Instalação de Esquadrias

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M A R S O N T O S H I Y O I I Z U K A IPT IPT IPT IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas M ESTRADO profissional INSTALAÇÃO DE ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO: ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO: ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO: ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO: PRÁTICA E INOVAÇÃO

Transcript of Instalação de Esquadrias

  • M A R S O N T O S H I Y O I I Z U K A

    IPTIPTIPTIPT Instituto de Pesquisas Tecnolgicas

    M E S T R A D O p r o f i s s i o n a l

    INSTALAO DE

    ESQUADRIAS DE ALUM NIO:ESQUADRIAS DE ALUM NIO:ESQUADRIAS DE ALUM NIO:ESQUADRIAS DE ALUM NIO:

    P R T I C A E I N O V A O

  • MARSON TOSHIYO IIZUKA

    Arquiteto, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie, 1988

    I N S T A L A O D E E S Q U A D R I A S D E A L U M N I O :

    P R T I C A E I N O V A O

    Trabalho Final apresentado ao

    IPT Instituto de Pesquisas Tecnolgicas do

    Estado de So Paulo,

    para a obteno do ttulo de

    MESTRE PROFISSIONAL em HABITAO

    rea de concentrao:

    Tecnologia em construo de edifcios

    Orientadora:

    Prof. Dr. VERA DA CONCEIO

    FERNANDES HACHICH

    So Paulo

    2001

  • Iizuka, Marson Toshiyo

    Instalao de esquadrias de alumnio: prtica e inovao. So Paulo, 2001.

    153 p.

    Trabalho Final (Mestrado Profissional) Instituto de Pesquisas Tecnolgicas do Estado de So Paulo S.A.. Habitao: Tecnologia em Construo de Edifcios.

    Orientadora: Dra. Vera da Conceio Fernandes Hachich

    1. Esquadria de Alumnio 2. Janelas 3.Instalao 4. Espuma de Poliuretano expansvel 5. Contramarco I. Instituto de Pesquisas Tecnolgicas do Estado de So Paulo S.A. II. Ttulo

    CDU 69:693.9(043.3)

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    Aos meus filhos, Raquel e Hugo, e,

    principalmente, minha esposa, Silvana

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    iii

    AGRADECIMENTOS

    Este trabalho fruto do conhecimento adquirido em mais de dez anos de

    experincia profissional, tempo em que tive contato com diversos profissionais de

    diversas especialidades da indstria da construo civil, aos quais gostaria de

    agradecer.

    Agradeo minha orientadora, Profa. Dra. Vera Fernandes, por ter me

    adotado e incentivado a desenvolver este tema, com dedicao e pacincia me

    guiou de forma precisa quando, no incio, o raciocnio em deriva se perdia na nvoa

    de informaes coletadas.

    Principalmente, a todos os colegas e amigos da YKK do Brasil, expresso aqui

    minha sincera gratido pelo apoio sempre presente e pela colaborao que de

    alguma forma est representada nas pginas seguintes, particularmente, ao Sr.

    Jorge Sato que possibilitou que desenvolvesse este trabalho concomitantemente s

    minhas atividades profissionais.

    Aos amigos da YKK Corporation (no Japo), em especial o Sr. Kinji Ishida,

    jamais encontrarei as palavras que possam expressar meus sentimentos, pela

    compreenso, a profunda pacincia, o tempo dedicado e mais do que tudo, a

    confiana a mim depositada ao transmitir todos os ensinamentos que hoje utilizo

    nesta especialidade profissional.

    Aos profissionais do IPT e L. A. Falco Bauer, devo meus agradecimentos

    pela colaborao no desenvolvimento dos ensaios.

    Agradeo aos meus pais, Hideyo e Junco Iizuka pela formao proporcionada

    e aos meus sogros, Orlando e Janina Vitorelo pelo carinho e disposio em cuidar

    de meus filhos nas inmeras vezes que ausentei para desenvolver esta dissertao.

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    minha esposa, Silvana D. V. Iizuka, s poderei ser eternamente grato pela

    pacincia e coragem de me aturar, ser me duas vezes, desenvolver sua prpria

    dissertao de mestrado e ainda conseguir ler meu trabalho e jamais me deixar

    desanimar pelo seu desenvolvimento.

    Aos meus filhos, Raquel e Hugo, agradeo por abdicar das batalhas e

    corridas cedendo o computador para que pudesse desenvolver a dissertao.

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    SUMRIO

    RELAO DE FIGURAS.......................................................................................... IX

    RELAO DE PROCEDIMENTOS DE INSTALAO DE ESQUADRIAS............. XI

    RELAO DE TABELAS....................................................................................... XIII

    1. INTRODUO.....................................................................................................1

    1.1 OBJETIVO DO TRABALHO.......................................................................................................1

    1.2 ORGANIZAO DO TRABALHO..............................................................................................2

    1.3 MATERIAIS UTILIZADOS NAS ESQUADRIAS ........................................................................2

    2. HISTRICO DA INSTALAO DE ESQUADRIAS............................................6

    2.1 INTRODUO ............................................................................................................................6

    2.2 A EVOLUO DO CONTRAMARCO........................................................................................7

    2.3 ALTERNATIVAS PARA INSTALAO DE ESQUADRIAS .....................................................9

    2.4 A ESQUADRIA PADRONIZADA..............................................................................................10

    2.5 O CONTRAMARCO DE CONCRETO PR-MOLDADO .........................................................11

    2.6 OUTRAS FORMAS DE INSTALAO....................................................................................12

    3. PRTICA DA INSTALAO DE ESQUADRIAS..............................................14

    3.1 POSIO E LOCAO DA ESQUADRIA ..............................................................................14

    3.2 DEFINIO DA DIMENSO DO VO DA ESQUADRIA........................................................17

    3.3 VIDRO E ESQUADRIA.............................................................................................................19

    3.4 ARMAZENAGEM DE ESQUADRIAS ......................................................................................24

    3.5 ARMAZENAGEM DE VIDROS.................................................................................................25

    3.6 TOLERNCIAS DIMENSIONAIS DO VIDRO ..........................................................................26

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    4. A INSTALAO TRADICIONAL ......................................................................27

    4.1 CHUMBAMENTO DA ESQUADRIA ........................................................................................27

    4.2 FOLGAS PARA O CHUMBAMENTO ......................................................................................31

    5. LISTA DE VERIFICAO PARA INSTALAO DA ESQUADRIA .................33

    5.1 ETAPAS DA INSTALAO DE ESQUADRIA ........................................................................33

    5.2 MEDIO DE VO...................................................................................................................34

    5.3 CHUMBAMENTO DO CONTRAMARCO.................................................................................34

    5.4 INSTALAO DA ESQUADRIA..............................................................................................35

    5.5 INSTALAO DE VIDROS......................................................................................................35

    5.6 REVISO FINAL.......................................................................................................................35

    5.7 PROCEDIMENTO PARA INSTALAO COM GRAPAS .......................................................37

    5.8 PROCEDIMENTO PARA INSTALAO COM CONTRAMARCO .........................................50

    6. DESEMPENHO DE ESQUADRIAS...................................................................63

    6.1 INTRODUO ..........................................................................................................................63

    6.2 AS CINCO REGIES DO BRASIL ..........................................................................................64

    6.3 CLASSIFICAO DA ESQUADRIA CONFORME A ARQUITETURA...................................64

    6.4 PERMEABILIDADE AO AR .....................................................................................................66

    6.5 CARGA DE VENTO..................................................................................................................67

    6.6 ESTANQUEIDADE GUA....................................................................................................70

    6.7 ATENUAO SONORA...........................................................................................................72

    6.8 ESFOROS DEVIDO AO USO ................................................................................................74

    7. MANIFESTAES PATOLGICAS DA ESQUADRIA ....................................76

    7.1 INTRODUO ..........................................................................................................................76

    7.2 INFILTRAO DE GUA ........................................................................................................80

    7.2.1 INFILTRAO DE GUA PELOS CANTOS INFERIORES DA ESQUADRIA.......................80

    7.2.2 INFILTRAO DE GUA PELO PERMETRO DA ESQUADRIA..........................................81

    7.2.3 INFILTRAO DE GUA PELO PEITORIL............................................................................82

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    7.2.4 INFILTRAO DE GUA PELA SOLEIRA DE PORTA-BALCO ........................................82

    7.3 FALHAS NO PRODUTO ..........................................................................................................84

    7.3.1 FALHA DE CHUMBAMENTO ..................................................................................................84

    7.3.2 EMPENAMENTO DOS PERFIS ...............................................................................................85

    7.3.3 ARREMATES COM CANTOS DESENCONTRADOS .............................................................86

    7.3.4 DESPRENDIMENTO DOS CANTOS DAS GAXETAS DOS VIDROS ....................................86

    7.3.5 FALHAS DE DRENO.................................................................................................................87

    7.3.6 MANCHAS E INCRUSTAES NO VIDRO............................................................................87

    7.3.7 TRINCAS NO VIDRO................................................................................................................87

    7.4 FALHAS NA ALVENARIA........................................................................................................88

    7.4.1 TRINCAS NOS VRTICES DOS VOS DE JANELA E PORTA............................................88

    8 INOVAO NA INSTALAO DA ESQUADRIA.............................................90

    8.1 ABOLINDO O CONTRAMARCO .............................................................................................90

    8.2 ALVENARIA DE MELHOR QUALIDADE ................................................................................91

    8.3 SISTEMA INOVADOR DE INSTALAO DE ESQUADRIAS ................................................92

    8.3.1 A ESQUADRIA PARA INSTALAO COM ESPUMA DE POLIURETANO EXPANSVEL..93

    8.3.2 GABARITOS PARA EXECUO DO VO.............................................................................94

    8.3.3 TIPO DE GABARITO................................................................................................................95

    8.3.4 DIMENSIONAMENTO DO GABARITO....................................................................................96

    8.3.5 REQUADRAO......................................................................................................................98

    8.3.6 TOLERNCIA DIMENSIONAL...............................................................................................100

    8.3.7 ANCORAGEM MECNICA....................................................................................................100

    8.3.8 VEDAO COM A ESPUMA DE POLIURETANO EXPANSVEL........................................101

    8.3.9 CARACTERSTICAS DA ESPUMA DE POLIURETANO EXPANSVEL..............................101

    8.3.10 CUIDADOS NO MANUSEIO DA ESPUMA DE POLIURETANO EXPANSVEL..............102

    8.3.11 CONSUMO DA ESPUMA DE POLIURETANO EXPANSVEL .........................................103

    8.3.12 MTODO DE APLICAO DA ESPUMA DE POLIURETANO........................................103

    8.3.13 ARREMATE........................................................................................................................105

    8.4 PROCEDIMENTO PARA INSTALAO COM ESPUMA DE POLIURETANO....................106

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    8.5 DETALHES DE INSTALAO COM ESPUMA DE POLIURETANO...................................119

    8.6 CONSERVAO DA ESQUADRIA INSTALADA COM ESPUMA DE POLIURETANO......120

    8.6.1 INTRODUO ........................................................................................................................120

    8.6.2 DESGASTE DAS PARTES MVEIS .....................................................................................120

    8.6.3 ENVELHECIMENTO DE VEDAES ...................................................................................121

    8.6.4 SISTEMAS DE SEGURANA E FIXAO ...........................................................................121

    8.6.5 LIMPEZA PERIDICA............................................................................................................122

    8.7 MANIFESTAES PATOLGICAS DA INSTALAO DA ESQUADRIA COM ESPUMA DE POLIURETANO ...................................................................................................................................124

    8.7.1 INTRODUO ........................................................................................................................124

    8.7.2 INFILTRAO POR FALHA DE APLICAO DE ESPUMA...............................................124

    8.7.3 EMPENAMENTO DE MARCO POR EXCESSO DE ESPUMA .............................................125

    8.8 AVALIAO DA ESPUMA DE POLIURETANO PARA INSTALAO DE ESQUADRIAS126

    9 COMENTRIOS FINAIS..................................................................................128

    9.1 INOVAES TECNOLGICAS NA CONSTRUO CIVIL .................................................128

    9.2 AVALIAO DE INOVAO TECNOLGICA.....................................................................128

    9.3 CONCLUSES E SUGESTES PARA CONTINUIDADE DOS TRABALHOS ...................129

    ANEXOS: PROJETOS DE ESQUADRIAS

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

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    RELAO DE FIGURAS

    FIGURA 1 CONTRAMARCO (DCADA DE 60) ...................................................... 7

    FIGURA 2 CONTRAMARCO (DCADA DE 70) ...................................................... 7

    FIGURA 3 SURGE O CONTRAMARCO DE ALUMNIO .......................................... 8

    FIGURA 4 CONTRAMARCOS DE ALUMNIO ......................................................... 8

    FIGURA 5 MARCO (DCADA DE 80) ...................................................................... 9

    FIGURA 6 A ESQUADRIA PADRONIZADA ............................................................ 10

    FIGURA 7 O CONTRAMARCO DE CONCRETO ..................................................... 11

    FIGURA 8 A ESQUADRIA PARA CONSTRUO EM MADEIRA .......................... 12

    FIGURA 9 A ESQUADRIA CHUMBADA NO CONCRETO PR-FABRICADO ...... 13

    FIGURA 10 OS TRS EIXOS ..................................................................................... 14

    FIGURA 11 PRUMADA, NVEL E TALISCA .............................................................. 14

    FIGURA 12 OS ALINHAMENTOS .............................................................................. 16

    FIGURA 13 A LARGURA DA ESQUADRIA ............................................................... 17

    FIGURA 14 VERIFICAR A COLOCAO DO ARREMATE ...................................... 17

    FIGURA 15 A ALTURA DA ESQUADRIA .................................................................. 18

    FIGURA 16 REBAIXOS .............................................................................................. 20

    FIGURA 17 GAXETA EM U .................................................................................... 21

    FIGURA 18 GAXETA CUNHA ................................................................................ 21

    FIGURA 19 CALOS DE BORDA .............................................................................. 22

    FIGURA 20 ESQUEMA DE POSICIONAMENTO DE CALO DE VIDRO ................ 24

    FIGURA 21 O POSICIONAMENTO DA ESQUADRIA ............................................... 27

    FIGURA 22 O ESPAAMENTO DAS GRAPAS ........................................................ 28

    FIGURA 23 A SEQUNCIA DE INSTALAO DA ESQUADRIA ............................ 29

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    FIGURA 24 TIPOS DE CONTRAMARCOS ................................................................ 31

    FIGURA 25 FOLGAS PARA CHUMBAMENTO ......................................................... 31

    FIGURA 26 ISOPLETA DE VELOCIDADE BSICA DE VENTOS ............................ 64

    FIGURA 27 PERMEABILIDADE AO AR .................................................................... 66

    FIGURA 28 EXEMPLO DE CLCULO DE JUNTAS ABERTAS ............................... 67

    FIGURA 29 CARGAS DE VENTO .............................................................................. 67

    FIGURA 30 DEFLEXO ............................................................................................. 68

    FIGURA 31 ESTANQUEIDADE GUA ................................................................... 70

    FIGURA 32 ATENUAO ACSTICA ...................................................................... 72

    FIGURA 33 ESFOROS DEVIDO AO USO ............................................................... 74 75

    FIGURA 34 A SOLEIRA DE PORTA BALCO ......................................................... 83

    FIGURA 35 FALHA DE CHUMBAMENTO ................................................................. 84

    FIGURA 36 CANTO DE GAXETA .............................................................................. 86

    FIGURA 37 TRINCAS NOS VRTICES DO VO DA ESQUADRIA ......................... 89

    FIGURA 38 PERFIL PARA INSTALAO COM ESPUMA ....................................... 94

    FIGURA 39 GABARITO PARA EXECUO DA REQUADRAO ......................... 95

    FIGURA 40 DIMENSIONAMENTO DO GABARITO .................................................. 97

    FIGURA 41 APLICAO DE ESPUMA DE POLIURETANO .................................... 104

    FIGURA 42 DETALHES DA INSTALAO COM ESPUMA DE POLIURETANO .... 119

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    RELAO DE PROCEDIMENTOS DE INSTALAO DE ESQUADRIAS

    INSTALAO COM GRAPAS

    MEDIO DE VO (PARA FABRICAO) .............................................................. 38

    MEDIO E VO (PADRONIZADAS) ....................................................................... 40

    CHUMBAMENTO DA ESQUADRIA ........................................................................... 41

    INSTALAO DE VIDROS (GAXETA TIPO U) ...................................................... 43

    INSTALAO DE VIDROS (GAXETA CUNHA) ..................................................... 44

    INSTALAO DE VIDROS (MASSA DE VIDRACEIRO) ........................................... 46

    REVISO FINAL ......................................................................................................... 47

    INSTALAO COM CONTRAMARCO

    MEDIO DE VO ..................................................................................................... 51

    CHUMBAMENTO DO CONTRAMARCO .................................................................... 53

    INSTALAO DE ESQUADRIAS .............................................................................. 55

    INSTALAO DE VIDROS (GAXETA TIPO U) ...................................................... 57

    INSTALAO DE VIDROS (GAXETA CUNHA) ..................................................... 58

    REVISO FINAL ......................................................................................................... 60

    INSTALAO COM ESPUMA DE POLIURETANO

    PROVIDNCIA DO GABARITO ................................................................................. 107

    REQUADRAO DE VO ......................................................................................... 109

    INSTALAO DE ESQUADRIA ................................................................................ 111

    INSTALAO DE VIDROS (GAXETA TIPO U) ..................................................... 113

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    INSTALAO DE VIDROS (GAXETA CUNHA) ..................................................... 114

    REVISO FINAL ......................................................................................................... 116

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    RELAO DE TABELAS

    TABELA 1 TOLERNCIA DIMENSIONAL DO VIDRO (LARGURA E ALTURA) ......... 26

    TABELA 2 TOLERNCIA DIMENSIONAL DO VIDRO (ESPESSURA) ........................ 26

    TABELA 3 ESQUEMA DA INSTALAO DA ESQUADRIA PADRONIZADA ............. 49

    TABELA 4 ESQUEMA DE INSTALAO DO CONTRAMARCO ................................. 62

    TABELA 5 CLASSIFICAO DA ESQUADRIA ............................................................ 65

    TABELA 6 EXIGNCIAS DE PERMEABILIDADE AO AR ............................................ 66

    TABELA 7 EXIGNCIAS DE CARGA DE VENTO ........................................................ 69

    TABELA 8 EXIGNCIAS DE ESTANQUEIDADE GUA .......................................... 71

    TABELA 9 CLASSE DE TRANSMISSO SONORA ..................................................... 73

    TABELA 10 FENMENOS DA INFILTRAO DE GUA .............................................. 79

    TABELA 11 SEQUNCIA DE EXECUO DA REQUADRAO ................................. 99

    TABELA 12 ESQUEMA DE INSTALAO COM ESPUMA DE POLIURETANO .......... 118

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    RESUMO

    Iizuka, Marson Toshiyo. Instalao de Esquadrias de Alumnio: Prtica

    e Inovao. Trabalho Final apresentado ao Instituto de Pesquisas

    Tecnolgicas do Estado de So Paulo IPT para obteno do ttulo de

    mestre Profissional em Habitao. So Paulo, 2001

    O trabalho descreve inicialmente, a tcnica praticada na instalao de

    esquadrias na construo civil brasileira, de caracterstica peculiar, devido

    utilizao de contramarco chumbado antes da esquadria como forma de

    preservao da sua integridade fsica.

    As formas de instalao que utilizam contramarcos de materiais como concreto

    e chapas de ao e os mtodos que dispensam o contramarco so expostos com a

    inteno de acompanhar a sua evoluo.

    Em seguida apresentam-se as exigncias da norma brasileira referente

    esquadria, a NBR 10821, revista em 2000.

    As principais manifestaes patolgicas que envolvem as esquadrias so

    apresentadas com o intuito de orientar os procedimentos de instalao que devem

    ser obedecidos.

    Tais prticas so detalhadas em planilhas demonstrativas nas quais

    visualizam-se as diversas etapas da instalao, de maneira didtica e direta.

    Conclui-se o trabalho com a apresentao de um mtodo inovador de

    instalao de esquadria, com a utilizao de gabaritos e da espuma de poliuretano

    em conjunto ao parafuso e bucha como meio de fixao e vedao.

    Palavras-chave: Esquadrias de alumnio; Janelas; Instalao; Espuma de poliuretano expansvel; Contramarco; Norma.

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    ABSTRACT

    Iizuka, Marson Toshiyo. Instalao de Esquadrias de Alumnio: Prtica

    e Inovao. Masters Thesis in Civil Engineereing (Dwellings), Instituto

    de Pesquisas Tecnolgicas do Estado de So Paulo IPT. So Paulo,

    2001

    The present study initially describes the technique used for the installation of

    sashes in the Brazilian civil construction. A proceeding that evidences a peculiar

    feature due to the utilization of a frame fixed before the real window frame

    (contramarco) which is anchored in wall prior to the positioning of the window frame,

    in order to preserve its physical structure.

    Methods of installation that employ contramarco made of materials such as

    concrete and steel plates, along with others that do not require them, are reported for

    the purpose of following up their development and outcome.

    Next, the requirements of the Brazilian standards are outlined, that refer to

    sashes, the NBR 10821, revised in 2000.

    The main pathological manifestations concerning sashes are reported with the

    intention of guiding the installation proceedings that must be complied with.

    The above mentioned proceedings are detailed in demonstrative charts that

    allow the visualization of various installation stage, in a didactic and direct manner.

    The study is concluded with the introduction of an innovating method of window

    frame setting using gauges and polyurethane foam, together with bolt and hole-in

    anchor, as a mean of fixation and sealing.

    Key-words: Aluminium sashies; Windows; Installation; Polyurethane Mouting Foam; Contramarco; Standard.

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    1. INTRODUO

    As esquadrias so encontradas em infinitas variedades de

    formatos e tamanhos. So fabricadas em diversos materiais

    e projetadas numa variedade surpreendente de formas.

    Dependendo de como foram fabricadas, as esquadrias tm

    um impacto significante na arquitetura que faz parte. No

    coincidncia que feita a aluso s esquadrias como os

    olhos de uma casa. So os olhos que determinam a

    aparncia, a expresso e a aura. (Lampugnani, 1995)1

    1.1 OBJETIVO DO TRABALHO

    O objetivo principal do trabalho descrever o desenvolvimento de um sistema

    de instalao de esquadrias que dispensa a utilizao do contramarco.

    O histrico das formas de instalao de esquadrias brasileiras apresentado

    inicialmente para consubstanciar a necessidade do desenvolvimento de novo

    mtodo, que apresentado na forma de um sistema envolvendo desde a definio e

    execuo de vo de alvenaria at a instalao da esquadria propriamente dita,

    demonstrando que as tcnicas utilizadas atualmente na construo civil brasileira

    permitem e anseiam o rompimento do paradigma do contramarco.

    Sendo assim, as formas de manifestaes patolgicas relacionadas s

    esquadrias instaladas pelos processos tradicionais so descritas de maneira a

    poderem ser evitadas pelo novo sistema de instalao. Da mesma forma, os

    procedimentos de instalao so detalhados demonstrando a simplificao e

    reduo de etapas e decorrente aumento de produtividade e reduo de custos

    entre os procedimentos que utilizam os sistemas tradicionais e o proposto neste

    trabalho.

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    1.2 ORGANIZAO DO TRABALHO

    Este trabalho descreve nos captulos iniciais as tcnicas atuais de instalao

    de esquadria, com um breve histrico para se compreender a evoluo dos mtodos

    utilizados.

    No captulo 6 apresentada a nova norma de esquadrias, a NBR 10821,

    revista em 2000, de forma resumida.

    No captulo 7 esto descritas as manifestaes patolgicas mais comuns que

    se relacionam com a instalao de esquadrias.

    E finalmente no captulo 8, est descrita a tcnica inovadora de instalao com

    a espuma de poliuretano expansvel. Tal tcnica exposta como um sistema

    completo de instalao de esquadrias que possibilita eliminar o contramarco e suas

    manifestaes patolgicas, ainda, aumentar a produtividade de instalao e

    postergar a necessidade do produto na obra, favorecendo o fluxo de caixa, uma vez

    que o desembolso para sua aquisio, passa a ser em etapa mais adiantada da

    construo.

    No Anexo so apresentados os projetos de esquadrias desenvolvidas pelo

    autor especificamente para a instalao com espuma de poliuretano expansvel.

    1.3 MATERIAIS UTILIZADOS NAS ESQUADRIAS

    A esquadria o fechamento do vo da alvenaria que propicia iluminao e

    acesso ao interior da edificao, sendo um complemento arquitetnico da

    construo civil.

    O bom funcionamento dos acessrios e de todo o conjunto, a qualidade e o

    desempenho em relao estanqueidade gua de chuva, permeabilidade ao ar

    e resistncia ao vento da esquadria dependem de um projeto bem resolvido e de

    uma instalao cuidadosa.

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    Para tanto, consideram-se: o projeto de arquitetura, que deve prever rebaixos e

    ombreiras que permitam o posicionamento correto no vo e o projeto da esquadria

    que deve conter detalhes tcnicos que garantam o desempenho do conjunto.

    A instalao deve ser executada de forma a manter o prumo e o nvel da

    esquadria, mantendo os alinhamentos horizontais e verticais em relao s peas

    adjacentes e no permitir que fiquem frestas na interface com a alvenaria, por

    menores que sejam, para que no ocorram infiltraes posteriores, que so uma das

    causas do surgimento de bolor no peitoril das janelas.

    Os materiais utilizados atualmente na fabricao de esquadrias so variados,

    podendo ser de madeira, perfis de ferro laminado, chapas dobradas de ao, alumnio

    ou PVC (Policloreto de vinila) 2.

    A madeira foi o primeiro material utilizado como matria prima para fabricao

    de esquadrias, pela facilidade de obteno e trabalho. Proporciona um toque

    agradvel e confortvel e se adapta s condies do clima. um bom isolante

    trmico, evitando a condensao de umidade em sua superfcie numa situao em

    que haja diferena de temperatura entre os ambientes que a esquadria separa.

    Pelas caractersticas do material, exige pintura peridica e cuidados em relao

    degradao biolgica (insetos, bactrias, fungos e etc) e fsica (intemperismo,

    produtos qumicos, poluio) para manuteno e conservao.

    O ferro laminado foi a primeira alternativa no Brasil para industrializar o

    processo produtivo da esquadria a um custo razovel, utilizando perfis de

    configuraes geomtricas simples como cantoneiras L e perfis I e T de vrias

    dimenses, soldados. Em relao madeira, facilitou projetos com maior rea de

    vidro e a sua utilizao em edifcios. A variedade restrita de perfis justificada pelo

    custo elevado da fabricao, o que acabou limitando os tipos de esquadrias.

    Neste material no se tem a preocupao em relao degradao biolgica,

    mas necessria a conservao com pintura para evitar o progresso da corroso e

    conseqente degradao do material. A grande obra arquitetnica que representa o

    seu uso o Teatro Municipal de So Paulo.

    Com a mesma caracterstica de custo e ainda a possibilidade de ser mais leve

    e permitir conformar o material na geometria conveniente ao projeto da esquadria, a

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    chapa de ao possibilita maior variedade de tipos, porm os cuidados de

    conservao so os mesmos necessrios nos perfis de ferro laminado, apesar de a

    composio da matria prima incluir outros metais como o cobre para melhorar sua

    resistncia a corroso. O Museu de Arte Moderna de So Paulo MASP, um

    exemplo de utilizao deste material.

    O alumnio mostrou-se extremamente vantajoso para a construo civil como

    matria prima para esquadrias devido a caractersticas prprias, que permitem a

    fabricao de perfis com formatos de geometria livre, favorecendo a fabricao da

    esquadria, levando em considerao as necessidades tcnicas de utilizao e

    desempenho.

    O material resistente corroso e quando submetido aos tratamentos

    superficiais, tais como a anodizao ou pintura apropriada, sua resistncia muitas

    vezes ampliada. Sendo um material leve, facilita o trabalho na obra civil.

    Inicialmente, os perfis de alumnio possuam as mesmas caractersticas dos

    perfis de ferro laminado utilizados em esquadrias.

    No Brasil, a esquadria de alumnio surgiu nos anos 60, principalmente com a

    construo de Braslia, onde foram utilizados perfis de alumnio acoplados a outros

    componentes para fixao de vidros. Surgiram as primeiras linhas de produtos com

    perfis adequados fabricao de esquadrias.

    Os principais motivos da utilizao de esquadrias de alumnio so3:

    economia: dispensa lixamento, pintura, conservao peridica;

    leveza: as ligas metlicas so resistentes e de baixo peso especfico, proporcionando que a esquadria confeccionada em alumnio seja 2,9 vezes mais

    leve que uma em ao. As esquadrias de alumnio so fceis de assentar,

    transportveis a baixo custo e aliviam a carga permanente da edificao,

    possibilitando a economia na estrutura;

    durabilidade: as esquadrias de alumnio anodizado so resistentes ao do tempo, tendo durabilidade muito prolongada. Essa propriedade particularmente

    importante em: regies litorneas, reas industriais e grandes centros urbanos, onde

    o ar atmosfrico muito agressivo;

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    esttica: possvel produzir perfis de alumnio com formas capazes de assegurar excelentes efeitos visuais.

    O PVC, um termoplstico, muito utilizado em regies de clima rigoroso,

    principalmente pela sua caracterstica de isolante trmico. As esquadrias so

    construdas utilizando-se perfis extrudados, de variedade limitada devido ao alto

    custo do ferramental, que compensado pela esttica e pelo conforto. A falta de

    resistncia mecnica do material compensada com reforos metlicos

    estrategicamente posicionados em alguns perfis.

    Uma das principais caractersticas do material o toque agradvel pela

    ausncia de arestas ou mesmo farpas pontiagudas, possveis em outros materiais e

    que podem resultar em ferimentos ao usurio.

    No final da dcada de 70, houve as primeiras experincias de utilizao de

    esquadrias de PVC no Brasil4. Mas somente em meados da dcada de 90, passou-

    se a ter oferta de maior variedade de fornecedores e produtos, inclusive com a

    preocupao de durabilidade condizentes com as realidades econmica e climtica

    deste mercado5.

    Dentre as vrias formas de instalao de esquadrias de variados materiais, a

    instalao de esquadrias de alumnio merece destaque, por ter inovado a tcnica

    construtiva para atender s necessidades de cuidados do produto com a adoo do

    contramarco como forma de garantir a execuo do vo com dimenses compatveis

    com as da esquadria propriamente dita. O mesmo conceito foi adaptado s

    esquadrias de outras matrias primas.

    A qualidade dos materiais e tcnicas construtivas tiveram um avano

    significativo devido a competitividade do mercado, a necessidade de reduo de

    custos e principalmente, a conscientizao do consumidor no direito de exigir

    produtos de melhor qualidade. Neste contexto, o contramarco da esquadria utilizado

    para gabaritar o vo, destoa com a necessidade real do consumidor. O seu custo

    deveria ser convertido em melhoria da qualidade da esquadria em si. sobre esse

    enfoque que foi desenvolvido o presente trabalho, introduzindo um sistema de

    instalao que busca a produtividade e reduo dos componentes utilizados, que

    ser apresentado a seguir.

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    2. HISTRICO DA INSTALAO DE ESQUADRIAS

    2.1 INTRODUO

    As esquadrias utilizadas na construo civil at a dcada de 50 eram

    tradicionalmente de madeira ou perfis de ferro laminado, (cantoneiras, I e Ts

    soldados), que eram chumbadas diretamente no vo. Na fase final de acabamento,

    se faziam a limpeza, o lixamento, a pintura e a instalao de vidros.

    Com a introduo das esquadrias de alumnio no final da dcada de 50, incio

    de 60, reconheceu-se a facilidade de se trabalhar o material para fabricar os

    produtos e principalmente a pouca manuteno exigida, porm, o sistema

    construtivo da poca punha em risco a integridade das esquadrias de alumnio

    durante a obra civil. O alumnio mostrou-se suscetvel aos amassamentos, riscos

    acidentais ou mesmo ao descuido que ocorriam em obra.

    A soluo foi utilizar um quadro provisrio que permitisse a instalao posterior

    da esquadria em si: o contramarco.

    At hoje, a esquadria de alumnio em edifcio residencial instalada com o uso

    de contramarcos, para suprir a deficincia da mo de obra da construo civil em

    manter a integridade dos componentes. O principal objetivo postergar a instalao

    da esquadria, evitando assim, os danos durante a obra civil, como batidas, riscos,

    respingos de argamassa e pintura.

    Suas caractersticas atuais fazem o balizamento da execuo do acabamento

    de revestimento da alvenaria atravs de suas abas, garantindo as dimenses para a

    instalao posterior da esquadria propriamente dita, alm de ter a importante funo

    de impedir a infiltrao de gua pela interface da esquadria com a alvenaria.

    Por ser invisvel aps a instalao da esquadria, o contramarco fabricado em

    perfil de alumnio sem tratamento superficial para reduzir seu custo, porm,

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    reduzindo tambm sua longevidade, ficando sujeito ao corrosiva da argamassa

    alcalina sobre o metal6.

    2.2 A EVOLUO DO CONTRAMARCO

    At chegar forma e funo atuais, o contramarco teve caractersticas7

    variadas atendendo s necessidades da obra civil.

    Na dcada de 60 o contramarco, fabricado

    em chapa de ao dobrada em formato da letra C,

    era soldado nos cantos para formar o quadro.

    Chumbado, a esquadria era parafusada pela face

    interna e arrematada tanto pela face externa

    quanto pela interna por perfis de alumnio,

    porm sua configurao no era suficiente para

    proporcionar estabilidade ao conjunto.

    Na dcada de 70, houve um grande

    avano na tcnica de instalao de esquadrias.

    O contramarco de chapa de ao sofreu uma

    pequena alterao em seu formato para permitir

    a integrao do arremate externo no prprio

    quadro do marco da esquadria, reduzindo

    assim, um processo na fase da instalao.

    Ainda, para melhorar a estabilidade da

    esquadria, a forma de fixao passou a ser por

    cima do marco, que por outro lado, criava pontos de infiltrao.

    Ainda nos anos 70, ocorreram pequenas evolues nas caractersticas do

    contramarco, at atingir um formato que reunia funes suficientes, que justificaram

    a alterao da chapa de ao para perfil extrudado de alumnio. O perfil de alumnio

    mais resistente oxidao em relao ao ao e ainda eliminou o problema de

    FIGURA 1 CONTRAMARCO

    (DCADA DE 60)

    FIGURA 2 - CONTRAMARCO (DCADA DE 70)

    LAD

    O

    EXTE

    RN

    O

    LAD

    O

    EXTE

    RN

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    corroso galvnica pelo contato entre o ferro e o alumnio. A possibilidade de

    extrudar uma conformao livre para o perfil de alumnio permitiu prever abas para

    encaixe de grapas e dimenses precisas para presso correta de encosto das

    guarnies perimetrais de vedao.

    Hoje temos dois formatos bsicos de contramarco: o com formato em Y e o

    com formato de cadeirinha; ambos permitem prever folga de medidas entre a

    esquadria e o contramarco para absorver pequenas imperfeies do chumbamento.

    Nesta utilizao, o contramarco alm de exercer o papel de gabarito de

    execuo da requadrao de vo, necessita de cuidados redobrados na execuo

    de sua instalao para no permitir falhas de chumbamento e empenamentos que

    comprometam o desempenho em relao estanqueidade gua e a qualidade de

    funcionamento da esquadria.

    FIGURA 3 SURGE O CONTRAMARCO DE ALUMNIO

    CONTRAMARCO CADEIRINHA CONTRAMARCO Y

    FIGURA 4 - CONTRAMARCOS DE ALUMNIO

    LAD

    O

    EXTE

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    O

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    A fabricao do contramarco deve respeitar os detalhes do projeto executivo da

    esquadria, verificando-se as dimenses, os ngulos e a retido dos perfis que o

    compe. As dimenses do contramarco tm relao direta com as da esquadria;

    qualquer divergncia implicar no prejuzo de qualidade quanto infiltrao de gua

    de chuva e quanto permeabilidade ao ar. Os ngulos, alm da infiltrao e

    permeabilidade, podem prejudicar a funcionalidade, assim como a retido do perfil.

    2.3 ALTERNATIVAS PARA INSTALAO DE ESQUADRIAS

    Na dcada de 80, surgiram alternativas ao contramarco. Seguindo modelos de

    tcnicas de construo civil do Japo e dos Estados Unidos, onde o chumbamento

    da esquadria feito sem a interferncia do contramarco, diretamente no marco,

    tentou-se a utilizao de filmes plsticos colados aos perfis para proteo da

    esquadria no momento do chumbamento.

    Tal tcnica no foi muito aprofundada devido ao contexto econmico do pas

    que no exigiu velocidade s obras residenciais, expondo a esquadria ao

    vandalismo e aos longos perodos de insolao, prejudicando a adesividade do filme

    plstico de proteo, dificultando a sua remoo.

    Ainda na dcada de 80, experimentou-se

    instalar a esquadria no vo acabado abraando

    a alvenaria com o marco. O marco da esquadria

    tinha largura suficiente para vencer a largura da

    alvenaria acabada. A esquadria era posicionada

    pela face externa, nivelada e aprumada. Sua

    fixao era feita parafusando-se um quadro de

    arremate pela face interna mordendo a

    alvenaria.

    A necessidade de se vencer a largura da

    alvenaria, arrematando a requadrao do vo, tornava o sistema caro, alm do

    alinhamento pela face externa da alvenaria que se mostrou vulnervel s infiltraes,

    FIGURA 5 MARCO

    (DCADA DE 80)

    LAD

    O

    EXTE

    RN

    O

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    principalmente na parte superior, que ficava em posio desfavorvel, captando toda

    gua de chuva que escorria pela fachada do edifcio.

    Outros sistemas de instalao foram criados e bem aceitos, ou pela praticidade

    do prprio produto, tornando-o acessvel pelo preo ou pela tcnica favorvel obra

    civil, como descrito abaixo.

    2.4 A ESQUADRIA PADRONIZADA

    O sistema com melhor aceitao, principalmente devido ao custo, e

    comercializado em lojas de material de construo, o das esquadrias padronizadas

    que no utilizam contramarcos e so chumbadas diretamente na alvenaria.

    As esquadrias em alumnio so vendidas

    com chapas duras encaixilhadas tanto na face

    externa como na interna para proteo no

    transporte e na instalao.

    Nestes casos, as chapas tm tambm o

    importante papel de reforo estrutural para o

    conjunto at a instalao, preservando as

    caractersticas geomtricas.

    O chumbamento da esquadria

    padronizada deve ser feito com o mesmo

    cuidado dedicado no processo do contramarco, evitando-se falhas e frestas.

    A inconveniente fresta (ver Figura 6) do rebaixo de encaixe da chapadura que

    surge em todo entorno da esquadria, tanto na face externa como na interna aps a

    retirada das chapas de proteo, prejudica sua esttica e cria pontos de acmulo de

    gua, condio propcia a infiltraes no peitoril. Assim, importante verificar se os

    encontros de perfis do marco vertical e horizontal inferior esto com vedao

    eficiente que no permita a infiltrao de gua, de chuva ou mesmo de limpeza, para

    o peitoril.

    FIGURA 6 - A ESQUADRIA PADRONIZADA

    LAD

    O

    EXTE

    RN

    O

    REBAIXO

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    As chapas de proteo s podem ser retiradas aps o trmino dos servios de

    acabamento externo de fachada, que, dependendo da tipologia de esquadria, pode

    deixar sem iluminao e muitas vezes sem ventilao natural os cmodos, exigindo

    assim, iluminao eltrica para a execuo do acabamento interno.

    Aps a retirada dos painis de proteo necessrio vedar as frestas deixadas

    pelos fitilhos de amarrao nos encontros da argamassa com os perfis dos marcos

    da esquadria.

    2.5 O CONTRAMARCO DE CONCRETO PR-MOLDADO

    Mais recentemente, no incio dos anos 90, surgiram alguns experimentos

    prticos, de iniciativa de construtoras, substituindo os contramarcos de perfis de

    alumnio por contramarcos de concreto pr-moldado. Neste sistema tm-se dois

    tipos de produtos, o contramarco monobloco onde um quadro de concreto sem

    emendas substitui a pea de alumnio, e o formado por quatro peas distintas que

    quando montadas no vo formam a moldura do vo da esquadria. Ambos pretendem

    substituir etapas da obra civil como a execuo do peitoril e requadrao do vo.

    O contramarco monobloco apresenta

    certas dificuldades prticas, inerentes matria

    prima, como o concreto que, sendo pesado,

    necessita de dois serventes para locomoo e

    instalao. Para reduzir seu peso e justificar seu

    custo, foi criado o contramarco com perfil

    esbelto resultando em excessiva ocorrncia de

    fissuras e quebras, prejudicando o desempenho

    estrutural e de estanqueidade gua do

    conjunto.

    O contramarco formado por peas distintas, quando montadas, tem peso

    semelhante ao monobloco, porm permite trabalhar as peas em separado, o que

    facilita a execuo do vo, porm resulta em excesso de juntas, prejudicando a

    FIGURA 7 - O CONTRAMARCO DE CONCRETO

    LAD

    O

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    RN

    O

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    qualidade esttica da obra, alm da necessidade da utilizao de tcnica eficiente

    de vedao destes pontos suscetveis infiltrao de gua.

    Antes da instalao da esquadria necessrio conferir o vo para verificar a

    uniformidade de dimenses.

    Em ambos os tipos de contramarco, a esquadria a mesma daquela utilizada

    com o contramarco do tipo cadeirinha de alumnio. A forma de fixao e a vedao

    da esquadria no contramarco devem ser estudadas para se evitar furaes que

    possam favorecer a infiltrao de gua.

    2.6 OUTRAS FORMAS DE INSTALAO

    Em sistemas construtivos pouco difundidos no Brasil tm-se outras formas de

    instalao de esquadrias que dispensam o uso de contramarcos.

    Como a instalao em construes de

    estrutura de madeira (2 x 4 polegadas), muito

    utilizadas nos Estados Unidos e Japo. A

    esquadria, posicionada na face externa da

    parede, pregada no prprio vigamento, antes

    do revestimento externo denominado siding, de

    perfilado de chapa de ao galvanizado, alumnio,

    madeira ou PVC, forrado com manta

    impermeabilizante e tratamento trmico e

    acstico com l de rocha ou vidro aplicados nos

    vazios entre o vigamento da estrutura.

    Internamente, o acabamento do revestimento executado sobre placas de

    gesso acartonado sendo que, a requadrao interna do vo feita de madeira no

    peitoril e painis de gesso acartonado nas ombreiras e na verga.

    Um outro mtodo construtivo que confere velocidade e preciso de execuo

    de prdios residenciais de vrios andares o que utiliza painis de concreto pr-

    FIGURA 8 - A ESQUADRIA PARA CONSTRUO EM MADEIRA

    LADO INTERNO

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    fabricado nas paredes externas. O acabamento externo e a esquadria so

    chumbados no momento da concretagem do painel. Neste sistema, a velocidade de

    execuo da obra muito rpida e dispensa o uso de balancins para o acabamento

    externo.

    A esquadria, por ser chumbada

    diretamente no painel, no manifesta as

    patologias de chumbamento em obra tais

    como, a infiltrao por falhas de

    chumbamento com argamassa e

    empenamento dos perfis do marco, pelo

    fato de este estar travado frma de

    concreto para resistir s presses de

    concretagem e principalmente, pelo fato de

    ser executado em fbrica, o que permite

    um melhor controle da qualidade de

    execuo dos servios. O lado interno do painel revestido com placas de gesso

    acartonado, escondendo as emendas dos painis, aps a sua instalao.

    A interface externa, entre a esquadria e o concreto, vedada com mstique de

    silicone ou poliuretano, evitando as fissuras pelo diferencial de coeficiente de

    dilatao trmica.

    Na Europa e Estados Unidos, tem-se exemplos de utilizao de contramarcos

    de chapas dobradas de ao com tratamento contra corroso. Este contramarco

    parafusado nos pilares da estrutura metlica da construo, sendo um pouco mais

    espesso que a alvenaria, fazendo a amarrao dos blocos no peitoril e na verga. A

    esquadria encaixada em rebaixos previstos na pea.

    FIGURA 9 - A ESQUADRIA CHUMBADA

    NO CONCRETO PR-FABRICADO LA

    DO

    EX

    TER

    NO

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    3. PRTICA DA INSTALAO DE ESQUADRIAS

    3.1 POSIO E LOCAO DA ESQUADRIA

    A instalao correta, inicia-se pela locao da abertura na posio em que ser

    instalada a esquadria.

    A locao da esquadria na elevao

    da arquitetura independe do tipo e da

    matria prima da esquadria e para o seu

    posicionamento necessrio determinar os

    trs eixos: x, y e z na alvenaria.

    A posio e a locao das trs referncias: prumada, nvel e talisca, so de

    responsabilidade da construtora, j que somente esta tem o domnio das

    interferncias de revestimento e acabamento da obra civil.

    FIGURA 10 - OS TRS EIXOS

    PRUMADA: Para determinar a posio em relao ao eixo vertical da construo (duas prumadas por vo para possibilitar a verificao, caso haja deslocamento acidental).

    NVEL: Para determinar a posio em relao ao piso acabado.

    TALISCA: Para determinar a posio em relao face acabada interna da alvenaria (mnimo de 4 por vo, conforme detalhe, ou duas mestras, uma de cada lado do vo).

    FIGURA 11 - PRUMADA, NVEL E TALISCA

    x: PRUMADA y: NVEL z: TALISCA

    x

    y

    z

    VISTA INTERNA

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    Para determinao da PRUMADA, utilizam-se arames com uma das

    extremidades fixadas no ponto mais alto da edificao e com pesos na outra para

    manter a retido em todo o seu comprimento. A extremidade inferior do arame deve

    ser fixada de forma que mantenha o prumo e o alinhamento vertical at o trmino da

    instalao de esquadrias.

    Os NVEIS devero estar marcados prximo ao vo e devem considerar o

    revestimento externo quando existirem detalhes como paginao de cermica ou

    frisos horizontais e quando no existirem detalhes na fachada que marquem a

    horizontal, deve-se considerar o piso acabado interno.

    As TALISCAS so referncias feitas com cacos de azulejo assentados com a

    mesma argamassa de revestimento da parede ou do teto e que serviro de guia

    para que a espessura mnima seja de pelo menos cinco milmetros e cobrir as

    salincias mais crticas.

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    16

    NVEL: Verificar o

    alinhamento horizontal das esquadrias.

    Atravs dos pontos de nvel indicados, em relao ao piso acabado, verificar as folgas da esquadria em relao ao vo (20~30mm de cada lado) de todos os pavimentos.

    Verificadas as cotas, determinar a dimenso H (altura) das esquadrias.

    PRUMADA: Verificar o alinhamento vertical das esquadrias. Atravs das prumadas (2 no mnimo para possibilitar a

    conferncia), verificar as folgas da esquadria em relao ao vo (20~30mm de cada lado) de todos os pavimentos.

    Verificadas as cotas, determinar a dimenso L (largura) dasesquadrias.

    ATENO! Fundo de viga pode interferir na altura.

    FIGURA 12 - OS ALINHAMENTOS

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    FIGURA 14 - VERIFICAR A COLOCAO DO ARREMATE

    3.2 DEFINIO DA DIMENSO DO VO DA ESQUADRIA

    A largura do vo da esquadria deve se basear nas prumadas que indicaro o

    alinhamento vertical do vo.

    Assim, fixadas as prumadas (pelo menos duas por vo, permitindo a

    verificao de ocorrncia de desvio no posicionamento da esquadria), verifica-se a

    menor distncia A ou B entre prumada e alvenaria.

    Menor distncia a distncia que leva em conta os desaprumos das laterais

    dos vos em cada prumada, que limitam o vo; a quebra de pontos crticos fica a

    critrio do Engenheiro responsvel pela obra.

    Ao determinar a largura do vo, deve-se verificar o distanciamento mnimo

    necessrio com paredes internas perpendiculares ao vo, para a correta instalao

    do arremate. Se necessrio, prever bonecas para adequar o distanciamento.

    A B

    Prumadas

    30mm

    BONEQUINHA PARA COMPENSAR O

    ARREMATE DE ALUMNIO.

    FIGURA 13- LARGURA DA ESQUADRIA

    LADO INTERNO

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    A altura do vo das esquadrias deve considerar o alinhamento horizontal de

    todo o conjunto a partir dos pontos de nvel em relao ao piso acabado ou, caso

    haja detalhes arquitetnicos que marquem a horizontal no revestimento da fachada,

    simplesmente o nvel de referncia, em todos os vos onde sero instaladas as

    esquadrias.

    Assim, determinados os pontos de nvel, deve-se verificar a menor distncia

    C entre o ponto de nvel e o fundo de viga, em seguida, verificar a menor distncia

    D entre o ponto de nvel e a verga das janelas ou o piso acabado nas portas.

    Menor distncia a distncia que leva em conta as ondulaes no fundo de viga ou topo de verga que limitam o vo, a quebra de pontos crticos fica critrio do

    Engenheiro responsvel pela obra.

    Definidas as cotas C e D ideais, estar definida a altura H.

    H = C + D

    Caso seja utilizado o contramarco inferior na porta, verificar a altura em relao

    ao piso interno para determinar a altura H da esquadria.

    Quando existir a necessidade de alinhamento horizontal entre esquadrias em,

    FIGURA 15 - A ALTURA DA ESQUADRIA

    JANELA PORTA

    C C

    D NVEL

    NVEL

    ~30mm

    Rejunte

    (responsabilidade da obra)

    Soleira

    Contramarco

    Manta de Impermeabilizao

    DETALHE DO CONTRAMARCO INFERIOR DA PORTA-BALCO

    D

    LAD

    O

    EXTE

    RN

    O

    LAD

    O

    EXTE

    RN

    O

    LADO INTERNO

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    19

    por exemplo, uma fachada cortina, deve-se determinar as dimenses H em

    conjunto, evitando o desalinhamento pela variedade de dimenses de altura do

    peitoril de andar para andar.

    Definidas as dimenses L e H, convenciona-se a indicao de cotas da

    seguinte forma:

    L x H

    (Largura x Altura)

    Ao determinar as dimenses das esquadrias deve-se unific-las por item de

    esquadria, evitando-se adotar variaes dimensionais resultantes da impreciso da

    execuo dos vos. A uniformidade dimensional facilitar a definio de medida, a

    aquisio de vidros, sua administrao na obra e ainda, evitar a necessidade de

    mapear vos e suas respectivas esquadrias a serem distribudas em obra.

    3.3 VIDRO E ESQUADRIA

    O desempenho da esquadria depende tambm da aplicao correta do vidro

    nos seus rebaixos. O dimensionamento, a especificao do tipo de vidro e o uso de

    calos de maneira correta colaboram na boa qualidade do conjunto.

    A norma brasileira que regulamenta o uso do vidro na construo civil a

    NBR7199 Projeto, execuo e aplicao de vidros na construo civil.

    O rebaixo8, ou o canal onde instalado o vidro, deve prever folgas e calos em

    relao ao perfil do quadro para que no ocorram tenses que possam danific-lo;

    estas dimenses, ou seja, o quanto o vidro entra no perfil, devem ser obtidas do

    fabricante de esquadrias para se determinar as dimenses de corte do vidro.

    O formato do rebaixo da esquadria varia conforme o material, o tipo e o

    conceito do produto, porm todos no devem sofrer corroso pela sua caracterstica

    ou por receberem o tratamento superficial adequado para proteg-lo da degradao.

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    FIGURA 16 REBAIXOS

    Os formatos possveis so:

    Rebaixo aberto: permite a utilizao somente de vidros finos com menos de 4mm de espessura e com dimenses

    que no ultrapassem 5m de permetro e 2m como

    comprimento maior. Para fixao e vedao do vidro

    utilizada a massa de vidraceiro.

    Rebaixo com baguetes: o rebaixo aberto fechado com baguete rgido, desmontvel para a colocao do vidro. O

    baguete pode ser do lado externo da esquadria ou

    preferencialmente, do lado interno da esquadria ou ainda,

    dos dois lados. O vidro colocado retirando-se os

    baguetes. Para fixao e vedao do vidro so utilizados

    na face oposta ao baguete, gaxetas pr-encaixadas ou

    fitas de espuma adesiva e na face do baguete, gaxetas do

    tipo cunha.

    Rebaixo em U: o rebaixo fechado tanto na face interna como na externa da esquadria sem a utilizao de

    baguetes desmontveis. Para a montagem do vidro,

    necessrio desmontar o quadro da folha da esquadria. A

    fixao e a vedao do vidro feita com gaxeta do tipo

    U.

    Os rebaixos com baguete e o rebaixo em U devem prever drenos que

    impeam o acmulo de gua no seu interior. Os drenos podero ser furos com

    dimetro de 8mm localizados nas extremidades do rebaixo inferior quando, seu

    comprimento for menor que 1m. Para comprimentos maiores, a distncia entre

    drenos no deve ser superior a 50 cm. Alm dos furos de drenos necessria a

    utilizao de calos que no permitam o contato da chapa de vidro com a esquadria,

    e este espao deve ser vedado com caixas de dreno apropriadas que garantam a

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    estanqueidade.

    Na instalao do vidro na esquadria necessria a utilizao de gaxetas, cujo

    material tenha dureza suficiente para no agredir o vidro, sejam resistentes

    exposio aos raios ultravioletas e s intempries, tenham durabilidade adequada e

    sejam compatveis com os materiais em contato, como EPDM, silicone e PVC.

    Um outro produto muito utilizado a massa de vidraceiro, normalmente, uma

    mistura de gesso e leo de linhaa. O leo de linhaa evapora com o tempo mesmo

    quando protegido da exposio ao Sol, necessitando de manutenes peridicas

    para manter a sua eficincia em relao vedao.

    Os tipos de gaxetas so:

    Gaxeta em U: em formato da letra U. A gaxeta aplicada contornando

    todo o permetro do vidro, fazendo-se

    pequenos cortes e permitir que se

    dobre nos cantos da chapa de vidro. O

    encontro das duas extremidades da

    gaxeta dever ser a nica emenda e

    sua localizao, no eixo da parte

    superior.

    Gaxeta cunha: em formato de cunha. A gaxeta utilizada em

    conjunto com outra gaxeta ou fita de

    espuma auto-adesiva com clulas

    fechadas. Nos cantos deve-se fazer

    pequenos cortes para permitir que se

    dobre nos cantos da chapa de vidro e

    como na gaxeta em U, o encontro das

    duas extremidades da gaxeta dever

    ser a nica emenda e sua localizao,

    no eixo da parte superior.

    FIGURA 17 - GAXETA EM "U"

    FIGURA 18 - GAXETA "CUNHA"

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    Os calos de borda so necessrios em esquadrias com rebaixo com baguete

    e possvel dispensar nos rebaixos em U que utilizam gaxetas tambm em U,

    quando estas forem dimensionadas para suportar o peso do vidro. Quando no for

    utilizada a gaxeta em U, ser necessrio prever a utilizao dos calos.

    O calo que receber o peso do vidro e limitar seu deslocamento dentro da

    folha da esquadria dever ser de material compatvel em dureza e durabilidade com

    os demais componentes da esquadria. Seu posicionamento deve estar em pontos

    estratgicos (conforme norma NBR 7199 Projeto, execuo e aplicaes de vidros

    na construo civil Procedimentos) que conferiro ao conjunto esquadria/vidro,

    rigidez e resistncia para o manuseio.

    Os tipos de calo de borda so:

    Calo de borda de assentamento: transmite o peso do vidro para a esquadria.

    Deve ser de material sinttico. Sua altura

    deve ser igual folga entre a chapa de vidro

    e o fundo da borda.

    Calo de borda vertical: evita o deslocamento horizontal da chapa de vidro

    dentro da folha da esquadria, principalmente

    durante sua movimentao. Sua altura deve

    ser igual folga entre a chapa de vidro e o

    fundo da borda.

    Calo lateral: mantm a espessura regular para aplicao da massa de vedao e

    transmite as solicitaes normais ao plano da chapa de vidro esquadria.

    Quando a esquadria previr a utilizao de guarnies como forma de

    vedao entre esquadria e vidro, no h necessidade de se utilizar este

    calo. Sua espessura dever ser ligeiramente menor que a folga.

    CALOS LATERAIS

    CALO DE BORDA

    VERTICAL

    CALO DE BORDA DE

    ASSENTAMENTO

    FIGURA 19 - CALOS DE BORDA

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    O comprimento do calo de assentamento pode ser calculado para determinar

    seu valor mnimo9:

    comprimento (cm) = W / (n x t x f)

    onde: W : peso total do vidro (kg)

    n : quantidade de calos (normalmente n = 2)

    t : espessura do vidro

    f : coeficiente do material (f=5 para EPDM e f=3 para PVC)

    e ainda: t < a , b/a 1 , comprimento b onde: a : largura do calo

    b : altura do calo

    O peso do vidro obtido pela frmula:

    peso do vidro (kg)= A x 2,5 x e

    onde: A = rea do vidro (m)

    e = espessura do vidro (mm)

    2,5 = peso especfico do vidro (2,5 kg/m . mm)

    Os calos de borda devem ser posicionados e fixados nas esquadrias, pelo

    fabricante, de forma que possam exercer sua principal funo: a de evitar o contato

    da esquadria com o vidro e assim, evitar a sua quebra.

    A posio do calo de borda tem relao direta com o tipo de esquadria, e o

    tipo de movimento da folha. Na figura 20, esto representadas esquematicamente as

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    posies nas esquadrias mais usuais.

    FIXO

    ABRIR

    PROJETANTE E MAXIM-AR

    TOMBAR

    CORRER

    GUILHOTINA

    CALO DE ASSENTAMENTO (70 a 90 Shore A) CALO DE BORDA VERTICAL (40 a 60 Shore A)

    3.4 ARMAZENAGEM DE ESQUADRIAS

    O armazenamento de esquadrias, independentemente do material que

    fabricado, deve ser em local limpo, seco e ventilado, protegido de respingos de

    argamassa ou tinta e queda de objetos.

    As peas podem ser armazenadas tanto na posio vertical quanto na

    horizontal, dependendo da convenincia dimensional, sendo sempre necessrio

    impedir o contato direto com o piso ou apoio irregular, utilizando calos de madeira

    estrategicamente posicionados para no amassar ou riscar os produtos.

    No empilhamento vertical ou horizontal, necessita-se tambm prever calos

    FIGURA 20 - ESQUEMA DE POSICIONAMENTO DO CALO DO VIDRO

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    intercalando as esquadrias e limitar a pilha a uma altura segura para o manuseio e

    sobretudo, para que no danifique os produtos devido ao excesso de peso.

    As esquadrias que so fornecidas com acabamento, ou em forma acabada,

    devem estar embaladas de forma adequada para proteo contra riscos at o

    momento de instalao.

    3.5 ARMAZENAGEM DE VIDROS

    Os cuidados no manuseio de vidros durante o transporte e a armazenagem

    so semelhantes aos da esquadria.

    As chapas de vidro devem ser apoiadas com uma inclinao de 6 a 8% em

    relao vertical e intercaladas por papel, feltro ou isopor como separador, em

    local ventilado e sem umidade, ao abrigo de p, por curtos perodos para evitar a

    condensao que danifica as superfcies. A quantidade de chapa deve considerar o

    peso total que o corpo de apoio e o local podem suportar, conforme NBR 7199

    Projeto, execuo e aplicaes de vidros na construo civil Procedimentos.

    As chapas de vidro devem estar identificadas com os cdigos das esquadrias

    as que se destinam, as dimenses de corte, as espessuras nominais e quando

    necessrio, a face interna ou externa para a montagem.

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    3.6 TOLERNCIAS DIMENSIONAIS DO VIDRO

    No ato do recebimento do vidro, necessrio conferir as dimenses das

    chapas e suas espessuras para verificar a conformidade em relao

    especificao.

    As dimenses de largura e altura devem ser medidas com trena metlica com

    preciso de 1mm:

    LARGURA E ALTURA

    VIDRO RECOZIDO VIDRO TEMPERADO VIDRO LAMINADO

    DIMENSES DA CHAPA

    TOLERNCIAS TIPO DE

    COLOCAO TOLERNCIAS

    DIMENSES DA CHAPA

    TOLERNCIAS

    at 2m 2 mm + 1mm at 2m 2,5 mm 2,01 a 3m 3 mm

    AUTOPORTANTE - 2 mm mais de 2m 3 mm

    mais de 3m 4 mm ENCAIXILHADO 2 mm

    A espessura deve ser medida com paqumetro com preciso de 0,05 mm em

    uma nica medio junto borda da chapa.

    TABELA 1 - TOLERNCIA DIMENSIONAL DO VIDRO (LARGURA E ALTURA)

    TABELA 2 - TOLERNCIA DIMENSIONAL DO VIDRO (ESPESSURA)

    ESPESSURA (mm)

    ESPESSURA NOMINAL

    2 3 4 5 6 8 10 12

    +0,1 +0,2 +0,1 +0,2 +0,2 +0,2 +0,3 +0,3 TOLERNCIA

    -0,2 -0,3 -0,4 -0,4 -0,4 -0,5 -0,7 -0,7

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    4. A INSTALAO TRADICIONAL

    4.1 CHUMBAMENTO DA ESQUADRIA

    A boa instalao respeitando-se o alinhamento, o prumo e o nvel, contribui na

    qualidade esttica da arquitetura e no desempenho da esquadria.

    As esquadrias podem ser chumbadas com grapas na alvenaria atravs do

    contramarco ou diretamente no marco. Sendo os procedimentos e os cuidados de

    manuseio semelhantes, deve-se respeitar as caractersticas de cada material para

    no danificar o produto.

    As referncias so: os

    fios de prumo da fachada,

    posicionando em relao

    vertical; os pontos de nvel,

    posicionando em relao ao

    piso acabado do apartamento

    e as taliscas de referncia de

    acabamento interno do

    apartamento indicando a

    espessura dos revestimentos

    de cada cmodo.

    Estas trs referncias do os trs eixos que garantiro o alinhamento entre

    esquadrias tanto na vertical (apartamentos superiores e inferiores), como na

    horizontal (esquadrias vizinhas) e em relao parede interna, mantendo a

    uniformidade de acabamento na interface da esquadria com a alvenaria.

    Na fase de chumbamento ser necessrio estar concluda e fixada a alvenaria.

    A folga no vo onde ser instalada a esquadria deve ser de, no mnimo, trs

    centmetros em cada lado. As trs referncias (talisca, prumo e nvel) devem estar

    FIGURA 21 - O POSICIONAMENTO DA ESQUADRIA

    Taliscas de referncia de revestimento interno

    Fio de prumo da fachada

    Nvel do piso acabado

    VISTA INTERNA

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    definidas, sem as quais no se executa a instalao, impedindo a concluso dos

    trabalhos de revestimento de fachada com argamassa e o acabamento final.

    Aps o posicionamento, estando a esquadria ou o contramarco suficientemente

    travado com cunhas ou estroncas (sarrafos de madeira, normalmente dois,

    amarrados na posio vertical do marco ou contramarco de forma a fix-lo no vo),

    necessrio conferir a colocao, verificando e corrigindo qualquer desvio que tenha

    ocorrido para a execuo da solda das grapas.

    As grapas so encaixadas com firmeza, sendo que a distncia entre elas deve

    ser:

    de no mximo 100 mm a partir das extremidades (distncia A da Figura 22) e;

    o espaamento entre as grapas das extremidades (distncia 2xB, conforme Figura 22) deve ser dividido em intervalos de 450 a 500 mm.

    Aps soldar as grapas, em ferros de espera de 6,35 mm (1/4) cravados nas

    verga e contraverga, realiza-se o chumbamento do contramarco.

    No processo de instalao exige-se do pedreiro ateno especial no

    chumbamento, feito com argamassa de cimento e areia cujo trao em volume de

    1:3. necessrio preencher por completo com argamassa as reentrncias

    caractersticas dos perfis que compe o quadro da esquadria ou do contramarco e o

    FIGURA 22 - O ESPAAMENTO DAS GRAPAS

    A = 100mm (distncia partir da extremidade) B = passo de 450 a 500mm

    A

    A

    A

    A

    B B

    B

    B

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    vo entre estes e a alvenaria para impedir a infiltrao de gua de chuva.

    No caso do contramarco, o preenchimento dos vazios pode provocar a

    deformao dos perfis devido fora utilizada para preencher as frestas com

    argamassa.

    Para evitar estes defeitos de instalao e manter a qualidade do contramarco,

    necessrio travar os cantos com mos-francesas, ou utilizar rguas, ou gabaritos,

    para seu reforo no ato do chumbamento. No caso de rguas, executar o

    chumbamento em duas etapas, primeiro nas verticais e em seguida nas horizontais,

    aps a remoo das estroncas.

    No processo que envolve a instalao da esquadria, tm-se vrios trabalhos a

    serem executados na mesma poro da alvenaria:

    2 POSICIONAMENTO

    DO CONTRAMARCO

    NO VO ARREMATE

    DA ESQUADRIA

    CHUMBAMENTO DO

    CONTRAMARCO E ACABAMENTO DA ALVENARIA

    PINTURA FINAL DE PAREDE

    3

    4

    5 1

    FIXAO DA ESQUADRIA NO CONTRAMARCO

    6

    VO BRUTO NA

    ALVENARIA

    FIGURA 23 - A SEQUNCIA DE INSTALAO DA ESQUADRIA

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    execuo da alvenaria (1); execuo do revestimento interno (1); execuo da argamassa de fachada (1); execuo do posicionamento do contramarco no vo (2); execuo do chumbamento do contramarco (3); execuo do revestimento interno de acabamento (3); execuo do revestimento externo de acabamento (3); execuo da instalao da esquadria (4); execuo da pintura interna (5); execuo da pintura externa (5); execuo da instalao de guarnio de alumnio da

    esquadria (6).

    Apesar da importncia da qualidade de execuo do processo de

    chumbamento, o contramarco ficou caracterizado como acessrio provisrio para a

    instalao da esquadria definitiva; sob o ponto de vista da obra civil estaria

    cumprindo seu papel imediato de gabarito de execuo de abertura de alvenaria.

    E quando no se dispensa ateno suficiente para a execuo com qualidade

    deste acessrio provisrio, tm-se as manifestaes patolgicas caractersticas da

    interface entre esquadria e alvenaria tal como a infiltrao de gua de chuva, e o

    conseqente surgimento de manchas e bolor na parede do peitoril.

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    4.2 FOLGAS PARA O CHUMBAMENTO

    O chumbamento do contramarco ou do marco da esquadria o processo do

    qual depender o bom desempenho da esquadria em relao estanqueidade

    gua e segurana estrutural. Toda superfcie do perfil deve ser preenchida com

    argamassa de areia e cimento; qualquer fresta ou falha ser ponto de infiltrao.

    Note-se que a referncia para o acabamento externo diferente nestes dois

    tipos. No contramarco CADEIRINHA a espessura de argamassa externa ser maior que a do contramarco Y, se mantido o mesmo alinhamento da parte superior do caixilho.

    O espao razovel para folga que permite aplicar a argamassa de 30mm

    entre o contramarco e a alvenaria, ou seja, o vo deve estar 60mm maior que as

    dimenses do contramarco.

    15mm

    Referncia para o acabamento externo

    Contramarco CADEIRINHA Contramarco Y

    ~ 30mm

    FIGURA 25 - FOLGA PARA CHUMBAMENTO

    FIGURA 24 - TIPOS DE CONTRAMARCOS

    LAD

    O

    EXTE

    RN

    O

    LAD

    O

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    A folga poder variar conforme a necessidade e convenincia da obra, sendo

    importante apenas manter a boa qualidade do chumbamento sem partes ocas -que

    podem ser identificadas pelo som cavo quando percutidas.

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    5. LISTA DE VERIFICAO PARA INSTALAO DA ESQUADRIA

    5.1 ETAPAS DA INSTALAO DE ESQUADRIA

    O processo de instalao de esquadria independe da matria prima com a qual

    fabricada, sua diferena ser a existncia ou no do contramarco e a forma de

    instalao do vidro, quando este j no for fornecido montado na esquadria.

    Para um bom desempenho em relao a estanqueidade gua, a

    permeabilidade ao ar, a resistncia s cargas de vento e aos esforos de uso, alm

    do dimensionamento criterioso dos componentes da esquadria e da qualidade da

    fabricao, fundamental que a instalao seja executada de forma correta

    observando-se os devidos cuidados de conservao durante e aps a obra.

    Os processos de instalao de esquadrias podem ser divididos em duas

    formas:

    - INSTALAO COM GRAPAS: para chumbamento da esquadria sem a

    utilizao do contramarco, como as em madeira, ferro, chapa de ao, PVC

    e padronizada em alumnio comercializada em lojas de materiais de

    construo;

    - INSTALAO COM CONTRAMARCO: quando a esquadria independente

    do material, instalada em contramarco previamente chumbado no vo da

    alvenaria.

    Cada processo dividido em etapas de trabalhos que podem ser distintas em:

    1. Medio de vo

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    2. Instalao de contramarco

    3. Instalao da esquadria

    4. Colocao de vidro

    5. Reviso final

    As caractersticas e os cuidados de cada etapa so:

    5.2 MEDIO DE VO

    a 1 etapa do processo. A medio do vo confirmar e determinar as

    dimenses, quantidades e os tipos de esquadrias necessrios obra.

    Em esquadrias cujas dimenses podem ser alteradas devido ao p-direito

    (como portas e janelas altas), necessrio conferir a folga em relao viga

    superior, confirmando in-loco e com o Engenheiro responsvel da obra as

    possveis variaes.

    5.3 CHUMBAMENTO DO CONTRAMARCO

    A correta execuo do chumbamento do contramarco est intimamente ligada

    ao desempenho final do produto em relao sua funcionabilidade. Quando mal

    executado pode at impossibilitar a instalao da prpria esquadria no vo atravs

    do afunilamento (quando as dimenses do vo na face externa da alvenaria ficam

    menores que as dimenses da face interna) ou empenamento (quando acorrem

    ondulaes) da requadrao, alm de influir no desempenho da estanqueidade

    gua e da permeabilidade ao vento.

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    5.4 INSTALAO DA ESQUADRIA

    A etapa de instalao de esquadria ser distinta entre o processo de instalao

    com grapas e o processo de instalao com contramarco.

    A instalao com grapas o processo em que a esquadria chumbada

    diretamente na alvenaria, sem a utilizao do contramarco. J a instalao com

    contramarco, como o prprio termo especifica, quando a instalao da esquadria

    feita no contramarco chumbado previamente na alvenaria.

    Em ambos os processos de instalao deve-se sempre verificar as condies

    gerais do produto e do vo antes do incio da atividade, atendo-se aos detalhes que

    interferem no desempenho final.

    5.5 INSTALAO DE VIDROS

    O envidraamento de esquadrias determina sua caracterstica de

    estanqueidade gua e de permeabilidade ao ar, alm de segurana, pois, a

    previso incorreta de folgas e calos pode facilitar a quebra do vidro. Portanto, a

    colocao de vidros deve ser realizada com ateno, sempre verificando sua

    preciso e cuidado no manuseio.

    O arremate perfeito dos cantos da gaxeta muito importante para que no

    ocorram infiltraes de gua e para a preservao de sua qualidade esttica.

    5.6 REVISO FINAL

    A reviso final caracteriza a entrega dos servios. O processo do aceite final

    deve ser acompanhado pelo responsvel da obra (Engenheiro da Obra).

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    Para que a reviso final acontea sem sobressaltos e atropelos, deve-se ter

    algumas formalidades e uma seqncia de trabalho, a serem respeitados.

    O ambiente e a prpria esquadria devem estar limpos para que o trabalho de

    ajuste fino no seja perdido.

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    5.7 PROCEDIMENTO PARA INSTALAO COM GRAPAS

    As esquadrias para instalao com grapas so as chumbadas no prprio marco

    com argamassa de areia e cimento, sem a utilizao de contramarco. Estas

    esquadrias podem ser fabricadas conforme as dimenses necessrias na obra,

    denominadas aqui como para fabricao, ou adquiridas em medidas pr-definidas,

    denominadas como padronizadas.

    Os procedimentos nas pginas seguintes esto divididos em etapas de

    execuo:

    1. Medio de vo (para fabricao) ou (para padronizadas);

    2. Chumbamento da esquadria;

    3. Instalao de vidros (gaxetas tipo U);

    4. Instalao de vidros (gaxetas cunha);

    5. Instalao de vidros (massa de vidraceiro) e

    6. Reviso final.

    Cada procedimento est subdividido em:

    a. Condies para execuo do servio;

    b. Ferramentas necessrias;

    c. EPI necessrio;

    d. Documentos necessrios e

    e. Procedimentos.

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    TABELA 3 ESQUEMA DE INSTALAO DA ESQUADRIA PADRONIZADA

    PREPARAR O VO EXECUTAR A PINTURA INTERNA

    1

    EXECUTAR VERGAS E CONTRAVERGAS PARA EVITAR FISSURAS NOS VRTICES DO VO E O ENCUNHAMENTO DA ALVENARIA JUNTO VIGA PARA EVITAR SOBRECARGAS NA ESQUADRIA.

    6

    EXECUTAR A PINTURA E DEMAIS ACABAMENTOS INTERNO E EXTERNO

    DETERMINAR O POSICIONAMENTO RETIRAR A EMBALAGEM

    2

    FIXAR FIOS DE PRUMADA, INDICAR OS PONTOS DE NVEL HORIZONTAL E PREPARAR TALISCAS DE REFERNCIA DO ACABAMENTO INTERNO DA ALVENARIA

    7

    RETIRAR OS PAINIS DA EMBALAGEM E VEDAR AS FRESTAS DEIXADAS NA ARGAMASSA PELOS FITILHOS E OS VRTIC