Exercicio, nutrição e emagrecimento 01

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  • 1. Exerccio, nutrio e emagrecimento Prof. Ms. Doutorando Alexandre Moreira
  • 2. Estruturao de programas de treinamento para a perda de peso
    • Obesidade: problema de sade publica nos EUA e outros pases em desenvolvimento . (Jakicic et al., 2001).
    • Tem sido associada com doenas crnicas e condies de sade: problemas cardiovasculares ( Shaper, Wannamethee e Walker, 1997; Willett et al., 1985), cncer (Garfinkel, 1986; Giovannucci et al., 1995; Lew e Garfinkel, 1979; Willet et al., 1985), diabetes ( Colditz et al. , 1990; Lew e Garfinkel, 1979), hiperlipidemia (Ashley e Kannel, 1974; Hershcopf et al., 1982; Shekelle et al., 1981), hipertenso , ( Flegal et al., 1998 ), hiperinsulinemia ( Haffner et al., 1991; Van Hallie, 1985 ).
  • 3. Prevalncia da obesidade
    • Aproximadamente 55-60% dos adultos (EUA) esto com sobrepeso [ndice de massa corporal (IMC)] (IMC > 25 kg . m -2 [ IMC = 25-29.9kg.m -2 ; sobrepeso, OMS, 2000; ACSM, 2001; Health Canada, 2003 ]).
    • 20-25% destes indivduos atendem aos critrios de obesidade (IMC > 30kg . m -2 ). [ Flegal et al., 1998; Kuczmarski et al., 1997; Must et al., 1999 ).
    • A taxa de prevalncia continua CRESCENDO. (Mokdad et al., 1999 ).
    • No Canad 33.3% dos adultos ( > 18 anos) so classificados como sobrepeso e 15% considerados obesos ( CIHI, 2004 ).
  • 4. Prevalncia da obesidade
    • Aproximadamente 60% da populao australiana estavam entre sobrepeso e obeso em 1999-2000. ( Cameron et al., 2003 ).
    • A prevalncia de sobrepeso/obesidade em adultos incrementada na faixa entre 55-64 anos consistente com estudos conduzidos no Canad ( MacDonald et al., 1997 ) e EUA ( Flegal et al., 2002 ).
    • Austrlia parece seguir a tendncia mundial para a obesidade parece estar associada a modernizao e mudana no estilo de vida ( Thorburn, 2005 )
  • 5. Prevalncia da obesidade
    • Coria: 30.6% dos adultos classificados na faixa de sobrepeso ( Kim et al., 2005 ).
    • Medida de Circunferncia da cintura: incremento significante em homens de TODOS os grupos etrios [1.5cm] quando comparados os anos de 1998 e 2001.
    • Obesidade abdominal ( acima de 90cm nvel umbilical -): cresceu rapidamente de 1998 [9.2%] para 25.2% em 2001.
    • Kim et al (2005) sugerem ateno especial para dois grupos em transio hormonal: homens e mulheres de meia idade e adolescentes com baixo nvel de atividade fsica, sobre-nutrio ou dieta desequilibrada, associadas a passagem de grau escolar.
  • 6. Prevalncia da obesidade
    • Brasil: carece de inquritos populacionais sistemticos de representatividade nacional. ( Bittencourt e Magalhes, 1995 ).
    • Estudo Nacional da Despesa Familiar (ENDEF) 1974-1975 (IBGE) com 55.000 famlias.
    • Pesquisa Nacional sobre Sade e Nutrio (PNSN) 1989 (IBGE, INAN e IPEA) com 14.000 famlias (limitao: no representativa de alguns grupos com risco expressivo de desnutrio; internos em instituies, habitantes do Norte rural, os ndios e a populao de rua. [ Acuna e Cruz, 2004; Bittencourt e Magalhes, 1995 ].
    • Pesquisa sobre Padro de Vida (PPV) 1997 (IBGE) nas regies Nordeste e Sudeste. ( Monteiro e Conde, 1999 ).
  • 7. Prevalncia da obesidade
    • ENDEF e PNSN ( Coitinho et al., 1991 ): adultos ( = ou > de 18 anos); 15,9% de baixo peso (IMC < 20.0) principalmente idosos com renda per capita menor que meio salrio mnimo.
    • 24,6%sobrepeso (IMC = 25.0 29.99) e 8.3% obesidade (IMC > 30.0) [em geral quanto maior a renda maior a prevalncia de graus variados de excesso de peso].
    • Entre ENDEF e PNSN aumento da prevalncia de excesso de peso: 100% para Homens e 70% para mulheres
    • Entre ENDEF e PNSN ( Monteiro et al., 1995 ) adultos 25-64 anos a prevalncia de adultos obesos DOBROU .
  • 8. Definio e classificao sobrepeso e obesidade
    • As estimativas para sobrepeso/obesidade tm utilizado o IMC por conta das evidncias que demonstram relao linear entre IMC e relativo risco de morbidade e/ou mortalidade com nfase primria em problemas cardiovasculares e outras condies de sade. ( Barrett-OConnor, 1985; Drenick et al., 1980; Dyer e Elliott, 1989; Hoffmans, Kromhout e Coulander, 1988; Larsson, Bjorntorp e Tibblin, 1981; Lew e Garfinkel, 1979 ).
    • O ponto no qual h um significante incremento do risco de sade associado com a elevao do IMC ainda causa algum debate.
  • 9. Definio e classificao sobrepeso e obesidade
    • Evidencias recentes demonstram que um incremento significante com um IMC > 25kg.m -2 - outros estudos evidenciaram incremento do risco em nveis mais baixos ( Manson et al., 1995; Stevens et al., 1998; Willett et al. 1995 ).
    • NHLBI ( National Heart, Lung, and Blood Institute ) [1998] sugere perda de peso em adultos com IMC > 25kg.m -2 e circunferncia abdominal > 102 cm para HOMENS e > 88cm para mulheres
  • 10. Definio e classificao sobrepeso e obesidade
    • Obesidade: clinicamente, definida como um acmulo excessivo de gordura corporal (McLnnis, 2000 ).
    • Dificuldades tcnica para avaliar de forma acurada os nveis de gordura corporal x utilizao do IMC (peso [kg] / estatura [m 2 ] (ndice de Quetelet)como a abordagem prtica para avaliao dos riscos de sade.
    • A distribuio da gordura corporal to importante quanto a quantidade total de gordura.
    • A obesidade abdominal parece ser um importante preditor para o desenvolvimento de doenas artria-coronarianas, hipertenso, diabetes e dislipidemia ( Bjorntorp, 1992 )
  • 11. Definio e classificao sobrepeso e obesidade
    • Circunferncia da cintura, relao cintura-quadril ( Pouliot et al., 1994 ) e circunferncia abdominal ( Callaway et al., 1988 ) tm sido utilizados como indicadores de gordura abdominal.
    • Van der Kooy et al (1997) advogam a utilizao da circunferncia da cintura - marcador de gordura abdominal.
    • A circunferncia abdominal e o IMC devem ser mensurados durante a avaliao inicial - estabelecer os riscos e avaliar a eficcia do programa (tratamento) [NHLBI, 1998]
  • 12. Definio e classificao sobrepeso e obesidade [NHLBI, 1998] IMC (kg/m 2 ) Classe de obesidade > 40 III Extrema Obesidade 35.0-39.9 II Obesidade 30.0-34.9 I Obesidade 25.0-29.9 Sobrepeso 18.5-24.9 Normal 65 20-25 23-28 55-64 20-25 22-27 45-54 20-25 21-26 35-44 20-25 20-25 25-34 19-24 19-24 19-24 Grupo etrio (anos)
  • 14. Riscos de doenas baseado no IMC e circunferncia da cintura [ACSM, 2000] H >102cm;M>88cm H< 102cm;M 35 % > 25% HOMENS
  • 16. Circunferncias cintura e quadril Relao cintura-quadril CINTURA: sujeito em p, com os ps juntos, braos estendidos lateralmente e abdome relaxado; NO deve ser feita sobre roupas; medida no plano horizontal fita inelstica no ponto mais estreito do tronco. ( Lohman, Roche, Martorell, 1988 ). QUADRIL: sujeito em p trajando roupas leves, braos levantados para os lados e ps juntos; dispor a fita antropomtrica em plano horizontal estendida sobre a pele sem comprimir as partes moles ( OMS, 1995 )
  • 17. Circunferncias cintura e quadril Relao da cintura para o quadril (RCQ) Calculada dividindo a medida da circunferncia de cintura (cm) pela do quadril (cm ). [ DeHoog, 1998; Heyward, 2000 ].
    • Fortemente associada gordura visceral - ndice aceitvel de gordura intra-abdominal .( Heyward, 2000 ).
    • Medida mais frequentemente utilizada, permitindo diferenciar a obesidade ginide e andride. (DeHoog, 1998 ).
    • Uma RCQ de = ou > que 1,00 para Homens e = ou > 0,8 para Mulheres indicativo de obesidade andride e risco aumentado de doenas associadas.
  • 18. Recomendaes para a magnitude da perda de peso
    • Modestas redues no peso corporal (5-10 %) vo incrementar significativamente a sade . ( Goldstein, 1992; Wing et al., 1998 ).
    • Perda de 4-5kg sustentada por um perodo dce 24 meses reduziu significativamente o risco para o desenvolvimento do Diabetes em adultos com sobrepeso com histrico familiar da doena ( Wing et al., 1998 )
    • OBJETIVO: SUSTENTAR PERDAS > DE 10% DO PESO INICIAL POR LONGO TEMPO = > BENEFCIOS NA SUDE
  • 19. Condicionamento e condies de sade
    • Reduo do risco de mortalidade para indivduos com nveis elevados ou moderados de condicionamento cardiovascular. ( Blair et. al., 1989 ).
    • Incremento da atividade fsica INDEPENDENTEMENTE no nvel de condicionamento cardiovascular tambm reduz o risco de mortalidade. ( Paffenbarger et al., 1993 ).
    • Sujeitos com menores nveis de fora (preenso estudo de 30 anos) em cada categoria de IMC tm risco de morte de 20-40% maior do que aqueles com maior fora de preenso; o estudo indicou que a manuteno de um nvel elevado de fora pode contrabalanar positivamente os riscos associados IMC elevados .( Rantanen et al., 1994).
  • 20. Estruturao de programas de treinamento para a perda de peso
    • O entendimento dos fatores preditores do ganho de peso fundamental para o desenvolvimento de estratgias de preveno e tratamento. ( Hunter e Byrne, 2005).
  • 21. O Papel do exerccio para a perda de peso
    • Fortes evidncias que a perda de peso e a reduo da obesidade abdominal reduzem os riscos para doenas coronarianas e os riscos associados em indivduos com sobrepeso . ( Williamson e Pamuk, 1993; Wing et al., 1992 ).
    • Atividade fsica com suficiente intensidade, durao e freqncia tem um efeito favorvel na reduo do peso, contedo total de gordura, e na distribuio da gordura corporal . ( McLnnis, 2000 ).
  • 22. O Papel do exerccio para a perda de peso
    • Estudos que compararam dietas, exerccio ou a combinao de ambos, sugerem que a dieta mais efetiva do que o exerccio como CAUSA INICIAL da perda de peso. ( King e Tribble, 1991; Garrow e Summerbell, 1995 ).
    • Aspectos positivos do exerccio parecem ocorrer mesmo com a manuteno do sobrepeso[ NIH, 1996 ] (reduo da morbi-mortalidade cardiovascular, incremento da capacidade cardiorrespiratoria, funo muscular e sensao de bem estar ( Blair et al., 1996; Bartlow et al., 1995; ACSM, 1998 )
  • 23. O Papel do exerccio para a perda de peso
    • Exerccio regular parece ser um dos melhores preditores do SUCESSO na manuteno do peso. ( Miller et al., 1998; Pavlou, Krey e Steffee, 1989; Pronk e Wing, 1994 ).
    • A combinao de exerccios de endurance (aerbios) e treinamento resistido parecem favorecer as alteraes na composio corporal perda de gordura e menores redues da massa magra comparados com dietas SEM exerccio ( Marks, 1995 )
  • 24. O Papel do exerccio para a perda de peso
    • OS EFEITOS SO SIMILARES QUANDO O BALANO ENERGTICO ADEQUADO E/OU O PROGRAMA SEGUE AS RECOMENDAES ATUAIS
    • ?
  • 25. Responsivos e NO reponsivos Bouchard et al., 1994; Wood et al., 1991
  • 26. O Papel do exerccio para a perda de peso
    • A QUANTIDADE DE EXERCCIO NECESSRIA PARA INCREMENTAR O CONDICIONAMENTO PODE SER DIFERENTE DA ADEQUADA PARA O SUCESSO DE LONGO PRAZO NA PERDA DE PESO ( Jakicic et al., 2001 )
  • 27. Evoluo da Prescrio de Exerccio Atividades de promoo da Sade Atividades aerbicas Modo Acumular 30 min/dia 15-60min Contnuo Durao Moderada 50-85 %VO2max 60-90 %FCmax Intensidade Diria 3-5 dias/sem Freqncia ACSM 2000 ACSM, 1978
  • 28. Durao do exerccio
    • Recomendao atual : 30 minutos de exerccio
    • moderado, preferencialmente todos os dias na semana.
    • ( Pate et al., 1995 ). [150min. De atividade fsica por semana].
    • EVIDNCIAS CIENTIFICAS SUGEREM QUE NVEIS MAIS ELEVADOS DO QUE O MNIMO RECOMENDADO PODEM SER IMPORTANTES NA MANUTENO DA PERDA DE PESO POR LONGO TERMO ( Jakicic et al., 1999; Paffenbarger et al., 1978; Schoeller , Shay e Kushner, 1997 ).
  • 29. Recomendao para a progresso
    • Alcanar progressivamente 200-300 min de exerccio por semana .
    • Utilizao variada de estratgias para facilitar a adoo deste nvel de exerccio.
  • 30. Prescrio do treinamento
    • Avaliao objetiva resposta individual ao exerccio.
    • Freqncia cardaca
    • Presso arterial
    • RPE
    • Respostas subjetivas
    • Eletrocardiograma = quando aplicado
    • VO 2mx (medida direta ou predito)
  • 31. Prescrio do treinamento
    • Status de sade
    • Perfil dos fatores de risco
    • Caractersticas comportamentais
    • Objetivos pessoais
    • Preferncias quanto a atividades
  • 32.
    • Nvel de aptido fsica:
    • baixa aptido, muito sedentrio, e populaes
    • clnicas podem melhorar sua aptido com exerccios de menor
    • intensidade e maior durao. Indivduos com maior aptido
    • necessitam exercitar nos nveis mais elevados do continuum de intensidade para melhorar e manter sua aptido.
    • Medicamentos que podem influenciar a FC requerem
    • ateno especial quando da definio da FC alvo e
    • quando a dosagem ou hora de ingesto alterada.
    Fatores a serem considerados antes de determinar o nvel de intensidade de exerccio
  • 33.
    • O Risco de problemas cardiovasculares ou ortopdicos maior e a aderncia menor com programas de intensidade elevada.
    • As preferncias individuais para exerccio devem ser consideradas para melhorar as chances de adeso ao programa
    • Objetivos individualizados do programa de exerccio (menor PA, menor % Gordura, aumento do VO2max) auxiliam a definir as caractersticas da prescrio de exerccio.
    Fatores a serem considerados antes de determinar o nvel de intensidade de exerccio
  • 34. Frequncia Cardaca
    • Mtodo de Karvonen
  • 35. Percepo de Esforo Escala de 15 pontos Escala de 10 pontos 6 0 7 Muito, Muito Leve 0,5 Muito, Muito Fraco 8 1 Muito Fraco 9 Muito Leve 2 Fraco 10 3 Moderado 11 Relativamente Leve 4 Algo Forte 12 5 Forte 13 Algo Difcil 6 14 7 Muito Forte 15 Difcil 8 16 9 17 Muito Difcil 10 Muito, Muito Forte 18 * Mximo 19 Muito, Muito Difcil 20
  • 36. BORG, 1982 Muito pesado 17 18 Extremamente pesado 19 16 20 Pesado 15 14 Um pouco pesado 13 12 Leve 11 10 Muito leve 9 8 Muito, muito leve 7 6
  • 37. CONTROLE DA INTENSIDADE Burke,1998 Muito intenso > 16 > 85 > 90 Intenso 14 16 75 84 80 89 Moderado 12 13 50 74 60 79 Leve 10 11 30 49 35 59 Muito leve < 9 < 30 < 35 Nvel PSE % VO 2 max % FCmax
  • 38. Intensidade do exerccio
    • Determinada pelo gasto energtico durante as sesses de treinamento
    • Intensidade recomendada ( ACSM, 2000 ): 55 65% a 90% FC mx , 40-50 a 85% VO 2 R ou FC de reserva
    • 30% VO2 R para indivduos com baixos nveis de condicionamento (< 40 ml kg min.) e 45% para indivduos com boa capacidade crdiorrespiratria > 40ml kg min. ( Swain e Franklin 2002 )
  • 39. Classificao da Intensidade da atividade fsica com durao aproximada de 60minutos Adaptado de Pollock, ML et al. The recommended quantity and quality of exercise for developing and maintaining cardiorespiratory and muscular fitness, and flexibility in healthy adults. Med Sci Sports Exer, 1998; 30 (6): 975-991 100 20 100 Mxima 90 17-19 85 Muito Difcil 70 89 14-16 60 84 Difcil 55 69 12-13 40 59 Moderada 35 54 10-11 20 39 Leve < 35 < 10 < 20 Muito Leve %Fcmxima PSE %FCreserva Intensidade Intensidade Relativa
  • 40. Equaes Metablicas Caminhar VO 2 = 0.1 x V (m/min) +1.8 x V (m/mi) x inclinao (frao) + 3.5 Para velocidades de 50-100 m/min 1 mi/h = 26,81 m/min
  • 41. Equaes Metablicas
    • CORRIDA
    • EQUIVALENTE ENERGTICO PARA CORRER UM METRO/MINUTO PLANO HORIZONTAL DE 0,2ml/kg/min, ACIMA DO NVEL DE REPOUSO (3,5 ml de oxignio [Bransford e Howley, 1977] ).
    • MULTIPLICAR A VELOCIDADE DE CORRIDA EM METROS/MINUTO POR 0,2 e ADICIONAR O VALOR DE REPOUSO = CUSTO DE OXIGNIO DA CORRRIDA EXPRESSO EM RELAO AO PESO CORPORAL
  • 42. Equaes Metablicas
    • Corrida
    • VO 2 = 3,5 + V x 0,2
  • 43. Estilo de vida ativo (EVA)
    • Quando combinado com dieta, EVA resulta em perda de peso comparada programas de exerccio aerbio (16 e 68 semanas de tratamento). [ Andersen et al., 1999 ].
    • Dunn et al. (1999) reportaram que EVA to efetivo quanto um programa estruturado de exerccio no incremento da capacidade cardiorrespiratria (24 meses de interveno).
    • ADULTOS COM SOBREPESO/OBSESO DEVEM SER ENCORAJADOS A SE ENGAJAREM EM ATIVIDADES COM NO MNIMO UMA INTENSIDADE MODERADA COMO PARTE DA UM ESTILO DE VIDA FISICAMENTE ATIVO .
  • 44. Med. Sci. Sports Exerc., vol 34, No 10, pp. 1653-1659, 2002
  • 45. Atividade moderada acumulada
    • Estratgia pode ser efetiva no incio do programa; incrementar a probabilidade de adeso . (Jakicic et al., 1995 ).
    • Estratgia efetiva no incio do programa porm com nenhum efeito positivo adicional na reduo do peso quando comparado ao exerccio contnuo durante 18 meses de interveno. ( Jakicic et al., 1999 ).
  • 46. Treinamento resistido (TR)
    • Estmulo importante para incrementar a massa livre de gordura (MLG), fora muscular, e potncia sendo um importante componente nos programas de perda de peso preservando a MLG e maximizando a perda de gordura. (Ballor et al., 1988; Garrow e Summerbell, 1995; Geliebter et al., 1997; Kraemer et al., 1999; Marks et al., 1995; Pavlou et al., 1989; Ross, Pedwell e Rissanen, 1995; 1995 ).
    • Wadden et al. (1997) 40 semanas [um dos poucos estudos de longo prazo] demonstraram que o TR sozinho ou em combinao com exerccio de endurance NO incrementou a perda de peso comparado com endurance sozinho [todos os grupos foram submetidos a uma dieta com amplitude de 900-1250kcal/d].
  • 47. Treinamento resistido (TR) e taxa metablica de repouso
    • Estudos tm demonstrado que o TR NO previne o declnio na taxa metablica de repouso decorrente de dietas para induzir a reduo do peso ( Geliebter et al., 1997; Kraemer et al., 1997; Kraemer et al., 1999; Svendsen, Hassager e Christiansen, 1993; Sweeney et al., 1993 ).
    ?
  • 48.
  • 49. Treinamento resistido (TR) Ibanez et al. Diabetes Care. 28: 662-667, 2005
  • 50. Influence of exercise training on physiological and performance changes with weight loss in men Med Sci Sports Exerc, Volume 31(9):1320-1329, 1999. KRAEMER, WILLIAM J.; VOLEK, JEFF S.; CLARK, KRISTINE L.; GORDON, SCOTT E.; PUHL, SUSAN M.; KOZIRIS, L. PERRY; McBRIDE, JEFFREY M.; TRIPLETT-McBRIDE, N. TRAVIS; PUTUKIAN, MARGOT; NEWTON, ROBERT U.; HKKINEN, KEIJO; BUSH, JILL A.; SEBASTIANELLI, WAYNE J, 1999
  • 51.
  • 52.
  • 53. Med. Sci. Sports Exerc., vol 34, No 11, pp. 1793-180, 2002
  • 54.
  • 55. RECOMENDAES
  • 56. DIETA EXERCCIOS RESISTIDO PROGRESSIVO BUSCAR ALTA INTENSIDADE TREINAMENTO DE ENDURANCE ESTILO DE VIDA ATIVO
  • 57. M & V Centro de Preparao Fsica Individualizada e Reabilitao Exerccio resistido
  • 58. CONHECENDO O CLIENTE
    • EXPECTATIVAS.
    • EXPERINCIA PESSOAL.
    • OBJETIVOS PESSOAIS.
    • PERSONALIDADE.
    • MOTIVAO.
    • SITUAO SCIO-ECONMICA
    • MUNDO LABORAL / ACADMICO
    STATUS DE TREINAMENTO Entrevista estruturada, anamnese e avaliao (testes ativos e passivos) M & V Centro de Preparao Fsica Individualizada e Reabilitao
  • 59. CONHECENDO O CLIENTE
    • Atestado mdico liberatrio (Lei Estadual no 10.848 de 06/07/2001)
    • Exames clnicos
    • Exames laboratoriais
    • Anlise das necessidades
    M & V Centro de Preparao Fsica Individualizada e Reabilitao
  • 60. CONHECENDO O CLIENTE
    • Existem limitaes de sade ou leses ?
    • Qual tipo de equipamento tenho disponvel ?
    • Qual a freqncia alvo de treinamento e a disponibilidade de tempo para a sesso ?
    • Existem grupamentos musculares que devero ser enfatizados ?
    • Como organizar as diversas tarefas da preparao integral ?
    M & V Centro de Preparao Fsica Individualizada e Reabilitao ANLISE DAS NECESSIDADES
  • 61. Programas de treinamento resistido individualizado
    • Prestao de servios atravs da utilizao dos conceitos atuais de prescrio/treinamento.
    • Necessidade de uma abordagem fundamentada na diviso do processo de treino a fim de se evitar possveis estagnaes ou estado de sobretreinamento
    Prof. Ms. Ddo Alexandre Moreira
  • 62. Estado inicial de aptido (ACSM, 2002)
    • Estado de treinamento (status) reflete o continuum de adaptao ao treinamento resistido no tocante ao nvel de treinabilidade, experincia, fatores genticos.
    • Indivduos destreinados respondem favoravelmente a diversos protocolos de treinamento.
    • A taxa de desenvolvimento da fora difere consideravelmente entre indivduos destreinados e treinados.
    • A literatura demonstra ? incrementos de 40% p/ destreinados, 20% p/ moderadamente treinados, 16% em treinados, 10% para avanados e 2% em atletas de elite (4 semanas a 2 anos) .
  • 63. Nveis de aptido (ACSM,2002)
    • Treinados e moderadamente treinados: 6 meses de experincia em programas consistentes de exerccios resistidos.
    • Avanados: Indivduos com anos de experincia com exerccios resistidos com incrementos significativos da fora muscular.
    • Elite: Atletas altamente treinados em fora.
  • 64. Modelos de progresso dos exerccios resistidos em adultos saudveis
    • Com o objetivo de estimular novas adaptaes relacionadas as metas do treinamento, progresses no tipo do protocolo utilizado sero necessrias (ACSM, 2002).
  • 65. Exerccios resistidos e progresso
    • Fora muscular: Fundamental para a sade, funcionalidade e melhoria da qualidade de vida.
    • Os estudos c/ exerccios resistidos demonstram a necessidade da progresso, a fim de produzir substanciais e continuados incrementos na fora e no volume muscular.
    • Progresso: O ato de avanar ou mover-se na direo de um objetivo especfico.
    • Treinamento inclui: fora, potncia, hipertrofia, resistncia muscular local.
    • A flexibilidade, velocidade, equilbrio, coordenao e outras medidas de rendimento motor sero afetadas positivamente pelo treinamento resistido.
  • 66. Programas de treinamento resistido individualizado
    • Seleo de exerccios e estrutura da sesso
    • Seqncia dos exerccios
    • Intervalos entre sries
    • Velocidade de execuo
    • Freqncia de treinamento
    Prof. Ms. Ddo Alexandre Moreira
  • 67. Seleo de exerccios
    • Exerccios uniarticulares (UA) x multiarticulares (MA).
    • MA: envolver uma maior ativao neural e complexidade coordenativa (maior massa muscular envolvida ; exerccios regionais e globais).
    • Maiores respostas metablicas Ballor, Becque e Katch, 1987) e hormonais Kraemer e Ratamess, 2003 para MA
  • 68. Seleo de exerccios e conceitos atuais
    • Treinamento resistido instvel
    • Treinamento funcional para o tronco
  • 69. Ordem dos exerccios e estrutura da sesso
    • A seqncia dos exerccios e o nmero de grupamentos musculares treinados durante uma sesso afetam a expresso aguda da fora muscular Sforzo e Touey, 1996
    • Estruturas bsicas :
    Trabalho total Trabalho dividido parte superior e inferior Rotinas divididas por grupamentos
  • 70. Fora mxima dinmica
    • Iniciantes e intermedirios:
    • 8-12repeties (60-70% de 1RM para esforos repetidos ).
    • Avanados: 1- 5 reps (80-100% de 1RM).
    • 2-10% de aumento para o load especfico em 1RM.
    • Quando o indivduo puder realizar o exerccio com uma ou duas repeties acima da prescrita (zona de intensidade amplitude de reps) em duas sesses consecutivas.
  • 71. Componentes do treinamento de fora mxima dinmica
    • Alteraes do LOAD afetam as respostas metablicas, hormonais, neurais e cardiovasculares.
    • Incremento do LOAD com base no continuum de repeties (p.e., 8 reps x 12 reps).
    • Incremento do load por zona de treinamento.
    • Percentuais baixos de carga incrementam a fora mxima em indivduos destreinados (45-50% de 1 RM ou menos).
    • Atletas bem treinados em fora: 80% de 1RM a fim de produzir novas adaptaes neurais.
    • Variaes do load e zonas de treinamento so indicadas para incrementos da fora em longo prazo.
  • 72. Recuperao e velocidade de execuo
    • Intervalos que propiciem recuperao completa.
    • Perodos de recuperao variando ente 2-3minutos (exs. Auxiliares: 1-2minutos pode ser suficiente)
    • Menores perodos de recuperao para exerccios analticos.
    • Iniciantes: velocidade moderada e baixa.
    • Intermedirios: Moderada
    • Avanados: continuum de velocidade no intencional de baixa para rpida com tcnica de execuo apropriada.
  • 73. Recuperao e velocidade de execuo
  • 74.
  • 75. Hipertrofia - fatores
    • Fta > do que FTb.
    • Aumento do volume muscular tem sido associado diminuio do catabolismo protico e incremento da sntese proteica.
    • Adaptaes neurais predominam no incio do programa 6-7 semanas a hipertrofia comea a evidenciar-se.
    • I e INT: 70-85% de 1RM / 1 3 Sries.
    • Prioridade no continuum repeties x load de 1-12 reps, com nfase em 6-12 reps
  • 76. Resistncia muscular
    • Maior nmero de repeties realizados com um especfico load pr treino (controle) tem sido relatado aps programas de treinamento resistido tradicional.
    • Efeitos limitados foram observados na resistncia muscular local relativa porcentagem de 1RM - .
    • Intensidades moderadas/baixas com alto nmero de repeties, tm sido relatadas como mais efetivas para incrementar a resistncia muscular local relativa e absoluta.
  • 77. Caractersticas
    • Volume de grande magnitude.
    • 10-15 repeties para I e INT.
    • Para A 10-15 ou mais repeties com variaes importantes relacionadas ao LOAD e fases da periodizao.
    • Alto volume de trabalho, intervalos de recuperao curtos so recomendados (p.e., 1-2 minutos para 15-20 repeties ou mais, e menos de 1min. para 10-15 repeties.
    • Freqncia similar a recomendada para hipertrofia.
    • Velocidade baixa intencional para repeties moderadas 10/15 e moderadas para rpidas para 15 e mais repeties.
  • 78.
  • 79. Caractersticas dos esforos Esforo mximo Esforo repetido Esforo explosivo Esforo submximo Moreira, 2002 adaptado de Zatsiorky, 1992
  • 80. Estruturao do programa e mtodos de treinamento
    • Evidncias empricas com carncia de sustentao cientfica.
    • Estrutura (montagem) est relacionada a ordem incorporao dos meios e mtodos nos diferentes ciclos da preparao.
    • Mtodos: variantes de realizao atravs da relao entre as variveis (componentes) do programa.
    • Sries, nmero de repeties, load, amplitude de movimento, velocidade de execuo, intervalo e caracterstica do intervalo entre exerccios e sries, qualidade de execuo etc.