Histograma r2

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    12-Jul-2015
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  • 1O Histograma e o Sistema de Zonas - Claudio J Rombauer

    O HistogramaO Histograma um grfico que mostra os diversos nveis de luminosidade de uma imagem e a quantidade de pixels presentes em cada um destes nveis.

    Entendendo o que o histogramaPrecisamos entender antes o comportamento de um pixel em uma imagem e como ele mostrado no histo-grama. Em uma foto digital cada pixel pode variar de 0 (preto absoluto) at 255 (branco absoluto). Em outras palavras, o brilho de um pixel determinado por um nmero que vai de 0 a 255.

    Ento podemos ter 255 zonas de brilho e o histograma nada mais que a representao de quantos pixels na imagem caem em cada uma dessas 255 zonas de bri-lho. Ou seja, quantos pixels na imagem so totalmente pretos (nivel de brilho 0), quantos esto no nvel 1, nvel 2.....at o nvel 255.

    Em um histograma, o cinza mdio representado pelo pixel de brilho 128. No caso de uma imagem co-lorida (RGB), cada pixel tem um brilho correspondente, obtido atravs de uma mdia luminosa de seus canais RGB. Para a anlise dos tons, recomendado que se use o histograma de luminosidade e no o separado em canais, que mais difcil de ser analisado.

    Mais que uma poderosa ferramenta, o histograma a total revoluo da fotografia digital, como se sua ca-mera tivesse 255 fotmetros spot, como se o sistema de zonas do Ansel Adams tivesse 255 zonas! A partir do conhecimento da anlise de um histograma, o fot-grafo saber com exatido, aps fazer uma imagem, todas as suas tonalidades, se errou, ele saber onde e o quanto ele errou, o quanto possvel corrigir e como.

    1. Imagem totalmente cinzaO cinza mdio no histograma tem nvel de brilho 128, logo, uma imagem cinza mdia criada digitalmente deve ter todos os pixels na zona 128 e resulta no se-guinte histograma:

    2 Imagem totalmente brancaVamos agora uma imagem totalmente branca (255), como esperamos que seja seu histograma?

    Veja na figura acima que agora todos os pixels caem na zona de brilho 255 (branco absoluto), logo o filete direita representa todos os pixels da sua foto.

    3 Imagem totalmente pretaPara uma cena totalmente preta (0), teremos o resul-tado abaixo, onde todos os pixels caem na zona de brilho 0, representada pelo filete esquerda:

  • 2O Histograma e o Sistema de Zonas - Claudio J Rombauer

    4 Imagem TexturizadaEm uma cena real, dificilmente o histograma ser re-presentado apenas por um filete, salvo os casos acima de imagens criadas no computador, as cenas registra-das por uma camera em exposies normais sempre apresentam variaes de tonalidades, por mnimas que sejam, considere o histograma da imagem abaixo:

    muito simples analisar este histograma, existem basi-camente duas reas bem distintas, a rea escura, com mais variao de tons (por isso mais larga no grfico) e a rea branca, com menos variao de tons (por isso mais fina e mais alta no grfico).

    Conclumos ento que quanto mais textura e detalhes uma tonalidade apresenta, mais suave ser sua transi-o no grfico, e tambm conclumos que um pico no histograma representa uma rea mais homognea.

    Estas concluses sero de grande importncia para a anlise dos casos prticos.

    4 O histograma como feedbackEm diversas situaes o preview do nosso LCD no confivel, podemos estar em sol forte, ambente muito escuro, etc. Independente de qualquer situao, aprender a interpretar o histograma o meio mais preciso para analisar a gama de tons de uma imagem, independente do tamanho e preciso de sua tela, o histograma no mente.

    Atravs dessa anlise, o fotgrafo saber com exatido se obteve o resultado desejado, e se errou, ele saber onde e o quanto ele errou, o quanto possvel corrigir e como ser feita essa correo.

    Considere a imagem da caneca e seu respectivo histograma. A pequena rea esquerda representa as tonalidades do preto, desde o preto sem informao at as tonalidades de cinza escuro. O pequeno monte a seguir representa as tonalidades escuras do azul e vermelho e um filete direita representando o fundo estourado branco. Como o objetivo era um fundo branco para recorte totalmente homogneo, o filete era esperado.

    Entendendo o que representam as linhas do histogra-ma, fica mais fcil de julgar a imagem, por exemplo, se o filete direita estivesse deslocado, saberamos que a rea em volta da caneca estaria cinza, e neste caso como desejvamos o branco 255, teramos que refazer a foto, este o feedback que a anlise do histograma proporciona, no existe nada to preciso.

  • 3O Histograma e o Sistema de Zonas - Claudio J Rombauer

    5 O BaloConsidere a imagem do balo abaixo e seu respectivo histograma:

    Os tons mais escuros da base do balo e a rea de sombra so representados pela rea esquerda do histograma. O grande pico representa o cu azul, que como j sabemos, normalmente mdio. A parte clara do cu representada mais a direita e por final, o branco do balo representado pela rea direita do histograma. Repare que a distncia desta rea que representa ao branco parede direita do histograma nos mostra que a imagem no est estourada.

    Vamos supor que a imagem tivesse estourado:

    Repare agora a parede direita, mostrando grande quantidade de brancos sem informao (brilho 255). Mesmo em condies adversas de preview do LCD, a anlise do histograma mostra que esta imagem est com os brancos estourados.

  • 4O Histograma e o Sistema de Zonas - Claudio J Rombauer

    O Casaro

    Nesta foto do casaro, a anlise do histograma bem simples. O dia era de sol fortssimo, prximo do meio dia, logo uma cena de alto contraste. O que de certa forma facilida a identificao dos tons no histograma. A minha prioridade era no deixar os brancos estoura-rem, ento eu fiz a fotometria pensando nisso.

    Analisando o histograma da esquerda para a direita, temos a primeira pequena concentrao de pixels, que representa a rea mais escura da imagem, formada pelas esquadrias das janelas e pela parte do braso do casaro. Logo adiante um outro pico bem mais estreito (lembre-se dos casos hipotticos acima, um pico estreito representa uma rea mais homognea) representando as janelas do casaro. Logo aps este pico estreito, est um monte baixinho, representando a rea de sombra laranja. Ela larga, pois existem vrios tons de laranja na sombra, a parede de textura bem mais irregular que o vidro. Logo a seguir um outro pico alto mais largo, representando o cu escuro (usei um polarizador, seno provavelmente este cu cairia no centro do histograma) e a largura desse pico devido a uma ligeira transio no azul escura para um azul um pouco mais claro, se fosse um azul mais constante ele seria mais estreito. Continuando, o penltimo pico baixo e largo, um pouco mais claro que o tom mdio, logicamente trata-se da rea laranja clara (um timo locam para se fazer a fotometria spot. Por fim, o ltimo pico representa os brancos ainda com um pouco de textura, e a localizao desse pico me mostrou que eu no perdi informao nesta rea importante.

    O Lago

    Tpico de uma cena de natureza, o histograma do lago bem mais concentrado. No existem muitas reas homogneas e sim uma grande quantidade e varieda-de de tons mdios, mais predominantemente escuros, devido sombra das rvores. Tambm no existe nada prximo do branco nem do preto absolutos, ento por isso a centralizao do grfico.

  • 5O Histograma e o Sistema de Zonas - Claudio J Rombauer

    Tipos de medio do fotmetro incorporado

    Medio Spot Parcial Ponderada ao Centro (Center Weighted)

    Matricial (Evaluative) (Multi-Pattern)

    Smbolo

    Cobertura

    Caractersticas Limita a medio uma pe-quena rea geralmente central ao VF. A medio spot cobre de 1% a 3,5% da rea da imagem, e todo o resto desprezado pelo fotmetro.Com o auxlio de uma tele, a medio spot fica ainda mais precisa, permitindo a leitura de reas ainda mais detalhadas.

    Limita a medio uma rea geralmente central ao VF. A medio parcial cobre geralmente 9,5% da imagem, e todo o resto desprezado pelo fotmetro.Com o auxlio de uma tele, a medio parcial pode se tornar extremamente precisa, elimi-nando a necessidade de se ter a opo de medio spot.

    feita uma media de toda a imagem porm dada nfase parte central (tpicamente entre 60% e 75%).Tipo mais comum de padro de medio, encontrado na grande maioria das SLR manuais, e sempre presente nas modernas SLR, analgicas ou digitais.

    Funciona atravs da segmen-tao da rea da imagem. A leitura feita em cada segmen-to separadamente, e depois o padro comparado com uma biblioteca de situaes conhecidas.Dados como ponto de foco, tamanho do sujeito, posio, distancia, nvel de luz, luz frontal, luz de fundo, cores, etc. So levados em conta no ajuste da exposio. O funcionamento deste sistema pode variar de acordo com a camera, mas todos seguem basicamente o mesmo conceito.

    Quando Usar Quando existem grandes diferenas de brilho, quando necessitamos de preciso na medio.

    Idem Quando o sujeito cobre a maior parte da imagem, por exemplo, quando est circundado por sombras.

    Cenas padro, com sombras extremas e reas de forte luminosidade.

    Prs Controle preciso Controle preciso Medio fcil da maioria das cenas com compensaes relativamente simples

    Conforto de quase no precisar pensar

    Contras Variaes bruscas na leitura Variaes bruscas na leitura Risco de erro em cenas com muito cu, em caso de no compensar a leituraImpreciso em cenas com-plexas.Erro em situaes de predomi-nncia de luz ou sombras.

    Imprevisvel em diversas situa-es prticas.

    ...

  • 6O Histograma e o Sistema de Zonas - Claudio J Rombauer

    Exposio

    O que exposio?Exposio pode ser definida como a simples combi-nao de trs importantes fatores: Abertura, Tempo de Exposio e ISO. A combinao destes 3 elementos, alm de influenciar diversas caractersticas da imagem, determina a quantidade de luz que ser gravada na mdia.

    Na prtica a exposio uma questo de ajustes da cmera e