Impresso Imobilirio n66

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    D

    OPINIO

    urante a ditadura, a oposio deesquerda transformou a expe-rincia dos pases socialistas em

    referncia de democracia. A ditadu-ra do proletariado foi exaltadacomo o pice da liberdade humanae serviu como contraponto ao regi-me militar. A falcia tinha uma longahistria. Desde os anos 1930 brasi-leiros escreveram libelos em defesado sistema que libertava o homemda opresso capitalista.

    Tudo comeou com URSS, UmNovo Mundo, de Caio Prado Jnior,publicado em 1934, resultado deuma viagem de dois meses do autorpela Unio Sovitica. Resolveu escre-v-lo, segundo informa na apresen-tao, devido ao sucesso das pales-tras que teria feito em So Paulodescrevendo a viagem. poca j

    se sabia do massacre de milhes decamponeses (a coletivizao fora-da do campo, 1929-1933) e a repres-so a todos os no bolcheviques.

    Prado Jnior justificou a violn-cia, que segundo ele est nas mosdas classes mais democrticas, a co-mear pelo proletariado, que delasprecisam para destruir a sociedadeburguesa e construir a sociedadesocialista. A feroz ditadura foi as-sim retratada: O regime soviticorepresenta a mais perfeita comu-nho de governados e governantes.O autor regressou Unio Sovitica27 anos depois. Publicou seu relatocom o ttulo O Mundo doSocialismo. Logo de incio escreveuque estava convencido dessa trans-formao (socialista), e que a huma-nidade toda marcha para ela.

    Em 1960, Caio Prado no pode-ria ignorar a represso sovitica. Ainvaso da Hungria e os campos deconcentrao stalinistas estavam namemria. Mas o historiador exalta-va o que ocorre no terreno da li-berdade de expresso do pensa-mento, oral e escrito, acrescentan-do: Nada h nos pases capitalistasque mesmo de longe se comparecom o que a respeito ocorre naUnio Sovitica. E continua esca-moteando a ditadura: Os aparelhosespeciais de represso interna de-sapareceram por completo. Tem-seneles a mais total liberdade de mo-vimentos, e no h sinais de restri-es alm das ordinrias e normaisque se encontram em qualquer ou-tro lugar.

    Seguindo pelo mesmo caminho

    est Jorge Amado, Prmio Stalin daPaz de 1951. Isso mesmo: o tiranoque ordenou o massacre de milhesde soviticos dava seu nome a umprmio da paz. Antes de visitar aUnio Sovitica e publicar um livrorelatando as maravilhas do socialis-mo o que ocorreu em 1951 -, Ama-do escreveu uma laudatria biogra-fia de Lus Carlos Prestes. A UnioSovitica foi retratada da seguinteforma: Ptria dos trabalhadores domundo, ptria da cincia, da arte, dacultura, da beleza e da liberdade.Ptria da justia humana, sonho dospoetas que os operrios e os cam-poneses fizeram realidade magnfi-ca.

    A partir dos anos 1970, o foco foisaindo da Unio Sovitica e se diri-gindo a outros pases socialistas. Em

    Esquerda tinha ditaduras como modelo

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    parte devido aos diversos rachas naesquerda brasileira. Cada agrupa-mento foi escolhendo a sua refern-cia, o pas-modelo. O Partido Co-munista do Brasil (PCdoB) optoupela Albnia. O pas mais atrasado daEuropa virou a meca dos antigosmaoistas, como pode ser visto nolivro O Socialismo na Albnia, deJaime Sautchuk. O jornalista visitouo pas e no viu nenhuma represso.Apresentou um retrato rseo. Aovisitar um apartamento escolhidopelo governo, notou que no haviags de cozinha. O fogo funcionavagraas lenha ou ao carvo. Isso foiregistrado como algo absolutamen-te natural.

    O culto da personalidade de En-ver Hoxha, o tirano albans, segun-do Sautchuk, no era incentivadopelo governo. Era de forma naturalque a divinizao do lder comea-va nos jardins de infncia onde erachamado de titio Enver. As conde-naes morte de dirigentes que seopuseram ao ditador foram justifi-

    cadas por razes de Esta-do. Assim como a censu-ra imprensa.

    Com o desgaste dosmodelos sovitico, chi-ns e albans, Cuba pas-sou a ocupar o lugar.Teve papel central nesteprocesso o livro A Ilha,do jornalista FernandoMorais, que visitou o pasem 1977. Quando per-guntado sobre os presospolticos, o ditador FidelCastro respondeu quedeve haver uns 2 mil ou3 mil. Tudo isso foi ditonaturalmente e aceito pelo entre-vistador.

    Um dos piores momentos do li-vro quando Morais perguntou paraum jornalista se em Cuba existia li-berdade de imprensa. A resposta foiuma gargalhada: Claro que no. Li-berdade de imprensa apenas umeufemismo burgus. Outro jornalis-ta completou: Liberdade de im-

    prensa para atacar um governo vol-tado para o proletariado? Isso nsno temos. E nos orgulhamos muitode no ter. O silncio de Morais,para o leitor, sinal de concordn-cia. O pior que vivamos sob o ta-co da censura.

    O mais estranho que essa litera-tura era consumida como um instru-mento de combate do regime mili-

    Marco Antonio Villa

    Historiador, autor, entre outros livros,

    de Ditadura brasileira. 1964-1985.

    A democracia golpeada esquerda

    e direita (Leya).

    Fonte: O Estado de So Paulo.

    tar. Causa perplexidade como os va-lores democrticos resistiram aosgolpes do poder ( direita) e de seusopositores ( esquerda).

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    pea queridinha na criao deambientes e imprime elegncia.O conceito de espelho impor-

    tante desde que o homem pr-his-trico observou o seu prprio re-flexo na gua. Foi muito usado noperodo do Renascimento, mas al-canou patamares de luxo e sofisti-cao no sculo XVII, com a decora-

    o da gloriosa Galeria dos Espelhos,em Versalhes, na Frana.

    Hoje, eles esto em todo lugar.Indispensveis nos banheiros, tam-bm constituem cpulas para lumi-nrias, revestem paredes inteiras edecoram pequenos objetos. Quemdeseja se aventurar no mundo dosreflexos produzidos por essa peaprecisa de um bom planejamentopara criar um ambiente confort-vel.

    DECORAO

    7 dicas de como usar espelhos na decoraoVeja algumas dicas:1. Ampliao dos espaosAquela sala pequena que d uma sen-sao de aperto pode melhorar comum espelho grande em um dos la-dos. Em espaos retangulares, posi-cione o espelho na parede maior.

    2. Camuflar estruturas indesejveisSabe aquele pilarbem no meio da sala?Disfarce o problemacolando espelhos emtodos os lados da co-luna.

    3. IluminaoSe voc deseja poten-cializar a iluminao dealguns pontos, posici-one o espelho a 90graus do cho e prxi-mo a esses lugares.

    4. Combina com tudoComo um camaleo, ele se adapta adiferentes padres de cores, estam-pas e texturas. No se preocupeporque os espelhos certamente vocombinar com a decorao da suacasa.

    5. Em ambientes grandesEspelhos grandes inclinados para ocho (ngulo menor que 90 graus)

    deixam grandes ambientes maisaconchegantes. Tambm vale deco-rar com espelhos que tm divisese molduras, e alternar com algunsquadros.

    6. Acabamentos e espessurasComo no ficar confuso diante detantos modelos de espelhos ofere-cidos pelo mercado? Deixe os colo-ridos, com acabamentos e pelculas,para detalhes de mveis. Em relaos espessuras, 4 milmetros o ide-al para instalar em paredes. E 6 mil-metros, para revestir mveis e ou-tros objetos.

    7. Altura idealO espelho precisa ficar exatamenteonde voc consiga se vir sem esfor-o. Evite espelhos encostados nopiso, que podem ser danificadosdurante a limpeza da casa. Um roda-p alto entre o piso e o espelhopode ajudar. Nos banheiros, posici-one-os sobre a bancada da pia, amais de um metro do piso.

    Quanto custa?Espelho comum (acabamento lapidado) R$200,00/m

    Espelho comum (acabamento bisot) R$380,00/mEspelho com pelcula (cores fum ou bronze) - R$300,00/m

    O vidraceiro

    quer saberSe voc vai revestir uma parede

    grande, o vidraceiro dever orien-t-lo sobre as divises que devemser feitas seguindo o tamanho deespelhos existentes no mercado.Atente-se medida do seu elevadorpara que o material possa ser trans-portado com tranquilidade na horade instalaes em prdios. Eviteinstalar espelhos na frente de cai-xas eltricas e hidrulicas, eles po-dem trincar na hora da manuten-o desses equipamentos.

    Posicionar um espelho em fren-te a outro provoca uma sensaode infinito e inquietude. O resul-tado funciona em festas e eventos,mas pode ser perturbador em resi-dncias.

    Espelhos e o Feng ShuiAmantes dessa tcnica oriental,

    no posicionem espelhos em frente porta de entrada para no refletirtoda a energia boa que entraria nacasa. Uma alternativa posicionar oespelho ao lado da porta.

    Mateus Jos

    Arquiteto e consultor em ambientaes.

    passaglia.arquitetura@gmail.com

    A

    Fo

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    : B

    log

    Lid

    er

    Inte

    rio

    res

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    FALA DONA ADELAIDE

    Olha, j t de saco cheio de mandescrev preste jornal. Essa aurtima veiz! Vocis no resorve

    nada. Otras vis j falei de um montede coisa! Falei das empregada, dosmdico e dos mercado. No mudounada! T tudo a mesma m...!

    Meu neto que devogado disse que

    voceis no tem curpa, que voceis atmostra as coisa errada, mas que no voceis que pode resorv. Ele disse que os poltico. Cazzo, poltico no sabel? Manda o jornal pra casa dos polti-co! Manda eles l!

    Deixa eu fal: esse negcio de fartgua, sempre teve. Ns tinha poo emcasa e gua no fartava. Dava traba-lho, mais ns tinha. Pegava de bardee esquentava no fogo. Tomava banhode canequinha.

    Quase ningum pagava conta degua. Despois que veio a tal da Sabespe do governo, put.. que p... ! Tudo nsse danemos!

    Tem um outro neto que engenhe-ro e disse que a gua boa, tratada.S que na nossa rua ficou a tal da guatratada vazando uns dois ms e nin-gum veio consert. Quer dize quegua que vaza pros inferno ns quepaga? Num tem um desgramado praver isso?

    Outra coisa. A gasolina. O petrlho!A merd... do petrlho no nosso?

    Quando eu era mocinha, o Monte-ro Lobato disse que tinha que pegar onosso petrlho! Deu at briga com oGetlio! Co