Maquiador 2 - viarapidaemprego.sp.gov.br · Maquiar os olhos talvez seja o principal desafio para o...

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  • g o v e r n o d o e s ta d o d e s o pa u l o

    2

    Maquiador

  • 2

    Prog rama de

    Maquiador

    i m a g e m e b e l e z a

    Arco OcupacionalQualificaoProfissional

  • GOVERNO DO ESTADO DE SO PAULO

    Geraldo Alckmin

    Governador

    SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONMICO,

    CINCIA E TECNOLOGIA

    Rodrigo Garcia

    Secretrio

    Nelson Baeta Neves Filho

    Secretrio-Adjunto

    Maria Cristina Lopes Victorino

    Chefe de Gabinete

    Ernesto Masselani Neto

    Coordenador de Ensino Tcnico, Tecnolgico e Profissionalizante

  • Agradecemos aos seguintes profissionais e instituies que colaboraram na produo deste material:

    Bardot Hair Body Soul, Grupo Satyros, Kelly Alves, Lay Out, Leos Cabeleireiros, Luciano Dias Rodrigues, Neci Diniz & Cabeleireiros, RedDoor Salon & SPA, Renato Rodriguez, Robson Trindade, Rosngela Bittencourt, Star Play Buffet,

    Studio B. Cabeleireiros, Tnia Trindade e Tide Martins

    Coordenao do ProjetoCETTPro/SDECT

    Juan Carlos Dans SanchezFundao Padre Anchieta Monica Gardelli Franco

    Fundao do Desenvolvimento Administrativo Fundap

    Jos Lucas Cordeiro

    Apoio Tcnico CoordenaoFundao do Desenvolvimento

    Administrativo Fundap Fernando Moraes Fonseca Jr., Las Schalch,Maria Helena de Castro Lima, Selma Venco

    Apoio ProduoFundao do Desenvolvimento

    Administrativo Fundap Ana Paula Alves de Lavos, Bianca Briguglio,

    Emily Hozokawa Dias, Isabel da Costa MansoNabuco de Arajo, Jos Lucas Cordeiro,

    Karina Satomi, Las Schalch,Maria Helena de Castro Lima,

    Selma VencoCETTPro/SDECT

    Cibele Rodrigues Silva,Joo Batista de Arruda Mota Jr.

    Textos de RefernciaMaria Helena de Castro Lima

    Selma Venco

    FUNDAO PADRE ANCHIETAPresidente

    Joo SayadVice-Presidentes

    Ronaldo BianchiFernando Vieira de Mello

    Diretoria de Projetos EducacionaisDiretor

    Fernando Jos de AlmeidaGerentes

    Monica Gardelli FrancoJlio Moreno

    Coordenao tcnicaMaria Helena Soares de Souza

    Equipe EditorialGerncia editorial

    Rogrio Eduardo AlvesProduo editorial

    Janaina Chervezan da Costa CardosoEdio de texto

    Fernanda BottalloMarcelo Alencar

    Preparao Luciana Soares

    Reviso Beatriz ChavesHel BeraldoKarlo Gabriel

    Identidade visual Joo Baptista da Costa Aguiar

    Arte e diagramao Fernando Makita

    Pesquisa iconogrfica Elisa Rojas

    Monica SouzaIlustraes

    OsneiTom B

    Consultoria Titta Aguiar

    Secretaria de deSenvolvimento econmico, cincia e tecnologia

  • Caro(a) Trabalhador(a)

    Estamos felizes com a sua participao em um dos nossos cursos do Programa Via Rpida Emprego. Sabemos o quanto importante a capacitao profissional para quem busca uma oportunidade de trabalho ou pretende abrir o seu prprio negcio.

    Hoje, a falta de qualificao uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo desempregado.

    At os que esto trabalhando precisam de capacitao para se manter atualizados ou quem sabe exercer novas profisses com salrios mais atraentes.

    Foi pensando em voc que o Governo do Estado criou o Via Rpida Emprego.

    O Programa coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econmico, Cincia e Tecnologia, em parceria com instituies conceituadas na rea da educao profis-sional.

    Os nossos cursos contam com um material didtico especialmente criado para facilitar o aprendizado de maneira rpida e eficiente. Com a ajuda de educadores experientes, pretendemos formar bons profissionais para o mercado de trabalho e excelentes cidados para a sociedade.

    Temos certeza de que iremos lhe proporcionar muito mais que uma formao profissional de qualidade. O curso, sem dvida, ser o seu passaporte para a realizao de sonhos ainda maiores.

    Boa sorte e um timo curso!

    Secretaria de Desenvolvimento Econmico, Cincia e Tecnologia

  • Caro(a) Trabalhador(a)

    Aqui comea nosso caminho para um novo aprendizado. Um aprendizado comple-to. Por qu?

    Ser que, no mundo de hoje, suficiente apenas conhecermos as tcnicas para, ento, fazer uma boa maquiagem?

    Certamente, no. Descobrir como podemos melhorar nossa busca por um novo emprego, como obter o oramento de uma maquiagem para uma noiva, como redi-gir um cartaz para divulgar o que sabemos fazer, entre outros, so conhecimentos essenciais para que possamos nos tornar bons profissionais, E, para isso, necessrio saber muito mais do que a tcnica.

    O ponto de vista do Via Rpida Emprego o de que o profissional, para iniciar sua carreira ou aperfeioar aquilo que j sabe, deve no s conhecer as tcnicas de ma-quiagem, mas, tambm, precisa adquirir outros conhecimentos para uma participa-o cidad na sociedade. Isso lhe proporcionar maiores chances na obteno do emprego ou no desenvolvimento de uma atividade por conta prpria como profis-sional autnomo.

    Neste nosso trabalho, vamos conhecer as vrias facetas do profissional da maquiagem. Responderemos algumas perguntas, como: onde ele atua? O que precisa conhecer para desempenhar melhor seu trabalho?

    Vamos, tambm, enfrentar o desafio de descobrir a matemtica no corpo humano e por que ela importante na maquiagem.

    Como voc ver, nosso curso ser cheio de novidades para que sua formao seja a mais completa possvel.

    Vamos s aulas!

  • Sum ri o

    Unidade 79

    maquiagem combina com cidadania

    Unidade 823

    o encontro da histria com a maquiagem

    Unidade 983

    maquiagens especiais

    Unidade 10103

    ingresso no mercado de trabalho

    Unidade 11111

    revendo meus conhecimentos

    Unidade 12115

    resumo das principais etapas de maquiagem

  • dados internacionais de catalogao na publicao (cip) (bibliotecria silvia marques crb 8/7377)

    P964

    Programa de qualificao profissional: Imagem e beleza /maquiador. -. -- So Paulo: Fundao Padre Anchieta, 2010.v.2, il. (srie: Arco Ocupacional)

    Vrios autoresPrograma de qualificao profissional da Secretaria do

    Emprego e Relaes do Trabalho - SERT

    ISBN 978-85-61143-89-3

    1. Ensino profissionalizante 2. Maquiagem I. Ttulo II. Srie

    CDD 371.30281

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 9

    unida d e 7

    Maquiagem Combina Com Cidadania

    A compreenso de cidadania foi trabalhada no tema Cidadania, igualdade e incluso do Caderno do Trabalhador 2 Conte-dos Gerais. L foi visto que a cidadania uma construo cons-tante de conquista de direitos.

    Por esse motivo, podemos dizer que cidadania combina com quase tudo. S no combina com preconceito, desigualdade, discriminao, desrespeito aos direitos.

    Para tocarmos nesse assunto, vamos, em primeiro lugar, pensar como o mundo organizado: existem um espao pblico e um espao privado. Acontece que nem sempre paramos para exami-nar a fundo essa diviso.

    Como podemos entend-la? Na Grcia antiga, por exemplo, havia uma clara separao entre homens e mulheres e, tambm, entre as classes. As mulheres no podiam participar do mundo

  • 10 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    pblico, pois apenas os homens livres, com mais de 20 anos e que no praticassem atividades braais, podiam participar da vida poltica. A eles era dado o direito de tomar decises polticas.

    As mulheres e os escravos ficavam com a responsabilidade das atividades domsticas, o chamado mundo privado.

    Tinha, ento, uma diviso bastante clara de gneros (homens e mulheres) e de classes (homens livres e escravos).

    O espao pblico era marcado pelo exerccio da poltica, e a vida privada, pela manu-teno da vida, composta pelas famlias, aqui compreendidas como o centro das de-sigualdades. Estamos falando da Grcia antiga, ou seja, de 2000 antes de Cristo (a.C.).

    Podemos parar e pensar: desde o incio foi negado s mulheres o direito de partici-pao na vida pblica, portanto, o direito de serem cidads. Estava, dessa forma, instalada a diferena!

    Os homens (ou parte deles) eram considerados seres livres e capazes de participar da vida poltica das cidades.

    Estamos diante de um impasse: as mulheres, com a responsabilidade de cuidar da casa, de todos os afazeres, das crianas e dos idosos, permitiam que os homens ti-vessem tempo para participar da vida poltica da cidade. Por outro lado, elas eram impedidas de ter outras atividades que no as da casa por falta de tempo.

    Grcia antiga: diviso clara de gneros (homens e mulheres) e classes (pessoas livres e escravos)

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 11

    E no Egito, era diferente?

    No antigo Egito, o fara era a pessoa mais importante, e sua vontade precisava ser sempre respeitada.

    O Egito famoso por suas pirmides, mas vamos ver tambm como era formada a pirmide social, isto , como era dividida a sociedade naquela poca.

    O fara era a autoridade mxima do pas e abaixo dele vinham os nobres e os altos fun-cionrios. Repare no formato da pirmide: ela maior na parte de baixo. Essa base repre-senta quem estava em maior nmero naquele pas: os escravos, os camponeses e os artesos. Os escravos eram obrigados a realizar servios forados, construir as pirmides, carregar as pedras. Eles tambm realizavam o trabalho agrcola de produo de alimentos e da plantao, e cuidavam do gado.

    Perceba que a base da sociedade era composta pela maioria da populao: escravos, segui-da de camponeses e artesos, que possuam pouco ou nenhum direito. Aqueles que tinham algum conhecimento ou poder econmico estavam mais acima na pirmide social.

    As mulheres no aparecem nessa pirmide, apesar de os egpcios terem sido comandados por vrias rainhas, como Clepatra, que foi apresentada na Unidade 1.

    Pirmide social do antigo Egito: escravos na base, fara no topo

  • 12 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Apenas em 1897, na Inglaterra, as mulheres comeam a se organizar a fim de conquistarem o direito ao voto. No Brasil o voto feminino foi regulamentado somente em 1934.

    Os direitos humanos

    Em 1948, foi assinada pela Organizao das Naes Unidas (ONU) e adotada pelo Brasil a Declarao Universal dos Direitos Humanos. Ela contm os direitos fun-damentais dos seres humanos. Conhea alguns artigos desse documento.

    Artigo 1o

    Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. So dotadas de razo e conscincia e devem agir em relao umas s outras com esprito de fraternidade.

    Artigo 2o

    Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidas nesta Declarao, sem distino de qualquer espcie, seja de raa, cor, sexo, lngua, religio, opinio poltica ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condio.

    No ser tampouco feita qualquer distino fundada na condio poltica, jurdica ou internacional do pas ou territrio a que pertena uma pessoa, quer se trate de um territrio independente, sob tutela, sem governo prprio, quer sujeito a qualquer outra limitao de soberania.

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    Democracia ao alcance de todos: no Brasil, as mulheres s conquistaram o direito de votar em 1934

  • Artigo 3o

    Toda pessoa tem direito vida, liberdade e segurana pessoal.

    Artigo 4o

    Ningum ser mantido em escravido ou servido; a escravido e o trfico de escra-vos sero proibidos em todas as suas formas.

    Artigo 5o

    Ningum ser submetido tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

    Artigo 6o

    Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.

    Artigo 7o

    Todos so iguais perante a lei e tm direito, sem qualquer distino, a igual proteo da lei. Todos tm direito a igual proteo contra qualquer discriminao que viole a presente Declarao e contra qualquer incitamento a tal discriminao.

    Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 13

  • 14 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    [...]

    Artigo 19o

    Toda pessoa tem direito liberdade de opinio e expresso; este direito inclui a liberdade de, sem interferncia, ter opi-nies e de procurar, receber e transmitir informaes e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

    Artigo 20o

    1. Toda pessoa tem direito liberdade de reunio e associao pacficas.

    2. Ningum pode ser obrigado a fazer parte de uma associao.

    Artigo 21o

    1. Toda pessoa tem o direito de tomar parte no gover-no de seu pas, diretamente ou por intermdio de repre-sentantes livremente escolhidos.

    2. Toda pessoa tem igual direito de acesso ao servio pblico de seu pas.

    3. A vontade do povo ser a base da autoridade do governo; esta vontade ser expressa em eleies peridicas e legtimas, por sufrgio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.

    A Constituio Federal do Brasil, promulgada em 1988, conhecida como a Constituio Cidad e se baseou em parte na Decla-rao Universal dos Direi-tos Humanos para ser es-crita. Para saber mais, leia o texto constitucional no site www.presidencia.gov.br. Voc perceber que boa parte do que est previsto na Declarao pode ser encontrado na nossa Cons-tituio, em especial dos artigos 1 ao 5.

    Voc sabia?

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 15

    Atividade 1DebaTendo os direiTos humanos

    Divididos em grupos de no mximo cinco pessoas, vamos ao trabalho.

    1. Leiam atentamente cada artigo e procurem no dicionrio as palavras que vocs no conheam.

    2. Como esses direitos ocorrem no dia a dia das pessoas que habitam o seu bairro?

    3. Discutam com seus colegas como vocs aplicariam esses artigos sua nova pro-fisso de maquiador.

    4. Agora que vocs discutiram os artigos, pensem em uma forma criativa para apre-sent-los classe. Pode ser um teatro, um jogral, um espetculo de mmicas, um cartaz. Soltem a imaginao e transmitam a compreenso do grupo para a turma.

  • 16 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Preconceito no mercado de trabalho

    Vamos, em primeiro lugar, lembrar o que o preconceito.

    Voc j reparou que algumas palavras tm seu significado alterado apenas colocando-se uma pequena slaba (prefi-xo) em seu incio?

    No caso, pr- indica algo que vem antes (usamos para cheque pr-datado, por exemplo). Conceito a compre-enso que temos de alguma coisa.

    Preconceito, portanto, quando h o julgamento de algo ou de algum antes de conhec-los ou compreend-los; de forma discriminatria, intolerante e generalizada.

    Se perguntarmos a uma pessoa se ela tem preconceitos de cor, de orientao sexual, por algum ser homem ou mulher, rico ou pobre, gordo ou magro , provavelmen-te vamos ouvir que no.

    Mas nem sempre isso verdade. O preconceito pode surgir de forma no muito agressiva. comum, por exemplo, al-gum fazer piadas sobre homossexuais e muitos rirem delas.

    O preconceito tambm pode existir de uma forma que quase no percebemos. Por exemplo, quando emprega-dores: no contratam pessoas obesas para trabalhar em lojas de moda; no promovem uma mulher a um cargo de chefia; pagam salrios mais baixos a negros e mulheres.

    O preconceito pode, ento, manifestar-se de muitas ma-neiras e precisamos ficar atentos a isso.

    Diferenciar salrios, dar uma promoo no trabalho por causa do sexo, da cor ou mesmo do porte fsico, so ma-nifestaes de preconceito, formas de discriminao.

    Muito j se avanou na conquista de direitos para os seres humanos; mas h muito ainda a ser feito para alcanarmos a igualdade entre as pessoas no mundo.

    IMPProcure sempre no dicionrio

    as palavras cujo significado voc desconhece.

    IMPEm 1989, foi promulgada no Brasil a Lei 7.716, que define

    crimes de preconceito de raa ou de cor, punindo-os com priso.

    No estado de So Paulo h uma norma que combate a

    discriminao contra os homossexuais. Trata-se da Lei 10.948/2001. A pessoa que se sentir vtima de discriminao

    pode apresentar queixa na Secretaria de Justia e Defesa da Cidadania. Informe-se a respeito.

    As mulheres recebem sa-lrios 28% menores que os homens para exercer a mesma funo com o mesmo grau de escolari-dade. E esse percentual ainda maior se a mulher for negra.

    Voc sabia?

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 17

    Atividade 2De olho no preConCeiTo

    Em grupos de quatro pessoas debata o tema e responda:

    a) Como o grupo compreendeu o sentido de preconceito?

    b) Vocs j se sentiram discriminados em alguma situao?

    c) Como podemos efetivamente contribuir para o com-bate ao preconceito?

    d) Algumas pessoas costumam ser discriminadas pela aparncia, pela maneira como se vestem e se pintam ou pelos acessrios que usam (como piercings etc.). Vocs conhecem alguma situao como essa?

    Organizem as ideias e as apresentem turma.

    A histria e a construo do preconceito

    Um assunto bastante atual relacionado aos direitos hu-manos a incluso social. Trata-se de um tema cujo objetivo reduzir o preconceito e, quem sabe, acabar com a discriminao, dando oportunidades iguais a todas as pessoas, especialmente quelas que so excludas por cau-sa de diferenas sociais, geogrficas, econmicas, etrias, fsicas, raciais etc.

    Precisamos estar atentos para, na nossa vida, sempre bus-car tratar todas as pessoas com igualdade e dar valor ao que cada uma delas tem a oferecer.

    A pintura corporal indgena

    Como vimos no tema Repassando a histria do Ca-derno do Trabalhador 5 Contedos Gerais, ao chegar ao Brasil, os portugueses depararam-se com os ndios que j viviam aqui e que possuam uma cultura, um jeito de ser e de viver bem diferente da cultura do euro-peu. Eles tambm possuam uma maneira diferente de

    DICALeia mais a respeito da incluso

    social no tema Cidadania, igualdade e incluso do

    Caderno do Trabalhador 2 Contedos Gerais.

  • 18 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    se vestir e de se enfeitar. Imaginem qual deve ter sido a reao dos portugueses vendo um ndio com o corpo pintado.

    A pintura corporal indgena possui uma mensagem, alm de ser uma proteo contra o sol e os insetos. Ela pode ser usada em cerimnias religiosas, em rituais de guerra, para indicar a posio da pessoa dentro de uma famlia etc.

    Os desenhos eram to admirados pelos europeus que foram passados para o papel, at mesmo como obras de arte.

    As tintas usadas pelos ndios eram de origem vegetal: o vermelho era retirado do urucum (1); o preto, extrado do suco do jenipapo (2); o amarelo, do aafro (3).

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    ndios com o corpo pintado: jeito de ser e de viver bem diferente da cultura dos povos europeus

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  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 19

    Cada tribo usa traados e smbolos diferentes.

    Um bom exemplo de pintura corporal a dos kalapalos, povo que vive no Parque do Xingu, no Mato Grosso. Pacficos e cordiais, dedicam-se pesca e agricultura e costumam fazer decoraes especiais no corpo e no rosto tanto para rituais como simplesmente para ficarem mais bonitos.

    Um dos eventos mais conhecidos do kalapalos a luta huka-huka, em que o objeti-vo fazer o adversrio cair de costas. Ela acontece no ltimo dia do Kuarup, ritual em memria dos mortos, e, apesar de ser uma disputa, tem como finalidade a confraternizao entre os membros da tribo.

    Atividade 3PinTura Corporal indgena

    1. Em duplas e na sala de informtica, pesquisem sobre a pintura corporal indgena. Vocs podem procurar, em um site de busca, informaes sobre diferentes tribos, como bororos, bakairis e guajajaras, entre outras. Escolham uma das tribos para aprofundar sua pesquisa.

    2. Pesquisem qual o sentido da pintura corporal para a tribo que escolheram.

    a) O que ela quer (ou queria) transmitir?

    b) Temos hoje algo parecido com a pintura corporal indgena?

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    Mato Grosso (em destaque no mapa acima): terra dos pacficos e cordiais kalapalos, do Parque do Xingu

  • 20 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    3. Vamos fazer um exerccio para aperfeioar nossos de-senhos, pois ter bons traos um conhecimento im-portante para o maquiador.

    4. O grupo agora se transforma em uma cooperativa de tatuadores! Criem tatuagens inspiradas na pesquisa rea-lizada sobre a pintura indgena. Desenhem as tatuagens mo livre e pronto.

    5. Vocs acabaram de criar o primeiro mostrurio de tatuagens da cooperativa e ele merece ser exibido para que todos possam apreci-lo. Faam um cartaz com os vrios desenhos e seus detalhes acompanhados de pequenos textos explicativos sobre o significado para a tribo estudada.

    IMPPara realizar uma tatuagem so

    necessrios conhecimentos, tcnicas e equipamentos

    especficos que vo alm da profisso de maquiador, at

    porque essa prtica pode colocar em risco a sade do cliente. A

    maquiagem pode ser um primeiro passo para uma outra profisso

    que ainda no reconhecida, mas muito procurada comercialmente:

    a de tatuador.

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 21

    Maquiagem: ferramenta para alteraes da pele

    Como profissional de beleza, voc dever estar preparado para lidar com os mais variados clientes. Inclusive alguns que apresentam doenas que afetam diretamente a aparncia. A maquiagem pode ser uma importante aliada na reduo dos efeitos desses problemas.

    Voc j ouviu falar de vitiligo?

    Vitiligo uma doena da pele, no contagiosa (no transmitida de uma pessoa a outra). Ela se apresenta em forma de manchas esbranquiadas por todo o corpo.

    Algumas pessoas, por no terem as devidas informaes e considerarem o vitiligo contagioso, evitam e discriminam quem sofre desse mal.

    O profissional no precisa ficar com receio de maquiar uma pessoa que apresenta essas manchas na pele. Muito pelo contrrio, ele pode ajudar a melhorar o aspecto do cliente, disfarando esse problema. Vamos ver como fazer uma maquiagem em uma pessoa com vitiligo.

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    Manchas provocadas pelo vitiligo: a doena no contagiosa e a maquiagem pode disfarar o problema

  • 22 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Como maquiar

    1. Em primeiro lugar, certifique-se de que o seu cliente tem mesmo vitiligo. Depois, como deve ocorrer em qualquer maquiagem, com uma loo tnica suave, reali-ze a limpeza da pele.

    2. Com um pincel, aplique um corretivo no tom da pele do seu cliente nos locais das manchas.

    3. Passe uma base cremosa ou em p, da cor da pele, aplicando-a suavemente com uma esponja em todo rosto, pescoo e colo, no se esquecendo das tmporas e da ponta do nariz.

    4. Aplique a maquiagem nos olhos, bochechas e boca. Por fim, voc poder passar com um pincel largo e macio um pouco de p por todo o rosto para dar acaba-mento e fixar a maquiagem.

    Para saber mais sobre o vitiligo, pesquise na internet com a ajuda de seu monitor.

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  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 23

    unida d e 8

    O enConTro da hisTria Com a maquiagemVoc j parou para pensar sobre o modo como o conhecimento do passado ajuda a entender o presente? De que forma fazemos parte da histria? Como ela afeta nossa vida?

    E a moda, acompanha o movimento da histria? Ser que o momento histrico influencia a moda e a maquiagem?

    Nesta unidade, vamos fazer uma retrospectiva histrica incluin-do as tendncias da moda e da maquiagem em alguns perodos.

    Anos 1910

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    Cena da Primeira Guerra Mundial: aps o conflito, a indstria txtil experimentou um grande crescimento

  • 24 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    A chamada indstria da moda nem sempre foi como a conhecemos hoje.

    Com o fim da Primeira Guerra Mundial, ocorreu um fato que mudou para sempre esse cenrio.

    Era uma poca em que os pases precisavam recuperar suas economias, superar os efeitos dessa guerra, que durou quatro anos (de 1914 a 1918). Assim, as indstrias tinham que crescer e criar empregos. Isso aconteceu principalmente na Europa e nos Estados Unidos, e a indstria que mais cresceu foi a txtil. As tecelagens passaram a fabricar muito mais roupas e tecidos, barateando os produtos.

    Como resultado desse processo surgiu o pret--porter uma expresso francesa que significa pronto para vestir; um tipo de roupa mais acessvel e pronta para usar, como a que pode ser comprada hoje em qualquer loja do ramo.

    A mulher elegante da dcada de 1910 se inspirava nas atrizes do cinema mudo. A maquiagem dessa poca explodiu em cores e invenes: as cores dos ps compactos adaptavam-se cada vez melhor pele, indo do rosa ao branco, com destaque para a famosa cor Raquel, de um bege intenso. Os tons violeta (da cor da flor de malva), ocre e alaranjado tambm estavam em alta. Os olhos eram enegrecidos com kajal (lpis mais macio, grosso e de maior durabilidade).

    Observe a seguir as imagens de algumas musas, que mostram como era a beleza feminina daquele tempo.

    Galeria de fotos: maquiagem dos anos 1910

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    Belezas tpicas da poca: rostos maquiados com ps compactos e olhos enegrecidos com kajal

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 25

    Anos 1920

    A nova esttica da moda

    O desenvolvimento industrial ainda engatinhava no Bra-sil. Nossa economia tinha como base a produo de caf e a maior parte da populao ainda vivia no campo. A cafeicultura, porm, estimulou o desenvolvimento dos transportes e do comrcio. Algumas cidades, como So Paulo, comearam a crescer rapidamente.

    A moda feminina tambm mudou bastante nessa poca: corpos bronzeados, vestidos na altura dos joelhos (ou seja, bem mais curtos do que se usava at ento) e um estilo que foi chamado de garonne ou mocinho em francs e inclua cabelos bem curtos.

    Em So Paulo, em 1920, havia mais mulheres do que homens trabalhando na indstria txtil. Prati-camente 6 de cada 10 tra-balhadores eram do sexo feminino nesse segmento da economia.

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    Depsito de caf: o cultivo e o comrcio do gro eram a base da nossa economia no incio do sculo passado

  • 26 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    A maquiagem perolada, caracterstica da poca, consistia em colocar uma gota de cera lquida na extremidade de cada clio, imitando uma fileira de prolas. Atualmente, existem cosmticos que j vm com o efeito perolado.

    No rosto, aps a aplicao de base, era usado um p es-curo sobre a parte superior do rosto a fim de iluminar os olhos. Da bochecha ao queixo, aplicava-se um p claro. Os clios e as sobrancelhas eram escovados, e os clios, encurvados com curvex. Traos a lpis iam at o canto dos olhos, delineando-os.

    A cor da sombra combinava com os olhos ou com o tom predominante na roupa e a boca era pintada com cores escuras e fortes.

    Galeria de fotos: maquiagem dos anos 1920

    DICAPara saber mais sobre esse

    perodo assista ao filme Coco antes de Chanel, dirigido por

    Anne Fontaine em 2009.

    Truques para disfarar olheiras

    Para saber disfar-las com a maquiagem importante conhecer as razes de sua existncia. As olheiras podem:

    surgir aps uma noite mal dormida;

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    Musas da dcada de 1920: os clios e as sobrancelhas eram escovados e um trao a lpis delineava os olhos

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 27

    aparecer por causa de excessos cometidos no dia ante-rior: muito trabalho ou efeitos do consumo exagerado de bebida alcolica;

    ser uma herana gentica, ou seja, de algum da fam-lia que apresenta uma colorao mais escura na rea dos olhos;

    resultar de estresse fsico, emocional ou, ainda, de die-tas muito severas;

    ter relao com fatores tnicos (pessoas de pele escura so mais propensas a desenvolver olheiras); ou

    ser consequncia de pele fina, pois a transparncia da ctis torna mais visvel a rea escurecida.

    Mas, para qualquer uma dessas situaes, h uma soluo.

    Caso sua cliente procure voc pessoalmente para agendar a maquiagem, aproveite o momento e avalie a pele dela, alm de fazer perguntas e, quem sabe, dar conselhos que podero ajudar no momento do seu trabalho.

    Exemplo 1

    Uma cliente quer agendar uma sesso de maquiagem para um casamento. Analise a pele e observe se ela apresenta olheiras. Sim? Ento pergunte cliente se comum t-las ou se houve alguma razo para que aparecessem.

    IMPrecomende que, na vspera da

    festa, ela durma ao menos 8 horas, no abuse do lcool e

    procure ter um dia calmo. Essas medidas iro amenizar as marcas

    no entorno dos olhos.

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  • 28 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Exemplo 2

    A cliente quer agendar a sesso de maquiagem, mas in-forma que as olheiras fazem parte do seu rosto.

    Aconselhe as mesmas atitudes do exemplo anterior e su-gira ainda que ela faa, no dia da festa, compressas com ch de camomila gelado.

    Como minimizar as olheiras com a maquiagem?

    Seu maior aliado na hora de disfarar as olheiras o cor-retivo, de preferncia cremoso. Mas ateno: aplique-o apenas quando terminar a maquiagem, pois resduos de sombra podem respingar nos olhos.

    Se as olheiras forem arroxeadas, o mais indicado usar um corretivo amarelo ou laranja.

    Se forem castanhas, inicie com um corretivo rosa e espalhe outro, bege, segundos depois.

    Veja a foto abaixo: fazendo pequenos pontos com o corretivo e espalhando-o com a ponta dos dedos, voc obter um resultado melhor.

    DICAColoque no congelador os sachs

    usados do ch de camomila e utilize-os para aplicar a

    compressa. Se voc tiver a camomila em casa, no vai

    precisar dos sachs: faa um ch e embeba bolas de algodo nele.

    DICAO dedo indicador, em conjunto com o polegar, serve para pegar diversos objetos (movimento de pina). Por esse motivo, deve ser

    evitado para a aplicao de qualquer produto, pois pode

    trazer alguma sujeira e borrar a maquiagem.

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  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 29

    Anos 1930

    Tempo de crise econmica e de recesso

    A economia mundial sofreu uma grande crise em 1929, um processo que comeou com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos. Na dcada seguinte, conhecida como Grande Depresso, o desemprego e a misria espalharam-se por diver-sos pases.

    Com a crise, foi mais vantajoso queimar a produo de caf do que ensac-lo e ar-mazen-lo. Os fazendeiros do caf mergulharam em dvidas e esse cenrio influen-ciou a disputa pela presidncia no Brasil.

    A situao econmica alia-se poltica. No Brasil, aconteceu a Revoluo de 1930. Nessa mesma poca, Getlio Vargas assumiu o poder e instaurou uma ditadura que durou at 1945.

    Eram tempos de autoritarismo. E no apenas no Brasil.

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    Desempregados fazem fila para ganhar comida: consequncia da quebra da Bolsa de Nova York, em 1929

  • 30 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha em 1933 e liderou o pas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Ele perseguia e enviava aos campos de concentrao grupos que considerava inferiores na humanidade: judeus, homossexuais, deficientes fsicos, doentes mentais, ciganos etc.

    Francisco Franco, o generalssimo Franco, foi um ditador espanhol que manteve o poder de 1939 a 1975. Foi responsvel por inmeras mortes em seu pas.

    Benito Mussolini foi o lder italiano do fascismo. Apesar de ter tomado o poder em 1922, teve papel de destaque na organizao da Segunda Guerra Mundial.

    Antonio Salazar foi ditador em Portugal entre os anos de 1932 e 1968. Alm de implantar a ditadura civil em seu pas, apoiou Franco na guerra civil espanhola.

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    Em sentido horrio: Hitler, Franco, Mussolini e Salazar

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 31

    Localizao e medidas

    Vamos localizar, no mapa poltico da poca, os pases que esses homens governaram? Antes, porm, precisamos da ajuda da matemtica.

    Para ler adequadamente as informaes de um mapa, pre-cisamos conhecer um assunto importante tambm para a carreira de maquiador, o chamado sistema de medidas.

    Voc j percebeu como as medidas fazem parte do nosso dia a dia?

    Vamos imaginar que voc vai alugar um espao para dar aulas de maquiagem e o proprietrio informa que a sala tem 35 m. Ser que esse espao suficiente? Isso quer dizer que, nesse caso, o imvel tem 7 metros de compri-mento por 5 metros de largura. Confira.

    DICAVeja o significado de metro

    quadrado (m) no tema Fazendo contas no

    Caderno do Trabalhador 3 Contedos Gerais.

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  • 32 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Guarde essa informao porque as medidas so importantes para todo maquiador. E vamos us-las logo mais em nosso curso.

    Muitas vezes preciso medir em centmetros (cm) os elementos do rosto de suas clientes e, para isso, voc ter de usar uma rgua.

    Vale recordar que 1 metro igual a 100 centmetros, uma linha dividida em 100 partes iguais. Algo parecido ocorre com o centmetro, que divido em 10 partes iguais, os milmetros (mm).

    Observe a rgua reproduzida na foto acima: veja que entre um nmero e outro existem 10 pequenos riscos. O espao entre dois desses riscos equivale a 1 milmetro.

    Seguindo o mesmo raciocnio, vamos descobrir como medir as distncias entre, por exemplo, duas cidades. Qual a unidade de grandeza usada por ns para isso? O quilmetro (km), que igual a 1.000 metros (m).

    A moda discreta e prtica da dcada de 1930

    A irreverncia dos anos 1920 deu lugar a mulheres mais discretas e mais prticas nos anos 1930. Elas exibiam trajes esportivos com mais simplicidade e descontrao.

    O olhar era objeto de todos os cuidados nos anos 1930, com a ateno voltada para as sobrancelhas redesenhadas, depiladas e tingidas. As primeiras sombras cremosas eram espalhadas com o dedo at a arcada superior, marcando o convexo da plpebra

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    (que devia parecer melanclica). As cores variavam do castanho ao cinza e, para a noite, preto. Curvadores cobertos de rmel alongavam os clios.

    O batom ficou mais discreto, com tons laranja e rosa plido. Blush bege ou castanho bem claro era aplicado em forma de tringulo do meio da bochecha at a tmpora, no intuito de realar as mas do rosto.

    Para conseguir lbios mais sensuais, apelidados de picada de abelha, as mulheres beliscavam os prprios lbios pouco antes de se maquiarem.

    Galeria de fotos: maquiagem dos anos 1930

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    Pinturas discretas e bocas destacadas para conseguir lbios sensuais

  • O formato dos olhos

    Os olhos so os intrpretes do corao,

    mas s os interessados entendem essa

    linguagem.

    Blaise Pascal

    Maquiar os olhos talvez seja o principal desafio para o profissional dessa rea. Dominar as tcnicas de maquia-gem , tambm, reconhecer o formato dos olhos e saber o que fazer para valoriz-los.

    De acordo com Marcia Cezimbra, autora do livro Ma-quiagem (So Paulo: Senac, 2009), para identificar o formato dos olhos necessrio observar:

    as plpebras superior (A) e inferior (B);

    os cantos externo (C) e interno (D);

    a linha de transferncia (E); e

    as sobrancelhas (F).

    Blaise Pascal (1623-1662), fsico e matemtico, contri-buiu decisivamente para a criao da geometria, tema muito importante para o maquiador.

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    Observe os exemplos a seguir, que apresentam alguns formatos de olhos.

    OLHOS CADOS

    OLHOS PEQUENOS

    O QUE FAZER?Imagine que cada olho pre-cisa ser desenhado como uma amndoa.As sombras em tons dou-rados e cobre so as mais indicadas.

    RMEL E LPISCamadas extras de rmel nos clios e lpis nos can-tos externos superiores dos olhos do a impresso de olhos mais abertos.

    DICAEspalhe sombra grafite ou preta no canto externo dos olhos. Puxe com o pincel a sombra escura para cima e ilumine os cantos internos das plpebras superiores.

    O QUE FAZER?Voc deve realar os olhos usando sombras mais claras e com brilho na plpebra, rente aos clios. Abuse da sombra marrom entre a plpebra superior e a sobrancelha.

    RMEL E LPISDesenhe os olhos com traos rentes aos clios superiores. Use rmel em quantidade nos clios superior e infe-rior. A maquiagem para a noite permite o uso do l-pis branco no canto inter-no dos olhos.

    Para o dia a dia, o lpis bege d a impresso de olhos maiores.

    DICASobrancelhas pouco mar-cadas e clios bem curvados destacam os olhos.

  • 36 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    OLHOS ORIENTAIS

    OLHOS SALTADOS

    O QUE FAZER?Sombras escuras na plpe-bra superior e clara na par-te inferior da sobrancelha do um novo realce aos olhos orientais. Use sombra branca nos cantos internos das plpebras inferiores.

    RMEL E LPISO delineador ou lpis na plpebra superior um tru-que importante, pois desta-ca especialmente o canto externo dos olhos orientais.

    DICAContornar os olhos com lpis uma alternativa interessante para pessoas alrgicas ao delineador.

    O QUE FAZER?

    O uso de sombras escuras (marrom para o dia e pre-ta para a noite) esfumaa-das na plpebra superior parece diminuir os olhos e d um toque de profundi-dade ao olhar.

    RMEL E LPIS

    Ressalte os olhos passando lpis preto no canto interno e rmel nos clios superiores.

    DICA

    As sobrancelhas devem ser mais grossas e mais claras que o tom do cabelo.

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 37

    Anos 1940

    A Segunda Guerra Mundial

    Cerca de 70 milhes de mortos: esse foi o saldo final da Segunda Guerra Mundial, que teve incio em 1939 e chegou ao fim em 1945. como se toda a populao atual dos estados de So Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro fosse eliminada em apenas seis anos!

    O exrcito brasileiro, que teve participao discreta no conflito, lutou na Itlia con-tra o nazismo alemo.

    O fato de no ter havido batalhas por aqui ajudou o pas a progredir na rea indus-trial durante esse perodo. Foi nessa poca que surgiram as chamadas indstrias de

    AcervO IcOnOgrAphIA

    Soldados brasileiros embarcam para combater na Segunda Guerra Mundial: contra o nazismo alemo

  • 38 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    bens de produo ou indstrias de base, que produzem os materiais necessrios para que outras indstrias possam funcionar, como o ao e o petrleo.

    Em 1943, Getlio Vargas promulgou a Consolidao das Leis do Trabalho (CLT), que, at hoje, regulamenta as relaes de trabalho no Brasil.

    E na maquiagem, qual era a tendncia?

    Na rea da maquiagem foi preciso usar muita criativida-de para contornar o problema: ptalas de rosa mergulha-das em lcool substituam o blush, enquanto graxa de sapato era usada para tingir sobrancelhas e o carvo fazia o papel de sombra para as plpebras.

    Por outro lado, eram raras as mulheres que saam de casa sem batom. Conjuntos de saia na altura dos joelhos, usa-dos com um palet estruturado nos ombros o tailleur estavam no auge da moda.

    No ps-guerra, toda a feminilidade vem tona com ca-belos longos, batom vermelho e sobrancelhas um pouco mais grossas.

    Galeria de fotos: maquiagem dos anos 1940

    Para se adaptar aos no-vos tempos, o direito dos trabalhadores aos poucos vai se transformando e se ampliando. Por exemplo, em 2002, foi incorporado CLT um artigo que con-cede licena-maternidade e paternidade para aque-les que adotam crianas.

    Voc sabia?

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    Criatividade em tempos de guerra: ptalas de rosa em vez de blush e graxa para tingir as sobrancelhas

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 39

    Atividade 1Desenhando a maquiagem

    1. Registre aqui:

    a) Quais as principais caractersticas da maquiagem nos anos 1920, 1930 e 1940?

    b) Em que a maquiagem desses perodos semelhante que se usa hoje? E as dife-renas, quais so?

  • 40 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    2. A turma divide-se em trios e, com base nas fotos desta unidade e em pesquisas feitas na internet, dois membros do grupo praticam no terceiro colega a maquia-gem de um dos perodos que estudamos at aqui. A tarefa estar completa quan-do todos forem maquiados, cada um com base em um perodo diferente.

    3. Agora, pensem numa forma criativa de apresentar o resultado do grupo para a turma. Que tal um desfile ou uma apresentao teatral?

    4. Responda individualmente:

    Ao maquiar os colegas senti dificuldade em...

    Ao maquiar os colegas senti facilidade em...

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 41

    Anos 1950

    A dcada de 1950 pode ser comparada a uma ponte que liga um perodo de guerras e suas consequncias a outro perodo de recuperao da economia e mudana de comportamentos: uma fase de transio.

    O fim da guerra marcou o retorno produo industrial em todo o mundo, em um clima de entusiasmo. A vida parecia que entrava nos trilhos.

    Os Estados Unidos financiaram boa parte dessa recuperao econmica, mas isso tambm significou a imposio de ideias aos pases, fato que no agradava todo mun-do. Muitos movimentos polticos eram contrrios a essa posio, pois a entendiam como uma forma de conquista de um poder ainda maior e de controle sobre os povos que estavam retomando ou iniciando o desenvolvimento, como era o caso do Brasil.

    Braslia em maio de 1959, pouco menos de um ano antes da inaugurao: a nova capital foi construda por Juscelino

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  • 42 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Vivemos sob o lema 50 anos em 5, divulgada pelo ento presidente da Repblica Juscelino Kubitschek, que construiu Braslia.

    As mudanas no aconteciam somente na poltica e na economia. Elas eram percebidas tambm na msica, no cinema e no comportamento da juventude que questio-navam os costumes da poca.

    O papel da mulher na sociedade

    A dcada de 1950 era um perodo de valores tradicionais e conservadores e isso afetava especialmente as mulheres. A sociedade ditava que elas deveriam ser esposas, mes e boas donas de casa.

    As propagandas tambm passavam essa imagem, ofere-cendo novos eletrodomsticos para facilitar a vida das mulheres. Havia at um jornal das moas que dizia o que as mulheres deviam fazer para se tornarem boas esposas e donas de casa.

    FilmePara saber mais sobre esse

    perodo assista ao documentrio Os Anos JK uma trajetria

    poltica, dirigido por Silvio Tendler em 1980.

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  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 43

    A maquiagem de 1950

    Mulheres com ar ingnuo, mas com roupas sofisticadas, um jeito de vestir chique, eram a tendncia do momento.

    O estilo de maquiagem mais popular inclua os olhos de gazela, bem marcados, mo-delados por sombra, lpis de sobrancelha, rmel e delineador. A palidez da pele (obtida com p de arroz) e a intensidade dos olhos ganharam realce, enquanto o ruge, hoje substitudo pelo blush, foi excludo. O batom devia combinar com a cor do esmalte.

    Galeria de fotos: maquiagem dos anos 1950

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    Elegncia na metade do sculo: palidez da pele e olhos de gazela ditavam o estilo das mulheres na dcada de 1950

  • 44 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    A maquiagem para cada cor de olhos

    Um bom truque para realizar a maquiagem certa escolher os tons mais adequados para cada cor de olhos.

    Nos olhos azuis, evite sombras em tons esverdeados ou azuis. Abuse dos tons ma-deira, terra ou dourados e bronze-acobreados, alm do cinza mdio e escuro.

    Use tons grafite, azuis e lilazes nos olhos acinzentados. O rmel cinza perfeito para finalizar a maquiagem tanto dos olhos azuis quanto dos acinzentados.

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  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 45

    Olhos castanhos permitem um uso variado de sombras. Cinza e preto no so boas opes. Rmel marrom, verde ou preto so os mais recomendados.

    As cores mais indicadas de sombra para olhos verdes so lils, roxo, berinjela e uva. Se a ocasio no permitir o uso de cores chamativas, opte pelos tons de madeira. Experimente usar rmel na colorao verde, que destaca a cor dos olhos.

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  • 46 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Anos 1960

    No Brasil, Jnio Quadros sucedeu JK na presidncia. Com sua renncia, Joo Goulart tornou-se presidente da Repblica. Mas um golpe militar o derrubou em maro de 1964, dando incio a um perodo de 21 anos de ditadura. Os brasileiros foram impedidos de votar e escolher seus representantes polticos. Qualquer pessoa contrria ao regime era perseguida; muitos foram presos, torturados e assasinados.

    Por outro lado, os anos 1960 foram marcados por pro-fundas alteraes no comportamento: liberdade e igual-dade eram direitos a ser conquistados. Outros aspectos

    No final da dcada de 1960, os jornais eram obri-gados a enviar aos milita-res os textos e as imagens que seriam publicados. Era comum precisarem preencher espaos vazios nas pginas, cujas mat-rias foram censuradas, com receitas culinrias, poesias e outros textos, de preferncia vazios de contedo poltico.

    Voc sabia?

    Protesto popular contra a ditadura: em 1964 um golpe militar deu incio a um perodo de 21 anos em que os brasileiros foram impedidos de escolher seus representantes polticos

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  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 47

    marcantes nesse perodo foram as lutas pela libertao das mulheres e o movimento chamado Black Power (ou poder negro), que deu voz comunidade negra.

    A moda e a maquiagem dos anos psicodlicos

    As roupas, os penteados e a maquiagem refletiram toda a agitao cultural, poltica e social dos anos 1960.

    Cabelos black power, enfeitados por flores silvestres, ca-misetas pintadas mo e calas jeans desbotadas e co-bertas de apliques ganhavam espao nas ruas das cidades.

    Olhos grandes eram o ponto forte da maquiagem no perodo, realados por clios postios, delineador nos c-lios inferiores e muitas camadas de rmel. As sobrancelhas voltaram a ficar mais finas.

    FilmeO movimento hippie foi marcado

    por contestao, mudana de valores, desejo de maior

    igualdade entre as pessoas e liberdade de expresso. Para

    conhecer um pouco mais sobre isso e observar a moda e a maquiagem desse perodo, assista ao musical norte-

    -americano Hair, dirigido por milos Forman em 1979.

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    Jimi Hendrix retratado em grafite: o guitarrista seguia a moda dos cabelos black power

  • 48 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Galeria de fotos: maquiagem dos anos 1960

    O formato do nariz influencia a maquiagem

    Lembre-se de que, quando pensamos em maquiagem, no nos referimos necessariamente quela especial, usada em casamentos, formaturas etc. A maquiagem uma aliada do dia a dia para valorizar o que j bonito e disfarar o que no harmoniza o rosto.

    Por isso, ao fazer a maquiagem, voc deve analisar o ros-to da cliente em detalhes e planejar seu trabalho. Neste tpico, observaremos o formato do nariz e como ele in-terfere no conjunto do rosto. A tcnica utilizada pelos especialistas denominada luz e sombra, ou seja, o profissional aplica cores de base contrastantes para sua-vizar os contornos do nariz.

    DICANariz com desvio de septo O objetivo da maquiagem

    nesse caso centralizar o nariz, escurecendo a lateral irregular

    e, se necessrio, clareando a lateral oposta.

    Nariz aquilino (com salincia) Escurea a protuberncia

    na ponta do nariz com o objetivo de suaviz-la.

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    Reflexos de agitao e psicodelismo: os olhos ganharam destaque, realados por clios postios, delineador e rmel

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 49

    NARIZ ACHATADO

    COMO IDENTIFICAR?

    Observe como as laterais desse nariz chamam a ateno pela largura.

    PARA CORRIGIR

    Aplique base mais escu-ra que a pele, comeando pela parte de baixo do nariz e depois subindo

    em direo s sobrance-lhas. Na ponta do nariz, d um leve toque de base clara.

  • 50 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    NARIZ LARGO

    COMO IDENTIFICAR?

    Como o prprio nome sugere, esse formato de nariz largo em toda sua extenso.

    PARA CORRIGIR

    Aplique blush mais escu-ro em linha reta nas late-rais do nariz e mais claro nas partes internas dos olhos para afinar o nariz.

  • NARIZ LONGO

    COMO IDENTIFICAR?

    Um nariz considerado longo quando ultrapassa as linhas proporcionais que vimos no desenho de Da Vinci, na Unidade 6.

    PARA CORRIGIR

    Com o objetivo de en-curtar o nariz, escurea a parte inferior e a pon-ta dele. Se a cliente tiver pele clara, use corretivo dois tons de pele acima;

    se o tom de pele for mo-reno, use trs tons aci-ma. Maquie a plpebra inferior dos olhos e afine o lbio superior, dese-nhando-o com lpis.

    Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 51

  • 52 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    NARIZ ARREBITADO

    COMO IDENTIFICAR?

    Esse o formato mais desejado por homens e mulheres, mas muitas

    vezes arrebitado de-mais, trazendo pouca harmonia ao rosto.

    PARA CORRIGIR

    Escurea suavemente a ponta do nariz, com um blush mais escuro que a tonalidade da pele.

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 53

    Anos 1970

    Enquanto o povo torcia pela conquista do ttulo de tri-campeo mundial de futebol na Copa de 1970, muita gente, considerada contrria ao regime militar, era tortu-rada e morta. O governo de Emlio Garrastazu Mdici (1969-1974) foi o mais repressivo da histria do pas.

    O investimento em obras gigantescas como a rodovia Transamaznica, conhecida por levar nada a lugar ne-nhum contribua para aumentar ainda mais a dvida do Brasil com outros pases.

    A economia crescia, mas o bolo no era dividido igual-mente entre os que trabalhavam. Foi nessa mesma poca que aumentaram muito as desigualdades no pas.

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    Leonel Brizola de volta do exlio: com a anistia, a ditadura militar dava os primeiros sinais de recuo

  • 54 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    A revoluo da moda

    A moda rebelou-se e passou a pregar a liberdade de escolha. Masculino e feminino misturaram-se: na onda unissex, calas jeans com bocas de sino eram iguais para todos.

    Escolher o seu estilo, sem imitar as outras mulheres, e se embelezar de acordo com o que cada um considerava bonito e adequado eram atitudes comuns. O colorido ganhou cada vez mais espao. O cuidado com a pele passou a ser uma preocupao diria.

    A maquiagem ganhou destaque nos tons agressivos e sensuais dos batons e no uso do gloss. Os ps eram brilhantes com pigmentos nacarados (com brilho semelhan-te ao da madreprola). Clios e olhos continuavam em destaque.

    Galeria de fotos: maquiagem dos anos 1970

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    Rebeldia na dcada de 1970: tons agressivos e sensuais no batom e no gloss, ps brilhantes que lembravam madreprola

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 55

    O formato do queixo e a harmonia do rosto

    Lembre-se de que suas clientes no tero necessariamente a pele das atrizes e mode-los. Alm disso, nem todas sero jovens. A maquiagem, como j dito, serve para realar a beleza natural de cada pessoa e suavizar imperfeies.

    Algumas dessas imperfeies podem estar relacionadas ao queixo. Os trs formatos de queixo que modificam a harmonia do rosto so:

    Vamos, agora, ver algumas dicas para maquiar pessoas com esses formatos de rosto.

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    Noel Rosa, cantor e compositor

    Montserrat Caball, cantora lrica espanhola

    Reese Witherspoon, atriz norte-americana

    Queixo pequeno Queixo saliente

    Queixo duplo

  • 56 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Queixo pequeno

    Aplique base no tom da pele em todo o rosto.

    Para dar a sensao de um queixo maior e criar volume nessa regio do rosto, aplique p iluminador opaco mais claro que o tom da pele. Voc tambm pode utilizar uma caneta iluminadora na regio.

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 57

    Queixo saliente

    Aplique base no tom da pele em todo o rosto.

    Disfarce a proeminncia do queixo com pinceladas de blush mais escuro na pon-ta do queixo, suavizando o formato com um efeito de sombra.

  • 58 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Queixo duplo

    Aplique base no tom da pele em todo o rosto.

    Depois, aplique uma base mais escura na lateral na testa, tmporas, ma do rosto e por baixo do queixo. A base escura serve para criar uma iluso de sombra e diminuir o volume das reas mais salientes.

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 59

    O queixo duplo (ou papada) pode ser causado por diversos fatores, como problemas hormonais ou obesidade. Ele tambm bastante comum em pessoas da terceira idade. E essa cliente requer um cuidado especial quando maquiada. Veja, a seguir, como maquiar uma senhora de mais de 60 anos.

    Maquiagem para a terceira idade

    A maquiagem para a terceira idade deve receber todo o cuidado. O objetivo dela valorizar a beleza natural da pessoa. Por esse motivo, a maquiagem deve ajudar a disfarar as marcas do tempo, usando tons pastis ou de cores mais frias. Cores fortes e quentes podem fazer o efeito inverso: envelhecem a pessoa ainda mais e, em alguns casos, chegam a vulgarizar o visual de sua cliente.

    Lembre-se de que voc deve respeitar o gosto da cliente, mas no deixe de explicar a respeito do uso das cores na maquiagem de forma educada.

    Como fazer?

    1. O primeiro passo da maquiagem a higienizao e uma leve hidratao da pele. Mas fique atento, pois a pele de uma cliente dessa idade pode ser mais fina e delicada. Por isso, tenha sempre loes de limpeza ou demaquilantes apropriados.

    2. Aplique, com pincel, a base lquida, por ela ser mais leve e fcil de passar, alm de no deixar a pele com um aspecto pesado. Prefira bases com filtro solar e que possuam efeito anti-idade, o que dar mais firmeza pele.

    3. Passe o corretivo com cuidado, j que por ser mais pesado do que a base, ele pode ressaltar qualquer defeito da pele. Prefira, nesse caso, os corretivos lquidos e use os dedos para espalh-los, pois o pincel pode destacar ainda mais as marcas de expresso. Em olheiras arroxeadas, use um tom mais rosado para neutraliz-las.

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  • 60 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    4. Finalize a uniformizao da pele aplicando um p facial, de preferncia translcido. Suje o pincel (com pouco p) e d leves pinceladas para deixar a pele mais lisa e eliminar a umidade e a oleosidade naturais, fazendo com que a maquiagem dure mais tempo.

    5. Com um lpis prprio para esfumar, faa um trao na linha do clio superior da parte externa at o meio da ris. Com um pincel macio, esfume o trao em dia-gonal, do tero at o final externo da plpebra.

    6. Para destacar os olhos, use sombras em tons opacos e neutros sem cintilante, como marrons, cremes, rosados, cinzas e nude. Se a plpebra de sua cliente estiver cada, no marque o cncavo. Passe a sombra por toda a plpebra inferior. Se a sobrancelha for muito rala, faa pequenos traos com um lpis macio onde houver falhas, esfuman-do depois com um pincel. Com uma escovinha, penteie as sobrancelhas para finalizar.

    7. Passe o rmel segurando a plpebra suavemente para cima.

    8. Aplique o blush (de preferncia mais cremoso) com um pincel macio para no marcar a pele. Use uma cor discreta. Os tons rosados e pssego so bem-vindos.

    9. Contorne os lbios com um lpis prprio da cor da boca de sua cliente. Aplique o batom com o auxlio de um pincel, retirando o excesso com um leno. Lembre-se de que cores fortes marcam ainda mais as rugas. Para finalizar, aplique delicada-mente um pouco de p compacto por todo o rosto usando um pincel macio. Isso far a maquiagem durar mais tempo.

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  • 62 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Anos 1980

    A capa da revista National Geographic (acima), fotografada por Steve McCurry, ficou fa-mosa por todo o mundo e uma das imagens mais relevantes da histria recente. O que revela o olhar de Sharbat Gula na foto em que ainda era uma garota? Sua famlia foi exe-cutada no Afeganisto, e o vilarejo onde vivia foi destrudo por uma guerra que se estendeu de 1979 a 1988. Procure no atlas a localizao desse pas e, se tiver chance, pesquise os motivos e desdobramentos desse conflito, mais um episdio ligado Guerra Fria.

    Outro fato fundamental ocorrido na dcada de 1980 foi a queda do Muro de Berlim (em novembro de 1989) uma estrutura de concreto erguida em 1961 para dividir a Alemanha em duas partes, uma capitalista e outra socialista.

    Sobrevivente: Sharbat Gula, que tornou-se cone da guerra

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  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 63

    Atividade 2Pesquise na inTerneT

    Procure na internet as diferenas entre o regime capita-lista e o socialista. A turma divide-se em duas e cada uma faz a defesa de uma dessas ideologias.

    E no Brasil, o que acontecia?

    Como voc estudou no Caderno do Trabalhador 5 Contedos Gerais, o pas viveu um processo de abertura poltica, de retomada da democracia. Sem violncia, porm decidida, a populao foi s ruas exigir eleies diretas para presidente.

    O ltimo dos generais ditadores, Joo Figueiredo, chegou a declarar que preferia o cheiro de cavalo ao cheiro do povo. Entre outras frases antolgicas, deixou a seguinte: Um povo que no sabe nem escovar os dentes no est preparado para votar.

    FilmeNo deixe de ver Adeus, Lenin!. Dirigido em 2003 por Wolfgang

    Becker, o filme conta a histria de um rapaz que tenta esconder

    de sua me doente a queda do muro de Berlim, fato que, para

    ela, representaria o fim dos sonhos de igualdade social.

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    Queda do Muro de Berlim: fim da diviso da Alemanha

  • 64 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Voc se lembra do que democracia?

    Vimos no Caderno do Trabalhador 2 Contedos Gerais que democracia significa governo do povo. Nela, ns elegemos nossos representantes polticos. Vamos ver como essa ideia pode estar presente nos pequenos atos do cotidiano e no apenas no dia de votar.

    Atividade 3DebaTendo a demoCraCia

    1. Leia o texto a seguir.

    Democracia no salo de beleza

    Ribamar, o Riba, dono de um salo de beleza que emprega trs cabe-

    leireiros, seis assistentes de cabeleireiro, oito manicures, uma maquiadora,

    dois recepcionistas, um faxineiro, duas depiladoras e, ainda, um gerente.

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    sJoo Figueiredo: o ltimo general ditador brasileiro

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 65

    O proprietrio segue a lei na hora da contratao: todos so registrados

    em carteira.

    Opa! Que coisa boa!

    , mas, devagar com o andor...

    Riba registra todos com um salrio mnimo e paga comisso por

    fora para cada servio feito. E tem mais: os produtos que os empre-

    gados usam para trabalhar ficam por conta de cada um. A manicure

    compra esmalte; o maquiador, sombra e base; o cabeleireiro, spray

    e escova etc.; cada profissional precisa ter seu kit de trabalho. Eles

    aceitaram essas condies porque precisam de seus empregos. E

    corre a boca pequena que todos os sales seguem essa regra.

    Mas uma novidade no salo fez todo mundo ficar agitado. Riba disse:

    A partir de agora eu forneo todos os produtos que sero utilizados

    aqui e vocs compraro de mim! preciso garantir a qualidade dos

    servios prestados no salo, alm de padronizar os produtos. Por isso

    eu sou o fornecedor.

    Todos comearam a fazer as contas e chegaram concluso de que a

    comisso vai cair muito.

    O Riba est cobrando muito caro pelos produtos reclama Clarice.

    Uma ideia surgiu no grupo: Podemos nos reunir e comprar em

    grande quantidade. Assim vai ficar mais barato para todos ns!

    Neia torce o nariz: Ih, essa histria no vai dar certo. Seu Ribamar

    vai ficar furioso!

    Amlia pondera: No, pessoal! Vamos explicar para ele nossa si-

    tuao. Se somos registrados com um valor menor de salrio, temos

    os outros direitos reduzidos, como o 13 salrio, o depsito no Fundo

    de Garantia por Tempo de Servio e as frias, sem falar na aposen-

    tadoria. Com a comisso, conseguimos compensar tudo isso e ganhar

    um pouco melhor. Vamos dizer que a gente quer comprar os produ-

  • 66 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    tos em lugares que vendem por atacado para, no final do ms, todo

    mundo ganhar um pouco mais.

    Como o grupo no chegou a um consenso, Claudete sugeriu que fizes-

    sem uma votao. E comeou a organizar tudo: Quem vota em

    comprar os produtos aqui no salo levanta a mo! Muito bem. E ago-

    ra, os que preferem se juntar e comprar fora do salo.

    Pronto! Todos foram ouvidos e venceu a maioria.

    O dono do salo, ao ver que os funcionrios se organizaram, no teve

    opo a no ser acatar a deciso do grupo: a partir de agora, eles vo

    se abastecer num atacadista.

    Vitria da democracia.

    2. Procure no dicionrio o significado das palavras que no conhece.

    3. Agora, discuta com mais quatro colegas a situao que esses profissionais enfren-taram, respondendo s seguintes questes:

    a) O dono do salo tinha razo em fornecer os produtos?

    b) O que estava em jogo nessa deciso tomada por Ribamar?

    c) certo registrar um funcionrio com um salrio menor do que o valor que ele realmente ganha?

    d) Que atitude o grupo tomaria se estivesse no lugar dos profissionais do salo cita-do no texto? Por qu?

    e) Registre aqui, com suas palavras, um resumo do debate do grupo.

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 67

  • 68 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    O clima de democracia afetou a tendncia na maquiagem

    Na dcada de 1980, o avano da cincia deu um salto e atingiu, tambm, a indstria de cosmticos. As pessoas comearam a se preocupar, entre outras coisas, com o envelhecimento da pele e os males causados pelo sol. Consequentemente, muitas mudanas ocorreram no mundo da maquiagem.

    Era a poca do exagero: as mulheres ou se pintavam muito ou saam de cara lavada. Os cdigos da beleza mudavam conforme as estaes. O estilo de maquiagem pedia bocas bem vermelhas, ou com tons fortes e marcantes, mas do rosto cor de tijolo, sombras esfumaadas variando do castanho ao violeta e rmel prova dgua verde--relva ou azul-piscina.

    Galeria de fotos: maquiagem dos anos 1980

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    Avano: a pintura dos anos 1980 indica preocupao com o envelhecimento da pele e os perigos do sol

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 69

    A pintura dos lbios d o toque final maquiagem

    A pintura da boca deve ser a ltima a ser feita. Ela deve finalizar a maquiagem.

    Mas alguns cuidados devem ser tomados ao se passar o batom. Vamos ver alguns deles.

    Para o batom durar mais nos lbios, passe-o normalmente e retire o excesso com leno de papel. Em seguida, com a esponja do p compacto, d umas batidinhas nos lbios e depois passe mais uma camada de batom.

    Para que o batom no escorra, contorne a boca antes com p translcido. Os batons sem brilho fixam melhor.

    No caso do gloss, passe uma gota no centro dos lbios.

    O lpis ou delineador para lbios, salvo em alguns casos que veremos a seguir, deve ser da mesma cor do batom. Alm de deixar o contorno perfeito, isso ajuda na sua fixao.

    Quando usar batom vermelho, chame a ateno para os lbios. O restante da maquiagem deve ser mais leve.

    A maquiagem pode valorizar vrios formatos de lbios. A seguir, veremos alguns deles.

    Lbios grossos

    Contorne a parte interna dos lbios com lpis mais claro que o batom.

    Passe p compacto da cor da pele ao redor dos lbios, para disfarar seu con-torno natural.

    Os batons em tons escuros, opacos e discretos so os ideais para esse formato de boca, pois chamam menos a ateno.

    Evite tons vermelho-cintilantes e gloss.

  • 70 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Lbios finos

    Usando lpis da cor do batom que ser aplicado, faa um contorno por fora do trao natural dos lbios.

    Abuse de tons claros, como bege e nude, de cores cintilantes e de gloss.

    Lbios irregulares

    O objetivo da maquiagem nesse caso corrigir os lbios para que adquiram uma nova forma. Para isso, voc deve contornar os lbios com o lpis para definir um traado regular.

    As cores vivas so aconselhveis para esse formato de lbios.

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 71

    Lbios enrugados

    Use um corretivo nos cantos externos dos lbios.

    Para criar a sensao de elevao dos lbios, trace um contorno com lpis, dimi-nuindo o ngulo externo e arredondando os cantos. Depois, alargue o lbio infe-rior do centro at os cantos externos.

    Passe um p compacto no tom da pele ao redor dos lbios para uniformizar a cor.

    Procure usar tons mais escuros, que ajudam a disfarar os problemas.

    Aplique p compacto no contorno dos lbios para disfarar as rugas.

    Reforce o contorno dos lbios com um lpis da cor do batom para impedir que o batom escorra pelos sulcos das rugas.

    Prefira batons mais cremosos.

    No use gloss nem batons lquidos em lbios enrugados. Isso evita que ele escorra pelos sulcos, borre a maquiagem e reforce ainda mais as rugas.

    Evite cores fortes e tons vermelho-vivos que marcam ainda mais as rugas.

    Lbios cados

  • 72 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Anos 1990

    Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente da Repblica escolhido direta-mente desde a eleio de Jnio Quadros. A economia do pas estava em frangalhos por causa da hiperinflao (quando os preos sobem muito e o dinheiro perde valor de compra).

    Para tentar resolver a situao o governante lanou um plano econmico que, entre outras coisas, mudou a moeda do pas e confiscou a poupana de todos os que tinham mais de NCz$ 50.000 (Cruzados Novos). Em vez de resolver o problema da inflao, a medida provocou uma queda brutal da atividade econmica.

    Alm disso, irregularidades e escndalos envolvendo sua administrao culminaram com a queda de Collor.

    epItcIO pessOA/AgncIA estAdO

    Eleito pelo povo, destitudo pelo povo: manifestantes exigem a sada do ento presidente Fernando Collor

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 73

    Tendncia da moda nos anos 1990: quando menos mais

    A moda parece ter se cansado do excesso de cores da dcada anterior. A nova ten-dncia foi um estilo mais clean, que significa limpo em ingls (pronuncia-se clin). Passou-se a se empregar pouca maquiagem, baseada em cores neutras e pouco brilho, o que dava s mulheres uma aparncia mais natural.

    Na pele o tom que imperou foi o bege, sugerindo uma simples hidratao. A boca mal brilhava e os olhos apresentavam um leve toque de rmel.

    Galeria de fotos: maquiagem dos anos 1990

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    Estilo clean: no fim do sculo passado, imperou o bege, sugerindo uma simples hidratao de pele

  • 74 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Como aplicar o delineador?

    A aplicao do delineador pode ser uma das etapas mais decisivas e complicadas para um profissional, pois, para fazer um belo trao necessrio ter mos firmes e somente a prtica lhe dar isso.

    O delineador indispensvel na maquiagem, j que define e destaca o olhar, alm de disfarar plpebras cadas e suavizar olheiras.

    Nunca se esquea de retirar o excesso do pincel. Caso contrrio voc poder colocar a perder toda a maquiagem dos olhos, uma vez que o delineador aplicado aps a sombra.

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 75

    Veja a seguir alguns detalhes importantes para escolher a cor e a espessura de linha do delineador.

    Para morenas, prefira a cor preta. Para mulheres de pele ou olhos claros, opte pelo marrom-escuro ou cinza.

    Olhos pequenos ou fundos ficam melhores com um trao bem fino e rente aos clios. O trao grosso diminui ainda mais os olhos.

    Em olhos grandes, devem-se usar traos mais grossos, salvo se as plpebras forem pequenas. Nesse caso, prefira uma linha mais fina.

    Para disfarar plpebras cadas, use um trao bem fino e que no ultrapasse o canto externo dos olhos. Esse tipo de traado, conhecido por estilo gatinha, deve ser usado em olhos grandes ou com plpebras firmes.

    1. Segure a lateral do olho sem esticar muito a plpebra a fim de contorn-lo. Faa isso apenas se os olhos apresentarem sinais de flacidez ou pele enrugada. Para ter mais firmeza, apoie a mo que vai fazer o trao na bochecha da cliente.

    2. Comece o desenho do meio dos olhos para fora, com um trao mais fino, e v alargando essa linha em direo parte externa dos olhos.

    3. Complete o trao na parte interna dos olhos usando menos tinta no aplicador. Se voc no se sentir seguro, no faa o risco de uma vez s. Experimente marcar vrios pontos na plpebra e, depois, una um a um com o pincel. Caso voc erre ao desenhar com o delineador, umedea a ponta de um cotonete e use-o para corrigir o traado.

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    Como fazer?

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  • 76 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Anos 2000

    Muito se falou sobre a virada do milnio. Uns diziam que seria o fim do mundo, outros o incio de uma nova era.

    Na verdade, o planeta j estava mergulhado em inmeros conflitos, especialmente entre os Estados Unidos e alguns pases do Oriente Mdio. Em 11 de setembro de 2001, vrios ataques areos nos Estados Unidos causaram gran-de comoo e iniciaram uma discusso sobre terrorismo.

    No Brasil, a estabilidade monetria permitiu que o pas retomasse o crescimento econmico. Com isso, conseguiu pagar sua dvida externa e passou de devedor a credor do Fundo Monetrio Internacional (FMI).

    FilmePara entender melhor o que ocorreu antes dos ataques,

    assista ao documentrio Fahrenheit 11 de Setembro, lanado em 2004 pelo norte- -americano michael moore.

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  • Na maquiagem

    A ordem do momento ter aparncia saudvel: esse o lema dos anos 2000.

    A maquiagem atual se inspira nas dcadas anteriores e, tambm por essa razo, re-gistra as principais tendncias do passado. Elas sempre so uma forte referncia para a moda que vir. Afinal, a moda vai e volta.

    Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 77

  • 78 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Atividade 4ReConheCendo as TendnCias

    Agora sua vez.

    1. Baseando-se no que estudamos sobre as tendncias dos anos 2000, indique a poca em que estes looks se inspiraram.

    2. Explique como identificou essas maquiagens com as tendncias do passado.

    3. Escolha uma das fotos acima e crie o passo a passo para realiz-la. Descreva quantos passos considerar necessrios.

    1o passo:

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  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 79

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    6o passo:

    7o passo:

    8o passo:

    4. Rena-se com os colegas que escolheram a mesma foto e comparem os passos. O que h em comum? E de diferente?

    5. O grupo agora apresenta as concluses para a turma.

  • 80 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Atividade 5ExerCiTando a maquiagem

    Vocs agora possuem muitas informaes em relao ao incio do curso. Vamos montar uma sala de maquiagem, onde todos sero clientes.

    Imagine-se na sua sala de maquiagem e procure colocar em prtica tudo o que aprendeu at aqui.

    Lembre-se: os conhecimentos para colocar em prtica no podem se resumir, por exemplo, escolha da cor da som-bra. Suas aes devem levar em conta o trato com o clien-te. Oua a opinio dele, informe-se sobre a ocasio para a qual ele precisa de uma maquiagem especial, pergunte como sua pele reage aos produtos etc.

    Atividade 6Truques de maquiagem

    Em grupos de cinco pessoas, faam uma pesquisa na in-ternet para descobrir qual a melhor soluo para cada problema apresentado a seguir. Registre as respostas no seu caderno, pois assim ter um bom guia para quando voc se deparar com essas situaes:

    1. Uma cliente, que vai ser madrinha de casamento, pos-sui uma cicatriz saltada e escura na ma do rosto. O que voc deve fazer?

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 81

    2. Uma adolescente vai ao seu primeiro baile de formatura, mas apresenta vrias espinhas enormes, vermelhas e prestes a estourar. Que estratgia utilizar?

    3. O casamento ser em uma cidade na praia, em janeiro, s 13 horas. Que produtos so os mais indicados? Que medidas tomar para a maquiagem durar mais tempo e no derreter?

    4. A me do noivo certamente vai chorar na cerimnia. Como reduzir a chance de que ela borre toda a maquiagem?

  • 82 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 83

    unida d e 9

    Maquiagens espeCiais

    Como vimos, em especial na Unidade 2, existem vrias possi-bilidades de trabalho para um maquiador e, certamente, no esgotaremos todas aqui neste material. Mesmo porque para cada tipo de trabalho voc poder ter um desdobramento novo, como maquiagem e maquiagem definitiva.

    Vamos pensar que esse o primeiro passo de um longo caminho para a construo da sua nova carreira.

    Entre as vrias possibilidades existem algumas mais populares, como a maquiagem em festas infantis e a de casamentos. H outras que esto ganhando fora, como o caso da maquiagem masculina.

    Nesta unidade, veremos algumas dessas maquiagens.

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  • 84 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    Maquiagem infantil

    Para comearmos a falar sobre a maquiagem infantil necessrio discutir alguns as-pectos importantes. Em primeiro lugar: que imagem temos da criana hoje no Brasil?

    Atividade 1reflexo sobre ser Criana

    Leia a reportagem a seguir.

    Um salo de beleza cheio, cabeleireiros e maquiadores de um lado para

    outro e cosmticos circulando por todos os lados do salo. Seria a

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  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 85

    preparao para um casamento, festa de formatura ou algum evento

    social que receber belas mulheres? Negativo. Essa descrio de uma

    festa de aniversrio de uma criana que pode ter entre dois e sete anos.

    A maquiagem chegou s pequeninas, que cada vez mais cedo se tornam

    vaidosas e no saem de casa sem fazer um make e a ncessaire para

    dar um retoque no visual, principalmente no batom.

    O que antigamente no passava de uma brincadeira de criana para

    imitar "gente grande" ou se limitava a um gloss na boca, hoje em dia

    deixa o Brasil nos primeiros lugares dos pases que mais vendem cos-

    mticos especializados para o pblico infantil.

    No por acaso, empresas lanam uma infinidade de produtos de be-

    leza direcionados a meninas, usando cantoras e apresentadoras de TV

    famosas para fisgar essa garotada.

    No entanto, os especialistas alertam [sobre] os riscos do uso prematu-

    ro da maquiagem. Os dermatologistas explicam que a pele das crianas

    mais sensvel e por isso absorve em maior quantidade as substncias

    contidas na maquiagem, podendo causar alergias.

    Mesmo que a alergia no aparea de imediato, com o passar do tem-

    po a pele da criana absorve essas substncias e, consequentemente,

    as alergias podem aparecer at com produtos que no tenham nada

    com a maquiagem, como uma tinta de caneta que contm substncias

    em comum com as da maquiagem.

    Geralmente, produtos de maquiagem voltados para crianas no con-

    tm substncias pesadas. O risco quando a me empresta filha

    seus produtos, o que acontece na maioria das vezes.

    Cuidados O melhor usar a maquiagem aprovada pela Anvisa (Agn-

    cia Nacional de Vigilncia Sanitria), especfica para o pblico infantil.

    Uma maquiagem infantil boa aquela que sai mais facilmente (com

    gua), diferente das maquiagens feitas para adultos. Mesmo a maquia-

    gem infantil deve ser usada com moderao. Alguns produtos tm at

    o gosto ruim, justamente para que as crianas no levem boca.

  • 86 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a Maquiador 2

    menina-mulher no legal O uso

    muito cedo da maquiagem pode fazer

    com que a criana s se sinta bem

    se estiver com a maquiagem. Para

    ela, estar na moda a melhor manei-

    ra de estar bonita, havendo o risco

    de erotizao precoce.

    A maquiagem feita em uma criana deve

    ser usada em eventos especiais e no no

    dia a dia. No pode [sic] se deve tornar

    hbito. A vontade natural, mas os pais

    no devem incentivar a criana, somente

    se for de um modo ldico, como parte de

    uma fantasia, por exemplo.

    Sic um termo latino que significa assim ou desse modo. Ele usado para indi-car que o texto foi reproduzido exatamente como o original, mesmo que esteja errado ou soe muito estranho.

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    Erotizao precoce: crianas que se maquiam habitualmente podem se tornar escravas da moda

  • Maquiador 2 Arco Ocupacional Im ag e m e Be l e z a 87

    O interesse cada vez mais precoce se deve tanto cultura da

    moda, ao incentivo dos pais e mdia que cria cada dia produtos

    mais chamativos, com embalagens e propagandas que deixam

    os pequenos fascinados.

    E como os pais podem descobrir se a sua filha est exagerando ou no?

    Observar a criana na sua rotina e verificar se essa vaidade est obses-

    siva: a criana acha sua imagem mais importante do que viver a vida de

    criana, quando vai para a escola ou a um passeio parece mais um mi-

    niadulto e seu impulso de comprar cosmticos est sem controle.

    Incentivar a brincadeira como a imitao dos pais que so os "heris"

    das crianas muito positivo para o desenvolvimento dos pequenos,

    mas tornar os pequenos "escravos da moda" ou dar aos filhos tudo o

    que pedem prejudicial.

    Dicas

    O dilogo sempre o melhor. Explique e mostre como ser criana

    mais importante do que a vaidade fsica.

    No deixe uma brincadeira de maquiagem se tornar hbito do dia a

    dia da criana. Saiba dizer um no e ser firme.

    Maquiagem para bonecas no indicada para o uso em crianas.

    Tambm pode causar alergias. Toda menina sonha em ser a Barbie.

    Mas, mame, saiba se impor nesse momento e deixe claros os limites

    da criana com a maquiagem.

    Bruno Rodrigues. Riscos do exagero de maquiagem nas meninas. Publicado em

    02.03.2009. Disponvel em: www.guiadobebe.com.br. Acesso em 22 dez 2010.

  • 88 Arco Ocupacional Im ag e m e Be