Juventude Conectada Juventude conectada As redes sociais, em especial, propiciaram o surgimento de...

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  • Juventude conectadaJuventude conectada

    Em 2014, a Fundação Telefônica Vivo comemora 15 anos de atuação no Brasil. Temos o orgulho de lançar a pesquisa Juventude Conectada, idealizada pela Fundação e realizada em parceria com o IBOPE Inteligência, com o Instituto Paulo Montenegro e com a Escola do Futuro – USP.

    A pesquisa tem como objetivo entender oportunidades, transformações e tendências do comportamento jovem na era digital, a partir de quatro eixos de investigação: educação, ativismo, empreendedorismo e comportamento.

    Utilizamos um conjunto diverso de metodologias, em que mesclamos etapas quantitativas e qualitativas. Esperamos que a disseminação desta pesquisa provoque e inspire novas discussões e questionamentos sobre a nossa sociedade, e a transformação do mundo real por meio dos jovens e do digital.

    Conheça outros estudos e pesquisas da Fundação Telefônica Vivo. Acesse e baixe, gratuitamente: http://fundacaotelefonica.org.br/conteudos/publicacoes/

  • Idealização e Coordenação Fundação TeleFônica ViVo Gabriella Bighetti – Diretora Presidente Fundação Telefônica Vivo Rosilene de Bem Silva – Gerente de Comunicação e Eventos Fundação Telefônica Anna Paula Pereira Nogueira – Analista Sênior de Comunicação e Eventos Fundação Telefônica Marcia Pinheiro Ohlson – Consultora de Comunicação e Eventos

    Realização (Aplicação da Pesquisa e Resultados) iBoPe inTeligência Silvia Cervellini – Diretora Executiva de Negócios Fernanda Aguiar – Coordenadora de Atendimento de Planejamento Diego Arbulu – Analista de Atendimento de Planejamento Flávia Toledo – Coordenadora de Pesquisa Qualitativa Fábio Keinert – Consultor Pesquisa Qualitativa Camila Carrico – Especialista E-Meter

    Realização (Aplicação da Pesquisa e Resultados) insTiTuTo Paulo MonTenegro Ana Lúcia Lima – Diretora Executiva Fabiana de Freitas Nascimento – Assessora de Projetos

    Realização (Análise dos resultados e Texto Final) escola do FuTuro usP Brasilina Passarelli, profa. Titular do Centro de Biblioteconomia e Documentação ECA/USP – Coordenadora Científica do Projeto. Prof. Dr. Antônio Hélio Junqueira – Coordenador Acadêmico do Projeto, Prof. Dr. Francisco Paletta – Pesquisador Marcia da Silva Peetz – Economista Samantha Kutscka – Gestão de Projetos David De Cunto – Relações Institucionais

    Publicação ProVa3 agência de conTeúdo Coordenação editorial – Lorena Vicini Edição – Camila Hessel Projeto gráfico – Júlia Masagão Direção de Arte – Ana Paula Mathias Assistência de Arte – Adriana Cesar

    Juventude conectada

    CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA FONTE

    J98

    Juventude conectada / organização Fundação Telefônica. –

    São Paulo: Fundação Telefônica, 2014.

    200 p.: graf., tab.; 22 cm

    Bibliografia

    ISBN 978-85-60195-35-0

    1.Jovens - Educação. 2. Internet na educação. I. Fundação

    Telefônica.

    CDD: 370.8

    Catalogação elaborada por Antonia Pereira CRB-8/4905

  • 5 4

    1 DO ANALóGICO AO DIGITAL: 08 #TUDOJUNTOEMISTURADO

    2 METODOLOGIA DA PESQUISA: 20 #JUVENTUDECONECTADA

    3 PRINCIPAIS ACHADOS: 36 #OQUEOSJOVENSCONECTADOSFAzEM

    4 VETORES DA PESQUISA: 60 #ODNADAJUVENTUDECONECTADA

    5 OS EIxOS DA PESQUISA: 82 #FOCOSPRIORITáRIOSDAPESQUISA

    6 OS PERFIS DE NAVEGAçãO DA JUVENTUDE CONECTADA: 162 #JUVENTUDE CONECTADA

    7 CONSTATAçõES, TENDêNCIAS E PROSPECçõES: 194 #OQUEDIzAPESQUISA

    8 REFERêNCIAS 220

    9 O QUESTIONáRIO UTILIzADO 228

  • Em 2014, a Fundação Telefônica Vivo comemora 15 anos de atuação, mobilização e inspiração. Sendo o braço social do Grupo Telefônica, atuamos como uma Fundação Digital, fazendo da tecnologia e da inovação importantes aliadas na busca por novas respostas para os desafios do mundo contemporâneo. Nossas iniciativas estão ligadas à Educação e Aprendizagem, Com- bate ao Trabalho Infantil, Inovação Social e Voluntariado.

    Acreditamos no poder transformador do conhecimento e, por isso, investimos em estudos e pesquisas que promovam reflexões, apontem tendências sobre o nosso tempo e inspirem pes- soas e instituições em suas iniciativas. Neste contexto, temos orgulho de lançar a pesquisa Juventude Conectada, idealizada pela Fundação Telefônica Vivo e realizada em parceria com o IBOPE Inteligência, com o Instituto Paulo Montenegro e com a Escola do Futuro – USP.

    Iniciada em maio de 2013, a pesquisa tem como objetivo entender o comportamento do jovem na era digital e as transformações e oportunidades geradas a partir daí. Foram selecionados quatro eixos de investigação: educação, ativismo, empreendedorismo e comportamento.

    Entrevistamos 1.440 jovens, realizamos 6 grupos de discussão em profundidade, fizemos o monitoramento de navegação de 10 jovens, além de entrevistas com 8 especialistas, captando reflexões e tendências. O rigor da pesquisa permite que os dados sejam aprofundados em cada eixo, levando em conta as diferenças regionais, de capital e interior, classe social e gênero.

    Conheça mais sobre o comportamento, pensamentos e desejos da juventude conectada bra- sileira. Esperamos que a disseminação desta pesquisa provoque e inspire novas discussões e questionamentos sobre a nossa sociedade. Queremos instigar a transformação do mundo real por meio dos jovens e do digital.

    Boa leitura,

    gabriella Bighetti Presidente da Fundação Telefônica Vivo

    PREFáCIO

  • DO ANALóGICO AO DIGITAL: #TUDOJUNTOEMISTURADO

    1

  • 11 10 DO ANALóGICO AO DIGITAL:#TUDOJUNTOEMISTURADO

    A revolução da internet espraia-se por todos os domínios da atividade humana desde meados da década de 90 do século passado. Relativamente pouco tempo se compa- rado à profundidade e extensão das mudanças e consequentes desafios que vieram a reboque do surgimento da mesma. Para citar algumas, pode-se começar com a glo- balização dos mercados inaugurando uma nova economia que se expande bus- cando países emergentes e suas populações, às vezes recém incluídas social- mente e estimuladas a consumir bens e produtos. Também merecem destaque a horizontalização das relações de poder, o imediatismo das ações dos atores conectados, a impermanência de conteúdos e saberes, a diluição do espaço fí- sico e a consequente relativização das fronteiras geográficas, a instauração da narrativa não-linear e multimídica em contraposição à tradicional escrita linear. A internet inaugura também novas formas de ensinar e aprender desencadeando com isso a redefinição dos tradicionais papéis de professores e alunos, a possibilidade de múltiplas identidades e a reciprocidade das ações nos ambientes virtuais em rede.

    o modelo aberto da internet contribuiu para a consolidação de um novo tipo de agente social, imerso nas redes sociais emergentes, que é ao mesmo tempo con- sumidor e produtor de informação e conhecimento. Este novo conceito, já hoje am- plamente utilizado em estudos das interações comunicativas em ambientes virtuais, foi antecipado por Marshall McLuhan e Barrington Nevitt, em 1972, a partir da convicção de que a tecnologia eletrônica viria permitir ao usuário dos sistemas de comunicação assumir simultaneamente as ações de produtor e de consumidor de conteúdos.

    A web 2.0 contribuiu para ampliar as possibilidades de participação dos atores conecta- dos no desenvolvimento e circulação de conteúdos, embora seja necessário enfatizar que vivenciamos, todos, uma transição conturbada dos padrões da sociedade moderna para a pós-moderna, ancorada no hibridismo das mídias de massa modernas (TV

    DO ANALóGICO AO DIGITAL #TUDOJUNTOEMISTURADO

    [...] a reboque da sociedade contemporânea em rede, emergem novas lógicas, novas semânticas, novas literacias, novos modelos de negócios e novas práticas que ultrapassam as dualidades emissor receptor da comunicação de massa do sé- culo passado, relocando a atenção dos teóricos da comunicação, das instituições de ensino e pesquisa e das empresas da chamada “nova economia” para a reciprocidade das ações comunicacionais onde os usuários da modernidade agora, na contemporaneidade, são denominados prosumers (produtor + consumidor) com a consequente redefinição dos papéis destes atores em rede. (PASSARELLI; JUNQUEIRA, 2012, p. 14).

    aberta e jornais impressos diários entre outros) com as novas mídias (internet e re- des sociais). As redes sociais, em especial, propiciaram o surgimento de novos contornos para o ativismo e o empreendedorismo principalmente entre as populações jovens.

    Vinte e quatro anos separam a introdução da internet no Brasil – iniciada em janeiro de 1991 através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), en- tão restrita ao ambiente acadêmico e que, a partir de 1994 , passa a ser ofertada no País de forma comercial – do surgimento do Núcleo das Novas tecnologias de Comunicação Aplicadas à Educação Escola do Futuro – USP , integrado por pesquisadores de diferentes origens movidos pelo interesse comum nas transformações que as tecnologias de infor- mação e comunicação aportariam ao ensinar e aprender, tanto no contexto da educação formal como na educação aberta para a vida.

    Para Brasilina Passarelli (2010, p.72), coordenadora científica do NAP EF/USP desde 2007, na perspectiva sócio-histórica das duas últimas décadas, distinguem-se duas “ondas” na