NBR 6146 (Dez 1980) - Invólucros de equipamentos elétricos - Proteção

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  • Copyright 1980,ABNTAssociao Brasileirade Normas TcnicasPrinted in Brazil/Impresso no BrasilTodos os direitos reservados

    Sede:Rio de JaneiroAv. Treze de Maio, 13 - 28 andarCEP 20003-900 - Caixa Postal 1680Rio de Janeiro - RJTel.: PABX (021) 210 -3122Fax: (021) 220-1762/220-6436Endereo Telegrfico:NORMATCNICA

    ABNT-AssociaoBrasileira deNormas Tcnicas

    NBR 6146DEZ 1980Invlucros de equipamentos eltricos -Proteo

    Palavras-chave: Invlucros. Proteo mecnica 14 pginas

    Origem: Projeto EB-1017/1980CB-03- Comit Brasileiro de EletricidadeCE-03:017.06 - Comisso de Estudo de Graus de Proteo Providos deInvlucrosEsta Norma cancela e substitui as NBR 5374, NBR 5408 e NBR 5423/1977Esta Norma foi baseada na IEC 529/1976

    Especificao

    SUMRIO1 Objetivo2 Designao (Sistema de classificao)3 Graus de proteo - Primeiro numeral caracterstico4 Graus de proteo - Segundo numeral caracterstico5 Marcao6 Requisitos gerais para ensaios7 Ensaios para o primeiro numeral caracterstico8 Ensaios para o segundo numeral caractersticoANEXO A - TabelasANEXO B - Figuras

    1 Objetivo1.1 Esta Norma fixa as condies exigveis aos graus deproteo providos por invlucros de equipamentos el-tricos de tenso nominal no superior a 72,5 kV, e espe-cifica os ensaios de tipo para verificao das vriasclasses de invlucros. Os tipos de proteo cobertos poresta Norma so os seguintes:

    a) contra o contato ou a aproximao de pessoas apartes vivas, contra o contato a partes mveis (queno sejam eixos lisos ou congneres) no interiordo invlucro e contra a penetrao de corposslidos estranhos no equipamento;

    b) contra a penetrao prejudicial de gua no interiordo invlucro onde est o equipamento.

    Nota: A proteo de partes mveis externas ao invlucro, taiscomo ventiladores, deve ser prescrita pela norma corres-pondente ao equipamento.

    1.2 Esta Norma se aplica somente aos invlucros queestejam sendo apropriadamente empregados, sob todosos aspectos, na utilizao prevista e que, do ponto devista dos materiais e da fabricao, assegurem que aspropriedades consideradas nesta Norma se mantenhamnas condies normais de servio.

    1.3 Esta Norma no especifica graus de proteo contradanos mecnicos ao equipamento, risco de exploses,ou condies tais como umidade (por exemplo, produ-zida por condensao), vapores corrosivos, fungos, ver-mes ou animais daninhos.

    1.3.1 No so considerados partes do invlucro as cercasou guarda-corpos externos ao invlucro, os quais devemser colocados somente para segurana pessoal, nosendo assim previstos nesta Norma.

    2 Designao (Sistema de classificao)A designao para indicar o grau de proteo consti-tuda, pelas letras caractersticas IP, seguidas de doisnmeros (os numerais caractersticos), que indicamconformidade com as condies estabelecidas nasTabelas 1 e 2 do Anexo A, respectivamente para o pri-meiro e segundo numerais e que cobrem os tipos descritosem 1.1-a) e 1.1-b).

    Quando a montagem do equipamento puder influir nograu de proteo, o fabricante deve dar esta informaoem seus manuais de instruo de montagem.

  • 2 NBR 6146/1980

    2.1 Numeral caracterstico nico

    Quando for necessrio indicar a classe de proteo ape-nas por meio de um numeral caracterstico, o numeralomitido deve ser substitudo pela letra X. Por exemploIPX5 ou IP2X.

    2.2 Letras suplementares

    2.2.1 Se a norma de um determinado tipo de equipamentopermitir, pode ser dada uma informao por meio de umaletra suplementar aps os numerais da classificao. Emtais casos a norma deve indicar claramente o pro-cedimento adicional a considerar durante os ensaiospara tal classificao.

    2.2.2 As letras S, M ou W, s devem ser utilizadas com asseguintes significaes:

    a) S - o ensaio de proteo contra a penetrao preju-dicial de gua deve ser efetuado com o equipa-mento em repouso;

    b) M - o ensaio de proteo contra a penetrao degua deve ser efetuado com o equipamento emfuncionamento;

    c) W (colocado imediatamente aps as letras IP) - oequipamento projetado para utilizao sob con-dies atmosfricas especficas e previsto com me-didas ou procedimentos complementares de pro-teo. Tanto as condies atmosfricas especifica-das como as medidas ou procedimentos comple-mentares de proteo devem ser objeto de acordoentre fabricante e usurio.

    Nota: A ausncia das letras S e M deve significar queser dado o grau de proteo desejado sob todasas condies normais de servio.

    2.3 Exemplos de designaes

    2.3.1 Invlucro protegido contra a penetrao de objetosslidos cuja menor dimenso maior que 1,0 mm e contraprojees dgua. Exemplo:

    2.3.2 lnvlucro protegido contra a penetrao de objetosslidos cuja menor dimenso maior que 12 mm e contraasperso dgua (em chuva) devendo o ensaio de as-perso ser feito com o equipamento em repouso. Exem-plo:

    3 Graus de proteo - Primeiro numeralcaracterstico

    3.1 O primeiro numeral caracterstico indica o grau deproteo dado pelo invlucro em relao s pessoas eao equipamento no seu interior.

    3.2 A Tabela 1 do Anexo A descreve, sumariamente, na3 coluna, os objetos que, para cada grau de proteo re-presentado pelo primeiro numeral caracterstico, no de-vem poder penetrar no interior do invlucro.

    3.3 A expresso no devem poder penetrar significaque partes do corpo humano, ferramentas ou fios segurospor uma pessoa, no podem penetrar no invlucro ou, seisto ocorrer, ser mantida uma distncia suficiente paraas partes vivas ou partes mveis perigosas (eixos lisosem rotao ou similares no so considerados perigosos).3.4 A 3 coluna da Tabela 1 do Anexo A fornece tambmas dimenses mnimas dos corpos slidos estranhos queno podem penetrar.

    3.5 Uma vez satisfeito o grau de proteo declarado deum invlucro, estaro tambm satisfeitos todos os grausinferiores de proteo da Tabela 1 do Anexo A. Em conse-qncia, no ser necessria a realizao dos ensaiosde verificao dos graus inferiores de proteo.

    4 Graus de proteo - Segundo numeralcaracterstico

    4.1 O segundo numeral caracterstico indica o grau deproteo dado pelo invlucro, tendo em vista a penetraoprejudicial de gua. A Tabela 2 do Anexo A descreve, na3 coluna, o tipo de proteo previsto para o invlucro,para cada um dos graus de proteo representado pelosegundo numeral caracterstico.

    4.2 Uma vez satisfeito o grau de proteo declarado deum invlucro, estaro tambm satisfeitos todos os grausinferiores de proteo da Tabela 2 do Anexo A. Em con-seqncia, no ser necessria a realizao dos ensaiosde verificao dos graus inferiores de proteo.

    Letras caractersticas

    Primeiro numeralcaracterstico(ver Tabela 1 do Anexo A)

    Segundo numeralcaracterstico(ver Tabela 2 do Anexo A)

    IP 4 4

    Letras caractersticas

    Primeiro numeralcaracterstico(ver Tabela 1 do Anexo A)

    Segundo numeralcaracterstico(ver Tabela 2 do Anexo A)

    Letra suplementar

    IP 2 3 S

  • NBR 6146/1980 3

    5 Marcao

    5.1 As prescries relativas s marcaes devem constarna norma especfica de cada tipo de equipamento.

    5.2 Se for o caso, tal norma deve tambm especificar omtodo de marcao a ser usado quando uma parte doinvlucro possuir um grau de proteo diferente de outraparte determinada ou quando o uso das letras suple-mentares (ver 2.2) modificar o grau de proteo.

    6 Requisitos gerais para ensaios

    6.1 Os ensaios especificados nesta Norma so ensaiosde tipo.

    6.2 Salvo outro acordo entre as partes, os equipamentossubmetidos aos ensaios devem ser novos e estar limpos,com todas as partes em seus lugares e montadas da ma-neira indicada pelo fabricante.

    6.3 As normas para cada tipo de equipamento devemconter dados, tais como:

    a) o nmero de unidades a serem ensaiadas;

    b) as condies de montagem e instalao, porexemplo, utilizao de teto, telhado ou paredeartificiais;

    c) precondicionamento;

    d) os procedimentos de ensaio para furos de dre-nagem e aberturas de ventilao;

    e) o estado do equipamento a ser ensaiado: ener-gizado ou no, em funcionamento ou em repouso;

    f) interpretaes dos resultados dos ensaios.

    6.4 Na ausncia dos dados indicados em 6.3 devem seradotadas as instrues dos fabricantes. No caso de o pri-meiro numeral caracterstico ser 1 ou 2 e o segundo nu-meral caracterstico ser 1, 2, 3 ou 4, uma inspeo visualpode, em certos casos bvios, ser suficiente para concluirque foi obtido o grau de proteo almejado. Em tais casos,se permitido pelas normas especficas do equipamento,no necessria a realizao de ensaios. Todavia, emcaso de dvida, os ensaios devem ser realizados deacordo com os captulos 7 e 8.

    6.5 Para os fins dos ensaios desta Norma, a expressodistncia adequada tem os seguintes significados:

    a) equipamento de baixa tenso (tenses nominaisiguais ou inferiores a 1000 V em CA ou 1500 V emCC),

    - o dispositivo de ensaio (esfera, ponta de prova,fio, etc.) no toca as partes mveis, no sendoconsiderados como tais, os eixos lisos em ro-tao;

    b) equipamento de alta tenso (tenses nominaissuperiores a 1000 V em CA ou 1500 V em CC),- o equipamento deve ser capaz de suportar o en-saio dieltrico previsto com os dispositivos deensaio colocados na(s) posio(es) mais des-favorvel(eis);

    - este ensaio diettico pode ser substitudo poruma distncia especificada no ar que assegureque este ensaio seja satisfeito nas condiesmais desfavorveis de campo eltrico.

    7 Ensaios para o primeiro numeral caracterstico

    Para o primeiro numeral caracterstico zero, nenhum en-saio exigido.

    7.1 Ensaio para o primeiro numeral 1

    7.1.1 O ensaio efetuado aplicando-se uma esfera rgidade 50 mm de dimetro (tolerncia de + 0,05 mm) contraa(s) abertura(s) no invlucro, com uma fora de50 N 10%.

    7.1.2 A proteo ser satisfatria se a esfera no passarpor nenhuma abertura e se as distncias adequadasestiverem mantidas em relao s partes sob tenso emservio normal ou em relao s partes mveis no interiordo invlucro.

    7.2 Ensaio para o primeiro nu