Fagor 55 Prog

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  • Programao para Controlo Numrico FAGOR Mod. 8050 e 8055 Fresadora

    RESUMO DA PROGRAMAO

    CONSTRUO DE UM PROGRAMA Um programa de controlo numrico constitudo por um conjunto de blocos ou instrues. Estes blocos ou instrues so formados por palavras compostas de letras maisculas e formato

    numrico. O formato numrico que dispe o CNC consta de:

    Os sinais . + - As cifras 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

    A programao admite espaos entre letras, nmeros e sinais, assim como prescinde do formato numrico se este tiver o valor de zero, ou se o sinal for positivo.

    O formato numrico de uma palavra pode ser substitudo por um parmetro aritmtico na programao, mais tarde e durante a execuo bsica, o CNC substituir o parmetro aritmtico pelo seu valor, por exemplo:

    Se o valor programado for XP3, o CNC substituir durante a execuo, P3 pelo seu valor numrico, obtendo resultados como X20, X20.36, X-1.258, etc.,.

    Um programa deve conter todos os dados geomtricos e tecnolgicos necessrios, para que a mquina ferramenta execute as funes e movimentos desejados.

    ...NUMERAO DOS PROGRAMAS Todos os programas editados no CNC ou via DNC devero ser numerados, de P000000 a P999999. Nalguns casos no possvel editar os programas P000888 e P999998, estes podero estar ocupados

    por programas de gesto interna da mquina. Como opo todos os programas podem ter nome, este mais fcil para a sua identificao na listagem

    de programas pea. Exemplo: P 000123 A numerao de um programa deve-se introduzir no incio do mesmo para se ter acesso aos vrios

    modos de edio. Se o programa for programado a partir de um perifrico (PC), utiliza-se o smbolo (%) em lugar da letra

    (P), seguido do nome do programa e das extenses de proteco. Exemplo: %000045 PEA REDONDA REF. 12, MX, A extenso MX, quer dizer que o programa pode ser modificado (M) e executado (X). ...NMERO DO BLOCO Os nmeros de blocos servem para identificar cada um dos blocos que constitui um programa ou

    unicamente quando se realizam referncias de saltos a blocos. Representam-se com a letra N seguida de 4 cifras (0-9999), no sendo necessrio seguir nenhuma

    ordem, permitindo-se nmeros salteados ou iguais. Se no mesmo programa existirem 2 ou mais blocos com o mesmo nmero, o CNC tomar sempre o

    primeiro deles, como vlido para execuo. O CNC pode numerar automaticamente os blocos do programa, com incio e intervalos pr-definidos nos

    parmetros do editor. Exemplo: Incio no bloco N10, com intervalos de 10 em 10 blocos. ...BLOCOS DO PROGRAMA Um bloco de programa ser escrito com comandos em linguagem ISO ou com comandos em linguagem

    de alto nvel.

  • Para a construo de um programa, utiliza-se uma, ou outra linguagem, devendo estar cada bloco com o comando numa s linguagem.

    A linguagem ISO est especialmente desenhada para controlar os movimentos dos eixos, j que proporciona informao e condies de movimento e indicaes sobre o avano.

    Dispe de: Funes preparatrias de movimento, que servem para determinar a geometria e as condies de trabalho, como interpolaes lineares, circulares, roscagens, etc.,. Funes de controlo de avanos dos eixos e da rotao da ferramenta. Funes de controlo e gesto das ferramentas. Funes complementares, que contm indicaes tecnolgicas. A linguagem de alto nvel permite aceder a variveis de propsito geral, assim como tabelas e variveis do

    sistema. Proporciona ao utilizador um conjunto de sentenas de controlo que se assemelham terminologia

    utilizada por outras linguagens de programao, como so: IF, GOTO, CALL, etc. Tambm permite utilizar qualquer tipo de expresso, aritmtica relacional ou lgica. Dispe de instrues para a construo de sub-rutinas com variveis locais. Entendendo-se como

    varivel local aquela que s conhecida por uma sub-rutina em que esta tenha sido definida. Alm do mais, permite criar livrarias ou bibliotecas, agrupando sub-rutinas com funes teis e j

    provadas, podendo ser acedidas desde qualquer programa. O CNC permite associar a todos os blocos qualquer tipo de informao em modo de comentrio. O comentrio programa-se no fim do bloco, devendo de comear pelo carcter ;. Se um bloco comea por ; todo ele se considera um comentrio e este no se executar. No se admitem blocos vazios, minimamente devem de ter um comentrio. Cada bloco de programao composto por:

    N = nmero do bloco (opcional) G = funes preparatrias (G00 A G99) X,Y,Z = cotas dos eixos (mm) (Pulg.) F = avano programado (mm/min.) (mm/RPM) S = velocidade programada (RPM) T = nmero da ferramenta D = nmero do corrector da ferramenta M = funes auxiliares Dentro de cada bloco obrigatrio manter esta ordem, mas no necessrio que cada bloco contenha todas as informaes.

    ...FUNES PREPARATRIAS

    As funes preparatrias programam-se com a letra G seguida de dois algarismos [Gxx]. Programam-se sempre no incio do bloco e servem para determinar a geometria e as condies de

    trabalho do CNC.

    Funes de interpolao

    MODAL * G00 Posicionamento rpido at cinco eixos (F mximo)

    MODAL G01 Interpolao linear at cinco eixos

    MODAL G02 Interpolao circular horria

    MODAL G03 Interpolao circular anti-horria

    MODAL G33 Roscagem electrnica

    Condies de mecanizao

    G04 Temporizao

    MODAL * G05 Aresta morta

    MODAL * G07 Aresta viva

    G50 Aresta morta controlada

  • G51 Look-ahead (acelerador para blocos DNC)

    MODAL G70 Programao de cotas em pulgadas

    MODAL * G71 Programao de cotas em milmetros

    MODAL * G90 Programao em cotas absolutas

    MODAL G91 Programao em cotas incrementais

    G92 Pr-seleco de cotas

    MODAL * G94 Avano em mm/minuto

    MODAL G95 Avano em mm/rotao

    MODAL G96 Velocidade de avano superficial constante

    MODAL G97 Velocidade do centro da ferramenta constante

    Ciclos fixos

    G60 Ciclo fixo mltiplo em forma de linha recta

    G61 Ciclo fixo mltiplo em forma de paralelogramo

    G62 Ciclo fixo mltiplo em forma de malha

    G63 Ciclo fixo mltiplo em forma de crculo

    G64 Ciclo fixo mltiplo em forma de arco

    G65 Ciclo fixo mltiplo em forma de corda de arco

    G66 Ciclo fixo de caixas irregulares com ou sem ilhas

    G67 Ciclo fixo de desbaste de caixas irregulares

    G68 Ciclo fixo de acabamento de caixas irregulares

    MODAL G69 Ciclo fixo de furao profunda com passo varivel

    G79 Modificao dos parmetros de um ciclo fixo

    MODAL * G80 Anulao de qualquer ciclo fixo

    MODAL G81 Ciclo fixo de furao simples MODAL G82 Ciclo fixo de furao com temporizao

    MODAL G83 Ciclo fixo de furao profunda com passo constante

    MODAL G84 Ciclo fixo de roscagem rgida com macho

    MODAL G85 Ciclo fixo de escariado

    MODAL G86 Ciclo fixo de mandrilado com retrocesso em G00

    MODAL G87 Ciclo fixo de caixa rectangular ou quadrada

    MODAL G88 Ciclo fixo de caixa circular

    MODAL G89 Ciclo fixo de mandrilado com retrocesso em G01

    MODAL * G98 Retrocesso da ferramenta ao plano de partida

    MODAL G99 Retrocesso da ferramenta ao plano de referncia

    Compensao das dimenses da ferramenta

    MODAL G15 Seleco do eixo perpendicular ao plano de trabalho

    MODAL * G40 Anulao da compensao do raio da ferramenta

    MODAL G41 Compensao do raio da ferramenta esquerda

    MODAL G42 Compensao do raio da ferramenta direita

  • MODAL G43 Compensao do comprimento da ferramenta

    MODAL * G44 Anulao da compensao do comprimento da ferramenta

    Ajudas programao

    G06 Centro da circunferncia em coordenadas absolutas

    G08 Trajectria circular tangente trajectria anterior

    G09 Circunferncia definida por trs pontos

    MODAL * G10 Anulao da imagem espelho

    MODAL G11 Imagem espelho no eixo X

    MODAL G12 Imagem espelho no eixo Y

    MODAL G13 Imagem espelho no eixo Z

    MODAL G14 Imagem espelho nas direces programadas

    G36 Redondeio controlado de arestas (boleado)

    G37 Entrada tangencial da ferramenta

    G38 Sada tangencial da ferramenta

    G39 Corte controlado de arestas (chanfre)

    MODAL G72 Factor de escala

    MODAL G73 Rotao do sistema de coordenadas

    MODAL G77 Acoplamento electrnico dos eixos

    MODAL * G78 Anulao do acoplamento electrnico dos eixos

    Sistema de coordenadas

    MODAL G16 Seleco do plano principal por duas direces

    MODAL * G17 Plano de trabalho X-Y

    MODAL G18 Plano de trabalho X-Z

    MODAL G19 Plano de trabalho Y-Z

    G20 Definio dos limites inferiores da zona de trabalho

    G21 Definio dos limites superiores da zona de trabalho

    G22 Activa e desactiva as zonas de trabalho

    G53 Programao em relao ao zero mquina

    MODAL G54 Mudanas de origem absoluta 1 (zero pea)

    MODAL G55 Mudanas de origem absoluta 2 (zero pea)

    MODAL G56 Mudanas de origem absoluta 3 (zero pea)

    MODAL G57 Mudanas de origem absoluta 4 (zero pea)

    MODAL G58 Mudanas de origem aditiva 1 (zero pea)

    MODAL G59 Mudanas de origem aditiva 2 (zero pea)

    G74 Busca automtica de referncia mquina

    G92 Pr-seleco de cotas

    G93 Pr-seleco de origem polar

  • Sistema de cpia

    G23 Activao da cpia

    G24 Activao da digitalizao

    G25 Desactivao da cpia / digitalizao

    G26 Calibragem da sonda de cpia

    G27 Definio do contorno de cpia

    G75 Movimento do apalpador at tocar

    G76 Movimento do apalpador at deixar de tocar

    Funes M

    M00 Paragem do programa

    M01 Paragem condicional do programa

    M02 Fim do programa

    M03 Rotao da ferramenta direita

    M04 Rotao da ferramenta esquerda

    M05 Paragem da rotao da ferramenta

    M06 Troca automtica da ferramenta

    M08 Activar refrigerante

    M09 Desactivar refrigerante

    M19 Paragem orientada da ferramenta

    M30 Fim do programa com retorno ao incio, anula todas Ms

    M41 Gamas de velocidade da ferramenta

    M42 Gamas de velocidade da ferramenta

    M43 Gamas de velocidade da ferramenta

    M44 Gamas de velocidade da ferramenta

    Operadores aritmticos

    SINAL + Adio, soma P1=3+4 -> P1=7

    SINAL - Subtraco P2=5-2 -> P2=3

    ASTERISCO * Multiplicao P3=2*3 -> P3=6

    BARRA / Diviso P4=9/2 -> P4=4.5

    Operadores relacionais

    EQ Igual NE Distinto GT Maior que GE Maior ou igual que LT Menor que LE Menor ou igual que

  • Funes trigonomtricas

    SIN Seno P1=sen 30 ->P1=0.5

    COS Co-seno P2=cos 30 ->P2=0.8660

    TAN Tangente P3=tan 30 ->P3=0.5773

    ASIN Arco seno P4=asin 1 ->P4=90

    ACOS Arco co-seno P5=acos 1 ->P5=0

    ATAN Arco tangente P6=atan 1 ->P6=45

    [Modal]. As funes assinaladas com [modal] uma vez programadas, ficam activas at que sejam

    anuladas com outra funo G incompatvel ou com M2, M30, reset ou emergncia. (*). As funes assinaladas com (*) so as que ficam activas quando se liga o CNC ou depois de M2,

    M30, reset ou emergncia. As funes at G09 podem ser programadas sem o 0 (zero). Por exemplo: G1 = G01, G8 = G08, etc.,. ...COTAS DOS EIXOS, COORDENADAS As cotas dos eixos podem ser programadas em milmetros (G70) ou em pulgadas (G71).

    em milmetros tem o seguinte formato ...X 1234.123 em pulgadas tem o seguinte formato ...X 123.1234

    As cotas programadas podem ser absolutas (G90), sempre relativas ao zero pea, ou incrementais (G91) relativas posio da ferramenta.

    As coordenadas tambm podem ser definidas por parmetros, como por exemplo: ...XP90 YP91 ZP92 Os valores das cotas so atribudos nos respectivos parmetros, (P15=123.123) caso se programe em

    paramtricas. No CNC pode-se programar trajectrias de vrias formas:

    1. Coordenadas cartesianas (X100 Y-25 Z-2), as cotas dos eixos Programam-se mediante as letras X, Y, Z, seguidas do valor das cotas. 2. Coordenadas polares (R105 Q-92).

    o valor do raio, e (Q) o valor do ngulo, com origem no centro polar. Dois ngulos (Q30 Q-45) (Q1) o ngulo de sada do incio da trajectria e (Q2) o ngulo do ponto intermdio da trajectria.

    3. ngulo, coordenada cartesiana (Q90 Y-155) a ponto a alcanar definido por um ngulo (Q) e uma coordenada cartesiana (X Y Z).

    ...AVANOS O significado do F (velocidade de avano programvel) difere segundo se trabalha em G94 ou G95. Quando G94 est activo, se programar-mos F1000, isso quer dizer que a ferramenta, vai-se movimentar

    com um avano de corte de 1000mm por minuto. Quando G95 est activo, se programar-mos F0.5, isso quer dizer que a ferramenta, vai-se movimentar,

    com um avano de corte de 0.5mm por rotao. O avano mximo de trabalho da mquina pode ser programado directamente (por ex. G1 X200 F5000),

    ou programando s (G1 X2000 F0), neste caso se o valor de F zero, o CNC entende como avano mximo de trabalho.

    Quando se trabalha em posicionamento G00, a mquina desloca-se em avano rpido, independente de qualquer (F) programada.

    Qualquer avano programado pode ser alterado mediante o comutador instalado no painel de comando do CNC, de 0% a 120%.

    O avano s no pode ser alterado se estiverem activas as funes G33, G47 ou G84, nesta situao o avano sempre 100%.

  • ...ROTAES/MINUTO RPM FERRAMENTA Mediante o cdigo S pode-se programar a rotao da ferramenta em rotaes por minuto (RPM). Qualquer velocidade programada pode ser modificada atravs das teclas [+] [-] instaladas no painel de

    comando do CNC, este pode variar de 0% a 120%. ...PROGRAMAO DA FERRAMENTA O CNC dispe de uma tabela de 255 ferramentas (T) distribudas por 2 famlias (ferramenta normal e

    ferramenta especial). De T000 a T200, ferramenta normal, cdigo da tabela, (N). De T201 a T255, ferramenta especial, cdigo da tabela, (S). ...PROGRAMAO DO CORRECTOR O CNC permite associar mediante a funo D, o corrector desejado ferramenta seleccionada, para

    isso ser necessrio programar Txx e Dxx, seleccionando a ferramenta e o corrector pretendido. Se programamos s o corrector D este fica automaticamente associado ferramenta T00. O CNC dispe de uma tabela de correctores, especificando-se por cada corrector: R.. Raio da ferramenta L.. Comprimento da ferramenta I Desgaste do raio da ferramenta K.. Desgaste do comprimento da ferramenta Quando se deseja compensar o raio da ferramenta com G41 ou G42, o CNC aplica como valor de

    compensao a soma de R + I do corrector correspondente. Quando se deseja compensar a altura da ferramenta com G43, o CNC aplica como valor de

    compensao a soma de I + K do corrector correspondente. Se no se definir nenhum corrector, o CNC aplica o corrector D0, com R=0, L=0, I=0 e K=0. ...FUNES AUXILIARES As funes auxiliares programam-se com o cdigo M seguido de dois algarismos.

    M00 --> paragem do programa. M01 --> paragem condicional do programa. M02 --> fim do programa. M03 --> rotao da ferramenta direita (sentido horrio). M04 --> rotao da ferramenta esquerda (sentido anti-horrio). M05 --> paragem da ferramenta (stop). M06 --> troca automtica de ferramenta. M08 --> sistema de refrigerao ligado. M09 --> sistema de refrigerao desligado. M19 --> paragem orientada da ferramenta. M30 --> fim do programa com retorno ao incio. Anula todos os Ms programados.

    ALGUNS EXEMPLOS DAS FUNES AUXILIARES M

  • CONTROLO DA TRAJECTRIA

    ...G00 POSICIONAMENTO RPIDO O valor do avano rpido independente para

    cada eixo, desta forma quando se movem vrios eixos ao mesmo tempo, a trajectria no controlada.

    Ao programar G00 no se anula a ltima F programada, o que quer dizer, que quando se programa G1, G2, G3, recupera-se o ltimo F programado.

    A funo G00 pode ser programada como G, G0, ou G00.

    ...G01 INTERPOLAO LINEAR Os movimentos programados depois de G01

    executam-se segundo uma linha recta com o avano F programado.

    Quando se movem os trs eixos em simultneo, a trajectria resultante uma linha recta entre o ponto inicial e o ponto final.

    A mquina movimenta-se segundo a trajectria programada e com o avano F determinado. O CNC calcula os avanos de cada eixo para que o avano da trajectria resultante seja o F programado.

    A funo G01 modal e incompatvel com G00,G02,G03. A funo G01 pode ser programada como G1. ...G02 INTERPOLAO CIRCULAR DIREITA (SENTIDO HORRIO)

    ...G03 INTERPOLAO CIRCULAR ESQUERDA (SENTIDO ANTI-HORRIO )

    ...INTERPOLAO CIRCULAR G02/G03 Os movimentos programados a seguir a G02/G03

    executam-se em forma de trajectria circular com o avano F programado.

  • Exemplos de programao com G2/G3 Tomemos como ponto de partida X40 Y25. Em cartesianas Em polares P0001 P0002 N10 G2 X55 Y40 I0 J15 F200 N10 G2 A0 I40 J40 F200 N20 G3 X100 Y65 I15 J0 N20 G3 A90 I100 J40 ou ou N10 G2 X55 Y40 R-15 F200 N10 G93 I40 J40 N20 G3 X100 Y65 R-15 N20 G2 A0 N30 G93 I100 J40 N40 G3 A90 Quando se programa um raio (R) temos que ter em

    conta que com este no possvel programar um crculo completo devido a que existem infinitas solues.

    Se o arco da circunferncia menor do que 180 o raio a programar ser positivo (+).

    Se o arco da circunferncia maior do que 180 o raio a programar ser negativo (-).

    Poderemos programar um crculo completo com as

    coordenadas do centro do crculo (I, J, K). I, J, K ...Definem o centro da circunferncia.

    I -> distncia do inc io do crculo, ao centro do crculo em funo do eixo X. J -> distncia do incio do crculo, ao centro do crculo em funo do eixo Y. K -> distncia do incio do crculo, ao centro do crculo em funo do eixo Z.

    I, J, K, programam-se com sinal (+, -). necessrio sempre a sua programao mesmo que tenham valor igual a zero. As funes G02 e G03 podem ser programadas como G2 ou G3. ...G08 TRAJECTRIA CIRCULAR TANGENTE TRAJECTRIA ANTERIOR Por meio da funo G08 pode-se programar uma

    trajectria circular tangente trajectria anterior sem necessidade de programar o raio (R) ou as cotas do centro do circulo (I, J, K).

    A funo G08 no modal. Pode-se utilizar sempre que se queira executar um arco tangente a trajectria anterior.

    A trajectria anterior pode ser uma recta ou um arco. A funo G08 s substitui G02 / G03 no bloco em que

    esta est escrita. Utilizando a funo G08 no possvel executar um

    crculo completo, devido a que existem infinitas solues. Suponhamos que o ponto de partida X0 Y35 e queremos programar uma linha recta, a seguir um arco

    tangente mesma, e finalmente um arco tangente ao anterior.

  • Podemos programar da seguinte maneira: N60 G90 G01 X80 Y35 F300 N70 G08 X100 Y50 N80 G08 X120 Y35 ...... Por serem os arcos tangentes no necessrio programar as coordenadas dos centros. ...G09 TRAJECTRIA CIRCULAR DEFINIDA POR TRS PONTOS Por meio da funo G09 pode-se definir uma

    trajectria circular (arco), programando o ponto final e um ponto intermdio (o ponto inicial do arco, o ponto de partida do movimento).

    A seguir, em lugar de se programar as coordenadas do centro, programa-se qualquer ponto intermdio.

    A funo G09 no modal, no necessrio programar o sentido de movimento (G2, G3) ao programar G09.

    Ex: O ponto inicial X10 Y15 N50 G09 X140 Y70 I50 J50 Utilizando a funo G09 no possvel executar um crculo completo. ...G36 REDONDEIO CONTROLADO DE ARESTAS Em trabalhos de fresagem possvel com a funo G36

    redondear uma aresta com um determinado raio, sem necessidade de calcular o centro, nem os pontos inicial ou final do arco.

    A funo G36 no modal. Tem de ser programada cada vez que se quer redondear uma aresta.

    Esta funo programada no bloco em que se programa o movimento cujo final se deseja redondear.

    O raio do redondeio programado com raio (R) sempre positivo.

    ...G39 CHANFRADO DE ARESTAS Nos trabalhos de fresagem possvel, mediante a funo

    G39, chanfrar arestas entre duas rectas, sem necessidade de calcular os pontos de interseco.

    A funo G39 no modal. Deve-se programar cada vez que se queira chanfrar uma aresta.

    Esta funo programada no bloco em que se programa o movimento cujo final se deseja chanfrar.

    Mediante o cdigo R (raio) sempre positivo programa-se a distncia desde o fim do movimento programado at ao ponto em que se quer realizar o chanfre.

  • ...G37 ENTRADA TANGENCIAL Com a funo G37

    pode-se enlaar tangencialmente duas trajectrias sem necessidade de calcular os pontos de interseco.

    A funo G37 no modal, deve-se programar cada vez que se queira comear a fresar com entrada tangencial.

    Como se pode ver na figura, o CNC modifica a trajectria do bloco N00 de forma que a ferramenta comea a mecanizar com entrada tangencial em relao face da pea.

    A funo G37 junto com o valor de R, h que os programar num bloco que incorpore a trajectria que se deseja modificar.

    Quando programamos G37 temos de ter em conta o seguinte: A distncia do ponto de partida pea, tem de ser igual ou maior que o raio (R) da entrada tangencial.

    O raio da fresa tem de ser igual ou menor que o raio (R) da entrada tangencial. O segmento da entrada (G1) tem de ser linear. No pode ser circular. ...G38 SADA TANGENCIAL A funo G38 permite

    finalizar uma operao de fresagem com uma sada tangencial da ferramenta sem necessidade de clculos muito complicados.

    A funo G38 no modal. Deve-se programar cada vez que se queira uma sada tangencial da ferramenta.

    Para que G38 se possa programar num bloco, necessrio que a trajectria seguinte seja rectilnea (G00 ou G01).

    Nota - as condies de mecanizado so as mesmas da funo G37.

  • P00022 N10 G0X70Y15F200D14M3 ; ponto de partida N20 G1G37R10X50Y15 ; entrada tangencial N30 X50Y0 N40 X0Y0 N50 X0Y30 N60 X50Y30 N70 G38R10X50Y15 ; sada tangencial N80 G0X70Y15 ; ponto de chegada FUNES PREPARATRIAS ADICIONAIS

    ...G05 ARESTA MORTA Quando se trabalha com G05, o CNC comea a execuo do bloco seguinte do programa, quando

    comea a desacelerao dos eixos programados no bloco anterior o que quer dizer que os movimentos programados no bloco seguinte, executam-se antes que a mquina chegue a posio exacta programada no bloco anterior, como se v no exemplo os cantos ficam arredondados.

    A diferena entre o perfil terico e o perfil real est no valor do avano utilizado. ...G07 ARESTA VIVA Quando se trabalha com G07, o CNC no executa o bloco seguinte do programa, sem que a mquina

    alcance a posio exacta programada no bloco anterior. O perfil terico e o perfil real coincidem. A funo G07 incompatvel com a funo G05. A funo G07 e G05 podem ser programadas como G7 ou G5.

  • Nota - quando se liga o CNC, e depois de se executar M02 ou M30, ou depois de uma emergncia ou reset o CNC assume a funo G07 ou G05 dependendo do valor atribudo ao parmetro geral ICONER.

    ...G10/G11/G12/G13/G14 IMAGEM ESPELHO

    G10.. Anulao da imagem espelho G11.. Imagem espelho no eixo X G12.. Imagem espelho no eixo Y G13.. Imagem espelho no eixo Z G14.. Imagem espelho em qualquer eixo, ou em vrios de uma s vez, por exemplo, G14 X Y Z

    Quando o CNC trabalha com imagem espelho, executa os movimentos programados dos eixos em que se tenham seleccionado imagens espelho, com os sinais trocados. EXEMPLO: 5

    +Y

    B A

    30

    8

    +X

    D C

    50

    A seguinte sub-rutina define a mecanizao da pea A

    (SUB 10) G91 G1 X5 Y8 F500 Y30 X50 Y-30 X-50 X-5 Y-8 (RET) A programao de todas as peas ser a seguinte: P000123 (CALL 10) : mecanizao de A G11 ; imagem espelho no eixo X (CALL 10) ; mecanizao de B G10 G12 ; imagem espelho no eixo Y (CALL 10) ; mecanizao de C G11 ; imagem espelho no eixo X, Y (CALL 10) ; mecanizao de D M30 ; fim do programa As funes G11, G12, G13, G14 so modais e incompatveis com G10. Podem-se programar G11, G12 e G13 no mesmo bloco porque estas no so incompatveis entre si. A

    funo G14, dever ser programada isolada num bloco e este no pode ter mais nenhuma informao.

  • ...G72 FACTOR DE ESCALA Por meio da funo G72 (S) podem-se ampliar ou reduzir peas programadas. Desta forma podem-se realizar famlias de peas semelhantes de forma igual, mas de dimenses

    diferentes com um s programa. A funo G72 deve ser programada num s bloco. Existem duas formas de a programar: a): factor de escala aplicado a todos os eixos. O formato da programao o seguinte: N55 G72 S2.5 N55 = n. do bloco G72 = cdigo do factor de escala S2.5 = valor do factor de escala O valor mnimo do factor de escala = S 0.0001 (valor real x 0.0001) O valor mximo do factor de escala = S 100 (valor real x 100). Nota - depois de se programar G72 todas as cotas programadas ficam multiplicadas pelo valor do factor

    de escala (S). b): factor de escala aplicado a um s eixo. O formato da programao o seguinte: N65 G72 X,Y,Z S1.8 N65 = nmero do bloco G72 = factor de escala X,Y,Z = eixo em que se aplica o factor de escala S1.8 = factor de escala Nota - o factor de escala anulado pelo valor 1 (S1) ou M30. Exemplo da aplicao do factor de escala:Y+

    50

    25

    X+

    50 100

    P000124

    G90 G00 X100 Y50 N10 G91 G01 X-50 X-50 Y-50 X100 Y25 N20 Y25 G72 S0.5 ; factor de escala (RPT N10,N20) ; repetio de blocos M30

  • ...G73 ROTAO DO SISTEMA DE COORDENADAS A funo G73 permite rodar o sistema de coordenadas tomando como centro de rotao, o zero pea no

    plano principal ou o centro de rotao programado. O formato da programao o seguinte: N44 G73 Qxxx Ixx Jxx N44 = nmero do bloco. G73 = cdigo que define a rotao do sistema de coordenadas Q = ngulo de rotao em graus (0 - 360). IJ = definio do centro de rotao

    J22 Q

    Q I20

    O valor mnimo do ngulo de 0 graus. O valor mximo do ngulo de 360 graus. H que ter em conta que a funo G73 incremental, o que quer dizer que se vo somando os diferentes

    valores programados em Q. Num programa com rotao do sistema de coordenadas, se estiver activa alguma funo de imagem

    espelho, o CNC aplicar primeiro a funo de espelho e a seguir a funo de rodar as coordenadas. A anulao da funo de rotao do sistema de coordenadas realiza-se programando G73 (s sem valor

    de ngulo). A funo G73 deve-se programar sozinha num bloco.

  • Exemplo da programao da funo G73: PROGRAMA P000145 N10 G0 G90 X35 Y-20 F300 D10 M3

    N20 G1 Y-10 ; incio do contorno

    N30 X50 Y0

    N40 G3 X20 Y0 R15

    N50 G1 Y-20

    N60 X35 ; fim do contorno

    N70 G73 Q90 ; rodar coordenadas

    N80 (RPT N20,N70)N3 ; repetio

    N90 G0 X100 Y100 ; afastamento

    N100 M30 ; fim

    ...G40/G41/G42 COMPENSAO DO RAIO DA FERRAMENTA Nos trabalhos habituais de fresagem, necessrio calcular e definir a trajectria da ferramenta tendo em

    conta o raio da mesma, de forma que se obtenham as dimenses desejadas na pea. A compensao do raio da ferramenta, permite programar directamente o contorno da pea sem ter em

    conta a dimenso da ferramenta. O CNC calcula automaticamente a trajectria que a ferramenta deve seguir, a partir do contorno da pea

    e do valor do raio da ferramenta armazenado na tabela de ferramentas. Existem trs funes preparatrias (G40, G41, G42) para a compensao do raio da ferramenta:

    G40 -> anulao da compensao do raio da ferramenta G41 -> compensao do raio da ferramenta esquerda G42 -> compensao do raio da ferramenta direita

    X+

    20

    35

    R15 90

    Y+

    INICIO

    10

  • O CNC dispe de uma tabela de 250 grupos de valores para compensao do raio da ferramenta. R indica o raio da ferramenta e I indica o valor de mais ou menos o valor de R para corrigir pequenas

    variaes do raio. Os valores mximos de compensao so:

    o R +/- 1000 mm I +/- 32.766 mm No mesmo bloco em que se programa G41 / G42 ou no bloco anterior deve-se programar a funo Dxx

    para seleccionar na tabela de ferramentas o valor da correco a aplicar. Caso no se seleccione nenhuma ferramenta o CNC assume o valor D00. A seleco da compensao do raio da ferramenta G41/G42 s pode realizar-se quando esto activas as

    funes G00 ou G01 (movimentos rectilneos). A compensao, dever ser programada no bloco de movimento antes da ferramenta tocar na pea e a

    descompensao, dever ser programada depois da ferramenta abandonar, a superfcie maquinada. G41.. a ferramenta fica esquerda da pea segundo o sentido do corte. G42.. a ferramenta fica direita da pea segundo o sentido do corte. ...G90 PROGRAMAO ABSOLUTA

    ...G91 PROGRAMAO INCREMENTAL A programao das coordenadas de um ponto, pode-se realizar em coordenadas absolutas (G90) ou em

    coordenadas incrementais (G91). Quando se trabalha em G90 as coordenadas do ponto programado, esto relacionadas com ponto de

    origem das coordenadas. Quando se trabalha em G91 as coordenadas do ponto programado, esto relacionadas com ponto

    anterior da trajectria. Ao ligar o CNC ou depois de executar M02, M30, reset ou emergncia, o CNC assume a funo G90

    (absoluta). As funes G90 e G91 so incompatveis entre si no mesmo bloco.

    SENTIDO DO CORTE

    G41 G42

  • G90.. PROGRAMAO EM COORDENADAS ABSOLUTAS TODAS AS COTAS TEM COMO ORIGEM, O ZERO PEA

    55

    25

    70

    20

    R8

    X+

    Y+ EXEMPLO: PONTO DE PARTIDA X55 Y0 N20 .......................... N30 G1 G90 X55 Y20 F250 D2 M3 N40 G36 R8 X25 Y20 N50 X25 Y70 N60 X0 Y70 N70 X0 Y0 N80 X55 Y0 N90 ...........................

    PONTO DE PARTIDA

    G91.. PROGRAMAO EM COORDENADAS INCREMENTAIS, TODAS AS COTAS TEM COMO ORIGEM, A POSIO DA FERRAMENTA

    25 30

    20

    50

    R8

    PONTO DE PARTIDA

    EXEMPLO: PONTO DE PARTIDA X55 Y0 N20 .......................... N30 G1 G91 X0 Y20 F250 D2 M3 N40 G36 R8 X-30 Y0 N50 X0 Y50 N60 X-25 Y0 N70 X0 Y-70 N80 X55 Y0 N90 ...........................

  • ...G92 PR-SELECO DE COTAS Por meio da funo G92, possvel

    pr-seleccionar qualquer valor nos eixos do CNC, isto quer dizer que se pode realizar mudanas de origem das coordenadas dos eixos.

    Quando se programa a funo G92, no se efectua nenhum movimento dos eixos e o CNC aceita os valores dos eixos programados a seguir a G92, como novas cotas dos respectivos eixos.

    Exemplo: A ferramenta est em X0 Y0, para descrever esta trajectria, programa-se:

    N10 G00 G90 X100 Y100 N20 X400 Se utilizarmos G92, ser: N10 G92 X500 Y500

    A origem de coordenadas (X0,Y0) converteu-se no ponto X500 Y500. N20 G00 G90 X600 Y600 N30 X900

    No bloco em que se programa G92 no se pode programar mais nada. ...G93 PR-SELECO DE ORIGEM POLAR Por meio da funo G93 pode-se pr-seleccionar qualquer ponto de um plano, como origem de

    coordenadas polares. H duas formas de pr-seleccionar uma origem de coordenadas polares: ..G93 Ixx Jxx sempre em valores absolutos.

    I -> indica o valor da abcissa da origem das coordenadas polares J -> indica o valor da ordenada da origem das coordenadas polares

    ..Se num bloco qualquer se programa G93, isto implicar que antes de se efectuar qualquer movimento dos eixos, a origem polar passar a ser o ponto onde se encontra nesse momento a mquina. EXEMPLO:

    A ferramenta encontra-se na origem de coordenadas cartesianas N0 G93 I200 J0 N5 G01 R150 Q90 F600 N10 G02 Q0 No bloco N0 definiu-se como origem polar o ponto X200 Y0. No bloco N5 definiu-se o movimento linear at ao ponto R150 Q90. No bloco N10 definiu-se o movimento circular at ao ponto Q0

  • Exemplo da programao de uma pea em coordenadas polares com entrada e sada tangencial, com passagens incrementadas at 16mm de profundidade em passos de 2mm. O centro de coordenadas polares, (G93) o zero pea.

    P202 N10 G90G5G0G17G40S1500D88M3 ; condies de trabalho N20 X25Y-35 ; posicionamento em X,Y N30 Z1 ; posicionamento em Z N40 G1Z-2F330 ; primeiro incremento N50 G90G41G37R6X0Y-35 ; entrada tangencial N55 G93I0J0 ; centro polar N60 G36R2R48Q270 ; incio do contorno N70 G2Q180 N80 G1R45 N90 G2Q90 N100G1R36 N110G2G36R2Q0 N120G1R24 N130G2Q270 N140G38R6R35 ; fim do contorno N150G0G40X25Y-35 ; ponto de partida N160G91Z-2 ; incremento N170G25N50.160.7 ; repetio N180G90G0Z10 ; sada N190X-100Y100 ; afastamento N200M30 ; fim

  • PROGRAMA P2110 N00 G0 X0 Y0 F230 S1000 D2 M3 N10 G1 G41 X5 Y5 N20 G37 R5 X10 Y20 N30 G39 R3 Q-30 Q-45 N40 G38 R4 X30 Y25 N50 X35 Y10 N60 G8 X30 Y5 N70 G36 R2.5 Q135 Y10 N80 G36 R1 Q-150 X15 N90 G9 X5 Y5 I10 J10 N100 G40 X10 Y0 M30 Ajudas geomtricas utilizadas

    G08..trajectria circular tangente trajectria anterior G09..trajectria circular definida por 3 pontos G36..redondeio controlado de arestas G37..entrada tangencial G38..sada tangencial G39..chanfre de arestas Q-Q, X, Y..ngulo-ngulo, ponto final Q-X, (Y)..ngulo-cota

  • Programao de um contorno exterior, com a profundidade de 15 mm, em incrementos de 3 mm e com

    entrada e sada tangencial

    P200 N10 G90G5G17G00G40S1200T1D2M3 ; condies de trabalho N20 X-25Y28 ; posicionamento em X,Y N30 Z1 ; posicionamento em Z N40 G1Z-3F300 ; primeiro incremento N50 G90G42G37R7X0Y28 ; entrada tangencial N60 G36R7X0Y0 ; incio do contorno N70 G36R3X102Y0 N80 G36R7X102Y25 N90 G36R3X58Y25 N100G36R7X58Y56 N110G36R3X0Y56 ; fim do contorno N120G38R7X0Y28 ; sada tangencial N130G40G0X-25Y28 ; ponto de partida N140G91Z-3 ; incremento N150(RPT N50,N140)N4 ; repetio N160G90Z10 ; sada N170G0X-100Y100 ; afastamento N180M30 ; fim do programa

  • Programao de um contorno exterior com a profundidade de 23.8mm, em incrementos de 4mm com

    entrada e sada tangencial

    P000201 N10 G90G5G17G00G40S1200T5D5M3 ; condies de trabalho N20 X60Y25 ; posicionamento em X,Y N30 Z1 ; posicionamento em Z N40 G1Z-3.8F320 ; primeiro incremento N50 G90G41G37R7X60Y0 ; entrada tangencial N60 G39R5X72Y0 ; incio do contorno N70 X72Y-42 N80 G3X72Y-54I0J-12 N90 G1G39R9X0Y-54 N100X0Y-42 N110G3X0Y-21I0J10.5 N120G8X21Y0 N130G8X53Y0 ; fim do contorno N140G1G38R7X60Y0 ; sada tangencial N150G0G40X60Y25 ; ponto de partida N160G91G1Z-4 ; incremento N170(RPT N50,N160)N4 ; repetio N180G90G0Z10 ; sada N190X-100Y100 ; afastamento N200M30 ; fim do programa

  • ...CICLOS FIXOS - RESUMO O CNC dispe dos seguintes ciclos fixos de mecanizao:

    G66.. Ciclo fixo de caixas irregulares com ilhas / sem ilhas

    G67.. Ciclo fixo de desbaste de caixas irregulares

    G68.. Ciclo fixo de acabamento de caixas irregulares

    G69.. Ciclo fixo de furao profunda com passo varivel

    G81.. Ciclo fixo de furao simples

    G82.. Ciclo fixo de furao com temporizao

    G83.. Ciclo fixo de furao profunda com passo constante

    G84.. Ciclo fixo de roscagem rgida com macho

    G85.. Ciclo fixo de escariado

    G86.. Ciclo fixo de mandrilado com retrocesso da ferramenta em G00

    G87.. Ciclo fixo de caixas rectangulares ou quadradas

    G88.. Ciclo fixo de caixas circulares

    G89.. Ciclo fixo de mandrilado com retrocesso da ferramenta em G01

    G80.. Anulao de qualquer ciclo fixo

    Os ciclos fixos podem ser executados em qualquer plano de trabalho, a profundidade realiza-se segundo

    o eixo seleccionado como perpendicular ao plano de trabalho, ou como opo com a funo G15. Definio de um ciclo fixo: Um ciclo fixo define-se mediante a funo g indicativa do ciclo fixo e dos parmetros correspondentes ao ciclo desejado. No se pode definir um ciclo fixo num bloco em que tenha programado movimentos no lineares (G02, G03, G08, G09).

    Anulao de um ciclo fixo: Pode-se anular um ciclo fixo programando a funo G80, esta pode ser programada em qualquer bloco. Definir outro ciclo fixo, este anular o anterior que estava activo. Depois de executar m02,m30, ou emergncia. ...CICLOS FIXOS - DEFINIES BSICAS

    G69.. CICLO FIXO DE FURAO PROFUNDA COM PASSO VARIVEL Este ciclo fixo realiza sucessivos passos de furao at conseguir o final da cota programada. A ferramenta retrocede uma quantidade de vezes, depois de cada segmento de furo, podendo-se

    programar quantas vezes a ferramenta retrocede ao plano de referncia para limpeza da broca. A estrutura bsica do bloco a seguinte:

  • G69 G98/G99 XY Z I B C D H J K L R G81.. CICLO FIXO DE FURAO SIMPLES Este ciclo realiza um furo no ponto indicado at alcanar a cota final programada. Permite programar uma temporizao no fundo do furo. A estrutura bsica do bloco a seguinte: * G81 G98/G99 XY Z I K

    Factor que reduz a passagem de furao

    Define o tempo de espera, em centsimas de segundo, no fundo do furo, antes do retrocesso.

    Define o mnimo valor que pode adquirir o passo de furao

    Define a profundidade do furo no eixo Z

    Define o tempo de espera em centsimas de segundo depois de

    cada passo de furao at comear o retrocesso.

    Define a cota do plano de referncia no eixo Z

    Define de quantos em quantos passos de furao a ferramenta regressa ao ponto de

    referncia para limpeza da ferramenta

    Ciclo fixo de furao simples

    Distncia de retrocesso depois de cada passo de furao

    Retrocesso da ferramenta ao plano de partida / referencia

    Define a distncia entre o plano de referncia e a superfcie da pea

    Define o movimento dos eixos para posicionar o furo

    Ciclo fixo de furao com

    passo varivel

    Retrocesso ao plano de partida / referencia

    Cotas que definem os movimentos dos eixos para posicionar o furo

    Define a cota do plano de referncia

    Define a profundidade total do furo

    Define o passo da furao no eixo Z

    Define at que distancia o passo do furo anterior se movimentar em rpido (G00), e a sua aproximao

    pea, para realizar outro passo da furao.

  • G82.. CICLO FIXO DE FURAO COM TEMPORIZAO. Este ciclo realiza um furo no ponto indicado at alcanar a cota final programada. Permite programar uma temporizao no fundo do furo. Esta obrigatria, em centsimos de segundo. A estrutura bsica do bloco a seguinte: * G82 G98/G99 XY Z I K G83.. CICLO FIXO DE FURAO PROFUNDA C/ PASSO CONSTANTE. Este ciclo realiza sucessivos passos de furao at alcanar a cota final programada. A ferramenta retrocede ao plano de referncia aps cada passo de furao. A estrutura bsica do bloco a seguinte: * G83 G98/G99 XY Z I J G84.. CICLO FIXO DE ROSCAGEM COM MACHO (RGIDO). Este ciclo realiza uma roscagem no ponto indicado at alcanar a cota final programada. Permite programar uma temporizao antes de cada inverso do macho, no fundo da rosca. A estrutura bsica do bloco a seguinte: * G84 G98/G99 XY Z I K R

    Define o tempo de espera, em centsimas de segundo, no fundo do furo, antes do retrocesso.

    Esta definio obrigatria

    Define o nmero de passos em que se realiza o furo. pode-se programar um valor de

    1 a 9999.

    Define o tempo de espera, em centsimas de segundo, no fundo da rosca, antes da inverso do

    macho para o retrocesso.

    Define a profundidade do furo no eixo Z

    Define o valor de cada passo de furao no eixo Z

    Define a profundidade da rosca no eixo Z

    Define a cota do plano de referncia no eixo Z

    Define a cota do plano de referncia no eixo Z

    Define a cota do plano de referncia no eixo Z

    Ciclo fixo de furao simples

    Ciclo fixo de furao profunda com passo

    constante

    Ciclo fixo de roscagem

    Retrocesso da ferramenta ao plano de partida / referencia

    Retrocesso da ferramenta ao plano de partida / referencia

    Retrocesso da ferramenta ao plano de partida / referencia

    Define o movimento dos eixos para posicionar o furo

    Define o movimento dos eixos para posicionar o furo

    Define o movimento dos eixos para posicionar a roscagem

    Define o tipo de roscagem: R0=roscagem normal R1=roscagem rgida

  • Para a roscagem rgida a rvore da mquina deve de estar equipada com motor-regulador e encoder. G85.. CICLO FIXO DE ESCARIADO. Este ciclo realiza um escariado no ponto indicado at alcanar a cota final programada. Permite programar uma temporizao no fundo do escariado. A estrutura bsica do bloco a seguinte: * G85 G98/G99 XY Z I K G86.. CICLO FIXO DE MANDRILADO COM RETROCESSO EM G00. Este ciclo realiza um mandrilado no ponto indicado at alcanar a cota final programada. Permite programar uma temporizao no fundo do furo. A estrutura bsica do bloco a seguinte: * G86 G98/G99 XY Z I K G87.. CICLO FIXO DE CAIXAS RECTANGULARES. Este ciclo realiza uma caixa rectangular ou quadrada no ponto indicado at alcanar a cota final

    programada. Permite programar alm das passagens e avanos de desbaste, uma ltima passagem e avano de

    acabamento. O CNC aplica automaticamente entradas e sadas tangenciais para garantir o bom acabamento das

    caixas.

    Define o tempo de espera, em centsimas de segundo, depois do escariado, e antes do

    retrocesso.

    Define o tempo de espera, em centsimas de segundo, no fundo do furo, antes do retrocesso.

    Define a profundidade do escariado em Z

    Define a profundidade do mandrilado no eixo Z

    Define a cota do plano de referncia no eixo Z

    Define a cota do plano de referncia no eixo Z

    Ciclo fixo de escariado

    Ciclo fixo de mandrilado

    Retrocesso da ferramenta ao plano de partida / referencia

    Retrocesso da ferramenta ao plano de partida / referencia

    Define o movimento dos eixos para posicionar o escariado

    Define o movimento dos eixos para posicionar o mandrilado

  • A estrutura bsica do bloco a seguinte: * G87 G98/G99 XY Z I J K B C D H L G88.. CICLO FIXO DE CAIXAS CIRCULARES. Este ciclo realiza uma caixa circular no ponto indicado at alcanar a cota final programada. Permite programar alm das passagens e avanos de desbaste, uma ltima passagem e avano de

    acabamento. O CNC aplica automaticamente entradas e sadas tangenciais para garantir o bom acabamento das

    caixas. A estrutura bsica do bloco a seguinte: * G88 G98/G99 XY Z I J B C D H L

    Ciclo fixo de caixas

    rectangulares

    Ciclo fixo de caixas circulares

    Retrocesso da ferramenta ao plano de partida / referencia

    Retrocesso da ferramenta ao plano de partida /

    referencia

    Define o movimento dos eixos para posicionar o furo

    Define o movimento dos eixos para posicionar o furo

    Define a cota do plano de referncia no eixo Z

    Define a cota do plano de referncia no eixo Z

    Define a profundidade da caixa

    Define a profundidade da caixa

    Define metade do comprimento da caixa em X. o sinal (+ -) define o sentido do mecanizado

    Define metade do dimetro (raio) da caixa. O sinal (+ -) define o sentido do mecanizado

    Define metade da largura da caixa em Y.

    Define o valor da passagem de acabamento

    Define o valor da passagem de acabamento

    Avano para a passagem de acabamento

    Avano para a passagem de acabamento

    Define a distncia do ponto de referncia at

    superfcie da pea

    Define a distncia do ponto de referncia at superfcie da pea

    Define a passagem no plano principal (75% do dimetro)

    Define a passagem no plano principal (75% do dimetro)

    Define o incremento em Z. + = Passagem sempre igual - = Passagem progressiva

    Define o incremento em Z. + = Passagem sempre igual - = Passagem progressiva

  • G89.. CICLO FIXO DE MANDRILADO COM RETROCESSO EM G01. Este ciclo realiza um mandrilado no ponto indicado at alcanar a cota final programada. Permite programar uma temporizao no fundo do furo. A estrutura bsica do bloco a seguinte: * G89 G98/G99 XY Z I K G66.. CICLO FIXO DE CAIXAS IRREGULARES COM ILHAS. Uma caixa com ilhas composta de um perfil exterior ou caixa, e de uma srie de perfis interiores ou

    ilhas. O perfil exterior que limita a rea a mecanizar, definido por elementos geomtricos simples (arcos, e

    segmentos rectos). As ilhas tambm so definidas por elementos geomtricos simples, estas limitam a rea no

    mecanizvel. O ciclo G66 dispe das seguintes operaes para realizar a mecanizao de uma caixa irregular com

    ilhas ou sem ilhas.

    Operao de furao. opcional e permite seleccionar um dos ciclos fixos de furao (G81, G82,etc.) Para executar o furo para a entrada inicial da ferramenta.

    CNC depois de analisar a geometria da caixa com ilhas, calcular as cotas do ponto em que deve realizar

    o furo para a entrada da ferramenta.

    Define o tempo de espera, em centsimas de segundo, no fundo do furo, antes do retrocesso.

    Define a profundidade do mandrilado no eixo Z

    Define a cota do plano de referncia no eixo Z

    Ciclo fixo de mandrilado

    Retrocesso da ferramenta ao plano de partida / referencia

    Define o movimento dos eixos para posicionar o mandrilado

  • Operao de desbaste. opcional, e para a sua definio dispomos da funo G67. Esta funo permite definir, entre outros, a passagem e o ngulo da fresagem, assim como a profundidade de cada passagem e a profundidade total da caixa.

    Operao de acabamento. opcional, e para a sua definio dispomos da funo G68. Esta

    funo permite definir entre outros, a sobre-espessura ou demasia para acabamento, assim como a profundidade para cada passagem de acabamento.

    A funo G66 no modal, portanto dever ser programada sempre que se queira executar uma caixa

    irregular com ilhas. No bloco em que se define um ciclo de caixa com ilhas no se pode programar mais nenhuma funo, a

    sua estrutura a seguinte: * G66 D R F S E Exemplo da programao de um ciclo fixo de caixas com ilhas N10 G0 G90 X10 Y20 Z8 F500 T1 D2 M3 ; posicionamento inicial N20 G66 D50 R60 F70 S80 E90 ; definio do ciclo de caixas c/ ilhas N30 M30 ....................... N50 G81 ............... ; define operao de furao N60 G67 ............... ; define operao de desbaste N70 G68 ............... ; define operao de acabamento N80 X150 Y50 Z4 ....... ; define o incio da geometria ....................... ....................... ....................... N90 G2 G6 X300 Y50 I150 J0 ; define o fim da geometria OPERAO DE FURAO G69, G81, G82, G83 Esta operao opcional e para que o CNC a execute necessrio que tambm se tenha programado a

    operao de desbaste. Utiliza-se, principalmente, quando a ferramenta programada na operao de desbaste no corta no eixo

    vertical, mediante esta operao possvel o acesso da ferramenta superfcie a desbastar.

    Define o nmero do bloco em que acaba a descrio geomtrica

    dos perfis que compem a pea.

    Define o nmero do bloco em que se inicia a descrio geomtrica dos perfis

    que compem a pea.

    Define o nmero do bloco em que est definida a operao de acabamento.

    Ciclo de caixas irregulares com

    ilhas

    Define o nmero do bloco em que se encontra

    programada a operao de furao

    Define o nmero do bloco em que est definida a operao de desbaste.

  • Programa-se num bloco, que necessariamente ter nmero de etiqueta, com o objectivo de indicar ao ciclo fixo o bloco onde est definida a operao de furao.

    Para esta operao pode-se seleccionar qualquer ciclo fixo de furao, como por exemplo:

    G69 ciclo fixo de furao profunda com passo varivel

    G81 ciclo fixo de furao simples

    G82 ciclo fixo de furao com temporizao

    G83 ciclo fixo de furao profunda com passo constante

    Num bloco deste tipo, unicamente se programa os parmetros de definio do ciclo, sem definir o

    posicionamento, este ser calculado pelo ciclo G66, em funo do perfil da caixa e do ngulo de fresagem a executar.

    OPERAO DE DESBASTE G67 Esta a operao principal para fresar uma caixa com ilhas, embora a sua programao seja opcional.

    Esta operao executa-se mantendo o trabalho em aresta viva (G7) ou em aresta morta (G5), conforme

    o que se encontrar seleccionado. No obstante, o ciclo fixo atribuir o formato G07 aos movimentos

    necessrios.

    Programa-se num bloco, que necessariamente ter nmero de etiqueta, com o objectivo de indicar ao

    ciclo fixo o bloco onde est definida a operao de desbaste.

    A estrutura bsica do bloco a seguinte:

    * G67 A B C I R K F S T

    Ciclo fixo de desbaste

    Define o ngulo que forma a trajectria do desbaste

    Define o incremento do desbaste em Z.

    Define a passagem no plano Standard = 75% do dimetro da fresa

    Define a ferramenta com que se realiza o desbaste

    Define o tipo de interseco 0 = Bsica 1 = avanada

    O normal, a bsica

    Define a cota do plano de referncia.

    Define a profundidade da caixa. obrigatrio programar.

  • OPERAO DE ACABAMENTO G68

    Esta a ltima operao que se pode executar na mecanizao de caixas com ilhas, sendo opcional a

    sua programao.

    Programa-se num bloco, que necessariamente ter nmero de etiqueta, com o objectivo de indicar ao

    ciclo fixo o bloco onde est definida a operao de acabamento.

    A estrutura bsica do bloco a seguinte:

    * G68 B L Q I R K F S T EXEMPLO DA PROGRAMAO DO CICLO DE CAIXA COM ILHAS, G66

    Ciclo fixo de acabamento

    Define o incremento do desbaste em Z.

    Define o valor da passagem de

    acabamento

    Define o sentido da passagem de acabamento.

    1 = Mesmo sentido do desbaste 0 = Sentido contrario do desbaste

    Define a ferramenta com que se realiza o desbaste

    Define o tipo de interseco 0 = Bsica 1 = Avanada

    O normal, a bsica

    Define a cota do plano de referncia.

    Define a profundidade da caixa. obrigatrio programar.

    40 R10

    80

    R8

    R12

    45

    8 12

    15

    15 90

    X45 Y55

    R10

    X+

    Y+

    INICIO

  • Profundidade da caixa = 15 P 000147 G00 G17 G90 X0 Y0 Z50 M3 G66 D10 R20 F30 S40 E50 ; descrio do ciclo G00 G90 X0 Y0 Z50 M30 N10 G81 G98 Z5 I-15 F150 S1000 T1 D1 ; furao N20 G67 A45 B5 C7 I-15 R2 K0 F300 T1 D1 ; desbaste N30 G68 B5 L1.2 Q0 F140 S2000 T1 D1 ; acabamento N40 X-40 Y70 Z2 ; incio do contorno G1 Y12 G3 X-28Y0 R12 G1 Y-8 G36R8 X90 Y-8 G1 Y80 X10 G3 X0 Y70 R10 G1 X-40 G0 X35 Y55 G2 X35 Y55 I10 J0 G0 X15 Y12 G1 X60 Y4 X15 N50 Y12 ; fim do contorno LINGUAGEM DE ALTO NVEL

    SENTENAS DE CONTROLO DOS PROGRAMAS As sentenas de controlo que dispe a programao em linguagem de alto nvel, podem-se agrupar

    como;

    Sentenas de atribuio Sentenas de visualizao Sentenas de habilitao / desabilitao Sentenas de controlo de fluxo Sentenas de sub-rutinas Sentenas para gerar programas Sentenas de personalizao

    Programa-se uma nica sentena em cada bloco, no se permite programar mais nada nesse mesmo

    bloco. SENTENAS DE ATRIBUIO o tipo de sentena mais simples e pode definir-se como: (DESTINO = EXPRESSO ARITMTICA) Como destino pode-se seleccionar um parmetro local ou global ou tambm uma varivel de leitura ou

    de escrita. A expresso aritmtica pode ser complexa, ou uma simples constante numrica

    (P102 = FZLOY) (ORGY55 = (ORGY 54 + P100)) (P101 = 123.5)

  • No caso particular de se realizar uma atribuio a um parmetro local, utilizando o seu nome, e sendo a

    expresso aritmtica uma constante numrica, a sentena pode-se abreviar da seguinte forma:

    (P0 = 13.7) => (A = 13.7) => (A13.7) Num nico bloco pode-se realizar at 26 atribuies para destinos distintos, interpretando-se como uma

    nica atribuio, o conjunto de atribuies realizadas para o mesmo destino. (P1=P1+P2,P1=P1+P3,P1=P1*P4,P1=P1/P5) => => (P1=(P1+P2+P3)*P4/P5). As diferentes atribuies que se realizam no mesmo bloco separam-se com vrgulas ,. SENTENAS DE VISUALIZAO (ERROR N. INTEIRO, TEXTO DE ERRO) Esta sentena detm a execuo do programa e visualiza o erro indicado, podendo-se seleccionar o dito

    erro da seguinte forma:

    (ERROR N. inteiro). Visualiza o nmero do erro indicado, e o texto associado ao erro, segundo o cdigo de erros do CNC.

    (ERROR N. inteiro, texto de erro). Visualiza o nmero e o texto do erro indicado, deve-se

    escrever o texto entre comas.

    (ERROR texto de erro). Visualiza unicamente o texto do erro indicado. O nmero de erro pode ser definido mediante uma constante numrica ou mediante um parmetro.

    Quando se utiliza um parmetro local deve-se utilizar a forma numrica de P0 a P25. Exemplos de programao:

    (ERROR 5)

    (ERROR P100)

    (ERROR ERRO DO UTILIZADOR)

    (ERROR 3, ERRO DO UTILIZADOR)

    (ERROR P120, ERRO DO UTILIZADOR)

    (MSG MENSAGEM) Esta sentena visualiza a mensagens indicada entre comas. No monitor do CNC, aparece uma zona para visualizar as mensagens do DNC e do programa do

    utilizador. Visualiza-se sempre a ltima mensagens recebida, independentemente da sua procedncia.

    Exemplo: (MSG VERIFICAR FERRAMENTA)

  • SENTENAS DE HABILITAO / DESABILITAO (ESBLK E DSBLK) A partir da execuo da sentena ESBLK, o CNC executa todos os blocos que vem a seguir, como se

    fossem um nico bloco. Este tratamento de bloco nico, mantm-se activo at que se anule mediante a execuo da sentena

    DSBLK. Desta maneira, se executarmos o programa em modo bloco a bloco o grupo de blocos que se

    encontrar entre as sentenas ESBLK e DSBLK executam-se em ciclo contnuo, o que quer dizer que no pra a execuo ao terminar um bloco, mas executa todos como se fossem um nico bloco.

    EXEMPLO:

    G01 X10 Y10 F500 T1 D6 (ESBLK) ; incio do bloco nico G02 X20 Y20 I20 J-10 G01 X40 Y20 G01 X40 Y40 F120 G01 X20 Y40 F200 (DSBLK) ; anulao do bloco nico G01 X10 Y10 M30 (ESTOP E DSTOP) A partir da execuo da sentena DSTOP, o CNC desabilita a tecla de STOP, assim como o sinal de

    STOP, proveniente do PLC. Esta desabilitao permanece activa at que volte a ser habilitada mediante a sentena ESTOP. (EFHOLD E DFHOLD) A partir da execuo da sentena DFHOLD, o CNC desabilita a entrada de FEED-HOLD, proveniente do

    PLC. Esta desabilitao permanece activa at que volte a ser habilitada mediante a sentena EFHOLD.

    SENTENAS DE CONTROLO DE FLUXO (GOTO N(EXPRESSO)) A sentena GOTO provoca um salto dentro do mesmo programa, ao bloco definido mediante a etiqueta

    N (expresso). A execuo do programa continuar depois do salto, a partir do bloco indicado. A etiqueta do salto pode ser direccionada mediante um nmero ou mediante qualquer expresso que

    tenha como resultado um nmero.

    EXEMPLO: G00 X0 Y0 Z0 T4 D6

  • X10 (GOTO N22) ; sentena de salto X15 Y20 ; no se executa N22 G01 X30 Y40 ; executa-se a partir deste bloco G02 X20 Y40 I-5 J-5 ................. (RPT N (EXPRESSO), N (EXPRESSO)) A sentena RPT executa dentro do mesmo programa, a parte do programa existente entre os blocos

    definidos mediante as etiquetas N (EXPRESSO). A execuo do programa continuar depois do salto, a partir do bloco indicado. A etiqueta do salto pode ser direccionada mediante um nmero ou mediante qualquer expresso que

    tenha como resultado um nmero. A parte do programa seleccionado mediante as duas etiquetas deve pertencer ao mesmo programa,

    definindo-se primeiro o bloco inicial e logo a seguir o bloco final. A execuo do programa continuar no bloco seguinte ao que se programou na sentena RPT, uma vez

    executada a parte seleccionada do programa. Exemplo:

    N10 G00 X10 Z20 G00 Z0 N20 X0 N30 (RPT N10, N20) N3 N40 G01 X20 M30 Ao chegar ao bloco N30, o programa executar 3 vezes a seco N10 - N20. Uma vez finalizada,

    continuar a execuo no bloco N40. (IF CONDIO ELSE ) Esta sentena analisa a condio dada, que dever ser uma expresso relacional. Se a condio for

    certa (resultado igual a um), executa-se a , e no caso contrrio (resultado igual a zero) executa-se a .

    * Exemplo:

    (IF (P8 EQ 12.8) CALL 3 ELSE PCALL 5,A2,B5,D8) SE P8 = 12.8 executa-se a sentena (CALL 3) SE P8 12.8 executa-se a sentena (PCALL 5,A2,B5,D8) A SENTENA PODE CARECER DA PARTE ELSE, BASTAR PROGRAMAR IF CONDIO

    . Exemplo: (IF (P8 EQ 12.8) CALL 3) Tanto como podem ser expresses ou sentenas, com excepo das

    sentenas IF e SUB. Devido a que num bloco de alto nvel os parmetros locais podem ser denominados mediante letras,

    podem-se obter expresses deste tipo: (IF (E EQ 10) M10)

  • Se se cumpre a condio de que o parmetro P5 tenha o valor 10, no se executar a funo auxiliar

    M10, j que um bloco de alto nvel no pode dispor de comandos de cdigo ISO. Neste caso M10

    representa a atribuio do valor 10 ao parmetro P12, o mesmo que programar:

    (IF (E EQ 10) M10 ou (IF (P5 EQ 10) P12=10)

    SENTENAS DE SUB-RUTINAS Chama-se sub-rutina a uma parte de um programa que, convenientemente identificada, pode ser

    chamada desde qualquer posio de um programa para, ser executada. Uma sub-rutina pode estar armazenada na memria do CNC como um programa independente ou como

    parte de um programa, e pode ser chamada uma ou vrias vezes, desde diferentes posies de um programa ou desde diferentes programas.

    (SUB NINTEIRO) A sentena SUB define como sub-rutina o conjunto de blocos de programa que se encontrem

    programados a seguir a este bloco, identificando a dita sub-rutina mediante um nmero inteiro, compreendido entre 0 e 9999.

    Na memria do CNC no pode existir duas sub-rutinas com o mesmo nmero de identificao, mesmo

    que pertenam a programas diferentes. (RET) A sentena RET indica que a sub-rutina que se definiu mediante a sentena SUB, terminou nesse bloco. Exemplo: (SUB 10) ; definio da sub-rutina G91 G01 XP0 F120 YP1 X-P0 Y-P1 (RET) ; fim da sub-rutina (CALL (EXPRESSO)) A sentena CALL realiza uma chamada da sub-rutina indicada mediante um nmero inteiro ou mediante

    qualquer expresso que tenha como resultado um nmero. Dado que de um programa principal, se pode chamar uma sub-rutina, e de esta uma segunda, e da

    segunda uma terceira, etc.., o CNC limita estas chamadas, at um mximo de 15 nveis de implicao, podendo-se repetir cada um dos nveis 9999 vezes.

    (PCALL (EXPRESSO),(SENTENA DE ATRIBUIO)........) A sentena PCALL realiza uma chamada sub-rutina indicada mediante um nmero ou mediante

    qualquer expresso que tenha como resultado um nmero. E ainda permite inicializar at um mximo de 26 parmetros locais da dita sub-rutina.

    Estes parmetros locais inicializam-se mediante as sentenas de atribuio.

    Exemplo: (PCALL 52,A3,B5,C4,P10=20) Neste caso, alm de gerar um novo nvel de implicao de sub-rutinas, gera-se um novo nvel de

    implicao de parmetros locais, existindo um mximo de 6 nveis de implicao de parmetros locais, dentro dos 15 nveis de implicao de sub-rutinas.

  • Tanto o programa principal, como cada sub-rutina que se encontre num nvel de implicao de

    parmetros, dispe de 26 parmetros locais (P0 a P25). (MCALL (EXPRESSO),(SENTENA DE ATRIBUIO)........) Por meio da sentena MCALL, qualquer sub-rutina definida pelo utilizador (SUB N INTEIRO) adquire a

    categoria de ciclo fixo. A execuo desta sentena igual sentena PCALL, mas a chamada modal, o que quer dizer que,

    se a seguir a este bloco programamos outro com movimento de eixos, depois do dito movimento, executa-se a sub-rutina indicada e com os mesmos parmetros de chamada.

    Se est seleccionada uma sub-rutina modal e se executa um bloco de movimento com nmero de

    repeties, por exemplo X10 N3, o CNC executa uma nica vez o movimento X10, e depois a sub-rutina modal, tantas vezes como indique o nmero de repeties.

    No caso de se seleccionar repetio de bloco, a primeira execuo da sub-rutina modal, realiza-se com

    os parmetros de chamada actualizados, mas no, no resto das repeties, que se executaro com os valores que tenham nesse momento.

    Se est seleccionada uma sub-rutina como modal, e se executa um bloco que tenha a sentena MCALL,

    a sub-rutina actual perder a sua modalidade e a nova sub-rutina seleccionada se converte em sub-rutina modal.

    OPERADORES ARITMTICOS

    SINAL + Adio, soma P1=3+4 -> P1=7

    SINAL - Subtraco P2=5-2 -> P2=3

    ASTERISCO * Multiplicao P3=2*3 -> P3=6

    BARRA / Diviso P4=9/2 -> P4=4.5

    OPERADORES RELACIONAIS

    EQ Igual

    NE Distinto

    GT Maior que

    GE Maior ou igual que

    LT Menor que

    LE Menor ou igual que

    FUNES TRIGONOMTRICAS

    SIN Seno P1=SEN 30 ->P1=0.5

    COS Co-seno P2=COS 30 ->P2=0.8660

  • TAN Tangente P3=TAN 30 ->P3=0.5773

    ASIN Arco seno P4=ASIN 1 ->P4=90

    ACOS Arco co-seno P5=ACOS 1 ->P5=0

    ATAN Arco tangente P6=ATAN 1 ->P6=45

    ABS Valor absoluto P1=ABS -8 ->P1=8

    LOG Logaritmo decimal P2=LOG 100 ->P2=2

    SQRT Raiz quadrada P3=SQRT 16 ->P3=4

    ROUND Arredonda para nmero inteiro P4=ROUND 5.9 ->P4=6

    FIX Parte inteira P5=FIX 5.423 ->P5=5

    FUP

    Se nmero inteiro, fica com valor de parte inteira. Se no nmero inteiro, fica com o valor inteiro mais um.

    P6=FUP 7 ->P6=7 P6=FUP 5.423 ->P6=6

    EXPRESSES DE LINGUAGEM DE ALTO NVEL

    ERROR Visualizao de um texto de erro e paragem do programa

    MSG Visualizao de uma mensagem para o operador

    ESBLK Habilitao de bloco nico

    DSBLK Anulao de bloco nico

    ESTOP Habilitao de Stop

    DSTOP Inibio de Stop

    EFHOLP Habilitao do FEED-HOLD

    DFHOLD Inibio do FEED-HOLD

    GOTO Salto a um bloco ou uma etiqueta

    RPT Repetio de blocos do programa

    SUB Identificao de uma sub-rutina

    RET Fim de uma sub-rutina

    CALL Chamada de uma sub-rutina

    PCALL Chamada de uma sub-rutina paramtrica

    MCALL Chamada modal de uma sub-rutina

  • MDOFF Desactivao da sub-rutina modal

    IF, ELSE Execuo condicional (comparao)

    OPEN Abertura de um programa

    WRITE Criao de blocos do programa

    Exemplos da programao de linguagem de alto nvel

    %ELIPSE, MX, ;LINGUAGEM DE ALTO NVEL ;8050 MG (000120.PIM) ;PROGRAMAO EM PARAMTRICAS DO CONTORNO DE UMA ELIPSE N010 (P0=5) ; incremento angular N020 (P1=0) ; ponto de partida (0 graus) N030 (P2=40) ; raio maior no eixo Y N040 (P3=20) ; raio maior no eixo X N050 G90 G5 G17 G40 F950 S1200 D1 M3 M8 N060 G0 X120 Y-10 N070 Z-5 N080 (P4=SIN P1) N090 (P5=COS P1) N100 (P6=P4*P2) N110 (P7=P5*P3) N120 G1 G90 G42 XP7 YP6 N130 (P1=P1+P0) N140 (IF(P1 LT 360.1)GOTO N80) N150 G0 Z20 N160 X-100 Y100 N170 M30

  • %CAIXA INCLINADA, MX,

    ; 8050 MG (000100.PIM)

    ; LINGUAGEM DE ALTO NVEL

    ; PROGRAMA EM PARAMTRICAS PARA FRESAR UMA CAIXA COM INCLINAO

    ; COM ESQUINAS IGUAIS AO RAIO DA FERRAMENTA

    N020 (P1=45) ; cota de X, metade do comprimento da caixa N030 (P2=25) ; cota de Y, metade da largura da caixa N060 (P3=20) ; ngulo de inclinao da caixa N070 (P4=11.5) ; profundidade da caixa N090 (P5=0) ; Z=0 N100 (P6=10) ; raio para entrada e sada da ferramenta N110 (P7=1.15) ; incremento para o acabamento da caixa N105 (P10=2) ; incremento para o desbaste da caixa N120 (P8=P2-((TAN P3)*P4)) N130 (P9=P1-((TAN P3)*P4)) N140 G0G87G98X0Y0Z2I-P4JP9KP8BP10C8D2H300L0.2F950S1200D1M3M8 N150 G80 N160 G0 Z20 N210 G0 X0 Y0 N220 G0 ZP5 N230 G1 Z-P5 N240 G41 G90 G1 G37 RP6 YP2 N250 G1 X-P1 N260 Y-P2 N270 XP1 N280 YP2 N290 G38 RP6 X0 N300 G40 G0 X0 Y0 N310 (P1=P1-(TAN P3)*P7) N320 (P2=P2-(TAN P3)*P7) N330 (P5=P5+P7) N340 (IF(P4 GE P5)GOTO N230) N345 (RPT N230,N300) N350 G0 G90 Z20 N360 X-100 Y100 N370 M30