INTRODUÇÃO À FILOSOFIA MORAL (cont.) · PDF fileIntrodução...

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  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    INTRODUO FILOSOFIA MORAL

    (cont.)

    28 DE FEVEREIRO E 2 DE MARO DE 2018

    (4 aula)

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    Sumrio da Aula Anterior:

    Caractersticas do raciocnio moral. Introduo Filosofia Moral. Meta-tica, tica

    Normativa e tica Aplicada. O Relativismo Cultural: definio, pontos fortes e

    fragilidades. O Argumento das Diferenas Culturais. Discusso do caso Morte na

    Arena.

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    Programa Para a Aula de Hoje:

    O Subjetivismo: definio, pontos fortes e fragilidades. O Subjetivismo Simples. O

    Argumento da Infalibilidade e o Argumento da Discordncia. O Emotivismo.

    Introduo tica Religiosa. A Teoria do Comando Divino e a Teoria da Lei Natural.

    Definies e problemas. Aspetos da tica Budista. Discusso do caso Interveno

    Intra-Uterina.

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    FILOSOFIA MORALESTUDO DA FORMA DE VIVNCIA CORRECTA

    RELATIVISMO CULTURAL

    SUBJETIVISMO

    TICA RELIGIOSA

    EGOISMO TICO

    UTILITARISMO

    KANT E O IMPERATIVO CATEGRICO

    CONTRATO SOCIAL

    TICA DAS VIRTUDES

    TICA SOCIAL

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    SUBJETIVISMO

    A moral uma matria dos sentimentos e no da razo; por isso

    subjetiva.

    SUBJETIVISMO SIMPLES

    OS SENTIMENTOS TAMBM SE ENGANAM.

    PERANTE UMA DADA SITUAO DUAS PESSOAS

    PODEM TER SENTIMENTOS DIFERENTES, MAS

    APENAS UM PODER ESTAR CERTA.

    X moralmente aceitvel

    X correto

    X bom

    X deve ser feito

    Significa: Eu aprovo X

    X moralmente inaceitvel

    X incorrecto

    X mau

    X no deve ser feito

    Significa: Eu desaprovo X

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    ARGUMENTO DA INFALIBILIDADE

    1. Se o subjetivismo simples est correcto, ento cada um de ns infalvel nos nossos julgamentos morais

    (desde que falemos sinceramente);

    2. Contudo, no somos infalveis. Podemos enganar-nos, mesmo quando falamos sinceramente;

    3. Portanto, o subjetivismo simples no pode estar correto.

    ARGUMENTO DA DISCORDNCIA

    1. Quando algum diz X moralmente aceitvel e algum diz X moralmente inaceitvel, essas

    pessoas discordam;

    2. Contudo, se o subjetivismo simples estiver correto, no pode haver discordncia entre elas

    (porque ambas esto certas);

    1. Portanto, o subjetivismo simples no pode estar correto.

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    EMOTIVISMO

    A LINGUAGEM MORAL SERVE PRINCIPALMENTE PARA

    INFLUENCIAR ATITUDES. SERVE PARA EXPRIMIR UMA

    ATITUDE, NO PARA RELAT-LA.

    NEGA O PAPEL DA RAZO NA TICA

    As aulas de Biotica comeam s 13:00

    John Coltrane foi musico de Jazz

    Um caf no bar do C2 custa 40 cntimos

    Venham s aulas de Biotica

    Viva John Coltrane!

    Oxal o caf fosse mais barato

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    TICA RELIGIOSA

    TEORIA DO COMANDO DIVINO

    VIVER DE ACORDO COM OS MANDAMENTOS DIVINOS

    UMA CONDUTA CORRETA PORQUE ORDENADA POR DEUS (A), OU DEUS ORDENA-A

    PORQUE CORRETA (B)?

    (A) A MORALIDADE TORNA-SE ARBITRRIA; A BONDADE DE DEUS PERDE SENTIDO

    (B) H UM REFERNCIA DE BEM E MAL EXTERIOR VONTADE DE DEUS

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    X bom X mandado por Deus

    Os mandamentos de Deus so bons Os mandamentos de Deus so mandados por Deus

    So in saying that things are not good by any rule of goodness but sheerly by the will of God, it

    seems to me that one destroys, without realizing it, all the love of God and all his glory. For why

    praise him for what he has done if we would be equally praiseworthy in doing exactly the

    contrary?

    Leibniz, Discourse on Metaphysics (1686)

    1. Suponhamos que Deus nos ordena que faamos o que correto. Ento (a) o que correto -o porque

    Deus o ordena, ou (b) Deus ordena-o porque correto.

    2. Se tomarmos a opo (a) os mandamentos de Deus so, sob a perspetiva moral, arbitrrios.

    3. Se tomarmos a opo (b) teremos que admitir um padro de bem e mal exterior a Deus.

    4. Portanto, ou consideramos os mandamentos divinos arbitrrios, ou admitimos que existe um padro

    moral independente da vontade de Deus.

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    TEORIA DA LEI NATURAL

    O MUNDO FOI CRIADO POR DEUS E SEGUE OS SEUS DESGNIOS; O COMPORTAMENTO CORRETO, PORTANTO, O QUE RESPEITA AS LEIS NATURAIS. ESTAS REVELAM-SE PELO USO DA RAZO.

    EXISTEM ATITUDES NO NATURAIS QUE NO PARECEM MERECER REPROVAO MORAL.

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    TICA BUDISTA

    A PRTICA TICA TEM DE NASCER GENUINAMENTE DO NTIMO DAS PESSOAS:

    - CULTIVO DE SENTIMENTOS POSITIVOS (ALTRUISMO, GENEROSIDADE, COMPAIXO...)

    - REFREAMENTO DE SENTIMENTOS E PRTICAS NEGATIVOS (DIO, INVEJA, GANNCIA...)

    - BUSCA DA FELICIDADE INTERIOR

    - DESENVOLVIMENTO DE UMA NOO DE COMUNIDADE E DE IRMANDADE, E RESPEITO PELA FELICIDADE DOSOUTROS;

    EXISTEM VRIOS PONTOS DE CONTACTO ENTRE A TICA BUDISTA TIBETANA E VRIAS ESCOLAS TICAS DATRADIO FILOSFICA OCIDENTAL, SOBRETUDO COM A TICA DAS VIRTUDES.

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    Checklist de Conhecimentos e Competncias a Adquirir:

    -Ser capaz de explicar o que o Subjectivismo; compreender os problemas lgicos do

    Subjectivismo Simples e ser capaz de ilustr-los recorrendo a Argumento da Discordncia e

    ao Argumento da Infalibilidade; compreender de que forma o Emotivismo resolve esses

    problemas.

    - Conhecer os fundamentos da Teoria do Comando Divino, da Teoria da Lei Natural e da

    tica Budista; ser capaz de explicar porque a Teoria do Comando Divino foi abandonada

    pela Igreja.

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    INTERVENO INTRA-UTERINA

    Num exame de rotina a uma gravidez foi, numa fase muito

    precoce, detectada uma doena gentica, incurvel aps o

    nascimento do beb, e que resultaria na morte da criana durante os

    primeiros anos de vida. A nica esperana de sobrevivncia residia num

    tratamento experimental, que envolvia terapia gentica atravs de uma

    interveno intra-uterina. A terapia consistiria na introduo

    de um gene alctone, obtido a partir de um sapo, no embrio. A

    comisso de tica do hospital foi chamada a pronunciar-se. O

    reverendo Martins ortodoxo e rege-se pela teoria do comando

    divino. O padre Toms catlico, e inspira-se na teoria da lei natural.

    Ambos tm de pronunciar-se contra ou a favor da interveno intra-

    uterina.

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    Qual ter sido a posio de cada um?

    Que argumentos tero utilizado?

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    No existe nenhum mandamento divino relativo a intervenes intra-uterinas nem introduo de genes alctones.

    A aplicao da Teoria do Comando Divino a este caso exige, portanto,uma leitura indireta, isto , a transposio do caso para um cenrio maisvasto, para o qual existam directrizes.

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    A necessidade de interpretar os mandamentos divinos confere a este

    caso um certo grau de indefinio, pelo que no sabemos, com

    segurana, que direco tomar o Reverendo Martins.

    As exortaes de Deus ao amor pelo prximo poderiam servir de

    enquadramento a uma deciso pela operao, uma vez que essa seria

    obviamente a favor do beb.

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    Passa-se algo semelhante relativamente Teoria da Lei Natural.

    Estamos perante uma interveno manifestamente artificial, que s

    poder ser lida indiretamente, e interpretada, face s leis da natureza.

    uma lei natural universal o cuidado com as crias, e nesse sentido a

    interveno poderia ser justificada.

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    SUMRIO

    O Subjectivismo: definio, pontos fortes e fragilidades. O Subjectivismo Simples. O

    Argumento da Infalibilidade e o Argumento da Discordncia. O Emotivismo.

    Introduo tica Religiosa. A Teoria do Comando Divino e a Teoria da Lei Natural.

    Definies e problemas. Aspectos da tica Budista Tibetana. Discusso do caso

    Interveno Intra-Uterina.

  • Departamento de Biologia Vegetal Biotica 2017/2018 Jorge Marques da Silva

    BIBLIOGRAFIA DAAULA

    Nuclear

    Rachels, J. (1993) The elements of moral philosophy, 2nd ed.. McGraw Hill

    International Editions, New York (1st ed. 1986). (captulos 3 e 4, pp. 30-61)

    Complementar

    Dalai Lama (2000). tica para o novo milnio. Editorial Presena, Lisboa

    (edio original em 1999). (captulo 1, pp. 15-64)