Margareth miranda ayres

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  • 1. MARGARETH MIRANDA AYRESCONHECIMENTO DA PURPERA ACERCA DOSBENEFCIOS MATERNOS DA AMAMENTAO Projeto de pesquisa apresentado ao cursodeBachareladoem enfermagemda Faculdade de Guanambi, como registro parcial para concluso da disciplina TCC1 e obteno do ttulo de Bacharelado em enfermagem. Orientadora: Prof: Lorena Gusmo

2. LISTA DE SIGLASMS- Ministrio da SadeUNICEF-Fundo das Naes Unidas para a InfnciaPNIAM-Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno 3. SUMRIO1 Introduo1.1 - Contextualizao do problema1.2 Objetivos1.2.2 Objetivos Especficos1.2.1 Objetivo Geral1.3 Justificativa2 Reviso de Literatura2.1- Histria da amamentao2.2- - Definio de aleitamento materno2.3- VANTAGENS PARA ME2.3.1Espacamento entre as gestaes2..3.2 Preveno de hemorragias e anemias ps-parto2.3.3-Proteo contra o cncer ginecolgico2.3.4- Involuo do tero2.4-VANTAGENS PARA FAMLIA E A SOCIEDADE3 Metodologia3.1 Caracterizao do estudo3.2 Populao (Universo)3.3 Amostra3.4 Definio das variveis3.5 Instrumento(s)3.6 Procedimentos de Coleta de dados3.7 Tratamento estatstico (Proposto)3.8 Cuidados ticos4 --Cronograma5--Recursos (Opcional) 4. 5.1-Humanos5.2-Materiais5.3-Fsicos5.4-FinanceirosRefernciasAnexos 5. 1 INTRODUOA amamentao a melhor maneira de proporcionar o alimento idealpara o crescimento saudvel e o desenvolvimento dos recm-nascidos, almde ser parte integral do processo reprodutivo, com importantes implicaespara a sade materna. Muitos so os fatores que afetam o modo como smulheres alimentam seus filhos e o tempo durante o qual os amamentam.Estes fatores tm sido intensamente estudados e incluem: O meio em quevivem estas mulheres, se na rea rural ou urbana, a situao econmica dasfamlias e a educao das mes.O UNICEF calcula que o aleitamento materno exclusivo at o sexto msde vida pode evitar, anualmente, 1,3 milho de mortes de crianas menores de5 anos. Os bebs at os seis meses no precisam de chs, sucos, outrosleites, nem mesmo de gua. Aps essa idade, dever ser dada alimentaocomplementar apropriada, mas a amamentao deve continuar at o segundoano de vida da criana ou mais.Com o surgimento de produtos industrializados para substituir o leitematerno, prtica iniciada nos pases desenvolvidos, a amamentao naturalteve o seu declnio. No entanto, no Brasil, a partir dos anos 70 houvecrescimento da amamentao natural, atingindo o mximo nos anos 80,coincidindo com o incio de campanhas do governo e implantao do ProgramaNacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (PNIAM). As revises depublicaes mostraram que nos ltimos anos existe tendncia para aumentodas taxas de aleitamento materno em todo pas.Ainda neste sentido pesquisas com populaes em diversas regiesbrasileiras mostram que a mediana de aleitamento materno total passou de 74dias em 1974 para 134 em 1989 e para 210 em 1996. Para o aleitamentomaterno exclusivo nos primeiros quatro a seis meses tambm se verifica amesma tendncia, porm ainda abaixo de atingir a maioria das crianas. A prtica da amamentao natural tem sido resgatada em todo omundo, inclusive no Brasil. Pode-se atribuir que, dentre outros fatores, isto se 6. deve muito ao de profissionais de sade dedicados ao aleitamentomaterno, bem como a adoo de polticas de apoio, incentivo e promooadotada pelo Ministrio da Sade - OMS seguindo as recomendaes doUNICEF.Nos ltimos anos, vm sendo discutido sobre as vantagens doaleitamento materno para a sade,sendo priorizado os benefcios para odesenvolvimento dos recm nascidos e crianas maiores, como uma formaindiscutvel de preveno da morbi-mortalidade, especialmente no primeiro anode vida, porm, percebe-se a necessidade de pesquisas sobre a suaimportncia para a sade das mulheres que amamentam. Muitos benefciosso atribudos amamentao com relao sade da criana.S recentemente o mundo cientfico comeou a reconhecer que amulher, me que amamenta, tambm beneficiada em sua sade fsica,psicolgica e emocional. Com o aumento dos ndices de aleitamento maternono mundo, e atravs dos resultados de pesquisas, apontando excelentesresultados, comeou a ficar evidente algumas condies de sade nasmulheres que amamentavam, como benficas, preventivas, e que no eramsituaes comuns naquelas que no realizavam esta prtica. No ampla a literatura sobre os benefcios da amamentao para asade da mulher. At o presente, sabe-se que h uma relao positiva entreamamentar e apresentar menos doenas como o cncer de mama, ovarianos ecertas fraturas sseas, especialmente coxofemorais, por osteoporose.Indaga-se tambm sobre o efeito da amamentao no menor risco demorte por artrite reumatide. Muitos estudos foram publicados mostrando comoa amamentao se relaciona amenorria ps-parto e ao conseqente maiorespaamento intergestacional. Outros benefcios para a mulher que amamentaso o retorno ao peso pr-gestacional mais precocemente e o menorsangramento uterino ps-parto (conseqentemente, menos anemia), devido involuo uterina mais rpida provocada pela maior liberao de ocitocina.Para tanto, este trabalho se faz de suma importncia, porque emborahaja muitos benefcios de amamentao para a sade da mulher pouco 7. discutido sobre o assunto . Apesar da amamentao sertemaamplamente pesquisado na rea da criana,ainda so encontradosmuitos aspectos a serem discutidos.No s para repensar a prtica assistencial,mas unir tambm osaber-pensar ao saber fazer.S assim,os esforos beneficiaro arealidade dos profissionais de sade,das purperas e seusfilhos,de seus companheiros e familiares e da sociedade.1.1 CONTEXTUALIZAO DO PROBLEMADiante do desconhecimento dos benefcios materno da amamentao para aspurperas onde a prtica ativa deste ato traz benefcios nutricionais ealteraes fisiolgigas e um desenvolvimento saudvel para a mulher.Surge oquestionamento qual o conhecimento prvio da purpera sobre os benefciosda amamentao?1.2 OBJETIVOS1.2.1 OBJETIVO GERALInvestigar o conchecimento das puperas acerca dos benefcios maternos daamamentao.1.2. 2 OBJETIVOS ESPECFICO 8. Identificar fatores que contribuiram para a escolha em amamentar. Descobrir se foram prestadas orientaes a essas mulheres a respeito dos benefcios da amamentao. Levantar informaes sobre o nivel de conhecimento que as purperas possuem no que concerne aos benefcios proporcionados pela amamentao. Verificar se houve alguma alterao fsica e psicolgica devido amamentao. Fazer um levantamneto da mdia, de termpo da amamentao das purperas estudadas.2 JUSTIFICATIVA:Esta pesquisa se torna de suma importncia porque apesar de vriascampanhas de incentivo e promoo do aleitamento materno como a semanamundialde amamentao,televiso,cartilhasauto-explicativas pouco discutido sobre o assunto as cifras em relao aos benefcios da amamentaono so as melhores.Cientficamente a amamentao exclusiva at os 6 mesesincluiproteo contra diversas doenas agudas e crnicas comoanemia,osteoporose,diabetes entre outras melhorando a qualidade de vida damulher alm de melhorar o desenvolvimneto psicolgico tanto para o filho comopara a me.Apartir da iniciao cientfica,espera-se que a pesquisa possa contribuir com aampliao do conhecimento daspurperas do H.M.C.D Hospital MunicipalCarmela Dutra em Bom Jesus da Lapa,esto conscientes acerca dosbenefcios que a amamentao lhes proporcionam e qual a percepo dasmes no ato de amamentar.Espera-se ainda que este estudo fornea subsdios para o conhecimento einformao dos profissionaios de sade,acadmicos e populao em geralquanto a prtica cosciente e eficaz do aleitamento materno para a melhoria dasade das purperas. 9. 3 REFERNCIAL TERICOHistria da amamentaoSegundo Diniz e Vinagre (2001, p.1), o leite humano representa aresposta que a natureza deu pergunta do melhor alimento para o Homem quese desenvolve. Durante dcadas de existncia da espcie humana, com exceo dosltimos anos, a alimentao ao seio foi considerada a forma natural epraticamente exclusiva de alimentar a criana em seus primeiros meses devida (ACCIOLY; SAUNDERS; LACERDA, 2003). A mitologia Grega conta a histria de Rmulo e Remo que foramamamentados por uma loba, e Zeus, por uma cabra. J os egpcios, babilniose hebreus, tinham como tradio amamentarem seus filhos por trs anos,enquanto as escravas eram alugadas por Gregos e Romanos ricos, comoamas-de-leite (BITAR, 1995).Entre os povos gregos e romanos, havia o hbito de utilizar as amas-de-leite para amamentar os seus recm-nascidos, no sendo to freqente aamamentao ao peito da prpria me, porm, Hipcrates foi um dos primeirosa reconhecer e escrever sobre os benefcios da amamentao, evidenciando amaior mortalidade entre aqueles bebs que no amamentavam no peito.Posteriormente, Sorano se interessou pelos aspectos cor, odor, sabor edensidade do leite humano, e Galeno foi o primeiro a considerar que aalimentao deveria ser feita sob a superviso de um mdico (VINAGRE;DINIZ, 2001).A proteo s crianas e o incentivo prtica da amamentaoaumentou com o surgimento do cristianismo. Alm do incentivo prtica daamamentao,tambm promoviam a proteo s crianas rfs eabandonadas. Com o descobrimento das Amricas, os povos nativos dessasregies chamavam a ateno, pois tinham por hbito amamentar as suas 10. crianas por um perodo aproximado de 3 a 4 anos. Nessa poca, oaleitamento materno estava em declnio, principalmente na Frana e naInglaterra (SILVA, 1989). Estudos apontam que, no sculo XVIII, a prtica de amamentar no eramais vista pelas pessoas da sociedade europia com admirao, sendoutilizadas as amas-de-leite mercenrias como um hbito rotineiro. Em funodo desmame precoce, a mortalidade infantil aumentou muito, chegando aalcanar a cifra de 99,6% das crianas em Dublin, as quais no tinham a opoda ama-de-leite. Em Paris e em Londres este ndice chegou a 80% e 56%,respectivamente, mesmo as crianas sendo amamentadas pelas amas-de-leite.Na Inglaterra, o ndice menor foi devido ao trabalho de Cadogan, que instituiualguns cuidados na alimentao das crianas com amas-de-leite, e com estateoria de amamentar e introduzir mais tardiamente os alimentos ele conseguiusalvar muitas vidas (BITAR, 1995). No clssico tratado de Nils Rosen Von Rosentein, cu