracionada caractersticas do Extrao Solvente lquido

Aps essa separao voltamos novamente para checar a mistura:Compostos Restantes: Composto B (250 g/L) Lquido (PE > 30C) Composto C (350 g/L) Lquido (PE < 30C)

4 Etapa: Checar as propriedades dos compostos restantes e ver qual processo melhor se adequa. Ponto de ebulio Decantao Destilao Simples > 30CDestilao Fracionada < 30CExtrao SolventeCom isso observa-se que para separar os lquidos restantes temos 2 processos que so a Destilao Simples ou Fracionada porm opta-se sempre pelo processo de menor custo ento temos:Destilao simples para separar o Composto B do composto C como soluo da ltima etapa de separao.11 - Referncias Bibliogrficas

FOUST, A.S., WENZEL, L.A., CLUMP, C.W., MAUS, L., ANDERSEN, L.B. Princpios das Operaes Unitrias, Rio de Janeiro: LTC Editora, 2 , Edio, 1980; GEANKOPLIS, C.J. Transport Processes and Separation Process Principles USA: Prentice Hall, 4th , Edition, 2003; ULBERT, Z., LAKATOS, B. G. Simulation of CMSMPR vacuum crystallizers, Computers and Chemical Engineering Supplement, Veszprm, ps435-s438,1999; PERRY; CHILTON. Manual de Engenharia Qumica. 5ed. Guanabara Dois,1980; Chemical process design and integration / Robin Smith.Ed: John Wiley & Sons Ltd Ano: 2005; Produced water treatment using hydrocyclones: theory and practical application. 14th Annual Internacional Petroleum Environmental Conference, Houston, 2007; FREITAS, A.B.G.; PAIXO, A.E.A.; SANTANA, C.R.S.; SILVA, G.F. Tratamento de gua produzida usando hidrociclone. Trabalho apresentado durante a feira Rio Oil & Gas 2008; http://pt.wikipedia.org/wiki/Separa%C3%A7%C3%A3o_de_misturas - Acessado em 28/05/2015.

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