Espírito Santo - livro

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    A474a Alves, Silvio Dutra Esprito Santo / Silvio Dutra Alves. Rio de Janeiro, 2017. 73p.; 14x21cm

    1. Teologia. 2. Vida Crist. 3. uno. 4. Santificao. I. Ttulo.

    CDD 230.227

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    Jesus morreu na cruz por ns, para que tendo nossa dvida de pecados perdoada e sendo justificados por

    Deus, pela f nele, pudssemos receber a promessa

    da uno e habitao do Esprito Santo, para sermos

    regenerados e santificados.

    Ns vemos esta verdade confirmada nas pginas da

    Bblia e especialmente no livro de Atos, conhecido

    por Atos dos Apstolos, e cujo melhor ttulo seria

    Atos do Esprito Santo, pois revela todo o trabalho do

    Esprito para a formao da Igreja.

    Sem o Esprito Santo no h nova criatura, e

    portanto, nenhum crente verdadeiro, pois pelo Seu

    poder que recebemos o novo corao de carne

    prometido na Palavra.

    Por isso temos a promessa do derramar do Esprito

    Santo desde os dias do Velho Testamento, para

    operar este trabalho de reconciliao do pecador

    arrependido com Deus, dando-lhe um corao cujos

    afetos estejam inteiramente voltados para amar o

    Senhor e o Seu povo.

    E dar-vos-ei um corao novo, e porei dentro de vs

    um esprito novo; e tirarei da vossa carne o corao

    de pedra, e vos darei um corao de carne. E porei

    dentro de vs o meu Esprito, e farei que andeis nos

    meus estatutos, e guardeis os meus juzos, e os

    observeis. (Ezequiel 3.25,26).

    Quando a promessa estava prxima de ser cumprida,

    veio Joo Batista anunciando o seu advento:

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    Eu, em verdade, tenho-vos batizado com gua; ele,

    porm, vos batizar com o Esprito Santo. - Marcos

    1:8

    E eu no o conhecia, mas o que me mandou a batizar

    com gua, esse me disse: Sobre aquele que vires

    descer o Esprito, e sobre ele repousar, esse o que

    batiza com o Esprito Santo. - Joo 1:33

    Tendo Jesus se manifestado, sendo aquele que

    batizaria com o Esprito, de seus prprios lbios soou

    a confirmao da promessa:

    Mas recebereis a virtude do Esprito Santo, que h

    de vir sobre vs; e ser-me-eis testemunhas, tanto em

    Jerusalm como em toda a Judia e Samaria, e at

    aos confins da terra. -Atos 1:8

    Tendo ordenado aos apstolos que no se afastassem

    de Jerusalm, mas que continuassem em orao

    unnime para o recebimento do batismo do Esprito

    Santo, isto ocorreu no dia de Pentecostes, cerca de

    quarenta dias depois.

    E no somente os apstolos foram batizados como

    tambm uma grande multido de cerca de 3.000

    pessoas que se converteram com a pregao dos

    apstolos sob o poder do Esprito.

    E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de

    vs seja batizado em nome de Jesus Cristo, para

    perdo dos pecados; e recebereis o dom do Esprito

    Santo; - Atos 2:38

    Depois destas coisas, Deus se voltou para a salvao

    dos gentios, e comeou a faz-lo pela casa do

    centurio romano Cornlio.

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    Para tal propsito dirigiu para l o apstolo Pedro, e

    enquanto este pregava, o Esprito Santo batizou a

    todos os da casa do centurio, produzindo a

    converso dos mesmos a Jesus, por um novo

    nascimento espiritual. E, dizendo Pedro ainda estas

    palavras, caiu o Esprito Santo sobre todos os que

    ouviam a palavra. E os fiis que eram da circunciso,

    todos quantos tinham vindo com Pedro,

    maravilharam-se de que o dom do Esprito Santo se

    derramasse tambm sobre os gentios. Porque os

    ouviam falar lnguas, e magnificar a Deus.

    Respondeu, ento, Pedro: Pode algum porventura

    recusar a gua, para que no sejam batizados estes,

    que tambm receberam como ns o Esprito Santo?

    - Atos 10:44-47.

    Digno de nota, quanto ao trabalho do Esprito foi

    tambm o que sucedeu com os discpulos de Joo

    Batista que haviam crido em Jesus, mas que no

    haviam ainda recebido o novo nascimento do

    Esprito. Disse-lhes: Recebestes vs j o Esprito

    Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Ns nem

    ainda ouvimos que haja Esprito Santo. Atos 19.2.

    E, impondo-lhes Paulo as mos, veio sobre eles o

    Esprito Santo; e falavam lnguas, e profetizavam.

    E estes eram, ao todo, uns doze homens. Atos

    19.6,7. Muitas outras passagens das Escrituras

    revelam este trabalho do Esprito Santo ungindo,

    batizando, regenerando, renovando e santificando

    aqueles que foram tornados filhos de Deus por meio

    da f em Jesus.

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    No nosso propsito citar todas estas ocorrncias

    abenoadas, seno o de dirimir as muitas dvidas e

    controvrsias que giram em torno do assunto relativo

    aos ofcios do Esprito Santo, e notadamente, quanto

    ao que se pensa sobretudo quanto ao seguinte:

    Muitos que foram ungidos pelo Esprito Santo,

    podem busc-lo para motivos incompletos, como por

    exemplo, simplesmente para manifestarem os dons

    espirituais sobrenaturais extraordinrios (lnguas,

    profecia, curas, etc), e no cogitam que h um

    propsito mais elevado na busca de uno do

    Esprito, que o da produo do seu fruto,

    especialmente o de amor (I Cor 12.31).

    Outros se acomodaram com a graa recebida na

    converso, pelos mais variados motivos, sem

    saberem na grande maioria, que no recebemos um

    estoque de graa na converso que ser suficiente

    para toda a nossa caminhada espiritual. Novas

    unes so necessrias para estarmos sempre

    avivados. Sem isto, no h verdadeiro prazer

    espiritual em Cristo e nas coisas celestiais, espirituais

    e divinas, porque este sentimento produzido

    somente quando estamos cheios do Esprito Santo.

    Lembremos sempre que um dos principais motivos

    da obra realizada por Jesus em nosso favor foi para

    que fssemos batizados no Esprito, de modo que

    andssemos e vivssemos sempre no Esprito. Por

    isso dito pelo apstolo que se no andarmos no

    Esprito, em vez de produzirmos o Seu fruto, o que se

    ver em ns sero as obras da carne (Gl 5).

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    Estaremos destacando a seguir vrias citaes de

    escritos dos pastores J. C. Philpot, Octavius Winslow,

    George Everard e John Angell James, para melhor

    entendermos qual a relao do crente com o

    Esprito Santo, para que ele possa ser espiritual e no

    carnal, e assim vencer o mundo, o diabo e a carne.

    Se esta trindade maligna no for vencida, o crente

    no poder ser coroado, pois a coroa prometida

    somente ao que vencer.

    "S fiel at a morte, e eu te darei a coroa da vida!"

    (Apocalipse 2:10).

    Sem o revestimento dirio do poder do Esprito

    Santo simplesmente impossvel obter a referida

    vitria.

    Se tivermos nascido de novo do Esprito podemos

    vencer o mundo, no dirigindo o nosso curso pelo da

    multido que nos rodeia.

    Quando o Filho do homem estava na terra, Ele

    lembrou a Seus discpulos que aqueles que o

    seguissem deveriam contentar-se em ter poucos

    companheiros: "Entrai pela porta estreita; porque

    larga a porta, e espaoso o caminho que conduz

    perdio, e muitos so os que entram por ela; e

    porque estreita a porta, e apertado o caminho que

    conduz vida, e poucos so os que a encontram."

    (Mateus 7: 13-14).

    Se isto assim, no se encolha de confessar

    corajosamente a Cristo porque voc est quase

    sozinho.

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    Seja seu propsito fixo, que se aqueles ao seu redor

    no se juntarem a voc em seu caminho para Sio -

    voc no vai ficar com eles na Cidade da Destruio.

    A companhia com a qual vocs se encontraro no

    final, mais do que recompensar a solido da estrada.

    Solitrio s vezes voc pode estar agora, mas l

    espera por voc no final de seu curso, uma alegre

    acolhida de toda a famlia dos remidos.

    Vencer o mundo, superar as sedues que ele tem

    para oferecer. O mundo nos oferece seno as honras,

    os ganhos, as vaidades e os prazeres pelos quais

    muitos so vencidos atravs do ofcio de seu

    perspicaz Inimigo, e perdem seu reino e sua coroa!

    Uma palavra de conselho pode aqui ser dada com

    referncia perseguio de objetos legtimos.

    natural e correto que os homens se esforcem para ter

    sucesso em tudo o que eles empreendem. Subir na

    vida, acumular para ns ou para nossas famlias, no

    ilegal; na verdade, a vida perderia metade do seu

    interesse, se no fossem permitidos tais objetivos -

    mas o principal ponto sempre mant-los no seu

    lugar certo. Que sejam secundrios, e no o objeto

    principal de nossa ambio. Precisamos seguir as

    instrues que Cristo estabeleceu para nossa

    orientao no Sermo da Montanha.

    "No ajunteis para vs tesouros na terra; onde a traa

    e a ferrugem os consomem, e onde os ladres minam

    e roubam; mas ajuntai para vs tesouros no cu, onde

    nem a traa nem a ferrugem os consumem, e onde os

    ladres no minam nem roubam.

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    Porque onde estiver o teu tesouro, a estar tambm

    o teu corao." (Mateus 6: 19-21). Ou seja, que a

    segurana dos tesouros terrenos seja subordinada

    obteno de tesouros no Cu. Deixe seu corao estar

    no ltimo e no no primeiro.

    Novamente. "Buscai primeiro o reino de Deus e a sua

    justia, e todas estas coisas vos sero acrescentadas."

    Uma palavra aqui tambm necessria com

    referncia a divertimentos duvidosos.

    Falar deles pisar em terrenos delicados, mas a

    Palavra de Deus d a pista pela qual devemos ser

    guiados. Estabelece certos princpios que uma

    conscincia iluminada, e um corao tocado com

    amor a Cristo, no mal interpretam. Em muitas

    dessas diverses no h nada sobre o que podemos

    colocar o dedo, e dizer: "Isto proibido" - mas o

    nosso grande inimigo sabe muito bem que no em

    coisas positivamente ilegais, mas em que so

    duvidosas, que ele pode ganhar mais vantagem.

    Julgue se a atmosfera do teatro, da pista de corrida,

    do salo de baile e de todos os divertimentos

    mundanos no so muito prejudiciais vida de Deus

    na alma. Julgue o seu dever nesta questo, no pela

    opinio daqueles que o rodeiam, mas por uma calma

    considerao orando no Esprito em passagens como

    as seguintes:

    "Eu lhes dei a tua palavra; e o mundo os odiou,

    porque no so do mundo, assim como eu no sou do

    mundo. No rogo que os tires do mundo, mas que os

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    guardes do Maligno. Eles no so do mundo, assim

    como eu no sou do mundo." (Joo 17: 14-16).

    "No se conformem a este mundo." (Romanos 12: 2).

    "No amem o mundo, nem as coisas que esto no

    mundo." (I Joo 2:15)

    "Quem escolhe ser amigo do mundo, torna-se

    inimigo de Deus". (Tiago 4: 4).

    "No ameis o mundo, nem o que h no mundo: se

    algum ama o mundo, o amor do Pai no est nele".

    (1 Joo 2:15).

    Estude tambm Lucas 8.14; 9,23; Filipenses 3.13, 14,

    20, 21; Colossenses 3.1,2; 1 Timteo 5,6; Tito 2,12-14;

    Tiago 4.4; 1 Pedro 4,7; 2 Pedro 3.11, 12.

    No duvide que nosso Pai se deleite na felicidade de

    Seus filhos, e que Ele no negar o que realmente

    lhes convenha.

    Cristo se assentou na festa de casamento, e Sua me

    e Seus discpulos estavam com Ele. Este fato pode dar

    uma regra simples: Onde quer que possamos pedir

    ao Mestre para nos acompanhar, l estaremos

    seguros. Onde quer que Sua presena esteja, no ,

    exceto em raros casos, o lugar para algum de Seu

    povo.

    Tanto no que diz respeito ao nosso apontar para os

    tesouros da terra, quanto para participar dos

    prazeres que ela oferece, temos um excelente

    exemplo no esprito de Moiss. Sua escolha era sbia.

    Diante dele, a perspectiva era to atraente quanto se

    poderia imaginar.

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    Dentro de seu alcance estava o melhor que o Egito

    poderia oferecer. Riqueza, posio e tudo o que se

    podia comprar eram seus. No entanto, ele recusou.

    Pisou-os sob seus ps. Em outras circunstncias,

    muito ele poderia ter retido e consagrado ao servio

    de Deus - mas quando entrou em concorrncia com

    uma poro melhor, ele alegremente abandonou

    tudo. "Pela f Moiss, sendo j homem, recusou ser

    chamado filho da filha de Fara, escolhendo antes ser

    maltratado com o povo de Deus do que ter por algum

    tempo o gozo do pecado, tendo por maiores riquezas

    o oprbrio de Cristo do que os tesouros do Egito;

    porque tinha em vista a recompensa. Pela f deixou o

    Egito, no temendo a ira do rei; porque ficou firme,

    como quem v aquele que invisvel. (Hebreus 11:

    24-27).

    Se quisermos vencer o mundo, no devemos estar

    totalmente absorvidos pela rotina diria do dever.

    Que devemos diligentemente atender s

    reivindicaes de um chamado lcito, ningum pode

    duvidar; mas o esprito com que o fazemos, que

    marca se o mundo nosso servo ou nosso mestre.

    O trabalhador com a mo no arado pode apreciar em

    seu interior pensamentos brilhantes do Paraso

    acima. O comerciante, ao longo do dia se misturando

    na multido ocupada, pode ainda encontrar um lugar

    vago em seu interior para a presena santificada de

    Cristo.

    Tome dois homens envolvidos na mesma

    perseguio, bastante combinados no trabalho a ser

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    feito, e as preocupaes que lhe pertencem, e no

    raramente voc vai encontrar a maior diferena

    possvel entre eles. Olhe e leia o corao de cada um,

    e o que ele diz.

    O pensamento interior de um deles : "Negcio,

    dinheiro, trabalho, dever - tu s o meu Deus, porque

    eu vivo, trabalho, luto dia a dia".

    O corao do outro fala muito de outro modo: "Oh,

    meu Salvador, mantenha-me perto de Ti por tua

    graa! Em conflito da vida esteja sempre minha

    direita! Que em todos os meus trabalhos eu possa

    glorificar-te! Que eu possa passar por coisas

    temporais, que, finalmente, no venha a perder as

    coisas eternas!"

    Para vencer o mundo, devemos suportar

    pacientemente e humildemente a cruz que pode ser

    colocada sobre ns.

    Nenhum cristo est sem cruz - e muitas vezes

    pesada.

    Nos dias passados, Seus seguidores no acharam

    fcil dominar a vergonha e a perseguio que vieram

    sobre eles por causa dele. Levados ao exlio ou

    queimados na fogueira, expostos a animais selvagens

    ou lanados no mar - seus mrtires fiis sofreram a

    perda de todas as coisas, at a prpria vida, ao invs

    de negar Aquele a quem amavam. Nem este

    julgamento aprovado.

    "Todos os que viverem piedosamente em Cristo

    Jesus, sofrero perseguio". Especialmente no

    incio de uma vida crist, esta cruz sentida. Velhos

  • 13

    amigos se vo, observaes indecentes so feitas,

    pequenos aborrecimentos so colocados no caminho.

    Em muitas posies, uma luta para toda a vida fazer

    uma boa confisso diante dos mpios.

    Para vencer o mundo, no devemos nos guiar pelas

    mximas que o mundo segue.

    Profisso de religio abunda mas poucos desejam,

    em algum sentido, serem considerados bons cristos.

    Mas qual a regra da vida pela qual os homens so

    guiados? Com a maior extenso do amor, podemos

    crer que so guiados pelos preceitos de Cristo? No

    dolorosamente evidente que os princpios que os

    movem no so os da Sagrada Escritura?

    fcil agir assim atravs da vida? Longe disso.

    Requer esforo, vigilncia e orao. Aqueles que

    imaginam que no h dificuldade, nunca fizeram a

    tentativa.

    possvel agir assim? Certamente . Em grande

    medida cada cristo pode ser vitorioso neste conflito.

    Deus coloca uma arma em nossas mos, to poderosa

    que nunca precisamos nos desesperar: "Esta a

    vitria que vence o mundo, nossa f, quem aquele

    que vence o mundo, seno aquele que cr que Jesus

    o Filho de Deus?" (1 Joo 5,4,5).

    Por que isso? Por que a f, em vez de qualquer outra

    graa, leva a palma da vitria?

    Para vencer o mundo, devemos nos engajar no poder

    de Cristo pela f.

    O homem fraco e sem foras para enfrentar uma

    nica tentao. "Sem mim", Cristo declara, "voc no

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    pode fazer nada". Mas, o Redentor forte est

    empenhado em colocar adiante Seu poderoso poder

    para apoiar aqueles que confiam Nele. A f faz isso.

    Foi maravilhosamente definido como sendo "o

    Esprito Santo movendo a alma para apoiar-se em

    Jesus!" Da vem que o crente pode se levantar acima

    de todas as influncias opostas ao redor.

    "Vs sois de Deus, filhinhos, e os tendes vencido (isto

    , os falsos mestres), porque maior Aquele que est

    em vs, do que aquele que est no mundo".

    A f triunfa, porque traz amor.

    "A f funciona pelo amor." Nada mais forte do que

    o poder do amor. Por sete longos anos, duas vezes

    mais, Jac trabalhou e trabalhou, noite e dia, e

    contudo eles lhe pareceram apenas alguns dias, pelo

    amor que ele devotava a Raquel. Jonatas no ficou

    nem um pouco sem descontentamento de seu pai,

    porque, por amor a Davi, tomou sua parte e suplicou

    sua causa. Que labuta e dificuldades uma me, por

    amor a seu filho de que confortos, prazeres, at

    mesmo necessidades, ela vai desistir, para que ela

    possa atender a um beb doente. Durante toda a

    noite vi uma me, a bordo de um navio a vapor,

    vigiando o seu pequeno; cansada e exausta, mas no

    saa do seu lado, mas permanecia ali, para antecipar

    todas as suas necessidades.

    O amor de Cristo, derramado dentro do corao pelo

    Esprito, da mesma forma, um instrumento

    poderoso para nos capacitar, quer para o trabalho,

    quer para a perseverana nas dificuldades, ou para

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    enfrentar o oprbrio no mundo. Poucos trabalharam

    to incessantemente, ou mais pacientemente,

    suportaram todas as provaes e cruzes que lhes

    foram designadas, do que o Apstolo dos gentios, e

    seu nico motivo era o amor: "O amor de Cristo nos

    constrange", era o segredo de sua vida maravilhosa .

    E o amor sempre filho da f verdadeira. Todo

    aquele que cr em Cristo, deve am-Lo. "Para os que

    creem, Ele precioso". Quanto mais a f tambm

    aumentar, mais tambm amaro.

    A f triunfa, porque traz consigo uma alegria

    presente.

    A f traz alegria. "Que o Deus da esperana vos encha

    de toda alegria e paz em crer". Quem pode crer em

    um perdo livre e perfeito, com o cuidado sbio e

    terno do Pai, em Sua pronta disponibilidade para

    ouvir nossas oraes sem que tenha, em certa

    medida, um raio de alegria em sua alma?

    A alegria traz fora. "A alegria do Senhor a vossa

    fora." Essa alegria supera os prazeres terrenos e

    contrabalana todas as tristezas terrenas. "Triste,

    contudo sempre regozijando-se" pode soar como um

    paradoxo; mas para aqueles fortes na f, tem sido

    uma realidade.

    Aqui est uma lio que vale a pena ponderar. A

    alegria da f triunfa sobre o mundo.

    Aquele que acabou de provar as uvas de Escol - no

    ter nenhum desejo para as mas de Sodoma.

    Aquele que saciou a sua sede nas guas do Rio da

  • 16

    Vida - no se abaixar para beber dos fluxos poludos

    da terra.

    "Por que voc agora se abster do que uma vez foi o

    seu prazer?" Foi perguntado a um homem.

    "Encontrei algo melhor - eu encontrei Jesus", foi a

    resposta.

    Quanto mais pudermos encontrar satisfao e

    repouso em Cristo, como a poro principal de

    nossas almas, mais completamente seremos capazes

    de expulsar o esprito do mundo, que ainda pode nos

    perseguir. H rvores que retm muitas de suas

    folhas velhas - at que novas sejam apresentadas. H

    sentimentos e hbitos que nunca podem ser

    deslocados, at que melhores sentimentos e hbitos

    surjam.

    O conforto do Esprito, o amor de Cristo, a paz que

    passa pela compreenso - constituem o antdoto mais

    seguro contra os sentimentos e o melhor apoio contra

    as tribulaes de um mundo mau.

    A f tambm triunfa, porque o telescpio pelo qual

    as coisas invisveis so trazidas vista, e as coisas

    distantes so trazidas perto!

    Por que os homens esto to completamente

    envoltos nas coisas mundanas que os cercam? No

    porque para eles um estado futuro no tem existncia

    real?

    Eles se levantam de manh e descansam noite,

    regozijam-se em prosperidade e sofrem sob

    julgamento dia aps dia, ms aps ms, ano aps ano

    - sem se dar conta de que, comparado com o que

  • 17

    ainda se manifestar, as coisas do dia so apenas

    como uma sombra passageira.

    Mas pegue o telescpio. "A f a substncia das

    coisas esperadas - a evidncia das coisas no vistas."

    Acredite nas promessas de Cristo, com referncia a

    um mundo ainda por vir. Contemple, com certeza, a

    terra que est longe, as manses na casa do Pai, a

    glria da cidade eterna.

    A cena atual, ento, perder muito do seu poder.

    Uma nova fonte de ao ser sentida.

    E o que permite ter toda esta experincia real

    espiritual seno apenas a uno do Esprito Santo em

    renovadas infuses na vida do crente?

    Precisamos no somente do lavar regenerados do

    Esprito Santo, como tambm do renovador que se

    repete tantas vezes quantas necessitemos dele.

    O regenerador recebemos na converso, mas a graa

    no dada na converso num estoque completo para

    toda a nossa jornada crist. Por isso precisamos de

    renovadas unes para recebermos maiores pores

    da graa pela qual nosso corao ligado ao de Deus

    realizando uma real comunho com Ele em esprito.

    "Ora, vs tendes a uno da parte do Santo, e todos

    tendes conhecimento." (1 Joo 2:20)

    Ao dizer tais palavra o apstolo como que indagava

    aos crentes: O que lhe preservou fiel quando os

    outros se mostraram infiis? O que lhe manteve

    ainda inclinado e olhando para um Emanuel

    crucificado, quando outros pisotearam o seu sangue

  • 18

    e se voltaram para os dolos? Foi a sua prpria

    sabedoria, a sua prpria capacidade, justia e fora?

    No; no foi! Mas voc tem a uno do Santo, e voc

    sabe todas as coisas." Isto o que ele infere: "Voc

    tem a uno do Santo". o que lhe manteve, o que

    lhe ensinou. "Filhinhos, moos e pais, vocs tm a

    uno do Santo", e por essa uno "vocs conhecem

    todas as coisas".

    O que ter a uno do Santo. Vejamos a figura

    simples contida no texto. Uno significa

    literalmente o ato de ungir. "E quanto a vs, a uno

    que dele recebestes fica em vs, e no tendes

    necessidade de que algum vos ensine; mas, como a

    sua uno vos ensina a respeito de todas as coisas, e

    verdadeira, e no mentira, como vos ensinou ela,

    assim nele permanecei." (versculo 27). Tem

    provavelmente alguma referncia ao unguento que

    naqueles pases quentes era empregado para ungir o

    corpo, e mant-lo em sade. Mas, alm disso, h uma

    referncia ao que lemos em xodo 30: 22-33, onde

    Deus ordenou a Moiss que fizesse um azeite de

    uno sagrado pelo qual o tabernculo e todos os

    vasos nele contido fossem consagrados;

    prefigurando a uno especial do Esprito Santo nos

    coraes e conscincias do povo de Deus.

    De modo que, como nenhum vaso do tabernculo era

    santo at que fosse ungido com o leo consagrado,

    tambm nenhuma alma santa at que tenha

    recebido a uno do Santo. Nenhuma orao,

    nenhum louvor, nenhum servio nenhum sacrifcio,

  • 19

    nenhuma ordenana pode ser santa a menos que seja

    tocada com esta uno pura - a uno divina do

    Esprito Santo.

    O leo de uma natureza suavizante. aplicado ao

    corpo para suaviz-lo e amaci-lo. Assim,

    espiritualmente, a uno do Esprito Santo torna a

    conscincia sensvel. Onde quer que a uno venha,

    tira o corao de pedra e d um corao de carne. Ela

    remove a impenitncia, a incredulidade, a

    obstinao, a perversidade, a autojustia e a

    presuno; suaviza e amacia e torna o corao e a

    conscincia sensvel, para cair sob o poder da

    verdade.

    At que o Esprito Santo, por suas operaes

    sagradas sobre o corao de um homem, o suavize

    desta maneira, a verdade nunca cai com qualquer

    peso ou poder sobre ele. E esta a razo pela qual

    centenas ouvem a verdade sem qualquer efeito; no

    sendo ungido com esta uno do alto, o corao de

    pedra no tirado, e permanece o corao mau da

    incredulidade que rejeita a verdade solene de Deus.

    Mas, quando o Esprito Santo traz o secreto,

    misterioso e invisvel, mas poderoso leo de uno da

    graa no corao, ele recebe a verdade como de Deus;

    e a verdade assim vinda de Deus penetra na alma.

    A lei soa suas maldies; mas nunca tocam na

    conscincia at que a uno do Esprito a penetre. O

    evangelho traz suas bnos; mas sem esta uno

    elas nunca vm com sabor e poder na alma. Cristo

    falado na Escritura como sendo para alguns "a raiz de

  • 20

    uma terra seca - ele no tem forma nem beleza, e

    quando o vemos, no h beleza que desejemos nele"

    (Isaas 53: 2). E por que assim, seno pela falta

    desta uno do Esprito Santo.

    Onde quer que a uno esteja na conscincia de um

    homem, ela sempre tornar essa conscincia

    sensvel. Para que, se voc vir qualquer homem,

    qualquer profisso que ele faa, que seja ousado em

    moderao, presunoso, e seguro de si, tenha certeza

    de que a uno do Esprito Santo ainda no tocou em

    seu corao; ele tem apenas um nome para viver

    enquanto est morto. Agora observe isto, nos

    homens e mulheres professantes, e nos ministros que

    ouviram, e vocs vero neles este esprito suave,

    terno e manso. Se isto totalmente ausente, porque

    a uno do Esprito Santo ainda no veio sobre eles.

    Ainda, o leo de uno de natureza PENETRANTE.

    Quando o unguento ou leo esfregado em qualquer

    coisa ele penetra na substncia. No fica na

    superfcie; penetra abaixo da superfcie na prpria

    substncia daquilo em que foi aplicado. Assim,

    espiritualmente quanto uno do Santo no corao

    e na conscincia. No caso da maioria das pessoas que

    tm verdade no entendimento, mas no trazida ao

    corao pelo poder divino - o efeito superficial.

    No h profundidade de experincia vital em seus

    coraes; assim, eles se assemelham aos ouvintes

    pedregosos de quem lemos na parbola do semeador:

    "E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde no

    havia muita terra: e logo nasceu, porque no tinha

  • 21

    terra profunda; mas, saindo o sol, queimou-se e, por

    no ter raiz, secou-se." (Mt 13: 5,6). Em seu caso, a

    Palavra no tem, como uma espada de dois gumes,

    que perfure at a diviso da alma e do esprito, das

    articulaes e da medula, nem se afundou em suas

    conscincias a ponto de discernir os pensamentos e

    intenes de seu corao. Mas, a uno do Santo, o

    ensino interno e a operao do Esprito penetra em

    cada corao ao qual ele vem. No se situa apenas na

    superfcie; no muda apenas o credo; no altera

    apenas a vida exterior. Vai mais profundo do que

    credo, lbio, ou vida; ele afunda nas prprias razes

    da conscincia. Se sua religio nunca penetrou

    abaixo da superfcie, ela no tem essa grande prova

    de ter vindo de Deus. A religio de Deus consiste na

    uno do Santo que vai abaixo da casca e da pele; que

    trabalha at o fundo do corao do homem e abre-o

    e coloca-o nu diante dos olhos daqueles com quem

    tem que lidar. em virtude desta uno que nossos

    motivos secretos so revelados, e o orgulho, a justia

    prpria, a presuno, o egosmo e toda a depravao

    que fermenta no corao de um homem so abertos.

    pelos efeitos penetrantes desta luz divina e vida na

    alma de um homem que todos os funcionamentos

    secretos de seu corao so descobertos.

    Um homem nunca pode detestar-se no p e na cinza,

    nunca abominar-se como o mais vil dos vis at que

    este leo de uno secreta toque seu corao. Ele

    ficar satisfeito com um nome para viver, com uma

    profisso vazia, at que este ensinamento de Deus o

  • 22

    Esprito passe por cada manto e vu, e busque nos

    prprios rgos vitais, de modo a afundar nas

    profundezas secretas do esprito de um homem. Ele

    nunca absolutamente honesto com Deus ou com ele

    mesmo, at que a uno do Santo o faa ver a luz na

    luz de Deus. Ainda, a uno, ou leo de uma

    natureza PROPAGADORA. Ele se difunde, como

    chamado. No se limita ao pequeno ponto em que

    cai, mas estende-se em todas as direes. Assim

    com o ensinamento untuoso do Esprito Santo no

    corao de um homem. Ele se espalha atravs da

    alma. Portanto, o Senhor o compara ao fermento (Mt

    13.33). Como funciona o fermento? muito pequeno

    em si mesmo, um pequeno caroo; mas quando

    colocado na grande massa de farinha, ele se difunde

    atravs de cada parte dela; de modo que nem uma

    nica migalha do po fica sem ser afetada por ele.

    Assim, onde quer que a uno do Santo toque o

    corao de um homem, ela se espalha, ampliando e

    estendendo suas operaes. Comunica, assim, dons

    divinos e graas onde quer que venha. Ela confere e

    extrai a f, e d arrependimento e tristeza segundo

    Deus, causa autoaborrecimento secreto, separao

    do mundo, atrai as afeies para cima, torna o pecado

    odiado, e Jesus e sua salvao amados.

    Agora, se voc tivesse um filho, e estivesse muito

    ansioso por seu crescimento, voc no gostaria de ver

    o brao e a perna da criana crescerem, e as outras

    partes do corpo permanecerem como estavam. Voc

    no gostaria de ver sua cabea crescendo muito mais

  • 23

    rpido do que o corpo; voc logo teria medo de que a

    criana morresse. E ainda assim voc encontrar

    alguns professantes que crescem somente em uma

    coisa; eles nunca crescem em simplicidade, orao,

    espiritualidade, vigilncia e mente celestial. Sua f, se

    quisermos acreditar em suas prprias declaraes,

    cresce muito, mas nunca vemos as outras graas e os

    frutos do Esprito crescerem neles. Mas, um

    crescimento to monstruoso como este no o

    crescimento do novo homem da graa. Que cresce

    igualmente em todas as suas partes, e cada membro

    tem uma proporo harmoniosa em relao ao

    restante. Se a f aumenta, a esperana e o amor

    crescem - e, quando a f, a esperana e o amor

    crescem - a humildade, a espiritualidade e a

    simplicidade, a morte para o mundo e todas as

    demais graas e todos os demais frutos do Esprito

    crescem na mesma proporo. Onde quer que a

    uno do Esprito Santo toque o corao de um

    homem, ela se difunde por toda a sua alma e o torna

    totalmente uma nova criatura. Ela d novos motivos

    e comunica novos sentimentos; ela amplia e derrete

    o corao, espiritualiza e atrai as afeies para cima,

    e produz o que o apstolo declara como os efeitos da

    unio com Cristo:

    "Portanto, se algum est em Cristo, uma nova

    criatura: as coisas velhas j passaram, eis que todas

    as coisas se tornaram novas." (2 Cor 5: 17).

    Dessa santa uno Joo diz que ensina todas as

    coisas, e verdadeira, e no mentira. Sem ela toda

  • 24

    a nossa religio uma bolha, e toda a nossa profisso

    uma mentira; sem ela todas as nossas esperanas

    acabaro em desespero. Vejam, pois, vocs que

    temem ao Senhor, ou desejam tem-lo - se podero

    encontrar algo desta uno do Santo em repouso no

    seu corao - qualquer secreto derretimento do seu

    esprito diante do Senhor, de afeio no seio de Jesus,

    qualquer sentimento avassalador e esmagador desse

    amor que transmite conhecimento; qualquer desejo

    interior de desfrut-lo e deleitar-se inteira e

    unicamente nele. Agora, esta uno do Santo ser

    sentida apenas quando o Senhor, o Esprito, tem o

    prazer de traz-la em sua alma. Pode ser seno uma

    vez por ano, uma vez por ms, ou uma vez por

    semana. No h tempo fixado para isso ser dado; mas

    apenas em tal poca e de tal maneira como Deus v o

    ajuste. Mas, sempre que chegar ao corao, suas

    operaes e efeitos sero os mesmos, os sentimentos

    que ela cria e os frutos que produzem sero os

    mesmos. Que misericrdia ter uma gota desta uno

    celestial! Desfrutar de um sentimento celestial!

    Provar a menor medida do amor de Cristo

    derramado no corao!

    Que misericrdia indizvel ter um toque, um

    vislumbre, um olhar, uma comunicao da plenitude

    daquele que preenche tudo em todos!

    Isto santifica todas as nossas oraes; isto santifica a

    pregao, santifica as ordenanas, nosso culto

    pblico, as pessoas, os sacrifcios, as ofertas de todos

    os adoradores espirituais; como eu leio: "Para que eu

  • 25

    seja ministro de Jesus Cristo para os gentios,

    ministrando o evangelho de Deus, para que a oferta

    dos gentios seja aceitvel, santificada pelo Esprito

    Santo" (Romanos 15:16).

    a doce uno do Santo que une os coraes do povo

    de Deus em laos indissolveis de amor e afeto. Por

    esta uno do Santo, conhecemos a verdade, cremos

    na verdade, amamos a verdade e somos mantidos na

    verdade dia aps dia e hora aps hora. esta a

    grande coisa que sua alma est ansiando e

    pressionando para desfrutar? Nos afundamentos

    secretos ou nos levantamentos secretos de seu

    esprito nas mais ntimas sensaes do seu corao

    para com Deus, a uno do Santo, a uno divina do

    Esprito Santo a coisa principal que voc est

    procurando? Sem essa uno do Santo, no temos

    sentimentos ternos em relao a Jesus, nem desejos

    espirituais de conhec-lo e poder de sua ressurreio;

    sem esta uno no temos nem um s sopro de

    orao, nem um suspiro espiritual ou anseio em

    nossa alma. O povo do Senhor frequentemente anda

    num estado de trevas; por esta uno do Santo, eles

    so trazidos para a luz.

    Por esta uno do Santo, eles so sustentados sob

    aflies, perplexidades e tristezas. Por esta uno do

    Santo quando eles so injuriados eles no insultaro

    novamente. Por esta uno do Santo veem a mo de

    Deus em todo castigo, em toda providncia, em toda

    provao, em cada dor e em todo fardo. Por esta

    uno do Santo podem suportar castigo com

  • 26

    mansido, e colocar a sua boca no p, humilhando-

    se sob a poderosa mo de Deus.

    Toda palavra boa, toda boa obra, todo pensamento

    gracioso, desejo santo e sentimento espiritual

    devemos a esta nica coisa: a uno do Santo.

    uma coisa solene ter uma uno do Santo, e uma

    coisa solene no t-la. uma coisa solene viver sob

    esta doce uno; mas que coisa solene ter uma

    profisso religiosa e nada saber desta doce uno! Se

    no grande dia quando os nicos que sero salvos

    forem os que tiveram essa uno do Santo, onde

    estaro os milhares que tiveram apenas um nome

    para viver? Se isso verdade, como , onde estaro

    milhares no ltimo dia, quando o Juiz vai sentar-se

    sobre o grande trono branco?

    Mas, se a uno do Santo est sobre um homem, ele

    um vaso consagrado de misericrdia; a ira, a justia

    e a lei no podem toc-lo; o leo da uno est sobre

    ele, a bno de Deus repousa sobre sua alma, e ele

    est seguramente escondido no oco da mo de Deus,

    da ira que est vindo sobre o mundo.

    Vejamos agora como em virtude desta uno do

    Santo, ns conhecemos todas as coisas.

    E voc sabe todas as coisas. O que o apstolo quer

    dizer com isso? Quer dizer que eles realmente sabem

    todas as coisas, todos os domnios da cincia; todos

    os departamentos variados da arte? Oh no; o povo

    do Senhor um povo muito pobre, e geralmente um

    povo muito ignorante em questes de conhecimento

    humano. No; eles so ignorantes para a maior parte

  • 27

    dos vrios ramos do conhecimento humano. No

    sua provncia saber o que os eruditos deste mundo

    conhecem; pois tal conhecimento no para seu

    conforto ou lucro espiritual. uma misericrdia

    ignorar o que os sbios deste mundo consideram as

    nicas coisas que valem a pena ser conhecidas.

    Nem significa que eles conhecem todos os mistrios

    do evangelho. Muitos do povo de Deus ignoram os

    pontos finos da divindade, e muitos professantes

    mortos no pecado e que vivem segundo o curso deste

    mundo so muito mais conhecedores da letra das

    Escrituras e do grande plano da salvao do que

    alguns dos pobres da verdadeira famlia de Deus.

    Mas, por esta expresso podemos entender que eles

    sabem tudo o que proveitoso, todas as coisas

    necessrias, como diz o apstolo Pedro: "Todas as

    coisas que pertencem vida e piedade" (2 Pedro 1:

    3). Quais so, ento, algumas dessas coisas?

    1. Eles se conhecem. O conhecimento de si mesmo

    indispensvel para a salvao. Se um homem no se

    conhece, no pode conhecer a Deus; se um homem

    no se conhece, no pode conhecer o Filho de Deus.

    Conhecer-nos e ver-nos nas verdadeiras cores como

    pobres, miserveis, imundos, pecadores culpados,

    filhos perdidos, com um corao enganoso acima de

    todas as coisas e desesperadamente corrupto, com

    uma natureza profundamente depravada,

    desamparada e sem esperana. Conhecer a ns

    mesmos pararia todo o tipo de jactncia. Pararia de

    pensar em si mesmo melhor do que os outros, e

  • 28

    eficazmente derrubaria toda a retido da criatura, se

    um homem uma vez teve a uno do Santo em seu

    corao e conscincia, fazendo-se conhecido para si

    mesmo.

    Por esta uno do Santo, conhecemos nossa

    pecaminosidade, nossa terrvel, desesperada e

    abominvel pecaminosidade; por esta uno do

    Santo, conhecemos nossa hipocrisia, nossa terrvel e

    desesperada hipocrisia; por esta uno do Santo,

    conhecemos a nossa obstinao, a nossa

    perversidade, a nossa alienao de Deus, a nossa

    prontido para com o mal e a nossa terrvel averso

    ao bem; por esta uno do Santo, sabemos que

    merecemos a ira eterna de Deus, que por natureza

    estamos a uma distncia infinita de sua pureza; que

    somos todos como uma coisa imunda, e que todas as

    nossas justias so como trapos imundos.

    Se um homem no est enraizado e fundamentado

    no conhecimento do eu, ele nunca pode ser enraizado

    e fundamentado no conhecimento de Cristo como

    um Salvador: "O Filho do homem veio para buscar e

    salvar o que estava perdido" (Lucas 19.10).

    Portanto, se uma pessoa no se conhece como

    perdida, nem geme, nem suspira por estar perdida,

    tudo o que Jesus e tudo o que Jesus tem para os

    pobres pecadores perdidos est oculto aos seus olhos.

    Esta a razo de haver tanta profisso sem

    possesso; tanto da letra sem o Esprito, tanta

    doutrina sem o poder.

  • 29

    Mas, quando somos ensinados pelo Esprito Santo a

    nos reconhecermos perdidos e arruinados, ento

    queremos saber que h um Salvador, e um Salvador

    como esse pode nos salvar de nossa condio

    perdida. No de admirar que os homens desprezem

    a Pessoa de Cristo, no admira que eles neguem sua

    divindade eterna, subjugada; no admira que eles

    neguem a Filiao eterna de Jesus e a personalidade

    e operaes de Deus o Esprito; no de admirar que

    espezinhem o mistrio divino da Trindade. Eles

    nunca se viram; eles nunca gemeram debaixo de uma

    carga de pecado; nunca tiveram um conhecimento de

    si mesmos em sua runa e depravao.

    2. Nem podemos conhecer a pureza e a

    espiritualidade da santa LEI de Deus, seno por esta

    uno do Santo.

    3. Nem podemos saber que as escrituras so

    verdadeiras, ou que Deus revelou sua mente e

    vontade nelas, exceto em virtude desta uno do

    Santo.

    4. Nem podemos saber se h um JESUS, um

    Mediador divino, um Homem que Deus conosco,

    seno em virtude desta uno do Santo.

    Podemos ter opinies e noes corretas; podemos ter

    especulaes flutuando no crebro; seno pelas

    vises do Filho de Deus em seus sofrimentos e

    agonias que podemos ter pela uno do Santo. Ver a

    corrente de sangue expiatrio do seu corpo

    sangrando, ver o seu manto glorioso de justia,

    justificar e cobrir os pecados do seu povo, ver o Santo

  • 30

    Mediador intercedendo direita do Pai e ter a alma

    quebrantada na viso de Cristo como Deus e

    Salvador, seno pela uno do Santo sobre o corao,

    que pode nos dar esse conhecimento daquele que nos

    concede a vida eterna.

    5. Nem podemos conhecer o PERDO de nossos

    pecados, seno em virtude desta uno do Santo. No

    podemos saber que o sangue de Jesus Cristo purifica

    de todo pecado, seno em virtude da uno do Santo.

    6. Nem podemos conhecer a liberdade do evangelho

    ou as doces manifestaes do Senhor da vida e glria,

    ou caminhar em liberdade, como Davi fala no Salmo

    119:45, nem podemos desfrutar da doura e bem-

    aventurana de um evangelho Libertador, seno por

    esta uno. No podemos sair das trevas para a luz,

    da escravido para a liberdade, seno pela uno do

    Santo. Nem podemos saber qual a graa de Deus,

    nem a ternura de um Pai, nem sua vigilncia sobre os

    seus filhos como o Pai mais afetuoso, nem o

    derramamento do seu amor no corao, nem o

    testemunho interior do Esprito de adoo, que nos

    permite clamar, Abba, Pai, seno em virtude da

    uno do Santo.

    7. Nem podemos saber o que ter uma casa celestial,

    um porto de repouso e paz, uma manso abenoada

    acima, onde as lgrimas so apagadas de todos as

    faces, seno em virtude desta uno. Quo necessrio

    , ento, como indispensvel para uma alma que

    est beira da eternidade, que provada e

    perturbada vista da morte e do juzo, saber que ela

  • 31

    tem alguma uno do Santo que repousa em seu

    corao e conscincia! Mas, se ele tiver a uno do

    Santo, haver frutos e efeitos, haver alegria sagrada

    e desejos; o corao no ser sempre estril, escuro e

    infrutfero; no ser sempre agarrado s coisas do

    tempo e do sentido. Haver algo na alma distinto

    destas coisas como luz das trevas, e cu da terra.

    Haver humildade, quebrantamento, ternura,

    contrio, espiritualidade afetiva como diferente do

    esprito do mundo, como Cristo de Belial. Essa uno

    do Santo que toca o corao e a conscincia de um

    homem o tornar mais ou menos manifesto como

    uma nova criatura; tornar a religio espiritual mais

    ou menos o elemento em que sua alma vive e se

    move; ela o transformar, como diz o apstolo, "na

    renovao de sua mente"; as coisas velhas passaro;

    sim, todas as coisas se tornaro novas; com ela feliz;

    sem ela, um miservel. Com esta uno do Santo,

    tudo simples, abenoado e claro; sem ela tudo

    escuro e confuso; com ela haver um sabor na leitura

    das Escrituras, e elas sero mais doces para a alma do

    que o mel e o destilar dos favos; sem ela as Escrituras

    no so seno um enigma, um cansao e um fardo.

    Com ela, a orao doce e deliciosa para a alma - e a

    orao, a pregao e a audio so, igualmente,

    abenoadas; sem tudo isso escuro e confuso; no

    sentimos a importncia das coisas que estamos

    ouvindo e falando.

    Com esta uno do Santo, as ordenanas de Deus so

    abenoadas; vemos uma grandeza e uma beleza na

  • 32

    ordenana do batismo, e uma doura na ordenana

    da Ceia do Senhor. Com esta uno do Santo, o povo

    de Deus altamente valorizado como nossos

    principais companheiros; sem ela no nos

    importamos com eles, e sentimos como se

    preferssemos sair de sua companhia do que entrar

    nela. Com ela as coisas eternas so grandes e

    preciosas, as nicas coisas que valem a pena buscar

    ou ter, sem ela as coisas eternas desaparecem, e as

    coisas do tempo e do sentido ocupam a mente - ela

    fica engajada no mundo e as realidades eternas ficam

    fora de vista.

    Que diferena na alma de um homem quando tem

    essa uno e quando no a tem! Quando a uno

    repousa sobre o corao de um homem, faz uma

    mudana to grande como quando o sol nasce e a

    noite desaparece; como quando a primavera chega e

    o inverno se vai. Agora voc acha que sabe a

    diferena? Isso revela sua religio? Voc tem essas

    mudanas interiores, essas alternncias, escurido e

    luz, vero e inverno, dia e noite, tempo de semente e

    colheita, frio e calor - estas so figuras da obra de

    Deus na alma. Ns precisamos de ambos.

    O trigo precisa do inverno, bem como da primavera e

    do vero. Precisamos da noite tanto quanto do dia;

    do sol tanto como da ausncia dele. Assim,

    espiritualmente; precisamos da uno, e s vezes

    precisamos da retirada da uno, porque ficaramos

    orgulhosos, como Deer fala: O corao eleva os dons

    de Deus e torna a graa um lao." Agora, se alguma

  • 33

    vez sentiu em sua alma a menor gota desta uno,

    voc ser salvo. Os filhinhos a quem o apstolo

    escreveu, dizendo: "os seus pecados so perdoados",

    eram apenas fracos, mas com essa uno tudo tinha

    chegado para cobrir seus pecados. Os mais dbeis,

    portanto, os mais trmulos, os mais duvidosos e os

    mais temidos, os mais exaltados, os mais

    autocondenados, se tiverem apenas a menor queda

    desta uno do Santo em suas almas, so pecadores

    perdoados e estaro com Cristo em glria. Quando

    Moiss consagrou os utenslios no tabernculo, no

    foi a quantidade do leo da uno que ele colocou,

    que os santificou; se ele mergulhasse o dedo mnimo

    no leo e apenas tocasse o vaso, era to consagrado

    como se colocasse ambas as mos no leo da uno e

    esfregasse tudo. Assim, espiritualmente, o menor

    toque desta uno de Deus, o Esprito Santo sobre a

    conscincia, a menor gota deste leo santo, caindo do

    Esprito no corao, santifica-o e ajusta-o para o cu.

    Tudo isto porque Jesus o verdadeiro Aro da Igreja,

    por meio do qual a uno do Esprito desce para ns

    da Sua cabea at a borla de Suas vestes, e pinga

    sobre ns quando nos encontramos sob os Seus ps.

    " como o leo precioso sobre a cabea, que desceu

    sobre a barba, a barba de Aro, que desceu sobre a

    gola das suas vestes." (Salmo 133:2)

    A verdade ilustrada nesta bela passagem, admitimos,

    um grande e santo amor fraternal. "Eis quo bom,

    quo agradvel para os irmos viverem juntos em

    unidade!" Gostaramos de ver mais disso na igreja

  • 34

    professante de Deus! Ento os discpulos de Cristo

    seriam mais marcados e distinguidos como tais, se

    estivessem debaixo da uno do Esprito. "Pois com

    isto todos sabero que sois meus discpulos, se

    tiverdes amor uns aos outros". Mas santa e

    preciosa uno que dirigimos especialmente a

    ateno do leitor. O assunto de importncia

    essencial. a possesso pessoal desta uno que

    constitui o nosso verdadeiro cristianismo. A religio

    da grande maioria apenas a religio do sentimento,

    a religio da forma, a religio do ritualismo - uma

    religio absolutamente destituda de uma partcula

    dessa uno divina e preciosa. , portanto, da maior

    importncia que cada leitor desta obra institua o

    autoexame mais rgido para averiguar sua posse real

    do Esprito Santo, o que unge e a uno, sem a qual

    podemos ter seno "um nome para viver enquanto

    estivermos mortos"; "tendo uma forma de piedade,

    sem o poder dela".

    O ofcio do sacerdcio sob a dispensao levtica era

    considerado como uma das mais altas designaes de

    Deus em Sua Igreja. O sacerdote estava, por assim

    dizer, no lugar de Deus. Ele era o vice-rei de Jeov

    o meio de comunicao de Deus para o povo, e do

    povo para Deus. Ele deveria receber a palavra da boca

    de Deus, e comunic-la ao povo; E, por sua parte, ele

    deveria oferecer sacrifcio, tomar das suas ofertas e

    apresent-las ao Senhor. Ver-se- assim que o

    sacerdcio era um dos ofcios mais elevados e mais

    sagrados da Igreja de Deus. Foi de fato associado com

  • 35

    a realeza. Melquisedeque era sacerdote e rei, um

    sacerdote real. A este respeito, ele foi um tipo notvel

    de nosso Senhor Jesus Cristo, que, por um dos

    profetas, designado um "sacerdote sobre o seu

    trono", e que est em sua Igreja na dupla relao de

    rei e sacerdote. Tal a dignidade com que sua unio

    com Cristo levanta o Seu povo. Eles so, em virtude

    dessa unio, um "sacerdcio real", "oferecendo

    sacrifcios espirituais aceitveis a Deus atravs de

    Cristo".

    Observamos, em relao ao sacerdcio sob a velha

    dispensao, que to importante era a instituio, as

    instrues dadas por Deus para a seleo dos

    sacerdotes, e sua designao para o ofcio, que eram

    do carter mais minucioso e significativo. As

    instrues de Deus sobre a composio do unguento

    - o leo precioso - pelo qual Aaro e os sacerdotes

    foram separados para seu santo ofcio, so

    minuciosas e instrutivas, como vemos em x 30.22-

    25, 30, onde as medidas dos elementos preciosos que

    deviam ser adicionados ao azeite indicavam a

    exatido de uma obra que procedia de Deus.

    Tanto isto era assim, que tal frmula no poderia ter

    um uso comum pelo povo, seno somente ser usada

    para a uno dos sacerdotes e dos utenslios do

    tabernculo para que fossem santificados.

    Quo profundo e precioso o significado espiritual

    de tudo isso! A grande verdade que se destina a

    ilustrar a natureza e a preciosidade daquela santa

    uno, da qual todos os "sacerdotes reais" de Cristo

  • 36

    so participantes, e alm disso toda a religio, a mais

    intelectual, potica e estritamente ritual, v e

    morta, espria e intil. Uma gota deste leo sagrado,

    esta uno divina, tem mais de Deus, mais de Cristo,

    mais do Esprito Santo, e mais substncia, doura e

    preciosidade do que todas as religies do homem, as

    mais caras, esplndidas, e imponentes, combinadas.

    Em uma frase, definimos a natureza divina e o valor

    essencial dessa preciosa uno - consiste na

    permanncia do Esprito Santo na alma. No nos

    admiramos, ento, que, no desdobramento tpico

    dessa verdade, devesse haver tal acumulao de

    coisas preciosas, perfumadas e caras. E, no entanto,

    quo longe abaixo do antitipo ele cai! Que coisas

    terrenas, as mais raras e preciosas, podem transmitir

    qualquer ideia adequada da natureza divina e do

    valor essencial do Esprito Santo? Quem ele? H

    aqueles que o reduziriam a um mero atributo de Deus

    - uma influncia do Altssimo - uma emanao da

    Divindade - um princpio divino! Infelizmente!

    Quantos, mesmo do prprio povo do Senhor, tm

    apenas as vises mais fracas e imperfeitas da

    dignidade pessoal e da obra oficial do Esprito Santo,

    que ainda recuariam com aborrecimento ao pensar

    em manter um sentimento no mnimo desprezador

    da Sua glria.

    E entre aqueles que rejeitam total e abertamente a

    dignidade divina do Esprito, negando totalmente

    Sua unidade pessoal com a Divindade, a que sutis

  • 37

    distines e sofismas ociosos, na inimizade da mente

    carnal verdade revelada de Deus, recorrero, em

    vez de aceitar as simples declaraes da Bblia? Mas

    quem o Esprito Santo? Nossa mente est cheia de

    reverncia sagrada e solene ao inscrever as palavras

    - O ESPRITO SANTO A TERCEIRA PESSOA DA

    DIVINDADE. Quando abrimos a Palavra revelada e

    lemos as palavras que compem A formula do

    batismo e a bno apostlica, quem pode duvidar

    dessa verdade? Quanto ao primeiro, lemos: "Ide,

    pois, ensinando todas as naes a fazerem discpulos,

    batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Esprito

    Santo". (Mateus 28:19.) Ao tocar nisto est escrito:

    "A graa de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de

    Deus e a comunho do Esprito Santo, estejam com

    todos vs. Amm". (2 Cor 13:14.)

    O que diremos a estas declaraes distintas e

    enfticas? Duvidamos delas? Negamos e as

    rejeitamos? Deus me livre! Amado leitor, no h

    nenhum pensamento secreto em sua mente que

    desconsidere a Pessoa Divina do Esprito Santo?

    No h suspeita de suas pretenses ao seu amor,

    adorao e obedincia? Voc tem para com Ele

    sentimentos de santo temor, reverncia filial e f

    implcita como aqueles com os quais voc considera

    o Pai e o Filho? Em uma palavra, voc honra, ama, e

    ora ao Esprito Santo, assim como voc ama, honra e

    ora s pessoas primeira e segunda da sempre

    abenoada Trindade? Oh, no se esquea que a

    dvida de amor, confiana e obedincia que voc deve

  • 38

    ao Esprito a mesma! Como voc no poderia ser

    redimido e salvo sem o derramamento de sangue do

    Filho, assim voc no poderia ser regenerado e

    santificado, seno pelo poder divino do Esprito

    Santo. Tal , ento, a sagrada uno do sacerdcio

    real! A possesso do Esprito Santo, em todas as Suas

    perfeies divinas e relaes oficiais, por cada crente

    em Jesus, a uno preciosa pela qual ele separado

    como um sacerdote do Deus Altssimo. Podemos

    conceber qualquer bno mais cara e preciosa?

    Dessa bno voc o destinatrio se voc um

    crente no Senhor Jesus. E a Palavra de Deus declara:

    "Vocs receberam o Esprito de adoo". "O Esprito

    de Deus habita em vs".

    Quo precioso o trabalho do Espirito! - to precioso

    que toda a linguagem, toda a imagem, falha express-

    lo. Se, amado, voc um templo, um santurio do

    Esprito Santo, h mais de Deus, mais de glria

    divina, habitando dentro de sua alma, do que em

    todos os mundos que Deus fez, conhecidos e

    desconhecidos.

    Oh, quo imperfeitamente ns estimamos o valor e

    alto chamado de um santo de Deus! A glria de um

    crente em Cristo - como a glria daquele cujo filho ele

    - uma glria oculta. - A filha do Rei toda gloriosa

    por dentro. Onde mora a sua corrupo escura, onde

    o grande conflito est passando, mesmo l, em meio

    a tanto que oposto na natureza e hostil em esprito,

    a grande glria do filho de Deus habita, e toda essa

    glria oculta consiste na obra do Esprito Santo na

  • 39

    alma. O corao quebrantado pelo pecado, o esprito

    de autoaborrecimento, a f trmula em Cristo, a sede

    de santificao, o sopro de Deus, so partes

    componentes da divina e preciosa uno que o

    santificou como sacerdote do Deus Altssimo.

    As influncias do Esprito Santo entram

    essencialmente na preciosa uno do crente. Que

    progresso na vida divina pode haver alm disso? Esta

    uno sagrada precisa de cuidado e reabastecimento

    perptuos. O esprito de orao em nossas almas -

    quo reprimido ! O esprito de adoo - como ele

    descai! O esprito do amor - como ele enfraquece! O

    esprito de f - como flutua! O esprito de Cristo -

    como ele diminui! Mas o Esprito Santo desperta,

    revive e restaura com novas inspiraes de Sua

    influncia. Um vendaval dele carrega em suas asas

    vida, fecundidade e fragrncia.

    Quando o "vento sul" sopra sobre a alma, as

    especiarias fluem para fora, e Cristo entra no Seu

    jardim, come Seu fruto agradvel, e rene Sua mirra

    e Sua especiaria.

    E ento, reavivada e revigorada por uma emanao

    renovada da graa do Esprito, a atmosfera moral em

    que o cristo caminha permeada e perfumada com

    a fragrncia desta uno preciosa. Voc pode, ento,

    estimar seu valor? Esse sopro do corao, aquela

    respirao da alma, aquele vislumbre de Jesus,

    aquela hora de proximidade a Deus, aquele prazer

    momentneo da presena Divina - oh! Voc a teria

    trocado pelas melhores e mais caras, alegrias mais

  • 40

    valiosas da terra! Amados, no vivam, como

    sacerdotes de Deus, sem a sensvel habitao do

    Esprito Santo. Vivam em unio e comunho

    consciente com Ele - procurem estar cheios de Suas

    influncias. Se a orao enfraquece - se a graa descai

    - se a afeio esfria - se houver qualquer recada

    descoberta de sua alma na vida divina, procure

    imediata e fervorosamente a nova comunicao desta

    uno divina. "Que as tuas vestes sejam sempre

    limpas, e que no falte o leo sobre a tua cabea."

    A indestrutibilidade desta uno o ltimo elemento

    de sua preciosidade a que aludimos. No pouca

    misericrdia para com um filho de Deus, que em

    meio evanescncia do sentimento espiritual, ao

    refluxo e ao fluxo da experincia crist, nada afeta a

    natureza imperecvel da uno divina pela qual ele foi

    uma vez e para sempre consagrado a um sacerdcio

    imutvel. Todos os perfumes da terra evaporam e

    morrem; a praga est sobre cada flor, a maldio est

    em tudo que doce; mas aqui est o que nunca pode

    ser destrudo.

    Uma vez que o Esprito Santo vivifica a alma com o

    sopro da vida, uma vez que ele acende uma centelha

    de amor a Deus no corao, uma vez que Ele respira

    sobre o crente este perfume celestial, ele possui uma

    bno que nenhuma idade pode prejudicar, e que

    nenhuma circunstncia pode mudar. Podem existir

    influncias hostis que paream perturbar sua

    existncia - a mgoa interior do pecado ameaaria

    sua pureza e doura - mas nada jamais prevalecer

  • 41

    para destruir a obra do Esprito no corao do

    regenerado. uma uno incorruptvel - tem uma

    fragrncia imperecvel. O poder e o perfume do

    mesmo descero com o crente ao sepulcro,

    embalsamaro e preservaro a poeira adormecida

    dos eleitos de Deus, at que, na manh da primeira

    ressurreio, a trombeta do arcanjo lhes pea que se

    levantem para encontrar seu Senhor no ar.

    Como o perfume da rosa ainda persiste nas runas

    quebradas e desintegradas do vaso quebrado, assim

    o divino perfume da graa interior, regeneradora e

    santificadora do Esprito Santo se apega ao crente,

    suas obras e memria, muito tempo depois da morte

    Ter arruinado a estrutura material, e ter retornado

    ao p de onde veio. "O justo ser tido em eterna

    lembrana". "A memria do justo abenoada."

    Mas, enquanto mantemos a indestrutibilidade

    essencial desta preciosa uno, no deixamos de

    advertir o crente contra o que ainda pode prejudicar

    gravemente seu vigor, obscurecer sua beleza e

    diminuir sua fragrncia.

    Essencialmente no pode perecer, mas

    influentemente pode. Intrinsecamente no pode ser

    destrudo, mas eficientemente pode. Um elemento

    nocivo pode insinuar-se neste unguento divino, e

    formar com ele uma mistura desagradvel. "As

    moscas mortas fazem com que o unguento do

    perfumista emita mau cheiro; assim um pouco de

    estultcia pesa mais do que a sabedoria e a honra."

    (Eclesiastes 10: 1). Uma caminhada desigual, um

  • 42

    esprito descontrado, uma conduta dessemelhante a

    Cristo podem misturar-se com esta uno preciosa, e

    assim destruir sua fragrncia e prejudicar seu poder.

    A influncia moral da Igreja no mundo

    proporcional sua separao espiritual do mundo. A

    luz que ela emite em toda a terra ser graduada por

    sua elevao santa acima da terra. O candelabro que

    ilumina um quarto suspenso em seu centro. A

    Igreja de Deus o candelabro moral do mundo. O Sol

    Divino de quem ela recebe o seu sagrado brilho,

    condescendente, mas enfaticamente, pronunciou-a a

    "luz do mundo". Segue-se, portanto, que a influncia

    espiritual que a Igreja deve exercer no mundo como

    conservadora da verdade, como testemunha de

    Cristo e como instrumento para guiar os homens ao

    Salvador, ser poderosa e bem-sucedida, saudvel e

    poderosa, proporcional sua prpria elevao moral,

    santidade e espiritualidade.

    O que se aplica Igreja como um corpo

    congregacional, aplica-se igualmente ao cristo

    individual.

    Oh, que bno na esfera em que ele se move ser

    um homem de Deus, vivendo sob a rica uno do

    Esprito Santo! impossvel que ele possa ser

    escondido. "O unguento de sua mo direita revela-

    se." E o sabor moral desse unguento - a santa e

    celestial fragrncia que flutua ao seu redor - testifica

    a todos os que so trazidos dentro de sua influncia,

    a Deus, a Cristo, eternidade. Veja, ento, que sua

    religio no seja metade crist, metade infiel; metade

  • 43

    sincera, e metade comprometedora. Cuidado com a

    "mosca morta no unguento." O mundanismo da vida

    - a cobia do corao - um temperamento

    imperdovel - uma mente terrena e rastejante - um

    esprito faltoso e censurvel - uma falta de

    integridade e de retido de princpio em seus tratos

    com os homens - uma rebelio secreta de vontade

    contra o governo, a providncia, a disposio de

    Deus, pode ser apenas essa "mosca morta". Estas

    podem ser as coisas, ou outras de carter semelhante,

    que diminuem a sua espiritualidade, prejudicam o

    seu vigor espiritual, sombreiam a sua luz divina,

    pem um vu sobre a sua preciosa uno e tornam a

    sua influncia moral como um trabalhador muito

    pouco til para Cristo e para o homem, e sua

    caminhada como um crente em Jesus to pouco

    honrosa para Deus.

    Uma parte vital de nosso assunto continua a ser

    considerada - a confluncia deste leo precioso no

    Senhor Jesus Cristo, o verdadeiro Aro espiritual do

    "Sacerdcio Real".

    Ns denominamos isto uma verdade vital, e

    justamente assim, porque a fonte de toda a vida

    espiritual para o crente. Somos cristos na verdade

    somente quando somos um com Cristo. Ns somos

    ramos vivos na realidade somente quando ns temos

    a unio com Jesus, a videira viva. Ns somos um

    sacerdcio ungido somente em virtude de nossa

    relao sacerdotal com Ele, o Grande Sumo

    Sacerdote de Sua Igreja. Aqui est a unio; e esta

  • 44

    unio vida. Agora, nosso bendito Senhor Jesus foi

    ungido com o Esprito Santo. Sua natureza humana

    foi preenchida com o Esprito, e nisto consistiu Sua

    uno divina, e nesta uno Sua consagrao como o

    Sacerdote Real Cabea de uma sucesso de

    sacerdotes reais. Quo claros e belos so os

    testemunhos inspirados desta verdade! Por exemplo,

    no Antigo Testamento lemos: "Encontrei a Davi, meu

    servo, com o meu santo leo o ungi". (Salmo 89:20.)

    "Amaste a justia e odiaste a iniquidade; por isso

    Deus, o teu Deus, te ungiu com leo de alegria, mais

    do que a teus companheiros." (Sl 45:7). "Eis aqui,

    Deus, o nosso escudo, e olha para o rosto do teu

    ungido". Agora, em que consiste essa uno de

    Cristo, seno na plenitude do Esprito Santo? Assim,

    lemos: "Deus ungiu Jesus de Nazar com o Esprito

    Santo". (Atos 10:38.)

    Portanto, a plenitude do Esprito que habita no lar,

    "Porque Deus no d o Esprito por medida a ele".

    Sua humanidade devido sabedoria com que falava,

    pelo entendimento com que discernia, o que o fazia

    de "compreenso rpida no temor do Senhor", pelo

    poder com que operava e pela beleza que, em meio

    Sua humilhao e aflio, o tornaram to

    transcendentalmente glorioso, foi devido plenitude

    do Esprito Santo. Oh, qual seria nossa humanidade

    se ela fosse cheia, como foi o Filho de Deus, com a

    plenitude do Esprito! E se, em nosso carter cristo,

    devemos nos aproximar desse modelo - em uma

  • 45

    palavra, se devemos ser semelhantes a Cristo -

    precisamos ser mais ricamente reabastecidos com o

    Esprito Santo. "Sabemos por isso que Ele (Cristo)

    permanece em ns, pelo Esprito que nos deu". (1

    Joo 3:24). Teremos a certeza de nossa unio a

    Cristo, de Sua casa em nossos coraes, de nossa

    relao com a semente real, o verdadeiro sacerdcio,

    pela habitao do Esprito. Divino Esprito Santo!

    Entre em ns, indignos que sejamos; faa a sua casa

    em nossos coraes, embora sejam vis; sopra vida e

    amor, paz e alegria, em nossas almas; ensina-nos,

    santifica-nos e torna-nos divinos, fazendo-nos felizes

    com Cristo, fazendo-nos santos, e assim nos encha e

    nos ocupe para que no haja espao para o reinado

    do pecado, do poder do mundo, e do amor de si

    mesmo.

    Amados, vocs no podem sitiar o trono da graa

    para uma bno mais necessria e maior do que a

    plenitude do Esprito Santo.

    No pense que empregamos uma expresso muito

    forte quando falamos da plenitude do Esprito.

    registrado de Estvo que ele estava "cheio de f e do

    Esprito Santo". E que este no era um caso peculiar

    ou privilegiado, o apstolo exorta todos os crentes a

    serem "cheios do Esprito". Buscai, pois, amados,

    para vossa alma esta uno divina. No fique

    satisfeito com uma concesso medida da preciosa

    bno, mas em srias e importunas splicas abra

    bem a sua boca, para que a encha! Oh, a prontido do

    Esprito para dar a beno! Oh, a disponibilidade de

  • 46

    Cristo, o Ungido, para saciar toda alma que deseja, e

    para reabastecer cada alma faminta de Sua prpria

    plenitude transbordante! A dificuldade est em ns,

    no em Jesus. Busquem, ento, com uma busca que

    no ter nenhuma negao, a plenitude do Esprito!

    O leo santo foi derramado sobre a cabea de Aro.

    O Senhor Jesus - nosso Aro - foi ungido com o

    Esprito, como a CABEA da Sua Igreja. "Ele a

    Cabea do corpo, a Igreja". E a plenitude do Esprito

    que nele habitava no era para Si s, mas para ser

    comunicada a todos os membros de Seu Corpo

    mstico. Tracem o curso deste leo santo derramado

    assim sobre a cabea de Aro. "Desceu at as orlas da

    sua veste". Como expressivo e instrutivo o tipo! Em

    virtude da nossa unio com Cristo, nos tornamos

    participantes de Sua preciosa uno. To claramente

    e indissoluvelmente somos um com Jesus, o Grande

    Sumo Sacerdote, compartilhamos em tudo o que Ele

    e participamos de tudo o que Ele possui.

    Ele nos comunica Sua vida, nos veste com Sua

    justia, nos lava em Seu sangue, nos abre de Sua

    plenitude, e finalmente nos elevar para Sua glria, e

    compartilhar conosco Seu trono e reinaremos com

    Ele para sempre.

    Esta uno que flui de Cristo recebida por ns

    atravs da f. A vida que vivemos em meio a conflitos

    dirios, provao e labuta, vivemos pela f do Filho

    de Deus. Este o canal atravs do qual a uno

    sagrada flui para baixo para ns. Que princpio

    poderoso este! Quando, no final do dia, jogamos a

  • 47

    cabea sobre o travesseiro e, em reflexo silenciosa,

    examinamos sua breve histria, muitas vezes ficamos

    maravilhados com o modo como o atravessamos.

    Olhamos para trs sobre a presso, a tentao, a

    provao, a tristeza, e ns somos uma maravilha para

    ns mesmos. O que foi isso que nos fez subir

    triunfalmente? Oh, era o poder da f transmitindo

    em nossas almas a plenitude de Cristo! Foi o descer

    deste leo santo de graa e fora, de alegria, da nossa

    Cabea entronizada e glorificada, que transmitiu

    sabedoria na perplexidade, clareza no juzo, fora na

    tentao, fortaleza na pacincia, mansido na

    provocao, pacincia no sofrimento, e deu-nos

    calma, paz e tranquilidade, em meio agudeza da

    tristeza e ao surgimento da dor. A f que se apoia e

    tira de Cristo o segredo de tudo isso.

    Mas, no apenas em virtude da unio a Cristo, ou por

    meio da f, somos ns os destinatrios desta preciosa

    uno.

    Ela flui do corao amoroso de Cristo, e a doao

    gratuita e espontnea de Sua graa. No h um ser no

    universo que Cristo ama como Ele ama os santos. Ele

    est constantemente ordenando, organizando e

    eliminando todos os eventos e circunstncias para a

    promoo do seu bem-estar. Ele gostaria que Sua

    alegria permanecesse em ns, e que nossa alegria

    fosse plena. E cada sentimento de alegria santa que

    nos emociona, cada fonte de alegria sagrada que nos

    refrigera, cada brilho de sol divino que cai sobre

    nosso caminho, uma emanao da uno Divina

  • 48

    que destila de Cristo sobre nossas almas. O amor a

    fonte de tudo, o amor o transmissor de tudo, o amor

    o fim de tudo. A luz no derrama mais do sol, nem

    a gua da fonte, do que o "leo de alegria" flui do

    corao de Jesus para o corao de seus santos. Veja

    quo livremente a preciosa uno flui - "O Esprito do

    Senhor Deus est sobre mim, porque o Senhor me

    ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-

    me a restaurar os contritos de corao, a proclamar

    liberdade aos cativos, e a abertura de priso aos

    presos; a apregoar o ano aceitvel do Senhor e o dia

    da vingana do nosso Deus; a consolar todos os

    tristes; a ordenar acerca dos que choram em Sio que

    se lhes d uma grinalda em vez de cinzas, leo de gozo

    em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de

    esprito angustiado; a fim de que se chamem rvores

    de justia, plantao do Senhor, para que ele seja

    glorificado." (Isaas 61.1-3).

    palavras maravilhosas! anncios preciosos!

    Vem, minha alma, e escuta! A uno de Jesus no era

    para Si, mas para os outros. Era para o "manso", era

    para o "corao quebrado", era para os "que choram

    em Sio", era para o "cativo", era para "aqueles que

    estavam presos", era para aqueles que esto

    inclinados para o p com o "esprito angustiado". Foi

    para pobres e vazios pecadores - almas que tm fome

    e sede de justia - que sentem sua vileza e

    necessidade; que vm a Ele como pecadores vazios

    para um Salvador pleno.

  • 49

    Quem abaixa um balde cheio no poo? Quem carrega

    um jarro cheio fonte? o vazio que viaja

    plenitude. Ento voc deve vir, lidar com, viver e

    receber de Jesus. Um Cristo cheio e um pecador vazio

    percorrem a mesma estrada, lado a lado, passo a

    passo, de mos dadas, para a glria. Com nenhum

    outro Cristo caminhar. O orgulhoso, o

    autossuficiente, Ele conhece de longe. Mas o

    pranteador espiritual, o corao quebrantado, o

    pobre de esprito, so aqueles sobre os quais Jesus se

    deleita em derramar o leo de alegria, que faz brilhar

    seus coraes, brilhar os seus lbios para louvar.

    "Unguento e perfume alegram o corao." Uma gota

    desta uno preciosa transformar sua tristeza em

    alegria, seu luto em dana, sua queixa em cntico; faz

    o nome, o trabalho e a simpatia de Jesus mais

    perfumados e preciosos, e faz a lmpada do amor e

    da santidade queimar mais livremente e mais

    brilhantemente do que nunca.

    Tais so alguns dos preciosos privilgios e bnos de

    uma unio vital e inseparvel de um pecador crente

    com o Senhor Jesus.

    Um ponto instrutivo continua a ser considerado. O

    precioso unguento que estava sobre a cabea de Aro

    desceu at as orlas de suas vestes: chegou at a

    extremidade de sua pessoa sagrada. O significado

    espiritual disso particularmente precioso e

    encorajador para os "pobres de esprito" - para

    aqueles cujo autoconhecimento os leva a

    caminharem humildemente com Deus.

  • 50

    A alma humilde, crente, que est mais prxima e

    mais baixa aos ps de Cristo, recebe maior

    abundncia dessa graa transbordante e

    descendente. No h nenhum lugar no universo que

    concentre em si mesmo tanta bem-aventurana -

    onde rena e agrupe, em poder focal, tantos

    privilgios santos e preciosos, como os ps de Jesus.

    L ns aprendemos, l ns recebemos, l ns nos

    abrigamos. Estamos seguros, porque estamos baixos

    - estamos felizes, porque estamos perto. "Ele d graa

    aos humildes", e os mais humildes, os mais

    prximos, recebem a maior graa. Este o seu lugar,

    crente? No pense mal de tudo. S h um que o

    ultrapassa: o p do trono em glria! E nenhuma

    alma se encontrar ao p do trono no cu, que no se

    encontra aos ps do Salvador na terra. A humildade

    da postura pode, possivelmente, cegar o olho para

    sua bno peculiar: uma mais ousada e mais

    confiante pode ser considerada prefervel.

    Mas no sejamos enganados; d-me as lgrimas de

    Maria, em vez da jactncia de Pedro. Deixe-me

    sentar-me com ela aos ps de Jesus, ao invs de ficar

    com o apstolo confiante no julgamento. Ao suplicar

    por essa postura humilde, no imploramos por um

    estado de esprito que exclua a alegria santa, e uma

    esperana segura, como elementos estranhos a esta

    condio. Longe disso. A uno de Cristo - no o

    "leo de alegria"? E no d "o leo da alegria?"

    Certamente. Ento, a alma crente que se prostra aos

    Seus ps, perto da Fonte de toda graa, simpatia e

  • 51

    amor, participa da maior parte da "alegria do Senhor,

    que a fora de sua alma"; Porque "o humilde

    aumentar sua alegria no Senhor." L, tambm, a

    esperana derrama seus feixes de luz mais brilhantes.

    Pois, a "boa esperana pela graa", que o evangelho

    revela, resplandece mais resplandecente na alma,

    quando est reclinada aos ps de Jesus, e ela se apega

    f, brilha no amor e se funde na contrio.

    No fique contente sem a conscincia desta preciosa

    uno. No descanse satisfeito com um "nome para

    viver". No admita nem confie que voc discpulo

    de Cristo, ou filho de Deus, mas procure este

    testemunho interior e divino. Implore a Deus o

    Esprito Santo para comunicar sua alma

    diariamente esta uno preciosa. Este leo santo

    dar transparncia sua mente, de modo que voc

    ter um "julgamento correto em todas as coisas"; ele

    dar doura ao seu temperamento, gentileza ao seu

    esprito, e lhe dar um corao humilde e amoroso.

    Cristo far por ele com que voc seja uma bno

    para outros. Deixando de ser censurvel, culpado e

    condenado, voc ser cheio de caridade e amor: a

    graa da bondade estar em seu corao, e a lei da

    bondade em seu lbio. Quando voc v um

    professante religioso orgulhoso de corao - elevado

    no esprito - cobioso em seus objetivos -

    condenando os outros, justificando-se - deturpando,

    antiptico, spero, voc v uma falta desta uno. Ele

    no est sentado aos ps de Jesus. s ali que o

    crente v tanto para censurar, para odiar e condenar

  • 52

    em si mesmo, que ele no tem um olho para

    descobrir, nem uma lngua para injuriar, nem uma

    mo para desvendar as falhas e imperfeies de um

    irmo. O santo leo se esvazia e se estabelece.

    Se, com fidelidade, for forado a admoestar e

    repreender, transmitir tanta ternura, mansido e

    bondade de esprito, de tom e de palavras, como ser

    um "leo excelente" sobre a cabea de um irmo

    cristo, o que o devolver a Cristo pela irresistvel lei

    do amor. E, oh, se a sua alma tem sede de saber mais

    de Jesus, procure mais seriamente a influncia do

    Esprito Santo. No descanse at que Ele lhe revele a

    Cristo. Como um sacerdote real, ungido de Deus,

    voc possui o Esprito que habita em voc, que se

    compromete a instruir, santificar e confortar, at que

    o Mestre venha e o leve para casa. "E quanto a vs, a

    uno que dele recebestes fica em vs, e no tendes

    necessidade de que algum vos ensine; mas, como a

    sua uno vos ensina a respeito de todas as coisas, e

    verdadeira, e no mentira, como vos ensinou ela,

    assim nele permanecei." (I Joo 2.27). Vivendo sob

    esta uno que flui da Cabea de Sua Igreja, at o

    membro mais baixo, mais pobre, mais obscuro, mais

    fraco de Seu corpo, seu corao suspirar e ansiar

    por sua apario e orar: "Vinde, Senhor Jesus;

    venha rpido."

    "Se vivemos no Esprito, vamos tambm andar no

    Esprito". (Gal 5:22). As premissas deste texto

    contm uma notvel e bela descrio da natureza da

  • 53

    verdadeira piedade. "viver no Esprito", e sua

    concluso, uma descrio igualmente bela de seu

    desenvolvimento visvel e progresso gradual, de

    modo que dito: estar andando no Esprito. Estes so

    inseparveis uns dos outros - no pode haver

    caminhada espiritual sem vida, e onde h vida,

    haver andar.

    O pecador no convertido est em estado de morte

    espiritual; "Ele est morto em delitos e pecados". Ele

    tem uma existncia animal, intelectual e social - mas,

    quanto s coisas divinas e celestiais, ele est to

    morto para estas coisas quanto um cadver est para

    objetos materiais circundantes; ele no tem

    percepo espiritual, nenhuma sensibilidade santa,

    nenhuma simpatia piedosa, nenhuma verdadeira

    atividade religiosa; ele est destitudo de toda

    vitalidade espiritual. A regenerao a transio do

    pecador deste estado para um que o seu oposto; o

    incio de uma nova existncia espiritual.

    A regenerao no acrescenta novas faculdades

    naturais, mas apenas d um vis e direo corretos

    para aqueles que, como criaturas racionais, j

    possumos.

    H duas descries que a Escritura nos deu deste

    novo e santo estado ou condio, em que a graa

    divina nos traz. O primeiro est nas palavras de nosso

    Senhor: "O que nasceu do Esprito esprito". (Joo

    3: 6). Esprito. Isso no significa a natureza

    inteligente do homem, ou seja, sua compreenso ou

    faculdade de raciocnio; nem sua alma, ou seja, sua

  • 54

    natureza animal - estes ele j tem. Mas, significa uma

    nova natureza espiritual, um esprito que entra no

    esprito de um homem; um esprito colocado em si

    mesmo.

    No uma coisa que est na superfcie de um

    homem, que consiste em meras frmulas,

    cerimnias, ou conversa; mas que entra nele,

    assenta-se e centra-se em sua mente, e toma posse de

    seu ntimo, como a alma de sua prpria alma. A

    verdadeira religio o ESPRITO - algo produzido

    pelo ESPRITO DIVINO INFINITO, e da natureza e

    semelhana de seu Pai, por quem gerado.

    uma coisa, quanto sua essncia e existncia

    verdadeira, invisvel como a alma em que ela habita -

    mas animando assim um corpo com o qual est

    unida. Quando o profeta falava com desprezo e

    menosprezo do poder egpcio, ele diz: "Seus cavalos

    so carne, e no esprito".

    A verdadeira religio, ao contrrio, no a carne,

    mas o esprito, como se no houvesse outra coisa que

    merecesse o termo, e todos, alm desta nova, santa,

    celeste, divina natureza, estavam demasiadamente

    aliados matria, para serem chamados de esprito.

    O outro termo pelo qual a religio descrita e aliado

    a isso - a VIDA. Quo misteriosa e preciosa a vida!

    Nada, de um modo geral, mais bem compreendido,

    mas nada, na tentativa de analis-lo, mais

    rapidamente, ou completamente evita o poder de

    escrutnio. Que filsofo tira essa pequena vida, de

  • 55

    todo o mistrio que a envolve, e expe nossa

    percepo o princpio da vida?

    A verdadeira religio a vida; no animal, intelectual

    ou social, mas espiritual. Um cristo tem um

    princpio de vitalidade nele, que est muito acima de

    qualquer outro tipo de vida; a habitao do Esprito

    de Deus em sua alma produz o que a perfeio da

    prpria vida; o clmax da vitalidade; o topo e a flor da

    natureza animada para que o campons regenerado

    seja, aos olhos de Deus, um ser muito mais parecido

    com ele, muito mais aliado ao Infinito, ao Esprito,

    do que o maior filsofo no convertido do mundo.

    Esta vida divina consiste nessa iluminao do juzo,

    pela qual no s o sentido terico, mas a glria moral

    das coisas espirituais percebida; juntamente com

    aquele amor a elas no corao, que extrado em

    todos os exerccios de um curso de justia.

    Deus luz. Deus amor. Ou, unindo ambos juntos,

    DEUS O AMOR SANTAMENTE. Assim a mente

    renovada; e esta a verdadeira religio, esta a vida.

    Mas, diz-se, que vivemos no Esprito. No apenas por

    ele, mas com uma intensidade ainda maior e nfase

    de significado, no Esprito; importando que o

    Esprito Santo no apenas a causa eficiente e autor

    de nossa vida espiritual, mas que ele o sustentador

    da mesma; "Como se", diz Howe, "a alma tivesse sua

    prpria situao, numa regio da vida, que o Esprito

    cria para ela por sua presena vital e permanente".

    Assim como a alma est presente com o corpo,

    difundindo sua influncia vivificante em todas as

  • 56

    suas partes, aquecendo tudo, sustentando tudo,

    movendo tudo, dirigindo tudo, "at que do corpo

    possa, em certo sentido, ser verdadeiramente dito

    estar na alma, Em vez da alma no corpo, assim como

    o Esprito Santo na Nova Criatura, que ele formou no

    crente, dando vida a ela, vestindo-a com vida,

    enchendo-a de vida, e est em toda a vida nela."

    Vou agora indicar quais so esses atos e hbitos, que

    constituem o curso de conduta assim denominado.

    1. Andar no Esprito, significa estar agindo de acordo

    com a REGRA do Esprito, que a Palavra de Deus.

    As Escrituras so dadas por inspirao do Esprito

    Santo e so seu instrumento na grande obra de

    regenerao e santificao. Todas as comunicaes

    do Esprito so das coisas prometidas na Palavra, e

    com referncia direta s coisas reveladas na Palavra.

    Todos os sentimentos religiosos, todos os preceitos

    prticos, todas as emoes, devem ser julgados pela

    Palavra. Este o padro, o teste, o juiz. a regra pela

    qual o Esprito trabalha, e a regra pela qual os

    sujeitos da influncia do Esprito devem agir.

    Sonhos, vises, impulsos e emoes interiores

    ininteligveis, no devem ser considerados, mas

    apenas a Palavra razoavelmente interpretada. Nada

    sabemos da mente do Esprito, seno o que ele

    revelou nas Escrituras; e l ele o revelou, e ns

    estamos "andando pela mesma regra, pela mesma

    mente." No devemos julgar nosso prprio estado

    por qualquer suposto testemunho direto desse

    Agente Divino, mas comparando sua obra em ns,

  • 57

    com a descrio dessa obra na Palavra. O apstolo

    nos deu uma bela representao metafrica disso,

    onde diz: "Obedecendo de corao, a forma de

    doutrina que vos foi entregue", ou como ela deve ser

    dada, " qual vocs foram entregues como um molde

    ." (Rom 6:17). A metfora tirada da arte de fundio

    de metais; o corao do crente, amolecido e derretido

    pelo fogo da influncia do Esprito, lanado no

    molde da Escritura, de modo a surgir respondendo

    ao molde em que est sendo colocado, ganhando as

    suas caractersticas. O carter que o Esprito forma,

    est de acordo com o que ele delineou na Palavra. Um

    cristo a produo de um ser vivo e santo, pelo

    Esprito Santo, de acordo com a regra que

    estabeleceu na Bblia.

    2. Caminhar no Esprito significa nossa manuteno

    de uma considerao prtica com aqueles objetos,

    dos quais a excelncia espiritual foi revelada mente,

    e para a qual um apetite e prazer foram transmitidos

    na regenerao. Uma nova luz ento invadiu a mente,

    coisas completamente desconhecidas foram

    descobertas alma, e outras, apenas teoricamente

    conhecidas, foram vistas de uma maneira nova e

    afetuosa. Esta parece ser a prpria natureza dessa

    descoberta que o Esprito Santo faz mente, que

    condescende em infinita misericrdia para renovar e

    santificar - quero dizer, uma percepo de sua

    excelncia moral ou santidade, acompanhada por um

    gosto ou apreciao por elas naquela conta.

  • 58

    A santidade compreende toda a verdadeira

    excelncia moral de todos os seres inteligentes.

    Santidade a excelncia, beleza e glria do carter

    divino e a soma de todas as virtudes, em homens ou

    anjos. a santidade que constitui a beleza da lei e do

    evangelho, de todas as ordenanas divinas e dos

    institutos religiosos. A santidade era a glria do

    homem em sua criao, que ele perdeu pela queda, a

    qual restaurada pela regenerao, e consumada

    na glria eterna. O grande projeto da obra do Esprito

    na regenerao produzir na alma do homem, uma

    afinidade moral para a santidade, um amor

    santidade, uma alegria na santidade, e que

    continuamente ser chamado atividade pela

    presena de objetos sagrados.

    A verdadeira religio, ou a vida divina na alma, o

    amor santo e, consequentemente, caminhar no

    Esprito a atuao deste santo amor sobre objetos

    sagrados. Como toda a vida parece ter antipatias

    naturais e instintivas, e averses do que lhe

    prejudicial, assim a vida divina na alma humana tem

    uma antipatia e averso ao pecado, que o seu

    veneno, seu princpio antagonista e seu mortal

    inimigo; de modo que um homem piedoso que anda,

    segundo esta santa vitalidade, est sempre

    observando, orando, lutando contra o pecado. Sua

    nova natureza recua dele, e ele mantm com ateno

    este sagrado estremecimento de corao.

    E quais so os atos da vida espiritual? O empurrar

    para a frente da alma, atravs do mundo visvel para

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    o invisvel; sua ascenso da terra ao cu; est

    passando os limites do tempo e do sentido, vagando

    entre as coisas invisveis e eternas; a f em um

    Salvador invisvel - o amor de um Deus invisvel; e a

    esperana de um cu invisvel. Isto caminhar no

    Esprito, andar com Deus, e visivelmente andar com

    ele. Apreciando-o como o bem pri