I- Introdução I- Introdução Numa cidade como São Paulo, em que a urbanização crescente está...

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1 I- Introdução Numa cidade como São Paulo, em que a urbanização crescente está sempre em queda de braço com a arborização, o plantio e a poda de árvores no perímetro urbano merecem atenção especial. Nesse sentido, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente lança este Manual Técnico de Poda, cujo objetivo é adequar e padronizar os procedimentos de poda em logradouros públicos. Essa publicação complementa o Manual Técnico de Arborização, lançado pela Secretaria em 2002. A importância da publicação de um Manual de Poda já havia sido objeto de debates nos I e II Seminários de Arborização Urbana do Município de São Paulo, realizados em 2001 e 2002, promovidos pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente em parceria com a Secretaria Municipal das Subprefeituras. Em 2003, foi dado o estímulo decisivo a partir do curso “Podadores se Árvores Urbanas” ministrado pelo Prof. Dr Rudi Arno Seitz, da Universidade Federal do Paraná. Obteve-se então um certo consenso entre os engenheiros agrônomos e florestais , sobre conceitos básicos e fundamentais, a respeito da arborização de vias públicas e da poda de árvores. A partir daí foram iniciados os trabalhos de elaboração dos textos temáticos e edição deste manual. As orientações contidas nesse trabalho subsidiarão as ações dos profissionais que atuam diretamente no trato com a arborização, realizando podas de limpeza e formação ou ainda em situações extraordinárias, efetuando podas de emergência ou adequação. O manual é composto por textos técnicos e ilustrações esquemáticas sobre os principais tipos de poda. Traz ainda em anexo as principais leis e decretos referentes à poda de árvores na cidade de São Paulo. É preciso que o agente responsável pela execução ou supervisão do manejo da arborização tenha em mente que, ao realizar a poda, está cometendo uma agressão a um organismo vivo, que possui estrutura e funções bem definidas e processos próprios de defesa contra seus inimigos naturais. Diante disso, a escolha do tipo de poda, a técnica de corte e a época da intervenção são decisões que podem condenar uma árvore à morte lenta ou contribuir para o seu desenvolvimento biológico. Todos os procedimentos e técnicas citadas neste manual poderão - e deverão - ser revistos e reeditados sempre que se mostrarem, através de seu uso, ultrapassadas para o fim ao qual se destinam.
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    I- Introduo

    Numa cidade como So Paulo, em que a urbanizao crescente estsempre em queda de brao com a arborizao, o plantio e a poda de rvoresno permetro urbano merecem ateno especial. Nesse sentido, a Secretariado Verde e Meio Ambiente lana este Manual Tcnico de Poda, cujo objetivo adequar e padronizar os procedimentos de poda em logradouros pblicos.Essa publicao complementa o Manual Tcnico de Arborizao, lanadopela Secretaria em 2002.

    A importncia da publicao de um Manual de Poda j havia sido objeto dedebates nos I e II Seminrios de Arborizao Urbana do Municpio de SoPaulo, realizados em 2001 e 2002, promovidos pela Secretaria Municipaldo Verde e Meio Ambiente em parceria com a Secretaria Municipal dasSubprefeituras.

    Em 2003, foi dado o estmulo decisivo a partir do curso Podadores servores Urbanas ministrado pelo Prof. Dr Rudi Arno Seitz, da UniversidadeFederal do Paran. Obteve-se ento um certo consenso entre osengenheiros agrnomos e florestais , sobre conceitos bsicos efundamentais, a respeito da arborizao de vias pblicas e da poda dervores. A partir da foram iniciados os trabalhos de elaborao dos textostemticos e edio deste manual.

    As orientaes contidas nesse trabalho subsidiaro as aes dosprofissionais que atuam diretamente no trato com a arborizao, realizandopodas de limpeza e formao ou ainda em situaes extraordinrias,efetuando podas de emergncia ou adequao. O manual composto portextos tcnicos e ilustraes esquemticas sobre os principais tipos depoda. Traz ainda em anexo as principais leis e decretos referentes podade rvores na cidade de So Paulo.

    preciso que o agente responsvel pela execuo ou superviso do manejoda arborizao tenha em mente que, ao realizar a poda, est cometendouma agresso a um organismo vivo, que possui estrutura e funes bemdefinidas e processos prprios de defesa contra seus inimigos naturais.Diante disso, a escolha do tipo de poda, a tcnica de corte e a poca dainterveno so decises que podem condenar uma rvore morte lentaou contribuir para o seu desenvolvimento biolgico.

    Todos os procedimentos e tcnicas citadas neste manual podero - edevero - ser revistos e reeditados sempre que se mostrarem, atravs deseu uso, ultrapassadas para o fim ao qual se destinam.

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    II Poda

    A poda, na arborizao urbana, visa basicamente conferir rvore umaforma adequada durante o seu desenvolvimento (poda de formao);eliminar ramos mortos, danificados, doentes ou praguejados (poda delimpeza); remover partes da rvore que colocam em risco a segurana daspessoas (poda de emergncia); e remover partes da rvore que interferemou causam danos incontornveis s edificaes ou aos equipamentosurbanos (poda de adequao).

    A poda de formao empregada para substituir os mecanismos naturaisque inibem as brotaes laterais e para conferir rvore crescimento eretoe copa altura que permita o livre trnsito de pedestres de veculos.

    A poda de limpeza empregada para evitar que a queda de ramos mortoscoloque em risco a integridade fsica das pessoas e do patrimnio pblicoe particular, bem como para impedir o emprego de agrotxicos no meiourbano e evitar que a permanncia de ramos danificados comprometa odesenvolvimento sadio das rvores.

    A poda de emergncia, a mais traumtica para a rvore e para a vida urbana, empregada para remover partes da rvore que colocam em risco aintegridade fsica das pessoas e do patrimnio pblico ou particular.

    A poda de adequao empregada para solucionar ou amenizar conflitosentre equipamentos urbanos e a arborizao. motivada pela escolhainadequada da espcie, pela no realizao da poda de formao, eprincipalmente por alteraes do uso do solo, do subsolo e do espaoareo.

    A substituio do uso residencial do solo com recuo da edificao pelo usocomercial sem recuo da edificao, assim com o alargamento do leitocarrovel com reduo da largura do passeio pblico e/ou do canteirocentral, causou e tem causado conflitos entre a nova situao e a arborizaopr-existente. Conflitos semelhantes so estabelecidos com a instalaode redes areas e subterrneas em reas j arborizadas, mudando assimo uso do subsolo e do espao areo. Assim, a preveno da poda deemergncia somente em parte pode ser atingida com o plantio adequado.Para maior alcance, necessrio um amplo planejamento da arborizao,envolvendo a observao das normas existentes e o adequado uso dosolo, do subsolo e do espao areo.

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    III - Aspectos anatmicos e fisiolgicos

    1. Parte area:

    1.1 A rvore e sua forma natural

    imprescindvel admitir que a arquitetura de uma rvore plantadaisoladamente diferente de quando o indivduo arbreo cresce em umafloresta. Assim, preciso conhecer previamente uma rvore saudvel paradefinir com maior preciso a necessidade e o momento da interveno(poda), bem como as partes a serem eliminadas. Desta forma pode-seprolongar o Tempo de Residncia de espcies arbreas nos vrios nichosurbanos onde esto inseridas, considerando-se todos os fatoresambientais imediatos que regem o seu desenvolvimento (poluio, aopredatria, choques mecnicos, aerao do solo etc).

    O padro de desenvolvimento (arquitetura) de uma rvore dado pelalongevidade e direo do meristema apical. Este meristema, tendocrescimento indefinido em altura, origina tronco vertical reto (monopodial).Quando este meristema tem vida limitada, desenvolvem-se meristemaslaterais, originando troncos simpodiais. Por outro lado, quando osmeristemas crescem para cima, verticalmente, o crescimento ditoortotrpico. Em espcies cujos meristemas crescem horizontalmente(obliquamente), o crescimento chamado de plagiotrpico.

    Pinheiro do ParanCrescimento Monopodial,

    Ramo Plagiotrpico

    Ip AmareloCrescimento Simpodial,

    Ramo Ortotrpico

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    Sob esse foco, a poda deve ser executada para conduzir a parte area(copa) de uma rvore no sentido de ocupar o espao disponvel e apenasexcepcionalmente para reduzir ou delimitar o seu volume. Assim, evita-seque a mesma seja mutilada por podas drsticas ou executadas comimpercia.

    1.2 poca e reao da rvore s podas

    O momento da PODA ser determinado pelo objetivo a ser alcanado (tipode poda), associado fenologia da rvore e s dimenses dos ramos quese pretende suprimir.

    As podas so executadas desde a formao at a morte da planta, quandocorrees se fazem necessrias para a manuteno da integridade damesma e insero no ambiente imediato.Durante o ciclo de vida de uma rvore, basicamente dois sistemas de defesaso consolidados para proteg-la de agresses, como a poda, por exemplo.Estes sistemas de defesa atuam na regio da CASCA e na regio do LENHO.

    I) Na regio da casca, qualquer ferimento ir promover o aparecimento deuma nova periderme, chamada de PERIDERME NECROFILTICA. Esta novaperiderme impede que microrganismos invadam o ferimento e atinjam ostecidos mais internos da casca.

    Quando o ferimento mais profundo, o lenho, prximo s leses, sofrealteraes que o tornam imune ao ataque microbiano. Da no sernecessrio, e mesmo contra indicado, o uso de biocidas como curativosaps a realizao das podas.

    A eficincia desse mecanismo de defesa visvel aps algum tempo, atravsda formao do CALO CICATRICIAL. Este CALO se inicia pelasextremidades da leso, em direo ao centro da mesma, e um indicativoseguro da qualidade de uma poda.As reaes de defesa so caracterizadas por alteraes qumicas no interiordas clulas atacadas, processadas em quatro fases:

    - Sntese de taninos: complexos pouco solveis que recobrem asparedes celulares, alterando a cor do lenho.- Bloqueio de vasos por resinas, ltex ou gomas e tiloses.- Aumento do metabolismo das clulas adjacentes leso com maiorproduo de substncias antibiticas (polifenis).- Reao do cmbio para recobrir a leso, com maior velocidade namultiplicao de clulas ricas em suberinas.

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    As reaes acima induzem formao de uma nova periderme, que denominada periderme necrofiltica.

    II) Quando o lenho agredido por um ferimento, ou por invaso microbiana, sinal de que a proteo dada pela periderme necrofiltica foi rompida.Neste ponto, adquire importncia o mecanismo de defesa do lenho,chamado de compartimentalizao do lenho.

    As rvores produzem tecido lenhoso e, ao longo da vida, vo subdividindoeste lenho em vrios compartimentos. Desta forma, o interior de uma rvore(lenho) passa a oferecer uma maior resistncia a possveis invases.

    A interao dinmica entre a compartimentalizao do lenho e a formaoda periderme necrofiltica de suma importncia para se entender comouma rvore consegue sobreviver, por centenas ou milhares de anos, sobcondies to adversas.

    O processo de ocluso do ferimento ocorre com o metabolismo ativo, ouseja, requer a existncia de clulas vivas. Esta a razo pela qual deve-serealizar, se necessrio, a poda de ramos o mais cedo possvel. Os ramosmais velhos apresentam as clulas do centro j mortas, o que pode provocaruma compartimentalizao incompleta.

    O processo de compatimentalizao na base do galho

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    Do ponto de vista prtico, estes fenmenos adquirem importncia porque areao ao ferimento tanto melhor quanto menor for o dano causado aostecidos remanescentes. Portanto, o corte deve ser feito cuidadosamente ecom instrumentos afiados.

    1.3 - A Morfologia da base dos ramos, a compartimentalizao e aocluso dos cortes

    O processo de compartimentalizao das leses ocorre tendo como baseas clulas do COLAR. Se este colar for lesionado, perder sua eficinciaprotetora, pois os microrganismos iro penetrar pelas clulas adjacentesao lenho (clulas lesionadas).

    1.3.1 Caracterizao do colar:

    O colar a regio inferior da base do ramo, na sua insero com o tronco.Quando ele pouco perceptvel, indica franca atividade assimilatria; quandose destaca do tronco, indica um processo de rejeio do ramo, ou seja, arvore est preparando defesas para a compartimentalizao da leso queocorrer.

    Alm do colar, fundamental a localizao e caracterizao da CRISTA DACASCA e da FOSSA BASAL.

    Colar e Crista da Casca

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    1.3.2 Caracterizao da crista da casca:

    o acumulo de casca na parte superior da base do ramo devido aocrescimento em dimetro do ramo e do tronco. Auxilia na definio daposio do plano de corte a ser feito. Este plano de corte deve preservar acrista e o colar, por isso sua posio levemente inclinada em relao aotronco.

    1.3.3 Caracterizao da fossa basal: (Locao de imagens)(figura5) uma depresso no tronco abaixo da base do ramo. Indica falta de fluxo deseiva em direo ao tronco, ou seja, o ramo j no contribui para ocrescimento da planta, estando prestes a secar. Neste caso, o plano decorte paralelo e rente ao tronco, j que o colar no mais funcional.

    1.4 - poca de Poda

    A poca ideal de poda varia com o padro de repouso de cada espcie. Nasespcies utilizadas na arborizao urbana, podem ser reconhecidos trsdiferentes padres de repouso:

    Fossa Basal

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    Espcies com repouso real

    So espcies caduciflias que entram em repouso aps a perda das folhas.Para essas espcies, a melhor poca para a poda a compreendida entreo incio do perodo vegetativo e o incio do florescimento. A poca em que apoda mostra-se mais prejudicial planta compreendida entre o perodode pleno florescimento e o de frutificao.

    Ex.: Terminalia catappa L. (chapu-de-sol)

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    Espcies com repouso falso

    So espcies caduciflias que no entram em repouso aps a perda dasfolhas. Para essas espcies, a melhor poca para a poda a compreendidaentre o final do florescimento e o incio do perodo vegetativo. A poca emque a poda mostra-se mais prejudicial planta a compreendida entre operodo de repouso e o de pleno florescimento. Nas situaes em que sequeira coletar frutos ou sementes, a poda pode ser postergada para o finalda frutificao, sem grandes prejuzos para as espcies que apresentameste padro de repouso.

    Ex.: Tabebuia spp (diferentes espcies de ip)

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    Espcies sem repouso aparente (ou de folhagem permanente)

    So espcies pereniflias, que apresentam manifestaes externas derepouso de difcil observao. Para essas espcies, a melhor poca paraa poda a compreendida entre o final do florescimento e o incio dafrutificao. A poca em que a poda mostra-se mais prejudicial planta acompreendida entre o perodo de repouso e o incio do perodo vegetativo.

    Ex.: Hymenaea courbaril (jatob),Fcus spp (diferentes espcie de figueiras)

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    2) Parte subterrnea:

    2.1. Desenvolvimento da raiz:

    A velocidade de crescimento das razes quase constante, dependendodas condies ambientais no solo. Inicialmente, o crescimento da raiz em profundidade, visando alcanar camadas de solo menos sujeitas flutuao de umidade. Posteriormente, se desenvolvem razes decrescimento horizontal mais prximas superfcie do solo para a absorode nutrientes. Segundo vrios estudos realizados, no mnimo 80% dabiomassa de razes est nos primeiros 20 cm de solo, incluindo-se todosos tipos de razes. Isto ocorre mesmo em plantas com razes pivotantespronunciadas. Quando a biomassa area aumenta, algumas razes passama ser fundamentais na sustentao do tronco.

    Para cumprir esta funo, crescem em dimetro e de forma excntrica devido menor resistncia do solo.

    Distribuio do sistema radicular no perfil do solo

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    De acordo com seu dimetro, as razes podem ser classificadas em cincotipos:

    razes finas: dimetro menor que 2mm (absoro de nutrientes, vida curta, mas com renovao constante). razes flexveis: dimetro entre 2 e 5mm (conduo de gua e

    sais solubilizados e de renovao pouco freqente). razes lignificadas: 5 a 10mm razes grossas: 10 a 20mm razes fortes: maior que 20mm

    Para o desenvolvimento e funcionalidade das razes, trs determinantesambientais adquirem importncia fundamental: gua, aerao e temperaturana rizosfera. Para a manuteno de um teor adequado para todos estesfatores, imprescindvel que o solo tenha boa velocidade de drenagem,capacidade de reteno de gua, cobertura e ausncia de agentescompactantes do solo.

    2.2. Funo da raiz:

    As razes tm funes tais como: Fixao (fortes basais): resiste s foras de distenso e

    compresso (ao de extrao e choques); Absoro de gua e nutriente (razes finas); Reservatrio de nutrientes (razes grossas); Ancoragem (razes grossas e longas): resiste s foras de

    tenso (ao do vento)

    IV. Ferramentas e equipamentos

    Em primeiro lugar, deve-se garantir a segurana por meio da utilizao dosequipamentos de proteo individual (EPIs), que consistem basicamenteem culos, capacetes, cintos de segurana, luvas de couro, sapatos comsolado reforado, esporas e protetores auriculares.

    As ferramentas e equipamentos utilizados na poda das rvores urbanasdevem ser produtos de qualidade, estar em bom estado de conservao edentro das normas tcnicas. Essas caractersticas so vitais para o sucessoda poda.

    A forma de utilizao dessas ferramentas de fundamental importnciapara garantir a segurana dos funcionrios envolvidos na poda, bem comodos pedestres, carros e todos que esto em volta.

    Cada ferramenta tem suas caractersticas prprias, servindo para realizaode operaes especficas. Algumas ferramentas, como as tesouras de poda,so utilizadas para o corte de ramos ainda ligados s rvores, sendoespecficas para os ramos pequenos de at 15mm de dimetro.

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    Para ramos de at 25mm, recomenda-se a utilizao do podo. Este ltimopode ser utilizado para podar ramos de at 6 metros de altura. Para osramos com dimetros de 2,5 a 15 cm, podem-se utilizar as serras manuais;para ramos com dimetro superior a 15 cm, recomenda-se a utilizao damoto-serra por operadores capacitados. Ferramentas de impacto comomachado, foice e faco s devem ser utilizadas para o corte dos ramos queforam podados e j esto no solo, visando diminuir o volume a sertransportado.

    O mais importante equipamento/acessrio e de grande utilizao a corda.A de sisal (confeccionada em fibras naturais) considerada a melhor, porser pouco elstica e menos escorregadia, proporcionando maior seguranaao podador. imprescindvel em operaes nas copas das rvores e nasegurana pessoal.

    Outros equipamentos/acessrios utilizados na operao so as escadas,andaimes e plataformas elevatrias que permitem (facilitam) aproximaodo podador aos ramos a serem podados.

    Podas de rvores em logradouros pblicos:

    Quando a operao de poda for realizada em vias pblicas, devemos tomarcertos cuidados adicionais. A rea de trabalho deve ser isolada com fitasplsticas de cores chamativas, cones e placas de sinalizao para protegeros operadores concentrados no trabalho e tambm para garantir asegurana de pedestres/ veculos e animais. aconselhvel que todos osenvolvidos na operao de poda de rvores em locais pblicos utilizemcoletes refletores para facilitar a sua visualizao.

    V - Tipos e tcnicas de poda

    1. Poda de formao

    Objetivo

    A poda de formao essencial, pois condiciona todo o desenvolvimentoda rvore, sua adaptao s condies em que vai ser plantadadefinitivamente e uma grande parte de sua gesto futura. Desta forma,podemos distingui-la em duas fases: do viveiro e do local definitivo doplantio.

    1.1 A poda de formao na fase do Viveiro

    A poda nessa fase deve ser realizada com precocidade enquanto os ramostiverem dimetro pequeno, favorecendo assim uma rpida cicatrizao daleso provocada pela retirada dos ramos no desejados.

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    Objetiva-se com esta poda a obteno de um nico fuste, reto e comdistribuio alternada dos primeiros ramos da rvore. Recomenda-se quea altura mnima para o primeiro ramo seja 1,8m.

    1.2 - A poda no local definitivo do plantio

    Nesta fase, a interveno tambm deve ser feita com precocidade, poiseste tipo de poda visa direcionar o desenvolvimento da copa para osespaos disponveis, sempre levando em considerao o modeloarquitetnico da espcie.

    Tambm devem ser eliminados ramos que dificultem a passagem depedestres e veculos, assim como ramos que cruzam a copa ou que tenhaminsero defeituosa (ngulos agudos).

    Quando a gema terminal de rvores com eixos diferenciados em ortotrpicose plagiotrpicos danificada, normalmente o modelo arquitetnico original substitudo por um modelo sem organizao.

    Nas espcies ortotrpicas (crescimento vertical) os ramos remanescentesnunca daro origem a um novo eixo ortotrpico. Neste caso deve ser feita apoda para selecionar um eixo lder. Caso contrrio estaremos causandoum potencial ponto de ruptura neste tronco.

    Padro de muda no viveiro

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    Nas espcies plagiotrpicas (crescimento horizontal dos ramos), a perdada gema apical produz uma copa ortotrpica a partir dos ramosplagiotrpicos, com a conseqente perda da arquitetura tpica da espcie.

    2. Poda de limpeza e manuteno

    Objetivo

    Eliminao de ramos secos ou senis, de ramos ladres, dos ramosepicrmicos e dos brotos de raiz.Tambm denominada poda de limpeza e manuteno a eliminao dosramos doentes, com ataque de pragas ou ervas parasitas.

    poca

    A poda dos ramos ladres, dos ramos epicrmicos e dos brotos de raizdeve ser realizada precocemente, prioritariamente na poca em que essesbrotos/ramos estiverem com pequenas dimenses para possibilitar autilizao de tesoura de poda.

    Tcnica

    Os ramos secos/senis, doentes, praguejados ou parasitados podem, emalgumas circunstncias, ter dimenses acima de 5 cm. Para esses casos,a poda dever ser executada em 3 cortes.

    Poda em 3 cortes

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    Atravs do posicionamento do primeiro e segundo corte e do auxlio decordas, possvel direcionar a queda do ramo, desviando de obstculoscomo fios, edificaes, etc.

    O terceiro corte deve preservar o colar e a crista da casca intactos.

    O corte de ramos de grandes dimenses sem a utilizao dos 3 cortesdanifica o tronco, pois provoca o descascamento ou remoo de lascas dolenho logo abaixo do ramo. Esses ferimentos so portas de entrada parapatgenos.

    Descascamento do lenho

    Diferentes posies de corte e seus efeitos na cicatrizao da casca

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    Quando no h necessidade de remoo total do galho, o corte pode serrealizado logo acima de uma gema, ou no seu ponto de insero sobre oramo principal, ou ainda na axila de uma de suas ramificaes.

    3. Poda de emergncia

    Objetivo

    A poda de emergncia empregada para remover partes da rvore quecolocam em risco iminente a integridade fsica das pessoas e do patrimniopblico ou particular, como ramos que se quebraram durante chuva ouvento forte.

    poca

    Por seu carter emergencial, este tipo de poda no observa o padro derepouso da espcie a que est sendo aplicada.

    Tcnica

    A remoo dos ramos deve ser feita com trs cortes para evitar que a cascada rvore, abaixo do ramo removido, seja danificada.

    Os cortes devem manter intactos a crista de casca e o colar da base doramo para que sejam garantidas as condies fisiolgicas necessriaspara o fechamento do ferimento.

    A queda livre dos ramos podados deve ser evitada, pois pode causaracidente e danos ao pavimento da rua e do passeio, bem como s redesareas, sinalizao e outros equipamentos urbanos. Para amortecer aqueda, devem ser utilizadas cordas amarradas ao tronco da rvore e aosramos cortados que, guiadas por operadores em terra, conduziro comsegurana esses ramos at o solo.

    4. Poda de adequao

    Objetivo

    A poda de adequao empregada para solucionar ou amenizar conflitosentre equipamentos urbanos e a arborizao, como rede area no interiorde copa de rvores ou obstruo de sinalizao de trnsito. empregada,tambm, para remover partes da rvore que impedem a livre circulao depessoas e veculos, bem como para remover partes da rvore que causamdano ao patrimnio pblico ou particular, como ramos baixos ou quecresceram sobre edificaes.

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    poca

    Observar, sempre que possvel, o padro de repouso da espcie qualest sendo aplicada a poda.

    Tcnica

    A mesma descrita na poda de emergncia

    Importante

    A poda aplicada a um ramo vital, de dimenso superior a 5cm, que no estpreparado pela planta para a remoo, deve ser realizada sempre quepossvel em duas etapas.

    Na primeira etapa, o ramo cortado distncia de 0,5m a 1,0m do tronco.Esse primeiro corte debilitar o ramo e ativar os mecanismos de defesa.Na segunda, um ou dois perodos vegetativos aps o primeiro corte, concluda a remoo do ramo cortando-o junto ao tronco, sempre mantendointactos a crista de casca e o colar da base do ramo.

    Corte em 2 etapas

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    5. Poda de raiz

    Objetivo

    O afloramento de razes, nas situaes em que no uma caracterstica daespcie, motivado pela reduo da aerao da camada superficial dosolo, quer pela impermeabilizao ou compactao do solo, quer pelaexistncia de lenol fretico alto, entre outros motivos.A poda de raiz tem sido empregada para solucionar os transtornos causadospelo afloramento de razes. No entanto, esta prtica deve ser evitada naarborizao urbana, principalmente por comprometer a estabilidade darvore, alm de diminuir a absoro de gua e sais minerais e criar umarea de contaminao que poder, mais tarde, comprometer toda a estruturada base da rvore.O emprego de espcies adequadas ao local de plantio, a criao de reasde canteiro de 2 a 3 m2 (de acordo com o porte da rvore) e a preparao deuma cova de plantio ampla (0,60 x 0,60 x 0,60 cm), que permita rvore umbom enraizamento, so medidas que evitam a poda de raiz.

    Quando inevitvel, a poda de raiz, pelo risco que representa, deve seraplicada com muito critrio, sempre acompanhada por um profissionalhabilitado e observando algumas recomendaes bsicas:

    Evitar o corte de razes grossas (com dimetro entre 10mme 20mm) e razes fortes (com dimetro superior a 20mm).Quanto maior o dimetro da raiz, mais lenta a regenerao emaior o comprometimento da estabilidade;

    No eliminar razes ao redor de toda rvore. Quanto maior aquantidade de razes eliminadas, maior o comprometimento

    da estabilidade; No realizar corte de razes prximo ao tronco. O corte deve

    ser realizado a uma distncia mnima de 50cm do tronco darvore;

    Expor a raiz que ser cortada. Antes de realizar o corte, deveser aberta uma valeta, manual e cuidadosamente, para expor

    a raiz e permitir a realizao de um corte liso, sem danos aquaisquer de suas partes;

    No realizar o corte de razes com ferramentas de impacto(faco, machado, etc.). O corte de razes deve ser realizadocom serra bem afiada, sendo o primeiro corte na extremidadeprxima rvore e o segundo na outra extremidade;

    Proteger as razes e o solo do ressecamento.

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    VI - Legislao

    Toda poda e corte de rvore no municpio de So Paulo necessita deautorizao prvia do Poder Executivo Municipal. Extraordinariamente, nasocasies de emergncia em que haja risco iminente para a populao ouao patrimnio tanto pblico como privado, ser permitida a providnciaaos Soldados do Corpo de Bombeiro.

    Pela legislao vigente, considerado exemplar arbreo o espcime ouespcimes vegetais lenhosos, com Dimetro do Caule Altura do Peito(DAP) superior a 0,05 (cinco) centmetros. DAP o dimetro do caule darvore altura mdia de 1,30 m (um metro e trinta centmetros) do solo.

    A poda poder ser autorizada nas seguintes circunstncias: em terreno a ser edificado, quando a poda for indispensvel

    realizao da obra; quando o estado fitossanitrio da rvore a justificar;

    quando a rvore ou parte dela apresentar risco iminente dequeda;

    nos casos em que a rvore esteja causando comprovveisdanos permanentes ao patrimnio pblico ou privado;

    nos casos em que a rvore constitua obstculo fisicamenteincontornvel ao acesso de veculos.

    O Executivo Municipal est obrigado a comunicar a autorizaoda poda atravs do Dirio Oficial do Municpio, comantecedncia mnima de 10 dias.

    Poda de raiz

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    Caso os interessados discordem da poda, possvel, no prazo de 6 diascontados da data da publicao, apresentar recurso protocolado naSubprefeitura responsvel pela rea onde est localizada a rvore. Esterecurso tem efeito suspensivo na autorizao da poda.

    O Executivo Municipal fica desobrigado de comunicar a populao atravsdo Dirio Oficial em casos de urgncia da poda pela manifesta runa darvore em decorrncia de caso fortuito, ou pela concluso de parecer deengenheiro agrnomo da Subprefeitura.A realizao de poda em logradouros pblicos s permitida a funcionriosda Prefeitura Municipal com a devida autorizao do Subprefeitocompetente, mediante parecer do engenheiro agrnomo responsvel, sendodessa forma expressamente proibida ao muncipe a realizao de podasem logradouros pblicos.

    Os funcionrios de empresas concessionrias de servios pblicos soautorizados a realizar poda, desde que cumpridas as seguintes exigncias:

    obteno de prvia autorizao do Subprefeito, medianteparecer do engenheiro agrnomo, incluindo detalhadamente

    o nmero de rvores, a localizao, a poca e o motivo do corte ou da poda; acompanhamento permanente de engenheiro agrnomo

    responsvel, a cargo da empresa.

    Quando a poda, irregular ou autorizada, ocasionar a morte de um exemplararbreo em reas particulares, o mesmo ser substitudo em igual nmeropelo proprietrio ou possuidor do imvel (a qualquer ttulo) de acordo comas normas de plantio estabelecidas pelo Departamento de Parques e AreasVerdes DEPAVE, num prazo mximo de 30 dias da morte da rvore. Noentanto, se o exemplar for considerado Patrimnio Ambiental, sersubstitudo por outro exemplar arbreo e ser calculada uma compensaoambiental adicional de acordo com a legislao vigente.

    Em caso de descumprimento de prazo, conforme mencionado acima,implicar em multa de 1 (uma) Unidade de Valor Fiscal do Municpio (UFM)para cada ms de atraso .

    Quando ocorrer poda irregular de rvore, os infratores, tanto pessoa jurdicacomo fsica, sero autuados, sendo-lhes aplicada multa de 05 Unidadesde Valor Fiscal do Municpio UFM. Caso ocorra reincidncia, ser aplicadaem dobro.

    Se a infrao for cometida por servidor municipal, a penalidade serdeterminada aps a instaurao de processo administrativo, na forma dalegislao em vigor.

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    Respondem solidariamente pela infrao quanto poda seu autor material,o mandante e quem de qualquer modo concorreu para a prtica da infrao.

    A poda irregular considerada crime ambiental de acordo com legislaofederal.

    VII - Planejamento das aes de poda

    A poda de rvores em formao e a remoo de pequenos volumes soaes de planejamento relativamente simples, pois interferem pouco nofuncionamento da cidade. No caso de rvores j formadas, a remoo degrandes volumes e as operaes em vias muito movimentadas so aesmais complexas, que criam situaes de risco e causam grandestranstornos vida urbana.

    Esses transtornos so maiores quando as operaes acontecem sob redede distribuio de energia eltrica e envolvem o desligamento dessa rede,comprometendo o funcionamento de hospitais, escolas e estabelecimentoscomerciais. Por essas razes, a poda deve ser uma ao bem planejada.

    So itens muito importantes desse planejamento:

    Avaliao prvia da poda a ser realizada.

    Publicao da autorizao da poda Toda poda emlogradouro pblico, por fora de lei (LM 10.919/91), deve ser a u t o r i z a d apelo Subprefeito e essa autorizao deve ser publicada no Dirio Oficialdo Municpio 10 dias antes da sua realizao. Os moradores e entidadespodem recorrer e esse recurso tem efeito suspensivo da autorizao.Portanto, para evitar os prejuzos de uma operao de poda montada e nolevada a efeito, os prazos de recurso devem ser observados e, sempre quepossvel, as associaes locais devem ser contatadas e esclarecidas danecessidade da poda.

    Limitao do trnsito de veculos e pedestres A poda umaoperao que pode colocar em risco a segurana das pessoas que circulampelo local e dos trabalhadores que a executam. Por essa razo, o local deveestar bem sinalizado, o trnsito de pedestres e veculos deve ser limitado,desviado e/ou conduzido e o estacionamento de veculos organizado,diminuindo o risco de acidentes. A forma mais segura realizar essaoperao com a colaborao da Companhia de Engenharia de Trfego(CET), que dever ser contatada com certa antecedncia.

    Isolamento ou desligamento da rede area de energia eltrica A poda de ramos prximos a cabos de distribuio de energia eltrica

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    uma operao de grande risco segurana dos trabalhadores que aexecutam e das pessoas que circulam pelo local. Essa operao deve serexecutada em conjunto com a companhia de distribuio de energia eltrica,que deve ser contatada por meio de correspondncia oficial e comantecedncia. A interrupo do fornecimento de energia eltrica causagrandes transtornos ao funcionamento da cidade e deve ser previamentedivulgada para o conhecimento das pessoas e instituies afetadas.

    VIII - Medidas para minimizar a necessidade de poda

    A fim de minimizar a necessidade de poda nas rvores urbanas, necessrio o planejamento adequado da arborizao, assim como dasintervenes nos espaos areos ou terrestres das vias pblicas.

    No planejamento da arborizao, uma das propostas mais defendidas autil izao de rvores pequenas. Esta uma soluo polmica,considerando-se que as rvores de grande porte apresentam um maiorpotencial para influenciar positivamente as caractersticas climticas doambiente urbano.

    Desta forma, no Manual Tcnico de Arborizao da Secretaria do Verde e doMeio Ambiente, recomendado o uso de rvores de mdio ou grande porte,desde que a muda no seja plantada no alinhamento da rede eltrica e quea copa das rvores seja conduzida precocemente, atravs de tratos culturaisadequados, acima desta rede.

    Respeitar as distncias mnimas dos elementos presentes nas viaspblicas - apresentadas na Portaria Intersecretarial n 05/SMMA/-SIS de2002 (Manual Tcnico de Arborizao) - muito importante para evitar danos vegetao ou aos equipamentos urbanos.

    Quanto iluminao pblica, importante levar em conta a posio dascopas das rvores em relao ao cone de luz, de forma que a folhagem nointerfira na rea iluminada.

    Onde existir arborizao, o projeto luminotcnico deve respeitar as rvores,adequando postes e luminrias s condies locais. J onde no existirarborizao nem iluminao, o projeto deve ser elaborado de formaintegrada entre os rgos envolvidos.

    IX - Avifauna e Poda

    Muitas vezes a nidificao das aves no equacionada durante o processode poda das rvores. importante lembrar que pela Lei de CrimesAmbientais (lei 9605/98, art.29, x 1 incisos I e II), tanto as aves silvestres

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    quanto seus ninhos esto protegidos e, portanto, no podem ser removidos.Dessa forma, o correto seria evitar a poda das rvores que estiverem sendoutilizadas para a reproduo das aves, salvo os casos de poda emergncial,onde o manejo no pode ser adiado e seria plenamente justificado.

    O perodo de reproduo das aves, no Brasil, varivel entre as espciessendo difcil fazer uma associao entre as estaes do ano e o cicloreprodutivo. O fator preponderante que condiciona a reproduo a farturade alimentao.Para as aves insetvoras o incio do perodo de chuvas favorvel poisaumenta muito a quantidade de insetos. O final da estao seca favoreceos frugvoros. O perodo de florao ideal para os beija-flores. Granvorosso dependentes da maturao das sementes. A adaptao das aves sespcies vegetais faz com que seus ciclos reprodutivos tenham umcronograma correspondente, isto , o perodo de florao, frutificao eamadurecimento dos frutos, ir coincidir com o perodo reprodutivo de muitasespcies de aves que se utilizam dos produtos da espcie vegetal emquesto.

    O material para a construo dos ninhos tambm ser importante paraalgumas espcies. A paina, conseguida apenas em determinada poca doano, um material utilizado por beija-flores na construo do ninho. A lamamida necessria na construo dos ninhos de Joo-de-barro (Furnariusrufus), e esse material estar disponvel aps as chuvas.

    No caso das aves do Brasil a poca reprodutiva descrita geralmentecomo sendo entre setembro a janeiro. Para as aves do municpio de SoPaulo foram observadas atividade de construo de ninhos com trs mesesde antecedncia nos meses de junho, julho e agosto para o pombo-domstico (Columba livia), caracara (Poliborus plancus), asa-branca(Columba picazuro), bentevi (Pitangus sulphuratus), Sanhao-cinzento(Thraupis sayaca), rolinha-caldo-de-feijo (Columbina talpacoti), tio-tico(Zonotrichia capensis) e sebinho-relgio (Todirostrum cinerium). Segundoa literatura a maior atividade de reproduo concentra-se em outubro,enquanto a menor ocorre em abril e maio.

    Considerando a escassez de reas verdes na cidade onde a avifauna possase abrigar, alimentar e reproduzir, assim como, a preocupao crescenteda comunidade em relao as questes ambientais, um planejamento dapoda de rvores para o primeiro semestre, principalmente para os mesesde abril e maio, minimizaria os impactos negativos sobre as aves.

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    Referncias Bibliogrficas

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    PREFEITURA DO MUNICPIO DE SO PAULO \ Eletropaulo \ Guia deArborizao Urbana. Eletropaulo S/A .

    PREFEITURA DO MUNICPIO DE SO PAULO \ Manual Tcnico deArborizao Urbana . Secretaria Municipal do Verde e do MeioAmbiente.

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    LEGISLAO

    LEI MUNICIPAL 10.365/87DECRETO MUNICIPAL 26.535/88DECRETO MUNICIPAL 29.586/91LEI MUNICIPAL 10.9419/90