Manual de Arborização Urbana - Belém

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  • PREFEITURA MUNICIPAL DE BELM

    UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZNIA

    Manual de Orientao Tcnica da Arborizao Urbana de Belm

    Guia para planejamento, implantao e manuteno da arborizao em logradouros pblicos

    Belm

    2013

  • Manual de Orientao Tcnica da Arborizao Urbana de Belm

    Luis Paulo Monteiro Porto, Heliana Maria Silva Brasil (Organizadores) / Manual de Orientao

    Tcnica da Arborizao Urbana de Belm: guia para planejamento, implantao e manuteno da

    arborizao em logradouros pblicos. Belm: Universidade Federal Rural da Amaznia, 2013.

    XX p.: il.

    ISBN

    1.Arborizao Urbana. 2. Manual. I. Porto, Luis Paulo Monteiro. II. Brasil, Heliana Maria Silva. III.

    Ttulo.

    CDD 715.209811.5

    MINISTRIO DA EDUCAO

    MINISTRO: Aloizio Mercadante

    UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA

    AMAZNIA

    REITOR: Sueo Numazawa

    VICE-REITOR: Paulo de Jesus Santos

    EDITORAO

    Marly Maklouf dos Santos Sampaio

    COMISSO EDITORIAL

    Gracialda Costa Ferreira

    Israel Hidenburgo Aniceto Cintra

    Moacir Cerqueira da Silva

    Maria Cristina Manno

    Sergio Antnio Lopes de Gusmo

    EQUIPE EDITORIAL

    Incia Libonati

    Mrio da Silva Santos Neto

    Priscila do Rosrio Monteiro

    ENDEREO

    Av. Tancredo Neves, 2501

    Cep: 66077-530 Terra Firme E-mail: [email protected]

    PREFEITURA MUNICIPAL DE BELM

    PREFEITO: Zenaldo Rodrigues Coutinho Jr.

    SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE

    SECRETRIO: Jos Cludio Carneiro Alves

    ENDEREO

    Tv. Quintino Bocaiva, 2078

    Cep: 66.045-580 Nazar

    E-mail: [email protected]

    REVISO

    Maria Helena Sarmet Moreira

    Capa: JM Conduru; Heliana Brasil

    Fotos: Ana Paranhos, Heliana Brasil, Paulo Marcelo

    Desenhos: Mauro Cunha

    mailto:[email protected]

  • AUTORES

    LUIZ PAULO MONTEIRO PORTO (SEMMA Organizador)

    HELIANA MARIA SILVA BRASIL (UFRA Organizadora)

    ANA CRISTINA PARANHOS DA SILVA (SEURB)

    ANTNIO FERNANDO SOUZA REIS (SAGRI)

    DAVINA BERNADETE DIAS OLIVEIRA (SEGEP)

    DILSON AUGUSTO CAPUCHO FRAZO (CREA-PA/FAEPA)

    ELIZABETH SANTOS CORDEIRO SHIMIZU (Embrapa)

    IVAN LUIZ GUEDES DE ARAGO (CELPA)

    JOS AMIR LIMA DE SOUSA (MPEG)

    LARISSA BRANDO GOES SAITO (CELPA)

    LUIZ FLVIO MOURA DE CARVALHO (SEGEP)

    NOEMI VIANNA MARTINS LEO (Embrapa)

    ALICE DA SILVA RODRIGUES ROSAS (SEGEP Colaborador)

    LAYSE GORETTI BASTOS BARBOSA (MPE Colaborador)

    MIGUEL RUFINO GOMES SAMPAIO (ACP Colaborador)

  • Lista de Figuras

    Figura 1 Disposio ideal das rvores e redes de distribuio conforme a orientao geogrfica.

    Figura 2a Espcie de pequeno porte em passeio pblico.

    Figura 2b Espcie de mdio porte em passeio pblico.

    Figura 2c Espcie de grande porte em passeio pblico.

    Figura 3 Incentivo ao plantio no afastamento frontal das edificaes.

    Figura 4 Dimenses da rea livre no pavimentada.

    Figura 5 Ampliao das dimenses da rea livre no pavimentada.

    Figura 6 Exemplo de arborizao em calada verde.

    Figura 7 Alinhamento e distanciamento das rvores a partir das esquinas.

    Figura 8a Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno porte ao meio-fio.

    Figura 8b Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de mdio e grande porte ao meio-fio.

    Figura 9a Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno porte rampa de acesso de

    veculos.

    Figura 9b Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de mdio e grande porte rampa de

    acesso de veculos.

    Figura 10a Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno porte s redes subter-

    rneas.

    Figura 10b Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de mdio e grande porte s redes

    subterrneas.

    Figura 11 Distncia mnima do eixo do tronco das rvores s caixas de inspeo e hidrantes.

    Figura 12a Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno porte aos postes da rede

    area.

    Figura 12b Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de mdio e grande porte aos postes da

    rede area.

    Figura 13 Distncia mnima do eixo do tronco da rvore sinalizao semafrica.

    Figura 14 Distncia mnima do eixo do tronco da rvore aos telefones pblicos e s caixas coletoras

    de correios.

    Figura 15 Distncia mnima do eixo do tronco da rvore s caixas coletoras de lixo.

    Figura 16a Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno porte aos abrigos de ponto

    de nibus.

    Figura 16b Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de mdio e grande porte aos abrigos de

    ponto de nibus.

    Figura 17a Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno porte s bancas de

    jornal/revistas.

    Figura 17b Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de mdio e grande porte s bancas de

    jornal/revistas.

    Figura 18 Disposio das luminrias em funo da copa das rvores.

    Figura 19 Distncia das copas das rvores rede de baixa tenso.

    Figura 20 Distncia das redes de alta tenso s copas das rvores.

    Figura 21 Distncia entre o alinhamento dos postes de redes isoladas e o alinhamento das rvores

    Figura 22 Plantio em canteiro central com largura inferior a 1,00 m.

    Figura 23 Arborizao em canteiro central com espcies de pequeno e mdio porte.

    Figura 24 Arborizao em canteiro central com espcies de grande porte.

    Figura 25 Plantio de palmeiras em canteiro central com redes subterrneas.

    Figura 26 Disposio das rvores em parque linear.

  • Figura 27 Disposio das rvores em via de pedestres com largura superior a 4,00 m.

    Figura 28 Padro da muda para plantio em logradouros pblicos.

    Figura 29 Semeio em sementeira e em embalagem individual.

    Figura 30 Dimenses da cova para plantio em logradouros pblicos.

    Figura 31 Sequncia do plantio.

    Figura 32 Tutoramento da muda ps-plantio.

    Figura 33 Proteo da muda ps-plantio.

    Figura 34 Localizao dos furos para aplicao de fertilizantes.

    Figura 35 Coroamento da muda.

    Figura 36 Eliminao de ramos ladres.

    Figura 37 Poda de formao.

    Figura 38 Poda de limpeza.

    Figura 39 Poda de correo.

    Figura 40 Rebaixamento da copa.

    Figura 41 Poda em etapas.

    Figura 42 Reconhecimento da crista e do colar.

    Figura 43 Local e posio do corte.

    Figura 44 Sequncia dos cortes para eliminao de ramo pesado.

    Figura 45 Infestao por erva-de-passarinho estgio inicial e avanado.

    Figura 46 Mata-pau (Ficus sp).

    Figura 47 Bromlia epfita.

    Figura 48 Condies do canteiro central para o plantio de mangueiras.

    Figura 49 Condies do logradouro para o plantio de sumaumeiras.

    Figura 50 Formao da muda de mangueira.

  • 7

    APRESENTAO

    Este Manual, institudo atravs do Decreto Municipal N 75.278 PMB, de 10 de abril de 2013, compe o Plano Municipal de Arborizao Urbana de Belm, institudo pela Lei Municipal n 8.909, de 29 de maro de 2012. Nele esto contidas informaes que visam orientar o planejamento urbano quanto aos procedimentos para implantao e manuteno da arborizao urbana no Municpio de Belm.

    Embora o planejamento e a execuo do plantio de espcies arbreas e arbustivas em reas pblicas, assim como a manuteno da arborizao existente, sejam de responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente SEMMA - ou outra que vier a substitu-la, as normas e os procedimentos tcnicos definidos neste Manual devero ser cumpridos por todos os rgos e entidades pblicas, agentes da iniciativa privada e sociedade civil cujas atividades exercidas tenham reflexos na arborizao urbana.

    As mangueiras (Mangifera indica L.), nos termos da Lei Ordinria Municipal n 7.019, de 16 de dezembro de 1976, e as sumaumeiras (Ceiba pentandra (L.) Gaertn.) existentes nas reas pblicas, legalmente institudas como patrimnio histrico nos termos da Lei Ordinria n 7.709, de 18 de maio de 1994, recebero tratamento diferenciado devido importncia sociocultural que apresentam para a populao.

    A elaborao deste Manual contou com o apoio da Arquiteta Camilla Penna Miranda de Figueiredo, Secretria Municipal de Meio Ambiente na gesto do Prefeito Duciomar Costa.

    Belm, 12 de abril de 2013

    Os autores

  • 8

    SUMRIO

    1 INTRODUO......................................................................................... 11

    2 PLANEJAMENTO DA ARBORIZAO................................................ 13

    2.1 DIRETRIZES PARA O PLANEJAMENTO.......................................... 13

    2.2 ONDE ARBORIZAR............................................................................ 15

    2.2.1 Em Passeios Pblicos...................................................................... 15

    2.2.2 Nos Canteiros Centrais..................................................................... 30

    2.2.3 Nos Parques Lineares.................................................................... 32

    2.2.4 Nas Praas................................................................................... 33

    2.2.5 Nas Vias de Pedestres.................................................................. 34

    2.2.6 Nos Estacionamentos Pblicos e Privados.................................... 34

    2.3 ESCOLHA DAS ESPCIES.............................................................. 35

    3 PRODUO E PLANTIO DAS MUDAS................................................ 38

    3.1 PRODUO DE MUDAS................................................................. 38

    3.1.1 Viveiro de Mudas............................................................................... 38

    3.1.2 Padro das Mudas....................................................................... 38

    3.1.3 Procedimentos para a Produo de Mudas................................... 39

    3.2 PLANTIO E MANUTENO PS-PLANTIO....................................... 41

    3.2.1 Preparo da Cova............................................................................. 41

    3.2.2 Plantio......................................................................................... 42

    3.2.3 Tutoramento e Proteo.................................................................... 43

    3.2.4 Manuteno Ps-plantio.................................................................... 44

    4 MANEJO E CONSERVAO DA ARBORIZAO................................ 46

    4.1 ASPECTOS GERAIS....................................................................... 46

    4.2 PODA............................................................................................. 46

    4.2.1 Definies.................................................................................... 46

    4.2.2 Aplicaes.................................................................................... 49

    4.2.3 poca de Realizao.................................................................... 49

  • 9

    4.2.4 Tcnicas de Poda......................................................................... 50

    4.3 OUTROS TRATOS CULTURAIS........................................................ 53

    4.3.1 Controle de Pragas....................................................................... 53

    4.3.2 Controle de Ervas Parasitas e Plantas Epfitas............................... 54

    4.3.3 Poda de Razes............................................................................. 55

    4.4 TRANSPLANTIO............................................................................... 55

    4.5 DENDROCIRURGIA.......................................................................... 56

    4.6 SUPRESSO.................................................................................... 56

    5 MANGUEIRAS E SUMAUMEIRAS........................................................ 57

    5.1 ONDE PLANTAR.............................................................................. 57

    5.1.1 Em Passeios Pblicos...................................................................... 57

    5.1.2 Em Canteiros Centrais.................................................................... 57

    5.1.3 Em Parques Lineares...................................................................... 58

    5.1.4 Em Praas....................................................................................... 59

    5.1.5 Em Vias de Pedestres e Estacionamentos...................................... 59

    5.2 PRODUO E PLANTIO DAS MUDAS.............................................. 59

    5.3 MANEJO DAS RVORES EXISTENTES............................................... 61

    GLOSSRIO .........................................................................................63

    BIBLIOGRAFIA CONSULTADA.............................................................. 65

    APNDICE A Relao de espcies botnicas........................................ 67

    APNDICE B Equipes e equipamentos................................................. 97

    ANEXO Lei Municipal n 8.909 de 29 de maro de 2012........................ 98

  • 10

    1 INTRODUO

    A arborizao deve ser entendida como elemento essencial para proteo do meio urbano, principalmente em cidades localizadas na zona tropical. Em funo dos efeitos na absoro da radiao solar, atravs de folhas e ramos, a rvore minimiza as condies do microclima local. Esses efeitos so perceptveis pela populao por meio do sombreamento propiciado pela copa das rvores, pela ventilao e pela reduo da luminosidade. As rvores concorrem para a manuteno do ciclo da gua e, em consequncia, garantem a sustentao do solo, impedindo a eroso e contribuindo para o equilbrio das obras de engenharia.

    A arborizao colabora de forma significativa para a melhoria do conforto urbano. elemento de contemplao, fornecedora de flores e frutos atrativos, e centro de configurao paisagstica, como ponto de referncia para orientao e identificao, possibilitando a proximidade e convivncia do homem com a natureza no espao construdo.

    Belm foi uma das primeiras cidades brasileiras a ter seus logradouros pblicos arborizados, mesmo que de modo pontual, a partir da segunda metade do sculo XVIII. Quando do incio das romarias do Crio de Nossa Senhora de Nazar, em 1793, foi estimulada a arborizao da antiga Estrada de Nazar com mangueiras, sob as quais as pessoas acompanhavam a procisso.

    No perodo de 1898 a 1911, quando ocupou o cargo de Intendente, Antnio Lemos fez do planejamento e da regularizao do verde urbano uma verdadeira misso, dando incio a uma fase de reconfigurao urbanstica da cidade, incentivada pela riqueza econmica da borracha Belle poque quando o plantio de mangueiras e de outras espcies foi integrado ao traado urbano.

    No incio do sculo XX, a responsabilidade pela arborizao cabia tanto esfera municipal quanto ao governo estadual. Assim, nos governos de Paes de Carvalho e de Augusto Montenegro, alm do plantio de espcies em novas vias pblicas, notadamente nos atuais bairros de So Braz, Marco, Pedreira e Souza, e da substituio de rvores em vias j consolidadas, houve a expanso da arborizao para as vilas Pinheiro (Icoaraci) e Mosqueiro. Contudo, as demais ruas, principalmente as localizadas em bairros perifricos, historicamente denominados de baixadas Jurunas, Canudos, Cremao, Guam, Condor, dentre outros tinham uma vegetao pouco uniforme quanto s rvores plantadas e distncia entre elas, ou mesmo em alguns locais eram completamente inexistentes.

    Na dcada de 60, a cidade era fartamente arborizada, enquanto sua periferia revelava arborizao incipiente. Nos anos de 1970 a 1980, a expanso urbana tomou novos rumos ao longo das rodovias Arthur Bernardes, Tapan e parte da BR-316 e das avenidas Pedro lvares Cabral e Augusto Montenegro. Assim, gradativamente, foi se estabelecendo em Belm uma diferena entre a rea central arborizada e uma rea de expanso com conjuntos habitacionais e assentamentos precrios, em bairros

  • 11

    desprovidos de reas verdes e de arborizao nas ruas. O resultado foi o dficit permanente e crescente de arborizao uniformemente distribuda no espao urbano, face ao processo de especulao e ocupao desordenada do solo.

    As rvores das reas urbanizadas esto sob constante estresse em funo da dinmica urbana e de aes antrpicas inadequadas, tornando-as mais vulnerveis do que no ambiente natural, necessitando, portanto, de tratos culturais contnuos.

    A arborizao deve ser incorporada prtica de planejamento urbano, levando-se em considerao os benefcios que esta proporciona cidade e populao que nela habita, considerando, porm, o aspecto vegetativo e fsico da rvore, de modo a obter o convvio harmonioso entre esta e o meio urbano.

  • 12

    2 PLANEJAMENTO DA ARBORIZAO

    Embora considerando a rvore como elemento central, o planejamento da

    arborizao no deve desprezar os pormenores da configurao da cidade. A

    arborizao deve destacar as formas arquitetnicas, os monumentos, as vias de

    circulao de veculos e pedestres e as reas verdes.

    Um projeto de arborizao deve levar em conta as caractersticas do local e seu

    entorno, incluindo-se nesta caracterizao a direo e o sentido dos ventos

    predominantes, o percurso da insolao e a perspectiva de visualizao.

    Evidentemente, o aspecto paisagstico precisa ser considerado quando da escolha das

    espcies a serem plantadas. Nesse sentido, dever ser buscado um equilbrio entre a

    variao e a regularidade da paisagem.

    O planejamento da arborizao deve considerar, ainda, a natureza das

    atividades existentes nas edificaes lindeiras e o impacto no cotidiano do lugar, que

    dever ser analisado segundo seu contexto urbanstico, distinguindo-se as

    especificidades de cada zona ou bairro, centros histricos, reas tursticas, orlas e

    reas residenciais, de comrcio e servio.

    As caractersticas dos espaos nortearo a definio dos critrios de escolha e

    de localizao da arborizao. Devem ser considerados: a definio de limites (largura

    das faixas de rolamento e travessia de pedestres, posio do meio fio, largura dos

    passeios, alinhamento das edificaes, etc.); o perfil volumtrico das edificaes de

    entorno; a distncia mnima entre os elementos da arborizao e destes com o

    mobilirio urbano de referncia do entorno; incidncia geral da arborizao urbana

    circunvizinha j existente; condies de visualizao do mobilirio urbano (distncia

    mnima aceitvel para leitura da informao urbana, justaposio dos elementos); e

    configurao geral da paisagem do entorno.

    2.1 DIRETRIZES PARA O PLANEJAMENTO

    Os projetos de implantao da arborizao em novas reas sero desenvolvidos

    com base nas normas deste Manual e demais normas em vigor que visem promover a

    acessibilidade e o bem estar da populao.

    Nos projetos para implantao de infraestrutura viria, as redes areas e

    subterrneas devero ser localizadas somente em um lado da via (Oeste ou Sul), de

    modo a permitir a arborizao do passeio no lado oposto com espcies de maior porte

  • 13

    (Leste ou Norte), que impeam a penetrao de raios solares nas edificaes no

    perodo da tarde (Figura 1).

    Os projetos de rearborizao devero considerar, ainda, como preferencial, a

    espcie predominante na rea, salvo se constatada a impropriedade da mesma, caso

    em que est prevista a substituio gradativa por outra espcie mais adequada s

    caractersticas do local.

    Nos logradouros pblicos onde predominam mangueiras, quando houver

    necessidade de substituio de indivduos, essa substituio ser por mudas da

    mesma espcie. Porm, na impossibilidade tcnica dessa substituio, aquele local

    ficar vago. Em novas vias somente ser previsto plantio de mangueiras se houver

    espao areo e subterrneo para cont-las.

    Figura 1 Disposio ideal das rvores e redes de distribuio conforme a orientao geogrfica.

    redes areas e subterrneas

  • 14

    2.2 ONDE ARBORIZAR

    2.2.1 Em Passeios Pblicos

    Para efeito deste Manual considera-se passeio pblico ou calada a via

    destinada ao trnsito de pedestre e, quando possvel, implantao de mobilirio

    urbano, sinalizao, vegetao e outros fins.

    O porte da rvore deve ser proporcional e compatvel com o espao disponvel

    para a convivncia entre as rvores e destas com as edificaes e o mobilirio urbano,

    sendo obrigatria a manuteno da faixa de 1,20 m para o trnsito de pedestre, em

    conformidade com o Decreto Lei n 5.296, de 02 de dezembro de 2004, e a NBR

    9050/2004, independente da largura do passeio pblico.

    Assim, em funo da largura do passeio pblico, a espcie escolhida deve ser:

    a) somente de pequeno porte (Figura 2a), para passeios com largura superior a

    1,50 m e inferior a 2,60 m;

    b) de pequeno, mdio ou grande porte (Figura 2b), para passeios com largura

    igual ou superior a 2,60 m e inferior a 3,60 m;

    c) de mdio ou grande porte (Figura 2c), para passeios com largura igual ou

    superior a 3,60 m.

    Figura 2a Espcie de pequeno porte em passeio pblico.

  • 15

    Figura 2b Espcie de mdio porte em passeio pblico

    Figura 2c Espcies de grande porte em passeio pblico

  • 16

    Em passeios com largura igual ou inferior 1,50 m deve-se incentivar, por meio de

    programas de educao ambiental, o plantio de rvores na rea correspondente ao

    afastamento frontal das edificaes (Figura 3).

    No calamento do passeio pblico dever ser mantida uma rea livre no

    pavimentada de, no mnimo, 1,00 m em torno de cada rvore, independente da forma

    (Figura 4).

    Essa rea livre no pavimentada:

    a) poder ser recoberta por vegetao ornamental rasteira no compactante;

    Figura 3 Incentivo ao plantio no afastamento frontal das edificaes.

    Figura 4 Dimenses da rea livre no pavimentada.

  • 17

    b) ser no nvel do passeio pblico;

    c) ser limitada somente pela sinalizao ttil de alerta no piso, de acordo com a

    NBR 9050/2004.

    No caso de rvores de grande porte, a rea livre no pavimentada ser de, no

    mnimo, 1,00 m, alm da rea ocupada pelo coleto. Devero ser executadas obras

    para adequao ou ampliao da rea livre no pavimentada quando a rvore

    existente, independentemente do porte, apresentar razes aflorando alm do limite de

    1,00 m (Figura 5).

    Nos passeios pblicos podero ser implantadas caladas verdes, caracterizadas

    por apresentarem faixas de no mnimo 1,00 m de largura, recobertas por gramneas ou

    outras forraes, ao nvel do passeio, preservando a faixa de 1,20 m para o trnsito do

    pedestre, em conformidade com a NBR 9050/2004. Nesses casos, o planejamento da

    arborizao obedecer aos mesmos critrios de distanciamento estabelecidos para

    calada pavimentada, excetuando o que se refere rea livre (Figura 6).

    As rvores devero ser plantadas em alinhamento, sendo a distncia entre elas

    igual ao dimetro da copa, considerado na sua maior extenso. A partir das esquinas

    ser mantida a distncia mnima de 5,00 m em relao ao eixo do tronco da primeira

    rvore (Figura 7).

    Figura 5 Ampliao das dimenses da rea livre no pavimentada.

  • 18

    Ao estabelecer esse alinhamento deve-se considerar a distncia mnima entre o

    eixo do tronco:

    a) e o meio-fio: 0,30 m para espcies de pequeno porte e 0,60 m para espcies

    de mdio ou grande porte (Figuras 8a,8b);

    b) e a rampa de acesso de veculos: 0,60 m para espcies de pequeno porte e

    1,00 m para espcies de mdio e grande porte (Figuras 9a,9b);

    Figura 6 Exemplo de arborizao em calada verde.

    Figura 7 Alinhamento e distanciamento das rvores a partir das esquinas.

  • 19

    c) e as redes subterrneas: 1,00 m para espcies de pequeno porte e 2,00 m

    para espcies de mdio ou grande porte (Figuras 10a,10b);

    Figura 8a Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno porte ao meio-fio.

    Figura 8b Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de mdio e grande porte ao meio-fio.

  • 20

    Figura 9b Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de mdio e grande porte rampa de acesso de veculos.

    Figura 9a Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno porte rampa de acesso de veculos.

  • 21

    Figura 10b Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de mdio e grande porte s redes subterrneas.

    Figura 10a Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno porte s redes subterrneas.

  • 22

    A disposio do mobilirio urbano, abaixo discriminado, em relao rvore

    dever considerar as seguintes distncias, a partir do eixo do tronco:

    a) s caixas de inspeo, bocas de lobo e hidrantes: 2,00 m (Figura 11);

    b) aos postes (rede eltrica, rede telefnica, iluminao pblica, sinalizao

    vertical de trnsito e turstica) e transformadores: 2,00 m a 4,00 m para espcies de

    pequeno porte e 4,00 m a 8,00 m para mdio e grande porte (Figuras 12a,12b);

    c) sinalizao semafrica e indicativa: 5,00 m (Figura 13);

    d) aos telefones pblicos e caixas coletoras de correios: 1,00 m (Figura 14);

    e) s caixas coletoras de lixo: 2,00 m (Figura 15);

    f) aos abrigos de ponto de nibus e taxi: 2,00 m a 4,00 m para pequeno porte e

    4,00 m a 8,00 m para mdio e grande porte (Figuras 16a,16b);

    g) s bancas de jornal/revistas: 2,00 m a 4,00 m para espcies de pequeno porte

    e 4,00 a 8,00 m para mdio e grande porte (Figuras 17a,17b).

    Figura 11 Distncia mnima do eixo do tronco das rvores s caixas de inspeo e

    hidrantes.

  • 23

    Figura 12a Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno porte aos

    postes da rede area.

    Figura 12b Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno, mdio e

    grande porte aos postes da rede area.

  • 24

    Figura 13 Distncia mnima do eixo do tronco da rvore sinalizao semafrica.

    Figura 14 Distncia mnima do eixo do tronco da rvore aos telefones pblicos e s

    caixas coletoras de correios.

  • 25

    Figura 15 Distncia mnima do eixo do tronco da rvore s caixas coletoras de lixo.

    Figura 16a Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno porte aos abrigos de ponto de nibus.

    Figura 16b Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de mdio e grande porte aos abrigos de ponto de nibus.

  • 26

    A distncia entre rvores pode variar dependendo das caractersticas da espcie a ser utilizada, da largura das ruas e seus passeios, da inteno do projeto, das funes dadas vegetao e demais formas integradas ao projeto urbano.

    Figura 17a Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de pequeno porte s

    bancas de jornal/revistas.

    Figura 17b Distncia mnima do eixo do tronco de espcies de mdio e grande

    porte s bancas de jornal/revistas.

  • 27

    A copa das rvores no deve interferir na iluminao pblica. As luminrias

    direcionadas para caladas e pistas de rolamento sero dispostas abaixo da copa e

    gradativamente elevadas medida do crescimento em altura da rvore (Figura 18).

    A localizao de postes da rede eltrica deve ser prxima ao meio fio a fim de

    evitar que o alinhamento destes coincida com o das rvores. Quando houver

    necessidade de coincidir o alinhamento dos postes da rede eltrica com o das rvores,

    somente podero ser plantadas rvores de pequeno porte, que sero mantidas 1,00 m

    abaixo da rede convencional de baixa tenso (Figura 19).

    No caso do alinhamento dos postes da rede eltrica manter uma distncia

    mnima de 1,00 m do alinhamento das rvores, estas podero ser de grande porte,

    Figura 18 Disposio das luminrias em funo da copa das

    rvores.

    Figura 19 Distncia das copas das rvores rede de baixa tenso.

  • 28

    desde que conduzidas de forma que a copa abra 2,00 m acima da rede convencional

    de alta tenso, onde a largura do passeio e o afastamento das edificaes permitirem

    (Figura 20).

    Sob redes compactas ou isoladas podero ser plantadas rvores de mdio e

    grande porte, desde que seja guardada a distncia mnima de 0,50 m entre o

    alinhamento dos postes e o das rvores (Figura 21).

    Figura 21 Distncia entre o alinhamento dos postes de redes

    isoladas e o alinhamento das rvores

    Figura 20 Distncia das redes de alta tenso s copas das rvores.

  • 29

    2.2.2 Nos Canteiros Centrais

    De acordo com a Lei n 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Cdigo

    de Trnsito Brasileiro, entende-se como canteiro central o obstculo fsico construdo

    como separador de pistas de rolamento, eventualmente substitudo por marcas virias

    (canteiro fictcio).

    Os canteiros centrais com largura inferior a 1,00 m sero vegetados com cercas-

    vivas de plantas arbustivas ou trepadeiras ou, ainda, apenas recobertos por vegetao

    rasteira (Figura 22).

    Para possibilitar o plantio de rvores de pequeno e mdio porte, os canteiros

    centrais com largura igual ou superior a 1,00 m no devem ser impermeabilizados, a

    no ser nos espaos destinados travessia de pedestres e instalao de

    equipamentos de sinalizao e segurana (Figura 23).

    Figura 22 Plantio em canteiro central com largura inferior a 1,00 m.

  • 30

    Espcies de grande porte ou de razes superficiais somente sero dispostas em

    canteiros com largura igual ou superior a 4,00 m (Figura 24).

    Em canteiros centrais onde existam redes subterrneas, dar-se- preferncia ao

    cultivo de palmeiras nativas. No caso da existncia de redes areas sero observados

    os mesmos critrios estabelecidos para os passeios pblicos (Figura 25).

    Figura 23 Arborizao em canteiro central com espcies de pequeno e

    mdio porte.

    Figura 24 Arborizao em canteiro central com espcies de grande porte.

  • 31

    Em qualquer circunstncia, a rea destinada ao canteiro central ser preservada

    durante as obras de engenharia, de modo a manter as caractersticas do solo original

    e no sofrer compactao. Havendo necessidade de nivelamento do terreno, este ser

    feito mediante a deposio de terra preta ou terrio de boa qualidade.

    No caso da existncia ou implantao de mobilirio urbano sero obedecidos os

    mesmos critrios estipulados para os passeios pblicos. Em caso de relgios digitais

    estes devero manter distncia mnima de 4,00 m em relao ao eixo do tronco da

    rvore.

    2.2.3 Nos Parques Lineares

    So considerados parques lineares as margens dos cursos dgua (furos, rios,

    igaraps, lagos) e reas centrais ou laterais de avenidas, com largura superior a 6,00

    m, cuja localizao permita sua utilizao como rea de lazer passivo ou ativo.

    Quando os parques lineares incidirem sobre reas centrais ou nas laterais de

    avenidas, ter prioridade o plantio de espcies nativas de grande porte, que sero

    plantadas no espaamento mnimo correspondente ao dimetro da copa na forma

    especfica.

    Caso esses parques busquem recompor a paisagem natural das margens dos

    cursos dgua, as espcies arbreas plantadas sero obrigatoriamente nativas dos

    respectivos ecossistemas, e as herbceas, a serem utilizadas no ajardinamento

    complementar, sero predominantemente as nativas.

    Figura 25 Plantio em canteiro central com redes subterrneas.

  • 32

    As rvores sero plantadas a uma distncia mnima da rea pavimentada

    correspondente a dois teros do raio da copa, de modo a permitir o sombreamento da

    calada ou veculos de passeio sem, contudo, causar impedimento ao trfego de

    veculos altos (Figura 26).

    No caso da existncia ou implantao de mobilirio urbano, redes areas ou

    subterrneas, sero obedecidos os mesmos critrios estipulados para os passeios

    pblicos. Em caso de relgios digitais estes devero manter distncia mnima de 4,00

    m em relao ao eixo do tronco da rvore e os quiosques distncia mnima de 4,00 m.

    2.2.4 Nas Praas

    A arborizao externa das praas seguir as mesmas orientaes para o plantio

    em passeio pblico.

    Internamente as rvores sero dispostas num espaamento igual ou superior ao

    dimetro da copa para que no ocorra concorrncia por luz, exceto quando se tratar

    de composio entre espcies de dossis diferentes. A rea coberta pelo dossel ser

    de no mnimo 60% da rea total da praa.

    No caso da existncia ou implantao de mobilirio urbano, redes areas ou

    subterrneas sero atendidos os mesmos critrios fixados para os passeios pblicos.

    Em caso de quiosques estes devero manter distncia mnima de 4,00 m em relao

    ao eixo do tronco da rvore.

    Figura 26 Disposio das rvores em parque linear.

  • 33

    Na rea interna das praas deve ser observada a altura do dossel em relao ao

    posteamento para iluminao pblica de forma a no ocorrer interferncia da copa no

    foco de luz at o piso.

    2.2.5. Nas Vias de Pedestres

    So consideradas vias e reas de pedestres aquelas destinadas circulao

    prioritria dos mesmos. Nessas vias sero considerados os mesmos parmetros para

    a arborizao de passeios pblicos. A disposio das rvores no deve ser impeditiva

    circulao de veculos de servios (Figura 27).

    Em vias de pedestres com largura inferior a 4,00 m e sem infraestrutura, ser

    incentivado o plantio de fruteiras nos jardins ou quintais.

    2.2.6. Nos Estacionamentos Pblicos e Privados

    Considera-se estacionamento o espao reservado ao parqueamento de veculos

    de qualquer natureza.

    Os estacionamentos pblicos e privados descobertos devem ter 20% da rea

    total permevel, qual ser destinada a arborizao e ajardinamento, considerando os

    parmetros estabelecidos para o passeio pblico. Dar-se- preferncia a rvores de

    folhagem permanente para sombreamento dos veculos.

    Figura 27 Disposio das rvores em via de pedestres com largura superior a 4,00 m.

  • 34

    2.3 ESCOLHA DAS ESPCIES

    Os projetos de arborizao buscaro priorizar as espcies nativas ou j

    adaptadas regio (APNDICE A) e que sejam adequadas ao espao areo e

    subterrneo.

    Principalmente quando se tratar de plantio em passeio pblico, devero ser

    definidas as espcies que melhor se enquadrem mediante a observao das seguintes

    caractersticas:

    a) ter crescimento inicial rpido;

    b) ser tolerante a pragas e doenas;

    c) possuir folhas persistentes ou semicaducas, pequenas e membranceas;

    d) no produzir frutos grandes ou comestveis pelo homem e sim pequenos e

    apreciados por pssaros;

    e) possuir sistema radicular pivotante ou axial profundo;

    f) possuir caule do tipo tronco, ereto e resistente;

    g) possuir florao vistosa;

    h) no atrair insetos prejudiciais ao homem;

    i) aceitar, porm no exigir, poda frequente;

    j) no possuir espinhos ou produzir substncias txicas.

    As espcies escolhidas devero ter formato e porte adequados ao espao

    disponvel.

    So distinguidos os seguintes formatos:

    a) globular forma de rvore na qual a altura total (tronco e copa) de tamanho

    semelhante ao do maior dimetro da copa;

    b) cilndrica ou colunar forma de rvore na qual o dimetro inferior da copa

    igual ou semelhante ao dimetro na sua parte superior;

    c) cnica e piramidal formas de rvores nas quais o dimetro inferior da copa

    muito maior do que o dimetro na parte superior. Quando a copa, alm de afilar para

    cima, achatada, denomina-se de piramidal;

    d) umbeliforme formato de rvore semelhante a um guarda-chuva aberto; os

    ramos secundrios partem de um nico ponto ou de pontos muito prximos do tronco,

  • 35

    sendo que os mais baixos atingem comprimento maior que os mais altos, e as folhas

    se concentram na periferia desses ramos;

    e) pendular forma de rvore na qual os ramos principais partem de cima para

    baixo, seja prximo ou afastado do tronco;

    f) sem forma definida.

    O porte compreende a altura total (fuste e copa) e o dimetro da copa que um

    indivduo da espcie atinge, quando plenamente desenvolvido e sem competio por

    espao, podendo ou no haver correlao entre tais medidas, a depender do formato.

    As espcies, para efeito deste Manual, sero distinguidas quanto ao porte conforme

    descrito na Tabela 1.

    Tabela 1 Porte das espcies considerando a altura total e o maior

    dimetro da copa.

    Fonte: autores, 2012

    As tabelas a seguir (Tabelas 2, 3) resumem as distncias a serem mantidas entre

    as rvores de acordo com seu porte e os elementos constituintes do passeio

    pblico e do mobilirio urbano.

    Tabela 2 Distncia da rvore em funo do porte com relao aos elementos constituintes do passeio pblico.

    Elementos Porte (m)

    Pequeno Mdio Grande Mangueira

    Esquina 5,00 5,00 5,00 5,00

    Meio-fio 0,30 0,60 0,60 0,60

    Rampa de acesso a veculos 0,60 1,00 1,00 1,00

    Redes subterrneas 1,00 2,00 2,00 4,00 1 considerar o eixo do tronco

    - gs, gua, energia, telecomunicaes, esgoto, drenagem, ramos de ligaes etc. Fonte: autores, 2012

    Discriminao Altura total

    (m) Dimetro da copa

    (m)

    Arbusto ou arvoreta 3,0 2,0

    Pequeno porte 3,0 a 6,0 2,0 a 8,0

    Mdio porte 6,0 a 12,0 8,0 a 16,0

    Grande porte 12,0 a 24,0 16,0 a 24,0

    Porte muito grande 24,0 24,0

  • 36

    Tabela 3 Distncia da rvore1 para o mobilirio urbano em funo do porte.

    1 considerar o eixo do tronco

    2 compreende boca de lobo, poo de visita, bueiro, caixas de passagem

    3 apenas em canteiros centrais e parques lineares

    4 exclusivamente em parques lineares.

    Fonte: autores, 2012

    Sero considerados projetos especficos e, portanto, recebero tratamento

    diferenciado em reas restritas, aqueles que envolverem:

    a) o plantio de espcies de frutos comestveis pelo homem;

    b) a introduo de novas espcies ou daquelas que estiverem em fase de

    experimentao.

    Recomenda-se que a frequncia de cada espcie no total da arborizao no

    ultrapasse 15%.

    As espcies para arborizar internamente as praas sero aquelas de maior porte

    e predominantemente nativas.

    Para enriquecer ou recuperar as reas de parques lineares, sero utilizadas

    rvores e arbustos de espcies nativas preexistentes ou que j tenham existido

    anteriormente naquela rea. Porm, em jardins de partes especficas do parque ser

    permitida a introduo de vegetao herbcea extica, desde que no obstrua o foco

    principal que a floresta nativa.

    Tanto nas praas quanto nos parques lineares, sero priorizadas espcies cujos

    frutos ou flores sejam atrativos avifauna, a insetos benficos e a pequenos

    mamferos.

    No ser permitido o plantio de palmeiras sob rede area, cuja altura da espcie

    adulta seja igual ou superior ao da fiao. Espcies de copa colunar ou cnica,

    tambm, no podero ser plantadas sob a fiao.

    Mobilirio Porte (m)

    Pequeno Mdio Grande

    Caixas de inspeo2, hidrante, caixa coletora de lixo 2,00 2,00 2,00 Sinalizao semafrica e indicativa 5,00 5,00 5,00 Telefone pblico e caixa de correio 1,00 1,00 1,00 Postes, ponto de nibus/txi, banca de jornal/revista 2,00 4,00 4,00 Relgios digitais3 e quiosques4 > 4,00 > 4,00 > 4,00

    Redes areas 0,50 1,00

  • 37

    3 PRODUO E PLANTIO DAS MUDAS 3.1 PRODUO DE MUDAS

    3.1.1 Viveiro de mudas

    O viveiro para a produo de mudas para a arborizao urbana dever:

    a) ser instalado em local de fcil acesso;

    b) ter topografia levemente declivosa;

    c) ter solo frivel, para facilitar o escoamento do excesso da gua de irrigao;

    d) ter sistema de irrigao apropriado para cada fase de desenvolvimento da

    planta;

    e) ter rea disponvel a pleno sol.

    Os canteiros para receber mudas embaladas devem ter no mximo 1,00 m de

    largura e ficar afastados de 1,50 m a 2,00 m uns dos outros. Devem estar dispostos

    perpendicularmente trajetria do sol. Essa mesma disposio deve ser usada nas

    linhas de mudas transplantadas para serem desenvolvidas diretamente no solo.

    3.1.2 Padro das Mudas

    As mudas para plantio em logradouros pblicos devero atender s seguintes

    especificaes (Figura 28):

    a) altura entre 1,50 m a 1,80 m acima do coleto;

    b) dimetro altura do peito (DAP) de 2 cm a 3 cm;

    c) altura da primeira ramificao de 1,20 m a 1,60 m;

    d) copa formada por 3 (trs) a 4 (quatro) ramos partindo, preferencialmente, de

    pontos distintos do caule;

    e) sistema radicular bem formado e consolidado em embalagens com

    capacidade para 15 a 20 litros, podendo ser de plstico, tecido de aniagem ou

    fibra vegetal;

    f) iseno de pragas e doenas.

    No caso de mudas produzidas em viveiro de cho, convm que sejam

    transplantadas para embalagens individuais, capazes de conter o torro, e passem por

    um perodo de consolidao e aclimatao de aproximadamente seis meses antes do

    plantio no logradouro pblico.

  • 38

    3.1.3 Procedimentos para a Produo de Mudas

    A boa muda se faz a partir da escolha das rvores matrizes e dos melhores

    frutos e sementes. Recomenda-se que as sementes sejam colhidas de diferentes

    rvores matrizes, distanciadas, no mnimo, 50,00 m para garantir boa variabilidade

    gentica no lote.

    Dependendo da espcie, as sementes podem estar em frutos secos ou carnosos.

    Alguns frutos secos possuem deiscncia, ou seja, abrem-se naturalmente quando

    atingem a maturao deixando cair as sementes, que geralmente possuem um

    apndice (asas) que lhes permite atingir grandes distncias levadas pelo vento. Em

    qualquer caso, as sementes devem ser obtidas de frutos colhidos diretamente na copa

    da rvore, restringindo-se, assim, a possibilidade de desenvolvimento de fungos, que

    poderiam vir a prejudicar a qualidade e o desempenho das mudas.

    As sementes devem ser imediatamente retiradas se o fruto for carnoso, para

    evitar o apodrecimento da polpa. Essas sementes so, ento, lavadas para eliminar

    qualquer poro que possa atrair insetos ou fungos. Em algumas espcies, por mais

    que o fruto esteja maduro, as sementes ainda no esto em condies de germinar;

    Nesses casos ser necessrio guard-las em local com temperatura e umidade

    controladas por algum tempo.

    O semeio poder ser feito em sementeiras (canteiros ou bandejas) ou em

    embalagens individuais, provisrias ou definitivas. Sementes pequenas, devido ao

    difcil manuseio, ou aquelas que apresentam germinao irregular so normalmente

    Figura 28 Padro da muda para plantio em logradouros pblicos.

  • 39

    colocadas para germinar em sementeiras, utilizando-se como substrato a terra preta

    peneirada e outros materiais orgnicos (palha de arroz e serragem, dentre outros),

    devidamente esterilizados. O semeio pode ser feito a lano ou em sulcos rasos. Em

    ambos os casos recobrem-se as sementes com uma fina camada do substrato

    peneirado (Figura 29).

    Assim que as plntulas atingirem 07 cm de altura devem ser repicadas para

    embalagens apropriadas, como sacos plsticos para mudas. Neste momento,

    selecionam-se as plntulas mais vigorosas e sadias, descartando-se as demais.

    Sementes mdias ou grandes e as que no apresentem dificuldade para

    germinar devem ser semeadas em recipientes individuais, utilizando como substrato

    terra preta peneirada, serragem curtida e cama de avirio ou esterco de curral bem

    curtido na proporo de 3:2:1.

    Dependendo da espcie haver necessidade de tutorar a muda germinada ou

    repicada para embalagens individuais. O tutor dever ser cilndrico com dimetro

    aproximado de 1 cm e altura compatvel com a velocidade de crescimento da muda.

    Para atingir o padro exigido, mesmo as mudas semeadas individualmente,

    precisaro ser repicadas para embalagens maiores, medida que forem se

    desenvolvendo, a fim de evitar o enovelamento das razes. O espaamento das mudas

    no viveiro dever ser tal que impea a competio por luz entre elas.

    Figura 29 Semeio em sementeira e em embalagem individual.

  • 40

    Existe a possibilidade de formao das mudas em viveiro de cho. Nesse caso, o

    torro ter que ser gradativamente moldado antes de ser acondicionado na

    embalagem padro ou ser envolto em sacaria de aniagem ou plstico, para facilitar o

    transporte imediato para o local definitivo; em ambos os casos, a copa ter que ser

    obrigatoriamente reduzida, de modo a evitar perda de gua por transpirao.

    As mudas devero ser transportadas ao local de plantio em veculo fechado para

    evitar danos causados pelo vento.

    3.2 PLANTIO E MANUTENO PS-PLANTIO

    3.2.1 Preparo da Cova

    A cova de plantio ter dimenses mnimas de 60 cm x 60 cm x 60 cm de altura,

    largura e profundidade, porm, ser tanto maior quanto mais desfavorveis forem as

    condies fsicas e qumicas do solo e quanto maior for o tamanho da muda

    (Figura 30).

    No fundo da cova devem ser depositados 400g a 600g de um fertilizante

    fosfatado natural misturado a pequena poro de terra orgnica.

    Figura 30 Dimenses da cova para plantio em logradouros pblicos

  • 41

    3.2.2 Plantio

    O plantio dever ser feito preferencialmente no perodo de dezembro a maro.

    A muda ser retirada da embalagem apenas no momento do plantio e com o

    cuidado necessrio para no destorroar. Ao posicionar a muda na cova, o coleto deve

    ficar ao nvel da superfcie do solo (Figura 31).

    O material retirado da cova, se de boa qualidade, poder ser misturado na

    proporo de 1:1 com composto orgnico para completar o preenchimento da cova

    aps a colocao da muda; sendo de m qualidade, dever ser substitudo

    integralmente por terra orgnica.

    Aps o completo preenchimento da cova com o substrato, este dever ser

    pressionado e irrigado, para favorecer a fixao do torro, sem danificar a muda e sem

    compactar a superfcie. Caso ocorra o rebaixamento do substrato, este dever ser

    complementado at refazer o nvel.

    Figura 31 Sequncia do plantio.

  • 42

    3.2.3. Tutoramento e Proteo

    O tutor poder ser de madeira ou material similar, de altura total maior ou igual a

    2,30 m, largura e espessura de 4 cm x 4 cm 1 cm, podendo a seco ser retangular

    ou circular, com a extremidade inferior pontiaguda para melhor fixao ao solo a uma

    profundidade de 50 cm e a uma distncia de 15 cm do caule da muda. O tutor dever

    ser fixado na mesma direo do vento predominante (Figura 32).

    A amarrao, ou amarrio, ser em forma de (oito deitado) usando-se fita

    plstica apropriada, corda de sisal ou outros materiais degradveis.

    Havendo necessidade, ser executada a substituio peridica dos tutores e

    amarrio, pelo menos durante o primeiro ano de plantio.

    A muda receber um protetor que deve atender as seguintes especificaes

    (Figura 33):

    a) ser confeccionado em tela de arame galvanizado ou outro material similar;

    b) possuir seco circular de 60 cm de dimetro;

    c) ter altura de 1,80 m acima do nvel do solo.

    O protetor deve permanecer, no mnimo, por dois anos, sendo conservado em

    perfeitas condies.

    Figura 32 Tutoramento da muda ps-plantio.

  • 43

    3.2.4 Manuteno Ps-plantio

    A muda receber irrigao complementar, caso no ocorra precipitao

    pluviomtrica suficiente para a sua manuteno. At completar dois anos aps o

    plantio, a muda, dependendo da espcie, poder receber fertilizao suplementar de

    seis em seis meses, com 100g a 200g de NPK, com maior teor de nitrognio,

    aplicados em quatro perfuraes equidistantes um pouco alm da projeo da copa ou

    na extremidade da rea livre permevel (Figura 34).

    Figura 34 Localizao dos furos para aplicao de fertilizantes

    Figura 33 Proteo da muda ps-plantio.

  • 44

    A vegetao que surgir espontaneamente na rea livre permevel ser

    imediatamente retirada e a cobertura vegetal plantada deve ser mantida afastada do

    coleto em um raio de 15 cm a 20 cm (Figura 35).

    Devero ser eliminadas brotaes laterais, principalmente basais (ramos

    ladres), evitando-se a formao da copa abaixo da altura mnima recomendada

    (Figura 36).

    Em caso de morte, dano irreversvel ou supresso da muda, a mesma dever ser

    reposta, em um perodo no superior a trs meses.

    Figura 35 Coroamento da muda

    Figura 36 Eliminao de ramos ladres

  • 45

    4 MANEJO E CONSERVAO DA ARBORIZAO

    4.1 ASPECTOS GERAIS

    Dever ser avaliada, preliminarmente, a possibilidade de readequao do

    mobilirio urbano, ao invs da adoo precipitada de servios de poda ou remoo de

    rvores.

    A utilizao de enfeites e iluminao decorativa no recomendada, sob o ponto

    de vista fitossanitrio. Porm, se isso ocorrer, que sejam utilizados materiais que no

    prejudiquem a circulao da seiva no tronco ou ramo das rvores, e que os mesmos

    sejam imediatamente removidos ao trmino do evento, sob pena de se incorrer em

    infrao passiva de penalidades.

    Nos projetos luminotcnicos, onde j exista arborizao, os postes e luminrias

    sero dispostos de modo a no prejudicar as rvores.

    A caiao ou pintura das rvores no permitida em nenhuma circunstncia.

    Caso seja constatada, durante a avaliao tcnica, a presena de ninhos

    habitados nas rvores a serem removidas, transplantadas ou podadas, os

    procedimentos devero ser adiados at o momento da desocupao dos ninhos. No

    caso da presena de outros animais abrigados, os rgos competentes devero ser

    chamados para captura e destinao apropriadas.

    4.2 PODA

    A poda nas rvores plantadas em logradouros pblicos ser realizada pela

    SEMMA ou por outras instituies pblicas e particulares credenciadas ou

    conveniadas. Quando a poda for executada por outras instituies, a SEMMA poder

    autorizar e supervisionar o servio.

    4.2.1 Definies

    Para efeito deste Manual so considerados os seguintes tipos de poda,

    denominados conforme seus objetivos:

    a) poda de formao: realizada no viveiro, com a finalidade de se obter mudas

    com padro ideal para plantio no meio urbano, utilizando-se tesoura de poda para o

    corte de ramos de at 15 mm de dimetro (Figura 37);

  • 46

    b) poda de conduo e levantamento da copa: realizada sistematicamente

    durante a fase de desenvolvimento da rvore com o objetivo de adequar a copa ao

    espao disponvel, eliminando-se ramos que dificultem a passagem de pedestres e

    veculos;

    c) poda de limpeza: consiste na eliminao de ramos necrosados, defeituosos,

    lascados, quebrados ou atacados por pragas, entre estas as ervas-de-passarinho

    (Figura 38);

    Figura 37 Poda de formao

    Figura 38 Poda de limpeza

  • 47

    d) poda de correo ou adequao (Figura 39): consiste na remoo de ramos

    que estejam em desarmonia com a forma natural da copa ou eliminao de

    bifurcaes (ramos co-dominantes ou em ngulo agudo);

    e) rebaixamento de copa: aplicada para recompor o equilbrio fsico da rvore,

    alterado por interferncias anteriores, reduzindo-se a altura em toda a extenso de sua

    copa, de modo a reconstituir sua forma e estrutura, mesmo que paulatinamente.

    Somente pode ser empregada em rvores de crescimento simpodial (Figura 40);

    Figura 39 Poda de correo

    Figura 40 Rebaixamento da copa

  • 48

    poda de regenerao (poda drstica): realizada com a finalidade de renovao integral

    da copa a partir das principais ramificaes;

    f) poda de conteno de razes: visa restringir o desenvolvimento da parte area,

    pelo princpio do equilbrio, e evitar danos ao calamento e edificaes;

    g) poda emergencial: visa eliminar situaes de risco vida e a propriedade;

    h) topiaria ou poda ornamental: visa transformar a copa em figuras geomtricas

    ou representativas de animais ou smbolos, alterando a forma especfica ou original.

    A poda drstica somente ser executada mediante prvia avaliao tcnica da

    SEMMA. Podas ornamentais na rea pblica somente podero ser executadas

    mediante projetos paisagsticos e urbansticos autorizados pela SEMMA.

    4.2.2 Aplicaes

    A poda de rvores em logradouros pblicos ser executada:

    a) para conduo, visando eliminar ramos ladres (epicrmicos), superpostos ou

    cruzados, e elevar a copa;

    b) sob fiao, quando representarem riscos de acidentes ou de interrupo dos

    sistemas eltrico, de telefonia ou de outros servios;

    c) para conduo de espcies de grande porte, de modo que a ramificao

    ultrapasse as redes areas;

    d) para limpeza, visando somente retirada de galhos secos, apodrecidos,

    quebrados ou com pragas;

    e) quando os galhos estiverem causando interferncias prejudiciais em

    edificaes, na iluminao ou na sinalizao de trnsito nos logradouros pblicos;

    f) para manuteno da forma especfica ou para correo de crescimento

    anormal;

    g) para a recuperao do vigor de rvores de rara beleza e de valor significativo.

    4.2.3 poca de Realizao

    A poca adequada para a realizao do trato cultural depende do tipo de poda:

    a) poda de formao, conduo e limpeza: a qualquer tempo, mas

    preferencialmente na poca menos chuvosa e/ou aps a florao ou frutificao,

    dependendo da fenologia da espcie;

    b) poda de correo e regenerao: exclusivamente na poca menos chuvosa,

    preferencialmente no perodo de desfolha das espcies decduas ou aps a florao

    ou frutificao nas espcies perenifolias.

  • 49

    4.2.4 Tcnicas de Poda

    Anualmente o volume da copa ser reduzido em at 30%, salvo em casos

    especficos respaldados por laudo tcnico (Figura 41).

    Antes de efetuar o corte, o podador far o reconhecimento da crista e do colar

    (Figura 42), que so estruturas de defesa da rvore contra leses e, tambm,

    responsveis pelo derrame natural dos galhos (absciso). O corte dever resguardar

    essas estruturas e ser ligeiramente oblquo, para evitar o acmulo de gua, sem deixar

    rugosidades na casca ou no lenho.

    No caso da crista e do colar no estarem evidentes, porm sendo observada

    uma reentrncia na parte basal do ramo (fossa basal), significando o incio do

    processo de absciso, o corte ser feito ligeiramente oblquo, bem prximo ao ramo

    que ir permanecer na rvore (Figura 43).

    Figura 41 Poda em etapas

  • 50

    Ramos de maior dimetro devem ser eliminados pelo processo de trs cortes: o

    primeiro de baixo para cima a uns 30 cm do colar; o segundo de cima para baixo,

    inclinado, um pouco aqum do primeiro; e o terceiro, de baixo para cima junto ao colar.

    Figura 42 Reconhecimento da crista e do colar

    Figura 43 Local e posio do corte.

  • 51

    Antes, porm, o peso do galho deve ser diminudo pela eliminao da ramagem, de

    forma a prevenir o rompimento da casca do ramo original.

    O operador poder, ainda, optar pelo processo de quatro cortes, formando uma

    quilha antes de destacar completamente o ramo, evitando assim danos lmina da

    motosserra (Figura 44).

    Figura 44 Sequncia dos cortes para eliminao de ramo pesado.

  • 52

    4.3 OUTROS TRATOS CULTURAIS

    4.3.1. Controle de Pragas

    O controle de pragas que atacam as rvores localizadas no espao pblico de

    grande importncia para manter a sanidade e, consequentemente, propiciar a

    longevidade dos espcimes.

    Dentre as principais pragas observadas na arborizao urbana de Belm,

    destacam-se: fungos, bactrias, cupins, savas, brocas, lagartas, cochonilhas, pulges

    e ervas daninhas. Existem outros insetos que apenas se hospedam ou se alimentam

    do nctar das flores sem causar danos s rvores; entretanto, podem se tornar um

    incmodo para as pessoas, como, por exemplo, trips (Lacerdinha) e abelhas.

    Os fungos e bactrias causam apodrecimento do tronco e das razes, sendo de

    difcil controle, pelo que devem ser evitados atravs da manuteno do arejamento e

    da drenagem na rea livre. Tambm a realizao da poda segundo as tcnicas

    descritas neste Manual permite a perfeita reconstituio dos tecidos impedindo o

    ataque desses microorganismos.

    Os cupins, que normalmente se instalam onde o lenho j est apodrecido,

    formam colnias que proliferam rapidamente consumindo o tecido de sustentao de

    troncos e ramos. As savas, que tambm formam colnias, atacam a parte area do

    vegetal, consumindo folhas e ramos tenros.

    As brocas, que so larvas de besouros, cavam galerias em estipes e troncos, e

    as lagartas, que so larvas de borboletas e mariposas, se alimentam das folhas e

    brotos novos. So comuns, tambm, os pulges e as cochonilhas (lanuginosas ou de

    carapaa) que se instalam nas folhas e nos ramos sugando a seiva da planta.

    O primeiro passo para o controle das pragas o monitoramento constante. Para

    insetos que formam colnias, este controle ser efetuado mediante a destruio do

    ninho e eliminao da rainha.

    Para eliminar as brocas ser possvel injetar inseticidas volteis, piretrides ou

    fosforados, e fechar o furo com barro ou cera, de modo a criar uma cmara de gs,

    que atingir a larva. Contra as lagartas, o processo ser mecnico, por meio de

    catao manual, e colocao de armadilhas para apanhar o inseto adulto.

    Alm das orientaes discriminadas acima, existe a possibilidade de uso de

    leos minerais e vegetais hidrossolveis, de inseticidas biolgicos, alm de outros

    defensivos alternativos, que no apresentem toxidade para as pessoas, animais

    domsticos e para as prprias rvores. O controle de pragas ser de competncia

    exclusiva da SEMMA ou empresa autorizada por esta.

  • 53

    4.3.2 Controle de Ervas Parasitas e Plantas Epfitas

    Denominam-se de erva-de-passarinho vrias espcies da famlia Loranthaceae,

    como Tripodanthus acutifolius (Ruiz & Pav.) Thiegh, Struthanthus vulgaris Mart.

    Phthirusa pyrifolia Mart., entre outras (Figura 45). So plantas hemiparasitas que

    geralmente atacam os ramos situados na periferia da copa das rvores; assim sendo,

    na poda de limpeza sero retirados to somente esses ramos, de modo a no alterar o

    formato da copa.

    Caso o ataque seja intenso, poder haver a necessidade de se eliminar apenas a

    parte exteriorizada da erva-de-passarinho, para no reduzir demais a copa da rvore.

    Porm, a permanncia das partes interiorizadas ser motivo para a volta da

    infestao; da a previso do retorno, aps a hospedeira rebrotar, para a eliminao

    exclusiva dos ramos atacados.

    Plantas conhecidas como mata-pau (Ficus sp) no so propriamente parasitas,

    mas afetam as rvores por estrangular o tronco e recobrir a folhagem. Normalmente,

    suas razes se desenvolvem da copa para o solo, onde se espalham, disputando

    nutrientes e gua com a rvore. H, portanto, necessidade de se eliminar

    completamente esse vegetal antes que atinja o solo (Figura 46).

    Figura 45 Infestao por erva-de-passarinho estgio inicial e avanado.

  • 54

    comum as rvores abrigarem plantas epfitas como bromlias, cactceas,

    arceas e samambaias que, mesmo no sendo parasitas, acumulam gua da chuva

    em forquilhas e pesam sobre os ramos, de modo que, preventivamente, podero ser

    retiradas completa ou parcialmente (Figura 47).

    4.3.3 Poda de Razes

    O corte de razes com dimetro acima de 10 mm contraindicado, pois quanto

    maior o dimetro da raiz, mais demorada a regenerao e maior o comprometimento

    da estabilidade da rvore. Comprovada a necessidade da poda, esta jamais ser feita

    em toda a circunferncia do tronco.

    Devero ser executadas obras para adequao ou ampliao da rea livre no

    pavimentada, quando a rvore existente apresentar razes aflorando alm do limite de

    1,00 m.

    Caso seja necessrio podar a raiz, o primeiro procedimento consiste em abrir

    uma valeta para expor a parte da raiz que ser podada. O corte deve ser realizado a

    uma distncia mnima de 50 cm a partir do coleto da rvore, com serra manual ou

    mecnica, afiada.

    4.4 TRANSPLANTIO

    O transplantio um processo que visa retirar uma rvore j estabelecida num

    determinado local e plant-la em outro lugar. Para eliminar ou diminuir a necessidade

    de irrigao, o transplantio ser feito preferencialmente durante a poca mais chuvosa.

    Figura 46 Mata-pau (Ficus sp)

    Figura 47 Bromlia epfita

  • 55

    O incio do processo o que se denomina de desmame ou sangria, que consiste

    em abrir um sulco profundo em torno da rvore a ser transplantada numa

    circunferncia cujo raio equivale a aproximadamente um tero da projeo da copa

    antes que esta seja podada. Essa etapa visa fazer com que novas razes se

    desenvolvam lateralmente adensando o torro.

    O passo seguinte consiste em revestir esse torro com manta de aniagem ou

    plstica que ser convenientemente amarrada. Dependendo da espcie, procede-se

    imediatamente poda da parte area, reduzindo-a em no mximo 30%.

    A cova no novo local precisa ser de tamanho suficiente para conter o torro, com

    folga. Para soltar a rvore do solo, a raiz pivotante deve ser cortada, usando-se ferro

    de cova ou outra ferramenta mais adequada. A rvore , ento, levantada, com

    equipamento apropriado, e o torro completamente envolvido pela manta. Assim, a

    rvore ser acondicionada no caminho que ir transport-la ao novo local.

    O plantio se assemelha ao de uma muda comum; entretanto, preciso garantir a

    estabilidade da rvore, reforando o tutoramento. rvores com altura superior a 4,00 m

    e as palmeiras devem ser amparadas por trs tutores em forma de trip.

    4.5 DENDROCIRURGIA

    Denomina-se de dendrocirurgia o tratamento que visa recuperar a rvore de

    injrias e cavidades no lenho, ou apenas reforar a estrutura da mesma atravs do

    preenchimento desses espaos ou da instalao de escoras de diversos tipos e

    materiais.

    No caso de ferimentos, o processo tem incio pela limpeza da cavidade, quando

    todo material apodrecido raspado e retirado. Em seguida realizado o

    preenchimento da cavidade com cimento ou poliuretano.

    4.6 SUPRESSO

    A supresso somente ser efetuada aps emisso de laudo tcnico pela

    SEMMA, comprovando que a rvore oferece perigo de queda ou de danos crescentes

    e irreversveis ao patrimnio, devido ao estado fitossanitrio irrecupervel ou quando

    estiver morta.

    O processo de supresso da rvore comea pela diminuio do peso da copa e

    termina com o destocamento e recomposio da rea livre para posterior plantio de

    nova muda.

  • 56

    5 MANGUEIRAS E SUMAUMEIRAS

    Devido importncia das mangueiras (Mangifera indica L.) e sumaumeiras

    (Ceiba pentandra L.) na paisagem urbana do municpio de Belm, o plantio e a

    manuteno sero realizados conforme as orientaes deste Manual para espcies de

    grande porte e mediante critrios especficos.

    5.1 ONDE PLANTAR

    5.1.1 Em Passeios Pblicos

    As mangueiras sero plantadas apenas em passeios cuja largura seja igual ou

    superior a 3,60 m e, preferencialmente, onde houver afastamento das edificaes, por

    ser uma espcie de grande porte.

    A rea livre permevel ser de 1,00 m, como recomendado para qualquer

    espcie, prevendo-se a necessidade da ampliao dessa rea caso ocorra o aumento

    excessivo do dimetro do coleto.

    O alinhamento das mangueiras ser distanciado do alinhamento dos postes da

    rede eltrica em no mnimo 1,00 m, e essa rede ser preferencialmente do tipo

    compacta.

    Nos passeios de qualquer largura onde existirem mangueiras centenrias sero

    usadas mudas da mesma espcie para repor perdas ou substituir rvores plantadas

    inapropriadamente.

    No ser permitido o plantio de sumaumeira em passeios pblicos.

    5.1.2 Em Canteiros Centrais

    Para receber mangueiras, o canteiro central ter largura mnima permevel de

    3,00 m e espao subterrneo livre de no mnimo 4,00 m de profundidade por 4,00 m

    de largura (Figura 48).

    Os canteiros no podero abrigar redes areas e subterrneas na rea

    permevel no mesmo sentido do alinhamento das rvores.

    No ser permitido o plantio de sumaumeira em canteiros centrais.

  • 57

    5.1.3 Em Parques Lineares

    Em parques lineares cujas caractersticas do solo permitam o plantio de

    mangueiras, estas sero dispostas como qualquer outra espcie de grande porte

    (Figura 49).

    Figura 48 Condies do canteiro central para o plantio de mangueiras.

    Figura 49 Condies do logradouro para o plantio de sumaumeiras.

  • 58

    O plantio de sumaumeira, espcie de porte muito grande, exigir que o parque

    linear tenha no mnimo 12,00 m de largura na rea permevel e que a calha da

    avenida possua no mnimo 24,00 m de largura. Nesse caso, a disposio da rvore

    ser centralizada e distar no mnimo 10,00 m de esquinas ou cruzamentos. s

    demais distncias estipuladas para rvores de grande porte, sero acrescentados 4,00

    m, no mnimo, quando se planejar o plantio de sumaumeiras (Tabela 4)

    Tabela 4 Condies do canteiro central ou parque linear para o plantio de sumaumeira e mangueira.

    Porte (m) Largura total

    Largura permevel

    Largura da calha

    Distncia ao cruzamento

    Sumaumeira1 12,00 24,00 10,00

    Mangueira2 4,00 3,00

    1 exclusivamente em parques lineares 2 inclusive espcies de grande porte ou que possuam razes superficiais Fonte: autores, 2012

    5.1.4 Em Praas

    Dependendo da largura do calamento externo da praa, esta poder ser

    arborizada por mangueiras seguindo-se os mesmos parmetros estipulados para

    rvores de grande porte em passeios pblicos. Internamente, as mangueiras podero

    ser dispostas como convier ao paisagista, desde que observadas as distncias

    estabelecidas para o plantio dessa espcie em parques lineares.

    As sumaumeiras sero plantadas apenas na rea interna das praas e parques,

    seguindo-se o mesmo distanciamento preconizado para o plantio dessa espcie em

    parques lineares.

    5.1.5 Em Vias de Pedestres e Estacionamentos

    O plantio de mangueiras em vias de pedestres e estacionamentos no

    recomendado, enquanto que o plantio de sumaumeira no ser permitido em tais

    locais.

    5.2 PRODUO E PLANTIO DAS MUDAS

    O padro das mudas de mangueira ser o mesmo para as demais espcies,

    exceto quanto disposio dos ramos que iro formar a copa. Em funo da

    arquitetura prpria da espcie, sero mantidas 3 (trs) a 5 (cinco) ramificaes

  • 59

    partindo de um mesmo ponto do caule principal, porm sempre acima de 1,80 m da

    base (Figura 50).

    Sero produzidas mudas por meio de enxertia, visando diminuio da altura da

    planta, para utilizao em projetos especficos, ou obteno de um maior nmero de

    plantas a partir de matrizes de caractersticas desejveis.

    Em qualquer caso, as sementes sero colocadas para germinar em embalagens

    provisrias, com capacidade para 05 ou 08 litros, dispostas em ambiente sombreado

    at o aparecimento do primeiro par de folhas definitivas, quando sero gradativamente

    expostas ao sol, evitando-se, assim, o estiolamento. Quatro a seis meses aps a

    germinao, a muda ser repicada para a embalagem definitiva.

    As sementes de sumama sero colocadas para germinar em tubets e sero

    repicadas, quando atingirem 15 a 20 cm de altura, para a embalagem definitiva.

    Ambas as espcies recebero, alm dos tratos corriqueiros no viveiro, a poda de

    formao, restrita eliminao de ramos que porventura se formem abaixo de 1,80 m.

    Os procedimentos de preparo da cova, plantio, tutoramento, proteo e

    manuteno ps-plantio sero os mesmos para qualquer outra espcie.

    Figura 50 Formao da muda de mangueira.

  • 60

    5.3 MANEJO DAS RVORES EXISTENTES

    A poda ser praticada na mangueira durante os primeiros anos aps o plantio,

    apenas para a conduo e levantamento gradativo da copa, a fim de que esta no

    impea a circulao de pessoas ou veculos, bem como para que ultrapasse as redes

    areas.

    A poda de limpeza ser executada sempre que seja constatada, nas vistorias

    peridicas, a presena de erva-de-passarinho e ramos necrosados ou atacados por

    pragas. O processo ser o mesmo utilizado para qualquer outra espcie de rvore.

    Dependendo do inventrio qualitativo das rvores existentes, as mangueiras

    podero receber poda de correo ou adequao gradativa forma especfica. Poder

    haver necessidade da execuo de podas drsticas para o rebaixamento da copa ou a

    regenerao de indivduos senescentes. Excetuando esses casos ser admitida a

    retirada de no mais que 30% do volume da copa por ocasio de uma nica poda.

    A poda de limpeza e formao ser realizada a qualquer tempo, porm

    preferencialmente durante a desfolha, para melhor visualizao dos ramos atacados e

    para garantir a segurana do operador. As podas de conduo, correo e

    regenerao sero realizadas obrigatoriamente no perodo de desfolha, que coincide

    com o incio da estiagem.

    Apenas excepcionalmente poder ser realizada poda de conteno de razes em

    mangueiras jovens. Tal prtica no se aplica s sumaumeiras.

    Para a realizao da poda, as equipes disporo de maquinrio e ferramental

    condizente com a altura da rvore naquele momento e o dimetro dos ramos a serem

    retirados: rvores com mais de 10 m de altura sero trabalhadas, necessariamente, a

    partir de guindastes munidos de cestas para duas pessoas, que permitam ao operador

    total liberdade para assumir a posio mais adequada tarefa. A tcnica para podar

    ser a mesma empregada para as demais espcies.

  • 61

    GLOSSRIO

    Absciso processo pelo qual a planta naturalmente elimina ramos sem funes.

    rvores senescentes rvores em estgio natural de declnio devido idade.

    Arvoretas arbustos que submetidos poda adquirem a conformao de uma rvore de porte pequeno.

    Colar camada enrugada abaixo de um ramo, na insero deste no tronco ou em outro ramo, formada pela sobreposio de tecidos do lenho e da casca.

    Coleto regio de transio entre a raiz e o tronco das rvores.

    Crista parte superior da insero de um ramo no tronco ou em outro ramo, formada pela juno da casca de ambos; estrutura correspondente ao colar na parte superior do ramo.

    Desmame corte das razes, em crculo, a certa distncia do tronco de mudas ou rvores plantadas no solo, visando consolidar o torro, antes da separao definitiva pelo corte transversal.

    Destocamento procedimento de retirada dos restos da rvore aps a eliminao da copa.

    Destorroar desfazer o torro.

    Dossel cobertura formada pela sobreposio das copas das rvores.

    Edificaes lindeiras construes destinadas a qualquer uso, situadas ao longo das vias urbanas ou rurais que com elas se limitam.

    Enxertia processo de obteno de mudas por meio da soldadura de parte de uma planta, cujas caractersticas se deseja manter em outra planta, geralmente da mesma espcie, porm de origem imprecisa.

    Espcies decduas ou caduciflias aquelas que trocam completamente as folhas em um determinado perodo do ano.

    Espcies exticas aquelas cuja origem no no ecossistema ou regio considerado.

    Espcies nativas da Amaznia aquelas originrias do ecossistema amaznico.

    Espcies nativas do Brasil aquelas originrias nos diversos ecossistemas brasileiros.

    Espcies pereniflias ou persistentes aquelas nas quais a troca de folhas se d paulatinamente, de modo que a copa fica permanentemente enfolhada.

    Espcies semicaducas aquelas que trocam anualmente as folhas, porm no de uma s vez, de modo que a copa no fica totalmente desfolhada.

    Esquina ponto de encontro dos alinhamentos dos lotes de uma quadra.

    Estiolamento sintomas apresentados pelas plantas que denunciam a carncia de luz.

  • 62

    Folhas membranceas folhas em lminas pouco espessas, em cujas paredes no se depositam substncias que as tornem rijas.

    Lenho parte interna do tronco e ramos, responsvel pela sustentao.

    Mobilirio urbano todo elemento implantado no espao pblico da cidade, com funes prprias, de interesse urbanstico, paisagstico, simblico, cultural, comercial e social.

    NPK sigla que designa trs dos principais nutrientes para as plantas (N-nitrognio, P-fsforo e K-potssio), tambm chamados de macronutrientes.

    Pivotante ou axial tipo de raizame no qual as razes laterais partem de uma principal (axis) que se aprofunda no sentido inverso ao crescimento do tronco.

    Plntulas a condio do embrio vegetal aps a germinao. Geralmente formado por uma ou duas folhas que podem ser bem diferentes das posteriores.

    Ramos codominantes ramos de dimetros semelhantes, originados de bifurcao ascendente do tronco principal, que passam a substitu-lo.

    Repicagem o ato de transferir a plntula da sementeira para uma embalagem individual ou desta para embalagem maior durante a fase de desenvolvimento da muda no viveiro.

    Simpodial crescimento dos ramos em vrias direes a partir do tronco ou ramos secundrios.

    Torro conjunto formado pelas razes e o solo ou substrato que as sustentam.

    Tratos culturais o conjunto de prticas que permitem que um vegetal expresse ao mximo suas potencialidades.

    Tutoramento processo de sustentao da muda atravs de uma estaca ou tutor.

    Vegetao herbcea grupo de plantas de caule macio ou malevel, normalmente de pouca altura ou trepador, devido reduzida ou nenhuma deposio de lignina nos tecidos; contrape-se vegetao lenhosa.

    http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Macronutrientes&action=edit&redlink=1

  • 63

    BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

    BARCELOS, P. R. A. Dendrocirurgia. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE

    ARBORIZAO URBANA, 15., 2011, Recife. Apresentao de slides.

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    INSTITUTO BRASILEIRO DE ADMINISTRAO MUNICIPAL. Manual para

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    METROPOLITANA. Manual de arboricultura: guia de estdio para La certificacin

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    SO PAULO (Cidade). SECRETARIA MUNICIPAL DO VERDE E DO MEIO

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    ZILIOTTO, M. A. B.; SEITZ, R. A.; MIELKE, E.; SALGUEIRO, R. L. Experincias

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    URBANA, 8., 1999, Fortaleza. Anais. Fortaleza: SBAU, 1999. p. 76-78.

  • 65

    APNDICE A Relao de espcies botnicas

    Espcies de porte muito grande (>24 m de altura e de dimetro de copa)

    Nome vulgar: Andiroba

    Nome cientfico: Carapa guianensis Aubl.

    Famlia: Meliaceae

    Origem: floresta amaznica; rea de vrzea inundvel

    Copa: ciclndrica , pereniflia.

    Fenologia: florao, jan fev e ago set; disperso,

    fev-mar e jun-jul.

    Cor da flor: esbranquiada

    Obs: frutos grandes e pesados; sementes produtoras

    de leo repelente de insetos e de uso medicinal. Fuste

    retilneo e desrama natural.

    Nome vulgar: Caju-au ou caju da mata

    Nome cient.: Anacardium spruceanum Benth. ex Engl

    Famlia: Anacardiaceae

    Origem: floresta amaznica; terra firme

    Copa: sem forma definida; pereniflia

    Fenologia: florao: jul ago;

    Cor da flor: esbranquiada

    Obs: brcteas coral na base das inflorescncias so

    mais decorativas que as flores

    Nome vulgar: Cumar

    Nome cientfico: Dipteryx odorata (Aubl.) Willd.

    Famlia: Fabaceae

    Origem: floresta amaznica; terra firme e matas de

    vrzea.

    Copa: globular; pereniflia

    Fenologia: florao, set - dez; disperso, abril jul.

    Cor da flor: lils Obs: tronco ereto, cilndrico, rugoso e descamante

  • 66

    Nome vulgar: Freij cinza

    Nome cientfico: Cordia goeldiana Huber

    Famlia: Boraginaceae

    Origem: floresta amaznica; terra firme

    Copa: caducifolia parcial

    Fenologia: florao, set out ;

    Cor da flor: branca

    Obs: crescimento rpido e a casca do caule se solta em

    placas.

    Nome vulgar: Mogno

    Nome cientfico: Swietenia macrophylla King.

    Famlia: Meliaceae

    Origem: floresta amaznica em reas de terra firme

    Copa: espalhada; semi-decdua

    Fenologia: florao: nov-jan; disperso: maio-set.

    Cor da flor: amarelada

    Obs: fuste reto, com desrama natural; sementes aladas.

    Nome vulgar: Munguba

    Nome cientfico: Pseudobombax munguba (Mart. &

    Zucc.) Dugand

    Famlia: Malvaceae

    Origem: floresta amaznica; vrzea inundvel

    Copa: cnica, caduciflia

    Fenologia: florao, abr mai; disperso, set out

    Cor da flor: branca inexpressiva

    Obs: crescimento rpido; possui razes superficiais em

    pequenas sapopemas; tronco ereto com ranhuras

    acizentadas; perde totalmente a folhagem deixando

    evidente os frutos marrom-avermelhados.

  • 67

    Nome vulgar: Parapar

    Nome cientfico: Jacaranda copaia (Aubl.) D. Don.

    Famlia: Bignoniaceae

    Origem: floresta amaznica; terra firme

    Copa: globular; semi-caduca

    Fenologia: florao, ago set; disperso, jan mar.

    Cor da flor: azul-violcea

    Obs: rpido crescimento, florao vistosa sobre a

    copa.

    Nome vulgar: Paric

    Nome cient.: Schizolobium parahyba var. amazonicum (Huber ex Ducke) Barneby

    Famlia: Fabaceae

    Origem: floresta amaznica; terra firme e vrzea alta

    Copa: umbeliforme; caduciflia total

    Fenologia: florao:mai jul; disperso, ago nov.

    Cor da flor: amarela Obs: tronco cilindro e reto; razes superficiais em sapopemas; disperso das sementes pelo vento

    Nome vulgar: Seringueira

    Nome cientfico: Hevea brasiliensis (Willd. ex A. Juss.)

    Mell. Arg.

    Famlia: Euphorbiaceae

    Origem: floresta amaznica; terra firme

    Copa: globular; caduciflia.

    Fenologia: florao, jul ago; disperso, out dez

    Cor da flor: bege

    Obs: as folhas velhas tomam colorao marrom antes

    da queda e as novas surgem com uma tonalidade

    verde clara brilhante; H. pauciflora pereniflia.

  • 68

    Nome vulgar: Sumaumeira

    Nome cientfico: Ceiba pentandra (L.) Gaertn.

    Famlia: Malvaceae

    Origem: floresta amaznica; terra firme

    Copa: globular, caduciflia.

    Fenologia: florao, jun ago; disperso, out nov.

    Cor da flor: branco-avermelhada inexpressiva.

    Obs: crescimento rpido; possui razes superficiais em

    grandes sapopemas; o dimetro do tronco chega a

    1,60m; perde totalmente a folhagem durante a

    frutificao

    Nome vulgar: Urucurana

    Nome cientfico: Sloanea guianensis (Albl.) Benth.

    Famlia: Eleocarpaceae

    Origem: mata atlntica em terrenos de vrzea

    Copa: piramidal muito densa.

    Fenologia: florao, jan fev; disperso, ago set.

    Cor da flor: branca a rseo clara

    Nome vulgar: Visgueiro

    Nome cientfico: Parkia pendula (Willd.) Benth. ex

    Walp.

    Famlia: Fabacea

    Origem: floresta amaznica; terra firme

    Copa: ampla e plana, caducifolia parcial

    Fenologia: florao, agos - out; disperso, dez mar.

    Cor da flor: vinho

    Obs: frutos so alimento para aves, mamferos e

    insetos polinizadores; liberam seiva (goma) pegajosa

    que provoca manchas profundas

  • 69

    Espcies de grande porte (altura 12,0 a 24,0m e dimetro 16,0 a 24,0 m)

    Nome vulgar: Accia javanesa

    Nome cientfico: Cassia javanica L.

    Famlia: Fabaceae

    Origem: extica

    Copa: pendular; caduciflia total.

    Fenologia: florao: set out

    Cor da flor: rosada

    Obs: a desfolha se d a partir de agosto, vindo a seguir a florao e o reenfolhamento; no aceita poda.

    Nome vulgar: Benjaminzeiro

    Nome cientfico: Ficus microcarpa L. f.

    Famlia: Moraceae

    Origem: extica

    Copa: umbeliforme densa; pereniflia

    poca da frutificao: out nov.

    Cor do fruto: rosado quando maduro

    Obs: atrativa de trips; razes adventcias.

    Nome vulgar: Castanhola ou Chapu-de-sol

    Nome cientfico: Terminalia catappa L.

    Famlia: Combretaceae

    Origem: extica

    Copa: cilndrica em camadas atingindo 20m de

    dimetro; caduciflia total

    Fenologia: florao, set out;

    Cor da flor: branco-esverdeada

    Obs: enfolhamento rpido

  • 70

    Nome vulgar: Chuva-de-ouro

    Nome cientfico: Senna ferruginea (Schrad.) Schrader ex DC.

    Famlia: Fabaceae

    Origem: floresta amaznica; terra firme

    Copa: umbeliforme rala; caducifolia total

    Fenologia: florao: dez mar

    Cor da flor: amarela

    Obs: cacho de flores perfumadas

    Nome vulgar: Flamboyant

    Nome cient.: Delonix regia (Bojer ex Hook.) Raf.

    Famlia: Fabaceae

    Origem: extica

    Copa: pendular, alcanando 20m de dimetro; caduciflia total; enfolhamento lento.

    Fenologia: florao, out-nov.

    Cor da flor: vermelha a alaranjada

    Obs: raiz tabular; no aceita poda.

    Nome vulgar: Lanterneira ou Lofntera da

    Amaznia

    Nome cientfico: Lophanthera lactescens Ducke

    Famlia: Malpighiaceae

    Origem: floresta amaznica; vrzea alta

    Copa: cnica aberta, semicaduca.

    Fenologia: florao: maior profuso set nov

    Cor da flor: amarela

    Obs: cachos densos pendentes nas extremidades

    dos ramos

  • 71

    Nome vulgar: Mangueira

    Nome cientfico: Mangifera indica L.

    Famlia: Anacardiaceae

    Origem: extica

    Copa: globular; caduciflia total; enfolhamento rpido

    Fenologia: florao, jul set; frutificao, out fev.

    Cor da flor: creme a amarelo-esverdeada

    Obs: frutos comestveis in natura; patrimnio cultural do Municpio de Belm.

    Nome vulgar: Pinho tropical

    Nome cientfico: Pinus caribea var. hondurensis

    (Sncl.) W.H.G. Barrett & Golfari

    Famlia: Pinaceae

    Origem: extica

    Copa: cnica e densa

    Obs: no aceita poda

    Nome vulgar: Tamarindo

    Nome cientfico: Tamarindus indica L.

    Famlia: Fabaceae

    Origem: extica

    Copa: perenifolia

    Fenologia: florao, set dez; frut. mar jul.

    Cor da flor: branca ou rosada

    Obs: crescimento lento, fruto comestvel

  • 72

    Nome vulgar: Tamarindo negro ou Dialium

    Nome cientfico: Dialium guianense (Aubl.)

    Sandwith

    Famlia: Fabaceae

    Origem: nativa

    Copa: globular densa; pereniflia

    Fenologia: florao: jan.; disperso, set.

    Cor da flor: esverdeada

    Obs: folhas novas avermelhadas em ramos

    pendentes

    Nome vulgar: Tanimbuca ou Cuiarana

    Nome cientfico: Buchenavia grandis Ducke

    Famlia: Combretaceae

    Origem: floresta amaznica em rea de vrzea

    Copa: cnica rala e verticilar; caduciflia

    Fenologia: florao, ago set ; disperso, abr mai.

    Cor da flor: esbranquiada

    Obs: fruto baga atrativa de pssaros

    Nome vulgar: Tento vermelho ou Tento Carolina

    Nome cientfico: Adenanthera pavonina L

    Famlia: Fabaceae

    Origem: extica

    Copa: pereniflia

    Fenologia: florao e frutificao, mar abr.

    Cor da flor: amarela

    Obs: sementes vermelhas utilizadas em artesanato

  • 73

    Espcies de mdio porte (altura 6,0 a 12,0 m e dimetro da copa 8,0 a 16,0m )

    Nome vulgar: Accia de sio

    Nome cientfico: Senna siamea (Lam.) H.S. Irwin &

    Barneby

    Famlia: Fabaceae

    Origem: extica

    Copa: globular; perenifolia

    Fenologia: florao, contnua

    Cor da flor: amarela

    Obs: crescimento rpido, aceita poda

    Nome vulgar: Andir-uxi

    Nome cient: Andira inermis (W. Wright) Kunth ex DC

    Famlia: Fabaceae

    Origem: floresta amaznica; terra firme

    Copa: globular densa; caduciflia total

    Fenologia: florao, out nov

    Cor da flor: rosada

    Obs: reenfolhamento