LONA 476- 29/04/2009

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JORNAL-LABORATÓRIO DIÁRIO DO CURSO DE JORNALISMO DA UNIVERSIDADE POSITIVO.

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  • Curitiba, quarta-feira, 29 de abril de 2009 - Ano X - Nmero 476Jornal-Laboratrio do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo jornalismo@up.edu.br

    DIRIO

    doBRAS

    IL

    Divulgao

    Coluna

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    Urbs promove audincia pblica

    Pgina 3Pgina 3Pgina 3Pgina 3Pgina 3

    O Memorial da Cidade foi o local escolhidopara acontecer a Audincia Pblica do Trans-porte Coletivo convocada pelo presidente daURBS, Marcos Isfer. A participao da popula-o ser primordial para aprimorar o sistemade transporte da cidade.

    Pgina 7Pgina 7Pgina 7Pgina 7Pgina 7

    Preconceito atinge tambmmulheres do mundo musical

    Gripe suna podegerar epidemia

    globalglobal

    Quatro casos suspeitos da gripe suna foram detectados no Paran nesta semana.Trs j foram descartados, mas um ainda aguarda anlise laboratorial para saber seh infeco pelo vrus. Os riscos de a doena virar uma epidemia global existem,como revelou o secretrio de Sade do Paran Gilberto Martins, ontem tarde ementrevista imprensa. Pesquisas sobre a mutao do vrus mostram que a doena resultado de uma mistura de caractersticas de vrus que afetam os seres huma-nos e os animais, de forma parecida com o que aconteceu com a gripe espanholano incio do sculo XX. A situao causada pela doena j considerada de Emer-gncia de Sade Pblica de Importncia Internacional (ESPII). As aes de vigiln-cia tomadas pelo plano de preparao para enfrentamento da pandemia j estosendo tomadas, inclusive no Brasil.

  • Curitiba, quarta-feira, 29 de abril de 20092

    Opinio

    Expediente

    O LONA o jornal-laboratrio dirio do Curso de Jornalis-mo da Universidade Positivo UP,

    Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 Conectora 5. CampoComprido. Curitiba-PR - CEP 81280-30. Fone (41) 3317-3000

    Reitor: Oriovisto Guimares. Vice-Reitor: Jos Pio Martins.Pr-Reitor Administrativo: Arno Antnio Gnoatto; Pr-Reitorde Graduao: Renato Casagrande; Pr-Reitora de Extenso:Fani Schiffer Dures; Pr-Reitor de Ps-Graduao e Pesqui-sa: Luiz Hamilton Berton; Pr-Reitor de Planejamento e Ava-liao Institucional: Renato Casagrande; Coordenador do Cur-so de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Profes-sores-orientadores: Ana Paula Mira, Elza Aparecida e Mar-celo Lima; Editores-chefes: Antonio Carlos Senkovski, Cami-la Scheffer Franklin e Marisa Rodrigues.

    Formar jornalistas comabrangentes conhecimentosgerais e humansticos, capa-citao tcnica, esprito cria-tivo e empreendedor, slidosprincpios ticos e responsa-bilidade social que contribu-am com seu trabalho para oenriquecimento cultural, so-cial, poltico e econmico dasociedade.

    Misso do cursode Jornalismo

    A pirataria deve ser liberada?

    NoSim

    Rodrigo de Oliveria Muniz

    Caro leitor, no podemosnos alienar e pensar apenasno prprio bolso e no consu-mo, sem pensar nas conse-quncias. J dizia o ditado:o barato sai caro. A condi-o financeira da maioria dapopulao brasileira no boa, mas um erro no podejustificar o outro. Que o go-verno deve dar condiespara a populao mantersuas necessidades bsicas(alimentao, moradia, vestu-rio) e principalmente a edu-cao e a cultura, inegvel.Mas enquanto cidados, de-vemos nos informar e buscaroutros meios para enriquecer-mos nossa cultura de manei-ra correta e sem prejudicar osartistas.

    fcil detectar em termi-nais de nibus ambulantesvendendo produtos ilegaispor preos mnimos, o que

    certamente atrai o consumidor.Ao cair na tentao e comprar,alm de a pessoa que com-prou ser prejudicada por levarum produto de qualidade da-nificada, roubado o di-nheiro daqueles que produzema cultura (artistas, produtores,gravadoras, editoras) e quemperde o pblico. A grandedecadncia, principalmente docenrio fonogrfico, est dire-tamente ligada ao fcil acesso pirataria (downloads gratui-tos de msicas na internet). raro hoje uma gravadora inves-tir seu projeto em um artistaem incio de carreira. Investe-se apenas em artistas j consa-grados e com a certeza de su-cesso, os quais no precisamtanto dessa ajuda externa, poispodem mais facilmente andarcom as prprias pernas. Ar-tistas iniciantes, talentosos,no tm apoio das gravadorase dos produtores qualificadosdo mercado, pois esses no

    podem investir em algo aindaincerto e que provavelmenteno dar retorno. Se artistasrenomados sofreram uma que-da brusca nas vendas de seusdiscos (hoje praticamentenula a chance de um artistachegar ao disco de diamante 500 mil cpias no Brasil), ima-gina quem no tem ainda a vi-sibilidade de seu trabalho.

    Por isso, embora pese umpouco mais no bolso, h de sepensar duas vezes antes decomprar qualquer produto pi-rateado. Com certeza, voc, es-tudante, trabalhador, no gos-taria de ter seu produto/traba-lho, que voc produziu comseu suor, sendo comercializa-do por a de forma ilegal, tal-vez at desmotivando-o paracontinuar a trabalhar comqualidade e esforo. Artistassobrevivem disso e necessitamdo apoio dos fs. No financiea pirataria, quem ser prejudi-cado no final voc.

    Leonardo Schenato Barroso

    O dinheiro j se tornou umdos maiores smbolos do imagi-nrio de felicidade da socieda-de. No raro comearmos fra-ses para descrever um futuroque consideramos perfeito coma expresso quando eu forrico. Grandes eventos, como aExpo Money, apresentam todoano palestras e livros falandosobre como enriquecer e criaruma fortuna que, supostamen-te, garantiria por si s uma boavida. Essa busca incessante porbens materiais geradora deinmeros problemas pessoais esociais, mas pouca gente conse-gue relacion-la pirataria.

    Ao assistirmos a um DVDoriginal, comum vermos aspropagandas de conscientiza-o mostrando o quanto a pi-rataria est ligada violncia,s drogas e ao crime organiza-do em geral. O problema que,em nenhuma delas, a posiodas grandes produtoras e gra-vadoras questionada. Se elaspensassem um pouco menosno quanto vo ganhar com umfilme, com uma msica ou comum videoclipe e mais com omaior acesso do pblico aosseus produtos, fariam tudosair mais barato. Com produ-tos sendo baratos, o consumi-dor teria menos motivos parabusc-los na pirataria.

    No apenas ajudando a fi-nanciar o crime organizado,essa ganncia leva banaliza-o dos produtos culturais detoda uma gerao. Bandas mu-sicais so tratadas como minasde ouro: assim que deixam deser extremamente lucrativas,so abandonadas pelos gran-des nomes do mercado de gra-vao e, com o tempo, caem noesquecimento do pblico, que

    bombardeado com um tipode produo voltado somentepara a gerao de lucros. To-dos saem perdendo. Exceto,claro, as grandes gravadoras.

    Agora, quando o assunto o consumidor indo atrs des-ses produtos gratuitamente nainternet, o que afeta direta-mente nos ganhos empresari-ais, a coisa tratada pela jus-tia como crime. E isso no nenhum exagero. Em 2003, ojovem americano Joel Tenen-baum foi processado pelaRIAA (Record Industry Asso-ciation of America Associa-o Americana de IndstriaFonogrfica) por ter baixadomsicas sem pagar. O proces-so est aberto at hoje e, casoperca, Tenenbaum ser obri-gado a pagar um milho dedlares RIAA. Se isso fosseem nome da justia, e no dodinheiro, essa multa teria umvalor mais coerente.

    Talvez devssemos nos pre-ocupar menos com o dinheiro emais com formas alternativas deconsegui-lo sem afetar a quali-dade da cultura. Um bom exem-plo o que a banda Radiohead que, inclusive, ser chamadaa depor a favor de Tenenbaumno processo fez com seu lti-mo lbum, intitulado In Rain-bows: deixaram o CD dispon-vel para download no site e osfs pagavam o quanto quises-sem pelas msicas, recebendoassim um retorno do pblicosobre a qualidade do trabalho.E para quem acha que isso vaicontra a lgica de lucros, o dis-co rendeu mais dinheiro ban-da do que seus trabalhos ante-riores, vendidos da forma co-mum. Medidas como essa, mui-to alm do dinheiro, valorizamo pblico, os artistas e a cultu-ra de forma geral.

    Pague quanto vale Valorize a cultura

    Debate

  • Curitiba, quarta-feira , 29 de abril de 2009 3

    SadeGripe suna

    Camila Scheffer Franklin

    Em entrevista coletiva reali-zada ontem na Secretaria de Es-tado da Sade do Paran(SESA), o secretrio GilbertoMartins esclareceu dvidasquanto gripe suna. Segundoo que foi exposto, o vrus da In-fluenza Suna novo, datadode maro de 2009, e sofreu mu-taes para atingir o homem,pois normalmente no o afeta.Uma vez que o vrus atingeuma pessoa, ele transmitidode uma a outra por meio detosse ou espirro e secreesrespiratrias infectadas.

    No cenrio mundial, deacordo com a Organizao PanAmericana de Sade, no Mxi-co, pas em que a doena come-ou a ser disseminada, j foramnotificados 1840 casos de gripesuna. Desses, 26 foram confir-mados e ocorreram setemortes. Nos EstadosUnidos, os casos con-firmados somam 40;no Canad, 20 casossuspeitos e 6 confirma-

    dos. No Brasil, 22 casos da do-ena foram notificados, mas ne-nhum ainda foi confirmado.

    A doena se assemelha auma gripe comum. Para definirse um caso suspeito, deve-seobservar a apresentao de fe-bre alta repentina, superior a38C, acompanhada de tosse,dor de cabea, dores muscula-res e articulares, principalmen-te se o suspeito esteve nos lti-mos dias nos Estados Unidos,Mxico e Canad. O tempo deincubao do vrus de 10 diase aglomerao de pessoas faci-lita o contgio.

    ParanEm Curitiba, quatro casos

    foram notificados. Trs deles fo-ram descartados e um esperaconfirmao por exames labora-toriais. O resultado vai chegarapenas na prxima quarta-feira,dia 6 de maio, e o possvel do-

    ente encontra-se internadoem isolamento em um

    hospital particularda capital. O exa-

    me feito peloLaboratrio

    Central doE s t a d o

    ( L a -

    cen) a partir da coleta de mate-rial naso-farngeo e encaminha-do ao laboratrio Fio Cruz, emSo Paulo, por determinao doMinistrio da Sade. Para o Mi-nistrio, apenas os laboratriosFio Cruz, de So Paulo, e Evan-dro Chagas, do Par, esto ap-tos a realizar os exames.

    A SESA dispe de um pla-no de c