Integridade moral e espiritual elienai cabral

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  • 1. Moral e Espiritual O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje Elienai Cabral
  • 2. Moral 1 9 m e Espiritua O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje Elienai Cabral Ia edio CB4D Rio de Janeiro
  • 3. Todos os direitos reservados. Copyright 2014 para a lngua portuguesa da Casa Publicadora das Assembleias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina. Preparao dos originais:Vernica Arajo Capa: Wagner de Almeida Projeto grfico e editorao: Elisangela Santos CDD: 220 - Comentrio Bblico ISBN: 978-85-263-1026-1 As citaes bblicas foram extradas da verso Almeida Revista e Corrigida, edio de 1995, da Sociedade Bblica do Brasil, salvo indicao em contrrio. Para maiores informaes sobre livros, revistas, peridicos e os ltimos lanamentos da CPAD, visite nosso site: http://www.cpad. com.br. SAC Servio de Atendimento ao Cliente: 0800-021-7373 Casa Publicadora das Assembleias de Deus Av. Brasil, 34.401 - Bangu - Rio de Janeiro - RJ CEP 21.852-002 Ia edio: Agosto/2014 Tiragem: 30.000
  • 4. Sumrio Introduo.................................................................................9 1- Daniel, nosso Contemporneo........................... 17 2 - Firmeza de Carter ante o Desafio Babilnico.......27 3-0 Deus que Intervm na Histria..............................37 4 - Daniel Interpreta o Sonho de Nabucodonosor.......47 5 - A Providncia Divina na Fidelidade Humana.........55 6 - Deus Abomina a Soberba............................................65 7-A Queda do Imprio Babilnico.................................77 8 - Integridade em Tempos de Crise...............................89 9 - Imprios Mundiais e o Reino do Messias...............97 10-0 Prenncio do Tempo do Fim...............................115 11 - As Setenta Semanas.....................................................127 12-0 Homem Vestido de Linho................................... 137 13 - UmTipo do Futuro Anticristo.............................. 149 Apndice............................................................................. 157
  • 5. Prefcio aniel um exemplo para ns, cristos do sculo XXL ; Como jovem, mesmo em um pas distante, no se esqueceu dos princpios que nortearam seu crescimento e sua f no Deus de Israel. Por mais que tenha sido visto como um jovem aparentemente antissocial, a ponto de no comer das iguarias da mesa do rei com os demais jovens convidados, Daniel mostrou que vale a pena ser ntegro em tudo, desde a f at a forma de comer. Como homem pblico, Daniel no se furtou de fazer o que era certo e buscar a justia. Passou por diversos reis e foi um exemplo para eles. O respeito que obteve era digno de nota. Ele aconselhou um rei a que deixasse de pecar e fosse misericordioso com os pobres do reino, quando esse mesmo rei estava no auge de seu imprio. Foi um grande gestor, e destacou-se como profissional. Como homem de orao, manteve sua conduta ante s adversida- des, e no deixou de buscar ao Senhor mesmo quando orar foi tido como uma atitude criminosa em uma lei de origem suspeita e parcial. Como profeta, Daniel nos ensina que os reinos deste mundo passaro. Sua profecia inclui no apenas a prospeco, a revelao do futuro, mas uma mostra de que profetizar tambm pedir justia para os injustiados, alvio para os aflitos e arrependimento e mudana de conduta ao pecador.
  • 6. O pastor Elienai Cabral nos abenoa mais uma vez com sua lavra teolgica, brindando-nos com este livro sobre o profeta Daniel. Suas pesquisas so de fundamental importncia para que possamos entender no apenas o livro deste profeta, mas igualmente os dias em que vivemos e o que est reservado para a humanidade no futuro. O que Daniel nos mostra em seu livro (e a histria comprova com o que j se passou) uma advertncia para os nossos dias, de que Jesus est voltando e que h de cumprir tudo o que revelou aos seus santos profetas. Deus abenoe sua vida e seus estudos. Pr. Alexandre Claudino Coelho Gerente de Publicaes da CPAD
  • 7. Introduo ao estudo de Daniel l" - : aber o que acontecer amanh agua a curiosidade de todo ser humano. H um insacivel interesse de desvendar o fu- %^->''turo e os acontecimentos vindouros e, por esta razo, muitas pessoas se tornam vtimas de charlates que exploram esses assuntos e criam falsas expectativas. Descobrir o futuro sempre induz o homem na busca de prognosticadores, adivinhadores, agoureiros, mgicos e at quem consulte os mortos. Todos esses meios de adivinhao so abominados por Deus. A Bblia a revelao de Deus e da sua vontade para o homem na terra e a profecia bblica nada tem a ver com o misticismo que enganoso. A profecia, do ponto de vista bblico, a revelao da mensagem de Deus e da sua vontade aos homens atravs do profeta que se coloca entre Deus e o homem para transmisso da mensagem. Daniel um profeta contemporneo porque sua mensagem revela o plano de Deus para o povo de Israel atravs da histria com eventos j cumpridos e outros que apontam para o futuro. A relao da profecia de Daniel com a Igreja da maior importncia, porque como olhar para o relgio do tempo. A nfase e o lugar que Israel ocupa como povo de Deus, objeto direto da profecia de Daniel e de outros profetas, mostram e indicam o futuro da Igreja de Cristo.
  • 8. 10 I Integridade Moral e Espiritual No podemos espiritualizar o que literal, nem tomar o espiritual e interpret-lo literalmente. A linguagem, literal ou figurada, tem de ser interpretada de acordo com o seu contexto. O texto do livro de Daniel contm essas duas linguagens (literal e figurada) e, por isso, faremos uma interpretao acurada e responsvel com o mximo cuidado e temor do Senhor. Ao longo da histria da Igreja as profecias bblicas sempre atraram os estudiosos. A interpretao da profecia obedece a critrios hermenuticos quanto a linguagem literal ou figurada, bem como a sua relao ao contexto da profecia, envolvendo aspectos histricos, geogrficos, culturais e, acima de tudo, o alcance esca- tolgico da mensagem. Nos primrdios da Igreja de Cristo, os assuntos escatolgicos eram pouco discutidos. Assim que foram surgindo escritos de carter proftico, criou-se a dificuldade quanto interpretao literal ou figurada. Os escritos reconhecidos como inspirados do Novo Testamento sempre abordaram temas da volta de Cristo e muitos naquela poca entendiam que a segundaVinda de Cristo iniciava-se com a instalao do perodo milenar. Alguns interpretavam literalmente a profecia. Outros, a partir dos sculos 11 e III, influenciados por uma escola hertica de teologia em Alexandria, no Egito, passaram a interpretar a profecia com sentido apenas alegrico. Houve uma rejeio da igreja da poca dessa forma errnea de interpretao do sistema alexandrino. Os estudiosos entenderam que aquela escola havia subvertido a forma correta de interpretar as Escrituras, suas doutrinas e a profecia. A construo da teologia crist ainda estava em desenvolvimento naqueles primeiros sculos, por isso, a igreja teve muita dificuldade em estabelecer uma nica interpretao da escatologia bblica. Vrias escolas de interpretao surgiram e a discusso das doutrinas nos vrios conclios eclesisticos acabou por admitir que na revelao divina das Escrituras a profecia tem sua evidncia na histria e no futuro1. 1 John F.Walvoord, Profecias da Bblia, Aba Press, p.8
  • 9. In tr o d u o a o e s t u d o d e D a n ie l 11 COMO INTERPRETAR A PROFECIA EXEGTICA A interpretao dos textos profticos nas Escrituras Quando a literatura escatolgica comeou a aparecer nos trs primeiros sculos da Era Crist e analisadas para sua aceitao no cnon do Novo Testamento, os livros profticos do Antigo Testamento j haviam sido reconhecidos como inspirados pelo Esprito Santo. Os estudiosos e analistas bblicos entenderam que a questo do mtodo empregado na interpretao das Escrituras era de fundamental importncia. Ento, comeou haver diferentes mtodos de interpretao os quais produziram vrias posies e concepes escatolgicas e cada sistema de interpretao defendia seus pontos de vista de acordo com as diversas concepes adotadas. Quatro escolas bsicas se tornaram fortes na interpretao escatolgica com os defensores do pr-milenismo e o ps-milenismo e, tambm, os defensores das teorias do pr-tribulacionista e ps-tribulacionista acerca do arrebatamento da igreja. A discusso das diferenas de opinies de interpretao entre estas escolas envolve os aspectos futuros das profecias, tanto do Antigo como do Novo Testamento. Nesta discusso temos a interpretao literal e a interpretao alegrica, principalmente, acerca do reino milenar. Os pr-milenis- tas entendem que, com a igreja arrebatada, o reino milenar ter a primazia dos judeus num reino judaico terreno estabelecido pelo Messias em Jerusalm. Existe uma distinta diferena entre a profecia bblica cumprida historicamente e a tratamos como prof