FORMAÇÃO DOCENTE: ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS...

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(83) 3322.3222 [email protected] www.cintedi.com.br FORMAÇÃO DOCENTE: ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE) NA EDUCAÇÃO BÁSICA Carla Salomé Margarida de Souza (1); Marlene Barbosa de Freitas Reis (1); Lilian Cristina dos Santos (2) Mestranda do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias da Universidade Estadual de Goiás (UEG)/Câmpus CSEH. Docente da Universidade Estadual de Goiás (UEG)/Câmpus Inhumas. E-mail: [email protected] Doutora. Docente do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias, PPG-IELT da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Coordenadora do Curso de Pedagogia da UEG/Câmpus Inhumas. E-mail: [email protected] Mestranda do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias da Universidade Estadual de Goiás (UEG). E-mail: [email protected] Resumo: A Política Nacional de Educação Especial numa perspectiva inclusiva (2008), reforçada pela Resolução do CNE N° 04/2009 e pelo PNE 2014-2024, consolidam a necessidade de institucionalização do atendimento educacional especializado nas escolas de ensino regular a todos os discentes com deficiência, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação. Essa demanda aponta para uma grande necessidade de formação docente, visando uma atuação eficaz na sala de recurso multifuncional, a fim de que se cumpra com a função primordial da educação especial de complementar ou suplementar o ensino para alunos público-alvo dessa modalidade de ensino. A formação docente necessita articular saberes pedagógicos específicos para a atuação no AEE. Foi pensando nessa necessidade que o Curso de Extensão em Orientações Pedagógicas para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) na Educação Básica, foi organizado e desenvolvido pelo Laboratório Pensar, Pedagogia Interdisciplinar da Universidade Estadual de Goiás (UEG) - Câmpus Inhumas. Assim, o presente trabalho discute aspectos relacionados aos saberes específicos para o atendimento educacional especializado e apresenta uma experiência exitosa de formação docente para atuação nesse atendimento. O trabalho se referencia teoricamente nos mesmos autores que embasaram o curso de extensão, sendo eles: Bedaque (2014), Reis (2006, 2013 e 2017), Mantoan (2009 e 2010), entre outros. As reflexões advindas desse trabalho reforçam que a formação de professores para a educação especial é crucial para o desenvolvimento de sistemas educacionais mais inclusivos e que a universidade assume papel primordial nesse processo. Palavras-chave: Formação docente, atendimento educacional especializado, curso de extensão, orientações pedagógicas. Introdução A partir da Constituição Federal de 1988 (Art.208, III) o atendimento educacional especializado fora instituído. A garantia desse direito foi reforçada por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96). No mesmo sentido, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva (MEC, 2008), o PNE/2014-2024 e a Lei Brasileira de inclusão nº 13.146/2015, fomenta o acesso, a participação e a aprendizagem dos estudantes com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e Altas

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    FORMAO DOCENTE: ORIENTAES PEDAGGICAS PARA O

    ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE) NA

    EDUCAO BSICA

    Carla Salom Margarida de Souza (1); Marlene Barbosa de Freitas Reis (1); Lilian Cristina

    dos Santos (2)

    Mestranda do Programa de Ps-graduao Interdisciplinar em Educao, Linguagem e Tecnologias da Universidade Estadual

    de Gois (UEG)/Cmpus CSEH. Docente da Universidade Estadual de Gois (UEG)/Cmpus Inhumas. E-mail:

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    Doutora. Docente do Programa de Ps-Graduao Interdisciplinar em Educao, Linguagem e Tecnologias, PPG-IELT da

    Universidade Estadual de Gois (UEG). Coordenadora do Curso de Pedagogia da UEG/Cmpus Inhumas. E-mail:

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    Mestranda do Programa de Ps-graduao Interdisciplinar em Educao, Linguagem e Tecnologias da Universidade Estadual

    de Gois (UEG). E-mail:[email protected]

    Resumo: A Poltica Nacional de Educao Especial numa perspectiva inclusiva (2008), reforada pela

    Resoluo do CNE N 04/2009 e pelo PNE 2014-2024, consolidam a necessidade de

    institucionalizao do atendimento educacional especializado nas escolas de ensino regular a todos os

    discentes com deficincia, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotao.

    Essa demanda aponta para uma grande necessidade de formao docente, visando uma atuao eficaz

    na sala de recurso multifuncional, a fim de que se cumpra com a funo primordial da educao

    especial de complementar ou suplementar o ensino para alunos pblico-alvo dessa modalidade de

    ensino. A formao docente necessita articular saberes pedaggicos especficos para a atuao no

    AEE. Foi pensando nessa necessidade que o Curso de Extenso em Orientaes Pedaggicas para o

    Atendimento Educacional Especializado (AEE) na Educao Bsica, foi organizado e desenvolvido

    pelo Laboratrio Pensar, Pedagogia Interdisciplinar da Universidade Estadual de Gois (UEG) -

    Cmpus Inhumas. Assim, o presente trabalho discute aspectos relacionados aos saberes especficos

    para o atendimento educacional especializado e apresenta uma experincia exitosa de formao

    docente para atuao nesse atendimento. O trabalho se referencia teoricamente nos mesmos autores

    que embasaram o curso de extenso, sendo eles: Bedaque (2014), Reis (2006, 2013 e 2017), Mantoan

    (2009 e 2010), entre outros. As reflexes advindas desse trabalho reforam que a formao de

    professores para a educao especial crucial para o desenvolvimento de sistemas educacionais mais

    inclusivos e que a universidade assume papel primordial nesse processo.

    Palavras-chave: Formao docente, atendimento educacional especializado, curso de extenso,

    orientaes pedaggicas.

    Introduo

    A partir da Constituio Federal de 1988 (Art.208, III) o atendimento educacional

    especializado fora institudo. A garantia desse direito foi reforada por meio da Lei de

    Diretrizes e Bases da Educao Nacional (Lei 9.394/96). No mesmo sentido, a Poltica

    Nacional de Educao Especial na Perspectiva Inclusiva (MEC, 2008), o PNE/2014-2024 e a

    Lei Brasileira de incluso n 13.146/2015, fomenta o acesso, a participao e a aprendizagem

    dos estudantes com deficincia, transtorno global do desenvolvimento e Altas

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    habilidades/superdotao e refora o direito ao atendimento educacional especializado na rede

    regular de ensino, preferencialmente na prpria escola que o estudante est matriculado.

    O atendimento educacional especializado surge como uma nova forma de vivenciar a

    educao especial, na qual o alvo visto por suas diferenas sem discriminao. (SATO;

    LIMA, 2011, p. 106). Essa modalidade de ensino, respaldada em vrios meios legais, aponta a

    grande necessidade de formao docente inicial e continuada, visando uma atuao docente

    compatvel com as demandas de atividades e recursos da sala multifuncional, no intuito de

    complementar ou suplementar o ensino para alunos pblico-alvo da educao especial.

    Tendo em vista o papel da universidade enquanto instituio social necessria e

    relevante para cumprir a funo de socializar, produzir e reelaborar o conhecimento

    cientfico (REIS, 2006, p. 36) e considerando a necessidade apresentada, a Universidade

    Estadual de Gois (UEG), Cmpus Inhumas, por meio do Laboratrio Pensar: Pedagogia

    Interdisciplinar, se props a desenvolver uma ao de extenso voltada para a formao

    docente em educao especial. Ao esta, intitulada: Curso de Extenso Orientaes

    pedaggicas para o atendimento educacional especializado (AEE) na educao bsica,

    contribuindo com pesquisas e estudos que visem a garantia da equidade, possibilitando e

    garantindo o acesso e permanncia de todos, sem qualquer resqucio de discriminao e

    excluso das populaes desfavorecidas. (REIS, 2006, p.38).

    Ao refletirmos sobre o papel da universidade, trazemos como problemtica, as

    seguintes questes: De que maneira, a universidade pode contribuir com a formao docente,

    percebendo os desafios propostos aos profissionais que atuam ou atuaro no AEE? Que

    saberes pedaggicos so necessrios a esses profissionais para que tenham condies de

    atender satisfatoriamente as necessidades especficas das crianas pblico-alvo da educao

    especial, na escola de ensino regular?

    Assim, o presente trabalho discute aspectos de uma ao de extenso da Universidade

    Estadual de Gois, Cmpus Inhumas, ao essa de formao docente para o atendimento s

    demandas atuais da educao inclusiva e compartilha resultados dessa ao, que teve como

    objetivo a formao docente no tocante aos saberes e prticas necessrias ao profissional que

    atua ou atuar no AEE, abordando as orientaes pedaggicas necessrias a cada

    especificidade desse atendimento.

    1. O Atendimento Educacional Especializado na Educao Bsica

    Uma das inovaes propostas pela Poltica Nacional de Educao Especial na

    Perspectiva da Educao Inclusiva (2008) o Atendimento Educacional Especializado

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    AEE, um servio da Educao Especial que eliminem as barreiras para a plena participao

    dos alunos, considerando suas necessidades especficas, atendendo aos princpios de uma

    educao inclusiva. (SEESP/MEC, 2008).

    De acordo com a Resoluo do Conselho Nacional de Educao (CNE) n04/2009, o

    AEE um servio da Educao Especial que identifica, elabora e organiza recursos

    pedaggicos e de acessibilidade que eliminem barreiras para a plena participao dos alunos,

    considerando suas necessidades especficas. Ele deve ser articulado com a proposta da escola

    regular, embora suas atividades se diferenciem das realizadas em salas de aula de ensino

    comum. (BRASIL, 2009).

    Por isso mesmo, o AEE deve ser realizado no perodo inverso ao da classe frequentada

    pelo aluno e preferencialmente, na prpria escola e, ainda a possibilidade de esse atendimento

    acontecer em uma escola prxima. Nas escolas de ensino regular o AEE deve acontecer em

    salas de recursos multifuncionais que um espao organizado com materiais didticos,

    pedaggicos, equipamentos e profissionais com formao para o atendimento s necessidades

    educacionais especiais, projetadas para oferecer suporte necessrio a estes alunos,

    favorecendo seu acesso ao conhecimento. (BRASIL, 2010).

    Essas salas tm como objetivo fortalecer o processo de incluso na escola regular e em

    outras palavras orientar e apoiar as escolas da rede pblica de ensino. O Ministrio da

    Educao instituiu o Programa de Implantao das Salas Multifuncionais, por meio da

    Portaria N 13, de 24 de abril de 2007, e disponibilizam equipamentos, mobilirios, materiais

    didticos e pedaggicos e softwares acessveis para a organizao das salas e a oferta do

    atendimento educacional especializado - AEE.

    Conforme pontua Mantoan (2009, p. 27):

    [...] esse atendimento para melhor atender s especificidades dos alunos com

    deficincia. Abrange, sobretudo, instrumentos necessrios eliminao das barreiras

    naturais que as pessoas com deficincia tm para relacionar-se com o ambiente

    externo. Exemplos: O ensino da lngua brasileira de sinais (Libras), do cdigo braile

    e o uso de recursos de informtica e de outras ferramentas e linguagens que

    precisam estar disponveis nas escolas ditas regulares [...].

    O funcionamento do AEE segundo Carvalho (2010), no deve ser confundido com

    aulas de reforo escolar ou mera reproduo de contedos trabalhados em sala de aula, pois se

    trata de um conjunto de procedimentos especficos mediadores do processo de apropriao e

    produo do conhecimento. Com isso, vemos a necessidade de uma formao docente que

    contemple saberes especficos voltados para o atendimento s especificidades dos recursos e

    servios da educao especial.

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    2. A Formao docente e os saberes especficos para o atendimento educacional

    especializado

    Para que o atendimento educacional especializado realmente funcione, em condies

    de qualidade na escola de ensino regular, necessrio que o professor busque uma formao

    com saberes amplos, e tambm especficos, uma formao que v alm dos conhecimentos

    acadmicos oferecidos nas universidades, trata-se da necessidade de uma formao

    permanente, com aes de formao continuada e aprimoramento de prticas docentes.

    Reis (2013) salienta que a formao inicial um perodo onde o professor tem o

    contato com conhecimentos que provavelmente enfrentar na sua prtica pedaggica. E

    acrescenta ainda que

    [...] somente essa formao no ser suficiente para o desenvolvimento de

    conhecimentos que garantam a efetividade de uma prtica pedaggica que

    contemple princpios inclusivos. Tais conhecimentos para uma gesto inclusiva s

    podero ser adquiridos por meio de uma prtica continuada, reflexiva e coletiva.

    (REIS, 2013, p. 87).

    Paulo Freire (1997, p. 44) refora essa viso de articular teoria e prtica em um

    momento de formao permanente, de autoformao, de reflexo crtica sobre a prtica. [...]

    na formao permanente dos professores, o momento fundamental o da reflexo crtica

    sobre a prtica. pensando criticamente a prtica de hoje ou de ontem que se pode melhorar a

    prxima prtica. Ana Canen, tambm corrobora, que na formao continuada, tem que ser

    algo diferente... Alguma coisa que parta da nossa realidade, dos nossos problemas, junto

    conosco. (CANEN, 2001, p. 223).

    Nesse sentido, percebe-se que o professor de AEE, alm da formao inicial, deve

    buscar construir e articular outros saberes nos encontros de formao em servio, nas

    oportunidades de extenso das universidades e reflexes permanentes sobre o fazer

    pedaggico, sobre a prpria prtica. Exige do professor a capacidade de dominar, integrar e

    mobilizar diferentes saberes (TARDIF, 2002) enquanto condio para sua prtica.

    A formao docente para o AEE deve contemplar a construo de diferentes saberes

    necessrios s especificidades da Educao Especial. De acordo com a Poltica Nacional de

    Educao Especial numa perspectiva inclusiva de 2008,

    O atendimento educacional especializado realizado mediante a atuao de

    profissionais com conhecimentos especficos no ensino da Lngua Brasileira de

    Sinais, da Lngua Portuguesa na modalidade escrita como segunda lngua, do

    sistema Braille, do Soroban, da orientao e mobilidade, das atividades de vida

    autnoma, da comunicao alternativa, do desenvolvimento dos processos mentais

    superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequao e produo

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    de materiais didticos e pedaggicos, da utilizao de recursos pticos e no pticos,

    da tecnologia assistiva e outros. (BRASIL, 2010, p. 24)

    Nesse sentido, para atuar na educao especial, o professor deve ter como base da sua

    formao inicial e continuada, conhecimentos gerais para o exerccio da docncia e

    conhecimentos especficos que atendam s demandas da Educao especial.

    A Resoluo do CNE n4 de 2 de Outubro de 2009, que dispe sobre as Diretrizes para

    o Atendimento Educacional Especializado oferecido na Educao Bsica, determina que o

    professor deve ter formao inicial que o habilite para o exerccio da docncia e formao

    especfica para a Educao Especial.(Art. 12, p.3). Tendo como atribuies, dentre outras,

    elaborar e executar o plano de atendimento educacional especializado, organizar os

    atendimentos, acompanhar a sala comum, estabelecer parcerias entre professores e famlia e

    utilizar tecnologias assistivas1 quando necessrio. (Art. 13, p.3).

    O Plano Nacional de Educao (2014-2024), Lei n 13.005/2014, prev uma poltica

    educacional que reafirma a escola como plural, democrtica e aberta s diferenas, cabendo

    aos sistemas de ensino uma ateno especial meta 4

    Universalizar, para a populao de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficincia,

    transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotao, o

    acesso educao bsica e ao atendimento educacional especializado,

    preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional

    inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou servios

    especializados, pblicos ou conveniados. (BRASIL. LEI N. 13.005, 2014).

    O documento evidencia a necessidade de que o atendimento educacional

    especializado ocorra preferencialmente na escola regular em sala de recursos multifuncionais.

    Com isso, os sistemas de ensino devem se atentar para identificarem a demanda da sala de

    recurso no PAR Plano de Aes Articuladas com o governo federal e a escola, informar as

    matrculas das crianas com deficincias no Censo escolar.

    A secretaria de educao a qual se vincula a escola deve ter elaborado o Plano de

    Aes Articuladas PAR, registrando as demandas do sistema de ensino com base

    no diagnstico da realidade educacional [...] A Secretaria de Educao efetua a

    adeso, o cadastro e a indicao das escolas contempladas por meio do Programa no

    Sistema de Gesto Tecnolgica do Ministrio da Educao SIGETEC, endereo

    http://sip.proinfo.mec.gov.br. (BRASIL, 2010, p. 10)

    1A Tecnologia Assistiva, como um tipo de mediao instrumental, est relacionada com os processos que favorecem,

    compensam, potencializam ou auxiliam, tambm na escola, as habilidades ou funes pessoais comprometidas pela

    deficincia, geralmente relacionadas s funes motoras, funes visuais, funes auditivas e/ou funes comunicativas

    (GALVO FILHO, 2013, p. 8-9).

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    A Lei Brasileira de Incluso, n 13.146, de 6 de Julho de 2015, que estabelece o

    Estatuto da Pessoa com Deficincia, preconiza que os sistemas de ensino devem fornecer

    programas de formao inicial e formao continuada voltada para o AEE e para o ensino de

    Libras e do Sistema Braille, alm do uso de tecnologias assistivas para promover a autonomia

    e a plena participao do aluno com as diversas situaes da vida escolar e social. Lei

    Brasileira de Incluso (Art. 28, p.9).

    Diante das legislaes mencionadas, o que se percebe que a formao docente

    inicial no tem sido suficiente para contemplar o trabalho com as crianas com necessidades

    especiais. preciso que o professor busque aperfeioar suas prticas, desenvolver novas

    habilidades e aprimorar cada vez mais os conhecimentos sobre essa modalidade de educao,

    visto que a mesma pode ser considerada uma modalidade recente no Brasil, e que por isso,

    evidente, ainda h muitos desafios que impedem o profissional de educao exercer um

    trabalho de qualidade.

    Alm do mais, conforme (REIS; et AL, 2017, p. 45), no pela fora da lei que se

    faz incluso. A concretizao da incluso requer na viso das mesmas autoras, aes

    permanentes, investimentos, revises, adaptaes, parcerias, trabalho colaborativo e redes de

    apoio. (REIS, et. AL, 2017). E foi ao analisar essas necessidades que o curso de extenso em

    orientaes pedaggicas para o atendimento educacional especializado (AEE) na educao

    bsica se desenvolveu e apresentou os resultados, discutidos a seguir.

    2. O Curso de Extenso em Orientaes Pedaggicas para o Atendimento Educacional

    Especializado (AEE) na Educao Bsica

    O Curso de extenso em Orientaes Pedaggicas para o Atendimento Educacional

    Especializado AEE na Educao Bsica, foi ministrado pelas professoras Carla Salom

    Margarida de Souza e Marlene Barbosa de Freitas Reis, uma realizao do Laboratrio

    Pensar, Pedagogia Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Gois, no ano de 2017,

    primeiro e segundo semestre, correspondendo 1 e 2 edio.

    Foi ministrado s sextas-feiras no perodo vespertino, na primeira edio e s quartas-

    feiras na segunda edio. Na primeira edio contemplou 24 (vinte e quatro) participantes

    entre acadmicos de Pedagogia, Letras e tambm pessoas da comunidade Inhumense,

    observando-se nessas, a participao de uma aluna de outra instituio de ensino superior e

    quatro professoras de apoio da rede pblica de ensino do municpio de Inhumas- Gois. Na

    segunda edio, foram contemplados 22 (vinte e dois) participantes, entre acadmicos de

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    Pedagogia, Letras e tambm pessoas da comunidade Inhumense, observando-se nessas, a

    participao de 7 (sete) professoras da rede pblica de ensino do municpio de Inhumas e uma

    professora de AEE da rede pblica do municpio circunvizinho.

    A carga horria da primeira edio correspondeu a 40 horas, sendo essas, 25 de aulas

    formais e 15 horas de atividades prticas no Laboratrio de Pedagogia e uma visita tcnica-

    pedaggica ao Centro de Atendimento Educacional Especializado Diurza Leo na cidade de

    Inhumas, onde os participantes tiveram a oportunidade de vivenciar na prtica, diferentes

    eixos de efetivao do AEE, como: o AEE com a utilizao das tecnologias digitais

    acessveis, o AEE por meio da Arteterapia e o AEE com diversificados recursos ldicos para

    estimulao cognitiva da criana com deficincia intelectual.

    Gomes (2010) nos chama a ateno para o fato de que o professor de AEE deve

    propor situaes vivenciais que possibilite ao aluno com deficincia intelectual organizar seu

    pensamento. Deve se fundamentar em situaes-problemas, que exijam que o aluno utilize

    seu raciocnio para a resoluo de um determinado problema.

    A carga horria da segunda edio correspondeu a 60 horas, sendo 30 horas de aulas

    formais e 30 horas de atividades prticas no Laboratrio de Pedagogia e duas visita tcnica-

    pedaggica, uma no Centro de Atendimento Educacional Especializado Diurza Leo na

    cidade de Inhumas e outra no Centro de Ensino Especial So Vicente de Paulo no Municpio

    de Trindade/Gois. Ambas foram experincias muito produtivas para a relao teoria e

    prtica. As participantes tiveram oportunidade de ver o funcionamento do AEE para atender a

    diferentes necessidades especficas de crianas com deficincias (Surdez, cegueira, baixa

    viso, autistas, deficincia intelectual, mltiplas).

    Os contedos do curso abordaram os seguintes temas: fundamentos do AEE; AEE

    para deficincia visual; AEE para deficincia auditiva; AEE para deficincia fsica; AEE para

    deficincia intelectual; AEE para transtornos globais do desenvolvimento e para o transtorno

    de linguagem (dislexia), tambm para o transtorno de dficit de ateno com hiperatividade

    (TDAH) e o AEE para as altas habilidades/superdotao, alm dos saberes necessrios

    construo do plano de desenvolvimento individualizado (PDI) para o AEE.

    O curso possibilitou uma formao docente especfica para o trabalho com o AEE e

    contribuiu de diferentes maneiras, observemos o depoimento de uma das participantes

    Participei das duas edies do curso, contribuiu muito com meus estudos para o meu

    trabalho de concluso de curso e para minha formao docente, posso dizer que o

    ideal seria se todos os acadmicos de licenciatura tivessem a oportunidade de

    cursarem um curso sobre AEE como esse, que articulou to bem teoria e prtica e

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    nos possibilitou uma formao pedaggica especfica para atuar com segurana no

    AEE. Dentre os diversos saberes que constru, posso relatar sobre o TDAH, quando

    trabalhamos com essas crianas, que muitas vezes so rotuladas como

    indisciplinadas, devemos se atentar para um trabalho que aborde: Tcnicas para

    melhorar a ateno e memria sustentadas, a questo do tempo e processamento das

    informaes, fundamental: respeitar um tempo mnimo de intervalo entre as

    tarefas, Incentivar o uso de agendas, calendrios, post-it, blocos de anotaes,

    lembretes sonoros do celular e uso de outras ferramentas tecnolgicas que o aluno

    considere adequado para a sua organizao e a utilizao de tcnicas Inibio e

    autocontrole, como por exemplo, permitir que o aluno se levante em alguns

    momentos, previamente combinados entre ele e o professor, pedir que v ao quadro

    (lousa) apagar o que est escrito, solicitar que v at a coordenao buscar algum

    material, etc. (PARTICIPANTE DAS DUAS EDIES DO CURSO,

    ACADMICA DE PEDAGOGIA)

    Evidenciamos no relato da acadmica, a importncia do curso, que alm de contribuir

    com a formao para o atendimento as necessidades da criana com TDAH, serviu como

    motivao e incentivo para outras pesquisas como o trabalho monogrfico da acadmica.

    As metodologias utilizadas no curso foram aulas dialogadas, com recursos multimdia,

    dinmicas de grupo, discusses, debates, oficinas de produo de materiais adaptados,

    possibilitando aos participantes uma ampla interao e compreenso. Convm ressaltar que ao

    final de cada encontro, o curso ofereceu a todos os alunos, materiais de apoio impresso, para

    complementao dos estudos.

    Alm dos saberes especficos, buscamos provocar reflexes acerca da formao

    docente para atuao na educao especial numa perspectiva inclusiva, com nfase no AEE.

    Observemos o relato de uma acadmica de pedagogia da UEG/Cmpus Inhumas, participante

    do curso:

    O curso de extenso realizado na Universidade Estadual de Gois Cmpus

    Inhumas, denominado Orientaes pedaggicas para o Atendimento Educacional

    Especializado (AEE) na Educao bsica tinha como objetivo provocar reflexes

    acerca dos aspectos legais e pedaggicos, perpassando as orientaes pedaggicas,

    recursos e materiais desenvolvidos em salas de recursos multifuncionais. Este curso

    foi abordado, de maneira esplendorosa, uma vez que em cada encontro, foram

    oferecidas orientaes especficas para o profissional de educao trabalhar nas salas

    de recursos multifuncionais do AEE, abordando todos os eixos temticos e as

    deficincias e transtornos em suas especificidades, alm de materiais pedaggicos

    que poderiam ser utilizados e desenvolvidos pelo responsvel das salas,

    possibilitando uma viso de como devem ser desenvolvidos os trabalhos

    pedaggicos nas salas. Como aluna do sexto perodo do curso de pedagogia e

    bolsista CNPq - que teve como tema pesquisado o AEE -, este curso somou de

    maneira satisfatria para a minha formao, acrescentando informaes e conceitos

    que favoreceram minhas pesquisas e viso como futura educadora. Agradeo

    imensamente a professora que ministrou esse curso, que com toda sua experincia e

    arcabouo terico mediou e conduziu por meio de aulas tericas, prticas e visitas,

    os conhecimentos epistemolgicos do AEE, nossas dvidas, os desafios a serem

    enfrentados e todo o curso de maneira mpar. Tambm agradeo ao cmpus por

    proporcionar aos acadmicos e a comunidade o conhecimento e informaes sobre a

    incluso tal como o AEE, uma vez que a diversidade est presente no contexto

    escolar e de grande valia e necessidade tratarmos com seriedade e respeito

    incluso, haja vista que as diferenas so a principal caracterstica presente nas

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    pessoas humanas, cada um com suas singularidades. (PARTICIPANTE DA 2

    EDIO DO CURSO, ACADMICA DE PEDAGOGIA)

    Percebemos tambm que o curso, preencheu algumas lacunas na formao de

    professores que j atuam no AEE, pois tiveram a oportunidade de entender a utilizao de

    muitos recursos disponveis nas salas de recursos multifuncionais, conforme relata uma

    cursista:

    Agradeo a UEG/Cmpus Inhumas pela oportunidade de participar desse curso de

    extenso. O curso de orientaes pedaggicas para o atendimento educacional

    especializado, posso dizer com convico que sanou vrias dvidas e dificuldades

    que tinha ao atuar como professora de AEE. A forma como o curso foi abordado,

    sendo cada encontro,oferecido orientaes pedaggicas especficas para o AEE em

    todos os eixos, me possibilitou uma viso ampla e ao mesmo tempo especfica dos

    diferentes recursos disponvel na sala multifuncional. Aprendemos quanto a

    utilizao do teclado em colmia, alguns softwares como o Dasher, que possibilita a

    digitao sem o uso do teclado, o aplicativo ABC autismo para o trabalho

    intencional com crianas com o transtorno, a aprendizagem do Braile, orientaes

    para baixa viso, com a utilizao do plano inclinado, a adaptao de materiais

    pedaggicos em Libras, contribuiu de forma fundamental com nossos

    conhecimentos. Para mim, particularmente, foi excelente as experincia obtidas com

    as visitas e com as aulas tericas e prticas. (PROFESSORA DE AEE,

    PARTICIPANTE DA 2 EDIO DO CURSO)

    O curso, tambm provocou reflexes sobre a importncia do professor de AEE

    desenvolver uma prtica colaborativa, com vistas a efetivao de um bom dilogo com

    professores regentes, professores de apoio, equipe pedaggica e demais profissionais da

    escola e tambm outros profissionais especializados, no sentido de vivenciar a educao

    especial como um trabalho transdisciplinar, que dialogue com outras reas e do conhecimento

    humano para que de fato, esse professor, realize um trabalho em parceria com interface com

    outros saberes , buscando superar diferentes barreiras que surgem no cotidiano escolar.

    No curso de extenso em AEE, tivemos a oportunidade de aprender diferentes

    prticas especficas para o nosso fazer pedaggico no AEE, uma abordagem que me

    chamou mais ateno, foi a importncia e a ateno que devemos atribuir ao

    trabalho do AEE de forma colaborativa, onde com fundamentao em Bedaque

    (2014) aprendemos que os professores das salas de recurso multifuncional devem

    atuar de forma colaborativa com o professor da classe regular para a definio de

    estratgias pedaggicas que favoream o acesso ao aluno ao currculo e a sua

    interao no grupo, entre outras aes que promovam a educao inclusiva, como o

    dilogo permanente entre o professor de AEE e todos os docentes e demais

    profissionais da escola. (PROFESSORA DE AEE, PARTICIPANTE DA 2

    EDIO DO CURSO)

    Nesse sentido, o trabalho pedaggico ressurge na escola com possibilidades de

    implementar uma nova cultura social que erradique o egosmo e o individualismo, em busca

    dos laos de solidariedade, cooperao e respeito. a superao de um trabalho isolado, para

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    um trabalho crtico, reflexivo, analtico, criativo, inventivo, agindo diante dos desafios da

    realidade que se apresenta. (BEDAQUE, 2014).

    Com relao ao Plano de AEE, um dos contedos mediados pelo curso, foi a anlise

    de um estudo de caso sobre uma criana com deficincia intelectual e propomos a partir desse

    estudo, a realizao de uma oficina prtica para a elaborao do PDI para deficincia

    intelectual. No tocante a essa experincia, relata uma das participantes:

    Aprendemos como desenvolver o planejamento voltado para as necessidades

    especficas das crianas. Realizar um plano para o AEE, no simples como pensam

    muitos. Exige reflexes sobre as possibilidades de aprendizagem dos alunos, o perfil

    de aprendizagem de cada um e os recursos a serem utilizados na aula no AEE, alm

    da necessidade permanente do dilogo com a professora regente e de apoio.

    (PARTICIPANTE DAS DUAS EDIES DO CURSO, ACADMICA DE

    PEDAGOGIA)

    O planejamento de AEE resulta das escolhas do professor aos recursos,

    equipamentos, e o apoio mais adequado para que possam eliminar as barreiras que impedem o

    aluno de ter acesso ao que lhe ensinado na turma da sala regular, garantindo-lhe a

    participao e sua aprendizagem. Portanto, esses instrumentos a servio da aprendizagem dos

    alunos, no significa que seja um ponto final resumido no processo ensino aprendizagem, mas

    antes de tudo um ponto de partida que nos permita conhecer, atuar e atravs deste

    conhecimento identificar os caminhos, as tcnicas, os mtodos e os contedos a serem

    ministrados aos alunos pblico-alvo da educao especial.

    Com relao ao produto acadmico cientfico do curso, alm da exposio dos

    materiais pedaggicos produzidos no decorrer das aulas prticas, os participantes divididos

    em grupos, apresentaram na sesso de pster da VI Semana de Integrao da Universidade

    Estadual de Gois/Cmpus Inhumas, referente aos conhecimentos interpostos pelo curso. Na

    segunda edio, no segundo semestre de 2017, as participantes tambm divididas em grupos,

    apresentaram psteres relacionados aos contedos do curso, na sesso de pster do II

    Seminrio de Educao Especial e Inclusiva da UEG/Cmpus Inhumas.

    Consideraes finais

    O AEE demanda uma formao docente que seja de fato, ao permanente para alm

    da formao inicial nas universidades. Demanda saberes especficos, peculiares da educao

    especial, que os docentes devem buscar, seja nas formaes em servio, em pesquisas, ou

    formaes continuadas oferecidas pelas universidades, onde destacamos aqui, a experincia

    exitosa da Universidade estadual de Gois, Cmpus Inhumas, com a realizao do Curso de

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    extenso em orientaes pedaggicas para o atendimento educacional especializado (AEE) na

    educao bsica.

    O Curso abordou a necessidade de institucionalizao do Atendimento Educacional

    Especializado - AEE na Educao Bsica, mais especificamente na escola de ensino regular,

    oferecendo aos 46 participantes, uma formao docente em torno das orientaes

    pedaggicas, recursos, servios e materiais desenvolvidos em Salas de Recursos

    Multifuncionais, a fim de que o AEE se cumpra com a sua funo primordial de

    complementar ou suplementar o ensino para os alunos e alunas pblico-alvo da educao

    especial.

    A experincia com o desenvolvimento desse curso de extenso propiciou aos

    docentes, reflexes quanto aos aspectos relacionados prtica pedaggica, alm de contribuir

    efetivamente para melhor embasamento terico mediante suas aes em atendimento

    educacional especializado, capacitando-os nas especificidades dos diferentes eixos de

    atendimento do AEE, alm da aprendizagem fundamentada para a elaborao do PDI e o

    trabalho colaborativo.

    Em suma, podemos dizer que os objetivos do curso em oferecer formao docente

    para atuao no Atendimento Educacional Especializado AEE na educao bsica, com

    foco nas orientaes pedaggicas, recursos e materiais desenvolvidos em salas de recursos

    multifuncionais, foram alcanados e as reflexes advindas dessa experincia, reforam que a

    formao de professores para a educao especial fundamnetal para o desenvolvimento de

    sistemas educacionais mais inclusivos e que a universidade assume papel primordial nesse

    processo.

    Referncias:

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    educacional especializado. Curitiba: Appris Editora, 2014.

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