Metodologia para Elaboração de Orçamento de Obras Civis

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS CURSO DE ESPECIALIZAO EM CONSTRUO CIVIL “METODOLOGIA PARA ELABORAO DE ORAMENTOS DE OBRAS CIVIS” AUTOR: Joel Valentini ORIENTADOR: Prof. Paulo Roberto Pereira Andery Belo Horizonte 2009 Joel Valentini

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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

    CURSO DE ESPECIALIZAO EM CONSTRUO CIVIL

    METODOLOGIA PARA ELABORAO DE ORAMENTOS DE

    OBRAS CIVIS

    AUTOR: Joel Valentini

    ORIENTADOR: Prof. Paulo Roberto Pereira Andery

    Belo Horizonte

    2009

    Joel Valentini

  • 2

    METODOLOGIA PARA ELABORAO DE ORAMENTOS DE

    OBRAS CIVIS

    Monografia apresentada ao curso de Especializao em Construo Civil da

    Escola de Engenharia UFMG

    nfase: Gesto e Tecnologia na Construo Civil

    Belo Horizonte

    Dezembro/2009

  • 3

    AGRADECIMENTOS

    Deus.

    minha me Maria Genny Stefani Valentini

    Ao meu pai Valentino Valentini (In memorian)

  • 4

    RESUMO

    Podemos determinar que a formao de um oramento seja composta das seguintes etapas:

    Anlise Tcnica dos Projetos, Visita Tcnica, Identificao dos Servios, Levantamentos de

    Quantitativos, Elaborao das Composies de Preos Unitrios, e por Produo, Planejamento

    Bsico, Cotao dos Insumos, Estudo dos Encargos Sociais, Confeco do Beneficio das

    Despesas Indiretas (BDI), Determinao do Preo de Venda.

    Ressaltando que cada etapa possui suas peculiaridades, variaes, aspectos tcnicos e comerciais

    que devero ser estudadas e elaboradas conforme cada obra.

    Atualmente indispensvel utilizao da informtica na elaborao de um oramento, alm da

    agilidade, formao de bancos de dados e histricos, proporciona relatrios geis e confiveis

    fundamentais para uma anlise crtica de um oramento, como por exemplo: Curva ABC,

    Histogramas de Mo de Obra e Materiais, BDI diferenciado entre outros.

    Embora existam publicaes especializadas de preos por metro quadrado de rea construda,

    variando de acordo com nmeros de pavimentos da edificao e dos padres de acabamentos; O

    oramento somente poder ser confivel quando realizado obedecendo todas as etapas descritas

    acima, pois as variaes entre as obras so muitas e bem significativas o que torna indispensvel

    um tratamento exclusivo para cada empreendimento, alm disso, preciso atentar que atividades

    como, movimento de terra, fundaes especiais, instalaes complementares especiais, custos

    indiretos, remunerao do incorporador entre outros, que compem o preo final de um

    oramento, no so consideradas nos preos apresentados nas tabelas de preo por metro

    quadrado descritas nas fontes especializadas, ficando claro que esses ndices fornecem somente

    uma ordem de grandeza para o valor do empreendimento.

  • 5

    SUMRIO

    INTRODUO ..................................................................................................... 08

    1 TIPOS DE ORAMENTOS ............................................................................... 10

    1.1 Consideraes Gerais ....................................................................................... 10

    1.1.1 Diviso dos Oramentos................................................................................ 10

    1.2 Oramento Tabelado ........................................................................................ 04

    1.2.1 Definio ...................................................................................................... 10

    1.2.2 Formao do CUB......................................................................................... 10

    1.2.3 Exemplo de Tabela do CUB .......................................................................... 11

    1.2.4 Projeto Padro do Novo CUB........................................................................ 12

    1.3 Oramento sinttico ......................................................................................... 12

    1.3.1 Definio ...................................................................................................... 12

    1.3.2 Detalhamento do Mtodo .............................................................................. 12

    1.3.3 Percentuais Referenciais................................................................................ 14

    1.4 Oramento Analtico ........................................................................................ 15

    1.4.1 Definio ...................................................................................................... 15

    1.4.2 Fluxograma Bsico........................................................................................ 15

    2 ELABORAO DO ORAMENTO ................................................................. 16

    2.1 Anlise da Documentao Tcnica .................................................................. 16

    2.1.1 Projetos e Anexos.......................................................................................... 16

    2.1.2 Caderno de Encargos..................................................................................... 16

    2.1.3 Visita Tcnica ............................................................................................... 16

    2.2 Custo Direto da Obra........................................................................................ 17

    2.2.1 Definio ...................................................................................................... 17

    2.3 Composio de Preos Unitrios ...................................................................... 17

    2.3.1 Definio e Formao ................................................................................... 17

    2.3.2 Produtividade e ndices ................................................................................. 18

    2.3.3 Exemplos de Composies e Interpretaes................................................... 19

    2.4 Custo Horrio de Equipamentos ....................................................................... 20

    2.4.1 Custo Horrio Total....................................................................................... 20

    2.4.2 Hora Produtiva e Improdutiva ....................................................................... 21

    2.4.3 Diviso Bsica dos Custos............................................................................. 22

  • 6

    2.4.4 Clculo dos Custos Horrios.......................................................................... 23

    2.4.4.1 Custos de Propriedade ................................................................................ 23

    2.4.4.2 Depreciao do Equipamento ..................................................................... 23

    2.4.4.3 Juros de Capital .......................................................................................... 24

    2.4.4.4 Custos de Operao .................................................................................... 25

    2.4.4.5 Custos de Manuteno................................................................................ 27

    2.4.5 Exemplo de Clculo do Custo Horrio de um Equipamento........................... 29

    2.4.6 Exemplo de Composio por Produo ......................................................... 31

    2.5 Procedimentos Tcnicos Iniciais....................................................................... 32

    2.5.1 Identificao dos Servios ............................................................................. 32

    2.5.2 Associao dos Servios s CPUs ................................................................ 32

    2.5.3 Levantamentos de Quantitativos.................................................................... 33

    2.5.4 Cotao de Insumos ...................................................................................... 35

    2.6 Encargos Sociais .............................................................................................. 36

    2.6.1 Classificao dos Encargos............................................................................ 36

    2.6.2 Clculo das Horas Produtivas ........................................................................ 36

    2.6.3 Demonstrativo dos Encargos Sociais Horista e Mensalista.......................... 37

    2.6.3.1 Encargos Sociais Horista ......................................................................... 37

    2.6.3.1.1 Grupo A: Encargos Sociais Bsicos ......................................................... 37

    2.6.3.1.2 Grupo B: Encargos Sociais que recebem a incidncia de A...................... 39

    2.6.3.1.3 Grupo C: Encargos Sociais que no recebem as incidncias globais de A 41

    2.6.3.1.4 Grupo D: Taxa de Reincidncia ............................................................... 42

    2.6.3.2 Encargos Sociais Mensalista .................................................................... 43

    2.6.3.2.1 Grupo B: Encargos Sociais que recebem a incidncia de A...................... 43

    2.6.3.2.2 Grupo C: Encargos Sociais que no recebem as incidncias globais de A 43

    2.6.3.2.3 Grupo D: Taxa de Reincidncia ............................................................... 45

    2.6.4 Encargos Complementares ............................................................................ 46

    2.6.4.1 Adicionais Legais ....................................................................................... 46

    2.6.4.2 Trabalho Noturno ....................................................................................... 46

    2.6.4.3 Insalubridade.............................................................................................. 47

    2.6.4.4 Periculosidade ............................................................................................ 47

    2.7 BDI.................................................................................................................. 47

    2.7.1 Definio ...................................................................................................... 47

    2.7.2 Composio .................................................................................................. 48

  • 7

    2.7.2.1 Custos Indiretos.......................................................................................... 48

    2.7.2.2 Administrao Central................................................................................ 49

    2.7.2.3 Custos Financeiros ..................................................................................... 50

    2.7.2.4 Riscos e Eventuais...................................................................................... 50

    2.7.2.5 Tributos...................................................................................................... 51

    2.7.2.6 Lucro.......................................................................................................... 53

    2.7.3 Preo de Venda ............................................................................................. 53

    2.7.4 Nova Metodologia do BDI ............................................................................ 54

    2.7.5 Consideraes sobre o BDI ........................................................................... 54

    3 RECURSOS DE ANLISES.............................................................................. 56

    3.1 Planejamento Bsico ........................................................................................ 56

    3.2 Curva ABC ...................................................................................................... 56

    3.3 Histogramas ..................................................................................................... 56

    3.4 Organogramas.................................................................................................. 56

    4 TIPOS DE CONTRATAO............................................................................. 57

    4.1 Preos Unitrios ............................................................................................... 57

    4.2 Preo Global .................................................................................................... 57

    4.3 Administrao .................................................................................................. 57

    4.4 Sistema Misto .................................................................................................. 58

    CONCLUSO....................................................................................................... 59

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS.................................................................... 60

    ANEXOS............................................................................................................... 61

  • 8

    INTRODUO

    Segundo Evangelho de So Lucas captulo 14, versculos 28-32, Quem de vs, querendo

    fazer uma construo, antes no se senta para calcular os gastos que so necessrios, a fim de

    ver se tem com que acab-la? Ainda segundo So Lucas, captulo 14, Para que, depois que

    tiver lanado os alicerces, e no puder acab-la, todos os que o virem no comecem a zombar

    dele, dizendo: Este homem principiou a edificar, mas no pode terminar.

    A elaborao de um oramento, alm de sua importncia histrica, destaca-se na atualidade

    como uma atividade indispensvel na conduo dos projetos de engenharia.

    Dentre seus principais objetivos podemos destacar o oramento como:

    - Ferramenta para anlise de viabilidade de empreendimentos,

    - Garantia de segurana e competitividade das proponentes em concorrncias,

    - Acurcia nas contrataes proporcionado a empresa contratante o referencial necessrio para

    a aplicao do preo justo eliminado os preos abusivos e inexeqveis.

    Contudo para o oramento alcanar seus objetivos garantindo o sucesso nos projetos e o preo

    justo nas contrataes, o mesmo dever ser elaborado com critrios e qualidade, para isso

    necessrio observar um roteiro lgico, possuir o pleno conhecimento do escopo e adotar

    procedimentos tcnicos embasados e confiveis.

    A elaborao de um oramento exige um amplo estudo e entendimento, pois to importante

    como elaborao dos projetos obter o valor correto para materializao dos mesmos. O

    oramento resulta de duas realidades opostas, quando mal feito, trazendo prejuzos e em

    alguns casos a falncia, quando bem feito, garantindo o lucro e a sobrevivncia.

    Quanto responsabilidade do oramentista perante a legislao brasileira. A Lei Federal

    N. 5.194, de 24/12/1966 estabelece:

    Art.14 Nos trabalhos grficos, especificaes, oramentos, pareceres, laudos e atos judiciais ou administrativos, obrigatria, alm da assinatura, precedida do nome da empresa, sociedade, instituio ou firma a que interessarem, a meno explcita do ttulo do profissional que os subscreve e o nmero da carteira referida no art. 56. (LEI FEDERAL 5194, 1966)

    Pelos artigos 1 ao 14 da Resoluo n 425 de 18/12/98 do CONFEA, combinada com o

    Pargrafo 1 dos Artigos 2 e 4 da lei n 6.496/77 obrigatrio o recolhimento de Anotao

  • 9

    de Responsabilidade Tcnica (ART) pela execuo do oramento e pelo ocupante de cargo e

    funo oramentista, ficando sujeito s penalidades da lei pelo seu no cumprimento.

  • 10

    1 TIPOS DE ORAMENTOS

    1.1 Consideraes Gerais

    1.1.1 Diviso dos Oramentos

    O oramento pode ser calculado basicamente de trs formas distintas: Tabelado, Sinttico e

    Analtico.

    Cada tipo de oramento possui suas peculiaridades, que esto diretamente ligadas ao nvel de

    informaes que se possui do empreendimento, qual a finalidade do oramento e do grau de

    assertividade que se necessita.

    Podemos resumir as caractersticas bsicas de cada tipo de oramento conforme quadro

    abaixo:

    TIPOS CARACTERSTICAS BASICAS

    Informaes Metodologia Finalidade

    Tabelado rea Construda (m) * CUB - Sinduscon Ordem de Grandeza

    Sinttico Projeto Bsico ndices de construo Estimativa

    Analtico Projetos Executivos Apurao completa Preo Real* CUB Custo Unitrio Bsico

    1.2 Oramento Tabelado

    1.2.1 Definio

    O Oramento Tabelado aquele que utiliza como base para clculo a multiplicao da

    metragem quadrada da rea pelo Custo Unitrio Bsico da Construo Civil (Cub/m2).

    1.2.2 Formao do CUB

    O Custo Unitrio Bsico da Construo Civil (CUB) so calculados de acordo com disposto

    na ABNT NBR 12.721/2006, com base em novos projetos, novos memoriais descritivos e

  • 11

    novos critrios de oramentao e, portanto, constituem nova srie histrica de custos

    unitrios, no comparveis com a definio anterior, com a designao de CUB/2006.

    1.2.3 Exemplo de Tabela do CUB

    Os valores abaixo se referem aos Custos Unitrios Bsicos de Construo (CUB/m),

    calculados de acordo com a Lei Federal n. 4.591, de 16/12/64 e com a Norma Tcnica NBR

    12.721:2006 da Associao Brasileira de Normas Tcnicas (ABNT) e so correspondentes ao

    ms de SETEMBRO DE 2009.

    Sigla Padro (R$ / m2) Projeto Padro

    Baixo Normal Alto

    R-1 819,38 982,06 1.216,25

    ResidencialPP-4 764,02 938,06 ----------

    R-8 731,72 813,70 996,32

    R-16 -------- 788,58 1.026,12

    PIS 531,99 -------- ----------

    CAL-8 -------- 934,83 1012,63 Comercial

    Andares livres

    CSL-8 -------- 806,74 886,01 Comercial

    Salas e LojasCSL-16 -------- 1.076,05 1180,63

    Sigla (R$ / m2) Projeto Padro

    RP1Q 791,03 Casa Popular

    GI 440,90 Galpo Industrial* Custo do m em Reais (R$)

  • 12

    Segundo o SINDUSCON (2009),

    Na formao destes custos unitrios bsicos no foram considerados os seguintesitens, que devem ser levados em conta na determinao dos preos por metroquadrado de construo, de acordo com o estabelecido no projeto e especificaescorrespondentes a cada caso particular: fundaes, submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lenol fretico; elevador(es); equipamentos einstalaes, tais como: foges, aquecedores, bombas de recalque, incinerao, ar-condicionado, calefao, ventilao e exausto, outros; playground (quando noclassificado como rea construda); obras e servios complementares; urbanizao,recreao (piscinas, campos de esporte), ajardinamento, instalao e regulamentaodo condomnio; e outros servios; impostos, taxas e emolumentos cartoriais, projetos:projetos arquitetnicos, projeto estrutural, projeto de instalao, projetos especiais;remunerao do construtor; remunerao do incorporador.

    1.2.4 Projeto Padro do Novo CUB

    Conforme o novo CUB foram criados novos Projetos Padro para efeito de clculo dos

    empreendimentos (ver ANEXO 1).

    1.3 Oramento Sinttico

    1.3.1 Definio

    O Oramento Sinttico calculado pelo mtodo dos ndices de Construo. Para a utilizao

    do mesmo imprescindvel a presena de um projeto bsico de onde sero calculadas todas as

    atividades macros mensurveis;

    Para as atividades de fundao e estrutura utiliza-se uma metodologia que resume

    basicamente na aplicao de ndices e taxas pr-estabelecidas calculadas em relao rea

    construda.

    1.3.2 Detalhamento do Mtodo

    Para as atividades mensurveis na planta baixa como: Alvenarias, Pisos, Revestimentos,

    Esquadrias, Cobertura etc. utiliza-se o processo de quantificao tradicional.

  • 13

    Para as instalaes pode-se utilizar a contagem de pontos eltricos e hidrulicos. Hoje existem

    revistas especializadas como Informador das Construes que apresentam preos mdios

    por pontos eltricos e unidades de banhos e cozinhas.

    Para as atividades de fundao e estrutura deve-se proceder conforme os critrios detalhados a

    seguir:

    Para a Atividade de Estrutura:

    Volume de Concreto

    Para o Volume de Concreto adota-se um ndice uniforme determinando uma espessura mdia

    para o volume de concreto.

    ndices: Entre 12 e 15 cm - (Obras Simples)

    Entre 15 e 20 cm - (Obras Robustas)

    VOLUME DE CONCRETO = REA CONSTRUDA X NDICE

    Peso de Armao

    Para o Peso da Armao adota-se uma taxa de ao mdia por metro cbico de

    concreto.

    ndices : Entre 80 e 88 kg/m - (Obras Simples)

    Entre 88 e 100 kg/m - (Obras Robustas)

    PESO DA ARMAO = VOLUME DE CONCRETO X TAXA DE AO

    rea de Forma

    Para a rea de Forma adota-se uma taxa por metro cbico de concreto

    ndices : 12m/m - (Obras Simples)

    14m/m - (Obras Robustas)

    REA DE FORMA = VOLUME DE CONCRETO X TAXA DE FORMA

    Para a Atividade de Fundao seguir o seguinte critrio:

  • 14

    Como a espessura mdia adotada para o volume de concreto refere-se somente a Estrutura

    no incluindo a fundao, para clculo do oramento sinttico pode-se acrescentar rea

    construda uma metragem referente a um pavimento para a incluso da fundao.

    Como por exemplo, se uma determinada obra possuir 400 metros quadrados de rea

    construda total, sendo 100 metros quadrados por cada pavimento. Para o clculo do concreto,

    forma e ao da fundao adotar 100 metros quadrados de rea, e aplicar os ndices e taxas

    seguindo os mesmos critrios adotados para a estrutura.

    Exemplo de Aplicao do Mtodo:

    Dados Gerais:

    rea Total da Construo: 400m

    rea por Pavimento: 100m

    Para o clculo do Concreto, Forma e Ao da Fundao e Estrutura considera-se a rea total

    construda mais a rea equivalente a um pavimento.

    REA TOTAL = ESTRUTURA (400m) + FUNDAO (100m) = 500m

    Volume Concretorea Total ndice Total (m3)

    500,00m 0,12cm 60,00

    Peso ArmaoVol. Concreto Taxa Total (kg)

    60,00m 80 kg/m 4800

    rea FormaVol. Concreto Taxa Total (m2)

    60,00m 12m/m 720

    1.3.3 Percentuais Referenciais

    A tabela de percentuais referencias atua no oramento sinttico como uma ferramenta de

    grande utilidade, pois aponta percentuais mnimos e mximos para as atividades servindo

    como parmetro de comparao para o oramento estimado, podendo assim, corrigir algumas

    distores que possam ocorrer, entretanto, importante ressaltar que os percentuais

  • 15

    referenciais refere-se as obras ditas normais sem variaes significativas ou caractersticas

    especiais (ver ANEXO 2).

    1.4 Oramento Analtico

    1.4.1 Definio

    O oramento analtico consiste no detalhamento de todas as suas etapas resultando na

    confiabilidade do preo apresentado, o tipo de oramento onde toda a metodologia

    aplicada considerando todos os recursos e variveis.

    Em sntese no oramento analtico o projeto detalhado em atividades, mensurado e

    composto por composies, obtendo-se o custo direto. Posteriormente, com montagem dos

    custos indiretos acrescido do BDI, forma-se o preo de venda.

    1.4.2 Fluxograma Bsico

    ESTUDO DA DOCUMENTAO

    PROJETOS EANEXOS

    CADERNO DEENCARGOS

    VISITATCNICA

    COMPOSIO DOSCUSTOS DIRTEOS

    IDENTIFICAODOS SERVIOS

    LEVANTAMENTOQUANTITATIVOS

    ASSOCIAOCOM CPUS

    FECHAMENTO DOBDI /PREO DE

    VENDA

    CUSTOS INDIRETOS

    ADMINISTRAO CENTRAL

    CUSTOSFINANCEIROS

    COTAO DOS INSUMOS

    RISCOS

    TRIBUTOS

    LUCRO

  • 16

    2 ELABORAO DO ORAMENTO

    2.1 Anlise da Documentao Tcnica

    2.1.1 Projetos e Anexos

    A anlise dos projetos executivos e seus anexos so o primeiro passo para a criao da

    planilha de oramento, pois atravs dessa analise so identificados todos os servios com seus

    respectivos quantitativos integrantes do escopo.

    2.1.2 Caderno de Encargos

    No caderno de encargos dever ser definida toda a metodologia construtiva, os critrios de

    medio dos servios e condies gerais de fornecimento. Na metodologia construtiva o

    contratante demonstra como tecnicamente os servios devero ser realizados.

    2.1.3 Visita Tcnica

    Na visita tcnica realizada devero ser coletados dados de influncia direta na elaborao do

    oramento como, por exemplo:

    Infra-estrutura da cidade;

    Condies de acesso ao local da obra;

    Distncia das ligaes Hidrulicas e Eltricas;

    Cotao de preos dos principais insumos;

    Preo mdio do transporte urbano;

    Valor do ISS da localidade;

    Lista dos principais fornecedores;

    Para realizao da visita tcnica foi criado um formulrio para utilizao. (ver ANEXO 3).

  • 17

    2.2 Custo Direto da Obra

    2.2.1 Definio

    O Custo Direto o somatrio de todos os custos provenientes dos insumos necessrios

    realizao das atividades para execuo do empreendimento e que podem ser levantados

    diretamente dos projetos, discriminados e quantificados na planilha oramentria. Eles

    compreendem nos seguintes grupos de custo: Mo-de-Obra, Materiais e Equipamentos.

    2.3 Composio de Preos Unitrios

    2.3.1 Definio e Formao

    As Composies de Preos Unitrios (CPUs) consiste na apropriao dos materiais e

    equipamentos aos seus consumos e mo-de-obra a suas produtividades, associando seus

    respectivos preos para uma unidade de servio. Os insumos compreendidos pelas CPUs so

    basicamente:

    Mo de obra

    o resultado do valor do salrio do trabalhador e o consumo de horas para a execuo de

    determinada unidade de servio. O custo horrio o salrio acrescido dos encargos sociais,

    complementares e quando for o caso dos adicionais legais.

    Materiais e Equipamentos

    Consiste no consumo de todos os materiais e equipamentos utilizados para a construo do

    empreendimento, considerando as quantidades levantadas com seus respectivos preos de

    mercado.

    Todos os valores so agrupados e formam as Composies de Preos Unitrios (CPUs), para

    cada tipo de atividade. Assim sendo as CPUs so os custos unitrios dos servios, onde so

    apropriadas as quantidades dos insumos correspondentes. A formao das CPUs consiste

    basicamente :

    Conjunto de Insumos Aplicados;

    ndices de Produtividades;

    ndices de Consumos;

    Preos Unitrios e Totais.

  • 18

    2.3.2 Produtividade e ndices

    A produtividade a quantidade de produo de um funcionrio ou turma.,trata-se de unidades

    de trabalho executada em um determinado tempo.

    A produtividade da mo-de-obra um processo que depende de uma srie de fatores, como:

    Experincia, Motivao, Conhecimento e etc. As produtividades devem levar em

    considerao as paralisaes que ocorrem em uma obra com a produo do funcionrio ou

    turma.

    Obs.: A melhor forma de medir a produtividade diretamente na obra sem, porm, anunciar a

    medio e de preferncia vrias vezes e em dias alternados.

    O ndice o contrrio da produtividade, como por exemplo: Na atividade de Armao o

    ndice de produtividade do armador de 0,10 h/kg, a produtividade de 10 kg/h. Se o ndice

    fosse 0,12 kg/h a produtividade seria 8,83 kg/h.

    A apurao dos ndices e seu domnio proporciona:

    A determinao da produtividade de mo-de-obra;

    Aponta uma comparao para orado x realizado;

    Representam o limite que uma atividade se torna improdutiva.

    Apropriao de ndices: Com esse recurso, atravs de medio no local, pode-se apurar os

    ndices reais de produtividade, garantindo o valor apresentado.

    Exemplo: Se um armador produz em mdia 320 kg de armao por semana de 44 horas, a

    produtividade estaria em 320/44 = 7,27 kg/h que equivale a um ndice de 0,13 h/kg, se no

    oramento foi considerado um ndice de 0,10 h/kg reflete um desvio negativo que apurado a

    tempo, poder ser corrigido investigando os motivos do desvio.

    Obs.: Quanto maior o ndice, menor a produtividade; Quanto menor o ndice, maior a

    produtividade.

    2.3.3 Exemplos de Composies e Interpretaes

  • 19

    Exemplo 1:

    Cdigo Descrio Unid.

    100001 Armao CA-50 kg

    Cdigo Insumos Unid. ndice R$ Unit R$ Total

    F00001 Armador h 0,10

    F00002 Servente h 0,10

    M00001 Ao CA-50 D < 12,5 mm kg 1,10

    M00002 Arame Galv. N18 kg 0,04

    Preo de Custo R$

    BDI %

    Preo de Venda R$

    Interpretao 1:

    - O ndice de 0,10 h de Armador por kg do Ao Montado, em 1 h teremos 1/(0,10 h/kg) 10,0

    kg/h que representa a produtividade do armador.

    - Em uma semana de 44 horas, uma equipe de 6 armadores consegue montar: 44 h x 6

    armadores / 0,10 h/kg = 2.640 kg de armao.

    - O ndice de 0,10 h vezes 60 min significa 6 min por Kg.

    - O ndice de 1,10 kg de Ao significa 10% de Desperdcio.

    Exemplo 2:

    Cdigo Descrio Unid.

    200001 Forma de chapa compensado resinada e=12 mm 3 vezes de utilizao

    M2

    Cdigo Insumos Unid. ndice R$ Unit R$ Total

    F00004 Carpinteiro H 1,20

    F00002 Servente h 1,20

    M00003 Chapa Comp. e=12 mm m 0,43

  • 20

    Cdigo Insumos Unid. ndice R$ Unit R$ Total

    M00004 Desmoldante l 0,10

    M00005 Prego 18x30 kg 0,25

    M00006 Pontalete 3x 3 m 2,00

    M00007 Sarrafo 1x 4 m 1,53

    M00008 Tbua 1x 12 m 1,40

    Preo de Custo R$

    BDI %

    Preo de Venda R$

    Interpretao 2:

    - O ndice de 1,20 h de Carpinteiro por m2 de Forma Montada, em 1 h ter 1 / (1,20h/m2) =

    0,83 m2/h que representa a produtividade do carpinteiro.

    - Em uma semana de 44 horas uma equipe de 6 carpinteiros consegue montar : 44 h x 6

    carpinteiros / 1,20 h/m2 = 220,00 m2 de forma.

    - O ndice de 1,20 h vezes 60 min significa 1,12 min p/ m2.

    - O ndice 0,43 h/m2 da chapa compensada mostra uma perda 30%, sendo a chapa utilizada 3

    vezes, o total da chapa por m2 de forma obtido por 1 m2/ 3 + 30% = 0,43 m2.

    2.4 Custo Horrio de Equipamentos

    2.4.1 Custo Horrio Total

    Segundo Aldo (apud, Mattos, 2006, p.108) A maneira habitual de atribuir valor a um

    equipamento por hora de utilizao, pois dessa maneira que o equipamento aparece nas

    composies de custos unitrios. O custo horrio de um equipamento o resultado da soma

    de componentes que so baseados nas condies de trabalho, tipos de equipamentos e

    caractersticas especficas.

    Esses componentes so apurados atravs de frmulas, entretanto, cada empresa dever

    apropriar seus custos para a obteno de dados mais reais e confiveis.

  • 21

    Clculo do Custo Horrio Total:

    Ch = Dh + Jh + Ph + Gh + Lh + MOh + Mh

    Onde:

    Ch Custo Horrio Total

    Dh Custo Horrio de Depreciao

    Jh Custo horrio de Juros

    Ph Custo horrio de Pneus

    Gh Custo Horrio de Combustvel

    Lh Custo Horrio de Lubrificao

    MOh Custo Horrio de mo-de-obra de Operador

    Mh Custo horrio de Manuteno.

    2.4.2 Hora Produtiva e Improdutiva

    A hora produtiva de um equipamento a hora total de trabalho onde todos os componentes

    esto sendo utilizados, assim seu clculo a soma de todos os componentes do custo horrio

    total.

    A hora improdutiva de um equipamento a hora em que o mesmo fica a disposio dos

    servios, entretanto, fora da efetiva operao, situao normal de ocorrncia devido a vrias

    ocorrncias em uma obra, nesse caso para o clculo da hora improdutiva consideramos

    somente os componentes de depreciao, juros e operador.

    Segue abaixo um quadro resumo para o clculo das horas produtivas e improdutivas:

    Custo Horrio Total Hora Produtiva Hora Improdutiva

    Depreciao Considerar Considerar

    Juros Considerar Considerar

    Pneus Considerar No Considerar

    Combustvel Considerar No Considerar

    Lubrificao Considerar No Considerar

  • 22

    Custo Horrio Total Hora Produtiva Hora Improdutiva

    Operador Considerar Considerar

    Manuteno Considerar No Considerar

    Assim sendo seguem as frmulas:

    Hora Produtiva Ch = Dh + Jh + Ph + Gh + Lh + MOh + Mh

    Hora Improdutiva Ch = Dh + Jh + MOh

    2.4.3 Diviso Bsica dos Custos

    Os custos envolvidos na hora do equipamento so:

    1 CUSTOS DE PROPRIEDADE

    1.1 Depreciao do Equipamento Consiste na perda do valor do equipamentopelo uso ou tempo.

    1.2 Juros de Capital Consiste na rentabilidade do valor impactado

    2 CUSTOS DE OPERAO

    2.1 Materiais (Pneus, Combustvele Lubrificao)

    Refere-se aos materiais necessrios para aoperao.

    2.2 Mo-de-obra (Operador) Refere-se ao operador do equipamento.

    3 CUSTOS DE MANUTENO

    3.1 Manuteno Refere-se ao valor investido para manter oequipamento em condies de operao

    Fonte: Como preparar oramentos de obras, p. 110.

  • 23

    2.4.4 Clculo dos Custos Horrios

    2.4.4.1 Custos de Propriedade

    Segundo Aldo, Quando o construtor utiliza um equipamento prprio para realizar um servioqualquer em sua obra, o custo envolvido com aquele equipamento no apenas o decombustvel, lubrificao e operador, com o decorrer do tempo, o equipamento sedesvaloriza, tem seu valor de mercado diminudo, os custos de propriedade so, poisinevitveis, ocorrendo independentemente da atividade do equipamento. So custosprovenientes da perda do valor do equipamento com o decorrer do tempo.(MATTOS, 2006, p.110)

    2.4.4.2 Depreciao do Equipamento

    Segundo Aldo (Apud, Mattos, 2006, p.110), pode-se definir depreciao do equipamento

    como a diminuio do valor contbil do ativo O clculo da depreciao pelo mtodo linear,

    aponta que o valor do equipamento cair no momento do valor de aquisio original conforme

    uma taxa uniforme. Para o clculo da depreciao utilizamos frmula:

    Dh = Vo Vr

    Vu

    Onde:

    Dh Depreciao Horria

    Vo (Valor de Aquisio) - Valor de aquisio do equipamento

    Vr (Valor Residual) - Valor estimado de revenda aps vida til

    Vu (Vida til) - Perodo de tempo que o equipamento trabalha em condies

    Normais. (Vu = n x a), onde n = vida til (anos) e a = horas de utilizao por ano (h/ano).

    Sendo:

    A depreciao horria o custo de aquisio do equipamento, deduzindo seu valor residual, e

    dividido pelo nmero de horas de vida til.

    Obs.: A depreciao horria pode ser calculada por mais dois mtodos distintos: o mtodo do

    saldo devedor (exponencial) e o mtodo da soma dos anos.

  • 24

    2.4.4.3 Juros de Capital

    O valor investido na aquisio de um equipamento poderia ser aplicado no mercado

    financeiro. Com isso no custo de propriedade devero estar includos os juros decorrentes ao

    rendimento que o investimento traria ao longo da vida til do equipamento.

    O clculo dos juros baseia-se no conceito de investimento mdio e da taxa de juros do

    Mercado.

    Para o clculo dos juros utilizamos primeiramente a frmula para encontramos o Investimento

    Mdio (Im):

    Im = (Vo Vr) x (n + 1) + Vr

    2 n

    Onde:

    Im Investimento Mdio

    Vo (Valor de Aquisio) - Valor de aquisio do equipamento

    Vr (Valor Residual) - Valor estimado de revenda aps vida til

    n Vida til em anos

    Com o resultado do investimento mdio (Im) partimos para o clculo dos juros e horrios com

    a aplicao da frmula:

    Jh = Im x i

    a

    Onde:

    Jh Juros Horrios

    Im Investimento Mdio

    i Taxa anual de juros

    a Horas de utilizao por ano

  • 25

    2.4.4.4 Custos de Operao

    Os custos de operao de um equipamento se dividem em materiais e mo-de-obra, sendo que

    os materiais so divididos em pneus, combustvel e lubrificante e a mo-de-obra refere-se ao

    operador. Segue abaixo o detalhamento para o clculo dos custos horrios.

    Materiais:

    Pneus: O clculo do custo horrio dos pneus est diretamente ligado a vida til do mesmo.

    Em geral admite-se trs faixas de vida til para os pneus, de acordo com a agressividade do

    local de trabalho, como demonstra o quadro abaixo:

    Equipamentos Condies Leves Condies Medianas Condies Severas

    Motoniveladora 5000 h 3500 h 2000 h

    Carregadeira 3500 h 2500 h 1500 h

    Caminho Basculante 3000 h 2500 h 2000 hFonte: Mattos, 2006, p. 119.

    Presume-se que ao final de toda a vida til do pneu, todo o jogo de pneu ser trocado. Para o

    clculo do custo horrio do pneu utilizamos frmula:

    Ph = p x Cp

    VUp

    Onde:

    Ph Custo Horrio do Pneu

    p Nmero de pneus do equipamento

    Cp Custo unitrio do pneu

    VUp Vida til do pneu

    Combustvel: Para o clculo do custo horrio do combustvel, segundo Aldo (Apud Mattos,

    2006, p. 120) deve-se aplicar um fator potncia (f) sobre a potncia nominal do equipamento,

    e adotar o consumo mdio conforme o tipo de combustvel: gasolina ou diesel.

  • 26

    Quadro para apurao do fator de potncia (f):

    Situaes de Uso Fator de Potncia (f)

    Baixo 40%

    Mdio 55%

    Intenso 75%

    Quadro para apurao do consumo mdio

    Motor Consumo Mdio ( Litros/Hora)

    Gasolina 0,23 l / h

    Diesel 0,15 l / h

    Assim sendo, a frmula para o clculo do custo horrio do combustvel aplica-se de duas

    maneiras em funo do combustvel a ser utilizado:

    Para motores a gasolina 0,23 x f x HP x R$/l

    Para motores a diesel .0,15 x f x HP x R$/l

    Onde:

    f Fator de potncia

    HP Potencia nominal do equipamento

    R$/l Preo do litro da gasolina ou diesel

    Lubrificantes: Segundo Aldo (Apud Mattos, 2006, p. 121), os lubrificantes de um

    equipamento abrangem leo de crter, da transmisso, comando final e do sistema hidrulico.

    Para o clculo do consumo do leo do Carter a frmula abaixo trabalha em funo de trs

    elementos: potncia do motor, capacidade do crter e intervalo entre troca de leo.

    Q = HP x 0,6 x 0,0027 kg / (HP x h) + c

    0,893 kg/l tFonte: Peurfoy, 1989

  • 27

    Onde :

    Q Consumo (l/h)

    HP Potencia do motor (HP)

    c Capacidade do Carter

    t Intervalo de troca

    Com o consumo Qapurado, multiplica-se o mesmo pelo preo do litro do leo para

    encontrar o custo horrio do lubrificante, sendo:

    Custo horrio do lubrificante (Lh) = consumo (Q) x preo do litro do leo (R$/l)

    Lh = Q x R$/l

    Para os demais lubrificantes: transmisso, comando final e sistema hidrulico a regra

    adicionar 50% ao custo.

    Mo de Obra: Refere-se ao custo do operador do equipamento, para o clculo do custo

    horrio multiplica-se o salrio acrescido de todos os encargos.

    2.4.4.5 Custos de Manuteno

    Segundo Aldo (apud Mattos, 2006, p.123/124), [...] os equipamentos exigem manuteno.

    As despesas so com a aquisio de peas de reposio e a mo-de-obra envolvida na troca de

    peas, ajustes etc. Os custos de manuteno compreendem basicamente:

    Custos de Manuteno Itens Envolvidos

    Manuteno propriamente dita Limpeza, Lavagem, Inspeo, Ajuste, Calibrao,Regulagem, Retoque, Reaperto e troca rotineira depeas (filtros, mangueiras, cabos cmaras) etc.

    Reparos Retfica, Servios de chaparia, Usinagem de peasTroca de sapatas e esteiras etc.

    Despesas fixas Mo-de-obra de mecnicos, e ajudantes,ferramentas, seguros dos equipamentos, impostos(IPVA), etc.

  • 28

    Para o clculo do custo horrio de manuteno podemos utilizar o mtodo do coeficiente

    nico que aponta um coeficiente multiplicador sobre a depreciao horria sobre a

    depreciao horria calculada com o valor residual nulo, sendo:

    Mh = K x Vo

    n x a

    Onde:

    Mh Manuteno horria

    Vo (Valor de Aquisio) - Valor de aquisio do equipamento

    n vida til anos

    a horas de utilizao por ano

    Segue abaixo uma tabela exemplo para o Custo de manuteno Coeficiente nico:

    Equipamento K

    Betoneira 0,6

    Motoniveladora 0,9

    Retroescavadeira 0,6

    Carregadeira 0,6

    Moroescrper 0,9

    Rolo compactador 0,8

    Trator sobre pneus 0,75

    Trator de esteira 0,8

    Caminho basculante 0,75

    Picape 0,75Fonte: TCPO

  • 29

    2.4.5 Exemplo de Clculo do Custo Horrio de um Equipamento

    Segue abaixo um exemplo de clculo do custo horrio produtivo e improdutivo de um

    equipamento.

    Dados Gerais

    Equipamento: Motoniveladora

    Valor de Aquisio: R$ 519.080,00

    Pneus: R$ 1.250,00 cada (x4)

    Vida til: 8 anos

    Horas de Utilizao por ano: 1500 h

    Vida til dos pneus: 3.500 h

    Valor residual: 30%

    Taxa de juros: 7% a.a.

    Operador: R$ 22,89/h (encargos includos)

    Motor: 173HP

    Fator de potncia: 0,55

    Capacidade do crter: 54 litros

    Perodo entre trocas de leo: 80h

    Preo do diesel: R$ 1,86

    Preo do leo lubrificante: R$ 12,00

    Manuteno: k = 0,90

    V (sem os pneus) = R$ 514.080,00

    Depreciao (descontados os pneus):

    Dh = Vo - Vr = (519.080,00 - 50000) 154.224,00 / 8 x 1500 = R$ 29,99 / h

    n x a

    Juros:

    Jh = Im . i = i x [(Vo Vr) (n + 1)+ Vr] =

    a a 2n

    = 0,07/1500 x [359.856 x 0,5625 + 154.224,00] = R$ 16,64 / h

  • 30

    Pneus:

    Ph = p x Cp = (4 x 1.250) / 3.500 = R$ 1,43 / h

    VUp

    Combustvel:

    Gh = 0,15 x f x HP x custo = 0,15 x 0,55 x 173 x 1,86 = R$ 26,54 / h

    Lubrificantes:

    Lh = (HP x 0,6 x 0,0027 + c ) x custo + 50% =

    0,893 t

    = (173 x 0,6 x 0,0027 / 0,893 +54/80) x 12,00 x 1,50 = R$ 17,80 /h

    Operador:

    MOh = Salrio com encargos R$ 22,89 / h

    Manuteno:

    Mh = k Vo = 0,90 x 514.080,00 / 12.000 = R$ 38,56 / h

    n x a

    Custo total:

    Custo Horrio Total Custo Hora Produtiva Custo Hora Improdutiva

    Depreciao 29,99 29,99

    Juros 16,64 16,64

    Pneus 1,43 N

    Combustvel 26,64 N

    Lubrificao 17,80 N

    Operador 22,89 22,89

    Manuteno 38,56 N

    TOTAIS R$ 153,85 R$ 69,52

  • 31

    2.4.6 Exemplo de Composio por Produo

    Servio: Escavao, carga, transporte, descarga e espalhamento de material de 1 categoria

    com motoscraper - dmt de 0 a 200m.

    Equipamentos Quant. Q.Prod. Q.Improd. C.Prod. C.Improd. C.hora

    Trator de Esteira 1,00 1,00 0,00 348,66 146,18 348,66

    Motoescraper 3,00 0,77 0,23 333,47 157,07 878,70

    Motoniveladora 1,00 0,05 0,95 153,85 69,52 73,73

    Total 1301,09

    Mo de Obra Unid. Quant. R$ / h C.hora

    Encarregado de Turma h 0,3 16,71 5,01

    Servente h 3,0 5,57 16,71

    Total 21,72

    Produo da Equipe 320,00 Custo Horrio 1.322,81

    Custo Unitrio de Execuo Por M3 4,13

    Fonte : Revista Informador da Construes, ano base.

    Interpretao da composio: O custo horrio dos equipamentos calculado pelo somatrio

    do produto da quantidade produtiva pelo custo horrio produtivo mais a quantidade

    improdutiva pelo custo horrio improdutivo. O custo horrio total o somatrio do custo

    horrio dos equipamentos mais o custo horrio da mo de obra.

    O custo unitrio de execuo calculado pelo custo horrio total divido pela produo da

    equipe.

  • 32

    2.5 Procedimentos Tcnicos Iniciais

    2.5.1 Identificao dos Servios

    A planilha de oramento composta de todos os servios integrantes de uma obra e pode ser

    chamada de EAP, (Estrutura Analtica do Projeto) ou em ingls WBS, de Work Breakdown

    Structure.

    Segundo Silva (2005, p.11), A WBS a decomposio lgica do projeto em pequenas partes

    mais fceis de planejar, orar e executar. A planilha oramentria chamada de WBS do

    oramento. (ver ANEXO 4).

    2.5.2 Associao dos Servios s CPUS

    Aps a identificao do servio e do levantamento do seu quantitativo o mesmo necessita,

    para a elaborao do oramento, ser associado a uma composio de preos unitrios

    (CPUs) , onde apontar os insumos necessrios com seus respectivos consumos e

    produtividades para a realizao do servio, com isso toda a composio ser multiplicada

    pelo respectivo quantitativo. Abaixo segue exemplo de Associao de Servios CPUs:

    Itens Descrio Unid. Quant1 Alvenaria de Tijolo Furado e = 10cm m2 555

    No caso do nosso exemplo o servio de alvenaria de tijolo furado e=10 cm dever ser

    associado a seguinte composio:

    Alvenaria de Tijolo Cermico Furado e =10cm Unid = M2

    Insumos Unidade QuantidadeServente h 1,15Pedreiro h 1,10Areia Comum m 0,018Cimento Portland CP-32 kg 3,6Tijolo Cermico Furado 30x20x10cm

    Un 21,00

    O que significa que todos os insumos sero multiplicados pelo quantitativo do servio, no

    nosso exemplo 555 m, assim teremos:

  • 33

    Mo-de-obra

    Servente 1,15 h / m2 x 555 m2 = 638,25 horas

    Pedreiro 1,10 h / m2 x 555 m2 = 610,50 horas

    Materiais

    Areia Comum 0,018 m3 / m2 x 555 m2 = 9,90 m3

    Cimento Portland CP-32 3,60 kg / m2 x 555 m2 = 1998 kg

    Tijolo Cermico Furado 30x20x10 cm 21 Und / m2 x 555 m2 = 11.655 Unidades

    E assim sucessivamente, adota-se essa associao para todos os servios da planilha. Desta

    forma, obtm-se as quantidades reais dos insumos aplicveis a uma determinada obra.

    2.5.3 Levantamentos de Quantitativos

    Os levantamentos de quantidades devero ser executados com memria de clculo, seguir

    uma ordem cronolgica das atividades de construo e obedecer a certos procedimentos

    tcnicos para quantificao de determinados servios.

    Obs.: A perda de material no deve ser considerada no levantamento de quantidades e sim

    na composio do custo unitrio.

    Levantamento de quantidades pode envolver elementos de natureza diversos:

    Dimenses Exemplos

    Lineares Tubulao, meio-fio, sinalizao horizontal de estrada, rodap.

    Superfcie ou de rea Limpeza e desmatamento, Forma, alvenaria, forro, esquadria,pintura, impermeabilizao, plantio de grama.

    Volumtricos Concreto, escavao, aterro, dragagem, bombeamento.

    De peso Armao, estrutura metlica.

    Adimensionais Referem-se a servios que no so pagos por medidas, mas porsimples contagem, postes, portes, placas de sinalizao,comportas.

    Fonte: Mattos, 2006, p.44

    Segue abaixo alguns exemplos para levantamentos de quantidades conforme procedimentos

    tcnicos aplicveis:

    Alvenaria: Para o clculo da rea de alvenaria o mesmo obtido atravs da seguinte regra:

  • 34

    rea < 2 m No se desconta o vo

    rea > 2 m Desconta o que exceder a 2 m

    Obs.: O clculo feito Vo por Vo e no pela soma dos mesmos.

    Exemplo: Em uma parede de alvenaria de 8 metros por 2,80m de p direito, encontra-se uma

    porta de 80x210cm e uma janela de 300x150cm, para encontrarmos a rea de alvenaria

    faremos a seguinte clculo:

    rea Total: 8 x 2,80 = 22,40 m

    rea de desconto da porta = 0,80 m x 2,10 m = 1,69 m < 2,00 m Desconto = 0

    rea de desconto da Janela 3,00 m x 1, 50 m = ( 4,50 m > 2,00 m2 ) 2,00 m

    Desconto = 4,50 m 2,00 m = 2,50 m

    rea de Alvenaria = 22,40 m - 0 2,50 m 19.90 m

    Cobertura: A cobertura geralmente representada nos projetos arquitetnicos em projeo

    horizontal, assim sendo, para obteno da rea real do telhado, temos que multiplicar rea em

    projeo horizontal pelos fatores correspondentes a inclinao em porcentagem conforme

    detalhado no quadro abaixo:

    Inclinao % Graus Fator0% 0 15% 2,86 1,00110% 5,71 1,00515% 8,53 1,01120% 11,31 1,02025% 14,04 1,03130% 16,70 1,04435% 19,29 1,05940% 21,80 1,07745% 24,23 1,09750% 26,57 1,11855% 28,81 1,14160% 30,96 1,16665% 33,02 1,19370% 34,99 1,22175% 36,87 1,25080% 38,66 1,28185% 40,36 1,31290% 41,99 1,34595% 43,53 1,379

  • 35

    Inclinao % Graus Fator100% 45,00 1,414

    Fonte: Mattos, 2006, p.57

    Exemplo: Uma cobertura possui uma rea retangular de 22,00 m de comprimento por 10, 00

    m de largura e uma inclinao de 30% , para obteno da rea total do telhado faz-se o

    seguinte clculo:

    rea do telhado: 22,00 X 10, 00 X (fator de inclinao de 30% conforme tabela)

    1,044 = 229,68 M2

    Pintura: Para o clculo de pintura em determinadas peas como portas, esquadrias, grades,

    etc., que possuem uma maior dificuldade de execuo utilizamos um fator de multiplicao

    sobre sua rea conforme demonstrado no quadro abaixo:

    Peas Multiplicador

    Porta de madeira tipo prancheta c/ marcos e alizares 3

    Porta de madeira tipo veneziana com marcos e alizares 5

    Janelas de Madeira ou Metlica p/ receber vidros 2

    Janela de Madeira tipo veneziana 3

    Elemento Vazado 4

    2.5.4 Cotao de Insumos

    Segue abaixo orientaes bsicas importantes para a cotao dos insumos:

    Efetuar a cotao com os quantitativos apurados;

    Documentar a cotao Garantia do Preo de Fornecedores;

    Cuidado com Promoes / Ofertas e Unidades;

    Reajustes dos materiais Insumos Chaves dos Oramentos;

    Apurao do peso dos insumos atravs da Curva ABC;

    Atentar para a data base da construo civil.

  • 36

    2.6 Encargos Sociais

    2.6.1 Classificao dos Encargos

    Grupo A Bsicos: Obrigados por lei que incidem sobre a folha de pagamento.

    Grupo B Sociais 1: So aqueles que sofrem incidncia dos encargos sociais bsicos.

    Grupo C Sociais 2: So aqueles que no sofrem incidncia dos encargos sociais bsicos.

    Grupo D Taxa de Reincidncia.

    2.6.2 Clculo das Horas Produtivas

    Para o clculo dos encargos sociais necessita-se inicialmente do clculo das horas produtivas

    cujo seu detalhamento segue abaixo:

    Dados bsicos para clculo

    Jornada de trabalho semanal = 44 horas semanais

    Semana = 6 dias ( Segunda a Sbado)

    Jornada diria = 44 horas semanais 6 dias = 7,3333 h / dia

    Jornada Mensal 7,3333 h/dia x 30 dias = 220 h / ms

    N de semanas p/ ms 365 dias / ano 12 meses / ano 7 dias/semana = 4,3452

    semanas / ms

    Obs.: Regime usual de trabalho na construo civil

    2 a 5 feira de 7h s 17h = 9 h/dia = 36 h/semana

    6 feira das 7h s 16h = 8 h/dia = 8 h/semana

    Total = 44 h/semanais

    Clculo de Horas Totais Anual

    Jornada mensal de trabalho = 220 horas/ms

    Jornada diria de trabalho = 220 horas/30 dias = 7,3333 horas/dia

    1 ano = 365 dias x 7,3333 h = 2.676,65 h

    Clculo de Horas Descontadas

  • 37

    Descanso Semanal Remunerado = 52 domingos x 7,3333 h = 381,33 h

    Feriados = 13 dias x 7,3333 h = 95,33 h

    Auxlio enfermidade = 15 dias x 7,3333 h x 15% = 2,25 dias = 16,50 h

    Licena paternidade = 5 dias x 7,3333 h x 19,40% = 0,97 dias = 7,11 h

    Dias de chuva/faltas justificadas/acidentes de trabalho/greves/falta ou atrasos na

    entrega dos materiais ou servios na obra/outras dificuldades = 12,96 dias x 7,3333 h

    = 95,04 h

    Total de horas apuradas = 595,31 h

    Clculo das Horas Produtivas

    Clculo de Horas Totais Anual 2.676,65 h

    Clculo de Horas Descontadas (-) 595,31 h

    Total das Horas Produtivas 2081,34 h

    Horas Produtivas = 2081,34 h, o que equivale a 283,82 dias teis por ano (2081,34 horas no

    / 7,3333 horas dia).

    2.6.3 Demonstrativo dos Encargos Sociais Horista e Mensalista

    Com o clculo das horas produtivas podemos calcular e detalhar os encargos sociais que se

    divide em Horistas e Mensalista conforme descrito na PINI:

    2.6.3.1 Encargos Sociais - Horista

    2.6.3.1.1 Grupo A: Encargos Sociais Bsicos

    A1 Previdncia Social (20%): Tal contribuio fixada por Lei e seu recolhimento mensal

    feito sobre todas as parcelas pagas a ttulo de remunerao do trabalho. O decreto-lei 2318

    de 30.12.86 extinguiu o limite mximo para a contribuio do empregador.

    Conforme Lei n7787 de 30.06.89, a Contribuio para Previdncia Social passou para 20%

    (vigncia 01.09.89) sobre o total das remuneraes pagas ou creditadas, limitadas at 10

  • 38

    salrios mnimos, no decorrer do ms, aos segurados empregados, avulsos, autnomos e

    administradores, abrangendo e extinguindo as contribuies para salrio-famlia, salrio-

    maternidade, abono-anual e o pr-rural, bem como a Contribuio Bsica para a Previdncia

    Social, que juntas somavam 17,45% e passam a partir desta data para 20%.

    A2 Fundo de Garantia por Tempo de Servios (8,0%):De acordo com o que dispe a Lei

    5.107, de 13.09.1966, e em consonncia com o seu respectivo Regulamento (Decreto 59.820,

    de 20.12.1966), todas as empresas sujeitas a Consolidao das Leis do Trabalho (CLT) ficam

    obrigadas a depositar, em conta bancria vinculada, importncia correspondente a 8% (oito

    por cento) da remunerao de cada empregado, inclusive 13o.salrio, optante ou no, do

    sistema institudo pelo Fundo de Garantia por Tempo de Servio (FGTS), a qualquer ttulo, e

    sem limite.

    A3 Salrio educao: 2,50%: Conforme decreto N. 7.043 de 22.03.1982.

    A4 Servio Social da Indstria (SESI) 1,50%: Conforme lei N. 5.107 de 13.09.1966.

    A5 Servio Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) 1,00%: Conforme decreto

    N. 6.246 de 05.02.44

    A6 Servio de Apoio Pequena e Mdia Empresa (SEBRAE) 0,60%: Institudo

    conforme Medida Provisria N. 151/90 e Leis 8029 de 12/04/90 e 8154 de 28/12/90, com

    contribuio escalonada em 0,1% em 1991, mais 0,2% em 1992 e mais 0,3% em 1993,

    totalizando o recolhimento de 0,6%, em vigor.

    A7 . INCRA 0,20%: Conforme lei 2613/55 que autorizou a Unio a criar o Servio Social

    Rural, Decreto-lei 1110/70 que instituiu o INCRA, extinguindo o Instituto Brasileiro de

    Reforma Agrria e Instituto de Desenvolvimento Agrrio e Decreto-lei 1146 de 31.12.1970,

    que consolidou os dispositivos sobre as contribuies criadas pela lei 2613/55.

    Todos os encargos acima representam taxas fixas de recolhimento obrigatrio pelas empresas.

    A8 Seguro contra os riscos de acidentes do trabalho (3%): De acordo com a Portaria N.

    3002 de 02.01.92 do Ministrio de Estado do Trabalho e Previdncia Social, a contribuio da

    empresa destinada ao financiamento da complementao das prestaes por acidente de

  • 39

    trabalho, competncia Novembro/91, passou para 3% sobre o total das remuneraes pagas ou

    creditadas, no decorrer do ms, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e mdico-

    residentes, referindo-se ao item III, empresas em cuja atividade preponderante o risco seja

    considerado grave. Cabe ressaltar que essa taxa pode ser reduzida atravs da eficcia da

    preveno de acidentes, medida anualmente pelos coeficientes de gravidade e de frequncia

    de acidentes registrados em cada empresa.

    A9 SECONCI - Servio Social da Indstria da Construo e do Mobilirio (1%):

    Somente aplicvel em localidade onde exista ambulatrio do SECONCI, s empresas filiadas

    aos Sindicatos de Grandes Estruturas ou s empresas de construo civil em cujos Acordos

    Sindicais j esteja prevista tal contribuio.

    possvel para empresas que no se enquadram nas situaes acima associar-se ao SECONCI,

    que garante benefcios mdicos assistenciais aos funcionrios. Porm nesses casos a

    contribuio passa para 3%.

    A porcentagem relativa ao SECONCI foi fixada em acordos salariais sucessivos, a mesma

    de: A = 37,80% (Total).

    2.6.3.1.2 Grupo B: Encargos Sociais que recebem as incidncias de A

    B1 Descanso Semanal e Feriados (22,90%): Sobre as 2081,34 horas de produo durante

    um ano, h que se considerar as horas correspondentes aos 52 domingos e 13 feriados, ou seja,

    476,66 horas (65 x 7,3333 h) pagas pelos empregadores, onde:

    476,66 x 100 / 2081,34 = 22,90%.

    B2 Auxlio Enfermidade (0,79%): Em conformidade com o que dispe a Lei 3.807 de

    26.08.1960, os primeiros 15 dias de auxlio-doena concedidos pelo INSS devem ser pagos

    pelos empregadores. Nestas condies, a deduo poder ser orientada da seguinte forma:

    15 x 7,3333 x 100 / 2081,34 = 5,29%

    Porm, segundo dados estatsticos constante do Anurio Estatstico do Brasil de 1990 (IBGE),

    somente 15% dos beneficirios do INSS recorrem a esse auxlio. Teremos assim:

  • 40

    5,29 x 0,15 = 0,79%

    B3 Licena Paternidade (0,34%): Considerando-se incidncia de indivduos do sexo

    masculino no setor da construo civil da ordem de 97% e que somente 20% desse pessoal

    obter o benefcio da licena paternidade, temos, para os 5 dias de afastamento, que foi fixado

    provisoriamente, conforme artigo 10, inciso II, 1 das Disposies Transitrias da Nova

    Constituio:

    7,3333 x 5 x 0,97 x 0,20 x 100 / 2081,34 = 0,34%

    B4 13 salrio (10,57%): Atravs da Lei 4.090 de 13.07.1962, os empregadores esto

    obrigados ao pagamento de um 13 salrio, a ser liquidado no ms de dezembro de cada ano,

    podendo a primeira metade ser paga por ocasio das frias dos empregados.

    Relacionamos ento a influncia desses 30 dias sobre o montante das horas produtivas,

    lembrando que de acordo com a lei 7787 de 30.06.89 o 13 salrio passa a receber incidncias

    globais dos Encargos Bsicos:

    30 x 7,3333 x 100 / 2081,34 = 10,57%

    B5 Dias de chuva/faltas justificadas/acidentes de trabalho/greves/falta ou atraso na

    entrega de materiais ou servios na obra/outras dificuldades (4,57%): Os dias de chuva

    so dias no trabalhados, mas pagos. Portanto, passam a ser includos nos Encargos Sociais

    que recebem as incidncias dos encargos do grupo A. Conforme dados do Instituto Nacional

    de Meteorologia, nos ltimo 10 anos tem chovido, em mdia, 128 dias no ano. Se no ano

    temos 283,82 dias teis, para calcularmos proporcionalmente quantos dias chuvosos so dias

    teis: 283,82 x 128 / 365 = 99,53 dias = 729,89 horas.

    Dessas 729,89 horas, considerando que 20% ocorrem durante o dia ou tem durao

    considervel, temos: 729,89 x 0,20 = 145,98 horas. Como em uma obra apenas 20% das

    atividades necessitam de bom tempo: 145,98 x 0,20 = 29,20 horas ou 3,98 dias.

    Conforme artigo 473 da CLT, permitido ao empregado se ausentar do trabalho sem perda de

    remunerao, nos casos de morte do cnjuge, casamento, doao de sangue, servio militar e

    alistamento eleitoral, totalizando 8 dias/ano.

  • 41

    Consideraremos a incidncia de 3 faltas nessas circunstncias, mais 6 dias de afastamento por

    motivo de acidentes de trabalho, greves, falta ou atraso na entrega de materiais ou servios na

    obra e outras dificuldades (estimativa), ou seja 9 dias, que somados aos 3,98 dias de chuva

    totalizam 12,98 dias por ano:

    12,98 x 7,3333 x 100 / 2081,34 = 4,57%

    B = 39,17% (Total)

    2.6.3.1.3 Grupo C: Encargos Sociais que no recebem as incidncias globais de A

    C1 Depsito por despedida injusta [50% sobre A2 + (A2 x B) = 5,56%]: A referida taxa

    destina-se a prover o depsito de 40% sobre o valor do Fundo de Garantia, as que esto

    obrigados os empregadores quando dispensam empregados sem justa causa. Na indstria da

    construo civil, mais do que em qualquer outra, tal fato ocorre com maior freqncia, eis que

    ao trmino de um dado volume de obras, e, sobretudo na eventual falta de outras, os

    empresrios recorrem resciso contratual, para no sobrecarregar inutilmente as suas folhas

    de pagamento. Tero agora, no ato da dispensa sem culpa do empregado, de depositar 40%

    sobre o que estiver na conta do FGTS em nome desse empregado.

    Sabendo-se que a taxa de 8% do FGTS recai tambm sobre os encargos que capitulamos no

    item "B", ser necessrio completar os 8% com mais essa reincidncia. Neste caso, os 40% do

    depsito obrigatrio a que aludimos dever incidir sobre 8% + (8% x 39,17%).

    A lei complementar N. 110, de 29.06.2001, instituiu uma contribuio adicional de dez por

    cento sobre o total dos depsitos do FGTS quando a empresa demite o trabalhador sem justa

    causa, com vigncia a partir de 01/10/2001. Essa contribuio refere-se reposio dos

    expurgos ocorridos nos Planos Vero (Fevereiro de 1989) e Collor 1 (Maro de 1990) sobre

    os depsitos do FGTS. Assim, a multa passa de 40% para 50% para as dispensas

    injustificadas. Como a Lei no define prazo de vigncia, possvel que as empresas venham a

    pagar os 10% at que o patrimnio do FGTS seja reconstitudo. Teremos:

    0,50 x [0,08 + (0,08 x 0,3917)] x 100 = 5,56%

    C2 Frias (14,06%): Dada a taxa de rotatividade na construo civil, as frias anuais sero

    necessariamente indenizadas. Dessa forma, obtm-se: 30 x 7,3333 x 100 / 2081,34 = 0,57%

  • 42

    Conforme o que dispe o artigo 7, inciso XVII, dos direitos sociais previsto pela

    Constituio da Repblica Federativa do Brasil, as frias anuais devem ser remuneradas com,

    pelo menos, um tero a mais do que o salrio normal. Assim, teremos:

    10,57 x 1,33 = 14,06%

    Conforme Decreto N. 90.817, de 17.01.1985 - DOU 18.01.1985 e Lei 8212 e 8213/91 (Plano

    de Custeio e Plano de Benefcios da Previdncia Social, art.28, 9), alterada pela Lei 9528

    (10.12.97), no incide contribuio previdenciria nos casos de frias indenizadas (integrais

    ou proporcionais), no gozadas, mas pagas em dinheiro, ao final do contrato de trabalho.

    C3 Aviso Prvio (13,12%): H dois casos distintos de aviso prvio:

    a) 100% indenizado ( 1, art.487, da CLT);

    b) com horrio reduzido de duas horas dirias, sem prejuzo do salrio, conforme art.488 da

    CLT.

    Partindo-se da hiptese que em construo civil, do total dos casos de aviso prvio, 100%

    pertencem ao tipo a. e considerando-se ainda que o tempo mdio de permanncia na obra de

    um funcionrio 9,67 meses (*), conforme dados obtidos de boletim do CEBAT Ministrio

    do Trabalho, temos:

    30 x 7,3333 x 100 / (2081,34 x 9,67) = 13,12%

    12

    Conforme Lei 8212 e 8213/91 (Plano de Custeio e Plano de Benefcios da Previdncia Social,

    art.28, 8), alterada pela Lei 9528 (10/12/97), no incide contribuio previdenciria nos

    casos de aviso prvio indenizado. Apenas durante a vigncia da Medida Provisria 1523-7 (de

    30/04/97 a 10/12/97) foi devida a cobrana: C = 32,74% (Total).

    2.6.3.1.4 Grupo D: Taxa de Reincidncia

    D1 Reincidncia de A sobre B. (37,80% x 39,17%) = 14,81%: Calculando a incidncia

    dos 37,80% do agrupamento representado pelos encargos sociais bsicos, sobre os 39,17%

    dos que recebem a sua reincidncia, deve-se acrescentar ao total mais 14,81%.

    D2 Reincidncia de (A A9). Sobre C3. (36,80% x 13,12%) = 4,83%: O decreto 6.727,

    de 12-1-2009, determina a incidncia de contribuio previdenciria sobre o valor pago a

  • 43

    ttulo de aviso prvio indenizado e cumpre considerar ainda a influncia do Fundo de Garantia

    por Tempo de Servio sobre o aviso prvio indenizado, conforme Instruo Normativa N. 3

    de 26.06.96, da Secretaria de Fiscalizao do Trabalho.

    36,80 % sobre 13,12% = 4,83%.

    D = 19,63% (Total)

    Encontramos assim a porcentagem total que incide sobre o valor nominal da mo-de-obra

    operacional aplicada na indstria de construes, quando se executam oramentos pelo

    sistema de composies de preos unitrios: 129,34%.

    2.6.3.2 Encargos Sociais - Mensalista

    Os encargos sociais para o regime mensalista seguem a seguinte metodologia:

    Para o Grupo A - Encargos Sociais Bsicos acompanham o mesmo disposto nos encargos

    utilizados para o regime horista. Para os demais grupos B, C e D conforme disposto abaixo:

    2.6.3.2.1 Grupo B: Encargos Sociais que recebem as incidncias de A

    B1 13 salrio (8,22%): Atravs da Lei 4.090 de 13.07.1962, os empregadores esto

    obrigados ao pagamento de um 13 salrio, a ser liquidado no ms de dezembro de cada ano,

    podendo a primeira metade ser paga por ocasio das frias dos empregados.

    Relacionamos ento a influncia desses 30 dias sobre o montante das horas trabalhadas,

    lembrando que de acordo com a lei 7787 de 30.06.89 o 13 salrio passa a receber incidncias

    globais dos Encargos Bsicos:

    30 x 7,3333 x 100 / 2676,65 = 8,22%

    B = 8,22% (Total)

    2.6.3.2.2 Grupo C: Encargos Sociais que no recebem as incidncias globais de A

    C1 Depsito por despedida injusta [50% sobre A2 + (A2 x B) = 4,32%]: A referida taxa

    destina-se a prover o depsito de 40% sobre o valor do Fundo de Garantia, as que esto

  • 44

    obrigados os empregadores quando dispensam empregados sem justa causa. Na indstria da

    construo civil, mais do que em qualquer outra, tal fato ocorre com maior freqncia, eis que

    ao trmino de um dado volume de obras, e, sobretudo na eventual falta de outras, os

    empresrios recorrem resciso contratual, para no sobrecarregar inutilmente as suas folhas

    de pagamento. Tero agora, no ato da dispensa sem culpa do empregado, de depositar 40%

    sobre o que estiver na conta do FGTS em nome desse empregado.

    Sabendo-se que a taxa de 8% do FGTS recai tambm sobre os encargos que capitulamos no

    item "B", ser necessrio completar os 8% com mais essa reincidncia. Neste caso, os 40% do

    depsito obrigatrio a que aludimos dever incidir sobre 8% + (8% x 8,22%).

    A lei complementar N. 110, de 29.06.2001, instituiu uma contribuio adicional de dez por

    cento sobre o total dos depsitos do FGTS quando a empresa demite o trabalhador sem justa

    causa, com vigncia a partir de 01/10/2001. Essa contribuio refere-se reposio dos

    expurgos ocorridos nos Planos Vero (Fevereiro de 1989) e Collor 1 (Maro de 1990) sobre

    os depsitos do FGTS. Assim, a multa passa de 40% para 50% para as dispensas

    injustificadas. Como a Lei no define prazo de vigncia, possvel que as empresas venham a

    pagar os 10% at que o patrimnio do FGTS seja reconstitudo. Teremos:

    0,50 x [0,08 + (0,08 x 0,822)] x 100 = 4,32%

    C2 Frias (10,93%): Dada a taxa de rotatividade na construo civil, as frias anuais sero

    necessariamente indenizadas. Dessa forma, obtm-se:

    30 x 7,3333 x 100 / 2676,65 = 8,22%

    Conforme o que dispe o artigo 7, inciso XVII, dos direitos sociais previsto pela

    Constituio da Repblica Federativa do Brasil, as frias anuais devem ser remuneradas com,

    pelo menos, um tero a mais do que o salrio normal. Assim, teremos: 8,22 x 1,33 = 10,93%

    Conforme Decreto N. 90.817, de 17.01.1985 - DOU 18.01.1985 e MP 1523-7 de 30/4/97,

    no incide contribuio previdenciria nos casos de frias indenizadas (integrais ou

    proporcionais), no gozadas, mas pagas em dinheiro, ao final do contrato de trabalho.

    C3 Aviso Prvio (10,20%): H dois casos distintos de aviso prvio:

    a) 100% indenizado ( 1, art.487, da CLT);

  • 45

    b) com horrio reduzido de duas horas dirias, sem prejuzo do salrio, conforme art.488 da

    CLT.

    Partindo-se da hiptese que em construo civil, do total dos casos de aviso prvio, 100%

    pertencem ao tipo a. e considerando-se ainda que o tempo mdio de permanncia na obra de

    um funcionrio 9,67 meses (*), conforme dados obtidos de boletim do CEBAT Ministrio

    do Trabalho, temos:

    30 x 7,3333 x 100 / (2676,65 x 9,67) = 10,20%

    12

    Conforme o decreto 6.727, de 12.1.2009, que altera o Regulamento da Previdncia Social,

    revogando a no incidncia da contribuio previdenciria sobre o valor pago a ttulo de aviso

    prvio indenizado.

    C =25,45% (Total)

    2.6.3.2.3 Grupo D: Taxa de Reincidncia

    D1 Reincidncia de A sobre B (37,80% x 8,22%) = 3,11%: Calculando a incidncia dos

    37,80% do agrupamento representado pelos encargos sociais bsicos, sobre os 8,22% dos que

    recebem a sua reincidncia, deve-se acrescentar ao total mais 4,32%.

    D2 Reincidncia de (A A9) sobre C3 (36,80% x 10,20%) = 3,75%: O decreto 6.727, de

    12-1-2009, determina a incidncia de contribuio previdenciria sobre o valor pago a ttulo

    de aviso prvio indenizado e cumpre considerar ainda a influncia do Fundo de Garantia por

    Tempo de Servio sobre o aviso prvio indenizado, conforme Instruo Normativa n. 3 de

    26/6/96, da Secretaria de Fiscalizao do Trabalho 36,80 % sobre 10,20% = 3,75%:

    D = 6,86% (Total)

    Total Geral (A+B+C+ D) = ( 37,80 +8,22 + 25,45 + 3,75 ) = 78,33%

    Encontramos assim a porcentagem total que incide sobre o valor da mo-de-obra mensalista,

    aplicada na indstria de construes sobre os valores de folha de pagamento: 78,33%. (ver

    ANEXO 5).

  • 46

    2.6.4 Encargos Complementares

    Os encargos complementares abaixo podem ser includos nos encargos sociais:

    Vale-Transporte

    Refeio Mnima (Caf da Manh)

    Refeies

    Seguro de Vida e Acidentes em Grupo

    Cesta Bsica

    Equipamentos de proteo individual;

    Ferramentas

    Segundo a PINI 2009, os itens abaixo discriminados tambm devem ser includos no clculo

    de Leis Sociais. Porm, cada empresa deve adot-los segundo seu critrio, lembrando que

    vale transporte e as refeies podem ser parcialmente deduzidas do Imposto de Renda

    diminudas as parcelas cobradas dos empregados:

    2.6.4.1 Adicionais Legais

    A legislao trabalhista determina alguns adicionais que dependendo da situao devero

    compor o clculo do salrio do trabalhador:

    Trabalho Noturno

    Insalubridade

    Periculosidade

    2.6.4.2 Trabalho Noturno

    Corresponde a um acrscimo de 20% sobre a remunerao da Hora diurna. O Adicional

    Noturno definido pela lei como sendo o perodo entre as 22 horas de um dia e s 05 horas do

    dia seguinte. Essas jornadas so de 7 horas e equipara-se jornada diurna de 8 horas. A

    diferena se deve ao fato de que a lei considera a hora noturna como tendo durao de 52,5

    minutos. Assim sendo a majorao ser de (60/52, 5x1, 20) = 1,3714%.

  • 47

    2.6.4.3 Insalubridade

    Segundo Mattos (2006, p. 94):O adicional de insalubridade devido quando ocorre exerccio de trabalho emcondies insalubres, ou seja, em atividades ou operaes que, por sua natureza,condies ou mtodos de trabalho, exponham os empregados e agentes nocivos sade acima dos limites de tolerncia fixados em razo da natureza e da intensidadedos agentes e do tempo mximo de exposio aos seus efeitos (Consolidao dasleis do trabalho art. 189).A versatibilidade de escala da insalubridade forou sua classificao em gruas deintensidade: mxima, mdia e mnima. A Norma Regulamentadora NR-15 traz umquadro que classifica cada fonte de insalubridade conforme o grau.

    O adicional de insalubridade tem como base de clculo o salrio mnimo e varia conforme o

    mesmo:

    Grau Adicional

    Mnimo 10%

    Mdio 20%

    Mximo 40%

    2.6.4.4 Periculosidade

    Segundo Mattos (2006, p. 95):O Adicional de periculosidade devido quando ocorre exerccio de trabalho, ematividades ou operaes perigosas que, por sua natureza ou mtodos de trabalho,impliquem o contato permanente com inflamveis ou explosivos em condies derisco acentuado (CLT art. 193).A periculosidade uniforme e dispensa graduao indenizatria, ou seja, seupercentual nico: 30% sobre o salrio do empregado no sobre o salrio mnimocomo na insalubridade.

    Os adicionais de insalubridade e de periculosidade no se acumulam. Aplica-se o que for mais

    vantajoso para o trabalhador.

    2.7 BDI

    2.7.1 Definio

  • 48

    A sigla BDI vem da expresso em ingls Budget Difference Income, e possui a traduo de

    Receita Adicional alm do Oramento. A traduo para o portugus estabelece o termo

    Bonificao e Despesas Indiretas.

    Em resumo, o BDI uma percentual que apropria os custos indiretos, tributos administrao

    central, encargos financeiros, riscos e a margem do lucro planejado, e que acrescido aos

    custos diretos, formam o preo de venda de um empreendimento.

    2.7.2 Composio

    O BDI composto por um conjunto de despesas que envolvem a obra e que no podem ser

    mensurados na planilha dos custos diretos.

    So componentes do BDI:

    Custos Indiretos

    Instalaes Provisrias

    Mo-de-obra Indireta

    Equipamentos

    Mobilizao e Desmobilizao da Equipe

    Administrao Local

    Administrao Central

    Encargos Financeiros

    Riscos e Eventuais

    Tributos

    Lucro

    2.7.2.1 Custos Indiretos

    Compreende na valorizao dos custos que so parte integrante da obra, mas que no so

    apropriados nos clculo das CPUs, pois no so aplicados diretamente em servios presentes

    no escopo do projeto.

    Os custos indiretos so variveis diretamente ligados ao prazo e ao tipo da obra. So

    componentes do Custo Indireto:

  • 49

    Instalaes Provisrias: Pose ser tratado tambm como Canteiro de Obra, trata-se da

    implantao de toda estrutura necessria que dar o suporte fsico para os profissionais e

    condies gerais para a execuo da obra. (ver ANEXO 6).

    Mo-de-obra Indireta: Trata-se de todos os profissionais que embora envolvidos

    indiretamente ou diretamente na obra, no so apropriados nas CPUs. Nesse grupo podemos

    citar: engenheiro, mestre-de-obras, tcnico de segurana, almoxarife, vigia, engenheiro de

    segurana do trabalho, encarregados motoristas etc., (ver ANEXO 7).

    Equipamentos: Trata-se dos equipamentos utilizados na execuo da obra que o no so

    apropriados na CPUs. Compreendem os veculos leves, betoneira, compressor, retro-

    escavadeira, caminho pipa, trator, pick-up, mquina de solda, andaimes, etc., (ver ANEXO

    8).

    Mobilizao e Desmobilizao da Equipe: Para o item de mobilizao e desmobilizao,

    devem-se considerar todas as despesas necessrias para o inicio e trmino das atividades

    baseado nas condies gerais da obra. (ver ANEXO 9).

    Administrao Local: Inclui todos os custos preliminares para o inicio dos servios, todas as

    despesas necessrias para a manuteno da estrutura montada na localidade da obra e os

    custos diversos especficos exigidos, assim sendo, pode-se considerar que a administrao

    local torna-se a uma mini filial provisria da empresa na localidade onde so realizados os

    servios. (ver ANEXO 10).

    2.7.2.2 Administrao Central

    A Administrao Central, tambm tratada como Incidncia na Matriz. So as despesas

    ocorridas na sede da empresa a qual fornece a estrutura gerencial para a realizao das obras.

    Para a manuteno da sede necessrio que cada obra contribua com um percentual cujo esse

    rateio realizado dependendo do porte de cada empreendimento. Esse valor poder variar de

    3% a 12%. Segue a frmula para clculo da Administrao Central:

    AC% = AC x 100%

    C.anual

  • 50

    Onde:

    AC = Custo da Despesa Anual c/ Adm. Central

    C.anual = Custo Direto Anual

    Para maiores anlises (ver ANEXO 11).

    2.7.2.3 Custos Financeiros

    Resume na necessidade da empresa a buscar emprstimo em instituies financeiras esse

    recurso utilizado para inicio dos servios ou por condies de pagamento do contrato. Segue

    a frmula para clculo dos Custos Financeiros:

    n/30

    CF% = ((1+i) 1))

    i = Taxa de juros mensais de aplicaes financeiras

    n = Nmero de dias decorridos entre a data do desembolso e a efetiva data do recebimento

    contratual.

    2.7.2.4 Riscos e Eventuais

    So verbas consideradas em propostas conforme o nvel de detalhamento do edital e as

    condies gerais do empreendimento.

    Segundo o PMI o gerenciamento de riscos deve ser efetuado pelo desenvolvimento de seis

    atividades:

    Identificao de riscos;

    Anlise qualitativa;

    Anlise quantitativa;

    Planejamento de respostas a riscos;

    Monitoramento e controle de risco;

    Planejamento de gerenciamento de riscos.

  • 51

    2.7.2.5 Tributos

    So tributos federais e municipais obrigatrios que incidem sobre o faturamento ou lucro das

    empresas.

    Tributo Municipal: Trata-se de um tributo municipal cobrado pela prestao de servios no

    local de execuo da obra ou de servio.

    ISS Imposto sobre servio: Cada municpio estabelece uma alquota que vai de 2,0% a

    5,0 % sobre a despesa da mo-de-obra no local de execuo da obra. Nas faturas de servios

    de execuo dever haver a meno explcita da utilizao de materiais e estar indicado o

    valor correspondente parcela da mo de obra.

    Tributos Federais: So Tributos obrigatrios que incidem sobre o faturamento das empresas.

    PIS Programa de Integrao Social

    COFINS Financiamento de Seguridade Social

    IRPJ Imposto de Renda de Pessoa Jurdica

    CSLL Contribuio Social p/ Lucro Lquido

    O Clculo do IRPJ e CSLL depende do regime tributrio adotado, estabelece duas formas de

    apurao do lucro:

    Lucro Real - Os tributos incidem sobre o lucro operacional da empresa.

    Lucro Presumido - Os tributos incidem sobre o preo de venda da obra.

    Clculo do IRPJ e CSLL para o regime de Lucro Real

    IRPJ Imposto de Renda de Pessoa Jurdica 15% sobre o lucro real da empresa at

    R$ 20.000,00 por ms. Caso o lucro exceda R$ 20.000,00 por ms, incide um adicional de

    10% , passando para uma alquota de 25%.

    CSLL - Contribuio Social p/ Lucro Lquido 9% sobre o lucro real da empresa at

    R$ 20.000,00 por ms.

  • 52

    Lucro Real Tabela Exemplo:

    Tributos %

    ISS 1,5% a 5,00 %

    CONFINS 3,00 %

    PIS 0,65 %

    IR 15% / 25%

    CSLL 9 %

    ISS, CONFINS e PIS - Apurados sobre o preo de venda.

    ISS - Varivel por localidade.

    IR E CSLL - Apurados sobre o lucro real.

    Clculo do IRPJ e CSLL para o regime de Lucro Presumido

    IRPJ Imposto de Renda de Pessoa Jurdica, alquota 15%. Base de Clculo 8% da receita

    bruta (estabelecida governo). Forma de Clculo - 0,15 x 8% - 1,2% sobre o preo de venda

    CSLL - Contribuio Social p/ Lucro Lquido. Alquota - 9%. Base de Clculo - 12% da

    receita bruta (governo). Forma de Clculo - 0,09 x 12% - 1,08% sobre preo de venda.

    Lucro Presumido:

    Despesas tributrias Prestao de Servio por Preo Global

    Tributo Receita Base Alquota Incidncia

    CONFINS 100% 100% 3,00% 3,00%

    PIS 100% 100% 0,65% 0,65 %

    IRPJ 100% 8% 15,00% 1,20 %

    CSLL 100% 12% 9,00 % 1,08%

    ISS 100% X 1,5 a 5% YFonte: Silva, 2005, pg. 60/61

  • 53

    Despesas tributrias Prestao de Servios de Mo de Obra

    Tributo Receita Base Alquota Incidncia

    CONFINS 100% 100% 3,00% 3,00%

    PIS 100% 100% 0,65% 0,65 %

    IRPJ 100% 32 % 15,00% 4,80 %

    CSLL 100% 32% 9,00 % 2,88%

    ISS 100% X 1,5 a 5% YFonte: Silva, 2005, pg. 60/61

    Tributos Diversos: Aqueles que so includos nas notas fiscais dos fornecedores de materiais

    de construo e servios:

    IPI - Imposto sobre produto industrializado;

    ICMS Imposto sobre circulao de mercadorias e servios;

    II Imposto de importao;

    2.7.2.6 Lucro

    Tambm conhecido como: Margem ou Resultado, o percentual destinado de remunerao a

    empresa contratada.

    O percentual usualmente aplicado para esse fim gira em torno de 5% a 12% do valor da obra

    e pode variar de acordo com a estratgia utilizada pela empresa e/ou com o tipo de obra.

    2.7.3 Preo de Venda

    O clculo do Preo de Venda e o BDI, realizado tendo por base a planilha de oramento,

    contendo todos os custos diretos e indiretos, bem como os custos referentes aos encargos

    financeiros, administrao central, impostos e lucro. Os valores do Preo de Venda e do BDI so,

    ento obtidos, a partir desses dados, aplicando-se as frmulas descritas abaixo:

    Preo de Venda:

    PV = (CD + CI + AC + CF + R)

    1 ( T% + L% )

  • 54

    BDI:

    BDI = PV - 1 x 100

    Custo Direto

    2.7.4 Nova Metodologia do BDI

    A nova metodologia do BDI, elaborada pelo Engenheiro Civil Paulo Roberto Vilela Dias,

    MSc, elimina o conceito de Custos Indiretos do BDI e adotada planilhas especficas para

    itens Mobilizao / Desmobilizao e Administrao Local, sendo assim, os mesmos passam

    a ser apurados como Custos Diretos; O BDI ser composto exclusivamente por Administrao

    Central, Lucro e Impostos incidentes sobre o Preo de Venda e Despesas Financeiras

    incidentes sobre o Custo Direto.

    2.7.5 Consideraes sobre o BDI

    Os impostos que entram no BDI so somente aqueles que incidem sobre o faturamento (preo

    de venda):

    Imposto Incidncia

    CONFINS BDI

    PIS BDI

    ISSQN BDI

    IRPJ / CSLL BDI

    ICMS Material

    IPI Material e Equipamento

    INSS / FGTS Encargos

    IPVA Equipamento

  • 55

    As propostas comerciais, na maioria das vezes, no apresentam a mesma taxa de BDI;

    O BDI real no possui uma taxa superior preestabelecido;

    Empresas podem apresentar BDI diferentes para a mesma concorrncia;

    Obras de grande porte, prazo extenso e metodologia simples tendem a ter um BDI

    menor, enquanto obras de pequeno porte, prazo rpido e metodologia complicada

    tendem a um BDI maior.

    O BDI diferenciado uma alternativa que pode ser adotada a qual preserva o preo

    final, porm no se aplica a todos os servios uma taxa de BDI nica, praticando um

    desbalaneamento do BDI na planilha de venda.

  • 56

    3 RECURSOS DE ANLISES

    3.1 Planejamento Bsico

    O planejamento bsico consiste no dimensionamento das equipes para a realizao de

    determinadas atividades conforme os parmetros de produtividade e prazo, composto pela

    ordem cronolgica de execuo e ligado com as atividades Antecessoras e Sucessoras.

    O recurso de planejamento liga as Atividades aos Prazos de execuo durante o perodo

    de obra.

    3.2 Curva ABC

    A curva ABC, que significa a Atividade Baseada no Custo, consiste no mtodo de

    classificao dos insumos ou servios conforme o maior impacto financeiro no

    empreendimento.

    3.3 Histogramas

    Recurso de planejamento que liga os insumos destinados execuo de atividades em um

    determinado perodo de tempo, aplicado a Mo-de-obra Direta e Indireta e Equipamentos.

    3.4 Organogramas

    Recurso de planejamento que discrimina uma hierarquia de funes para determinado

    empreendimento.

  • 57

    4 TIPOS DE CONTRATAO

    Podemos dividir os tipos de contratao nas seguintes modalidades:

    4.1 Preos Unitrios;

    Segundo Tisaka (2006, p. 29):Custo direto mais BDI. O custo unitrio composto pela soma de todos os custosunitrios mais todos os custos diretamente relacionados com a produo. O CustoUnitrio de cada servio o resultado do produto Quantidade x Preo Unitrio dacada um dos insumos, os quais, multiplicados pelo BDI, viram Preo Unitrio. Opreo total a soma de todos os resultados parciais dos servios envolvidos.O pagamento feito atravs da medio no campo dos quantitativos dos serviosrealizados a cada perodo.

    4.2 Preo Global;

    O Custo Direto global mais BDI, nesse caso as quantidades dos servios sopreviamente determinadas, arcando o consultor com os riscos de um eventual errona quantificao de cada servio. A medio no campo dos servios realizadosnormalmente se faz pela determinao do percentual executado de cada servio, ato limite do valor proposto.As eventuais modificaes de projetos, ou a existncia de situaes imprevisveis eque venham alterar os quantitativos previstos, so pagas parte. (TISAKA, 2006, p.29)

    4.3 Administrao

    A taxa de administrao sobre os custos gerais da obra cobrada previamente, sendo que ser aplicada mensalmente sobre os gastos da obra. Existem alternativas destamodalidade que incluem reembolsos de determinados gastos e pagamentos fixospara determinados itens de custos. (TISAKA, 2006, p.29)

    4.4 Sistema Misto

    Trata-se de um sistema misto, onde parte paga por preos unitrios e as demais poradministrao ou pelo sistema de reembolso.Nesta modalidade pode-se estabelecer metas de prazos e de gastos, com oestabelecimento de prmios e multas pelos alcances das metas e pelos atrasos.(TISAKA, 2006, p.29)

  • 58

    CONCLUSO

    Como visto, a elaborao de um oramento envolve uma srie de procedimentos tcnicos que

    aliado a experincia resultam em um forte patamar de confiana, entretanto, para todo

    oramento preciso uma apurao criteriosa de todos os detalhes, ressaltando que a

    similaridade de obras pode-se tornar uma armadilha. preciso tratar cada oramento de uma

    maneira particular, oramento no tabelado calculado, oramento no histrico e sim um

    trabalho tcnico de engenharia.

  • 59

    REFERENCIAS BIBLIOGRFICAS

    CARDOSO, Roberto S. Oramento de obras em foco: um novo olhar sobre a engenharia de custos. So Paulo: Editora Pini, 2008.

    DIAS, Paulo R. V. Engenharia de Custos: metodologia de oramento para obras civis. 5 ed. Itaperuna, RJ: Hoffmann Ltda., 2005.

    MATTOS, Aldo D. Como preparar oramentos de obras: dicas para oramentistas, estudos de caso, exemplos. So Paulo: Editora Pini, 2006.

    MINAS GERAIS. CUB Custo Unitrio Bsico. In: CUB Definio e principais aspectos. Minas Gerais, 2009. Disponvel em: http://www.sinduscon-fpolis.org.br/index.asp?dep=45. Acesso em: 9 set. 2009.

    REVISTA ARQUITETURA E CONSTRUO Edio especial Dicionrio da obra n. 191A. So Paulo: Editora Abril S.A., mensal.

    SILVA, Mozart B. da. Manual de BDI: como incluir benefcios e despesas indiretas em oramentos de obras de construo civil. So Paulo: Edgard Blcher, 2005.

    TCPO 2000: tabelas de composio de preos para oramentos. 1 ed. So Paulo: Pini, 1999.

    TISAKA, Maahiko. Oramento na construo civil: consultoria, projeto e execuo. So Paulo: Editora Pini, 2006.

    http://www.sinduscon-fpolis.org.br/index.asp?dep=45

  • 60

    ANEXOS

    ANEXO 1 PROJETOS PADRO DO NOVO CUB M2

  • 61

    ANEXO 2 PERCENTUAIS REFERENCIAIS

    Etapas da Obra Porcentagem mnimaPorcentagem

    mxima Discriminao da etapas

    Limpeza do terrenoInstalao do canteiro de obraLigaes provisrias de gua e luzLocao da obraMovimentao de terraEscavaesReaterro apiloadoOutrosEstacas/brocasSapatas/blocosBaldramesRadierAlvenaria de embasamentoOutrosPilares de concretoVigas de concretoVergas e cintasLajesEscadas de concretoOutrosTijolosBlocosOutrosMadeiramentoTelhasOutrosDistribuio de gua quente e friaRamais de esgotoguas pluviaisCalhas e rufosLouasMetais sanitriosOutrosEntrada e poste de luzTubulaes e caixasQuadros de luz e foraFiaoAparelhos (interruptores etc.)LuminriasOutrosBaldramesLajes do piso trreoLajes de coberturaLajes de terraosCaixa-d'guaPisos de reas molhadasSubcoberturaOutrosBatentesPortasJanelasPortes e gradesFerragensParapeito de terraosCorrimos de escadasOutrosPisosParedes internasParedes externasTampos e soleirasForrosForros de gessoOutrosComunsTemperadosOutrosParedes internasParedes externasForrosPortasJanelasPortes e gradesOutrosLimpeza da obra

    Outros0,5%

    PERCENTUAIS REFERENCIAIS

    2,0%

    4,0%

    15,0%

    1,0%

    6,5%

    1,5%

    2,0%

    3,0%

    14,0%

    2,0%

    10,0%

    32,0%

    8,0%

    11,0%

    19,0%

    4,0%

    4,0%

    7,0%

    2,5%

    Pintura

    Esquadrias

    Revestimentos e acabamentos

    Vidros

    4,0%

    5,0%

    9,0%

    Cobertura

    Instalao hidrulica

    Instalao eltrica

    Valores mdios variveis de acordo com cada obra

    Servios complementares

    Servios preliminares

    Fundao

    Estrutura

    Alvenaria

    Impermeabilizao e isolamento trmico

    4,0%

    7,0%

    22,0%

    Fonte : Revista Arquitetura & Construo

    TOTAIS 67,5% 132,5%

  • 62

    ANEXO 3 - PLANILHA BSICA PARA VISITA OBRA

    DATA :

    CIDADE: ESTADO:

    TIMA BOA REGUL. RUIM

    DIST.

    1 VT

    2 UND

    3 KM

    4 DIA

    5 MS

    INSUMOS R$ UNID.

    CIMENTO SACO

    AREIA M3

    BRITA M3

    AO KG

    MADEIRA M2

    %

    %

    MS

    RESPONSVEL PELAS INFORMAES

    NOME ASSINATURA

    OBSERVAES

    REDE DE ESGOTO

    VALOR DO ISS (IMPOSTO SOBRE SERVIO)

    DATA BASE DA CATEGORIA DA CONSTRUO CIVIL

    R$

    R$

    LIGAES DE REDES

    PRXIMA DISTANTEREDES

    DADOS GERAIS

    TAXA MDIA DOS ENCARGOS SOCIAS

    R$

    R$

    PREO ALUGUEL DE CASA

    R$

    R$

    COTAO DE PREOS

    SALRIO

    R$

    CATEGORIA

    PREO PARA O TRANSPORTE INTERNO R$

    R$

    PREO DE ALIMENTAO

    PREO DE FRETES

    PREO DE HOSPEDAGEM

    R$

    PESQUISA DE PREOS MDIOS

    REDE ELTRICA

    INFRA ESTRUTURA DA CIDADE

    TOPOGRAFIA DO TERRENO

    ITENS BSICOSDADOS GERAIS DA OBRA

    CLIENTE:

    TTULO DA OBRA :

    ENDEREO :

    CONDIES DO ACESSO

    PLANILHA BSICA EXEMPLO DE VISITA TCNICA

    ENCARREGADO

    CO

    TA

    OD

    EIN

    SUM

    OS

    CO

    TA

    OM

    O

    DE

    OB

    RA

    OFICIAL 1

    OFICIAL 2

    VIGIA

    SERVENTE

  • 63

    ANEXO 4 EXEMPLO DE EAP

    Objeto DataLocal Revis.

    ITEM DESCRIO QUANT. UNID. R$ UNIT. R$ TOTAL

    1 SERVIOS PRELIMINARES

    1.1 Mobilizao e Desmobilizao vb

    1.2 Locao da obra m2

    1.3 Cercas de isolamento da obra de trama horizontal PVC, h = 1,20m m2

    1.4 Container metlico para depsito/vestirio 2,30x6,00m vb

    1.5 Container metlico para sanitrio 2,30x4,30m - 20 funcionrios vb

    Sub Total R$ 0,00

    2 FUNDAO

    2.1 Estacas

    2.1.1 Mobilizao dos equipament