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  • 1

    Sociedade Brasileira de Pediatria

    N O T C I A S

    Inscrio das chapaspara a direo da SBPvai at 18 de setembro

    9

    Lanada Campanha dePreveno Violncia.Os scios quites estorecebendo o Guia deAtuao frente aMaus-Tratos

    5

    Sociedade quer criarcaptulo da pediatriana nova LMP

    4

    Congresso Brasileirode Pediatria discuteos avanos da cinciae a defesa profissional

    12

    No 12 Ano II Junho - Julho / 2000

    Parabns!(pgs. 6 e 7)

    Parabns!(pgs. 6 e 7)

  • 2

    inha hist-ria refora

    a idia de que,mesmo compoucos recur-sos, quando setem motivao,

    nossos objetivos so alcanados.Em 1996 uma criana de 3 meses

    foi atendida na emergncia do Hospi-tal Infantil Municipal de Diadema(HIMD) sem diagnstico esclarecido.Passados alguns dias retornou e omdico suspeitou de violncia fsica.Seu irmo gmeo estava internado naUTI de outro Hospital com o diagns-tico de maus-tratos e com mltiplasfraturas em vrias fases de cicatriza-o. A partir deste caso, a equipe cl-nica e o Servio Social mobilizaram-se na melhoria do atendimento s v-timas de violncia e foi implantado umtreinamento interno para a equipemultiprofissional do hospital. Em abrilde 98, no Teatro da Cidade, realizou-se o I Frum Municipal sobre a Vio-lncia Criana e ao Adolescente,

    aro amigo,no Dia do

    Pediatra, con-seguimos rea-lizar o sonhode inaugurar oMemorial da

    Pediatria, lanar um livro que recu-

    aproxima-d a m e n t e

    seis anos me foiconfiada a coor-denao edito-rial do Jornalde Pediatria.

    Estabelecemos uma seqncia de ob-jetivos a serem atingidos para colocaro Jornal no mesmo patamar das maisconceituadas revistas mdicas de nos-so pas e do exterior.

    Vemos hoje com satisfao que qua-se todas as etapas foram alcanadas,

    SBP Notcias

    Uma publicao da Sociedade Brasileira de

    Pediatria.

    Conselho Editorial: Lincoln Freire, Wania del

    Favero e Reinaldo Martins.

    Editora e coordenadora de produo: Maria

    Celina Machado (reg. prof. 2.774/ MG) /ENFIM

    Comunicao;

    Relaes Pblicas da SBP: Andra de Souza;

    Projeto grfico e diagramao: Paulo Felicio;

    Estagirias: Daniela Zdanowsky, Lgia Diniz e

    Mariana Finamore;

    Colaboraram nesta edio: Jos Eudes Alencar

    (redator/copidesque) e os fotgrafos Anglica de

    Carvalho, Jaime Acioli e Rogrio de Albuquerque.

    Colaboraram tambm os funcionrios da SBP;

    Impresso: Grafline Artes Grficas e Editora Ltda.

    Av. Mem de S 69 - Centro - Rio de Janeiro- RJ.

    Cep 20230-150 Tel. (0xx21) 221-6331.

    Endereo para correspondncia: SBP/ Rua

    Santa Clara, 292.Copacabana, Rio de Janeiro. CEP

    22041-010. RJ. Tel./Fax (0xx21) 548-1999.

    E-mail: imprensa@sbp.com.br

    Site: http://www.sbp.com.br

    pera a histria da entidade e home-nagear os ex-presidentes que tan-to se dedicaram, para que a SBPchegasse aos 90 anos com atuaoto representativa. A Sociedade estvivendo um momento de grande di-namismo. No temos medido esfor-os para a conquista de melhorescondies de trabalho e remunera-o. Temos levado ao Ministrio da

    entre elas: regularidade e pontualidadena impresso e distribuio; utilizaode mecanismos objetivos, impessoais epadronizados para avaliao de artigos;adoo de padres internacionais naorganizao e apresentao dos textos;mudana no lay out, na distribuio elimitao de pginas de anunciantes; re-organizao administrativa; reuniesquinzenais do conselho editorial; impres-so de dois nmeros extras anuais (su-plementos) destinados a artigos de re-viso; intercmbio com outras revistaspeditricas do Cone Sul; e desenvolvi-mento de sees como: carta ao editor,perguntas ao especialista, etc.

    Obviamente, de nada adiantaria re-alizar todas essas mudanas se no re-cebssemos artigos de boa qualidade.O Jornal tem atendido aos elevados pa-dres de exigncia dos cursos de ps-graduao, tornando-se o veculo pre-ferido para divulgao das pesquisas,recebendo elevado conceito nas recen-tes avaliaes da CAPES.

    Nos prximos dois anos, pretendemosampliar a presena do Jornal no exterior.Trabalharemos para que, de forma gra-tuita, as principais bibliotecas tenhamacesso a todos os nmeros em portuguse ingls, disponibilizados em um site or-ganizado com o mesmo padro de quali-

    fazendo-se uma abordagem tica, le-gal, psicossocial e tcnica.

    Aps o evento, os pediatras do hos-pital, em especial a dra. Julia ValriaCordelini, e a assistente socialLeidamar Cirilo, estruturaram o fluxode atendimento, cadastramento e con-trole do atendimento criana e aoadolescente vtima de violncia, queest funcionando com sucesso.

    Neste fluxo, o pediatra registra enotifica os casos suspeitos de violn-cia atravs da Ficha de atendimento criana e ao adolescente vtima deviolncia. A ficha contm dados dacriana, a queixa principal, dados re-levantes da histria, comportamento dacriana durante o atendimento, descri-o do exame fsico e anotaes refe-rentes aos encaminhamentos realiza-dos. Em seguida, a Direo faz o Bo-letim de Ocorrncia na Delegacia dePolcia ou diretamente ao Juizado daVara da Infncia e Juventude, em casode criana internada ou em situaode risco. A Delegacia de Polcia entoabre inqurito, solicita exame de cor-po de delito, quando necessrio e en-caminha ao Ministrio Pblico.

    Enquanto isso, a assistente socialrealiza atendimento famlia e lanao caso no Mapa de controle de aten-dimento criana e ao adolescentevtima de violncia, notificando to-dos os casos ao Conselho Tutelar paragarantir todos os direitos da criana.Nos casos de evaso ou alta hospita-lar, com risco de vida, solicitadodiretamente ao Juiz a instaurao doprocedimento de busca e apreenso.Em finais de semana ou feriados,quando o Juiz no encontrado noFrum, o mdico faz o Boletim de Pre-servao de Direito na Delegacia dePolcia. No Boletim de Ocorrncia utilizado o nome e endereo do hos-pital para preservar o mdico.

    Identificar a violncia e notificars autoridades competentes de manei-ra eficiente, de modo que os crimescometidos no fiquem impunes, sopassos importantes no combate vio-lncia. Ns, pediatras, temos impor-tante papel neste processo.

    Dra. Cacilda Maria de Santana Faria,scia da SBP, Diretora do Hospital Infantil Mu-nicipal de Diadema, SP, desde 1995. O SBPNotcias abriu aqui um espao para que pudessecontar sua experincia na preveno violncia.

    PALAVRA DO PRESIDENTE

    PALAVRA DA PEDIATRA

    Sade propostas como a incluso dopediatra no Programa de Sade daFamlia, a readequao do atendi-mento peditrico na Tabela do SUSe j conseguimos importante con-quista: a garantia de que a equipeque trabalha nas UTIs Neonataispode ser habilitada tanto pelo Ttu-lo em Terapia Intensiva Peditrica,quanto pelo Titulo em Neonatologia

    concedido pela SBP. Estamos nosdedicando ainda criao do Cap-tulo da pediatria na nova tabelaLPM. O objetivo a valorizao denossa profisso. Contamos com vocnesta empreitada,

    Um forte abrao,

    Lincoln Freire

    Para falar com o presidente, o endereoeletrnico : sbp@sbp.com.br

    PALAVRA DO DIRETOR

    Errata:

    Na seo Palavra da Pediatra da ltima edio do

    SBP Notcias, a informao correta sobre a morta-

    lidade infantil no RGS : em torno de 17:1000 nas-

    cidos vivos.

    dade das melhores revistas eletrnicas.Este processo deve ser apresentado noprimeiro semestre de 2001. Alm do su-plemento de gastroenterologia, j estoassegurados os seguintes: nutrio (nov.2000), adolescncia (jun. 2001) e neo-natologia (nov. 2001).

    Por fim, importante salientar que estasconquistas no seriam possveis, sem otrabalho desinteressado e, muitas vezesannimo, dos colegas, especialmente, osdo Conselho Editorial, que contribuemcom nas revises dos artigos, nas respos-tas ao leitor e nos editoriais.

    Jefferson Pedro PivaEditor do Jornal de Pediatria

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  • 3

    Com uma longa trajetria de atuao em defesa de crianas e adolescentes, o psiclogoCludio ACludio ACludio ACludio ACludio Augusto Vugusto Vugusto Vugusto Vugusto Vieira da Silva ieira da Silva ieira da Silva ieira da Silva ieira da Silva participou efetivamente das discusses em torno da

    Constituinte de 1988 e do processo que culminou com a aprovao do atual Estatuto da Crianae do Adolescente. H seis anos na Fundao F e Alegria do Brasil, o primeiro representante da

    sociedade civil a presidir o Conselho Nacional dos Direitos da Criana e do Adolescente, oConanda. Nesta entrevista, faz um balano dos desafios da implantao do ECA.

    FALA O ESPECIALISTA

    BP Notcias: Que balano o sr. faz da pri-meira dcada do ECA?

    R: Sob o ponto de vista da construo de umaconcepo absolutamente diversa da que at entovigorava, acho que demos um enorme passo. di-fcil somente em 10 anos modificarmos toda umacultura que encarava a criana e o adolescentecomo propriedade do juizado. Tambm difcildesmontar o sistema repressor e encarcerador, quepredominou desde o Brasil Colnia, noque se refere aos filhos dos pobres. Cons-trumos toda uma lgica baseada na ex-cluso de crianas e adolescentes, pelosimples fato de serem pobres. Ao longodesses dez anos, estamos passo a passoreconstruindo isto tudo. Por exemplo, aimplantao de Conselhos de Direitos eConselhos Tutelares nos municpios deum significado incomensurvel. Da mes-ma forma, o reordenamento institucionaldo atendimento de crianas e adolescen-tes autores de ato infracional uma rea-lidade da qual no poderemos nos afas-tar. Considero grandes avanos as pro-postas de controle social sobre os orga-nismos responsveis pela execuo das polticaspblicas para a infncia e adolescncia, assim comoa descentralizao, a municipalizao e o investi-mento na conscientizao da sociedade, de que de-vemos agir no sentido de garantir os direitos bsi-cos para o pleno desenvolvim