Maternidade Ana Braga PROGRAMA DE PROTEÇÃO … · d) Embora os respiradores de pressão positiva...

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  • Alameda Cosme Ferreira s/n So Jos I MATERNIDADE DE REFERNCIA SECRETARIA DE ESTADO DE SADE

    Fone: 92 3647-4200 ZONA LESTE ANA BRAGA SUSAM

    Manaus AM CEP:69000000

    Maternidade Ana Braga

    PROGRAMA DE PROTEO RESPIRATRIA - PPR

    Recomendaes, Seleo e uso de respiradores.

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    SUMRIO

    1. RECOMENDAES PARA IMPLANTAO DE UM PROGRAMA DE PROTEO RESPIRATRIA, SELEO E USO DE RESPIRADORES

    1.1. Objetivo

    1.2. Prticas permitidas

    1.3. Responsabilidade do empregador

    1.4. Responsabilidade do empregado

    1.5. Programa mnimo aceitvel de uso de respiradores

    2. ADMINISTRAO DO PROGRAMA DE USO DE RESPIRADORES PARA PROTEO RESPIRATRIA

    2.1. Introduo

    2.2. Qualificaes

    2.3. Responsabilidades

    3. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS ESCRITOS

    3.1. Procedimentos operacionais para o uso rotineiro de respiradores

    3.2. Procedimentos operacionais para o uso em situaes de emergncia e de salvamento

    4. SELEO, LIMITAES E USO DE RESPIRADORES

    4.1. Fatores que influem na seleo de um respirador

    4.2. Seleo de respiradores para uso rotineiro

    4.3. Seleo de respiradores para uso em atmosfera IPVS, espaos confinados ou atmosferas com presso reduzida

    5. OUTROS FATORES QUE AFETAM A SELEO DE UM RESPIRADOR

    5.1. Plos faciais

    5.2. Necessidade de comunicao

    5.3. Viso

    5.4. Problemas de vedao dos respiradores

    5.5. Uso de respiradores em baixas temperaturas

    5.6. Uso de respiradores em altas temperaturas

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    6. TREINAMENTO

    6.1. Treinamento para empregados

    6.2. Freqncia do treinamento

    6.3. Registros

    7. ENSAIO DE VEDAO

    7.1. Critrios aceitveis

    7.2. Problemas de vedao e alternativas

    7.3. Consideraes sobre o ensaio de vedao

    7.4. Registros do ensaio de vedao

    8. MANUTENO, INSPEO E GUARDA

    8.1. Limpeza e higienizao

    8.2. Inspeo

    8.3. Substituio de partes e reparos

    8.4. Guarda

    8.5. Qualidade do ar para as mscaras autnomas e os respiradores de linha de ar comprimido

    ANEXO 1 - DEFINIES

    ANEXO 2 - MONITORAMENTO DOS RISCOS RESPIRATRIOS

    ANEXO 3 - SUGESTES DE PROCEDIMENTOS PARA LIMPEZA E HIGIENIZAO DE RESPIRADORES

    ANEXO 4 - RECOMENDAES PARA "VERIFICAO DA VEDAO NO LOCAL DE TRABALHO

    ANEXO 5 - PROCEDIMENTOS PARA REALIZAO DOS "ENSAIOS DE VEDAO QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS

    I - Ensaio qualitativo com vapor de Acetato de Isoamila (leo de banana)

    II - Ensaio qualitativo com aerossol de soluo de Sacarina

    III - Ensaio qualitativo com fumos irritantes

    IV - Procedimento para ensaio quantitativo de vedao

    ANEXO 6 - AVALIAO MDICA DE TRABALHADORES CANDIDATOS UTILIZAO DE EQUIPAMENTOS INDIVIDUAIS DE PROTEO RESPIRATRIA

    ANEXO 7 - INSTRUO NORMATIVA N 1 DE 11 DE ABRIL DE 1994 38

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    1. RECOMENDAES PARA IMPLANTAO DE UM PROGRAMA DE PROTEO RESPIRATRIA, SELEO E USO DE RESPIRADORES.

    1.1. OBJETIVO

    Apresentar recomendaes para a elaborao, implantao e administrao de um programa de como selecionar e usar corretamente os equipamentos de proteo respiratria. No ANEXO 1 esto definidos os termos tcnicos utilizados.

    1.2. PRTICAS PERMITIDAS

    No controle das doenas ocupacionais provocadas pela inalao de ar contaminado com poeiras, fumos, nvoas, fumaas, gases e vapores, o objetivo principal deve ser minimizar a contaminao do local de trabalho. Isto deve ser alcanado, tanto quanto possvel pelas medidas de controlo coletivo (por exemplo: enclausuramento, confinamento da operao, ventilao local ou geral, ou substituio de substancias por outras menos txicas). Quando estas medidas de controle no so viveis, ou enquanto esto sendo implantadas ou avaliadas, devem ser usados respiradores apropriados em conformidade com os requisitos apresentados a seguir.

    1.3. RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR

    1.3.1. Fornecer o respirador, quando necessrio, para proteger a sade do trabalhador

    1.3.2. Fornecer o respirador conveniente e apropriado para o fim desejado.

    1.3.3. Ser responsvel pelo estabelecimento e manuteno de um programa de uso de respiradores para proteo respiratria, cujo contedo mnimo est no item 2

    1.3.4. Permitir ao empregado que usa o respirador deixar a rea de risco por qualquer motivo relacionado com o seu uso. Essas razes podem incluir, mas no se limitam as seguintes:

    a) Falha do respirador que altere a proteo proporcionada pelo mesmo; b) Mau funcionamento do respirador; c) Deteco de penetrao de ar contaminado dentro do respirador; d) Aumento da resistncia respirao; e) Grande desconforto devido ao uso do respirador; f) Mal-estar sentido peIo usurio do respirador, tais como nusea, fraqueza, tosse,

    espirro, dificuldade para respirar, calafrio, tontura, vmito, febre; g) Lavar o rosto e a pea facial do respirador, sempre que necessrio, para diminuir

    a irritao da pele; h) Trocar o filtro ou outros componentes, sempre que necessrio; i) Descanso peridico em rea no contaminada.

    1.3.5. Investigar a causa do mau funcionamento do respirador e tomar providncias para san-la. Se o defeito for de fabricao, o empregador dever comunic-lo ao fabricante e a SSST (Secretaria de Segurana e Sade no Trabalho).

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    1.4. RESPONSABILIDADES DO EMPREGADO

    1.4.1. Usar o respirador fornecido de acordo com as instrues e treinamento recebidos.

    1.4.2. Guardar o respirador, quando no estiver em uso, de modo conveniente para que no se danifique ou deforme.

    1.4.3. Se observar que o respirador no est funcionando bem, dever deixar imediatamente a rea contaminada e comunicar o defeito pessoa responsvel indicada pelo empregador nos "Procedimentos operacionais escritos" (ver item 3).

    1.4.4. Comunicar pessoa responsvel qualquer alterao do seu estado de sade que possa influir na sua capacidade de usar o respirador de modo seguro.

    1.5. PROGRAMA MNIMO ACEITVEL DE USO DE RESPIRADORES

    1.5.1. Administrao do programa

    O empregador deve atribuir a uma s pessoa a responsabilidade e autoridade pelo programa de uso de respiradores. Essa pessoa deve possuir conhecimentos de proteo respiratria suficientes para administrar de modo apropriados o programa. A responsabilidade do administrador pelo programa inclui o monitoramento dos riscos respiratrios, a atualizao dos registros e a realizao das auditorias (ver item 2.3)

    1.5.2. Procedimentos operacionais escritos

    Em toda a MATERNIDADE ANA BRAGA, onde os respiradores forem necessrios devem existir procedimentos operacionais escritos cobrindo o programa completo de uso de respiradores. Alm de existir, esses procedimentos devem estar sendo cumpridos.

    1.5.3. Limitaes fisiolgicas e psicolgicas dos usurios de respiradores

    Cabe a um mdico determinar se uma pessoa tem ou no condies mdicas de usar um respirador. O contedo e a freqncia desse exame mdico esto especificados no Anexo 6. Com a finalidade de auxiliar o mdico na sua avaliao, o administrador do programa deve inform-lo sobre: a) tipo de respiradores para uso rotineiro e de emergncias; b) atividades tpicas no trabalho; condies ambientais, freqncia e durao da

    atividade que exige o uso do respirador; c) substncias contra as quais o respirador deve ser usado, incluindo a exposio

    provvel a uma atmosfera com deficincia de oxignio.

    1.5.4. A seleo do tipo(s) de respirador(es) deve ser feita, considerando-se:

    a) a natureza da operao ou processo perigoso; b) o tipo de risco respiratrio (incluindo as propriedades fsicas, deficincia de

    oxignio, efeitos fisiolgicos sobre o organismo, concentrao do material txico, ou nvel de radioatividade, limites de exposio estabelecidos para os materiais txicos, concentrao permitida para o aerossol radioativo, e a concentrao IPVS estabelecida para o material txico);

    c) a localizao da rea de risco em relao rea mais prxima que possui ar respirvel;

    d) o tempo durante o qual o respirador deve ser usado; e) as atividades que os trabalhadores desenvolvem na rea de risco; f) as caractersticas e as limitaes dos vrios tipos de respirador;

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    g) o Fator de Proteo Atribudo para os diversos tipos de respirador conforme tabela 1.

    TABELA 1

    FATORES DE PROTEO ATRIBUDOS

    TIPO DE RESPIRADOR

    PEA SEMI-FACIAL (a) PEA FACIAL INTEIRA

    PURIFICADOR DE AR 10 100 DE ADUO DE AR: MSCARA AUTNOMA (b)

    (DEMANDA) 10 100

    LINHA DE AR COMPRIMIDO (DEMANDA)

    10 100

    TIPO DE COBERTURA DAS VIAS RESPIRATRIAS TIPO DE RESPIRADOR PEA

    SEMI- FACIAL

    PEA FACIAL INTEIRA

    CAPUZ CAPACETE

    SEM VEDAO FACIAL (e)

    PURIFICADOR DE AR MOTORIZADO

    50 1000(c) 1000 25

    DE ADUO DE AR: LINHA DE AR COMPRIMIDO

    DE DEMANDA COM PRESSO POSITIVA

    50 1000 = =

    FLUXO CONTNUO 50 1000 1000 25 MSCARA AUTNOMA (CIRCUITO ABERTO OU FECHADO)

    DE DEMANDA COM PRESSO POSITIVA

    = (d) = =

    Observaes sobre a Tabela 1: a) Inclui a pea quarto facial, a pea semifacial filtrante e as peas semi-faciais de

    elastmeros b) A mscara autnoma de demanda no deve ser usada para situaes de emergncia,

    como de incndios. c) Os Fatores de Proteo apresentados so de respiradores com filtros P3 ou sorbentes

    (cartuchos qumicos pequenos ou grandes). Com filtros classe P2, deve-se usar Fator de Proteo Atribudo 100, devido as limitaes do filtro.

    d) Embora os respiradores de presso positiva sejam considerados os que proporcionam maior nvel de proteo, alguns estudos que simulam as condies de trabalho concluram que nem todos os usurios alcanaram o Fator de Proteo 10.000. Com base nesses dados, embora limitados, no se pode adotar um Fator de Proteo

    TIPO DE COBERTURA DAS VIAS RESPIRATRIAS

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    atribudo de 10.000 para esse tipo de respirador. Para planejamento de situaes de emergncia, onde as concentraes dos contaminantes possam ser estimadas, deve-se usar um Fator de Proteo Atribudo no maior que 10.000.

    e) Ver definio no Anexo 1.

    NOTA: O Fator de Proteo Atribudo no aplicvel para respiradores de fuga. Para combinao de respiradores, como por exemplo, respirador de linha de ar comprimido equipado com um filtro purificador de ar, o Fator de Proteo a ser utilizado o do respirador que est em uso.

    1.5.5. Treinamento

    Cada usurio de respirador deve receber treinamento (e reciclagem), que deve incluir explanao e discusso sobre:

    a) o risco respiratrio e o efeito sobre o organismo humano e o respirador no for usado de modo correto;

    b) as medidas de controle coletivo e administrativo que esto sendo adotadas e a necessidade do uso de respiradores para proporcionar a proteo adequada;

    c) as razes que levaram a seleo de um tipo particular de respirador; d) o funcionamento, as caractersticas e limitaes do respirador selecionado; e) o modo de colocar o respirador e de verificar se ele est colocado corretamente no

    rosto; f) o modo correto de usar o respirador durante a realizao do trabalho; g) os cuidados de manuteno, inspeo e guarda quando no estiver em uso; h) o reconhecimento de situaes de emergncia e como enfrent-las; i) as exigncias legais sobre o uso de respiradores para certas substncias (ver

    anexo 7)

    1.5.6. Ensaio de vedao

    Antes de ser fornecido um respirador para uma pessoa, ela deve ser submetida ao teste de vedao para verificar se aquele respirador proporciona boa vedao no seu rosto (ver item 7). Aps este teste preliminar, toda vez que for colocar ou ajustar o respirador no rosto, ela deve fazer a verificao da vedao (ver ANEXO 4).

    1.5.7. Manuteno, inspeo e guarda

    A manuteno deve ser realizada de acordo com as instrues do fabricante e obedecendo a um procedimento que garante a cada usurio um respirador limpo, higienizado e em boas condies de uso. O usurio deve examinar o respirador antes de coloc-lo, para verificar-se est em boas condies de uso. O respirador deve ser guardado em local conveniente, limpo e higinico (ver item 8).

    1.5.8. Respiradores de fuga

    Onde for distribudo respirador de fuga devido a riscos potenciais em uma emergncia, os usurios dessa rea de risco devem ser treinados no seu uso. As pessoas que no realizam tarefas nessa rea, ou os visitantes, devem receber instrues breves sobre o seu uso. Para estas pessoas, no obrigatrio o treinamento detalhado e o exame mdico para verificar sua compatibilidade com o respirador.

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    2. ADMINISTRAO DO PROGRAMA DE USO DE RESPIRADORES PARA PROTEO RESPIRATRIA

    2.1. INTRODUO

    A responsabilidade e autoridade pelo programa de uso de respiradores para proteo respiratria devem ser atribudas a uma s pessoa. prefervel que seja da rea de Higiene Industrial da prpria empresa, da Medicina do Trabalho ou do departamento de Engenharia de Segurana. Nas empresas onde essas reas ou departamentos no existem, o administrador do programa pode ser uma pessoa qualificada responsvel pela superviso da fbrica.

    2.2. QUALIFICAES

    Para assumir as responsabilidades da administrao do programa, a pessoa deve ter conhecimentos de proteo respiratria, bem como conhecer e estar atualizada no que se refere s publicaes e aos regulamentos legais vigentes relativos.

    2.3. RESPONSABILIDADES

    As responsabilidades do administrador do programa devem incluir: a) medies, estimativas ou informaes atualizadas sobre a concentrao do

    contaminante na rea de trabalho, antes de ser feita a seleo do respirador, e periodicamente durante o uso de respiradores, com a finalidade de garantir que o respirador apropriado est sendo usado;

    b) seleo do tipo ou classe de respirador apropriado que proporcione proteo adequada para cada contaminante presente ou em potencial;

    c) manuteno de registros e procedimentos escritos de tal maneira, que o programa fique documentado e permita uma avaliao da sua eficcia;

    d) avaliao da eficcia do programa, atravs de uma auditoria.

    O programa, por mais abrangente que seja, de "pouco valor se no for mantido e executado conforme foi planejado. Portanto, alm de ter acompanhado o seu desenvolvimento, ele deve ser avaliado periodicamente para verificar se:

    a) os procedimentos contidos no programa atendem os requisitos dos regulamentos legais vigentes aplicveis e os padres aceitveis da indstria;

    b) o programa executado reflete os procedimentos operacionais escritos.

    Para ser objetiva, a auditoria deve ser realizada por uma pessoa conhecedora do assunto, no ligada ao programa nem ao seu administrador. A lista de pontos a serem verificados deve ser preparada e atualizada quando necessrio, e deve abranger as seguintes reas:

    a) Administrao do programa; b) Treinamento; c) Avaliao mdica; d) Ensaios de vedao; e) Amostragem do ar e classificao do risco; f) Seleo e distribuio do respirador;

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    g) Uso; h) Limpeza, manuteno e inspeo; i) Fontes de ar respirvel; j) Guarda dos respiradores; k) Prontido para emergncias; l) Problemas especiais.

    A avaliao mdica, quando realizada, pode incluir ensaios biolgicos conduzidos periodicamente para verificar se o usurio do respirador est sendo protegido adequadamente. Os requisitos de um programa de avaliao mdica devem ser determinados por um mdico de sade ocupacional. As falhas ou deficincias detectadas durante a auditoria devem ser corrigidas. A situao encontrada durante a auditoria deve ser documentada, inclusive os planos para correo das falhas observadas, bem como os prazos para sua correo.

    3. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS ESCRITOS

    O empregador deve estabelecer procedimentos operacionais para o uso correto dos respiradores em situaes de rotina e de emergncia. Cpias destes procedimentos devem estar disponveis para que os usurios as possam ler. O empregador deve ler e revisar estes procedimentos periodicamente ou quando necessrio. Devem conter os seguintes elementos:

    3.1. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PARA O USO ROTINEIRO DE RESPIRADORES

    Os procedimentos operacionais para o uso de respiradores devem ser escritos e cobrirem o programa completo de uso de respiradores para proteo respiratria, alm de incluir as informaes necessrias para o seu uso correto, contendo no mnimo:

    a) Treinamento dos usurios; b) Ensaios de vedao; c) Distribuio dos respiradores; d) Limpeza, guarda e manuteno; e) Inspeo; f) Monitoramento do uso; g) Monitoramento do risco; h) Seleo; i) Poltica da empresa na rea de proteo respiratria.

    3.2. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PARA USO EM SITUAES DE EMERGNCIA E DE SALVAMENTO

    Embora no seja possvel prever todas as situaes de emergncia e de salvamento para cada tipo de operao industrial, pode-se prever muitas condies nas quais ser necessrio o uso de respiradores. Pode-se chegar a escolha de respiradores apropriados para uma situao concreta, pela anlise cuidadosa dos riscos potenciais devidos a enganos na conduo do processo industrial ou a defeitos ou falhas no funcionamento.

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    Os procedimentos escritos para emergncia ou salvamento devem:

    a) Definir os provveis respiradores a serem usados, considerando os materiais e as substncias utilizadas, os equipamentos, a rea de trabalho, o processo e as pessoas envolvidas em cada operao;

    b) Com base nesta anlise preliminar, verificar se os respiradores disponveis podem proporcionar a proteo adequada quando os usurios tiverem que

    entrar no ambiente da rea potencialmente perigosa. Existem situaes em que as limitaes do respirador podem impedir que os usurios entrem em uma atmosfera IPVS (por exemplo, ambientes onde haja o risco potencial de atmosferas inflamveis ou explosivas).

    c) Selecionar o respirador apropriado e distribu-lo em quantidade adequada onde possam ser necessrios para uso nas situaes de emergncia ou salvamento;

    d) Esses respiradores devem ser mantidos, inspecionados e guardados de modo que sejam facilmente acessveis e estejam em condies de uso quando necessrio.

    O procedimento deve ser revisto por pessoa que esteja familiarizada com o processo em particular ou com a operao. Deve-se levar em conta as ocorrncias passadas que exigiram o uso de respiradores para situaes de emergncia e de salvamento, e as conseqncias que resultaram do seu uso. Devem ser levadas em conta falhas do respirador, falta de energia, ocorrncia de reaes qumicas no controlveis, fogo, exploso e falhas humanas. Tambm devem ser identificados os riscos potenciais que podem resultar do uso desses respiradores para emergncia e resgate.

    4. SELEO, LIMITAES E USO DE RESPIRADORES

    4.1. FATORES QUE INFLUEM NA SELEO DE UM RESPIRADOR

    4.1.1. Atividade do usurio Na seleo de um respirador deve ser levada em conta a atividade do usurio (por exemplo: se permanece continuamente na rea de risco ou no, durante o turno de trabalho, ou se o trabalho leve, mdio ou pesado) e sua localizao na rea de risco.

    4.1.2. Condies de uso do respirador importante considerar na seleo o tempo durante o qual ele deve estar sendo usado. Cada tipo de respirador tem suas caractersticas que o tornam apropriado para uso rotineiro, no rotineiro, emergncias ou resgate.

    4.1.3. Localizao da rea de risco

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    Na seleo deve-se levar em conta a localizao da rea de risco relativamente a reas seguras que possuam ar respirvel. Isto permite planejar a fuga na ocorrncia de uma emergncia, a entrada de pessoas para a realizao dos servios de manuteno ou reparos ou para as operaes de resgate.

    4.1.4. Caractersticas e limitaes dos respiradores

    muito importante levar em conta, tambm, as caractersticas fsicas e funcionais dos respiradores, bem como as suas limitaes.

    4.1.5. Caractersticas da tarefa

    As condies do ambiente e o nvel de esforo exigido de um usurio de um respirador podem reduzir drasticamente a vida til do respirador. Por exemplo: em

    casos de extremo esforo, a autonomia de uma mscara autnoma fica reduzida pela metade, ou mais.

    4.2. SELEO DE RESPIRADORES PARA USO ROTINEIRO

    4.2.1. Uso de respiradores aprovados

    Somente devem ser usados respiradores aprovados. Qualquer modificao, mesmo que pequena, pode afetar de modo significativo o desempenho do respirador.

    4.2.2. A seleo de um respirador exige o conhecimento de cada operao, para determinar os riscos que possam estar presentes e, assim, selecionar o tipo ou a classe de respirador que proporcione a proteo adequada.

    4.2.2.1. Etapas para identificao do risco

    A natureza do risco respiratrio deve ser determinada do seguinte modo: a) Determinar o(s) contaminante(s) que possa(m) estar presente(s) no ambiente de

    trabalho; b) Verificar se existe limite de tolerncia, ou qualquer outro limite de exposio, ou

    estimar a toxidez dos contaminantes(s). Verificar se existe a concentrao IPVS; c) Se existir o risco potencial de deficincia de oxignio, medir o teor de oxignio no

    ambiente; d) Medir ou estimar a concentrao do(s) contaminante(s) no ambiente; e) Determinar o estado fsico do contaminante. Se for aerossol, determinar ou

    estimar o tamanho da partcula. Avaliar se a presso de vapor da partcula ser alta na mxima temperatura prevista no ambiente de trabalho;

    f) Verificar se o contaminante presente pode ser absorvido pela pele, produzir sensibilizao da pele, produzir sensibilizao da pele, ser irritante ou corrosivo para os olhos ou pele;

    g) Se o contaminante vapor ou gs, verificar se conhecida a concentrao de odor, paladar ou de irritao da pele.

    4.2.2.2. Etapas para seleo do respirador

    O respirador apropriado deve ser selecionado conforme o seguinte procedimento:

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    a) Se no for possvel determinar qual o contaminante txico potencialmente

    presente no ambiente, ou a sua concentrao, considerar a atmosfera IPVS. Continuar no item 4.3.;

    b) Se no existir limite de exposio ou valores de orientao disponveis, e se no puder ser feita a estimativa da toxidez, considerar a atmosfera IPVS. Continuar no item 4.3;

    c) Se existir limite de exposio ou orientao disponvel para o contaminante, siga-a;

    d) Dividir a concentrao medida ou estimada de cada contaminante pelo limite de exposio ou valores de orientao para obter o Fator de Proteo Requerido. Se mais de uma substncia estiver presente, considerar os efeitos sinrgicos. A partir da tabeIa 1, selecionar um respirador ou tipo de respirador que possua Fator de Proteo Atribudo maior que o Fator de Proteo Requerido. Se o respirador selecionado for do tipo purificador de ar, continuar no item (g);

    e) Se o contaminante for somente gs ou vapor, escolher um respirador com Fator de Proteo Atribudo maior que o Fator de Proteo Requerido. A concentrao do contaminante no ambiente deve, contudo, ser menor que a concentrao mxima de uso do filtro qumico escolhido. Continuar no item (m). Se o contaminante for um aerossol, continuar no item (h);

    f) Se o contaminante for base de tinta, esmalte ou verniz, usar um respirador com filtro combinado: filtro qumico contra vapores orgnicos e filtro mecnico cIasse P1;

    g) Se o contaminante for um agrotxico, usar um respirador com filtro combinado: filtro qumico contra vapores orgnicos e filtro mecnico classe P2;

    h) Se o contaminante for um aerossol mecanicamente gerado (por exemplo poeiras e nvoas, usar filtro classe P1*;

    i) Se o contaminante for um aerossol termicamente gerado (por exemplo fumos metlicos), usar filtro classe P2*;

    j) Se o contaminante for do tipo aerossol que contenha asbesto ou slica cristalizada, ver Anexo 7; (*) Se o aerossol for de substncias altamente txicas ou de toxidez

    desconhecida, dever ser selecionado um filtro classe P3, preferencialmente utilizado com uma pea facial inteira.

    m) Se o contaminante um gs ou vapor com fracas propriedades de alerta, recomendado o uso de respiradores de aduo de ar. Se estes no puderem ser usados por causa da inexistncia de uma fonte de ar respirvel, ou por causa da necessidade de mobilidade do trabalhador, o respirador purificador de ar poder ser usado, somente quando: O respirador possuir um indicador confivel de fim de vida til que alerte o

    usurio antes de o contaminante comear a atravessar o filtro; Existir um plano de troca de filtro que leve em conta a vida til do filtro, bem

    como a desorpo (a no ser que a substituio seja diria), a concentrao esperada, o modo de usar e o tempo de exposio forem estabelecidos, e que o contaminante no possua um Limite de Tolerncia - Valor Teto.

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    4.3. SELEO DE RESPIRADORES PARA USO EM ATMOSFERAS IPVS, ESPAOS CONFINADOS OU ATMOSFERAS COM PRESSO REDUZIDA

    4.3.1. Atmosferas IPVS

    Um local considerado IPVS quando: a) A concentrao conhecida ou se suspeita que esteja acima do limite de

    exposio IPVS;

    b) um espao confinado com teor de oxignio menor que o normal (20,9% em volume), a menos que a causa da reduo do teor de oxignio seja conhecida e controlada.

    c) O teor de oxignio menor que 12,5%, ao nvel do mar, ou d) A presso atmosfrica do local menor que 450mmHg (equivalente a 4240m de

    altitude) ou qualquer combinao de reduo na porcentagem de oxignio e presso reduzida que leve a uma presso parcial de oxignio menor que 95mmHg.

    4.3.2. Respirador para uso em condies IPVS na presso atmosfrica normal O respirador que deve ser usado em condies IPVS provocadas pela presena de contaminantes txicos ou pela reduo do teor de oxignio como descrito nas condies a, b e c em 4.3.1, a mscara autnoma, ou uma combinao de um respirador de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar para escape.

    4.3.3. Consideraes sobre os espaos confinados

    Os espaos confinados so causa de numerosas mortes e de srias leses. Portanto, qualquer espao confinado com menos que 20,9% de oxignio deve ser considerado IPVS, a menos que a causa da reduo do teor de oxignio seja conhecida e controlada. Esta restrio imposta porque qualquer reduo do teor de oxignio , no mnimo, uma prova de que o local mal ventilado. Pode ser possvel entrar sem o uso de respiradores em espao confinado que contenha de 16% at 20,9% em volume de oxignio ao nvel do mar, somente quando se conhece e compreende a causa da reduo do teor de oxignio e se tem certeza de que no existem reas mal ventiladas nas quais o teor de oxignio possa estar abaixo da referida faixa. No se conhecendo a causa do baixo teor de oxignio, e se ela no for controlada, a atmosfera do espao confinado deve ser considerada IPVS.

    4.3.4. Presso atmosfrica reduzida

    A presso atmosfrica, quando reduzida, pode levar a presso parcial de oxignio PPO2 a valores baixos, mesmo mantendo a concentrao em 20,9%. Por isso, quando se realizam trabalhos em presso atmosfrica reduzida, deve-se definir a concentrao de oxignio em termos de presso parcial de oxignio e no em porcentagem em volume.

    4.3.4.1.Definio de deficincia de oxignio IPVS envolvendo presso atmosfrica reduzida

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    Deve ser considerada uma condio IPVS, quando a presso parcial de oxignio igual ou menor que 95mmHg. Essa deficincia de oxignio pode ser causada: pela reduo da presso atmosfrica at 450mmHg (equivalente a uma altitude de 4240m), ou pela combinao da diminuio da porcentagem de oxignio e da presso atmosfrica. A tabela 2 indica as condies em que devem ser usadas as mscaras autnomas e os respiradores de linha de ar comprimido combinados com cilindro auxiliar para escape.

    4.3.4.2. Definio de deficincia de oxignio no IPVS

    Um ambiente onde a presso parcial de oxignio est entre 95 e 122mmHg deve ser considerado uma atmosfera com deficincia de oxignio, mas no IPVS. Esse ambiente pode afetar de modo adverso pessoas com pequena tolerncia a nveis reduzidos de oxignio, ou pessoas no aclimatadas desempenhando tarefas que requeiram grande acuidade mental ou tarefas muito pesadas. Nestas condies deve-se usar respiradores de aduo de ar com a finalidade de atenuar esses efeitos. A tabela 2 indica as condies nas quais recomendado o uso desses respiradores. Deve ser considerada qualquer condio mdica adversa que afete a tolerncia de um indivduo a nveis reduzidos de oxignio. Para esses indivduos pode ser recomendvel o uso de respiradores de aduo de ar a partir da presso parcial de oxignio mais elevada que os valores indicados. Esta deciso deve ser tomada durante o exame mdico que antecede a atribuio daquela tarefa

    TABELA 2

    EFEITOS COMBINADOS: ALTITUDE E PORCENTAGEM DE OXIGNIO

    ALTITUDE (m)

    PRESSO (mmHg)

    OXIGNIO NO

    AMBIENTE (%)

    PPO2 (mmHg)

    TEOR DE OXIGNIO

    ABAIXO DO QUAL

    EXIGIDO O USO DE RESP. DE

    ADUO DE AR

    TEOR DE OXIGNIO

    ABAIXO DO QUAL EXIGIDA

    MSCARA AUTNOMA OU COMBINAO LINHA DE AR

    COM CILINDRO AUXILIAR

    O2 PPO2 O2 PPO2 % mmHg % mmHg

    NVEL DO MAR 760 20,9 160 16 122 12,5 95

    757 694 20,9 145 17,5 122 13,7 95 1500 632 20,9 133 19,3 122 15 95 2270 575 20,9 121

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    Observaes sobre a Tabela 2: a) ppO2 = 95mmHg que dita a necessidade de mscara autnoma ou combinao linha de

    ar/mscara autnoma admite que a sade do usurio seja normal. Deve ser Ievada em considerao qualquer condio mdica que afete desfavoravelmente os indivduos com intolerncia reduo do teor de O2. Para estes indivduos, maior a ppO2 a partir da qual necessrio o uso de mscara autnoma. Esta uma deciso do mdico.

    b) Observe que em altitudes maiores que 3030 m, um respirador de aduo de ar ou autnomos que fornea ar com 20,9% de oxignio no consegue atingir o ppO2 de 122 mmHg. Portanto, nos casos em que se exige o uso de respirador porque o teor de O2 est abaixo de 20,9%, deve-se escolher um respirador especial, aprovado, do tipo de aduo de ar que fornea oxignio enriquecido ou mscara autnoma de circuito fechado. A 3030 m de altitude deve-se usar ar com no mnimo 23% de O2 e a 4240m o ar deve conter 27% de O2.

    5. OUTROS FATORES QUE AFETAM A SELEO DE UM RESPIRADOR

    5.1. PLOS FACIAIS

    Um respirador com cobertura das vias respiratrias de qualquer tipo, seja de presso positiva ou negativa, no deve ser usado por pessoas cujos plos faciais (barba, bigode, costeletas ou cabelos) possam interferir no funcionamento das vlvulas, ou prejudicar a vedao na rea de contato com o rosto.

    5.2. NECESSIDADE DE COMUNICAO

    Na escolha de certos tipos de respiradores deve-se levar em conta o nvel de rudo do ambiente e a necessidade de comunicao. Falar em voz alta pode provocar deslocamento de algumas peas faciais.

    5.3. VISO

    5.3.1. Quando o usurio necessitar usar lentes corretivas, culos de segurana, protetor facial, culos de soldador ou outros tipos de proteo ocular ou facial, eles no devero prejudicar a vedao.

    5.3.2. Quando a pea facial for inteira ou do tipo que exija selagem perfeita, devero ser usados culos sem tiras ou hastes que passem na rea de vedao do respirador, seja de presso negativa ou positiva.

    5.3.3. Somente permitido o uso de lentes de contato quando o usurio do respirador est perfeitamente acostumado ao uso desse tipo de lente. Com lentes de contato colocadas, o trabalhador deve ensaiar o uso do respirador.

    5.4. PROBLEMAS DE VEDAO NOS RESPIRADORES

    5.4.1. No devem ser usados gorros ou bons com abas que interfiram com a vedao da pea facial no rosto.

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    5.4.2. Os tirantes dos respiradores no devem passar sobre partes duras dos capacetes.

    5.4.3. O uso de outros equipamentos de proteo individual, como capacetes ou mscara de soldador, no devem interferir na vedao da pea facial.

    5.5. USO DE RESPIRADORES EM BAIXAS TEMPERATURAS

    O desempenho do respirador pode ficar prejudicado quando este usado em baixa temperatura e isso deve ser levado em conta na seleo (lentes ou visores podem embaar e o congelamento pode prejudicar a vedao das vlvulas). A mscara autnoma aprovada para operar abaixo de 0C deve possuir pina nasal, mascarilha interna ou outro meio que evite esses inconvenientes. A umidade do ar comprimido deve estar dentro das especificaes (ver NBR-12543), e devem ser observados outros detalhes:

    Checar todas as conexes que possam ser afetadas pela baixa temperatura;

    No frio, guardar com cuidado todos os componentes elastomricos (pea facial, traquia, etc.), de modo que no se deformem e prejudiquem a vedao no rosto.

    Outros componentes devem manter a eIasticidade mesmo em baixa temperatura: guarnies, gaxetas, diafragmas e anis ring.

    Em temperatura muito baixa, as vlvulas do respirador podem congeIar abertas ou fechadas devido a presena de umidade. Alguns respiradores de aduo de ar usam o tubo Vortex para aquecer o ar que chega a pea facial.

    6. TREINAMENTO

    6.1. TREINAMENTO PARA EMPREGADOS

    Com a finalidade de garantir o uso correto de equipamentos de proteo respiratria, devem receber treinamento (e reciclagem peridica): o supervisor, os usurios e a pessoa que distribui o respirador, e as equipes de emergncia e salvamento. O treinamento deve ser dado por uma pessoa qualificada (conforme a legislao vigente no MTb) devendo ser registrados, por escrito, os nomes das pessoas que foram treinadas e as datas do treinamento.

    6.1.1. Supervisor O supervisor, isto , aquele que tem a responsabilidade de acompanhar a realizao do trabalho de uma ou mais pessoas que necessitam usar respirador, deve receber treinamento adequado, que inclua, no mnimo, os seguintes tpicos: Conhecimentos bsicos sobre prticas de proteo respiratria; Natureza e extenso dos riscos respiratrios a que as pessoas que esto sob sua

    superviso podero ficar expostas; Reconhecimento e resoluo dos problemas que ocorrem com os usurios de

    respiradores; Princpios e critrios de seleo de respiradores usados pelas pessoas que esto

    sob sua superviso;

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    Treinamento para usurios de respiradores; Verificao, ensaio de vedao e distribuio dos respiradores; Inspeo dos respiradores; Uso e monitoramento do uso de respiradores; Manuteno e guarda dos respiradores; Regulamentos e legislao relativos ao uso dos respiradores;

    6.1.2. Pessoa que distribui o respirador

    A pessoa indicada para distribuir os respiradores deve receber treinamento adequado, a fim de se garantir que o trabalhador receba o respirador adequado para a tarefa, definido pelos procedimentos operacionais escritos.

    6.1.3. Usurio do respirador

    Para garantir o uso correto do respirador todo usurio deve receber um treinamento mnimo, que deve incluir obrigatoriamente os seguintes itens: A necessidade do uso da proteo respiratria; A natureza, extenso e os efeitos dos riscos respiratrios encontrados no

    ambiente de trabalho; A necessidade de informar o seu supervisor de qualquer problema que tenha

    ocorrido consigo devido ao uso do respirador, ou com seus colegas de trabalho; Explicao do porque de a proteo coletiva no estar sendo realizada, ou no ser

    adequada, e o que est sendo feito para diminuir ou eliminar a necessidade de uso de respiradores;

    Explicao do porque de ter sido escolhido aquele tipo de respirador contra aquele risco respiratrio;

    Explicao sobre a operao, capacidade e as limitaes do respirador selecionado;

    Instrues sobre inspeo e colocao dos respiradores. Deve incluir a necessidade de ser verificada a vedao cada vez que o respirador colocado ou ajustado;

    Explicaes de como manter e guardar o respirador; Instrues sobre procedimentos em caso de emergncias e uso de respiradores

    em situao de escape.

    6.1.4. Equipamentos de emergncia e salvamento

    Devem ser criadas pelo empregador e treinadas sobre o uso de respiradores equipes de atendimento para casos de emergncia e de salvamento, como brigadas de incndio. Deve ser estabelecido um programa conveniente de treinamento que inclua a simulao de emergncias para assegurar a eficincia e familiaridade dos membros da equipe no uso de respiradores durante as tarefas realizadas nas operaes de emergncia e salvamento.

    6.2. FREQNCIA DO TREINAMENTO

    Todo usurio deve receber treinamento inicial quando designado para uma atividade que exija o uso de respirador, e a cada 12 meses o treinamento deve ser repetido.

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    6.3. REGISTROS

    Para cada usurio deve ser mantido registro no qual conste a data, o tipo de treinamento recebido, a avaliao do resultado obtido (se cabvel) e o nome do instrutor.

    ENSAIOS DE VEDAO

    Todo usurio de respirador deve ser submetido inicialmente a um ensaio quantitativo ou qualitativo de vedao para determinar se o respirador se ajusta bem ao rosto. Os ensaios de vedao considerados aceitveis esto descritos no Anexo 5.

    7.1. REQUISITOS DE UM ENSAIO DE VEDAO

    7.1.1. Critrios aceitveis Se o ensaio de vedao utilizado for quantitativo, o valor do fator de vedao para os respiradores de presso negativa que se pretende fornecer ao usurio deve ser de no mnimo 10 (dez) vezes maior que o Fator de Proteo Atribudo. Se o ensaio for qualitativo, somente devem ser utilizados os mtodos recomendados (ver Anexo 5), pois garantem, no mnimo, um fator de vedao 10 (dez) vezes maior que o Fator de Proteo Atribudo.

    7.1.2. Respiradores de presso positiva Os respiradores que so do tipo com cobertura das vias respiratrias com vedao facial devem ser colocados na posio "presso negativa" e ensaiados qualitativa ou quantitativamente. A finalidade deste teste garantir que o respirador se ajuste bem no rosto, evitando com isso que, operando na posio presso positiva", ocorram vazamentos que reduzam a autonomia. Deve ser obtido fator de vedao de no mnimo 100.

    7.1.3. Pea facial Quando, para a realizao do ensaio de vedao, a cobertura das vias respiratrias com vedao facial for modificada: A modificao no dever aumentar significativamente o peso, de modo que afete

    o equilbrio ou que interfira nos ajustes; O fluxo de ar no dever sofrer restries; A pea facial modificada dever ser testada preliminarmente na cabea de

    manequim ou equivalente para verificar vazamentos; A pea facial modificada somente dever ser usada durante a realizao do

    ensaio de vedao. 7.1.4. Freqncia

    O ensaio de vedao deve ser realizado para cada usurio de respirador com cobertura das vias respiratrias com vedao facial, no mnimo uma vez a cada 12 meses.

    7.1.5. Repetio do ensaio

    O ensaio de vedao deve ser repetido toda vez que o usurio tenha uma alterao de condio que possa interferir com a vedao facial, como por exemplo: mudana

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    de 10% ou mais no peso, cicatrizes na rea de vedao, alterao na arcada dentria (perda de dente, prteses, etc.), cirurgia reconstrutiva, etc.

    7.1.6. Equipamento de Proteo

    O ensaio de vedao deve ser realizado com a pessoa equipada com todos os EPls que deve usar para a realizao do seu trabalho e que possam interferir na vedao: culos, proteo facial, mscara de soldador, etc. O respirador deve ser ensaiado com o filtro que ser usado.

    7.1.7. Limpeza

    Os respiradores usados nos ensaios de vedao devem ser limpos de acordo com as indicaes do item 8.1.

    7.2. PROBLEMAS DE VEDAO E ALTERNATIVAS

    No deve ser permitido o uso de respirador por pessoa com cicatriz, ossos da face excessivamente protuberantes, fronte cncava, rugas profundas na face, ausncia de dentes ou de dentadura, ou configurao facial que impea a vedao.

    Se no for possvel conseguir vedao satisfatria com um respirador que exija vedao na face, so recomendadas as alternativas: Fornecer pessoa um respirador do tipo que no exija vedao perfeita na face

    (capacete ou capuz), mas que possua Fator de Proteo Atribudo apropriado para o risco previsto;

    Transferir a pessoa para outra atividade que no exija o uso de respirador.

    7.3. CONSIDERAES SOBRE O ENSAIO DE VEDAO

    7.3.1. Nmero de respiradores

    praticamente impossvel que um s tamanho e modelo de respirador se adapte bem em todos os tipos e tamanhos de face de um grupo de pessoas. aconselhvel que se tenha a disposio delas um nmero apropriado de tamanhos e modelos, para que seja escolhido o mais apropriado para cada uma.

    7.3.2. Aceitao pelo usurio

    O conforto um fator importante na aceitao de uso de um respirador. Outros fatores que influem so: resistncia respirao, diminuio da viso, dificuldade de comunicao e peso do respirador. Os respiradores com maior aceitao so usados durante mais tempo, proporcionando maior proteo. A aceitao de um dado respirador pelo usurio deve ser levada em conta durante a seleo do respirador, uma vez que isso pode determinar o uso correto do mesmo. Se o ensaio de vedao mostrar que a vedao satisfatria com dois ou mais modelos de respiradores, a escolha deve ser do usurio.

    7.4. REGISTROS DOS ENSAIOS DE VEDAO

    Os registros escritos dos ensaios de vedao devem conter as seguintes informaes: Procedimentos escritos sobre o programa de ensaios de vedao, incluindo critrios

    de aceitao/rejeio;

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    tipo de ensaio de vedao adotado; Equipamento e instrumentao usados para realizao do ensaio; Calibrao, manuteno e reparos dos equipamentos e instrumentos usados,

    quando aplicvel; Nome ou identificao do operador do ensaio;

    Identificao completa do respirador ensaiado (modelo, tamanho, etc.) Nome ou identificao da pessoa que usou o respirador; Data do ensaio; Resultado do ensaio de vedao, incluindo: fator de vedao obtido (quando o

    ensaio quantitativo), aceitao/rejeio (quando o ensaio qualitativo), observaes ou dificuldades na colocao do respirador (uso de lentes de contato ou culos, dentaduras, cicatrizes, etc.).

    8. MANUTENO, lNSPEO E GUARDA

    O programa de manuteno deve incluir os itens: a) Limpeza e higienizao; b) Inspeo de defeitos; c) Manuteno e reparos; d) Guarda; e) Garantia de qualidade do ar respirvel.

    8.1. LIMPEZA E HIGIENIZAO

    O respirador usado por uma s pessoa deve ser limpo e higienizado freqentemente. Os usados por mais de uma pessoa devem estar limpos e higienizados antes do uso por pessoas diferentes. Os respiradores de emergncia devem ser limpos e higienizados aps cada uso (informaes sobre limpeza e higienizao no Anexo 3).

    8.2. INSPEO

    Com a finalidade de verificar se o respirador est em boas condies, o usurio deve inspecion-lo imediatamente antes de cada uso. Aps cada Iimpeza e higienizao, cada respirador deve ser inspecionado para verificar se est em condies apropriadas de uso, se necessita de substituio de partes, reparos, ou se deve ser jogado fora. Os respiradores guardados para emergncias ou resgate devem ser inspecionados no mnimo uma vez por ms. A inspeo deve incluir: verificao de vazamento nas conexes; condies da cobertura das vias respiratrias, dos tirantes, vlvulas, traquias, tubos, correias, mangueiras, filtros, indicador do fim de vida til, componentes eltricos e datas de vencimento em prateleira; funcionamento dos reguladores, alarmes ou outros dispositivos de alerta. Todo componente de borracha ou de outro elastmero deve ser inspecionado para verificar a sua elasticidade e sinais de deteriorao. Os cilindros de ar comprimido ou oxignio devem ser inspecionados para assegurar que estejam totalmente carregados de acordo com as instrues do fabricante. Para os respiradores de emergncia e resgate deve ser mantido registro com as datas de cada inspeo. Os

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    que no satisfazem os critrios da inspeo devem ser imediatamente retirados de uso, enviados para reparo ou substitudos.

    8.3. SUBSTITUIO DE PARTES E REPAROS

    Somente pessoas treinadas na manuteno e montagem de respirador devem fazer a substituio de peas ou realizar reparos. Somente devem ser usadas as peas de substituio indicadas. O ajuste ou reparo de vlvulas de admisso, reguladores e alarmes somente deve ser efetuado pelo fabricante ou tcnico por ele treinado. Os instrumentos para ajuste de vlvulas, regulador ou alarme devem ser calibrados contra padres, no mnimo, a cada trs anos.

    8.4. GUARDA

    Os respiradores devem ser guardados de modo que estejam protegidos contra agentes fsicos e qumicos tais como: vibrao, choque, luz solar, calor, frio extremo, umidade excessivas ou agentes qumicos agressivos. Devem ser guardados de modo que as partes de borracha ou outro elastmero no se deformem. No devem ser colocados em gavetas, caixa de ferramentas, a menos que estejam protegidos contra contaminao, distoro ou outros danos. Os de emergncia e resgate que permanecem na rea de trabalho devem ser facilmente acessveis durante todo o tempo e devem estar em armrios ou estojos marcados de modo que sua identificao seja imediata.

    8.5. QUALIDADE DO AR PARA AS MSCARAS AUTNOMAS E OS RESPIRADORES DE LINHA DE AR COMPRIMIDO

    8.5.1. O ar comprimido gasoso utilizado nos respiradores de aduo de ar deve ser de alta pureza e satisfazer, no mnimo, os requisitos indicados na Norma Brasileira NBR-12543.

    8.5.2. Riscos do uso de oxignio

    O ar comprimido pode conter baixa contaminao de leo devido aos equipamentos usados. Se num orifcio contaminado por leo/graxa passar oxignio em alta presso, pode ocorrer exploso ou fogo. Portanto, oxignio gasoso comprimido no deve ser usado em respiradores de Iinha de ar ou em mscaras autnomas de circuito aberto que tenham usado previamente ar comprimido. Concentraes de oxignio acima de 23,5% somente devem ser usados em equipamentos projetados para operarem com oxignio.

    8.5.3. Ponto de orvalho

    O ponto de orvalho do ar usado para recarga do cilindro da mscara autnoma deve ser de -54C ou menos (menos que 25ppm de vapor de gua). As mscaras autnomas que sero usadas abaixo de - 32C, devem ser carregadas com ar com ponto de orvalho de -73C ou menos.

    8.5.4. Ar respirvel de cilindros ou de compressores de ar. O ar respirvel pode provir de cilindros ou de compressores de ar.

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    8.5.4.1. Os cilindros devem ser ensaiados e mantidos de acordo com a legislao aplicvel (por exemplo, CFR Title 49 Part 173 e Part 175). Alguns ensaios esto indicados na Tabela 3.

    TABELA 3

    GUIA PARA AMOSTRAGEM PERIDICA NA COMPRA DE AR RESPIRVEL

    MTODO DE PREPARAO DE AR ANLISE RECOMENDADA

    Compresso: o fornecedor no enche os cilindros com outros gases

    Verificar em 10% dos cilindros de cada lote o teor de CO (ppm) e odor

    Compresso: o fornecedor enche os cilindros com outros gases

    Verificar em todos os cilindros a % de O2; verificar em 10% dos cilindros de cada lote o teor de CO (ppm) e odor

    Reconstituio Verificar em todos os cilindros a % de O2; verificar em 10% dos cilindros de cada lote o teor de CO (ppm) e odor

    8.5.4.2.O compressor deve ser construdo de modo a evitar a entrada de ar contaminado. Para todos os compressores, inclusive os portteis, a localizao da tomada de ar deve merecer cuidados especiais, bem como monitorada para garantir a qualidade do ar que alimenta o compressor. Quando necessrio, o sistema deve possuir filtro com sorbente na prpria linha para garantir a qualidade do ar respirvel. A manuteno e reviso do compressor e do filtro deve ser peridica e realizada por pessoa treinada, obedecendo as recomendaes do fabricante.

    8.5.4.3. Como parte dos testes iniciais de aceitao do compressor, e antes do incio do seu uso, deve-se fazer uma amostragem representativa do ar que sai, para verificao de sua concordncia com os requisitos dos itens 8.5.1 e 8.5.4. Para garantir a qualidade do ar e verificar qualquer ponto de contaminao no sistema de distribuio, deve-se tambm retirar amostra do ar nos diversos pontos de uso do ar. As amostras devem ser retiradas periodicamente conforme programa existente. Na tabela 4 esto indicadas algumas recomendaes:

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    TABELA 4

    AMOSTRAGEM PERIDICA DO AR COMPRIMIDO

    TIPO DE COMPRESSOR

    TIPO/AMOSTRA LUBRIFICADO A LEO

    NO LUBRIFICADO A LEO

    ACOPLADO A MOTOR DE

    COMBUSTO

    Vapor de gua X X X

    Monxido de Carbono X --- X

    Hidrocarbonetos condensados

    X

    ---

    X

    Dixido de Carbono X --- X

    Odor X X X

    NOTAS: a) Quando usar o compressor de ar, importante localizar bem a aspirao do ar, bem

    como monitorar a sua qualidade. b) No indicada a freqncia da verificao da qualidade do ar devido grande variedade

    de tipos de compressor e de condies ambientais. c) No necessrio o monitoramento contnuo da temperatura do ar e do teor de CO. d) Para compressores no lubrificados a leo operados a menos que 2,2 bar no

    necessria a determinao do vapor de gua. e) Esses requisitos so aplicveis para sistemas projetados para uso de ar respirvel.

    Outros respiradores de aduo de ar necessitam de uma avaliao caso a caso para ser fixada a freqncia e o tipo de teste.

    8.5.4.4. O ponto de orvalho do ar respirvel deve ser mais baixo que a menor temperatura ambiente na qual vai ser usado o regulador ou a vlvula de controle do respirador de aduo de ar.

    8.5.4.5. A conexo do respirador de aduo de ar com a linha de suprimento deve ser incompatvel com as utilizadas para outros gases no respirveis. As tomadas de ar respirvel devem estar convenientemente identificadas.

    8.5.4.6. Os cilindros de ar respirvel devem ser marcados de acordo com a Norma Brasileira apropriada.

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    ANEXOS

    1. DEFINIES

    2. MONITORAMENTO DOS RISCOS RESPIRATRIOS

    3. PROCEDIMENTOS RECOMENDADOS PARA LIMPEZA E HIGIENIZAO DOS RESPIRADORES

    4. RECOMENDAES PARA A VERIFICAO DA VEDAO NO LOCAL DE TRABALHO

    5. PROCEDIMENTOS PARA REALIZAO DOS ENSAIOS DE VEDAO (QUANTITATIVO E QUALITATIVO)

    6. AVALIAO MDICA

    7. INSTRUO NORMATIVA N 1 DE 11 DE ABRIL DE 1994.

    ANEXO 1 - DEFINIES

    Para fins desta Publicao so definidos os seguintes termos:

    1. Aerossol: partculas slidas ou lquidas suspensas no ar.

    2. Ar respirvel: ar adequado para a respirao. Deve obedecer aos requisitos especificados na Norma Brasileira NBR - 12543.

    3. Atmosfera perigosa: atmosfera que contm um ou mais contaminantes em concentrao superior ao Limite de Exposio, ou que seja deficiente de oxignio.

    4. Cobertura das vias respiratrias: parte de um respirador que cobre as vias respiratrias do usurio. Pode ser uma pea facial, capacete, capuz, roupa inflvel e bocal com pina nasal.

    5. Cobertura das vias respiratrias com vedao facial: tipo de cobertura das vias respiratrias projetada para proporcionar vedao completa na face. A pea semifacial

    (inclusive a quarto facial e a pea facial filtrante) cobre o nariz e a boca; a facial inteira cobre o nariz, a boca e os olhos.

    6. Cobertura das vias respiratrias sem vedao facial: tipo de cobertura das vias respiratrias projetada para proporcionar vedao parcial na face. No cobre o

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    pescoo e os ombros, podendo ou no proporcionar proteo da cabea contra impacto e penetrao.

    7. Contaminante: substncia ou material perigoso, irritante ou incmodo.

    8. Capacete: capuz que oferece tambm proteo contra impacto e penetrao.

    9. Capuz: tipo de cobertura das vias respiratrias que cobre completamente a cabea, o pescoo, podendo cobrir parte dos ombros.

    10. Dimetro aerodinmico mdio mssico: ponto na distribuio de tamanho das partculas, na qual a metade da massa das partculas tem dimetro menor que o dimetro aerodinmico mdio mssico, e a outra metade tem dimetro maior.

    11. Ensaio de vedao: o uso de certas substncias com a finalidade de avaliar a vedao de um respirador especfico em um dado indivduo.

    12. Ensaio de vedao qualitativo: ensaio do tipo aprova/reprova baseado na resposta sensorial substancia utilizada no ensaio.

    13. Ensaio de vedao quantitativo: ensaio que utiliza instrumento para a medida da concentrao da substncia empregada no ensaio, dentro e fora do respirador.

    14. Espao confinado: espao fechado com as seguintes caractersticas: a) sua principal funo no a ocupao humana; b) possui entrada e sada de pequenas dimenses. Exemplos de espaos confinados: tanques, silos, vasos, poos, redes de esgoto, tubulaes, carros-tanque, caldeiras, fossas spticas e cavernas. Tanques e estruturas em construo, enquanto no fechadas completamente, no podem ser considerados espaos confinados. Entrada e sada de pequenas dimenses significa que para passar necessrio o uso das mos ou contoro do corpo.

    15. Fator de Proteo Atribudo: nvel de proteo que se espera aIcanar no ambiente de trabalho, quando um trabalhador treinado usa um respirador (ou classe de respirador) em bom estado e ajustado de modo correto.

    16. Fator de Proteo Requerido: o quociente entre a concentrao do contaminante presente e o seu limite de exposio.

    17. Fator de Vedao: medida quantitativa da vedao obtida pelo uso de um respirador especfico por um dado indivduo. o quociente entre a concentrao da substncia utilizada no ensaio, fora e dentro do respirador.

    18. Filtro: dispositivo destinado a reter impurezas especficas contidas no ar.

    19. Fracas propriedades de alerta: caracterstica de substncias cujo odor, sabor ou efeitos irritantes no so detectveis ou no so persistentes em concentrao abaixo do limite de exposio.

    20. Fumos: aerodispersides, gerados termicamente, constitudos por partculas slidas formadas por condensao, de vapores metlicos ou reao qumica.

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    21. Gs: fluido aeriforme que se encontra no estado gasoso, na temperatura e presso ambiente.

    22. Higienizao: remoo de contaminantes e inibio da ao de agentes causadores de infeces ou doenas.

    23. IPVS (Imediatamente perigoso vida ou sade): qualquer atmosfera que apresente risco imediato vida ou produza imediato efeito debilitante irreversvel sade.

    24. Limite de exposio: mxima concentrao permitida de um contaminante no ar o qual um indivduo pode estar exposto. Pode ser o Limite de Tolerncia - Mdia Ponderada, Limite de Tolerncia - Valor Teto, ou limites de curta exposio.

    25. Limite de Tolerncia - Mdia Ponderada: a concentrao mdia de um contaminante no ambiente durante um tempo especificado.

    26. Limite de Tolerncia - Valor Teto: representa a concentrao mxima que no pode ser excedida em momento algum da jornada de trabalho.

    27. Mscara autnoma: aparelho autnomo de proteo respiratria de ar comprimido no qual o usurio transporta o prprio suprimento de ar respirvel que independente da atmosfera ambiente. Pode ser de circuito aberto ou fechado.

    28. Pea facial: parte do respirador que cobre as vias respiratrias, podendo ou no proteger os olhos.

    29. Pea semifacial filtrante pea semifacial constituda total ou parcialmente de materiais filtrantes. O mesmo que mscara descartvel.

    30. Poeira: aerodispersides, gerados termicamente, constitudo por partculas slidas formadas por ruptura mecnica de um slido.

    31. Respirador: equipamento de proteo respiratria que visa a proteo do usurio contra a inalao de contaminantes. O mesmo que mscara.

    32. Respirador de aduo de ar: equipamento constitudo de pea facial interligada por meio de mangueira ao sistema de fornecimento de ar, que pode ser obtido por simples depresso respiratria, forado por meio de ventoinha ou similar, e ar comprimido proveniente de compressor ou de cilindros de ar comprimido.

    33. Respirador aprovado: equipamento tido como bom; aps ensaio que demonstre o atendimento aos requisitos mnimos exigidos peIa norma correspondente. Deve possuir o certificado de aprovao.

    34. Respirador de demanda: respirador independente da atmosfera ambiente, que fornece ar respirvel pea facial somente quando a presso dentro da pea facial fica negativa devido a inalao.

    35. Respirador de demanda com presso positiva: respirador no qual o ar respirvel admitido a pea facial quando a presso positiva dentro da mesma reduzida devido a inalao.

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    36. Respirador de fluxo contnuo: respirador independente da atmosfera ambiente, que fornece um fluxo contnuo de ar respirvel ao usurio.

    37. Respirador de fuga: aparelho que protege o usurio contra a inalao de atmosferas perigosas em situaes de emergncia, com risco vida ou sade, durante o escape.

    38. Respirador de linha de ar comprimido: respirador no qual o ar respirvel provm de um compressor ou de uma bateria de cilindros.

    39. Respirador purificador de ar: respirador no qual o ar ambiente passa atravs de um filtro para remoo do contaminante antes de ser inaIado.

    40. Respirador purificador de ar motorizado: um respirador purificador de ar equipado com ventoinha para forar o ar ambiente at a cobertura das vias respiratrias.

    41. Respirador de presso negativa: respirador no qual a presso na zona prxima ao nariz ou boca fica negativa em relao ao ambiente externo durante a fase de inalao.

    42. Respirador de presso positiva: respirador no qual a presso na zona prxima ao nariz ou boca fica positiva em relao ao ambiente externo durante a fase de inalao.

    43. Usurio: todo indivduo que use equipamento de proteo respiratria independente da natureza da sua relao de trabalho com o fornecedor da mesma.

    44. Vapor: fase gasosa de uma substncia que em condies ambientes de temperatura e presso, lquida ou slida.

    45. Verificao da vedao: teste realizado pelo prprio usurio com a finalidade de verificar se o respirador est adaptado corretamente no rosto.

    ANEXO 2 - MONITORAMENTO DOS RISCOS RESPIRATRIOS

    O nvel de exposio a que est submetido um usurio de respirador conhecido graas ao uso de instrumentos que medem a concentrao dos contaminantes ou do oxignio no ar. Para conhecer o risco potencial ou efetivo a que estar exposto o usurio do respirador, devem ser coletadas amostras e feitas anlises convenientes, ou clculos apropriados para determinar a concentrao mdia ponderada, e quando cabvel, a concentrao de curta exposio. A concentrao de uma substncia no ar pode ser influenciada por mudanas nas operaes do processo, alteraes da velocidade e direo do vento, mudanas da temperatura ambiente entre o dia e a noite, e pela estao do ano. Por essas razes, ao se traar um programa para monitoramento dos riscos respiratrios, esses fatores devem ser levados em conta. Para que a determinao da concentrao do contaminante no local de trabalho seja precisa, essencial que o volume de ar amostrado contenha a quantidade suficiente da substncia responsvel pelo risco. O volume de ar a ser coletado, ou a durao da amostragem, depende dos seguintes fatores: Concentrao estimada da substncia no ar; Sensibilidade do instrumento e procedimentos de amostragem;

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    Valores estabelecidos para a concentrao mdia ponderada no tempo e limite de

    exposio para curta durao.

    Embora se reconheam as dificuldades para medir ou calcular a concentrao da substncia txica no ambiente numa emergncia, deve-se colocar todo empenho para estim-la.

    recomendvel o uso do monitoramento contnuo com alarme, a fim de alertar o usurio de respiradores, em caso do aparecimento sbito de altas concentraes da substncia txica.

    ANEXO 3 SUGESTO DE PROCEDIMENTOS PARA LIMPEZA E HIGIENIZAO DE

    RESPIRADORES

    Alm dos procedimentos recomendados pelo fabricante, so sugeridos os seguintes: a) Antes de limpar e higienizar, remover, quando necessrio: filtros mecnicos e qumicos,

    diafragma de voz, membrana das vlvulas e qualquer outro componente recomendado pelo fabricante;

    b) Lavar a cobertura das vias respiratrias com uma soluo normal de limpeza e higienizao (no mximo a 43C); Usar escova para remover a sujeira. No usar escova com fios metlicos;

    c) Enxaguar com gua morna (no mximo 43C); d) Escoar a gua e secar com ar seco; e) Limpar e higienizar todas as partes retiradas do respirador conforme indicao do

    fabricante; f) Secar as partes retiradas do respirador. Se necessrio remover com um pano que no

    solte fiapos, qualquer material estranho depositado sobre as membranas e sede das vlvulas;

    g) Inspecionar as peas e substituir aquelas com defeito; h) Montar as partes no respirador; i) Recolocar os filtros; j) Fazer uma inspeo visual e onde possvel, verificar o funcionamento de alguns

    componentes; k) Para guardar, colocar o respirador na embalagem apropriada.

    Para a limpeza podem ser usadas mquinas de uso industrial e domstico adaptadas convenientemente (suportes internos para montar os respiradores no lugar).

    Tm sido usadas com sucesso mquinas de limpeza por ultra-som, mquinas de lavar roupa, de lavar loua e secadores de roupa. Devem ser tomadas precaues para evitar

    quedas ou agitao, bem como a exposio a temperaturas acima das recomendadas pelo fabricante (geralmente, 43C no mximo).

    Para higienizao so recomendveis os compostos quaternrios de amnia, encontrados no mercado que tm ao bactericida.

    Agentes de limpeza e higienizao muito concentrados e diversos solventes podem danificar os componentes de borracha e de outros elastmeros.

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    Outro procedimento alternativo lavar os respiradores com uma soluo detergente e depois imergi-lo na soluo higienizante. Algumas solues higienizantes se mostraram eficientes: a) soluo de hipoclorito (50 ppm de cloro), 2 minutos de imerso; b) soluo aquosa de iodo (50 ppm de iodo), 2 minutos de imerso; c) soluo aquosa do composto quaternrio de amnia (200 ppm de sal quaternrio em

    gua com dureza total menor que 500 ppm), 2 minutos de imerso.

    A concentrao do composto quartanrio ir depender da dureza da gua. Se o composto quaternrio no for completamente removido do respirador, pelo enxague com gua, ele poder provocar irritao da pele (dermatite).

    As solues de hipoclorito e iodo so instveis e perdem o seu efeito com o tempo. Elas podem causar deteriorao dos componentes de borracha ou de outros elastmeros e corroem componentes metlicos. Os tempos de imerso so os indicados acima e, aps a higienizao, os respiradores devem ser enxaguados com bastante gua limpa.

    Os respiradores podem ficar contaminados com substncias txicas. Se a contaminao for leve, os procedimentos normais de limpeza so suficientes, por outro lado, s vezes so necessrios procedimentos especiais de descontaminao antes de se efetuar a limpeza e higienizao.

    ANEXO 4 RECOMENDAES PARA VERIFICAO DA VEDAO NO LOCAL DE TRABALHO

    NOTA: Convm observar a diferena entre as expresses: "VERIFICAO DE VEDAO" E "ENSAIO DE VEDAO empregada nesta publicao. A "VERIFICAO DE VEDAO um ensaio rpido feito pelo prprio usurio antes de entrar na rea de risco, ou na prpria rea, sem o uso de nenhum agente qumico. O "ENSAIO DE VEDAO" feito numa sala, fora da rea de risco, onde uma pessoa espalha um agente qumico ao redor do rosto do usurio e observa as suas respostas.

    Toda vez que o usurio colocar o respirador antes de entrar na rea de risco ou ajust-lo quando j estiver no local, deve-se verificar a vedao para garantir que ele est ajustado corretamente na face.

    Essa "verificao de vedao" no substitui os "ensaios de vedao" qualitativos ou quantitativos.

    So recomendados dois procedimentos durante a fase de treinamento, os usurios devem ficar familiarizados com eles.

    1. "Verificao da vedao" pelo teste de presso negativa Este procedimento pode ser usado com os respiradores purificadores de ar ou de aduo de ar, equipados com coberturas das vias respiratrias com contato facial. difcil fazer esta verificao nos respiradores sem vlvula. As aberturas de entrada de ar (filtros) so bloqueadas completamente pela palma da mo ou pela colocao de um selo na entrada do filtro qumico de tamanho mdio ou grande, ou estrangulando do traquia ou mangueira. O usurio deve inalar suavemente e segurar a respirao. Se a pea facial aderir ao rosto, pode-se afirmar que a vedao de pea facial e satisfatria.

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    2. "Verificao de vedao" pelo teste de presso positivo Este teste pode ser usado em respiradores com cobertura das vias respiratrios com contato facial e que contenham vlvula de inalao e de exalao. Pode ser difcil ou impossvel realizar ensaio nos que no possuem vlvulas. A vlvula de exalao, ou traquia, ou ambas so bloqueadas, e o usurio deve exalar suavemente. A vedao ser considerada satisfatria quando o usurio sentir ligeira presso dentro da pea facial e no conseguir detectar nenhuma fuga de ar na zona de vedao entre a pea facial e o rosto. Em alguns respiradores ser necessrio remover temporariamente a cobertura da vlvula de exalao antes do teste.

    ANEXO 5 - PROCEDIMENTOS PARA REALIZAO DOS ENSAIOS DE VEDAO QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS

    NOTA: convm observar a diferena entre as expresses: VERIFICAO DE VEDAO" E "ENSAIO DE VEDAO empregada nesta publicao. A "VERIFICAO DE VEDAO" um ensaio rpido feito pelo prprio usurio antes de entrar na rea de risco, ou na prpria rea, sem o uso de nenhum agente qumico. O "ENSAIO DE VEDAO" feito numa sala, fora da rea de risco onde uma pessoa espalha um agente qumico ao redor do rosto do usurio e observa as suas respostas.

    I. ENSAIO QUALITATIVO COM VAPOR DE ACETATO DE ISOAMILA (leo de banana)

    A. Ensaio preliminar de sensibilidade olfativa

    1. So necessrios 3 frascos de vidro com capacidade para 1 litro e com tampa. 2. Para preparar as solues usar gua destilada, a aproximadamente 25C; 3. Para preparar a soluo padro de acetato de isoamila (tambm chamado de

    acetato de isopentila): adicionar 1 ml do acetato puro em 800 ml de gua destilado contido no frasco de vidro; agitar durante 30 segundos. Esta soluo pode ser usada, no mximo, durante uma semana.

    4. O ensaio preliminar de sensibilidade olfativa deve ser realizado numa sala separada da que utilizada para o ensaio de vedao. Ambas as salas devem ser bem ventiladas, mas no interligadas ao mesmo sistema de circulao de ar.

    5. Preparar a soluo para o teste de odor num segundo frasco, colocando com o auxlio de uma pipeta limpa 0,4 ml de soluo padro em 500 ml de gua destilada e agitando durante 30 segundos. Deixar em repouso por 2 ou 3 minutos para que a concentrao dos vapores acima da soluo atinja o equilbrio. Esta soluo somente pode ser usada durante um dia.

    6. Preparar no terceiro frasco uma prova em branco na qual se adiciona somente 500 ml de gua destilada.

    7. Identificar, com o nmero 1, o frasco com a soluo para o teste de odor e com o nmero 2, o frasco para a prova em branco. Se a etiqueta de identificao estiver colocada na tampa, ela deve ser periodicamente trocada, para garantir a confiabilidade do ensaio.

    8. Na frente dos dois frascos deve ser colocado um aviso contendo as instrues: Este ensaio tem por finalidade saber se voc consegue sentir o cheiro de banana em concentraes baixas. Os dois frascos na sua frente contm gua, um deles contm pequena quantidade de leo de banana. Verifique se a tampa do frasco

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    est bem ajustada e agite cada frasco por 2 segundos. Tire a tampa dos dois

    frascos, uma de cada vez, e cheire a boca do frasco. Mostre para a pessoa encarregada do ensaio qual o frasco contm o leo de banana".

    9. As misturas usadas no teste de odor devem ser preparadas em rea separada daquela onde se realiza esse teste, para evitar a fadiga olfativa da pessoa.

    10. Se a pessoa submetida ao ensaio no conseguir identificar o frasco que contm o leo de banana, ela no poder ser submetida ao teste com leo de banana para o "ensaio de vedao" do respirador.

    11. Se a pessoa conseguir identificar corretamente o frasco que contm o leo de banana, ela poder continuar no processo de seleo do respirador que se adapte bem ao seu rosto.

    B. Escolha do respirador pelo usurio 1. Deve ser permitido a pessoa escolher o respirador mais confortvel (entre vrios

    tamanhos e fabricantes diferentes); 2. A escolha deve ser realizada numa sala diferente daquela onde se realiza o ensaio

    de vedao para evitar a fadiga olfativa. Deve-se mostrar ao usurio, antes de definir a opo, como se coloca e se posiciona na face, como se ajusta a tenso dos tirantes. A sala deve ter espelho para auxili-lo na colocao correta. Estas instrues no constituem o treinamento formal sobre o uso que todo trabalhador deve receber, mas somente uma reviso.

    3. A pessoa deve compreender que o empregador est procurando escolher o respirador que Ihe proporcione mais conforto, e que se for usado de modo correto Ihe proporcionar a proteo adequada.

    4. A pessoa deve colocar os respiradores no rosto e eliminar aqueles que no do um ajuste confortvel. Normalmente se comea com um semifacial, e se nenhum der boa vedao, deve-se experimentar a pea facial inteira.

    5. As peas faciais mais confortveis so separadas, e aquela que preliminarmente se mostrou mais confortvel deve ser colocada e usada por no mnimo 5 minutos. Todos os ajustes devem ser realizados pelo prprio usurio sem assistncia ou ajuda da pessoa que conduz o ensaio ou de outra pessoa. A avaliao do conforto

    pode ser feita discutindo os pontos indicados no pargrafo 6, apresentado a seguir. Se a pessoa no est habituada a usar aquele tipo de respirador, deve ser orientada para colocar o respirador algumas vezes e fazer os ajustes dos tirantes toda vez, de modo que encontre a tenso correta dos tirantes.

    6. A avaliao do conforto deve incluir a discusso com o usurio dos seguintes pontos, dando a ele, porm, o tempo adequado para que possa fazer as suas observaes:

    Posicionamento do respirador no nariz; Compatibilidade com EPI para proteo ocular; Facilidade para falar; Posicionamento do respirador na face.

    7. Para auxiliar a verificao de que o ajuste do respirador satisfatrio ou no, devem ser usados alguns critrios:

    Ajuste no queixo bem feito; Tenso dos tirantes; Ajuste correto no nariz; Tendncia a escorregar:

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    Auto-observao no espelho. 8. A pessoa deve verificar a vedao pelo teste convencional de presso negativa e

    positiva (ver Anexo 4). Antes de realizar essa verificao a pessoa deve fazer com que o respirador se acomode ao rosto, movimentando rapidamente a cabea para os lados e de cima para baixo, enquanto respira profundamente.

    9. A pessoa est, agora, pronta para realizar o ensaio de vedao.

    10. Depois de realizar o ensaio de vedao deve ser perguntado novamente pessoa sobre o conforto do respirador. Se for considerado desconfortvel, deve-se experimentar outro tipo ou modelo.

    11. Deve ser dado ao usurio, a qualquer tempo, a oportunidade de selecionar outra pea facial, se aquela escolhida se mostrar muito desconfortvel.

    C. "Ensaio de Vedao" no respirador escolhido

    1. A cmara de ensaio deve ser semelhante a um tambor de 200 l com a boca para baixo. formada por um plstico transparente suportado por um aro com dimetro de 60cm e com o topo da cmara a 15 cm acima da cabea da pessoa. No centro do topo da cmara, pelo lado interno, deve existir um pequeno gancho.

    2. Em cada respirador que vai ser ensaiado deve ser colocado um filtro qumico contra vapores orgnicos. Os filtros devem ser trocados no mnimo semanalmente.

    3. Em uma sala diferente da utilizada para o ensaio preliminar de sensibilidade olfativa, a pessoa deve selecionar, colocar no rosto e ajustar corretamente o

    respirador. Esta sala deve estar separada da outra citada, ser bem ventilada (exausto geral ou por capela do laboratrio), para evitar a contaminao de todo o ambiente.

    4. Pelo lado de dentro da cmara deve existir uma cpia do procedimento dos exerccios e do trecho que vai ser lido.

    a) Respire normalmente. b) Respire profundamente. Esteja consciente de que sua respirao seja profunda

    e regular. c) Vire a cabea completamente para um lado e para o outro. Inale em cada lado.

    Esteja certo de que os movimentos foram completos. No deixe o respirador bater nos ombros.

    d) Movimente a cabea para cima e para baixo. Inale enquanto a cabea estiver voltada para cima (olhando para o teto). Esteja certo de que os movimentos foram completos. No deixe o respirador bater no peito.

    e) Durante alguns minutos, leia em voz normal, o trecho indicado. f) Ande sem sair do lugar. g) Respirar normalmente.

    Texto para leitura: (aproximadamente 8 linhas completas). 5. Antes de realizar o ensaio de vedao cada pessoa deve usar o respirador pelo

    menos 10 minutos:

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    6. Depois de entrar na cmara a pessoa deve receber e pendurar no gancho do topo um pedao de papel toalha (13cm x 15cm) ou um outro absorvente poroso; dobrado na metade e umedecido com 0,75ml de acetato de isoamila puro.

    7. Aguardar dois minutos antes de iniciar os exerccios do ensaio de vedao para garantir que o vapor espalhe pela cmara. Durante esse tempo conveniente explicar para a pessoa o ensaio de vedao, a importncia da cooperao, a necessidade dos movimentos da cabea, ou demonstrar alguns dos exerccios.

    8. Executar durante 1 minuto cada exerccio especificado no pargrafo 4.

    9. Durante a realizao do ensaio, se a pessoa sentir o cheiro de banana o ensaio dever ser suspenso. Imediatamente a pessoa dever deixar a cmara e a sala para evitar a fadiga olfativa. O respirador no est vedando o suficiente, o ensaio falhou, ou seja, o uso do respirador no foi aprovado.

    10. Se o ensaio falhou, a pessoa deve voltar para a sala onde foi feita a escolha do respirador, retirar o que estava usando, repetir o ensaio preliminar de acuidade olfativa, es