MEIO ATMOSFÉRICO

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    04-Jul-2015
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CAPTULO 10 Atmosf O Meio Atmosfrico

Caractersticas e composio Inicialmente formada por CO2 e gua. Algas e vegetais produo de CO2 at os nveis atuais

Composio de gases da atmosferaGases Nitrognio (N2) Oxignio (02) Argnio Gs carbnico (CO2) % 78,11 20,95 0,93 0,033

Nenio, hlio, criptnio, xennio, hidrognio, metano, oznio, dixido de nitrognio

Caractersticas e composio Vapor de gua 1 a 4% Partculas (plen, microorganimos, poeiras inorgnicas) Coalescncia formao de nuvens

Ar: troposfera (10 a 12 km)Km

8,5 Km

Troposfera

Termosfera (ionosfera)80 Mesopausa

10,5 Km

Mesosfera16,5 Km 50 Estratopausa Estratosfera 10

Troposfera Tropopausa

Caractersticas e composio

Caractersticas e composioPoluentes atmosfricos: Gases, partculas, calor e som Primrios: lanados diretamente (CO2, SO2, NOx, CO, poeira) Secundrios: produzidos em reaes qumicas Chuva cida

SO2 + O2

SO3 + H2O

H2SO4 (cido slfrico)

Poluentes CO: Combusto incompleta de carbono CO2: Combusto completa de combustveis e outros compostos com carbono, respirao xidos de Enxofre (SO2 e SO3): queima de combustveis com enxofre, processos orgnicos xidos de Nitrognio: processos de combusto e descargas eltricas na atmosfera Hidrocarbonetos: Queima incompleta de combustveis e solventes orgnicos Oxidantes fotoqumicos: Reao entre hidrocarbonetos e NOx Material pariticulado: Poeira, fuligem, leos, plen Asbesto: minerao de amianto

Poluentes Metais: Minerao, combusto e siderurgia Gs fluordrico (HF): produo de alumnio, fertilizantes e petrleo Amnia (NH3): Indstrias qumicas, fertilizantes, processos biognicos Gs sulfdrico (H2S): refino de petrleo , ind. Qumica, celulose e papel, manguezal Pesticidas e herbicidas: agricultura (organoclorados, organofosforados e carbamatos Substncias radioativas: depsitos naturais, usinas nucleares, armamento nuclear e queima de carvo. Calor: emisso de gases quentes Som: estilo de vida industrial e urbano

Poluio do ar em diferentes escalas Fontes mveis cargas difusas Fontes estacionrias cargas pontuais Problemas locais Problemas globais (esforo mundial)

Poluio global do ar EFEITO ESTUFA DESTRUIO DA CAMADA DE OZNIO CHUVA CIDA

Poluio global do ar EFEITO ESTUFA

15 OC

Poluio global do ar EFEITO ESTUFAGases Estufa

Aquecimento Global

Outras evidncias

Contribuio para o aquecimento global (1999)

30 25 20 15 10 5 0 Norte da frica e frica e Oceania Oriente Mdio Europa A. Norte A. Central A. Sul 5,8 7,6 2 3,2 25,4 26,2

29,8

sia

Brasil: 1,3%

Mundo: 23.172.200

O caso brasileiro...

Desflorestamento e focos de queimadas na AmazoniaNumber of fire spots in Brazil 1999 - 2006Desflorestation in Amazonia 1977-2006 in km per year35000NOAA-12 satellite images

250000

30000

25000

Number of fire spots in Brazil

200000

Desflorestation (km per year)

150000

20000

15000

100000

10000

500005000

0 77/88* 88/89 89/90 90/91 91/92 92/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06

01999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006

* mdia annual da dcada

Dados do INPE, 2005

Inventrio de emisses de CO2 do Brasil Invent

Maiores emissores globais de CO2 em 19946000 5272E m iss es d e C O 2 (m illh es d e t)

Emisso brasileira de CO2 em 1994 por setor

0%

23% 3%

5000 4000 3000 2000 1000 0Estados Unidos China Russia Japo Brasil ndia

2960v

0%1660 1200 1030 861

74%Energia Agropecuria Tratamento de resduos Processos Industriais Desmatamento e queimadas

O Brasil o quinto maior emissor mundial de CO2 em 1994, valor que maior em 2005. Sem as emisses de queimadas seria o 16.

A maior parte (74%) das emisses brasileiras est relacionada ao desmatamento e queimadas.

Diferentes ProjeesAs linhas tracejadas so diferentes cenrios do IPCC.

Science, Feb 2007

Efeitos do aquecimento global

Derretimento do gelo e elevao do nvel dos oceanos

1940

2000

Upsala, Patagnia Argentina

Groenlndia

Eventos climticos extremos

Furaces: Temperatura do mar acima de 26oC leva a formao de furaces. Simulaes mostram que um aquecimento de 2oC suficiente para aumentar a intensidade de furaces em 12%.

Furaces

Efeitos diretos sobre a sade Temperatura Eventos climticos extremos Desastres naturais Proliferao de algas txicas Contaminao da gua

ndice TN90 (Noites quentes) presente (1961-90) e futuro (2071-2100)HadRM3 1961-90 2071-2100, B2 2071-2100, A2

OBSV

Aumento na freqncia de noites quentes at 2100

Aumento na freqncia de noites quentes entre 19612000

Capacidade adaptativaA capacidade adaptativa precisa ser melhorada em todo o mundo; os impactos recentes de furaces e ondas de calor mostraram que mesmo os pases de renda alta no esto preparados para lidar com os eventos climticos extremos

Enchentes:

Chuva em reas desmatadas levam a enchentes que podem levar a : Mortes por afogamento; Interrupo dos sistemas de gua e esgoto, levando a contaminao da gua e doenas; Liberao e disseminao de txicos de locais de armazenamento e eliminao;

Enchentes: Contaminao de alimentos armazenados e desorganizao na distribuio, levando a desnutrio em crianas; Formao de corpos de gua estagnados e aumento de doenas por vetores; Aglomerao em abrigos e aumento de doenas respiratrias.

Enchentes: Assentamentos populacionais de alta densidade, sem proteo a enchentes, sem abrigos adequados ou acessveis so especialmente vulnerveis aos efeitos das tempestades.

Aumento do nvel do mar: O aquecimento da superfcie do mar ir causar um aumento no nvel do mar de 14 a 80cm at 2100, levando a inundao de muitas regies costeiras.

Wilson Barbosa Neto

2 m acima do nvel do mar atual

Aumento do nvel do mar

Seca Altas temperaturas levam a um aumento na precipitao, mas o aumento da mdia de temperatura leva a diminuio da umidade do solo e seca devido a aumento da evaporao.

Seca Secas tm um efeito domin para a sade: Reduo da produo de alimentos, fome e desnutrio; Imigrao e surgimento de favelas e locais sem saneamento;

Seca efeito domin Depleo de fontes de gua, consumo de gua contaminada gerando: Desnutrio Raquitismo Infeces respiratrias oportunistas doenas virais Bacterianas parasitrias.

Seca efeito domin Aumento de queimadas e incndios florestais: queimaduras diminuio da qualidade do ar doenas cardio-respiratrias

Mundo (2080) 3,2 bilhes sem acesso gua 600 milhes em regime de escassez alimentar 2-7 milhes deslocados por inundaes costeiras

IPCC, 2007

Amrica Latina (2080) 178 milhes sem acesso gua Reduo de 30% da produo agrcola 85 milhes sujeitos insegurana alimentar

IPCC 2007

Brasil - vulnerabilidadesEndemias: mudanas nos perodos de transmisso e na distribuio espacial Malria Dengue Leishmanioses

(WHO, 2000)

VulnerabilidadeOs impactos adversos na sade sero maiores nos pases de renda baixa. Os grupos populacionais sob maior risco, em todos os pases, incluem as populaes pobres de zonas urbanas; idosos; crianas; as sociedades tradicionais; agricultores de subsistncia e comunidades costeiras

Aes necessrias Informar a populao sobre possveis riscos Aumentar eficcia dos programas de controle de endemias Melhoria do sistema de sade Estabelecimento de sistemas de alerta precoce

Uma excelente oportunidade para a humanidade utilizar seus recursos recursos sustent naturais de modo sustentvel. Produo e consumo de energia e matrias primas tero que ser repensados mat Produ Implantao em larga escala de programas de energias renovveis tais como renov Implanta biocombust e biocombustveis, solar, elica e outras formas Reduzir drasticamente as queimadas na Amaznia. Brasil tem importantes vantagens estratgicas (lcool, energia hidreltrica, estrat ( hidrel e recursos de energia solar e elica abundantes.

O futuroAs mudanas ambientais continuaro ocorrendo. A mortalidade e morbidade de doenas aumentaro. Vigilncia e anlise deste processo so necessrias para se identificar regies em risco. Polticas e programas O fracasso de Kyoto (MDL Mecanismos de Desenvolvimento Limpo Mercado de Carbono Pagar para poluir mais??

Destruio da Camada de Oznio

O3UVA: pouco nocivo UVB: nocivo bloqueado pelo O3 UVC: muito nocivo, mas absorvido pelo O3 e O2

1 molcula de Cl destri 10mil de O3. Clorofluorcarbonos (CFC) uso quase banido o mundo

Espectro de Radiao

Destruio da Camada de Oznio

O buraco cclico aumentando no inverno e diminuindo no vero

Chuva cidaGases nitrogenados e sulfonados c. Ntrico e sulfrico pH< 5,6 Europa: pH 3 Amrica do Sul: pH 4,7 Chuva cida natural: decomposio e queima de biomassa (Amaznia) com produo de H2S

Consequncias da chuva cida Acidificao dos solos lixiviao e morte de organismos Acidificao da gua desgaste de concreto, tubulaes, turbinas e bombas de hidreltricas. Morte de peixes e plncton Destruio de vegetao Destruio de monumentos histricos Atenas deteriorao de 2000 anos em 40.

Problemas respiratrios (NH4)2SO4 Exemplo: Cubato, SP

Destruio de esculturas

Controle da chuva cidaControle de emisso de NOx e S02. O problema global Florestas da escandinvia destrudas por poluio da Inglaterra e Alemanha. 50% da chuva cida do Canad dos EUA

Poluio local Smog industrial Smog fotoqumico Dependem dos poluentes e das condies climticas Industrial: SO2 e Material particulado (MP) da queima de carvo em clima frio. Partculas > 10 m deposio Partculas < 1 m disperso pe