GIRALDI-TIRO DEFENSIVO-REVOLVER

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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO “TIRO DEFENSIVO NA PRESERVAÇÃO DA VIDA” “MÉTODO GIRALDI” (Registrado) Permitido utilizar citando a fonte MANUAL “REVÓLVER” “CURSO PARA PROFESSORES E USUÁRIOS” ® AUTOR:- CEL PMESP NILSON GIRALDI

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POLCIA MILITAR DO ESTADO DE SO PAULOTIRO DEFENSIVO NA PRESERVAO DA VIDAMTODO GIRALDI (Registrado) Permitido utilizar citando a fonte

MANUAL

REVLVERCURSO PARA PROFESSORES E USURIOSAUTOR:- CEL PMESP NILSON GIRALDIDISTRIBUIO GRATUITA

ESTE MANUAL, COM LIGEIRAS ADAPTAES, SERVE PARA QUALQUER MARCA OU MODELO DE REVLVER, INDEPENDENTE DO SEU CALIBRE

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TIRO DEFENSIVO NA PRESERVAO DA VIDAMTODO GIRALDI (Registrado) Permitido utilizar citando a fonte

Nos ltimos anos, milhares de policiais brasileiros foram assassinados, pelos agressores, quando defendiam a sociedade; outros milhares foram terminar seus dias numa cadeira de rodas ou amparados por um par de muletas, tambm vtimas desses agressores; e outros tantos foram ou esto sendo processados, condenados e afastados do convvio de suas famlias e da sociedade em virtude do uso incorreto de suas armas de fogo, provocando vtimas inocentes e a revolta da sociedade. Este trabalho visa, entre outras coisas, evitar que voc seja o prximo. Leve-o a srio. NILSON GIRALDICEL PMESP

Herldica:- Pomba em vo:- Sociedade ordeira. Tringulo do tiro:- Atuao armada da Polcia em defesa da Sociedade. Cor branca:- Paz; a preservao da vida como prioridade. Cor azul:- Harmonia, equilbrio. Cor laranja:- Sempre alerta.

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REVLVER - MANUAL NDICE

Pg.

Mensagem do autor do Mtodo......................................................................................................... 04 A Complexidade do servio Policial e a Necessidade do Disparo ...................................................... 05 A Importncia da Vida ...................................................................................................................... 06 Orao do Policial............................................................................................................................. 07 Armas Infalveis................................................................................................................................ 08 Autorizao de Uso........................................................................................................................... 09 Cap. 01 - Tiro Defensivo na Preservao da Vida, Mtodo Giraldi Apresentao............... 10 Cap. 02 - Orientaes aos Professores do Mtodo......................................................................... 16 Cap. 03 - Smula da Anlise Pessoal............................................................................................ 19 Cap. 04 - Curso Bsico - Primeira Parte Desenvolvimento .................................................. 20 Cap. 05 - Curso Bsico - Segunda Parte Desenvolvimento ................................................. 25 Cap. 06 - Curso Bsico - Terceira Parte - Desenvolvimento................................................. 30 Cap. 07 - Curso Bsico - Quarta Parte - Desenvolvimento............................................ ....... 34 Cap. 08 - Smula de Avaliao do Curso Bsico (VE)................................................................. 39 Cap. 09 - Algumas Caractersticas e Ensinamentos das Pistas...................................................... 40 Cap. 10 - Planta da PPI/PPA-Padro ....................................................................................... 44 Cap. 11 - Pista Policial de Instruo - Primeira Parte - PPI-Padro ................................ 45 Cap. 12 - Pista Policial de Instruo - Segunda Parte - Outras Pistas .............................. 54 Cap. 13 - Pista Policial de Instruo - Terceira Parte - Teatro.......................................... 56 Cap. 14 - Pista Policial de Instruo - Quarta Parte - Anlise de Casos Reais ..................... 60 Cap. 15 - Pista Policial de Instruo - Quinta Parte - Aplicao em Pleno Servio .............. 61 Cap. 16 - Pistas Policiais Especiais (PPE)................................................................................ 64 Cap. 17 - Pistas Policiais de Aplicao (PPA) - V E............................................................. 65 Cap. 18 - Orientaes ao Aluno Antes de Passar na PPA (V E)................................................ 68 Cap. 19 - Smula de Avaliao da PPA (V E)........................................................................... 70 Cap. 20 - Como Preencher a Smula de Avaliao da PPA (V E) ........................................... 72 Cap. 21 - Limpeza e Manuteno de Primeiro Escalo do Armamento e Equipamentos .............. 74 Cap. 22 - Investimento e Valorizao do Policial........................................................................... 75 ANEXOS Anexo 01 Anexo 02 Anexo 03 Anexo 04 Anexo 05 Anexo 06 Anexo 07 Anexo 08 Anexo 09 Anexo 10 Anexo 11 Anexo 12 Anexo 13 Anexo 14 Sinais Policiais ............................................................................................................ 76 Visada - Focalizao ............................................................................................. 77 Revlver - Principais Perigos ........................................................................................ 78 Revlver - Esclarecimento ao Pblico Interno e Externo.............................................. 79 Alguns Conceitos do Tiro Defensivo na Preservao da Vida, Mtodo Giraldi........ 81 Mensagem do idealizador do Mtodo Giraldi a todos os Policiais ............................... 84 Revlver - Caractersticas e dados tcnicos ................................................................... 88 Pistas - Exemplos de alvos e quadros - Atuao Bsica do Policial ................. 89 Barricada de Treinamento ........................................................................................... 93 Como avaliar o Candidato a Instrutor/Monitor de Usurios do Revlver .................. 94 Smula para Habilitao de Instrutor/Monitor de Usurios do Revlver ................... 95 Treinamento Virtual do Tiro Policial .......................................................................... .... 96 Alvo PM-L-74, de papelo, para o Curso Bsico.................................................. .... 98 Alvo PM-L-4, de papelo, para as PPI, PPE e PPA ......................................... 99

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MENSAGEM DO AUTOR Dedicamos este trabalho a todos os Policiais do Brasil, incansveis e abnegados profissionais de segurana pblica; heris annimos, protetores e escudos da Sociedade que, muitas vezes, pagam com a prpria vida essa rdua, difcil e complexa misso, tida como a mais estressante e perigosa do mundo.NILSON GIRALDI CEL PMESP

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A COMPLEXIDADE DO SERVIO POLICIAL E A NECESSIDADE DO DISPARO

O Servio Policial extremamente complexo e, dentro dessa complexidade, a necessidade de um disparo atinge propores inimaginveis para o pleno raciocnio do policial nesse instante quando, diante da morte, e com as condies fsicas e psquicas totalmente alteradas, ter dcimos de segundo para decidir se efetua o disparo; a Justia, posteriormente, ter vrios anos para concluir se o disparo foi necessrio e correto. O grande desafio:- Como preparar o policial para esse instante? Este trabalho d a resposta.GIRALDI

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A IMPORTNCIA DA VIDA E A INSTRUO DE TIRO Na vida nada mais importante que a prpria vida e se a instruo de tiro lida com a vida e com a morte ela acaba sendo a mais importante, de maior responsabilidade e conseqncias entre todas as instrues; vale a pena investir nelaGIRALDI

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ORAO DO POLICIAL(Para ser rezada antes de sair para o servio e em outras ocasies)

Autor:- Cel PMESP Nilson Giraldi SENHOR: Saio de casa para o servio; fazei com que volte so e salvo. Enquanto protejo outras famlias, por favor, proteja a minha. No deixe que uma bala traioeira me atinja, nem que eu seja instrumento para injustias. Faa com que minha presena irradie segurana e bem estar, jamais medo ou desconfiana. Nos momentos difceis, e diante da morte, no deixe que eu caia em desespero. Sou humano, mortal, s vezes fraco, mas, me faa parecer sobre humano, imortal, forte, a fim de inspirar confiana, esperana e fora aos desamparados. Quando dos meus erros fique do meu lado, pois, todos os demais, por mais pecadores que sejam, estaro contra. D-me fora e sabedoria para auxiliar os desesperados, e f para no desistir diante de uma vida que se acaba. Auxiliai-me a ser criana para as crianas; pai para os desprotegidos; e adulto para os necessitados. Que o vigor de minhas aes seja sempre em proteo paz, vida, aos mais fracos, aos oprimidos e aos humilhados. Que eu saiba ver a beleza do corao, no da face, da cor, da raa, da religio ou da condio social. Que os menos esclarecidos compreendam minhas limitaes e a complexidade do meu trabalho. SENHOR, ABENOAI E PROTEGEI OS POLICIAIS. AMM! (De volta para o lar) Obrigado SENHOR pelo retorno ao seio da minha famlia (GIRALDI)

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ARMAS INFALVEIS Cel PMESP Giraldi

As melhores armas para o policial conquistar o respeito, a simpatia e a colaborao da Sociedade so a educao, o sorriso e a humildade. Para o agressor, a Lei!(GIRALDI)

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AUTORIZAO DE USOESTE MANUAL NO FOI ELABORADO COM FINS FINANCEIROS OU QUALQUER OUTRO OBJETIVO QUE NO SEJA COLABORAR COM OS POLICIAIS, AS POLCIAS E A SOCIEDADE. SUA DISTRIBUIO GRATUITA. UM LEGADO. TODO O SEU CONTEDO EST REGISTRADO. A REPETIO CONSTANTE DO MESMO CABEALHO, NO INCIO DE CADA CAPTULO, OBEDECE PRINCPIOS JURDICOS. PODERO ATUAR COMO PROFESSORES DO TIRO DEFENSIVO NA PRESERVAO DA VIDA, MTODO GIRALDI, UTILIZANDO ESTE MANUAL, POLICIAIS APROVADOS EM CURSOS OFICIAIS E DESDE QUE SEM FINS FINANCEIROS, COM EXCEO DOS RECEBIMENTOS DAS AULAS MINISTRADAS, PREVISTOS EM NORMAS PRPRIAS DE CADA INSTITUIO POLICIAL. MAIORES ESCLARECIMENTOS:- [email protected]

O AUTOR

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CAPTULO 01 TIRO DEFENSIVO NA PRESERVAO DA VIDA MTODO GIRALDI (Registrado) Permitido utilizar citando a fonte

APRESENTAO

O Tiro Defensivo na Preservao da Vida, Mtodo Giraldi, tem como finalidade preparar o policial para utilizar seu armamento com tcnica, com ttica, com psicologia, dentro dos limites das Leis e dos Direitos Humanos, em defesa da Sociedade tendo, como prioridade, a preservao da vida, a comear pela sua e das pessoas inocentes (e tambm daquelas contra as quais no h necessidade de disparos, livrando-o, assim, de pesados processos e condenaes) e, como ltima alternativa, o disparo dentro da legalidade calcado na necessidade, oportunidade, proporcionalidade e qualidade, com o propsito de tentar paralisar uma ao violenta e covarde, j em curso, por parte do agressor, contra a vida de algum, inclusive a sua. Obedece, fielmente, os princpios da Carta da ONU para o assunto; do Comit Internacional da Cruz Vermelha e do Comit Internacional dos Direitos Humanos (integrantes seus esto divulgando, recomendando e ensinando o Mtodo, internacionalmente); das Leis, da Realidade e da Poltica Policial Brasileira; do Policiamento Comunitrio; do respeito dignidade das pessoas; das necessidades e dos Direitos Humanos do policial para o bom desempenho do seu trabalho em defesa da Sociedade; das dificuldades financeiras da quase totalidade das polcias; etc. No um Mtodo fechado, finalizado, esttico; aberto, dinmico, sempre em busca de aperfeioamento e modernidade. Extraordinariamente adaptvel s circunstncias especiais e particularidades de cada polcia e dos seus locais diferenciados de atuao. Tem um tronco bsico para todos os policiais, seguido das especializaes necessrias para cada uma das suas atividades. No fica preso s pginas de livros, manuais ou regulamentos, mas ao dinamismo de uma execuo prtica, observvel e corrigvel. Os principais fundamentos do Mtodo so os reflexos condicionados positivos, a serem adquiridos pelo policial em treinamentos imitativos da realidade, com eliminao dos negativos, antes de se ver envolvido pelo fato verdadeiro. Sua principal finalidade a preservao da vida do policial, das pessoas inocentes e tambm daquelas contra as quais no h necessidade de disparos (agressores). Leva em considerao que no basta o policial saber o que tem que fazer; tem que estar condicionado a fazer. No basta saber atirar; tem que saber quando atirar e saber executar procedimentos, isto porque, na quase totalidade das vezes procedimentos, e no tiros, que preservam vidas e solucionam problemas. Baseia-se no fato de que, durante um confronto armado, tudo medo, surpresa, complexidade e possibilidades de tragdias, com o policial atuando no angustiante limite entre a vida e a morte, e com as condies fsicas e psquicas totalmente alteradas. Os fatos, com a morte presente, desenrolam-se com extrema rapidez, dramaticidade e com as situaes se alterando a cada segundo, quase sempre com gritos, correrias, barulhos, pessoas desesperadas e em pnico, s vezes feridas e at morrendo. assustador! O agressor, com iniciativa e o fator surpresa ao seu lado, atuando totalmente fora da Lei e, normalmente, no dando a mnima importncia vida de terceiros, movimenta-se com rapidez, dispara sem qualquer raciocnio, esconde-se, coloca-se de tocaia. O final imprevisvel. E, se houver mais de um agressor; ou, se o fato ocorrer em local com pouca luminosidade; ou, no meio do povo; ou, se o policial no foi preparado pelo Mtodo; ou, se sua arma no tiver poder de parada; etc., as possibilidades de tragdias sero maiores ainda. Em todas essas situaes o policial, ao mesmo tempo em que defende a Sociedade, ter tambm que se defender; a Lei seu limite; a vida sua prioridade. Seu equilbrio emocional e fsico; a administrao do seu estresse; a razo sobrepujando a emoo; o uso correto da sua arma; a

11 execuo de coisas simples, prticas, lgicas, rpidas, precisas, de fcil lembrana, e de resultados eficientes, sero suas grandes ferramentas nesses momentos. Para lidar com todas essas situaes, e tantas outras, o Mtodo tem como principal fundamento o condicionamento anterior, a ser obtido pelo policial em treinamentos imitativos da realidade, antes de se ver envolvido pelo fato verdadeiro. Sem esse condicionamento e essa experincia anterior, ele se perder diante de um fato novo grave, principalmente se a morte estiver presente (como normalmente est). Esse condicionamento dar-se- colocando-o e ensinando-o a atuar, simuladamente, diante de todos os possveis problemas, com necessidade do uso de arma de fogo, que possa encontrar na vida real, desde sua atuao diante de pessoas inocentes; pessoas em atitude suspeita, com necessidade de verbalizao; atuao com pouca luminosidade; em ambientes externos e internos; embarcado e desembarcado; nas cidades, estradas, locais ermos ou ambientais; com apoio e sem apoio; individual e em equipe; at ocorrncias de vulto, inclusive, com refns, feridos e mortos. Treinar at ficar condicionado a atuar corretamente, sem dificuldades. No avanar na instruo enquanto no ficar condicionado a executar o exerccio anterior corretamente e sem dificuldades. O mtodo trabalha em cima do erro. Normalmente, as pessoas no conseguem pensar mais de uma coisa ao mesmo tempo, mas, estando condicionada, agir por reflexos condicionados, como algum que pisa no freio do carro sem ficar pensando em faz-lo; digita o teclado de um computador da mesma forma; etc. Esse o motivo pelo qual, quando dos ensinamentos do Mtodo, o aluno tem que adquirir reflexos condicionados positivos, com eliminao dos negativos, antes de se ver envolvido pelo fato verdadeiro; caso os negativos no sejam eliminados, eles podero fazer o policial cometer erros gravssimos durante um possvel confronto armado. Esse o motivo pelo qual o Mtodo trabalha, incessantemente, em cima do erro do aluno; ele no avanar na instruo enquanto no eliminar esse erro. O mtodo altamente profissional, lgico e realista. Para policiais de qualquer idade. No treina nem prepara o policial para matar mas para fazer cessar a ao covarde do agressor contra sua vtima, e isso poder ser feito de vrias formas, desde uma simples verbalizao ou procedimento, at o disparo legal, necessrio, oportuno, proporcional e correto. Convm lembrar que, durante um confronto armado, alm de outros fatores, tudo se movimenta com rapidez; no h tempo nem condies do policial escolher pontos no vitais de acerto no agressor; ele dispara na direo de sua silhueta; por isso, sua morte poder at ocorrer, mas esse no o objetivo. Para o Mtodo no a quantidade de disparos que prepara o policial mas, os procedimentos, a qualidade e as condies com que so efetuados motivo pelo qual executado com grande economia de munio, alvos e outros materiais, sem perder seus objetivos. Excelente para polcias com poucos recursos financeiros. Boa parte dos treinamentos feita sem disparos, isto , apenas procedimentos que, na quase totalidade das vezes, so mais importantes que os prprios disparos. No exige estandes de tiro sofisticados; para a sua aplicao basta um simples barranco para conteno dos projteis. Pode ser feito, da mesma forma, em qualquer parte ou cidade. Utiliza um mnimo de teoria e um mximo de prtica obedecendo o princpio de que:- O que eu ouo, eu esqueo; o que eu vejo, eu lembro; o que eu fao, eu aprendo. Tudo se desenvolve nos estandes de tiro (ou junto a um barranco para conteno dos projteis), at o mnimo de teoria existente. No h instruo em salas de aula. Para o mtodo, tiro como futebol, natao, ciclismo, etc.; s se aprende praticando. impossvel aprend-lo em salas de aula ou atravs de livros e apostilas. No h munio? Treina procedimentos; faz-se teatro de ocorrncias com necessidade do uso de arma de fogo; etc. Para treinar procedimentos e fazer teatro da aplicao da arma de fogo em defesa da Sociedade, qualquer local serve, podendo-se aproveitar ou completar o que j existe no terreno. Arma descarregada ou dedo indicador estendido como se arma fosse. impossvel aprender e sentir a eficincia do mtodo sem pratic-lo e sem a orientao direta do professor, o qual aliar, sempre, o ensino e o relacionamento humano no trato com seus alunos. O tempo necessrio ao aprendizado do mtodo estar diretamente relacionado experincia e capacidade do aluno em absorver e executar, corretamente, os ensinamentos; alguns podero necessitar de mais tempo, outros de menos tempo.

12 O mtodo abomina a necessidade de decorar nomes de peas e de outros princpios suprfluos (isso para armeiros); o importante saber usar a arma. A Segurana geral precede tudo. O aprendizado, o sucesso e o gosto do aluno pela matria devero ser os grandes objetivos e a grande vitria do professor. Uma possvel reprovao dele no deve fazer parte dos seus planos; assim, todas s vezes que o aluno no ficar condicionado a executar algum exerccio corretamente, ser novamente orientado, repetindo-o quantas vezes forem necessrias, at execut-lo com perfeio e sem dificuldades. Quanto mais bem preparado o policial estiver para usar sua arma menos necessidade sentir em faz-lo; mal preparado ver nela a soluo para todos os problemas. O policial utiliza, no treinamento, o mesmo armamento, munio e equipamentos com os quais trabalha. Os ensinamentos, para o policial, vo do disparo propriamente dito, procedimentos, socorro s vtimas, manuteno e conservao do armamento, munio e materiais, at o seu relacionamento com a sua famlia e os amigos, passando por exerccios fsicos especficos, exerccios de relaxamento, alimentao, excluso de drogas, autoconfiana, auto-estima, valorizao da vida, amor pela vida, e tudo aquilo que possa influenciar na sua atuao armada em defesa da Sociedade. preparado tambm para esclarecer a imprensa, autoridades, polticos e demais segmentos da sociedade em todos os assuntos relacionados ao tiro, assim como, sua aplicao na prtica e esclarecimentos sobre confrontos armados havidos. Como depor em Juzo sobre fatos ocorridos e provocados pelo uso do armamento. Etc.. realista; no tem demagogia; no deixa margem para qualquer tipo de acusao. Preenche, totalmente, as necessidades do policial para o desempenho do seu trabalho em defesa da Sociedade. Pode ser feito com qualquer tipo de arma. Utiliza linguagem simples, de fcil entendimento. Evita palavras e termos estrangeiros. de uma simplicidade irritante, mas funciona. A simplicidade a rainha da perfeio. No foi desenvolvido com fins financeiros ou com objetivos para obter qualquer proveito mas, como um legado em benefcio do policial, de sua Corporao e da Sociedade, isto porque, nos ltimos anos, milhares de policiais brasileiros morreram, em servio, quando defendiam a Sociedade, vtimas dos agressores dessa Sociedade; outros milhares foram feridos, gravemente, na mesma situao, indo terminar seus dias numa cadeira de rodas ou amparados por um par de muletas; e, outros tantos foram ou esto sendo processados, condenados e afastados do convvio de suas famlias e da Sociedade em virtude de disparos efetuados fora de oportunidade, causando vtimas inocentes e a revolta dessa Sociedade. O mtodo visa, entre outras coisas, evitar que essas tragdias continuem ocorrendo. Alm disso, nenhuma instituio policial, por mais grandiosa que seja, resiste reao da Sociedade quando as suas armas destinadas a defender essa Sociedade se voltam contra ela, provocando mortes de pessoas inocentes ou de pessoas contra as quais no h necessidade de disparos (agressores); e isso tambm precisa ser evitado. Estatsticas comprovam que, quando aplicado na vida real, o Mtodo reduz em mais de 90% a morte de policiais em servio (os outros quase 10% so as fatalidades quase impossveis de serem evitadas) e, em 100% a morte de pessoas inocentes provocadas por policiais, e tambm daquelas contra as quais no h necessidade de disparos (livrando, assim, o policial, de pesados processos e condenaes, e acusaes contra a sua Corporao). Como na vida nada mais importante que a prpria vida, e como a instruo de tiro lida com a vida e com a morte, o Mtodo considera essa instruo como a mais importante, de maior responsabilidade e conseqncias entre todas as instrues, motivo pelo qual a trata com grande profissionalismo, seriedade, importncia e educao, considerando-a como a matria que merece maiores investimentos e ateno. No se pode esquecer que o policial fardado nas ruas o Estado materializado prestando servio e atuando no meio da Sociedade; investir nele investir no prprio Estado. atravs dele que a Sociedade julga a instituio policial qual pertence e o prprio Estado. Valoriza, ao mximo, o professor de tiro para o qual deve ser dado todo o apoio e condies para desenvolver o seu trabalho pois, de uma instruo de tiro bem ministrada, vidas futuras sero

13 preservadas; mal ministrada, vidas futuras sero sacrificadas, com extraordinariamente negativas para a sua instituio policial e para o Estado. repercusses

A educao, pacincia, boa vontade, responsabilidade, conhecimento, capacidade para ensinar, fazer o aluno aprender e gostar da matria, ausncia de imbecilidades, etc., so pontos fundamentais exigidos do professor do Mtodo. Sua misso difcil e complexa; atua no limite entre a vida e a morte; necessrio gostar, ter muita experincia, pacincia e conhecimentos para exerc-la, com segurana, em toda a sua plenitude. Policiais canadenses, americanos, europeus, latinos, etc., que fizeram o curso dentro do Mtodo, assim como tcnicos e especialistas internacionais, foram unnimes em declar-lo como o mais simples, prtico, barato, objetivo, moderno, evoludo, de fcil assimilao, prprio para polcias, altura das necessidades do policial para defender a Sociedade, ao gosto e respeito dos policiais; que pode ser ensinado, da mesma forma, em qualquer parte ou cidade; revolucionrio; que j haviam visto no mundo; um marco. Est sendo aprovado e adotado por polcias nacionais e estrangeiras (fardadas e civis) que tm tomado contato com ele, inclusive, est sendo difundido, com grande sucesso, para outros pases, atravs de integrantes do Comit Internacional da Cruz Vermelha, dos Direitos Humanos, e de outras organizaes. Aprovado e elogiado pela imprensa, por autoridades e outros segmentos da Sociedade; organizaes nacionais e internacionais; policiais fardados e civis do Brasil e de outros pases, incluindo de primeiro mundo; representantes especializados da ONU; do Comit Internacional da Cruz Vermelha e dos Direitos Humanos (integrantes seus esto divulgando, recomendando e ensinando o Mtodo, internacionalmente); do Policiamento Comunitrio; de Universidades do Brasil e do exterior; do Ncleo de Estudo da Violncia (USP); alunos do CSP, CAO, Gesto Estratgica de Polcia Ostensiva Nvel 2 (tenentes coronis); policiais militares em geral; delegados de polcia e integrantes de polcias civis; etc. Para desenvolver o mtodo o autor valeu-se de mais de 50 anos de experincia policial e de tiro. Ouviu milhares de depoimentos de policiais que estiveram envolvidos em confrontos armados com os agressores da Sociedade, principalmente dos que foram feridos, inclusive, dos que se tornaram deficientes fsicos em virtude desses ferimentos, indo terminar seus dias numa cadeira de rodas ou amparados por um par de muletas; o porque disso e o que fazer para no mais ocorrer. Analisou milhares de ocorrncias policiais com mortes desnecessrias; o porque disso e o que fazer para no mais ocorrer. Entrevistou centenas de policiais que foram processados, condenados, retirados do convvio de suas famlias e da Sociedade, em virtude do uso incorreto de suas armas quando defendiam a Sociedade; o porque disso e o que fazer para no mais ocorrer, etc. Contou, ainda, para o seu desenvolvimento, com o assessoramento e acompanhamento de mdicos, psiclogos, psiquiatras e parapsiclogos, que auxiliaram a analisar o comportamento humano e o que ocorre no campo fsico e psquico do policial quando, repentinamente, se v envolvido num confronto armado, com a morte presente. Como prepar-lo fisicamente, psicologicamente, tecnicamente e qual a ttica necessria para esse instante, enveredando-se, assim, para um setor extraordinariamente especializado que acabou dando fundamentos cientficos, slidos e irrefutveis, para o mtodo. Passou-se a valorizar, intensamente, tudo aquilo que necessrio colocar em prtica num confronto armado, abandonando-se o que suprfluo para esse instante. O mtodo foi desenvolvido especialmente para as atividades policiais em defesa da Sociedade, estando completamente desvinculado da instruo para as Foras Armadas e Clubes de Tiro, que tem outras finalidades, e da apresentao virtual do tiro, no cinema, cuja finalidade o divertimento descompromissado, assim como, de quaisquer outras metodologias. genuno. O Mtodo, e todos os seus complementos, est registrado. Como se trata de um legado qualquer polcia poder fazer uso dele, desde que, citando o Mtodo e seu autor (Tiro Defensivo na Preservao da Vida, Mtodo Giraldi), assim como, utilizando os currculos e manuais j existentes para cada arma que sero fornecidos, pelo autor do Mtodo, gratuitamente. Podero atuar como Professores do Mtodo policiais aprovados em cursos oficiais (no importa qual instituio policial tenha ministrado o curso, e, se oficial ou praa), desde que tenha sido aplicado o currculo e o manual especfico da arma com a qual foi feito o curso (para cada

14 arma o currculo e o manual j previstos pelo Mtodo, que sero fornecidos, pelo autor do Mtodo, gratuitamente), desde que sem fins financeiros, com exceo dos recebimentos das aulas ministradas, previstos em normas prprias de cada instituio policial. Com fins financeiros, fora dessas circunstncias, s com autorizao, por escrito, do autor do Mtodo (Cel PMESP Nilson Giraldi 14-223.2048 - [email protected]).

DESENVOLVIMENTO SUMRIO DO MTODO:O Tiro Defensivo na Preservao da Vida, Mtodo Giraldi, desenvolvido em seis etapas: Primeira Etapa:- Curso Bsico, onde o aluno, entre outras coisas, aprende a atirar em todas as distncias, situaes, posies e dificuldades. comum a toda a tropa. Dois disparos seguidos e rpidos, semivisados ou intuitivos, num mesmo alvo, de cada vez. Com relao ao futebol, corresponderia ao aprender a chutar a gol. Para cada arma um Curso Bsico e um Currculo especfico. O alvo utilizado o PML74, de papelo, retangular, com uma zona central cinza e quatro zonas perifricas brancas. As zonas de acerto no tm pontuao pr-definidas; sero estabelecidas e valorizadas de acordo com os objetivos da instruo. Ver Anexo 12, deste manual. Tambm utilizada a barricada de treinamento (ver anexo 09, deste manual) que tem mltiplas finalidades para o treinamento do policial como:- Fazer varreduras; verbalizar; atuar embarricado (protegido) em todas as posies e situaes; atuar atravs de portas, janelas, seteiras e esquinas; abertura (e entrada) de portas e janelas; progresso e regresso protegidas; etc. Segunda Etapa:- Pistas Policiais de Instruo (PPI), simulaes da realidade, com alvos amigos, neutros e agressores, devidamente caracterizados como seres humanos, de preferncia mveis, onde o aluno, orientado pelo professor, aprende usar seu armamento e atuar (individualmente e em equipe) em confrontos armados em defesa prpria e da Sociedade, em todos os locais, circunstncias e dificuldades, com tcnica, com ttica e com psicologia, dentro dos limites das Leis, do respeito aos Direitos Humanos e da dignidade das pessoas; tendo a preservao da vida como prioridade e o disparo como ltima alternativa; e obedecendo todos os princpios j mencionados. O aluno aprende a verbalizar; atuar protegido e com segurana. Tm como prioridade a preservao da vida do policial e das pessoas inocentes; tambm daquelas contra as quais no h necessidade de disparos (agressores, livrando, assim, o policial, de pesados processos e condenaes) e, como ltima alternativa o disparo, dentro da legalidade, calcado na necessidade, oportunidade, proporcionalidade e qualidade. comum a todos os policiais. Em caso de necessidade, dois disparos seguidos e rpidos, semivisados ou intuitivos, por alvo agressor atirvel, de cada vez. Com relao ao futebol, corresponderia ao aprender a jogar, dentro dos limites dos regulamentos, orientado pelo tcnico. O alvo padro o PML4, de papelo, silhueta humana, na cor cinza, a partir do qual so caracterizados todos os outros alvos (amigos, neutros e agressores). As zonas de acerto no tm pontuaes pr-definidas; sero estabelecidas e valorizadas de acordo com os objetivos da instruo (ver Anexo 13, deste manual). Gasta um mnimo de munio, e at nenhuma (quando se executa apenas procedimentos e sistema de instruo sob a forma de teatro) . Os alvos no atirveis (maioria) duram vrios anos. Um mesmo alvo atirvel usado por todos os alunos em dezenas de cursos. Terceira Etapa:- Pistas Policiais Especiais (PPE), simulaes especiais da realidade, tambm com alvos amigos, neutros e agressores, devidamente caracterizados como seres humanos. Obedece os mesmos princpios das Pistas Policiais de Instruo. Destinadas a preparar policiais para execuo de servios especiais ou em locais especiais como:- aes tticas; aes tticas especiais (exemplo:- GATE); choque; operaes especiais (exemplo:- desocupaes, etc.); policiamento rodovirio; policiamento ambiental; escoltas; guarda de presdios; atuao em favelas, morros, palafitas, estaes (metr, rodoviria, ferroviria); divertimentos pblicos, em geral; segurana de autoridades VIP; servio velado; servio reservado; etc. O policial somente as executar aps ter sido considerado apto nas Pistas Policiais de Instruo.

15 Quarta Etapa:- Pistas Policiais de Aplicao (PPA), tambm simulaes da realidade, com os mesmos tipos de alvos da PPI e PPE, onde o aluno (individualmente e em equipe), sem conhecimento prvio do que ir encontrar na pista, com o fator surpresa sempre presente, como ocorre na vida real e, sem qualquer orientao do professor, aplica todos os conhecimentos anteriormente adquiridos. Receber pontos positivos ou negativos relacionados aos seus procedimentos e acertos nos alvos; apenas pontos negativos relacionados s penalidades cometidas; e ser desclassificado se cometer penalidade grave; tudo previsto e lanado em smula prpria (ver captulo 18, desde manual), de acordo com os objetivos da avaliao. Com relao ao futebol, corresponderia ao jogo propriamente dito. Somente passando o policial por Pistas Policiais de Aplicao (PPA) que se saber se ele tem condies de atuar armado em defesa da Sociedade; no h outra forma (Giraldi). A economia de alvos e munio maior ainda que na PPI e PPE. Quinta Etapa:- Manuteno do armamento, munio e equipamentos. Nesta etapa, que no precisa ser feita nesta ordem (pode ser antes), o policial aprende a fazer a manuteno de primeiro escalo e a conservao do armamento, munio, equipamentos, e demais materiais, com a finalidade de poder us-los, com segurana, em caso de necessidade. Sexta Etapa:- Investimento e valorizao do policial em tudo aquilo que, fora da sua instruo profissional, possa relacionar-se ou influir na sua atuao armada em defesa da Sociedade, como:- Os Direitos Humanos. O Tiro Defensivo na Preservao da Vida, Mtodo Giraldi e seu respeito aos Direitos Humanos. Os Direitos Humanos do Policial. A importncia de estar de bem e ter amor pela vida; que fazer para consegui-lo. A importncia de amar e ser amado. Como se ama. Como conseguir e manter um bom relacionamento com amigos, pais, filhos e esposa. A esposa como fator preponderante na vida de um homem. A importncia transcendental de possuir uma famlia bem constituda, unida e bem administrada; como consegui-lo. Como preparar um filho para ter dignidade, no ser violento nem cair nas garras da dependncia qumica. Os bens essenciais da vida; como consegui-los e mant-los. Alimentao, exerccios fsicos e de relaxamento direcionados ao policial; como pratic-los. Como manter o peso dentro dos padres normais. Como relaxar e se reequilibrar, rapidamente, durante um confronto armado ou em situaes difceis. Como dominar o estresse. Como no entrar em depresso. O Treinamento Autgeno; como exercit-lo. O inconsciente e sua influncia positiva ou negativa quando da atuao armada do policial em defesa da Sociedade. A influncia dos reflexos condicionados positivos, adquiridos em treinamentos imitativos da realidade, com eliminao dos negativos, para uma perfeita atuao armada do policial em defesa da Sociedade. Instinto e intuio; diferenas. Reflexos condicionados adquiridos e herdados; como eliminar os negativos. Como ficar condicionado para executar aes simples e complexas de forma correta. Drogas, suas conseqncias; como evitar as drogas ou deixar de us-las; como se relacionar com dependentes qumicos, principalmente da prpria famlia. A importncia de sentir-se til; que fazer para consegui-lo. Ideais, imprescindveis na vida de uma pessoa; como imagin-los, selecion-los, program-los e conquist-los. A sade fsica e mental; que fazer e como colaborar para obt-las. Exames mdicos preventivos; quando realiz-los. Como respirar corretamente. Como deve ser o ambiente para um repouso reparador, principalmente aps extenuantes trabalhos. O ato sexual; como pratic-lo; como fazer para que atenda ambas as partes. A educao, o sorriso e a humildade como armas infalveis para o policial conquistar, a simpatia, o respeito e a colaborao da sociedade; como obt-las e pratic-las. A autoconfiana e a auto-estima; como obt-las. O pensamento como fonte e incio de todos os bens e de todos os males; como domin-lo, polici-lo e direcion-lo para o bem. A dignidade do policial no tem preo; como mant-la. Relacionamento e esclarecimento, referente ao tiro, com a imprensa, autoridades, polticos e demais segmentos da Sociedade. Como dar entrevistas imprensa em assuntos relacionados s ocorrncias com uso de armas de fogo. Como esclarecer o pblico interno e externo sobre assuntos relacionados s armas de fogo e munies da Corporao; sua instruo de tiro e sua atuao armada em defesa da Sociedade. Como depor em Juzo por fatos oriundos da utilizao da arma de fogo em defesa da Sociedade. Os cuidados com a arma de fogo no lar. Violncia:- Causas, Estmulos, Solues, Medidas Preventivas. Etc.

NILSON GIRALDI CEL PMESP

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CAPTULO 02

TIRO DEFENSIVO NA PRESERVAO DA VIDA MTODO GIRALDI (Registrado) Permitido utilizar citando a fonte

ORIENTAES AOS PROFESSORES DO MTODO

01. Ser professor do Tiro Defensivo na Preservao da Vida, Mtodo Giraldi atravs de curso oficial e regulamentado. Estar a par de todo o seu contedo, desenvolvimento e aplicao; tambm do previsto no M-19-PM e neste manual, principalmente o contido no seu Captulo 01 (retro). 02. Conhecer, gostar, saber transmitir e fazer com que o aluno goste do que ensina. 03. Saber medir as conseqncias presentes e futuras daquilo que ensina. Na vida nada mais importante que a prpria vida; e, se a instruo de tiro lida com a vida e com a morte ela acaba sendo a instruo mais importante, de maior responsabilidade e conseqncias entre todas as instrues; preciso investir nela e lev-la a srio (Giraldi). 04. Saber direcionar o ensino s necessidades do aluno, sem visar interesses particulares. 05. Acreditar, e saber convencer o aluno a acreditar tambm, naquilo que ensina. Ser responsvel. 06. Fazer o aluno gostar da matria a parte mais importante da instruo de tiro. Entre outras coisas, para conseguir isso, o professor dever: a. Convencer o aluno que entre todas as matrias a de tiro a mais importante, de maior responsabilidade e conseqncias. Do seu ensinamento correto vidas futuras sero preservadas; do seu ensinamento incorreto vidas inocentes sero sacrificadas. Portanto, ela mexe com a vida e com a morte., e, na vida nada mais importante que a prpria vida a comear pela do Policial (Giraldi). b. Ser paciencioso, humilde, educado, calmo, comedido, alegre, respeitar o aluno, etc., durante a instruo, sem perder a dignidade da nobre misso que desempenha. Dar-lhe, sempre, um toque firme e amigo nos ombros ao mesmo tempo em que o incentiva e elogia. Respeitar sua dignidade. Ter sempre em mente que pessoas respeitosas geram pessoas respeitosas; imbecis geram imbecis. c. Lembrar que cada aluno um aluno, com seus problemas, particularidades, capacidades diferentes, personalidades diferentes, individualidades diferentes, etc.. No generaliz-los. Procurar entender as dificuldades de cada um. Ensino e relacionamento humano completam-se; jamais devero estar separados (Giraldi). d. Descer at o nvel do aluno ensinando o que ele precisa e tem condies de aprender naquele instante, e no o que o professor sabe. O professor um especialista em tiro, mexendo com tiro constantemente; o aluno s de vez em quando; s vezes passa anos sem esse contato. O professor entendendo isso ficar tudo mais fcil. e. Simplificar, ao mximo, a instruo. A simplicidade a rainha da perfeio (Giraldi). Deixla leve, livre, solta, mas com responsabilidade. No ser chato. Jamais praticar imbecilidades ou desmerecer o aluno como ser humano; respeitar sua dignidade. Lembrar-se que as pessoas tendem a agir da mesma forma como so tratadas; seja sempre um timo exemplo que seu aluno tambm o ser. (Giraldi) f. Usar sempre palavras de apoio; jamais desmerecer o aluno. Ter sempre uma mo amiga. Dar sempre parabns pelos seus bons procedimentos. Quando o aluno tiver dificuldades, usar sempre expresses como: - Voc vai conseguir; questo de tempo e de esforo. Jamais usar palavras negativas; elas podero influenciar, negativamente, o aluno, pelo resto de sua vida. O toque suave, firme e amigo nos ombros do aluno, nos momentos de estresse, para acalm-lo, fundamental. g. Falar pouco e com clareza (apenas o suficiente); e muita ao. Tiro no se aprende ouvindo mas executando.

17 h. Deixar e estimular o aluno a exprimir suas opinies e sugestes. i. Os alunos com mais capacidade e experincia devero ser chamados para auxiliar o professor. j. O aluno dever usar na instruo a mesma arma, munio, equipamentos (incluindo colete balstico), uniforme, etc., com os quais trabalha. Obrigatrio o uso de colete balstico, protetor ocular e auricular. k. Terminar a instruo com uma reunio; comentrios rpidos a respeito da mesma; elogiando a todos (inclusive os menos capazes) e, ao dar fora de forma, pedir uma salva de palmas a todos, desejando-lhes boa sorte. l. Etc., etc., etc.. 07. Observar, sempre, a segurana total. Os alvos devero estar o mais prximo possvel do barranco de absoro dos projteis, sem possibilidades de ricochetes. O normal que os projteis, aps passarem pelos alvos, atinjam, no mximo, a metade inferior desse barranco, jamais atingindo o solo antes de ser por ele absorvidos. O ricochete no solo poder jogar o projtil para fora do estande. Verificar se no h objetos ou materiais no barranco de absoro dos projteis que possam provocar ricochetes. Disparos s em alvos oficiais. Alertar, delimitar e isolar a rea de instruo com bandeirolas vermelhas. 08. Estabelecer local seguro para manuseio de arma; nesse local no se manuseia munio. 09. Possveis aulas tericas, que exijam uso de armas ou munio (mesmo de manejo), somente devero ser ministradas no estande de tiro. No se mexe em armas e munio (mesmo de manejo) em salas de aula. 10. Jamais permitir gozaes; elas desmoralizam o aluno e criam traumas. Brincadeiras sadias devero ser toleradas e at incentivadas, desde que nos momentos corretos. 11. Lembrar-se que:- O professor poder enganar seus superiores mas jamais conseguir enganar seus subordinados. Por isso, dever caprichar na sua instruo; no enrolar ou fazer que ensina; se assim proceder, ficar desmoralizado perante os alunos. 12. O professor dever lembrar-se de que:- Na iminncia ou durante um confronto armado (onde a morte est sempre presente) as condies fsicas e psquicas do policial ficam totalmente alteradas, advindo, da, todas as espcies de conseqncias, chegando at o pavor e o pnico; para esse momento que toda a instruo de tiro tem que estar direcionada. Tudo o mais suprfluo. 13. Como as bases do Mtodo Giraldi so os reflexos condicionados positivos, a serem adquiridos pelo policial em treinamentos imitativos da realidade, com eliminao dos negativos, isso dever ser buscado desde o incio da instruo. O professor trabalhar, intensamente, em cima do erro do aluno; enquanto ele no estiver condicionado a executar o exerccio corretamente e sem dificuldades, no avanar na instruo. O b se rva o: - Normalmente, as pessoas no conseguem pensar mais de uma coisa ao mesmo tempo, mas, estando condicionada, agir por reflexos condicionados, como algum que pisa no freio do carro sem ficar pensando em faz-lo; digita o teclado de um computador da mesma forma; etc. Esse o motivo pelo qual, quando dos ensinamentos do Mtodo, o aluno tem que adquirir reflexos condicionados positivos, com eliminao dos negativos, antes de se ver envolvido pelo fato verdadeiro; caso os negativos no sejam eliminados, eles podero fazer o policial cometer erros gravssimos durante um possvel confronto armado. Esse o motivo pelo qual o Mtodo trabalha, incessantemente, em cima do erro do aluno; ele no avanar na instruo enquanto no eliminar esse erro. 14. Usar linguagem simples, de fcil entendimento. Evitar os estrangeirismos. 15. No confundir cansao com estresse. Por isso, no mandar o aluno correr antes de iniciar os disparos; s ficar cansado. O estresse dever ser provocado pelo prprio estilo e responsabilidade da instruo; o aluno dever aprender a administr-lo. 16. Na instruo o aluno dever usar o mesmo uniforme, equipamentos, armamento, munio, etc., com os quais trabalha em defesa da sociedade. Obrigatrio o uso de colete balstico, protetor auricular e ocular. O coldre dever cobrir o gatilho da arma. 17. Durante a instruo, no s quem a est executando, mas tambm professores e auxiliares, alunos que esto observando, e, possveis assistentes, devero estar com colete balstico, protetor ocular e auricular; sem isso, ela no ser desenvolvida. 18. Insistir, sempre, para que o aluno atue nas pistas sempre protegido; que no seja precipitado; que no pratique a valentia perigosa a qual poder transform-lo num heri...ou num defunto; que mantenha o dedo fora do gatilho, estendido junto armao da arma quando no for atirar (o dedo s vai para o gatilho no momento do disparo); que mantenha o cano da arma na direo do perigo; que tem limitaes e no pode resolver tudo, precisando chamar apoio; que nos

18 momentos de estresse, respire, profundamente, umas trs vezes, segurando o ar nos pulmes, por um instante, antes de expeli-lo, a fim de se reequilibrar; etc. 19. Ao se ver envolvido num confronto armado o policial ter que colocar em prtica, com a maior rapidez possvel, coisas simples, de fcil lembrana e execuo, para as quais dever ter sido condicionado no Curso Bsico, nas Pistas Policiais de Instruo, Pistas Policiais Especiais e Pistas Policiais de Aplicao. Por isso, no perder tempo com teorias; concentrar-se na parte prtica, objetivando, sempre, esse instante. 20. Sempre, ao final da instruo do dia, o professor, com o semblante alegre, reunir os alunos, elogiar a todos pela boa vontade, disciplina, colaborao, capacidade para aprender, etc. (elogios e palavras de incentivo so extraordinariamente importantes). Far comentrios gerais sobre a instruo. Destacar os pontos positivos da instruo; tambm os negativos e o que precisa ser melhorado. Dir que o erro professor do acerto; que, na maioria das vezes, aprendemos mais quando erramos do que quando acertamos (Giraldi). Que alguns aprendem mais rpido do que outros e que isso normal em todos os setores da vida; que o importante insistir at aprender; etc. Estimular os alunos a fazerem perguntas; esclarecer pontos duvidosos e responder essas perguntas. Antes de libera-los solicitar uma salva de palmas para todos desejando-lhes boa sorte; em seguida um aperto de mo, um toque firme, suave e amigo em cada um deles e um ----- At breve! ou ---- At a prxima oportunidade! 21. Etc., etc., etc. 22. A SEGURANA PRECEDE TUDO.

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CAPTULO 03 TIRO DEFENSIVO NA PRESERVAO DA VIDA MTODO GIRALDI (Registrado) Permitido utilizar citando a fonte

SMULA DE ANLISE PESSOAL

NOME ______________________________________ POSTO/GRAD_____________ RE __________ INSTITUIO POLICIAL ______________________________ UNIDADE _____________________ DATA OU PERODO _______________________________ LOCAL ___________________________ CURSO OU ESTGIO PARA ___________________________ ARMA E N _____________________(Instrutor, multiplicador, usurio, etc.) Smula de Anlise Pessoal para atuaes do aluno que ficarem acima ou abaixo da normalidade. O professor dever usar as iniciais sup (superior) para atuaes do aluno que ficarem acima da normalidade e inf (inferior) para atuaes do aluno que ficarem abaixo da normalidade; no caso de normalidade, deixar em branco. Devero ir sendo anotadas durante todo o tempo de instruo pelo professor que estiver ministrando aula ao aluno no momento, assim, poder conter anotaes de mais de um deles. Vai sempre sendo passada ao professor que assumir o aluno. Ser aberta na primeira aula da matria, acompanhando o aluno at o final do curso ou estgio. Um mesmo item poder ser anotado mais de uma vez, inclusive com iniciais mistas. As anotaes so de carter sigiloso. O aluno poder tomar conhecimento delas ao final do curso ou estgio Desde o incio, o aluno dever saber da existncia desta smula e do seu contedo previamente impresso.ITENS DE ANLISE CURSO BSICO PPI PPE PPA LIMPEZA E MANUTENO INVESTIMENTO E VALORIZAO DO POLICIAL

Cuidados com a segurana Disciplina Assiduidade Interesse na Instruo Colaborao Geral Execuo dos Exerccios

Nome, posto e assinatura do professor:Curso Bsico______________________________________________________________ PPI _____________________________________________________________________ PPE _____________________________________________________________________ PPA ____________________________________________________________________ Limpeza e Manuteno do Armamento __________________________________________ Investimento e Valorizao do Policial___________________________________________Esta smula ser anexada sumula de PPA (Captulo 19). Caso seja necessrio, servir de base para formar conceitos sobre o aluno. Ambas sero anexadas ao RIT do aluno; uma cpia de cada ser encaminhada Escola de Educao Fsica (EEF). Se for o caso, usar o verso para esclarecimentos.

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CAPTULO 04 TIRO DEFENSIVO NA PRESERVAO DA VIDAMTODO GIRALDI (Registrado) Permitido utilizar citando a fonte

REVLVERCURSO BSICO - PRIMEIRA PARTE DESENVOLVIMENTO(SEM USO DE MUNIO REAL) 01. O Curso Bsico para usurios do revlver ter incio diretamente no estande de tiro; aluno com o revlver vazio nas mos j executando os primeiros exerccios. Nada de sala de aula ou teorias anteriores. Nada de ficar decorando nomes de peas e outros detalhes que s interessam aos armeiros. O que importa ao aluno ficar condicionado a fazer, e para isso ter que fazer. O que eu ouo, eu esqueo; o que eu vejo, eu lembro; o que eu fao, eu aprendo. Tiro como futebol, ciclismo, natao, etc., s se aprende praticando (Giraldi). Como a base do Mtodo Giraldi so os reflexos condicionados positivos, a serem adquiridos, pelo policial, em treinamentos imitativos da realidade, com eliminao dos negativos, antes de se ver envolvido pelo fato verdadeiro, isso ter que ser buscado desde os primeiros momentos da instruo. Obs.:- Normalmente, as pessoas no conseguem pensar mais de uma coisa ao mesmo tempo, mas, estando condicionada, agir por reflexos condicionados, como algum que pisa no freio do carro sem ficar pensando em faz-lo; digita o teclado de um computador da mesma forma; etc. Esse o motivo pelo qual, quando dos ensinamentos do Mtodo, o aluno tem que adquirir reflexos condicionados positivos, com eliminao dos negativos, antes de se ver envolvido pelo fato verdadeiro; caso os negativos no sejam eliminados, eles podero fazer o policial cometer erros gravssimos durante um possvel confronto armado. Esse tambm o motivo pelo qual o Mtodo trabalha, incessantemente, em cima do erro do aluno; ele no avanar na instruo enquanto no eliminar esse erro. 02. Inicialmente, com base no Captulo 01 retro, o professor far, aos alunos, a Apresentao do Tiro Defensivo na Preservao da Vida, Mtodo Giraldi; suas finalidades, fundamentos e desenvolvimento. 03. Desenvolver a instruo cumprindo, entre outras coisas, o estabelecido no Captulo 02, retro. 04. Abrir, para cada aluno, uma Smula de Anlise Pessoal, prevista no Captulo 03, retro, qual, ao final do curso, ser anexada ao RIT do aluno e uma cpia encaminhada EEF. 05. Na instruo o aluno dever usar o mesmo uniforme, armamento, munio e equipamentos com os quais ir trabalhar (ou trabalha). Obrigatrio uso de colete balstico, protetor auricular e ocular. O coldre dever cobrir o gatilho da arma. Obs.:- Durante a instruo, no s quem a est executando mas tambm professores e auxiliares, alunos que esto observando, e, possveis assistentes, devero estar com colete balstico, protetor ocular e auricular; sem isso ela no ser desenvolvida. 06. O professor dever tratar o aluno com extrema educao, disciplina e respeito sua dignidade. Jamais desmerec-lo. A pacincia ser uma de suas grandes virtudes. Seu principal e grande objetivo ser fazer o aluno aprender e gostar da matria. 07. No esquecer que as pessoas tendem a agir da mesma forma como so tratadas. Pessoas respeitosas geram pessoas respeitosas; imbecis geram imbecis (Giraldi). 08. A aula ser ministrada sob forma de oficinas. O efetivo de alunos de cada oficina ser estabelecido de acordo com a complexidade dos exerccios a serem executados; capacidade e grau de desenvolvimento dos alunos; finalidade da instruo; disponibilidade de meios; locais para a sua execuo; etc.

21 09. O professor distribuir e acomodar seus alunos de acordo com as barricadas de treinamento e alvos existentes (ver anexos 09 e 13, deste manual). Poder solicitar aos alunos mais experientes que auxiliem os menos experientes, colocando-os lado a lado. 10. O professor estabelecer local seguro para manuseio de armas; nesse local no se manusear munio. 11. Obrigatrio o uso do alvo PM-L-74, de papelo (ver Anexo 13, deste manual). Inicialmente, alvo em torno 5 metros de distncia do local de tiro do aluno, colocado o mais prximo possvel do barranco de conteno de projteis. 12. O professor far tudo para o aluno aprender e gostar da matria. Com muita pacincia, trabalhar, incessantemente, em cima do erro do aluno, ensinando e usando apenas palavras positivas e incentivadoras como:- ---- Voc vai conseguir, voc tem capacidade, questo de esforo, boa vontade e de tempo; eu tambm no sabia; ningum nasce sabendo. Vamos l, vamos repetir o exerccio. 13. O professor dar perodos de descanso que julgar necessrios. 14. Com o aluno tendo nas mos o revlver vazio e 1 (um) carregador rpido, tambm vazio, o professor dar incio instruo, procurando seguir a seguinte seqncia bsica (poder efetuar complementos); os alunos j iro executando seus ensinamentos:a. Segurana primria com o revlver:- Dedo sempre fora do gatilho; cano sempre voltado para direo segura. Principais cuidados para evitar acidentes de tiro. b. Dedo fora do gatilho; o dedo s vai para o gatilho no momento do disparo; aps o disparo volta para sua posio normal (estendido, encostado na armao do revlver). Da mesma forma que carro no guia mas guiado, arma no dispara mas disparada, e para ser disparada o dedo tem que estar no gatilho; evite acidentes e tragdias mantendo o dedo fora do gatilho (Giraldi). c. Ajuste dos equipamentos; do revlver e carregadores rpidos (estes, do lado da mo fraca) no corpo do aluno. O aluno usar na instruo o mesmo uniforme, equipamentos (incluindo colete balstico), armamento, munio, etc., com os quais trabalha ou ir trabalhar. Obrigatrio o uso de colete balstico, protetor ocular e auricular. d. Apresentao do revlver; funcionamento; porte, uso e aplicao. Munies usadas, finalidades. Comparao entre essas e outras munies. Explicar que poder de parada (para isso, ver Anexos 04 e 06 deste manual). Mostrar a ficha Quadro de Controle de Armas que acompanha cada revlver, para anotaes. Quando e como fazer essas anotaes. e. Empunhadura simples (uma mo) e dupla (duas mos), tambm chamada de empunhadura policial. Na empunhadura dupla o polegar da mo fraca fica sobre o polegar da mo forte; jamais por trs do cabo do revlver. Cano do revlver voltado sempre para direo segura. Aluno pratica. f. Principais peas externas do revlver; suas finalidades; como acion-las e os cuidados necessrios para faz-lo. Os alunos no precisam decorar os nomes dessas peas de imediato; com o passar do tempo o conseguiro, sem qualquer esforo ou sofrimento. Havendo necessidade, consultar o Manual de Operao e Manuteno do Revlver, originrio da fbrica. Aluno pratica. g. Apresentao do carregador rpido. Porta carregador rpido no corpo do aluno, na cintura, do lado da mo fraca. h. Como colocar e retirar o carregador rpido do porta carregador (faz-lo com a mo fraca). Aluno pratica. i. Como abrir o tambor do revlver. Mantendo o revlver empunhado com a mo forte, simular a extrao dos cartuchos vazios (deixar cair ao solo; no tentar peg-los). Como fechar o tambor (idem). Aluno pratica. j. Como fazer inspeo fsica e visual rigorosa das cmaras do tambor a fim de verificar se no ficaram cartuchos nelas (dedo fora do gatilho, cano sempre voltado para direo segura). Aluno pratica. k. Como entregar o revlver para um companheiro:- Mantendo a empunhadura; dedo fora do gatilho; voltar o cano do revlver para direo segura; acionar o retm do tambor com o polegar da mo fraca; com o indicador da mo forte, que est empunhando o revlver, forar e abrir o tambor; acionar a vareta de extrao do tambor com a mo fraca (deixar cair ao solo os cartuchos extrados, cheios e vazios; no tentar peg-los); fazer inspeo fsica e visual rigorosa das cmaras do tambor a fim de verificar se no ficaram cartuchos nelas; mantendo o tambor aberto, segurar o revlver pelo cano, com a mo fraca, cabo na direo de quem ir receb-lo; efetuar a entrega. Aluno pratica.

22 l. Como receber o revlver de um companheiro:- Mesmo tendo observado, por parte do companheiro que fez a entrega do revlver, todos os procedimentos previstos na letra k retro; pegar o revlver pelo cabo; manter o dedo fora do gatilho, voltar seu cano para direo segura; fazer vistoria fsica e visual rigorosa das cmaras do tambor; dando, em seguida, destino ao revlver. Aluno pratica. m. Como fazer limpeza rpida do revlver durante a instruo. Aluno pratica. n. Apresentao do alvo PM-L-74 (ver Anexo 13, deste manual) e da barricada de treinamento (ver Anexo 09, deste manual). Finalidades. 15. Exerccios com o Revlver vazio (descarregado). medida em que so ensinados os alunos j os iro praticando. a. O saque e o coldreamento (s com a mo forte, sem auxlio da mo fraca; sem olhar; o olhar permanece fixo no alvo e imediaes). O saque lento e o saque rpido; quando e porque so usados. Aluno pratica. b. Empunhadura dupla ou empunhadura policial (com as duas mos) e empunhadura simples (com uma s mo). A simples s ser usada quando no for possvel adotar a dupla. Na empunhadura dupla o polegar da mo fraca fica sobre o polegar da mo forte; jamais por trs do cabo do revlver. Em confrontos armados, onde a morte est sempre presente; onde tudo medo, tenso, desespero, com o policial atuando dentro do limite entre a vida e a morte, a possibilidade de gatilhada, com empunhadura dupla, bem menor que com empunhadura simples. A empunhadura dupla permite segurar a arma com maior firmeza. Aluno pratica. c. Visada, semivisada e tiro intuitivo; quando so usados. Lembrar que tiro instintivo no existe; instinto aquilo que nasce com a pessoa. 1) Disparo com visada:- H um perfeito enquadramento entre ala de mira, massa de mira e alvo. Normalmente, nos confrontos armados, no h tempo nem condies para esse enquadramento. Muito usado em competies de tiro esportivo. Aluno pratica. 2) Disparo com semivisada:- Embora a arma esteja em posio de tiro, por falta de tempo, no h o enquadramento perfeito entre ala de mira, massa de mira e alvo; mas so vistos. Usado nos confrontos armados. Aluno pratica. 3) Tiro intuitivo:- A arma no est em posio de tiro perfeita e, mesmo assim, pela urgncia e circunstncias, h necessidade do disparo. O policial no v a ala de mira nem a massa de mira, mas v o alvo e tem a intuio de que o cano de sua arma est na sua direo. Tambm usado em confrontos armados. Aluno pratica. 4) Para a vista humana praticamente impossvel ver, com nitidez, a ala de mira, a massa de mira e o alvo ao mesmo tempo (so trs profundidades diferentes). O importante ver a massa de mira com nitidez. Ver Anexo 02, deste manual (Visada e Focalizao). Obs.:- O aluno dever disparar, sempre, com os dois olhos abertos. d. Ao dupla e ao simples do gatilho; diferenas; quando so usadas; vantagens e desvantagens. Como desarmar o co. 1) Na ao dupla o acionamento da tecla do gatilho direto, sem armar o co. Os disparos so mais rpidos mas, normalmente, menos precisos. Aluno pratica. 2) Na ao simples h o prvio armamento do co. Os disparos so menos rpidos mas, normalmente, mais precisos. Embora com possibilidade de impactos mais precisos, a demora para o policial executar a ao simples poder custar a sua vida ou a vida de terceiros. Aluno pratica. 3) Para desarmar o co conveniete primeiro colocar o polegar da mo fraca entre o co que est armado e a armao do revlver; em seguida, com o polegar da mo forte segurar o co e com o seu dedo indicador acionar o gatilho. Aluno pratica. 4) Se houver tempo e condies e o policial precisar armar o co, estando com empunhadura dupla, dever faz-lo com o polegar da mo fraca (sem perder a empunhadura dupla). Aluno pratica. e. A ao do dedo na tecla do gatilho. Como evitar as gatilhadas. 1) Na ao dupla o contato do dedo com a tecla do gatilho, para o seu acionamento, dever se dar no incio da ltima falange do dedo (falangeta) logo aps a divisa com a penltima falange (falanginha), pois exige uma fora maior que na ao simples. Aluno pratica. 2) Na ao simples o contato do dedo com a tecla do gatilho, para o seu acionamento, dever se dar no meio da ltima falange do dedo (falangeta), pois exige um esforo menor que na ao dupla. Aluno pratica.

23 3) A fora para o acionamento da tecla do gatilho dever se dar suavemente (devagar e constante), sem trancos. O treinamento persistente, de preferncia sem munio real, far com que, com o tempo, o aluno possa fazer esse acionamento com rapidez, suavemente e sem trancos. A fora do dedo, para acionamento do gatilho, dever ser paralela ao cano como se o mesmo se prolongasse para trs, e sem foramento para as laterais da tecla do gatilho. O tranco ou o foramento da tecla do gatilho para as laterais, na hora do disparo, provocar a to temvel gatilhada, que mudar, totalmente, o local previamente previsto para o impacto, e causas de muitas tragdias. f. O aluno, ao disparar, dever manter os dois olhos abertos. g. Os disparos sero efetuados sempre de 2 em 2, num mesmo alvo. h. Aps cada saque sero efetuados 2 disparos (num mesmo alvo). Aps cada 2 disparos, coldrea (saca, efetua 2 disparos, coldrea; saca, efetua 2 disparos, coldrea; e assim, sucessivamente). i. Revlver em posio de tiro. Quando usada. Variantes. Aluno pratica. j. Revlver em posio de alerta. Quando usada. Variantes. Aluno pratica. k. Revlver em posio sul. Quando usada. Variantes. Aluno pratica. l. Mudanas de uma posio para outra; como efetu-las. Aluno pratica. 16. A partir de agora, com uso de munio de manejo, o professor dar seqncia instruo, na seguinte conformidade ( medida em que os procedimentos so ensinados os alunos j os iro praticando):a. Que municiar o carregador rpido. Que alimentar e carregar o revlver; finalidades, diferenas. Como, quando e porque so feitas; conseqncias. Como municiar e desmuniciar o carregador rpido. Como coloc-lo e sac-lo do porta carregador que, obrigatoriamente, estar do lado da mo fraca do aluno. Aluno pratica. b. Como alimentar, carregar, e coldrear o revlver (como se fosse entrar em servio), abotoando a presilha do coldre. Aluno pratica c. Como abrir o tambor e extrair os cartuchos vazios (deixar cair) sem perder a empunhadura. Cano permanece na direo do perigo. Como fazer vistoria fsica e visual rigorosa das cmaras do tambor. Aluno pratica. d. Como entregar o revlver para um companheiro ou na reserva de armas (idntico letra k do item 14, retro). Aluno pratica. e. Como receber o revlver de um companheiro ou da reserva de armas (idntico letra l do item 14 retro). Aluno pratica. f. Como preparar o revlver e carregadores para entrar de servio. Aluno exercita. g. A recarga de emergncia ou emergencial e a recarga ttica:- Quando so realizadas; diferenas entre elas. h. Recarga de emergncia ou emergencial (a munio do tambor do revlver acabou; necessrio fazer a recarga com a maior rapidez possvel):- Se o aluno estiver em p, agacha para faz-la, ao mesmo tempo em que pede cobertura do companheiro (fictcio, se estiver sozinho) atravs dos sinais policiais (ver anexo 01, deste manual) ou verbalizando baixo; se houver barricada de treinamento, protege-se nela com a mesma finalidade. Mantendo a empunhadura dupla, cano e olhar na direo do alvo e imediaes, aciona o retm do tambor com o polegar da mo fraca enquanto com o indicador da mo forte (que continua empunhando o revlver) empurra o tambor para fora. Retira a mo fraca, continuando a empunhar o revlver com a mo forte agora, com empunhadura simples (no pode perder a empunhadura). Extrai os cartuchos do tambor (deixa cair) acionando a vareta do extrator com a mo fraca. Ainda com a mo fraca pega o carregador rpido de reposio e efetua a recarga (deixa cair o carregador rpido vazio usado). Retoma a empunhadura dupla. A preocupao em pegar os cartuchos extrados e o carregador rpido vazio aps o uso poder custar a vida do policial. O aluno poder experimentar pegar o carregador rpido de reposio antes de extrair os cartuchos do tambor. Aluno pratica. i. Recarga ttica (a munio do tambor do revlver ainda no acabou, mas, o momento se mostra favorvel para faz-la, principalmente pela ausncia de perigo iminente ou o fato do policial estar bem abrigado):- Os procedimentos so idnticos aos previstos para a recarga de emergncia ou emergencial (letra h, retro); Aluno pratica. j. Como recarregar o revlver usando apenas uma das mos (ver a DCIMA TERCEIRA FASE da QUARTA PARTE do CURSO BSICO Captulo 07, deste manual)

24 k. Incidentes de tiro que podero ser solucionados pelo policial na hora em que ocorrerem; e os que so da responsabilidade dos tcnicos. O professor, aps ensinar, dever provocar incidentes de tiro para soluo dos alunos. Aluno pratica. l . Local de porte e uso da arma reserva no servio e nas horas de folga (dever estar no coldre de canela, do lado interno da perna fraca). m. Etc. 17. A parte prtica, com disparos reais, do Curso Bsico (que vem a seguir), ser desenvolvida em PARTES; cada PARTE em FASES; em cada FASE um tipo de exerccio especfico que ser repetido, pelo aluno, com e sem disparos reais, quantas vezes forem necessrias, at que o aprenda a executar corretamente e sem dificuldades; no passar para o exerccio seguinte sem ter executado, corretamente, o anterior. 18. Ao final do Curso Bsico, se houver necessidade, o professor aplicar, ao aluno, o teste de avaliao (VE) previsto no Captulo 08 deste manual (Smula de Avaliao do Curso Bsico). 19. O professor ir verificar, no desenvolvimento das prximas Partes do Curso Bsico, que os procedimentos previstos em todos os exerccios so repetitivos, mudando apenas a posio de tiro do aluno assim, aps familiarizar-se com esses procedimentos, poder reduzir, para menos de meia folha de papel sulfite A4, para consulta momentnea, tudo o que ali est escrito. 20. S encerrar a instruo do dia aps aplicar o que est previsto no item 20 do Captulo 02, retro.

(GIRALDI)

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CAPTULO 05

TIRO DEFENSIVO NA PRESERVAO DA VIDAMTODO GIRALDI (Registrado) Permitido utilizar citando a fonte

REVLVERCURSO BSICO SEGUNDA PARTE - DESENVOLVIMENTOPREVISO:- 100 DISPAROS REAIS, POR ALUNO (MNIMO) 1. A Segunda Parte do Curso Bsico somente ser desenvolvida aps o aluno dominar e executar, sem dificuldades, todos os procedimentos e determinaes previstas na Primeira Parte do Curso Bsico (Captulo 04, retro). 2. A Segunda Parte do Curso Bsico ser desenvolvida em FASES; em cada FASE um tipo de exerccio especfico (que poder ser repetido, pelo aluno, vrias vezes, com e sem o uso de munio real), nas quais devero ser cumpridos os seguintes procedimentos padres:a. Alvo a ser utilizado:- Obrigatoriamente o alvo PM-L-74, de papelo (ver Anexo 13, deste manual), inicialmente, em torno de 5 metros de distncia do local de tiro do aluno, colocado o mais prximo possvel do barranco de conteno dos projteis. b. Uso obrigatrio da barricada de treinamento (quando estiver previsto). Ver anexo 09, deste manual. c. A recarga ser sempre de emergncia ou emergencial (ver letra h, do item 16, do Captulo 04, retro), a no ser que exista ordem em contrrio, por escrito, no desenvolvimento da FASE. d. Saque lento. Posicionamento lento. Sem tempo para iniciar os disparos. Empunhadura dupla e ao dupla do gatilho (a no ser que exista ordem em contrrio, por escrito, no desenvolvimento da FASE). Com visada. Acionamento lento do gatilho. Tempo livre para os disparos (sem pressa). 2 (dois) disparos seguidos, de cada vez, por alvo. Disparos, sempre, com os dois olhos abertos. e. Para dar incio instruo do dia, mediante ordem do professor, o aluno municiar cada um dos 2 (dois) carregadores rpidos do revlver, com carga mxima. f. Ir efetuando disparos at que toda a munio do tambor do revlver acabe; nesse momento, sem necessidade de ordem, recarregar o revlver (recarga emergencial), no importa em que altura esteja da instruo ou da execuo do exerccio. g. O aluno remuniciar os carregadores rpidos nos intervalos das FASES. h. Ao sacar, posicionar-se, ou coldrear o revlver, manter constante contato visual com o alvo e suas imediaes. No olhar o revlver nem o coldre para sacar e coldrear; usar apenas a mo forte para faz-lo. Manter o olhar e o cano do revlver sempre na direo do alvo e suas imediaes. Dedo sempre fora do gatilho. i. Ao se ajeitar ou mudar de posio, manter o cano do revlver e o olhar na direo do alvo e suas imediaes; dedo sempre fora do gatilho; o dedo s vai para o gatilho no momento do disparo; uma vez efetuado o disparo, o dedo volta sua posio normal (estendido, junto armao do revlver). j. Antes de dar incio ao exerccio da FASE o aluno dever trein-lo, com o revlver vazio ou simulando o seu uso, sendo orientado e corrigido pelo professor. Somente dar incio execuo do exerccio da FASE, com munio real, quando estiver condicionado a executlo corretamente e sem dificuldades.

26 k. Revlver e corpo do aluno sempre aqum da barricada de treinamento (quando for usada). Nem a arma nem qualquer parte do corpo do aluno dever tocar ou ultrapassar a barricada de treinamento (ver Anexo 09, deste manual).. l. Posio de partida do aluno para execuo de cada exerccio:- Em p; braos soltos ao longo do corpo; revlver carregado no coldre; co desarmado, presilha do coldre abotoada. m. Sinal de partida para o incio de cada exerccio:- Disparo de festim ou real (melhores), ou algo que produza som semelhante (exemplo:- bomba, etc.). Na falta, usar a expresso:- --- Defenda! (quando s para 1 aluno), ou ---- Defendam! (quando para mais de 1 aluno), ou ---Perigo! (para 1 ou mais alunos). Jamais usar sinal de apito, ou a expresso ---- Vai!, ou ---- Fogo vontade!, ou ---- Defenda-se! (neste caso estaria defendendo s a si, deixando a sociedade de lado), ou outras expresses ou meios no recomendveis como dar um toque no corpo do aluno seguido da expresso:- ---- Vai!. n. Incio do exerccio:- Ao ser dado o sinal de partida o aluno, mantendo o olhar no alvo; sem olhar o coldre e sem auxlio da mo fraca, saca o revlver, passa para empunhadura dupla (policial), toma a posio determinada e efetua os disparos previstos para a FASE (sempre 2 disparos seguidos em cada alvo). o. Aps o trmino de cada exerccio (sero 2 disparos seguidos num mesmo alvo):- Terminados os disparos o aluno ainda manter o olhar e o cano do revlver na direo e imediaes do alvo (do perigo) por 2 ou 3 segundos, fazendo varredura horizontal e vertical, como se estivesse pressentindo o surgimento de algum perigo. Mantendo o dedo fora do gatilho volta posio de partida com o cano da arma e olhar voltados para a direo do alvo e imediaes; coldrea o revlver usando apenas a mo forte, abotoando a presilha do coldre (tudo, sem olhar), ficando, assim, pronto para repetir o mesmo exerccio (se for o caso) ou executar o seguinte. Aguarda ordens. p. Aps o trmino de cada FASE (No importa quantas vezes o exerccio dela tenha sido executado):- Mediante ordem do professor, o aluno, mantendo o cano da arma para direo segura, dedo fora do gatilho, extrai os cartuchos do tambor; faz vistoria fsica e visual rigorosa das cmaras; faz a entrega do revlver para um companheiro, recebendo-o, em seguida, de volta, (em ambos os casos, executar todos os procedimentos j aprendidos letras k e l, do item 14.; e letras d e e, do item16.; tudo do Captulo 04, retro). Aguarda ordens. Possveis cartuchos extrados, e que no tenham sido usados, sero pegos de volta para posterior aproveitamento. q. Os impactos nos alvos podero ir sendo obreados ou assinalados com uma caneta (no obrigatrio). r. Sempre que julgar necessrio, o professor permitir ao aluno conferir os impactos do seu alvo. O professor analisar o grupamento e explicar ao aluno o que ter que fazer para melhor-lo. s. O aluno no passar para o exerccio seguinte sem ter executado, corretamente e sem dificuldades, o exerccio anterior. Caso no o tenha conseguido, aps novo ensinamento e orientao do professor, dever repeti-lo, com ou sem o uso de munio real, quantas vezes forem necessrias, at consegui-lo. 3. As FASES da Segunda Parte do Curso Bsico sero desenvolvidas da seguinte forma:DESENVOLVIMENTO DA SEGUNDA PARTE DO CURSO BSICO Antes da execuo do exerccio de cada FASE com munio real o aluno, orientado pelo professor, dever trein-lo, intensamente, com o revlver vazio ou simulando o seu uso, at ficar condicionado a execut-lo corretamente e sem dificuldades (revlver descarregado). S aps consegui-lo efetuar disparos reais. Havendo necessidade e munio, o aluno repetir o exerccio (com munio real) mais vezes alm do que j estiver previsto para cada FASE. Devero ser obedecidos os seguintes princpios:- Saque lento; posicionamento lento; empunhadura dupla (policial); com visada; disparos com os dois olhos abertos; ao dupla do gatilho; acionamento lento do gatilho; tempo livre para os disparos (sem pressa); 2 disparos aps cada saque seguidos do coldreamento do revlver. Alvo a ser utilizado:- Obrigatoriamente o PM-L-74, de papelo (ver Anexo 13).

27 Durante a instruo, no s quem a est executando, mas tambm professores e auxiliares, alunos que esto observando, e, possveis assistentes, devero estar com colete balstico, protetor ocular e auricular. O professor ir verificar, no desenvolvimento desta Segunda Parte do Curso Bsico, que os procedimentos previstos em todas as FASES so repetitivos, mudando apenas a posio de tiro do aluno, assim, aps familiarizar-se com esses procedimentos, poder reduzir, para menos de meia folha de papel sulfite A 4, para consulta momentnea, tudo o que se segue. PRIMEIRA FASE:- Disparos, em p, livre. Saque lento; tomada de posio lenta; empunhadura dupla (policial); com visada; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento lento do gatilho; disparos lentos. EXECUO: - Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver: toma a posio determinada; efetua 2 disparos; faz a varredura; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais seis vezes. Total:- 14 tiros. SEGUNDA FASE:- Disparos ajoelhado, livre (todas as posies sero aceitas). Saque lento; tomada de posio lenta; empunhadura dupla (policial); com visada; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento lento do gatilho; disparos lentos. EXECUO: Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver; toma a posio determinada; efetua 2 disparos; faz a varredura; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais duas vezes. Total:- 6 tiros. TERCEIRA FASE:- Disparos agachado, livre (todas as posies sero aceitas). Saque lento; tomada de posio lenta; empunhadura dupla (policial); com visada; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento lento do gatilho; disparos lentos. EXECUO: Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver; toma a posio determinada; efetua 2 disparos; faz a varredura; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais duas vezes. Total:- 6 tiros. QUARTA FASE:- Disparos deitado, livre. (todas as posies sero aceitas, desde que a cabea do aluno esteja voltada para o alvo). Saque lento; tomada de posio lenta; empunhadura dupla (policial); com visada; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento lento do gatilho; disparos lentos. EXECUO:- Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver; toma a posio determinada; efetua 2 disparos; faz a varredura; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais duas vezes. Total:- 6 tiros. QUINTA FASE:- Disparos em p, barricado na vertical; disparos pela esquerda da barricada; corpo protegido na direita. (Necessrio o uso da barricada de treinamento). Saque lento; tomada de posio lenta; empunhadura dupla (policial); com visada; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento lento do gatilho; disparos lentos. Revlver e corpo do aluno aqum da barricada; nem o revlver nem qualquer parte do corpo do aluno poder tocar a barricada. EXECUO:- Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver; entra em proteo (pelo lado direito da barricada); revlver em posio de tiro (ainda no dispara); toma a posio de tiro determinada; tomba ligeiramente o tronco para a esquerda; efetua 2 disparos (pode tombar o revlver para efetu-los); faz a varredura; volta em proteo com o revlver ainda em posio de tiro; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais duas vezes. Total:- 6 tiros. SEXTA FASE: - Exerccio idntico ao da FASE anterior mas disparando pelo lado direito da barricada, protegendo-se na esquerda. Total:- 6 tiros. STIMA FASE:- Disparos em posio de tiro hbrida; barricado na horizontal (barricada horizontal a mais ou menos 1,30 metros de altura); disparos por sobre a barricada; corpo protegido pelo lado de baixo da barricada. (Necessrio o uso da barricada de treinamento). Saque lento; tomada de posio lenta; empunhadura dupla (policial); com visada; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento lento do gatilho; disparos lentos. Revlver e corpo do aluno aqum da barricada; nem o revlver nem qualquer parte do corpo do aluno poder tocar a barricada. EXECUO:- Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver; entra em proteo (pelo lado de baixo da barricada); revlver em posio de tiro (ainda no dispara); toma a posio determinada; levanta o corpo o mnimo necessrio at enquadrar o alvo; efetua 2 disparos; faz a

28 varredura; volta em proteo com o revlver ainda em posio de tiro; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais duas vezes. Total:- 6 tiros. OITAVA FASE:- Disparos ajoelhado ou agachado, livre (o aluno escolhe); barricado na vertical; disparos pela esquerda da barricada; corpo protegido na direita. (Necessrio o uso da barricada de treinamento). Saque lento; tomada de posio lenta; empunhadura dupla (policial); com visada; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento lento do gatilho; disparos lentos. Revlver e corpo do aluno aqum da barricada; nem o revlver nem qualquer parte do corpo do aluno poder tocar a barricada. EXECUO:- Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver, entra em proteo (pelo lado direito da barricada); revlver em posio de tiro (ainda no dispara); toma a posio determinada; tomba ligeiramente o tronco para a esquerda; efetua dois disparos (pode tombar o revlver para efetu-los); faz a varredura; volta em proteo com o revlver ainda em posio de tiro; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais duas vezes. Total:- 6 tiros. NONA FASE:- Exerccio idntico ao da FASE anterior mas disparando pelo lado direito da barricada, protegendo-se na esquerda. Total:- 6 tiros. DCIMA FASE:- Disparos deitado, livre, barricado na vertical; disparos pela esquerda da barricada; corpo protegido na direita. (Necessrio o uso da barricada de treinamento). Saque lento; tomada de posio lenta; empunhadura dupla (policial); com visada; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento lento do gatilho; disparos lentos. Revlver e corpo do aluno aqum da barricada; nem o revlver nem qualquer parte do corpo do aluno poder tocar a barricada. EXECUO:- Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver; deita protegido pelo lado direito da barricada; revlver em posio de tiro (ainda no dispara); tomba ligeiramente o tronco para a esquerda; efetua 2 disparos (pode tombar o revlver para efetu-los); faz a varredura; volta em proteo com o revlver ainda em posio de tiro; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais uma vez. Total:- 4 tiros. DCIMA PRIMEIRA FASE:- Exerccio idntico ao da FASE anterior mas disparando pelo lado direito da barricada, corpo protegido na esquerda. Total:- 4 tiros. DCIMA SEGUNDA FASE:- Disparos em p, livre; empunhadura simples (uma s mo); brao fraco solto ao lado do corpo ou com o polegar da mo fraca enfiado por dentro do cinto, na altura do umbigo, caracterizando no ter condio de uso). Saque lento; tomada de posio lenta; empunhadura simples (uma s mo); com visada; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento lento do gatilho; disparos lentos. EXECUO:Ao sinal convencionado o aluno, usando apenas a mo forte, saca o revlver; toma a posio determinada, efetua 2 disparos; faz a varredura; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais duas vezes. (Esclarecer o aluno que a empunhadura simples somente ser usada quando no for possvel a dupla e que o exerccio tambm poder ser executado usando apenas a mo fraca). Total:- 6 tiros. DCIMA TERCEIRA FASE:- Disparos em p, livre; com recarga ttica (ver letra i, do item 16., do Captulo 04, retro). Excepcionalmente, nesta FASE, o aluno recarregar o revlver antes do trmino da munio do tambor (recarga ttica). Para dar incio ao exerccio o tambor do revlver dever estar com no mnimo 4 cartuchos intactos; carregador rpido de reposio totalmente municiado. Saque lento; tomada de posio lenta; empunhadura dupla (policial); com visada; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento lento do gatilho; disparos lentos. EXECUO:- Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver; toma a posio de tiro determinada (em p, livre); efetua 2 disparos; faz a varredura, executando, em seguida, a recarga ttica. Se estiver em p, agacha para execut-la; se houver barricada de treinamento protege-se nela com a mesma finalidade. Mantendo a empunhadura dupla, cano e olhar na direo do alvo e imediaes, aciona o retm do tambor com o polegar da mo fraca enquanto com o indicador da mo forte (que continua empunhando o revlver) empurra o tambor para fora. Passa para empunhadura simples, continuando a empunhar o revlver com a mo forte (no pode perder a empunhadura). Extrai os cartuchos do tambor (deixa cair) acionando a vareta do extrator com a mo fraca. Ainda com a mo fraca pega o carregador rpido de reposio e efetua a recarga (deixa cair o carregador rpido vazio usado). Retoma a empunhadura dupla. Volta posio em p e efetua mais dois disparos no mesmo alvo. Volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais uma vez.

29 (Esclarecer o aluno que o carregador rpido de reposio poder tambm ser pego antes da extrao dos cartuchos do tambor, e, at antes da abertura do tambor). Total:- 8 tiros. DCIMA QUARTA FASE:- Disparos em posio de tiro livre na zona perifrica alta direita do alvo. Saque lento; tomada de posio lenta; empunhadura dupla (policial); com visada; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento lento do gatilho; disparos lentos. EXECUO:- Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver; toma a posio de tiro que julgar mais conveniente para o momento; efetua 2 disparos na zona perifrica alta direita do alvo; faz a varredura; volta posio de partida; coldrea. Total:- 2 tiros. DCIMA QUINTA FASE:- Idntica anterior (podendo, o aluno, adotar outra posio de tiro); com visada na zona perifrica alta esquerda do alvo. Total: 2 tiros. DCIMA SEXTA FASE:- Idntica anterior (podendo, o aluno, adotar outra posio de tiro); com visada na zona perifrica baixa esquerda do alvo. Total: 2 tiros. DCIMA STIMA FASE:- Idntica anterior (podendo, o aluno, adotar outra posio de tiro); com visada na zona perifrica baixa direita do alvo. Total:- 2 tiros. DCIMA OITAVA FASE:- Disparos em posio de tiro livre; ao simples do gatilho (armando o co, com o polegar da mo fraca, sem perder a empunhadura dupla, antes do disparo); zona perifrica alta direita do alvo. Saque lento; tomada de posio lenta; empunhadura dupla (policial); com visada; ao simples do gatilho (armando o co, com o polegar da mo fraca, sem perder a empunhadura dupla, antes do disparo); acionamento lento do gatilho; disparos lentos. EXECUO:- Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver; toma a posio de tiro que julgar mais conveniente para o momento; arma o co (com o polegar da mo fraca, sem perder a empunhadura dupla e sem perder o contato visual com o alvo e suas imediaes); efetua o primeiro disparo em ao simples na zona perifrica alta direita do alvo; torna a armar o co (com o polegar da mo fraca, sem perder a empunhadura dupla e sem perder o contato visual com o alvo e suas imediaes); efetua o segundo disparo em ao simples, na mesma zona; faz a varredura; volta posio de partida; coldrea. Total:- 2 tiros. Obs.:- Na ao simples o contato do dedo com a tecla do gatilho, para o seu acionamento, dever se dar no meio da ltima falange do dedo (falangeta), pois exige um esforo menor que na ao dupla. DCIMA NONA FASE:- Idntica anterior (podendo, o aluno, adotar outra posio de tiro); com visada na zona perifrica alta esquerda do alvo. Total:- 2 tiros. VIGSIMA FASE:- Idntica anterior (podendo, o aluno, adotar outra posio de tiro); com visada na zona perifrica baixa esquerda do alvo. Total:- 2 tiros. VIGSIMA PRIMEIRA FASE:- Idntica anterior (podendo, o aluno, adotar outra posio de tiro); com visada na zona perifrica baixa direita do alvo. Total:- 2 tiros.

Total de tiros da Segunda Parte do Curso Bsico, por aluno:- 100 (mnimo)Aqui termina o que poderamos chamar de tiro ao alvo, isto , saque lento; sem necessidade de rapidez para tomar as posies de tiro; com visada; com tempo livre para executar os disparos; etc.; situaes que dificilmente podero ser cumpridas num confronto armado verdadeiro, onde a morte est sempre presente e as condies fsicas e psquicas do policial esto totalmente alteradas; tudo muito rpido, mal dando tempo do policial reagir (quando consegue). Esta PRIMEIRA PARTE teve como finalidade apenas habilitar, inicialmente, o aluno no manejo do revlver.

Obs.:- S encerrar a instruo do dia aps aplicar o que est previsto no item 20, do Captulo 02, retro. (GIRALDI)

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CAPTULO 06 TIRO DEFENSIVO NA PRESERVAO DA VIDAMTODO GIRALDI (Registrado) Permitido utilizar citando a fonte

REVLVERCURSO BSICO TERCEIRA PARTE - DESENVOLVIMENTO PREVISO:- 100 DISPAROS REAIS, POR ALUNO (MNIMO)

Agora ter incio o tiro policial propriamente dito, isto , saque rpido; tomadas rpidas de posies; empunhadura dupla (policial); ao dupla do gatilho; acionamento rpido do gatilho; disparos rpidos, semivisados ou intuitivos, sempre de 2 em 2, com os dois olhos abertos; recarga rpida (tanto emergencial como ttica). Os exerccios so idnticos e seguem a mesma seqncia dos exerccios realizados na Segunda Parte do Curso Bsico (Captulo 05, retro). DESENVOLVIMENTO DA TERCEIRA PARTE DO CURSO BSICO:Antes da execuo do exerccio de cada FASE, com munio real, o aluno, orientado pelo professor, dever trein-lo, intensamente, com o revlver vazio ou simulando o seu uso, at ficar condicionado a execut-lo corretamente e sem dificuldades (revlver descarregado). S aps consegui-lo efetuar disparos reais. Havendo necessidade e munio, o aluno repetir o exerccio (com munio real) mais vezes alm do que j estiver previsto para cada FASE. Alvo a ser utilizado:- Obrigatoriamente o PM-L-74, de papelo (ver Anexo 13). Durante a instruo, no s quem a est executando, mas tambm professores e auxiliares, alunos que esto observando, e, possveis assistentes, devero estar com colete balstico, protetor ocular e auricular. O professor ir verificar, no desenvolvimento desta Terceira Parte do Curso Bsico, que os procedimentos previstos em todas as FASES so repetitivos, mudando apenas a posio de tiro do aluno, assim, aps familiarizar-se com esses procedimentos, poder reduzir, para menos de meia folha de papel sulfite A 4, para consulta momentnea, tudo o que se segue.

PRIMEIRA FASE:- Disparos em p, livre. Saque rpido; tomada de posio rpida; empunhadura dupla (policial); com semivisada ou intuitivo; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento rpido do gatilho; disparos rpidos. EXECUO: - Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver: toma a posio determinada; efetua 2 disparos; faz a varredura; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais seis vezes. Total:- 14 tiros. SEGUNDA FASE:- Disparos ajoelhado, livre (todas as posies sero aceitas). Saque rpido; tomada de posio rpida; empunhadura dupla (policial); com semivisada ou intuitivo; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento rpido do gatilho; disparos rpidos. EXECUO: Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver; toma a posio determinada; efetua 2 disparos; faz a

31 varredura; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais duas vezes. Total:- 6 tiros. TERCEIRA FASE:- Disparos agachado, livre (todas as posies sero aceitas). Saque rpido; tomada de posio rpida; empunhadura dupla (policial); com semivisada ou intuitivo; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento rpido do gatilho; disparos rpidos. EXECUO:Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver; toma a posio determinada; efetua 2 disparos; faz a varredura; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais duas vezes. TOTAL:- 6 tiros. QUARTA FASE:- Disparos deitado, livre (todas as posies sero aceitas, desde que a cabea do aluno esteja voltada para o alvo). Saque rpido; tomada de posio rpida; empunhadura dupla (policial); com semivisada ou intuitivo; zona central do alvo; ao dupla do gatilho (sem armar o co); acionamento rpido do gatilho; disparos rpidos. EXECUO:- Ao sinal convencionado o aluno saca o revlver; toma a posio determinada; efetua 2 disparos; faz a varredura; volta posio de partida; coldrea. Mediante sinal convencionado repetir o exerccio mais duas vezes. Total:- 6 tiros. QUINTA FASE:- Disparos em p, barricado na vertical; disparos pe