Módulo 1 - Aula 3

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    14-Nov-2014
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  • 1. Clia Pereira Caldas, BN, MSc, PhD

2. 3.

      • Textos arcaicos em Snscrito, em evidncias arqueolgicas, na Bblia, nas pinturas em cavernas, nos dramas clssicos, na poesia e em alegorias medievais, nos relatos do incio da era mdica moderna e nos achados dos alquimistas.

4.

  • Como parte dos planos divinos, os estgios da vida humanaeram vividos pelas comunidades e como tal, sujeitas s vicissitudes do tempo e lugar.
  • As questes sociais ligadas velhice s so relatadas em nvel individual. Poucos autores fazem conexes entre explicaes do envelhecimento e sua aplicao s circunstncias da vida social real.

5.

  • Tratados mdicos em textos do antigo Egito
  • Hipcrates- 400 ac
  • Nos dois volumes do tratado "Doenas agudas e crnicas" de Soranus de feso, do 1 sculo da Era Crist
  • De Senectude- Ccero: o elogio da velhice(106-43 a.C.)
  • No sculo II, na Era Crist,Galeno(129-199 d. C.) dedicou velhiceuma importante obra: Gerocomica, na qual apresenta sua teoria sobre o esfriamento e ressecamento do corpo = velhice
  • Mitos e crenas da idade mdia
  • At o sec XVIII a velhice era uma preocupao mais dos filsofos do que da medicina

6. 7.

  • A medicina francesa: a anatomia patolgica estabelece novos padres de compreenso das doenas que passam a ser localizados no corpo humano. A comeam a surgir trabalhos sobre a velhice.
  • Bichat (1771-1802) o pai da anatomia patolgica: a doena se inicia nos tecidos e depois tomam os rgos. O envelhecimento a degenerao dos tecidos.
  • Claude Bernard (1813-1878)- pai da moderna fisiologia experimental- a chama da vida, a energia vital

8.

  • "Doenas dos idosos e suas enfermidades crnicas" . Obra que inaugura um discurso sobre a velhice.
  • o primeiro que defende que as doenas da velhice devem ser estudadas especificamente
  • Critica o que vinha sendo produzido sobre envelhecimento na poca- eram variaes do que Ccero j escrevera h 1000 anos
  • Crticas: ausncia de preocupao com tratamento e preveno; apenas a constatao de que o envelhecimento um processo natural
  • Chamou a ateno nos Estados Unidos para o envelhecimento, pois propunha paradigmas etiolgicos e tcnicas modernas.

9.

  • A Pediatria criada por Abraham Jacob e serviu de inspirao para a criao da Geriatria
  • 1909- Nascher cria o termo Geriatria
  • 1914- Nascher publica Geriatrics- o prefcio foi escrito por Jacob.
  • Nesta obra observa-se o esforo para separar o que o normal do que o patolgico na velhice
  • Diferente da pediatria, a geriatria no conseguiu sucesso. S nos anos 1960, ela consegue alguma visibilidade

10.

  • Em 1914, I.L. Nascher publicou "Geriatria". Embora no formato se parea muito com o compndio de Charcot, o trabalho de Nascher na verdade, um precursor da sociologia mdica. Seu subttulo "as doenas da velhice e seu tratamento, incluindo o envelhecimento fisiolgico, o cuidado domiciliar e institucional e relaes mdico-legais" - atesta a orientao trans-disciplinar.

11.

      • Esta obra introduz o termo Geriatria e estabelece a agenda para anlises abrangentes e integrativas das condies de vida na velhice.
      • Nascher apresentou tambm grande habilidade para trabalhar com dados epidemiolgicos, analisando-os no contexto apropriado.
      • Com seu trabalho, este que foi o primeiro geriatra americano, estabeleceu altos padres para interpretar o envelhecimento de uma perspectiva abrangente.

12.

  • O termo Gerontologia surge com Metchnikoff (1903), o descobridor da fagocitose. Era um cientista do Instituto Pasteur, seguidor de Charcot
  • Metchnikoff tinha o objetivo de buscar a longevidade atravs de intervenes mdicas a Ortobiose (envelhecimento livre de doenas)
  • Na verdade, ele trabalhava com a gerontologia experimental
  • Cria a teoria Txica do Envelhecimento

13.

  • Elie Metchnikoff, com suas obras "A natureza do homem" (1903) e " O prolongamento da vida" (1908), defendeu sua teoria de que micrbios no trato digestivo causavam "a natureza mrbida da velhice".
  • O fato do intestino ser muito extenso nos mamferos faz com que tenhamos uma grande flora intestinal responsvel por grande quantidade de toxinas, as quais vo gerando problemas que levam a degenerao do organismo.
  • Sua teoria tinha inteno de ter aplicaes prticas para o prolongamento da vida. Para isso ele insistia que o yogurte poderia guardar o organismo de doenas que pudessem diminuir a capacidade vital, levando ao declnio.

14.

      • Em 1922, o psiclogo G. Stanley Hall publicou "Senescncia". Metade desta obra recupera os modelos pr-modernos de envelhecimento. Utiliza o conceito de "senectude bem-sucedida", criticando os arranjos sociais contemporneos. Em seu texto ele mescla resultados da pesquisa bsica sobre o envelhecimento, com sugestes prticas para os idosos.

15.

  • abordagens "holsticas" ganham fora nos E.U.A. o mpeto pela "grande teoria" que abrangesse todo o conhecimento de outras disciplinas pode ser identificado nos esforos acadmicos.
  • A realizao mais destacada deste perodo foi a obra "Problemas do Envelhecimento", de 1939, organizada e editada por E.V.Cowdry, com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Pesquisa recrutou 25 cientistas. Esta obra permanece como um marco, pelo qual se pode avaliar os esforos subseqentes para a construo terica gerontolgica.

16.

  • Na poca, como hoje, alguns especialistas afirmaram que o envelhecimento resultava de "doenas degenerativas", enquanto outros consideravam o envelhecimento como um processo natural sem relao com qualquer particular patologia.

17.

  • John Dewey, o mais importante filsofo americano nesta poca, enfatizava a dificuldade inerente ao fato de se desconectar dados "cientficos do contexto "social". Ele foi um precursor do reconhecimento de que no importam os mecanismos subjacentes, as expresses das nuances dos contextos sociais podem traduzir a diferena entre o que Rowe & Kahn (1987) se referiram meio sculo aps como envelhecimento "normal" ou "envelhecimento bem-sucedido".

18.

  • Na Segunda edio de "Problemas do envelhecimento", em 1942, Lawrence Frank apontou que "o problema multidimensional e ir requerer para sua soluo, no apenas uma abordagem multidisciplinar, mas tambm uma correlao sinptica de diversos achados e diversos pontos de vista". Estas posies emolduraram a agenda do desenvolvimento da gerontologia no sculo XX.

19.

      • Os esforos de Cowdry, John Dewey e Lawrence Frank para construir teorias baseadas na multidisciplinaridade no foram continuados pelas geraes subseqentes de pesquisadores do envelhecimento. A maioria dos gerontlogos construiu sua reputao aprofundando-se nos temas relativos ao envelhecimento, em sua especialidade de origem.
      • A partir de ento, teorias inovadoras passaram a surgir do trabalho realizado no interior de campos especficos, e no de investigaes conduzidas com lgica interdisciplinar.

20.

  • A American Geriatrics Society, fundada em 1942, complementaria a misso da Gerontological Society of Amrica (1945), mas se subscreve aos cnones das cincias mdica, endossando apenas secundariamente os princpios da pesquisa transdisciplinar.

21.

  • Dcadas 60 e 70- apenas a SBGG e o SESC
  • 73- Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUC-RS
  • 79 a 82- 1a. Residncia mdica em Geriatria no Hospital Eduardo Rabello, RJ
  • 80- especializao em geriatria da PUC-RS e a especializao em Gerontologia Social no Instituto Sedes Sapientiae, SP
  • 85- residncia mdica na FMUSP (mais antiga em funcionamento)

22.

  • Anos 90- UNATIs, cursos de especializao, grupos de pesquisa, programas de ps-graduao senso estrito (UNICAMP, PUC-SP, PUC-RS e Catlica de Braslia)
  • 2004- Curso de Graduao em Gerontologia na USP e em 2008 na UFSCAR
  • Amplia-se o nmero de publicaes especializadas
  • 2005- Institucionalizao de grupos de pesquisa na plataforma Lattes e criao da sub-rea no CNPq

23.

  • Na Biologia
  • Na Sociologia
  • Na Psicologia

24.

      • Considerando que os bilogos o definem como uma srie de mudanas letais que diminuem as probabilidades de sobrevivncia do indivduo,
      • As teorias buscam os determinantes ou marcadores do envelhecimento.

25. Teorias biolgicas do envelhecimento Microscpicas Macroscpicas Teorias Genticas Teorias no-genticas Teoriasorgnicas Teorias sistmicas 26.

  • Teorias genticas:
  • Mutaes no DNA
  • Erro catastrfico
  • Teorias do envelhecimento programado (relgio biolgico)
  • O limite de Hayflick
  • Teorias no-genticas
  • Radicais livres
  • Uso e desgaste