ORIENTADOR - A sua Revista de Orientação · PDF filede uma carreira...

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  • ORIENTADOR - A sua Revista de Orientao Profissional

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    Blue Ray, Pen Drive, Fotolog. Todas estas nomenclaturas que os pais e educadores aos poucos esto assimilando j fazem parte do co-tidiano dos adolescentes da atualidade. Expresses como cair a ficha no dizem nada a eles simplesmente porque no conviveram com os antigos orelhes. Eles so da Era Digital, em que tudo se consegue com os dedos. Basta us-los para enviar um SMS (short message ser-vice) ao outro lado do mundo. s aper-tar o boto de discagem rpida que nem precisa mais digitar todos os nmeros do telefone de casa. Com um clique filma-se o melhor da balada.

    Claro que isso tudo muito bom, facilita a vida enormemente. Eu adoro tecnologia. Ela facilita muito meu dia-a-dia. Adoro utili-zar um smartphone que rene mais de doze funes importantes para mim, em um ni-co aparelho, ou preparar uma palestra com os melhores recursos udio-visuais.

    A tecnologia auxilia diretamente a em-pregabilidade dos nossos alunos. Hoje, com uma dose de boa vontade se con-segue cursos (pagos ou gratuitos) para aprender ingls, espanhol, japons, man-darim ou italiano. Assim como j existe disposio diversos cursos para aprender a utilizar os mais avanados softwares. Aprendizagem direta e barateada. Isso sem falar nas opes de cursos distn-cia: uma realidade com tendncia a au-mento de oferta. Graduao e at mesmo ps-graduao podem ser feitas online e, cada vez mais, as universidades estran-geiras aportam no pas com a perspectiva de uma carreira internacionalizada.

    O maior desafio desta modalidade de aprendizado gerar a disciplina para que o aluno no abandone o curso, seja por desorganizao ou por falta de motiva-o. Alunos que no forem estimulados a realizarem parte de suas atividades es-colares e acadmicas de modo autnomo e at mesmo por internet podero sentir

    srias dificuldades de se engajarem nesta forma de aperfeioamento continuado.

    Empresas de grande porte compram cur-sos e os disponibilizam na intranet (rede de computadores interna) para que seus funcionrios tenham acesso a contedo personalizado (on demand). Parte da re-munerao que muitas empresas pagam a seus funcionrios calculada em funo do quanto eles se engajaram em ativida-des extras, ou seja, o quanto eles acessa-ram a intranet e aprenderam com as not-cias ou com os cursos que l estavam.

    Sim, estamos falando de uma nova or-dem na meritocracia do mercado. O co-nhecimento vira moeda de remunerao sim. Afinal, a empresa premiar aquele que estiver mais bem preparado para li-dar com o momento atual e tambm para o que vem pela frente.

    Um desafio ainda maior a formao da autonomia comportamental, gerar a desejabilidade de crescer e amadurecer. Famlias que superprotegem seus filhos remam na contramo do que o mercado de trabalho (e a vida) espera dos jovens do futuro. Por isso cada vez maior o nmero de escolas que esto deixando a postura queixosa de que os pais no par-ticipam e partindo para a proatividade: oferecer s famlias uma aliana slida, assentada em aprendizagem conjunta.

    Isso significa oferecer palestras e cursos para os pais, enviar cartas informativas e formativas, disponibilizar contedos escolares e de orientao familiar e, ao mesmo tempo, propiciar reunies de pais e mestres mais agradveis, contribuindo para a formao de uma APM mais sli-da e autnoma. Enfim, traar um elo de ganha-ganha a partir do qual os jovens evidentemente se beneficiam.

    Nosso papel como mediadores do pro-cesso de amadurecimento, autoconhe-cimento, escolha profissional e insero

    no mercado de trabalho deve conter for-mas de orientar as famlias sobre como elas podem fortalecer a autonomia dos filhos. Em geral, os pais de hoje no fo-ram preparados adequadamente para isso. Pesquisas internacionais mostram que quando bem orientados, eles parti-cipam positivamente. Da mesma forma, disponibilizar parte de nossos contedos na internet, solicitar aos educandos que nos tragam notcias que leram na web, ou mesmo, adotar como parte de nos-sos requisitos para aprovao escolar que eles faam cursos distncia, pode auxiliar em muito na formao de hbi-tos positivos para o seu desenvolvimento pessoal e mesmo profissional.

    Devemos estender nossos esforos neste sentido, at porque cresce no mercado de trabalho a tendncia da atuao off shore, ou seja, uma pessoa de um pas prestar servios a empresas do outro lado do mundo. Um mdico brasileiro pode vir a analisar os exames de ressonncia nuclear magntica de pacientes ameri-canos. Um professor brasileiro pode dar aulas distncia a jovens da frica. Isso j realidade, mas quem ocupa estes postos hoje so, na maioria, indianos que desenvolveram os trs E: english, education e enterpreneurship. Eles inves-tiram em formao e se transformaram no maior exportador de mo de obra qualificada do mundo.

    Quando se pensa assim, percebe-se que o mercado de trabalho do tamanho do mundo. Do tamanho do nosso mundo. Que a nossa escola seja grande o sufi-ciente para lembrar os jovens da imen-sido que a alma humana e do poder que temos de criar vida, luz e prosperida-de a partir da nossa existncia, com nosso projeto de vida e com aes sustentveis que emanem de ns e sirvam vida.

    O JOVEM,O MERCADO

    DE TRABALHOE AS NOVAS

    TECNOLOGIAS

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    Professor e PsicoterapeutaLeo Fraiman

  • ORIENTADOR - A sua Revista de Orientao Profissional 3

    Orientador - O Colgio Inte-gral oferece aulas de orientao profissional a seus alunos desde 2007. O que motivou a institui-o a implementar esse trabalho?Neuza - Desde sua fundao, h sete anos, o nosso Colgio mantinha um trabalho com um bom nvel de informao a respeito das possveis escolhas profissionais. No entanto precisvamos de algo mais. Necessitvamos de um projeto mais consistente que levasse nossos jovens ao autoconhecimento e que os capacitasse para enfrentar com mais se-gurana as situaes da vida que acarretam grandes escolhas. Era um grande de-safio que me levou a pesquisar sobre o tema para, em 2006, descobrir a meto-dologia do professor Leo Fraiman que atendia exatamente s necessidades da nossa escola e dos nossos jovens.

    Orientador - Qual o objetivo deste trabalho e como ele est estruturado (material didtico, grade horria, atividades etc.)?Neuza - O aprendizado proposto pelo processo de Orientao Profissional Mais do que escolher, aprender como tomar a deciso no se adquire em pou-co tempo ou apenas com boa vontade. Requer a implantao de um projeto moti-vador e com uma estrutura que seja respei-tada pelo aluno. Por isso, nas trs sries do Ensino Mdio adotamos o Guia de Orien-tao para Escolha Profissional, Emprega-bilidade e Empreendedorismo (O.P.E.E.) do autor Leo Fraiman. O curso desenvolvido com uma aula semanal, dentro da grade curricular e como contedo das disciplinas Filosofia e Sociologia. O nosso planejamen-to segue as orientaes do Prof. Leo no de-senvolvimento do mtodo e na aplicao do material. O Guia do Aluno dotado de uma rica teoria, informaes consistentes, pes-quisas atualizadas e atividades ldicas e ex-perimentais que contribuem para a alimen-tao do jovem de valores e dados que lhe favoream a melhorar a sua auto-estima, a adquirir maturidade e a ter conscincia do seu papel em uma vida adulta produtiva e

    feliz. Parodiando o Prof. Fraiman: No im-porta aonde voc quer chegar, mas a pessoa que voc se torna ao longo do caminho.

    Orientador - Quais as expectativas do Col-gio em relao orientao profissional?Neuza - Quando falamos em Orientao Profissional no mbito institucional, no significa apenas assumirmos responsabili-dades at ento delegadas a profissionais especializados ou para a famlia. O nosso papel vai muito alm. Significa a criao de estratgias especiais com o envolvimento de todos da comunidade escolar, em prol

    de um objetivo comum. Orientar, discutir, acolher e promover mudanas, deixando de lado preconceitos a respeito da melhor pro-fisso ou carreira, atendo-se realidade do mercado de trabalho e s expectativas de nossas famlias.

    Orientador - E os resultados colhidos nes-tes dois anos de experincia?Neuza - Hoje os nossos alunos possuem embasamento terico e argumentos con-sistentes e seguros para uma anlise e dis-cusso sobre as suas escolhas. Optam pelo sonho ou por serem mais racionais, pelas oportunidades que os grandes centros ofe-recem ou pelo conforto e segurana de continuar junto aos seus pais cursando as universidades de nossa cidade. Pela primei-ra vez nossos alunos concluram o Ensino Mdio com um Trabalho de Concluso de

    Curso com nfase na profisso que gosta-riam de seguir. Os resultados ultrapassa-ram nossa expectativa. Contribumos para o amadurecimento dos jovens e para uma escolha consciente da deciso a tomar.

    Orientador - O Colgio desenvolve ativida-des com as famlias?Neuza - Por meio do desenvolvimento de algumas atividades do material, palestras, filmes, mensagens ou cartas sugeridas pelo professor Leo Fraiman, informamos as fa-mlias sobre o desenvolvimento do mtodo e orientamos no acompanhamento da es-

    colha profissional de seus filhos, uma vez que entre os jovens do interior a influncia familiar tem papel relevante na escolha profissional. Mostramos aos pais que somos apenas co-autores desse processo visto que o adolescente, prestes a ingressar na faculdade, precisa sentir-se parte de uma famlia que o acolha, oriente e incentive. necessrio o en-volvimento de todos em uma parceria de respeito, amor e responsabilidade.

    Orientador - Qual a importncia des-se tipo de trabalho na vida de um jovem? E para a instituio?Neuza - No processo de orientao

    profissional tudo muito importante: in-formaes sobre o vestibular, carreiras, mercado de trabalho e profisses. Porm, a essncia do processo o jovem que ali est. Ele o sujeito e no o objeto, com todos os direitos para exercer a sua capacidade de escolha e deciso. Cabe ao orientador au-xili-lo ness