MORIN, Edgar - Cultura e barbárie europeias(1)

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  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    DGMORN

    CULTURE BARBRIEEUROPEIAS

    PAGT

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    Ttulo ogna: Cule et barbare eropennes

    or Edg Mo

    Bayad. 2005

    Coco pismoloa e Socedade sob a dieo d io Ovi uz

    To /a Paa d Vivros

    Cp Doo Caho

    Dro rvdos p u pou, xcpo [ra

    INSTIU PAGET- Av. Joo Po li, ot 544 2- !900726 LISBA

    T 2 I 831 00

    Em [email protected]

    go Iso a

    Mom mpro c cmo CosCos

    ISBN 78727718832

    Dpsto ga 272 /2007

    Nenhum prte des; blic. pe erz o t

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    Paa JaLu a Vull

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    CAPTULO 1

    BRBRIE MN

    E BRBRIE EREI

    Gsi de ce esbnd u nlid bbie hun A ln ds eus blhsenei dens que s ideis de Hm pien Hmb e Hm ecnmcus e insuficienes (m sae c esi cin de se es e/Ram deme? Cpz de deli de denci O Hmb que sbe fbic e us uenslis b c, desde s idis d hunidde de -dui inueveis is O Hm ecnmcs, que sedeein e un d seu i ineesse -b Hm lues que uiin u h lusdeens de ns u sej e d j d des-

    es d desedci. necessi ntegrr e lir esess cndiis Ns iens d que vs cnsi

    Ete texto constitui a trancro corigida de tr conferncia proerida na Biboteca Nacional Franoi Mitterand, no dia , 8e de a de 00 Agrade a Jean Teez p de uma frmandienve te abad na naa dtexto. grade igualente a ean-Loi Pouye cuja eiura da

    proa me oi baante ti

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    derar como a barbre humana, encontrase evdetemete este ado demens, produtor de dero, de do,de despreo e daquo a que os Gregos chamavam a

    Hybris, a desmedda.Podemos pensar que o antdoto para demens seencontra em sapens>>, na rao, mas a raconadadeno pode defnrse de forma unvoca. Mutas veesacredtamos estar dentro da raconadade quadoestamos na raconaao, na readade um sstemagco, mas com fata de fundamento emprco que ermta ustfco. Sabemos que a raconaao pode servr a paxo, chegar at ao dero. Exste um dero racoadade fechada-.o..H -".bl;, o homem fabrca dor, tambm cramtos derantes D vda a deuses feroes e cruis uecometem actos brbaros. De Tehard de Chardn, reto-me o termo noosfera que, na mnha concepo, desgna o mundo das deas, dos espros, dos deusesprodudos peos humanos no seo da sua cutura Sebem que produdos peo esprto humano, os deusesadqurem uma vda prpra e o poder de domnar osesprtos. Assm, a barbre humana gera deuses crsque, por sua ve, nctam os humanos barbre Taha-mos deuses que nos taham Mas no podemos edresta possesso peas deas regosas s ao aspecto brbaro Os deuses que subjugam os crentes obtm deesno s os actos mas horrves mas tambm os mas submes

    Como as deas, as tcncas nascdas do ser humanovotamse contra ee s tempos contemporeos os-tramos uma tcnca que se desenvove escapado humandade que a produu. Comportamonos comoapredes de fetcero Am do mas, a prpra c

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    na raz a sua barbe, uma babe do lulo puofa, gelada que gnora as realdades afetas pprasdos humanos.

    Quanto ao podemos efar que temogos rus omo os jogos de ro ou a tauromaquaembora numees ogos no tenam aratersasbrbaras. Por fm o :w que pe o teresse eonmo frente de tudo tende a adopta on-dutas egontas que gnoam o outo e que, por ssomesmo desenolem a sua ppa babe Assmvemos as potenaldades as vrtuadades de barbresurrem em todos os traos aatestos da nossaespe humana.

    Dto sto, estas rtualdades de babe no so asmesmas nas soedades aaas e nas soedades hstras Astpandram-se por odoo planeta h mutas dezenas de mlares de anos, produzram uma extraordnra dvesdade de lnguas,utuas msas tos deuses Todas tm uma aatersa omum: so pequenas soedades om aguas entenas de ndvduos que se dedam aa e eoeo So pratamente autosufentes e no tmneessdade de onqusta o terrtro de outra soedade Certamente oneem gueas loas e talez tambm assassnos2

    Estas soedades nada tm em omum om -),asadas desta fomdel metamorfoseque e opease talvez oto ml ano noMdo Orente, na baa do Indo, na Cna depos noMo, nos Andes Esta metamofose poduzu as grandes vlzaes das soedades que ontam mlhaes,

    cs as assasss s hazs

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    ou mesmo mihes, de membros que racam a agrcutura consroem cdades, cram Esados, grandesregies, inventam exrcios, desenvovem considera

    vemene as tcnicas. Mesmo que os raos de barbrieudessem caraceriar as socedades arcaicas, na hC

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    uea ineavel d e hii sia (das gras soiae a histri:-eruta$ den Gan Bhl fnda

    1d da leia davia a m em u ac

    1pabr, sts sas z < xans aswarts e la snvlyift o chnt9 at ul. ai r-. a igri ras v.C

    Wale Benjain evieni n exie inal u a de ivilia que n ea a e em a de babie a" m_g2=e oe e r r>e a Y ;la, - - ' ; - ' -- ;es s?

    4 bai um q aa a vza, nte a A civiaoMuzba a rtiuar uita e"d'o nqia ana exel fi ua da aibbaa de da a Aniuiade aqe de Cin naGia e de Numnia e anha a deuie Caa e N enan a ulua ea infiluen inei d und an nad ii Da afaa fae d ea lain: A Gia venida vene eu uel vened A babie duiu ai ivilia

    A nquia bbaa an deu ie aua ande ivilia di de Caaalanede a idadania ana a ind deeva ii qe be a fia d Ne a andeae da Eua de Lee e a naea

    Se e eie u anei qe aqi ne ein a di liea a nvid efle-

    x be en hii aia de leba

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    que Simone Wei, num atigo os Nouveaux Cahierspubicao na vspea a Seguna uea Munia, isseque aconteceia o mesmo no Impio euopeu aps a

    conquista nai Pevia uma vitia a Aemanha e,ento e ois scuos, uma epanso as civiiaes,no moeo aquea que Roma pouiu. Isto no aimpeiu e se empnha com convico na Resistncia,como bem o sabeis No h via que esta ieia inspiou sociaistas e paciistas, que se tonaam coaboaoes ogo no incio a guea, num momento em queaina no ea munia, mas em que se pensava que aAemanha nai ominaia uaouamente a Euopaagicamete, mutos pesavam que, coaboao coma Aemaha hiteiana, coaboavam e acto paa umaEuopa sociaista.

    Auo a este atigo poque tambm me inuen-ciou, no no que i espeito Aemanha, mas noSovitica Em 942 com vinte e um anos, eu tinhatio conhecimento os pioes aspectos a URSS, notina esquecio os pocessos e Moscovo tinha ioTotsky e Souvaine A mina ieia ea que a vitia anio Sovitica pemitiia aos gemes incuos aieoogia sociaista, ieoogia comunitia, iguaitia,ibetia, epaniemse numa maavihosa ea ehamonia socia Comecei a ca esencantao com aguea ia e o etono a gaciao estainista oje, oposso asta a ieia e que tave a Unio Soviticativesse poio epani, com o tempo, os ieais e os ementos e civiiao que a sua babie iniciamenteasiiou. As conquistas bbaas poem eva epansoe uma civiiao, no entanto sem que estas babiesoigias tenham e se etospectivamete ustiica

    as, em cobetas peo esquecimento, evietemete

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    Exise igaene a barbrie reigiosa de ue preciso aar agora a Aniguidade os oo do dioriene ina, cada u, o seu deus da gea ieoso para co os iniigos o enano uer na Grciauer na Roa aniga o poieso pei a coeisn-cia enre difeenes deuses. O oeso gego acoeuu eus apareneene brbaro vioeno, u des dabebeeira, da Hybris: Dioniso. A eraodinra pea deErpdes, As Bacantes, osra a egada desuidoraoca, ese deus Dioniso no deiou de inega a so-cieae os deuses gregos. o scuo uanoiezsche esiona a orige da agdia d eevo aodpo aspeco ue caraceriava a ioogia grega Deu ao poo, sboo da oerao do ouro Dioniso, sboo o excesso. \stah.lid e :;l D s a ercfo: U o a e o e sc>?

    O prio roano, anes o crisianiso, carace-rizavase pea oerncia reigiosa. Os ais diversoscos, incino os os deuses a salvao, a cooo co de Osris e o culo de ira, o ofiso, era per-eiaene aceies

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    s a parr do momeno em que fo reconhecdocomo a nca rego de Esado, provocou o encerrameno da escoa de enas e ps assm fm a quaquer

    fosofa aunoma. a a brb rs a o. s g ecesso ! .lsa,. ee . near o r>:; 9s1 quee que no es de acordo e no querrenuncar sua dferena es forosamene possudopor Saans Fo com esa derane mquna argumenava enre ouras, que o crsansmo exerceu a suabarbre. bvo que ese no eve a excusvdadeda arma sanca Consaamos, ds d h/

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    notvel diversidade de etnias A verdadeira diferenarelativamente ao mrio te a ver com a actividadeintegradora do Estado-nao, que unifica numa identidade naciona comu os seus elementos diferentes.

    Um caso exemlar o da s!onde existia, nazona islmica o A Andaluz u toerncia para comcristos e judeus e, na ona crist um toerncia aracom os muuanos e os judeus at 42. O que sessa nesse inaudito ano de 42? No s a descobertada Amrica e o incio d conquist do ovo Mundo tmb o ano da tomada de Grnada o tio bastio uumano em Esanha e logo deois o ano dodecreto iondo aos judeus e uunos a escolhentre converso e expulso e ; otn st b s igs

    Esta urificao vai adquirir progressivamente umcarcter tnico Ainda e Esanha no incio do sculo dois scuos as decreto que constrangia os judeus e muumanos a escolherem entre convers ouexulso, enconvos soretudo na Andaluzia umaforte opuao ourisca Tratavase de Mouros oficalmene coeido ao catolcismo mas ue, em rivado, coninuaa a manifestr as suas crenas nointerior das grandes prorieddes privadas Os latifun

    dirios os senhores prorietrios toleravm-no ou fechv os olhos Em qualquer braca sumrientetransformada e esquita odia efectuar-se um restode cuto muulno. Para a Inquisio, isto no foitolervel Ais realcemos ue ela rria no rofessou o rincio de uma uriico tnica Persegui osjudeu convei

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    slamzavam Mas, quando poda estabelecer a sncerdade da sua f crst, reconhecalhes todos os d-retos dos crstos. Sob o efeto de uma nova pressode ntolernca, chegouse expulsodos mourscosSeparavamse as mulheres dos seus mardos que eramexpulsos e embarcados com destno frca do NortePassouse da purfcao relgosa purfcao e-relgosa. Numa parte da arstocraca e da burguesaespanola, desenvolveuse a tendnca para querer mpor a limpiez de sngre a pureza do sangue, o que eraj uma noo racal, racsta Os monarcas espanhsno a seguram e a pureza de sangue nunca se tornouofcal amo a ateno qe a nquso no era verdaderamente portadora desta dea. Apenas, e s, pro-curava a pureza relgosa, mas esta pureza comeo aassocarse a uma outra, uma ntolerca comeou a despontar sob uma outra

    Voltare ao assunto para falar sobre uma consequnca desta tentatva de purfcao relgosa em Espana,consequnca subterrnea mas muto profunda, caracterzada pelo fenmeno dos cnverss pejoratvamentechamados mrrns os crstosnovos.

    Para acabar este ponto, assnalemos que a ntolern-ca relgosa espanhola se desencadeou nas conqustasda Amrca, levando destruo de todas as relgesprcolombanas

    Na verdade, podemos consderar que o prncpo depurfcao relgosa j estava em germnao com otrunfo do crstansmo no mpro romano Mas acontece que este prncpo va encontrar um consdervelreforo com a emergnca do Estadonao A tal pontoque as guerras de Relgo que vo desencadearse

    no sculo XVI, na sequnca da reforma de utero e al

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    ino o er guerra ii ane de e tornare tabmgerra enre nae Conlurae o o raadode Yeteflia qe aenaro a endnia dominane

    de ada nao para a prifiao religioa Ee raa-do inauraam a religio do prnipe oo a religiode Eado prinpio iporane para a Aleana queetaa diidida e prinipado a nglaerra o anglianio onituire obre a epulo do aoliioe uio alio ieram de emigrar para iorno orana no ulo Hoe no enanto ua eepofranea proiria o dio de ante ainado em1598 por Henrique V Proiria porque no reinadode L IV foi eeraene enfraqeido pela drago-nada e pela retrie do direio do proeante.Coo abem eria abolido e 165 e ea abolio eriaeguia de nueroa oneqnia rgia

    a idade do Pae Baio qe no eaa orga

    nizada de aordo o o prpio da nao a olern-ia relgioa peritiu obreudo e Ameerdo ondeera a poel no praar religo algua Calntalterano alio ude oeiiam a Epinoauma ez eomungado da Sinagoga no e ligou aa nenuma religio e pde oninar a ie cotoda a independnia. Conequenemene e Ame-

    terdo que o impreo muio liro que a enurainerdiaa em Frana a final do lo VJ9w . considera!f$tJT0m'lp:fieom .asdoen .r ' -''tts ldr 'na.s est aesbt'lprfh:odu.i.c.a Inirda pela Luze uanoa onepo de Nao urge a parir da eolo

    Franea A1

    de Julho de 1790 ano ap a omadada ailha eieram na grande {) -, '

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    delegado de toda a povncia de ana, demontando aim a ua inteno comum de fazeem pateda gande nao: uma nao como a ana conce

    bida como o poduto de uma vontade comum A ideiade um epito comum e de uma vontade comum denvolve-e, ublinhada no culo xrx po penadoe comoRenan, paa quem a exitncia de uma nao umplebicito de todo o dia. Eta ideia afimae poopoio teoia do filofo aleme como Hedee ichte, que initem ante no olo, na lngua e na cultua paa defii uma nao Iemo eenconta etaopoio com o difeeno fanco-alemo obe a Alcia-Loena Paa o ancee, a Alcia e o Alacianoeam fancee po vontade, pelo epito fanc deque eam potadoe, o Aleme defendiam que eleeam de etnia e cultua alem, potanto Aleme

    Em todo o cao, fotemente inpada pela concepoevolucionia, uma ceta i!"T;k\9Sa .intera

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    suas lgaes m uma eta ep de a. O pblema da lada d te, a t de se eslve demsta suetemete He, gualmete, lam-ses pblemas d Pas Bas e da sega que, sem dvda, s es e seudsOSculoXpermitu.nosmedir aarbrie prodJ

    zi pel ide a a uan ass nma votq

    e pf-tiJ. Bem etedd, se deedu a a as seus eets bbas, dad que elatambm pea a tega ete etas. Dt st, ?l vetu a ooe a na nftca\ se ds Ims que d sul xxeaam a Eupa etal e a Eua de Leste (aust-ga tm, asta), estavam em maaas de tega e de etedmet ete s vs mp Otma, p exempl, exea-se umatlea elgsa e uma eaada vtade devete O md de gve, que aa m que s

    mpsts ssem bads pela autdade elgsa,emta as judeus e as atls exstem a mesma dade Saaev extad exempl daeu de atls atas, tdxs, svs, udeusadtas e lav vtds a Il. Esta aatesta pluta esta mstua de ultuas, que sugem um ta pstv d m tma, eveluse

    desastsa aps seu desmatelamet Quat a mp Aust-ga, pu ates d me ltmudal eamavase, aesa e ausa de tdasas dssees e destetamets ds seus uessvs, paa eemet de uma eta autmae exsta paa das aaldades: gaa,ea, ata elmete, em 198 a vtade ds ve

    edes, sbetud da Faa pvu a desla

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    destes eqibrios. Cemencea estava convencido qeo connto astrohngaro era basto do catolicismoOs vencedoes impseam a consttio de naes qedevido ciso e s patilhas abitias bscaente

    se viam merglhadas na lgica plitnica das naesmodenas (a via e a Gcia no qe a si se eee setinham emancipado no sclo XIX) Ora cada m delascontendo minoias tnicas e eligiosas consideveisqis concebese sob ma oa monotnica.

    O histoiado Toynbee qe esteve na gea geco-trca de 92 qaliicava de desastrosa a importao

    paa estas regies da ideia ocidental de nao Entoprodzise ma dpla piicao tnica tca e grega.Os Tros epsaram as considerveis poplaes gegas da sia Menor qe a se encontravam desde a Antigdade para a Macednia Qanto s popaestcas da Macednia oam deportadas paa a T-qa

    Em 990 a nao goslava estava indbitavelmenteinacabada no se processo de integrao dos povos qea constitam mas o processo estava em macha. verdade qe tinha spotado ma ditada qe podia seconsideada como imposta pelo totalitaismo todavia m totalitaismo tempeado aps a pta com aUR Esta nao inacabada desmembose em trsnaes nm desencadear de babrie gerreira e dceldade O objectivo da piicao tnica oi tantodos rvios como dos Croatas qe expsara consideveis poplaes svias Em aaevo mantnasem ceto pietnismo vios qe ainda desempenhavam m papel impotante no pode na impensaetc Este mal da piicao encontrase na realidadede oma pacica desta vez atavs da sepaao ente

    os Checos e os Eslovacos

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    Ai, o falo expessamee da pificao azi,obeco do me eceio caplo, qe pode se cosideada como o apoge da obsesso pificadoa dema ao e e, ifelizmee, em as sas azes a

    hisia eopeia Codo, salieo e, aps a iiados Aliados em 15, obseamos femeos de pificao das poplaes alems, depoadas da Silsiae se oo polaca, depoadas dos moes Sdeasqe olaam a se Checs Os pios Polacos foamdepoados das zoas caiaas aexadas pelos Soiicos Aida exisem, as ossas aes ocideais,

    mioias coecidas de qe a pesea esageia deemigados aalizados macha a ideidade acioal Apesa da iegao eopeia, a xeoobia, o aidasmo pesisem Os acioalismos chaiisas,fdameados a ideia de peza, o eso moosO moimeo de Haide a sia, os moimeoseoazis a Alemaha, a Holada, em Faa, pae

    cem magiais, mioiios, mas podem adiiimpocia em caso de cise peciso pesa e odecso da gade cise de 12 de al fo bal em3 a Alemaha, m peqeo paido, o paido azi,e em empos o m odea i passa 5 o 8 % dos oos, cosegi chega aos 35 %

    tQU!rgaJ',0"vjzsdenqiAV"v'zo.1al coo o seio dos impios, ode eiaa a babie da coisa geeia, fomas efiadas de ciilizao iam a lz do dia, ambm o seiodas aes qe se aiziaam as sas edciaspificadoas obseaos o desabocha das aes, dacla, do cohecimeo Assim a Espaha pificada

    do Sclo de Oo podzi oe da Vega, Caldeo,

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    Gngoa e uma plade de gande atta, tal omoa Fana puada ap o dto de Nante , emdvda, o pa do gande autoe o. De ato,nuna equeo ete duplo apeto, ou eja

    \;'wo

    Pao ao que aabo de hama a babe de onquta geea mlena, ma enonto a uaoma modena na oonzae Paa mpa,podemo ondea que omea om a onquta deleande Contudo, eta no oam, popamente

    dto, bbaa. leande epetava o deue da deente vlzae que nha onqutado Em ada dade, aava entena do eu oldado om jovenapaga do pa, pepaando am uma vlzaoeta. Ma, efectvamee, o cao de leade ontua eepoa O outo gande onqutadoeo hoooo Gengco, ee onqutado mongol

    do uloXI

    e do no do uloXI

    emeo a motee a detuo que a ete, na Chna, omo a Oete,ando m mpo demeddo. Ma ete mpoeageado no podem dua Peamente poque, poeem demeddo, no tm ato de ntegao O deGengo duu apena um uo Tameo (1336105) um ulo ma tade, ontuu um mpo odvel que patou medatamente om o eu qatoeendente.

    O tabalho de onquta empeenddo pela naeeuopea o de outo tpo e, obetudo o dadooFo avoedo pela upeodade mlta que a amade ogo pemtam. m, no Pe, um pequeno nmeode avaleo e de homen amado levou ao demoonamento de um gganteo mpo que e etenda

    do note do Equado at ao ul do Chle A onta

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    do Mico foi a mais cofusa. Cotz auiliou-s dcta foma da statgia da mstiagm Aliou-s aas subugadas plos Astcas dscotts potm d psta tibuto a sts ltimos sobtudo

    po tm d tga os sus adolscts paa os sacifcios Podmos at diz u o Mico foi couistado plos Micaos puo gupo d Cotz ustaa uido a uma muh dia Malich pd bficia aps disos pisdios da auda dstas populas No h dida d u sta couista foi aimadapo uma cupidz po um faatismo mpa

    sta cupidz alimtaa-s o mito do ldoadocotado patculas d ouo as pads dos tmplos d Cuzco o Pu spous dscobi fots fabulosas tal como tstmuha po mplo o blo filmd Hzog Aguirra, ou a clera de Deus. O faatismoligioso o a mo os dolos icas foam abatidos dstudos Po outo lado a couista poocou

    paa alm dos massacs u o faltaam uma motalidad catastfica u o Mico u o Pu Foidida impotao d doas uopias como atubculos cota as uais as populas locais ostaam imuizdas m z d tocas cultuais timos tocas d micbios us. Po toca com atubcuos a sfilis gahou o Ocidt pla ota das

    caaaas acabou po chga Chia. lcool tambm poocou stagos Dsd h sis ou oito mil aosa slco atual tha limiado o lho cotitos ogaismos u o sistiam ao lcool idtu o foi st o caso das iflizs populas da Amica do Not. ma outa causa da motalidad massia clao st a scaatua As populas idgas

    foam sobploadas aa tai a pata das mias

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    do Poo fazr char a Epanha o al cara-do d oro paa

    Pran mlhan baa dogrfca, o con-ador rcorrm ao rfco mao do Ngro A ca

    vara do No aconc m a odo o connnamcano Como ab, a prnca da caaano Eado do l do Eado Undo fo ma dacaa da rra da Sco E Frana, a caa-ra na colna r abolda m 1848 aa aVcor Scholch. No nano, la connar d fomadal Qano colonzao, daparcr no

    cloxx.

    Enano, o colonalmo nl fan-c ma ambm o alm por, dnca-daram paclarmn m frca Andr d, naa agm ao Congo, rlao a forma aroz como rama crazado o Nro rabalhaam no camnhodfro Congoocano. Ea barb colonala,d ma cva baldad conna a manf-a m Fana m plno clo xx, como -nha o maac d Sf, comdo no ppro da dofm da Sgnda Gra, a 8 d Mao d 1945 a nmra ac dran a rra da Arla

    No fm d cona, obramo m dncadar d< .IP;I' t d . - A"

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    estas caactesticas positivas esto no pimeio planoo so apenas fenmenos secnios Tal qestoeveia e ecolocaa nm qao geal Seia necessio sblina a amalncia a complexiae o qe

    a babie o qe civiliao com cetea no paajstifica este moo os actos e aie mas paa compeenlos melo e assim evita qe nos possam cegamente.

    Qeia tena focano ma ota foma e babie qe aina oje pea As socieaes isticas

    e qe falei constitamse elminano pogessivamente as peqenas socieaes acaicas3e as tinampeceio Mas ,;.lV 'mnda >fci que (g:,.vtoel01a mani:c ) pv'lf;Etao1Na Tasmnia a poplao ingena foi aniqilaa NaAsia actalmente esial. Na Amica o Slno sl o Cile os Alacalfes o povo os nmaas oma qe aoleam os navegaoes qano nos sclosxv e xv po l passaam foam aniqilaos. Na Amica o Note as poplaes nias epois e ltajaas os taaos qe estaeleceam com a atoiaepoltica no oam espetaos esto hoe coninaasgetiaas em esevas A assocao Svival ntenational efene os ses ieitos alis mito afincaa ejstamente Na sia os montases a pennsla iocinesa j foam ecaaos pelos povos omnantesNa fica nega a plao os Bants exce mapesso qase exteinaoa soe os Bocimanes eganes onas a loesta vigem amanica esto emvias e estio conenano os ltimos povos inepenentes a exilaemse nos miseveis aabales as

    metpoles o a esapareceem A babie contina

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    ms neessro sblnhar ressna a esa barbreomo o so o raslone oram raas ssoaese a r slvara s oles e os sesreos.

    A brbre eroea e onqsa no aabareo-oom o m Sen erra Munl. Para Franaab ens om uerr a Arla ermna masare em Porl om Anola e Moambque. As naes a Euroa earm e ser naes olonas. mesmo aonee no que se reere barbre raor

    s nes eroeas rennam oo a oo raas onso e m esao eroe ao naonasmobseo n urez na Porano ss a

    _

    ' e ab es e e ' esqe 'm s eesso erm e ro9.

    j

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    CAPTULO 2

    S NDS

    RIS ERES

    alve vos parea que dou mina eposio umaforma de fresco hisrico exremamene rpido Mas ofio hisrico que sigo no para mim um meio de exposio cronolgica do enmeno da barbrie mas ummeio para a sua compreenso.

    No x, operase uma meamorfose da Europado Oese Asssios simulaneamene a um impulsoeconmico, um impuso das cdades, mas igualmene formao de naes modernas. O Renascimeno volaa dar vida s heranas lainas e gregas, picipalmene herana grega, que coninua fechada no inerior do dis-curso eolgico Dio de oura forma, ese reorno da

    rcia faz rebenar a grilhea eolgica e produz umaauonomizao do pensameno. se vai permiir oimpuso da filosofia e da cincia modernas. verdadeque exisia um pensameno racional no seio da eolo-gia, sobreudo no omismo, que no enanto coninuvasob o conrolo religioso A cincia va desenvolversecaminando com quaro pernas o empirismo, a racio-

    nalidade erica, a verificao e a imaginao O Renas

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    cmento tmbm poc do desenvolvmento dshmnddes de m clt qe se ndment ninteo d clt e e d clt ltn Nesspoc mtos pensdoes ccteivmse po mespto enciclopdico conhecim o be o hebicoo eo o ltm.cuteece"$;d'htanrsmo e Ao teomonos sobe o qe essnc do hmnismo podemos slent dostpos de espost bsotmente dveentes A pi-me espost po exemplo do ilsoo polcoLesek Kolkowski p qem o hmnsmo eopetem s onte no jdeocistinsmo: n Bbli es o homem s imem e no Evnelho Des en-cn nm se hmno. O ilsoo checo Jn Ptockobect dendo qe onte do hmnsmo eope e poqe no pensmento eo qe o espitohmno e s cionlidde mm s tono

    mi. N cidde democtic de tens des ten no oven potee\ rgSj: 1 lN ems'gov"d

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    eprre det plvr e untre rcnlddere Quluer c de ecv lre crcterr d rcnldde pr rr un eurpeu

    Ete &isO tfhs fc& u dndre utr rternl, ue prvc u enre cnu cerc d ter, nedente n cul xyp' ce d un, ue e revel lur, prn dzer dernte, h lr e,de ct nc uet d unver, e dle pr - cnutr und ue Decrte cn

    ere cnc zer d e enr e pudr dnturez A ene crten er retd prun, dep pr Krl Mrx e, pr , prtr de1970 prtnt recenteente, ue et ene dtdpder pretec e dez e A prtr d, dn cnt de ue cntrl d nturez,ue n reldde ncntrld, cnduz derd

    d ber e, pr repercu, derd d vd ed cedde un ete tp de dn te crctertc ucdr

    Pr utr ld, t drvnte cnecent ecncnc d peuenez d plnet err n telr, d peuenez d te lr n V Lcte, d

    peuenez d n l n unver Send ,deve vltrn pr 'gd ce d un ue etbelece frepi t ndependenteente d eu ex, r, cultur, n

    De ct, e e prncp ete un vldpr td en, Ocdente eurpeu retrnu

    eu redente, cndernd ue utr pver ubdeenvlvd rcc prtv ucen

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    yBuh, po xmpo, cosidaa os pimitioscomo ss itis msticos, causuados o psa-mto mgico squcia a xistcia d uma acioai-

    dad m quaqu oma d ciiizao, msmo qu sjao abico d uios, a utiizao das amas, a p-tica da caa. m quaqu socidad xist, simutaa-mt, u psamto acioa, tcnico ptico umpnsamto mgico, tico sbico. msmo aco-tc a ossa. Pacm d xm impotcia io

    a a, o huaismo igous ao ve aioidad ctc

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    pdlh para r rconhcdo como d aor-dad concordam na condo d qu orn mdcodo pobr, o qu l aca Em Vna crv m

    lvro qu r mpro na olanda D xceln oJd para dmonrar qu a d o upror d Cro

    Ma gualmn uma rcra ac do marranmo nacda a parr d uma dpla dndad donmno d prna a o modo d ncadrn a dua comundad anagnca choq

    d dua rlg conrra como o nconro d daparcula qu nrchocam drndo ma oura para ormar m novo conno E cao oraro ma nov aoomu d a aa po m-plo, qu m acndnca d onvero acar a dajuno da hrarqa calca d q o ndo a m-rica ram r hmano como o oro poam umaalma grja rcuava admlo podra aclocomo homn, uma v qu Ju nunca dlocaraa Amrca do Sul! prgu qu Barolomu la Caa munhou npraramlh compao zeramno volar on paula: o m homn muhr, nm udu nm rgo nm homn lvrnm cravo, o odo um m J Cro (Epolaao laa) Inlzmn por ra d oporun-

    dad, Barolomu d la Caa coloco nr parn a or do rcano vma d rco D aco, orco d gro comou m 52 na lha d Hpa-nola

    uro cao qu convm car o d onag Fcarmo panado ao ouvr claclo d cronovodao odo o mnd o n m a

    no mpd o ouro ab d on gura qu a ua

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    famla matena, os Loe desende dos Loez, dosqas se enontaam vesgos em Esanha Paeeestanho qe esta no nma oa em qe os asa-mentos eam aanados no sea feta ente dos desendentes de stosnovos, anda qe nada se sabada famla aten nteessante vefa qe nosEnsais as sas nas efenas so gegas e lat-nas, exlndo qase as efenas aos Evangelhos eals a odos os textos elgosos ma ata esta ase a aa naa a mote do se amgo La Boteelebada no qado a ltga atla mto eta-nha No fm La Bote dz om voz fote Moo nestaf qe Moss lanto no Egto qe da tansotoaa a Jdea e qe os nossos as toxeam at nsPegnte aos esealstas de La Bote o qe sto odasnfa mas eles no foam aazes de me esonde

    O qe mota qe este stonovo qe Montagne sea m vedadeo aelto nma oa de geas de elges o elo se etsmo e ela esaem odea os Aerdos omo sees nferoes Aqeles a qe hamamos bbaos, eseve, so sees de maota vlzao dfeente da nossa e aesenta Aho[ . ]qe nada exste de bbao nem de selvagem nestanao a no se qe ada m hame babe ao qeno se so m dos asetos da babe eoeafo o de tata de bbao o oto o dfeente, em vezde eleba esta dfeena e de nela ve a ootndadede enqemento do onhemento e da elao enteos hmanos Montagne eesenta este ensamento,de ma lbedade nadta, qe sobe emanasedos eonetos bbaos do se temo Penso qe afonte da sa lbedade est nesta lbedade nteo dem esto qe se move aa alm do dasmo e do

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    cstnso. No soeu o ntagonso ente udeu ecsto uulano e judeu e ou nel. Natualenteas ogens aans de ontagne deva se stantelongnuas as as o espto do aanso uese desenvolva nele Poltcaente uto pudentesepe na na da sua tc de tolenca Deendeo e e todos os seus esoos de odenao paacaa co a guea de ego

    a gostaa de aoda caso de spnos Nasua o o Deus eteo cado do undo astadoenuanto e Descates e Newton anda est uto pesente e a dea de u undo utocado causa de scoo d Espnosa s se po a pat de egeA oa cadoa est na natuea coo eee a cleeula Des v nau. O ue podeos copeendeass Deus ou se usee a natuea pos no aodeena E spnos a ao soean as no setata de ua ao a e gelada ua ao poundaente copssonal ante se o podeos deReeta dea do povo eleto nactua segundo ele lca ass a dentdade judca e deste odo eataco a idea de unvesaldade paa l do cstano Espnosa encontaos o eso espto dendeendnca ue e ontagne vedae ue elevve na Aestedo tolente de ento as contudono escp aos ataues da ntoenca Epulso da agog escapando po pouco a u atentado cont a suavda deve vve nua uase sa

    o podeos nega ue os nusdoes espnsestaa cetos uando consdeava o ansocoo onte de ceptcso e conaso No sculo xvnso utos os casos Po eeplo o Dom Qxo de Cevantes est acado o ua dupa ona ctca do

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    imagirio pa raidad carada po oho cricoqu Sacho Paa dia a . Quixo mas ambm acrica da raidad prosaica po imagirio fo d

    posia crica sa carada po cavaio rra.Dom Qxo aucia assim o dcadar do mudomodro dscrio por Max Wbr dois scuos maisard S bm qu Quixo Sacho Paa sam i-sparvis, o xis rcociiao poss r osdois uirsos. por sa rao qu a obra coiua asr fascia qu surgiu ambm como um ario

    o uirso da iraura do romascoPor cosgui o humaismo dsvos a cofucia da msagm grga riaizada a ia daRasca qu s dsvovu ouros pass oci-dais com xcpo da Espaha Mas msmo saEspaa od a msagm foi obsruda o humaismosurgiu subrraam a parir daqus a qum podmos chamar os psmarraos qu aimaram afirmaram um humaismo ass um sprio d ai-cidad d uivrsaidad

    Sria ambm irssa vocar aqui um f-mo qu surgiu o mprio Oomao qu rsuta dopsmarraismo o moimo mssiico d Sabbaa1si. Aps rs aprsado como um oo Mssias,Sabbata1 si acaba por s covrr ao isamismo Os

    sus discpuos orados ao msmo mpo oficia-m muumaos maivram scram o cuoa s Mssias udu. A ss apsaas dus o omd dnm (os qu s voaram). Eram basa ifus m Isamb o scuo XIX criaram scoasaicas Nsas scoas ormarams os ovs oficiaisurcos Musapha ma qu viria a isiuir a aici

    dad os aos 1920. Es pisdio dmosra qu as o

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    t que iti o e fcto cuio m coocobetuo em einci itue emncipo oepito mno Sbbtt o evieme

    ei uic e o ptem um imimoe upefcie

    betme em imutneo e um e e outo Po eto poemo incevo no moimento o um-nmo euopeu

    t tio o humnimo euopeu u ptee utoctic et muito em expe n CtP e Montequieu e i pepetue t CueLviStu Montequieu imgn e que ceg-o o Ociente coniem o Fncee ee exticoet um titue tpic cionie utocticconiee i memo obecto e cuioie e ectic otie outo exempo no c Whnfeimente cionie utoctic um pectoque continu te pouc impotnci n tio ocient No cuo V poc Lue cioni-

    e obetuo ctic e ent pincipmente neigie conie como tecio e fbu e upetie Et ctic euto No enxeg o queMx i voi mi te que eigio como oupio citu inei mnei t qu pie umn mi pofun e expimem

    O epito umnit Lue encont u

    fomuo n c d t d Hmm d Cd-d eno et mengem muito mi upot peitocci iumin o que pe buguei comoemontou Fnoi Fuet Dunte noite o 4 eAgoto o itoct po inicitiv bnonmo eu piigio

    No entnto o unte et poc que mc

    o eu tiunfo vo ifeente fce A o cientfic

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    const teoas Mas estas teoas, apaenteene ndaentadas e dados coeentes pode se ancha-das pela aconazao po a vso deasadolgca qe apenas e o qe a confa Laplace, poexeplo, necta a aconalzao no cento da cncaPope a vso do nveso copletaente detensta e co ceteza totalente laczada spe qe deno dotado de podees speoes sea capazno s de coece todos os acontecentos passados,as tab de pedze todos os acontecentosos ando Napoleo lhe pegnta E es, qeazes co Ee?, Laplace esponde No necesstodessa pese A cocepo de Lapace ea a aconalzao extea da aconaldade newtonana Hoe,daonos conta de qe no nveso no se pode edz tdo ao detenso. Ass exste a aconaldade cca qe evta as cladas da aconazao, aaconaldade atoctca qe assoca azo, conhec

    ento e exae de sd-adl..

    ,.?;alli'"mi1r ;1Yt:,C.}f'\l;- -CU'f1: !J.i,l - 1:-.C'flt -m,j:it?e-da su q'[email protected]& exeplo, a nstentalzao da azo posa

    ao seo de ns copleaente aconas e bbaos,coo a gea, pov de oto po de aconalzao. Na ealdade, o qe necesso ve po dets

    de todas as aconalzaes , paa al da asncade pensaeno cco e atoctco, o esqeceo daqlo a qe Rossea chaa o esqeceno da nossappa naeza Pesente e Rossea, a nateza o,apesa de tdo, gnoada pelas Lzes Tdo sto vada co o oanso

    O -"T' a epoetzao do nveso. Responde a a nostalga da condade, a

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    ma idalizao da Idad Mdia Mas sta nostalgiado passado algns anos mais tard ai transformarsnma aspirao ao ftro librtador tal como o tradzm Lamartin Hgo q faz a sbios do sprito romntco com o sprito das Lzs Lamartin foim dos hris da rolo d 1848 q nto a palaraFratrnidad aos dois priiros tros da clbrdiisa da Rolo Francsa Qanto a Hgo com os sprito isionrio magina os stados Unidosda Eropa prldio dos stados Unidos do Mndo.

    Esta poca olta a dar ida aos diritos do homm aosdiritos dos poos diritos da hmanidad sobrtdosob a inflncia do pnsamnto socialista

    No sclo XX, opras ma spci d frmntaocom Forir Lrox Prodhon os jons hglianosStirnr o torizador da anarqia por fim Marx Marxlaboro ma notl snts filosfica intlctal ao

    srio do dsnolimnto hmano q traz m si osocialismo q ma aspirao nirsalista d maislibdad igaldad Porm o s pnsamnto podsr qalificado d psmarrano Na ralidad no cntro da sa concpo st mssianismo jdaicocristo. O proltariado indstrial tornas m Mssiasa rolo m apocalips a socidad sm classs a

    salao trrstr. A tndncia para a nirsalidaddo hmanismo rop ncontras no sio dsta sp-rana socialista graas criao das ntrnacionais sbm q a sa organizao contin ainda limitada nospass rops dominants nos stados Unidos daAmrica Dito isso na maior part do mndo ocidntal prmanc a idia d q a racionalidad o priilgio o monoplio dos Ocidntais

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    Chgms ssim dus dis cmpxs. Em primi ugr Eurp cidt ctr d mir dmi- qu gum vz xstiu mud tmbm ic ctr ds ds mcipdrs qu v mirst dm Ests dis mcipdrs s su-prtds r qus qu s ispirm humismurpu mdr itctuis miitts m miri hms muhrs d b vtd sds ds dif-rts csss d scidd iicitiv tmd pssprits mrcds ps ids d Rvu cmVctr Schchr qu rcrdms dcrt m 1848 bi d scrvtur s cis frcss. stsidis v sr s difudids s cis p si d cutur frcs ms v sr prvitds psprtvzs ds pss cizds qu rmtr cidt p s sus ppis pipis ibrdddirit ds pvs tc Ests idis frm frmtd dsciz prtt urp ctr d d

    mi cquist qu s frmrm s tdtsqu s s idis mcipdrs. sgud idichv diz rspit prcss

    qu chm "tr> Cm cquist dsmrics s circumvgs prtuguss sp-hs vt d gb pt tr um sistmd itrcmuic qu vi dsvvrs sm prrS st prcss isprv d srvid d scrtur s grms d dsciz d tisrvidst prsts dsd ici d d mudiiz d cmrci d trfcts mrcdrs dsv-vus um mudiiz ds idis d mcipqu cumi bi d scrvtur. riddfi bm ms trdi d q rimir fzs difici-mt s Estds Uids pr xmp s idis d

    mcip suscitrm tmbm gurr d css

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    De gual odo o oeno undal de eancpaoacabou po susca depos da Segunda uea Mun-dal u oeno undal de lbeao das colnas Po ezes a pada dos colonzadoes fezse defoa pacfca coo na Tuqua ou e Maocos ou-as ezes de anea as gca coo na Agla.se pocesso culna co o acesso ao pode de Man-dela hedeo do pensaeno axsa Qus enaco a sepaao de Negos e Bancos qus consuua s ao paa odos Ass seguu ua lgcabe dfeene daquela que encanaa as aeedas

    naconalsas na uopa oenal despdas de qualquehuanso que culnaa co a guea na ugosla e co a desuo do que esaa uno.

    uas ezes podeos obseva u pocesso dedescolonzao e duas eapas xse ua peadescolonzao que no oba dos colonzados asde colonos planados neses pases das eles de o-

    ge euopea que lea eses pases a acede ndependnca coo na Agenna ou no Basl O Baslapesa do acesso ndependnca anda conheceu aescaaua a ao nal do sculo xrx. Assnaleos quena Aca lana desenlee ua concepo denao que as laa do qe a das gandes naeseuopeas e que se alena da esage No Basl

    no quado no Mxco e na olba as esagensso lplas edade que so enoes nos pasesandnos onde as casa de oge banca an age das zonas de pode ua gande aoa da po-pulao dgena o que als coloca u poblea cadaez as agudo

    Ass paa copeende a undalao o

    poane e o pocesso dalcco que a poduzu

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    Uma primeira mundializao desenvolvese sob a hegemonia de uma superpotncia, a Espanha do Sculode Ouro, os Estados Unidos de hoe Ela produz umasegunda mundializao que pode parecer estar em

    segundo plano, ser menos poderosa do que a primeira,mas que transporta as esperanas de emancipao e dehumanidade

    Na realidade o que se passa depois de 989? A mundializao do mercado gerou o derrube do sistema sovitico da sua economia urocratizada, tal como oabandono deste tipo de economia pela China, pelo

    Vietname por todos os pases comunistas, mesmoquando a ditadura do partido comunista se manteveO descrdito das deias do socalismo real e das virtudes da economia socialista tira proveito durante algunsanos daquilo a que se chamou o neoliberalismo. A ideiatriuna quando as autoregulaes econmicas, espontneas, so suicientes para resolver tods os proble-

    mas incluindo o educativos enquanto o liberalismoclssico cava no qadro das egulaes pelo EstadoAinda estamos neste perodo, marcado pela ausnciade qualquer verdadeira regulao a nvel planetrio.No entanto, esta dializao do mercado suscita umamundializao paralela permitida pelo extraordinrioprogresso das tcnicas de comunicao. Encontramo

    nos doravante na quda graas ao a, aocorreio electrnico ao telemvel Estas novas condies tcnicas e econmicas abrem uma nova poca,ma poca em que as ideias podem circular elocidade da luz J a queda da Unio Sovitica permitiu apropagao das ideias democrticas no s nos pasesavassalados pela Uio Sovitica as dcacias

    populares, mas igualente na Amrica laa e na rica

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    a poa da quda da maior par das diaduras daAmria laina a ingana d 789 sobr 97 uran dnios, 789 paria sr uma pquna roluo prliminar, d arr sundrio, j qu a

    vrdadira roluo apnas pd dsnolvrs om97 a omada do podr plo parido bolhiqu.No aual mrado d valors, 97 sboroous 789rssurgu

    Esamos nsa siuao m qu a sgunda mundialiao progrd a um rimo ramn dirn daprimira, mas progrid na msma. O ainio d M ar

    ornous odaia admirl, uando obsramos oprolma da ulura, da liraura, das ars. Marodiaa admiraa simulanamn a burgusia Vianla a lass qu, por um lado ploraa duramnuma par da humanidad, mas, por ouro lado, dsrua as anigas rlas d srvido d fudalidad,riando um spao para qu s pudss dsnvolvr

    uma liraura mundial Hoj, o qu a liraura mundial? o asso s irauras d odas as rgis domundo graas aos mios d omuniao difusosablidos plo apialismo, mas iguamn a riao d ars d ipo noo A indsria uu sndofundamnada na busa do luro, m ambm nssidad d orignalidad d riaiidad Os fims d

    Hollywood, raliados om mios quas indusriais,produziram obrasprimas omo as d John Ford, nquano o inma soiio, por omparao, ra pouoriaivo. Inlimn, as nssidads da produosmagaram muias s as da riao. Orson Wlls disso um ris mplo. Em odo o caso, #Jp$

    uzo o a a unio mo; usta a:

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    daao has sm nontanto, idntmnt, s conundir com a

    Esta diactica, prpria da mundiaizao, ncontrauma ormuao uas concptua no @i

    f iso qu na raidad a mrgncia d uma mun-diaizao no cntrada nos aors mrcantis no oantimundiaismo do qua, durant muito tpo, osmedia aaram sd Satt, m 1999, imos Jos Boxprssar a idia d uma outra mundiaizao Com armua: mundo no uma mrcadoria, procuraa

    s ants azr mrgir um outro mundo no apnassaaguardar as spciicidads dos dirnts passMsmo s o atmundiasmo ainda pocura a sua r-dadira idntidad, no chgando a ormuar a suaprpria iso, por zs diacrado por utas d acs, st bm io Uma cidadania do mundo nascupor ocasio da gurra do Biara, ssa proncia da i

    gria qu s batia pa indpndncia Uma associaooi criada Mdicos Sm Frontiras, cuja misso ra tra-tar os humanos indpndntmnt da sua raa ourigio. Est oi um passo capita. Dpois, outras orga-nizas humanitrias como sta mutipicarams,tstmunhando uma noa conscincia pantria, noprciso momnto do dcnio do sprito intrnacionaista, o da Intrnaciona Comunsta da IntrnacionaociaDmocrata

    Ests intrnacionaismos dixarams dora pasnas Em Frana, a Intrnaciona to podrosa m114 com um partido sociaista dirigido por aurs,quria a paz, da msma orma qu o partido amo.Mas, dsd o incio das hostiidads, a maioria dos sociaistas rancss igous sagrada Unio conta a A

    manha a maioria dos sociaistas ams igous

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    sagada Unio conta a Fana. Apenas aguns espitos aos, como Romain Roand e aguns sindicaistas,conseguiam escapa a esta ipnose nacionaista

    otanto, a I ntenacona oi deoada pea gueade Quanto teceia, a Intenaciona Comunista,coocouse ao seio do Estado soitico, o qua seencontaa cada ez mais ao seio da sua ppaoa Os ideais do sociaismo intenaciona so desiados em poeito de um patiotismo que, de esto,oi ita paa a saaguada da Unio Soitica Estaine camou Segunda uea Mundia a gandeguea patitica. A II Intenaiona oi absoida peonacionaismo do mpio Soitico. De aguma omatodas estas ntenacionais tinm negigenciado a eaidade das ptias e das naes Aceditaam que asnaes eam apenas iuses ideogicas e que o Estadonaciona no ea mais do que u instumento da cassedominante Subestimaam a poundidade da nao

    Contudo, desde o scuo XX Otto Baue tenta constuiuma teoia da nao, undamentada na ideia de comunidade de estino e o ppio Estaine, na sua uentude, aia sido encaegue, po Lenine, de esceeum io sobe o maismo e a questo naciona ondepocuaa da agu undaento nao

    Mas o maiso oi cego e os ppios eoucio

    nios, que aceditaam te aido tudo da Unio Sotica, pepaaam, sem o sabe, o etono em oa donacionaiso o s usso, as tambm amnio,usbeque, ituano. Aceditaam te eadicado a eigioe ea egessou com uma oa enoada. Aceditaamte acabado co o capitaismo paa sempe, iquidandoa buguesia, e um capitaismo pio do que o da poca

    caista egessou. sto iusta aquio a que camei

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    a ecoogia da aco As aces podem sobretudo empotica ir em sentido contrrio ao das intenes e entogerar efeitos que as destrem Ningum ignora que a

    ecoogia da aco est condenada a enganarse perene-mente. Ningum ignora que a ecoogia da ac estcondenada a enganarse duravemente

    s nternacionais nunca conseguiram transformarseem conscincia panetria tstemunhando a fraquezade esprito da cidadania mundia

    Propus a ideia de ra-tia> sabendo que a paavra ptria cobre uma mitogia muito rica simu-taneamente materna e paterna mesmo nas suascntes. A n e ptri dins que ncssramar esta terra materna de onde samos e a autori-dade paterna do Estado se for sta Esta ideia aindan adquiriu a dimenso panetria A gobaizaotecnoeconmica ciou ao ongo d timo miniomeos que poderiam permitir a emergncia desta cons-cincia panetria ao mesmo tempo afectiva e reeivaPrduziu as infraestruturas de uma eventua sociedade-mundo. Para que haja uma sociedade necessrio,de fact que haa um territrio e meios de comunicao necessrio que eista uma economia. Ora eiste umterritrio mundial dispndo de inmeros meios decomunicao e de uma economia prpria.1ilzao econmiaq e v depl&af>.is po ,)Ontrio fact esta gu mntegAssim, necessria uma'utoridae. rgletima e alcnc planSabeis infelizmente,como vo as Naes Unidas e direito internaciona .Por utro lado,p prcess teo"cnique criasnfra-strturs de umsocieda'rt i:'est fdad deg com 1l. Desenvlve-se asim

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    a etre a undzao ona e a un1ao mana sta dagca sgnica que exste

    oposo entre estas undazaes e que, no entanto

    ua se amenta da outra, peo menos no sentdo emque ua no pode exstr sem a outrasta poca de'l"[email protected] 'ter pergos graes.

    Coo sempre czao e barbre encontramse adoa ado Assstmos ao regresso de runcas tnas,naoas e regosas num argo nmero de pases e dereges. Aguns mpetos podem azernos pensar que

    ua guerra de reges ou ua guerra de uturas, oumemo de zaes posse to demonstra noa-mente que munafFh oht vrg.s simulnet irazo eon ei,uo o rtorno a reii e cuos prtila.

    a idea omeou a desponta nos tmos dec-

    nos do scuo xx, mesmo que tenha uma orgem mutomas antga de um nae espaca a terra nau emque naega a umandade ste nao oje propu-sonado por quatro motores cncas, tcnca, econo-ma e proeto, e estes motores no so controados.o me nscreo num pensamento bnro e no dgoque a nca m, peo contrro dgo que ea desen-

    oeu poderes de destruo naudtos e ncontroes.O atua desenomento tecnoeconco produz adegradao da bosera a qua gera a degradao dazao umana Dto de outra manera, esta naeepaca a depararse om atstroes sem que nadapossa ontroa

    udo sto mostra as ambanas e as ompeda

    de desta dupa panetarzao. A uropa no poderarodr noos antdoto rant da a lra

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    a pati d ma poltica d dilogo d simbios duma poltica d ciilizao qu faia a pomoo dasqualidads da ida o apas do quatitatio, qu

    taaia a coida hgmoa? No podia la bba ot do umaismo platio qu foou o pas-sado? No pod la ita o humaismo?

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  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    CAPTULO 3

    ENSR BRBRIE

    S XX

    O rimeiro ; aem o eu aarecimento vimo-lo h ei mil ano no eio do gran-de imrio do Mdio Oriente Peretuame at hojee roduiram a divera rma da barbrie de conquita e de coloniao como a de Tamerlo ou de

    Gengico Ma eta onqita no ormam - 1\sroj, enquanto a d .of Oeste ero cnequena a longo rao: a#iqaena termaeoi da Segunda Gerra Mundial no ano emai tarde ainda no cao de PortugalA pi do sculoX\V&ya.pb 1/gd iei n& nao moerna, de acto enacer ela ua obeo de uriicao de urea religioa e deoi tnica uma orma articular de arbrieque no eitia no Imrio romano ou no antigo imrio do Mdio ou Etremo Oriente Sem dvida omonotemo e obretudo o catlico ode em arte elicar ete delrio de uriicao eecialmente oraua do eu carcter ecluvo da rejeio da outrareligie. ontatamo que a Segunda Guera Mundial

    levar ao auge eta dua oma de barbrie

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    Ao logo do segudo aptulo preted evdearum femeo aparetemete paradoal: [email protected] C .Jpb P

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    diab olizar a ropa concbndo simltanamnt qsta prodzi o mlhor o pior Pa msma ordmd idias, rcsom a distingir ma boa cincia d

    ma m cincia, tc Tal como procri dmonstrar,tambm no acrdito na istncia d ma boa dma m>> mndiaizao

    Primiro, do dizr q no ho m pnsamntodo totalitarismo, como isti m pnsamnto do capitalismo (Mar) m pnsamnto da dmocracia (Mon-tsqi, Tocqll), m pnsamnto da ditadra

    ir rgi ora-5.

    orto d m procsso histrico sado do dsastr qoi a rimira Grra Mndial sta grra oi m dsncadar d barbri assassina ao msmo tmpo macto sicidrio para a Eropa

    Comcmos plo caso do comnismo soitico cadi-

    nho do otaiarismo stanista O marismo na origm m pnsamnto mito rico q contina acta, mparticar no q rspita aos problmas d mndiai-zao Mas a sa fraqza st m no abordar rdadiramnt a qst potica Mar apnas concb ostado como m nstrmnto da cass dominant, isto, como ma strtra na gica da grra das ra

    s d casss stda a fndo os conitos sociais, masno s intrssa plo q poltico, propriamnt ditoO pnsamnto marista gro dois ramos, dos

    qais m s torno rapidamnt a socialdmocraciaalm, a partir da ormao do partido sociadmocrataq data d ngs Est primiro ramo dsnolspor oposio ts d ma roo iolta brtal,

    a grand noit, m q a rolta proltria aboliria oili. rr ma stratga rormista, grada

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    lista, ilustrad or Bernstein No incio do sculo xx,oerase uma ciso no artido socialdemocrata russoentre um tendnci maioritriamente bolchevique e

    uma tendnc minoritria menchevique O artidobolcevique constrise ouco ouco, no seio d Rssi czarista em condies de clandestinidade e de re-resso olicial uma organizao centralizad,quase militar que visa controlr cuidadosamente osseus membros com o fm de evitr os agentes infiltrdos da olc czarsta, a Okhrna As articularidadesdo bolcevismo tm a ver com o facto de que arecen Rssi czrista Em 9, continua a ser um equenssimo artido cujos dirigentes, n sua maora, estoexildos Alis, nest oc, o marxismo tin erdidomuito da sua atraco no mundo intelectual russo orcaus do seu carcter tcanho ou sectrio. o interiorda ntellgens russ muito sensve s comlexidadeshumnas mensagem de Tolstoi que exaltv um

    amo fraternalismo t uma maor influncia.O obectivo dos bolceviues a revoluo burguesa.

    N realidade esto convencidos com Lenine cabe,que a revoluo burgues anterior revoluo socia-lista necessrio que o caitalismo, burguesia e oroletariado se desenvolvam ara que este ltimo,reforado em nmero e em fora, ossa derrubar a

    sociedade burguesa Durante a guerra, as nuerosasderrotas russs rovocam um revoluo democrtica,geram o derrube do czarismo e subida ao oder dosocia ldemocrata Kerenski Kerenski revelase to incaaz de fzer a guerra como de negocir z. O seuinsucesso acentua a desmoralizao das troas e ro-voca uma manifestao oerri em Petrogrado antiga

    Sametersburgo e futura Leninegrdo Os bolchevi

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    ques seguem o movmeto e impem muito hmeteest dupl plvr de ordem terr os cmpoeseso que evdetemete cedei os mujiques moil

    zdos e todo o poder os sovietes isto os cosehos operros que se hv ormdo s rcs dePetrogrdo.

    urge eto m cotecmeto de extrem impor-tci s teses de Abril de ee ode rm quelmete ecessro evtr revolo rgues Rss edo Rss o elo ms rco do mudomperlst e cptlst m revoluo este psdesecder revoluo socl os grdes psesdustris como Iglterr Alem e ree t t dclde em covece os sesmgos bolchevqes d legtmdde dest tese pormc por cosegur Eto prepr o golpe de Estdode Otbro Em etrogrdo os sovetes uddos pelos solddos otdos tom de sslto os plcios

    e os edicos do poder Est revolo levd coo s por olcheviques ms tmbm por rqstse soclsts revolcoros qe prtm d su viso.o covocds elees pr eleger um ssemblecosttute prmer ssemble democrtc Rs-s Tedo os bolchevqes icdo em mor Leedissove logo est ssemble

    A guerr cvl desecdese e s trops rcstetm retomr Petrogrdo A terveo estrgeirsurgir prtr do im d Primeir uerr MdilNests codies um processo de extrem rdiclizo iicise mito cedo s rqists so rridoscotecedo o mesmo os socilists revoluciorios;o prtido bolchevique trsormrse um prtido

    co que drge Rss trsormd em Uo ovi

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    tia Mas a situao oa atastrfia a fomaaa por todo o lado Li dd to saurara NEP oa poltia oa ratas ar um

    rto lugar ooma d rado ar um ouod libra aos pos amposs mrsros omriats sto faor u io rostruooia. Mas a NEP sr supriida por Estai 930

    No durso dos aos r 920 924 dpois datria sobr o rto brao o abaoo a itro stragira o s riou a Uio oita uoo ipo d soiad ua soda fuamtada rlas fratras A ostuo d u raropor do prolariao o istu as uito rapdat o parto u o s otrola omo rpri alass oprria ob a apa uma dtaura o proltariado fo ua diadra sobr o protarado Em92 os marihiros da idadla d Krostat rotas p a apliao d u programa radirat poplar soiaisa dorto rotsky hfdo rito rlho ada assarlos impdosat

    . $(FcypJio russa , Jud-Q teklr r nJ u. Tambo h roluo mual Esta ausa prmtiu osusso do saliismo u abadoa totamt aprsptia roluiora muda e s pensa na fao do soaliso um s pas, por trmo odsoimto ustra Est fraasso a asoialista fratral huaista mas ou mos aogo ao fraasso spiritual do rstasmo u ao sttuirs dsfigurou a sag origial Cristo sushaa to aos dispuos u otara s suas das

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    Durante quase um sculo, os discpulos e seus descen-

    dentes viveram persuadidos de que o fim dos tempos

    estava prximo, que a sua grande noite estava pr-

    xima. Quando se tornou patente de que no existiria

    a grande noite realizaram a constuo de uma Igreja

    hirarquizada, organizada, potncialmnt totalitrianum determinado sentido. Assim, (e'

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    como soutmente verddero, elorse um podersoluto

    mportnte referr que qu no exste determ-nsmo hstrco A revoluo de uturo no devproduzr necessrmente o totltrsmo estnst,t como nenhum lgc do prpro mrxsmo, oudo lennsmo dev orgtormente conduzr rre tottr tottrsmo no er prevsvel nofo sequer pretenddo conscente e ntenconlmente,como credt os que reduzem sempre hstr um sre de conspres Aguns elementos do mr

    xsmo permtm o desvo totltro, enqunto outrosconduzm outrs vs Als, este desvo nem sequerfo teorzdo por ee elo contrro, em Esdo Rvouo, unc que s consequncs d revolu-o sero o erqueceto e supresso do EstdoN reldde o sstem sovtco nstlse n sequn-c de um sre de pertures hstrcs m prte,

    nterse devdo o trso mentl d urocrcczrst d qul herdero e pelo cerco cptlst quev reforr s sus tendncs osdntes

    'ssoln prmero fo soclst m 99 und osFchos de comte And no er um prtdo msem condes extremmente tormentoss, reunoe gs de ngos comtentes e sndclsts eleento nconst vrulento excerdo pels decepes provocds pelo trtmento tdo como njustod Itl d psguerr trtmento tnh o eeto deerdder hulho um vez que Itl estvns flers dos vencedores Mussoln scende o poder em 1922 . N sequnc d mrch sore Rom,o re ctor Emnue 11 orgdo conre o

    poder prlmentrsmo mntdo t 95, porm,

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  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    aps o assass10 de Matteoti pelos ascisas, as leisascisissimes> organizam a diadura com base numpartido nico No enanto, ese oalitarismo coninuainacabado, ainda subsise um pequeno sector abri-gando a realeza,u compromisso com a Igreja e a econoa capialista continua a uncionar Mas o que aquiconvm realar a componente nacionalisa. fcismaano um nacionafascismo (, co o nazis, u ';

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    A grand cris conica ndial nascida 1 Wall trt nos Estados nidos rbnto na Alanha d ora spantosa A Alanha ra na altrao pas ais indstrialiado da Eropa sta cris atin

    gindo todos os sctors da socidad, coloco no dsprgo a grand part da class oprria. A stascondis d dsprgo, d cris conica acrs-cntas a hilhao nacional O tratado d rsalhsprivo a Aanha d trritrios granonos, particlar a boa part da Prssia Orintal q ointrg Polnia, criando assi o corrdor d Dantig

    as sobrtdo, srg o nraqcinto da docracia d Wiar A dsnio dos docratas priti aHitlr no a aqisio d a aioria absolta noParlanto, algo q nnca obtv, as o antodas sas oras rprsntatividad. Qando s candidata prsidncia da Rpblica prd. Hindnbrgq lito

    Hitlr ngcia nto co os partidos d diritapara obtr a aioria O strataga nciona chaado para o lgar d chanclr plo prsidnt dapblica do isto s passa no sio d a dsniocatastrica O partido conista da poca t cooiniigo principal a socialdocracia Os conistasacrdita q s Hitlr chgar ao podr a sa incapa

    cidad para rsolvr os problas sociais conicos pritirlhs a ascnso a ss podr nstascircunstncias, n qadro lgal q Hitl noadochanclr do Rich plo archal Hindnbrg 30 dJaniro d 133

    Rapidant dcrta a dissolo dos partidos conista socialista a partir d 133 criada a Gs

    tapo dcidida a instalao d capos d concntrao

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    para s psitres e em h de 933, prtat mitpc temp aps a sa ascens a pder, prclama partid nai cm partid ic As SS e as SA, gr-ps militariads, assegramlhe j ma idbitelfra d ist permitelhe s perar ma i-lenta depra entre s ses psitres pltics, mastambm prmlgar as primeiras medidas atijdaicase exercer as prmeiras persegies Um cert nmerde jdes deia a Alemaha Nesta altra, Hitler nprcra aida crtarlhes a fga mas islls e margi

    nalilsA ps a Hitler mit frte and ascedea pder nesta Alemaha demcrtica de Weimar,mas, cntrariamete s preises ds pltics, s-cess ecnmc darlhe ma erme pplaridadeMesm antes d bm da idstria d armamet, r Schacht, ministr da Ecmia de Hitler entre 93

    e937,

    csege cm receitas ecmicas rtdxas ltar a pr em mimet a mia idstrial eelimiar desempreg. Freetemente esecemseste factr d scess ecmic e cstiti merme trf para hitlerism. O fact de a ec-mia alem ter pdd fciar at a fim, iclidns mments ds pires reeses militares e apesar

    ds assmbrss bmbardeamets ds aliads, demstra bem at e pt factr dstrial e ecmic fi imprtante Mas naism fi tambm ss-tetad pr ma srie de scesss camp plticA remilitara d Rhr fi ma etapa determiate.Os Franceses n reagem ad exrcit alemlta a cpar este territri Otr exempl a ane

    xa da

    stria, Aschlss ant aexa dsSdetas, esses macis mntahss e cstitam

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    os basies da Cecoslovuia e maioriariamee ovoados or Alemes foi um grade gole de audcia ede ciismo or are de Hiler Pelos acordo de Muiue ue violavam aberamee os comromissos daFraa e da glaerra erae a Cecoslovuia Hilercosegue ober dos gleses e dos Fraceses a uiodos Sudeas Alemaa. De mediao a Wermacivade a Cecoslovuia aexado 30 000 km2 do seuerririo

    Num as como a raa com uma ore radioacfica de esueda e marcado ela exericia da

    Primeira Guerra Mudial o elemeo mais deermiae a voade acifisa. Mas face a esas couisasileriaas o camo da a es exremamee dividido: ara us Hiler realia o direio dos ovos a dis-or de si mesmos ara ouros esa miliariao e eseaeie de aeao so ao mais alo oo ueaes

    -.ilp(o, '>um'tod

    castro:lrbifea e a su foe a a m &-

    O ads oas com o a m- c Beeoe as rades d qam muio aes da rime ura Mud 9oa sufcees ara coe a bab se faco im-ressioou mias vees os esrios mas o covmdare muia aeo. No ao oo de esuecermosem odo o cao u stns, fascismo e de ao ascem a civizao u a aores des aeas eege sae a mads &o escal coscas da Pmeia Guea ual. Nora cosalv mm co algs aas es os smf lzao am o o oal;

    am. Sem a Prmeira Guerra Mdial o eria exis

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    ido comnismo, scismo, nzismo. Sem cise de2 no ei exisido o scesso polico nzi em 3om ge e cise qe levm Hile o pode.O nzismo m podo eddo d imei eMndil, l como o comnismo del m poo ime-dio. Jnos seo os copodoes d Segnd eMndil.

    Vendo qe, n elidde, os Ocidenis, em Mniqe, cpilvm pene Hile e ecendo qe inl-mene no se enenessem, deindo s mos lives Hile, slne necip e ssin o pco gemno

    soviico po nemdio de ibbenop se pcoimplic qe Alemn v c olni, ms con-m iglmene m ceo nmeo de clsls, como d ocpo d olni pel Unio Soviic e dodomnio dos pses blicos, ini, sni e eni Gs ese enendimeno, Hile ic com smos lives ese e pode ln n oln s

    ge elmpgo Depois ceg cmpn d Fne desinego do excio ncs ecivmene,oi o pco ene os dois oiismos qe desencdeou Segnd Ge Mndil.

    Abodemos mos qeso d vlio ec-poc dos oliismos ileino e eslinis. Desdelogo, podemos obsev evidene dieen nosndmenos ideolgicos dees dois sisems A ideo-logi comnis inencionlis, niveslis, ig-lii ideologi nzi cis. As inenes donzismo om evelds i do Mn Kmpf enqno ideologi enl do comnismo, explcino evngelo qe o Mnto do Ptdo Comnt deMx, msco dne mio empo os cimes do

    oliismo soviico. Miles de sees mnos es

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    am conencdos de que os Sotcos eram lres eelzes Um outro ponto de comparao reporta aonaconalsmo e, tambm a, mutos sero tentads aconsderar que este ponto demonstra uma derena nabarbre, derena essa menor, ao que parece, no ss-tema estalnsta erdade que o naconalsmo est naorgem do nazsmo, enquanto o nternaconalsmo estna base da reoluo sotca. No naconalsmo naz,o antjudasmo desempenha um papel undaentalDe algum modo, seru de cmento para este sentientonaconal, segundo a lgca do bode expatro descrta

    por Ren rard Contudo o nternaconalsmo noestaa ausente do nazsmo No m da guerra, estuum europesmo das SS alguns so noruegueses, outrosranceses, etc artlham o mto de uma Europa naconalsta mas sempre assente na base de u racso deexcluso pelo qual odos os elementos heterogneosseram rejetados

    O totaltarsmo sotco no ta na orge umabase naconalsta e a parte antjudaca, ncalente,era nexstente No seo do partdo bolcheqe, nclu-se, exsta um grande nmero de judeus, a comearpor Trotsk or outro lado, a Lbertao, com o horrorcausado pela descoberta dos campos de extermnompedu os enmenos de rejeo que j comeaam a

    manestarse. No entanto, progressamente, os judeuso ser margnalzados no seo do Komntern (Estalneaps a pretensa consprao dos camsas brancas,encaraa at a possbldade da sua deportao paraa Sbra) e, durante a guerra ra, o antjudaso, a dennca do cosmopoltsmo judeu, nunca sero dssulados Vemos assm que, )'':da,o

    re de tnca e d xClo'db , s

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    br isir muit dierete, - r c: is rente lre d brbreetermndor s desde , sso dier que tmbmneste specto s coiss so comrveis

    Aor necessrio bordr quest do rcismo nie rocurr copreendl. evidente que ssociod cionlismo com rcism o um ivenni. m tdos s c"r-s eistem ermes rcist Mesm n Esnh dReconqust encontrmos, com tente deonstrr, otem d pure do sue. s r q sss 'remente lr de rcism ecess ue s um'c rc et

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    ri osdrdo o udu omo um sguruzdo portto biologimt ifror. As oiss rossumr pouo pouo, um spto muto grv, sur

    gdo o tismtismo (ril) pugd do tiju-dmo rlgoo). O tjudmo pod r volto brbro ispirdo pgrm u ogur.Ms omo prvilgv dimso rlgios, os judusqu srmt s ovrtssm rm poupdosO tsmitismo um titud d rjo do judu quto rlmt outro (dift).

    O tsmtismo combt supost prvsiddrdil rl dos judus Est r prvrtid srportdor d um vrus qu s riscv dsitgrrs scis os ssm, vmos d qu modo otismtsmo fuoou omo um dlrnt mo dsvr s sscis iois do prgo d doluo d orrupo s ocso, s idi octo dspnm o pott o

    d snl, porm ncssio O s o sos ftos istio, ecfros,b m stumno d Pm Muni

    : ... , . . - c s bbri pudss str s ns .

    Sbmos bm qu istu um tstismo frs qu s dsdou prtiulrmt por ocsiodo so Dryfus O ivro d dourd Drumot, La Franc

    jive publdo m 1886 prst os judus comogts do ml tdos fltrdo m tod socdd colodo m pigo Est cso o dsprtoups sts vstgios d brbri Dsprtou tmbmum grd trdo rpublc umist, uj lutcrd prmtiu provr o d Dryfus.Os dryfusrds sobrpusrms os tdryfusrdsA vg dos tdryfusrds pns rpcr porocso do govro d cy. O tismtsmo oc

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    ento na ana epubliana ua paagem, ou elho,ua onteno antieita no e enfueeeno oaliame no jueu eanipao, eoe

    io oo iao aimilao pela oieae o euolho, ee e i peigoo pelo fato e e a e eoo o outo no o eno Poui ua inuietanteetanhea>> uanto ai o jueu e aeelha aoouto, ai e tona ua aeaa potaoa e tuoo ue eintega ua nao o jueobolheiue,jueoapitalita, jueomanio, et

    ae ao ataue antiemita, tentano ignoloou opoelhe, o jueu eenolea pelo enot tipo e eao. O pieio tipo anifetaenauele ue e entia integao, ue e eonheia na ategoia e iao, patiipano na eitnia naional oo o jueu laiano ou o Mii.Conieae fanee, uma e ue a ana o eonheeu oo tal ana no ea apena a ptia

    o obinea, o Lapouge e o Duont, ea ta, e obetuo, a ana a integao ue efeneo ieito o hoe e o ao e ue leou e enia o peeguioe e Deyfu Ma, apea e tuo,eitia nele uma bipolaiae ue lhe faia enti,uta ee inonienteente, o ate emaiaoteito o uao naional Da o eguno tipo e

    eao algun eenolea onieteente umetanaionalio Sentiame motiao po uaontae e ultapaa a nao Po u lao, poueetaam onenio e ue, ualue ue foe ouao naional, eitiam epe tennia antijuaia ue o ejeitaia, po outo lao, pela inlinao uniealta intenaionalio ai ugilhe

    oo a oluo paa eita o peigo o naionalio

  • 7/29/2019 MORIN, Edgar - Cultura e barbrie europeias(1)

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    O sociaismo vai aimenar o sonho de ma ora socie-dade e de m oro mndo se sonho era o de D Qi-xoe, imaginado peo crisonovo que era Cervanes.Por um ado, eno, o po da inegrao naciona e, do

    oro, o do inernacionaismo Uma eeira reacodesenvovese enamene voa do po sionisa mpare, o sionismo enconra a sa origem no caso DreysUm ovem ornaisa hngaro, Theodor Her assise cerimnia de despromoo do capio Dreyus mo-cionado e revoado peo cima de dio anisemia,chega concso de que os udeus no devem pro-

    crar mais a inegrao mas criar o seu prprio sadonaciona Muio rapidamene, os sionisas vo criarconias na aesina se movimeno va ampiarse,rapassando vrias eapas, a consro do sadode Israe.

    nreano, aconeceram os exermnios da Segundaerra Mndia n emanha O paradoxa que mi-os dos des aemes se ideniicavam grandemenecom a nao aem. Drane ma visia a Haia, emIsrae, ive a oporunidade de me enconrar com umagrande conia de emigrados udeus aemes o queparece, muios eram chorado com o anncio da der-roa aem de sainegrado

    Como expicar agora, ou enar expicar, o desenca-

    deameno imo da barbrie, o do exemnio propriamene dio? A parir de 135 ano d a promugao dasprimeiras eis anisemias, imiamse a despoar osudes, a negarhes a cidadania, a proibirhes os casa-menos com os arianos m 141, a dominao naisobre a uropa oa Tm ugar uma srie de massa-cres ocais, quer perperados peas SS quer peo exr-

    cio Paraeamene, os nais criaram gueos, como os

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    e Varsva ou e Cracvia. A vontade az era an ae expulsar a Europa todos o judeus. encaraa aopo a sua eportao masiva para MadagscarNestalha, for am efectuados estdos para verfcar que

    o exstiammutas riquezas n o subsolo. Este p rojectode expuso massiva faz-nos lebrar a dos morscosno sculo xvn. A reviravota, qe cumina na soluofna e extermnio, stuase no fina o ano e 1941 eincio de 1942 Em Setembro e 1941, boqueado porum Iverno precoce e extremaente roroso, o exr-cto alemo no conseuiu entrar em Moscovo En

    tretato, Estaine, teno tio cohecimento pelo seuespio Richard Sorge qe os apoeses o atacariam aSbra, fez retroceer os continentes o ExtremoOrente Entrea o comando da frente e Moscovo aomuto efcaz Joukov A 6 e ezembro e 941, niciase a cotraofensva sovtca qe r urar e Janeroa Abrl e empurrar 350 m para Oeste as tropas aems

    o prmero recuo miitar que Hter cohece A7

    eezemro os Japoeses atacam Pear Haror e osEstados Udos entram na uerra Pea prmeira vez,Hter cocebe a ea e errota Uma terpretaopausve sera supor que Hter pretena evitar que aderrota azi se trasformasse no truno os judeusDece lquos. A soluo final posta em marcha a 20 e Janero de 1942. A partir a Prmavera e1942, nicamse as eportaes e extermos em massaos ueus verade que no Mein KampfAuschwitzj estava potencamete escrto e que o racsmo exacerbao o nazsmo traza em s, potencalmente, oextermo Fo ecessro esperar peo paroxsmo aSeuda Guerra udal iS;a'\rpara que esse extermnio se prouzisse em factos e eforma sstemtc

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    No esqueamos que o do racal e a vontade deetermno dos nazs no se concentravam aenas nosudeus e estes so emnados sob o reteto da erversdade e da mureza do sangue, os Cganos e os

    Rom soo sob o reteto de serem lo a elmnar,or serem os dbes mentas ndgnos de erencerem raa arana. s eslavos, no sendo eressamente condenados ao etermno, so, em todo o caso,destnados a ser coonzados e eorados

    Sabemos que esta obra de etermno dos judeus, odestno que lhes fo reservado sobretudo em Auschwtz,

    fo ocultada, ou mas ou menos gnorada, em Frana,at ao da segunte ao do fm da guerra Para stoodem estr duas razes rmero, em Frana estram 86 000 deortados oltcos e 75 00 eortadosjudeus Nos outros aes, os udeus foram deortadosnuma ercentagem de 60 % a 75 % o que consttu umaercentagem ntdamente mas eevada Na Bulgra,

    encontramos mas judeus no fna da guerra do que noseu nco. Por que razo s este as e a Frana noforam to atngdos? Na Bugra sob a resso da ntligntsia aramentar, o re recusou dar a Htler a ermsso ara deortar os udeus do seu as. Em Frana,as convces reublcanas e humantras conduzrammutos cdados a esconder os udeus e a Resstnca forneceues documentao fasa A maora dos judeus

    deortados de Fra nunca regressou Qando fo crada,a Federao Nacona dos eortados Reatrados Patrotas, a FNR reagruou os deortados os nteados e os resstentes. Os udeus, consderados atrotas,no foram contabzados como ta na FNR

    Hoje em da, o reconhecmento do etermno dos

    udeus euroeus desenvovese araeamente auto

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    airmao de ma idenidade daia aoreida eaexisnia de srae. eoao do mrir de sariiado em swiz sere ada ez mais e de era

    orma ara roeger o esado de srae onra os qe ovem omo oressor dos Paesnanos qando daomemorao da iberao de siz a 7 deaneiro de assisise a ma esie de exosioexessia do mrir de esqeendo Ciganos Esaose ressenes. Esa exoso exessia oi mio bemsbinada qer or nnee Weiorka qer orSimone We nee Wieiorka no se iro Acwz60 n dpi reorda a omoso do amo inernados oios riminosos omossexais esemnasde eo rsoneros de gerra soo desEvoa ambm a diidade qe exise ara nrodzra qaiiao rime onra os Ciganos

    O resado desa omemorao enrada exsivamene no mrir de o a eo inda dos

    Negros ano da Marnia omo da ra negra aram reoneimeno da barbrie qe oi ambm aesravara No qe dz reseo rgia iemos mreoneimeno ardio do massare de Si rane agrra da rga oram ererados massares orambas as ares Mas era a Frana qe manina argia sob a ea da oonizao da m edido de

    reoeimeno or are da rga.Assm, podemos dizer que a);

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    eaava ineioes, oomias e imuas os savos eam ineioes, os Ciganos imuos, os Jueussimutaneamente imuos ineioes e evesos asno seaemos os mties ueus e toos os outos

    mties a babie.aa temina, queia insisti na ieia e que

    neessio num ee !! isto , um ensamento obnubiao o um nioo e ateno em etimento e outos. e insistimos emasiao s em ushwitz, oemos o iso eminimiza insiiosamente o goulg e e sienia outasbabies e nos imitamos uniamente ao atoquantitativo, o nmeo e mote ovoas eo istema onentaionio sovitio oi muito maio Ogou-lg uou muito mais temo o que o eoo eetemnio nazi que omea em 142 e temina no inio e 145 is, este eoo aabou numa heatombe os sobeviventes eunios tagiamente em

    ouos ias. O tio e as ongas aminhaas esgotantes,sob a onuo as , aa ugi ao avano os iaosoam hoivemente motais Quano os iaos hegam s otas e Dahau, eaamse om amontoaos e avees Fiou ento a imesso e ue hoo nazi se imitou a este eeito e emihamento eoos Na eaiae isto tinha a ve om o ato a m

    quina e etemnio e eiminao te aao Os onosj no unionavm o avees emihavamse om, o hoo nazi tem menos a ve om o emihamentoe avees o que om o unionamento esta mquina e mote aeeioaa No neessio que umaimagem, o mais hove e gitante que seja, noseon eaae. um ouo o que e asa O geno

    io jueu nos aeentao omo seno mais ho

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    vel do que o extermnio massivo que oi o goulag, doqua no tivemos imaens e que durante muito tempooi ocultado Tudo isto para dier qu e a tendncia paranegar o goulag em proveito de Auschwitz ou, obvia-

    mente o contrrio no tem efectivamente sentido.Assim &tSnms brli m:fal e, a mi!miza consCte Ou coset os rimes 'estalinsmo, fazdhiletsmoohorror supro e abslo;

    a uma nova il1qdvfduZr as trg s scuo : que a

    b; sja.roned qu ; sp o ficas d r eO ptan dim im ecce,Esterecoecimento tem de asa elo hm pl s . necessrio sab er o que realmente sepassou ter conscincia da complexidae desta colossaltradia Este reconhecimento deve respeitar todas as

    vtimas: Judeus, Neros, Cianos homossexuais, Armnos, colonizados da Arlia ou de Madascar Esterecoecimento necessrio se retenermos ultrapassar a barbrie europeia.

    neessrio sr pz e na a babre euroeaara uaass-l s io s ossE Noag o d aa arie, stao, doo so a v tc de u osis. Masa as que econtrams condieshsro-c tra or xutarn e oaoxsts!

    Por detrs das prprias estratias que deveriamcontrari-la, a barbrie ameaa-nos. O melhor exemplo Hixim A ideia que condu a esta nova barbrie

    a aparente lica que coloca na balana os duzentos

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    mi mortos deidos om e os dois mies entre osquis quinentos mi GI que terim sido o reo doroongmento d guerr or meios cssicos se ccurmos os resutdos rtir de um extroods

    ixs sofrids s e tomd de Okin Antesde mis necessrio dier que estes nmros fomroositdmente umentdos e soretudo que no reciso ter medo de coocr em eidnci um fctordecisio que muito sou n deciso e recorrer om tmc N conscinci do residente Trumne de muitos Americnos os Joneses no ssmde rtos suomens seres inferiores Por outro do

    temos resente um fcto de guerr com um ingredientede rrie suementr os extrordinrios rogressosd cinci coocdos o serio de um roecto de eimino tecnocientfic de um rte d umniddetoo o or sm oss!

    Por conseguinte no que di reseito Euro/-mo er od o csto o conscinci dot sr semre u fs conscinc O tro demmri dee deixr refuir r ns osesso dsrries serides trfico de Negros cooniesrcismos totitrismos ni e soitico Est osessointegrndose n ide i de Euro f com qu negeos rrie n concnci euroei Est umcondio indisense se queremos suerr noos

    erigos de rrie Ms como m conscinci tmm um fs conscinci o que nos f ft umypa cnsncia d r de rrse cnsici u uro ro o mmo no rogree m concc r o ntdto r prr rr st outr condio r uerr

    os riscos mr reente de nos e iores rrs

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    Wad'4Jle1s condies democrtcas hu-,mastas devem regenerar-se permanetemete po degenerare1. A democracia tem necessariamede se recrar em permacia Pensar a barbre :jrbur para a regeerao

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    NDICE

    CTL 1 BARBRIE HUMANA E BARBRIE EUROPEIA 9CTL 2 - OS ANDOOS URS E UO EUS . . 29T 3 PENSAR A BARBRE DO S U XX . 49

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    -EPITMOOGIA OCAD

    I NVVL MOALPaul Vandie2 INRODUO AO ENSAMENTO

    OMX- (4." edi)Edgar Main _

    3 COUO DE 1OMA KPARA UMA EISMOIADA MOTRIDADE HUMANAAmw r Ft,I

    OXCODPNDNCIAE AUTOORGANOJo Euardo Mques x

    5 A TAEgr Mn IAnn BnJI/ K!m

    NAS RAS UNIVEROE szlo7 O TREIRO NUMid

    S COM AZO OU SM LAHmi U

    O HOMEM E A SA TR CASSt'pe Lupas

    , NO AVEHw A

    A UTOIA DA COMUCAOP/lf tv

    O Xo MNDAMENTOAndrl G;m

    CA DA COMUNAOL

    14 AN JAET E O E ONHENOfs Ls Lz

    5 A IIGNCIA DA NARAdwmy

    RCA DA MODEIDADEAl1 '

    1 OAR SOBRE A MA RIADmwrd EsJtl [/1'11C K,

    8 EOO Ei Lz

    !9 A CRAO DA IDAM4 Bom.

    0 D EMOIA BIOAM Mn'Ajv/g2 NVGAOQUALTAVA 2'Mic sa-Hbc I bi oy IGnl B

    O CONAO NARAMh :

    AS TNOLASDA INIGNCAP L

    24 A CONVRO D OHARM1 Bt

    O PODR A REGRAh Frcg

    . A OMUNAOLuc Sf' A MQUlNA UNP

    O VLO A PSILIDADuv (u

    MOiCIDADE UMANAM!

    0 AA EOADO CORO UANO Er Av f

    A SOIDAEDADc D!1gUd

    A CNC O SEN DA VIDA

    A RODA DAS CNIASm rv

    A DANA Q CRAnur(u

    A NCIA NiV AC Vwx

    O ENGMA DA VOUOD HOMEM/O Rwf7 A RAZO OTRADITRIAJ/ W;ebru

    MNTOS AMAIDA N INDNCACr- > Kv

    39 O DSPORO M PORGAAlo Troo Ror

    O OMM AANDECu Ofii

    A EORJA DA XUOM Xibs

    A NNO DA COMCAOma Mt

    4. VNAS- A OIA UMANOCfl:tw Clmlicr PRO/EO A A ICAMUNDIAL K

    4S. QUESS ORE A VDAHr A CneBcsq

    A AACO FROPwrc Fauyvlln.

    DI O A NEie Ke

    48 OCOA DA XERNCAo uwt

    . DO OBR A INIAA URA MOMi. r

    A DADE IGALIOie Tp O !A O E O AUlR

    kz LOGIO DA OCNCIA

    a V OOLIA ROCO

    j-ire Bo1i O DEO S IMGRADO

    mmau d5 PAA ACAAR

    OM O DAWSMO1 deis

    JE PAARN MfM Bn:'l I Ny e.-Ot

    7 A COMUNICAOMUNAn M

    . A OAO MANANO PROO D MODERNIDADEF 1 t

    A U RCADA AO BOTCA A DAD NOCADA

    r ( O ESPfRO DA DDIVA

    aC: T. A W6 AS NOVA ACE DA LOCR

    Ml- Ot Chft pmw6 DERF DNMCA

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    Lc Fco Gn!li Sfon MTOIA DA NFAO

    EM INIA UMANAB 66 A NCA HUMANAEM MOVMNOles M

    A DEMO NEEA ;

    A ELNCIA OECY APie L'

    6Y AAS

    7 O tRERO E A IBRDADEP /

    OEMNIMOM Vndat t

    MAGEM HOMM/up B'7 ABORDAGM MODERDADtr Oh

    RINIO VALORN DUCAO CAM

    DA CINA TA

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    O EENMOA ho

    A ADE ERIAL Sjf AR MORMy Ka

    81 A DEMANDA DA RAAw G e

    2 HUAISMO E CNABuo faro

    O CO DAS DEOA r y

    MRALIMOS Tyl

    8. A IDAD M UCD VALORSg M /lyn rit utro5

    O US E O VERDADEIRORy B

    OMO GRAS SONADDE DC( U: Chh

    ARA UMA UOPA RALISTAEM ORNO D EAR MOots

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    89 VORS CONHCIOMd1 Ar Pi( y

    O UNO AO R-Mc Pel

    O CRPSCULO DA CRIAOrcus n

    2 MULNO/FEMNNOFi Hrn

    9 A ANARUIA VALORPul Valnie

    CINCA CIDADn li

    5 UA NCERTA RALDADEB 'Es

    % GAS E DERETES T

    7 TREA E TCNCADmqu' ourg

    8. MEOLA DA OLHADEDA/M KlIXvr Rt'wr

    AS IDADES EN ' RR F'O

    1 SINCIO L ro1

    I. SEXTO Eo C Lfu/k IAS COS

    Hha .')10 PERDU-S MEAE

    NVER}-Pie ti

    1. NASCMENO DAS DVNDADSNANO DA AGRCUUR}I15 JI

    1 O MPUO CRARf Rho

    106 O ONSTRTVISMO V f-Wu Mvs

    O ONRIVSMO V Jc-s 18 MA MESMA A PAR O?

    Dr d fe-Pirt Chx1U O GAR CORPO

    al Cm e SiJc1 O GRNDES PNSARES

    COEMONEOns St

    O DARWINISMOOU O IM D M MTORhuy m

    A REDE E O INITOpt Forgl ill y

    1 O PRAZR O MAl S4 A GNDE MPOO

    P Tnuller AMOR, OESIA, SABERIA

    dr Mrm1 16 PGET M REQlONMENTO

    Did Cvl' A POLICA DO RBD

    Micl Of18 A CNCA NQUANTO

    PRSSO NRROANN tt

    I CNCA DA MORCDADE

    UMANAUbrjr O120 UM CORE ISTMOLCO

    M Sg ( e)12 1 ANTROOIA INNA

    ANROPOA RUDAktr tczkk

    O J' MLNOr. ,.

    23 O COMUAOR NA CATD ll,

    4 O OMM ARCOnq u

    MAGINRIO TCNICO CA SALB(tnd Hid Dul

    2. O PNCO DE NOMwl coix

    7 JOALMO VRDADEDa l C

    28 VIANS NO FROcoa Prt:I

    9 DES A MDICNA E O EMBORm F

    0 A ABERIA DO MODERNOAml1 11pv! /L r

    1 A AMAf>'lyzt' 1llot

    O ST E A ACOM I:/ Sgioou fa o 1mu M to Fmuo AliaJe V/da V

    !3. A ORGEM OMMl'-U Gli

    ! A ICCA DA METORA

    A PRODUO DA ICIA C3. GNS OVO fNGA

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    I37 A CLONAGEM M QUESTOA h bi Ppillo

    !8. BERCUUP:

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    I OS FUOS

    E CUMLOS NUCLARESG Chpak!Riuf i A DVRDAD 0 MUN

    Emu d1-2 O LVO 0 CONCIMNTO

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    P CuaI qolph GUS DO ENSAV

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    W DCSOS PRSSACORP oei

    A TERCRA MHR/ ot

    O DEMNO DA CASSCAOegs V1x

    S DVAS DA ARGMNTAOCENCAini' Tcr

    5! A AVU DA FSCAEtit' Ki Mc h

    52 OMNS ROV V ESq Te:

    3 O M CORPO A PRMRAMARAA O MUNA GordJ

    15 A IDAD DOI Rh

    5 O PNSANO PRGNEAu i

    HIPERCULTURAC.,J "

    . MODRNDAD CRCA DA MODRNID AD RO TMOCAEM M WBRRl G p

    18. TEORA DO CONHECMNTOCNFICOAuo de

    1. FONS PODERG; le

    16 SOBRVVR CINCA

    ]q Sl!6 A DADE DE COMNCAOGer e(T

    6 O AR D OONA CLTRA DETAFnc Btn j 'p

    1. O ADVNO D EMRACARob :r

    16 DRA TOICODEEDCANA IMPRENA ESCRITANo a

    6. NODO S CINCASSOASr p

    1 A ROCRA D IAi Frw hwv

    lMPRSA, RDO E EESO} r z a

    6 O DSAO D SCO XXIEa Morn

    69 A VONCA TOTALTRIAMil Msol

    7 FIOFA WORDi

    SSMAS D E C OMUNCAODE CUURAE D CONHECIMENOhwo Noguei D

    17 O O NSTAN Mcsoli

    1 7 A NCIONALDADE CORPO PRPRIOP M h N

    4 A TMPRAURA COOGnJ Ab]U aa

    75 A CGADA OMMRESNEOU DA NOVA CODOOTEMOZ

    176 A NDA DA VDAlrt fcqr

    77. NRN A NOVA VA INICIICANas Bol

    78 EMOO EORA SIAE ESTRTRA Sf. M. Bbl

    79 PADRS DE COMNCAONA FAMLA OODEdo Nogr a

    1 A ECNOA COMO MAGIAR St

    8! CA E LA POMh Bitl

    82 A OIDAD URAi P

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    wtI83. A SCIOADA TOCODENDNCIAdo Ne D

    84 EISTEMOA E OA RABAOF Vtin

    5 AS CAVS SCUO I 1 V

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