Fale! 87 _ ampliada

of 60/60
JANEIRO 2012 | Fale! 1 ESPECIAL _ A REVOLUÇÃO NAS REDES SOCIAIS Revista de informação ANO X — Nº 87 OMNI EDITORA www.revistafale.com.br 9 7715199 5309 ISSN 1519-9533 OMNI EDITORA > R$ 12,00 0087 Nesta entrevista, o presidente do PTC no Ceará faz duras críticas à admimnistração municipal, diz que não é candidato à reeleição e que coloca seu nome à disposição da cidade de Fortaleza na corrida pela Prefeitura em 2012 POR QUE ELE QUER SER P REFEITO? MARCELO MENDES
  • date post

    16-Mar-2016
  • Category

    Documents

  • view

    259
  • download

    5

Embed Size (px)

description

Revista de Informação

Transcript of Fale! 87 _ ampliada

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 1

    ESPECIAL _ A REVOLUO NAS REDES SOCIAISRevista de informaoANO X N 87OMNI EDITORAwww.revistafale.com.br

    97715199

    5309

    ISSN 1519-9533 OMNI EDITORA >

    R$ 12,00

    0087

    Nesta entrevista, o presidente do PTC no Cear faz duras crticas admimnistrao municipal, diz que no candidato reeleio e que coloca seu nome disposio da cidade de Fortaleza na corrida pela Prefeitura em 2012

    POR QUE ELE QUER SER PREFEITO?

    M ARCELO MENDE S

  • 2 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 3

    O Livro do Ano um documento valioso sobre Economia, Poltica, Cear, Tecnologia, Meio Ambiente, Cultura, Cronologia e muito mais.

    384 pginas de Informao em grande formato. E tudo com a qualidade Omni Editora.

    www.omnieditora.com.br(85) 3247.6101e-mail: [email protected]

    O Omni Editora edita tambm as revistas Fale! n Luxury. n CEAR POCKET GUIDEwww.revistafale.com.br www.luxurymag.com.br

    PEA SEU

    EXEMPLAR

    NA OMNI.

    O LIVRO DO ANO _ OMNI EDITORA _ CASA COR.indd 1 26/9/2011 12:14:59

  • 4 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    R E V I S T A D E I N F O R M A O

    EDITOR&PUBLISHER LUS-SRGIO SANTOS

    EDITOR ASSOCIADO Lus Carlos Martins EDITOR DE ARTE Jon Romano REDAO Juliana Dias, Larissa Sousa COLABORADORES Fernando Maia, Roberto Martins Rodrigues e Roberto Costa

    ARTE Larissa Sousa, Jon Romano, Diego Sombra

    JURDICO Mauro Sales BRASLIA (61) 8188.8873SO PAULO (11) 6497.0424

    IMAGEM Agncia Brasil, AE, Reuters REDAO E PUBLICIDADE Omni Editora Associados Ltda. Rua Joaquim S, 746 n Fones: (85) 3247.6101 n CEP 60.130-050, Aldeota, Fortaleza, Cear n e-mail: [email protected]

    com.br n home-page: www.revistafale.com.br Fale! publicada pela Omni Editora Associados Ltda. Preo da assinatura anual no Brasil (12 edies): R$ 86,00 ou o preo com desconto anunciado em promoo.

    Exemplar em venda avulsa: R$ 12,00, exceto em promoo com preo menor. Nmeros anteriores podem ser solicitados pelo correio ou fax. Reprintes podem ser adquiridos pelo telefone (85) 3247.6101. Os artigos

    assinados no refletem necessariamente o pensamento da revista. Fale! no se responsabiliza pela devoluo de matrias editoriais no solicitadas. Sugestes e comentrios sobre o contedo editorial de

    Fale! podem ser feitos por fax, telefone ou e-mail. Cartas e mensagens devem trazer o nome e endereo do autor. Fale! marca registrada da Omni Editora Associados Ltda. Fale! marca registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Copyright 2012 Omni Editora Associados Ltda. Todos os direitos

    reservados. IMPRESSO Celigrfica n Impresso no Brasil/Printed in Brazil. Fale! is published monthly by Omni Editora Associados Ltda. A yearly subscription abroad costs US$ 99,00. To subscribe call

    (55+85) 3247.6101 or by e-mail: [email protected]

    A Omni Editora no autoriza ningum a falar em seu nome para angariar convites, presentes, emprstimos, permutas, benefcios de qualquer ordem. Qualquer relao comercial s ter validade sob

    contrato formal com a Omni atravs de sua diretoria.

    TIRAGEM DESTA EDIO: 10.400 EXEMPLARES

    DIRETOR EDITOR LUS-SRGIO SANTOS

    ISSN 1519-9533

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 5

    EM CENA. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimnia de Natal com servidores do Palcio do Planalto, Cantata de Natal, com apresentao do Coral da UNB, em Braslia, DF em 16 dedezembro de 2011

    CAPA: JARBAS OLIVEIRA

    ELEIES 2012. Marcelo Mendes vai luta como pr-candidato Prefeitura de Fortaleza. O vereador e presidente do PTC no Cear conta como prope resolver os problemas da cidade caso seja eleito e mostra como prope recontruir a cidade PGINA5 .CULT. O Rappa est de voltaAps dois anos de recesso O Rappa volta aos shows. O repertrio da banda continua com o dvd gravado em 2009 na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, meses antes da banda se afastar dos palcos. PGINA21 .NEGCIOS. Conhea a Priscila Eventos, uma das maiores empresas de organizaes de eventos do Cear. Atuando h mais de 20 anos no mercado, Priscila Eventos realiza eventos de pequeno, mdio e grande porte. PGINA22.

    TalkingHeads, 6 Online, 8 Poltica, 10Economia, 22 Especial,24

    REPORTAGEM E S P E C I A L

    REDES SOCIAIS. A exploso das redes sociais no mundo ganhou uma festa com avatares em forma humana no Brasil. A festa reuniu cerca de 1500 convidados no bosque do Marina Park Hotel, o V Tweetfor consolida-se como um dos maiores eventos de redes sociais do pas. Confira a cobertura completa da festa.PGINA24.

    Nova forma de fazer poltica uma busca permanente.

    MARINA SILVA, defendendo uma ruptura com o formato tradicional da poltica em especial em relao formao de grandes blocos partidrios que fazem do Executivo refm

    Este Johannes Gutenberg. O que Bill Gates tem a ver com ele? PGINA29.

  • 6 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    Eu recebi com muita alegria a notcia de que tudo correu bem na sua cirurgia. Tenho certeza de que estamos juntos e que, em breve, vamos nos reencontrar,

    ambos com sade. LULA, ex- presidente do Brasil em mensagem

    presidente da Argentina, Cristina Kirchner, operada para remover um tumor da tireoide

    Independentemente de problemas, vamos oferecer uma segurana pblica que a populao e os turistas merecem, para consagrar o Rveillon de Fortaleza como a melhor festa do Brasil.

    LUIZIANNE LINS, prefeita de Fortaleza sobre o Rveillon da cidade

    No houve nada. O pessoal ficou com medo e comeou a fechar as lojas, foi apenas tumulto.

    JOO MAIA SANTOS JNIOR, presidente da Associao dos Empresrios do Centro de Fortaleza sobre o dia que a cidade parou sob boato de arrastes, em 3 de janeiro de 2012, durante a greve da Polcia Militar

    Um surto de cocana que lembra aquele que devastou cidades dos EUA nos anos 1980 comea a tomar conta desta nao sul-americana [o Brasil], medida que traficantes com dificuldade de vender dentro dos EUA esto desbravando mercados em outros lugares.

    JOHN LYONS, reprter do Wall Street Journal em uma reportagem com o ttulo Mercado emergente do Brasil: o crack, com chamada de pimeira pgina

    Eu fui muito feliz [no Jornal

    Nacional] e, o melhor, eu sabia. Eu s posso agradecer, muito, pelo

    carinho com que os telespectadores sempre me recebem por onde quer que eu

    passe. A torcida para que a minha vida pessoal e profissional d certo. Eu sinto isso nos

    olhares, nos sorrisos, nos abraos e beijos que ganho pelas ruas. FTIMA BERNARDES, ex-apresentadora do

    Jornal Nacional, da Rede Globo, sobre a sua sada

    O Brasil ilustra uma tendncia global. JOHN LYONS, do WSJ

    6 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    FOTO ABR_ ROBERTO MOREIRA

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 7

    Sempre estive acima da mdia em redao. Parece que ningum leu o texto.

    GABRIEL ZAVERUCHA, Estudante do Rio de Janeiro que conseguiu na Justia o direito de ter acesso s suas redaes do Exame Nacional do Ensino Mdio (Enem) corrigidas.

    Ao contrrio do que esto falando sobre mim, eu amo os animais, cometi um erro, eu sei, admito, s que ningum parou pra analisar o porque de eu ter feito aquilo, eu sei que errei, porm tive meus motivos, no devo desculpa nigum, somento a minha cachorra que morreu, e lamento no poder me desculpar com ela.

    CAMILA Correia de Moura, acusada de espantar seu cachorro da raa Yorshire at a morte na frente da sua filha de trs anos

    O que estimulante a compreenso clara de que a cidade de Fortaleza perdeu oito anos, oito grandes oportunidades de avanar. Sei que possvel, com boa gesto e competncia, compensar o tempo perdido.

    MARCELO MENDES, vereador e candidato Prefeitura de Fortaleza

    S E O

    O twitter ta virando vaso sanitrio... muita merda twittando. (Oimacacos)-nordestinos-piauienses-cearenses... , saindo aqui, bjs.

    SOPHIA FERNANDES, gacha, 18 anos, acusada pela OAB- PE pelo crime de racismo no Twitter contra os nordestinos (xenofobismo). Pelo endereo @SophiaOfDreams

    Cad as notcias de Fortaleza? J que l terra do humor, os palhaos deveriam virar correspondentes de guerra.

    MARCELO TAS, no programa CQC da Band sobre a greve dos policias militares em Fortaleza. Pelo endereo @MarceloTas

    FOTO ABR_ ROBERTO MOREIRA

    J so 12 mil homens parados no estado. Cerca de 5 mil pessoas j passaram no quartel da 6 Companhia do 5 Batalho, onde os PMs montaram acampamento desde o incio da greve.

    WAGNER SOUSA, presidente da Associao dos Profissionais de Segurana Pblica do Cear Aprospec sobre a greve de policiais militares e bombeiros

    No acreditem que um regime foi deposto e que um outro foi imposto com a ajuda dos ataques areos e martimos. difcil depor o regime porque representa milhes de lbios.

    MUAMMAR KADHAFI, ex-lder lbio em mensagem transmitida a uma rede de televiso sria sobre os embates entre a oposio e foras leais a Khadafi, em 20 de setembro de 2011

  • 8 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    O QUE NOVO

    Videogame retrA empresa Entertainment Games resolveu apostar na

    nostalgia para se conectar com o pblico de mais de 40 anos, que j usa o Facebook e est adotando a tecnologia dos tablets. Elvis Presley e Marilyn Monroe so personagens do jogo Retro World ( Mundo Retr, em portugus), voltado para o pblico mais velho e que tenta aproveitar a eterna popularidade dessas lendas da cultura pop norte-americana.

    O jogo organizado em episdios que sero disponibilizados gratuitamente a partir de 8 de novembro no Facebook, para ser depois ampliado para o Google+ e para tablets.

    Achamos que a nova gerao de gamers a galera com mais de 40, e eles no querem jogos que paream desenhos animados de sbado de manh, disse Gene Mauro, presidente da Entertainment Games.

    Eles querem algo que lhes chame a ateno visualmente, e que tenha um jogo de verdade no centro. Jogos de aventura com histrias ajudaram a impulsionar a indstria dos games h 20 anos, e acreditamos que o que velho novo de novo.

    Michael Pachter, analista de videogames da Wedbush Morgan

    Securities, considera que at metade dos 150 milhes de usurios que passam mensalmente pelo Facebook tm mais de 40 anos.

    O pblico maior de 40 cresce a cada dia, disse Pachter. Mais gente maior de 40 entra no Facebook, e mais gente menor de 40 fica mais velha. H uma tonelada de oportunidades neste mercado.

    Mais redes sociais, menos livros

    Jovens britnicos esto abandonando a literatura em troca do Facebook e do Twitter. Segundo um levantamento que envolveu entrevistas com 18.141 crianas e jovens de oito a 17 anos, um em cada seis jovens passa um ms sem ler livro algum e menos da metade optam por ler livros no obrigatrios para a escola ao menos uma vez por ms.

    A tendncia que isso revela pode ter consequncias significativas para jovens a caminho de se tornarem adultos. Estamos preocupados com a possibilidade de que um em cada seis adultos venha a enfrentar problemas de leitura srios, porque sua capacidade de ler pode ser igual ou inferior de uma criana de 11 anos, afirmou o diretor da National Literacy Trust, rgo responsvel pela pesquisa.

    Galaxy NoteA Samsung apresentou o Galaxy

    Note, com sistema operacional Android Honeycomb. Dispositivo com dimenses maiores que um smartphone, mas menores que um tablet, o Galaxy Note tem um processador dual-core de 1,4 GHz,

    tela ttil de 5,3 polegadas com resoluo de 1280x800 Super AMOLED, cmera frontal de 2 MP e traseira de 8 MP, Alm de poder ser utilizada com os dedos, a tela permite a criao de arquivos com um ponteiro. Segundo a empresa, o dispositivo representa a criao de uma nova categoria na tecnologia.

    UM TABLET DE PLSTICOA estatal russa Rosnano,

    especializada em nanotecnologia, pretende iniciar no prximo ano a produo em massa de tablets de plstico com baixo custo e, segundo a companhia, devem concorrer diretamente com o iPad. O alvo seriam estudantes escolares.

    Anatoly Chubais, diretor do conglomerado, diz que o novo tablet custar US$ 420, menos que o iPad mais barato, de US$ 670.

    O dispositivo empregaria plstico ou tcnicas de eletrnica orgnica, desenvolvidas na Universidade de Cambridge nos anos 1990, em vez de condutores de silcio. Chubais prev que a tecnologia obter 10% do mercado global de eletrnicos.

    O tablet de plstico lembra o iPad, mas o excede em tamanho: 20cm de largura por 30 cm de altura. Esse tablet mais leve, no h vidro nem mesmo na tela. Mesmo se estudantes decidirem lutar uns contra os outros com

    esses tablets, eles so absolutamente assegurados contra leses.

    Online

  • M A I O 2 0 1 2 , F O R T A L E Z A , C E A R

    1. OBJETIVOSPremiar anualmente 30 Cearenses utilizando o critrio de influncia. No famoso Dicionrio Aurlio o adjetivo influente definido como quem influi ou exerce influncia. Trata-se de um fato ou ao que afeta pessoas, coisas ou o curso de um evento, especialmente quando funciona sem qualquer esforo aparente direto. Influncia tambm se traduz no poder de influenciar ou afetar, sustentado no prestgio, riqueza, habilidade ou posio. Em qualquer situao, traduz reconheci mento e credibilidade.

    2. O PROCESSOO Processo de escolha se inicia em consulta aberta na internet. A lista final fechada por equipe da Omni Editora. Os escolhidos so comunicados por Carta protocolada assinada pela direo da Omni.

    3. O EVENTOO evento da entrega do Prmio totalmente patrocinado pela Omni Editora. Sero entregues diploma e trofu aos homenageados que comparecem ao evento. Simultaneamente circular edio especial da revista Fale! com o perfil e retrato de todos os Influentes. A edio 2012 acontecer em maio e ter convidado especial que falar sobre O Brasil e as Megatendncias Globais e Regionais.

    4. CATEGORIASSO SEIS CATEGORIAS1. Politicos 2. Empresrios&Empreendedores 3. Artistas&Intelectuais 4. Profissionais Liberais 5. Esportes. 6. cone

    www.revistafale.com.br

  • 10 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    Pelo menos nos primeiros meses, penso que a palavra de ordem reconstruo, afirma o vereador Marcelo Mendes, presidente do Partido Trabalhista Cristo no Cear e pr-candidato do partido Prefeitura de Fortaleza nas eleies de 2012. A cidade de Fortaleza, nos ltimos sete anos, nunca sofreu tanto, principalmente no que diz respeito ao trato da mquina e da coisa pblica, refora ele. Na tribuna da Cmara dos Vereadores tem sido um ferrenho crtico da atual gesto municipal de Fortaleza.

    A militncia poltica comeou no fim dos anos 80, quando era aluno

    Ele vai lutaO vereador Marcelo Mendes entra na disputa eleitoral

    pela Prefeitura de Fortaleza e diz que sua primeira ao adminisrativa ser reconstruir a cidade

    do curso de Direito da Universida-de de Fortaleza. J advogado mili-tante, participou ativamente de to-das as campanhas Presidncia da Ordem dos Advogados do Brasil--CE, desde Feliciano de Carvalho, passando por Paulo Quezado, at o atual Valdetrio Monteiro. Tam-bm graduado em administrao de empresas e administrao p-blica pela Universidade Estadu-al do Cear (Uece), em 1996, j filiado ao Partido Democrtico Trabalhista-PDT, foi um dos coor-denadores da campanha Prefeito do candidato Oscar Costa Filho e, no ano de 2000, troca de partido e coordena o PMDB Jovem na cam-panha Prefeitura do candidato Juraci Magalhes. Mesmo antes de participar da campanha de Juraci, Marcelo Mendes j compunha a equipe de gesto de Fortaleza. Em 1989, a convite de Pedro Gurjo, participou da equipe que criou a primeira Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econmico das capitais nordestinas, a SMDE. Aps a criao, foi convidado pelo prprio Juraci Magalhes para as-sumir a Coordenao Geral de es-tratgias Econmicas da Prefeitura

    FOTO JARBAS OLIVEIRA

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 11J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 11

  • 12 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    Sempre defendi que

    partidos devem ter

    candidatura prpria,

    didtico para a poltica,

    saudvel para a democracia.

    de Fortaleza. Cumprida a misso, recebeu o convite para assumir a Secretaria Executiva Regional VI, a maior da cidade assim como So Paulo e Curitiba, Fortaleza dividida administrativamente em Regionais, ou SERs, e seus Secre-trios so conhecidos como pre-feitinhos.

    De 2003 a 2004 foi Secretrio do Patrimnio da Unio no Ce-ar e na poca chamou ateno por questionar e no autorizar a realizao de eventos privados em reas pblicas, como o Fortal, que, segundo ele, ocorria irregularmen-te h onze anos na Av Beira Mar.Foram estas experincias como gestor que deram a Marcelo uma viso estratgica da cidade. E ele reafirma: Precisamos repensar ad-ministrativamente a cidade a par-tir, principalmente, de uma lgica baseada na meritocracia, no olhar tcnico da gesto. Ningum supor-ta mais a politicagem, a repartio de cargos baseada pura e simples-mente na indicao de um amigo do rei. Nesta entrevista, esto con-tidas as principais ideias do pr--candidato do PTC, que registrou, em cartrio, a certido de que no ir mais se candidatar a veareador

    Fale! Estamos caminhando para as eleies de 2012. Por que o Sr. quer ser prefei-to de Fortaleza?Marcelo Mendes. Vou oferecer meu nome e disputar a conveno do partido, primeiramente porque tenho certeza de que a poltica e a democracia so enriquecidas em uma eleio que tem mais opes. Sou presidente de um partido po-ltico e me sinto na obrigao de fazer com que o PTC oferea um candidato prprio prefeitura de Fortaleza. Defendo essa posio desde a eleio de 2010, quando lu-tei para que o PTC tivesse candida-tos Governo e Senado. Todo par-tido poltico deve lanar candidato prprio. Partido que no ocupa es-pao, que no tem projetos para

    sua cidade, que no quer disputar eleio, no merece ser partido. Se-gundo porque estou certo de que possvel fazer poltica e gesto com dignidade, eficincia e respeito ao interesse pblico e acho razovel pensar que minha experincia me permitiria oferecer meu nome ao eleitorado fortalezense.

    Fale! De certo modo, o Sr. se inspira na histria do PT que, nos primrdios, sempre lanou candidaturas?Marcelo Mendes. Isso im-portante para o fortalecimento do prprio partido e eu penso que at uma misso institucional das legendas. Os partidos colaboram com a democracia e colaboram com o fortalecimento dessas insti-tuies da sociedade civil. Fale! O Sr. acha que um grande nmero de candida-tos contribui para politizar o processo?Marcelo Mendes. Sem dvida!

    E saudvel. A eleio em dois tur-nos uma vitria da democracia brasileira. Foi uma conquista e um avano de nossa histria poltica que no damos a devida ateno e valor. A eleio em dois turnos existe para que cada agremiao poltica, independente de seu ta-manho, tendncia e fora, tenha a chance de dizer a que veio, o que pensa, que idias tem sobre sa-de pblica, educao, segurana. Poucos pases tm a oportunidade de escolher os representantes do executivo, em todos os seus nveis, como o Brasil faz. No politica-mente razovel, nem eleitoralmen-te justo, que um partido deixe de participar do processo eleitoral.

    Fale! Mesmo com o institu-to do segundo turno, muitos partidos se apressam em se coligar j em primeiro turno.Marcelo Mendes. Tenho dis-cutido muito sobre esse tema, in-clusive foi o motivo pelo qual sa do PMDB. Em 2007, lutei muito no PMDB para que ns tivsse-mos candidatura prpria. Quando percebi que o PMDB iria apoiar o projeto poltico de outro partido, no caso, a reeleio da atual gesto, eu sa. Me filiei ao PTC com a in-teno de ser candidato a prefeito de Fortaleza. O que ocorreu que o presidente de ento decidiu dis-putar as prvias, e claro, teve pre-ferncia sobre o meu nome. Acho at natural, mas sempre defendi que os partidos deveriam ter can-didatura prpria. Primeiro, porque educacional, didtico para a po-ltica, para a democracia. E segun-do, porque ajuda os candidatos aos cargos proporcionais, vereadores e deputados.

    Fale! Quais seriam suas bandeiras em uma eventual campanha eleitoral para a prefeitura de Fortaleza? O que o Sr. acha que o eleitor quer ouvir?Marcelo Mendes. Pelo menos

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 13

    O PT municipal fez o maior

    aparelhamento da mquina pblica de Fortaleza em todos os tempos de nossa histria.

    nos primeiros meses, penso que a palavra de ordem da futura gesto, seja ela qual for, reconstruo. A cidade de Fortaleza, nos ltimos sete anos, nunca sofreu tanto, no que diz respeito no trato da mqui-na pblica. Se compreende que os cargos sejam ocupados por crit-rios polticos, claro. Aquele conjun-to de partidos que elegeu o prefeito, natural que faa parte da gesto. No entanto, isso deve ser feito sob a gide mnima de princpios de m-rito, de merecimento e de desem-penho tcnico. O que se tem hoje em Fortaleza um desavergonhado esquema de corrupo poltica e aparelhamento eleitoral da mqui-na pblica.

    Fale! Quer dizer, conciliar a meritocracia e a poltica?Marcelo Mendes. Conciliar a questo da participao poltica sim, mas com mrito. Se o parti-do A, se o partido B fazem parte do bloco que elegeu o prefeito, ou o governador, que ele participe da gesto, mas indicando nomes tc-nicos que possam honrar no s o nome do prprio partido, como tambm as misses da pasta e o desafio da gesto. A palavra chave dos primeiros meses da prxima gesto ser reconstruo. Ns pre-cisamos reconstruir essa cidade principalmente a partir da gesto administrativa. O servidor pblico hoje trabalha desprestigiado, cons-trangido, desestimulado, porque nos ltimos sete anos da gesto PTista municipal testemunhamos o maior aparelhamento da m-quina pblica de todos os tempos de nossa histria poltica. A atual gesto, que to violentamente cri-ticava a terceirizao na gesto do Dr Juraci Magalhes, mais do que quadriplicou o nmero de tercei-rizados. O governo Juraci deixou a cidade com um gasto anual de R$ 14 milhes e 5 mil terceirizados. E isto era combatido diariamente pelo PT de forma frentica, quase doentia. E em verdade, o PT tinha

    razo. Ao assumir a Prefeitura, pas-sados sete anos, constata-se que faz muito pior. Hoje, o nmero de terceirizados na cidade de Fortale-za supera os 12 mil, na verdade, se-quer sabemos nmeros exatos. At 2010 eram mais de R$ 70 milhes gastos com terceirizados por ano. O que antes era criticado e comba-tido, hoje reforado, aumentado e hipertrofiado. Fale! As contrataes de terceirizados tm amparo legal?Marcelo Mendes. Os tribunais de contas tm, anualmente, criti-cado e questionado a incluso dos terceirizados como gastos nas reas de educao e sade. Aquelas vin-culaes constitucionais de gastos obrigatrios de 25%, de 15%, para educao e sade, tm sido questio-nadas. Toda sorte de gasto com ter-ceirizados tem sido includa como investimento em educao e sade, quando na realidade no . E o que mais grave, essa contratao foi

    feita por intermdio de um institu-to fantasma e criminoso chamado IDGS Instituto de Desenvol-vimento e Gesto de Sade. um instituto criminoso criado, cujos objetivos so fraudados porque, na prtica, ele no d consultoria, nem apresenta melhoria gesto de sade, nem coisa alguma. Ele foi feito e montado inclusive, essa documentao eu j entreguei ao Ministrio Pblico Federal, j pedi abertura de inqurito civil pura e simplesmente para legitimar a con-tratao de terceirizados sob a des-faatez de que prestaria consultoria prefeitura na rea de gesto de sade. Como que um organismo de natureza privada, que pretende depois prestar servio prefeitura, foi criado dentro da Secretaria Mu-nicipal de Sade?

    Fale! Os terceirizados so todos contratados pelo IDGS?Marcelo Mendes. Todos eles so contratados pelo IDGS. O prprio portal de transparncia da CGU informa que esse IDGS j recebeu mais de 100 milhes de reais. uma sangria no bolso do fortale-zense e que tem uma soluo bem simples.

    Fale! O que o PTC far caso Marcelo Mendes seja eleito prefeito de Fortaleza? Marcelo Mendes. Primeiro, um firme e corajoso corte nesses tercei-rizados. Um rompimento radical. Concurso pblico imediato para nvel mdio em substituio ter-ceirizao. Esses terceirizados que aumentaram do Juraci para c so, nada mais, nada menos, que apare-lhamento da mquina poltica do PT e de seus amigos apadrinhados. Recente estudo realizado pela Uni-versidade de So Paulo e publicado na edio de 21 de setembro da re-vista Carta Capital mostrou que a terceirizao no servio pblico 38% mais cara do que a contrata-o via concurso pblico. O mito

  • 14 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    O povo de Fortaleza no

    elegeu um gestor para apresentar

    justificativas e explicaes.

    Ele quer ver so as solues.

    de que terceirizar mais barato j caiu por terra h muito tempo. To-dos sabem os motivos pelos quais os governos terceirizam.

    Fale! Esse corte no pararia a mquina pblica tambm?Marcelo Mendes. Esse corte necessrio para que ns possamos avaliar a real necessidade de tercei-rizados. Em seguida, haveria uma recontratao sobre outros moldes. Vamos conveniar as universidades pblicas e as universidades parti-culares e os cursos dessas univer-sidades remetero para a prefeitura a lista dos alunos de pedagogia, de administrao, de enfermagem...

    Fale! O Sr. se alia aos que di-zem que Fortaleza no tem um plano estratgico? Marcelo Mendes. A maior prova de que isto verdade que o muni-cpio de Fortaleza no tem uma estrutura de planejamento. O Ins-tituto de Planejamento do Munic-pio (IPLAM) foi extinto, e tramitam na Cmara Municipal de Fortaleza dois projetos, um de minha autoria e outro do vereador Gelson Ferraz, que recriam um instituto de plane-jamento na cidade de Fortaleza.

    Fale! um projeto de indica-o?Marcelo Mendes. Sim. Ns es-tamos praticamente no apagar das luzes, no segundo mandato da atual prefeita e, no entanto, a cidade pas-sou esses sete anos sem um instituto de planejamento. Exemplo: o Hos-pital da Mulher. Eu recebi um ofcio da Caixa Econmica Federal, datado de 10 de abril deste ano, de que at hoje a prefeitura nunca encaminhou ao Ministrio da Sade a documen-tao e os projetos do Hospital da Mulher. por isso que o Hospital da mulher est to atrasado. Porque tem sido usado somente recurso do prprio tesouro. Os recursos fe-derais no vm porque a prefeitura no encaminhou, em tempo hbil, projetos para o Ministrio.

    Fale! Teria dinheiro externo, federal, para ajudar na obra?Marcelo Mendes. Sim, a desor-ganizao e a falta de planejamento no permitem. Hoje, na Cmara, recebemos um ofcio dos minis-trios e da Caixa Econmica que a prefeitura no apresentou docu-mentao. O que isso seno falta de planejamento? O prprio Trans-for, que o Transbid da gesto an-terior do Dr. Juraci, com seis anos de atraso comeou a ser executado.

    Fale! Com relao capacidade instalada e presso diria da demanda de novos carros, principalmente; como equacionar o desafio?Marcelo Mendes. Bem, a onde est o mrito do gestor. No se pode pensar em solues somen-te passando por uma situao de corte ou de abertura de rua. Isso importante e necessrio, mas o ges-tor se revela um bom gestor quan-

    do pensa com criatividade, oferece cidade propostas, por exemplo, do gerenciamento de trnsito. Ns no podemos culpar o governo fe-deral por ter melhorado a vida do brasileiro, por ter permitido que quem tinha moto comprasse um carro. Isso no problema. Pelo contrrio, isso algo louvvel. Os gestores municipais que preci-sam se antecipar e serem proativos para encontrar solues de infra--estrutura e de gerenciamento do trfego. O fortalezense no elegeu um gestor para ele vir a dizer que a cidade est ruim porque os carros esto aumentando. Ele quer saber: Prefeito, prefeita, gestor, qual a soluo que o senhor tem para o fato de a frota estar aumentando? Fale! Ento, qual o maior problema de Fortaleza? Marcelo Mendes. O maior pro-blema da cidade de Fortaleza no o aumento da frota. A frota au-menta no Brasil, no mundo todo. O problema de Fortaleza que no existe nenhuma poltica, a cida-de no conhece nenhuma ao de gerenciamento de trnsito. Porque dizer que abrir via, fazer viadutos caro, pois bem, se voc no tem di-nheiro para isso e tem! , quais so as solues de gerenciamento que esto sendo ofertadas? Qual a ao que a AMC tem oferecido ao fortalezense? O presidente da AMC, com um discurso que, s vistas dele, era vitorioso, era de m-rito, veio dizer que 48% dos sinais da cidade so inteligentes. Ou seja, 52% so burros! Por que, em oito anos, ns no conseguimos fazer um programa de gerenciamento de sinais para que o fortalezense pudesse vivenciar aquela chamada onda verde? Quanto ao discurso que viaduto caro, que abrir rua caro, esse discurso no cola, porque no falta dinheiro. A AMC a em-presa que gerencia, para mim, os dois maiores buracos negros dessa gesto. Primeiro, a questo da arre-cadao e investimento das multas

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 15

    Quantas dezenas de

    mdicos esto disposio

    nos gabinetes de polticos,

    longe de seus postos de

    trabalho? Isso tem que mudar.

    na cidade de Fortaleza. Fortaleza arrecada por ano 30 milhes de re-ais somente com multas. Multipli-ca isso por oito anos de uma ges-to e voc vai encontrar a fabulosa quantia de 240 milhes de reais. E o artigo 320 do cdigo nacional de trnsito muito claro. Aquilo que arrecadado com multas de trnsito deve ser obrigatoriamente investido em poltica de educao no trnsito e polticas de gerenciamento do tr-fego. A AMC tambm responsvel pelo gerenciamento de outro crime que se comete ao fortalezense, que a arrecadao pelas contas de luz, consorciada com outra empresa que tem sangrado o bolso do cea-rense nos ltimos anos, que a Co-elce. A AMC, a Coelce e a prefeitu-ra retiram do bolso do fortalezense, pelo intermdio da CIP, a contri-buio de iluminao pblica, que era a antiga TIP, taxa de iluminao pblica. A prefeita, na primeira ges-to, prometeu que iria extinguir a cobrana. O nome foi mudado para CIP, continua sendo cobrado e so arrecadados valores da ordem da casa dos 100 milhes de reais por ano. Multiplique isso por 8 anos. Para aonde foram esses milhes de reais (se ns corrigirmos, talvez v para a casa do bilho)? Qual a po-ltica de educao de trnsito que o fortalezense conhece?

    Fale! Como o Sr. analisa a tambm crescente presso da demanda por servios pblicos de sade? O IJF um grande hospital regional, administrado pela Prefeitura de Fortaleza. Como seria a sade de Fortaleza sem o IJF?Marcelo Mendes. bem verda-de que a lgica nacional ingrata com os municpios. O que a pre-feitura recebe per capita no s para a sade, mas tambm para a merenda escolar de fato no so justos com os gastos e com a neces-sidade do fortalezense.

    Fale! O oramento aqum

    da necessidade de custeio?Marcelo Mendes. Isso verda-de. A que entra o bom gestor. Vamos dar um exemplo com rela-o ao IJF. Apesar de ser o melhor hospital do Cear e ser um hospi-tal de referncia no Nordeste, tem um exemplo de gesto que faz com que ele funcione mal. O IJF tem 513 mdicos. Por que a prefeitura autoriza que mdicos fiquem dis-posio de polticos em seus gabi-netes deixando, portanto, de darem expediente no IJF? Quantas deze-nas de mdicos esto disposio de polticos, muitas vezes a pedido de polticos de apoio da base? Por que o fortalezense vai para o IJF e no tem um especialista, por que a prefeitura se queixa disso e autori-za a disposio de mdicos? Vamos chamar todos esses mdicos para trabalhar.

    Fale! Qual outra maneira seria, partir para convnios, buscar parcerias?Marcelo Mendes. Cada vez

    menos o IJF vai depender de re-cursos federais e cada vez mais ele vai depender de um bom gerencia-mento. Porque nos prximos anos essa presso sobre o IJF tende a diminuir, pois os hospitais regio-nais que o governo do Cear est construindo aliviaro a presso em Fortaleza. H a criao de 20 poli-clnicas, distribudas pelo interior do Estado. Isso vai retirar muito da demanda do IJF, e essa desculpa dos maus gestores de que o IJF so-brecarregado vai cada vez mais ter um peso menor.

    Fale! Os municpios tem oramento para a sade, mas acabam mandando seus doentes para o IJF.Marcelo Mendes. Assim como o tesouro de Fortaleza recebe do Go-verno Federal para cuidar do for-talezense, os prefeitos das cidades do interior tambm recebem pelos seus muncipes. Por que o forta-lezense precisa pagar pelo irmo cearense que est no Ic, Juazeiro, Aracati, ou Beberibe e vem se tra-tar aqui? preciso ter coragem de dizer: No justo! Mas isso uma lgica da repartio nacional dos tributos, Injusta, diga-se de passa-gem, que no atinge exclusivamen-te Fortaleza. Essa uma discusso para nossos congressistas. No deve ser pauta das eleies municipais, at porque extrapola a competn-cia dos municpios. O nosso maior problema incompetncia na ges-to e no escassez de recursos. Nos postos de sade no se encontra re-mdio algum, nem os mais bsicos e baratos. Mdicos e funcionrios levam sabo e tinta para funciona-mento das impressoras dos postos. Nos hospitais faltam ligas, serin-gas, prteses hospitalares, falta o bsico. As empresas que fornecem oxignio lquido para cirurgias nos hospitais da rede municipal publi-caram nota em jornais locais infor-mando que estavam suspendendo o fornecimento porque no recebiam pagamento da prefeitura desde de-

  • 16 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    Ela elegeu-se com 50,5%

    dos votos vlidos, 32% do universo eleitoral de Fortaleza. ,

    portanto, uma prefeita da

    minoria.

    Cronologia1986. Ingressou na Universidade aos dezoito anos. Iniciou a vida profissional como representante comercial na empresa Dummar; na poca, a revendedora das marcas Springer e Carrier de aparelhos e sistemas de condicionadores de ar. Foi tambm corretor de imveis. Ao entrar na Universidade participou de chapa que concorreu Presidncia do Centro Acadmico do curso de Direito da Unifor. Participou da primeira campanha de Tasso governador para derrubar os chamados coronis.1990. Advogado militante, atuou na coordenao de todas as campanhas Presidncia da Ordem dos Advogados do Brasil-CE, desde Feliciano de Carvalho, at Paulo Quezado.1994. Ingressou no curso de Administrao de Empresas na Universidade Estadual do Cear UECE.

    Teve participao ativa nas articulaes que criaram a Empresa Junior (iniciativa da Universidade Estadual)e em duas eleies Presidncia do Centro Acadmico do curso na UECE. 1996. Filia-se ao Partido Democrtico Trabalhista-PDT. Foi coordenador da campanha a Prefeito do candidato Oscar Costa Filho. 1998. Comps a equipe que criou a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econmico-SMDE (primeira secretaria de desenvolvimento criada em capitais do Nordeste). (SMDE)Projetos criados por Marcelo Mendes na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econmico SMDE: PROINFO Programa de qualificao do jovem para o sculo XXI (incluso digital e profissional).

    O jovem, alm da qualificao, dispunha tambm da estrutura do PROINFO para us-la como escritrio de trabalho, gerando renda; PINC Programa de Incentivo aos Negcios em Casa, em parceria com o Banco do Brasil, transformou-se no maior instrumento de incentivo ao crdito dirigido ao mini e micro empresrio de todas as capitais nordestinas, que, alm do crdito, dava facilidades e desburocratizou a legislao municipal que regulamentava a instalao de um novo micro negcio; VIVAMARES Projeto com repercusses culturais e de sade pblica. Os pescadores artesanais, perderam o seu espao para a pesca de arrasto. Dizimando a vegetao de arrecifes que atraia os peixes. A criao dos recifes artificiais devolveu a pesca tradicional de jangada a nossa cultura. Tambm em 2000 coordenou

    o PMDB Jovem na campanha Prefeitura do candidato Juraci Magalhes. 2000. A convite do prefeito Juraci Magalhes, assume a Coordenao Geral de Estratgias Econmicas da Prefeitura de Fortaleza. Implementou dezenas de projetos inovadores nas reas de profissionalizao e qualificao do jovem, do empreendedorismo, da gerao de empregos, do esporte e do turismo (pela primeira vez a Prefeitura de Fortaleza participa efetiva e diretamente, com stands, em Congressos e feiras Internacionais de turismo - como a FIT na Espanha e a EXPO 2000 em Portugal).Em outubro, assume a coordenao jovem da campanha do candidato Juraci Magalhes.2001 - 2003 (SER VI) Assumiu a Secretaria Executiva Regional

    C R O N O L O G I A

    zembro de 2010. Isso falha na ges-to, no gerenciamento das contas. Falta dinheiro para a sade, porque o dinheiro que o municpio tem mal utilizado.

    Fale! O Sr. tem sido um crtico contumaz da prefeita Luizianne Lins.Marcelo Mendes. A atual pre-feita mantm-se no poder porque fez uso da mquina pblica de for-ma nunca antes vista, obrigando os milhares de servidores que ocupam cargo de confiana e outros milha-res de terceirizados a trabalhar e a votar nela, sob pena de perderem seus empregos. Alm das crticas sua capacidade gerencial, questiono sua to propagada legitimidade Popular. Mesmo compreendendo que a regra eleitoral, importante que se esclarea que a atual pre-feita no foi preferida pela maio-ria dos fortalezenses, apesar de ter sido eleita no 1 turno com 50,05% dos votos. Na verdade esses 50,05% dos votos vlidos representam ape-nas 32% do eleitorado de Fortaleza.

    teve menos votos que na primeira. Em 2004 ela foi eleita com 530 mil votos e o apoio de apenas um ve-reador, Srgio Novaes. Em sua re-eleio teve apenas 490 mil votos, 40 mil votos a menos, mesmo tento sido apoiada pela maior coligao poltica da histria de Fortaleza e mais de 30 vereadores.

    Fale! O cenrio eleitoral de 2012 estimulante para o Sr. por quais aspectos? A preo de hoje, ns temos quantos candidatos competi-tivos a prefeito?Marcelo Mendes. Na verdade, o que estimulante para mim no o quadro eleitoral. O que estimulante a compreenso clara de que a cidade de Fortaleza perdeu oito anos, oito gran-des oportunidades de avanar. Sei que possvel, com boa gesto e competncia, compensar o tempo perdido. Ns te-mos todos os instrumentos para fazer de Fortaleza uma cidade com qualidade de vida. Ns tivemos muita disposio e coragem para abraar o desafio, por exemplo, de sermos candidatos a uma

    Ns somos 1,5 milhes de eleitores. A prefeita, em sua segunda eleio,

    16 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 17

    Criarei a Secretaria da

    Incluso Digital. Reunirei as aes de formao

    profissional e de insero do jovem no

    mercado.

    VI, a maior de todas da cidade. frente da Regional, criou projetos de amplo alcance social nas reas de sade, educao, meio-ambiente e urbanizao.Marcas e nmeros da gesto frente da SER VI Aumento em 27,5% o parque educacional da SER VI, construindo e reformando 148 novas salas de aula. Na sade, reformas nos dois hospitais da SER VI ( Frotinha e Gonzaguinha Messejana) com a criao da primeira emergncia neo natal em hospital regional. Implantao da Acupuntura e Fitoterapia na rede de sade pblica. Criou o Peloto Verde: grupo de fiscalizao dedicado exclusivamente ao combate dos crimes ambientais.2002. Aps graduao em Administrao de Empresas, iniciou-se no

    curso de Administrao Pblica na UECE.2003. Assumiu a Secretaria Regional do Patrimnio da Unio-SPU no Estado do Cear. Projetos criados por Marcelo Mendes na Secretaria Regional do Patrimnio da Unio-SPU FORA-TAREFA de servidores que, em 45 dias, atualizaram mais de 5000 processos que aguardavam soluo. A iniciativa recebeu meno honrosa do Ministrio do Planejamento e Gesto e serviu de modelo para outras superintendncias estaduais do SPU. A partir do modelo de gesto implementado, o contribuinte passou a ser atendido em um prazo mdio de 72 horas, em vez de meses como antes. Criou o Espao

    do Cidado, balco multi-servio de atendimento ao contribuinte para tira-dvidas e consultas aos tcnicos do rgo e emisso gratuita de certides para a comunidade carente. Criou o Programa de Sinalizao da costa martima cearense, esclarecendo a contribuintes, empresrios da construo civil, setor hoteleiro, barraqueiros, banhistas, cidados de maneira geral, os limites dos terrenos da marinha e reas da Unio, evitando invases, abusos e crimes ambientais; Regulamentao do uso do aterro da Praia de Iracema e da Avenida Beira Mar para eventos de entretenimento pblico (por. ex. Fortal), exigindo o pagamento das taxas e impostos devidos. 2005. Ao deixar a Secretaria do Patrimnio da Unio-SPU, assumiu

    a presidncia estadual do Partido Trabalhista Nacional-PTN. 2008. Filia-se ao Partido Trabalhista Cristo- PTC e elege-se vereador de Fortaleza. Assume a Presidncia da Comisso de Segurana Pblica da Cmara de Fortaleza. Entre outras experincias: Membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente- COMAM; Membro Titular do Conselho Permanente do Plano Diretor (CPPD) de Fortaleza/CE; Membro do Conselho Regional de Administradores - CRA; Membro do Conselho Estadual de Turismo do Plo Cear; Membro da OAB/CE Presidente do Instituto So Paulo. Membro do Conselho de Sade de Fortaleza.

    das sedes da Copa do Mundo. Mas de-pois da escolha e da festa, a prefeitura no est apresentando a mesma ener-gia e a mesma competncia para iniciar as intervenes e as obras nos prazos que a FIFA exige. A prpria ministra Miriam Belchior disse, h poucos dias, que vai decretar feriado na-cional nos dias de jogos porque j percebeu que no vamos realizar o que nos comprometemos.

    Fale! Qual seriam as grandes bandeiras estruturantes da cidade? Marcelo Mendes. Uma primeira ao minha: a Emlurb precisa vol-tar a ser prestigiada para promover aquilo que o fortalezense reclama e precisa com a maior urgncia. A malha viria, a estrutura fsica de vias, de obras e de logradouros pre-cisa estar bem, bonita e iluminada. Isso uma urgncia para os pri-meiros meses de gesto. Eu preten-do fazer um concurso pblico com as trs faculdades que mantm o curso de arquitetura e urbanismo na cidade.

    os investimentos que o Sr. imagina? De onde que vem o dinheiro? Marcelo Mendes. So origens de recursos diferentes. Um bom gestor s revela talento quando o oramento menor do que a ne-cessidade. Ser um bom gestor com excesso de recursos? No tem graa nenhuma. A cidade precisa ter um gestor com vocao. Criatividade na gesto e um poder muito grande de articulao. Ns, na Cmara, teste-munhamos, em todas as semanas, Fortaleza perder recursos porque no apresentou projetos em Braslia.

    Fale! O Sr. fala de uma secre-taria estratgica? Qual seria o papel dela?Marcelo Mendes. O papel dela seria fazer a articulao entre os or-ganismos existentes da prefeitura, para que as aes executivas possam ser mais produtivas. Por exemplo, as aes da Secretaria da Educao que tiverem relao com a Secre-taria de Ao Social, que via de regra tem, e que tiverem relao

    Fale! Existem rubricas ora-mentrias para cobrir todos

    J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 17

  • 18 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    De poltica, eu sempre gostei. Desde quando fui aluno de Direito nos anos 80 na Unifor. Meu primeiro envolvimento eleitoral foi uma campanha para o CA de Direito. Depois, em 1996, j no curso de Administrao de Em-presas (Uece), filiei-me ao PDT, meu primeiro partido. Primeiro, fui levado ao PDT por simpatizar com as teses do brizolismo e, principalmente, com as de Darcy Ribeiro. As preocupaes sociais com a educao influenciaram muito a minha formao pessoal e filosfica. Principalmente a preocupao com a educao em dois turnos. Hoje, em 17% das famlias de Fortaleza, a guarda dos irmos menores feita pelo mais velho. Esse irmo mais ve-lho tem entre 9 e 12 anos. Essas crianas deveriam estar cada vez mais tempo na escola, em tempo integral, em vez de estarem em casa sob os cuidados do mais ve-lho. Se a criana voltar pra casa s no final da tarde, quando os pais tambm voltam do trabalho, excelente. A escola, pela ma-nh, atenderia grade curricular tradicional, que o MEC exige e tarde poderia ensinar arte, msi-ca, esporte, noes de educao ambiental e do trnsito, formao de cidadania, campanhas educa-cionais de preveno gravidez precoce e ao uso de droga.

    Darcy Ribeiro, juntamente com Leonel Brizola, a grande referncia do PDT, influenciou muito minha formao. Nos anos 80, Darcy Ribeiro criou os Cen-tros Integrados de Educao Pblica os CIEPS. Na Marqus de Sapuca (tradicional aveni-da onde acontecem os desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro), as arquibancadas todas foram transformadas em CIEPS.

    Funcionavam como salas de aula fora do perodo carnavalesco, de manh e tarde em perodo integral. Este um exemplo de gestor pblico com criatividade e vocao. Quando voc tem vocao, voc encontra soluo na adversidade. O grande mrito do gestor esse.

    Esse gostar do fazer poltica brotou em mim. Na Uece, essa vocao para poltica e gesto pblica se consolidou, continuei militando na Universidade, na poltica estudantil. Ainda na vida acadmica, participei da criao da Empresa Jnior, uma espcie de laboratrio que o curso de Administrao de Empresas criou para estimular a criao e forma-o de empreendedores. Ao ter-minar o curso de Administrao de Empresas, entrei no curso de Administrao Pblica na mesma Uece. Quanto mais mergulhava nessa rea, mais se confirmava minha vocao.

    Coincidiu de, em 1998, Pedro Gurjo me convidar para fazer parte da equipe que criaria a primeira secretaria de desen-volvimento econmico das ca-pitais nordestinas, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econmico. L aconteceu minha primeira experincia no Executi-vo. Foi a a confirmao de que, de fato, administrar era o que eu queria fazer.

    Ainda na Secretaria, tive a oportunidade e o convite do prefeito Juraci Magalhes de participar, em 2000, da equipe de coordenao de sua campa-nha eleitoral. Coordenar o PMDB jovem, as aes voltadas para os jovens na campanha. Vencemos. A juventude era uma faixa do elei-torado que o Doutor Juraci tinha dificuldades de penetrao. Sua fora maior era na classe mdia

    e na faixa etria acima dos 40 anos. Importante lembrar que o candidato era Incio Arruda, cuja principal virtude era o apelo ao novo, aos jovens. O trabalho que fizemos foi to interessante nes-se segmento, antes em desvanta-gem, que ao final da campanha, justamente os jovens, deram a vitria ao doutor Juraci com uma margem de 8% sobre Incio.

    Naquela campanha, tivemos a oportunidade de criar um projeto destinado especificamente para os jovens eleitores: os Ncleos Juraci.com.voce. Na poca no existiam lan houses, Internet em celulares nem a moderna banda larga. Havia somente a Internet discada em alguns rgos ou empresas, mas a internet domi-ciliar era raridade. Os Ncleos tinham a inteno de aproxi-mar o doutor Juraci dos jovens. Criamos ilhas digitais em toda cidade onde os jovens partici-pavam de um bate-papo virtual com o candidato Juraci. Do seu gabinete, no Palcio do Bispo, doutor Juraci entrava online e a garotada fazia perguntas, questionamentos e eram escla-recidas sobre as propostas de campanha. Era o que hoje virou chat. Claro, pagando o preo de lidar com garotos de 16 a 25 anos que perguntavam de tudo. Dr. Juraci, sempre espirituoso, nunca deixava de responder nada, mesmo as crticas mais constrangedoras. Foi uma expe-rincia enriquecedora.

    Ao vencermos a eleio, Dr. Juraci, satisfeito com o traba-lho, me convidou para assumir o desafio de administrar a segunda maior cidade do Estado do Cear, que a Regional VI. Poucos tm essa conscincia. A regional VI a maior regional de Fortaleza. Ela corresponde a 42% do territrio

    MARCELO MENDES EM PR IME IRA PESSOA

    18 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 19

    fsico da cidade, quase a metade do municpio. O Censo de 2000 informava que j quela poca a regional VI tinha 550 mil habitan-tes, maior que Juazeiro, Crato, Iguatu, Aracati, Sobral, Caucaia e Maracana. L, tive experincias que foram gratificantes tanto para mim quanto para o prprio servio pblico. L, instalamos o Proinfo, um programa de quali-ficao e profissionalizao em

    informtica indito para a poca. O dr Juraci percebia essa minha vontade, muito jovem, de colabo-rar e de apresentar algo diferen-te. Sempre que eu apresentava um projeto, ele prestigiava, acreditava e vibrava com minhas aes. Ns levamos acupuntura e fitoterapia para todos os postos de sade da regional VI. Fomos o primeiro hospital da prefeitura a ter o chamado parto humanizado

    reconhecido pela Organi-zao Mundial da Sade (OMS). Criamos o carto Mais (Mais Sade) que, anos depois, serviria de referncia para a criao do Bolsa Sade pelo ento mi-nistro da sade Jos Serra.

    Em apenas um ano, aumentamos o parque edu-cacional da regional VI em 27,5%. Construmos onze novas escolas, do modelo MEC, em bairros onde no existiam escolas do munic-pio (por exemplo, Passar, Barroso, Castelo). Em 16 escolas j existentes, cons-trumos 138 novas salas de aula. Fomos a primeira regional a implantar em par-ceria com a Universidade Federal do cear (UFC) um programa de aleitamento materno, ao que nos ren-deu o selo Unicef de Hospi-tal Amigo da Criana. Inau-guramos o primeiro Centro de Ateno Psicosocial Integrado- CAPS- do estado do Cear. Fomos pioneiros tambm na implantao do programa Farmcia Viva. Fomos, na poca (2001), o primeiro rgo do nordeste, em parceria com o Banco do Brasil, a utilizar o portal de preges eletrnicos para a compra de produtos. To-dos os remdios dos vinte postos de sade da regio-nal VI e toda a merenda

    escolar servida nas mais de 200 escolas sob nossa administrao eram adquiridos atravs dessa modalidade licitatria, que mais rpida, transparente e, hoje, virou regra geral, mas j utilizvamos h dez anos. Criamos, de forma pioneira e inovadora, o Peloto Verde, grupo de fiscalizao dedi-cado esclusivamente ao combate dos crimes ambientais.

    MARCELO MENDES

    Marcelo Mendes em evento na condio de gestor da Regional VI e, abaixo, presidindo sesso da Cmara em outubro de 2011

    J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 19

  • 20 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    No correto, nem justo,

    algum, durante o

    mandato, se candidatar reeleio.

    Principalmente se estiver no

    Executivo.

    com aes da sade, precisam ser organizadas e orquestradas para que estes pontos de intersees se-jam produtivos e sejam catapulta um de outro. Para a soma das partes ser maior que o todo. A Secretaria de Planejamento tem que planejar e coordenar todas as aes do gover-no. Sejam elas na assistncia social, sejam elas na qualificao.

    Fale! Seria uma super secre-taria, ento?Marcelo Mendes. No digo que seria uma super secretaria, mas eu digo que as aes todas de gover-no passariam por ela para serem potencializadas. As aes precisam ser unidas, precisam convergir para certo sentido que potencialize as aes do governo, porque seno elas se tornam esparsas.

    Fale! O Sr. tambm falou em reforma no formato das se-cretarias. Criaria mais secre-tarias?Marcelo Mendes. No, pelo con-trrio. A mquina est absoluta-mente inchada. A soluo promo-ver uma auditoria para chegarmos ao nmero exato da necessidade da mquina municipal, extinguir o clientelismo e criar um princpio de meritocracia no preenchimento dos cargos pblicos. Fale! Como enfrentar o grave problema das drogas junto juventude?Marcelo Mendes. Na verdade,o problema to grave que penso ser necessria uma Secretaria espe-cfica para a questo das drogas. Al-as, tramita projeto de minha autoria na Cmara que prope a Criao da Secretaria Municipal do Combate s Drogas. Nada tem a ver com ques-to de polcia, no isso. Nessa Se-cretaria seriam concentradas todas as aes voltadas para o jovem. Pre-tendo criar uma Secretaria de Inclu-so Digital em parceria com aes de uma secretaria especfica do jo-vem e do esporte. Essas trs aes precisam estar juntas.

    Fale! A copa uma grande oportunidade. inadmissvel perder uma chance histrica de se fazer uma infraestru-tura que ficaria de herana para a cidade.Marcelo Mendes. Sim. Mas h um grande problema. O dinheiro pblico que vai financiar obras vai passar para o interesse do capital privado. No pas todo voc tem exemplos. O Corinthians vai ga-nhar um estdio, e vai cobrar com isto para entrar no vai ser de acesso pblico, nem utilizado pela mquina estatal. Quer dizer, os in-vestimentos so pblicos e os lucros so privados. Isso um absurdo. A aprovao do Senado da medi-da provisria 1517, como relator o deputado federal Guimares, tra-zem para os gastos da copa uma novidade que trgica. Flexibilizar a lei de licitao. Ora, se essas em-preiteiras, sob os olhos de TCU, do TCE, de Ministrio Pblico Federal ou Estadual, j so objeto diaria-

    mente de denncias, imagina com regime especial de contratao. E o que pior, que essa medida 1517 queria dar carter de sigilo aos gas-tos da copa. Isso um absurdo total. Quer dizer, uma transferncia de recurso. Isso no foi aprovado, mas o regime de contratao foi. Ou seja, ns vamos, mais uma vez, tratar a coisa de forma pouco republicana.

    Fale! O Sr., na condio de prefeito, todo dia vai caminhar no calado da BeiraMar?Marcelo Mendes. No calado da beira-mar eu no digo, mas dia-riamente, como fazia o prefeito Ju-raci Magalhes, vou ser o primeiro a acordar e o ltimo a dormir. No fui e no serei gestor de ar condico-nado, no meu estilo. O que estiver acontecendo na cidade, serei o pri-meiro a saber e o primeiro a tomar providncias.

    Fale! O Sr. pre-candidato Prefeitura de Fortaleza. O Sr. manter mesmo esta inten-o de concorrer? Marcelo Mendes. Eu abomino projetos personalistas. J comu-niquei ao presidente nacional do meu partido, ao diretrio munici-pal e aos companheiros todos que no serei candidato reeleio. Acho que no correto, no jus-to, algum, durante o mandato, se candidatar reeleio. Tanto no legislativo, quanto muito pior no executivo. Ter a caneta, o poder, ter a mquina e se candidatar sem pre-cisar sair do cargo uma violncia que a democracia brasileira, j to madura, no poderia ter permitido. A reeleio, na prtica, um con-vite ao crime. Mesmo no caso do Legislativo, ainda assim, no acho justo. Eu, que j sou vereador, te-nho vantagens sobre meu compa-nheiro de partido que candidato pela primeira vez, isso flagrante. Sou pela absoluta renovao dos quadros polticos a cada 4 anos. mais saudvel para a democracia e nivela todos os candidatos. n

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 21

    O RAPPA EST DE VOLTA

    PARA ACABAR COM QUALQUER FOFOCA SOBRE O fim da banda, O Rappa anuncia a volta aos palcos aps o re-cesso de dois anos. A banda volta com todo o gs apro-veitando para fazer a nova turn partindo do dvd gra-vado em 2009 na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. O show foi feito poucos meses antes da banda entrar em

    recesso. Falco afirmou a um jornal de Curitiba que foi feita uma votao para ver qual banda tocaria naquela garagem (da Rocinha) antes que ela fosse desativada e transformada em conjunto habitacional, e os escolheram.

    S acelerar no saudvel para o artista. preciso parar e dar uma reciclada. Como

    disse Miles Davis, at a pausa msica.

    Por Juliana Dias

    FOTO : DIVULGA RECIFE

    A banda fez um registro ao vivo da carreira e mostrou como a Rocinha um lugar feliz, e que representa todas as comunidades que eles fizeram trabalhos sociais. O repertrio um resumo dos dezoito anos da banda. O lider do O Rappa ainda afirmou: S acelerar no saudvel para o artista. preciso parar e dar uma reciclada. Como disse Miles Davis, at a pausa msica. O tempo fora dos palcos para grupo produtivo. Falco contou que no perodo em que ficaram parados, a banda ganhou mais dois prmios com o ltimo lbum de estdio, 7 Vezes,

    e comps material suficiente para entrar em estdio no comeo do ano que vem. E mais, afirmou que tinham mais de oitenta obras que s precisavam separar e decidir o que iriam trabalhar de letras e melodias no estdio. At abril, j tero a espinha dorsal do novo disco.

    Em Fortaleza, a Arte Produes presenteou os fs da banda trazendo o grupo para uma apresentao na barraca Biruta, em novembro. O show lotado superou todas as expectativas, principalmente pela estrutura de palco e um som de ultima gerao. A produtora de eventos levar uma parte da turn do grupo para algumas cidades do Nordeste brasileiro. Marcelo Rocha, diretor da Arte Produes, contou que alm do O Rappa ainda viro se apresentar em Fortaleza durante o ano de 2012 grandes artistas a nvel nacional e internacional. Estamos trazendo para Fortaleza Pitbull, Chico Buarque, Los Hermanos, Ana Carolina, a festa Pacha Ibiza White Party, e muitos outros astros, afirmou o empresrio. nFALCO, vocalista do Rappa

    Cultura

  • 22 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    Conhea a competncia e o profissionalismo que fizeram da Priscila Eventos uma das maiores empresas de organizaes de evento no Estado do Cear, realizando cerimnias de pequeno, mdio e grande porte. Por Juliana Dias

    A EMPRESRIA PRISCILA CAVALCANTI conquista clientes e amigos com um astral contagiante. Some-se a isso o extenso portfolio no know-how no ramo de eventos a partir de Fortaleza. Isso a fizeram ganhar o prmio Mulher de Viso conferido pela RM Produes de Manaus , justificando assim, sua agenda cheia de compromissos.

    Graduada em Cincias Contbeis pela Universidade de Fortaleza, ingressou no setor eventos. H mais de 20 anos no mercado, a empresa Priscila Eventos conta com o profissionalismo de sua filha e mestre de cerimnia, Malu Cavalcanti, e do apoio executivo do marido, Epitcio Vascon-celos. Juntos colocaram empresa como uma das principais or-ganizadoras de eventos no Cear fruns, conferncias, lana-mentos imobilirios, feiras, formaturas, casamentos, premiaes e festas privadas na alta sociedade cearense.

    Uma mulher de viso

    Sabemos, que, a realizao de um evento para poucos. Muitos ten-tam se titular como cerimonialista sem ter uma devida for-mao, e, comum vermos exemplos assim na sociedade. S que, na prtica, esses aprendizes, por no terem expe-rincia suficiente e capacitao, pecam, sem fazer uso do verdadeiro papel do profissional de eventos, que inclui o controle de todos os prestadores de servios e pessoas que ali esto trabalhando. O resultado fi-nal de responsabilidade do organizador.

    So dezenas de certificados e prmios, com-provando sua especialidade e o reconhecimento pblico. Hoje, Priscila Eventos forte referncia

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 23

    1 2 EVENTOS. 1. A empresria Priscila durante evento com Gasto Bittencourt 2. Priscila em um evento de quinze anos com a aniversariante 3. No casamento de Pedro Isaac e Lia

    na qualidade de eventos sociais e os corporativos. Ela faz questo de equacionar a frmula eficien-te, eficaz, experiente. H 23 anos no mercado reagional a partir de Fortaleza considerada a empresa Rainha do Mercado Imobili-rio Cearense, por realizar cerca de 95% dos eventos no segmento. No deixando o resultado diferente nos sociais, na realizao de lindos de-buts, casamentos e bodas, sempre em busca de concretizao de so-nhos com satisfao.

    A nova etapa da empresa tem conquistado com xito as produ-es executivas de algumas publi-caes locais, inclusive da Fale! da Omni Editora.

    Mesmo tendo o perfeccionismo como caracterstica pessoal, Pris-cila afirma que a perfeio ainda um fenmeno divino, at celestial, mas nas atividades terrenas, a em-presa tem investido na composio da cadeia produtiva buscando for-necedores comprometidos em ob-ter a plenitude de um projeto.

    A gestora participa ativamente

    de todas as etapas que envol-vem a realizao de um evento, iniciando pelo planejamento que envolve objetivo e execuo procurando atingir o propsito esperado pelo cliente exter-no, o Gestor, como tambm, o cliente interno, os profissionais envolvidos. A profissional Pris-cila Cavalcanti considerada uma maestrina por conseguir reger esta orquestra de profis-sionais com habilidade. Afirma

    ainda, que a deficincia maior en-frentada pela empresas de eventos a falta de capacitao dos profis-sionais, afinal, a estrutura bsica de executar, promover e realizar even-tos simplesmente formada por re-

    des de relacionamentos.Mais uma vez, concluiu que

    depende da cadeia produtiva dire-cionada e compreendida em apro-ximadamente 52 elos interligados pela tica e profissionalismo.

    Cada evento que passa pela prancheta da empresa inesquec-vel, cada um com suas peculiarida-des. Em virtude da experincia, j realizou sonhos de eventos de pe-quenos, mdios e grandes portes. Assim, atingiu uma mdia alta na concluso deste aprendizado.

    O segmento de eventos apre-senta um crescimento constante em todo planeta, tornando-se uma importante fonte econmica e gera-dora de benefcios sociais. Assim, de grande valia a necessidade de es-pecializao e estudos direcionados a esta rea com procedimentos e tcnicas na organizao de eventos. E no Cear assim, tambm.

    O corpo docente da empresa tem perfil familiar. A filha, Malu Cavalcanti, ocupa a Diretoria Tcnica, Mestre de Cerimnias, Turismloga com MBA em Orga-nizao e Gesto em Eventos pela Estcio FIC, e poliglota. O marido, Epitcio Vasconcelos, administra-dor de empresas, ocupa a Diretoria Administrativa e Financeira. Eu sou o corinda dela, brinca.

    Hoje vice-presidente do Sindie-ventos, diretora de Eventos do Skal Internacional de Fortaleza, Conse-lheira da BPW Fortaleza, membro do Comit Nacional de Cerimonial e Protocolo e Membro do Rotary Club Internacional Centenrio. n

    Mercado ascendente O nmero de eventos realizados por

    empresas brasileiras em 2011 cresceu 43%, segundo dados da pesquisa O Impacto Econmico dos Eventos, enco-mendada pelo Instituto Alatur, em par-ceria com o captulo brasileiro da Mee-ting Professionals International. Houve tambm uma maior profissionalizao do setor, com mais investimento em tec-nologia e ferramentas para medir o de-sempenho. O ndice superou o resultado alcanado em 2010, quando a expanso foi de 41% em relao ao ano anterior. O estudo aponta ainda que, no perodo, foram gastos, em mdia, R$ 2,4 milhes por empresa.

    Entre as informaes apuradas, um dos destaques o aumento no investi-mento em eventos prprios, como con-venes, lanamentos de produtos e pa-trocnios de shows.

    3

  • 24 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    REPORTAGEM E S P E C I A L

    O MUNDO UMA REDE

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 25

    O MUNDO UMA REDE

  • 26 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    ELAS ESTO NA INTERNNET

    E FAZEM PARTE DE

    NOSSSAS VIDAS. AS REDES SOCIAIS, TRANS-

    FORMARAM CADA USURIO EM emissor de in-

    formao, opinio e, s vses de boato e de

    preconceitos. Mas na conta geral as redes

    sociais so um fenmeno positivo ao conferir

    cidadannia na boca do cai-

    xa a cada um dos seus usurios. Face-

    book se consolida como uma rede mais

    ecltica e poderosa. Twitter se consolida como mi

    croblog

    e o YouTube, como uma grande bablia de sons e im

    agens.

    Uma rede social uma estrutura social compost

    a por

    pessoas ou organizaes, conectadas por um ou

    vrios

    tipos de relaes, que partilham valores e objetiv

    os co-

    muns. Uma das caractersticas fundamentais na d

    efinio

    das redes a sua abertura e porosidade, possib

    ilitando

    REPORTAGEM E S P E C I A L

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 27

    relacionamentos horizontais e no hierrquicos e

    ntre

    os participantes. Redes no so, portanto, apenas u

    ma

    outra forma de estrutura, mas quase uma no es

    tru-

    tura, no sentido de que parte de sua fora est na

    ha-

    bilidade de se fazer e desfazer rapidamente, defen

    dem

    Fbio Duarte e Klaus Frei no ensaio Redes Urbanas

    .

    Muito embora um dos princpios da rede seja sua abertura e ca-pilaridade, por ser uma ligao social, a cone-xo fundamental entre as pessoas se d atravs da identidade. Os li-mites das redes no so limites de separao, mas lim

    ites de

    identidade, argumenta Fritjof Capra

    no ensaio Vivendo Redes. No um

    limite fsico, mas um limite de expecta-

    tivas, de confiana e lealdade, o qual

    permanentemente mantido e renegocia-

    do pela rede de comunicaes, As redes

    sociais online podem operar em dife-

    rentes nveis, como, por exemplo, redes

    de relacionamentos facebook, orkut,

    myspace, twitter , redes profissionais

    LinkedIn , redes comunitrias redes sociais em bairros ou cidades , redes po-lticas, dentre outras, e permitem analisar a forma como as orga-nizaes desenvolvem a sua actividade, como

    os indivduos alcanam os seus objecti-

    vos ou medir o capital social o valor

    que os indivduos obtm da rede social.

    As redes sociais tem adquirido impor-

    tncia crescente na sociedade moderna.

    So caracterizadas primariamente pela

    autogerao de seu desenho, pela sua

    horizontalidade e sua descentralizao.

    Um ponto em comum dentre os diversos

    tipos de rede social o compartilhamento de

    informaes, conhecimentos, interesses e esfor-

    os em busca de objetivos comuns. A intensi-

  • 28 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    ficao da formao das redes sociais, nesse sentido, reflete um processo de fortalecimento da Sociedade Civil, em um contexto de maior participao demo-crtica e mobilizao social.

    Formas de redes sociais. As redes sociais costumam reunir uma motivao co-mum, porm podem se manifestar de diferentes formas. As principais so: Redes comunitrias, es-tabelecidas em bairros ou cidades, em geral tendo a finalidade de reunir os interesses comuns dos

    habitantes, melhorar a situao do local ou prover outros benefcios.

    Redes profissionais, prtica conhecida como networking,tal como o linkedin, que procura for-talecer a rede de contatos de um indivduo, visando futuros ganhos pessoais ou profissionais.

    Redes sociais online, tais como facebook, orkut, myspace, twitter, que so um servio online, platafor-ma ou site que foca em construir e refletir redes so-ciais ou relaes sociais entre pessoas, que, por exem-plo, compartilham interesses e/ou atividades.

    O FUTUROBRUCE STERLING, Rscritor,orador, designer e futurista

    Steve Jobs nunca foi exatamente um futurista. Eu sou um futurista, porque os futuristas tm pblico. Jobs teve usurios. Se ele tivesse morrido de

    cncer h 70 anos atrs, a histria o teria categorizado como Nikola Tesla o foi como o Thomas Edison de Bill Gates. O cara era um excntrico, um vegetariano hippie com a cabea embalada pelo cido, um maluco do estilo Tesla salvo de ser considerado ruim para os negcios pelo prprio cargo.

    Jobs era por demais irascvel, judicioso e competitivo para ser um futurista. Os futuristas so indivduos que enxergam longe e cosmopolitas ao ponto de se tornarem amorais. Elas deixam as coisas pequenas ficarem de lado, porque a prpria histria deixa as coisas pequenas de lado. Steve Jobs nunca deixou nada de lado. Ele leu o livro 1984 de George Orwell, e designou um assessor da Superbowl que berrava que o 1984 de Orwell nunca aconteceria, justo porque, ele, Steve Jobs, havia decidido de outra maneira.

    Seu senso de planejamento o tornou diferente depois que ele largou a universidade, viajou para a ndia e deu uma boa verificada em um certo tipo de espiritualidade instantnea. Ele renunciou aos bens materiais e contraiu escabiose e desenteria. Jos nunca falou muito acerca de suas lies aprendidas durante a sua viagem ndia, o que me leva a

    pensar que devem ter sido cruciais para ele.

    Com sua astuta nfase ao utilitrio, ele tornou minha vida mais fcil subvertendo tudo na qual ela se centralizava- manuscritos datilografados, cartas ponderadamente escritas, msica em discos de vinil obscuros e difceis de encontrar, longas e caras conversas ao telefone e cenas regionais intensamente criativas.

    Ele evaporou tudo, projetando-as em um avatar iCloud do tamanho da palma da mo. Hoje eu migro entre cidades em dois continentes, tirando a parafernlia de Jobs dos meus bolsos dzias de vezes durante o dia. Pensar diferente significa viver diferente, apesar de que o termo diferente no vincula necessariamente ao fato de ser melhor.

    Assim sendo, no vai demorar at que cada buginganga polida de Jobs seja sucateada ou reciclada. Isso contudo no ir mudar o seu legado-um instrumento de diferena.

    REPORTAGEM E S P E C I A L

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 29

    INTERNET VERSUS INDSTRIA CULTURAL

    O que Gutenberg teria a ver com Bill Gates? Bem, tudo, ou quase tudo. Com o atual embate entre a mdia virtual e os cones e regras do jogo da inds-tria cultural, fica a indagao a que

    ponto estaria-se vivendo uma encruzilhada de transposio de procedimentos da ordem capi-talista, justo por conta da diluio das normas de consumo tradicional dos bens culturais.

  • 30 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    A gratuidade e o acesso livre ofertados pela Internet de obras musicais, liter-rias e imagsticas, ingressa no debate que posiciona o comprometimento da auto--sustentabilidade da indstria cultural em face da abertura de acesso aos bens culturais proporcionada pela rede virtual e suas vias de compartilhamento.

    Voltando pergunta inicial sobre Gutenberg e Bill Gates, se conduz a resposta de ambos terem vivido em momentos histricos similares e de transio. Com a inveno da imprensa Gutemberg, abriu na Alemanha do sculo XV, uma via de acesso ao conhe-cimento adstrita anteriormente ao mbito do binmio Igreja- Estado, cujo programa ideolgico congelava o conhecimento na curralizao do dogmatismo. O prprio regime feudal com seus desdobramentos mesmo estertorais, passou a ter seus dias conta-dos com as possibilidade ampla de acesso ao conhecimento propiciada pela inveno

    da imprensa.

    REPORTAGEM E S P E C I A L

    Com a Internet as regras do jogo do consumo de mas-sa passam a sofrer uma reciclagem, na medida em que os limites financeiros da informao sim-plesmente deixam de existir, para dar lugar uma deseliti-zao do conheci-mento e do acesso

    pura e simples s criaes artsticas. nvel de ensejo a uma conscientizao social

    mais ampla e crescente, foi uma mudana mais do que oportuna, agora no que se refere sustentabilidade da prpria indstria do conhecimento e da arte, as ferra-mentas virtuais criaram uma lacuna e uma indagao- Qual ser o prximo passo?

    Capitalismo se recicla. Para o jor-nalista Lus Srgio Santos, o sistema capitalista se rein-venta, de modo que todo o dinheiro que deveria ir para gravadoras, editoras e similares encontrar outros des-tinos, seguindo a prpria lgica do capitalismo em si, onde nada se perde, tudo se fatura.

    J o radialista Ronaldo Csar, coordenador da R-dio FM Assemblia, de Fortaleza, acredita que a gran-de sada para o mercado fonogrfico seria a gravadora vender antecipadamente os fonogramas para uma co-munidade virtual qualquer que o viabilizaria o produ-to virtualmente como bem lhe aprouvesse.

    Acontece que os dados no so bem animadores, com grandes nomes da msica em geral, recuan-do diante de grandes projetos fonogrficos, para produes menos dispendiosas do registro de seu trabalho, o que coloca instncias mercadolgicas prioritrias em relao prpria qualidade de sua

    Internet sob censuraUm deputado americano do Partido Republicano, La-mar Smith foi o principal articulador de um projeto de lei antipirataria da Cmara dos Deputados dos EUA intitulado S.O.P.A Stop Online Piracy Act , ou seja Ato pelo Fim da Pirataria na Internet, en-quanto tambm no Senado americano surgiu um pro-jeto semelhante intitulado P.I.P.A Project IP Act. Caso fosse aprovado o projeto SOPA, , os EUA pode-ria obrigar provedores de contedo como o Google e o Yahoo, por exemplo, a retirarem contedos e at sites inteiros do ar, independente at mesmo dos pases onde estivessem hospedados, sob a alega-o de estarem violando direitos de propriedade sobre msicas, filmes, fotos ou textos. Lamar Smith justificou a medida como recurso contra a pirataria que se apropria inclusive da propriedade intelectual dos Estados Unidos. Sites e blogs do mundo inteiro se manifestaram contrrios ao projeto tido como uma ameaa liberdade de expresso, bem como uma forma de censura. Diante das presses, Lamar Smith decidiu suspender a legislao.

    GUTENBERG E BILL GATES,

    VIVERAM MOMENTOS

    HISTRICOS SIMILARES E DE

    TRANSIO.

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 31

    produo artstica em si.Exemplo maior a ausncia fonogrfica de

    Roberto Carlos dos finais de ano, quando seu dis-co era um presente de Natal, com 1 milho ou 1 milho e meio de cpias vendidas. Desde 2006, RC retirou-se dos estdios, segundo informaes do ento divulgador da gravadora Sony Music, Everardo Ramos, justamente por conta da queda vertiginosa da venda de discos, em funo de sua prpria coleo de lanamentos estar disponibili-zado para download gratuito na Internet. Diante do fato, vrios outros artistas j disseram amm diante do liberou geral virtual, deixando suas obras navegarem vontade nos oceanos multiculturais da web.

    No mercado editorial o quadro o mesmo, com a disponibilizao at de obras didticas e culturais, como registros literrios que vo de Dante e Shakespeare, at o nos-so atualssimo Paulo Coelho, cujos livros esto oferecidos virtualmente de mo beijada com todo o seu con-tedo esotrico e tudo mais.

    O mesmo acontece com as obras cinematogrficas, o que de-terminou pelo menos em Forta-leza o fechamento de locadoras de DVD. Dados de 2008 mostram o fechamento de cerca de 2 mil lojas de disco em todo o Brasil, enquanto as grava-doras se debatem em uma crise sistmica pilotada inclusive pelas implantao dos estdios caseiros e devidamente informatizados, crise essa que as-sola o mercado fonogrfico do mundo inteiro. Resultado- O artista musical passa a depender exclusivamente de shows, com sua aposentadoria postergada ad infinitum, s para dar um exemplo bem emblemtico.

    Com todo esse quadro a indstria cultural pas-sa a ter que se reinventar, dentro de uma socieda-de que tambm se reinventa dado ao volume de informaes e consequentemente de questiona-mentos. Como a imprensa de Gutemberg, a Inter-net de Bill Gates, passa a inovar os procedimentos do prprio sistema capitalista que passa a ser por conta disso at autofgico, em decorrncia das suas prprias contradies enfatizadas por todo um programa de inovaes tecnolgicas. Vamos esperar pela nova coisa que vir.

    A crise no se limita a pequenos espaos lo-calizados, atinge tambm s grandes corpora-es como a superpoderosa gravadora EMI, e at os grandes empreendimentos cinematogrficos

    como o filme Tropa de Elite, estrelado pelo ator brasileiro Wagner Moura, que detectou uma eva-so de uma cpia do filme para a pirataria cau-sando um desvio de milhes em faturamento que deveriam ser destinados aos produtores legais.

    A pirataria a grande vilanizada por violaes bvias de direitos autorais e desvios de recursos causadores de impactos sucessivos nas produes formais, mas ela apenas a ponta do iceberg, a causa final de toda uma proliferao de mdias e ferramentas de acesso manipulao imediata da obra de arte em sua verso final e acabada.

    Com Internet e estdios caseiros, as

    gravadoras en-tram rota de que-da livre, j que nin-gum compra mais CD e DVD legais, todo mundo faz down-load, o mesmo acontecendo com filmes e livros. Em suma--liberou geral, democratizou-se a in-formao, mas o lucro de todo esse processo saiu da mo do artista que perdeu o poder de gesto da sua prpria obra.

    A EMI, gravadora dos Beatles e do Pink Floyd, registra quedas desapontadoras de seu retorno fi-nanceiro, o que aponta para uma busca imediata e quase emergencial de sadas virtuais nvel de mercado, j que o crescimento e a penetrao da informtica so dados irreversveis.

    A prpria Hollywood, detentora tradicional de grandes e portentosos investimentos com retornos nababescos, apresentou em 2011, uma arrecadao 8,5% inferior ao mesmo perodo no ano anterior, o que demandaria uma recu-perao de 51% a mais do que o mesmo pe-rodo de dezembro de 2010, s para dar uma compensada.

    MASSIFICAO DA INTERNET

    FATO QUE MUDA A MANEIRA DE VENDER

    OS PRODUTOS CULTURAIS

  • 32 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    REPORTAGEM E S P E C I A L

    AS CARAS D0

    AVATARN

    A QUINTA EDIO DO TWEETFOR OS tuiteiros tive-

    ram a oportunidade de mostrar suas caras,

    se despindo da figura do avatar a repre-

    sentao icnica no Twitter. O Tweetfor no

    foi somente diversionismo. Comeou com um

    debate sobre Redes Sociais e Eleies 2012 e

    terminou e pizza, ou melhor, em feijoada. O evento e

    ncheu de

    cores bosque do Marina Park Hotel, em Fortaleza.

    Promo-

    vido por Alfredo Marques, Freitas Jnior e Svio Q

    uei-

    roz, o Tweetfor um dos maiores eventos de mdia

    s

    socais no Brasil, que a cada edio

    rene um nmero maior no s de

    tuiteiros, mas tambm de pessoas

    conectadas ao mundo virtual, que

    veem na festa a oportunidade de fortalecer ami-

    zades j construdas pelas redes sociais.

    P O R L A R I S S A S O U S A

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 33

    Ns somamos todos, sem fazer crtica a ningum. E essa a ideia. Simples-mente abraar um amigo que voc j conhece pelo computador. Foi assim que Alfredo Marques, organizador do evento, definiu a grande proposta do Tweetfor. A festa vem h 4 edies con-vocando um nmero maior de pessoas a sarem do mundo virtual e dividirem experincias fora da tela do computador.

    Nesta edio, o evento reuniu cerca de 1.500 convidados. A festa iniciou-se s 13 horas, logo aps ao debate O papel das redes sociais nas eleies de 2012, coordenado pelo jornalista Lus Srgio Santos e com a presena de nomes importantes da poltica nacional, como a ex-senadora

    Marina Silva. As atraes musicais Grupo Maravilha, Bloco Carnavalesco Bons Amigos / Bateria Surdo Bom e Banda Mix Brasil alegraram a festa en-quanto os convidados se deliciavam com a feijoada servida. Durante o evento, os organizadores Alfredo Marques, Svio Queiroz e Freitas Jnior fizeram premiaes. Os jornalistas Lus Srgio Santos, Roberta Fonteles, Paulo Csar Nores, Pompeu Vasconcelos, Eliomar de Lima e a banda O verbo foram hom-enageados com o trofu Tweetfor. Ao longo do bosque os stands da Omni Editora, Vivo, Macavi, Frans Caf e

    Messejana Shopping expuseram seus produtos. Houve tambm

  • 34 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    sorteio de brindes. A disposio das mesas foi feita em todo o bosque, de frente para o mar. Enquanto a festa acontecia, os convidados permitiam, por meio de tweets, uma maior interao entre pessoas que no puderam ir ao evento e entre os prprios convidados de outras mesas. O nmero de participantes do Tweet-for aumenta a cada edio, agregando todas as faixas etrias. Isso prova que fazer amigos virtualmente no tem idade. A festa continuou at o anoitecer.

    O PAPEL DAS REDES SOCIAIS NAS ELEIES DE 2012 NO BRASIL

    A partir das 10 hor-as da manh, o au-ditrio do hotel Ma-rina, em Fortaleza, j era palco para o

    painel O papel das redes so-ciais nas eleies de 2012. O debate teve como foco princi-pal a fora de mobilizao das redes sociais na campanha

    de um candidato. A mesa foi coordenada pelo jornalista Luis Srgio Santos, que rece-beu como convidados o ator Jos de Abreu, o secretrio nacional do movimento popular do partido dos trabalhadores, Renato Simes (PT), o prefeito de Maracana, Roberto Pes-soa (PR), o ex-governador do

    Cear e secretrio da sade Lcio Alcntara (PR), o presi-dente do diretrio municipal do Partido Socialista Bra-sileiro (PSB), Karlo Kardoso, o secretrio municipal do meio ambiente, Deodato Ramalho (PT), o presidente da Cmara, Acrsio Sena (PT), o jornalista e blogueiro Eliomar de Lima e a ex- senadora e ambiental-ista Marina Silva.

    A participao ou protagoni-zao dos cidados na poltica por meio das novas mdias, as redes sociais como espao para a mili-tncia e fiscalizao dos atos polti-cos e o twitter como ferramenta de ao poltica foram alguns dos te-mas que nortearam o debate. To importante ou talvez mais impor-tante do que a sua presena [twit-ter] no momento eleitoral, justa-mente a capacidade que o twitter tem de manter atualizada a relao entre cidados e pessoas que tm cargos executivos, disse Renato.

    As falas dos participantes foram divididas de forma que cada um ex-pusesse seus questionamentos e os

    REPORTAGEM E S P E C I A L

    Painel com Deodato Ramalho, Karlo Kardoso, Jos de Abreu, Renato Simes, Lus-Srgio Santos, Lucio Alcntara e Roberto Pessoa

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 35

    comentasse em blocos de tempo de, no mnimo, 10 minutos cedidos por Lus Srgio Santos. A cada pronun-ciamento, novos temas passavam a construir as ideias da plateia. Al-fredo Marques deu incio ao debate dando boas vindas aos palestrantes e reafirmando o objetivo do even-to. As rede sociais demostram o seu instrumento democrtico que viabilizam uma interlocuo ver-dadeira com as pessoas, e isso apro-xima a todos, disse o organizador.

    Jos de Abreu iniciou as discus-ses falando sobre o fenmeno da atomizao do twitter nas prxi-mas campanhas eleitorais. Para o ator, os cidados vo ser envolver com a campanha do seu municpio, cabendo ao candidato escolher se faz a campanha nvel de partido, com o intuito de uniformizar seus eleitores, ou nvel local, atingin-do pores. O twitter, que a rede social que eu mais uso, na eleio para prefeito, vai ser a primeira ex-perincia forte das mdias sociais nas eleies municipais que h 3-4 anos no havia tanta fora assim, afirma Jos de Abreu. J Renato Si-mes falou sobre a participao do indivduo na poltica, como agente

    ativo, e a migrao dos movimen-tos sociais para a Internet. Alm do crescimento institucional, h um nmero crescente de militantes polticos que querem fazer da rede o seu espao de militncia. O seu espao de dar opinio, de interagir, de mobilizar, de ser criativo, disse.

    Lcio Alcntara analisou a capa-cidade de adeso virtual do cidado s ideias presentes na rede. Para ele,

    no se pode ter a pretenso de que tuitando compulsivamente que voc vai chamar uma multido para estar em qualquer lugar, pois nem sem-pre as pessoas que comentam ou postam so as mesmas que realizam manifestaes nas ruas. Mas o ex--governador no duvidou que quan-to maior o nmero de pessoas tem acesso a Internet, maior o alcance da campanha Lcio tambm atribuiu a perda dos furos pelos jornais ins-tantaneidade da Internet, apesar ainda da sua falta de credibilidade. Para ele, o uso das redes sociais na Internet um canal da oposio para extravasar sua indignao. A Internet, pela questo do anonima-to, tem um carter predador. Ela um instrumento muito mais para destruir do que construir a imagem de uma pessoa, afirmou. Lcio en-cerrou sua fala dizendo no saber se a prxima campanha municipal vai ter o mesmo efeito que a campa-nha nos estados Unidos, visto que os contextos sociais, culturais e po-lticos desses pases so diferentes.

    Karlo Kardoso posicionou-se a favor da ideia que prev a sada de uma campanha baseada em san-

    As rede sociais

    demostram o seu potencial

    democrtico que viabiliza uma interlocuo

    verdadeira com as pessoas, e

    isso aproxima a todos.

    ALFREDO MARQUES

    FOTO TAMARA LIMA

  • 36 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    tinhos e apertos de mo para uma campanha vinculada s redes sociais. Ainda faz parte da nossa cultura a questo dos vereadores de bairros. Ora se eu estou preso aos interesses de uma comunidade, como que eu vou sair dessa relao corpo a cor-po e discutir a cidade?, disse o pre-sidente do diretrio municipal do PSB. J Roberto Pessoa acredita que as redes sociais devem ter um papel preventivo nas eleies, fiscalizando os atos dos polticos. Porque, segun-do o prefeito, os partidos brasileiros e a Justia no realizam esse traba-lho. Est sendo comprado passe em dinheiro vivo, para uma pessoa sair de um partido e ir para outro. Quando no com dinheiro com cargo, explicou. Para o prefeito, as redes sociais podem fazer com que o pblico conhea mais os candidatos antes mesmo do incio da campanha.

    Deodato Ramalho destacou o oportunismo pelos quais muitos polticos submetem seus eleitores. Para o secretrio do meio ambiente, a imerso no twitter, muitas vezes se d por modismo, como uma moda todo mundo v, passou a eleio todo mundo some [do twit-ter], afirmou. Deodato disse ain-

    da que o nvel de desinformao, principalmente da juventude com relao poltica imenso. Para ele, dever dos polticos destruir essa mentalidade que condiciona a po-ltica a uma organizao perversa.

    Marina Silva iniciou sua fala afir-mando ser recm adotada no mun-do digital e que se utilizou da Internet para que as pessoas tomassem um maior conhecimento da sua campa-

    nha presidencial. Mas posicionou--se contra o uso da Internet voltada como nica meio de fazer campa-nha. A gente tem que olhar para a Internet muito mais como uma fer-ramenta, no como essncia, disse. A ambientalista tambm criticou o consumo exagerado que nos torna exterminadores do futuro. Para ela, as crianas desde pequenas so inda-gadas sobre o que vo ser, e no sobre o que elas vo fazer quando crescer.

    Acrsio Sena concordou com Ma-rina na questo das redes socias serem ferramentas. O presidente da Cma-ra tambm reforou que a capacida-de das redes sociais substiturem os movimentos sociais um mito. As redes sociais esto conectadas com a ideologia, afirmou. Eliomar de Lima, que possui cinco anos de blog, brin-cou ao dizer que as redes sociais so uma feijoada. O jornalista usou a metfora para mostrar que nas redes sociais, qualquer pessoa pode opi-nar e postar contedo, e que essa nova forma de democracia, assus-ta os donos da mdia. Mas ele tambm afirma que preciso ter cuidado ao fornecer informao Internet. Quem no oferecer um bom feijo, no fica no mercado.

    O twitter, a rede

    social que eu mais uso, viver em

    2012, a primeira experincia forte das mdias sociais

    em eleies municipais que h

    3-4 anos no havia tan.

    JOS DE ABREU

  • J A N E I R O 2 0 1 2 | Fale! 37

    PAINEL. 1. Jos de Abreu minutos antes da abertura do debate 2. Alfredo Marques entrevista Roberto Pessoa 3. Marina Silva discursa 4.Lus Srgio d boas-vindas Marina Silva 5. Painelistas tutam durante o debate 6. Svio Queiroz bate fotos do painel

    2

    1

    3

    JORNALISMO ONLINE REDES SOCIAIS

    O Jornalismo on-line, atravs das Redes Sociais do Estado possui caractersticas de 3 gerao, por explorar todas as potencialida-des oferecidas pela rede. Faz uso de recursos de multimdia como sons, imagens, vdeos etc. Tambm disponibiliza o uso de recursos de interatividade, redes sociais como twitter, facebook, blog entre outros, o que permite a participao constante do leitor.

    Um exemplo disso o site do jornal O Estado de S. Paulo. O site procura destacar a importncia das informaes atravs de ttulos em destaque (manchetes), fotos e vdeos. Permite aos leitores escolher os contedos que desejam acessar, a trajetria a ser seguida e a ordem que pre-ferem visualizar as matrias, disponibilizando uma forma rpida de encontrar as informa-es. O jornal oferece canais de notcias, multimdias, blogs, arquivos, servios, formato digital, verso PDF, no celular e RSS e agora acaba de lanar o primeiro aplicativo brasileiro de notcias para tabletes (iPad e outros). Com este aplicativo voc pode acompanhar em tempo real o que aconteceu no Brasil e no mundo. Com todas essas novidades, garantem maior crescimento e sucesso.

    4

    5

    6

  • 38 Fale! | J A N E I R O 2 0 1 2

    A ideia essa: tirar

    a pessoa da frente da tela do computador e trazer pro mundo real, para fortalecer essas amizades. A gente j faz isso h cinco festas. O Tweetfor d a oportunidade a pessoa de conhecer no mundo real o amigo que fez no mundo virtual.SVIO QUEIROZ, publicitrio e organizador do TweetFor @Queirozcostaart

    uma festa que eu gosto muito de vir por saber que

    uma oportunidade que a gente tem aqui de interagir com pessoas das mais diferentes reas de trabalho, amizade. um contraponto daquilo que a gente diz que a Internet isola as pessoas.PAULO CSAR NORES, jornalista e comentarista esportivo @pcnoroes

    Hoje eu conheci em torno de umas 30 pessoas que eu conheo s pelo twitter. PEDRO FURLAN, estudante @PedrofurlannnEu acho que um evento desse maravilhoso para se reunir pessoas maravilhosas que integram essa rede social de

    grande valor.ALERRANDRO LIMA, colunista e diretor de marketing @AlerrandrolimaA importncia do Tweetfor o momento de confraternizao e de encontro de temas inclusive importantes pro Brasil. Acho que uma nova forma de se divertir, comer feijo, ouvir samba, fazer amizade e de fazer uma relao entre o mundo virtual e a vida real. PRETO ZEZ, presidente da Cufa Brasil

    Estou aqui para confraternizar, conhecer pessoas que eu conhecia s pelo twitter. Interagir com os amigos que a gente j interage pessoalmente.RITA FEITOSA, empresria @RitafeitosaO network muito importante saber que as pessoas no so s 140 caracteres, elas existem, elas so de verdade, no so s recrios numa rede social. JSSICA NAYANNE,