Hospital de Faro_Diagnóstico | edição on-line n.3 abr.2013

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Revista digital do Hospital de Faro

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  • Satisfao do utente, barmetro de mudana

    edio online n. 03 | Abr. 2013

    www.hdfaro.min-saude.pt

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  • 10 Dupla FaceO Jazz uma paixo6 em FocoSatisfao do utente, barmetro de mudana

    Ficha tcnica

    Propriedade

    Hospital de Faro, E.P.E.

    Diagnstico | edio on-line

    n. 3 | Abr. 2013

    Edio on-line

    Gabinete de Comunicao

    comunicacao@hdfaro.min-saude.pt

    Tel. 289 001 970

    Redao/fotografia

    Daniela Martins Nogueira

    Mrcio Fernandes

    Paginao/grafismo

    Lus Baptista

    Hospital de Faro, E.P.E.

    Rua Leo Penedo, 8000-386, Faro

    Tel. 209 891 100

    administracao@hdfaro.min-saude.pt

    www.hdfaro.min-saude.pt

    4 artigoMinistro elogia capacidade exemplar do Hospital de Faro na melhoria das condies assistenciais do Servio de Urgncia

    14 Workshop deCulinria paraCelacos

    12 Marie Jean Anglica Moreira Dadora de primeira viagem

    Discurso Direto

    Foto Reportagem

  • 3EDITORIAL2013 o Ano Europeu dos Cidados o mote perfeito para o Hospital de Faro cumprir a sua inteno de estreitar laos com a comunidade, indo ao encontro da populao que serve.

    O incio do ciclo de palestras Conversas com o Cidado, que teve o seu lanamento no ms de maro, revela precisamente o compromisso do Hospital em contribuir para o esclarecimento e capacitao dos cidados, com vista a uma utilizao mais consciente e esclarecida dos servios de sade.

    Foi tambm em maro que se iniciou o caminho de uma participao e representao mais ativa nas atividades dos municpios da sua rea de influncia, com presena institucional do Hospital nas comemoraes do Dia Internacional da Proteo Civil, onde naturalmente o Hospital se assume como agente de proteo civil integrado da rede de resposta local e regional.

    Transpondo o espao hospitalar, o Hospital abre-se desta forma comunidade, indo fisicamente ao seu encontro, numa postura de dinamismo e disponibilidade, que se afirma diariamente entre os seus profissionais, num assumir crescente e empenhado em ouvir, envolver e apoiar os doentes no seu processo de recuperao.

    E porque a capacitao um dos pilares para o exerccio da cidadania, o caminho continuar a ser cada vez mais alicerado no impulso da participao e in(formao) em sade em prol do bem comum.

    O Conselho de Administrao

  • 4artigo

    Em visita ao Hospital de Faro no passado dia 26 de maro, para proceder inaugurao da requalificao do Servio de Urgncia Poliva-lente, o Ministro da Sade, Dr. Paulo Macedo, congratulou-se pela melhoria da imagem e das condies assistenciais do servio de ur-gncia geral desta unidade de sade.

    Na sesso que antecedeu a visita e inaugura-o, o Ministro referiu-se ao processo de am-pliao e reestruturao como um exemplo de que possvel superar os constrangimen-tos que todos conhecemos, considerando que o Conselho de Administrao do Hospital de Faro, com o apoio da ARS Algarve, conseguiu a tarefa rdua de encontrar as necessrias so-

    Ministro elogia capacidade exemplar do Hospital de Faro na melhoria das condies assistenciais do Servio de Urgncia

  • 5lues para garantir aos cidados a prestao de cuidados de sade com a qualidade ade-quada a que todos tm direito.

    A sesso contou tambm com as presenas do Presidente do Conselho Diretivo da ARS Algarve, Dr. Martins dos Santos, do Presidente da Cmara Municipal de Faro, Eng. Macrio Correia, e do Presidente do Conselho de Ad-ministrao, Dr. Pedro Nunes, que manifestou publicamente o seu reconhecimento e grati-do aos profissionais, das mais variadas reas, que tornaram possvel cumprir, com rigor e prontido, a meta traada aquando da tomada de posse deste Conselho de Administrao.

    A visita prosseguiu com o Ministro da Sade a reproduzir o circuito do doente, constatando as mudanas processadas e ficando a conhecer a nova realidade das urgncias do Hospital de Faro, onde os circuitos de passagem e acomodao do doente agudo esto agora aperfeioados.

    A inaugurao da requalificao teve lugar na nova rea de deciso clnica, um espao criado de raiz que est em funcionamento desde o passado ms de janeiro e que foi projetado para garantir melhores condies de acolhimento e tratamento dos doentes, permitindo acabar de-finitivamente com as macas nos corredores do Servio de Urgncia, uma imagem que durante anos assolou esta instituio de sade.

  • 6A satisfao do doente sem dvida um dos principais objetivos de qualquer servio de sade, tendo vindo a assumir-se, gradativamente, como um dos indicadores prioritrios na avaliao e garantia da qualidade dos cuidados prestados.

    Conscientes desta realidade e sobretudo procurando, de forma sistemtica, elevar os padres de qualidade e satisfao dos doentes e seus familiares, o Servio de Medicina Interna 1 apresenta-se como um exemplo desta aposta de focalizao no utente. Os dados falam por si e os resultados so bastante expressivos no que se refere evoluo das reclamaes e agradecimentos registados.

    A avaliao que os doentes internados fazem do Servio, medida em funo do nmero de reclamaes e de elogios formalizados

    ao longo dos ltimos trs anos, revelam precisamente uma evoluo positiva, sendo que o acentuado decrscimo das reclamaes tem vindo a ser acompanhado por um aumento significativo do nmero de agradecimentos (consultar caixa 1). De 21 reclamaes formalizadas em 2010, o Servio passou para 5 em 2011 e encerrou o ano de 2012 com 7 reclamaes, uma evoluo registada em sentido proporcionalmente inverso ao dos elogios dirigidos ao Servio que no espao de dois anos passaram de 3 agradecimentos, em 2010, para 21, em 2012.

    Esta relao que posiciona em sentido inverso a evoluo do nmero de queixas e elogios deve-se, em parte, mudana evidente e decisiva processada em termos de estrutura fsica e organizativa dos Servios de Medicina Interna que, em maio de 2012, permitiu acabar definitivamente com os doentes internados em

    Satisfao do utente, barmetro de mudana Agradecimentos dos doentes ultrapassam nmero de reclamaes no Servio de Medicina Interna 1

    em Foco

  • 7Clique aqui

    macas que se dispersavam pelos corredores e por enfermarias de outros servios de internamento.Mas se um facto que o parmetro condies e equipamentos ocupava um lugar cimeiro nos motivos de insatisfao,

    tendo esta reestruturao fsica contribudo objetivamente para a diminuio das queixas dos doentes, a verdade que a inverso processada no Servio de Medicina Interna 1, com o aumento exponencial de louvores, iniciou-se de forma expressiva em 2011, antes desta mudana.

    Para Ana Lopes, Diretora do Servio de Medicina Interna 1, tratou-se essencialmente de uma questo de atitude dos profissionais que tm que estar motivados e com vontade de fazer melhor, afirma. Podemos ter as melhores condies num Servio mas se no

    tivermos pessoas com sensibilidade e com vontade no se consegue, prossegue.Mdica h 30 anos no Hospital de Faro e Diretora deste servio desde o final de 2010, para a internista o aspeto relacional e motivacional imprescindvel para que a equipa de sade funcione de forma articulada

    Acredito nas pessoas; acredito que se elas forem motivadas e estimuladas conseguem sempre fazer um trabalho melhor e com mais prazer.

    Ana Lopes, Diretora do Servio de Medicina 1

  • 8e seja capaz de responder s necessidade e expetativas dos doentes, seus familiares ou acompanhantes. Eu acredito nas pessoas; acredito que se elas forem motivadas e estimuladas conseguem sempre fazer um trabalho melhor, declara a Diretora de Servio para quem a motivao e a mudana se conseguem a conversar, a ouvir as pessoas, a elogi-las naquilo que fazem e, quando necessrio e possvel, a encontrarmos funes que melhor se adaptem personalidade, capacidade e aptides de cada um.

    Privilegiando um modelo de gesto alicerado na proximidade entre todos os elementos da equipa, a internista defende que o Servio um grupo, onde cada um tem a sua funo e no qual ningum mais importante que o outro, de forma a trabalharmos todos, com conhecimentos e sensibilidades diferentes, mas em unio e complementaridade, em prole do doente.

    Disponibilidade e proximidade

    A cultura de proximidade implementada tem vindo a ser gradualmente alargada ao relacionamento com os doentes e suas famlias no sentido de promover, dentro do possvel, o envolvimento dos familiares nos cuidados, capacitando e apoiando-os no pr e ps alta. Este esforo de integrao e capacitao dos cuidadores assume efetivamente uma importncia redobrada se tivermos em conta que uma larga percentagem dos doentes dos Servios de Medicina Interna so pessoas idosas ou com elevados graus de dependncia. A gesto da ansiedade e o peso emocional assumem aqui um papel central, conduzindo a forma como os profissionais se relacionam, no s com os doentes, mas tambm com os familiares que se assumem, de resto, como os principais agentes das reclamaes e elogios registados.

  • 9Tambm a este nvel a equipa tem trabalhado de forma empenhada, seja na visita do mdico ao seu doente onde se tenta passar a informao e esclarecer as dvidas da forma mais prxima, correta e humana possvel, seja nos pequenos-grandes gestos rotineiros atravs dos quais os profissionais procuram garantir o bem-estar daqueles que ajudam a cuidar.

    E aqui so os enfermeiros e assistentes operacionais que, segundo a Diretora do Servio, desempenham um papel decisivo, pois so eles que asseguram a maior parte do tempo os cuidados. Se as pessoas agradecem e elogiam o Servio, fazem-no porque

    sentiram que estes profissionais deram o melhor de si, refora a Diretora do Servio, manifestando o seu sincero reconhecimento pelo trabalho desenvolvido diariamente pelos assistentes operacionais e pelos enfermeiros, liderados pela Enfermeira-Chefe Isabel Higino, a quem a