Narrativa epica

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    06-Jun-2015
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Origem e evolução da epopeia.

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LP Cristina Seia

Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, j no separasse. Sagrou-te e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, at ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir redonda, do azul profundo. Quem te sagrou criou-te portugus. Do mar em ns em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Imprio se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal! Fernando Pessoa, Mensagem

LP Cristina Seia

Lus de Cames (1524? /1580 )Chamar-te gnio justo, mas pouco. Chamar-te heri, dar-te um s poder. Poeta dum imprio que era louco, Foste louco a cantar e louco a combater.Miguel Torga, Poemas Ibricos

Publicao de Os Lusadas

1572LP Cristina Seia

O QUE UMA EPOPEIA? A poesia pica, ou epopeia, ou ainda poema pico uma das mais remotas artsticas do homem. manifestaes

era o gnero mais elevado que os antigos cultivavam; da, constituir a aspirao mxima do poeta clssico, renascentista.

LP Cristina Seia

UMA NARRATIVA,geralmente em estrutura de poema, que enaltece os feitos ilustres de um heri ou de um povo, com interesse histrico. As epopeias primitivas foram longas narrativas orais de feitos considerados hericos realizados por homens dotados de fora superior demonstrada no campo das batalhas. Trata-se de uma variedade do modo narrativo.

EPOPEIAS PRIMITIVASapresentam

As aventuras de um heriporque

- no est ainda definida a noo de Estado - existe o grupo tnico em expanso - os deuses so tidos como realidades que ajudam ou prejudicam o heriassim

O heri destaca-se e torna-se imortalLP Cristina Seia

Epopeias da Antiguidade Civilizao Grega Iladasc. VIII a.C. Narrao das aventuras de Aquiles, o mais famoso dos heris gregos, durante o ltimo ano da guerra de Tria.LP Cristina Seia

de HOMERO

Odisseia

de HOMERO

sc. VIII a.C.

Narrao das aventuras de Ulisses no regresso da guerra de Tria at chegar a Itaca, sua Ptria, onde o esperava Penlope, a esposa modelo de fidelidade.

LP Cristina Seia

Civilizao Romana Eneidasc. I a.C. Narrao das aventuras de Eneias e de seus companheiros, desde a queda de Tria at fundao de Roma. Virglio imita a Odisseia nos seis primeiros cantos e a Ilada nos seis ltimos.LP Cristina Seia

de VIRGLIO

EPOPEIAS DE IMITAOapresentam

Os feitos hericos passados ou futuros de um povoporque

- existe o estado, uma vida civil organizada- existe uma histria da Ptria - os deuses so apenas mitos ou ficesassim

O heri apaga-se como individualidade; o povo imortaliza-se.LP Cristina Seia

Esta variedade do modo narrativo deve obedecer a certos requisitos: a utilizao do verso e de um estilo elevado; incluir NARRADOR, PERSONAGENS, ACO, TEMPO.

LP Cristina Seia

A estrutura interna deve estar dividida em Proposio, Invocao e Narrao; Narrao Facultativamente, a estrutura interna de uma epopeia pode tambm incluir uma Dedicatria, Dedicatria referindo a figura a quem se dedica o poema.

LP Cristina Seia

OS LUSADASEstrutura Interna

Proposio

Invocao

Dedicatria

Narrao

O autor apresenta o assunto

O poeta pede inspirao s musas para levar a cabo o seu projecto

O poeta dedica o seu poema a D. Sebastio

Narrao da aco

LP Cristina Seia

Estrutura Externa Do ponto de vista formal, estrutura externa, o poema: constitudo por 10 Cantos, com um total de 1102 estrofes, constituda por estrofes de 8 versos (oitavas) verso decasslabo herico (acentuao nas 6 e 10 slabas mtricas), com rima cruzada e emparelhada: A B A B A B C CLP Cristina Seia

A VIAGEM NDIA

LP Cristina Seia