N Floripa 2014

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Projeto de candidatura da pré-comissão organizadora do 24º Encontro de Estudantes de Design

Transcript of N Floripa 2014

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  • 1Projeto de candidatura da pr-comisso organizadora do 24 Encontro Nacional

    dos Estudantes de Design.

    Florianpolis, 2014.

    O desejo de um espao onde as organizaes no sejam o mais importante, onde no haja disputa por quem melhor ou quem faz primeiro.

    O desejo de um espao onde todos estejam lutando juntos por melhorias que iro beneficiar a todos; por um movimento estudantil mais forte, que melhore as nossas universidades, nossa profisso e tambm a sociedade.

    Um evento de todos.

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    Projeto de candidatura da pr-comisso organizadora do 24 Encontro Nacional de Estudantes de Design

  • 2

  • 3Projeto de candidatura da pr-comisso organizadora do 24 Encontro Nacional

    dos Estudantes de Design.

    Florianpolis, 2014.

    O desejo de um espao onde as organizaes no sejam o mais importante, onde no haja disputa por quem melhor ou quem faz primeiro.

    O desejo de um espao onde todos estejam lutan-do juntos por melhorias que iro beneficiar a to-dos; por um movimento estudantil mais forte, que melhore as nossas universidades, nossa profisso e tambm a sociedade.

    Um evento de todos.

  • 4SUMRIO

  • 5MAIS ESPAO, POR FAVOR ......................................... 6

    TEMA E CONCEITO ........................................................ 10

    MOVIMENTO ESTUDANTIL ........................................14

    DESEJO DE FAZER UM N ...........................................22

    O QUE QUEREMOS .......................................................... 26

    ORGANIZAO ................................................................. 30

    ESTRUTURA .......................................................................34

    COMO QUEREMOS .......................................................... 40

    AS PESSOAS ...................................................................... 44

    A CIDADE ............................................................................. 46

    O VAZIO DA MARCA ...................................................... 50

    EMPODERAMENTO E COCRIAO ........................54

    HERANA ............................................................................ 58

    CONTATOS .......................................................................... 62

    REFERENCIAL BIBLIOGRFICO ............................. 64

  • 6MAIS ESPAO, POR FAVOR

  • 7Em uma extenso tridimensional ilimitada todos os seres vivem interagindo com todas as coisas. Nesta dimenso a falta de limite se dissemina sem preocupaes at um ponto de choque, colidindo uma realidade com outras.

    Nessas colises os volumes agem e reagem uns com os outros, gerando consequncias que abrangem nveis complexos da sociedade um caos de interaes. Este caos gerado pode construir uma nova realidade, um novo espao.

    E o que este espao se no infinitas possibilidades?

    Espao coletivo, que pertence a todos; que engaja coletivamente, estimulando a troca de experin-cias e a cocriao.

    Espao particular, que prprio de cada um; que permite que cada um tenha voz, que cada um desperte seu senso critco e ganhe poder para fazer a diferena.

  • 8Espao temporal, que um intervalo de tempo na vida de cada encontristas; que trabalha no presente para deixar uma herana positiva nas geraes do futuro.

    Espao geogrfico, que no se limita s suas fron-teiras, mas diz respeito a toda uma nao; que en-globa necessidades convergentes de todo o pas para ser um encontro realmente nacional. Espao astrolgico, que v o vazio como infinitas possibilidades; possibilidades essas que podem ser exploradas pelo potencial de estudantes de todo o pas para gerar melhorias e resultados para o design.

    Neste instante, o foco se volta para o design. A construo conjunta de um futuro melhor se torna a base. O tema se torna numa deciso nacional, o evento num plano de ao, os organizadores nos estudantes e a cidade no espao.

  • 9Essa a nossa proposta: De um encontro que ir construir seu tema ouvindo os estudantes de todo o pas, conhecendo nossas necessidades comuns atravs de uma Pauta Nacional.

    Queremos ser esse espao.

  • 10

    TEMA E CONCEITO

  • 11

    Para esclarecer nossa proposta, caracterizamos as palavras tema e conceito como elementos distintos que interagem entre si. Nesta dinmica, tratamos conceito como um smbolo, a ideia enquanto abstrata e geral. Ele uma expresso sinttica que traduz e comunica a nossa proposio para um evento nacional.

    A partir desta definio escolhemos Espao como o conceito que resume todos os nossos ideais para a concepo de um encontro. Este conceito no servir para orientar e definir as discusses e tpicos abordados durante o evento, para isto ser utilizado o que entendemos como tema.

    Compreendemos tema como o assunto ou proposio a qual ser debatida num discurso. Ele o contedo que ser tratado durante o evento em suas atividades e discusses.

    Nosso tema ser definido e orientado a partir de uma grande discusso nacional, atravs de uma

  • 12

    srie de aes que visam o levantamento dos problemas e necessidades de todo o pas.

    Dessa forma, temos um conceito que representa nossa proposta - englobando e guiando nosso pro-jeto-, e um tema ainda a definir, que surgir de uma Pauta Nacional discutida, conversada e descrita por todos os estudantes em um s espao, o CoNE.

  • 14

    MOVIMENTO ESTUDANTIL

  • 15

    Na dcada de 1960, a expanso do sistema de ensino superior pblico tambm ocasionou o aumento das vagas nas universidades e, consequentemente, o crescimento do nmero de estudantes universitrios na sociedade brasileira. Organizados, tais estudantes constituram um importante movimento estudantil que, durante as dcadas seguintes, influenciou o cenrio da poltica nacional como as lutas do ano de 1984 onde a palavra de ordem era: 1,2,3,4,5 mil. Queremos eleger o presidente do Brasil! Diretas J!. (FREIRE, 2008)

    Hoje, segundo Mesquita (2003) devemos considerar que, diferentemente das dcadas passadas onde o movimento estudantil era o nico canal de expresso poltica dos jovens ns estudantes contamos com mltiplos e diferenciados canais. Esses canais sinalizam a emergncia de novos agentes que atuem nos mais diversos campos; discutindo e construindo coletivamente polticas pblicas que atendam nossas necessidades (como os coletivos, as ONGs, as CORDes, as CONDes, o CoNE, etc).

  • 16

    Estes novos espaos lidam e trabalham com diferentes conceitos. Hoje, mais do que nos representar, faz parte da poltica estudantil tornar todos agentes da vida pblica, protagonistas do rumo estudantil brasileiro de design.

    O histrico estudantil do design florianopolitano acompanha o desenvolvimento das conquistas estudantis de design do Brasil, realizando eventos como: a Copa do Mundo de Design - que j chega na 8 edio - o PICOTE, as Mostras de Design do IFSC, as Semanas de Calouro, dois Encontros Regionais do Sul e o Encontro Nacional dos Estudantes de Design no ano de 2007.

    Aqui possumos trs Centros Acadmicos de universidades pblicas: CADe UFSC (Centro Acadmico de Design da UFSC), CADU (Centro Acadmico de Design da UDESC) e CADIFSC (Centro Acadmico de Design do IFSC); e, recentemente, um de universidade particular: CADSUL (Centro Acadmico da UNISUL).

  • 17

    Estes CAs articulam integralmente as atividades daqui; sendo assim, ns no centralizamos as aes do Movimento Estudantil, mas nos colocamos como apoiadores das Entidades de Base na responsabilidade de manter ativa a vida estudantil do Design florianopolitano. Trabalhamos at mesmo para reforar, nas universidades que no possuem este tipo de iniciativa, a importncia de suas atividades.

    Somos filhos desta unio entre os estudantes. A vontade de existir um Encontro Nacional dos Es-tudantes em Florianpolis parte da viso de um evento que lide com as necessidades de toda uma comunidade discente.

    CoNE: Conselho Nacional dos Estudantes de Design

    O Conselho Nacional de Estudantes de Design a instituio maior do nosso movimento estudantil. responsvel por reunir, articular, mobilizar e

  • 18

    representar todos os estudantes regularmente matriculados em instituies de ensino superior no Brasil. Ele foi fundado em 1998 e reformulado em 2006, trazendo uma importncia muito mais significativa para as entidades de base como construtoras do movimento estudantil.

    Atualmente o CoNE ocorre duas vezes ao ano, sendo uma das edies realizadas no incio do ano (CoNE Vero) e outra durante o N Design (CoNE Inverno).

    O CoNE composto por um representante de cada uma das entidades de base brasileiras. Os representantes tm a responsabilidade de ser a voz dos estudantes de seu curso e/ou instituio, e articular os encaminhamentos gerados nas reunies do CoNe.

    Dentre as atribuies do CoNE est a de fazer valer a Pauta Nacional Unificada, que o ponto principal de nossa proposta.

  • 19

    PNU: Pauta Nacional Unificada

    A Pauta Nacional Unificada elaborada todos os anos durante o CoNE vero; em sua essncia, ela foi criada para ser uma diretriz que guiaria o movimento estudantil de design brasileiro, con-tribuindo para unificar os temas das discusses e aes dos estudantes no Brasil.

    A PNU tida como um novo paradigma que, des-de antes de sua aprovao em 2008, j vinha sen-do discutido: a estruturao de aes em nosso movimento estudantil.

    Ainda possvel notar certa falta de enten-dimento por parte dos estudantes para com-preender a influencia dessas aes e seus des-dobramentos, bem como os impactos positivos que podem ter nas melhorias de qualidade de ensino, sociedade e profisso.

  • 20

    Ainda hoje, os (as) estudantes de Design brasileiros(as) no possuem fora poltica para colocar suas inquietaes e

    propostas de sociedade nas pautas de fruns nacionais e regionais e, at mesmo, dentro das prprias Instituies de

    Ensino por no terem esse ideal de fato estruturado.

    (Extraido do Projeto PNU presente no atual

    estatuto do CoNE Design.)

    A partir de uma PNU, a tomada de aes do nosso movimento estudantil torna os encaminhamen-tos muito mais efetivos e reais; pelo fato de serem ouvidos estudantes de todas as regies e terem suas necessidades levadas em considerao.

    Entende-se que a discusso da implantao dessa pauta e sua aprovao reflete o amadurecimento por parte do movimento estudantil de design.

    A atuao frente aos interesses nacionais torna-se mais efe-tiva e funcional, por meio de uma convergncia de reflexes e

    aes globais e locais. Vale ressaltar que a PNU no fator limi-tante, mas uma oportunidade coletiva e nacional de amadurec-

    imento de cada estudante e de sua relao com a sociedade.

    (Extrado do projeto PNU presente no atual estatuto CoNE Design.)

  • 21

    Assim, o que pretendemos dar um novo passo em direo a esse amadurecimento. Buscamos auxiliar a construo dessa pauta de maneira ati-va; atravs de pesquisas e levantamento de dados informacionais, que auxiliem a pauta no sentido de tratar um problema realmente nacional aju-dando, desta forma, as entidades de base.

    A PNU poder contribuir de forma positiva para a modificao da imagem de que o N Design um encontro

    constitudo apenas por atividades de integrao ldicas e questes sem importncia para a sociedade, tornando

    seus resultados mais claros e palpveis, principalmente, queles(as) que no costumam participar de encontros:

    estudantes atualmente sem confiana, professores(as) que muitas vezes desconhecem os reais objetivos do N Design

    e at mesmo possveis parceiros que podero vislumbrar o evento com maior credibilidade.

    (Extrado do projeto PNU presente no atual

    estatuto CoNE Design.)

  • 22

    DESEJO DE FAZER UM N

  • 23

    Desde o incio da organizao, em Agosto de 2012, estamos olhando para dentro e ven-do que, hoje, os cursos de design em Flo-rianpolis esto se reestruturando, planejando e realizando pequenos eventos conjuntos de inte-grao. Nossos cursos esto em mudana, alguns esto alterando a maneira de como lidar com as especificaes de Design e outros questionando a forma do ensino para nossa profisso.

    A partir desta realidade, o movimento estudantil de Florianpolis - aps um perodo de silncio - voltou a ter voz para se comunicar e, com o tempo, (re)comeamos a interagir e integrar os cursos.

    Nas primeiras reunies de integrao entre os cur-sos que visavam conceituar o projeto de proposta do 24 Encontro Nacional de Estudantes de Design, levantamos problemas locais, buscando motivos para Florianpolis sediar tal evento. Vimos que, naquele momento, os cursos no estavam bem, os estudantes estavam desanimados com o movi- mento estudantil e o ndice de desistncia vinha sendo muito alto. Mas esta era nossa realidade.

  • 24

    Nesse momento percebemos que no seria um encontro nacional, de fato, se lidssemos o tema do encontro a partir das nossas necessidades locais sem levar em considerao as realidades de outras regies brasileiras, ou se ligssemos tal pauta de reflexo e discusso questes relacionadas ampla rede de contato criada a partir do evento.

    Ento, com estes pensamentos fervilhando, comeamos a pesquisar formas de construir um encontro nacionalmente. Buscamos no CoNE - local onde ns estudantes discutimos, conversamos e debatemos os problemas de ensino no Brasil - uma forma dessa construo coletiva, chegando no projeto da PNU (Pauta Nacional Unificada j apresentado anteriormente).

    Assim, para expor esta proposta sem torn-la maante, ou pouco profunda, criamos um concei-to que abrangesse o ideal de cocriao o espao.

  • 25

    Sabemos que espao uma palavra abrangente que possui mais de 30 significados; porm, des-ta infinidade de possibilidades escolhemos cinco definies: espao coletivo, espao particular, es-pao temporal, espao geogrfico e o espao as-trolgico

    O desejo de um espao coletivo, co-criativo, interativo, representativo;

    O desejo de um espao particular, singular, irregular;

    O desejo de um espao temporal, espiritual, manual, nacional;

    O desejo de um espao geogrfico, ilimitado, englobado;

    O desejo de um espao astrolgico, ilgico, sociolgico.

    Queremos ser o espao para um encontro nacional.

  • 26

    O QUE QUEREMOS

  • 27

    Objetivos

    - Gerar discusso em nvel nacional sobre o atual momento do movimento estudantil de design; - Guiar o tema do evento a partir de uma pauta, construda sobre necessidades recorrentes em diversas regies, de maneira democrtica e embasada em pesquisas; - Estimular o senso crtico dos participantes do evento, visando o empoderamento dos mesmos, para que conquistem autonomia para resoluo de seus problemas; - Fazer com que o encontrista perceba que a pea fundamental do evento; - Criar um ambiente que propicie e estimule a tro-ca de experincias e conhecimentos entre os par-ticipantes do evento;

  • 28

    - Promover melhoria social para cidade que sedia o evento, trazendo visibilidade para a atuao do profissional de design; - Propiciar uma estrutura de qualidade para sedi-ar o encontro nacional de estudantes visando o bem-estar dos encontristas e a qualidade dos es-paos e equipamentos necessrios para as ativi-dades desenvolvidas.

  • 30

    ORGANIZAO

  • 31

    Pr-CONDe

    Com a finalidade de uma estrutura organizacional horizontal, decidimos nos dividir em clulas. Cada uma dessas clulas se auto-gerencia e elege um conselheiro - um cargo rotativo, responsvel pela gesto dos prazos e andamento das atividades dentro de sua clula.

    O conselho foi criado para garantir igualdade de peso em votao que se faa necessria caso exista incompatibilidade de prioridades entre clulas ou outras questes conflitantes.

    Dentro do conselho (atuando na pr-CONDe como um todo) o conselheiro possui as demandas de gesto do projeto e estratgia, sempre prezando pela continuidade dos trabalhos em caso de troca de conselheiro, e pela qualidade mxima na execuo das atividades.

    So as clulas e suas subdivises:

  • 32

    Pr-Conde

    Comunicao & Marketing

    Financeiro

    Administrativo

    Estrutura & Logstica

    Contedo

    Gesto Estratgica (Conselho)

    Assessoria de imprensa/Relaes Pblicas/Institucionais; Criao/Produo; Site. Redes Sociais; Marketing.

    Controle; Patrocnios; Apoios; Fornecedores.

    Gesto de pessoas; Secretaria; Jurdico.

    Local; Transporte; Recursos materiais; Sobrevivncia.

    Escopo; Conceito; Redao.

    Gesto de projeto e Estratgia de aes e planejamento.

    clu

    las

  • 33

    Pr-Conde

    Comunicao & Marketing

    Financeiro

    Administrativo

    Estrutura & Logstica

    Contedo

    Gesto Estratgica (Conselho)

    Assessoria de imprensa/Relaes Pblicas/Institucionais; Criao/Produo; Site. Redes Sociais; Marketing.

    Controle; Patrocnios; Apoios; Fornecedores.

    Gesto de pessoas; Secretaria; Jurdico.

    Local; Transporte; Recursos materiais; Sobrevivncia.

    Escopo; Conceito; Redao.

    Gesto de projeto e Estratgia de aes e planejamento.

    clu

    las

  • 34

    ESTRUTURA

  • 35

    Possveis espaos fsicos:

    Florianpolis possui diversas possibilidades de pr-estruturas e locais disponveis para realizar um encontro nacional. Estamos bus-cando auxilio de estudantes e ex-estudantes que j possuem conhecimento em organizao de even-tos para a procura de locais ideais, que comportem um encontro nacional, pensados em conformidade com os encontros que aconteceram at aqui.

    IF-SC

    O Instituto Federal de Santa Catarina fica local-izado no centro da cidade, no corao de Flori-anpolis. O IF-SC fica prximo a diversos pontos de acesso de transporte para todas as regies da cidade; tem, em suas proximidades, diversos res-taurantes, um shopping (Beiramar shopping) e al-guns supermercados.

    Localiza-se a 20 minutos de distncia (a p) da Av. Beira-mar Norte, famosa por suas diversas opes de entretenimento, como: bares, reas de lazer e esporte.

  • 36

    Como estruturas para o bem estar dos encontris-tas o IF-SC possui diversas salas com equipamen-tos multimdia, banheiros e cantina com restau-rante; alm de dois ginsios, duas quadras e um campo de futebol onde podem ser montadas es-truturas para alojamentos.

    UDESC

    A Universidade do Estado de Santa Catarina pos-sui o curso mais antigo de design do estado.

    O CEART, centro de ensino que comporta o curso de design, possui excelente infraestrutura com diversas salas equipadas com aparelhos mul-timdia, alm de banheiros e cantina.

    localizada prxima Universidade Federal de Santa Catarina, no bairro Santa Mnica; mais pre-cisamente na Av. Madre Benvenuta, conhecida por possuir excelentes opes de lazer na vida noturna.

    Tambm se localiza prxima ao Shopping Iguatemi e fica no caminho de acesso para a Lagoa da

  • 37

    Conceio, localidade tradicional de Florianpolis, muito frequentada por universitrios.

    UFSC

    A Universidade Federal de Santa Catarina possui diversos centros de ensino, todos equipados com salas multimdia, banheiros alm de amplo es-pao aberto onde estruturas temporrias como alojamentos podem ser facilmente montadas.

    Localizada no bairro Trindade que, em sua maior parte possui caractersticas de uma cidade uni-versitria, a UFSC possui em suas redondezas diversas opes de entretenimento, como: bares, um shopping (Shopping Iguatemi) e o parque ecolgico do Crrego Grande (Horto Florestal).

    A UFSC fica a aproximadamente 20 minutos de dis-tncia (a p) do terminal integrado da Trindade, o que permite fcil acesso a diversos pontos da ilha. J foi a sede do Encontro Nacional de Estudantes de Design do ano de 2007 e local de muitos outros grandes en-contros de diversos cursos de sua instituio.

  • 38

    Outros possveis locais

    Como estruturas de apoio para o funcionamento do evento ainda contamos com outros locais de referncia que podero vir a servir para proporcionar uma melhor experincia para os encontristas do evento, tais como:

    Barddal Faculdade localizada na Trindade;

    CESUSC Faculdade localizada prximo rodovia SC-401;

    Instituto Estadual de Educao - Colgio locali- zado no centro de Florianpolis;

    Colgio Estadual Simo Jos Hess Colgio loca- lizado prximo ao bairro Santa Mnica;

    Ilha Shopping Estrutura para eventos, localizada s margens da rodovia SC-401;

    Pacha Casa noturna localizada s margens da rodovia SC-401;

    Centro Sul - Centro de Eventos localizado no centro de Florianpolis.

  • 40

    COMO QUEREMOS

  • 41

    Metodologia

    No CoNE Salvador que acontecer em Julho de 2013, no qual apresentaremos nossa proposta e no qual ser eleita a prxima sede do N de 2014. Aps o CoNE, caso sejamos eleitos, haver um espao de tempo em que ns, junto s entidades de base, iremos pesquisar e levantar dados sobre as atuais necessidades dos estudantes e do curso de Design de todo o Brasil.

    Em Janeiro de 2014, durante o CoNE Vero, os representantes e ns - a ento CONDe - discutiremos e avaliaremos estes dados para que, a partir disso, seja constituda nacionalmente a PNU 2014.

    Com a PNU definida e baseando-se nela, ns de-senvolveremos o tema do evento e apresentare-mos a proposta aos representantes do CoNE, que tambm acompanharo todo o processo de ide-ao do tema.

  • 42

    Pr-CONDe

    CoNE

    Julho Agosto - Dezembro Janeiro Fevereiro - Junho Julho

    CoNE Salvador CoNE Vero 2014 N Design 2014

    Eleio da nova CONDe

    Levantamentodos dados

    PNU 2014 AcompanhamentoAvaliao

    da proposta

    Apresentao da proposta

    Levantamentodos dados

    Estudo dos dados levantados para

    fomento da pauta nacional

    Estudo dos dados levantados

    Discusso sobreas necessidadesdos estudantes

    Ideao do temaApresentao

    da proposta

  • 43

    Cronograma de Atividades

    Pr-CONDe

    CoNE

    Julho Agosto - Dezembro Janeiro Fevereiro - Junho Julho

    CoNE Salvador CoNE Vero 2014 N Design 2014

    Eleio da nova CONDe

    Levantamentodos dados

    PNU 2014 AcompanhamentoAvaliao

    da proposta

    Apresentao da proposta

    Levantamentodos dados

    Estudo dos dados levantados para

    fomento da pauta nacional

    Estudo dos dados levantados

    Discusso sobreas necessidadesdos estudantes

    Ideao do temaApresentao

    da proposta

  • 44

    AS PESSOAS

  • 45

    4

    Caminhe pelos campi que sediam os cursos de design em Florianpolis. Olhe os rostos, escute os sotaques, v a uma festa ou even-to organizado por estudantes de design daqui. A concluso no pode ser diferente. Somos um caldeiro multicultural; reunimos pessoas de to-dos os cantos do Brasil, inclusive dentro da pr-CONDe. Estudantes que trazem consigo diversos pontos caractersticos; desde a capacidade de solucionar problemas cotidianos de forma criati-va e inovadora at a abertura necessria para re-ceber o novo, entender que as diferenas, o debate e a mistura so necessrios para o crescimento, tanto individual quanto em sociedade.

    Nossos CAs esto se reunindo novamente e os prprios alunos esto fazendo a diferena. Essas mudanas em nosso universo no acontecem apenas pela influncia de uma pr-CONDe; como j dito anteriormente, ns existimos pela motivao dessas instituies, e desde o incio, sempre nos colocamos como parceira delas. A vontade de mudar no de um pequeno grupo de pessoas, mas sim de toda uma comunidade acadmica.

  • 46

    A CIDADE

  • 47

    Quem vive aqui ou conhece bem Floripa sabe que vivemos numa dualidade. Por um lado, moramos em uma cidade inegavelmente bela, repleta de paisagens naturais; para consta-tar isso basta fazer um pequeno passeio por uma de nossas 42 praias (alguns antigos dizem existir 100), percorrer uma de nossas trilhas - que ainda cultivam grande parte da natureza -, ou visitar uma de nossas vilas tradicionais - que ainda carregam resqucios de uma histria recente a ser contada.

    Possumos um povo extremamente acolhedor e detentor de uma cultura riqussima onde ain-da se valoriza o saber popular. Essas so nossas maiores riquezas.

    O outro lado dessa dualidade se refere a pontos que afetam de maneira mais direta a populao residente na cidade, e onde o design pode ser um agente transformador para a melhoria social.

    Todos os anos, durante o N Design, reunimos mui-ta gente com imenso potencial criativo; queremos utilizar isso para retribuir em algo para a cidade.

  • 48

    Usar a cidade como um espao que v alm da universidade, em um encontro que leva o design para as ruas e promove melhorias para a cidade ao mesmo tempo em que promove melhorias para os indivduos e, consequentemente, para o movimento estudantil.

  • 50

    O VAZIO DA MARCA

  • 51

    O que delimita a forma? O corpo material em si ou a influncia do espao onde est inserido?O que delimita uma forma o seu contorno, mas o contorno relativo pelo ponto de vista do qual observado. O espao e a matria que o ocupa se interferem e neste campo de contato possvel perceber pelo menos dois significados, o limite do meio e o contorno do corpo material.

    Enxergamos como impossvel separar essas coisas, por isso nosso N espao; um espao vazio que construdo levando em conta o que est ao seu redor.

    O que queremos construir um evento que ser cocriado e, por isso, delimitar a sua marca en-

  • 52

    quanto matria seria o mesmo que ignorar a importncia que as influncias que o meio pode trazer para a mesma.

    Entendemos que o encontro uma construo co-letiva, onde o encontrista traz uma bagagem e toda essa bagagem contribui para o decorrer do evento.

    O N Floripa 2014 trata de algo que ainda est para ser construdo. Como dissemos, queremos

    ser um espao e queremos que esse espao seja preenchido por realidades e vivncias de pessoas de todo o Brasil; o meio e a matria se influencian-do o tempo inteiro.

    Assim, um vazio passvel de toda a criao.

  • 54

    EMPODERAMENTO E COCRIAO

  • 55

    Um evento de todos

    Queremos fazer um evento que, acima de tudo, seja nacional. Para isso propomos que a dinmica do evento seja baseada na cocriao.O termo cocriao foi cunhado em 2004, na obra conjunta escrita por Venkat Ramaswamy e C.K Pra-halad que definiu o termo como: A co-criao tem a ver com o engajamento dos dois lados, com colocar a experincia humana no centro do holofote.

    Queremos que todo o Brasil traga suas experin-cias, seus problemas e suas qualidades. Quere-mos que, a partir disso, possamos juntos constru-ir uma pauta que represente a todos e que, por ser criada em conjunto, no possua autoria.

    Queremos construir um evento em que o eu no seja o centro; onde todos estejam em sintonia, pesquisando as necessidades do pas. Um evento em que cada organizador e encontrista seja

  • 56

    um agente influente da criao e realizao do evento, empoderando as pessoas e estimulando o engajamento delas.

    Empoderamento significa, em geral, a ao coletiva desenvolvida pelos indivduos quando participam de espaos

    privilegiados de decises, de conscincia social dos direitos sociais. Essa conscincia ultrapassa a tomada de iniciativa individual de conhecimento e superao de uma situao

    particular (realidade) em que se encontra, at atingir a compreenso de teias complexas de relaes sociais que

    informam contextos econmicos e polticos mais abrangentes

    (PEREIRA, 2006)

    Assim, a partir da tomada de poder pelas pessoas permite-se que elas consigam lanar um olhar diferenciado sobre sua condio e obtenham as ferramentas necessrias para que este indivduo consiga ser agente transformador de sua realidade. A noo do empoderamento transcende a noo do particular e se extende por redes complexas que promovem mudanas maiores em diversos contextos sociais.

  • 57

    O empoderamento devolve poder e dignidade a quem dese-

    jar o estatuto da cidadania, e principalmente a liberdade de

    decidir e controlar seu prprio destino com responsabilidade

    e respeito ao outro.

    (PEREIRA, 2006).

  • 58

    HERANA

  • 59

    O ideal no encontro o encontro, ou o modo como os estudantes se movimentam ao lon-go do ano? Quem o mestre na situao?Imaginamos que, em um mundo ideal, tal mestre seriam todos os estudantes de Design; isto , as discusses (seja sobre ensino, profisso, design, sociedade, cultura, etc.) seriam pautadas e refletidas dentro do Conselho Nacional e repassadas, sob a forma de uma Pauta Nacional, para aplicao e ao dentro do Encontro.

    Uma das formas de fazer isso por meio da co-criao. Neste sentido, estimula-se o protagonis-mo dos participantes, que uma das funes do movimento estudantil (mais do que representar os estudantes, torn-los agentes da vida pblica).

    Trata-se do desenho do espao, onde a Comisso Organizadora no central e sim perifrica; ou seja: a CONDe se tornar apenas o palco e os par-ticipantes sero os atores.

    Embora na prtica o CoNE tenha surgido dos En-contros e a maior parte das pessoas conheam

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    os Encontros mas no o CoNE, sentimos que se o mundo pende a trabalhos colaborativos, mudanas sociais e micro revolues, quem deve tomar as rdeas do rumo estudantil do Design so todos es-tudantes unidos pelo seu Conselho Nacional.

    Deve-se empoderar aqueles que, de fato, repre-sentam o Movimento Estudantil. Deve-se dar o poder aos Centros Acadmicos e Diretrios Acadmicos das universidades brasileiras.

    A partir do momento que o CoNE se estrutura para cobrir estes itens, gradativamente o Encontro per-deria mais e mais o seu carter mono-temtico para ser uma situao que abrangesse o mximo de ideias e problemas de todo Brasil; onde todos os participantes passassem a ser e se ver como protagonistas do evento e, por consequncia, pro-tagonistas daquilo que se entende como Poltica Estudantil - buscando melhorias para sua Univer-sidade, Cidade e Profisso.

    Acreditamos na herana que os encontristas-pro-tagonistas e a cidade-espao vo deixar na ci-dade, na sociedade e no Encontro Nacional dos

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    Estudantes de Design - mudanas permanentes que daro aos encontristas o poder de modificar o rumo da realidade nacional.

    Queremos, como herana desse evento, estimular a conscincia do estudante sobre seu poder de mu-dana, para que ele enxergue que o poder de me-lhorar seu cotidiano est em suas prprias mos.

    Queremos, com essa herana, levar o design para dentro da cidade; posicionando o design humilde-mente ao lado das comunidades, aprendendo com elas atravs da transmisso do saber popular, da troca de experincias e conhecimentos empricos, para que assim o design seja realmente social, humanista e transformador.

    Queremos promover unio entre os estudantes, para que se crie uma cultura mais forte de solidariedade e integrao. Juntos somos mais fortes e nos ajudando vamos mais longe. O infinito o limite.

    Queremos que o encontro seja isso tudo. Que a herana seja isso tudo. Que o ps-evento esteja no evento. E que o encontro seja pra sempre.

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    CONTATOS

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    E-mail: [email protected]: www.nfloripa2014.comFacebook: facebook.com/NFloripa2014Vimeo: vimeo.com/NFloripa2014

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    REFERENCIAL BIBLIOGRFICO

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    BONSIEPE, Gui. Design, cultura e sociedade. Brasil: Blucher, 2011.

    FREIRE, Silene Moraes. Movimento estudantil no Brasil: lutas passadas, desafios presentes. Revista Historia de la Educacin Latinoamericana, v.11, p.131 - 146, 2008.

    GIARDELLI, Gil. Voc o que voc compartilha E-agora: como aproveitar as oportunidades de vida e trabalho na sociedade em rede. So Paulo: Gente, 2012.

    MESQUITA, Marcos Ribeiro. Movimento estudantil brasileiro: Prticas militantes na tica dos Novos Movimentos Sociais. Revista Crtica de Cincias Sociais, 2003.

    PAZ, Daniel. O Tema nos Encontros: Reflexes vrias para saborear no caf-da-manh e nas madrugadas insones. Salvador: Acervo Pessoal, 2006.

    PERASSI, Richard. Texto Base de Design e Cultura. Florianpolis, SC: UFSC, 2011.

    PEREIRA, Ferdinand Cavalcante. O qu empoderamento (Empowerment) Disponivel em http://www.fapepi.pi.gov.br/novafapepi/sapiencia8/artigos1.php. Acesso em: 07 de maro de 2013.

    PRAHALAD, C. K. & RAMASWAMY, Venkat. The Future of Competition. Harvard: Harvard Business School, 2004.

    Projeto da Pauta Nacional Unificada e informaes sobre o CoNE Design foram retirados do site: pnu.wikispaces.com

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