Newsletter março 2014

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    20-Jul-2015
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Transcript of Newsletter março 2014

  • Semana da leitura O nosso Agrupamento respondeu, uma vez

    mais, ao desafio lanado pelo Plano Nacional de

    Leitura, de organizar uma semana dedicada

    motivao para a leitura, competncia muito

    importante na formao dos alunos e transversal

    a todas as disciplinas.

    A equipa das bibliotecas promoveu um conjunto

    diversificado de atividades, das quais se desta-

    cam: o encontro com o escritor Bruno Vieira

    Amaral (na ESSA), a sesso com o contador de

    histrias Jorge Serafim (pr-escolar, 1 e 2 ci-

    clos, no auditrio da EB 2+3), o campeonato de

    ortografia com as turmas do 4 ano.

    A feira do livro infanto-juvenil vai decorrer de 24

    a 28 na biblioteca do 1 ciclo.

    Estas atividades visaram, ainda, estimular

    o prazer da leitura atravs do mgico

    encontro dos jovens leitores com os

    textos de vrios autores.

    Feito o balano da Semana da Leitura,

    considera-se que esta foi muito positiva,

    dada a adeso significativa de alunos e de

    professores s atividades desenvolvidas e

    o interesse manifestado.

    Maro acordou vestido de festa, enleado em serpentinas esvoaantes, salpicado de papelinhos coloridos. Numa exploso de sons, de ritmos e de cores maro fez desfilar, de mo dada, a Fantasia e a Alegria. Maro ofereceu-nos a plenitude das manhs claras e as verdes paisagens floridas, trazendo a leveza da primavera e a sua fora revitalizadora. Maro despediu-se com alongados dias, deixando, nos olhos e nos rostos, sorrisos luminosos, confiantes na certeza do renovo .

    Agrupamento de Escolas de Santo Andr - Barreiro

    N 6 maro de 2014 Barreiro

    Newsletter

    Editorial

    Estamos a chegar ao final de mais um ciclo administrativo no Agrupamento, na medida em que, brevemente, a Comisso Administrativa Provisria dar lugar a uma Direo, eleita pelo Conselho Geral, aps publicitao a nvel nacional do processo eleitoral. , por isso, tempo de, a jeito de breve balano, referir que, na conti-nuidade do processo de gesto do Agrupamento, focmos a nossa ateno nos binmios disciplina/indisciplina, irreve-rncia/educao, a que tent-mos responder de modo for-mativo.

    Com o desenvolvimento das redes sociais e com o impacto dos reality shows no pblico adolescente, muitas vezes preocupante verificar que a importncia das atitudes e dos valores deixa de ser percebi-da , sendo estes distorcidos. aqui que os educadores devem intervir e chamar razo os nossos jovens quer em situao de sala de aula, quer nos espa-os exteriores.

    Acreditamos que o trabalho dirio no plano do saber ser e do saber estar dar os seus frutos a nvel da qualidade da relao pedaggica que se quer s e harmoniosa.

    Nunca demais referir que esta harmonia se constri em conjunto: professores, alunos, pais e outros agentes educati-vos e que autorregulada por um dos instrumentos de gesto das escolas ( o Regulamento Interno) cuja consulta perma-nente aconselhamos.

    Tem sido, pois, preocupao da CAP gerir os conflitos resul-tantes da indisciplina, de acor-do com o estipulado no R.I, dando particular nfase s questes relacionadas com a formao e crescimento inte-gral dos jovens.

    Associao de Pais

    No dia 12 maro realizou-se a

    conferncia Higiene do sono e

    ansiedade nos exames, proferi-

    da pelas psiclogas Ana Beatriz

    Saraiva e Cristina Morais. Esta

    sesso, dinamizada pela A. Pais

    do Agrupamento, em parceria

    com a Academia Ramiro Freitas,

    destinou-se a pais e alunos do 9

    ao 12 anos.

    Associao de Antigos Alunos da

    ESSA

    No dia 15 de

    maro de-

    correu uma

    aula de

    zumba,

    promovida pela AAESSA, no pavi-

    lho desportivo da escola. Esta

    atividade contou com cerca de

    200 entusiastas participantes .

    Clube de Proteo Civil

    A convite do Clube de Proteo

    Civil, realizou-se, a 19 de maro,

    uma sesso com os Bombeiros

    Voluntrios do Barreiro sobre

    suporte bsico de vida. Assistiram

    a esta ao cinco turmas do se-

    cundrio.

    Exposio

    Decorre ainda, na biblioteca da

    ESSA, a exposio dos trabalhos

    dos alunos de Oficina de Artes

    (10I), da prof Isabel Tosto.

    Projeto Educao para a Sade

    Os alunos do AESA participa-

    ram, de forma expressiva, na

    construo de um smile huma-

    no, no dia 21 de maro, no Par-

    que da Cidade.

    Desporto escolar

    A aluna Camila Rosa, da EB 2/3 da

    Qta da Lomba, venceu a corrida

    de 40 m e do salto em compri-

    mento. Esta aluna disputar a

    fase final do Mega Atletismo nos

    dias 28 e 29 de maro, no Algar-

    ve.

    Bibliotecas Escolares

    Breves Aconteceu...

    1.Jos Guimares ; 2. Tamara Lempicka

    Escritor Bruno Vieira Amaral

    Contador de histrias Jorge Serafim

  • Texto criativo (secundrio)

    1 Prmio Os carris de uma obstinada e longa

    autoflagelao, de Sofia Narciso11A

    2 Prmio Cludia Garfino, Fatum

    Curta telemvel (secundrio)

    1 Prmio Diogo Almeida12F

    Os carris de uma obstinada e longa autoflagelao

    Os carris guiam os meus passos e a buzina eminente a minha sentena de morte. Caminho atabalhoadamente pelos carris e o palpitar do meu sfrego corao est no mesmo compasso que as cigarras, enquanto o suor me escorre pelas faces e eu me pergunto as coisas que os moribundos perguntam. Os ps descalos, calejados e cansados, queimados pelas estacas de madeira aquecidas pelo sol latejam, mas eu tenho de continuar. Aquela voz de prudncia que pertence a todos sussur-ra-me que se calhar chegou a hora de mudar de faixa, mas teimosamente enxoto como o zumbido de outro mosco. Inflexvel, tenta-me alertar, outra vez, que o comboio ir chegar. No me resta nada seno ignorar a inces-sante voz. Sentes o sol a queimar, a arder na pele, sussurra. Volta para trs, tenta-me ela, volta para a sombra. Se voltar para a sombra, falharei a todos os que acre-ditaram em mim. Serei o mesmo que tantos outros, parte da escria que tanto critico e um testemunho para os que vierem e tentarem as mesmas faanhas. Ela ronrona ao meu ouvido, numa tentativa de persu-aso, dizendo-me que devia voltar para trs, para tomar outro rumo e as palavras enroladas ressoam nos sales do meu consciente. O cho vibra com a proximidade do eminente choque. Digo-lhe que fui eu que escolhi este rumo, que o irei levar a cabo at ao fim.

    Alunos

    Ela diz-me que eu nem consigo ver o fim, que o perdi algures na estrada percorrida pois no era realmente meu, que todo e qualquer rumo me foi tirado e que apenas continuo, teimosamente, nesta constante auto-flagelao por terror a falhar. A sua voz abandonou o sussurro, falando agora mais sonoramente. Todos temos medo de falhar. Ela brade aos meus ouvidos, dizendo que o medo de falhar devia ser estmulo para seguir as nossas paixes, no para as desertarmos. Porque gritas? Ela pergunta-me se eu no a oio. Apercebo-me do som da locomotiva, a bramir enraiveci-da, cujo ritmo predominado pelo descontrolo. Tremo mas recuso a virar-me para trs, a enfrentar o que me espera, como se soubesse com o que irei defron-tar. Comeo a correr, a fugir do que sei que no h fuga. A sua voz praticamente inaudvel. Diz-me que deixei-me levar pelo medo de falhar aos outros quando deveria estar preocupada em falhar a mim mesma. A razo por que a pele das minhas costas arde no o sol, mas sim a traio, a culpa, o sentimento de fracasso e o corromper do meu prprio ntimo. Deixei que outros depositassem em mim os seus sonhos, e agora tal beatas de cigarro queimadas em mim, s me resta a cinza e as dolorosas marcas. Subitamente apercebo-me do que fala. Como um gatilho puxado. Os meus olhos outrora vidrados abandonaram o estado entorpecido e dormente na compreenso. Mas o meu ntimo j est corrompido, as veias j consu-miram o veneno e o corao definhou. A corrupo deste mundo decrpito j fez o seu trabalho, j me tor-nou em mais um cadver para decorar a paisagem, para servir de exemplo. O orgulho fez-me putrefacta, fez-me apodrecida, tirou-me o alento para me aguentar, para acarear este mundo onde os poetas so produto de bruxaria e fluido txico para os ideais da sociedade. H muito que deixei de ser poeta, h muito que vendi toda essa parte de mim por calos e chagas, por um bilhete de ida nestes carris. No o faas, troa a voz. Miro as minhas mos. Nunca as questionei. O ensurde-cedor som da locomotiva impede-me de pensar. Esto negras. Com fuligem. Lambidas pelas chamas. Entre soluos e lgrimas que brotam dos cansados e vtreos olhos, viro-me para me defrontar com locomoti-va que investe sobre mim sem me dar possibilidade de redeno. Fui eu que alimentei o forno do homicida. Fui eu que tomei nas mos o carvo. Fui eu que queimei, absorta do que fazia, toda e qualquer esperana de salvao. Fui eu que dei o golpe final desta lenta autoflagelao, recusando aquilo que me era prprio. Fui eu o homicida.

    Sophy (Sofia Narciso)- 11A

    Prmios Augusto Cabrita

    O nosso Agrupamento concorreu

    com vrios trabalhos e ganhou

    em todas as categorias:

    Caricatura (1ciclo)

    3 lugar: Joo Fer-

    nandes - 4B

    Fotografia (3 ciclo)

    Fotografia (secundrio)

    1 lugarDiogo Almeida 12F

    2 lugarRben Santos 12J

    3 lugarRben Santos 12J

    2 lugar Miguel Madeira 9D

    3 lugar Joo Gonalves 9B

    Texto criativo (1 prmio)

    Fotografia de Augusto Cabrita

  • Debate No mbito do Projeto Grundtvig, Violence Prevention Club in Euro-pe, o Projeto do Patrimnio Cultu-ral Europeu vai promover uma mesa redonda sobre as causas da violncia, reunindo especial