Out/Nov 2014

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  • CAMINHADA DA FLORAOOutubro/Novembro 2014

    Associao de Amigos do Jardim BotnicoFlorao por Ceclia Beatriz da Veiga Soares

    Fotos de Joo Quental

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  • AAJB Florao Outubro/Novembro, 2014

  • 1. Lecythis pisonis. tempo de apreciarmos a extraordinria beleza das sapucaias com a colorao rsea brilhante de suas folhas novas, encontram-se na Alia das Palmeiras e em vrios locais do arboreto. Famlia: Lecythidaceae. Distribuio geo-grica ocorre na loresta pluvial atlntica do Cear at o Rio de Janeiro, especialmente no Sul da Bahia e Norte do Esprito Santo caracterstica das matas midas da Costa Atlntica Co-nhecida tambm como cumbuca-de-macaco, marmita de ma-caco, caamba-do-mato. rvore de grande porte pode atingir de a m de alturatronco com a cm de dimetro ga-lhosa e muito frondosa, de crescimento rpido. A casca muito grossa e pardo-escura. As folhas so lanceoladas, grandes.

    Num curto perodo, entre os meses de setembro e outubro , perde totalmente as folhas, surgindo ento uma folhagem novas de, colorao rseo-brilhante,de extrordinria beleza que constitui o seu maior atrativo As lores so violceas e odorferas. O fruto grande, coriceo, abrindo-se na parte su-perior,quando maduro, como se tivesse tampa. Os frutos so utilizados como adorno e utenslio domstico pelos ndios e moradores da zona rural. As sementes so comestveis e mui-to saborosas, disputadas pelos pequenos macacos, que, gulo-sos, tentam retir-las todas de uma s vez de dentro do fruto. Algumas vezes suas mos icam presas e eles se machucam Esta a origem do provrbio macaco velho no mete a mo em cumbuca. O nome popular sapucaia de origem tupi e sig-niica cabaa que abre o olho Ao abrirse a tampa temse a impresso de que ele possui um olho. A casca fornece boa estopa. A madeira pesada, dura, resistente de textura mdia aproveitada para obras externas e na construo civil como

    vigas, portas, janelas, esteios, pontes, carrocerias e para a con-feco de peas torneadas.

    2. Saraca indica saraca. Famlia: Fabaceae. Distribuio geo-grica ndia e Malsia rvore de at m de altura de tronco com casca rugosa de cor pardo-acinzentada, com copa peque-na e aberta, com ramos um tanto arqueados para fora. Tor-nase realmente deslumbrante por ocasio da lorao com grandes buqus com magnicas lores vermelhas brilhantes e perfumadas distribudas em grande quantidade pelo tronco, pelos ramos lenhosos e na extremidade dos galhos Muito pro-curada por pssaros, abelhas e borboletas.

    As saracas so veneradas por duas religies, rvore encon-trada nos Palcios e jardins e prxima dos templos da sia Oriental especialmente na ndia e Sri Lanka Suas lores so um elemento importante das oferendas Considerada pelos hindus como o smbolo do amor, consagrada a Kama, deusa do amor Os budistas devotam saraca de lores vermelhas um respeito e admirao particular porque de acordo com as tradies, Buda teria nascido sob esta rvore no VI sculo antes de Cristo H trs belos exemplares no Arboreto a mais espetacular totalmente revestida de lores encontrase prxi-ma da guarita da rua Pacheco Leo no caminho em frente ao Prdio da Pesquisa, junto ao muro.

    3. Em frente sede da AAJB encontra-se a Bauhinia variegata albolava pata-de-vaca ou unha-de-vaca. Famlia: Faba-ceae. Distribuio geogrica Sudeste da sia Sul da China Paquisto e ndia rvore muito ornamental conhecida tam-bm como rvore de orqudeas, de porte mdio com 10m de altura, de crescimento rpido, copa arredondada e larga, de ramagem densa, o tronco cilndrico com casca rugosa pardo-escura. As folhas so simples, levemente coriceas, pa-recendo bipartidas, semelhantes s patas de vaca, da o seu nome popular Suas lores brancas perfumadas semelhantes s orqudeas atraem abelhas beijalores e outros pssaros No Nepal so utilizadas como alimento De importncia medi-cinal para curar lceras e asma e os brotos e razes so utiliza-

    Florao

    CAMINHADA DA FLORAOOutubro/Novembro 2014

    Associao de Amigos do Jardim BotnicoFlorao por Ceclia Beatriz da Veiga Soares

    Fotos de Joo Quental

    Sapucaia (Lecythis pisonis) Foto por Barbara Rachid

    Saraca (Saraca indica)

  • AAJB Florao Outubro/Novembro, 2014

    dos para problemas digestivos.

    4. Jacaranda mimosifolia. No gramado em frente ao Centro de Visitantes est lorido o jacarand mimoso. Famlia: Bigno-niaceae. Distribuio geogrica Paraguai Bolvia e Argentina rvore cujo porte atinge de 10 a 15 m de altura, crescimento rpido tronco com cm de dimetro de casca ina e acin-zentada, copa larga, arredondada, com ramos esparsos, cadu-ciflia Folhas opostas bipinadas as lores so campanuladas perfumadas, em grandes panculas de cor azul-violeta lumi-noso. Fruto cpsula, arredondado, lenhoso, com sementes pe-quenas, aladas, so utilizados na confeco de bijuteria. en-contrada muito dispersa no Brasil, nas regies do sudeste e do sul principalmente nas cidades de So Paulo e Rio Grande do Sul. de extraordinria beleza na poca em que perde todas as suas folhas e cobrese das delicadas lores azuis perfumadas empregada na arborizao de grandes cidades e tambm pelo seu porte e sua folhagem, ruas inteiras so decoradas com as magnicas inlorescncias do jacarand mimoso Em Dallas no Texas, nos Est. Unidos, e em Pretria, na frica do Sul, onde consta que h cerca de 60.000 unidades plantadas, chamada cidade do jacarand mimoso. Encontrada em outras cidades da Europa como Lisboa em Portugal cidades do Sul da Itlia e muito mais Curiosamente unnime as plantas foram leva-das do Brasil, considerado como o seu pas de origem.

    5. Megaskepasma erythrochiamys - justcia vermelha, capo-ta-vermelha. Famlia: Acanthaceae. Distribuio geogrica Venezuela. Arbusto grande, semi-lenhoso, de 3 a 5 m de al-tura com folhas grandes elticas e coriceas Inlorescncias grandes, vistosas, terminais, muito ornamentais, compostas de numerosas brcteas vermelhas e pequenas lores brancas muito atrativas para os beijalores Embora sejam nativas da Venezuela so chamadas tambm de manto-brasileiro ou capa-vermelha-brasileira Podem ser encontradas no Esta-cionamento atrs do Caf e prximas do Lago da Restinga

    6. Brownea grandiceps - rosa-da-montanha. Famlia: Faba-ceae. Distribuio geogrica Regio Amaznica Brasil Bo-lvia Colmbia e Venezuela Outros nomes rosa-da-mata, sol-da-bolvia, rosa-da-venezuela, brania, chapu-de-sol. rvore com folhas persistentes com at 12m de altura, de tronco marromacinzentado de crescimento lento As inlo-rescncias so esfricas compostas de magnicas lores muito numerosas de cor vermelho-brilhante e estames amarelos. Em poca de brotao constitui uma atrao parte, com tufos de folhas novas, pendendo delicadamente dos seus galhos, com

    tonalidade de rosa a castanho, formando um leno penden-te de textura semelhante seda pura. De to bonitos muitas vezes podem ser confundidos com sua inlorescncia O nome genrico leva o nome de Patrick Browne mdico naturalista irlands, autor de uma obra de histria natural e grandiceps por causa das lores grandes 7. Tecoma stans. Ao lado da Biblioteca encontra-se o ipezi-nho-de-jardim. Famlia: Bignoniaceae Distribuio geogri-ca Sul dos Estados Unidos Mxico Guatemala e Amrica do Sul. Outros nomes: ip-de-jardim, guar, sinos-amarelos, bignnia-amarela, ip-amarelo-de-jardim. rvore de pe-queno porte de a m de altura lenhosa e muito ramiicada folhas compostas de bordas serrilhadas Inlorescncia visto-sa terminal com lores amareloouro campanuladas pareci-das como as dos ips amarelos. Os frutos so cpsulas glabras, deiscentes, compridas, contendo muitas sementes que so levadas pelo vento Florescem e frutiicam grande parte do ano Introduzida no Brasil em como ornamental e hoje se tornou uma planta invasora que sufoca a vegetao nativa de ambientes cultivados, infestando seriamente as reas de pastagens agressiva de dicil controle e causa os maiores problemas principalmente no norte do Paran e na regio da Serra Gacha8. Kigelia pinnata. Ao lado do Centro de Visitantes a rvore-da-salsicha exibe seus belos cachos loridos Famlia Bigno-niaceae. Distribuio geogrica frica Oriental Tropicales-pecialmente Moambique rvore imponente de a m de altura, de tronco acinzentado, com grande copa umbrosa, de grande efeito ornamental. Folhas penadas, com oito a dez grandes fololos obovados Inlorescncias em forma de um pendo longo pendente com diversas lores na extremidade grandes, campanuladas , belssimas, de cor vermelho-aveluda-do. Sobre as extremidades de longos pednculos da espessura de um dedo, desenvolvem-se frutos compridos, cilndricos e lenhosos com supercie espessa castanhoacinzentado com uma aparncia curiosa semelhante salsichas, da o seu nome popular podem pesar at kg

    O perfume das lores mais intenso noite indica que so polinizadas por morcegos A polpa da fruta ibrosa e car-nuda apreciada e disputada por vrias espcies de mamfe-ros. Produzem uma bebida alcolica semelhante cerveja. As mulheres Tonga, do Vale do Zambeze, aplicam regularmente os preparados da fruta nos seus rostos para garantirem uma pele livre de qualquer defeito. Em vrias regies africanas conhecida como rvore-talism por seus poderes de cura de vrias doenas e proteo contra os maus-espritos. A rvore

    Justcia vermelha (Megaskepasma erythrochiamys)

    rvore-da-salsicha (Kigelia pinnata)

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    da salsicha tem uma longa histria de uso nas comunidades rurais africanas por suas propriedades medicinais encontra-das em todas as partes da rvore, frutos, folhas, cascas e razes. Os curandeiros a tem utilizado para vrias doenas principal-mente em doenas de pele e contra picada de cobra. Tambm possui qualidades afrodisacas. Um ex-professor da Faculdade de Carnichael Estados Unidos e um renomado mdico ho-meopata numa experincia feita em Londres pelo farmacuti-co Pedro Hoten icou provado que o lquido da casca e das ra-zes da Kigelia pode curar cncer de pele As razes produzem um corante amarelo-claro. Os frutos so pendurados em torno das habitaes como proteo contra as violentas tempesta-des e furaces e como smbolo de fertilidade. A rvore tambm chamada madeira de culto ou rvore dos membros msticos muulmanos.

    9. Thumbergia mysoriensis Em frente Loja da AAJB a trepa-deira tamanco holands ou sapatinho de judia, da famlia Acanthaceae, exibe seus decorativos cachos longos e penden-tes composto de lores de colorao amarela e marroma-vermelhado semelhantes a pequeninos sapatos e de grande atrativo para os beijalores Distribuio geogrica ndia O nome mysoriensis derivado da cidade de Mysore no sul da ndia10. Callistemon viminalis. Ao lado do Jardim Sensorial en-contra-se a escova-de-garrafa-pendente, lava-garrafas ou penacheiro, da famlia Myrtaceae. rvore muito ornamental de ramagem perene, aromtica, delicada e pendente e belas inlorescncias terminais em formato de espigas cilndricas com inmeros estames de lores vermelhas semelhantes a uma escova de lavar garrafas. Nativa da Austrlia, seu nome Callistemon vem do grego kalos e estemon estames vimina-lis do latim signiica longos galhos lexveis Preferida pelos beijalores atrai tambm abelhas e borboletas

    11. Jatropha panduraefolia. esquerda do Jardim Sensorial encontra-se a jatropha. Famlia: Euphorbiaceae. Distribuio geogrica Antilhas Arbusto leitoso com metros de altura com pequenas lores vermelhoescura que loresce pratica-mente o ano todo. Pertence mesma famlia da batata-do-in-ferno.

    12. Scaphyglotis plicata , nome antigo Scaphyglotis unguicula-ta. No Jardim Sensorial est lorida a orqudea-grapete. Dis-tribuio geogrica Sudeste asitico e sudoeste do Oceano Pacico encontrada em grandes touceiras em encostas ro-chosas e clareiras de lorestas lugares onde h alta umidade

    e incidncia direta dos raios de sol, durante quase o ano todo. Orqudea terrestre a haste loral forma um cacho cujos botes se abrem em sequncia, uns 5 ou 6 ao mesmo tempo, ao longo do ano.

    Do latim unguiculata com unhas signiica relativo ao seu la-belo Chamada tambm de orqudearoxinha por suas peque-nas lores de cor roxa que exalam um perfume que lembra o conhecido refrigerante grapete, da o seu nome popular.

    13. Plectranthus ornatus - boldo chins. Famlia: Lamiaceae. Conhecida tambm como boldo gamb, boldo rasteiro, ta-pete de oxal. Possui propriedades medicinais digestivo.

    14. Spathiphyllum wallisi. Os lrios-da-paz esto intensamen-te loridos seu porte pequeno de a cm com folhas estreitas e ausncia de perfume, o que os diferencia de outro lriodapaz Spathiphyllum cannifolium de maior porte com folhas mais largas e intenso e agradvel perfume. Esta varieda-de tem sua origem na Venezuela e Colmbia15. Cuphea gracilis - rica, tambm chamada de falsa-rica ou cufia uma herbcea, da famlia Lythraceae, nativa do Brasil, de pequeno porte, de 20 a 30 cm, com folhagem delica-da permanente sempre verde As pequeninas lores so corderosa havendo uma variedade de lores brancas loresce quase o ano todo.

    16. Acalypha reptans. Em frente est a acalifa-rasteira conhe-cida como rabo-de-gato. Famlia: Euphorbiaceae. Distribuio

    Escova-de-garrafa-pendente (Callistemon viminalis)

    Orqudea-grapete (Scaphyglotis plicata)

    Boldo chins (Plectranthus ornatus)

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    geogrica ndia Planta de pequeno porte de a cm de altura muito decorativa com inlorescncias vermelhas dis-postas acima da folhagem, cujo aspecto lembra o rabo de gato.

    17. Erythrina senegalensis. rvore extremamente ornamental, o mulungu-do-senegal loresce vrias vezes ao ano pertence famlia Fabaceae, conhecida tambm como rvore-de-coral devido cor vermelhobrilhante das suas lores Distribuio geogrica Senegal e Camares Os ramos e cascas so reves-tidos de espinho, assim como a haste das folhas. Uma cerca feita com estas rvores impenetrvel devido a estes fortes espinhos. Sua casca permite suportar os incndios que re-gularmente ocorrem na savana do Oeste Africano. A madeira serve para fazer cabos de faca e as sementes so transforma-das em belos colares. de enorme atrativo para mirades dos mais diversos pssaros. No entanto, o mais importante so as pesquisas que esto sendo efetuadas baseadas nos resultados positivos da medicina tradicional de Mali Dados so coletados atravs de inmeras entrevistas feitas por mdicos botni-cos, farmacuticos e enfermeiros, dos curandeiros tradicionais considerados parte do sistema de sade de Mali O objetivo co-mum a melhoria da sade da populao.

    18. Adenium obesum rosa-do-deserto ou lrio-impala est lorida pertence famlia Apocinaceae Distribuio geogri-ca Sul do Saara e sul da frica Arbia e Oriente Mdio Planta herbcea, suculenta, pode atingir de um a 3m de altura. uma das mais belas plantas da frica. Seu aspecto escultural com o caule engrossado na base, que armazena gua e nutrientes por ser uma planta de locais ridos, as razes so entrelaadas de forma exuberante e as lores so extraordinariamente be-las, tubulares, com cinco ptalas. A seiva txica de suas razes e caules usada como veneno das lechas para a caa em gran-de parte da frica, e tambm como uma toxina para os peixes.

    19. Nymphaea lotus. No pequeno lago do Cactrio esto lori-das as ninfias-brancas ou lrios dgua. Famlia: Nymphaea-ceae Distribuio geogrica Europa sia e frica As ninfeias

    so plantas aquticas de rara beleza, apresentam uma gama de tonalidades que abrange o azul, vai do branco puro ao ver-melho passando por vrios tons de rosa Seu nome botnico Nymphaea originase do latim ninfa que signiica ninfa das guas. Supe-se que seja tambm uma variante da palavra gre-ga nympha virgem uma vez que na Antiguidade os gregos atribuam a esta planta propriedades afrodisacas. Estas belas plantas despertaram o interesse e a admirao do famoso pin-tor impressionista francs Claude Monet que as eternizou em inmeros dos seus quadros Em seu jardim de Giverny prxi-mo a Paris, possua uma bela coleo dessa espcie, que pode ser apreciada at hoje, como parte de um roteiro turstico.

    20. Jatropha podagrica. Uma planta extica conhecida como batata-do-diabo, batata-do-inferno, perna-inchada ou pi-nho-bravo. Famlia: Euphorbiaceae Distribuio geogrica Guatemala Nicargua Costa Rica e Panam Arbusto que pode atingir 1,5m de altura, lactfero, suculento, com um tronco espesso, dilatado na base e alguns raros ramos nodosos. As folhas so grandes recortadas verdeescuro inlorescncias reunidas na extremidade dos ramos com vrios buqus de pe-quenas lores vermelhas muito chamativas Todas as partes da planta so venenosas.

    21/22. Cactos

    23. Bowdichia virgiloides No grande canteiro em frente Cas-cata est lorida a sucupira-preta, sucupira do cerrado, su-cupira-au, sebepir, acari-au, da famlia Fabaceae. Ocorre desde o norte, nordeste, centro-oeste, nos estados de Par, Gois Minas Gerais Mato Grosso do Sul caracterstica do cer-rado. rvore de 8 a 16 m de altura, muito ornamental na poca da lorao com suas belas lores perfumadas azularroxeadas distribuda pelos ramos. O tronco de casca fendilhada, que fe-rido exuda um lquido que se solidiica em contato com o ar O nome popular de origem tupi sucupira signiica casca fen-dilhada. A madeira empregada para acabamentos internos, como assoalhos, portas, molduras, painis.

    24. Nymphaea rubra. No Lago Frei Leandro encontramse lo-ridas as belas ninfias vermelhas.

    25. Echinodorus grandilorus chapu de couro. Dentro do lago Frei Leandro e no Lago da Restinga h um grupo da plan-ta aqutica chamada chapu-de-couro, conhecida tambm como ch-mineiro, ch-do-pobre, erva-do-brejo, erva-do-pntano, congonha-do-brejo. Famlia: Alismataceae. Distri-buio geogrica Nordeste CentroOeste Mato Grosso do Sul Sudeste Minas Gerais e So Paulo Sul Paran e San-ta Catarina Encontrada nas reas midas da Caatinga e do

    Rosa-do-deserto (Adenium obesum)

    Cactos

    Acalifa-rasteira (Acalypha reptans)

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    Cerrado Erva aqutica de a m de altura Rizoma rasteiro grosso e carnoso. As folhas so simples, largas e grandes, ova-das cordiforme de consistncia coriceaas lores so gran-des e brancas Cresce espontaneamente em solos de vrzeas principalmente em margens de rios e lagos. Possui inmeras propriedades medicinais, combate qualquer doena de pele, sendo muito importante e de grande valor para a populao rural. Esta planta utilizada na produo dos refrigerantes brasileiros Mineirinho e Matecouro26. Gliricidia sepium me-do-cacau. Famlia: Fabaceae. Dis-tribuio geogrica Encontrada em solos vulcnicos no M-xico Amrica Central Filipinas Guatemala Nicargua Conhe-cida tambm como planta me-do-cacau e matarraton, nos seus pases de origem.

    rvore caduciflia com 10 a 12 m de altura, crescimento r-pido, tronco com casca lisa que pode variar de cinza esbran-quiado a vermelho-marrom escuro, ramagem numerosa longa, copa arredondada. Folhas compostas, pinadas de cor verdeopaco as lores so delicadas de colorao rosalils localizadas nas extremidades dos ramos, quando a rvore est desprovida de folhas. Frutos so vagens lenhosas, planas, com sementes achatadas marrom-claras. Estas so muito txi-cas para animais roedores, da o nome popular matarraton. Alm de um belo efeito ornamental tem vrias utilidades para forragem adubo verde reduz a eroso ixando o nitrognio no solo, o que aumenta a produtividade da cultura, sem custo de fertilizantes. Importante para o sombreamento das planta-es de cacau. Possui propriedades medicinais e repelente de insetos.

    27. Saraca thaipingensis. Encontramos lorida uma das mais belas rvores do Arboreto, a Saraca Thaipingensis sara-ca-amarela ou saraca-tangerina. Famlia: Fabaceae. Dis-tribuio geogrica Tailndia Malsia e Ilha de Java na Indonsia-

    rvore de at 10m de altura, de tronco com casca rugosa de cor pardo-acinzentada, com copa pequena e aberta. Torna-se realmente deslumbrante por ocasio da lorao com grandes buqus com magnicas lores amarelas brilhantes e perfuma-das distribudas em grande quantidade pelo tronco, pelos ra-mos lenhosos e na extremidade dos galhos Muito procurada por pssaros, abelhas e borboletas.

    As saracas so veneradas por duas religies, rvore encon-trada nos Palcios e jardins e prxima dos templos da sia Oriental especialmente na ndia e Sri Lanka Suas lores so

    um elemento importante das oferendas Considerada pelos hindus como o smbolo do amor, consagrada a Kama, deusa do amor.

    28. Physocalymma scaberrimum resed nacional ou pau de rosa prximo ao pergolado em frente ao Cmoro encontrase em plena lorao Famlia Lythraceae. Distribuio geogr-ica Brasil Nordeste Regio Central Estado de Gois e Mato Grosso Cerrades em locais ensolarados e terrenos pedre-gosos. Vrios nomes: pau-de-rosas, pau-rosa, n-de-porco, gro-de-porco, sebastio-de-arruda, cega-machado, que-bra-faco. rvore frondosa de copa alongada ou piramidal, de desenvolvimento rpido, atinge at 15 m de altura, com a cm de dimetro tronco mais ou menos ereto e ciln-drico, casca spera e espessa. As folhas so simples, opostas, coriceas e, speras ao tato, com nervuras muito marcadas.

    Inlorescncia em panculas na extremidade dos ramos ver-dadeiramente deslumbrante quando se despe de suas folhas e cobrese de milhares de lores de colorao rosaviolceo assemelhando-se s cerejeiras japonesas. preferida pelos beijalores e pelas abelhas Fruto tipo cpsula com muitas se-mentes pequenas aladas. A madeira pesada, muito dura ao corte, textura grossa e resistente, utilizada na marcenaria de luxo,servios de torno, construo civil e para obras externas, mores,postes, dormentes, carrocerias etc. Tolera variados ti-pos de solo, mesmo os mais pobres e pedregosos. Devido sua grande beleza deveria ser muito utilizada para a arborizao urbana.

    29. Quassia amara. Ao lado da prgula est o pau-amargoso, pau-tenete ou qussia-da-jamaica, qussia-do-suriname, da famlia Simaroubaceae Distribuio geogrica Brasil Amrica Central Guianas um arbusto ou pequena rvore

    Me-do-cacau (Gliricidia sepium)

    Saraca-amarela (Saraca thaipingensis)

    Resed nacional (Physocalymma scaberrimum)

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    ereta pouco ramiicada de casca castanhoacinzentada Suas lores vermelhas so disputadas principalmente pelos bei-jalores O termo amara signiica sabor amargo Das folhas cascas e ramos so feitos o chamado ch de pau tenente, em-pregado como medicamento principalmente para problemas digestivos e problemas de nervo. Esta planta contm o alcaloi-de quassina empregado como inseticida Em foi levada para Estocolmo onde foram estudadas as suas propriedades medicinais.

    30. Russelia equisetiformis. Est lorida na escada do Cmoro a russlia. Famlia: Plantaginaceae. Distribuio geogrica Mxico Amrica Central Guianas Clmbia Peru Arbusto de folhagem perene, bastante rstico, de textura herbcea, com ramiicaes densas e ramos em forma de basto eretos des-dobrados e com numerosos raminhos inos pendentes longos e arqueados, de 0,80 a 1,0m de comprimento. Folhas peque-nas lanceoladas lineares Inlorescncias axilares e terminais com lores muito numerosas esparsas tubulares podendo ser vermelha, amarela ou branca, muito decorativa, atrai borbole-tas beijalores e inmeros outros pssaros Floresce quase o ano todo. Os frutos so cpsulas secas.

    31. Aiphanes aculeata. No cmoro esto os corozo ou cario-tas-de-espinho, palmeiras com longos espinhos pretos por todo o seu tronco e com decorativos cachos de frutos, verme-lho-vivo, sempre disputados pelos mais diversos pssaros, principalmente pelas belssimas saras de sete-cores. Distri-buio geogrica parte ocidental do Estado do Acre Atual-mente encontramos uma bela inlorescncia numa das palmei-ras.

    32. Nymphaea rubra. Ainda no Lago Frei Leandro esto tam-bm loridas as ninfeias cor-de-rosa.33. Caesalpinia echinata. Continuam loridos os paus-brasil, no me lembro de vlos lorido por tanto tempo Famlia Fa-baceae. Distribuio geogrica Brasil desde o Rio Grande do Norte at o Rio de Janeiro Outros nomes como conhecido arabut, pau-de-tinta, pau-pernambuco, oburat, brasile-to, pau-rosado, imirapitanga, os indgenas o denominaram ibirapitanga, ibir pau ou rvore, pitanga vermelho. rvore que pode atingir de 20 a 30 m de altura, de crescimento len-to o tronco de a cm de dimetro Apresenta tronco e ramos guarnecidos de acleos , a copa irregular com folha-gem bonita toda recortada. Flores belas amarelas com mancha vermelho-escura na ptala maior, exalam um aroma ctrico, levemente adocicado. O fruto cpsula, pardo-avermelhada, ob-longa, obovada ,dura coberta de acleos curtos e pungentes. A resina vermelha era utilizada pela indstria txtil europeia, e conferia aos tecidos uma cor de qualidade incomparvel, alia-do ao valor da madeira vermelha na marcenaria, criou uma enorme demanda no mercado , o que ocasionou uma rpida e devastadora caa ao pau-brasil nas matas brasileiras.

    34. Helisteres brevispira. Ao lado da Estufa das Insetvoras uma planta curiosa com lores amareloalaranjadas conhecida como saca-rolha. Famlia: Sterculiaceae.

    O fruto espiralado formado pelos folculos torcidos, da o nome popular. Arbusto de um a trs metros de altura, nativo das regies tropicais da Amrica do Sul, aqui no Brasil encon-

    trado em lacunas que esto em transio para o Cerrado sava-na brasileira Os beijalores so os polinizadores exclusivos

    35. Ao lado da Estufa das Insetvoras encontramos a Merre-nia tuberosa, rosa-de-pau com suas lores secas semelhantes a uma rosa. Famlia: Convolvulaceae Distribuio geogrica Mxico e Amrica Central Costa Rica e Guatemala vegeta bem desde o nvel do mar at altura superior a 1.000 m de altitude. Outros nomes: lordepau, lordemadeira, ipomia-do-ceilo, caf-de-cip. Trepadeira de crescimento rpido, muito vigorosa com ramos bastante ramiicados desde a base com cips que crescem at 10 m de altura. As folhas so alternadas, membranceas ixadas sob pednculo marromavermelhadoAs lores so grandes amarelas campanuladas com pedn-culo longo. Os frutos, quando secos, so cpsulas esfricas, ri-jas, envolvidas pelas spalas, de cor de madeira, com o formato de uma lor da a origem do nome rosa depau no centro de a sementes pretas de supercie aveludada muito procura-da para composio de arranjos secos. Devido ao seu desen-volvimento rpido e vigoroso, tornou-se uma planta invasora em vrias Ilhas do Pacico36. Na Estufa das Insetvoras encontramos com lores bran-cas a Pinguicula gigantea, espcie tropical de planta carnvora. Famlia: Lentibulariaceae. Distribuio geogrica Mxico em Oaxaca numa altitude de m H uma variedade de lores azuis.

    37. Sterculia sp. uma rvore muito alta e frondosa com peque-ninas lores vermelhas

    Saca-rolha (Helisteres brevispira)

    Sterculia sp.

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    38. Encontrase lorida uma das belas rvores do Arbore-to. Duabanga grandilora - duabanga ou lampati. Famlia: Lithraceae. Distribuio geogrica ndia Malsia Tailndia e Vietn onde encontrada em lorestas tropicais entre e 1500 metros de altitude. rvore alta e majestosa, de 30 a 40m de altura, de crescimento rpido, com tronco ereto, cas-ca parda com ramiicaes numerosas dispostas ao longo do tronco Copa ornamental pelo porte com seus ramos penden-tes, as folhas so opostas, simples, coriceas, verde-brilhantes. Inlorescncias terminais com diversas lores grandes bran-cas e arredondadas com seis ptalas, voltadas para baixo, com numerosos estames, formam belos buqus que, ao se desfa-zerem, produzem uma chuva de delicadas ptalas brancas. Os frutos so cpsulas lenhosas, globosas, com grande nmero de sementes de cor marrom . A madeira dura, resistente, utiliza-da na construo civil.

    39. Cola acuminata - noz-de-cola. Famlia: Sterculiaceae. Dis-tribuio geogrica frica As lores so pequenas aromti-cas brancoamareladas Os frutos de supercie irregular Ou-tros nomes colateira gorra e korra rvore de a m de altura, de tronco curto, revestido por casca marrom-parda. Ramagem tortuosa e copa alongada Folhas simples alter-nas verdeescuras As lores so pequenas aromticas bran-coamareladas Os frutos de supercie irregular contm diver-sas sementes vermelho-arroxeadas. Desde os primrdios da humanidade tem sido um estimulante apreciado na frica.

    Conhecida tambm como colamedicinal com vrias indi-caes na medicina A substncia cola usada em xaropes e refrigerantes obtida do p desta rvore. Foi utilizada para produzir a conhecida coca-cola, mas depois substituda por aromatizante artiicial Popularmente as sementes so masti-gadas para restringir a fome e aliviar a sede. O fruto sagrado chamado de Obi indispensvel em rituais de Candombl Sem ele no se faz nenhuma obrigao e nem conirmao para os Orixs. Ele d respostas quanto a casamentos e viagens. Passar a faca no Obi contra Ax sendo que os Orixs podem se re-voltar. Pois ele j vem com seus gomos delineados pela prpria natureza e estes devem ser obedecidos.

    40. Amherstia nobilis A seguir encontrase lorido o extraor-dinrio orgulho da ndia. Famlia: Fabaceae. Distribuio geogrica ndia Mianmar rvore copada que alcana at m de altura Foi descoberta em pelo Botnico Natha-mus Wallich no jardim de um Monastrio em Burma e logo se tornou conhecida no mundo todo, considerada uma das mais

    belas rvores tropicais chamada de rainha das rvores. Seus cachos pendentes atingem de 80 a 100 cm de comprimento, de efeito espetacular com lores vermelhas mescladas de ama-relo. Apreciamos tambm a beleza da brotao das suas folhas novas que surgem na extremidade dos ramos, de rara bele-za rseo-arroxeadas, semelhantes seda pura, chamadas de lenos manchados. O fruto muito decorativo, de colorao verdeclaro possui manchas vermelhas nas laterais H outro exemplar ao lado do Museu Botnico41. Combretum coccineum Est em plena lorao a escovi-nha ou escova-de-macaco trepadeira muito lorfera da fa-mlia Combretacea Distribuio Geogrica Madagascar Ilhas Mauricio As lores so vermelhovivo dispostas semelhana de uma escova, atraindo diversos pssaros, principalmente beijalores42. Dracaena arbore. Bem prxima est a dracena rvore. Famlia: Liliaceae. Distribuio geogrica Guin e regies se-miridas da frica Tropical. uma planta escultural, at 12 m de altura, apresenta um tronco delicado e a parte de cima composta por uma coroa de folhas compridas e estreitas. Os frutos de colorao alaranjada so extremamente ornamen-tais e permanecem durante muito tempo.

    43. Ocna serrulata Em frente Dracaena arborea encontra-mos a ocna ou Mickey. Famlia: Ocnaceae. Distribuio geo-grica frica do Sul Arbusto lenhoso ramiicado entre e 3 m. de altura, de copa arredondada, folhas serrilhadas, verde brilhantes Muito ornamental com suas lores amarelas e se-mentes vermelhas, atraindo abelhas, borboletas e pssaros.

    44. A bonita lorao da Congea tomentosa - congia - Fam-lia: Lamiaceae. Distribuio geogrica ndia e Malsia Tre-padeira muito vigorosa e exuberante, com textura delicada, de ramagem lenhosa ramiicada As folhas so elpticoovaladas opostas perenes de cor verdeclaro As lores so pequenas brancas e discretas, circundadas por trs brcteas, em forma de hlice,com um belo e suave colorido rosa aveludado. Per-de todas as suas folhas e cobre-se completamente com uma deslumbrante lorao que passa a envolvla numa grande nvoa cor-de-rosa. Assim permanece por longo tempo.

    45. Johanesia heveoides Tambm se encontra lorida a cas-tanha-de-arara, and-au, boleira, ou cutieira. Famlia: Euphorbiaceae. Distribuio geogrica Baixo Amazonas do Par at So Paulo Esprito Santo e Minas Gerais na loresta

    Noz-de-cola (Cola acuminata)

    Ocna (Ocna serrulata)

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    pluvial da encosta Alcana m de altura As lores so deli-cadas branco-amareladas e melferas, os frutos so grandes e pesados muito disputados pela fauna. As sementes contm um leo til para ins medicinais e industriais substitui o leo de linhaa No devem ser ingeridas por terem efeito txico e purgativo.

    46. Musa ornata. Prxima Casa dos Piles encontramos as decorativas bananeiras-royal ou bananeiras-ornamentais . Famlia: Musaceae Distribuio geogrica sia So arbustos de 2 a 4 m de altura, ereto, grandes, entoucei-rados. As folhas so grandes verde-azuladas com nervuras principais rseoavermelhadas as inlorescncias so curtas vistosas com brcteas grandes rosa-arroxeadas.

    47. Encontrase lorida a Stifftia crysantha - rabo-de-cutia. Famlia: Asteraceae Distribuio geogrica Mata Atlntica da Bahia Rio de Janeiro at So Paulo Conhecida tambm como diadema, pompom-amarelo, pincel, esponja e lorda-amizade.

    Arvoreta de 3 a 5m de altura, de tronco e caule lenhoso, a ma-deira leve, mole, de baixa durabilidade. As folhas so simples verdes e brilhantes As lores so como pompons nas tona-lidades amarelo-laranja, que assim permanecem durante por longo perodo, nos meses de junho a setembro. So de grande atrativo para os beijalores borboletas e abelhas Utilizadas como lor de corte frescas e depois secas aproveitadas para arranjos decorativos.

    48. Arrabideae candicans - cip-rosa. No caminho para o Or-quidrio, na extensa prgola, h uma exuberante trepadeira lenhosa com uma bela inlorescncia corderosa Famlia Big-noniaceae Distribuio geogrica Brasil regio do Cerrado

    49. Myrcia selloi. Um pouco adiante est lorido o cambu ou cambuizinho-vermelho. Famlia: Myrtaceae. Distribuio geogrica Restinga do Rio de Janeiro Pequena rvore de a 3 m de altura, com galhos retorcidos, copa baixa e densa e de rpido crescimento. As folhas so verde-escuras e brilhantes, a lorao abundante com pequenas lores brancas muito perfumadas, os frutos so pequeninos vermelho-vivo, asse-melham-se ao sabor da pitanga. De aspecto muito ornamental pela exuberncia de lorao e frutiicao e grande atrativo dos mais diversos pssaros.

    50. Vellosia cndida. Os lrios-da-pedra ou canela-de-ema exibem suas lores brancas no canteiro em frente ao Orquid-rio. Famlia: Velloziaceae. Distribuio geogrica Crescem em aloramentos rochosos localizados na cidade do Rio de Janei-ro. Foram considerados endmicos da regio costeira do Es-tado, no entanto so encontradas principalmente nos campos rupestres de Minas Gerais Gois Bahia Mato Grosso e Espri-to Santo desde o nvel do mar at m de altitude

    No sculo dezenove o naturalista alemo Von Martius referiase Vellozia como lrio das montanhas. Segundo os registros que ele fez, acreditava-se na poca que a presena desta planta indicava a existncia de diamantes na rea. As 250 espcies existentes variam quanto ao porte, indo de ervas quase rastei-ras at plantas arborescentes com 6 m de altura. A Vellozia tem crescimento lento e enfrenta muito bem altas temperaturas e perodos prolongados de seca. Nessas condies, ela se desi-drata quase totalmente e suas folhas icam cinzaescuras Mas aps as primeiras chuvas voltam a icar verdes51. Phoenix roebelenii tamareira de jardim, palmeira an. Famlia: Arecaceae. Distribuio geogrica ndia Tailndia Vietn, tipicamente tropical. Palmeira ereta, tronco simples, muito graciosa ina e elegante com a m de altura As fo-lhas so de um verde-escuro, brilhantes e de tamanho entre e m de comprimento Planta dioica com inlorescncias separadas As lores femininas so de cor creme e os frutos vi-nho-escuro muito disputados pelos pssaros.

    Cip-rosa (Arrabideae candicans)

    Cambuizinho-vermelho (Myrcia selloi)

    Lrios-da-pedra (Vellosia cndida)

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    52. Bougainvillea spectabilis - buganvlia. Trepadeira com vis-tosas lores cor de rosa Famlia Nyctaginaceae. Distribuio geogrica vrias regies do territrio brasileiro Popular-mente tem vrios nomes: ceboleiro, espinho-de santa-rita, pataquinha, primavera, riso-do-prado, sempre-lustrosa-trs-marias. Trepadeira de porte vigoroso com 4 a 5 m de altura.

    53. Eugenia selloi. Pitango, pitangatuba. Famlia: Myrtaceae. Distribuio geogrica Brasil So plantas de restinga Os fru-tos so grandes e muito cidos, um pouco diferentes das co-nhecidas pitangas.

    54. Eugenia unilora As pitangueiras esto plenamente lori-das. Famlia: Myrtacea. Distribuio geogrica Brasil frontei-ra com as Guianas at So Paulo As rvores tm m de altura de tronco algo tortuoso e bastante esgalhado. As folhas so verde-escuras brilhantes, quando novas, apresentam cor de vinho As lores so brancas suavemente perfumadas e melfe-ras. A pitanga apresenta colorao alaranjada, vermelho-san-gue ou mesmo roxa quase preta o que a torna muito orna-mental. Os frutos so deliciosos para o consumo e produo de geleias, sorvetes, sucos, vinhos e licores. As folhas possuem vrias propriedades medicinais alm das vitaminas A C e B Conhecida como ibpitanga pelos ndios tupisguaranis que signiica fruta de pele tenra ou ina55. Pereskia grandilora Junto ao Bromelirio h um grande exemplar de ora-pro-nbis iniciando a lorao Famlia Cac-taceae Distribuio geogrica Amrica Tropical o Botnico Pio Corra cita Pernambuco Bahia e Minas Gerais rvore de 3 a 6 m de altura com tronco cinzento com muitos espinhos.As folhas grandes, ovais e brilhantes so comestveis. A densa

    inlorescncia se desenvolve nas extremidades dos caules com a lores s vezes com at apresentando delicados buqus cor-de-rosa.

    Os frutos tm o formato de uma pequena pera e muitas ve-zes de sua ponta surge uma nova lor no ano seguinte seguida de outro fruto. Os frutos acabam por formar um colar, como um rosrio, o que deu origem ao nome ora-pro-nbis. acon-selhvel para sebes ou cercas vivas, pois, alm de decorativa, serve como proteo, devido aos seus espinhos. No Brasil, h registros de receitas preparadas com o ora-pro-nbis desde a poca do ciclo do ouro, quando ela serviu para a fome dos escravos e seus descendentes alforriados Em Minas Gerais at hoje iguaria muito apreciada, ora-pro-nbis refogado com frango, carne de porco fresca ou salgada. Sobre a planta, a poeta Cora Coralina escreveu Os grandes inventos da pobre-za disfarada... Beldroegas... Um esparregado de folhas tenras do tomateiro Matacompadre de p de muro Orapronbis folhas grossas e macias, catadas das ramas espinhentas de um moiteiro de fundo de quintal Refogados gosmentos comidos com angu de farinha e pimenta-de-cheiro, que tudo melhora-va estimulando glndulas vorazes de subalimentados56. Parkinsonia aculeata - espinho-de-jerusalm, rosa-da-turquia ou palo-verde-mexicano est lorido pertence famlia Fabaceae Distribuio geogrica Regies tropicais e sub tropicais desde os Estados Unidos at a Argentina. Foi in-troduzida no CaboVerde pelos portugueses onde conhecida como Accia Martins O signiicado do seu nome o gnero Parkinsonia foi nomeado em honra do botnico ingls John Parkinson e o nome especico aculeata signiica espinho um pequeno arbusto frgil que pode atingir de a metros de altura. A folhagem possui espinhos e ramos inclinados, fo-lhas longas e pendentes com lores perfumadas amareloala-ranjadas, dispostas em cachos pendentes. A polpa das frutas e das lores so doces e apreciadas pelas crianas tambm feita uma bebida refrescante. Folhagens e vagens servem de alimento para o gado Casca folhas lores e sementes so usa-das na medicina popular indicadas para baixar a febre, como digestivas entre outras As ibras servem para a fabricao de papel. planta tolerante temperaturas extremas, do nvel do mar at 1.300 metros de altitude e muito importante para o controle da eroso.

    57. Typhonodorum lyndlenyanum - banana d`gua. Famlia Araceae Distribuio geogrica frica Madagascar Arbusto aqutico de 1,5 a 3m de altura. Desenvolvem-se em locais bre-josos lagos espelhos dgua cultivadas com matria orgnica Muito ornamental destacandose pelo caule espesso e o tama-

    Tamareira de jardim (Phoenix roebelenii)

    Pitango (Eudenia selloi)

    Ora-pro-nbis (Pereskia grandilora

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    nho das suas grandes folhas coriceas, cordiformes. No tole-ra clima frio. As sementes so comestveis e depois de torradas so apreciadas pelos nativos de Madagascar58. Aechmea loribunda Famlia: Bromeliaceae, gnero Aech-mea. Distribuio geogrica Brasil endmica da Mata Atln-tica encontrada no Esprito Santo e no Rio de Janeiro Classii-cada por Von Martius e Shult em

    59. Cinnamomum verum. A canela-da-ndia, canela-do-cei-lo. Famlia: Lauraceae. Distribuio geogrica ndia e do an-tigo Ceilo hoje Sri Lanka considerada uma das mais antigas especiarias da humanidade. O tronco, com casca pardo-escura e espessa, possui virtudes medicinais e alimentcias. As folhas so simples e aromticas, verde-brilhantes, claras quando jo-vens As lores so inexpressveis na cor amareloclaro forma-das nos meses de julhoagosto Consta que j era conhecida na China antiga na poca do mtico imperador Chennung no ano aC Smbolo da sabedoria era cultivada pelos reli-giosos da ndia e da China A canela foi uma das plantas que o soberano egpcio Hatschepsut mandou trazer do Pas de Pount atual Somlia durante uma grande Expedio Na antiguida-de foi usada pelos gregos, romanos e hebreus para aromatizar o vinho. Na Bblia so encontradas numerosas indicaes com referncia canela. O leo de canela, extrado da canela-da-china, era um perfume precioso e um dos ingredientes do leo santo para a uno da tenda sagrada e do patriarca dos sa-cerdotes Aaro assim como de seus ilhos Tambm era um ingrediente dos incensos queimados nos templos. A canela vendida sob forma de bastes cortados e em p, sendo usada para condimentar pratos requintados, sopas, bebidas quentes e produtos de confeitaria e padaria.

    60. Brunfelsia unilora Na entrada do Prdio da Pesquisa nos deparamos em plena lorao com dois manacs-de-chei-ro, romeu e julieta, mercrio-vegetal. Famlia: Solanaceae. Distribuio geogrica Brasil Arbusto de a m de altura muito ramiicado com folhas ovais verdeescuras suas lores com delicioso perfume, abrem na cor azul-violeta, depois se tornam lilases e por im brancas por isso so tambm cha-madas de ontem, hoje e amanh. As razes so medicinais. H uma borboleta conhecida como borboleta do manac que deposita seus ovos apenas nas folhas desta planta, sendo este o nico alimento de suas larvas. preciso lembrar que as feias lagartas iro se transformar em lindas borboletas. Elas no vo destruir a planta, pois necessitam que elas continuem existindo para que continuem tambm existindo.

    61. Cassia ferruginea. Na entrada do Parque pela rua Pacheco Leo preciso apreciar a grande e bela rvore cssia-chuva-de-ouro, cssia dourada, cana stula, tapira-coiana. Fam-lia: Fabaceae Distribuio geogrica Cear at Minas Gerais Mato Grosso do Sul Rio de Janeiro So Paulo e Paran Atinge at 20m de altura. O tronco tem casca pardacenta ferrugnea. O nome cientico referese cor de ferrugem que cobre os ra-mos novos da inlorescncia realmente deslumbrante por ocasio da lorao com seus cachos de lores pendentes ama-relo-ouro, reunidas nas extremidades dos ramos, com um de-licioso perfume que sentido numa rea de mais de 500m nas cercanias. a nica da espcie que tem perfume. A madeira serve para vigamento, caibros, rodaps, carpintaria, palitos de fsforo e caixotaria em geral.

    62. Geoffroea spinosa - umarizeiro. Encontra-se na entrada do Prdio da Pesquisa. Famlia: Fabaceae. Distribuio geogrica Serto do Nordeste do Brasil Vale do S Francisco Mato Grosso do Sul Espcie lorestal importante por ser adaptada s con-dies de mata-ciliares do semi-rido. rvore de grande por-te, frondosa com caules e ramos cheios de espinhos. As folhas constituem rao para o gado e tambm so medicinais assim como os frutos As lores so amarelas e muito perfumadas Os frutos chamados de umari embora amargos so aproveitados cozidos ou em mingau. conhecida como rvore que chora devido ao fenmeno desta planta verter gua pelos brotos no princpio da estao pluvial que chega a molhar a terra.

    63. Mimosa caesalpinaceae sanso do campo. No estacio-namento do prdio da pesquisa. Famlia: Fabaceae. Distribui-

    Aechmea loribunda

    Cssia dourada (Cassia ferruginea)

    Umarizeiro (Geoffroea spinosa)

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    o geogrica Ocorre no Maranho e Regio Nordeste at a Bahia. rvore espinhenta de 5 a 8 m de altura, caracterstica da Caatinga A madeira pesada e dura empregada no fabrico de moires, estacas, postes, dormentes, esteios e para lenha e carvo. As folhas servem de alimento para o gado durante a grande estiagem do serto semirido As lores so muito procuradas pelas abelhas.

    64. Prxima da Ocna serrulata h um belo arbusto de 1,80 de altura com lores brancas e rosas sem identiicao

    65. Sansevierie laurentii espada de so Jorge. Junto pon-te sobre o Rio dos Macacos na frente das Sapucaias Famlia Liliaceae Distribuio geogrica frica Outros nomes rabo-de-lagarto, lngua-de-sogra, espada-de-ogum. As pessoas geralmente desconhecem e se espantam quando as encontram com lor Herbcea rizomatosa acaule de a cm de altura Folhas espessas crescem verticalmente Inlorescncias lon-gas espigadas com lores brancas esverdeadas Indispensvel nos cultos afro-brasileiros planta de proteo contra o mau olhado devendo ser colocadas prximo entrada da casa. E associada a Ogum, o orix de guerra.

    66. Gustavia augusta. As jeniparanas esto exibindo as bels-simas lores Famlia Lecythidaceae. Distribuio geogrica Regio Amaznica nas lorestas primrias em terrenos argilo-sos ou arenosos, e ocasionalmente em reas abertas, margens de arroios e rios. rvore que atinge de 6 a 10 m de altura e o tronco de a cm de dimetro

    Os nomes vulgares jeniparana e jeniparanduba, relacionam-se semelhana do jenipapo rana, de origem tupi-guarani , conhecida tambm como general e mucuro Madeira pesada dura e resistente, quando ainda verde umedecida ou quei-mada, exala um odor ftido, muito desagradvel , por isso tambm chamada de pau- fedorento. empregada na cons-truo civil e marcenaria e principalmente na confeco de bengalas. As folhas so grandes, verde-escuras, simples e al-ternas As lores excepcionalmente belas delicadas com uma suave colorao cor-de-rosa, ou brancas, exalam um suave odor adocicado , atrai diversos pssaros, borboletas e abelhas. Os frutos, em forma de cuia, so comestveis, muito apreciados frescos secos crus ou cozidos apresentam um sabor de igo fresco, assim como so utilizados no preparo de chs. A polpa, em algumas regies, comida assada ou cozida com arroz. A raiz tem indicaes teraputicas e as folhas tm propriedades descongestionantes. A casca serve para o curtimento de cou-ros O gnero Gustavia uma homenagem ao rei Gustavo III da Sucia 67. Etlingera elatior. tempo das inlorescncias do basto-do-imperador, tocha ou lordaredeno, de extrema bele-za ornamental. Famlia: Zingiberaceae Distribuio geogri-ca Malsia Planta herbcea alta ereta em inlorescncias de at 1,50 m de altura, que nascem lateralmente perto da base dos pseudotroncos Consta que uma lor foi ofertada Prin-cesa Imperial, D. Isabel de Bragana, logo aps haver assinado a Lei urea em de maio de que aboliu a escravido em nosso pas. provvel que esta seja a origem de seu nome popular basto do imperador Consta que a variedade ver-melha era usada nas festas religiosas do Peru Na Malsia a lor colhida antes de desabrochar para servir de alimento68. Heliconia bihai Aps os bastes-do-imperador est o caet vermelho. Famlia: Heliconiaceae. Distribuio geo-grica Floresta Amaznica Brasil Costa Rica Hava Outros nomes: traco, pacova-brava, bananeira silvestre. Planta de 2 a m de altura contendo de a brcteas de cor vermelho alaranjado, com faixa verde na margem, em direo ao pice e em parte do dorso.

    69. Eugenia kiaerskoviana. Aps o alto eucalipto, esquerda, encontrada esta pequena rvore da famlia das pitangueiras Myrtaceae Distribuio geogrica Brasil70. Schizolobium parayba - direita da alia das mangueiras h uma rvore extremamente alta, o guapuruvu, icheira, fava-contra-mau-olhado, guapiruvu, pataqueira, pau-de vintm, pau-de-tamanco, espanador da lua nome dado pela observao da minha ilha pequena Famlia Fabaceae. Distribuio geogrica Sul do Brasil ocorre na Mata Atlnti-ca marcadamente ao longo do litoral. De crescimento muito r-pido esta rvore chega a atingir 30m de altura, as mais altas da Serra do Mar a rvore smbolo do Vale do Paraba pode cres-cer at de 2 a 3m por ano. O tronco colunar, retilneo, com ramiicao apenas no alto com a copa em forma de guardachuva, com folhas muito grandes, medindo at um metro, com fololos pequenos como as samambaias As lores so notveis de um amarelo luminoso, reunidas nas extremidades dos ra-mos, os frutos so achatados e as sementes segundo a crena popular evitam o mau olhado e so aproveitadas como ichas para os jogos da os vrios nomes icheira paudevintem pa-

    Sem identiicao

    Jeniparanas (Gustavia augusta)

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    taqueira e empregadas tambm em artesanato. A madeira clara, leve e macia empregada em caixotaria, construo civil, fabricao de canoas, tamancos e salto de sapatos.

    71. Magnolia grandilora Junto ao Roseiral encontrase a magnlia-tulipa, pertence famlia Magnoliaceae. Distribui-o geogrica China rvore com belssimas lores grandes brancas que exalam um extraordinrio perfume H milnios as magnlias so cultivadas na China tambm pelas qualida-des afrodisacas do p extrado das suas razes Em esta variedade foi decretada braso da cidade Exmouth, na Ingla-terra. No alto do braso esto representadas as muralhas de uma vila fortiicada e de cada lado do escudo iguram galhos e lores da magnlia com o seguinte emblema Mare ditat lores decorant O mar enriquece e as lores embelezam

    72. Em frente ao Memorial Mestre Valentim encontrase o Combretum rotundifolium - escovinha ou lordefogo. Fam-lia: Combretaceae Distribuio geogrica Amazonas Par Rondnia Roraima em lorestas midas em altitudes baixas muitas vezes ao longo das margens dos rios. Trepadeira vi-gorosa de folhas que so bronzeadas quando novas e depois verdebrilhantes Inlorescncia vistosa com lores em forma de uma escova. As cerdas, de incio amarelas, numa segunda etapa misturam o amarelo e o laranja, em seguida ganham uma nica e forte tonalidade alaranjada. Fazem a alegria dos pssaros principalmente dos beijalores e muitas vezes transformam-se em verdadeiro borboletrio, tal a quantidade de borboletas que as envolve.

    73. Nerium oleander - espirradeira - Famlia: Apocynaceae. Distribuio geogrica Norte da frica Mediterrneo Sul da sia, encontrada tambm no Algarves e parte do Alentejo. Ou-tros nomes: loendro, loureiro rosa, lor de S Jos. Arbusto grande ou pequena rvore de 3 a 5m e altura, copa arredondada, ramagens produtora de ltex, extremamente t-xica folhas coriceas e lores brancas rosas vermelhas mais raras amarelas, singelas ou dobradas. A histria nos relata que soldados de Napoleo, no Norte da frica, tiveram intoxicao mortal ao utilizarem os galhos como espetos para cozinharem. Mais recente o mesmo sucedeu com um grupo de escoteiros nos Est Unidos No Rio Grande do Sul gados morreram subita-mente aps comerem folhas e galhos da espirradeira jogadas nos piquetes. preciso ateno e cuidado onde planta-la, aler-tando para o perigo.

    74. Brugmansia suaveolens. Junto ao Memorial Mestre Valen-tim est lorida a datura. Famlia: Solanceae. Distribuio geogrica Amrica Central e do Sul encontrada em vrias re-gies do Brasil. Outros nomes: trombetas, sete-saias, trom-beta cheirosa, babado, trombeta-dos-anjos, cartucheira, copo-de-leite, zabumba.

    Arbusto ereto que atinge de 2 a 3 m de altura, as folhas so inas e alongadas as lores em forma de funil so pndulas simples e perfumadas, nas cores brancas ou rosas, podem ter cerca de 30 cm de comprimento. Planta altamente txica. Dos seus frutos os ndios sul-americanos preparavam uma bebida narcotizante, usada pelos pajs e curandeiros para se comuni-carem com os deuses. Aps o sculo XVI a planta era frequen-temente utilizada na Europa como entorpecente, poes de feitiaria ou como bebida afrodisaca.Tambm extrada uma substncia de utilidade farmacutica para a produo de um medicamento contra o mal de Parkinson problemas crdicos e outros.

    75/76/77. Heliconia. Constitui uma das maiores riquezas da lora tropical existem de a espcies distribudas pe-los pases da Amrica Central Amrica do Sul quase todo o Brasil e algumas Ilhas do Sul do Pacico Samoa e Indonsia Predominantemente ocorre nas bordas de lorestas matas ci-liares e clareiras de vegetao pioneira. H uma ininidade de denominaes para designar esta lor bananeirinha, bananeira-do-mato, banana-de-macaco, caet, chapudebispo falsaavedoparaso lordearara pacova traco.

    Guapuvuru (Schizolobium parayba)

    Magnlia-tulipa (Magnolia grandilora

    Espirradeira (Nerium oleander)

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    Heliconia caribeae - helicnia vermelha. Famlia: Heliconia-ceae. Distribuio geogrica Amrica Central e A do Sul Floresta Amaznica Ilhas do Pacico Sul Helicnia rara com folhas e brcteas diferentes das comuns. Suas brcteas tem forma semelhante com as garras de uma lagosta.

    Heliconia pendula - helicnia pndula. Distribuio geogri-ca Guatemala Costa Rica e Hava Planta de a m de altura inlorescncias longas em espiral at cm de comprimento contendo de 4 a 10 brcteas espaadas,de cor vermelho-inten-so brilhante protegendo pequenas lores brancocreme Heliconia amarela de pequeno porte no identiicada78. Malpighia coccnea. No Jardim Japons est lorida a car-rasquinha, cruz-de-malta ou falso-azevinho, da famlia Mal-pighiaceae Distribuio Geogrica nativa das Antilhas um arbusto de 1,5m de altura, com folhas pequenas e brilhantes com bordas denteadas as lores so delicadas corderosa ou branco-creme. Os frutos so pequeninos esfricos e verme-lhobrilhante semelhantes ao holy do Natal do Hemisfrio Norte, Europa e Amrica do-Norte e so muito procuradas pelos pssaros.

    79. Spiraea vanhouttei - No Jardim Japons encontra-se o bu-qu-de-noiva ou grinalda-de-noiva, arbusto lenhoso, muito ramiicado nativo da China e do Japo Suas folhas so ver-deazuladas na parte inferior a inlorescncia disposta nas extremidades dos ramos formando pequenos buqus. Quando loresce forma uma cascata de lores muito brancas que enco-bre a folhagem.

    80. Randia maculata - rndia - Famlia: Rubiaceae. Distribui-o geogrica frica Ocidental Serra Leoa Na aleia dos abri-cs-de-macaco encontramos uma arvoreta de 2 a 3 m de altura completamente envolvida por belas lores grandes perfuma-das, brancas com detalhes rseos e cor-de-vinho. Atrai quanti-dade de borboletas, tornando-se um verdadeiro borboletrio.

    81. Atrs da Randia armata h um arbusto de a m de altura com folhas verdeescuras e uma quantidade de pequenas lo-res brancas Sem identiicao

    82. Kopsia fruticosa. Atrs da Biblioteca encontra-se a Kopsia fruticosa - vinca arbustiva. Famlia: Apocinaceae. Distribuio geogrica ndia Misnmar Tailndia Indonsia e Filipinas Arbusto que atinge de 3 a 4 m de altura, perene, semi-lenho-so com folhas elpticas coriceas verdebrilhantes As lores so delicadas, cor-de-rosa ou brancas, com cinco ptalas com o centro vermelho que lembram as lores do pequeno arbus-to Catharanthus roseos conhecido como vincarosa Os frutos so drupas com cerca de 2,5 cm de comprimento.So aprecia-das como planta ornamental e por suas propriedades medi-cinais utilizadas na medicina popular. Este arbusto Kopsia foi nomeado em homenagem a Jan Kops botnico ingls, fundador da revista Flora Batava em 1800.

    83. Strophanthus gratus - lor cordo tranado - Est aps a Kopsia fruticosa. Famlia Apocynaceae Distribuio geogr-ica frica Tropical at frica do Sul Nova Guin sia Sul da ndia Sul da China

    O nome grego strophos anthos signiica ios torcidos Liana que pode crescer at m com um tronco de cm de di-metro As lores so belas e perfumadas com uma extica fra-grncia Planta medicinal usada como estimulante cardaco Pesquisas esto sendo feitas para o desenvolvimento de fr-macos para tratar doenas neurodegenerativas como Parkin-son e Alzheimer. So usadas por algumas tribos africanas como principal ingrediente em lechas envenenadas As lores atraem abelhas, borboletas e inmeras aves.

    Heliconia caribeae

    Carrasquinha (Malpighia coccnea)

    Sem identiicao

    Flor cordo tranado (Strophanthus gratus)

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