NBR 5626 Instalação predial de água fria · Cópia impressa pelo Sistema CENWIN Cópia impressa...

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Cópia impressa pelo Sistema CENWIN Cópia impressa pelo Sistema CENWIN Copyright © 1998, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Fax: (021) 220-1762/220-6436 Endereço Telegráfico: NORMATÉCNICA ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR 5626 SET 1998 Instalação predial de água fria Palavras-chave: Instalação predial. Água fria. Abastecimento de água 41 páginas Origem: Projeto NBR 5626:1996 CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil CE-02:009.03 - Comissão de Estudo de Instalações Prediais de Água Fria NBR 5626 - Cold water building installation Descriptors: Building installation. Cold water. Water supply Esta Norma cancela e substitui as NBR 5651:1977, NBR 5657:1977 e NBR 5658:1977 Esta Norma substitui a NBR 5626:1982 Válida a partir de 30.10.1998 Sumário Prefácio Introdução 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições 4 Materiais e componentes 5 Projeto 6 Execução 7 Manutenção ANEXOS A Procedimento para dimensionamento das tubulações da rede predial de distribuição B Verificação da proteção contra retrossifonagem em dispositivos de prevenção ao refluxo C Ruídos e vibrações em instalações prediais de água fria D Corrosão, envelhecimento e degradação de tubulações empregadas nas instalações prediais de água fria Prefácio A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasilei- ras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização Se- torial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvi- dos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros). Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos CB e ONS, circular para Votação Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados. A concepção inicial desta Norma e a sua redação foram desenvolvidas pelo Laboratório de Instalações Prediais do Agrupamento de Instalações e Segurança ao Fogo da Divisão de Engenharia Civil do IPT (Instituto de Pesqui- sas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A). A organi- zação temática se orientou pela estruturação adotada na normalização britânica para instalações prediais de água (BS 6700:1987 - Design, installation, testing and maintenance of services supplying water for domestic use within buildings and their curtilages). Esta Norma substitui integralmente a NBR 5626:1982. Na sua nova versão, foram incorporadas as NBR 5651:1977 (Recebimento de instalações prediais de água fria), NBR 5657:1977 (Verificação da estanqueidade à pressão interna de instalações prediais de água fria) e NBR 5658:1977 (Determinação das condições de funcio- namento das peças de utilização de uma instalação predial de água fria) que, por este motivo, são agora canceladas. A instalação predial de água fria, objeto desta Norma, é em grande parte dos casos um subsistema de um sistema maior, composto também pelas instalações prediais de água quente e de combate a incêndio. Dentro da atual estrutura de normalização cada uma dessas instalações está coberta por norma específica. A instalação predial de água quente é normalizada pela NBR 7198:1993 (Pro- jeto e execução de instalações prediais de água quente) e a de combate a incêndio pela NBR 13714:1996 (Instala- ções hidráulicas contra incêndio, sob comando, por hi- drantes e mangotinhos). Para que uma instalação predial de água fria seja consi- derada de acordo com esta Norma, é necessário que ela
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    Copyright 1998,ABNTAssociao Brasileirade Normas TcnicasPrinted in Brazil/Impresso no BrasilTodos os direitos reservados

    Sede:Rio de JaneiroAv. Treze de Maio, 13 - 28 andarCEP 20003-900 - Caixa Postal 1680Rio de Janeiro - RJTel.: PABX (021) 210-3122Fax: (021) 220-1762/220-6436Endereo Telegrfico:NORMATCNICA

    ABNT-AssociaoBrasileira deNormas Tcnicas

    NBR 5626SET 1998

    Instalao predial de gua fria

    Palavras-chave: Instalao predial. gua fria. Abastecimentode gua

    41 pginas

    Origem: Projeto NBR 5626:1996CB-02 - Comit Brasileiro de Construo CivilCE-02:009.03 - Comisso de Estudo de Instalaes Prediais de gua FriaNBR 5626 - Cold water building installationDescriptors: Building installation. Cold water. Water supplyEsta Norma cancela e substitui as NBR 5651:1977, NBR 5657:1977 eNBR 5658:1977Esta Norma substitui a NBR 5626:1982Vlida a partir de 30.10.1998

    SumrioPrefcioIntroduo1 Objetivo2 Referncias normativas3 Definies4 Materiais e componentes5 Projeto6 Execuo7 ManutenoANEXOSAProcedimento para dimensionamento das tubulaes

    da rede predial de distribuioBVerificao da proteo contra retrossifonagem em

    dispositivos de preveno ao refluxoCRudos e vibraes em instalaes prediais de gua

    friaDCorroso, envelhecimento e degradao de tubulaes

    empregadas nas instalaes prediais de gua fria

    Prefcio

    A ABNT - Associao Brasileira de Normas Tcnicas - o Frum Nacional de Normalizao. As Normas Brasilei-ras, cujo contedo de responsabilidade dos ComitsBrasileiros (CB) e dos Organismos de Normalizao Se-torial (ONS), so elaboradas por Comisses de Estudo(CE), formadas por representantes dos setores envolvi-dos, delas fazendo parte: produtores, consumidores eneutros (universidades, laboratrios e outros).

    Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no mbitodos CB e ONS, circular para Votao Nacional entre osassociados da ABNT e demais interessados.

    A concepo inicial desta Norma e a sua redao foramdesenvolvidas pelo Laboratrio de Instalaes Prediaisdo Agrupamento de Instalaes e Segurana ao Fogoda Diviso de Engenharia Civil do IPT (Instituto de Pesqui-sas Tecnolgicas do Estado de So Paulo S.A). A organi-zao temtica se orientou pela estruturao adotada nanormalizao britnica para instalaes prediais de gua(BS 6700:1987 - Design, installation, testing andmaintenance of services supplying water for domesticuse within buildings and their curtilages).

    Esta Norma substitui integralmente a NBR 5626:1982. Nasua nova verso, foram incorporadas as NBR 5651:1977(Recebimento de instalaes prediais de gua fria),NBR 5657:1977 (Verificao da estanqueidade pressointerna de instalaes prediais de gua fria) eNBR 5658:1977 (Determinao das condies de funcio-namento das peas de utilizao de uma instalao predialde gua fria) que, por este motivo, so agora canceladas.

    A instalao predial de gua fria, objeto desta Norma, em grande parte dos casos um subsistema de um sistemamaior, composto tambm pelas instalaes prediais degua quente e de combate a incndio. Dentro da atualestrutura de normalizao cada uma dessas instalaesest coberta por norma especfica. A instalao predialde gua quente normalizada pela NBR 7198:1993 (Pro-jeto e execuo de instalaes prediais de gua quente)e a de combate a incndio pela NBR 13714:1996 (Instala-es hidrulicas contra incndio, sob comando, por hi-drantes e mangotinhos).

    Para que uma instalao predial de gua fria seja consi-derada de acordo com esta Norma, necessrio que ela

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    2 NBR 5626:1998

    atenda a todas as exigncias e recomendaes nela cons-tantes e no apenas parte ou itens dela.

    Os materiais e componentes empregados na instalaopredial de gua fria para os quais existem normas brasi-leiras devem ser conforme as correspondentes normas.A conformidade de tais materiais e componentes deveser verificada, sendo recomendada a certificao de ter-ceira parte.

    Esta Norma inclui os anexos A, B, C e D, de carter nor-mativo.

    Introduo

    Esta reviso muito significativa em relao NBR 5626:1982. O nmero de temas tcnicos contempla-dos foi ampliado. Alguns desses temas foram abordadosde uma forma mais aprofundada e temticas recentes einovadoras foram incorporadas. Dois princpios funda-mentais se integraram complementarmente, fornecendoas guias mestras para a elaborao desta reviso.

    Primeiro, preservando o princpio consagrado do enqua-dramento do saneamento como componente integradono campo da sade pblica, estabeleceu-se como pontoobrigatrio que as instalaes prediais de gua fria devemoferecer garantia sanitria. Desta forma, das instalaes exigido o cumprimento das mesmas exigncias aplic-veis s demais estruturas fsicas do setor de saneamentoe, em particular, quelas relativas s redes pblicas deabastecimento de gua, dentro da tica de que elas soparte integrante de todo o sistema de abastecimento degua potvel. De fato, as instalaes prediais de guafria se constituem em subsistema do sistema de abaste-cimento de gua. Pode ser considerado como a extremi-dade ltima do sistema pblico de abastecimento ondeconcretamente se estabelece o elo de ligao com ousurio final.

    Em segundo, adotou-se o princpio da garantia da quali-dade da instalao, que se expressa pelo seu adequadodesempenho que, por sua vez, conta com o arsenal con-ceitual da avaliao de desempenho. Segundo tal con-ceito a avaliao da instalao baseada em requisitose critrios tcnicos de desempenho para uma dada condi-o de exposio, expressando condies qualitativas equantitativas s quais a instalao deve atender para sa-tisfazer s exigncias dos usurios. O atendimento aosreferidos critrios, por sua vez, verificado atravs de di-versos mtodos de avaliao (laboratorial, analtico, en-saios em prottipos ou em escala real, etc.).

    A garantia da qualidade e o bom desempenho tm evi-dentemente inmeras decorrncias no que tange s res-ponsabilidades dos diversos agentes envolvidos durantea vida til da instalao, bem como nas relaes entreeles. Nessa rea, os avanos da legislao, no que dizrespeito aos direitos e deveres observveis nas relaesentre produtores e consumidores, serviram de balizamen-to importante para a definio das responsabilidades dosdiversos agentes envolvidos na produo e uso da insta-lao predial de gua fria.

    O estgio do conhecimento, da tcnica atual e as dis-ponibilidades concretas do meio envolvido, por seu lado,refletem-se nas exigncias e recomendaes expressas

    nesta Norma, tornando-as factveis dentro do respeitoaos princpios adotados.

    1 Objetivo

    1.1 Esta Norma estabelece exigncias e recomendaesrelativas ao projeto, execuo e manuteno da instala-o predial de gua fria. As exigncias e recomendaesaqui estabelecidas emanam fundamentalmente dorespeito aos princpios de bom desempenho da instalaoe da garantia de potabilidade da gua no caso de insta-lao de gua potvel.

    1.1.1 As exigncias e recomendaes estabelecidas nestaNorma devem ser observadas pelos projetistas, assimcomo pelos construtores, instaladores, fabricantes de com-ponentes, concessionrias e pelos prprios usurios.

    1.1.2 instalao objeto desta Norma podem estar inte-grados outros sistemas hidrulicos prediais para os quaisdevem ser observadas normas especficas existentes.No caso da instalao predial de gua quente, deve seratendida a NBR 7198 e no caso da instalao predial decombate a incndio deve ser atendida a NBR 13714.

    1.2 Esta Norma aplicvel instalao predial que possi-bilita o uso domstico da gua em qualquer tipo de edifcio,residencial ou no. O uso domstico da gua prev apossibilidade de uso de gua potvel e de gua no po-tvel.

    1.2.1 No que se refere aos usos no domsticos, estaNorma aponta as exigncias a serem observadas quandotais usos se do associados ao uso domstico, tendo emvista resguardar a segurana sanitria e o desempenhoda instalao.

    1.3 Esta Norma pode ser utilizada como referncia tcnicade procedimento de recebimento de uma instalao pre-dial de gua fria, podendo ser referida em contrato estabe-lecido entre o construtor e o usurio, ou entre o construtore o projetista ou, ainda, entre o construtor e o instalador.

    2 Referncias normativas

    As normas relacionadas a seguir contm disposiesque, ao serem citadas neste texto, constituem prescriespara esta Norma. As edies indicadas estavam em vigorno momento desta publicao. Como toda norma estsujeita a reviso, recomenda-se queles que realizamacordos com base nesta que verifiquem a conveninciade se usarem as edies mais recentes das normas cita-das a seguir. A ABNT possui a informao das normasem vigor em um dado momento.

    Portaria n 01, de 28 de maio de 1991, da SecretariaNacional do Trabalho (altera o Anexo n 12, da Nor-ma Regulamentadora n 15, que institui os Limitesde tolerncia para poeiras minerais - asbestos)

    Portaria n 36, de 19 de janeiro de 1990, do Ministrioda Sade (normas e o padro de potabilidade dagua)

    NBR 5410:1997 - Instalaes eltricas de baixa ten-so

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    NBR 5626:1998 3

    NBR 5580:1993 - Tubos de ao-carbono para roscaWhitworth gs para usos comuns na conduo defluidos - Especificao

    NBR 5590:1995 - Tubo de ao-carbono com ou semcostura, pretos ou galvanizados por imerso a quen-te, para conduo de fluidos - Especificao

    NBR 5648:1977 - Tubo de PVC rgido para instala-es prediais de gua fria - Especificao

    NBR 5649:1994 - Reservatrio de fibrocimento paragua potvel - Especificao

    NBR 5680:1977 - Dimenses de tubos de PVC rgi-do - Padronizao

    NBR 5883:1982 - Solda branda - Especificao

    NBR 6118:1980 - Projeto e execuo de obras deconcreto armado - Procedimento

    NBR 6414:1983 - Rosca para tubos onde a vedao feita pela rosca - Designao, dimenses e tolern-cias - Padronizao

    NBR 6452:1997 - Aparelhos sanitrios de materialcermico

    NBR 6943:1993 - Conexo de ferro fundido malevelpara tubulaes - Classe 10 - Especificao

    NBR 7198:1993 - Projeto e execuo de instalaesprediais de gua quente - Procedimento

    NBR 7229:1993 - Projeto, construo e operao desistemas de tanques spticos - Procedimento

    NBR 7372:1982 - Execuo de tubulaes de pres-so de PVC rgido com junta soldada, rosqueada,ou com anis de borracha - Procedimento

    NBR 8193:1992 - Hidrmetro taquimtrico para guafria at 15,0 metros cbicos por hora de vazo no-minal - Especificao

    NBR 8220:1983 - Reservatrio de polister, refor-ado com fibra de vidro, para gua potvel paraabastecimento de comunidades de pequeno porte -Especificao

    NBR 9256:1986 - Montagem de tubos e conexesgalvanizados para instalaes prediais de guafria - Procedimento

    NBR 9574:1986 - Execuo de impermeabiliza-o - Procedimento

    NBR 9575:1998 - Projeto de impermeabilizao

    NBR 10071:1994 - Registro de presso fabricadocom corpo e castelo em ligas de cobre para instala-es hidrulicas prediais - Especificao

    NBR 10072:1998 - Instalaes hidrulicas prediais -Registro de gaveta de liga de cobre - Requisitos

    NBR 10137:1987 - Torneira de bia para reservat-rios prediais - Especificao

    NBR 10281:1988 - Torneira de presso - Especifica-o

    NBR 10283:1988 - Revestimentos eletrolticos demetais e plsticos sanitrios - Especificao

    NBR 10284:1988 - Vlvulas de esfera de liga de co-bre para uso industrial - Especificao

    NBR 10355:1988 - Reservatrios de polister refor-ado com fibra de vidro - Capacidades nominais -Dimetros internos - Padronizao

    NBR 10925:1989 - Cavalete de PVC DN 20 para ra-mais prediais - Especificao

    NBR 11304:1990 - Cavalete de polipropileno DN 20para ramais prediais - Especificao

    NBR 11535:1991 - Misturadores para pia de cozinhatipo mesa - Especificao

    NBR 11720:1994 - Conexes para unir tubos de co-bre por soldagem ou brasagem capilar - Especifica-o

    NBR 11815:1991 - Misturadores para pia de cozinhatipo parede - Especificao

    NBR 11852:1992 - Caixa de descarga - Especifica-o

    NBR 12170:1992 - Potabilidade da gua aplicvelem sistema de impermeabilizao - Mtodo de en-saio

    NBR 12483:1991 - Chuveiros eltricos - Padroniza-o

    NBR 12904:1993 - Vlvula de descarga - Especifica-o

    NBR 13194:1994 - Reservatrio de fibrocimento pa-ra gua potvel - Estocagem, montagem e manuten-o - Procedimento

    NBR 13206:1994 - Tubo de cobre leve, mdio e pe-sado sem costura, para conduo de gua e outrosfluidos - Especificao

    NBR 13714:1996 - Instalaes hidrulicas contraincndio, sob comando, por hidrantes e mangoti-nhos - Procedimento

    NBR 14122:1998 - Ramal predial - Cavalete galvani-zado DN 20 - Requisitos

    3 Definies

    Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintesdefinies:

    3.1 gua fria: gua temperatura dada pelas condiesdo ambiente.

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    3.2 gua potvel: gua que atende ao padro depotabilidade determinado pela Portaria n 36 do Ministrioda Sade.

    3.3 alimentador predial: Tubulao que liga a fonte deabastecimento a um reservatrio de gua de uso doms-tico.

    3.4 aparelho sanitrio: Componente destinado ao usoda gua ou ao recebimento de dejetos lquidos e slidos(na maioria das vezes pertence instalao predial deesgoto sanitrio). Incluem-se nessa definio aparelhoscomo bacias sanitrias, lavatrios, pias e outros, e, tam-bm, lavadoras de roupa, lavadoras de prato, banheirasde hidromassagem, etc.

    3.5 barrilete: Tubulao que se origina no reservatrio eda qual derivam as colunas de distribuio, quando otipo de abastecimento indireto. No caso de tipo de abas-tecimento direto, pode ser considerado como a tubulaodiretamente ligada ao ramal predial ou diretamente ligada fonte de abastecimento particular.

    3.6 camisa: Disposio construtiva na parede ou pisode um edifcio, destinada a proteger e/ou permitir livremovimentao tubulao que passa no seu interior.

    3.7 cobertura: Qualquer tipo de recobrimento feito atra-vs de material rgido sobre um duto, um sulco ou umponto de acesso, de resistncia suficiente para suportaros esforos superficiais verificados na sua posio.Quando referida a reservatrio domiciliar, define o fecha-mento superior horizontal do reservatrio.

    3.8 coluna de distribuio: Tubulao derivada do barri-lete e destinada a alimentar ramais.

    3.9 componente: Qualquer produto que compe a insta-lao predial de gua fria e que cumpre individualmentefuno restrita. Exemplos: tubos, conexes, vlvulas, re-servatrios, etc.

    3.10 concessionria: Termo empregado para designargenericamente a entidade responsvel pelo abasteci-mento pblico de gua. Na maioria dos casos esta enti-dade atua sob concesso da autoridade pblica muni-cipal. Em outros casos, a atuao se d diretamente poresta mesma autoridade ou por autarquia a ela ligada.

    3.11 conexo cruzada: Qualquer ligao fsica atravsde pea, dispositivo ou outro arranjo que conecte duastubulaes das quais uma conduz gua potvel e a outragua de qualidade desconhecida ou no potvel.

    NOTA - Atravs dessa ligao a gua pode escoar de uma paraoutra tubulao, sendo o sentido de escoamento dependentedo diferencial de presso entre as duas tubulaes. A definiotambm se aplica ligao fsica que se estabelece entre agua contida em uma tubulao da instalao predial de guafria e a gua servida contida em um aparelho sanitrio ou qualqueroutro recipiente que esteja sendo utilizado.

    3.12 construtor: Agente interveniente no processo deconstruo de um edifcio, responsvel pelo produto emque o mesmo se constitui e, conseqentemente, pelainstalao predial de gua fria, respondendo, perante ousurio, pela qualidade da instalao predial de guafria.

    3.13 dimetro nominal (DN): Nmero que serve paradesignar o dimetro de uma tubulao e que correspondeaos dimetros definidos nas normas especficas de cadaproduto.

    3.14 dispositivo de preveno ao refluxo: Componente,ou disposio construtiva, destinado a impedir o refluxode gua em uma instalao predial de gua fria, ou destapara a fonte de abastecimento.

    3.15 duto: Espao fechado projetado para acomodar tu-bulaes de gua e componentes em geral, construdode tal forma que o acesso ao seu interior possa ser tantoao longo de seu comprimento como em pontos especfi-cos, atravs da remoo de uma ou mais coberturas,sem ocasionar a destruio delas a no ser no caso decoberturas de baixo custo. Inclui tambm o shaft que usual-mente entendido como um duto vertical.

    3.16 fonte de abastecimento: Sistema destinado a forne-cer gua para a instalao predial de gua fria. Pode sera rede pblica da concessionria ou qualquer sistemaparticular de fornecimento de gua. No caso da rede p-blica, considera-se que a fonte de abastecimento aextremidade a jusante do ramal predial.

    3.17 galeria de servios: Espao fechado, semelhantea um duto, mas de dimenses tais que permitam o acessode pessoas ao seu interior atravs de portas ou aberturasde visita. Nele so instalados tubulaes, componentesem geral e outros tipos de instalaes.

    3.18 instalao elevatria: Sistema destinado a elevara presso da gua em uma instalao predial de guafria, quando a presso disponvel na fonte de abasteci-mento for insuficiente, para abastecimento do tipo direto,ou para suprimento do reservatrio elevado no caso deabastecimento do tipo indireto. Inclui tambm o caso ondeum equipamento usado para elevar a presso em pon-tos de utilizao localizados.

    3.19 instalao predial de gua fria: Sistema compostopor tubos, reservatrios, peas de utilizao, equipamen-tos e outros componentes, destinado a conduzir guafria da fonte de abastecimento aos pontos de utilizao.

    3.20 instalador: Agente interveniente no processo deconstruo de uma instalao predial de gua fria, respon-svel perante o construtor pela qualidade da sua exe-cuo.

    3.21 junta: Resultado da unio de dois componentesatravs de um determinado processo, envolvendo ou nomateriais complementares.

    3.22 ligao hidrulica: Arranjo pelo qual se conecta atubulao ao reservatrio domiciliar.

    3.23 metal sanitrio: Expresso usualmente empregadapara designar peas de utilizao e outros componentesutilizados em banheiros, cozinhas, reas de servio eoutros ambientes do gnero, fabricados em liga de cobrel.Exemplos: torneiras, registros de presso e gaveta, mistu-radores, vlvulas de descarga, chuveiros e duchas, bicasde banheira. Ver tambm 3.27.

    3.24 nvel de transbordamento: Nvel do plano horizontalque passa pela borda do reservatrio, aparelho sanitrio

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    ou outro componente. No caso de haver extravasor asso-ciado ao componente, o nvel aquele do plano horizontalque passa pelo nvel inferior do extravasor.

    3.25 padro de potabilidade: Conjunto de valores m-ximos permissveis das caractersticas de qualidade dagua destinada ao consumo humano, conforme determinaa Portaria n 36 do Ministrio da Sade.

    3.26 pea de utilizao: Componente na posio a jusan-te do sub-ramal que, atravs de sua operao (abrir e fe-char), permite a utilizao da gua e, em certos casos,permite tambm o ajuste da sua vazo.

    3.27 plstico sanitrio: Expresso usualmente emprega-da para designar peas de utilizao e outros componen-tes utilizados em banheiros, cozinhas, reas de servio eoutros ambientes do gnero, fabricados em material pls-tico. Exemplos: torneiras, registros de presso e gaveta,vlvulas de descarga, chuveiros e duchas. Ver tambm3.23.

    3.28 ponto de suprimento: Extremidade a jusante de tu-bulao diretamente ligada fonte de abastecimento quealimenta um reservatrio de gua para uso domstico.

    3.29 ponto de utilizao (da gua): Extremidade a jusantedo sub-ramal a partir de onde a gua fria passa a serconsiderada gua servida. Qualquer parte da instalaopredial de gua fria, a montante desta extremidade, devepreservar as caractersticas da gua para o uso a que sedestina.

    3.30 projetista: Agente interveniente no processo deconstruo de uma instalao predial de gua fria, res-ponsvel perante o construtor pela qualidade do projeto.

    3.31 ramal: Tubulao derivada da coluna de distribuioe destinada a alimentar os sub-ramais.

    3.32 ramal predial: Tubulao compreendida entre a redepblica de abastecimento de gua e a extremidade amontante do alimentador predial ou de rede predial dedistribuio. O ponto onde termina o ramal predial deveser definido pela concessionria.

    3.33 rede predial de distribuio: Conjunto de tubula-es constitudo de barriletes, colunas de distribuio,ramais e sub-ramais, ou de alguns destes elementos,destinado a levar gua aos pontos de utilizao.

    3.34 refluxo de gua: Escoamento de gua ou outros l-quidos e substncias, proveniente de qualquer outra fon-te, que no a fonte de abastecimento prevista, para o in-terior da tubulao destinada a conduzir gua desta fonte.Incluem-se, neste caso, a retrossifonagem, bem comooutros tipos de refluxo como, por exemplo, aquele que seestabelece atravs do mecanismo de vasos comunican-tes.

    3.35 registro de fechamento: Componente instalado natubulao e destinado a interromper a passagem dagua. Deve ser usado totalmente fechado ou totalmenteaberto. Geralmente, empregam-se registros de gavetaou registros de esfera. Em ambos os casos, o registrodeve apresentar seo de passagem da gua com reaigual da seo interna da tubulao onde est instalado.

    3.36 registro de utilizao: Componente instalado natubulao e destinado a controlar a vazo da gua utili-zada. Geralmente empregam-se registros de presso ouvlvula-globo em sub-ramais.

    3.37 retrossifonagem: Refluxo de gua usada, prove-niente de um reservatrio, aparelho sanitrio ou de qual-quer outro recipiente, para o interior de uma tubulao,devido sua presso ser inferior atmosfrica.

    3.38 separao atmosfrica: Separao fsica (cujo meio preenchido por ar) entre o ponto de utilizao ou pontode suprimento e o nvel de transbordamento do reservat-rio, aparelho sanitrio ou outro componente associadoao ponto de utilizao.

    3.39 sub-ramal: Tubulao que liga o ramal ao ponto deutilizao.

    3.40 sulco: Cavidade destinada a acomodar tubulaesde gua, aberta ou pr-moldada, de modo a no afetar aresistncia da parte do edifcio onde executada e ondeo acesso s pode se dar pela destruio da cobertura oudas coberturas.

    3.41 tipo de abastecimento: Forma como o abastecimen-to do ponto de utilizao efetuado. Pode ser tanto direto,quando a gua provm diretamente da fonte de abas-tecimento, como indireto, quando a gua provm de umreservatrio existente no edifcio.

    3.42 tubulao: Conjunto de componentes basicamenteformado por tubos, conexes, vlvulas e registros, desti-nado a conduzir gua fria.

    3.43 tubulao aparente: Tubulao disposta externa-mente a uma parede, piso, teto ou qualquer outro elemen-to construtivo. Permite total acesso para manuteno.Pode estar instalada em galerias de servio.

    3.44 tubulao de aviso: Tubulao destinada a alertaros usurios que o nvel da gua no interior do reservatrioalcanou um nvel superior ao mximo previsto. Deveser dirigida para desaguar em local habitualmente obser-vvel.

    3.45 tubulao de extravaso: Tubulao destinada aescoar o eventual excesso de gua de reservatrios ondefoi superado o nvel de transbordamento.

    3.46 tubulao de limpeza: Tubulao destinada ao esva-ziamento do reservatrio, para permitir sua limpeza emanuteno.

    3.47 tubulao embutida: Tubulao disposta interna-mente a uma parede ou piso, geralmente em um sulco,podendo tambm estar envelopada. No permite acessosem a destruio da cobertura.

    3.48 tubulao recoberta: Tubulao disposta em espa-o projetado para tal fim. Permite o acesso mediante sim-ples remoo da cobertura, somente implicando destrui-o da mesma em casos de cobertura de baixo custo.

    3.49 uso domstico da gua: Uso da gua para atenders necessidades humanas, ocorrentes em edifcio do tiporesidencial; entre elas incluem-se aquelas atendidas por

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    atividades como: preparao de alimentos, higiene pes-soal, cuidados com roupas e objetos domsticos, cuida-dos com a casa, lazer e passatempo e outros como com-bate ao fogo e manuteno de instalaes prediais.

    3.50 usurio: Pessoa fsica ou jurdica que efetivamenteusa a instalao predial de gua fria, ou que respondepelo uso que outros fazem dela, respondendo pelo corretouso da instalao e por sua manuteno, podendo dele-gar esta atividade a outra pessoa fsica ou jurdica. Re-corre ao construtor nos casos em que h problema naqualidade da instalao predial de gua fria.

    3.51 vazo de projeto: Valor de vazo, adotado paraefeito de projeto, no ponto de utilizao ou no ponto desuprimento. No caso de ponto de utilizao, corresponde consolidao de um valor historicamente aceito, refe-rente ao maior valor de vazo esperado para o ponto.

    4 Materiais e componentes

    4.1 Generalidades

    4.1.1 Na seo 4 esto estabelecidas exigncias e reco-mendaes sobre os materiais e componentes emprega-dos nas instalaes prediais de gua fria. Tais exignciase recomendaes baseiam-se em trs premissas princi-pais. Primeira, a potabilidade da gua no pode ser colo-cada em risco pelos materiais com os quais estar emcontato permanente. Segunda, o desempenho dos com-ponentes no deve ser afetado pelas conseqncias queas caractersticas particulares da gua imponham a eles,bem como pela ao do ambiente onde acham-se inseri-dos. Terceira, os componentes devem ter desempenhoadequado face s solicitaes a que so submetidosquando em uso.

    4.1.2 Os materiais apresentados no constituem uma listaexaustiva. Os materiais aqui no mencionados e aquelesno conhecidos, por ocasio da elaborao desta Norma,podem ser empregados, desde que a atendam, bem co-mo os princpios que a norteiam. No caso de inteno deemprego desses materiais, recomenda-se aos projetistase instaladores a obteno de informaes tcnicas id-neas que permitam uma utilizao segura.

    4.2 Proteo contra corroso ou degradao

    4.2.1 A corroso dos materiais metlicos e a degradaodos materiais plsticos so fenmenos particularmenteimportantes a serem considerados, desde a fase de es-colha de componentes at a fase de utilizao da instala-o predial de gua fria. So fenmenos complexos paraos quais contribuem fatores de diversa natureza. O ane-xo D trata do tema apresentando consideraes, parme-tros e correlaes que traduzem o estgio do conheci-mento atual sobre o assunto.

    4.2.2 As instalaes prediais de gua fria devem ser proje-tadas, executadas e usadas de modo a evitar ou minimi-zar problemas de corroso ou degradao. Para tanto,devem ser observadas pelo menos as recomendaesdo anexo D.

    4.3 Materiais metlicos

    4.3.1 Ao-carbono galvanizado (zincado por imerso aquente)

    4.3.1.1 Os tubos fabricados em ao-carbono com reves-timento protetor de zinco, utilizados nas instalaesprediais de gua fria, devem obedecer NBR 5580 ouNBR 5590.

    4.3.1.2 Na montagem de tubulaes empregando tubosde ao-carbono galvanizado, devem ser obedecidas asexigncias estabelecidas na NBR 9256, bem como asdesta Norma. Nos casos em que houver divergncia ouomisso, as condies estabelecidas nesta Norma devemprevalecer.

    4.3.1.3 Os cavaletes de dimetro nominal DN 20, fabri-cados em tubos de ao-carbono galvanizado e conexesde ferro galvanizado, utilizados nas instalaes prediaisde gua fria, devem obedecer NBR 14122.

    4.3.2 Cobre

    4.3.2.1 Os tubos fabricados em cobre, utilizados nasinstalaes prediais de gua fria, devem obedecer NBR 13206.

    4.3.3 Chumbo

    4.3.3.1 O chumbo no deve ser utilizado nas instalaesprediais de gua fria, ressalvado o disposto em 4.3.5.3.Reparos realizados em instalaes existentes devem pre-ver a substituio desse material.

    4.3.4 Ferro fundido galvanizado

    4.3.4.1 As conexes fabricadas em ferro fundido malevel,galvanizadas, usadas nas instalaes prediais de guafria, devem obedecer NBR 6943.

    4.3.5 Liga de cobre

    4.3.5.1 As conexes fabricadas em liga de cobre, usadasnas instalaes prediais de gua fria, devem obedecer NBR 11720.

    4.3.5.2 As juntas executadas nas tubulaes de cobre po-dem ser feitas atravs de soldagem capilar ou por ros-queamento. No caso de soldagem, a solda deve obedecer NBR 5883.

    4.3.5.3 Recomenda-se o uso de solda sem chumbo ouuma orientao ao usurio no incio da utilizao da ins-talao predial de gua fria.

    NOTA - O chumbo, constituinte do material da solda, pode entrarem contato com a gua e ser liberado, resultando em concen-trao acima da permitida pelo padro de potabilidade. O pro-cesso ocorre entre a gua parada nos tubos e o material desolda, principalmente na primeira utilizao de instalaes novasaps perodos de contato superiores a 8 h. O fenmeno diminuicom o tempo de utilizao da instalao. O teor de chumbovaria de acordo com a composio da solda, seu grau de ex-posio ou contato com a gua, sendo mais elevado em guascom pH baixo.

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    4.3.5.4 Os metais sanitrios, quando fabricados em ligade cobre, empregados nas instalaes prediais de guafria, devem obedecer s normas indicadas a seguir:

    a) misturador para pia de cozinha tipo mesa............................................................ NBR 11535;

    b) misturador para pia de cozinha tipo parede............................................................ NBR 11815;

    c) registro de gaveta ........................... NBR 10072;

    d) registro de presso ......................... NBR 10071;

    e) torneira de bia ............................... NBR 10137;

    f) torneira de presso .......................... NBR 10281;

    g) vlvula de descarga ........................ NBR 12904;

    h) vlvula de esfera ............................. NBR 10284.

    4.4 Materiais plsticos

    4.4.1 Generalidades

    4.4.1.1 Na utilizao de componentes fabricados em ma-terial plstico, deve ser observado o valor mximo datemperatura a que estaro submetidos, em funo daproximidade de fontes de calor ou do prprio ambiente.Os valores mximos recomendados devem ser observa-dos segundo cada tipo de plstico empregado.

    4.4.1.2 Para uso mais eficaz de componentes fabricadosem material plstico, recomenda-se verificar as variaesdas caractersticas fsicas, mecnicas e outras, segundoas temperaturas a que eles estaro submetidos.

    4.4.2 Polister reforado com fibra de vidro

    Os reservatrios domiciliares fabricados em polisterreforado com fibra de vidro, utilizados nas instalaesprediais de gua fria, devem obedecer s NBR 8220 eNBR 10355.

    4.4.3 Polipropileno

    Os cavaletes de dimetro nominal DN 20, fabricados empolipropileno, utilizados nas instalaes prediais de guafria, devem obedecer NBR 11304.

    4.4.4 PVC rgido

    4.4.4.1 Os tubos fabricados em cloreto de polivinila (PVCrgido), utilizados nas instalaes prediais de gua fria,devem obedecer s NBR 5648 e NBR 5680. As juntaspodem ser feitas atravs de soldagem ou por rosquea-mento.

    4.4.4.2 Na montagem de tubulaes empregando tubosde PVC rgido, devem ser obedecidas as exignciasestabelecidas na NBR 7372, bem como as desta Norma.Nos casos em que houver divergncia ou omisso, ascondies estabelecidas nesta Norma devem prevalecer.

    4.4.4.3 Os cavaletes de dimetro nominal DN 20, fabrica-dos em PVC rgido, utilizados nas instalaes prediaisde gua fria, devem obedecer NBR 10925.

    4.5 Outros materiais

    4.5.1 Cimento amianto ou fibrocimento

    4.5.1.1 Os reservatrios domiciliares fabricadosem fibrocimento (cimento-amianto) devem obedecer NBR 5649.

    4.5.1.2 A estocagem e a montagem de reservatrios domi-ciliares de fibrocimento (cimento amianto) devem obe-decer NBR 13194.

    4.5.1.3 Quando do corte, furao ou outra ao que pro-mova o desfibramento do material, pode ser gerada umasuspenso area de fibras de amianto que, dependendoda concentrao e dimenso destas, pode ser danosa sade. Nesta circunstncia, cuidados adequados devemser tomados, de modo a evitar a aspirao de fibras.

    4.5.2 Concreto

    4.5.2.1 Na construo de reservatrios domiciliares deconcreto armado deve ser obedecida a NBR 6118.

    4.5.3 Impermeabilizantes

    4.5.3.1 A impermeabilizao de reservatrios domiciliaresou de outros componentes deve ser projetada e executa-da de acordo com as NBR 9575 e NBR 9574, respec-tivmente.

    4.5.3.2 Os materiais e sistemas utilizados na impermeabili-zao de reservatrios ou de outros componentes devempreservar a potabilidade da gua. Cuidados especiaisdevem ser observados na escolha do tipo de impermeabi-lizao a ser adotada, face ao risco de os materiais utiliza-dos contaminarem diretamente a gua, ou combinarem-se com substncias presentes na gua, formando com-postos igualmente contaminantes.

    4.5.3.3 No caso de haver dvida sobre algum material ousistema de impermeabilizao, deve ser executado en-saio segundo a NBR 12170, devendo, contudo, os valorespermissveis das caractersticas fsicas, organolpticas equmicas atender ao disposto na Portaria n 36 do Minist-rio da Sade.

    4.5.4 Revestimentos eletrolticos

    4.5.4.1 Os revestimentos eletrolticos de metais e plsticossanitrios devem obedecer NBR 10283.

    4.6 Componentes

    4.6.1 Um componente usado nas instalaes prediais degua fria pode ser fabricado com materiais distintos (porexemplo, caixas de descarga em material plstico ou emfibrocimento (cimento amianto). Independentemente domaterial com o qual sejam fabricados, os componentesabaixo listados devem obedecer s respectivas normasa seguir descritas:

    a) caixa de descarga ........................ NBR 11852;

    b) chuveiro eltrico .......................... NBR 12483;

    c) hidrmetros .................................... NBR 8193;

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    d) torneira de bia ............................ NBR 10137;

    e) torneira de presso ...................... NBR 10281;

    f) vlvula de descarga ...................... NBR 12904.

    5 Projeto

    5.1 Condies gerais

    5.1.1 Elaborao e responsabilidade tcnica

    5.1.1.1 O projeto das instalaes prediais de gua fria de-ve ser feito por projetista com formao profissional denvel superior, legalmente habilitado e qualificado.

    5.1.1.2 Em todas as peas grficas do projeto, em qualquernvel do seu desenvolvimento (estudo preliminar, projetobsico, projeto executivo e projeto realizado), devemconstar os dados de registro do profissional responsveljunto ao CREA (Conselho Regional de Engenharia, Ar-quitetura e Agronomia), a saber: nmero da carteira e daregio.

    5.1.2 Exigncias a observar no projeto

    5.1.2.1 As instalaes prediais de gua fria devem serprojetadas de modo que, durante a vida til do edifcioque as contm, atendam aos seguintes requisitos:

    a) preservar a potabilidade da gua;

    b) garantir o fornecimento de gua de forma contnua,em quantidade adequada e com presses e veloci-dades compatveis com o perfeito funcionamentodos aparelhos sanitrios, peas de utilizao e de-mais componentes;

    c) promover economia de gua e de energia;

    d) possibilitar manuteno fcil e econmica;

    e) evitar nveis de rudo inadequados ocupao doambiente;

    f) proporcionar conforto aos usurios, prevendo pe-as de utilizao adequadamente localizadas, defcil operao, com vazes satisfatrias e atendendoas demais exigncias do usurio.

    5.1.3 Interao com a concessionria de gua

    5.1.3.1 A observncia das condies estabelecidas nestaNorma no dispensa a obedincia s leis, decretos e re-gulamentos emanados das autoridades federais, es-taduais ou municipais, da concessionria ou outro rgocompetente.1)

    5.1.3.2 O projetista deve realizar uma consulta prvia concessionria, visando obter informaes sobre as ca-ractersticas da oferta de gua no local da instalao ob-

    jeto do projeto, inquirindo em particular sobre eventuaislimitaes nas vazes disponveis, regime de variaode presses, caractersticas da gua, constncia de abas-tecimento e outras questes que julgar relevante.

    5.1.3.3 Quando for prevista utilizao de gua provenientede poos, o rgo pblico responsvel pelo gerenciamen-to dos recursos hdricos deve ser consultado previamente(o referido rgo na maioria das vezes no a concessio-nria).

    5.1.3.4 Quando houver utilizao simultnea de gua for-necida pela concessionria e gua de outra fonte deabastecimento, o projeto deve prever meios para impediro refluxo da gua proveniente da fonte particular para arede pblica. Nestes casos, a concessionria deve sernotificada previamente.

    5.1.3.5 Quando exigido, o projeto completo da instalaopredial de gua fria deve ser fornecido para exame daconcessionria ou do rgo pblico competente.

    5.1.4 Informaes preliminares

    5.1.4.1 As seguintes informaes devem ser previamentelevantadas pelo projetista:

    a) caractersticas do consumo predial (volumes, va-zes mximas e mdias, caractersticas da gua,etc.);

    b) caractersticas da oferta de gua (disponibilidadede vazo, faixa de variao das presses, constnciado abastecimento, caractersticas da gua, etc.);

    c) necessidades de reservao, inclusive para com-bate a incndio;

    d) no caso de captao local de gua, as caracters-ticas da gua, a posio do nvel do lenol subterr-neo e a previso quanto ao risco de contaminao.

    5.2 Abastecimento, reservao e distribuio

    5.2.1 Fontes de abastecimento

    5.2.1.1 O abastecimento das instalaes prediais de guafria deve ser proveniente da rede pblica de gua daconcessionria. H casos em que o abastecimento podeser proveniente parcial ou totalmente de uma outra fonte,devendo atender o disposto em 5.1.3.3, no caso de poos.Segundo o tipo de necessidade do uso domstico dagua e respeitados os requisitos relativos seguranasanitria, o abastecimento pode ser feito com gua pot-vel ou no potvel.

    5.2.1.2 Onde o abastecimento provm da rede pblica, asexigncias da concessionria devem ser obedecidas.Isto se aplica no s quando de uma nova instalaopredial de gua fria, como tambm nos casos de modifi-cao ou desconexo de uma instalao j existente.

    1) Entre outros, devem ser objeto de ateno o Cdigo Sanitrio Estadual, o Cdigo de Edificaes Municipal e o regulamento daconcessionria local.

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    5.2.1.3 A instalao predial de gua fria abastecida comgua no potvel deve ser totalmente independente da-quela destinada ao uso da gua potvel, ou seja, deve-se evitar a conexo cruzada. A gua no potvel podeser utilizada para limpeza de bacias sanitrias e mict-rios, para combate a incndios e para outros usos onde orequisito de potabilidade no se faa necessrio.

    5.2.1.4 A gua potvel proveniente da rede pblica ououtra fonte de a abastecimento deve, no mnimo, atenderao padro de potabilidade estabelecido na Portarian 36 do Ministrio da Sade.2)

    5.2.2 Tipos de abastecimento

    Para definio do tipo de abastecimento a ser adotado,devem ser utilizadas as informaes preliminares con-forme 5.1.4. A adoo do tipo direto para alguns pontosde utilizao e do indireto para outros, explorando-se asvantagens de cada tipo de abastecimento, constitui, emmuitos casos, a melhor soluo.

    5.2.3 Alimentador predial

    5.2.3.1 No projeto do alimentador predial deve-se consi-derar o valor mximo da presso da gua provenienteda fonte de abastecimento. O alimentador predial devepossuir resistncia mecnica adequada para suportaressa presso. Alm da resistncia mecnica, os compo-nentes devem apresentar funcionamento adequado empresses altas, principalmente no que se refere a rudose vibraes, como o caso da torneira de bia.

    5.2.3.2 O cavalete, destinado a instalao do hidrmetro,bem como o seu abrigo devem ser projetados obedecen-do s exigncias estabelecidas pela concessionria.

    5.2.3.3 O alimentador predial deve ser dotado, na sua ex-tremidade a jusante, de torneira de bia ou outro compo-nente que cumpra a mesma funo. Tendo em vista a fa-cilidade de operao do reservatrio, recomenda-se queum registro de fechamento seja instalado fora dele, parapermitir sua manobra sem necessidade de remover atampa.

    5.2.3.4 O alimentador predial pode ser aparente, enterra-do, embutido ou recoberto. No caso de ser enterrado, de-ve-se observar uma distncia mnima horizontal de 3,0 mde qualquer fonte potencialmente poluidora, como fossasnegras, sumidouros, valas de infiltrao, etc., respeitandoo disposto na NBR 7229 e em outras disposies legais.No caso de ser instalado na mesma vala que tubulaesenterradas de esgoto, o alimentador predial deve apre-sentar sua geratriz inferior 30 cm acima da geratriz su-perior das tubulaes de esgoto.

    5.2.3.5 Quando enterrado, recomenda-se que o alimen-tador predial seja posicionado acima do nvel do lenolfretico para diminuir o risco de contaminao da instala-o predial de gua fria em uma circunstncia acidentalde no estanqueidade da tubulao e de presso nega-tiva no alimentador predial.

    5.2.4 Reservatrios: preservao da potabilidade

    5.2.4.1 Os reservatrios de gua potvel constituem umaparte crtica da instalao predial de gua fria no que dizrespeito manuteno do padro de potabilidade. Poreste motivo, ateno especial deve ser dedicada na fasede projeto para a escolha de materiais, para a definioda forma e das dimenses e para o estabelecimento domodo de instalao e operao desses reservatrios.

    5.2.4.2 Os reservatrios destinados a armazenar guapotvel devem preservar o padro de potabilidade. Emespecial no devem transmitir gosto, cor, odor ou toxici-dade gua nem promover ou estimular o crescimentode microorganismos.

    5.2.4.3 O reservatrio deve ser um recipiente estanqueque possua tampa ou porta de acesso opaca, firmementepresa na sua posio, com vedao que impea a entra-da de lquidos, poeiras, insetos e outros animais no seuinterior.

    5.2.4.4 Qualquer abertura na parede do reservatrio, si-tuada no espao compreendido entre a superfcie livreda gua no seu interior e a sua cobertura e que se comu-nica com o meio externo direta ou indiretamente (atravsde tubulao), deve ser protegida de forma a impedir aentrada de lquidos, poeiras, insetos e outros animais aointerior do reservatrio.

    5.2.4.5 Tendo em conta a possibilidade de ocorrncia decondensao nas superfcies internas das partes doreservatrio que no ficam em contato permanente coma gua, cuidados devem ser tomados quanto aos mate-riais utilizados, tendo em vista o risco de contaminao.

    5.2.4.6 O reservatrio deve ser construdo ou instalado detal modo que seu interior possa ser facilmente inspecio-nado e limpo.

    5.2.4.7 O material do reservatrio deve ser resistente corroso ou ser provido internamente de revestimentoanticorrosivo.

    5.2.4.8 Em princpio um reservatrio para gua potvelno deve ser apoiado no solo, ou ser enterrado total ouparcialmente, tendo em vista o risco de contaminaoproveniente do solo, face permeabilidade das paredesdo reservatrio ou qualquer falha que implique a perdada estanqueidade. Nos casos em que tal exigncia sejaimpossvel de ser atendida, o reservatrio deve ser exe-cutado dentro de compartimento prprio, que permitaoperaes de inspeo e manuteno, devendo haverum afastamento, mnimo, de 60 cm entre as faces exter-nas do reservatrio (laterais, fundo e cobertura) e as facesinternas do compartimento. O compartimento deve serdotado de drenagem por gravidade, ou bombeamento,sendo que, neste caso, a bomba hidrulica deve ser insta-lada em poo adequado e dotada de sistema eltricoque adverte em casos de falha no funcionamento nabomba.

    2) Alm de estabelecer caractersticas fsicas, organolpticas, qumicas, bacteriolgicas e radiolgicas, a Portaria define tambm osprocedimentos e as freqncias para verificao das caractersticas.

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    5.2.5 Reservatrios: definio da forma e dimenses

    5.2.5.1 A capacidade dos reservatrios de uma instalaopredial de gua fria deve ser estabelecida levando-seem considerao o padro de consumo de gua no edif-cio e, onde for possvel obter informaes, a freqncia edurao de interrupes do abastecimento.

    Algumas vezes, a interrupo do abastecimento carac-terizada pelo fato de a presso na rede pblica atingirvalores muito baixos em determinados horrios do dia,no garantindo o abastecimento dos reservatrioselevados ou dos pontos de utilizao.

    O volume de gua reservado para uso domstico deveser, no mnimo, o necessrio para 24 h de consumo nor-mal no edifcio, sem considerar o volume de gua paracombate a incndio.

    No caso de residncia de pequeno tamanho, recomenda-se que a reserva mnima seja de 500 L.

    Para o volume mximo de reservao, recomenda-seque sejam atendidos dois critrios: garantia de potabili-dade da gua nos reservatrios no perodo de detenomdio em utilizao normal e, em segundo, atendimento disposio legal ou regulamento que estabelea volumemximo de reservao.

    A concessionria deve fornecer ao projetista o valor es-timado do consumo de gua por pessoa por dia, em fun-o do tipo de uso do edifcio.

    5.2.5.2 Nos casos em que houver reservatrios inferior esuperior, a diviso da capacidade de reservao totaldeve ser feita de modo a atender s necessidades dainstalao predial de gua fria quando em uso normal,s situaes eventuais onde ocorra interrupo do abas-tecimento de gua da fonte de abastecimento e s situa-es normais de manuteno. O estabelecimento do crit-rio de diviso deve ser feito em conjunto com a adoode um sistema de recalque compatvel e com a formula-o de procedimentos de operao e de manuteno dainstalao predial de gua fria.

    5.2.5.3 Reservatrios de maior capacidade devem ser di-vididos em dois ou mais compartimentos para permitiroperaes de manuteno sem que haja interrupo nadistribuio de gua. So excetuadas desta exignciaas residncias unifamiliares isoladas.

    5.2.5.4 Devem ser tomadas medidas no sentido de evitaros efeitos da formao do vrtice na entrada das tubula-es. Na entrada da tubulao de suco, deve ser insta-lado um dispositivo de proteo contra ingresso de even-tuais objetos (crivo simples ou vlvula de p com crivo).

    5.2.5.5 O posicionamento relativo entre entrada e sadade gua deve evitar o risco de ocorrncia de zonas deestagnao dentro do reservatrio. Assim, no caso deum reservatrio muito comprido, recomenda-se posicio-nar a entrada e a sada em lados opostos relativamente dimenso predominante. Nos reservatrios em que hreserva de gua para outras finalidades, como o casode reserva para combate a incndios, deve haver espe-cial cuidado com esta exigncia.

    Quando a reserva de consumo for armazenada na mesmacaixa ou clula utilizada para reserva de combate a in-cndio, devem ser previstos dispositivos que assegurema recirculao total da gua armazenada.

    5.2.5.6 A extremidade da tomada de gua no reservatriodeve ser elevada em relao ao fundo deste reservatriopara evitar a entrada de resduos eventualmente exis-tentes na rede predial de distribuio. A altura dessa ex-tremidade, em relao ao fundo do reservatrio, deveser relacionada com o dimetro da tubulao de tomadae com a forma de limpeza que ser adotada ao longo davida do reservatrio. Em reservatrio de pequena capaci-dade (por exemplo: para casas unifamiliares, pequenosedifcios comerciais, etc.) e de fundo plano e liso, reco-menda-se uma altura mnima de 2 cm. No caso especficode reservatrio de fibrocimento (cimento-amianto), aNBR 5649 dispe que a tomada de gua esteja 3 cm aci-ma da regio mais profunda do reservatrio.

    5.2.6 Reservatrios: instalao e estabilidade mecnica

    5.2.6.1 O reservatrio (inclusive tampa e porta de acesso)deve ser projetado de modo a ter resistncia mecnicasuficiente para atender sua funo, sem apresentar de-formaes que comprometam seu funcionamento ou ofuncionamento dos componentes nele instalados.

    5.2.6.2 O reservatrio pr-fabricado deve ser instaladosobre uma base estvel, capaz de resistir aos esforossobre ela atuantes.

    5.2.6.3 Devido necessidade do volume de gua sermuito grande ou da presso hidrulica ser muito elevada,pode ser necessrio posicionar o reservatrio em umaestrutura independente, externa ao edifcio. Tal alterna-tiva, usualmente denominada tanque, tonel ou castelodgua por definio um reservatrio e como tal deveser tratado.

    5.2.7 Reservatrios: operao

    5.2.7.1 Toda a tubulao que abastece o reservatrio deveser equipada com torneira de bia, ou qualquer outrodispositivo com o mesmo efeito no controle da entradada gua e manuteno do nvel desejado. O dispositivode controle da entrada deve ser adequado para cadaaplicao, considerando a presso de abastecimento dagua. Quando uma torneira de bia usada ela deve es-tar conforme a NBR 10137. No caso de um outro disposi-tivo, este deve atender s exigncias da citada normanos pontos que se aplicarem nas circunstncias do uso,principalmente no que concerne possibilidade de ajustedo nvel operacional e garantia de proteo contra refluxo.

    5.2.7.2 A torneira de bia ou outro dispositivo com asmesmas funes deve ser adequadamente instalada noreservatrio que ela abastece, de modo a garantir a manu-teno dos nveis de gua previamente estabelecidos,considerando as faixas de presso a que estar subme-tida.

    5.2.7.3 Para facilitar as operaes de manuteno, queexigem a interrupo da entrada de gua no reservatrio,recomenda-se que seja instalado na tubulao de alimen-tao, externamente ao reservatrio, um registro de fecha-mento ou outro dispositivo ou componente que cumpra amesma funo.

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    5.2.7.4 Considerando-se as faixas de presso previstasna tubulao que abastece o reservatrio, recomenda-se que o nvel mximo da superfcie livre da gua, nointerior do reservatrio, seja situado abaixo do nvel dageratriz inferior da tubulao de extravaso ou de aviso.

    5.2.7.5 Em instalaes prediais de gua quente, onde oaquecimento feito por aquecedor alimentado por tubula-o que se liga ao reservatrio, independentemente dastubulaes da rede predial de distribuio, a tomada degua da tubulao que alimenta o aquecedor deve seposicionar em nvel acima das tomadas de gua fria, comomeio de evitar o risco de queimaduras na eventualidadede falha no abastecimento.

    5.2.8 Reservatrios: aviso, extravaso e limpeza

    5.2.8.1 Em todos os reservatrios devem ser instaladastubulaes que atendam s seguintes necessidades:

    a) aviso aos usurios de que a torneira de bia oudispositivo de interrupo do abastecimento do re-servatrio, apresenta falha, ocorrendo, como conse-qncia, a elevao da superfcie da gua acima donvel mximo previsto;

    b) extravaso do volume de gua em excesso do in-terior do reservatrio, para impedir a ocorrncia detransbordamento ou a inutilizao do dispositivo depreveno ao refluxo previsto, conforme 5.4.3.2, devi-do falha na torneira de bia ou no dispositivo de in-terrupo do abastecimento;

    c) limpeza do reservatrio, para permitir o seu esva-ziamento completo, sempre que necessrio.

    5.2.8.2 As tubulaes de aviso, extravaso e limpeza de-vem ser construdas de material rgido e resistente corro-so. Tubos flexveis (como mangueiras) no devem serutilizados, mesmo em trechos de tubulao. Os trechoshorizontais devem ter declividade adequada para desem-penho eficiente de sua funo e o completo escoamentoda gua do seu interior.

    5.2.8.3 A superfcie do fundo do reservatrio deve ter umaligeira declividade no sentido da entrada da tubulaode limpeza, de modo a facilitar o escoamento da gua ea remoo de detritos remanescentes. Na tubulao delimpeza, em posio de fcil acesso e operao, devehaver um registro de fechamento. A descarga da guada tubulao de limpeza deve se dar em local que noprovoque transtornos s atividades dos usurios.

    5.2.8.4 Toda a tubulao de aviso deve descarregar ime-diatamente aps a gua alcanar o nvel de extravasono reservatrio. A gua deve ser descarregada em localfacilmente observvel. Em nenhum caso a tubulao deaviso pode ter dimetro interno menor que 19 mm.

    5.2.8.5 Quando uma tubulao de extravaso for usadano reservatrio, seu dimetro interno deve ser dimensio-nado de forma a escoar o volume de gua em excesso,atendendo o disposto em 5.2.8.1 b). Em reservatrio depequena capacidade (por exemplo: para casas unifami-liares, pequenos edifcios comerciais, etc.), recomenda-se que o dimetro da tubulao de extravaso seja maiorque o da tubulao de alimentao.

    5.2.8.6 A tubulao de aviso deve ser conectada tubula-o de extravaso em seu trecho horizontal e em pontosituado a montante da eventual interligao com a tubu-lao de limpeza, para que o aviso no possa escoargua suja e com partculas em suspenso provenientesda limpeza do reservatrio, evitando-se, desta forma, oentupimento da tubulao de aviso (geralmente de di-metro nominal reduzido como DN 20), bem como o des-pejo de sujeira prejudicial aos ambientes prprios para odesge de aviso.

    5.2.9 Instalao elevatria

    5.2.9.1 Uma instalao elevatria consiste no bombea-mento de gua de um reservatrio inferior para um reser-vatrio superior ou para um reservatrio hidropneumtico.

    5.2.9.2 Na definio do tipo de instalao elevatria e nalocalizao dos reservatrios e bombas hidrulicas, deve-se considerar o uso mais eficaz da presso disponvel,tendo em vista a conservao de energia (ver 5.5.10).

    5.2.9.3 As instalaes elevatrias devem possuir no m-nimo duas unidades de elevao de presso, indepen-dentes, com vistas a garantir o abastecimento de guano caso de falha de uma das unidades.

    5.2.9.4 Nas instalaes elevatrias por recalque de gua,recomenda-se a utilizao de comando liga/desliga au-tomtico, condicionado ao nvel de gua nos reservat-rios. Neste caso, este comando deve permitir tambm oacionamento manual para operaes de manuteno.

    5.2.9.5 A localizao e a forma de instalao de instala-es elevatrias devem ser definidas prevendo-se solu-es destinadas a reduzir os efeitos da vibrao e do ru-do.

    5.2.10 Rede predial de distribuio

    5.2.10.1 No estabelecimento da localizao das peas deutilizao devem ser consideradas as exigncias dousurio, particularmente no que se refere ao conforto,segurana e aspectos ergonmicos. Quanto localizaode chuveiros eltricos e outros aparelhos eltricos queutilizam gua, devem ser observadas as exignciasprevistas na NBR 5410.

    5.2.10.2 Recomenda-se que as tubulaes horizontaissejam instaladas com uma leve declividade, tendo emvista reduzir o risco de formao de bolhas de ar no seuinterior. Pela mesma razo, elas devem ser instaladas li-vres de calos e guias que possam provocar ondulaeslocalizadas.

    Onde possvel, a tubulao deve ser instalada com de-clive em relao ao fluxo da gua, com o ponto mais altona sada da rede de distribuio do reservatrio elevado.Onde inevitvel a instalao de trechos em aclive, emrelao ao fluxo, os pontos mais altos devem ser, preferen-cialmente, nas peas de utilizao ou providos de dis-positivos prprios para a eliminao do ar (ventosas ououtros meios), instalados em local apropriado.

    5.2.10.3 Se o tipo de abastecimento da rede predial dedistribuio, ou parte dela, for direto, devem ser tomadasprecaues iguais quelas que foram observadas para

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    o alimentador predial (ver 5.2.3.1), no que se refere aodesempenho da rede predial de distribuio e de seuscomponentes quando submetidos a presses elevadas.

    5.2.10.4 Para possibilitar a manuteno de qualquer parteda rede predial de distribuio, dentro de um nvel deconforto previamente estabelecido e considerados oscustos de implantao e operao da instalao predialde gua fria, deve ser prevista a instalao de registrosde fechamento, ou de outros componentes ou de disposi-tivos que cumpram a mesma funo. Particularmente, re-comenda-se o emprego de registros de fechamento:

    a) no barrilete, posicionado no trecho que alimentao prprio barrilete (no caso de tipo de abastecimentoindireto posicionado em cada trecho que se liga aoreservatrio);

    b) na coluna de distribuio, posicionado a montantedo primeiro ramal;

    c) no ramal, posicionado a montante do primeiro sub-ramal.

    5.2.10.5 Quando a instalao predial prev a utilizaode gua fria e gua quente, a instalao de gua fria de-ve ser protegida contra a entrada de gua quente.

    5.3 Dimensionamento das tubulaes

    5.3.1 Generalidades

    Cada tubulao deve ser dimensionada de modo a ga-rantir abastecimento de gua com vazo adequada, semincorrer no superdimensionamento.

    5.3.2 Vazes nos pontos de utilizao

    5.3.2.1 A instalao predial de gua fria deve ser dimen-sionada de modo que a vazo de projeto estabelecidana tabela 1 seja disponvel no respectivo ponto de utiliza-o, se apenas tal ponto estiver em uso.

    5.3.2.2 A rede predial de distribuio deve ser dimensiona-da de tal forma que, no uso simultneo provvel de doisou mais pontos de utilizao, a vazo de projeto, estabe-lecida na tabela 1, seja plenamente disponvel. No casode funcionamento simultneo no previsto pelo clculode dimensionamento da tubulao, a reduo temporriada vazo, em qualquer um dos pontos de utilizao, nodeve comprometer significativamente a satisfao dousurio. Especial ateno deve ser dada na reduo davazo em pontos de utilizao de gua quente provocadapor vazo simultnea acentuada em ramal de gua friado mesmo sistema, afetando a temperatura da gua napea de utilizao de gua quente ou de mistura de guaquente com gua fria. Para tanto, recomenda-se projetare executar sistemas independentes de distribuio parainstalaes prediais que utilizam componentes de altavazo, como, por exemplo, a vlvula de descarga parabacia sanitria. A mesma recomendao se aplica a tubu-laes que alimentam aquecedores (ver 5.2.7.5).

    5.3.3 Vazes no abastecimento de reservatrio

    Nos pontos de suprimento de reservatrios, a vazo deprojeto pode ser determinada dividindo-se a capacidade

    do reservatrio pelo tempo de enchimento. No caso deedifcios com pequenos reservatrios individualizados,como o caso de residncias unifamiliares, o tempo deenchimento deve ser menor do que 1 h. No caso de gran-des reservatrios, o tempo de enchimento pode ser deat 6 h, dependendo do tipo de edifcio.

    5.3.4 Velocidade mxima da gua

    As tubulaes devem ser dimensionadas de modo que avelocidade da gua, em qualquer trecho de tubulao,no atinja valores superiores a 3 m/s.

    5.3.5 Presses mnimas e mximas

    5.3.5.1 Em condies dinmicas (com escoamento), apresso da gua nos pontos de utilizao deve ser esta-belecida de modo a garantir a vazo de projeto indicadana tabela 1 e o bom funcionamento da pea de utilizaoe de aparelho sanitrio. Em qualquer caso, a pressono deve ser inferior a 10 kPa, com exceo do ponto dacaixa de descarga onde a presso pode ser menor doque este valor, at um mnimo de 5 kPa, e do ponto davlvula de descarga para bacia sanitria onde a pressono deve ser inferior a 15 kPa.

    5.3.5.2 Em qualquer ponto da rede predial de distribuio,a presso da gua em condies dinmicas (com escoa-mento) no deve ser inferior a 5 kPa.

    5.3.5.3 Em condies estticas (sem escoamento), a pres-so da gua em qualquer ponto de utilizao da redepredial de distribuio no deve ser superior a 400 kPa.

    5.3.5.4 A ocorrncia de sobrepresses devidas a transien-tes hidrulicos deve ser considerada no dimensionamen-to das tubulaes. Tais sobrepresses so admitidas,desde que no superem o valor de 200 kPa.

    5.3.6 Dimensionamento da rede predial de distribuio

    O dimensionamento das tubulaes da rede predial dedistribuio deve ser efetuado com base em reconhecidoprocedimento de clculo, como aquele recomendado noanexo A.

    5.4 Proteo sanitria da gua potvel

    5.4.1 Generalidades

    A instalao predial de gua fria deve ser projetada eexecutada de modo que no haja possibilidade, dentrodos limites da previsibilidade, de a gua potvel deixarde atender ao padro de potabilidade, constituindo-seem risco para a sade humana, ou de ela ficar inadequa-da para o uso pretendido. Entre o conjunto de cuidados aserem observados, a instalao predial de gua fria nodeve especificamente afetar a qualidade da gua atravsde:

    a) contato com materiais inadequados;

    b) refluxo de gua usada para a fonte de abastecimentoou para a prpria instalao predial de gua fria;

    c) interligao entre a tubulao conduzindo guapotvel e a tubulao conduzindo gua no potvel.

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    5.4.2 Cuidados com materiais utilizados

    5.4.2.1 A preservao da potabilidade da gua deve serconsiderada na especificao e seleo cuidadosa dosmateriais (ver seo 4) e na execuo da instalao pre-dial de gua fria.

    5.4.2.2 Tendo por objetivo aumentar o grau de seguranaquanto preservao da potabilidade da gua, quandoda escolha de materiais e componentes, recomenda-seque os fabricantes assegurem a conformidade de seusprodutos com as normas especficas, relativas referidapreservao. Deve ser dada preferncia certificaode terceira parte.

    5.4.2.3 A superfcie de qualquer componente que entreem contato com gua potvel no deve ser revestidacom alcatro ou com qualquer material que contenha al-catro.

    5.4.2.4 Nenhuma tubulao deve ser instalada enterradaem solos contaminados. Na impossibilidade de atendi-mento, medidas eficazes de proteo devem ser adota-das.

    5.4.2.5 As tubulaes no devem ser instaladas dentroou atravs de: caixas de inspeo, poos de visita, fossas,sumidouros, valas de infiltrao, coletores de esgoto sani-trio ou pluvial, tanque sptico, filtro anaerbio, leito desecagem de lodo, aterro sanitrio, depsito de lixo, etc.

    5.4.2.6 Nenhuma tubulao suscetvel de deteriorao,quando em contato com determinada substncia, podeser instalada em local onde tal substncia possa estarpresente, a menos que sejam tomadas medidas paraevitar o contato dessas substncias com as tubulaes.

    5.4.3 Proteo contra refluxo de gua

    5.4.3.1 Para preservar a potabilidade da gua, devem sertomadas medidas de proteo contra o refluxo de guaservida.

    As medidas devem considerar a proteo do ponto deutilizao (ver 5.4.3.2, 5.4.3.3 e 5.4.3.4) destinada a pre-servar a potabilidade da gua no interior da instalaopredial de gua fria, e uma outra proteo (ver 5.4.3.5)destinada a preservar a potabilidade da gua da fontede abastecimento.

    Adicionalmente, medidas de proteo complementaresdevem ser tomadas quando a instalao predial de guafria se destina a abastecer um conjunto de sub-instalaesque se repetem na direo vertical, como no caso de pr-dios de muitos pavimentos, ou na direo horizontal, comono caso do conjunto de casas de um condomnio.

    Essa proteo complementar se destina a prevenir orefluxo das sub-instalaes para a tubulao que as in-terliga, tanto no caso de tipo de abastecimento direto (ver5.4.3.7) como no caso de tipo de abastecimento indireto(ver 5.4.3.6).

    Tabela 1 - Vazo nos pontos de utilizao em funo do aparelho sanitrio e da pea de utilizao

    Vazo de projetoL/s

    Caixa de descarga 0,15

    Vlvula de descarga 1,70

    Banheira Misturador (gua fria) 0,30

    Bebedouro Registro de presso 0,10

    Bid Misturador (gua fria) 0,10

    Chuveiro ou ducha Misturador (gua fria) 0,20

    Chuveiro eltrico Registro de presso 0,10

    Lavadora de pratos ou de roupas Registro de presso 0,30

    Lavatrio Torneira ou misturador (gua fria) 0,15

    com sifointegrado

    sem sifo Caixa de descarga, registro de presso ouintegrado vlvula de descarga para mictrio

    0,15por metro de calha

    Torneira ou misturador (gua fria) 0,25

    Torneira eltrica 0,10

    Tanque Torneira 0,25

    Torneira de jardim ou lavagemem geral

    Aparelho sanitrio Pea de utilizao

    Bacia sanitria

    Mictrio cermico

    Vlvula de descarga 0,50

    0,15

    Mictrio tipo calha Caixa de descarga ou registro de presso

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    Torneira 0,20

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    5.4.3.2 Um dispositivo de preveno ao refluxo deve serprevisto em cada ponto de utilizao ou de suprimentode gua, instalado no prprio ponto de utilizao ou supri-mento, ou em local o mais prximo possvel.

    O dispositivo de preveno ao refluxo mais efetivo aseparao atmosfrica padronizada, representada na fi-gura 1. Outros dispositivos podem ser utilizados, mas,para serem considerados efetivos contra a retrossifona-gem, devem apresentar resultado satisfatrio quandosubmetidos ao ensaio previsto no anexo B.

    Entre esses dispositivos mencionam-se os seguintes:

    a) separao atmosfrica no padronizada (quandono atende ao representado na figura 1); e

    b) quebrador de vcuo3) (dispositivo que pode serindependente ou incorporado pea de utilizao,como ocorre em alguns modelos de caixa de des-carga).

    Alm da proteo contra a retrossifonagem, os pontos deutilizao que de alguma forma possam estar sujeitos condio de conexo cruzada devem ser protegidoscontra o refluxo de gua.

    5.4.3.3 Em edifcios de diversos pavimentos alimentadosindiretamente a partir de um reservatrio superior, quandoo atendimento de 5.4.3.2 aponta para a necessidade dainstalao de um dispositivo quebrador de vcuo, consi-derado inadequado quanto s suas caractersticasoperacionais ou mesmo estticas, admite-se que a pro-teo exigida em 5.4.3.2 possa ser obtida substituindo-se o quebrador de vcuo pela ventilao da coluna dedistribuio, conforme mostra a figura 2, desde que talventilao estenda sua ao aos pontos de utilizaoem questo.

    Como a ventilao da coluna de distribuio uma pro-teo no localizada (em contraposio ao exigido em5.4.3.2), a garantia dessa proteo exige determinadoscuidados, a fim de no se ter anulada a ao da referidacoluna, como, por exemplo, no existir nenhuma possibili-dade de bloqueio entre o ponto de ventilao e o ramalque alimenta os pontos de utilizao.

    5.4.3.4 No caso de residncias unifamiliares, trreas ouassobradadas, alimentadas indiretamente a partir de umreservatrio superior, a proteo de todos os pontos deutilizao da sua rede predial de distribuio pode serobtida pela ventilao da rede de maneira anloga que-la recomendada em 5.4.3.6. No caso de vlvula de descar-ga alimentada por tubulao exclusiva, no exigvel talventilao.

    5.4.3.5 Para proteo da fonte de abastecimento, um dis-positivo de preveno ao refluxo, do tipo conjunto combi-nado de vlvula de reteno e quebrador de vcuo, ououtro similar, deve ser instalado junto a ela no caso de ti-

    po de abastecimento direto. Se o abastecimento for feitoa partir de rede pblica, a aceitao desta exigncia,bem como o local de instalao, ficam a critrio daconcessionria. Se houver reservatrio na instalao pre-dial de gua fria e o alimentador predial no alimentarnenhum ponto de utilizao intermedirio entre a fontede abastecimento e o ponto de suprimento, ento, a sepa-rao atmosfrica no reservatrio, conforme a figura a 1,pode ser considerada como proteo da fonte de abas-tecimento.

    5.4.3.6 No caso de tipo de abastecimento indireto, emedifcios de diversos pavimentos alimentados atravs decolunas de distribuio, que alimentam aparelhos des-providos de separao atmosfrica, deve ser previstauma proteo contra refluxo de gua de um ramal paraas referidas colunas. Recomenda-se a ventilao de colu-na de distribuio conforme a figura 2. O dimetro datubulao de ventilao deve ser definido pelo projetista,sendo recomendvel a adoo de dimetro igual ao dacoluna de distribuio. O ponto de juno da tubulaode ventilao com a coluna de distribuio deve estar lo-calizado a jusante do registro de fechamento existentena prpria coluna.

    5.4.3.7 No caso de tipo de abastecimento direto para umconjunto de edifcios separados e abastecidos individual-mente, a partir de tubulao que desempenhe funo si-milar de uma coluna de distribuio, deve ser previstauma proteo contra refluxo de gua da instalao predialde gua fria de cada edifcio para a referida tubulao.Recomenda-se que um dispositivo de preveno ao re-fluxo do tipo conjunto combinado de vlvula de retenoe quebrador de vcuo, ou outro similar, seja instaladoconforme a figura 3.

    5.4.4 Proteo contra interligao entre gua potvel e nopotvel

    5.4.4.1 No deve haver interligao entre tubulao queconduza gua fornecida por redes pblicas de concessio-nrias e tubulao que conduza gua proveniente desistema particular de abastecimento (conexo cruzada),seja esta ltima com gua potvel ou no.

    5.4.4.2 Em instalao predial de gua fria abastecida comgua no potvel, todas as tubulaes, reservatrios epontos de utilizao devem ser adequadamente identi-ficados atravs de smbolos e cores, e devem advertir osusurios com a seguinte informao: GUA NO PO-TVEL.

    5.4.4.3 A instalao predial de gua fria destinada tantoao uso domstico da gua quanto ao uso no domstico,e abastecida a partir de uma mesma fonte de abasteci-mento de gua potvel, deve preservar a potabilidadeda gua na prpria instalao, bem como na fonte deabastecimento. Para tanto, devem ser previstas medidasnecessrias de proteo, no que diz respeito ao uso nodomstico, considerado o risco relativo a cada caso parti-cular, bem como observadas as exigncias pertinentesao uso domstico da gua.

    3) Na ocasio da elaborao desta Norma, os dispositivos quebradores de vcuo independentes para instalaes prediais de gua fria,apesar de disponveis no mercado nacional, ainda no so difundidos no meio tcnico; contudo, dado o seu emprego disseminado emoutros pases, eles so aqui mencionados dentro da premissa de uma maior utilizao no futuro. J os quebradores de vcuoincorporados pea de utilizao ocorrem em alguns modelos de caixa de descarga. Cabe ainda notar que os quebradores de vcuono se constituem em proteo contra o refluxo de gua que ocorre quando se estabelece o mecanismo de vasos comunicantes.

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    Figura 2 - Esquema da ventilao na coluna

    d - Dimetro interno do ponto de suprimento ou de utilizaode gua

    S - Separao atmosfrica

    L - Distncia mnima entre o ponto de suprimento ou deutilizao de gua e qualquer obstculo prximo a ele

    Lmn. = 3 d

    Altura mnima da separao atmosfrica

    d Smn.mm mm

    d 14 20

    14 < d 21 25

    21 < d 41 70

    41 < d 2 d

    Figura 1 - Esquema de separao atmosfrica padronizada

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    5.5 Economia de gua e conservao de energia

    5.5.1 Generalidades

    O projeto da instalao predial de gua fria deve ser ela-borado de modo a tornar o mais eficiente possvel o usoda gua e energia nela utilizadas. Usualmente, este prin-cpio implica a reduo do consumo de gua e energia avalores mnimos necessrios e suficientes para o bomfuncionamento da instalao e para satisfao das exi-gncias do usurio.

    5.5.2 Presso excessiva

    Uma presso hidrulica excessiva na pea de utilizaotende a aumentar desnecessariamente o consumo degua. Em condies dinmicas, os valores das pressesnessas peas devem ser controlados para resultaremprximos aos mnimos necessrios.

    5.5.3 Extravaso no perceptvel

    As tubulaes de aviso dos reservatrios devem ser posi-cionadas de modo que qualquer escoamento ocorra emlocal e de forma prontamente constatvel.

    5.5.4 Impermeabilizao

    Todo lago, tanque, chafariz ou espelho que utilize guano seu enchimento, ou mesmo para funcionamento dealguma parte, deve receber revestimento impermeabili-zante especfico, principalmente quando a gua pro-veniente de concessionria.

    5.5.5 Descarga em bacias sanitrias

    5.5.5.1 As caixas e vlvulas de descarga, usualmente em-pregadas em bacias sanitrias, devem atender, respecti-vamente, as NBR 11852 e NBR 12904, principalmenteno que se refere vazo de regime e ao volume de des-carga.

    5.5.5.2 De acordo com a NBR 6452, as bacias sanitriasso classificadas em trs tipos segundo o volume degua consumida por descarga. Dessa forma os fabrican-tes devem informar a faixa de consumo para cada modelode bacia que fabricam. Recomenda-se a escolha do tipode menor consumo, respeitadas as limitaes dadas pe-los aspectos culturais.

    5.5.6 Descarga em mictrios

    5.5.6.1 O sistema de limpeza de mictrios deve ser pro-jetado levando-se em conta o seu desempenho e a efi-cincia no uso da gua. O conhecimento da distribuio,da freqncia de uso e do tipo de usurio so elementosnecessrios definio do sistema de limpeza a ser ado-tado. O sistema de limpeza pode ser automtico, operadoou misto. Os valores de volume, vazo e freqncia dedescarga so, em geral, funo do grau de limpeza dese-jado segundo o tipo de aparelho sanitrio usado.

    5.5.6.2 Em situaes onde h um nmero significativo demictrios, recomendvel que a limpeza seja efetuadaatravs de sistema automtico de descarga, ajustado para

    Figura 3 - Esquema da localizao do dispositivo de proteo

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    fornecer at 2,5 L por descarga em mictrios individuaisou a cada 70 cm de comprimento em mictrio tipo calha.

    O sistema de limpeza automtico que utiliza caixas dedescarga deve ser estabelecido de modo que ocorram,no mximo, duas a trs descargas por hora em situaesde baixa e mdia freqncia de uso. Na alimentao dosistema deve ser instalado um registro de fechamentocomandado por um temporizador, ou outro dispositivo,capaz de fechar automaticamente a entrada da guaquando o prdio no estiver sendo usado.

    No caso de mictrio de uso menos intenso, ou onde sejapossvel contar com uma correta operao por parte dousurio, a limpeza atravs de sistema no automtico,acionada pelo prprio usurio sempre que necessria,pode resultar em economia de gua, se cada mictrio forutilizado com intervalo de tempo entre descargas maiorou igual que aquele que se verificaria no caso de sistemaautomtico.

    5.5.6.3 Ateno especial deve ser prestada s situaesde no utilizao, ou de baixa freqncia de utilizao,de mictrios, evitando-se o desperdcio de gua atravsde sistemas de limpeza automticos ou mistos. Em parti-cular, destacam-se os seguintes perodos de no utiliza-o: perodo noturno, finais de semana, poca de frias,faixas de utilizao entre horrios de pico, entre outros.

    5.5.7 Torneiras e vlvulas de fechamento automtico

    Estes componentes no devem originar choques mec-nicos durante o funcionamento e no devem apresentarvazamentos ao fechar. Devem ser utilizados apenas emsituaes onde a inspeo regular e a manuteno pos-sam ser asseguradas para evitar que falhas de funciona-mento levem a eventual desperdcio de gua.

    5.5.8 Arejadores para torneiras

    O arejador instalado na sada de uma torneira possui ori-fcios na sua superfcie lateral que permitem a entrada dear durante o escoamento da gua e do ao usurio asensao de uma vazo maior do que na realidade.Ateno especial deve ser prestada informao do fa-bricante quanto presso mnima da gua, para garantiro funcionamento adequado do arejador. Deve-se obser-var que h modelos de torneira cujo dispositivo instaladona sua sada funciona apenas como concentrador dejato, e no como arejador.

    5.5.9 Lavadoras domsticas

    Considerando que o consumo das lavadoras pode atingirvalores elevados e visando o melhor aproveitamento degua e energia, recomenda-se que a escolha delas sejafeita com base no seu consumo de gua, por ciclo comple-to de funcionamento, e na adequao dos seus recursosface ao tipo de utilizao previsto.

    5.5.10 Bombeamento de gua

    5.5.10.1 Em instalaes elevatrias, do tipo de abasteci-mento direto, o consumo de energia eltrica pode ser mi-nimizado mediante o aproveitamento racional das condi-es de presso da gua disponvel na fonte de abasteci-mento. No caso de abastecimento a partir de rede pblica,as informaes necessrias podem ser obtidas junto concessionria (ver 5.1.3.2).

    5.5.10.2 O consumo de energia em instalaes elevatriaspode ser minimizado atravs de uma correta escolha dabomba, observando-se o tipo e caractersticas de desem-penho segundo os condicionantes de projeto. Ainda noque concerne economia de energia, deve-se conside-rar que o consumo de energia eltrica nos motores debombas hidrulicas funo da potncia demandada edo tempo de utilizao. No cmputo da potncia, deve-se ter em conta que na partida os motores eltricos de-mandam uma corrente eltrica superior de regime, dadecorrendo uma maior potncia consumida e, portanto,consumo de energia superior quando comparado com asituao de regime.

    5.5.11 Chuveiro eltrico

    O consumo de energia eltrica depende basicamente dapotncia eltrica e da durao do banho. A potncia dochuveiro escolhida em funo da vazo e da elevaode temperatura desejada. A NBR 11304 estabelece queo fabricante de chuveiros deve informar o consumo men-sal mnimo e o consumo mensal mximo de energia eltri-ca por pessoa.

    5.6 Acessibilidade e proteo das tubulaes ecomponentes em geral

    5.6.1 Generalidades

    5.6.1.1 Alm das exigncias mnimas de acessibilidadeque a concessionria eventualmente possa fixar, o pro-jeto da instalao predial de gua fria deve considerarvantagens e desvantagens decorrentes da forma adotadapara instalao das tubulaes e dos componentes emgeral. fundamental que haja fcil acesso para manuten-o. Os principais fatores que condicionam a decisoquanto ao grau de acessibilidade que deve ser adotadoso:

    a) o uso para o qual o edifcio se destina (importnciada esttica, conseqncias de vazamentos em par-tes inacessveis, existncia ou no de procedimentosde manuteno);

    b) o valor dos custos de investimento inicial ou demanuteno decorrentes da adoo de condiesde acessibilidade aprimoradas (facilidade para pro-jetar dutos, conseqncias de mudanas de direodas tubulaes, facilidade para prover painis deacesso ou coberturas removveis, disponibilidade degalerias de servio); e

    c) as caractersticas dos materiais das tubulaes eos tipos de juntas (confiabilidade de juntas, resistn-cia corroso, flexibilidade do tubo quando instaladoem dutos curvilneos ou suportes).

    5.6.1.2 Na maioria das vezes, a deciso deve ser orientadapelas opinies pessoais do projetista, do instalador, doconstrutor ou do prprio usurio. Contudo, desde que asconseqncias econmicas e ambientais, resultantes decondies de acessibilidade insuficientes, possam vir aser considerveis, a deciso no deve ser tomada precipi-tadamente, sem a devida considerao. Entre tais con-seqncias incluem-se a destruio de decoraes erevestimentos caros ou de pisos e azulejos de cermicadifceis de serem encontrados e a elevao em escala

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    dos custos de reposio. A alta incidncia de patologiasobservada em instalaes prediais de gua fria de edif-cios habitacionais, as dificuldades de identificao dascausas patolgicas e a quase impossibilidade de reparoem muitos casos reforam a necessidade de cuidadoscom a questo da acessibilidade.

    5.6.1.3 No que concerne operao e manuteno dainstalao predial de gua fria, recomenda-se observarno projeto o princpio de mxima acessibilidade a todasas suas partes. Esse princpio conduz, em geral, locali-zao das tubulaes de forma totalmente independentedas estruturas, alvenarias e revestimentos. Para passa-gem e acomodao das tubulaes devem ser previstosespaos livres contendo aberturas para inspeo, repa-ros e substituies sem que haja necessidade de destrui-o das coberturas. Podem tambm ser utilizados forrosou paredes falsas, dutos, galerias de servio ou outrasdisposies igualmente eficazes. No que se refere ins-talao de reservatrios, bombas hidrulicas, vlvulasreguladoras de presso e outras partes, o princpio conduz previso de espao suficiente ao redor destes para ga-rantir a realizao das atividades de manuteno, bemcomo a movimentao segura da pessoa encarregadade execut-las.

    5.6.2 Tubulao passando atravs de paredes ou pisos

    5.6.2.1 Nos casos onde h necessidade de atravessarparedes ou pisos atravs de sua espessura, devem serestudadas formas de permitir a movimentao da tubula-o, em relao s prprias paredes ou pisos, pelo usode camisas ou outro meio, igualmente eficaz.

    5.6.2.2 A camisa deve apresentar a necessria resistnciaaos esforos a que submetida, de forma a garantir a in-tegridade da tubulao que contm, ser devidamenteancorada parede ou piso que atravessa e conter apenasa tubulao a ela destinada, no sendo permitida, inclusi-ve, a passagem de elementos de outras instalaes, como o caso de cabos eltricos.

    5.6.2.3 Nos casos onde h necessidade de selar o espaoexistente entre a tubulao e a camisa ou outro meio uti-lizado, visando, por exemplo, garantir estanqueidade gua, evitar passagem de insetos, impedir a passagemde fumaa (atendendo norma relativa segurana aofogo), etc., o selo deve ser permanentemente flexvel parapermitir a movimentao da tubulao.

    5.6.3 Tubulao instalada dentro de paredes ou pisos (noestruturais)

    5.6.3.1 A instalao de tubulaes no interior de paredesou pisos (tubulao recoberta ou embutida) deve consi-derar duas questes bsicas: a manuteno e a movi-mentao das tubulaes em relao s paredes ou aospisos. No que se refere movimentao, em especial, hque se preservar a integridade fsica e funcional das tubu-laes frente aos deslocamentos previstos das paredesou dos pisos.

    5.6.3.2 Os espaos livres existentes (como, por exemplo:pisos elevados, paredes duplas, etc.), destinados a outrosfins que no o da passagem de tubulaes, no devemser aproveitados de forma improvisada. O aproveitamen-to de tais espaos s permitido quando consideradosde forma integrada no desenvolvimento do projeto.

    5.6.3.3 As tubulaes recobertas, instaladas em dutos,devem ser fixadas ou posicionadas atravs da utilizaode anis, abraadeiras, grampos ou outros dispositivos.

    5.6.4 Tubulao aparente

    5.6.4.1 Qualquer tubulao aparente deve ser posicionadade forma a minimizar o risco de impactos danosos suaintegridade. Situaes de maior risco requerem a adoode medidas complementares de proteo contra impactos.

    5.6.4.2 O espaamento entre suportes, ancoragens ouapoios deve ser adequado, de modo a garantir nveis dedeformao compatveis com os materiais empregados.

    5.6.4.3 Os materiais utilizados na fabricao de suportes,ancoragens e apoios, bem como os seus formatos, devemser escolhidos de forma a no propiciar efeitos deletriossobre as tubulaes por eles suportadas. Devem ser con-sideradas as possibilidades de corroso, as exignciasde estabilidade mecnica, as necessidades de movimen-tao e o espao necessrio para insero de isolantes.

    5.6.5 Tubulaes enterradas

    5.6.5.1 A tubulao enterrada deve resistir ao dosesforos solicitantes resultantes de cargas de trfego,bem como ser protegida contra corroso e ser instaladade modo a evitar deformaes prejudiciais decorrentesde recalques do solo. Quando houver piso ao nvel dasuperfcie do solo, recomenda-se que a tubulao enterra-da seja instalada em duto, para garantir a acessibilidade manuteno.

    5.6.5.2 Em solos moles, sujeitos a recalques, ou em terre-nos de caractersticas diferenciadas, devem ser proje-tados beros especiais de assentamento, levando-se emconsiderao as solicitaes a que estar submetida atubulao em funo dos esforos aplicados na superfciedo terreno.

    5.6.5.3 Tendo em vista resguardar a segurana de fun-daes e outros elementos estruturais e facilitar a manu-teno das tubulaes, recomendvel manter um distan-ciamento mnimo de 0,5 m entre a vala de assentamentoe as referidas estruturas.

    5.6.5.4 Se a tubulao contiver registro de fechamento oude utilizao, deve ser prevista caixa de proteo e cana-leta, ou outra forma conveniente de acesso para mano-bras na superfcie. Esse elemento deve contar com tampaou portinhola de fcil operao, concordante com o aca-bamento da superfcie e resistente aos esforos que iroatuar sobre ela.

    5.6.6 Interao com elementos estruturais

    5.6.6.1 A tubulao no deve ser embutida ou solidariza-da longitudinalmente s paredes, pisos e demais ele-mentos estruturais do edifcio, de forma a no ser preju-dicada pela movimentao destes e de forma a garantira sua manuteno. No caso em que a tubulao correparalela a elementos estruturais, a sua fixao pode serfeita atravs de abraadeiras ou outras peas que permi-tam a necessria movimentao e facilitem a manuten-o. Uma outra soluo alternativa a utilizao de tubu-lao recoberta em duto especialmente projetado paratal fim.

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    5.6.6.2 Na eventual necessidade de atravessar elementosestruturais no sentido da sua espessura, deve haver con-sulta especfica ao projetista de estruturas para que aabertura necessria seja adequadamente dimensionada.

    5.6.6.3 Admite-se a instalao de tubulao no interior deparede de alvenaria estrutural, desde que seja tubulaorecoberta em duto especialmente projetado para tal fim.Neste caso, o projeto da estrutura do edifcio deve contem-plar, como parte integrante deste, a soluo adotada paraa instalao predial de gua fria.

    5.6.7 Reservatrios

    5.6.7.1 O reservatrio deve ser instalado de forma a garan-tir sua efetiva operao e manuteno, de forma maissimples e econmica possvel.

    5.6.7.2 O acesso ao interior do reservatrio, para inspeoe limpeza, deve ser garantido atravs de abertura comdimenso mnima de 600 mm, em qualquer direo. Nocaso de reservatrio inferior, a abertura deve ser dotadade rebordo com altura mnima de 100 mm para evitar aentrada de gua de lavagem de piso e outras.

    5.6.7.3 O espao em torno do reservatrio deve ser sufi-ciente para permitir a realizao das atividades de manu-teno, bem como de movimentao segura da pessoaencarregada de execut-las. Tais atividades incluem: re-gulagem da torneira de bia, manobra de registros, monta-gem e desmontagem de trechos de tubulaes, remooe disposio da tampa e outras.

    5.6.7.4 Recomenda-se observar uma distncia mnimade 600 mm (que pode ser reduzida at 450 mm, no casode reservatrio de pequena capacidade at 1 000 L):

    a) entre qualquer ponto do reservatrio e o eixo dequalquer tubulao prxima, com exceo daquelasdiretamente ligadas ao reservatrio;

    b) entre qualquer ponto do reservatrio e qualquercomponente utilizado na edificao que possa serconsiderado um obstculo permanente;

    c) entre o eixo de qualquer tubulao ligada ao reser-vatrio e qualquer componente utilizado na edifica-o que possa ser considerado um obstculo per-manente.

    5.6.7.5 No caso de reservatrio inferior, a observnciadas condies de acessibilidade deve ser feita em con-junto com as condies de preservao de potabilidadeestabelecidas conforme 5.2.4.8.

    5.7 Controle de rudos e vibraes

    5.7.1 Generalidades

    5.7.1.1 As instalaes prediais de gua fria devem serprojetadas e executadas de maneira a atender as neces-sidades de conforto do usurio, com respeito aos nveisde rudo produzidos ou transmitidos pela prpria instala-o, bem como de maneira a evitar que as vibraes ve-nham a provocar danos instalao predial de gua friaou s demais partes do edifcio.

    5.7.1.2 Para o conforto do usurio, devem ser levadas emconsiderao as exigncias relativas aos nveis de rudoadmissveis segundo o tipo de uso do edifcio servido pe-la instalao predial de gua fria.

    5.7.2 Orientaes para projeto

    Para elaborao de projeto que atenda aos requisitos de5.7.1, recomenda-se observar, pelo menos, as orienta-es contidas no anexo C.

    6 Execuo

    6.1 Condies gerais

    6.1.1 A execuo da instalao predial de gua fria deveser levada a efeito em conformidade com o respectivoprojeto. Eventuais alteraes que se mostrem necess-rias durante a execuo devem ser aprovadas pelo pro-jetista e devidamente registradas em documento compe-tente para tal fim.

    6.1.2 A execuo da instalao predial de gua fria deveser feita por instalador legalmente habilitado e qualifi-cado.

    6.1.3 Para a execuo da instalao predial de gua fria,deve ser estabelecido um procedimento, visando desen-volver as atividades dentro de critrios de higiene compa-tveis com a finalidade da instalao. Desta forma, o in-terior das tubulaes, reservatrios e demais partes deveser mantido sempre limpo, livre de resduos originadosdas operaes de execuo da instalao propriamentedita, ou oriundos de outras atividades realizadas em can-teiro.

    6.1.4 No desenvolvimento das atividades de execuoda instalao predial de gua fria, deve ser observadoum procedimento, visando oferecer condies adequa-das ao trabalho, que respeite, inclusive, as exignciasque so estabelecidas com relao segurana do tra-balho.

    6.2 Trabalho no canteiro de obra

    6.2.1 Manuseio de materi