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DANIEL PEPINO DA SILVEIRA ESTABILIDADE PRIMÁRIA DE IMPLANTES DENTÁRIOS OSSEOINTEGRÁVEIS COM SUPERFÍCIES USINADAS E SUPERFÍCIES TRATADAS POR ATAQUE ÁCIDO: UM ESTUDO COMPARATIVO IN VITRO CAMPINAS 2008
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  • DANIEL PEPINO DA SILVEIRA ESTABILIDADE PRIMÁRIA DE IMPLANTES DENTÁRIOS OSSEOINTEGRÁVEIS

    COM SUPERFÍCIES USINADAS E SUPERFÍCIES TRATADAS POR ATAQUE ÁCIDO: UM ESTUDO COMPARATIVO IN VITRO

    CAMPINAS 2008

  • DANIEL PEPINO DA SILVEIRA ESTABILIDADE PRIMÁRIA DE IMPLANTES DENTÁRIOS OSSEOINTEGRÁVEIS

    COM SUPERFÍCIES USINADAS E SUPERFÍCIES TRATADAS POR ATAQUE ÁCIDO: UM ESTUDO COMPARATIVO IN VITRO

    Dissertação apresentada ao Centro de

    Pós-Graduação / CPO São Leopoldo

    Mandic para Obtenção do Grau de Mestre

    em Odontologia.

    Área de concentração: Implantodontia

    Orientador: Prof. Dr. Saturnino Aparecido

    Ramalho

    Co-Orientador: Prof. Dr. Carlos Nelson

    Elias

    CAMPINAS 2008

  • Ficha Catalográfica elaborada pela Biblioteca "São Leopoldo Mandic"

    Si587e

    Silveira, Daniel Pepino da. Estabilidade primária de implantes dentários osseointegráveis com superfícies usinadas e superfícies tratadas por ataque ácido: um estudo comparativo in vitro / Daniel Pepino da Silveira. – Campinas: [s.n.], 2008. 57f.: il.

    Orientador: Saturnino Aparecido Ramalho. Dissertação (Mestrado em Implantodontia) – C.P.O. São

    Leopoldo Mandic – Centro de Pós-Graduação. 1. Osseointegração. 2. Implante dentário. I. Ramalho, Saturnino Aparecido. II. C.P.O. São Leopoldo Mandic – Centro de Pós-Graduação. III. Título.

  • C.P.O. - CENTRO DE PESQUISAS ODONTOLÓGICAS SÃO LEOPOLDO MANDIC

    Folha de Aprovação

    A dissertação intitulada: “ESTABILIDADE PRIMÁRIA DE IMPLANTES

    DENTÁRIOS OSSEOINTEGRÁVEIS COM SUPERFÍCIES USINADAS E

    SUPERFÍCIES TRATADAS POR ATAQUE ÁCIDO - UM ESTUDO COMPARATIVO

    IN VITRO” apresentada ao Centro de Pós-Graduação, para obtenção do grau de

    Mestre em Odontologia, área de concentração: IMPLANTODONTIA, em 10/04/2008,

    à comissão examinadora abaixo denominada, foi aprovada após liberação pelo

    orientador.

    ______________________________________________________ Prof. (a) Dr(a)

    ______________________________________________________ Prof. (a) Dr(a)

    ______________________________________________________ Prof. (a) Dr(a)

  • Dedico este trabalho a minha esposa MARA, grande mulher, amiga,

    incentivadora e companheira.

    A meus filhos CAROLINA, DANIELA e LÉO, e a minha sobrinha

    GIOVANA por estarem sempre muito presentes em minha vida.

    Dedico também a meus pais que ensinaram-me o caminho certo a trilhar.

  • AGRADECIMENTOS

    Ao Professor Dr. Thomaz Wassall, coordenador do curso, por sua

    simpatia e solicitude ao me receber, sempre que necessitei de sua prestimosa

    orientação.

    Ao Prof. Dr. Saturnino Aparecido Ramalho, orientador deste trabalho, pela

    amizade e sólidos ensinamentos.

    Ao Prof. Dr. Carlos Nelson Elias, co-orientador deste estudo, pela

    amizade, grandes ensinamentos e paciência quando da realização dos ensaios no

    Instituto Militar de Engenharia (IME), Rio de janeiro, e na revisão deste trabalho.

    A minha sobrinha, 1° Tenente Dentista do Exército Brasileiro Giovana

    Soares da Silveira, pela prestimosa colaboração nos ensaios laboratoriais e

    orientações em Informática.

    Ao Prof. José Henrique Cavalcanti Lima pelo incentivo e amizade.

    Aos amigos do curso de Mestrado, pela agradável convivência e parceria.

    À Deus, por tudo que tenho e por tudo que sou.

  • Nosso cérebro é o melhor brinquedo já

    criado: nele encontramos todos os

    segredos, inclusive o da FELICIDADE.

    Charles Chaplin

  • LISTA DE ILUSTRAÇÕES

    Figura 1 - Implantes de titânio comercial da marca Conexão® 5,0 x 8,5 e 5,0 x 15 usinados cilíndricos, com hexágono externo. ......................................34

    Figura 2 - Implantes de titânio comercial da marca Conexão® 5,0 x 8,5 e 5,0 x 15, superfícies tratadas por ataque ácido, nos formatos cilíndricos, com hexágono externo. ............................................................................34

    Figura 3 - Cilíndro de polietileno medindo 16 mm de diâmetro por 20 mm de comprimento .............................................................................................34

    Figura 4 - Implante inserido no centro do cilíndro de polietileno. ..............................34 Figura 5 - Sequência das fresas recomendadas pelo fabricante dos implantes

    Conexão®, da esquerda para direita:lança; 2 mm; 2-3 mm; 3 mm; 3-4,3 mm; 4,3 mm e macho de rosca...........................................................35

    Figura 6 - Motor VK DRILLER® BLM 100 com contra ângulo redutor 16:1. .............35 Figura 7 - Catraca para instalação de implantes marca Conexão®. ..........................35 Figura 8 - Torquímetro Digital Lutron™ Measurement System, modelo 8800 ..........36 Figura 9 - Cilíndro de polietileno fixado ao torquímetro digital...................................36 Figura 10 - Implante sendo inserido no cilíndro de polietileno fixado ao

    torquímetro digital. ....................................................................................36 Figura 11 - Software específico do Torquímetro Digital Lutron™ Measurement

    System, modelo 8800 ...............................................................................37 Figura 12 - Osstell™ Mentor para medição de ISQ...................................................37 Figura 13 - Transdutor Osstell™ Mentor, Smartpeg Type 3......................................37 Figura 14 - Medição por meio de frequência de ressonância realizada com

    Osstell™ e um transdutor. ......................................................................38 Tabela 1 - Valores do torque máximo e ISQ determinados nos ensaios do

    Grupo 1.....................................................................................................40 Tabela 2 - Valores do torque máximo e ISQ determinados nos ensaios do

    Grupo 2.....................................................................................................41 Tabela 3 - Valores do torque máximo e ISQ determinados nos ensaios do

    Grupo 3.....................................................................................................41 Tabela 4 - Valores do torque máximo e ISQ determinados nos ensaios do

    Grupo 4.....................................................................................................41 Figura 15 - Implante de 15 mm de comprimento, com transdutor acoplado,

    mostrando filetes de roscas aquém da superfície do cilíndro. ............42 Figura 16 - Implante de 8,5 mm, com transdutor acoplado, inserido na

    totalidade de seu comprimento ..............................................................42 Gráfico 1 - Valores médios de torque máximo ..........................................................43 Gráfico 2 - Valores médios de ISQ............................................................................43 Tabela 5 - Resultados das análises estatísticas comparativas dos torques

    máximos usando o teste ANOVA e pós testes de Tukey e de Bonferroni ................................................................................................46

    Tabela 6 - Resultados das análises estatísticas comparativas de ISQ usando o teste ANOVA e pós testes de Tukey e de Bonferroni .............................46

  • LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS

    µm - Micrômetro

    3D - 3 dimensões

    A/m2 - Ampéres por metro quadrado

    Al2O3 - Alumina

    BMD - Bone Mineral Density (Densidade Óssea Mineral)

    D1, D2, D3, D4 - Densidade óssea 1, 2, 3, 4

    EF - Elementos Finitos

    ESCA System™ - Electron Spectroscopy for Chemical Analysis (Espectroscópio

    eletrônico para análise química)

    FR - Frequência de ressonância

    PEAD - Polietileno de alta densidade

    H2SO4 - Ácido sulfúrico

    HA - Hidroxiapatita

    HCl - Ácido clorídrico

    HF - Ácido fluorídrico

    HNO3 - Ácido nítrico

    HU - Hounsfield

    ISQ - Implant Stability Quocient (Quociente de Estabilidade do

    Implante)

    kHz - Quilohertz

    liga Ti-6Al-4V - Liga de titânio 6% Al e 4% V, grau 5

    MEV - Microscópio Eletrônico de Varredura

    N.cm - Newtons centímetros

    PTV - Periotest Values (Valores de Periotest)

  • RFA - Resonance Frequency Analysis (Análise de Frequência de

    Ressonância)

    RPM - Rotações por minuto

    TC - Tomografia computadorizada

    TEMTM - Transmission elecron microscopy (Microscópio eletrônico de

    transmissão)

    Ti cp - Titânio comercialmente puro

    TiO2 - Óxido de titânio

    TPS - Plasma spray de titânio

    V - Volt

  • RESUMO

    No presente trabalho foi realizada análise quantitativa da estabilidade primária de implantes dentários osseointegráveis onde foram testados grupos controle com superfícies usinadas e grupos teste com superfícies tratadas por ataque ácido, comparando os resultados. Os implantes foram inseridos em cilindros de polietileno (Ciplast®) com densidade equivalente ao osso D1. Vinte implantes cilíndricos com hexágono externo, da empresa Conexão®, medindo 5,0 x 8,5 e 5,0 x 15 sendo 10 cilíndricos usinados (grupo controle) e 10 cilíndricos com superfície tratrada por ataque ácido (grupo teste) foram instalados nos cilindros de polietileno, com 16 mm de diâmetro e 20 mm de comprimento. A estabilidade primária foi determinada pelo torque de inserção quantificado com o torquímetro digital Lutron™ Measurement System, modelo 8800. A medida de estabilidade primária foi complementada pelo valor de frequência de ressonância determinado com o OsstellTM Mentor. Os dados foram usados para correlacionar os valores de ISQ com os tipos de superfícies (usinada e tratada por ataque ácido), com os tipos de comprimentos (8,5 mm e 15 mm) e com o torque de inserção. Os resultados foram tratados estatisticamente com o teste ANOVA e pós-testes de Tukey e Bonferroni. Pode-se concluir que: a) todos os implantes apresentaram estabilidade primária adequada para uso em carga imediata; b) o tratamento de superfície não influenciou na estabilidade mecânica, medida pelo torque de inserção e valores de ISQ; c) os implantes com maior comprimento apresentaram maior estabilidade, medida pelo torque de inserção; d) não houve correlação entre a estabilidade determinada pelo torque de inserção e o valor ISQ. Palavras-chave: Implantes dentários. Estabilidade primária. Frequência de ressonância. Torque de inserção.

  • ABSTRACT

    In the present work, the quantitative analysis of the primary stability of dental implants with machined surfaces and acid etched surfaces was performed and the results were compared. Dental implants were inserted in polyethylene cylinders (Ciplast) with density similar to bone D1. Twenty cylindrical implants with external hexagon (Conexão Sistemas de Próteses, São Paulo, Brazil), 5.0 mm x 8,5 mm and 5,0 mm x 15 mm, 10 machined cylindrical (control group) and 10 cylindrical with acid etched surfaces (test group), were placed in 16 mm in diameter and 20 mm long polyethylene cylinders. Primary stability was assessed by placement torque, with a digital torquemeter (Lutron measurement System, model 8800). The measurements of primary stability were implemented by resonance frequency values, which were assessed with Osstell Mentor. Data were used to correlate ISQ values with surface treatment (machined and acid etched), length (8.5 and 15 mm) and placement torque. Data was statistically analyzed using ANOVA followed by either Tukey´ and Bonferroni´s post-tests. The following conclusions were reached: a) all implants tested showed adequate primary stability for immediate loading; b) mechanics stability was not influenced by surface treatment; c) longer implants showed higher stability; d) there was no correlation between ISQ value and the stability assessed by placement torque. Keywords: Dental implants. Primary stability. Resonance frequency. Placement torque.

  • SUMÁRIO

    1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................12

    2 REVISÃO DA LITERATURA .................................................................................14

    3 PROPOSIÇÃO.......................................................................................................31

    4 MATERIAIS E MÉTODOS .....................................................................................32

    5 RESULTADOS.......................................................................................................39

    6 DISCUSSÃO..........................................................................................................47

    7 CONCLUSÃO ........................................................................................................53

    REFERÊNCIAS.........................................................................................................54

    ANEXO A - APROVAÇÃO DO CEP.........................................................................57

  • 12

    1 INTRODUÇÃO

    A obtenção de uma ótima estabilidade primária na instalação de implantes

    odontológicos é um dos principais requisitos para a viabilização dos mecanismos de

    reparação tecidual que resultam no fenômeno de osseointegração.

    A medição clínica da estabilidade primária do implante e osseointegração

    são parâmetros importantes para atingir o sucesso, sendo ainda bastante empíricos

    e subjetivos na sua essência. A estabilidade primária de um implante, no tempo

    cirúrgico de sua instalação, está relacionada à mínima mobilidade do implante;

    qualidade óssea, classificada por Lekholm & Zarb (1985), numa escala de 0 a 4, de

    acordo com o grau de densidade óssea; e experiência do cirurgião na preparação do

    leito receptor.

    No passado, um dos métodos empregados para avaliar o grau de

    estabilidade primária era por meio de percussão no implante com um cabo de

    espelho, tentando observar qualquer tipo de movimento no implante, devido ao som

    produzido. Hoje em dia, muitos profissionais medem a estabilidade primária com o

    auxílio de um torquímetro manual ou pela frequência de ressonância. Embora se

    tratem de técnicas mundialmente praticadas, existe em termos de literatura, pouco

    suporte destes conceitos. Verifica-se claramente a necessidade de mais pesquisas

    em torno da quantificação da estabilidade primária de implantes, com métodos não

    empíricos, mas cientificamente testados e comprovados.

    Na literatura os trabalhos que avaliam a influência da rugosidade e do

    acabamento superficial dos implantes na estabilidade primária são pouco

    elucidativos, em especial, dos implantes com a superfície tratada por ataque ácido.

  • 13

    O objetivo do autor é analisar comparativamente a estabilidade primária

    de implantes dentários de superfícies usinadas com a estabilidade primária de

    implantes com superfícies tratadas por ataque ácido, no formato cilíndrico, por meio

    de experimento laboratorial.

  • 14

    2 REVISÃO DA LITERATURA

    Bränemark (1985) confirmou, em revisão literária, seu conceito de

    osseointegração, firmado em 1964, como sendo “a conexão direta, estrutural e

    funcional entre o osso vivo ordenado e a superfície de um implante submetido a

    carga funcional”. Assim, por meio da criação de um protocolo cirúrgico, foi possível a

    devolução da função mastigatória, da estética e da sociabilidade de indivíduos

    edêntulos totais ou parciais, substituindo por vezes outras técnicas, tais como

    próteses removíveis tipo próteses totais e próteses fixas. Nas etapas iniciais e no

    desenvolvimento do protocolo para aplicação dos implantes osseointegráveis como

    apoio na reabilitação do indivíduo, são itens importantes na avaliação: a) tipo do

    material empregado na fabricação dos implantes; b) forma do implante; c) superfície

    do implante; d) técnica de fabricação do implante; e) qualidade do tecido ósseo que

    o recebe; f) técnica cirúrgica para a instalação do implante; g) proservação das

    próteses.

    Zarb & Albrektsson (1991) definiram “Osseointegração é o processo pelo

    qual a fixação rígida e assintomática de um material aloplástico no osso é obtida e

    mantida durante a função”.

    Comparando as duas definições, o conceito de Bränemark é histológico e

    o de Zarb & Albrektsson é puramente clínico.

    A estabilidade primária, obtida imediatamente após a instalação, pode ser

    considerada como a capacidade de um implante de distribuir as forças oclusais

    aplicadas aos tecidos adjacentes, minimizando a tensão na interface entre o

  • 15

    implante e o osso envolvente. Ela é determinada pela densidade e quantidade

    óssea, técnica cirúrgica, desenho e superfície do implante.

    Meredith et al. (1996) realizaram estudo cujo objetivo foi quantificar a

    estabilidade primária de implantes empregando frequência de ressonância (FR). A

    estabilidade primária foi medida por meio de um pequeno transdutor fixado em

    implantes que foram inseridos com diferentes alturas em um bloco de alumínio. Uma

    forte correlação (r = 0,94; p < 0,01) foi observada entre FR e a altura de roscas

    expostas dos implantes. A mudança de rigidez do osso observada ao redor do

    implante durante a cicatrização foi apresentada por implantes incrustrados em

    polimetilmetacrilato e medida por FR em períodos durante a polimerização. Um

    significativo aumento na FR foi observado quando aumentava a dureza. A medição

    de FR foi realizada em implantes in-vivo e os resultados tiveram significativa

    correlação com os dados obtidos in-vitro.

    Esposito et al. (1998), em revisão de literatura sistemática, avaliaram os

    fatores associados a perda de implantes bucais. Foi utilizado um formato baseado

    em evidências em conjunto com uma abordagem meta-analítica. A revisão

    identificou os seguintes fatores associados a falhas biológicas dos implantes bucais:

    condição de saúde geral do indivíduo, fumo, álcool, qualidade óssea, enxerto ósseo,

    radioterapia, parafunções, experiência do cirurgião, grau do trauma cirúrgico,

    contaminação bacteriana, falta de antibiótico pré-operatório, carga imediata,

    procedimento não submerso, número de implantes suportando a prótese,

    características da superfície do implante e desenho do implante. A preparação

    cirúrgica da região do implante pode causar uma zona de área de osso necrótico ao

    redor da inserção do implante. Em temperaturas acima de 47ºC, aplicadas por 1

    minuto, foi demonstrada a indução da necrose óssea. A experiência clínica mostrou

  • 16

    que a ancoragem bicortical do implante no osso está mais associado a um maior

    índice de sucesso que a ancoragem mono cortical. Foi demonstrado em

    experiências, que um melhor suporte e uma estabilização primária em osso cortical é

    melhor ao implante. Estudos clínicos mais direcionados sobre o assunto são

    escassos. Análises baseadas em elementos finitos, sobre forças com concentrações

    crescentes foram observados em implantes inseridos não perpendicularmente em

    relação às forças aplicadas. Como conclusão, osso superaquecido no sítio do

    implante se comporta da mesma forma que na ausência da estabilização primária do

    implante, juntamente com uma baixa cicatrização do indivíduo, pode levar a um

    encapsulamento (reparação) com tecido mole antes da osseointegração

    (regeneração). Provavelmente, muitas das falhas precoces e algumas das perdas

    posteriores detectadas durante o primeiro ano de função podem ser explicadas por

    uma imprópria técnica cirúrgica. Entretanto, nenhum dado quantitativo foi avaliado.

    Corso et al. (1999) realizaram um estudo com objetivo investigar o efeito

    da carga imediata e da estabilidade primária de implantes dentais com quatro

    diferentes superfícies. Um total de 40 parafusos de implantes (diâmetro de 3.3 mm e

    comprimento de 8 mm) foram colocados em mandíbulas de 4 cães da raça Beagle.

    Grupos teste incluíram três implantes tratados com hidroxiapatita (HA) e spray de

    plasma de titânio (TPS). Implantes só com TPS serviram como controle. Parafusos

    de ouro foram inseridos dois dias após o implante ser colocado e os cães foram

    imediatamente liberados para uma dieta com alimentação dura. Os implantes foram

    acompanhados por seis meses após a carga. Acompanhamentos clínicos e com

    tomadas radiográficas foram feitos na área de inserção da coroa após um, três e

    seis meses da carga. Para medida de mobilidade foi usado um Perioteste e tomadas

    radiográficas foram realizadas para avaliar a radiolucência do peri-implante e medir

  • 17

    as perdas da crista óssea. Resultados obtidos: dos 40 implantes, 39 não

    apresentaram mobilidade, correspondendo a um sucesso de função clínica.

    Ausência de radioluscência peri-implantar em todos, com excessão de um implante

    com mobilidade. A redução do nível da crista do início até os seis meses foi

    estatísticamente significante (P‹.0001). Estatísticamente insignificante foi a diferença

    de nível de crista óssea entre as diferentes coberturas de superfície demonstrando a

    ausência do efeito de tratamento iniciado pela cobertura de superfície. Concluiu-se

    neste estudo com cães da raça Beagle, que a carga imediata nos implantes não

    prejudicou a osseointegração, desde que os implantes tivessem uma excelente

    estabilidade primária.

    Orsini et al. (2000) realizaram um trabalho cuja proposta foi fazer uma

    avaliação quantitativa e qualitativa in vitro de implantes jateados e tratados por

    ataque ácido, comparando com a superfície de implantes usinados, tendo como

    materiais e métodos implantes de titânio comercialmente puro, grau 4 da marca

    Bone System™, onde foram analisados dez implantes com superfícies jateadas e

    tratadas por ataque ácido (implante limpo e livre de alúmina, atacado com 1% de

    ácido fluorídrico-HF e 30% de ácido nítrico-HNO3) como grupo de teste e dez

    implantes usinados como grupo controle, empregando microscópio eletrônico de

    varredura (MEV); análise química por espectroscópio eletrônico ESCA System™ e

    para análise celular, apropriados para superfícies jateadas e atacadas por ácido.

    Culturas de células e testes citotóxicos foram realizados empregando fibroblastos

    L929 de camundongo e células osteoblásticas MG63™ originalmente isoladas de

    um osteosarcoma humano. Mostraram as diferentes reações das células ao contacto

    com diferentes superfícies e afirmaram que implantes com superfícies tratadas por

    ácido não apresentam efeitos citotóxicos se mostrando biocompativeis. Concluíram

  • 18

    que a superfície rugosa produzida pelo ataque ácido pode conferir um efeito de

    adesão para as células. Células osteoblásticas aderindo aos implantes usinados

    conferem a estes uma configuração muito compacta, enquanto que as mesmas

    células aderindo-se a superfície de implantes com ataque ácido apresentam uma

    morfologia irregular e alguns pseudópodos. Esta morfologia irregular, rugosa, pode

    promover uma ancoragem celular inicial propiciando melhor osseointegração para os

    implantes com ataque ácido.

    Homolka et al. (2001) demonstraram que a informação calibrada em

    densidade óssea mineral (BMD) pode ser empregada em implantodontia dental para

    medir a “qualidade óssea”. Ela pode ser empregada para estimar a expectativa da

    estabilidade primária apropriadamente e guiar o cirurgião na escolha do melhor

    implante e da melhor técnica operatória. Usando a Tomografia Dental

    Computadorizada (Dental-CT) preoperativamente, todas estas informações podem

    ser obtidas sem exames adicionais e sem exposição adicional do paciente aos raios

    x. Em contraste com a determinação do osso mineral em outras regiões do corpo, a

    avaliação da BMD local é importante para a avaliação do osso nas arcadas

    dentárias. Principalmente quando o exame é facilitado por códigos de cores, sua

    interpretação é extremamente facilitada.

    Barewal et al. (2003) realizaram estudo para determinar a modificação na

    estabilidade como resultado de carga imediata em torno de implantes com

    superfícies jateadas e tratadas por ataque ácido utilizando RFA. RFA utiliza um

    transdutor rosqueado ao implante que é submetido a frequência de ressonância com

    subsequente análise de resultados. Vinte indivíduos tiveram de um a quatro

    implantes colocados na maxila posterior ou mandíbula. O tipo de osso foi

    classificado em grupos de 1 a 4, de acordo com Lekholm & Zarb (1985). RFA foi

  • 19

    medida diretamente no implante no dia de sua inserção e consecutivamente por 6, 8

    e 10 semanas. Vinte e sete implantes ITI - SLA inseridos na região de pré-molar e

    molar da maxila e mandíbula foram avaliados. Ocorreu falha em um implante por

    parafunção. Os 26 implantes remanescentes foram distribuídos como se segue:

    29,6% em osso tipo 1; 37% em osso tipo 2 e 3; e 33,3% em osso tipo 4. O menor

    valor de estabilidade medido ocorreu na terceira semana para todos os tipos de

    osso. A porcentagem de decréssimo de estabilidade em três semanas foi alta para o

    osso tipo 4 (8,6%), como foi alto o crescimento da estabilidade de três para dez

    semanas (26,9%). Os resultados foram submetidos ao teste de Bonferroni

    comparando os grupos de osso, sendo que a cada medida revelou significante

    diferença (P = 0.004) e uma moderada significância entre os grupos tipo 2, 3 e 4 (P =

    0.08) em três semanas. Não houve diferença significante durante 10 semanas no

    osso tipo 1 (P > 0.10). Com o mesmo teste, por cinco semanas, nenhum grupo

    mostrou diferenças significativas em medidas de RFA (P = 1.0). O estudo

    demonstrou pequenos valores para estabilidade de implante em três semanas após

    a colocação para todos os tipos de osso. O efeito foi significativo e mais pronunciado

    no grupo do osso tipo 4. Concluíram que não há diferença significante na

    estabilidade entre os diferentes tipos de osso após cinco semanas de cicatrização.

    Meyer et al. (2004) procederam estudos em porcos com o objetivo de

    mostrar que a carga imediata favorece o processo de osseointegração. Como

    metodologia foram empregados implantes cônicos com o comprimento de 10 mm e

    diâmetro de 4.1 mm. Seis porcos machos da raça Göttinger foram usados e

    selecionados de modo que suas cristas alveolares comportassem as medidas dos

    implantes em largura e altura. Um total de 24 implantes foram inseridos em suas

    mandíbulas. De acordo com o planejamento do experimento, dois tipos de

  • 20

    tratamento foram testados em cada animal: dois implantes carregados

    imediatamente e colocados em contato oclusal; e dois implantes colocados sem

    contato oclusal. Todos os implantes foram inseridos e colocados em carga imediata,

    sendo sacrificados dois no primeiro dia, dois no terceiro dia e dois no décimo quarto

    dia. De cada animal foram dissecados blocos contendo implante. Um implante por

    grupo de estudo foi embutido em Tecnovit™ e subsequentemente, seções

    histológicas descalcificadas foram preparadas para avaliação histológica total. O

    outro bloco de prova contendo implantes foi dividido e então cada amostra foi mais

    dividida com a finalidade de obter uma amostra embutida no osso alveolar e a

    correspondente amostra óssea destacada do implante. Amostras contendo

    implantes foram usadas para análises e testes imunológicos em MEV. Seções de

    osso sem implantes foram preperadas para análises de difração por transmissão

    eletro-microscópica (TEMTM). Como resultados, a histologia confirmou que todos

    implantes foram bem osseointegrados. Análises histológicas da interface osso e

    titânio revelaram um íntimo contato entre a superfície de titânio e o leito da

    implantação óssea. Estudos sugerem que a qualidade da osseointegração e da

    estabilidade do implante dependente em grande parte da extensão e do projeto

    geométrico do implante.

    Cunha et al. (2004) avaliaram a estabilidade primária, o torque de

    instalação e também a influência do desenho do implante no torque de instalação e

    estabilidade primária. Doze indivíduos que apresentavam perda bilateral maxilar dos

    incisivos laterais ou pré-molares foram tratados com 24 implantes sob carga

    imediata. Cada indivíduo recebeu um implante Standard 3.75x13 mm do Sistema

    BränemarkTM e um implante 3.75x13 mm TiUnite Mk IIITM. Cada implante foi

    conectado a um transdutor e a um aparelho OsstellTM que automaticamente traduziu

  • 21

    o valor da FR do implante num valor Quociente de Estabilidade do Implante (ISQ).

    Um torquímetro foi utilizado para medir o torque de instalação para ambos os tipos

    de implantes. Todos os implantes foram instalados utilizando um protocolo cirúrgico

    de um estágio. Todos os indivíduos tinham densidade óssea similar - osso do tipo 2

    ou 3 de acordo com o sistema de classificação de Lekholm & Zarb (1985) em todas

    as áreas de instalação. Imediatamente após a instalação dos implantes, foi feita a

    medição da estabilidade primária com o equipamento OsstellTM. Análise estatística

    mostrou valores médios maiores para implantes Standard em relação ao torque de

    instalação e FR comparados aos implantes TiUnite Mk IIITM. Não houve qualquer

    correlação entre os valores de torque de instalação e FR; este achado está de

    acordo com artigos anteriores. A estabilidade mostrou ser maior nos implantes

    padrão. O desenho do implante pareceu influenciar na estabilidade primária no

    torque de instalação.

    Romanos (2004) realizou revisão de literatura para estudar protocolo de

    restauração das arcadas dentárias edêntulas. Afirmou que “carga imediata em

    implantes é um conceito já estabelecido para restaurar mandíbulas edêntulas

    usando quatro implantes intermentuais esplintados por uma barra, porém na litratura

    não existe uma definição exata para o termo carga imediata”. O correto é que o

    número de implantes deve ser alto para compensar a carga e estes dependem da

    quantidade e da qualidade óssea do sítio. Concluiu que a carga imediata para ter

    sucesso depende da estabilidade primária (acima de 40N) e da esplintagem

    (imobilização) imediatamente após a cirurgia.

    Sevimay et al. (2005) afirmaram, em análises de elementos finitos (EF)

    em 3D, que a estabilidade primária dos implantes é afetada pela tensão provocada

    por forças funcionais homogeneamente distribuídas no osso de densidade D1 e D2,

  • 22

    já no osso D3 e D4, há concentração de tensões na região coronal do implante.

    Concluíram que a estabilidade primária e a densidade óssea são fatores essenciais

    para a previsibilidade da osseointegração e a longo prazo, são responsáveis pela

    sobrevivência do implante.

    Franchi et al. (2005) investigaram microscópicamente aspectos da fixação

    biológica ao redor de parafusos de implantes dentários. Quarenta e oito implantes de

    diferentes superfícies (usinados, plasma-spray e jateados) foram inseridos na tíbia e

    fêmur de carneiros e analisados em microscopia eletrônica e MEV 1 hora, 14 e 90

    dias após a implantação. Uma hora após a implantação, o “gap” entre osso e

    implante foi preenchido por coágulo sanguíneo e resquícios do osso hospedeiro

    provocados pela fresagem do alvéolo. Quatorze dias após a implantação havia um

    novo osso trabecular e a reabsorção dos resquícios ósseos foram observados no

    “gap”: não havia osteogênese entre as espiras do parafuso e o osso hospedeiro.

    Noventa dias após a cirurgia todo o osso trabecular mais os resquícios de osso

    foram substituídos por osso lamelar maduro com poucos espaços medulares.

    Concluíram que a estabilidade primária de implantes dentários é obtida por meio da

    fixação mecânica dos implantes e durante a cicatrização a ancoragem biológica é

    necessária para se conseguir a osseointegração final.

    Sjöström et al. (2005) compararam implantes inseridos em maxilas

    edêntulas enxertadas com osso autógeno e implantes colocados em maxilas

    edêntulas não enxertadas. Vinte e nove indivíduos com atrofia severa de maxila

    edêntula foram tratados com enxerto de osso autógeno. Foram aguardados seis

    meses de cicatrização para a inserção de 222 implantes. Dez indivíduos foram

    tratados com 75 implantes do Sistema Bränemark em maxilas edêntulas sem

    enxerto que serviram de grupo controle. RFA foi realizada nos implantes logo após

  • 23

    as inserções e após seis meses de carga. Concluíram que implantes instalados em

    enxerto ósseo autógeno, após a cicatrização primária de seis meses, tornaram-se

    tão estáveis quanto o colocado em osso maxilar normal, quando mensurados pela

    técnica de análise de freqüência de ressonância (RFA).

    Abboud (2005) publicou estudo no qual foi realizada a instalação de

    implantes ósseointegrados com carga imediata em 20 pacientes adultos em região

    posterior da mandíbula. Foi realizado um acompanhamento clínico e tomadas

    radiográficas com 3, 6 e 12 meses, obtendo como resultados manutenção do nível

    marginal de osso com média de redução de apenas de 0,01 mm após dois meses e

    perda de apenas um implante, demonstrando a alta taxa de sucesso.

    Degidi & Piattelli (2005) acompanharam sete anos da instalação de 93

    implantes com carga imediata apresentando uma taxa de sucesso de 93,5% e média

    de perda óssea marginal de 0,6 mm no primeiro ano e de 1,1 mm em sete anos.

    Concluíram que a estabilização primária é um dos fatores mais importantes em

    implantes com carga imediata para evitar as micromovimentações que são

    altamente deletérias.

    Testori et al. (2005) publicaram um estudo no qual foi avaliado o

    comportamento de implantes e próteses submetidos à carga imediata em

    mandíbulas. Neste estudo, envolvendo 15 pacientes, todos receberam cinco

    implantes na região interforames mentuais. Nos primeiros nove pacientes foram

    instaladas próteses fixas provisória confeccionadas a partir de próteses

    mandibulares previamente construídas, aliviadas e reembasadas sobre cilindros

    retentivos. Estas próteses foram instaladas quatro a cinco horas após o

    procedimento cirúrgico. Dois destes pacientes receberam dois implantes a mais, que

    ficaram submersos para fins de controle. Após seis meses, foram confeccionadas

  • 24

    próteses definitivas. Os outros seis pacientes receberam próteses totais fixas

    definitivas confeccionadas com infra-estrutura metálica e dentes em resina. As

    próteses foram instaladas em média 36 h após a cirurgia e os pacientes não usaram

    nenhum tipo de prótese provisória. Após seis meses, o índice de sucesso dos

    implantes foi de 98,9% e das próteses de 100%. Exames com tomadas radiográficas

    mostraram perdas ósseas de padrão semelhante em todos os implantes. Os

    resultados deste trabalho sugerem que o protocolo de instalação de implantes

    associado à carga imediata apresenta o mesmo índice de sucesso do protocolo

    tradicional em duas etapas.

    Duarte & Ramos (2005) publicaram artigo tendo como objetivo avaliar a

    utilidade do OsstellTM na medição da estabilidade primária de implantes

    osseointegrados. Neste estudo implantes de diferentes comprimentos foram

    instalados num bloco de alumínio e expostos com alturas diferentes (0-5mm). Um

    transdutor foi aparafusado no topo do implante a um aparelho de análise de

    frequência e posteriormente foi feita uma estimulação de frequência de 5 kHz a 15

    kHz, com uma amplitude de 1 volt. Uma correlação evidente foi demonstrada entre

    os valores de ISQ e de altura dos implantes que ficavam acima do bloco, enquanto

    que o comprimento do implante não foi significativo. Quanto mais distante ficar o

    transdutor do nível ósseo, menor será o valor de ISQ. A utilização do OsstellTM é

    simples e rápida não causando qualquer tipo de desconforto nos pacientes. O teste

    é totalmente não invasivo e poderá ser repetido quantas vezes forem necessárias. O

    equipamento vem acompanhado por um CD de software e os dados poderão ser

    transferidos para um computador através da porta de infra-vermelhos, também

    fornecida. O software armazena a informação numa base de dados própria. Um

    pequeno transdutor autoclavável é conectado ao implante ou pilar onde funciona

  • 25

    como célula eletrônica. O valor ISQ de 60 é aquele a partir do qual se pode

    considerar a possibilidade de realizar função imediata de forma segura. Como

    conclusão os autores afirmaram que o OsstellTM trata-se de um método não invasivo

    de extrema utilidade na medição da estabilidade primária do implante, permitindo

    assim de forma científica, proceder-se à função imediata.

    Lobato et al. (2006) investigaram a direta adesão ao osso e

    osseointegração de implante na forma de parafuso de titânio Ti cp revestido com

    osso sintético obtido por plasma spray, marca BonelikeTM. O implante foi inserido em

    mandíbula de um indivíduo com 40 anos, que foi removido após três meses com

    uma trefina de 6 mm de diâmetro. Foi empregado MEV para avaliação e análise

    histológica usando microscopia eletrônica. Concluíram que este tipo de implante

    melhorou a estabilidade primária, mostrou-se altamente bioativo promovendo uma

    grande formação óssea e forte adesão a superfície, que pode aumentar a sobrevida

    do implante.

    Vanschoiack et al. (2006) realizaram estudos para avaliar o efeito da

    densidade do osso na dissipação da energia de um implante no momento de sua

    inserção no leito cirúrgico com o PeriometerTM. Como sítio para as inserções dos

    implantes empregaram polietileno com várias densidades e estruturas.

    Serra et al. (2007) realizaram um estudo cuja proposta foi avaliar a

    evolução da fixação óssea de mini-implantes de titânio carregados imediatamente.

    Nove coelhos da raça Nova Zelândia foram utilizados neste estudo. Em cada animal

    foram inseridos 4 mini-implantes de titânio grau 5 (liga Ti-6Al-4V) , dos quais dois

    foram carregados imediatamente com 1 N. Os animais foram eutanasiados após 1, 4

    e 12 semanas e as amostras foram divididas em seis grupos, sendo três grupos

    carregados e três grupos sem carga. O ensaio de torque de remoção dos implantes

  • 26

    foi realizado e os resultados tratados estatisticamente com o módulo ANOVA e pós-

    teste de Tukey. Após uma e quatro semanas de cicatrização não foi detectada

    diferença estatisticamente significativa nos valores de torque de remoção,

    independente do carregamento. Entretanto, após 12 semanas, tanto o grupo

    carregado quanto o não carregado apresentaram aumento significativo no torque de

    remoção e os maiores valores foram atribuídos ao grupo sem carregamento. O

    carregamento imediato resultou em menor fixação óssea dos mini-implantes após 12

    semanas de cicatrização, contudo não comprometeu a estabilidade dos implantes. A

    carga imediata de mini-implantes de titânio grau 5 não induz à perda dos mesmos,

    entretanto acarreta em menor valor na estabilidade secundária. Este resultado pode

    ser considerado favorável devido à necessidade de remoção do mini-implante ao

    final do tratamento ortodôntico. A transferência destes resultados para a área clínica

    deve ser feita com cautela, pois fatores como qualidade e quantidade do osso

    hospedeiro, micromovimento e inflamação de tecido peri-implantar apresentam forte

    relação com a taxa de falha. Concluiu ainda que o carregamento imediato,

    unidirecional e contínuo dos mini-implantes não alterou a estabilidade primária dos

    mini-implantes após uma e quatro semanas.

    Rabel et al. (2007) investigaram a correlação da RFA e o torque de

    inserção de implantes auto rosqueantes e não auto rosqueantes e suas respectivas

    diferenças em estabilidade primária. Um grupo de 263 indivíduos foram tratados com

    um total de 602 implantes cônicos: 408 não auto rosqueantes Ankylos™ e 194 auto

    rosqueantes Camlog™. Foi colocada máxima inserção de torque durante a

    colocação dos implantes. A medição da FR foi realizada pelo ISQ, uma vez logo

    após a inserção do implante e duas vezes três meses mais tarde. Valores de torque

    dos implantes não auto rosqueantes foram significativamente maiores que o grupo

  • 27

    dos auto rosqueantes (p=0,023). A RFA não mostrou diferenças entre os dois grupos

    (p = 0,956), mas a correlação entre ISQ logo após a implantação e três meses após

    foi medida (r = 0,712). Dentro dos sistemas de implantes não houve nenhuma

    correlação entre a inserção de torque e valor de ISQ (r = 0,305). O estudo indicou

    que os valores de ISQ obtidos de diferentes sistemas não são comparáveis. A RFA

    não pareceu apropriada para avaliação da estabilidade primária de implantes

    quando usada como um único método. A mais alta inserção de torque dos implantes

    não auto rosqueantes apareceu para confirmar que clinicamente sua estabilidade

    primária é maior.

    Alsaadi et al. (2007) avaliaram a relação entre estabilidade primária de

    implante bucal e qualidade óssea subjetiva. Um total de 298 indivíduos (198 do

    gênero feminino, média de idade 56,4) foram tratados com implantes bucais onde

    761 implantes TiUnite™ foram instalados. A taxa de qualidade óssea subjetiva foi

    representada em tomadas radiográficas e por sensação tátil de cirurgiões e

    comparadas com medidas de torque de inserção. Em alguns indivíduos a

    estabilidade primária foi também avaliada por ISQ e/ou valores de PTV. Na medição

    por PTV, ISQ e torque de inserção (na crista, no segundo e terceiro terço apical -

    N.cm) foram avaliados respectivamente; em grau 1: -5.3, 73.3 (4.2, 9.6, 15.2), e grau

    3 ou 4: -1.6, 55 (3.3, 5.5, 8.4). Por sensação tátil do cirurgião foi notada uma boa

    correlação com a presença de grossa cortical óssea: - 4.6, 70.3 (4.2,9.7,15.1) ou fina

    cortical óssea: - 0.3, 65.9 (3.6,6.9, 10.1). Para um osso trabecular denso os valores

    foram: - 2.8, 69.4 (4.4, 9.7, 14.8) e para um osso trabecular pobre: -1.7, 66.4 (3.6,

    6.4, 9.8). Como conclusão final foram encontradas taxas de qualidade óssea

    subjetivas similares as taxas relatadas pelo index de Lekholm & Zarb (1985).

  • 28

    Le Guéhennec et al. (2007) realizaram pesquisa literária onde os

    diferentes métodos empregados para aumentar a rugosidade da superfície dos

    implantes ou aplicação de revestimentos osseocondutivos foram revisados.

    Tratamentos de superfície como o TPS (jateamento de partículas de titânio dentro de

    um facho de plasma a uma alta temperatura onde são condensadas e fusionadas

    entre si formando um filme com cerca de 30µm de espessura); jato de superfície

    (jateamento de partículas de cerâmica na superfície do implante, partículas estas

    que podem ser de alúmina - Al2O3-, óxido de titânio - TiO2-, ou substâncias

    biocompatíveis, osseocodutoras e reabsorvíveis como o fosfato de cálcio -

    hidróxiapatita, fosfato beta tricálcio e misturas destes); ataque ácido (tratamento da

    superfície com HCl, H2SO4, HNO3 e HF que produz micro ranhuras na superfície do

    implante com tamanhos que variam de 0,5 a 2,0 µm no diâmetro. A imersão do

    implante de titânio por minutos em uma mistura de ácido clorídrico concentrado e de

    ácido sulfúrico aquecidos acima de 100ºC é denominada de duplo ataque ácido. O

    ataque ácido de alta temperatura produz uma superfície microporosa homogênea

    com maior contato osso e implante do que as superfícies de TPS nos estudos

    experimentais, sendo que a molhabilidade da superfície também foi considerada

    responsável pela boa adesão de fibrina); anodização (micro ou nano poros na

    superfície do titânio que são produzidos por imersão do implante em solução

    eletrolítica com HCl, H2SO4, HNO3 e HF com uma alta densidade de corrente -

    200A/m2- ou potência -100V-); ou revestimento com fosfato de cálcio (implantes

    revestidos com camadas de fosfato de cálcio principalmente composto por

    hidróxiapatita), foram exaustivamente estudadas e revisadas. Muitas destas

    superfícies estão comercialmente disponíveis e provaram sua eficiência clínica

    (>95% acima de 5 anos). Concluiram que o papel da superfície química e topografia

  • 29

    na rápida osseointegração permanece mal compreendido. Estudos clínicos

    comparativos com diferentes superfícies de implantes são raramente executados.

    Thurkyilmaz et al. (2007) investigaram a relação existente entre a

    densidade óssea, o torque de inserção e a estabilidade na colocação do implante.

    Vinte e oito indivíduos foram tratados com 230 implantes do Sistema Bränemark. Um

    aparelho de TC foi usado para avaliação pré-operatória do osso das arcadas para

    cada paciente. Os valores de máxima inserção de torque foram medidos com

    OsseoCare™. Medidas de estabilidade foram realizadas com Osstell™ para 142

    implantes. As medidas de densidade óssea e valor de torque de inserção foram

    721±254 unidade de Hounsfield (HU) e 39.1±7 N.cm para 230 implantes e a

    correlação foi significante (r = 0.664, P

  • 30

    inserção. A sobrevivência foi de 100%. A estabilidade primária foi aferida por tipo de

    osso (P0.05), o que ocorreu para o

    osso tipo 4 (P

  • 31

    3 PROPOSIÇÃO

    Determinar a estabilidade primária de implantes dentários com superfícies

    usinadas e superfícies tratadas por ataque ácido, instalados em cilíndros de

    polietileno, tem como propósito:

    a) avaliar a correlação que existe entre as medidas de torque de inserção

    e o valor de ISQ para avaliação da estabilidade primária em implantes

    com mudança no acabamento superficial (usinado e com ataque ácido)

    na forma cilíndrica, com 5,0 mm de diâmetro e comprimentos de 8,5

    mm e 15 mm;

    b) comparar as medidas de torque máximo de inserção e o valor de ISQ

    entre os implantes de 5,0 x 8,5 (usinados e com ataque ácido) e entre

    os implantes de 5,0 x 15 (usinados e com ataque ácido);

    c) comparar as medidas de torque máximo entre os implantes com 5,0

    mm de diâmetro e comprimentos de 8,5 mm e 15 mm;

    d) comparar as medidas de ISQ entre os implantes com 5,0 de diâmetro e

    comprimentos de 8,5 mm e 15 mm.

  • 32

    4 MATERIAIS E MÉTODOS

    Neste estudo foram empregados dois tipos de superfícies de implantes

    comerciais osseointegráveis (usinada e tratada por ataque ácido) no formato de

    implantes cilíndricos, testados em dez ensaios cada. Vinte implantes com hexágono

    externo, da marca Conexão®, medindo 5,0 x 8,5 e 5,0 x 15 sendo 10 cilíndricos

    usinados e 10 cilíndricos com ataque ácido, conforme figura 1 e 2, foram instalados

    em cilindros de polietileno (Ciplast®), que mediam 16 mm de diâmetro por 20 mm de

    comprimento, os quais possuiam densidade semelhante ao osso D1, conforme figura

    3 e 4.

    a) grupos: os implantes foram divididos em quatro grupos:

    - Grupo 1: 10 implantes usinados cilíndricos 5,0 x 8,5 - Grupo Controle

    - Grupo 2: 10 implantes com ataque ácido cilíndricos 5,0 x 8,5 - Grupo

    Teste

    - Grupo 3: 10 implantes usinados cilíndricos 5,0 x 15 - Grupo Controle

    - Grupo 4: 10 implantes com ataque ácido cilíndricos 5,0 x 15 - Grupo

    Teste

    b) perfurações: foram realizadas em cilindros de polietileno com 16 mm de

    diâmetro e 20 mm de comprimento, com motor para uso em

    Implantodontia, na seqüência de brocas estabelecidas pelo fabricante dos

    implantes Conexão® para preparação do leito cirúrgico. Brocas em forma

    de lança com a velocidade de 1.200 rpm foram utilizadas para fazer a

    demarcação inicial para localização do implante. Brocas cilíndricas de 2

    mm de diâmetro, brocas piloto de 2 para 3 mm de diâmetro, brocas

  • 33

    cilíndricas de 3 mm de diâmetro, brocas piloto de 3 mm para 4,3 mm,

    brocas cilíndricas de 4,3 mm e, para finalizar, macho de rosca para

    implantes 5,0. A seqüência é a estabelecida pelo fabricante dos implantes

    Conexão® (figura 5);

    c) instalação: foi empregado o motor VK DRILLER® BLM 100 com torque

    máximo de 35N, com contra ângulo redutor 16:1, tanto para perfurações

    (velocidade de 1.200 RPM) como para a instalação (velocidade de 50

    RPM), conforme figura 6. As instalações foram concluídas com a catraca

    marca Conexão®, conforme figura 7;

    d) medida de torque: os cilindros de polietileno foram fixados ao Torquímetro

    Digital Lutron™ Measurement System, modelo 8800, conforme figura 8, 9

    e 10. O gráfico de torque na furação e colocação dos implantes foi

    avaliado através de programa de computador específico do torquímetro,

    conforme figura 11;

    e) medida de estabilidade primária: a avaliação da estabilidade primária foi

    medida pela FR determinada com o Osstell™ Mentor, conforme figura 12.

    As medições foram realizadas a partir da conexão de um transdutor

    (Osstell™ Mentor, Smartpeg Type 3) ao implante, conforme figura 13 e 14,

    sendo que os resultados são apresentados pela medida de ISQ. Os

    resultados obtidos foram usados para correlacionar os valores de ISQ com

    os tipos de superfícies (usinada e tratada por ataque ácido) e com os tipos

    de comprimentos (8,5 mm e 15 mm).

    Os resultados foram tratados estatisticamente com o teste ANOVA e pós-

    testes de Tukey e Bonferroni.

  • 34

    Figura 1 - Implantes de titânio comercial da marca Conexão® 5,0 x 8,5 e 5,0 x 15 usinados cilíndricos, com hexágono externo.

    Figura 2 - Implantes de titânio comercial da marca Conexão® 5,0 x 8,5 e 5,0 x 15, superfícies tratadas por ataque ácido, nos formatos cilíndricos, com hexágono externo.

    Figura 3 - Cilíndro de polietileno

    medindo 16 mm de diâmetro por 20 mm de comprimento

    Figura 4 - Implante inserido no centro do cilíndro de polietileno.

  • 35

    Figura 5 - Sequência das fresas recomendadas pelo fabricante dos implantes Conexão®,

    da esquerda para direita:lança; 2 mm; 2-3 mm; 3 mm; 3-4,3 mm; 4,3 mm e macho de rosca.

    Figura 6 - Motor VK DRILLER® BLM 100 com contra ângulo redutor 16:1.

    Figura 7 - Catraca para instalação de implantes marca Conexão®.

  • 36

    Figura 8 - Torquímetro Digital Lutron™ Measurement System, modelo 8800

    Figura 9 - Cilíndro de polietileno fixado ao torquímetro digital.

    Figura 10 - Implante sendo inserido no cilíndro de polietileno fixado ao torquímetro digital.

  • 37

    Figura 11 - Software específico do Torquímetro Digital Lutron™ Measurement System,

    modelo 8800

    Figura 12 - Osstell™ Mentor para medição de ISQ

    Figura 13 - Transdutor Osstell™ Mentor, Smartpeg Type 3

  • 38

    Figura 14 - Medição por meio de frequência de ressonância realizada com Osstell™ e um

    transdutor.

  • 39

    5 RESULTADOS

    No Grupo 1 de ensaios com implantes cilíndricos usinados 5,0 x 8,5 foram

    obtidas as médias e desvio padrão de 103,4 ± 5,5 N.cm e de 96 ± 0,7 para torque e

    ISQ, respectivamente (tabela 1). No Grupo 2, com implantes cilíndricos com ataque

    ácido 5,0 x 8,5 foram obtidas as médias e desvio padrão de 103,2 ± 5,1 N.cm e de

    95,2 ± 2,1 para torque e ISQ, respectivamente (tabela 2). No Grupo 3, para ensaios

    com implantes cilíndricos usinados 5,0 x 15, foram encontradas as médias e desvio

    padrão de 128,4 ± 5,3 N.cm e de 94,4 ± 3,6 para torque e ISQ, respectivamente

    (tabela 3). No Grupo 4, para ensaios com implantes cilíndricos com ataque ácido 5,0

    x 15, foram obtidas as médias e desvio padrão de 136,6 ± 4,3 N.cm e de 89 ± 3,4

    para torque e ISQ, respectivamente (tabela 4). Nas tabelas de 1 a 4 mostra-se

    também o torque alcançado em cada uma das fresas durante as perfurações.

    Devido a limitação do motor as inserções dos implantes foram realizadas com o

    motor até aproximadamente 20 N.cm. As inserções foram completadas com

    torquímetro manual. No gráfico 1 mostra-se os valores médios de torque máximo e

    no gráfico 2 os valores médios de ISQ. Em virtude do torquímetro digital LutronTM ter

    a capacidade máxima de medição de 150 N.cm achou-se por bem, para que não

    houvesse risco de danificar o torquímetro digital, nos ensaios com implantes 5,0 x

    15, interromper a inserção ao atingir 130 N.cm, congorme figura 13. Pode-se

    observar nas tabelas 3 e 4 a existência de valores de torque superiores a 130 N.cm

    uma vez que, devido á inércia do sistema, após a interrupção da aplicação do

    torque, o sistema de ensaio continuou a aplicar força no implante. Nos casos em que

    o ensaio foi interrompido com 130 N.cm não houve total inserção do implante,

    ficando alguns filetes de rosca fora do cilíndro de polietileno.

  • 40

    Com isto, ao realizarmos a medição da estabilidade primária por meio do

    ISQ, o trandutor ficava mais afastado da superfície do cilíndro de polietileno,

    provocando um decréscimo no valor de ISQ em relação aos implantes de 8,5 mm

    que foram totalmente inseridos no seu comprimento, conforme figura 15. A inserção

    parcial do implante reduz o valor de ISQ, conforme o relatado no estudo de Duarte &

    Ramos (2005) os quais afirmaram que quanto mais distante ficar o transdutor do

    nível ósseo, menor será o valor de ISQ. No presente estudo, filetes de rosca dos

    implantes de 15 mm ficaram expostos (em média 2 mm nos usinados e 2,5 mm nos

    implantes com superfície tratada por ataque ácido).

    No gráfico 1 mostra-se os valores médios de torque máximo e no gráfico 2

    os valores médios de ISQ.

    Tabela 1 - Valores do torque máximo e ISQ determinados nos ensaios do Grupo 1

    Ensaio Superfície Dimensão Lança 2mm2-3 mm 3mm 3-4,3 4,3mm Macho Motor Torque ISQ

    1 Usinado 5.0 x 8.5 8 7 12 14 13 16 3 21 109 97

    2 Usinado 5.0 x 8.5 7 6 12 15 22 22 5 18 98 95

    3 Usinado 5.0 x 8.5 8 7 10 17 21 23 3 16 106 96

    4 Usinado 5.0 x 8.5 7 6 14 16 23 27 3 17 107 96

    5 Usinado 5.0 x 8.5 8 8 14 17 24 19 4 14 97 96

    Média 7,6 6,8 12,4 15,8 20,6 21,4 3,6 17,2 103,4 96

    Desv Pad 0,5 0,8 1,7 1,3 4,4 4,2 0,9 2,6 5,5 0,7

  • 41

    Tabela 2 - Valores do torque máximo e ISQ determinados nos ensaios do Grupo 2

    Ensaio Superfície Dimensão Lança 2mm2-3 mm 3mm 3-4,3 4,3mm Macho Motor Torque ISQ

    6 At. Ác. 5.0 x 8.5 8 5 11 12 24 18 3 21 102 97

    7 At. Ác. 5.0 x 8.5 7 8 10 16 22 22 5 28 105 95

    8 At. Ác. 5.0 x 8.5 7 6 14 16 25 21 5 22 100 94

    9 At. Ác. 5.0 x 8.5 7 6 8 18 21 18 6 19 98 96

    10 At. Ác. 5.0 x 8.5 7 9 13 20 24 19 7 20 111 94

    Média 7,2 6,8 11,2 16,4 23,2 19,6 5,2 22 103,2 95,2

    Desv Pad 0,4 1,6 2,4 3,0 1,6 1,8 1,5 3,5 5,1 2,1

    Tabela 3 - Valores do torque máximo e ISQ determinados nos ensaios do Grupo 3

    Ensaio Superfície Dimensão Lança 2mm2-3 mm 3mm 3-4,3 4,3mm Macho Motor Torque ISQ

    11 Usinado 5.0 x 15 8 12 11 23 21 22 3 28 133 97

    12 Usinado 5.0 x 15 7 12 15 19 15 25 3 24 130 99

    13 Usinado 5.0 x 15 7 12 12 25 22 21 3 24 125 90

    14 Usinado 5.0 x 15 8 9 12 23 21 24 5 20 121 94

    15 Usinado 5.0 x 15 7 14 12 22 23 23 7 17 133 92

    Média 7,4 11,8 12,4 22,4 20,4 23 4,2 22,6 128,4 94,4

    Desv Pad 0,5 1,8 1,5 2,2 3,1 1,6 1,8 4,2 5,3 3,6

    Tabela 4 - Valores do torque máximo e ISQ determinados nos ensaios do Grupo 4

    Ensaio Superfície Dimensão Lança 2mm2-3 mm 3mm 3-4,3 4,3mm Macho Motor Torque ISQ

    16 At. Ác. 5.0 x 15 8 13 14 23 23 25 4 19 134 94

    17 At. Ác. 5.0 x 15 6 11 18 23 25 22 3 18 144 87

    18 At. Ác. 5.0 x 15 6 9 13 23 22 25 5 24 137 87

    19 At. Ác. 5.0 x 15 7 9 15 20 22 23 5 18 134 86

    20 At. Ác. 5.0 x 15 6 11 16 22 20 22 5 19 134 91

    Média 6,6 10,6 15,2 22,2 22,4 23,4 4,4 19,6 136,6 89

    Desv Pad 0,9 1,7 1,9 1,3 1,9 1,5 0,9 2,5 4,3 3,4

  • 42

    Figura 15 – Implante de 15 mm de comprimento, com transdutor acoplado, mostrando filetes de roscas aquém da superfície do cilíndro.

    Figura 16 - Implante de 8,5 mm, com transdutor acoplado, inserido na totalidade de seu comprimento

  • 43

    Médias de Torque

    103,4 103,2

    128,4

    136,6

    80

    90

    100

    110

    120

    130

    140

    150

    1 2 3 4

    Grupos

    N.c

    m

    MaxMinTorque

    Gráfico 1 - Valores médios de torque máximo

    Médias de ISQ

    9695,2

    94,4

    89

    80

    85

    90

    95

    100

    1 2 3 4

    Grupos

    ISQ

    MaxMinISQ

    Gráfico 2 - Valores médios de ISQ

  • 44

    Análise dos resultados

    Os resultados foram tratados estatisticamente com o teste ANOVA e pós-

    testes de Tukey e Bonferroni.

    Os resultados do teste ANOVA indicaram que existe diferença

    estatisticamente significativa entre um ou mais grupos analisados tanto para ISQ

    quanto para torque. As análises estatísticas foram realizadas para o nível de

    confiabilidade de 95%.

    Os resultados médios de torque ao serem submetidos ao teste ANOVA,

    mostraram que o Grupo 1 não apresentou diferença estatística significativa em

    relação ao Grupo 2 e apresentou diferença em relação aos Grupos 3 e 4. Os

    resultados do Grupo 2 mostraram diferença em relação aos Grupos 3 e 4. Os

    valores do torque máximo determinados no Grupo 3 não foram estatísticamente

    diferentes aos do Grupo 4. Os resultados do Grupo 4 foram estatísticamente

    diferentes dos obtidos pelos Grupos 1 e 2, porém não foram diferentes aos

    apresentados pelo Grupo 3. Os dados médios de torque apresentados nas tabelas

    1 a 4 foram submetidos ao teste de Tukey e Bonferroni e apresentaram resultados

    estatísticamente semelhantes aos apresentados pelo teste ANOVA (tabela 5).

    Torques de inserção dos grupos 1 e 2 são diferentes dos grupos 3 e 4

    uma vez que a área de superfície externa do implante de 15 mm é maior que do

    implante de 8,5 mm. Com o aumento do número de filetes de roscas há necessidade

    de maior torque para vencer o atrito entre o implante e o cilindro de polietileno.

    O tratamento da superfície não exerceu influência no torque de inserção

    dos implantes de iguais comprimentos, indicando que o parâmetro de maior

    influência no torque de inserção foi o comprimento do implante.

  • 45

    Os resultados médios de ISQ ao serem submetidos ao teste ANOVA

    mostraram que os dados obtidos pelo Grupo 1 não foram estatísticamente diferentes

    aos dos Grupos 2 e 3,e foram diferentes do Grupo 4. Isto deveu-se ao fato de que

    um maior número de filetes de roscas ficaram expostos no Grupo 4. Os valores

    médios de ISQ também foram submetidos aos testes de Tukey e de Bonferroni, que

    apresentou resultados exatamente iguais aos do teste ANOVA, conforme tabela 6.

    As análises estatísticas dos valores de ISQ e do torque máximo mostraram que não

    existe correlação entre torque e ISQ.

    Comparando-se os valores de ISQ dos implantes de 15 mm, pode-se

    observar diferença estatísticamente significativa entre os implantes usinados e com

    ataque ácido. Ao fazer-se a análise de influência do comprimento do implante, pode-

    se observar que os implantes de 8,5 mm, usinados e com ataque ácido, não

    apresentaram diferença estatísticamente significativa entre eles e em relação aos

    implantes de 15 mm usinados. No entanto, os implantes de 8,5 mm apresentaram

    diferença em relação aos implantes de 15 mm com ataque ácido, para a faixa de

    avaliação empregada por este estudo.

    Os ensaios com os implantes de 8,5 mm de comprimento apresentaram

    diferença estatisticamente significativa ao serem comparados com os dados de

    torque máximo obtidos pelos ensaios com os implantes de 15 mm de comprimento.

  • 46

    Tabela 5 - Resultados das análises estatísticas comparativas dos torques máximos usando o teste ANOVA e pós testes de Tukey e de Bonferroni

    S: apresenta diferença estatísticamente significativa N: não apresenta diferença estatísticamente significativa P: valor de P

    Tabela 6 - Resultados das análises estatísticas comparativas de ISQ usando o teste ANOVA e pós testes de Tukey e de Bonferroni

    S: apresenta diferença estatísticamente significativa N: não apresenta diferença estatísticamente significativa P: valor de P

    Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4

    Grupo 1

    N P = 0,95

    S P = 0,00

    S P = 0,00

    Grupo 2 N P = 0,95

    S P = 0,00

    S P = 0,00

    Grupo 3 S P = 0,00

    S P = 0,00

    N P = 0,03

    Grupo 4 S P = 0,00

    S P = 0,00

    N P = 0,03

    Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4

    Grupo 1 N P = 0,08

    N P = 0,23

    S P = 0,00

    Grupo 2 N P = 0,08

    N P = 0,22

    S P = 0,00

    Grupo 3 N P = 0,23

    N P = 0,22

    S P = 0,00

    Grupo 4 S P = 0,00

    S P = 0,00

    S P = 0,00

  • 47

    6 DISCUSSÃO

    Segundo Esposito et al. (1998), as propriedades de superfície do implante

    (rugosidade e tipo de cobertura) podem influenciar nas perdas. A preparação

    cirúrgica da região do implante pode causar uma zona de área de osso necrótico ao

    redor da inserção do implante. A extensão desta zona é influenciada de acordo com

    o nível de trauma. Para obter osseointegração, o osso necrótico deve ser

    reabsorvido e novo osso deve ser formado. Em conjunto, quando um suficiente e

    adequado osso não puder ser obtido, se tornará mais difícil evitar micromovimentos

    do implante, o que funcionará como um fator negativo adicional. O trauma cirúrgico

    pode levar a um encapsulamento do implante pelos tecidos moles do implante.

    Muitas investigações experimentais mostraram que a geração de calor durante a

    perfuração sem a irrigação adequada está associada com a injúria óssea. A

    extensão do dano encontrado variou exponencialmente de acordo com a magnitude

    da temperatura usada e da duração da injúria térmica. Em temperaturas acima de

    47ºC, aplicadas por um minuto, foi demonstrada a indução da necrose óssea. Outra

    situação em que o trauma cirúrgico pode induzir a formação de uma interface de

    tecido mole é quando um adequado leito ósseo não é capaz de ser realizado por

    uma técnica cirúrgica devida. Alguns estudos experimentais testaram se existe um

    espaço significativo na interface, o que pode não permitir a união entre o osso e os

    implantes. Utilizando implantes de titânio, espaços de 0,25 mm mostraram níveis

    baixos de contatos ósseos, com significância estatística, quando comparados com

    os controles de estabilidade primária. Sem movimento, todos os implantes testes

    foram encontrados clinicamente estáveis. Com fendas maiores (de 0,7 a 1,7mm)

    pôde ser observado que o tecido ósseo foi cicatrizado com uma fina camada de

  • 48

    tecido mole em contato direto do osso e implante. Devido ao local e/ou as condições

    sistêmicas, a condição de cicatrização do indivíduo pode ser comprometida em

    alguma extensão. Se condições ótimas para a regeneração óssea não puderem ser

    encontradas no leito do implante, o implante pode começar a ser incorporado por

    tecido mole. A razão para isto pode ser devido a um distúrbio na diferenciação de

    células ósseas. A reação inflamatória induzida pelo trauma cirúrgico em células e

    vasos pode produzir sinais moleculares insuficientes para ativar, por grandes

    períodos, e estimular diferenciação tecidual. O suplemento vascular adequado e um

    nível seguro de estabilidade do implante deve ser mandatótio. Ao analisar as tabelas

    1, 2, 3 e 4, páginas 39 e 40 deste trabalho, pode-se observar que, entre as fresas

    empregadas para preparar o sítio para inserção dos implantes, o maior torque

    aplicado pelo motor ocorreu durante o emprego das fresas de diâmetros 3 mm, 3

    mm para 4,3 mm e 4,3 mm. Este resultado pode sugerir que os clínicos ao

    realizarem as perfurações para inserção de implantes, em particular dos implantes

    de 5 mm de diâmetro, devem ter cuidados especiais quando estiverem utilizando

    estas fresas. Entre os cuidados necessários é recomendável fazer uso de irrigação

    abundante, para evitar o aquecimento do osso e indução a necrose posteriormente

    ao procedimento. A necrose óssea prejudica sobremaneira a estabilidade

    secundária ou biológica do implante, corroborando o citado por Espósito et al.

    (1998). O emprego de rotação e pressão demasiadas também provoca injúrias ao

    osso, principalmente quando ocorre o emprego das fresas com estes diâmetros.

    São fatores importantes para o sucesso do implante de titânio e

    concorrem para evitar sua falha: a) a forma (desenho) do implante (Bränemark et al.,

    1985; Esposito et al., 1998; Mayer et al., 2004; Cunha et al., 2004); b) o tratamento

    de superfície (Bränemark et al., 1985; Esposito et al., 1998; Cunha et al., 2004); 3) a

  • 49

    qualidade óssea (Bränemark et al., 1985; Exposito et al., 1998; Homolka et al., 2001;

    Romanos, 2004; Sewimay et al., 2005; Alsaad et al., 2007; Serra et al., 2007).

    Cunha et al. (2004) e Rabel et al. (2007) utilizaram RFA por meio do

    OsstelTM para avaliar a estabilidade primária e o torque de inserção do implante e

    concluíram que não houve qualquer correlação entre FR e o valor de torque de

    inserção, o que está de acordo com as conclusões que foram obtidas pelo presente

    trabalho.

    Para que se possa realizar carga imediata com segurança em implantes

    osseointegráveis a estabilidade primária é fundamental (Corso et al., 1999; Meyer et

    al., 2004; Romanos, 2004; Sewimay et al., 2005; Abboud et al., 2005; Digidi, Piattelli,

    2005; Testori et al., 2005).

    A superfície rugosa produzida pelo ataque ácido em implantes comerciais

    pode conferir um efeito de adesão para as células, segundo Orsini et al. (2000) e Le

    Guéhennec et al. (2007). Células osteoblásticas aderindo aos implantes usinados

    conferem a estes uma configuração mais compacta, enquanto que as mesmas

    células aderindo-se a superfície de implantes com ataque ácido apresentam uma

    morfologia irregular e alguns pseudópodos. Esta morfologia irregular, rugosa, pode

    induzir melhor adesão celular causando uma eficiente ancoragem e propiciando

    melhor osseointegração para os implantes com ataque ácido. Este comportamento

    melhora a estabilidade secundária.

    Implantes com acabamentos superficiais diferentes apresentam variação

    no tempo de osseointegração. Normalmente, os implantes com superfícies tratadas

    apresentam osseointegração mais rápida que os implantes com superfícies não

    tratadas, segundo Orsini et al. (2000).

  • 50

    Homolka et al. (2000) realizaram pesquisas empregando a TC para

    mensurar a densidade óssea, concluindo que a TC é de grande eficiência para

    auxiliar o clínico em seu diagnóstico.

    Uma boa ancoragem biológica é necessária para se conseguir a

    osseointegração final (Franchi et al., 2005).

    Implantes inseridos em enxertos ósseos autógenos, após seis meses de

    cicatrização, se comportam como se fossem inseridos em osso maxilar normal

    (Sjöström et al., 2005).

    A estabilidade primária é determinante para o sucesso clínico dos

    implantes (Romanos, 2004; Lobato et al., 2006).

    Nos ensaios preliminares do presente estudo as perfurações foram

    realizadas até o comprimento exato do implante a ser inserido, procedimento

    adotado na clínica em indivíduos. Quando a perfuração de inserção e o implante

    possuiam comprimentos iguais do implante a ser inserido, pode-se observar que, ao

    fazer-se a inserção dos implantes de 8,5 mm, eles atingiam o fundo da perfuração e

    induziam torques semelhantes em todos os grupos analisados. Ao fazer-se a

    inserção dos implantes de 15 mm, após a inserção de aproximadamente ¾ do

    comprimento, os implantes giravam na mesma posição e não era possível continuar

    sua inserção, induzindo igualmente torques semelhantes sem atingir a completa

    inserção. Em alguns casos os implantes de 15 mm travavam e não era possível

    realizar a sua completa inserção. Com base nos resultados preliminares modificou-

    se o método de preparação do sítio de instalação dos implantes. As perfurações

    para inserção dos implantes de comprimento 8,5 mm foram realizadas a até atingir

    10 mm de comprimento e as perfurações para inserção dos implantes de 15 mm

    foram preparadas até atingir 17 mm de comprimento. Com a modificação do método

  • 51

    de preparo do sítio para inserção dos implantes, conseguiu-se eliminar este efeito, o

    que se mostrou bastante eficiente em nossos ensaios.

    Todos os implantes de 15 mm de comprimento não chegaram a ser

    totalmente inseridos uma vez que ao atingirmos aproximadamente 130 N.cm,

    interrompia-se a inserção para não danificar o torquímetro digital. Com isto, ao

    realizarmos a medição da estabilidade primária por meio do ISQ, o transdutor ficava

    mais afastado da superfície do cilíndro de polietileno, provocando um decréscimo no

    valor de ISQ em relação aos implantes de 8,5 mm que foram totalmente inseridos no

    seu comprimento.

    O polietileno de alta densidade (PEAD), derivado do eteno -C2H4- , foi o

    material escolhido como leito receptor dos implantes para simular o tecido ósseo por

    ser mais homogêneo, uma vez que a densidade óssea varia consideravelmente com

    o mesmo segmento ósseo. A falta de homogeneidade poderia afetar os parâmetros

    de estabilidade primária, sendo essa a jusificativa para o emprego desse material

    termoplástico nos ensaios laboratoriais. Ensaios como os de Vanschoiack (2006) e

    Santos (2007) utilizaram polietileno como substituto do osso para os testes com

    implantes in vitro.

    Neste estudo, durante os ensaios onde avaliamos a estabilidade primária

    de implantes osseointegráveis com superfícies usinadas e tratadas por ataque ácido,

    ao empregarmos o torquímetro digital, este mostrou-se mais confiável do que a

    medição realizada por meio do Osstell™. Implantes de menor comprimento

    apresentam valores de torque de inserção menores do que os valores encontrados

    para implantes de maior comprimento. Este meio de avaliação mostrou-se mais

    coerente e menos empírico do que a medição proporcionada pelo Osstell™. Ao

    deixarmos filetes de roscas para fora da superfície nos implantes de 15 mm de

  • 52

    comprimento obtivemos valores de ISQ menores do que os valores obtidos nos

    implantes de 8,5 de comprimento. Logo, observou-se que em implantes de

    comprimentos maiores (estabilidade primária maior) obtivemos medidas de ISQ

    menores e nos implantes de comprimentos menores (estabilidade primária menor)

    obtivemos valores de ISQ maiores. Sabendo-se que o Osstell™ se baseia na

    distância que o transdutor se encontra da superfície do osso para proporcionar

    dados, não importando o comprimento que este implante possua, tornou-se claro

    que seu emprego para avaliação de estabilidade primária não é adequado. Os

    dados levantados por este estudo nos revelam que o aparelho Osstell™ é

    apropriado para medição de perda óssea durante a estabilidade secundária,

    Medidas subsequentes à inicial tornam-se mandativas para o acompanhamento

    desta perda óssea, o que pode ser realizada também por meio de tomadas

    radiográficas. O autor enfatiza que o emprego da FR para avaliação de estabilidade

    primária não é adequado.

  • 53

    7 CONCLUSÃO

    Após a realização de todos os ensaios com os implantes dentários da

    marca Conexão® 5,0 x 8,5 com superfícies usinadas e tratadas por ataque ácido e

    5,0 x 15 com superfícies usinadas e tratadas por ataque ácido, no formato cilíndrico,

    nos quais foram medidos os torques máximos de inserção e valor de ISQ, foi

    realizado um estudo comparativo in vitro, onde chegou-se a seguinte conclusão:

    a) não existe correlação entre a medida de torque de inserção do

    implante e valor de ISQ para avaliação da estabilidade primária e todos

    os implantes ao serem analisados apresentaram ótima estabilidade

    primária;

    b) entre implantes de iguais comprimentos, usinados e com superfície

    tratada por ataque ácido, não houve diferença significativa em relação

    ao torque máximo e no valor de ISQ;

    c) entre os implantes comerciais de diâmetro 5 mm e comprimentos 8,5 e

    15 houve uma diferença estatística significativa na estabilidade

    primária determinada pelo torque máximo. Quanto maior o

    comprimento do implante, maior foi o torque apresentado na medição

    da estabilidade primária, em ambas as superfícies;

    d) entre os grupos não houve diferença estatística significativa

    comparando os valores de ISQ.

  • 54

    REFERÊNCIAS1

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    1 De acordo com o Manual de Normatização para Dissertações e Teses do Centro de Pós-Graduação CPO São Leopoldo Mandic, baseado no modelo Vancouver de 2007, e abreviaturas dos títulos de periódicos em conformidade com o Index Medicus.

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  • 57

    ANEXO A - APROVAÇÃO DO CEP

    SÃO LEOPOLDO MANDIC FACULDADE DE ODONTOLOGIA CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO

    Aprovado pelo CEP

    Campinas, 08 de Janeiro de 2007.

    A(o)

    C. D. Daniel Pepino da Silveira

    Curso: Mestrado em Implantodontia

    Prezado(a) Aluno(a):

    O projeto de sua autoria “Estabilidade primária de implantes dentários usinados e

    anodizados”.

    Orientado pelo(a) Prof(a) Dr(a) Saturnino Aparecido Ramalho

    Entregue na Secretaria de Pós-graduação do CPO - São Leopoldo Mandic, no dia 14/11/2006,

    com número de protocolo nº 06/418, foi APROVADO pelo Comitê de Ética e Pesquisa instituído

    nesta Universidade de acordo com a resolução 196 /1.996 do CNS - Ministério da Saúde, em

    reunião realizada no dia 19/12/2006.

    Cordialmente

    Prof. Dr. Thomaz Wassall Coordenador de Pós-Graduação