Ilustração portuguesa

Click here to load reader

  • date post

    11-Jul-2015
  • Category

    Documents

  • view

    68
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of Ilustração portuguesa

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    1/35

    -----W.' 75

    ....,--~tracltoPortu(fUeza

    Icaps: TRtCANA DE' C::Olh1URA @ Texto: 0 s. J010 DE COIMORA. 15 ilfu!';tr, @ VIDA COLONIAL, ) [email protected];. NOSSA TERRA. 10 tuustr, @ 0 P,Eij_C.URSODO .R} .m:Jo , II iIIush. NO PAlz DE ANfiOLA: VlAmJIt\DE S. It. 0 ~R:INCI]lE. REAL, 1 Uh.lstr_ @ sporn NAUTICO: UMA I;IiSHo DO PEAL CLI;,IU t-l,AV,oIoI..1 tttustr. @ :MF.:MOR.LA$ DO CH.~FE JACOB, S . lIIustr. @ VlOA MrL1TAR;, "illllst r. @ CONCURSO D... . . .PRIMAVl;iRA. 04umstr, @)} , i ff iTE C'e:'I'J'c.rrl.: lPM,.. CONFE~i:"NCJA DO SIOl. CONDE DEi P"ENH", GARC.IA, 10 l ttust r. L.~ POR FORA, '9 iIIusti'.

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    2/35

    ILLU:;TRA(.'\O PORTUGIJEZII

    R n a d e S a n t a J u s ta , 9 6 ( d l l n l o a o c l a v a l l o r )

    N o v o d i am a n t e A m a i0 perfei La im lracao i:ite hOjc con Iiccida _ A u nicaq ue aem J uz arti f dot l bri I h a . com 0 ee rosse verd ade i1"0diamante. Anneis e alfincccs a 500 r:3.-, broches a 800 rs.,bri n cos a 1 $000 rei ... 0- pal". Li flUcs coil A . . ..es, de pcrolasa 1 $ 0 0 0 TCL3. T Qd~ !5 esess j n iaa !],i=io e rl'! prata OU 0 ' 1 . 1 rode lei. *- *- *- Jlliio confundir a nossa cas am e r lc a n o

    o P'iUiSi\Ii~, IIl'tSf1drt, e huuro",datto ~d. !I!~i'eelb"'~I,rem an" pby . I o mi.,M d.,,,pa. mdom, B"ull1m.D ,:-OpiL55SdoeGr r t : _ :senee e predtz (1 0 Ill-rurc.comveracldcdee raptdes: ~ incom-pnrnvet ern .....cricl-riles. peto estudeque lez da.~ sclen-etas. crnrcmanous,phronll, lL-Qgla e physicgncmc-nta I ! ' - p e r a s . : 1 ~ : t p lc...coes pr;'lt~ ieas dns tneon liS (It: tiaiL, 1...1-VaIN. lJr , ts.~. i l .ITOII"! 'S. t .ambrcze,d'Arpenlign-ef_ M::ut!3.me UroLlil-larc! tem perccrrtdo as prtnci-pees c! dades {Ia zuro pa e It. rne-tICLl, once tu l ndri.lit~d:J p : : : J o ~nnmerosos cl ten ees dB: matsnttli tatheg-Oria. a q uem pre-dtsse .0. quede do 1mpe r tc (. to-des ua acontecl mentes Que aeI be s eg ulr em . rllj I.a. porru g,UoI;!7..eenees, 1ng lez: llllp.m,.'iO. 1ta-nunc e hlilSpm'llML ~ ..

    ~ 3 . R . d o C a rm o , s o b r e )o j a

    T~_~ 8'.I'f.II dJ;!.,~ddIG p,.nd8 "1i,.I~d~tI~ d~ ~"pfk/s de' 8 . C , . I . I ; I I ' , . . . ,de Jmp!"'~ ... . i i i ( l loii drfl ,ri!Jiribl",rI.IlJo. Tw:rJ~ ~ (!!,ZIgcu/a tp.,..,mll't.8lJN1nQ:~neolllnrrn~nd ... piJ .... lafJ,.lc,3'F-hs 9.,,,~.~/5!~__ d~' qua.lqufU' QUIIlIdild.. tl~ papsl dB' m;llcoblllls. (;:ii;m1l~fH6 ~"'M..&6'++"+++u.u ,,~d~'a ,lit d", Ri,.-m" ,*~.t."'+++.~-**LISBOA - 270, Rua da P rin ceza, 2 76=========-,PORTO - 49 , Rua de Passos :M anuel, 51

    s ~ !cos , reecrs-utuidoS , & form ase;)rd es lo rtifio ;:a.o os cu.~,IIS.~P ilul a5 Orlentm: em (Sl}is meees ~S:=;~I~~~&P~~~l~ vi mem o- .e . t l l fLrlce,m do - pettc seu cauxnr damno ufgum .A saude. Api'IJ' vado petas nlJtl!.blllch'''es medicas.

    : ;~D '!:'~ l':; :::d:: '~~~~'rls~: ~6-eS , ... BOD fl.... F rm n.co 'j) iJ ril va 1! -. . . & . . Ender~ t,,'egttaplJlcotJ= I.'SBQA~ COMPAIIHIA PRADO I : ib ~ ~ ~ i ~ f , . ~ n ' ; : ' ~ { ) , " . : ; : t : : ~ _ _ P _ : _ R : . . A . : : D :. O :_ - _ P O _ : ': 1 l _ : _ _ T O ~ - ~ I ~ I ~ S _ : _ , " _ O _ : _ A I I _ I I _ . . . _ " _ r _ o _ t _ . . _ ' _ . ~ J J _ " _ O _ n _ ' _ c _ o _ ' _ l i _ 0 8 _ - - , - - ~ : ~ . : : : . : . : .: : . : : . : : . : : . : : . : : . : . . : . . : : . _ : . _ : . _ : . : : . : : . : . : . : . : . : : . : : . : : . : . : . : . : : . .

    Agenle em Paris:' - Camil le Lipman._~, __R_u_e,:V~ill~n~o~n~, ......

    C o m p a n h i a d oP a p e l d o P r a d oProprlmrl. do, f.b,I.. , doU)1,i9()O, fl.1\rlnIlRHa e sobreL~riu bo(tMmarj, P.".~ ce ij,.~li"Il i : ' I ' berm 10([oli:d\ UHue11'"to, (JI1 '"g.110 U ,I bOlo

    1n i1 0 n~~1S ~... urn. produ,II' on"u,1 d,

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    3/35

    qLLC lOoC11_ 8ser .n uctrc-oeS. loao,,"a.noea s lit an n "JUli{o,gue{'t8,B. '3 lSI . L , ' H X I ' Q t':C-S50;~ilCi1h::pr e r ; : ' I m lllN to proureuse ' * 1tr 8. ,; ;i (, ')p or '1 1 1e I lB e ll tlc5ce saoas Intli:2l uuoae oe lP o'rtuQ a(.$iS Is \'I'e t9 0 .6 b e 30so l: ie !!)tu~ e :Bn :stonto rnobre-. 'B . tncana ce aotm,bra"'_",s poctae qucrioos tlas ra:;:Ipnrlgas be cotmbra < 1 ; " . " es 1> /tJ~1(t:in~J, 0 l:a"tr'gasSo.'tldad.L.r, n:co,-,J,41C{JC/B.t1iJae. fMlla:e '-Qpa,i,iftt.r,ll{jJ~jF b~/f!i I!Q-rrlpjdl",

    ANTQ:>IIO NOll IIIF..

    Trnml Iii. 'QklleU~ ti'.ui'""()rApc7'!11 o i l ' leu tt~Je!Tnhf.1~C...oar.uO' flU i d~ mb amfJo~/)I!:t!t! Q'/lM1- apr."'(~.H~lljlro_

    Do Povo.

    E NTRE todas as festes popu 1:0_ res q ue ~ de 1cgnrej 0 em 10-garOjo} se rea] lsam por este li ndcPorjugal fora, nenbuma c:onreguecguatar em toda aSlla amorcsapoesia esse alegre e feselvo S,jono de Coimbra, com a s suasfoguelras e as suas dances de ro-da, em que a VOl.': cantada docc-mente rtthmica da tricana conse..glle traduxir , na mais perturbantemelancholia, commcvida, amoro-sa e lerna, recta a viva senrimen-talidade da alma porlugueza,Tudo se conjuga, emCoimbra,u'essa terra eacaraadora e lenda-rla, a format 0 quadrc rna v iosis-simo e singular da pai.l(:t\o; .idyl-lio e tragedia S-a.O n'etla tradicio-

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    4/35

    nalmente irmaos gemeos ; Ignez deCastro e ~taria 'relies as santas d'es-Sf! arnor divino e patpitame que con-

    resvala, 0 divino corpo d'csias ado-raveis mulheres!Mutberes do praecr e do

    densa toda a vi-da no coracno ea elle se sacrifica,como ao unlge-nito Deus To-do Pcderosc, Se-nhor do Cell eda Terra 1 sao aspad Ioei ras da ci-(lade ratnba deEm o r au e d aBcltcaa.]\ ada se pare-ce millis do queem C o imbra aN an .1 fc:r.aie a M u-Iher. A paisa gemnao tcm cgua! emdocura: pareccmrezar 0 montes;os valles d'umavegetacno verdepallidn vagauren-ee oirescente teeme o n s veludineosd i ; ; ' : affago e nohorisonte and asuapensa lima d()..co nc;blil~a oepranto evolando-sc des camposem mysttca pre-ce.A mulher PCI-rete surgir da na-tureza; 6 eambemdulcissima o f! sua-ve. e a sua '"'02.,o seu gcsto e vseu olbar sao arraduccac viva e .harmo n ic sa danatureza. Ternes,meigas, melan-cholicas, todo 0C'orpo equihbran-do-se no var! 0coracao, onde equae tas vezes ' I;': IIe

    q u a n t a g alrnasdespertastcs paraavida e quantaa vossa Ioi que-brantada e perdi-da n'esse resgatesupremo da ~!OS-sa palxao cal-oro-sa C cucnec l

    A anti ga foguei-fa tao bella pelusua si mplicidade,apeuas co m o sSCU5 arcosde rnur-ta nssentea sobrea terra, os toea-dorcs ao centro,a 1 u m l ad a peladiscrete luz doazeite, foi sub-stlurldn, na suamaier parte, parpalanquins visto-lOS cede aqui OUalem por acbreresrces de verdu-ra apparece dequando elt. quan-do I rri tn n tc m ctL tea faf sa hl;li do'g

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    5/35

    ca no traje, Q lcnco, 0 aventalinhc, 1 :1gra~a melancholica no atrosc tracerdes chafes, arrastam-ncs irresistivct-mente para as mais nltas regioesdo sonho.A cariuhosa, 0 trero, 0 tnrnd.e Coi-mlwtJ.A~ja"ella do mt~~

    (}lttlrto, n:30 ha danca do povoque as supplante ria leveza dasSbd!) voltas, na cadencia arnero~sa J O~ scus passes, na gracios i-dade e na frescora.

    Cantigas d'amor nlnguem assabe urals Ilndes do que as fa-parfgas de Coimbra.Desde J oao de Dcua, nao hapoeta dlgnc d'este nome que,na sua pasaagem per I";, uno te-nha deixado ficar, COm um pou-00 de coracao, alguns versosd'amcr.Assirn os "erS05 de Jo~o deDeus. como mais tarde os deAntonio Nobre, pnsearam de bo-Caem boca, de gera~o em gc-racao.N'csres utelmos annes appare-ceram em Coimbra, em esptrtruo-

    sas. cdit;Ocs de cordel , dois (0-lhetos de camigas que ficaramcelebres,

    o prhneiro devtdo a tnlctaeiva despoetas Aftonso Lopes Vieira e Augus-to Gil, ondc collaboraram tambern Gue-

    des Tcixeira, Telxetra de Pas-cheaes e Antonio Macteira ; eo OntTO devido a iniciativa de.Ladistau Patricio e de quemescrevc estas Hnhns, admiravel-mente collaboradc por CarlosAmaro, joao de BarTOS. Jo~OL 1 L c 1 Q e joao de Deus Ramos.Estes folhetos d'amar serao matstarde para aq ue ll es que tivererna fe licldnde de on vir as sua'S can-til'fa~ na boca do povo um fortemotive de orgulho e parA. on-rros. quundc mats nne seja, hade scr setnpre ur doce motivede aeudade.Algumas d'ellas ja nao ha

    niuguem que as desconheca, e1 3 . estac entre tantaa outras aauestal-o essas deliciosas qua-dras de Carlos Amaro e J cnoLucio:

    ~Di~t!m {flje atn.(l,imorrrrE 11l~~mn mudf. quefoss~,Sf: (1C4I 500 amar ~ m~ dlX"Q/~f!~ 1j1~ dt!l'a (LlI~i.tI~tiUII'rT.io

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    6/35

    eEII rJ:;=~rase r 0 iJanJt-l>Cbegcu a

    noite de S.Jo~o equalIoi 0 espnn-to de todosquando ouvi ..Tam as rapa..rigas cantar :e/u f//li=

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    7/35

    caram celebres, a'estes uteimos quin-ze annes, na tl"adit;ao popular.Danca-ac desde 0 sol posto ate

    que amenhece, e aos pn-meiros clarzes da rna-drugada, jlhnninando essadoce p a iaag em de no-vella I os differeures ran-chos peem-se ern marchapo r essas maravll bcsas es-tradas, cobertas de chou-pas e salguelros, uns emdueccac ;i fanto do Cas-tanhciro, outroa cia Se,reia, oude vao heber aag[la fresca, que, segu n ...do reaa a tenda. Illes tra-ra saude e amor para tcdoo anne.

    ,nc/i:;to p .a l a: v ra : s .aw /ad t'Ag~r.'Jli! {{IN o i l < inrJ~"',()uA pl"uJui1'.a v~:t firM o i l ' d i . J 1 i . eCiJ'Ht e~/tl!=a IJ'~ d.:,rol'l.loOu aquel!n cutra de Gee,des Teixeira t::10 docementelyrica, tao repassada de sen-

    timento:

    por S~HI.vez as levaram As nolvas, par-tiram de longada, pOl' este lindo palzfora, as male bellas quadras d'amord < t lingua portugueea.Quem nao conhece , boje,aquella quadra de Aflonso

    Lopes Vieira, inc bella, thoseruida!

    .I[ ON-ir; diz~"- .00 b1111'C O ' W I srinoaos na kdrJrfl,,,taQU-t!", casaa $.t"1t -mal e.Jp{uria.E pJIt:'Nlt! tmlfl(J Dca/~iIJ1.~Ou aquellas quacras deAugusto Gil, espJendida-

    mente bettas:oI[.t'lmo.r a NOHtJ Simko,.f2N~ morren p " , - toda a te"'#!Ell m!'m IIJO me te-ns (H'W1rQru 1f10'"0 f J ( : I o r Ii somente_1f:1.f5 (!1/W5 conras ~.$C'nra5Stlo dPl.a,j' AVt.t.jJ{,j'-ria.s[:FIlm resaria f.l'ilmar,t'urtU{!1tf! eu rc;:r'} 100.J. .t1$ diu.1-

    A vcsperado S. J""o ea nuite maisft.::lizde todoo auno paraa tricaua deCoimbra.ChegandoMalo florido,

    es se e st ra-n.ho .Maio deCcimbra emque 0 : - 1 poen-t e s rmjrremn I , . I T n a a g o n L alen ra, na som -bra indec isae vaga desnebliuae doRio I come~a~se a vlver emro da a ci d ade(Ia alcgria es-toe vadu d' es ..sa noite de.a.mor.A foguei-ra da Arrega ..ca, de SantaC](1n.~ do Ro-mal, do lar ..go D. Luiz . ,da Fciru, daCcuraca, fi . .

    Quantos rap?zes, quan-lOSJ que por la andaram,3.0 lembrarem-se d'essealcgre e festlvo S. J~ode Coimbra, hno de sen-tlr ca olhos orvalhadt,s delugrimas na dcce evocacaode algum beijo r ur eado,n'uns rre:!1cos Iabi os de mu-l!"IeT J de um a

    jura de amoretemo queuno teve maisdo que acurta v :idadas r o s as ,mas fl c ousempre clarae In rn inosano Sen cspi-rito, (;01110clara e lumi ..u o sa v tv eaiuda na suaimaginacao 0doce a 1vcre ..ce r d'essasglcnosas rna-nhas em queas cauczes semisturam noat I a v a d 0,COm 0 aromadas ft o r e s ,n'uma alegriae s to nteante,como queumhvmno a ter-r o i , docemen-te m y s tlcc,d o c em e nt ereligtoso.C01".,noffi-

    S. /""., 907.v rces-reAYNOSO.

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    8/35

    vrID~COLONIAL

    Aif~l"~S O!P!!r!'!' j"'fj T,-i't.JiifJ-j ft:n~~t~ ftf.ln; Sf1r4u"tf ii ., kn~t~ AjdiOlTIl! 'O' D'. FEj-J"t!ir'~ {chefe}~Tf'H~nU I). ~rr~i/'{j c (1.lfl'~: o. '])~ttfJ~, /omando carua a o s lrt:~~o,J da t()'IJ'f!In"j~o': (i.$S{rtz'lj(lO ( ; 1 . 0 .J.!'jI.( ~f1I~-{'g"(1'mt:n.M~m 'U,'ng~ms dCt ~il,#'ffllw d4 fer-ro a . ! : lI.f.QH.(J..ffl~di:J

    ~D"i~t11d1! do cttpj'JiJ,Q sr, Ai't.~.t RQ[ad(Z~~ :r.Ia 51.li'l. n~' II"Ud(1 . pnra, .u d:l.$fncJt'f rf

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    9/35

    & (\fOSSA TER~~ J

    .... R prtm eira comm unbao no SabugaI ~ ..

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    10/35

    JEsco la:::as)2 lo H n ton io feliciano he < rastilbo

    CmuIJle1t't} .IiJilr) 7'tri'ares fta 5rh/{1~ ,(lsi Aorttar d' Am.t!it/fl 1~1I:iz,de Yf/ueb a,pn~$rd~~~ d" dif",u((J,o diret-l(jl" (M5,(Jurd~()

    E~osiQao de mobiliario no G rande Club de Lisboa

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    11/35

    o0 Dancas e ranchos populares 0 0

    Ji nos refertmos, em urn numerc precedenre, nojamosc rancho das Routs, urn des mats celebradosda; Figueira_H o]e puol lea mcs uma ] ' : I hctogra phia re-

    prcscotando a respecuva orchestra e os pares dan-centes, C outra de Urn rancho nao meDOS farnoso deBuarcos.(I;:t,lc,r~s tlA PHOTOGJ(Atl1(',\ A. r . t _ l.f~IJ(_'KO)

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    12/35

    II iM . do . r a i d . h ip pi" p romo vld "g;m 1'od o .. ]a 1L11JST I lAQAON I I ' I ' 1 J G 1 l ' E ~A ; oom 0 coo=o do . m Ol. ..U .. ,. 01 ,,,," ,,1 '".e.speQ~D.eS, entre c .s q'llMS i1.vuHa, '*til duvfdaj nM sO p e 1 J 1 . aUD.~pci(lilial com't(:ten~a. CWllO pelo sat t aF :w~adc anthuml lGmDo er. cends de FonwV il.1 tem s~ do ~ ce 'b id a c om u "" lIa n1meap pla illiS CI- ;& de to io i C G PG l lI~ !i d o p tlr c: url lQ ~as chagam qua tld ia tla 'men te icrvD f'OEi! ts a . d h - e sO e ~ e tlo.;.uentes ~:riem Q:D ho!i de sY lnpi!.th.ia.De d . i V M C a s parlea. C I ) : t n t . ; i L m i l l . chega,r n otieias ,sQ ;b r-o ea t r . : l . b : J . l h C 3 p~paratcrioa da. O l 'g : L n t E ' O I . ' t io dH I " ' e t : a ; p e h , tendGat lorn! .w je om m h l~ 6M I I - D C a ( ! : : l I p lw le r i o f a s t a j o s brilb.:mtea: e m n o nr l l r d .o e In C : 1 )rM ! L tc s .E .to lI iI o I L 1 1 T B T BA Q A O " P O I lT 1 T G 1 J E Z A q.e I.to" ... >io., .. u . l';l= . t o o . o s . . l l l f ' l ' I I U I I 6 o . ; , 'Iu " b i,to ric aa , quO! 'p it to r . ' . .. .so'bre W I loeaJidad.es m .:l.rea& s para .. e:ta.pes:Jo, e a.proveHan.do eate lI:OV Opretexto tarll falar w .n d a l terns de P orlu ga.l, ~ om fla.l!.oje pela cid .:l.ie d e C astello B ra.n ec, puhlil::m do C iS curi(::~s d ;ad os que nC $ camm 'lllD .ica. u m d es tosses Q l lt im a d C S carr~te::.

    A cidadede Cast e 1 1 0Branco en-tro nca cerra-meoten'umaalta anrlgui-dade, comoo at t earama rra d tcno ,tanto escn-pta, comooral; mas se-ria tarcfa de-masiado Ta-boriosa paraaqui, e aln-da de reset-tados incer-tea, a v e r i-guar a suaorigem. Naonos occupe-mOS agora,mC:SrnOJ doperjodc dosromance. emque ate, se-gundo a len-da, aprovei,tada para e s - -t a b e l e ce.rumafacil ety-mologta , serena afoga-do um con-sui au pro-consul no rioPonsul quea ba.nha dolado sui, econtentemo-110S em re-mo nt n r aor ein ad o de

    D. Arfonsol- l e n r iques,de cujo rem-po se en con-tra UTI) do-cumento es-criptc qoe sereterc post-t iv a mente" C. s t e l!cB ran co , pre-cedeotcmen-te Villa Frau-ca da Car-dosa.a munici-pio da Egi-tania (hojeIdanha-a-Velha) era,na epoce -dufundaeao danossamonar-chla, rn u (tis-elmo vasto,esrendendo-se desde ilZarca \He,"p anb a . altThorn ar c ~ J c ;Cea "0 AImo ur ol. (!primeiro H'tpor rug ..ea,que conq uis-tara toda es-s.a grandearea territo-rial, cam pre-h e e d e r a ,c o m t u d o,que ella denada Ihe ser-vi ria se a n~()pcvoasse, e

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    13/35

    Ioi a'esse intuito que f 1 2 : 7 . vnrlas doncees ( l O S -templarics, sob a condicxo de E li defenderemdes Inimigos.A doacao do terrene em que se devialeva Mar mais tarde Castello Branco rQ i rea-Ijsada pOT D, Afions;o Henriques em .29 denovembrc de 1203; mas factos subsequemesmostram que 0 firn da doacac ngo Ioi preen-chide, nne tendo os templarios chegado s.e-quer a tomar a reepecnva posse. rOY estemotive D. Sancho I tomoa novamente a dear-lhes a preceptoria da Idanha-c-ame das quepertcncia ao municipio egitaniense.c-ceapecla ..lisande n'ella a Herdade da AlVilfa, Era eorncgrao-mestre do Temple D. Lope Fernandes.A J 1erdade da Aa era DO terrae deRodam, c a sua dcecac rQi feha em Irq8,aos 5 de julho, na villa da Covilba. No ou-tomno d'esse anno mcrria, P O L e n . . , D. LopeFernandes no cerco de Ciudad Real, e, poresta causa, uinda cs templarios n.;jiocmaramconta dos terrenos, des quaes se apossouFernando Sancbes.i--pormgnea, fidalgo aven-tlueim1 possuidcr de Ulna boa. eepada e mui ..tovalor, d'esses que fazia,m guerra por coetapropria ,-0qual, estabclecendo-se nas ruinasdo castro abandonado, deu prindpio a VillaFranca da Cardosa.Onze annes depots da uhimu doacnc feltaporD. Sancho aos tcmplarios, e que se lem-braram os frelres de tomar posse dos terre-nos da A-;afa, que ju cnt~o estavam nc 1"0-der de 'Fernando Sanches, o que os obrjgouuaturalmeute a cmrarem em negociacoes comolio.

    Do cent-acto celebrado Iazem mencacAJe."(;aI'Ldre Herculauo e Viterbo, do seguin-te modo:.... , o que nac (em duvida he que Fer-'Dando Sanches dcou aos templarios, sen doseu niestrc eo:\Portugal D. Gomes Ramires.metade da herdade de Villa Franca da Car-dosa, com roda a sua povoaeno, foros e di-reitoa, e metade des igrejas. que no seuterrene tinha edlficado, e edificasae parao futuro, metade de sudo Isto em sua vi-da, e Dutra metade per sua mnrte; protes-ta ndo elle que ha vendo de tOlnar eetad 0religiose, tomaria 0 da ordein do Temple,e que em todo (I case se Ihe daria sepal-tura entre os templarioa: e que nem elle,nom seus descendcntes admiulrlam em al-gum tempo ouuos rehgiosos emVilla Fran-ca da Cardosa>E", portarac, evideute que FernandoS'H~ebes foi 0 ru ndador da povoacno, e ro idepois de feita a doact!lod'ella aos temple-rios que no tempo do mestre D. PedroAlvites se lbe deu feral e se the impfiz 0nome de Castello Branco,Foi tambem depots que 08 templarios[Gram senhores unicos de Castello Brancoque esta povoacno se tornou autonoma ecapital de urna preceptorta, factcs estesbastanres para artestarem a sua importan-cia desdc c corceco. Nella se celcbraramvartos capitulcs da ordem do Temple, 0que decertc ccrepoa a nobreza e a excel-lencia que a distfnguiam.Consrderadn desde os tempos primevcsda mcnarchia Iusiraea como prai)=a de guer-

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    14/35

    ra inexpugnnvel, sustentou seropre COm 00-bslissimcs brfos a bonra da bandeira nacic-nal, e ainda meamc quando perdida a suaimportancia guerreira pela deecoberta da pol-vora sustemoo COm galharjlla a guerra daindependencia nacioual, depols do periodcdo> Fiuppe s.CILl.'!.lrW~agora 0 que Castello Branco podeotlerecer a curicsidadc dos vlsltantes.A eg re ja d a S. (S. Miguel) ficou sendoa metria em virtudc da annesagao dn fregue-aia de Santa Maria, crdenada por decreta de20 de julho de ,849

    o temple c vasto. alto, de uma so nave,com sete alteres. Tern de notavel a capellado Sanrisslmo, Feita de rices marmcres Itmuitissimo elegante. A sachrtstla, do radcsui , e u rea ~ Ia_o :;n ais am plas d o pale.Existem ac lado do altar-me r dots nichos,trabalho em pedra, que sac um primer. ten-do por isso merccido a admiracnc de SU8S ul..teaas 0 prj nci p e T ea leo in fa n e e D. [\'1one Iquando 0 enoo passadc vlsltaram CesteltoBranco. Tanto a capella do Sanrlssimc comoa aacristia ~~o ob ..a de D. Vicente, segundobi,spo (itt diocese de Castello Branco.

    Asp-edo ( J jdr,/j'm d(1 p()(() do Bupo

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    15/35

    - rd~ ::; .;a mu thar tern 11m ho rn em q ue 3 Slbleu-ta I). oatro de q t 1 0 r u . g o~U1 - .l l'l? in gi um gran do p~zar; ravo l vi o eha p e u OMm aos, en tre! .1 - lamuntar-uie, .1 nlnr d 'es sa trai-(:io sern saber com o chl)ga.r d 'um a rbml; l hebil Muom e d a as sas sin ad n,Ell. rogo.z,,"; eu di,i.-lh. quo sem duvid"GOobecitt otUI'OS cases eg tit\~::ii> de uns am ores

    lim sapo empathado, umas COLl5i:lS estranhas, 11m3I u z inha 3 . al u .m iar urn Ol ' 1UOnO velhe.Ia d l . . udo que d"co tlfj,,, de m luna ,""lhe1'-pobre san t a 1 que ella me perdoe - e a bruxa, 1~-"ol'V elldo 0 baralhc, drspunha as cunas. 0 senvultc la~" go ro uhava .ad a 3. clan dad c qut' ,-iuIIO! dopO'ligo.E S le~ e n taq uelh tal'frn uns m om en tos : d eu unspassos, resm uugou um respon se e por flr, de1 1 ) 5 1 J $ nas ilhargas, d isse-m e :

    -c uht Ha para tb' muita U'j,BO ,P ed ia-lh e p :m J . ar ran jar maneira de nao ser en -ganado, ia a pergueur-lje como essas c"rtW!l ,"i.edavam , tfue Illtro era necessario . . lJara a W I" sominha.~Ia~ de rcp-on te n porta abrin -se 8 em reu on trnm elber. E ra m agrinha. IrjgMiro1~. d ' n n 1 _ ; racndi-dos tl Ialava m ulto m exeriqueira em COU~iI~ da \"1 -z in ha !l \:, a, em enredos :. que: a b ruxa vo lvia ~1I \eram rneetiras.

    -0101 mnlher tu e . . .mig. d, Genovava doBemforumso, nao 8.s~r Pois ella que te COn te comome. couiou a mirn I.,.Ergui-ma ipressa: anrei-lha dais LostOI)S. ~;[ll.e na rua o ll1 ei p .a r a 0 coo ! o lhei as casas e llll:t-mea. tremer de a(e,gri:~. Ach1.i.a. tun 60,~GomoY!o men espauio era. grande ao o nv il-o ralarassim e 0 \'e lho che fe r espe nd ia :

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    16/35

    - Ao escutar 0 110me que a outre pronraciara,a iDdlcali~o clue dera. , .- A _ h , I 1 iDhec i~ e ss a m u l h a r - , s a b i a - a ~ g o r a d a sr il JaQUe:5de hruxa , iii por ella indegar so com e O " e i l Oa mona (Urasua diente:"l-pergunt.ei ao chMe depnlh,:l!l.- N~o seuhor . _ . J ii sahia que Q fOra.. J :1 ~a.-bia., _ E na o conheda a . tal G enuveva I A gora ca-recia du suu moradn no certo , de uamerc dil sueperta. . _ Situ que a rna. e euorme e eu n a D [raviad e. a nd ar i. \ pro cu rar to das C IS G en ovevas: , __-0I l " Ia-ri a I) sen ho r n omeu Cil~Q~J-intBlTogou la-cob na sua COi!.-mrnada form a.L .F ) (ltJ ei em ha-ra~ado. I) eon-tessei . - ~, a ssa en uem se-qu er sci f1 0rqn evi u urn !DdIC~Dn'esse simllcsT IlJ 'mc . " "-O',IEumennrmc iudi-0; 0 I. .. AgGr .r a l t . : : J . ~ a . a " l o r - a -da ceria. .. N ! l Opodia ir per-guntal o a r e i -ueeira, 11 . 30 po -di a perder tina3 mandal -a Sf-gui r iIILe .;). ,'.f!lre ac arreirar-separa oasa d aGB r . f 'J . .. .e ....f . " .Mas tinha ummeio., .-QLL,'~I- Pels D i i o'~l.,. . A i r u i - ada b'r a x a. ..Nao \ , . t . .-eru ella.aU em casa tan-to tem po , D.aDd ev itt ecn he ce r3 . morada, Raosa bia eu, polosapateiro , oudaella t1Ss iSl la~! ,ceu-me.Ul.l FfO QUE [NGROSS-A., 0 DES_\TAR 0_-\ :lIR.\JJA.. os ~'!"UCTOME~ DO eRnIE

    Nao tiu 1j;tl n en hen s ares d~rffl'a, Eta malonra.magrt :n ,l l; 'l e doenre. Eu DO men tr e jo d e s er ra lh eir c,flngiTJdo pre::;: ; .' ) , pernulIlei .lhe:1- OJ m euiua, :s~e dizer-m e onde m ora 3 ~r.O C l l [; Io V C ~ ' . 3 ., A { l ll e ll ~ qu e e ii!miga d a sua m il-D"?, ..A ccres~entei que nso 1 < 1 Ji~3 0 Carrno porque ti-nba de peg'" no trahalhu d 'ahi 3 uoucc.

    - A Geuoveva '_PIOra nao sei eo uuu-a cousa 1 E'na c ., ]~ .r l. d. A""' li" " 0 do Carva " '0 IS F!-aquo lla m uiher IOsso inL~lligelllflt juro-Jha qued eseohriria n a nr inha Ca.ril a. aleg-ria qu e m e d av a,Sabe que au Dao ~C1u n ad a d 'is so , 'ILiO uunca D)OS-tro 0 que vae c a r Or d ee tro , perern . U lf':o .~" ves. , .- E Q numere . , _ E . 0 nurnero1 t - interrogueii p res sa, CQTllinUCIu0 Jacob.- E ' 5 6 _ , _ - ' r o " o O h ' f U a m ulhn r ,A id ~" 'g < !lr,(H '" :I.u m a p ista, u rn o ptim c caminho.o fio , m en aJOjgo ~ en gr os sava. -Como~1 S6COll i 9 S3 ma ra -dar eo sr. Ja-cob Ilia sab ia

    ainda se a bru-xa ecuhecera a .vicurna.-I.,,,bel-o ...V ~e ver eo -me ..E:oiiu,-a rn-d i :l[I L l! i riadean to do meuem ba r a.r;o , es r n : -:8:3.\':1 as m ircs eiH:::CI'C,:HXml;.\'a:Vo l'l .: 'jm e p ar a'L r~ parign edi.so-l".: ~Ia.se I i i . mora e JU iP I) 0 c u iem -pol ..-Q".II 0cs -de C I L L O a co-

    " h O i ; O .-0' miuhascnber a. . , Pe-1 0 N atal naomorave. Pcisse ell andei lado l s dias ipro-cu ra d"eH a e~~un~~~_m me-Ah! is s omerava ltn rnnnella com arra-ganho.Vollei CO"-I ra rin i-a , d is sc -file que ujlo e r apossivel, e ella enl2 :0 d e r cp en te gritce:-O~ s ulror, ennu eu Dao s-ei !,.. So au!. 1 .3heuve uina eeiu . : ' i . m ala no ita t . _-A senhora esteve Id . .. DO b . "' ti 6 '? ! Y t 'j a.~m '1 l01 h o , ( 1u e eu r ll rtei-me de ba tel'. ,Elb elltao respendeu C.oIH t1 m elhcr daa n o Q a ! : d c s:- N ao estive eUI !HaS ute,'e il miaha irtnji co mo J O : ie . . t \ 1 ~ vie-ram hsstaute pingados ... Ora

    D~O ~1 ell a mo rada do ll G eo ov ev aJ _ , Levei a m a o .ao p aho ; eu eo stei-m e a hombNiraporque paredn qu e. ro e eS I3 13 \,;) 0 eo l'~~ ao e perqueacaha Vii de ter UTI.a ierrivel cenezu.-Qual~!-extlamej :to o u vil -o r al a] " a s sim ,ROOi A . l \l , \ RTlNS,

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    17/35

    No fechp do cruzeiro da egrcja csmo asarmas dos Mellcs, porqoe D. Martim deMello, biSPQ da Guarda, Io i quem mais con-corren no seculo XVIl para sc reedlficar estetemple.o castetlo, que se descobre ao longe, demuitas teguas, 1\:':0 se sabe ao cerro quandofol coastruido mas deve ret-o sido, muitcprovavelmente , durante 0 mcstradc de D.Pedro Al v ues, quando, COmo acima dlsse-mos, os remplarios se cacontraram unicos

    possuldores de todn a Herdade da AC;:llfa.o primeiro cerco de mural has tinha apenasqcatrc portas imas l~O rapido Icl 0 incre-mento da povoaeno que D. Dinla, quandoveiu (Om sua esposa D. Isabel a CasteuoBranco, em .uS,), acbou qUE: a villa estavaapenada de murathas, ordcnando 0 alarga-mento de perimetro COm a consnuccao deOU traa novas.Como este ponte e muieo elevedo, a vi.s.-ta abrange, d'elle, urn vasto quadrc de mui-

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    18/35

    too kilometres, avisrando-se em dies clarose serenos AlpedrinhaJ Penamacdr, Mon-santo, Penha Garcia, Idanha, Zibreira,Castello de Vide, Nizn, Sarzedea, Malpica,etc.o palac!o episcopal, que fica simado aonorte da cidade, e urn edificio sumptuosc,e com as diversas propriedades annCJC3S,que Ihe pertenccm, pede ccnslderar-se a me-Ihor vivonda prelarlcia do paiz. Fct estemagnifico palaeo mandado edificar por D.Nunc de Noronha, bispo da Guarda, con-forme uma inscrlpcao que esta sobre a en-trada do respect jvo parque_ A quinta e 0bosque dcvcm-se a D. Arfonso Furtado de~o[endonc;a. D. J one de Mendonca, biapoda Guarda, mandou Iaxer 0 [urdim, cbrapr'imcrosa, no gosto italian" do seculo Xv Hl ,e que se diz ser em Portugal unico no seugenero.A vlvenda episcopal ccmpne-sa do pala-

    cio , que e vastiasimo, sumptuosu e muitcbem SHU3doJ de bellissimc [ardlm ~ magni-fica hona ajardinada, a que ee chama usual-mente equinta, e maua e bosque.Urn elegante viaductc lancadu aobre aantlga rua da Corrcdcura [hoje -de Bartho-lomeu da Costa) c ia passagem do jardimpa-r 'il a quinta.De tude quan to com poe csta elega nte esumpioosa vivenda 0 jardim e 0 que mais

    prende a attencao do visirante.o palacio fo i pOT' muitos annes residen-cia cos governadores civis, e ah eneve tam-bem [unor quando, em 18071 invadiu Cas-

    Tfn'n~f f < ' "j~N:.ngt:m :rW CasJdlrJ, (mde eri_J,hu""' t~It!lr'-flPho (1 4 ~SP~~hQ~

    tello Branco comrnandando 0 exercltc frafL--cea.Alem da egreja da S e l ha a de S. Fran-ci sco, que nuda ence rra de nota vel ~ e a .cia Graca, a qual possue na capella-merurn magnifico attar de madeira com bellaobra de ta lha e uma va liosa tela sem as-signaturn, ac centro. J unto d'esia ultimaegr-eja fica 0 hospital da Misericordia, run-dado em l514 poe el-rei D. Manuet, eqL,lf lnao nprescm a ram bem nada de; eom vel.Nao he, pois1Y muito para VCT em Cas-tello Branco. diga-ae em boa vcrdade. Urnescrlptor que se occupou receoremented'eJla cbega a dtzer:...Nac ha, em Portugal t cidade corn as-pccio rna is A I ( 1 eao. Tatvea a sua p O S i < ; 1 1 0geograpbica expliquc a necessidade de cs-colher csea povoacxo para capital da Bei-ra-Baixa.Nac ha duvida, comtudo, que. 0 jardimdo Paco do Bispc, todo oruamentado deimagens de sautes eoestatuas de reis, comvastas escadarias de gtunltc, e a sua am-pia piscina e tanquea, merece ser visitadocom aneccao. Albm d'Isso a cidade temarredoeee baetautc plttcrescos, qlle offere-cern a paiaegem, agreste e rude decerto,mas Iruponente, (las terrae belrdas, eucra-vadas entre paredcs de moutanhas, pelasquaes 0 earvalho local, caracterlstico, e 0casranheiro sobem, sobcrbcs, e por ondedescern, contorcendo-se, os frescos veiosde agua pur-a e flue, cantante.

    ('CLICHES DO.!>f'uOTQCRAt'HOS "'''''ADOR~~"["'I'Or;rR'L paS~4 E. A. AIUr:VNHQ!;A)

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    19/35

    :au go [a co uerttu tu fI 6 cG u iu te e:5 ta,;;ii-o ~a viasgm oo lltln r;ipt ~e~l tis nc .!5:StHJ cctcntae. R}C1tH a 11 i : I ' I Z iun l)o 0 I H r i o C . A ' " enrreu 1'.'1 " !'tfita tm ; :llbta cc 'l.oitnba. n'um extreme ba Qual", ctoabe,capital ;:'a proetncta, S iC reccsta em arnpbttearre. (p besem barque reaU .& ou",~ ,H ! n8 pon te. pOt'entre ntifUlif_(:6taco:jj f.estiv a,,; , blrig in tlo :; :l$ e S ualIlt.~. o j st, oli~ . 0 b'.po ~. :a,,~ola GOl lgocetebrcn um ..:tic:sID(UlUt, Eepols :On recep~lh'tque B E : : seouiu , no palaciO ' co {l.o \lerno , o !3ltnbo 'r!l. lLull jfl({pp< vtsttcn 0 ~~\I eeu coloutal .eta.b.l.cl~i> no Glbse"'atorlo, 0 se lI1il1ario.l~c.l', cuja I.augur.clio asststtn, 0 bcspttal filariailia, bello .Nfle;e mooeeno e in.l.ll.~o e111ex ,ce llen tes co ni:; lfc i3"e e 'b ~H l1en icn s, e '0 (J:entro - M . J .f stttar. cube S f: reatisou um a eCiH' i iaO sctemue e

    b 3 i 1 e, a n o tre, m ob ii1 !S eg utn te (cJ \ L 1 1 1 . A excnrsa 0 a o : I U t o lD i I ' In :: i lbe. para '!; ltr a taJen~8 -I!ttentathNh, e \1 'lS ftO U be tari!)e illS f o O f : !;t'[

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    20/35

    c s - r 5 0 valor de borraeha ~ que vernact ual mente de A ngo 1a par a OJ. ille~trope 1e. para aer d j (!Iqui reexporta-na para os diversos mercados con-

    Mo emba1-VNl'.I1) caf~:Noll PtN(d~ ' _ t ; . a J U l t J ..u

    HospHa-l JJflr.Ii,~ Pro.de i..oamirr.s um id ore s, Q n. ua p orpeno de q IJi:LLW mi 1contos.

    E' e v . . .d en te , ) JQ r-tanto, que 0 perigcd e sn ppar ec eu , e (" Iueo no vo C[Uni1. . .dereno de. Lo ' : . 0 aKatanga, b el " :V lT IQo pro lOngam~. ) datinba de Am 3. es-Ulo d es ti nn do s ( om-pletar 0 impulse eco-uomico que ja seacentua.o Pr in ci pe Re alv ia it ou a go ra i1 .p en asa cidade de S. Paulode Loanoa e so dep as sa gc m. X o s eu r e-~C 5S0 d a A frica doSul e que \ " c : : r . 1 L AIl-

    go 1 a m ai s detidamente , e c r e-m os q u e 0 seu espirho D~O deixa-ni en iao de rece her uma lisongei-ra jmpressao d' e ss a v is i r a.

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    21/35

    As llilW(J$ /df'Etltldl) do f.tJ.~g d~ Vr:u.ifudf:.lt41-A (:t!'mwlUJ- at: Atgls-O 1:1", DlJar/1!" lIiJt,..,CI.m/~'(Ic(m~rn"df.n-f) a{} ChI/; Npual-Lal!plfldo I~ma !!:"iga d. nzhe-A dUJ:'(ultJ.-Nrp.1 HiP.' J!ur"ralr.l~ -Em c{ffllrllt!'1u:irt oo Skipjack

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    22/35

    the urn ol ha r rundo para .a con veneerdo que realm en re ssb ia que a am a IheI al av a n 'is eo , p o r e m ella encolheu oshom hrus m i rradcs e d l sse:- 01'3.,. Niio !:.eL .. Hn parit all,m uitas b ruxas .v . A S e 0 1 J O l" ': " \ n a o er ad'isso.. .~hi:s m e arreigsva nn carteza de quee ll a meu ti a.- P o rqueT I-d i" . ell M velho chufe.- POL s se It Libauia. que 050 viviaCOiD a so bein ba, sahia d 'eaaes d etalhes.1com o os igno-rari~ 1 1 . creada'! Oh I men-tla, .. 1 So 0 rll.zia. po r alguma C6USa .era. . I~U auciado pO T saber onde am oria c!U ivera ua ncitu om que a tiuhame s r 'q il c i l d o I . ..F alei-lhe en tdo do varias hruxas ef lng i desvia. r 0 clhar-; euava-lhe as: m nisC O o h ecidas, d izo n d o - I h e s a m p r e :- Era ahi ql1G sua ama iil~!-Nio sai, senhor, naoseid'iss-oi .. ,M as come n 'este m om erno au falava 1 1 . 1 . 1fila do Ol"feir-a eo c.rmo. vi-a estremeoer ...vagameute. i I _ U . L ihan la tam b em in di(;,l\ra U l n a .m ulher- pnra 0 Bairrn A lto ou para 0 C arm o. Seriaa mosoo:: ll? r Teria lim a R isla? t .

    jQONTINUA~O tao N.Q- '74}

    os PllANTASM.';,S. DO HOS.PIT:\L DJ! S. Jost ..trer A BR L JXA QUR N 2i..oiwrvrNHA E Ui'IJ PO-UClA .'EI:tlCl!:i RO .. ua TeNU~ FlO DA

    )'IF.;A[U.?!

    N a m rttlhii 'seguin te im erroguai acre-ad a da m oriano hosph~! , 0 enmmissario, a rir com os m eus ern .ba.raQOsacorn panhou-rne, j J o O r q u e o . s . j o ruaes d; l m j _ " j IIh 1 inarrsvam run COl$O e:~.lr.aofJm "rio suocedidn all n avespers. Pelas 11 horas da noita junuira-se muitagenre em race de S. Jose, pols desde tempo corriaa Ienda q ue fora do ho spi jn l a I : u J n vam rnarlos. 'I'i-nhsm -se euvido gem idos 0 rumores: 0 povo a rzna ra -$6 para ca'? l' os avejoos e isso dera correrias dosmunicipaes, urn tumuhc cnorm s, um psuico ..o\gora. n'essa m~l1 bal.a lrelha na sua cama olha-vn -uos cheia de. odio . e Illpio da V eiga com o seu1 0 l 1 J mais Jeres, que:) eustc susten tava, disia :- Olhe~ m ulher, isso e ;1 alm a dn SU;) :1Ina qu eaq ll i 3 1 1 0.3 -,pots aqui morreu, e quer fazel-a dizel' av e r d a d e l F a l e , a n d e l- A mi In n a o me twMS , , 1 . i l . nonsciaueia - res-mungou.c-. a Q fiz mal a ningueml. ..E ll a d .s ra~a \f a 0 risoe en ia olhando a velha coma sua touca na CilboQa mela cntva, a pcllc e.llge~thada, 0 ar r " i o .- A . just-leta.a cas liga_ra ,

    QU3 : ) 1 se e~~u no lei lo e L rn dou : .- A mim+i Eu nao liz nada, e mesmc quem came m eueu de cii. m e 113de tirar r. , ,Parscia scnhora d 'uma grande r e ]]0 { r u e diziu 6eu d e ch ofre perg un tei-I ho :- Ou~a Ii, ml.tlheniuha. 3. que casa de m ulherd o v irt ud e iil a ,s.IU ama?r .. ',o commissnrie olhou-m a espautad c; .a \'e.lb.a. I J -sou-me terri vel C desesperada:- Vamos. uiga .. , Onda eril'll-insi:ui, atirei-

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    23/35

    o olhsr da velha era. rececsn , . ! \ . su a YOl treinia.Sa hi. A ' porta 0 comr nis ss rtn ex clam ou :-Que rliaho e isso agora de bruxast. _. VOC~lam bfO l aered ita em avejO es com o estes d.d o h os pi-H l~ 'tl, ., Olhe que os raes pbamssm as eramspeuas urn ninho de ccru jas, que a ruuuicipal e-handalhou com as havonetas. I 100'1 em !__.E u a r6 rrn a do seu cosm ma ~H n.-~e;) rir.-)Ias, d iga -me sr. JatG.b J j. a rinha d-eSCOD'fj3n~~i'o'"9l-Nail .._A qu il!o era 11 m flo. rlebll. delgnde, umar ein d '' '1 .I ' an IH~ que I E ' U podia desflnr on em que me-p o di a c llr cd .n r,Q - I , . l C t inha eu de ro-~itivo-s;' 0 noma d'uma hru-xa que 1 . ' u , i . ' 1 esiremecer lij!tlir.'1nle'n r e urna velha,

    it " [ i _ S a . iudit:IjIl;~(J d 'um a m ulher de virtud e 1 [1 r n t " , ao Ba ir ro A IL - O . , . ou parao t::'- Ir m o, n h04'ltO de quaO. ])., ia do P iedade cou-sultava essas m ulheres _pa-ra captar 0 - marido.. V tleera 15(0 Y J Como podia en~:!~~l~iJ~~J~r~ros habeis

    -S im , era, ponco .. E .ainda que iopasse a re i 1 1 -ceira.: come -li,aL~ria. dassuns rda~ites com 'l \.ieu-m e, com a, chejm ria a des-cobertn do modo e do sulccude so praucarn I,) cri-mail-J\h! E rn rn as in ierro-

    ga~oos (IUO ( . a 1 . ia a illi I Imesm o u a peaar do tudod ec id i jo g-a r a can ad a,E, com (t o sen bom 501'-rise, 0 c .:h aI ~J ac ob ex cls -men:- ".ne "4~rcomo d'umsim ples 00 so Jab r ica um acorda gross:\. e como urnveu de gaze pede ihudirurn homeml ..() velbn cn efe de policiaeontinuou a narrar ([ 0 casodo how da Ilarhaledn . F ezto d a a~nella fJr.~t:l'i~l~aon'nm rapante, de oil lOS . __1U 7 . e n tes, e m g e : . , . t o s l . r t r g C lS o < i! _ \a m~lI/j{l /f-t:l~JC. fJ!'Pf"g(li({l-lU 1i-m mullif!7'i'r{) fi)rt~ .t~ ancas " " H " J ~ a . f . "t - eu s,n ti, ~U. 0 Jaephdescoh r lr a I . ' " Q D l aquells r~p id 0 1. 0 0 :: ; v e s l i g io 5 q ue ; : : Lo utro s tar] run escapado.-1>'.'1",11. lind. ",.nll' d. '01- di,,,, . 11.-vesu-me de ga nga e m ascarrei il earn e as m i los.Ouena passar po r serralbelm e ccn scgui.n . P us-m e. j J . g3 rg.n as escsdinhas do D uque a assobiar e en-v er ed ei p ar a. a . rua d 'Ol ive ira, all C arm o. Ifi;. sab ercude a aseas iu tlda estivera na noite do crim e ousituplesmenrevoharia cOin .lI con vieeao q ue '!H"g:tlIr3uma pista ell'ad:l~!.. Os dado s enR1 vagus, _.em estremeeuuemc ... DU3S ph rases _ _ U rn enOl--me bairro, COl l1 centeuas de c.a~as., -_I\go ra carecin _si.1 ber ~ geme com quem deviacon tar. L a 56 ; uao quena gerar descoufianeas nam ulher de vinude.V i u rn aapateira .a porta d 'n ma.lojeca a d eitarum as tom bas.

    - OrA bom die J. . 0 s'!oho(' d iz-m e ond e eaqui a cnsa da m ulhsr de vii'tode?l ...Puxeu 0 f l o , olho-o-m e de esguelba e explicou deborn burner depois de me encarar, ao cab-o d'uusminutos:-Ora 11"0(1\ tim i . ' paz , a acreduar nlissol.,.01"6, e .110 no 1 5 ...P CI1 !:1 .1 IH ei.lhe se a m nlher vivia s6~rnll:;l e ellsd isse . .. .me qUI) 0:30. E~la\'a amanccbada corn um lalJose. des San tos e a i l 'ma d 'el!n sahim de casa .. ~Indieen - m e m nho palreiro a n lO l"( ilU :l ~n l"a. onder V ] , ' l.-.1;\ IIA ","poi ...- Xo semestre. __ V ivcu all i nm r~r de tem-I)"")'C o ru o Ilu } pergu n u s s c pcln S ocI ien res e Ihe d e s s e

    o s sign aes d. I). )I'l'i. da Piedade, raspoudeu d,'cpe"to.-[ ::;: :;0 n 50 do u reo ., ~fas vae Iii. mnita gente cI:L.I~l..Fui onuo bater .. porta da brnxa, d 'essa tao Ia -lada .M ar'jao u.a dn COl'lce i~ o.N a miuha Irerue pespegave-se um muHter-flo r o r -te, de aucas largas. :l. Ca.r~~borbulhenta e com umhu~ enorme j en medin-a, perguntava a Iazer-meacauhado:- A seuhera e a mulber que. r a . z In i I a -gl'es~l", '-M ilagrcs s6 D eus. Eu cfl I lO I' m im algu maeousa posse. , _ M as m ilagrest , ..

    TiJJha nma voz de hcmem, forte, rija.Emrei: a casa era urn buraco negro e eu fJqu-eino escure sem VI't' scn ifl vagam eute os {lb jectos,

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    24/35

    MI.LITAR a a li:

    o f . i 1 t:n(}".t"ga da -m~aVI4 dt' Oh~'.Q ik ~()lNlflutaOJ~~Jt) E:r:l!mplar . ( I . o ( J I iul.t'l"tJ,L .A Irlr!NUJ. tiff. SUJ/fI, :ilI~ &l;;Ifg 40 E.:t:~n:itorei.renee D 1IE;~QLiEl..)

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    25/35

    o jU1"y ,~ JO,./t'iOi CfJ"1UJifm'fJ(Jpc/as 51'S. AM/i~ NI/...1rt:5 dos Sa1lfO$, pnr5N~nle, Adriano rettes, lJ!amtel A1~g.stO " i t S i r ,Rt!is ('-(Jlian~f e J.Q{JlJlli~JHnH.,'qu~~Jeo (:/jifl: Sr. AU.'1)1utre ~'r()rKad(). como 1~"n'jf;lttlUltl' do ancun-id.afi.t'_ Um assecto do P~IJi(~ (JCCh1fl"I6df) aenJf:p aa f'flrcv:t: ~ 0 Cl,U/jrirtJI d~ l'.t:hilGfi'lo dm: fJ,'r:mW$ .~ a.: cj"ftm(tH 1!'s('1-rtlrHiJ-A paT''- f~lIli/j1.1jt1 da a.s~.1/~ICHA-D. TI1t:reJ:a l'>:el"dre LI,)~s~a ,,11t?1II mh! (I' 2,& fJr~lIIi,()

    -fiilpluu~ D~l,gatk. a ql.rt!m ~aiu tI' pt'f:lIl1Q de lut.iolljOfl41 (1.9') (CLICH~ ~H: B1U.;oEJE~

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    26/35

    li:mj)M d~ rsis, In" Phylat:- (..bnd~d~ Pmha (Jard.a-

    Mu..Jf.Udo Cairo ale a s belles e vigorosasestatuas da IV e da X fl dynasties, pas-SAndo pelcs ,multipl,Ofi; exemplares de um aeecutptura ingenua espontanea e natura-Iista, que pencncem em grande parte aopericdo nnte-pharuotricn, a butorta- daarte egypcla ruostra-noa, com uma variadae abundaute documentacao, que a escul,ptura Io i uma das suas manife$ta~e.esmais intensas.Podem reduz ir-se a tres classes as ca-tegorias de sennmentos, que onginam einspirarn a esculptura entre os egypcios.Em primeirc Iogar 0 senuroento rellglo,so e theocrat LCO_

    E o ' a elle que ae deve umapart~ cons~dera v~j de to na aane egypcla. FOl para IOLLvar

    e exaltar ca deuses quepresidium a cosmcgo-uia e t . . theologia egy-pcia q ue os escu Ipte-res do paiz des Pha-raos crearam essas va-riadas figura:!i sj-mboll-cas e moastruosas, quepovoam os temples emtodo 0 valle do Nile creccnam os seus perftssolernnea e hirtcs nosbaixos relevos. qIIe deco-ram as muralhas, as colum-nas c os Irizos.D CPOL S de n . r : - : " lalar dagrandeza , da forca e domj-sterio da sua n.codicsa,narra-nes 0esculptor eg}r_pc.o 0 poder , a gloria. osfehos des eeus soberanos,des pade.-o!10S Pbaraos, queeram quasi os eguaes dadivindade.

    Por issc uma parte cia esculptu-ra egypcia e constituida pelae esta-tuas oos re-is e -ics deusea e pelaslungas filas de baixos relevos emquo se desenrcla a historia de uuse d'ourros, intimamente lignda ecornblnada.

    Nac e eata, porem, a mais bella e a mais impres,siena n te escu 1 pi u ra des egy peres.Subcrdtnada a s esigencsas de tradlcionalismo, al-

    gernada pelus preceltos do dogsnansmc religiose,encerrada eas mutalhas Inabalavels ,10 symbolc, aesculptura religiosa e hieratica nne attinge senao emraras obras a perfcicao ptasrica e a grandeza de sen-rimcntc que deveriam constiruir 0 seu Ideal.

    A esculptura entre OS egypcios teve nma irn-pcrtancia e urn desenvolvimentc coast-deraveia. Desde as estatuetas infcrrnesflus tempos prehtsrorfcos, de q\IC be t:"10 note-vcis exeroplares no AS/iOfW law AJuumn C no

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    27/35

    138-ILLUSTRAQAO PORTUGUEZA m VOLUJIE -.:q de julho de I9Jj

    E' certc que 0nosso espirito 1110-derno nne devenem pede ju lg .. r-est a aete sem terem ccnta 0 scuideal eo sec fitn ,sem incarnar perrnornentos 0 cspi-rito da epoca ernql"le efla Ilorcsceu.F . . cnti'i-o!:sc con-aiderarmos CSS;lSestauias e eSS-eSbaixcs relevos nasua funC::~A,t)rin-ci palmente decc-rativ a , s e en carar-mOS 0 coujunctode im pressoes queelles pretendiamdespertar , subor-dluadc apenas ivibracao does-p i r i t o r e l i i o s o ,major e mais in-tensa sera a nos-sa admlracao petaarte e pel a escul-

    ptura egypcia. ,!~~~~~m~~~~~~mem-se per ve-xes nota do O J. fal-ta d e proporcoes.a irnpcrrciC;no deacabamento , a ri.gid(:~ de linhas de

    mcitas das eruus que OTlloiJl1In-tam os tempegypcios.Comtudo, r. .tas vezes, (!'Jtive occaeiaeo bservar em J\ -nac e Luxor, I : t i ita integrar 4 : : i .estatuas, pOT 1esfcrco de i l l lnacao, no seuqdro prtmitlvc.asp a r a d a s 1 ' 1 8 . . < ; F o ( : d .e pesadas It"da a r c h itc ctuque. as conti!!.cof Iocat-as r80m bra das I!"J('dec') cc iunmurOn des ptesaporticos, cereeda decoracao jlvchroma (! t tlhant.e d0.5 r~

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    28/35

    rn VOLU::o.fE- 29 de julho de 1907 ILLUSTRA

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    29/35

    [~O- ILLUSTRA

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    30/35

    eorauvo e . scmp-c pujante n'essasobras,algumas das qUiles sao tambem pe-quenas maravllhas rre eseeucao. Osartigos de t(Jil"~ C edcmo sac porVe7.0eSde um a delicadeza de ornarnen-ta~~o verdadeiramente excepctonat.No sen conjuucto as tres classes deobras da esculptura egypda, a que ra-pida e i ll perf elta mente nO S ref erlm as,ccnstituem uma documcntacao elc-quentissima da aptidt:o estraordinariado egypcio para as: aries pte sti cas. e~:ao dos mais vallosos tituloa de 00-breza da velha arte da esculptura.

    CoNDE D.i!. PENH.i\ GARCJA.

    !rr '~rr"' (J, do f( 't IJ/4IJfir A J lJ or t'NI E ..ifu.

    uniSODOS1 a sete mil:UJMS de dlstancia,u s c o- eb rc s e (1) CO~uctes.U terceirc senti-m ente, que in splroua c seu lptu ra cgypcia,Iu!0 espirito decc-rati-o e a arte doadornl}.~lanire.sta-se eHe

    an uma quantidadeImmensa de peque-1 = 1 3 5 cbras esculpidaaem m arhm , madeira,l Il ili lEH ) re s -,g r a n tt os ep ed ra s r ar as .o scntimento de-

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    31/35

    .~ LA POR FORAREVISTA DO14DE ...JULHOT ODo..C; os annes a .Fran~a COlhmemo~a a triumphaltomade de Bastilha com festas ruidcsas em que

    rode 0 francez, per mals afastada que seja aregiao em que vive, palpita na lnCSrml Iebrc de en-thusiasmc. 0 14 de jnlhu e a Iesta necienal PQTex-cellencia: eLongchampS-J 0 vastisslmo campo t.~o

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    32/35

    lIL VOLt.'' '\rB - .29 de julhe de 1907

    I heddo pelas corridas do cavalloa que ali se tea-m, e n centro onde convergem todoe os que sen-m vibrar a ahna pauiotica, porque e n'essa enor-e e :'i: te n s~ode terren e. q ue 0 prcstden re da R epu-ira passa revista a ! j rropas. Quem alguma vez te-l a assistido a essa fcsta singular ted para sempre,eaute fil).'i clho s, a im preesao graudlosa, q uasi phan -

    ILLlJSTRA

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    33/35

    camoecnatc tnrernnctonat be jla\\.'lh'tIC1tl1fs em 1nolattrra - '8 ncoa ptsta {n GIe::,a j),IH'.fl corneas ce autom L'L 'lL1 :Final de Lactes-stnate 11".$$ SUNOl !JfZie~fr'!I. Chi2m/urJ.- lffi~~ S~tlf.m. a ~'elu;edrJr~ do row~.mal(}. Ij~nm b1tc.ll ba~d

    stroke. (jIH~ficO-It cdrlJr,: - 0 celrljr~ recerusuan Erfg-~ '''' de ca1r:lifJ) - :'l:pe ri men t. a n.co.;l, pis to.

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    34/35

    ILLUSTRA

  • 5/11/2018 Ilustra o portuguesa

    35/35

    1I SERlE

    ._~ SOCECADE DE.... ._S E G U R O S M U T U O S S O B R E A V I D A_--E~S~edeSocia.~l:~~---1IRIO DE.JANEIRO

    F I L I A L E M P O R T U G A L : L a r g o d o C a m o e s , U , I . ' - L I S B O AA E q u i t a t i v a d o s E . U . d o B r a z i lJa e vaotajosamente ccnhecida em Portugal, onde ten'! tido 0 melber aco-lhlmento, Seudc puracnentc mutua, todos os seus Jucros pertencem exclusiva-men.te aos segu rados. A Di recto rt a local. resolve. so bre tcdos 0 S o assu mptos, ;n-

    elusive a . approvacao de propcsras e pagamento de sinistroa 2{ horae ap6s aapresentneao das provas de rncrte.

    CIR&OTOI=t:'p,. :JA iP"1L.ii.A.L.PRESIDE:.!TE: Conselhciro Julio Marquee de Vtthena. iJ""",,",lar do Banco

    de POf'tugal~ Par do Rei1iO, .ll1illistrc d e EstadQ lz(J!l(lr(J.~"1o,VlCE~PRESlD.ERfE; C O l 1 S e H u :! :1 T ' o D r . lYJ.A. Mcretre Junior, ministro ttl! E.~-hula iI01lO1{Jyio e le11te do, Escoia Aledica,

    DIRECTOR CONSULTOR: Conselhelro Dr. Luiz (ionzugn do. Rei. Tor-gal .ad' t)Ogl~do.DIRECTOR ~n:DICO: Dr. Heru-ique Jardim de Vilheua.GElZENTE: 111.A. de PiIlllo e Silva,Se ~urus de vi ua c o m sonela se mestral em r t l n h e Ir o , u m c a m e m a ado~tMo

    pela Equitativa. D o t a ~ ile s f ie c re a n (las ~e l a o s 1 5 a n n e s

    oNo.s 80"t.CDS de a6.,.;1 e outubpo d8 '90S,. ,ahrJI dB tS06 e a.~11

    de '907 Iu".ain conte".pladas as segui"tes Spolicesf' pcctilbetldoos scgll.PadDs as pCfipectillss imlior,:ancla,s coco"lIn.ua"do as 111'6'5-mas 8m ,,18110 vlgorf' a ,s.a.ber:;

    COM 1.000000 REttS:20 [30, J)_ A me: Iia Murq U~13 d a Costa Ban'OS, Porto - :0070, Dr, _ r 00\0 l\J aria etaCosta, Alplerca - .202g1 ~ Lino J oaquirn de Almeida Aguiar, Lisboe - 10899, J o o k joacTethada, Santarem-c- 20.3181 D, Maria ua Silva Catha::rino! Alp.iar~a-.w3.3o, Dr, Auto-nio O=~al'Almeida Retna, Figueira de Fo? - 20755, J o o . e Fernandes Rodrigues, Lisbon

    - :m8&r, Abilj(l de. Manos, ~ontt:: d.c Lima.-1061jJ M. joaquim Casimiro 1\'0 ~eCaTva] ho, Lisbca - 2 1,1391 Jose Antonio Rodrigue _ Borabarral ~ 2WJO1 J oao Carci aAuguste, Estremca-c- ~o.')OB~ o r e Francisco Enxuto juulor, Caldas da Raleha c-219.50_ [provisorioj Adelino dos Santos Cera of; espm,.at Caatanhede - :2.2l73. joaquimFau I0 Marques, A Icac;ovas- .2 T 508, Mnnoel Lopes Vnrella, Aviz.-----00)0e>---o s e r a o attendldos lodos us pedtdos de TABEL.LAS DE P REM IOS - P ROSP ECTU Se n u t r a s i n f o r r n a c t l e s q u e f o r e m d i r i g i d o s ;jFILIALOE...l J I q u i t a t i~ a d o s E . U . d o B r a z i l

    LARGO DO CAMOES. 11,l.o-L/SBOA ....Age-lite enIPa"is:: ~ Camille U"nJa,,~ 26!1Rue Vignor'