“O que mais me surpreende é o homem, pois perde a saúde ... · “O que mais me surpreende é o...

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    02-Dec-2018
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Transcript of “O que mais me surpreende é o homem, pois perde a saúde ... · “O que mais me surpreende é o...

  • O que mais me surpreende o homem, pois perde a sade para juntar dinheiro; depois, perde o dinheiro para recuperar a sade. Vive pensando ansiosamente no futuro, de tal forma, que acaba por no viver nem o presente, nem o futuro. Vive como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse vivido.

    Dalai Lama

    ermitam-nos, diletos leitores, abrir este Editorial, convocando-os a uma profunda reflexo sobre a sbia resposta de Tenzin Gyatso, Sua

    Santidade, o 14 Dalai Lama, quando perguntado sobre o que mais o surpreendia na vida.

    PEssa postura capitalista o verdadeiro cncer da sociedade, raiz de

    quase todos os problemas atuais que nos afligem. Tal modelo coloca em primeira conjugao, em nossas vidas, o verbo TER: para sermos felizes temos que ter algo material. custa da prpria sade, da famlia ( se que essa instituio, ainda, existe nesse modelo de sociedade atual) e de uma vida digna, avassaladoramente, marchamos com uma viso possessiva em direo ao efmero.

    Os incautos so adotados pela libertinagem que rola na Internet. Os programas de TV, diga-se de passagem, preocupados, apenas, em atingir altos ndices de audincia, sem pedir licena, vomitam toda sorte de alienao e maus exemplos. A droga, o homossexualismo, a violncia e a imploso familiar so exaustivamente exaltados. Nesse ms em que se comemora o Dia Internacional da Famlia (15), entendemos ser uma boa oportunidade para refletirmos sobre esse desnorteio.

    Perplexo diante dos fatos, conversvamos com uma amiga sobre essa inverso de valores a que estamos assistindo pacficos em clima de normalidade. Intuitivamente, falamos no acreditar encontraremos a soluo para esse quadro catico. Parece-nos que somente a revolta da natureza poderia pr fim aos descaminhos por que trilha a humanidade.

    Conta-nos a histria que civilizaes inteiras, desvinculadas das Leis de Deus, foram dizimadas pela fora da natureza, a exemplo dos lmures e dos atlantes.

    Para no forarmos nossa curta memria, contemplemos, apenas, os ltimos 4 anos: tsunami na sia, furaco Katrina nos EUA, desabamentos em Santa Catarina, furaces no Sul do Brasil, aquecimento global, temperaturas ao extremo, secas e, h poucos dias, enchentes no Maranho e no Amazonas e os terremotos na Itlia, manifestaes ceifando vrias vidas. A natureza mostra os reflexos do descaso, da ganncia e da destruio do homem. Outras catstrofes, com certeza, viro, e, com elas, lampejos temporrios de conscientizao e de solidariedade entre os povos.

    Ao nos negarmos a aprender pelo Amor, somos condenados, com certeza, a faz-lo pela Dor. A Lei do Karma no castiga, pois, como toda Lei divina, justa. A verdade que toda ao gera uma reao igual e contrria.

    Queridos leitores, faamos um mundo mais leve para que possamos carreg-lo; reflitamos nas sbias palavras de S.S. Dalai Lama, que encimam o Editorial!

    Na contramo desse amargo retrato, continuamos com nosso trabalho em prol da cultura e da conscientizao, atravs das seguintes matrias em mais uma edio de nossa Revista: visando a elucidar e a conscientizar nossos Irmos de que Ritual coisa sria, apresentamos como Matria da Capa, de autoria do Ir Srgio Sargo, A Importncia do Ritual; j na coluna Destaques, a bela matria A Origem do Acrnimo GADU, da lavra do nosso Ir Frederico Guilherme Costa, merecendo especial ateno; a coluna Ritos Manicos apresenta A Ordem da Estrita Observncia, do IrTenrio de Albuquerque; na coluna Trabalhos, corroborando com esse Editorial, destaco o texto do Ir Walter de Oliveira Biarini, O Livre Arbtrio.

    Os tempos so chegados e a humanidade, mais uma vez, ao longo de sua histria, insiste em usar as vendas do efmero materialismo, em se ofuscar com o falso brilho do que est fora, quando deveria voltar-se para dentro de si mesma. Despertemos para o Real!

    Encontrar-nos-emos um pouco mais conscientes na prxima edio, queiram os Deuses! ?a b

  • Capa A Importncia do Ritual...................................CapaEditorial....................................................................................2Matria da Capa A Importncia do Ritual.....................3Destaques - A Origem do Acrnimo GADU......4Os Grandes Iniciados Paulo de Tarso..............................6

    Ritos Manicos Ordem da Estrita Observncia.................7Trabalhos O Livre Arbtrio...........................................................8 - Uma Reflexo Sobre o Salmo 133..........................10Reflexes Seja Voc Mesmo....................................................11 Lanamentos Livro...................................................................12Boas Dicas......................................................................................12

    A Importncia do RitualA Importncia do RitualSrgio Sargo

    Ritual, em sua concepo especfica, um processo disciplinador de nossos atos e da vida.

    uma forma de ordenar a sucesso de fases, atos e atitudes, destinadas a promover o desenvolvimento gradativo e lgico dos acontecimentos da Natureza, em comunho com a atividade do ser humano, isto , do ser vivo pensante.

    O

    No se trata de um acontecimento aleatrio e supersticioso, mas de um processo cientfico e tcnico, presente em todos os fatos do mundo profano, embora se manifeste mais claramente na esfera religiosa, esotrica e, principalmente, nas ordens iniciticas como a Maonaria. O ritual nada tem de crendice e mistrio, representa ordem de processos, determina que aquele que o pratica, faa a atrao das foras a serem mobilizadas; depois dever concentr-las e, em seguida, de maneira gradativa, dinamizar e direcion-las para o objetivo escolhido. Nem sempre esse objetivo ser nobre, e o iniciado deve ter conhecimento de que a fora do ritual poder ser utilizada tanto para o bem como para o mal, dependendo da ritualstica praticada; tambm, dever conhecer ambas as foras e, obviamente, seguir pela senda do bem ao prximo.

    Observamos as fases de um ritual nos dias que se passam, na vida de todos os dias. No seria um ritual aquela sucesso de etapas, que realizamos logo que acordamos pela manh? E, quando nos atrasamos, no nos sentimos mal o dia todo como se estivssemos fora de sintonia? Ou quando temos que pular alguma fase?

    Dentro do ritual de nossas vidas, somos todos

    sacerdotes. Uma das caractersticas do ritual a repetio, sem falhas dos gestos, palavras e aes, que, quando feitos com concentrao e motivao alegre, nos ligam com arqutipos e energias muito benficas s nossas vidas. Ainda, mais importante, a atuao de cada um dentro de um ritual, destinado a nos ligar s energias superiores ou mesmo significaes filosficas, em prol no apenas de quem o executa, mas de algo maior e muito mais valioso.

    O Ritual Manico se constitui de um meio poderoso para fazer com que todos aqueles que dele participam, atinjam um estado superior de conscincia, que, atravs da repetio disciplinada e constante, com grande requinte de detalhes e realizado com extrema ateno e correo, realizado com suavidade e obedecendo a certo ritmo, gera equilbrio emocional, calma interior, alm de colocar cada um em estado de ateno.

    Nota-se que, quando o Venervel de uma Loja est indisposto, desconcentrado, cansado, nervoso, preocupado ou perturbado por emoes e/ou energias estranhas, ocorre, desde o incio do ritual,

    uma quebra na prtica do mesmo. As falas saem erradas, pulam-se partes do ritual no que se refere a sua seqncia, e tudo comea a ficar fora de sintonia. Os erros do Venervel Mestre so logo acompanhados de erros dos demais Oficiais, e, por fim, acaba por se instalar uma completa desarmonia no ambiente da Loja, gerando completo desconforto daqueles que participam.

    A meditao, no incio, serve para acalmar os nimos, relaxando os nervos, diminuindo a exaltao e o stress do dia-a-dia, nos desligando das preocupaes profanas. Nosso ritual ir, com certeza, fluir melhor aps uma meditao bem realizada.

    mailto:[email protected]:[email protected]

  • Toda escola inicitica estabelece um ritual, uma liturgia a ser seguida de maneira irrepreensvel. No se trata, apenas, de uma repetio de aes, mas, principalmente, de se gerar uma forte energia que alimente um egrgora, o qual, por sua vez, dar um sentido e uma fora mgica ao ritual e ao cerimonial. dessa seqncia cerimonial que a Iniciao retira seu mais profundo significado, produzindo um impacto emocional e espiritual necessrio ao candidato, o que marcar sua alma por toda a eternidade.

    A Maonaria, como herdeira e depositria de ritualsticas advindas de sociedades muito mais antigas, como a egpcia, por exemplo, transforma o indivduo atuando nele e no grupo como um todo, causando uma transmutao interior.

    O ritual tem uma importncia capital na Maonaria, e, definitivamente, um mau maom aquele que faz pouco caso da ritualstica ou a realiza, apenas, de maneira mecnica. Gestos, palavras, sons e posturas so geradores e canalizadores de energia, sejam positivas ou negativas. responsabilidade dos Oficiais da Loja zelar para que os Obreiros ajam conforme a maneira prevista na ritualstica, corrigindo desvios e impondo disciplina, pontualidade, assiduidade, dedicao aos estudos e

    conhecimento profundo de cada grau que o Obreiro venha a praticar.

    Sabe-se, por experincia, que Lojas, cujas colunas abateram, relaxaram na disciplina e no rigor da prtica

    ritualstica. E, quando o egrgora se enfraquece, o mesmo, com o tempo, se desfaz; h uma quebra de sintonia e o enfraquecimento do grupo.

    Outra causa comum da dissoluo das lojas a fuga dos Obreiros por falta de motivao. O principal responsvel , geralmente, o Venervel, que negligencia suas obrigaes e deixa de preparar uma instruo ou um tema para debate em cada Sesso. Os Obreiros se sentem frustrados por no terem aprendido nada de novo naquela reunio e comeam a pensar ser uma perda de tempo ir Loja.

    no embate de opinies e nas contribuies de cada membro do grupo que descobrimos novas formas de ver o mundo e, ento, buscamos o que h de mais fundamental na Maonaria: a investigao e busca da verdade.

    Aprendizes Maons, nimo nessa nova e importante etapa de vossas vidas, e lembrai-vos de que Aprendiz no fala, apenas, simbolicamente, pois precisa mais ouvir do que falar, para poder absorver, com mais eficcia, esse mundo novo que se apresenta. ?

    a b

    A Origem do Acrnimo GA Origem do Acrnimo GAADDUU

    "La Franc-Masoneria tiene buen cuidado de no definir el Gran Arquitecto, dejandotoda latitud a sus adeptos para que hagan del mismo una idea de acuerdo cons su filosofia.

    Los Francmasones abandonam la teologia a los TELOGOS, cuyos dogmas levantam apasionadas discusiones cuando non conducen a las guerras o a persecuciones inicuas."

    Oswald WirthFrederico Guilherme Costa

    Rito Moderno, intelectualmente direcionado para o verdadeiro princpio da tolerncia, e em nome

    da total liberdade de identificar-se com as conscincias de seus membros, desconsidera a afirmao Dogmtica de que o recipiendrio obrigado, no dia de sua Iniciao, a afirmar solenemente a sua crena no GADU, frmula que harmoniza o princpio da construo com o Ideal Manico, na Construo do Edifcio da Liberdade Humana.

    O

    A Tradio Manica chama de "Deus" o Grande Arquiteto do Universo, mas seria isso uma Tradio a partir de 1717 ou desde mais alm?

    Todos sabemos que, a partir da chamada Maonaria dos Aceitos, erroneamente chamada de especulativa, uma forte influncia protestante fez-se presente na sua primeira Constituio, atravs dos Irmos Pastores, responsveis por sua redao, notadamente seu compilador, Anderson.

    Todavia, onde teria ele buscado o nome GADU?

    " espera da cidade dotada de slidos fundamentos, da qual Deus o Arquiteto e Construtor" (Epstola aos Hebreus,

    11, 10)."Como sbio

    Arquiteto, pus o alicerce"(1 Epstola aos Corntios, 3, 10).

    Sabemos que, nos Antigos Deveres, nas raras invocaes Rituais, encontraremos uma forte influncia do Catolicismo e, um pouco mais prximo ao novo perodo, o Credo andersoniano. Todavia, merece nossa considerao o fato de a data da primeira condenao pontifcia ter ocorrido justamente em 1738, quando os ingleses modificam, pela primeira vez, o Livro das Constituies, tornando-o mais prximo

  • ao Tesmo de Roma, condenao esta que no aconteceu em 1723, quando o texto original, nitidamente Desta, foi aprovado e publicado pela Grande Loja de Londres.

    Parece-nos ter sido uma preocupao constante a introduo de nomes e episdios bblicos para a formao da nossa mitologia manica. At mesmo a frmula GADU, que nos parecia to pessoal, foi buscada na Epstola de Paulo...

    Se entendermos nossa Arte como no dogmtica, somente um Maom livre e de bons costumes poder entender essa Liberdade como a querem os franceses, que em seu nome suprimiram das suas constituies, em 1877, a frmula do GADU, o que provocou o rompimento com a Inglaterra e o incio da sua "irregularidade" perante a Loja-Me da Moderna Maonaria, oriunda da Grande Loja de Londres, de 1717, considerada "Maonaria Regular", ou seja, fundada por maons autnticos, regularmente Iniciados e possuidores dos poderes necessrios para fundar Lojas.

    Seria isso mesmo se a afirmao acima fosse verdadeira; acontece que, segundo AMBELAIN, no :

    "En septiembre de 1714, en Londres, el Pastor presbiteriano James Anderson educa a profanos en las ideas masnicas y, a finales de ano, probablemente el dia de san Juan de Invierno, funda una logia com siete de ellos.

    Ahora bien, Anderson no es Maestro de Logia. Por lo tanto, no puede transmitir la iniciacin masnica. Ni siquiera es masn regular, ya que no se ha encontrado ningrn rastro de su iniciacin, sino Capelian de logia, cosa muy diferente. Por conseguiente, esas iniciaciones son totalmente irregulares, sin ningn valor. Y aunque hubiera sido Compaero regular (lo que no es el caso), seguiram siendo ilcitas, y ninguno de sus iniciados podria ir ms lejos. Tres anos ms tarde, en 1717, esos

    ocho masones irregulares constituirn cuatro logias, tan irregulares como la primera." (Robert Ambelain. El Secreto Masnico. Mertinez Roca. Pgs. 219 e 220.).

    Acreditamos, corajosamente, que, em momento algum, nossos Irmos franceses negaram a existncia da frmula do Grande Arquiteto do Universo. Deixaram, sim, fluir, e isto deve ser visto com o respeito devido a todo ser que se pretendia livre de dogmas, a percepo ntima e pessoal do Deus do seu prprio corao, quando e como esta realidade manifestar-se na sua mente pequenina, perto do Macro-ideal de um Universo em expanso e, ainda, quase totalmente desconhecido. O mais so regras pessoais, impostas e determinativas de algo que no se impe, mas

    oferece-se como demonstrao do mais profundo amor.

    Esse amor representa a Unidade, o princpio e o fim de tudo. Ela no pretende eliminar os contrrios, mas estabelecer o princpio da Ordem sobre a desordem, ao qual o lema escocista to bem se ajusta: ORDO AB CHAO.

    A origem do acrnimo "GADU" est, portanto, no princpio criador, independente da frmula ou oposio. O GADUno

    exige a crena Nele; Ele simplesmente . Uma Atualidade no pode ser uma Realidade humana. Seu nome est inscrito na Constituio da Maonaria, o verdadeiro livro do Conhecimento Sagrado. Somente atravs dessa Lei Sagrada, que rege o Universo, ser possvel ascender do inferior at o superior. Todavia, essa Constituio no foi escrita por mos humanas. No foi Anderson quem a elaborou, e as Potncias a compilaram. No, suas pginas esto brancas como a Alma Universal. Apenas, o verdadeiro Iniciado, o Mestre Exemplar, saber gravar, no seu prprio corao, a Origem do Acrnimo " GADU", lendo, no silncio da Paz Profunda, as regras que lhe forem atribudas. ?

    aa b b

    http://www.costarubbosouzaadvogados.com/http://www.qualizan.com.br/

  • Paulo de TarsoPaulo de TarsoGiselda Sbragia*

    rimeiro grande missionrio e telogo cristo, tambm, chamado de Apstolo dos Gentios,

    Paulo, ou Saulo, nasceu em Tarso, ento, um dos centros intelectuais do Imprio Romano.

    PCidado romano por nascimento, pertencia a uma

    famlia de fariseus fervorosos, tendo sido iniciado, desde cedo, nas leis e tradies judaicas (At. 16,38; 22,29.).

    Em Tarso, aprendeu o grego, o latim e o hebreu. Mais tarde, em Jerusalm, estudou na escola de Gamaliel, onde tomou contato com a dialtica, processo que muito viria a utilizar em suas especulaes teolgico-fisiolgicas. Essa formao intelectual torna compreensvel sua compreenso universalista do Cristianismo. Terminada a educao rabintica, volta a Tarso e, logo depois, a Jerusalm. Durante esse tempo, torna-se fariseu exaltado, perseguindo os cristos. Tal procedimento, entretanto, cedeu lugar a uma radical transformao, fruto da viso que teve na estrada de Damasco. Convertido, Paulo se retira para o deserto, a se entregando, durante dois anos de solitria contemplao, aos xtases da revelao crist. De volta a Damasco, perseguies judaicas obrigaram-no a fugir para Jerusalm, onde se encontra com o Apstolo Pedro. Convidado depois por Barnab a tomar parte nos trabalhos ministeriais da Igreja de Antiquia, visita Jerusalm pela segunda vez e traa os rumos de um novo apostolado de vanguarda, iniciando suas clebres jornadas apologticas. A primeira das trs expedies paulinas dirige-se a Chipre. Em pouco tempo, Paulo, que partira para Jerusalm em 47 d.C., consegue converter o procnsul Srgio Paulo. O acontecimento garante o xito da misso, que se estendeu, tambm, s regies de Panflia, Pisdia e Licania, onde numerosas igrejas foram fundadas.

    Entre a primeira e a terceira jornada tem lugar o Conclio Apostlico de Jerusalm (48

    ou 49 d.C.), a que Paulo e Bernab comparecem como representantes da Igreja.

    A segunda jornada missionria (50 d.C.) partiu em

    direo sia Menor e, seguindo o rumo NE, atingiu Trada, onde

    uma viso misteriosa fez que Paulo se dirigisse Europa. Atravessou,

    ento, a Macednia, visitou Atenas, estabelecendo-se

    finalmente em Corinto. A, alm de organizar a comunidade crist, exerceu grande atividade apologtica e poltica. Trs anos depois, retorna Palestina, chegando a Antioquia em 53 ou 54 d.C.

    Logo em seguida, inicia-se a terceira jornada missionria, que, refazendo rapidamente o itinerrio da anterior, dirige-se a feso, onde, por mais de trs anos, desenvolve o apstolo intensa atividade doutrinria. No longe dessa cidade, porm, seus inimigos o atacam. Em Corinto e Galcia, acusam-no de ser, apenas, um apstolo secundrio, estranho aos doze primitivos companheiros de Jesus, e concluem que seu Evangelho no passa de uma falsa interpretao dos princpios judaico-cristos. Em duas famosas epstolas, aos glatas e aos corntios, Paulo responde s acusaes, refutando, ponto por ponto, as crticas de seus adversrios. Pouco antes de abandonar definitivamente a Grcia, escreve a sua mais importante epstola, dirigida aos cristos de Roma, em que rev inmeros fundamentos teolgicos do Cristianismo.

    Ao regressar a Jerusalm, acusado por fanticos de profanar os templos. Encarcerado em Cesaria e, depois, transferido para Roma, consegue ser absolvido. Em 61 d.C., realiza algumas misses, que o levam mais uma vez ao Oriente e, provavelmente, Espanha. De volta a Roma, os judaizantes da comunidade o perseguem, acabando por prend-lo. Submetido a longo processo, foi decapitado (64 ou 65 d.C.) por ordem de Nero.

    Paulo o verdadeiro fundador do Cristianismo. Como grande apstolo dos gentios, coordenou o trabalho das Sete Igrejas do Oriente, ou seja, um verdadeiro sistema geogrfico em funo, numa tentativa de codificao da doutrina crist.

    *A autora pertence s fileiras da Sociedade Brasileira de Eubiose. ?

    aa b b

    http://www.dirijarentacar.com.br/

  • Ordem da Estrita ObservnciaOrdem da Estrita ObservnciaTenrio de Albuquerque

    Rito da Ordem da Estrita Observncia foi mais uma inovao, feita pelo ingls Michel Andrs

    Ramsay, figura de grande renome na Maonaria, no sculo XVIII.

    OO Rito da Ordem da Estrita Observncia

    despertou grande interesse, atraiu numerosos adeptos. O objetivo de Michel Andrs Ramsay, fundando-o, foi uma tentativa de p-lo indiretamente a servio de sua causa e, tambm, de seus interesses particulares.

    Jacques II, da famlia dos Stuarts, perdeu o trono da Inglaterra para o usurpador Guilherme de Orange e foi refugiar-se na Frana, no castelo de Saint-Germain-en-Laye, onde foi recebido por Luis XIV com a mais entusistica cordialidade.

    Jacques II no viera s. Seguiam-no os seus partidrios e as tropas fiis, das quais uma parte era constituda por trs regimentos escoceses (*extrado do livro La Franc-Maonnerie Ecossaise em France, pgina 9, do escritor Albert Lantoine). Numerosos eram, tambm, os acompanhantes irlandeses. Os escoceses e os irlandeses eram catlicos. Com apoio deles, foi fundada uma Loja regular em Saint-Germain, cuja existncia, j em 1688, era assinalada, figurando durante algum tempo nos anurios do Grand Orient de France.

    Os partidrios dos Stuarts espalharam que a Maonaria estava trabalhando para o retorno de Jacques II ao trono da Inglaterra, que a Instituio era uma continuao dos Templrios e que as Lojas Manicas eram possuidoras de fabulosos tesouros. Os verdadeiros maons, conhecedores dos verdadeiros objetivos da Ordem e do que se propalava, revoltaram-se. Como constituam a minoria, o recurso foi retirar-se das Lojas contagiadas por falsos doutrinadores.

    Gerou-se um perodo de confuso, justamente, o que desejavam os propaladores dos falsos informes. Os Jesutas julgaram ter chegado o momento propcio para apoderarem-se da Instituio definitivamente. Para tanto, fizeram aparecer em cena algum de quem no se poderia dizer, com justia, se foi enganado ou se era enganador, isto , se sabia o que fazia e para quem trabalhava ou se era mero instrumento, posto a servio daqueles a quem no conhecia.

    Trata-se do Baro de Hund, renovador da crena de que a Maonaria era, efetivamente, uma continuao da Ordem dos Templrios. O Baro de Hund era homem

    riqussimo, generoso, mas presunoso, amante de aventuras e novidades. Iniciado na Maonaria em Francofort, em 1742, quando contava apenas 20 anos, dedicou-se Ordem. Em 1784, mudou-se para Paris, onde foi iniciado nos Altos Graus do Captulo de Clermont. Compenetrado de que a Maonaria era a sucessora da Ordem dos Templrios, passou a fazer propaganda intensa disso.

    Baseado no sistema de Altos Graus, organizado por Michel Andrs Ramsay, o Baro de Hund resolveu organizar nova associao, que denominou Ordem da Estrita Observncia, dividida em muitos Graus de Iniciao, com um chefe superior e visvel, para cujo cargo ele mesmo se nomeou. O Baro de Hund forjou uma lenda, declarando ter sido iniciado e nomeado Cavaleiro Templrio na Frana, por um ingls, em presena do prprio Gro-Mestre da Ordem, e que o Cavaleiro Marshall, Gro-Mestre da 7 Provncia, ao morrer, lhe transmitira a suprema dignidade de que estava revestido, que o autorizava a propagar a Ordem e a Maonaria.

    Para comprovar as lendrias afirmaes, o Baro de Hund limitava-se a exibir um documento escrito em caracteres desconhecidos, que ningum conseguia compreender, claro.

    SURGE OUTRO MISTERIOSO GRO-MESTREDe esprito inventivo, declarou o Baro de Hund que

    havia sido apresentado aos chefes desconhecidos, que lhe ministraram instrues e lhe haviam concedido poderes para armar cavaleiros. Como missionrio, ele adotou os smbolos manicos, adulterou as cerimnias da Maonaria e iniciou inmeras pessoas, inclusive, muitos maons, convencidos de que Hund era senhor da verdade.

    De sbito, surgiu, na Frana, outro misterioso Gro-Mestre, um tal de Johnson. Ele afirmou ter sido enviado da Esccia pelos famosos superiores desconhecidos, a fim de revelar aos Irmos verdadeiros segredos, faz-los participar das fabulosas riquezas da Ordem. Era um embusteiro. O Baro de Hund foi obrigado a sair a pblico para desmascarar o outro. Fez um apelo aos maons, convidando-os a lhe jurarem obedincia e fidelidade e a se prepararem para seguir suas instrues. Para maior aparato e convencimento de todos, o Baro fez ostentao de sua fortuna e reafirmou saber onde se encontravam as fantsticas riquezas dos Templrios, prometeu exibi-las e andou acenando com Altos Graus a muitas pessoas.

    mailto:[email protected]:[email protected]

  • Prncipes, nobres, toda sorte de pessoas importantes deixaram-se dominar pela esperana de participar das lendrias riquezas e pela vaidade de vir a possuir altos ttulos e condecoraes valiosas, entrando na Ordem da Estrita Observncia. Numerosas Lojas e Captulos novos foram instalados. Difundiu-se o novo sistema, que ganhou muito terreno.

    O Baro de Hund e os seus parceiros, com apoio de homens poderosos, declararam herticos os demais sistemas, que passaram a ser hostilizados. As Lojas, no filiadas Estrita Observncia, foram taxadas de Observncia relaxada pelas outras, cujos componentes se intitulavam grandes maons.

    Chegou uma ocasio em que a Ordem da Estrita Observncia estava disseminada atravs de quase toda a Europa, distribuda em 9 provncias, que abrangiam muitos pases. Era uma sociedade secreta predominante em um velho mundo. Cada provncia era dividida em prioratos; estes, em prefeituras, estas, em comandos; estes, em Lojas.

    OS GRAUS DA ESTRITA OBSERVNCIAO Baro de Hund modificou muitos rituais

    manicos, de acordo com seu esprito fantasioso, e estabeleceu seus graus, a princpio, adicionando-lhes mais um. Eram os seguintes:

    Graus Simblicos: Aprendiz, Companheiro e Mestre;

    Graus Superiores (Templrios): Mestre Escocs, Novio, Templrio (dividido em Cavaleiro, Aliado e Porta-Estandarte);

    Eques Professus.

    EXTINO DA ORDEM DA ESTRITA OBSERVNCIAImaginoso, o Baro de Hund, de tempos em tempos,

    acenava com promessas novas. Chegou a asseverar ter encontrado os tesouros dos Templrios e que os iria incorporar Ordem.

    Falava em construo de hospitais, de edifcios prprios das Lojas, mas nada aparecia. Alguns adeptos comearam a impacientar-se. Entarch, mais exaltado do que os outros, publicou e espalhou um folheto (A Pedra de Toque), em que divulgou os segredos da Estrita Observncia, os manejos e falsidades do Baro de Hund. Foi um escndalo. Divulgada a organizao da Ordem, surgiram os mais acres comentrios. Foi convocada uma Assemblia ou Conveno para realizarse em Wilhemstadt. Sob a presidncia do Duque Fernando de Brunswick, foi efetuada a Assemblia em 16 de julho de 1782, em que se tratou da reforma da Maonaria, repdio definitivo lenda de ser a Maonaria uma continuao dos Templrios e extino da Ordem da Estrita Observncia. ?

    aa b b

    O Livre ArbtrioO Livre ArbtrioWalter de Oliveira Bariani

    o h como dissociar o homem de seu destino: a perfeio relativa ao Todo Perfeito. Contudo,

    esse destino no est nas mos de Deus ou do demnio, conforme nos querem fazer crer as religies, por no existir determinismo ou fatalismo na evoluo humana.

    N

    A faculdade de pensar, de raciocinar, colocou o homem no topo da escala evolutiva, acima de seus companheiros de jornada terrestre, os chamados irracionais.

    Sendo ele um esprito encarnado, dotado dessa faculdade, est sujeito s intempries que a vida oferece a cada passo em seu caminhar, gregrio na maior parte das vidas e, s vezes, solitrio.

    Ren Descartes chegou ao pice da questo, ao concluir que, por deter o poder de raciocinar, o homem, logicamente, um ser existente, ou seja, penso, logo existo, mas o existir no est diretamente ligado ao viver. Existir ser, e viver ter, quer dizer, o homem tem, na vida, a oportunidade de ser algo mais do que um simples vivente, exatamente, por pensar. Ele existe porque pensa, e o pensamento envolve o desenvolvimento da inteligncia, e essa, o da razo. Assim, interligando-se, essas conquistas evolucionais acabam por determinar parmetros, que levam s aes e pensamentos e podem tornar o homem ditoso ou desgraado em suas romagens terrenas, encarnao aps encarnao, vida aps vida.

    Essa dualidade, graa e desgraa, decorrem da Liberdade de Conscincia, maior conquista da criatura face ao seu Criador, que, em sua infinita misericrdia, proporciona oportunidades incontveis para que o homem possa evoluir, a despeito de sua condio de rprobo de si mesmo.

    A posse da razo o cadinho depurador das aes divisionrias dessa dualidade, porquanto tudo que confrontado com a razo recebe a chancela do certo e/ou do errado. Essa, por sua vez, amolda-se moral cientifica, confirmando seus estamentos filosficos.

    O Livre Arbtrio vem de ser exatamente o determinante da Liberdade de Conscincia, a encruzilhada da moral e da razo, do pensar e do agir.

    O Livro dos Espritos, ao comentar o tema, relata-nos na questo n 843:

    Tem o homem o livre arbtrio de seus atos? Tendo a liberdade de pensar, tem igualmente a de agir.

    Sem o livre arbtrio, o homem seria mquina.A cada ao, corresponde uma reao, a Lei das

    Causas e Efeitos. Dotado da liberdade de pensar, tem o homem, automaticamente, a de agir, mas, ao direito de agir conforme sua liberdade de conscincia corresponde o dever de circunscrev-la aos crivos da razo e da moral, ou seja, de acordo com os atos praticados, ser glorificado ou execrado.

  • Um dos exemplos mais marcante de livre arbtrio encontrado nas pginas da Bblia, mais precisamente na saga de Ado e Eva, que, como sabemos, trata-se, nica e exclusivamente de personagens fictcios, utilizados como smbolos do aparecimento do homem na face da terra, no como elemento oriundo da teoria criacionista, mas dentro de conceitos evolucionistas por excelncia.

    O paraso ou den a inocncia oriunda do no pensar e, consequentemente, no saber. A rvore da vida, no meio do paraso, o marco evolucional do homem que busca o conhecimento apesar das dificuldades que a vida lhe interpe a cada passo, pois disse Deus:

    16. E deu-lhe esta ordem, e lhe disse: Come de todos os frutos das rvores do paraso. 17 Mas no comas do fruto da rvore da cincia do bem e do mal. Porque, em qualquer tempo que comeres dele, certissimamente, morrers. (Gnesis, 2: 16 e 17.)

    Observe-se que a rvore proibida era a da cincia do bem e do mal, ou seja, era a do conhecimento, que faria com que o homem pudesse discernir, em suas aes, aquilo que lhe traria alegria e o que poderia, ao mesmo tempo, causar-lhe a dor e os tormentos da alma.

    A serpente o smbolo da inteligncia; somente atravs dela, que se pode atingir o conhecimento. A narrativa bblica nos mostra que Eva, formada de uma parte de Ado, o homem, portanto mais evoluda, arguiu de si mesma sobre a morte e chegou concluso de que, caso comesse da fruta proibida, certamente, no morreria, mas viveria com mais intensidade, dado haver adquirido o conhecimento.

    4. Mas a serpente disse mulher: Bem podeis estar seguros de que no haveis de morrer, 5 porque Deus sabe que, se comerdes desse fruto, abrir-se-o vossos olhos e sereis como deuses conhecendo o bem e o mal. (Gnesis, 3: 4 e 5.)

    Deus, como criador, conhece sua criatura; sabendo-a dotada de recursos necessrios ao pleno desenvolvimento mental, moral e espiritual, coloca, ao seu alcance, o conhecimento para que possa discernir entre o certo e o errado. Eva, simbolicamente, instigada pela inteligncia, usou do livre arbtrio e colheu o fruto e viu que era formoso e agradvel vista e o comeu, ou seja, desafiou a proibio, o cerceamento da liberdade de conscincia, que impede a evoluo plena, figura de retrica, levando-nos aos desmandos dos lderes religiosos de todos os tempos, que sempre utilizaram do pecado, para determinar o que era proibido ao conhecimento do ser humano. Eva tomou conhecimento de que, alm do paraso, existia a vida e de que, como ser pensante, poderia determinar os rumos dessa vida.

    Ado e Eva simbolizam a humanidade, o homem criado simples e ignorante, mas que dispe de elementos naturais, tanto sua volta quanto em si mesmo, para crescer intelectualmente, despertando, a partir da inteligncia (serpente), o desejo de se conhecer para melhor aquilatar suas aes, porque delas depende sua prpria evoluo.

    A maldio, que Deus jogou sobre os ombros de Ado e Eva, retrata as dificuldades que a humanidade enfrenta em sua marcha evolutiva, porque, primeiramente, Ele se dirigiu serpente, como elemento da discrdia. Disse Ele:

    14 E o Senhor Deus disse serpente: Pois que assim fizeste, tu s maldita entre todos os animais e bestas da terra: tu andars de rojo sobre teu ventre e comers terra todos os dias da tua vida. 15 Eu porei inimizades entre ti e a mulher, entre a tua prosperidade e a dela. Ela te pisar a cabea, e tu procurars morde-la no calcanhar.

    Essa frase bblica tem sido usada pela humanidade, no em seu significado simblico, mas como se fosse uma condenao verdadeira ao animal serpente, por isso as cobras so caadas impiedosamente e tidas como criaturas demonacas. Mas o relato simblico; a inteligncia apangio superior, por isso maldita entre aqueles que no a possuem ou que no podem usufruir plenamente de suas propriedades intelectivas.

    A serpente sempre desempenhou um papel importante e multiforme como smbolo. Na China, o smbolo yin (de yin e yang); na ndia, as nadjas so consideradas como mediadoras entre os deuses e os homens; a Kundalini simbolizada como serpentes que se enroscam desde a base da coluna vertebral at a cabea, considerada a sede da energia csmica; no Egito, conheciam-se diversas deusas serpentes; alm disso, foi nesse pas que os arquelogos encontraram o smbolo do Ouroboros, a serpente que morde sua prpria cauda, smbolo do que eterno, que no tem comeo e nem fim; finalmente, no culto a Asclpio (ou Esculpio), a serpente tem um papel importante como smbolo da autorrenovao.

    Quanto maldio de comer terra todos os dias, observemos que, figurativamente, a terra no alimento exclusivo da serpente, pois que toda a humanidade se nutre da terra, e a inimizade entre a inteligncia e a mulher ficou no campo das conjeturas masculinas dominantes, onde a

    mulher era considerada como ser inferior e dominada pelo marido, conforme o relato bblico (Gnesis, 3: 16), onde Deus determinou mulher que os trabalhos de parto seriam multiplicados, para que seus filhos fossem paridos com dor, e que ficaria debaixo do poder do marido.

    A Ado, Deus determinou que deveria tirar da terra o sustento fora de seu trabalho, comendo o po oriundo do suor de seu rosto.

    No h progresso sem trabalho e no h paz sem a firme determinao de conviver, respeitando as diferenas entre os povos. Assim a humanidade, que ainda busca se libertar dos liames e tentculos dos poderes religiosos e seculares, desatando os ns grdios do dogmatismo insensato, para alar vos plenos da liberdade de conscincia, regulando-a pelo livre arbtrio, utilizando a razo para crescer e evoluir sempre, em busca da perfeio, baseando seus atos na mais pura moral e na mais elevada conscincia de que um junto ao Pai, mas sabendo que o Pai maior que todos. ?

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  • Uma Reflexo Sobre o Salmo 133Uma Reflexo Sobre o Salmo 133Autor desconhecido

    "Oh! Como bom e agradvel viverem unidos os irmos! como o leo precioso sobre a cabea, o qual desce para a barba, a barba de Aaro e desce para a orla de suas vestes. como o orvalho do Hermon,

    que desce sobre os montes de Sio, porque ali ordena o Senhor a sua beno e a vida para sempre."

    Na tradio hebraica, a figura de DAVI, rei de Israel, tem duplo significado: o de fundador do poder militar judaico e o de smbolo da aliana entre Deus e seu povo.

    A histria de Davi narrada na Bblia, nos livros I e II, de Samuel. Nascido em Belm, na Judeia, entrou como harpista na corte de Saul, primeiro rei de Israel. Na guerra contra os filisteus, o jovem Davi, armado com uma funda, matou Golias, o gigantesco campeo dos inimigos.

    Essa vitria e outras, que se seguiram, despertou o entusiasmo do povo, e, enciumado, o rei Saul resolveu elimin-lo, embora este se tivesse casado com sua filha, Micol, e fosse amigo de Jnatas. Davi, ento, fugiu da corte, vivendo em seguida em vrios lugares. Depois da morte de Saul e Jnatas, Davi regressou Judia, e sua tribo o nomeou rei, ao mesmo tempo em que as tribos restantes elegiam Isbaal, o outro filho de Saul. Na guerra, que se seguiu, Isbaal foi morto, e Davi tornou-se rei de Israel, fixando a capital em Jerusalm; para l, transferiu a Arca da Aliana, maior smbolo religioso dos israelitas.

    Aaro o primeiro nome lembrado toda vez que se falar em religio judaica. A citao do seu nome evoca um paradigma sacerdotal, a linhagem levita.

    Aaro o irmo mais velho de Moiss e seu principal colaborador. Sua figura possui um peso prprio na tradio bblica, devido ao seu carter de patriarca e fundador da classe sacerdotal dos judeus. Membro destacado da tribo de Levi, viveu em torno do sculo XIV a.C. De acordo com a descrio do Exdo, era filho de Amram e Jocabed e trs anos mais velho que Moiss. Segundo a maioria dos biblicistas, se Moiss encarnava a viso proftica, Aaro simbolizava a necessidade de um poderoso testamento sacerdotal.

    Com tal prembulo, traamos um perfil de Davi, autor do Salmo em epgrafe, e de Aaro, citado no mesmo, para comentarmos o sentido figurado de tal texto.

    Reputado como local sagrado pelos habitantes originais de Cana, o monte Hermon situa-se na regio Norte do territrio, conhecido hoje como Palestina, na fronteira do Lbano com a Sria, e se eleva a 2.800 metros de altitude. O seu cume est permanentemente coberto de neve. Aos seus ps, tem origem o rio Jordo, responsvel por tornar frtil toda a regio, conhecida como vale do Jordo, que se estende da cidade de D at a regio de Edom, ao Sul do Mar Morto. A fertilidade, isto , a prpria vida da regio, ddiva do monte Hermon. Se no fosse o

    orvalho de suas vertentes, no existiria o Jordo. A regio vizinha inspita e sem chuvas. As guas cristalinas do Jordo asseguram a irrigao e, com ela, a vida ao longo do vale verdejante.

    possvel se entender o significado simblico do "... orvalho do Hermon" e a parfrase da concluso:

    "Ali ordena o Senhor a sua beno e a vida para sempre". A figura, o leo, que desce da cabea de Aro, como o

    orvalho do Hermon, que, tambm, desce, na verdade, um smile feito pelo poeta, para comparar as benesses da vida em unio. Tudo se passando como se ele tivesse dizendo que viver em unio como ter Aaro como sacerdote, em ntimo contato com o Criador, interpretando nossas dores e alegrias e oferecendo os sacrifcios. Ou, ento, como ter garantida a vida, que frui do Hermon at aos montes de Sio, assegurando a fertilidade da regio de onde vem nosso sustento.

    Com essa comparao, entendemos o que o salmista nos traz. Viver em unio, como irmos, a superao de todos os males. sinnimo da mxima virtude humana. quando os homens ascendem ao clmax da felicidade. a realizao do EU coletivo. No seremos "eus", mas "ns". A felicidade da vida em unio comparada em dois planos: o espiritual, simbolizado pelo leo sobre a cabea, ungindo Aro, que permite ao homem alcanar o plano do EU superior, e o material, representado alegoricamente pela gua, que, descendo do Hermon, assegura a vida pela perene fertilidade do solo. De um lado, o esprito; de outro, o corpo, e, no meio, o homem plenamente harmonizado consigo mesmo, com os demais semelhantes, com a natureza (a terra) e com o Principio Criador. O leo, o homem, o monte e a gua formam os smbolos e alegorias, que nos levam a entender o significado da real unio entre homens, que se definem como Irmos.

    O Salmo 133 consagra o puro e verdadeiro amor fraternal, essncia para a construo dos novos tempos. "Ali ordena o Senhor a sua beno, e a vida para sempre". Ele retrata os mistrios da felicidade interior dos que vivem em harmonia com seus irmos. Felizes aqueles que compreendem o essencial desse poema, (para alguns, oculto), e, muito mais do que isto, conseguem viver essa experincia.

    O objetivo primrio unir os Irmos de tal forma, que possam parecer um s corpo, uma s vontade, um s esprito, formando um Templo coeso, cuja fundao se assenta no lema: Um por todos, todos por Um. ?

    aa b b

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  • Seja Voc MesmoSeja Voc Mesmo

    Armando Corra de Siqueira Neto o importa se os vizinhos agem de forma semelhante. Se vrios colegas do trabalho

    concordam entre si com certas questes. Se os parentes falam a mesma coisa. Se a histria reconta o passado estimulada pelos fatos presentes. Se a mdia exibe a mesma situao repetidamente. Se a maioria faz tudo quanto faz. Convenincia?

    N

    Nada deve interessar se voc no analisa criticamente cada impresso que recebe. Portanto, um dever opor-se opinio de terceiros sem apreci-la primeiramente, para no tropear e, pior, ao cair, apontar o dedo da culpa para os outros. Boa parte da responsabilidade pessoal fruto da conscincia sobre si mesmo, admitindo que se errou ao agir inconscientemente. Aquele que no ilumina o seu caminho atravs da reflexo, vaga errante nas picadas escuras formadas pelos retalhos das ideias alheias. S voc capaz de lanar compreenso sobre os pensamentos e atos com os quais convive. Seja voc mesmo!

    Por no ter conscincia sobre o que pensa, o homem concorda com muita coisa que sequer lhe diz respeito, no intuito de, pelo menos, mostrar-se cordato com os demais de convvio. Na ausncia da opinio crtica individual, resta-lhe a concordncia cega do pensamento coletivo. Medo de ser rejeitado? um tipo de

    compensao, ainda que despercebida, efetiva no seu propsito. Parte e todo, pois, andam morosa e empobrecidamente.

    prefervel desagradar a alguns e evoluir solitariamente a manter-se preso ao atraso do grupo. Cumpre dizer, contudo, que no pela discordncia que as pessoas se separam ela, ao contrrio, aproxima aqueles que nela enxergam proveito -, mas pelo desinteresse que se instala medida que um avana e outro fica para trs. O ser humano agrupa-se socialmente por interesses particulares que atendam s necessidades e aos desejos prprios. Ao

    perder tais proveitos, d novo direcionamento s relaes, buscando inusitados horizontes, ainda que negue a importante mudana, pelo sentimento de culpa que pode imprimir presso e pesar.

    No simples atravessar o deserto da transformao pessoal ao separar-se das pessoas de convvio, todavia h ganhos que

    no apenas compensam, mas elevam o entendimento de que a evoluo cobra por cada passo dado, e o seu preo mais do que justo. Interessantes personagens atraem e so atrados, gerando renovada e oportuna roda de convivncia, alm do alargamento da conscincia que d testemunho, cada vez mais, dos prprios atos, por sua vez, frutos da reflexo e no do acaso, que par constante da inconscincia. Seja voc mesmo! ?

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    mailto:[email protected]:[email protected]:[email protected]:conciv_[email protected]:[email protected]

  • autor, nosso Irmo Celso Grinaldi Filho, atualmente Gerente Nacional de Vendas de uma grande organizao do segmento editorial. Possui mais de

    30 anos de experincia em gerenciamento de grandes equipes de vendas, tendo como rea de especializao as atividades de treinamento, planejamento e avaliao de desempenho dessas equipes.

    O

    Este livro, O VENDEDOR TALENTOSO, discorre sobre a necessidade de pensar como um vendedor, as suas opes de vendas, os passos iniciais e finais de uma venda, sobre o atendimento, sobre os tipos de compradores, sobre a arte de vender, as virtudes de um vendedor, os defeitos a serem evitados, os objetivos da venda, o merchandising, a construo do futuro do vendedor e enfatiza o Declogo do Vendedor. Alm de se estudar, em profundidade, as Tcnicas de Venda, propriamente dita, o vendedor como imagem da empresa, como superar as objees de uma venda, como evitar que surjam obstculos para a venda, o planejamento do trabalho de venda, a busca da persistncia e da criatividade, a promoo no ponto de venda e a relao Empresa/Vendedor Talentoso.

    Agrega um Glossrio de Termos Usuais em Vendas que o leitor no encontrar compilado em nenhuma obra similar.?

    a Indicao de LivroIndicao de Livro bIndico o livro Pequena Histria da Maonaria no Brasil de autoria do Irmo Joo Ferreira Duro, pela editora Madras. Trata-se de uma bela Obra, baseada em pesquisas histricas sobre a origem da Maonaria brasileira.

    a Arte Real Edies AnterioresArte Real Edies Anteriores bAlm dos vrios sites que disponibilizam nossa Revista, voc poder encontrar, para download, todas as edies anteriores em nosso Portal www.entreirmaos.net . ?

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    rte Real uma Revista manica virtual, de publicao mensal, fundada em 24 de fevereiro de 2007, com registro na ABIM Associao Brasileira de Imprensa Manica 005-JV, que se apresenta

    como mais um canal de informao, integrao e incentivo cultura manica, sendo distribuda, diretamente, via Internet, para mais de 12.500 e-mails de Irmos de todo o Brasil e, tambm, do exterior, alm de uma vasta redistribuio em listas de discusses, sites manicos e listas particulares de nossos leitores.

    A

    Ao completar dois anos de idade, no ltimo 24 de fevereiro, sua Revista Arte Real, de cara nova, sente-se muito honrada em poder contribuir, de forma muito positiva, com a cultura manica, incentivando o estudo e a pesquisa no seio das Lojas e fazendo muitos Irmos repensarem quanto importncia do momento a que chamamos de de Hora de Estudos. Obrigado por prestigiar esse altrustico trabalho.

    Editor Responsvel, Diagramao, Editorao Grfica e Distribuio: Francisco Feitosa da Fonseca - MI - 33Revisor: Joo Geraldo de Freitas Camanho - MI 33

    Colaboradores nesta edio: ArmandoCorra de Siqueira Neto Federico Guilherme Costa Giselda Sbragia Srgio Sargo Tenrio Albuquerque Walter Oliveira BarianiEmpresas Patrocinadoras: Alexandre Dentista - Arte Real Software CH Dedetizadora CONCIV - CFC Objetiva Auto Escola Dirija Rent a Car - Livro (Celso Grinaldi) - Lpez y Lpez Advogados Maurlio Advocacia - Olheiros.com - Santana Pneus Sul Minas Lab. Fotogrfico - Turmalina. Contatos: ( (35) 3331-1288 - E-mail - [email protected]

    Skype francisco.feitosa.da.fonseca - MSN [email protected]

    Distribuio gratuita via Internet - Os textos editados so de inteira responsabilidade dos signatrios. ? Obrigado por prestigiar nosso trabalho. Temos um encontro marcado na prxima edio!!!

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