Patrística - Justino de Roma I e II Apologias | Diálogo ...· Regras de interpretação Profecia

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  • ndice

    ApresentaoIntroduoIntroduo I ApologiaI APOLOGIA

    No se deve castigar um nomeA obra dos demniosNo somos ateusNo castiguei nossos acusadoresNo queremos mentirVaidade da idolatriaO melhor sacrifcio a virtudeNosso reino no deste mundoSomos vossos aliados para a pazProfisso de f cristHomens novos pela f em CristoA doutrina de CristoSditos do imprioA imortalidade da almaA ressurreio no impossvelAfinidades pagsJesus, Filho de Deus

    Plano apologticoProvas: a)Odeiam-se apenas aos cristosb) A transformao por Cristoc) Os hereges no so perseguidosA pureza da vida cristO homem racional e livreA castidade cristA profecia a prova mximaA verso dos SetentaProfecias sobre JesusA concepo virginalLugar de nascimentoVrias profecias

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  • Regras de interpretaoProfecia cumpridaProfecia sobre os apstolosProfecia sobre o Reino de CristoCristo, nossa alegriaProfecia e livre-arbtrioPlato depende de MoissAscenso e glria de JesusCristos antes de CristoSobre a runa de JerusalmOs milagres de CristoA gentilidadeA paixo e glria de CristoA dupla vinda de CristoProfecia sobre a gentilidadeAs fbulas pagsA cruz desconhecida pelos demniosOutra vez Simo magoNo tememos a morteMarcio, inspirado pelo demnioPlato, discpulo de Moiss(O batismo): iluminao e regeneraoO arremedo diablico do batismoO Verbo na sara e MoissOutras lembranas pagsFraternidade e eucaristiaTeologia da eucaristiaLiturgia dominicalPetio final

    Introduo II ApologiaII APOLOGIA

    Um drama domsticoO suicdio no lcitoA obra dos demniosDeus no tem nomeOs cristos conservam o mundoA semente do Verbo

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  • Pressentimento do martrioExiste uma justia eternaPossuimos o Verbo inteiroO mito de HraclesO platnico se faz cristoSou cristoQue todos conheam a verdade

    Introduo ao dilogoDILOGO DE JUSTINO, FILSOFO E MRTIR, COM O JUDEU TRIFO

    Prlogo. Encontro com Trifo e seus companheirosA filosofia, caminho para DeusItinerrio intelectual de JustinoO encontro decisivoO que a filosofia e a felicidade que ela trazPode o homem ver a Deus?Discusso sobre a natureza da almaA alma no imortalVerdadeiros filsofos so os profetasQual a verdadeira e proveitosa filosofiaCondies para o dilogoPrimeiras objees de TrifoA lei antiga superada pela novaDigresso sobre a maldade dos judeusJustino acusa os judeus pelas iniqidades de todos os homensA no necessidade da circuncisoAs leis so devidas dureza do coraoLeis sobre os sacrifciosA circunciso: um sinal e no justificaoA circunciso em CristoConvite convesoOs herdeiros do monte SioDigresso sobre a parusiaObjeo de TrifoInterpretao cristolgica dos salmos 110 e 72Digresso sobre os falsos cristosCristo o Rei das potnciasAs figuras do verdadeiro sacrifcio

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  • A eucaristia: verdadeiro sacrifcioMistrio no nascimento virginalQuem ressuscitar?Quem se salvar?Preexistncia e divindade de CristoDiscusso em torno do precursorJoo Batista: o precursorArgumentos decisivos sobre Joo BatistaOutras profecias e figuras do ATExiste outro Deus?No Deus Pai que apareceu a AbraoJac e Moiss encontram outro Deus que o Deus PaiO Verbo-Sabedoria gerado pelo PaiEste Verbo o CristoRetoma o assunto do cap. 43, o nascimento virginalDiscusso em torno da encarnaoA encarnao s compreendida a partir das EscriturasContradies diablicasProfecias sobre a eucaristiaAs presumidas mutilaes das EscriturasRelato da histria dos "Reis magos"H hereges tanto judeus como critosMilenarismoDigresso sobre os carismas profticosInterpretao crismolgica do salmo 110Interpretao crismolgica de Is 7,14Cristo: Senhor das PotnciasConexo entre o lenho e a gua ou entre a cruz e o batismoCristo e a potncia do EspritoManifestao do Esprito na vida de CristoA cruz: obstculo f messinicaA interpretao que supera o obstculoA cruz: instrumento de converso e salvaoA circunciso na carne de nada serveEm que consiste a justiaContraste entre a norma sobre as imagens e o procedimento de MoissO crucificado no maldito

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  • Comportamento dos judeus e dos cristos diante do crucificadoAluso do AT paixao de CristoO salmo 22 se aplica perfeitamente paixao e morte de JesusComentrios aos vv. 2-3Comentrios aos vv. 4Comentrios aos vv. 5-9Comentrios aos vv. 10-16Comentrios aos vv. 16-19Comentrios aos vv. 20-22Comentrios aos vv. 23-24Sinal de Jonas: sinal da ressureioPolmicas em torno da ressureio de CristoA f em Cristo cria um povo universalSobre as duas vindas de CristoSmbolos das duas vindas de CristoSobre a exegese dos judeusRelao entre Josu e JesusS os circuncisos de corao entendem as EscriturasComentrio a Zc 2,14-3,2Comentrio profecia de Ml 1,10-12: a eucaristiaO florescimento do novo povoOs herdeiros das bnos de Isaac e JacA palavra de Cristo mais poderosa que o solA infidelidade dos judeusOs incircuncisos formam o novo IsraelInterpretao do salmo 82,1-8: todos podem ser filhos de DeusInterpretao do nome IsraelOs mltiplos nomes de CristoNo Deus Pai, mas Deus Filho quem se manifestou no ATIdlatras antes, herdeiros hojeParalelos entre Jac e CristoO novo Israel nasce da f e do espritoA gua e o batismo, a arca e a cruzBenco e maldio na descendncia de Sem, Cana e JafNecessidade da penitnciaDespedidas

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  • APRESENTAO

    Surgiu, pelos anos 40, na Europa, especialmente na Frana, um movimento deinteresse voltado para os antigos escritores cristos e suas obras conhecidos,tradicionalmente, como Padres da Igreja, ou santos Padres. Esse movimento,liderado por Henri de Lubac e Jean Danilou, deu origem coleo SourcesChrtiennes, hoje com mais de 400 ttulos, alguns dos quais com vrias edies. Como Conclio Vaticano II, ativou-se em to-da a Igreja o desejo e a necessidade derenovao da liturgia, da exegese, da espiritualidade e da teologia a partir das fontesprimitivas. Surgiu a necessidade de voltar s fontes do cristianismo.No Brasil, em termos de publicao das obras destes autores antigos, pouco se fez.Paulus Editora procura, agora, preencher este vazio existente em lngua portuguesa.Nunca tarde ou fora de poca para rever as fontes da f crist, os fundamentos dadoutrina da Igreja, especialmente no sentido de buscar nelas a inspirao atuante,transformadora do presente. No se prope uma volta ao passado atravs da leitura eestudo dos textos primitivos como remdio ao saudosismo. Ao contrrio, procura-seoferecer aquilo que constitui as fontes do cristianismo para que o leitor as examine,as avalie e colha o essencial, o esprito que as produziu. Cabe ao leitor, portanto, atarefa do discernimento. Paulus Editora quer, assim, oferecer ao pblico de lnguaportuguesa, leigos, clrigos, religiosos, aos estudiosos do cristianismo primevo, umasrie de ttulos, no exaustiva, cuidadosamente traduzidos e preparados, dessa vastaliteratura crist do perodo patrstico.Para no sobrecarregar o texto e retardar a leitura, procurou-se evitar anotaesexcessivas, as longas introdues estabelecendo paralelismos de verses diferentes,com referncias aos emprstimos da literatura pag, filosfica, religiosa, jurdica, sinfindas controvrsias sobre determinados textos e sua autenticidade. Procurou-sefazer com que o resultado desta pesquisa original se traduzisse numa ediodespojada, porm, sria.Cada autor e cada obra tero uma introduo breve com os dados biogrficosessenciais do autor e um comentrio sucinto dos aspectos literrios e do contedo daobra suficientes para uma boa compreenso do texto. O que interessa colocar o leitordiretamente em contato com o texto. O leitor dever ter em mente as enormesdiferenas de gneros literrios, de estilos em que estas obras foram redigidas: cartas,sermes, comentrios bblicos, parfrases, exortaes, disputas com os herticos,tratados teolgicos vazados em esquemas e categorias filosficas de tendnciasdiversas, hinos litrgicos. Tudo isso inclui, necessariamente, uma disparidade detratamento e de esforo de compreenso a um mesmo tema. As constantes, e por vezeslongas, citaes bblicas ou simples transcries de textos escritursticos, devem-se aofato que os Padres escreviam suas reflexes sempre com a Bblia numa das mos.Julgamos necessrio um esclarecimento a respeito dos termos patrologia, patrstica epadres ou pais da Igreja. O termo patrologia designa, propriamente, o estudo sobre a

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  • vida, as obras e a doutrina dos pais da Igreja. Ela se interessa mais pela histriaantiga incluindo tambm obras de escritores leigos. Por patrstica se entende o estudoda doutrina, as origens dessa doutrina, suas dependncias e emprstimos do meiocultural, filosfico e pela evoluo do pensamento teolgico dos pais da Igreja. Foi nosculo XVII que se criou a expresso teologia patrstica para indicar a doutrina dospadres da Igreja distinguindo-a da teologia bblica, da teologia escolstica, dateologia simblica e da teologia especulativa. Finalmente, Padre ou Pai daIgreja se refere a escritor leigo, sacerdote ou bispo, da antiguidade crist,considerado pela tradio posterior como testemunho particularmente autorizado daf. Na tentativa de eliminar as ambigidades em torno desta expresso, os estudiososconvencionaram em receber como Pai da Igreja quem tivesse estas qualificaes:ortodoxia de doutrina, santidade de vida, aprovao eclesistica e antiguidade. Mas,os prprios conceitos de ortodoxia, santidade e antiguidade so ambguos. No seespere encontrar neles doutrinas acabadas, buriladas, irrefutveis. Tudo estava aindaem ebulio, fermentando. O conceito de ortodoxia , portanto, bastante largo. Omesmo vale para o conceito de santidade. Para o conceito de antiguidade, podemosadmitir, sem prejuzo para a compreenso, a opinio de muitos especialistas queestabelece, para o Ocidente, Igreja latina, o perodo que, a partir da geraoapostlica, se estende at Isidoro de Sevilha (560-636). Para o Oriente, Igreja grega, aantiguidade se estende um pouco mais at a morte de S. Joo Damasceno (675-749).Os Pais da Igreja so, portanto, aqueles que, ao longo dos sete primeiros sculos,foram forjando, cons-truindo e defendendo a f, a liturgia, a discip