PINTURA INDUSTRIAL COM TINTAS LÍQUIDAS DT 12 · A Solução para cada Aplicação INFORMAÇÕES...

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  • PINTURA INDUSTRIAL COM TINTAS LQUIDAS

    DT 12

    (Desenvolvimento Tecnolgico N 12)

  • A Soluo para cada Aplicao

    INFORMAES TCNICAS SOBRE TINTAS LQUIDAS PINTURA INDUSTRIAL E MANUTENO ANTICORROSIVA

    Elaborao: Silvio Domingos da Silva Janeiro de 2009 Rev. 3

  • 4 WEG Indstrias S.A. - Tintas Rodovia BR 280 km 50 89.270-000 Guaramirim - SC Fone (47) 3276-4000 Fax (47) 3276-5500 www.weg.net

    SUMRIO PREFCIO.................................................................................................................................................................................8 1. OBTENO DO AO........................................................................................................................................................ 10 2. CORROSO....................................................................................................................................................................... 10

    2.1 CONCEITOS BSICOS DE CORROSO................................................................................................................ 10 2.2 IMPORTNCIA DO ESTUDO DA CORROSO....................................................................................................... 11 2.3 TIPOS DE PROCESSOS DE CORROSO............................................................................................................. 12 2.3.1 CORROSO ELETROQUMICA............................................................................................................................ 12 2.3.2 CORROSO QUMICA ........................................................................................................................................... 13 2.4 CLASSIFICAO DE PROCESSOS CORROSIVOS.............................................................................................. 13 2.5 FORMAS DE CORROSO ........................................................................................................................................ 13 2.6.1 CORROSO GALVNICA ..................................................................................................................................... 17 2.6.2 CORROSO ELETROLTICA................................................................................................................................ 18 2.6.3 CORROSO SOB ATRITO..................................................................................................................................... 18 2.6.4 CORROSO POR AERAO DIFERENCIAL ..................................................................................................... 19 2.7 MEIOS CORROSIVOS ............................................................................................................................................... 20 2.7.1 PRINCIPAIS MEIOS CORROSIVOS...................................................................................................................... 20 2.7.2 CLASSIFICAO DE AMBIENTES CORROSIVOS............................................................................................ 21 2.7.3 CLASSIFICAO DE AMBIENTES E CONDIES CORROSIVAS................................................................. 21

    3. PRTICAS DE PROJETO................................................................................................................................................. 22 4. REVESTIMENTOS PROTETORES.................................................................................................................................. 23

    4.1 MECANISMOS DE PROTEO................................................................................................................................ 23 4.2 REVESTIMENTOS METLICOS............................................................................................................................... 23 4.3 REVESTIMENTOS NO-METLICOS INORGNICOS ......................................................................................... 24 4.4 REVESTIMENTOS ORGNICOS.............................................................................................................................. 25 5.1 GRAUS DE CORROSO........................................................................................................................................... 26 5.2 TIPOS DE LIMPEZA DE SUPERFCIE..................................................................................................................... 27 5.2.1 LIMPEZA QUMICA................................................................................................................................................. 27 5.2.2 DESENGRAXE COM SOLVENTE ......................................................................................................................... 27 5.2.3 LIMPEZA MANUAL ................................................................................................................................................. 28 5.2.4 LIMPEZA COM FERRAMENTAS MECNICAS MANUAIS ................................................................................ 28 5.2.5 LIMPEZA COM JATEAMENTO ABRASIVO......................................................................................................... 28 5.2.6 HIDROJATEAMENTO COM ULTRA-ALTA PRESSO ATRAVS DO PROCESSO HYDROBLASTING ........................................................................................................................................................... 32 5.2.7 HIDROJATEAMENTO NA REMOO DE TINTA ............................................................................................... 32 5.2.8 TRATAMENTO DE SUPERFCIE COM NANOCERMICO ................................................................................ 33 5.2.9 FOSFATIZAO ..................................................................................................................................................... 34

    6. DEFEITOS OBSERVADOS NA SUPERFCIE................................................................................................................. 38 7. PREPARO DE SUPERFCIES NO FERROSAS........................................................................................................... 41

    7.1 AO GALVANIZADO ELETROLTICO (FLORES DE ZINCO)............................................................................... 41 7.2 LIGAS METLICAS NO FERROSAS .................................................................................................................... 42 7.3 SUPERFCIES DE CONCRETO................................................................................................................................ 42 7.4 PREPARO DE SUPERFCIES PINTADAS PARA MANUTENO OU REPINTURA ......................................... 43

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    7.4.1 CLASSIFICAO DA PINTURA DE MANUTENO ......................................................................................... 44 8. TINTAS ............................................................................................................................................................................... 45

    8.1 POLMEROS E POLIMERIZAO ........................................................................................................................... 45 8.2 POLIMERIZAO POR ADIO ............................................................................................................................. 45 8.3 POLIMERIZAO POR CONDENSAO .............................................................................................................. 45 8.4 CONSTITUINTES FUNDAMENTAIS DAS TINTAS................................................................................................. 46 8.4.1 VECULO OU RESINAS.......................................................................................................................................... 46 8.4.2 SOLVENTES............................................................................................................................................................ 52 8.4.3 PIGMENTOS ............................................................................................................................................................ 54 8.4.4 ADITIVOS................................................................................................................................................................. 56 8.5 CARACTERSTICAS FUNDAMENTAIS E GERAIS DA PELCULA...................................................................... 57 8.6 MECANISMO DE FORMAO DA PELCULA DA TINTA .................................................................................... 57 8.7 MECANISMO DE PROTEO DA PELCULA........................................................................................................ 58

    9. FUNDAMENTOS DA PINTURA INDUSTRIAL................................................................................................................ 59 9.1 CONCEITO DE PINTURA INDUSTRIAL .................................................................................................................. 59 9.2 CONCEITOS BSICOS / TERMINOLOGIA............................................................................................................. 59 9.3 ESQUEMAS DE PINTURA......................................................................................................................................... 60 9.4 CORES NA PINTURA INDUSTRIAL......................................................................................................................... 61

    10. PROCESSOS DE FABRICAO................................................................................................................................... 62 11. PLANOS DE PINTURA ................................................................................................................................................... 63 12. CONTROLE DE QUALIDADE ........................................................................................................................................ 66

    12.1 NO-VOLTEIS EM MASSA (SLIDOS POR MASSA)...................................................................................... 66 12.2 NO-VOLTEIS EM VOLUME (SLIDOS POR VOLUME)................................................................................. 66 12.3 ESTIMATIVA DE CONSUMO DE TINTAS ............................................................................................................. 66 12.3.1 RENDIMENTO TERICO = Rt (Ficha Tcnica)................................................................................................. 67 12.3.2 RENDIMENTO PRTICO Rp (Considerando Perdas).................................................................................. 67 12.3.3 RENDIMENTO REAL ............................................................................................................................................ 68 12.4 CUSTO POR METRO QUADRADO DO PRODUTO ............................................................................................. 68 12.4.1 COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE TINTA NECESSRIA PARA PINTURA........................................ 68 12.5 QUANTIDADE DE DILUENTE NECESSRIA ....................................................................................................... 68 12.6 EFEITO DO PERFIL DE JATEAMENTO................................................................................................................ 68 12.7 MASSA ESPECFICA............................................................................................................................................... 69 12.8 VISCOSIDADE.......................................................................................................................................................... 69 12.9 CONSISTNCIA........................................................................................................................................................ 69 12.10 ESTABILIDADE / SEDIMENTAO .................................................................................................................... 70 12.11 TEMPOS DE SECAGEM........................................................................................................................................ 70 12.11.1 DETERMINAO DE SECAGEM: INDSTRIA............................................................................................... 70 12.11.2 DETERMINAO DE SECAGEM: MANUTENO ........................................................................................ 71 12.12 PODER DE COBERTURA..................................................................................................................................... 71 12.13 TEMPO DE VIDA TIL (POT LIFE) ...................................................................................................................... 72 12.14 DIMENSO DAS PARTCULAS DO PIGMENTO (FINURA DE MOAGEM) ..................................................... 72 12.15 NATUREZA DA RESINA ....................................................................................................................................... 72 12.16 DOBRAMENTO SOBRE MANDRIL CNICO...................................................................................................... 72

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    12.17 ADERNCIA (ABNT 11003).................................................................................................................................. 72 12.18 RESISTNCIA NVOA SALINA ....................................................................................................................... 74 12.19 RESISTNCIA UMIDADE RELATIVA DE 100%.............................................................................................. 74 12.20 RESISTNCIA AO SO2 .......................................................................................................................................... 74 12.21 ENSAIOS DE IMERSO........................................................................................................................................ 74 12.22 ESPESSURA POR DEMO .................................................................................................................................. 75 12.23 ENSAIOS DE DUREZA.......................................................................................................................................... 75 12.24 BRILHO ................................................................................................................................................................... 75 12.25 COR ......................................................................................................................................................................... 76 12.26 INTEMPERISMO..................................................................................................................................................... 76

    13. ARMAZENAMENTO DE TINTAS................................................................................................................................... 76 13.1 CONDIES DE ARMAZENAMENTO................................................................................................................... 76 13.2 CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO..................................................................................................................... 77

    14. APLICAO DA TINTA.................................................................................................................................................. 77 14.1 CAPACITAO DO PESSOAL DE APLICAO................................................................................................. 77 14.2 CONDIES AMBIENTAIS..................................................................................................................................... 77 14.3 PONTO DE ORVALHO ............................................................................................................................................ 78 14.4 MISTURA, HOMOGENEIZAO E DILUIO DAS TINTA................................................................................ 78 14.5 PINTURA NA FBRICA OU NO CAMPO .............................................................................................................. 82

    15. MTODOS DE APLICAO .......................................................................................................................................... 82 15.1 TRINCHA (Pincel de formato chato)..................................................................................................................... 82 15.2 ROLO......................................................................................................................................................................... 83 15.3 PISTOLA CONVENCIONAL.................................................................................................................................... 84 15.4 PISTOLA SEM AR (AIR LESS)............................................................................................................................... 86 15.5 PISTOLA AIRLESS ASSISTIDA............................................................................................................................. 86 15.6 PINTURA ELETROSTTICA................................................................................................................................... 86 15.7 IMERSO .................................................................................................................................................................. 87

    16. DEFEITOS DE PELCULA E SUAS CORREES...................................................................................................... 88 16.1 ACES DE PREVENO DE DEFEITOS ANTES DA APLICAO.................................................................. 88 16.1.1 EXPLICITAO DO ESQUEMA DE PINTURA.................................................................................................. 88 16.1.2 QUALIDADE DAS TINTAS UTILIZADAS............................................................................................................ 88 16.1.3 TREINAMENTO E CAPACITAO DO PESSOAL........................................................................................... 88 16.1.4 ELABORAO DE PROCEDIMENTOS DE APLICAO................................................................................ 89 16.1.5 ELABORAO DE PLANOS DE INSPEO.................................................................................................... 89 16.1.6 CALIBRAO DOS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIO E TESTES....................................... 89 16.1.7 AES DE PREVENO DE DEFEITOS DURANTE A APLICAO............................................................ 89 16.2 TIPOS DE DEFEITOS DA PELCULA.................................................................................................................... 92 16.3 IDENTIFICAO, ORIGENS E CORREO DE DEFEITO................................................................................. 93

    17. SEGURANA................................................................................................................................................................. 103 17.1 MISSO DA SEGURANA .................................................................................................................................. 103 17.2 FILOSOFIA DA SEGURANA .............................................................................................................................. 103 17.3 ESTATSTICAS DE ACIDENTES.......................................................................................................................... 103 17.4 MANUSEIO DE TINTAS E SOLVENTES ............................................................................................................. 104

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    17.5 CUIDADOS NO MANUSEIO DE TINTAS E VERNIZES...................................................................................... 104 17.6 SUGESTO DE ROTEIRO PARA CONCINCIA PREVENCIONISTA.............................................................. 105 17.7 TRABALHOS EM TANQUES OU EM OUTRAS REAS CONFINADAS.......................................................... 106 17.8 EQUIPAMENTOS DE PROTEO INDIVIDUAL EPI...................................................................................... 108

    18. BIBLIOGRAFIA.............................................................................................................................................................. 111

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    PREFCIO

    Os recobrimentos de superfcie vm sendo utilizados h milhares de anos, com um aumento gradual de seu consumo. Durante a idade mdia e at o comeo do sculo a pintura tinha finalidade quase que exclusivamente decorativa. O conhecimento era artesanal e passado de pai para filho atravs das geraes.

    Apenas a partir do final do sculo passado iniciou-se efetivamente uma indstria de pintura, surgida atravs da necessidade de proteo de mquinas e equipamentos que foram se desenvolvendo com o incio da revoluo industrial. A partir da, sentiu-se a necessidade de no apenas decorar, mas principalmente proteger as superfcies.

    Os conhecimentos que at ento eram empricos, passaram a ter um tratamento cientfico, e foi quando os qumicos iniciaram suas atividades na rea de pintura.

    O sucesso de uma tinta no depende exclusivamente de sua qualidade e caractersticas tcnicas, mas tambm fundamentalmente, do estado e preparo das superfcies em que sero aplicadas. Acrescenta-se a isso o fato de que muitas pessoas que vo utilizar esses produtos apresentam um desconhecimento justificvel, levando-os por vezes, a resultados pouco produtivos e inadequados para o fim a que se destina.

    O objetivo deste curso proporcionar a oportunidade de uma troca de informaes com os profissionais da rea de pintura visando uma ampliao de conhecimentos no que diz respeito a produtos, tratamento de superfcies, sistemas de aplicao, bem como principais problemas e suas correes. IMPORTNCIA DA PINTURA INDUSTRIAL

    A pintura tem por objetivo depositar um filme de tinta sobre uma superfcie metlica, concreto ou alvenaria, com as seguintes finalidades: Proteo do patrimnio, segurana. composta por trs etapas onde cada uma delas tem um importante papel para garantir o desempenho da Pintura. As etapas so: Preparao da superfcie, Aplicao e a Tinta.

    PREPARAO DA SUPERFICIE

    Deve ser realizada por profissionais treinados, com completa remoo de materiais estranhos ou contaminantes presos na superfcie, com ferramentas adequadas, quando necessrio criando rugosidade (de acordo com a especificao) no substrato para uma melhor aderncia da tinta. Novos mtodos foram criados, visando amenizar a emisso de poeira, que pode causar danos a sade das pessoas e ao meio ambiente (Jato mido e Jato em circuito fechado). Nas indstrias, so usados vrios mtodos de preparao de superfcie, tais como: desengraxe, fosfatizao, jateamento com granalha em que o abrasivo projetado contra a superfcie por jato de ar ou por turbinas centrfugas. O hidrojateamento tem sido usado com sucesso em reas onde se deseja efetuar a remoo de pelculas de tintas velhas restaurando a superfcie e tornando-a apta para receber nova aplicao, principalmente em locais onde no permitido a realizao de jato abrasivo.

    APLICAO DAS TINTAS Deve ser realizada por profissionais devidamente qualificados, usando de tcnicas e equipamentos adequados, observando e anotando em formulrios as condies atmosfricas. Podem ser utilizados desde a aplicao com Pincis (Trinchas), rolos, Pistolas Airless com maior taxa de transferncia (maior presso hidrulica para pulverizar a tinta), Pistolas com caneco, Pistolas com Tanque, Pistolas HVLP com

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    maior volume de ar e baixa presso de pulverizao. TINTAS Tem que ter tecnologia de formulao, controle rigoroso de qualidade das matrias primas e do processo de fabricao. A escolha deve ser criteriosa e deve resistir a agressividade do ambiente. Na seleo das tintas que comporo o sistema deve ser levado em conta as condies em que ficaram expostas. Visando atender a necessidade de mercado em relao a pinturas, o avano tecnolgico elaborou produtos com caractersticas mais tolerantes, isto , tintas que toleram um grau de preparo de superfcie menos rigoroso do que normalmente recomendado e tambm a elaborao de tintas que permitem a aplicao em condies ambientais em que as tinta convencionais no seriam recomendadas, como aplicao sobre superfcies midas, com preparo de superfcie mecnica ou Hidrojateamento. Entretanto ainda no so descartadas as necessidades de processos de preparao de superfcie antecedendo a pintura, assim como a importncia da qualificao dos pintores e adoo de bons equipamentos de aplicao. As tintas tolerantes se destinam a preencher necessidades especficas para as quais foram determinadas. As novas tintas tolerantes se enquadram na filosofia de tintas ecologicamente corretas e seguras, pois, atendem as especificaes de VOC e legislaes rgidas de preveno do meio ambiente, ou seja, de emisso de baixos teores de solventes volteis orgnicos e tambm devido a iseno de metais pesados. Geralmente so de alta espessura e, por isso, economizam tempo e dinheiro, mo de obra e podem ser aplicadas por rolo, pincel e pistola em camadas nicas, pois, se trata de tintas de dupla funo (Primer e Acabamento). Algumas toleram aplicaes sobre resduos de ferrugem e umidade na superfcie, alm disso, foi possvel desenvolver tintas com altos teores de slidos que podem ser aplicadas pelos mtodos tradicionais. As tintas tolerantes

    quebram paradigmas e tornam mais fcil a vida do profissional da pintura. No entanto, para a aplicao destas tintas, h a necessidade de um mnimo de preparao, com remoo das partes soltas como carepas desagregadas e ferrugens volumosas.

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    1. OBTENO DO AO

    Os Minrios de Ferro encontrado na natureza, presente em aproximadamente 5% da crosta terrestre so encontrados em combinaes qumicas de metais contidos nas rochas. Os principais so: magnetita (Fe3O4) com cerca de 60% de ferro; hematita vermelha (Fe2O3) com cerca de 65% de ferro; siderita ou ferro esptico (FeCO3) com alto teor de mangans; FeS2.

    Os minrios so encaminhados as

    Siderrgicas. A usina siderrgica a empresa responsvel pela transformao do minrio de ferro em ao, de maneira que ele possa ser usado comercialmente.

    Este processo tem o nome de Reduo. Primeiramente, o minrio cuja origem bsica o xido de ferro (FeO) aquecido em fornos especiais (alto fornos), em presena de carbono (sob a forma de coque ou carvo vegetal) e de fundentes (que so adicionados para auxiliar a produzir a escria, que, por sua vez, formada de materiais indesejveis ao processo de fabricao).

    O objetivo desta primeira etapa reduzir ao mximo o teor de oxignio da composio FeO. A partir disso, obtm-se o denominado ferro-gusa, que contm de 3,5 a 4,0% de carbono em sua estrutura.

    Aps uma anlise qumica do ferro, em que se verificam os teores de carbono, silcio, fsforo, enxofre, mangans entre outros elementos, o mesmo segue para uma unidade da siderrgica denominada ACIARIA, onde ser finalmente transformado em ao.

    O ao, por fim, ser o resultado da descarbonatao do ferro gusa, ou seja,

    produzido a partir deste, controlando-se o teor de carbono para no mximo 2%.

    Os aos diferenciam-se entre si pela forma, tamanho e uniformidade dos gros que o compem e, claro, por sua composio qumica.

    Esta pode ser alterada em funo do interesse de sua aplicao final, obtendo-se atravs da adio de determinados elementos qumicos, aos com diferentes graus de resistncia mecnica, soldabilidade, ductilidade, resistncia corroso, entre outros.

    De maneira geral, os aos possuem excelentes propriedades mecnicas: resistem bem trao, compresso, flexo, e como um material homogneo, pode ser laminado, forjado, estampado, estriado e suas propriedades podem ainda ser modificadas por tratamentos trmicos ou qumicos. 2. CORROSO 2.1 CONCEITOS BSICOS DE CORROSO Corroso pode ser definida como sendo a deteriorao de um material (geralmente metlico), ao reagir com o seu ambiente, levando a perda de suas propriedades.

    A corroso um processo que corresponde ao inverso dos processos metalrgicos de obteno do metal e pode ser assim esquematizada: Corroso Metal Composto + Energia Metalurgia

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    As reaes de corroso so espontneas. Enquanto na metalurgia adiciona-se energia ao processo para a obteno do metal, na corroso observa a volta espontnea do metal forma combinada, com conseqente liberao de energia. Este ciclo denominado de ciclo dos metais. O estudo da corroso envolve conhecimento de vrios campos da cincia, dentre os quais podem ser destacados: Qumica; Eletroqumica; Metalurgia; Termodinmica; Fsico-Qumica; Cintica Qumica.

    2.2 IMPORTNCIA DO ESTUDO DA CORROSO

    A importncia do estudo da corroso

    est consubstanciada em:

    a) Viabilizar economicamente as instalaes industriais construdas com materiais metlicos; b) Manter a Integridade Fsica dos Equipamentos e instalaes industriais; c) Garantir a Mxima Segurana Operacional, evitando-se paradas operacionais no-programadas e lucros cessantes; d) Garantir a mxima Segurana Industrial, evitando-se acidentes e problemas de poluio ambiental.

    Os processos corrosivos esto

    presentes em todos os locais e a todo instante da nossa vida diria.

    Os problemas de corroso so freqentes e ocorrem nas mais variadas atividades, como, por exemplo, nas indstrias qumica, petrolfera, petroqumica, naval, de construo civil, nos meios de transporte areo, ferrovirio, martimo, em sistemas de telecomunicaes, na odontologia (restauraes metlicas, aparelhos de prtese), na medicina (uso de implantes cirrgicos na ortopedia) e na preservao de

    monumentos histricos, deteriorao de automveis, eletrodomsticos, estruturas metlicas, instalaes industriais, etc. Com o avano tecnolgico, mundialmente alcanado, o custo da corroso se eleva tornando-se um fator de grande importncia.

    Em termos de quantidade de material danificado pela corroso, estima-se que uma parcela superior a 30% do ao produzido no mundo seja usada para reposio de peas e partes de equipamentos e instalaes deterioradas pela corroso.

    Sob o ponto de vista de custo,

    estima-se em 3,5% do Produto Interno Bruto o dispndio com a corroso em pases industrializados.

    Na avaliao econmica dos processos corrosivos no devem ser levadas em considerao somente as perdas diretas, mas tambm as indiretas.

    So perdas diretas: custos de substituio de peas ou equipamentos que sofreram corroso, incluindo-se energia e mo-de-obra, e custos e manuteno dos mtodos de proteo (pinturas anticorrosivas, proteo catdica, etc.).

    Sendo a corroso um processo espontneo, pode-se prever que a maioria dos metais seria imprpria utilizao industrial. Esta utilizao , no entanto, possvel graas ao retardamento da velocidade das reaes, que se consegue entre outras formas pelos fenmenos de polarizao e passivao, os quais, associados aos processos de proteo, proporcionam a utilizao econmica e segura dos materiais metlicos.

    Dos processos de proteo

    anticorrosiva utilizados, a pintura industrial constitui o de maior importncia se considerados os aspectos de viabilidade tcnica e econmica e extenso de sua aplicao.

    As perdas indiretas so mais

    difceis de serem avaliadas, mas pode-se afirmar que, em muitos casos, totalizam custos mais elevados do que aqueles causados por perdas diretas. Pode-se citar como exemplo de perdas indiretas:

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    a) Paralisaes acidentais, para limpeza de permutadores ou trocadores de calor ou para substituio de tubos corrodos, podem custar relativamente pouco, mas a parada da unidade representa grandes custos no valor da produo; b) Perda de produto, como perdas de leo, gs ou gua atravs de tubulaes corrodas; c) Perda de eficincia proveniente da diminuio da transferncia de calor atravs de depsitos ou produtos de corroso, como no caso de caldeiras de trocadores de calor; d) Perda de carga em tubulaes de conduo de gua potvel devida aos depsitos de tubrculos de xido de ferro; e) Contaminao de produtos por sais metlicos provenientes da corroso de embalagens metlicas ou tubulaes metlicas; f) Superdimencionamento nos projetos de reatores, oleodutos, tanques de armazenamento, vasos de presso, etc.

    Em alguns setores, embora a

    corroso no seja muito representativa em termo de custo direto deve-se levar em considerao o que ela pode representar em:

    a) Questes de segurana: corroso localizada muitas vezes resulta em fraturas repentinas de partes crticas de equipamentos, avies e pontes causando alm de perdas materiais, perdas de vidas humanas; b) Interrupo de comunicaes: corroso em cabos telefnicos e em sistemas de telecomunicaes; c) Preservao de monumentos de valor histricos inestimvel: corroso atmosfrica acelerada pelos poluentes atmosfricos como xidos de enxofre que formam cido sulfuroso e sulfrico, componentes da chuva cida que no s ataca materiais metlicos, mas tambm ocasiona a deteriorao de materiais no metlicos como mrmores e argamassa de cimento, usados em obras de grande importncia histrica;

    d) Inconvenientes para o ser humano: a odontologia e diferentes setores da medicina utilizam diferentes materiais metlicos sob a forma de instrumental cirrgico, restauraes, prteses e implantes cirrgicos, para consolidao de fraturas sseas que devem resistir ao corrosiva do soro fisiolgico (soluo aquosa com cerca de 1% de cloreto de sdio); e) Conservao de reservas naturais: tendo em vista a destruio dos materiais metlicos pela corroso, h necessidade de produo adicional para repor o que foi destrudo. 2.3 TIPOS DE PROCESSOS DE CORROSO

    De uma forma geral, os processos corrosivos podem ser classificados em dois grandes grupos, abrangendo a maior parte dos casos de deteriorao por corroso existente na natureza.

    Esses grupos podem ser assim denominados: 2.3.1 CORROSO ELETROQUMICA

    Corroso eletroqumica um

    processo que se realiza na presena de gua, em geral na temperatura ambiente, devido formao de uma pilha ou clula de corroso. Tambm denominada corroso em meio aquoso.

    A pilha de corroso eletroqumica constituda de quatro elementos fundamentais:

    rea andica: superfcie onde se verifica o desgaste (reaes de oxidao); rea catdica: superfcie protegida onde no h desgaste (reaes de reduo); Eletrlito: soluo condutora ou condutor inico, que envolve simultaneamente as reas andicas e catdicas; Ligao eltrica: entre as reas andicas e catdicas.

    Os processos de corroso eletroqumica so os mais freqentes na natureza e se caracterizam basicamente por:

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    a) Realizarem-se necessariamente na presena de gua. b) Realizarem-se em temperaturas abaixo do ponto de orvalho, sendo a grande maioria na temperatura ambiente. c) Realizarem-se devido formao de pilhas de corroso.

    Como conseqncia do funcionamento das pilhas tem-se a reao de oxidao em um local e a reao de reduo em outro, havendo um deslocamento dos eltrons envolvidos entre os dois locais. 2.3.2 CORROSO QUMICA

    Tambm denominada corroso em meio no - aquoso ou corroso seca. Esses processos so menos freqentes na natureza e surgiram basicamente com a industrializao, envolvendo operaes em temperaturas elevadas. Tambm conhecidos como corroso ou oxidao em altas temperaturas.

    Tais processos corrosivos se caracterizam basicamente por:

    a) Realizarem-se necessariamente na ausncia de gua. b) Realizarem-se devido interao direta entre o metal e o meio corrosivo, no havendo deslocamento de eltrons, como no caso das pilhas de corroso eletroqumica.

    Pode-se ter a presena de substncias agressivas associadas a temperaturas elevadas. Algumas substncias agressivas atuam no estado de gs ou vapor, e outras fundidas. Entre os meios corrosivos a altas temperaturas esto: enxofre e gases contendo enxofre, hidrognio, vapor de gua, amnia NH3, carbono e gases contendo carbono, cinzas de leos combustveis contendo enxofre, sdio e vandio. 2.4 CLASSIFICAO DE PROCESSOS CORROSIVOS A classificao dos processos corrosivos pode ser apresentada segundo diferentes pontos de vista, tendo-se em relao:

    s formas da corroso: Uniforme, placas, alveolar, puntiforme, intergranular, trasgranular, filiforme, esfoliao, graftica, dezincificao, em torno de solda e empolamento pelo hidrognio. Ao mecanismo eletroqumico de corroso: Corroso galvnica e corroso eletroltica. s condies operacionais: Corroso sob tenso fraturante, corroso sob fadiga, corroso sob atrito, corroso eroso, corroso por pilhas de concentrao e corroso por aerao diferencial. Ao meio corrosivo: Corroso atmosfrica, pelo solo, pela gua, por microorganismos e em temperaturas elevadas. 2.5 FORMAS DE CORROSO A corroso pode ocorrer, quanto ao aspecto, sob diferentes formas, e o conhecimento das formas muito importante no estudo de um processo corrosivo. A caracterizao da forma de corroso auxilia bastante no esclarecimento do mecanismo e na aplicao de medidas adequadas de proteo. Uniforme: a corroso se processa em toda a extenso da superfcie, ocorrendo perda uniforme de espessura, com formao, como no caso do ferro, de escama de ferrugem. chamada, por alguns de corroso generalizada, o que no aceito de maneira ampla, pois se pode ter tambm corroso por alvolos ou pites, de maneira generalizada em toda a superfcie metlica. Placas: a corroso se localiza em regies da superfcie metlica e no em toda sua extenso, formando placas com escavaes. Alveolar: a corroso se processa produzindo sulcos ou escavaes semelhantes a alvolos, apresentando fundo arredondado e profundidade geralmente menor que o seu dimetro. Puntiforme: a corroso se processa em pontos ou em pequenas reas localizadas na superfcie metlica, produzindo pites, que so cavidades apresentando profundidades geralmente maiores que seus dimetros. Em

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    decorrncia do aspecto tem-se a conhecida corroso por pite ou por pitting.

    Deve-se considerar que no existem limites rgidos na diferenciao das formas de corroso alveolar e puntiforme, sendo importante, porm, considerar que elas so entre as quatro formas de corroso apresentadas, as que trazem maiores inconvenientes aos equipamentos, ocasionando perfuraes em reas localizadas.

    Intergranular (intercristalina): a corroso se processa entre os gros da rede cristalina do material metlico. Transgranular (transcristalina): a corroso se processa atravessando os gros da rede cristalina do material metlico.

    Nessas duas formas de corroso,

    embora no haja perda de massa significativa, ocorre o comprometimento das caractersticas mecnicas dos materiais metlicos, os quais perdendo suas propriedades mecnicas podem fraturar quando solicitados por esforos mecnicos tendo-se ento, a corroso sob tenso fraturante, chamada tambm, corroso sob tenso ou por estress.

    Evidentemente elas assumem maior gravidade do que aquelas anteriormente apresentadas. Quando a solicitao mecnica permanentemente aplicada tem-se a corroso sob tenso fraturante e, quando a solicitao cclica, isto , no constante, tem-se a corroso sob fadiga, tendo-se, nos dois casos, fraturas no material metlico. As ligas de cobre em presena de solues amoniacais e solicitaes mecnicas sofrem facilmente a corroso sob tenso fraturante.

    Filiforme: a corroso se processa sob a forma de filamentos que se propagam em diferentes direes, porm no em profundidade. Ocorre geralmente em superfcies metlicas com revestimentos a base de estanho, nquel, e outros, ou no metlico (tintas), em presena de umidade relativa elevada, da ordem de 85% e revestimentos mais permeveis a penetrao de oxignio e gua. Ela se inicia, comumente, em risco, ou falhas, em revestimentos, que atinjam o substrato, isto , a superfcie metlica.

    Embora no ocasionando grande perda de massa do material metlico, produzem nas superfcies pintadas, os filamentos que fazem com que a pelcula de tinta se desprenda. Esfoliao: a corroso se processa em diferentes camadas e o produto de corroso, formado entre a estrutura de gros alongados, separa as camadas ocasionando o inchamento do material metlico. Corroso graftica: a corroso se processa no ferro fundido cinzento e o ferro metlico convertido em produtos de corroso, restando grafite intacta. Observa-se que a rea corroda fica com aspecto escuro, caracterstico da grafite, que pode ser facilmente retirada com uma esptula. Em tubulaes de ferro fundido para conduo de gua potvel, observa-se que, mesmo com corroso graftica, a espessura da parede permanece com a sua dimenso praticamente original. Dezincificao: a corroso que ocorre em ligas de cobre-zinco (lates) observando-se o aparecimento de regies com a colorao avermelhada, devida ao cobre, contrastando com a caracterstica colorao amarela dos lates.

    A corroso graftica e a dezincificao podem ser consideradas exemplo de corroso seletiva, pois se tem a corroso preferencial do ferro e zinco respectivamente.

    Em torno de solda: a corroso que se observa ao longo e ligeiramente, afastada do cordo de solda. Empolamento pelo hidrognio: embora no sendo considerados por alguns autores como forma de corroso, comum estud-los em livros de corroso, pois o hidrognio atmico, causador do processo, pode ser originado da corroso do material metlico. O hidrognio atmico, H, penetra no ao carbono e como tem pequeno volume atmico, difundi-se rapidamente para o interior do material metlico e em regies com descontinuidades, como incluses e vazios, ele se transforma em hidrognio molecular (H2), no mais se difundindo, exercendo presso e originando a formao de bolhas no material metlico, da o nome de empolamento.

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    2.6 MECANISMO ELETROQUMICO DE CORROSO

    Oxidao a perda de eltrons por uma espcie qumica e reduo o ganho de eltrons. Assim quando o ferro (Fe) atacado por cidos, como, por exemplo: clordrico ou muritico (HCl), obtem-se as reaes de oxi reduo; Fe Fe2+ + 2e- (oxidao) 2H+ +2e- H2 (reduo) Fe + 2H+ Fe2+ + H2 (oxi-reduo) No caso de um metal qualquer tem-se a equao geral de oxidao: M Mn+ + ne- (n= nmeros de eltrons perdidos; e= eltrons) Logo, quando os metais perdem eltrons, eles se oxidam, sofrendo, portanto corroso.

    Verifica-se, experimentalmente, que os metais apresentam diferentes tendncias a oxidao.

    Assim em presena de ar e umidade verifica-se que o ferro se oxida mais do que o nquel e o ouro no se oxida.

    , portanto, de grande ajuda para o estudo de processos eletroqumicos de corroso dispor os metais em tabela que indique a ordem preferencial de ceder eltrons. Essa tabela conhecida por tabela de potenciais de oxidao, sendo o sistema formado pelo metal e a soluo vizinha do metal.

    Quando se tem necessidade de unir dois materiais metlicos de potenciais diferentes, a consulta tabela de potenciais de grande utilidade.

    Essas tabelas permitem caracterizar o material que ter tendncia a funcionar como nodo (aquele que ser corrodo). Em alguns casos se procura, quando for inevitvel a juno de dois materiais metlicos diferentes, fazer em um deles um revestimento metlico que permita uma aproximao de potenciais, diminuindo portanto a diferena de potenciais e conseqentemente o processo corrosivo ou

    revestir totalmente os dois materiais com tinta ou plstico como o teflon. Os potenciais se alteram com mudana da soluo do meio corrosivo, e como estes so vrios, nem sempre so encontrados dados suficientes na literatura especializada que permitam caracterizar o material que funcionar como anodo. Neste caso devem ser realizadas experincias com alguns pares metlicos, no meio corrosivo em que o equipamento ir operar, para se determinar o potencial e a rea andica. TABELA DE POTENCIAIS DE OXIDAO

    EXTREMIDADE ANDICA (MENOS NOBRE)

    1 - Magnsio e suas ligas; 2 - Zinco; 3 - Alumnio comercialmente puro (1100); 4 - Cdmio; 5 - Liga de alumnio (4,5 Cu, 1,5 Mg. 0,6 Mn); 6 - Ao carbono; 7 - Ferro fundido; 8 - Ao inoxidvel (13 Cr ativo); 9 - Ni-Resistente (ferro fundido com alto nquel); 10 - Ao inoxidvel (ativo) AISI-304 (18-8 Cr-Ni); 11 - Ao inoxidvel (ativo) AISI-316 (18-10-2 Cr-Ni-Mo); 12 - Liga de chumbo e estanho (solda); 13 - Chumbo; 14 - Estanho; 15 - Nquel (ativo); 16 - Inconel (ativo); 17 - Lates (Cu-Zn); 18 - Cobre; 19 - Bronze (Cu-Sn); 20 - Cupro nqueis (60-90 Cu, 40-10 Ni); 21 - Monel (70 Ni 30 Cu); 22 - Solda prata; 23 - Nquel (passivo); 24 - Inconel (passivo); 25 - Ao inoxidvel ao cromo (11-13 Cr passivo) 26 - Ao inoxidvel AISI-304 (passivo); 27 - Ao inoxidvel AISI-316 (passivo); 28 - Prata; 29 - Titnio; 30 - Grafite; 31 - Ouro; 32 - Platina.

    EXTREMIDADE CATDICA (MAIS NOBRE)

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    Nota: nesta srie, os materiais agrupados apresentam pequena diferena de comportamento na gua do mar. 2.6.1 CORROSO GALVNICA

    Resulta do acoplamento de materiais metlicos com diferentes potenciais quando colocados acoplados em presena de um eletrlito (exemplo: gua do mar), gerando uma transferncia de cargas eltricas de um para o outro, por terem potenciais eltricos diferentes.

    Ela se caracteriza por apresentar corroso localizada prxima regio do acoplamento, ocasionando profundas perfuraes no material metlico que funciona como nodo. Quando materiais metlicos de potenciais eltricos diversos esto em contato, a corroso do material metlico que funciona como anodo muito mais acentuada que a corroso isolada deste material sob ao do mesmo meio corrosivo.

    Exemplos que permitem explicar o mecanismo da corroso galvnica, da proteo catdica com nodos de sacrifcio ou galvnicos e a natureza do produto de corroso so as pilhas formadas pelos metais ferro, cobre e zinco, usando-se como eletrlito gua salgada. Pilha Fe-Cu: consultando-se a tabela de potenciais, verifica-se, que o ferro tem maior potencial de oxidao, logo ser o nodo e o cobre Ctodo. Fe Fe2+ + 2e-

    Ctodo: reaes de reduo possveis, em meio neutro.

    Produto de corroso: ons Fe2+ e OH-

    migram e formam o produto de corroso Fe (OH)2, hidrxido de ferro (ll). Esse hidrxido sofre transformaes e de acordo com o teor de oxignio pode-se ter: em meio deficiente de oxignio, a

    formao de magnetita, Fe3 O4, que

    verde quando hidratada e preta quando anidra;

    em meio aerado tem-se a oxidao do hidrxido de ferro (II), com a formao de hidrxido de ferro (III), Fe (OH)3, que pode ser escrito tambm sob a forma de Fe2O3.H2O. Podem-se tambm considerar as

    reaes de corroso do ferro, em presena de umidade e oxignio:

    As reaes explicam as coloraes observadas na corroso atmosfrica do ferro ou suas ligas, onde se observa que o produto de corroso ou ferrugem apresenta, na sua parte inferior, isto , aquela em contato imediato com o metal, colorao preta, ou verde escuro, caracterstica do Fe(OH)2 ou Fe3O4, e na parte superior, aquela em contato com mais oxignio, colorao alaranjada tpica do Fe2O3.H2O. Pilha Zn-Fe: consultando-se a tabela de potenciais verifica-se que o zinco tem maior potencial de oxidao, logo zinco ser anodo e o ferro ctodo. nodo: oxidao de zinco Zn Zn2+ + 2e- Ctodo: mesmas reaes anteriormente apresentadas para a pilha Fe Cu. Produto de Corroso:

    Verifica-se, nesse caso, que o ferro

    no sofreu corroso, permanecendo protegido por ter funcionado como ctodo de uma pilha galvnica. Pode-se concluir, portanto, que: 1) O metal que funciona como ctodo fica protegido, isto no sofre corroso. Esta concluso explica o mecanismo da proteo catdica com nodos de sacrifcio ou galvnicos, bem como a razo de serem usados magnsio, alumnio e zinco como nodos para proteo do ferro: da o grande

    4Fe + 2O2 + 4H2O 4Fe (OH)2 2Fe + 3/2O2 + H2O Fe2O3.H2O

    Zn+2 + 2OH- Zn (0H)2 (hidrxido de zinco, branco)

    2H2O + 2e- H2 + 2OH (no aerado)

    H2O + O2 + 2e- 2OH- (aerado)

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    uso de nodos de zinco, alumnio e magnsio para a proteo catdica, como anodos de sacrifcio, para cascos de navios, tanques de armazenamento de petrleo ou tanques de navio que apresentam lastros de gua salgada, estacas de plataformas martimas etc. 2) A ligao entre materiais metlicos deve ser precedida de consulta tabela de potenciais ou as tabelas prticas a fim de se prever a possibilidade de caracterizao do nodo e do ctodo, da pilha possivelmente resultante e indicao de medidas protetoras.

    Pode-se estabelecer uma pilha em que se tenha como fonte doadora de eltrons, no um metal, como visto nos casos anteriores, mas sim uma fonte de corrente contnua para imprimir a corrente necessria para proteo. Essas fontes so, mais freqentemente, retificadoras de correntes e, menos usuais, baterias convencionais, baterias solares e termo geradores. Nesse caso a estrutura a ser protegida colocada como ctodo da pilha usando-se anodos inertes, para fechar o circuito eltrico. Os nodos mais usados so: Grafite, ferro silcio e magnetita: no

    solo. Ligas de ferro-silcio-cromo, e

    chumbo-antimnio prata, titnio platinizado e nibio platinizado: em gua do mar.

    Essa proteo chamada proteo catdica por corrente impressa ou forada. Ela tem um campo de aplicao maior do que a proteo catdica com nodos de sacrifcio, aplicando se em estruturas situadas em eletrlitos ou meios de baixa, e alta resistividade. E muito usada em grandes instalaes como oleodutos, gasodutos, adutoras e estacas de peres de atracao. 2.6.2 CORROSO ELETROLTICA

    Corroso por eletrlise ou eletroltica ou corroso por correntes de fuga, ocorre em tubulaes enterradas, como oleodutos, gasodutos, adutoras, minerodutos e cabos telefnicos.

    Definida como sendo a deteriorao de um material metlico forado a funcionar como nodo ativo de uma clula ou pilha eletroltica. Geralmente as reas corrodas se

    apresentam livre do produto de corroso e, como uma forma de corroso localizada, em pouco tempo tem-se a formao de pites ou alvolos com a conseqente perfurao das tubulaes. Logo, pode-se concluir que as reas corrodas sero aquelas em que as correntes de fuga saem da tubulao, ou instalao metlica, para o eletrlito ou meio ambiente (solo ou gua). As medidas mais usuais de proteo so: drenagem de corrente, aterramento adequado de mquinas de solda, emprego de revestimento e emprego de proteo catdica. Essas medidas podem ser usadas isoladas ou conjuntamente.

    Quando elas atingem instalaes metlicas enterradas podem ocasionar corroso nas reas onde abandonam essas instalaes para retornar ao circuito original atravs do solo ou da gua. 2.6.3 CORROSO SOB ATRITO Se as duas superfcies, em contato e sob carga, das quais pelo menos uma metlica, for sujeita a pequenos deslizamentos relativos, originados comumente por vibraes, observa-se a corroso sob atrito, tambm chamada corroso sob frico ou corroso por atrito oscilante.

    Na pilha formada a regio andica, portanto corroda, aquela onde a concentrao do on metlico menor, e a regio catdica aquela onde a concentrao do on metlico maior. comum ocorrer essa pilha quando se tm superfcies metlicas superpostas e em contato, havendo, entre elas, pequenas frestas por onde o eletrlito possa penetrar. Ocorre tambm no contato entre superfcies metlicas e no metlicas, desde que haja frestas. A fresta deve ser suficientemente estreita para manter o meio corrosivo estagnado e suficientemente larga para permitir que o meio corrosivo penetre nela. Conhecendo-se o mecanismo desse processo corrosivo, entende-se perfeitamente porque se procura como medidas de proteo: Usar massas de vedao, ou

    selantes, base de silicones, epxi ou asfalto em locais onde possa

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    haver formao de frestas e presena de eletrlito.

    2.6.4 CORROSO POR AERAO DIFERENCIAL

    a corroso que ocorre quando se tem um mesmo material metlico em contato com um eletrlito diferentemente aerado. Na pilha de aerao diferencial o nodo a rea menos aerada e o ctodo a mais aerada. As reaes que se passam na corroso por aerao diferencial so:

    A ferrugem, Fe2O3.H2O, vai-se

    formar numa regio intermediria entre a rea catdica e a andica.

    uma corroso localizada e,

    portanto, produz ataque acentuado em determinadas regies ocorrendo formao de pites ou alvolos.

    A corroso por aerao diferencial responsvel por grande nmero de casos de corroso nas mais variadas instalaes e equipamentos industriais.

    Na juno de peas metlicas por rebites ou parafusos podem existir frestas e, como nessas frestas a aerao pequena, resulta uma baixa concentrao de oxignio no eletrlito que se encontra em contato com o metal fora das frestas. Nota-se, que a rea mais atacada, ou corroda no interior das frestas.

    Em estruturas metlicas colocadas no mar, como estacas de peres de atracao e plataformas submarinas para prospeco de petrleo, observa-se corroso mais acentuada na faixa de variao de mar e de respingos. Pode-se justificar este admitindo-se que alm, por exemplo, da ao mecnica da gua do mar associada com ondas haja a formao de pilhas de aerao diferencial, cujas reas andicas vo se

    deslocando conforme a mar vai subindo ou descendo.

    Para evitar esta corroso, tem sido bastante usado, com bons resultados, o emprego de revestimento com massa epxi a dois componentes, aplicado nas estacas j montadas: faz-se na rea de variao de mar o jateamento e a seguir aplica-se a massa epxi, que polimeriza mesmo debaixo da gua, atingindo-se espessura de cerca de 3 mm. Para proteo das partes sempre submersas recomenda-se o uso de proteo catdica, principalmente por corrente impressa ou forada.

    Observam-se tambm, casos de corroso por aerao diferencial em tubulaes que, embora totalmente enterradas, atravessam solos com regies de composio diferentes, que permitem uma maior ou menor permeabilidade, com conseqente diferena de aerao. Procura-se evitar a colocao de tubulaes parcialmente enterradas, a fim de no ocorrer corroso por aerao diferencial: as regies mais atacadas so aquelas localizadas pouco abaixo do nvel do solo.

    Costuma-se tambm observar problemas de corroso por aerao diferencial em tubulaes onde h possibilidade de deposio de partculas slidas, como xidos, areia, crescimento biolgico. Alguns chamam este caso de corroso sob depsito. Evidentemente as regies sob esses slidos funcionaro como reas andicas devido ao menor teor de oxignio.

    Em tubulaes de condensadores e trocadores, ou permutadores, de calor pode ocorrer essa corroso quando partculas slidas ficam aderentes superfcie interna dos tubos e a pequena velocidade de circulao da gua no provoca o deslocamento das mesmas. Da, para evitar a corroso por aerao diferencial nesses equipamentos, recomenda-se velocidade adequada para a gua e conservao dos tubos limpos.

    Casos de corroso por aerao diferencial tm sido observados em chapas de alumnio e de ao galvanizado superpostas em presena de umidade: observa-se a formao de um resduo esbranquiado, nas reas confinadas, portanto menos aeradas. No caso do alumnio h formao de xido de alumnio poroso e no-aderente, ficando as regies

    rea andica (onde ocorre a corroso) Fe Fe2+ + 2e- (menos aerada) rea catdica (mais aerada) H2O + 2e- + 1/2 O2 2OH-

    Fe2+ + 2OH- Fe (OH)2 2Fe (OH)2 + O2 + H2O Fe2O3.H2O

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    corrodas com maior rugosidade e conseqentemente com aspecto diferente nas regies no atacadas. No caso de ao galvanizado, h formao de xido de zinco ou carbonato de zinco, brancos, e formados nessas condies, no aderente e, portanto no protetores. As chapas de zinco nessas regies perdem seu aspecto original. Devido ao resduo branco formado, esse processo conhecido como corroso ou oxidao branca do ao galvanizado e freqente em peas recentemente galvanizadas quando indevidamente embaladas ou armazenadas, em ambientes de umidade relativa elevada.

    Tanques ou reservatrios de ao, apoiados no solo, devem ser devidamente instalados para se evitar a presena de frestas, que poderiam ocasionar corroso por aerao diferencial no fundo dos mesmos, nas superfcies em contato com o solo.

    Os processos de corroso por concentrao inica e por aerao, quando no se observam certas precaues, so freqentes e, por isso, tm muita importncia as seguintes medidas que visam minimizar as possibilidades de ocorrncia de condies causadoras:

    Reduzir, ao mnimo necessrio, a

    possibilidade de frestas, principalmente em meios aquosos, contendo eletrlitos ou oxignio dissolvidos;

    Especificar juntas de topo e ressaltar a necessidade de penetrao completa do metal de solda, para evitar a permanncia at mesmo de pequenas fendas;

    Usar soldas contnuas; Usar juntas soldadas ao invs de

    juntas parafusadas ou rebitadas; Impedir a penetrao do meio

    corrosivo nas frestas por meio de massas de vedao ou selagem;

    Evitar frestas entre um isolante e o material metlico;

    Evitar cantos, reas de estagnao ou outras regies favorveis acumulao de slidos;

    Especificar desenhos que permitam uma fcil limpeza da superfcie, aplicao de revestimentos protetores e completa drenagem;

    Estabelecer uma rotina de freqente e completa limpeza nas reas

    metlicas sujeitas ao acmulo de depsitos e incrustaes;

    Remover slidos em suspenso; Usar filtros adequados nas linhas de

    gua dos trocadores ou permutadores de calor para evitar obstrues locais, dentro dos tubos dos trocadores, que podem iniciar corroso sob depsito ou resultar em turbulncia local;

    Indicar, no projeto e operao de trocadores tubulares de calor, um fluxo uniforme de lquido com velocidade adequada e com um mnimo de turbulncia e entrada de ar;

    No usar embalagens que sejam feitas de material absorvente, exceto aquelas impregnadas com inibidor de corroso;

    Evitar o uso de madeira, ou material que fique facilmente umedecido e retenha gua, como apoio para superfcies metlicas como chapas, tubos e pilares;

    Procurar, limitado pelas dimenses, usar tanques ou reservatrios apoiados em pilares e no no solo.

    2.7 MEIOS CORROSIVOS Os meios corrosivos no campo da corroso eletroqumica so responsveis pelo aparecimento de eletrlito.

    O eletrlito uma soluo eletricamente condutora constituda de gua contendo sais, cidos ou bases, ou ainda outros lquidos como sais fundidos. 2.7.1 PRINCIPAIS MEIOS CORROSIVOS Os principais meios corrosivos e respectivos eletrlitos so: Atmosfera: o ar contm umidade, sais em suspenso (especialmente na orla martima), gases industriais (especialmente gases de enxofre), poeira, etc. O eletrlito constitui-se da gua que condensa na superfcie metlica, na presena de sais ou gases de enxofre. Outros constituintes como poeira e poluentes diversos, podem acelerar o processo corrosivo;

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    Solos: os solos contm umidade e sais minerais. Alguns solos apresentam tambm caractersticas cidas ou bsicas. O eletrlito constitui-se principalmente da gua com sais dissolvidos. guas naturais (dos rios, dos lagos ou do subsolo): estas guas podem conter sais minerais, eventualmente cidos ou bases, resduos industriais, poluentes diversos e gases dissolvidos. O eletrlito constitui-se principalmente da gua com sais dissolvidos. Os outros constituintes podem acelerar o processo corrosivo.

    gua do mar: esta gua contm uma quantidade aprecivel de sais, sendo desta forma um eletrlito por excelncia. Outros constituintes como gases dissolvidos, podem acelerar o processo corrosivo.

    Produtos qumicos: os produtos qumicos, desde que em contato com gua ou com umidade e sendo ionizveis, formam um eletrlito, podendo provocar corroso eletroqumica.

    2.7.2 CLASSIFICAO DE AMBIENTES CORROSIVOS Os ambientes corrosivos ou as condies que favorecem a corroso podem ser descritos da seguinte forma: ATMOSFERA a) Atmosfera marinha: sobre o mar e na orla martima (at 500 metros da praia), com ventos predominantes na direo da estrutura a ser pintada;

    b) Atmosfera prxima orla marinha: aquela situada alm de 500 metros da praia e at aonde os sais possam alcanar; c) Atmosfera industrial: envolvem regies com muitos gases provenientes de combusto, particularmente gases oriundos de combustveis com alto teor de enxofre e outros processos industriais;

    d) Atmosfera mida: locais com umidade relativa do ar mdia acima de 60%, com predominncia de valores superiores a 75%;

    e) Atmosfera urbana e semi-industrial: ocorre nas cidades onde se tem uma razovel quantidade de gases provenientes de veculos automotores e uma indstria razoavelmente desenvolvida; f) Atmosfera rural e seca: locais, em geral no interior, onde no h gases industriais ou sais em suspenso e a umidade relativa do ar se apresenta com valores sempre baixos.

    IMERSO a) Lquidos aquosos: a agressividade depender da resistividade eltrica, que funo da presena de sais ou gases dissolvidos. A pior condio, neste caso, a gua salgada aerada.

    b) Derivados de petrleo: so de modo geral pouco agressivos, com exceo do espao de vapor em tanques de armazenamento que pode conter H2S e tornar-se bastante agressivo e do petrleo bruto, sempre associado gua salgada. c) Produtos qumicos: a agressividade depender da presena de gua ou de umidade e do grau de ionizao da substncia qumica. 2.7.3 CLASSIFICAO DE AMBIENTES E CONDIES CORROSIVAS A fim de facilitar a seleo dos esquemas de pintura, os ambientes e condies corrosivas sero agrupados em cinco tipos, apresentados a seguir: Atmosfera altamente agressiva: considerada atmosfera altamente agressiva a atmosfera marinha e industrial ou ainda a mida, quando conjugada com qualquer uma das anteriores;

    Imerso: a imerso envolve quatro subcasos: imerso em gua salgada; imerso em gua doce; imerso em produtos de petrleo; imerso em produtos qumicos;

    Superfcies quentes: as superfcies quentes envolvem quatro subcasos: de 80 a 120C;

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    de 120 a 250C; de 250 a 500C; acima de 500C;

    Atmosfera medianamente agressiva: so consideradas atmosferas medianamente agressivas a atmosfera mida, a urbana e a semi-industrial. Esto includos neste caso locais junto orla martima, com afastamento superior a 500 metros (m), desde que no recebam os ventos predominantes na direo da instalao ou da estrutura a ser pintada e seja localizada a nvel prximo do mar;

    Atmosfera pouco agressiva: considerada atmosfera pouco agressiva a atmosfera rural e seca.

    3. PRTICAS DE PROJETO So mtodos que consistem na utilizao de prticas reconhecidas como eficazes na proteo anticorrosiva de equipamentos e instalaes industriais. Todas essas prticas visam, de modo geral, evitar o aparecimento de pilhas de corroso, bem como assegurar um adequado controle da corroso, nos casos em que se torna absolutamente inevitvel a sua existncia. Dentre esses mtodos esto includos: Evitar contato de metais dissimilares: desta forma evita-se o aparecimento de pilhas galvnicas; Evitar frestas: desta forma evita-se o aparecimento de pilhas de aerao diferencial e concentrao diferencial; Evitar grande relao entre rea catdica e rea andica: quando existirem reas andicas e catdicas, as reas andicas devem ser substancialmente maiores que as catdicas, a fim de assegurar uma menor taxa de corroso e, conseqentemente, um desgaste menor e mais uniforme nas reas andicas; Prever sobreespessura de corroso: os equipamentos devem ser projetados prevendo-se uma sobreespessura de material, que ser consumida durante a vida til do equipamento, em virtude dos processos corrosivos. A sobreespessura de

    corroso uma prtica de projeto bastante aplicvel quando o equipamento ou a instalao estiverem sujeitos a um processo corrosivo uniforme e generalizado. Quando a corroso se processa de forma localizada, a sobreespessura de corroso perde totalmente o significado, no havendo aumento significado no desempenho do equipamento; Evitar cantos vivos: os cantos vivos so regies onde os revestimentos e pelculas protetoras so de maior dificuldade de aplicao e mais facilmente danificveis, sendo, portanto, boa prtica evit-los; Prever fcil acesso para manuteno s reas suscetveis corroso: os equipamentos ou instalaes devem possuir acesso s regies sujeitas a corroso, a fim de que possam ser inspecionadas periodicamente e realizados os trabalhos de manuteno necessrios; Prever soldas bem acabadas: soldas com falta de penetrao e outros defeitos superficiais podem propiciar o acmulo de fluidos, depsito de slidos (rebarbas), alm de contriburem para o aparecimento de concentrao de tenses. Como se sabe, as soldas so regies mais propensas corroso, por dois aspectos principais: em primeiro lugar, o metal de adio possui quase sempre caractersticas diferentes do metal de base, e, em segundo lugar, as tenses introduzidas pela soldagem junto ao cordo de solda tornam essas regies mais suscetveis corroso; Evitar mudanas bruscas de direo no escoamento de fluidos contendo slidos em suspenso: fluidos contendo slidos em suspenso provocam eroso em regies onde haja mudanas bruscas de direo. O desgaste do material poder ser ainda mais acelerado quando o processo erosivo for acompanhado de corroso; Prever drenagem de guas pluviais: as guas pluviais, ou de qualquer outra origem, quando retidas em contato com a superfcie metlica, aceleram os processos corrosivos. A fim de evitar a presena de gua, deve-se prever declividade nas chaparias planas e perfis, posicionar corretamente os perfis a fim

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    de no acumularem gua, prever furos para escoamento da gua, etc.; Evitar regies em contato entre si (apoiadas), onde no haja estanqueidade e acesso para a pintura: a entrada e o conseqente acmulo de eletrlito entre as duas superfcies podem provocar forte processo corrosivo. 4. REVESTIMENTOS PROTETORES So pelculas aplicadas sobre a superfcie metlica, que dificultam o contato da superfcie com o meio corrosivo, objetivando minimizar a degradao da mesma pela ao do meio. O principal mecanismo de proteo dos revestimentos por barreira, mas, dependendo da sua natureza, poder tambm proteger por inibio andica ou por proteo catdica. O tempo de proteo dado por um revestimento depende do tipo de revestimento (natureza qumica), das foras de coeso e adeso, da sua espessura e da permeabilidade passagem do eletrlito atravs da pelcula. Influenciar, tambm, neste tempo, o mecanismo de proteo. Assim, se a proteo somente por barreira, to logo o eletrlito chegue a superfcie metlica, iniciar o processo corrosivo, enquanto que, se houver um mecanismo adicional de proteo (inibio andica ou proteo catdica), haver um prolongamento da vida do revestimento. 4.1 MECANISMOS DE PROTEO Os revestimentos, quando aplicados sobre a superfcie metlica, tendem a separar a superfcie do meio corrosivo, esta separao ser to mais longa quanto for o tempo para que o eletrlito chegue ao metal protegido. Esta proteo denominada de proteo por barreira ou por retardamento do movimento inico. Em virtude da porosidade da pelcula, depois de algum tempo, o eletrlito chegar superfcie metlica e iniciara um processo corrosivo.

    Desta forma, a falha do revestimento d-se sempre por corroso embaixo da pelcula, com exceo, claro, dos casos em

    que a prpria pelcula atacada pelo meio corrosivo ou danificada por aes mecnicas. A durao de um revestimento pode ser ampliada quando se possui pigmentos inibidores, como o caso das tintas de fundo contendo cromato de zinco, fosfato de zinco, dentre outros, os quais conferem um mecanismo de inibio andica. Outra forma de ampliar a vida de um revestimento quando ele possui um mecanismo adicional de proteo denominado proteo catdica. Neste caso, forma-se uma pilha galvnica entre o metal de base e o metal ou pigmento metlico do revestimento. Este fato ocorre quando se utiliza revestimento metlico menos nobre que o metal a se proteger, ou tintas com pigmento de zinco. Para que a proteo seja efetiva, faz-se necessria presena do eletrlito, para que a pilha de ao galvnica ocorra. 4.2 REVESTIMENTOS METLICOS Consistem na interposio de uma pelcula metlica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. Os mecanismos de proteo das pelculas metlicas podem ser: por barreira, por proteo catdica, entre outros. As pelculas metlicas protetoras, quando constitudas de um metal mais catdico que o metal de base, devem ser perfeitas, ou seja, isentas de poros, trincas, etc., para que se evite que diante de uma eventual falha provoquem corroso na superfcie metlica do metal de base, ao invs de evit-la. As pelculas mais andicas podem ser imperfeitas porque elas conferem proteo catdica superfcie do metal base. Os processos de revestimentos metlicos mais comuns so: Cladizao: os clads constituem-se de chapas de um metal ou ligas, resistentes a corroso, revestindo e protegendo um outro metal com funo estrutural. Os clads mais usados nas indstrias qumica, petroqumica e de petrleo so os de monel, ao inoxidvel e titnio sobre ao carbono;

    Deposio por imerso a quente: pela imerso a quente obtm-se, entre outras, as superfcies zincadas e as estanhadas. O

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    processo de zincagem por imerso tambm denominado de galvanizao;

    Metalizao: o processo por meio do qual se deposita sobre uma superfcie, previamente preparada (jateamento Sa 2 ), camadas de materiais metlicos. Os metais de deposio so fundidos em uma fonte de calor gerada no bico de uma pistola apropriada, por meio de combusto de gases, arco eltrico, plasma ou por detonao. Por metalizao fazem-se revestimentos com zinco, alumnio, chumbo, estanho, cobre e diversas ligas;

    Eletrodeposio: consiste na deposio eletroltica de metais que se encontram sob a formar inica em um banho. A superfcie a revestir colocada no Ctodo de uma clula eletroltica. Por eletrodeposio comum revestir-se com cromo, nquel, ouro, prata, cobre, estanho e, principalmente, cdmio, que, por ser um metal muito txico, aplicado por este processo;

    Deposio qumica: consiste na deposio de metais por meio de um processo de reduo qumica. Por este processo comum revestir-se com cobre e nquel. So os denominados cobre e nquel qumico, muito utilizados em peas com formato delicado e cheias de reentrncias. 4.3 REVESTIMENTOS NO-METLICOS INORGNICOS Consistem na interposio de uma pelcula no-metlica inorgnica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. Os mecanismos de proteo so, essencialmente, por barreira e por inibio andica. Anodizao: consiste em tornar mais espessa a camada protetora passivante existente em certos metais, especialmente no alumnio. A oxidao superficial pode ser por banhos oxidantes ou processo eletroltico. O alumnio anodizado um exemplo muito comum da anodizao;

    Cromatizao: consiste na reao da superfcie metlica com solues ligeiramente cidas contendo cromatos. A camada de cromatos passivante aumenta a

    resistncia corroso da superfcie metlica que se quer proteger;

    Fosfatizao: consiste na adio de uma camada de fosfato superfcie metlica. A camada de fosfato inibe processos corrosivos e constitui-se, quando aplicada em camada fina e uniforme, em uma excelente base para pintura, em virtude da sua rugosidade. A fosfatizao um processo largamente empregado nas indstrias automobilsticas, mveis e de eletrodomsticos. Aps o processo de desengraxe da superfcie metlica, aplica-se a fosfatizao, seguindo-se a pintura;

    Revestimentos com argamassa de cimento: consiste na colocao de uma camada de argamassa de cimento, com espessura da ordem de 3 a 6 mm, sobre a superfcie metlica. Este revestimento muito empregado na parte interna de tubulaes e, neste caso, aplicado normalmente por centrifugao. Em tubulaes de grande dimetro comum usar-se um reforo com tela metlica. O revestimento interno com cimento empregado em tubulaes para transporte de gua salgada, em gua de refrigerao, tubulaes de gua de incndio e gua potvel. Se considerarmos os aspectos tcnicos e econmicos, o revestimento com argamassa de cimento e areia a melhor soluo para tubulaes transportando gua salgada;

    Revestimento com vidro: consiste na colocao de uma camada de vidro sobre a superfcie metlica. Esta camada aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados. Consegue-se uma pelcula de alta resistncia qumica, muito utilizada na indstria qumica;

    Revestimento com esmalte vtreo: consiste na colocao de uma camada de esmalte vtreo (vidro + cargas + pigmentos) aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados. Este revestimento usado em alguns utenslios domsticos, em foges, maquinas de lavar, etc.;

    Revestimento com material cermico: consiste na colocao de uma camada de material cermico de alta resistncia a

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    cidos, utilizado principalmente para revestimentos de pisos e canais de efluentes. 4.4 REVESTIMENTOS ORGNICOS Consiste na interposio de uma camada de natureza orgnica entre a superfcie metlica e o meio corrosivo. Os principais revestimentos orgnicos so os seguintes:

    Pintura industrial: um revestimento, em geral orgnico, largamente empregado para o controle de corroso em estruturas areas e para estruturas submersas que possam sofrer manuteno peridica em dique seco, tais com navios, embarcaes, bias, etc.

    S em casos especiais empregado em estruturas enterradas, pela dificuldade de manuteno apresentada nestes casos. Em se tratando de estruturas areas, normalmente a melhor alternativa em termos tcnicos e econmicos para proteo anticorrosiva.

    A pintura um revestimento de pequena espessura, situando-se na faixa de 40 a 500 m (micrometros), sendo que, somente em casos muito especiais, pode-se chegar a 1.000 m.

    Revestimentos com plsticos e plsticos reforados: so revestimentos obtidos atravs da aplicao de diversos tipos de plsticos sobre materiais metlicos, por meio de colagem, deposio ou extruso. Basicamente, todos os plsticos podem ser usados como revestimentos, podendo-se, ainda, em alguns deles usar reforantes como vu de fibra de vidro, escamas de vidro, entre outros;

    Revestimentos com borrachas: consistem no recobrimento da superfcie metlica com uma camada de borracha, utilizando-se o processo de vulcanizao. um revestimento que pode assumir diversas durezas, dependendo do tipo de borracha e do processo de vulcanizao.

    Este revestimento utilizado na indstria qumica em equipamentos e tubulaes que trabalham com meios altamente corrosivos, especialmente cidos. O tipo de borracha selecionado em funo destas caractersticas de agressividade;

    Revestimentos para tubulaes enterradas ou submersas: as tubulaes enterradas ou submersas, oleodutos, gasodutos, adutoras, etc. so, em geral, protegidas contra a corroso por revestimentos de alta espessura.

    O mecanismo bsico de proteo por barreira entre o metal e o meio corrosivo. Por melhor que seja o revestimento, a eficincia sempre inferior a 100% surgindo, ento, a necessidade de complementao com o uso de proteo catdica.

    Estes revestimentos possuem uma srie de caractersticas para que possam cumprir as suas finalidades. Dentre elas podem ser mencionadas:

    Boa e permanente aderncia ao

    tubo; Baixa taxa de absoro de gua; Boa e permanente resistncia

    eltrica (resistividade eltrica); Boa resistncia gua, vapor e

    produtos qumicos; Boa resistncia mecnica; Boa estabilidade sob efeito de

    variao de temperatura; Resistncias acidez, alcalinidade,

    sais e bactrias do solo; Boa flexibilidade, de modo a permitir

    o manuseio dos tubos revestidos e as dilataes e contraes do duto;

    Facilidade de aplicao e reparo; Durabilidade; Economia.

    praticamente impossvel encontrar um revestimento que atenda a todas estas caractersticas com perfeio. So utilizados, ento, aqueles que atendem ao maior nmero de caractersticas, em funo da tubulao que se quer proteger e das caractersticas do meio corrosivo.

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    5. TRATAMENTO DE SUPERFCIE

    A preparao de superfcie para pintura, por limpeza manual e mecnica, envolve trs operaes importantes:

    1 - Inspeo: deve-se proceder a uma inspeo visual geral da superfcie a ser pintada, a fim de assinalar locais onde haja manchas de leos, graxas, gorduras, defeitos superficiais, impregnao de abrasivos, impregnao de abrasivos, bem como avaliao do estado inicial de oxidao. O estado inicial de oxidao usualmente estabelecido com base nos padres Norma SIS 05 59 00 e ISO 8.501-1;

    2 - Limpeza com solvente e remoo de defeitos superficiais: nos locais onde haja manchas de leo, graxa ou gordura, deve-se proceder limpeza com solvente. Estas substncias gordurosas, se no forem removidas, prejudicaro a aderncia da pelcula da tinta. Nos locais onde haja defeitos superficiais, deve-se proceder a remoo por esmerilhamento;

    3 - Limpeza por ao manual e mecnica: aps a limpeza com solvente e a remoo de defeitos superficiais, procede-se a limpeza da superfcie de modo a deixar a superfcie com o grau de limpeza e com o perfil de rugosidade requerida pelo esquema de pintura.

    5.1 GRAUS DE CORROSO A fim de facilitar a caracterizao de

    uma superfcie a ser submetida ao jateamento e de racionalizar a inspeo de aplicao de pintura industrial, a Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8.501-1 estabelecem quatro estados iniciais de oxidao de chapas de ao que apresentam carepa de laminao aderente, tambm comumente denominadas de graus de intemperismo ou oxidao.

    O QUE CAREPA DE LAMINAO?

    As chapas de ao laminadas a quente, so formadas pela laminao dos lingotes aquecidos a uma temperatura em torno de 1250C, o que resulta, por reao com o

    oxignio do ar e a gua de resfriamento, no formato de carepa (ou escama de laminao) conhecida por chapa preta.

    A carepa constituda de uma mistura de xidos de ferro. Parte da carepa de laminao que formada sai durante a laminao e parte fica aderida ao ao, cobrindo toda a chapa de ambos os lados.

    Esta carepa encontrada no apenas em chapas, mas tambm em vigas, tubulaes, vergalhes, etc. sem dvida o pior inimigo da pintura, pois, qualquer sistema de pintura aplicado sobre a carepa, poder se desprender junto com ela.

    A carepa no ao, e sua tendncia natural se desprender do ao.

    Carepa formada no ao: Grau A superfcie de ao com a carepa de laminao aderente intacta, com pouca ou nenhuma oxidao ao longo de sua superfcie. Chapa ou perfil, em geral, recm-sado da laminao. Grau B superfcie de ao com princpio de desprendimento de carepa de laminao devido corroso atmosfrica e dilatao diferencial carepa-metal. Chapa ou perfil com

    Fe2O3 Hematita Fe3O4 Magnetita FeO Wustita Fe0

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    incio de oxidao e da qual a carepa comeou a se desprender ou que sofreu pequena ao de intemperismo. Grau C superfcie de ao onde toda a carepa de laminao foi eliminada e na qual se observa uma corroso atmosfrica uniforme generalizada, sem, contudo, apresentar sinais de formao de cavidades visveis. Chapa ou perfil que sofreu um completo intemperismo desagregando toda a carepa de laminao podendo o restante ser removido por raspagem. Grau D superfcie de ao onde toda a carepa de laminao foi eliminada e na qual se observa uma corroso atmosfrica severa e generalizada, apresentando pits e alvolos. Chapa ou perfil que sofre uma exposio exagerada atmosfera, resultando em processo corrosivo.

    5.2 TIPOS DE LIMPEZA DE SUPERFCIE Os principias tipos de limpeza para a pintura de equipamentos e instalaes industriais, so: Limpeza qumica; Limpeza manual; Limpeza com ferramentas mecnicas

    manuais; Limpeza com jateamento abrasivo; Hidrojateamento; Fosfatizao.

    5.2.1 LIMPEZA QUMICA

    A maioria das graxas e leos so insolveis em gua.

    Existem graxas saponificveis, isto , passveis de serem removidos com uso de produtos alcalinos (soda custica). As peas geralmente so limpas por meio de imerso ou banhos de spray a quente (40 a 60C), em seguida efetuado uma boa lavagem com gua limpa. Alguns tipos de leos minerais no so saponificveis e para a sua remoo se faz necessrio o uso de solventes orgnicos apropriados, ou de tensoativos em formas de solues (Detergentes) que muito eficiente, tambm na remoo de sais e xidos solveis. E muito importante lavar bem as peas aps a aplicao dos tensoativos para remover possveis resduos do mesmo que ir interferir na aderncia da tinta. 5.2.2 DESENGRAXE COM SOLVENTE

    Antes de definir qual a forma de desengraxe a ser usado, importante conhecer o tipo de contaminante a ser removido. Embora pouco eficiente, esse mtodo ainda muito utilizado para remover graxas, leos solveis, lubrificantes e leos protetivos que restam depositados sobre as superfcie aps operaes de usinagem e manuseio, bem como a remoo de poeiras, cavacos e outros. Os solventes usados podem ser de muitos tipos: Thinners de limpeza, Diluentes, Solvenraz, etc.

    Algumas empresas ainda utilizam solventes clorados, embora no inflamveis, so tidos como txicos. Por isso quando usados, deve-se sempre ser instalado em locais muito bem ventilados.

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    O mtodo de aplicao de solventes consiste em: Frico com panos limpos (brancos), imerso, spray, desengraxe por vapor (solventes clorados).

    Vantagens: Os solventes removem bem os leos e graxas com facilidade, fcil de aplicar e o mtodo no requer grandes espaos. Desvantagens: Os solventes, bem como os equipamentos ou utenslios empregados, ficam rapidamente impregnados com leo e graxa. Logo, deixam de limpar e apenas espalham os contaminantes. Mtodo que requer muita mo de obra envolvendo perda de solvente por evaporao. Grande risco para a sade e incndio. S remove leo, graxa e poeiras e no tem efeito sobre ferrugem e carepa de laminao. 5.2.3 LIMPEZA MANUAL Consiste na remoo da camada de xidos e outros materiais no muito aderentes, por meio de ferramentas manuais, tais como escovas de ao, raspadores, lixas, etc. um tipo de limpeza precria, de baixo rendimento de execuo e recomendvel apenas quando no for possvel a aplicao de um mtodo mais eficiente, por razes tcnicas ou econmicas.

    Por este mtodo, no se consegue um grau de limpeza adequado para aplicao de tintas que no tenham boa adesividade ou que atuem pelo mecanismo de proteo catdica. Este tipo de limpeza corresponde ao padro St2 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8.501-1.

    5.2.4 LIMPEZA COM FERRAMENTAS MECNICAS MANUAIS Consiste na remoo da camada de xidos e outros materiais no muito aderentes, por meio de ferramentas mecnicas manuais, tais como escovas rotativas, marteletes de agulha (Agulheiros), lixadeiras, etc. um tipo de limpeza ainda precrio, de rendimento de execuo relativamente baixo, porm melhor que a limpeza manual. Dependendo da ferramenta utilizada, o mtodo tem ainda como inconveniente a possibilidade de polir a superfcie e, como conseqncia, dificultar a adeso da tinta. Este tipo de limpeza corresponde ao padro St3 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8.501-1.

    5.2.5 LIMPEZA COM JATEAMENTO ABRASIVO Consiste na remoo da camada de xidos e outras substncias depositadas sobre a superfcie, por meio da aplicao de um jato abrasivo de granalha de ao, escria de cobre, dentre outros. O jato abrasivo obtido pela projeo, sobre a superfcie, de partculas de abrasivo, impulsionadas por um fludo, em geral o ar comprimido. Este tipo de limpeza um dos mais recomendados para aplicao de pintura, por ser de grande rendimento de execuo, proporcionar uma limpeza adequada e deixar na superfcie uma rugosidade excelente para uma boa ancoragem da pelcula de tinta. Para que o desempenho do esquema de pintura no seja prejudicado por um eventual excesso de rugosidade da superfcie, sugere-se que seu valor seja relacionado com a espessura total do filme. Na limpeza por jateamento abrasivo, distinguem-se quatro graus de jateamento,

    Escova Manual Escova Manual Raspadeira

    Escova rotativa

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    os quais devem ser realizados em superfcies de ao cujo estado inicial de oxidao tambm classificado em quatro graus.

    O equipamento para jateamento abrasivo constitui-se basicamente dos seguintes componentes:

    O compressor deve fornecer o ar

    com uma presso da ordem de 0,6 MPa (100 psi) no bico e uma vazo de ar compatvel com o tamanho do equipamento de jato e com o dimetro interno do bico. O ar deve ser desumidificado no separador de umidade e ter o leo removido no filtro.

    O vaso de presso deve ser de duplo compartimento e possuir vlvula de segurana e uma vlvula automtica para enchimento.

    A vlvula de mistura ar-abrasivo deve ser de caractersticas compatveis com o equipamento.

    Abaixo pode-se observar as reas de impacto de bicos tipo retos e venturi, onde se pode verificar que nos bicos tipo venturi a rea de alto impacto ocupa toda a superfcie de jato, conduzindo a uma maior efetividade

    no jateamento, em especial no seu rendimento.

    O jatista deve ser protegido, para sua

    perfeita segurana, por um capacete e uma mscara com entrada de ar puro, vesturio adequado e luvas. TIPOS DE ABRASIVOS Granalha de ao: usada, quase sempre, em circuitos fechados, a fim de se ter o mximo de reaproveitamento. S economicamente vivel quando o jateamento feito em ambiente onde o abrasivo pode ser recuperado e reaproveitado. Granalhas sintticas: so usadas granalhas de material duro como carbonetos, escrias, e at mesmo materiais plsticos. Este