Igreja de Santa Ifigênia ganha sessão solene da Câmara Saúde ...

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Igreja de Santa Ifigênia ganha sessão solene da Câmara Padre Anízio e os fiéis da paróquia, que este ano comemora 200 anos, receberam autoridades municipais para missa e sessão comemorativa do jubileu. Pág. 3 Saúde Pública: é preciso conhecer os serviços disponíveis. Os cidadãos do Centro devem procurar mais informação sobre os serviços de saúde pública disponíveis na região, para melhor usá-los e exigi-los. Pág. 6 O jornal da região do Centro da Cidade Publicação Mensal Ano V - Nº 66 SP - 30 Jun a 30 de Jul /2009 visite o site www.jornalcentroemfoco.com.br e anuncie AMEO esclarece dúvidas sobre doação de medula e fala sobre a simplicidade do procedimento. Pág 5 Sucesso na internet, o programa Freestyle, de um jovem jornalista, forma legião de espectadores e fãs. Pág 10 Arte e Resistência na Rua, é o título da revista lançada pelo Movimento de Teatro de Rua (MTR/SP). Pág 11 Cidadã central comprova capacidade de aprendizado na terceira idade, graduando-se naturóloga. Pág 2 Foto: Chico Alves Foto: Luiz Guadagnoli/CCOM Foto: Chico Alves Foto: Arquivo AMEO Foto: Joca Duarte Divulgação

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Igreja de SantaIfigênia ganha sessão

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Padre Anízio e os fiéis da paróquia, que esteano comemora 200 anos,

receberam autoridades municipais para missa e sessão comemorativa do jubileu. Pág. 3

Saúde Pública:é preciso conhecer os serviços disponíveis.

Os cidadãos do Centro devem procurar mais informação sobre os serviços

de saúde pública disponíveis na região, para melhor usá-los e exigi-los. Pág. 6

O jornal da região do Centro da Cidade

Publicação Mensal

Ano V - Nº 66

SP - 30 Jun a 30 de Jul /2009

visite o site www.jornalcentroemfoco.com.br e anuncie

AMEO esclarece dúvidas sobre doação de medula e fala sobre a simplicidade do

procedimento. Pág 5

Sucesso na internet, o programaFreestyle, de um jovem jornalista, forma

legião de espectadores e fãs. Pág 10

Arte e Resistência na Rua, é o título da revista lançada pelo Movimento de Teatro

de Rua (MTR/SP). Pág 11

Cidadã central comprova capacidadede aprendizado na terceira idade, graduando-se naturóloga. Pág 2

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Centro Velho

Banca Líbero – rua Líbero Badaró, 413 Banca Martinelli – Pça Antonio PradoBanca Pça Antonio Prado – Pça Antonio Prado Banca Largo do Café – Lgo do CaféBanca das Apostilas – rua Boa Vista

Liberdade

Banca Shinozaki – Pça da Liberdade Banca Walter Augusto – av. da Liber-dade, 654 Banca Portal da Liberdade – rua Galvão Bueno, 161

Bela Vista

Banca Maria das Graças – rua Maria Paula, 23 Banca do Heitor – rua Maria Paula, 243 Banca Estadão – viaduto Nove de Julho, 185 Banca Consolação – viaduto Nove de Julho Banca da Rocha – Rua Rocha, 132 Banca do Toninho - Rua da Consolação

Centro Novo

Banca do Japonês – Pça. Dom José Gaspar Banca São Bento – rua Barão de Itapetininga Banca Corredor Cultural – Pça. Dom José Gaspar Banca Emilia’s – av. São Luís Banca São Luís – av. São Luís

República

Banca Av. São Luis 84 – av. São Luís Banca Itália – av. Ipiranga Banca Mealhada – av. São João, 629

Arouche

Banca Mester – av. São Joao, 1050 Banca Nova Arouche – Largo do Arouche, 276 Banca do Olavo – av. Duque de Caxias, 436

Sta Cecília

Banca Angelical – av. Angélica, 500Banca Amália – al. Barros, 303 Banca Sta Cecília – Largo Sta Cecilia

Vila BuarqueBanca Praça do Rotary – rua Gal. Jardim Banca Consolação – rua Dona Antonia de Queiroz, 436

2 São Paulo/SP - 30 de Jun. a 30 de Jul. 2009 O jornal da região do Centro da Cidade

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Jornal. Retire seu exemplar

gratuitamente

Assim como foi em tantos outros momentos e em dife-rentes áreas da vida, somando hoje 64 anos, ela estava altiva, serena e segura, diante de uma banca examinadora composta por mestres e doutores, que ao final da apresentação, avaliariam o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com o título “O uso de plantas medicinais por comunidades tradicionais da praia do Cambury - Ubatuba”. O cenário, uma sala de aula do campus central da Anhembi Morumbi (no Brás), a data, 10 de Junho e a protagonista, a única aluna da terceira idade concluinte do Curso de Gradu-ação em Naturologia: Clorinda Rudzit, ou Clô, é moraora da av. São Luís, no Centro, e pela segunda vez, merecidamente, é motivo desta coluna do Centro em Foco.

De acordo com os que privam do seu convívio diário, a Clô como mãe é super, como profissional - em diferentes áreas - sempre foi competente, como cidadã, vizinha, amiga é mil. E em todos esses status, “determinada, persistente e incansável”. De maneira nada convencional, foi mãe adotiva de diversos filhos, abrigando-os em

Clorinda Rudzit:a terceira idade na Naturologia.

É uma publicação mensal da Cemi Comunicação Empresarial - Vd. Nove de Julho, 160, cj. 91 - Bela Vista - São Paulo - SP CEP 01050-060 - Telefax: (11) 3255-1568 - site: www.jornalcentroemfoco.com.br - e-mail: [email protected]

Editor : Carlos Moura - DTR/MS 006 - Colaboradores: Candida Maria Vieira, Cecília Queroz e Pedro Pellegrino - Depto Comercial: Carlos MouraEditoração Eletrônica,Composição e Arte: Douglas Borba - Fotografia: Joca Duarte – MTB 36.520. Tiragem: 15.000 exemplares - Distribuição Gratuita.As matérias assinadas são de exclusiva responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente o pensamento do jornal.Ex

pedi

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Cidadão Central

casa, mesmo em meio a grandes adversidades; sobreviveu a um grave AVC, ficou viúva duas vezes, e conclui sua graduação, após transpor quatro anos de muitas dificuldades: de acordo com o professor André Luiz Ribeiro, coordenador do curso de Naturologia, diversas vezes ela retomou às aulas, depois de grandes picos de pressão alta.

Feita a apresentação, os examinadores lhe deram con-ceito A (média 9) pelo trabalho e foram unânimes em dizer que Clô foi um exemplo de esforço e aplicação para os demais alunos, servindo-lhes como verdadeira

lição de vida, pois, a despeito da idade e das inúmeras barreiras vividas, enfrentou firme o exi-gente currículo do curso. Uma das examinadoras quis saber dela o que, objetivamente, o curso agregou à sua vida, ao que respondeu “orientou o meu conhecimento empírico” e brincou: “agora quando oferecer um dos meus chás de erva, não precisarei mais benzer antes da pessoa tomar; tenho certeza da indicação e sei as medidas certas”.

A mestra Adriana Elias, orientadora do TCC, chamou-a de guerreira e afirmou: “você é

um exemplo de vida para toda a Naturologia”. Para outro orien-tador, prof. André Hinsberger, Clô foi humilde, “soube abaixar a cabeça quando necessário”, submetendo-se a ouvir lições, que, devido a sua idade e vivên-cia, já conhecia na prática. Ele assegurou que, depois de muitos anos fora dos bancos escolares, sua aluna seguiu em busca de um sonho, e a elogiou por materiali-zar o sonho, dizendo-lhe: “mais importante que sonhar é realizar o sonho, e você fez isso”. Já o prof. André Luiz falou do seu orgulho em ter Clorinda Rudzit como concluinte de um curso que coordena e finalizou: “você é uma semente que germinou, cresceu e deu um bom fruto”.

De acordo com o professor André Luiz, o curso de Natu-rologia da Anhembi Morumbi tem 300 alunos, como a área está em pleno desenvolvimento, os 22 concluintes da turma da Clorinda, inicialmente composta por 35 estudantes, tem boas perspectivas no mercado de tra-balho e ela, com sua vivência e o nível de conhecimento obtido, se desejar, poderá facilmente exercer a profissão no segmento de terapias alternativas, por exemplo.

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Clorinda Rudzit e a platéia de colegas; abaixo, Clorinda ladeada pelas professoras Maria T. Santos Araújo e Adriana Elias M.

Silva, e com o prof. André Luís Ribeiro.

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São Paulo/SP - 30 de Jun. a 30 de Jul. 2009 3 O jornal da região do Centro da Cidade

No dia 22 de Junho, como parte da comemoração do Jubileu de 200 anos da Igreja de Nossa Senhora da Con-ceição de Santa Ifigênia, foi realizada em seu templo, após missa de Ação de Graças, uma Sessão Solene da Câmara Municipal de São Paulo, por iniciativa do vereador Gabriel Chalita.

A missa foi bastante musi-cal, contando com a participa-ção do Grupo Vocal Musivida, dirigido pelo veterano padre-maestro Antonio Fusari, que interpretou: à entrada - Pomp e Circunstanc; no ato peni-tencial - Missa do Papa; hino de louvor - Glória Irmã Miriã; Sl. Responsorial - Recitado; Aclam. do Evangelho - Amém,

Sessão da Câmara celebra 200 anos da Igreja de Santa Ifigênia Comunidade

aleluia!; Ofertório - O Pie-tosa; Aclam. Eucar ís t ica - Santo Faraônico; Abraço da Paz - Cordeiro Irmã Miriã; e Comunhão - Jesus Alegria dos Homens.

Para realização da Sessão Solene, que entra nos anais do Legislativo Municipal como of ic ia l , fo i composta uma mesa-d iretora dos tr aba-lhos, presidida pelo vereador Gabriel Chalita e tendo como demais membros , a v ice -prefeita e secretária Muni-cipal de Assistência Social, Alda Marco Antonio; o padre Anízio Pereira dos Santos, pároco da Igreja; D. Tarcísio Scaramussa, no ato represen-tanto o cardeal Arcebispo D. Odílio Pedro Scherer; o padre

Eugênio Barbosa Martins, da Diocese de Belo Horizonte; e o empresário Robinson Ares, presidente da Câmara dos dirigentes lojistas da Rua Santa Ifigênia.

Todos integrantes da mesa fizeram uso da palavra, lem-brando a importância eucarís-tica e social da igreja aniver-sariante e do exemplo de fé que foi sua santa inspiradora: Nossa Senhora da Conceição de Santa Ifigênia. Alda Marco Antonio arrancou calorosos aplausos dos presentes ao declarar seu amor à paróquia e prometer empenho pessoal no processo de restauração do seu templo; padre Anízio apresentou um vídeo institu-cional da paróquia e o vereador

Chalita, proponente da Sessão Solene, fez o encerramento com um discurso fervoroso e emocional.

O Grupo Vocal Musivida, que este ano completa 50 anos de existência, e que abriu a sessão com o canto do Hino Nacional Brasi le iro, inter-pretou outras cinco músicas: Domina Nostra SSS., Love me tender, Va Pensiero, Amigos para Sempre e Glória e Louvor, com a qual finalizou de maneira apoteótica.

A a tuação pa s tora l da Paróquia de Santa I f igênia é toda vol tada ao povo e realizada através dos “Movi-mentos Sociais Paroquiais”: Bazar benef icente (desde 2003); Mulheres marginaliza-

das (desde 1991); MSTC Movi-mento Sem Teto do Centro (desde 1999); A.A - Alcoóla-tras anônimos (desde 1971); N.A - Neuróticos anônimos (desde 1972); D.A - Devedo-res anônimos (desde 1999); J . A - Jogadores anônimos (desde 2002); Alfabetização de jovens e adultos - com SESI (desde 1970); Curso de inglês - com VIVA O CENTRO (desde 2006); Cursos de espanhol e francês para 3ª Idade (desde 2005); Curso de espanhol - todas as idades (desde Julho 2006); Curso de bordados (desde Agosto 2003); Curso de corte e costura e Mode-lagem industrial (desde Julho 2003) e Grupo de 3ª. Idade Mariana (iniciado em 2008).

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Mesa-diretora da Sessão Solene, durante a fala de D. Tarcísio Scaramussa; Alda Marco Antonio, vice-prefeita e secretária municipalde Assistência Social e Gabriel Chalita, o vereador proponente da sessão, entregam ao padre Anízio Pereira dos Santos placa comemorativa;

e apresentação do Grupo Vocal Musivida, que tem a regência do padre Antonio Fusari e este ano completa 50 anos de existência.

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4 São Paulo/SP - 30 de Jun. a 30 de Jul. 2009 O jornal da região do Centro da Cidade

Linhas Centrais

Depois de 83 edições, a Festa de Nossa Senhora Achiropita, que acontece anualmente no tradicional bairro do Bixiga, nos finais de semana de Agosto, e cuja receita é revertida em favor das Obras Sociais Dom Orione, finalmente entrou no calendário oficial de eventos do município

Festa da Achiropita no calendário oficial da cidadede São Paulo. A medida é resul-tado do cumprimento de uma promessa do vereador Floriano Pesaro, um dos mais votados na região central, aos moradores do Bixiga.

Floriano Pesaro, que é vere-ador de primeiro mandato, vem buscando aproximar seu gabinete

A reabilitação do centro não pode deixar de levar em conta o uso habitacional, com inclusão social. Esta é uma pre-missa básica do Plano Diretor Estratégico de São Paulo e se insere na estratégia mais geral que objetiva reduzir as desigual-dades na cidade, promovendo habitação onde existe emprego e estimulando a geração de tra-balho nas áreas que concentram a moradia popular, em particular no extremo da zona leste, noro-este e sul. Para aprofundar esta proposta é necessário um breve histórico.

A partir dos anos 80, apro-fundou-se a deterioração da área central, gerando um grande número de prédios vazios e subutilizados. O centro não perdeu vida, continuando a ser o principal pólo gerador de empre-gos na cidade, mas uma grande quantidade de edificações ficou ociosa, requerendo reformas ou

Plano diretor e habitação social no Centroreciclagem. As atividades tradi-cionais deixaram de ter interesse econômico para realizar este investimento, pois os novos pólos de centralidades são mais atra-entes para as empresas. Entre 1980 e 2000, a região perdeu cerca de 250 mil moradores, que foram morar distantes dos seus empregos.

Neste contexto, a partir de 1995, o movimento de moradia se mobilizou por habitação digna na região, com um intenso pro-cesso de ocupação de prédios vazios, que se transformou num instrumento de pressão por um programa de habitação social no centro, dando visibilidade ao pro-blema dos cortiços e à existência de dezenas de prédios ociosos. O objetivo dessas ocupações não era servir de moradia perma-nente, mas denunciar a situação e pressionar por soluções defi-nitivas: moradia digna nas áreas centrais e entorno.

O Plano Diretor, aprovado em 2002, tem, entre os seus objetivos, romper ciclo de exclu-são social no centro. Baseado neste instrumento fundamental para o ordenamento urbano, inúmeras ações no âmbito do Executivo e do Legislativo foram tomadas entre 2001 e 2004, perí-odo em que fui vereador, para reverter o histórico processo de segregação urbana presente

em São Paulo: criação de ZEIS, isenção de impostos municipais para habitação social no centro, dação em pagamento (que per-mite a prefeitura desapropriar imóveis e pagar com dividas dos seus IPTU) e bolsa-aluguel.

Os resultados destas ações, entretanto, ainda são incertos, pois apenas a médio prazo será possível avaliar se as medidas que foram tomadas surtirão o efeito desejado. Como a atual administração não implementou estes instrumentos, dificilmente ocorrerá uma produção signi-ficativa de habitação nas áreas centrais, pois a governo muni-cipal já expressou sua oposição a produção de HIS na região, apesar do governo federal ter ampliado significativamente os subsídios habitacionais. A prefei-tura paralisou o Programa Morar no Centro, abandonou o projeto de reabilitação do edifício São Vito e desocupou o Edifício Mer-

cúrio, que era habitado em boas condições, objetivando implodir os dois prédios.

É fundamental que a socie-dade se mobilize para garantir a implementação de programas habitacionais nas áreas centrais e entorno. A economia no trans-portes e infra-estrutura, assim como a reversão do processo de expansão periférica, sobretudo em mananciais, justifica plena-mente o custo mais caro da terra. Os cidadãos de São Paulo e o meio ambiente serão os grandes beneficiados.

Nabil Bonduki

Arquiteto, urbanista eprofessor de planejamento

urbano na FAU-USP.Foi vereador e relator do Plano Diretor Estratégico na Câmara

Municipal (2001/2004).Foi o coordenador técnico

da consultoria do PlanoNacional de Habitação.

dos cidadãos habitantes do Centro e seus bairros. Daí ter defendido um projeto de lei, que acaba de ser aprovado pela Câmara Municipal, incluindo no calendário oficial, o mês de comemoração ao Dia de Nossa Senhora Achiropita, quando acontece a festa - uma das mais tradicionais da cidade. A

lei vai agora à sanção do prefeito Gilberto Kassab.

“Incluir a Festa da Achi-ropita no calendário oficial da cidade obriga o poder público a ser co-responsável pela festa, o que pode significar melhor infra-estrutura e mais patrocínios”, assim Floriano justifica a apre-

sentação e defesa do projeto de lei. “Vale ressaltar o impor-tante papel da Paróquia Nossa Senhora Achiropita no trabalho social realizado junto à comuni-dade”, completa o vereador. O Bixiga concentra a maior colônia de imigrantes e descendentes de italianos no Brasil.

Em 20 de Junho, o Movimento Popular de Saúde do Centro (MPSC) promoveu um debate entre usuários de saúde em relação às políticas publicas em DST-AIDS na região central da cidade. O resultado desse encontro foi muito positivo, pois participaram do evento representantes de GAPA, GLBTS, entidades da Terceira Idade, de

Pessoas em Situação de Rua, Pessoas com Deficiência e Mulheres. As conclusões desse debate subsidiarão um documento do Centro, que será impresso e distribuído no processo da 3ª Conferência Municipal de DST-Aids, que tem como tema: DST/HIV/AIDS na Metrópole - O Desafio das Interfaces no SUS.

VENHA COLABORAR NESSA CONSTRUÇÃOData: 13 de Julho de 2009 | Horário: 18h30 | Local: Auditório da APEOESP -

Praça da República, 282 | Infor.: (11) 3289-7484 - Carmem e (11) 9783-7519 - Everson

Recado do Movimento Popular de Saúde do Centro

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Saúde no CentroCaderno do Jornal Centro em Foco - edição n° 66

A AMEO procuradoadores de medula óssea

Milhares de portadores de leucemias e outras doenças do sangue aguardam anos por uma doação de medula, que pode por fim ao mal de que padecem. E embora a doação seja um pro-cedimento muito simples, ainda é incomum entre os brasileiros, talvez por falta de informação da maioria. Em São Paulo, a Asso-ciação da Medula Óssea (AMEO) e o Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia mantém cam-panha permanente de coleta de medula. Para tirar as dúvidas do leitor, a AMEO responde abaixo às perguntas mais frequentes sobre o assunto.

Há riscos ao doador no processo de doação? Pratica-mente inexistem. Até hoje não há relato de nenhum acidente grave devido ao procedimento.

O que acontece se não existe doador compatível entre os familiares do paciente? Procura-se um doador compatível em um banco de medula óssea. Daí a necessidade dos bancos reunirem um número elevado de voluntários - isso aumenta a possibilidade de encontrar um doador compatível.

Qual a quantidade de medula óssea é extraída? Menos de 10%. Dentro de poucas semanas o doador terá sua medula recomposta.

Se um doador compatível é encontrado, qual é o pro-cedimento? O próximo passo é ter certeza de que ele quer fazer a doação.

Como o paciente recebe a medula óssea? Depois de um tratamento que destrói a própria medula, o paciente recebe uma nova por meio de transfusão. Em duas semanas, a medula transplantada já estará produzindo células novas.

O que acontece com o doador antes da doação? Ele passa por um exame clínico para certificar seu bom estado de saúde. Não há nenhuma exigência quanto a mudanças de hábitos de vida, de trabalho ou alimentação.

Para ser doador basta ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde. Então, a pessoa vai colher um simples exame de sangue para tipagem; seu sangue será tipado, a partir de um teste de laboratório; sua tipagem HLA será cadastrada no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea; e quando aparecer um paciente com uma medula compatível com a sua, ela será chamada; novos testes sanguíneos serão necessários para a confirmação da compatibilidade; confirmada a compatibilidade, a pessoa será contatada para decidir a doação.

Os interessados em doar medula óssea podem fazê-lo no Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - rua Marquês de Itú, 579 - fones: (11) 3226-7258 ou 3224-0122 ramal 5989. Se desejar obter mais informações antes, é só ligar para a AMEO - 3333-4424.

Vegetarianismoe colesterol

A cada se-mana, cerca de duas pessoas se tornam vegeta-rianas em todo o mundo. Este fato decorre de fatores como: respeito aos animais; mudança de hábitos alimentares, visando melhor qualidade de vida; e cons-cientização de que a produção animal consome grandes volumes de combustível fóssil (produto não renovável). Neste artigo apre-sentamos a relação entre a dieta vegetariana e as dislipidemias, ou seja, a disfunção do metabolismo de gorduras no organismo.

Atualmente, as doenças crô-nico-degenerativas mantem taxas de mortalidade altíssimas nos países ocidentais; as dislipidemias, que englobam colesterol alto (LDL alto e HDL baixo) e triglicérides alto, são a maior causa de infarto do miocárdio, pois com o tempo obstruem as artérias, dificultando a circulação sanguinea. A dieta ocidental atual, rica em gorduras trans e saturadas, contribui com o aparecimento da doença, e apenas a mudança de antigos hábitos ali-mentares, associada à prática de atividade física diária pode trazer

de volta a saúde e o bem-estar.

No vegeta-rianismo, com a retirada da carne e o aumento na ingestão das fibras alimentares, con-

tidas nos vegetais, cereais e legumi-nosas, ocorre consequentemente uma significativa diminuição das concentrações de LDL colesterol e triglicérides no sangue, bem como o aumento da fração HDL (conhecido como “bom” coleste-rol). Quando se reduz também a ingestão de ovos estas mudanças são ainda mais relevantes.

E quanto às proteínas da carne? Podemos manter uma adequada ingestão diária de proteínas dos vegetais, dos laticínios e suplemen-tos alimentares hiperprotéicos. Assim, pode-se retirar a carne da alimentação e ainda melhorar a dieta, pois a escolha do vege-tarianismo inclui uma nova visão dos alimentos, levando a pessoa a se importar com a escolha do alimento, sua procedência e o local onde se alimenta.

Cláudia P. Barbosa AraújoCRN 21238

Tel.: (11) 3826-7845

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6 São Paulo/SP - 30 de Jun. a 30 de Jul. 2009 O jornal da região do Centro da Cidade

Serviços de Saúde Pública no CentroObservo constantemente que

muitas pessoas tem dificuldade em acessar os serviços de saúde, por desconhecimento do que é oferecido e onde se encontram. Perambulam por prontos- socor-ros e hospitais que atendem de forma deficiente, sendo que seu problema poderia ser tratado na Unidade Básica de Saúde (UBS) de seu bairro. Acredito que a melhor forma de exercer nosso direito à saúde é através da informação, pois sabendo onde nos dirigir podemos além de utilizar os ser-viços, avaliá-los.

Unidades Básicas deSaúde da Região Sé:

UBS BoracéiaAv. Norma Pierucci Gianotti, 77 - Barra Funda - tel: 3392-1854. Tipo de atendimento: Estratégia

Saúde da Família.Serviços: Médico Generalista e Odontologia básica.

UBS CambuciAv. Lacerda Franco, 791 - Cambuci - tel: 3209-3304. Tipo de atendi-mento: atenção básica tradicional e na Estratégia Saúde da Família. Ser-viços: Clínica Médica, Ginecologia, Obstetrícia, Pediatria, Odontologia básica, Psicologia, Terapia Ocupa-cional, Fonoaudióloga, Assist. Social, Educação em Saúde.

UBS Dr. Armando D’ Arienzo N. Sª. do Brasil Rua Almirante Marques Leão, 684 - Bela Vista - tel: 3284-4601. Tipo de atendimento: Atenção básica tradicional e na Estratégia Saúde da Família. Serviços: Clínica Médica, Ginecologia, Obstetrícia, Pediatria, Psicologia, Terapia Ocupacional,

Fonoaudióloga, Assist. Social, Nutri-cionista e Psiquiatria.

UBS Dr. Humberto PascalliRua Vitorino Carmilo, 599 - Santa Cecília - tel: 3826-7970. Tipo de Atendimento: atenção básica tra-dicional. Serviços: Clínica Médica, Ginecologia, Obstetrícia, Pediatria, Odontologia básica, Psicologia, Terapia Ocupacional, Fonoaudi-óloga, Assist. Social, Psiquiatria, Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Hebiatria.

UBS Dr. Octávio A. RodovalhoRua Tenente Pena, 08 - Bom Retiro - tel: 3222-0619. Tipo de atendimento: Estratégia Saúde da Família.Serviços: Médico Generalista, Gine-cologia, Obstetrícia.

UBS HumaitáRua Humaitá, 520 - Bela Vista - tel:

3241-1632. Tipo de atendimento: atenção básica tradicional e na Estratégia de Saúde da Família. Serviços: Clínica Médica, Gine-cologia, Obstetrícia, Pediatria, Psicologia, Assist. Social, Nutri-cionista e Psiquiatria.

UBS República Pça da Bandeira, 15 - Centro - tel: 3101-0812. Tipo de atendimento: Estratégia Saúde da Família. Ser-viços: Médico generalista.

UBS SéRua Frederico Alvarenga, 259 - Pq D. Pedro II - tel: 3101-3013Tipo de atendimento: Estraté-gia Saúde da Família. Serviços: Médico generalista e Odontolo-gia básica.

Em caso de atendimento insatisfatório procure o gerente

da Unidade e faça sua reclama-ção. Encaminhe-a também ao Conselho Gestor da Unidade, que se reúne uma vez por mês. Procure saber as datas das reu-niões e participe. Caso não seja atendido procure a Ouvidoria, que tem por missão aprimorar a qualidade dos serviços de saúde e promover interlocução entre o cidadão e as instituições públicas, além de orientar o usuário sobre seus direitos - Rua Santa Isabel, 181, 1º andar - Vila Buarque tel: 3333- 2142 e 3361-4445. email:[email protected]

Carmen MascarenhasConselheira Municipal de Saúde

Representante do Movimento Popular de Saúde do Centro

Tel.: 3289-7484e-mail: [email protected]

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São Paulo/SP - 30 de Jun. a 30 de Jul. 2009 7O jornal da região do Centro da Cidade

Rosto: cartão de visita pessoalTer uma pele livre de man-

chas e marcas é o desejo de qualquer pessoa. Mas, se não forem tomados os devidos cuidados, as manchas na pele aparecem denunciando a idade e afetando a auto-estima. Por mais que se saiba que o filtro solar é indispensável, seja na praia ou na cidade, pouca gente tem o cuidado de repassar o produto várias vezes ao dia, como recomendam os médicos dermatologistas. Resultado: no final do verão, a pele exposta ao sol sem proteção está marcada e cheia de manchas.

Tratamentos Estéticos

Manchas causadas pela idade, por lesões, gravidez, sardas ou marcas de espinhas podem ser prevenidas ou ame-nizadas com alguns tratamentos. A prevenção pode ser realizada, diariamente, com a utilização de hidratantes e protetor solar. Já os tratamentos garantem maior sucesso quando feitos na fase inicial de descoberta das manchas. Conheça alguns tipos de tratamentos para manchas na pele.

O lançamento deste inverno é o peeling Vulcanice, que apre-senta uma proposta interessante de tratamento e recuperação da pele. Feito em uma única

aplicação, ele despigmenta e rejuvenesce a pele diminuindo qualquer tipo de manchas, como melasma e cloasma, sardas e hipercromia pós inflamatória. O tratamento causa uma ação despigmentante e esfoliante, graças a ação dos ácidos vulcâ-nicos presentes na sua compo-sição. O tratamento Vulcanice dura apenas algumas horas, a sua aplicação e é realizada em 3 etapas e você poderá dar continuidade em casa, com a linha home-care. Os resultados poderão ser esperados com um clareamento total.

Outra opção de tratamento de inverno utiliza cristais de hidróxido de alumínio para

fazer uma microdermoabra-são da pele. Esse é um dos procedimentos estéticos mais realizados nos Estados Unidos e, pela sua simplicidade e rápida recuperação, é chamado de lunch peel (peeling na hora do almoço). Ou seja, a paciente pode retornar imediatamente às suas atividades.

A esfoliação progressiva da superfície cutânea feita pelos microcristais remove as células mortas e estimula a produção de colágeno e elastina, deixando a pele mais fina e macia. Esse procedimento é realizado com o auxílio de um aparelho com sistema a vácuo, que promove a pulverização de cristais de óxido

de alumínio sobre a área a ser tratada. Esta reação abrasiva destrói a barreira externa da cútis, aumentando a penetra-ção e potencializando a ação das medicações tópicas - tanto aquelas utilizadas pela paciente em casa, quanto àquelas aplica-das pelo dermatologista durante o próprio procedimento. Após a avaliação da paciente, deter-mina-se o número de sessões necessárias, que pode variar de 3 a 10, e o intervalo entre elas.

Para quem não gosta de descamação ou vermelhidão a pedida se faz com o tratamento de clareamento e rejuvenes-cimento com o Laser Quasar, um conjunto de fototerapias

voltado aos efeitos do estímulo fisiológico das principais funções do tecido facial. Dentre estas funções estão a hidratação e o combate aos radicais livres, responsáveis pelo envelheci-mento cutâneo. Sua aplicação é realizada com a higienização, utilizando loção de limpeza e tônico. São aplicados pontos de luz azul (Blue Led) seguidos de vermelho (Red Laser) para estimular a reparação tecidual e posteriormente aplicação de Âmbar Led, que melhora flaci-dez e textura.

A luz azul é responsável pelo efeito bactericida e também pelo estimulo da água, que se encontra na camada basal da pele, fazendo com que a pele receba uma hiper-hidratação, aumentando a iluminação da face e a tensão superficial, dimi-nuindo as marcas de expressão e oferecendo um clareamento sobre as manchas e olheiras. A luz vermelha aumenta a oxi-genação dos tecidos, melhora à drenagem linfática da face e tem efeito anti-inflamatório, combatendo os efeitos dos radi-cais livres proporcionando um rejuvenescimento imediato.

Daniela Moleiro KitaFisioterapeuta

[email protected]

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Seus pés no invernoEstamos acostumados a cuidar

mais dos pés no verão: praias, pis-cinas, sandálias, chinelos... Que tal fazer o mesmo no inverno?

Na pressa de se enxu-gar, após o banho, deixamos nossos pés úmidos, propiciando micoses,”frieiras”, “pés de atleta”,cortes entre os dedos, etc. Usamos meias mais grossas que comprimem nossos pés nos calçados causando bolhas e dores. Botas, sapatos, tênis o dia todo, ocasionam: dores, desconforto, maus odores, calos, compressão das unhas, deixando-as doloridas e até encravando-as. Nossos pés são nosso alicerce, nossa base. Dê mais atenção a seus! Um podó-logo pode tratá-los como eles merecem: com conhecimento, técnica (eliminando calos, calosi-dades, unha encravada, verruga plantar; auxiliando no tratamento de micoses...) e com carinho

(massageando-os, hidratando-os e aplicando a reflexologia).

Doenças Micose. É o nome genérico

dado a doenças causadas por fungos. Existem mais de 230 mil espécies de fungos, mas apenas 100 causam doenças; os fungos estão em toda parte, de modo que as pessoas estão sempre expostas a eles, que proliferam ao encontrar as condições favoráveis para isso: locais escuros, úmidos e quente. A micose pode ser superficial: loca-lizada na camada externa da pele, ao redor dos pelos ou nas unhas, alimentando-se de uma proteína chamada queratina. Cerca de 30% da população mundial tem proble-mas causados por micoses super-ficiais. E existe a profunda: nela, os fungos se disseminam através da circulação sanguínea e linfática; podem infectar a pele e órgãos

internos como pulmões, intestinos, ossos e até o sistema nervoso.

Tipos de micoses. Interdigi-tal: pé de atleta ou frieira: atinge a pele dos dedos, provocando coceira, descamação, fissuras, placas esbranquiçadas e, às vezes, mal odor; pode vir acompanhada de uma infecção bacteriana. Esca-mosa: atinge a região da planta do pé e parte lateral do pé, causando descamação e mau odor. Vesicu-losa ou desidrosiforme: começa

com bolhas que provocam coceira e vermelhidão, resultando em descamação e ressecamento da pele. Placa marginada: tipo mais raro de micose, que provoca lesões avermelhadas e elevadas com bordas nítidas.

CuidadosLave e seque bem os pés

(evite usar a mesma toalha para o resto do corpo), seque com papel higiênico ou gaze entre os dedos. Se preferir, use secador de cabelos para deixar o local o mais seco possível, lembrando que o fungo adora lugar úmido; prefira meias de algodão, trocando-as diariamente; use sapatos ventila-dos alternando-os todos os dias, deixe-os ao sol para secar, passe um anti-septico em pó dentro do calçado; evite andar em lugares públicos descalço; não use toa-lhas, meias, ou calçados de outras

pessoas; passe um antimicótico.

Onicomicose: micose nas unhaOs fungos comem a queratina

das unhas, principalmente no halox (dedão). É menos frequente nas unhas das mãos. Quase sempre se iniciam na borda livre ou nas laterais da unha, inicialmente com perda de brilho, depois passa a ficar com maceração, disforme e quebradiça. Para melhor diagnóstico deve se fazer um exame micológico: uma cultura, pedida e orientada por um médico; é um tratamento demorado, pois depende do cres-cimento da unha, e a unha cresce em média de 1mm a 1mm e meio por mês. Cuide bem dos seus pés, eles merecem!

Marlei PerrottiPodóloga e reflexoterapeuta email: [email protected]

site: www.delpe.com.br

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São Paulo/SP - 30 de Jun. a 30 de Jul. 2009 9O jornal da região do Centro da Cidade

El Coyote: comida mexicana no Copan.

O êxito de Eduardo Grechi e Luis Carlos com a criação de seu diferenciado “espaço culinário” na galeria do Copan, é constatado pelos moradores e visitantes do famoso condomínio. Com pouco mais de três meses, o fast-food de comida Tex-Mex, teve o nome mudado de Ay Caramba para El Coyote e para seus clientes, também passou à condição de restaurante mexicano, consagran-do-se em um dos mais procurados no endereço, durante o horário comercial de almoço.

Os sócios atribuem esse sucesso rápido e crescente à conjugação de

dois fatores “muito simples”, para eles: o mix, na medida, de ingre-dientes e temperos tipicamente mexicano, texano e brasileiro; e a agilidade de fast-food, com flexibilidade na montagem dos pratos que servem - é possível ao cliente “montar” de acordo com sua vontade. É isso mesmo, no El Coyote os burritos, nachos e tacos, temperados com páprica picante e pimentas, e acrescidos de cheddar, barbecue, bacon e sour cream da cozinha texana, receberam a adição de elementos brasileiros, como soja, agrião, alfaçe, rúcula e outros.

Nesse mix, o burrito vegeta-

riano é dos mais procurados, inclu-sive superando o que leva carne. Eduardo explica: “Nossa soja tem sabor, é temperada com pimentão, cebola, azeitona verde e infusão de salsão, cenoura e alho-poró. Não usamos nada químico ou que contenha agrotóxico”. Há outras opções vegetarianas, “light”, com molho especial - à moda da casa, que levam vários tipos de pimentas mexicanas.

No cardápio do “chef” Edu-ardo Grechi sempre há novidades. No último mês e meio foram introduzidos: guaca mole (à base de avocado - o abacate mexicano),

quesadilla, enchillada e chilli com carne, para comer com os nachos (porção maior, com chilli beans, carne, queijo e leva ao forno). E é, claro, os pratos que inauguraram a casa são mantidos: no El Coyote, o apreciador da cozinha Tex-Mex, pode saborear pratos como arroz, salada e um grelhado de carne ou frango; uma massa; um picadinho que leva pimentão, cebola, carne ou frango em tiras.

Além da entrega de pratos em domicílio, cujos pedidos são aten-didos pelos telefones 5531-4420 e 3256-7213, das 11h30 às 23h00, de segunda a sábado, o El Coyote

agora também oferece serviço domiciliar de Buffet Mexicano, que ainda pode ser montado no próprio salão do restaurante, sob reserva prévia. Aliás, Luis Carlos e Eduardo informam que tanto o salão térreo quanto o do mezanino (com 28 lugares) estão à dsiposição para happy hours, reuniões de con-fraternização e eventos em geral. Para estas situações a casa dispõe de diferentes drinks mexicanos.

Serviço:El CoyoteAv. Ipiranga, 200 - Fone: 5531-4420 Edifício Copan, loja 25

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Artes e Cultura

Marcílio Gabriel Ramos, 23, é o criador do programa Freestyle. Ao ouvirmos o programa perce-bemos a urgência da descoberta de muitos grupos de rap que não são divulgados na grande mídia. Marcílio é formado em Rádio e TV, é produtor da rádio Metropolitana FM de São Paulo e também produ-tor musical. Na entrevista abaixo ele responde de maneira honesta e contundente, algumas questões que envolvem o rap nacional.

Marcílio, em primeiro lugar por que o nome Freestyle? Conte um pouco sobre o início do programa, e a paixão pelo rap como surgiu? A palavra “Fre-estyle” é muito forte e muito usada dentro da cultura Hip Hop, tanto pelo seu significado, “estilo livre”, e por nomear uma das técnicas de rimar do Mc, o improviso, conhe-cido também como Freestyle. Na verdade o nome não fui eu quem sugeriu, foi um colega de trabalho, entre os que tinham em meu “brainstorm” esse foi o que mais gostei e por ser um nome presente no Hip Hop achei que tinha a ver com a idéia do programa.

O programa surgiu no final de 2006, mas até então era um simples programa de pod-casting hospedado em um site gratuito especifico para áudio e videocasts. Produzi os primeiros programas, joguei na internet e divulguei para os contatos que tinha em meu e-mail. Na primeira semana que o programa estava rolando já tinham por volta de 100 acessos, me surpreendi, e assim foi rolando com as outras edições até que percebi que poderia virar alguma coisa mais importante e até mesmo um canal colaborador para o Hip Hop. Comecei levar a sério, criei o site em Abril de 2007 e o programa foi tomando esse formato de entrevistas e com uma programação musical bem voltada para a música nacional.

A paixão pelo rap, acho que como com muita gente da minha idade, surgiu ali no começo dos anos 90 com o surgimento dos Racionais. Em casa eu já era

O Estilo livre do Hip Hopinfluenciado pela Black Music por conta do meu pai, que era discote-cário e tocava em festas entre o final dos anos 70 e 80, e quando ouvi “Fim de Semana no Parque” gostei bastante e comecei a conhecer mais músicas e artistas do Rap nacional.

A equipe do programa é composta por quantas pessoas? Onde são feitas as gravações? O programa é mensal? Hoje, o Programa Freestyle tem uma equipe com três pessoas. Eu, que faço a produção e apresentação, e tem ainda o Fábio e o Dennian que cuidam da parte de imagem e fotografia do programa.

Eu continuo trabalhando em rádio, o Dennian também trabalha em rádio, por isso a gente tem essa facilidade de usar uma estrutura boa para fazer as gravações com os artistas. Se o artista possui estúdio próprio e não tem disponibilidade de ir até o nosso local de grava-ção, nós vamos até ele, e vamos mesmo! Já fomos até pra Curitiba só pra gravar um programa. Mas já estamos projetando um estúdio próprio do Freestyle.

O programa é quinzenal. Ele começou indo ao ar toda semana, mas como o formato é muito trabalhoso, eu não estava conseguindo colocá-lo no ar toda semana, por isso comecei a disponibilizá-lo a cada 15 dias, assim fica mais fácil trabalhar com qualidade nas edições.

Diversos artistas consagra-

dos e inéditos para o público participaram do Freestyle, fale de alguns grupos entre-vistados? A idéia de entrevistar artistas com um nome forte na cena e outro ainda em seu início de carreira é justamente pra mostrar quem está trabalhando sério e com vontade. O programa já entrevis-tou o Max B.O. que já tem uma caminhada sólida no Rap nacional

e o grupo Relatos da Invasão que está em seu primeiro disco e é um dos grupos mais promissores da vertente. Independente se o grupo ou artista é do underground ou é mais contundente, a gente quer entrevistar quem está com trabalhos significativos para a cena e seus adeptos.

Não podemos deixar de citar a entrevista com os Racionais Mc’s... como foi pra você entrevistá-los? E vocês que estão por dentro do Rap nacional acham que o grupo paulista lança esse ano um novo álbum ou é mais fácil sair um cd do Rap’N Sintonia (grupo do Marcílio)? A entre-vista com os integrantes dos Racio-nais foi um marco pro Programa e para mim como comunicador e fã de Rap. Foi emocionante. Eu parecia uma criança conversando com eles (risos). Por alguns ins-tantes eu esqueci que estava ali pra entrevistá-los e não pra pedir autógrafo (risos). Foram daqueles caras, que eu estava entrevistando no momento, que ouvi o primeiro som, eles eram os responsáveis pelo o que eu estava fazendo. A entrevista era pra ser só com o DJ KL Jay, mas ele me surpreen-deu levando o Edi Rock e essa entrevista foi uma das melhores que já fiz. (risos) Eu acho que os Racionais lançam primeiro. O Rap’N Sintonia na verdade pra mim já acabou, entrei em contato com os caras que faziam parte do grupo pra retomar as atividades, mas não obtive resposta. Se algum dia alguém quiser voltar com o grupo vai ter que me convencer de porquê voltar, eu não corro mais atrás disso. Mas foi bom fazer esse

projeto, a gente tocou bastante, f izemos vários shows e conhece-mos muita gente com o grupo.

Se possível, indique alguns grupos da nova geração do rap

brasileiro que merecem um pouco mais de atenção. Indico sim (he he!). Eu gostaria de indicar e destacar um grupo de Curitiba, chamado “Savave” que já esta fazendo barulho na cena alter-nativa do rap nacional, que com certeza vai arrebentar e se tornar uma referência musical no país. O grupo é formado pelos Mcs Thiago Pródigo e Nave, que já lançaram uma promotape com oito músicas e estão produzindo o seu primeiro álbum. Pra galera se situar um pouco, a música “Desabafo” do Marcelo D2 foi produzida pelo integrante do “Savave”, o Nave, que já produziu outras coisas do trabalho do D2 em outros álbuns. Outro nome que indico é o Mc “Emicida”, mestre na arte do improviso e um dos melhores letristas da atualidade, mesmo com pouca idade é a minha aposta pro futuro do rap nacional.

Como você vê o futuro do Rap? Será mesmo pela inter-net, com mais programas como o Freestyle? Vocês tem ouvintes em todos os cantos do mundo, provando a força da internet... O futuro do Rap está nas pessoas que trabalham profissionalmente com o Rap. Falo de coletivos, assessores de imprensa, produtores de even-tos, técnicos de som, comu-nicadores, todos em prol do Rap. O Futuro do Rap está no profissionalismo.

Agora o futuro do Rap na Comunicação está em boa parte na grande mídia, TV, Rádio e até mesmo mídia impressa. A internet hoje é a principal aliada do Hip Hop aqui no país, mas ainda é pouco. Ela tem

vantagens e desvantagens, seus pontos fortes e fracos: o forte está nas maneiras que as notícias e informações chegam até você, de forma bem rápida e objetiva; o ponto fraco é que não dá pra confiar totalmente na internet, porque qualquer pessoa pode criar um blog, um myspace, um fotolog e começar a querer trabalhar como um emissor de informações e nós não sabemos se essa pessoa tem algum tipo de formação pra prestar ser-viço. A internet possibilitou ao fã ultrapassar a barreira entre ele e o artista, os outros meios não dão essa liberdade. Não falo que pra ser comunicador do Hip Hop você precisa estu-dar na Cásper Líibero ou FAAP e se tornar um puta jornalista conceituado, cheio de prêmios e com uns cinco livros publicados, é só estar por dentro do que está acontecendo, procurar a melhor forma de passar aquela informação e ter coerência, bom senso... A internet não te dá essa segurança muitas vezes, ela está tanto pros sãos como pros loucos. Por isso, é neces-sário saber a origem das infor-mações que circulam na rede. Mas temos ótimas referências de profissionalismo na internet, o site Bocada Forte e a rádio Boomshot são exemplos.

Novidades para os próxi-mos programas? Festas como aquela em comemoração a um ano do programa vão ocorrer? Já começamos também a formatar a festa de dois anos do Programa e ainda queremos fechar uma par-ceria com uma marca de roupas para fazer a parte de “vestuário” do programa (he he!). Também tem os eventos que fazem parte do calendário de atividades do Hip Hop em São Paulo e nós vamos cobrir, e ainda a possível entrada de mais um integrante na equipe. Os trabalhos daqui pra frente são esses.

por Pedro PellegrinoMTb 56620

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Artes e Cultura

O Movimento de Teatro de Rua de São Paulo (MTR/SP) reuniu cerca de duzentas pes-soas, entre diretores, atores, representantes de diversas entidades ligadas às artes e da imprensa, para o lançamento da revista Arte e Resistên-cia na Rua. O evento foi realizado no Espaço de dança da Galeria Olido, dia 15 de Junho.

Editada pelo jornalista e ator Augusto Paiva, a revista foi publicada com tiragem de mil exemplares, produzida no formato 31,5 x 21,5 cm, em papel acetinado e ilustrada com fotografias de cobertura de diferentes espetáculos. Em suas 76 páginas a publicação traz

artigos de diferentes militantes do teatro de rua, um histórico da organização do Movimento e as críticas dos espetáculos da 3ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, realizada em Novembro do ano passado. Também faz o registro do 4º Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), uma vez que ainda são

poucos e pequenos os registros desta modalidade teatral.

De acordo com os organiza-dores da publicação, as críticas dos textos da 3ª Mostra foram coordenadas pelo professor-doutor Alexandre Mate, do Instituto de Artes da Univer-sidade do estado de São Paulo (UNESP), que também respon-

Arte e Resistência na Rua é o título da revista lançada pelo MTR

deu pela curadoria da mesma, ao lado do mestre Romualdo Bacco, muito respeitado pelos “fazedores de teatro de rua”, bem como de autores e direto-res do teatro convencional.

Durante o evento, foi apre-sentado um vídeo-documentá-rio, com duração de 50 minutos, produzido a partir de filmagens

de diversos espetáculos de rua, entrevistas com grupos, autores e direto-res, e dos “bate-papos” acontecidos durante a 3ª Mostra. O filme home-nageia o grupo Teatro Popular União e Olho Vivo (criado em 1966), focando diferentes e importantes momentos de sua história. O fun-dador do grupo, drama-

turgo César Vieira (codinome do advogado Idibal Pivetta), que continua na ativa e militando pela causa do MTR, foi quem iniciou a organização do teatro de rua nos anos 1970, usando esse nome para burlar a censura, pois era um dos poucos advogados que fazia a defesa de presos políticos durante a ditadura militar.

São Paulo/SP - 30 de Jun. a 30 de Jul. 2009 11O jornal da região do Centro da Cidade

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