Fale! _ 94

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Revista de Informação

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  • www.revistafale.com.br | JANEIRO de 2013 | Fale! | 1

    Revista de informaoANO VI N 94 OMNI EDITORAwww.revistafale.com.br

    espera de um larQuase 40 mil crianas e adolescentes vivem

    em abrigos em todo o pas. Eles esperam que a Justia defina seu destino: voltar para a famlia biolgica ou ser encaminhados para adoo

    SUSAN GREENFIELD A tecnologia est moldando uma gerao de crianas apticas, incapazes de pensar por si prprias.

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    ISSN 1519-9533 OMNIEDITORA R$ 12,00

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    MO025-12 - ANUNCIO BALANO 410x265.indd 1 28/01/13 14:57

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    NOSSA ECONOMIA

    MAIS FORTE QUANDO

    USAMOS OS TALENTOS

    E A CRIATIVIDADE DOS

    IMIGRANTES CHEIOS

    DE ESPERANAS. [A

    REFORMA] NECESSITAR

    DE UMA SEGURANA

    SLIDA DAS FRONTEIRAS

    OFERECENDO UM

    CAMINHO [EM DIREO

    CIDADANIA]

    BARACK OBAMA, presidente dos

    Estados Unidos, sobre a nova Lei

    de Imigrao

    Quase todos os homens so capazes de suportar adversidades, mas se quiser por prova o carter de um homem, d-lhe poder ABRAHAM LINCOLN

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    Joaquim Barbosa e o Julgamento do MensaloFRASES ANTOLGICAS DO MINISTRO DO STF

    [O conjunto probatrio coloca Dirceu] como mandante das promessas de pagamento das vantagens indevidas a parlamentares para apoiar o governo

    No Brasil, o que pblico no se transmuta em privado se a verba pblica

    Os atos que pratiquei nesse processo poderia classificar at de muito generosos

    Marcos Valrio mentiu em seu interrogatrio. interessante notar que ele muda de verso conforme as circunstncias

    A lavagem de dinheiro foi feita em uma ao orquestrada com diviso de tarefas tpica de um grupo criminoso organizado

    Eu nunca tinha ouvido isso, entrega de dinheiro a domiclio

    Partidos polticos no so vocacionados ao repasse de grandes somas de dinheiro de um para o outro. Eles competem entre si. Teria que ser muito ingnuo para acolher essa alegao

    [As provas] colocam o ento ministro da Casa Civil na posio central da organizao e da prtica, como mandante das promessas de pagamento das vantagens indevidas a parlamentares para apoiar o governo. Entender que Marcos Valrio e Delbio Soares agiram e atuaram sozinhos, contra o interesse e a vontade de Dirceu, nesse contexto de reunies fundamentais, inadmissvel

    A empreitada criminosa muito maior do que a que ns estamos examinando nesses autos

    FOTO: SCO_STF

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    Meio ambiente e sustentabilidade

    so nossas prioridades. O primeiro caderno verde

    do Brasil. Toda tera-feira, informaes sobre

    meio ambiente e sustentabilidade.

    Rua Baro de Aracati, 1320 - Aldeota www.oestadoce.com.br

    H mais de 4 anos plantando para o futuro.

    Fale 92 _ os 30 0000 C A P A 0002.indd 2 7/7/2012 10:12:18

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    Online TECH

    COMUNICAO

    Cmera policialA empresa Taser, a mesma que fabrica pistolas incapacitantes lanou a filmadora Axon Flex, acoplada a culos, que produz udio e vdeo compatvel com smartphones como iPhones e outros aparelhos com sistema android. A ideia original servir o aparato policial j que em alguns pases comum filmar o procedimento de abordagem para dar transparncia e evitar verses que no a da polcia. FONTE www.taser.com/flex PRODUTO Axon Flex

    COMPUTAO

    Sinta o jogoO PlayStation Vita o console porttil da Sony que traduz a tentativa da empresa de liderar o mercado de jogos para equipamentos portteis, que explodiu com a popularidade de aplicaes para smartphones e tablets. O console porttil ttil e com sensores de movimento considerado o sucessor do PlayStation Porttil. Os jogadores podem se conectar por meio de redes celulares ou redes Wi-Fi, alm do produto ser equipado com a tecnologia de GPS. FONTE br.playstation.com/psvita/

    PRODUTO PS Vita PREO US$ 300

    PATENTES

    Ao contra FaceA empresa Rembrandt IP Management anunciou um processo contra o Facebook, alegando que a maior rede social do mundo utiliza indevidamente patentes registradas pelo holands Joannes Jozef Everardus Van Der Meer, j falecido. As patentes esto associadas empresa de tecnologia Aduna, criada pelo holands (tambm chamado de Jos van der Meer). O processo contra o Facebook foi aberto no estado da Virgnia, EUA.

    Meio ambiente e sustentabilidade

    so nossas prioridades. O primeiro caderno verde

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    Histria de Capa

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    Quase 40 mil crianas e adolescentes vivem

    em abrigos no Brasil. Aprovada em 2009, a Lei Nacional da Adoo regula a situao das crianas que esto em uma das 2.046

    instituies de acolhimento. P O R A M A N D A C I E G L I N S K I

    FOTO MARCELLO CASAL JR. _ ABR

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    Em uma ampla sala colorida, cercado por cuidadoras, um grupo de seis bebs, com 6 meses de idade em m-dia, divide o mesmo espao, brinquedos e histrias de vida. Todos eles vivem em uma insti-tuio de acolhimento enquanto aguardam que a Justia defina qual o seu destino: voltar para a famlia biolgica ou ser encaminhados para adoo.

    A realidade das 27 crianas que moram no Lar da Criana Padre Ccero, em Taguatinga, no Distrito Federal (DF), repete-se em outras instituies do pas. Enquanto aguardam os trmites judiciais e as tentativas de reestruturao de suas famlias, vivem em uma situao indefinida, espera de um lar. Das 39.383 crianas e adolescentes abrigadas atualmente, apenas 5.215 esto habilitadas para adoo. Isso representa menos de 15% do total, ou apenas um em cada sete meninos e meninas nessa situao.

    Aprovada em 2009, a Lei Nacional da Adoo regula a situao das crianas que esto em uma das 2.046 instituies de acolhimento do pas. A legislao enfatiza que o Estado deve esgotar todas as possibi-lidades de reintegrao com a famlia natural antes de a criana ser en-caminhada para adoo, o que visto como o ltimo recurso. A busca pelas famlias e as tentativas de reinserir a criana no seu lar de origem podem levar anos. Juzes, diretores de instituies e outros profission-ais que trabalham com adoo criticam essa lentido e avaliam que a criana perde oportunidades de ganhar um novo lar.

    um engodo achar que a nova lei privilegia a adoo. Em vez disso, ela estabelece que compete ao Estado promover o saneamento das deficincias que possam existir na famlia original e a nfase se sobressai na colocao da criana na sua famlia biolgica. Com isso, a lei acaba privilegiando o inter-esse dos adultos e no o bem-estar da criana,

    avalia o supervisor da Seo de Colocao em Famlia Substituta da 1 Vara da Infncia e da Juventude do DF, Walter Gomes.

    Mas as crticas em relao legislao no so unnimes. O juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justia Nicolau Lupianhes Neto avalia que no h equvoco na lei ao insistir na reintegrao famlia

    natural. Para ele, a legislao traz muitos avanos e tem aju-dado a tornar os processos mais cleres, seguros e transparentes. Eu penso que deve ser assim [privilegiar a famlia de origem], porque o primeiro direito que a criana tem nascer e crescer na sua famlia natural. Todos ns temos o dever de procurar a todo momento essa permanncia na famlia natural. Somente em ltimo caso, quando no houver mais soluo, que devemos promover a destituio do poder familiar, defende.

    O primeiro passo para que a criana possa ser encaminhada adoo a abertura de um processo de destituio do poder familiar, em que os pais podero perder a guarda do filho. Antes disso, a equipe do abrigo precisa fazer uma busca ativa para incen-tivar as mes e os pais a visitarem seus filhos, identificar as vulnera-bilidades da famlia e encaminh-la aos centros de assistncia social para tentar reverter as situaes de violncia ou violao de di-reitos que retiraram a criana do lar de origem. Relatrios mensais so produzidos e encaminhados s varas da Infncia. Se a con-cluso for que o ambiente familiar permanece inadequado, a equipe indicar que o menor seja en-caminhado para adoo, deciso que caber finalmente ao juiz.

    Walter Gomes critica o que chama de obsesso da lei pelos laos sanguneos. Essa nfase acaba demonstrando um certo preconceito que est incrustado na sociedade que a superval-orizao dos laos de sangue. Mas a biologia no gera afeto. A lei acaba traduzindo o precon-ceito sociocultural que existe em relao adoo.

    Uma das novidades intro-duzidas pela lei e que tambm contribui para a demora nos *Os nomes das crianas foram trocados em acordo com o Estatuto da Criana e do Adolescente (ECA)

    Histria de Capaa

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    A diretora do abrigo Lar da Criana Padre Ccero, M