Pintura sobre Pintura

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Fernando Augusto P I N T U R A S O B R E P I N T U R A
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    21-Jul-2016
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Diante dessas telas de Fernando Augusto o impulso mais imediato leva-nos à idéia de névoa, neblina ou mesmo trevas, numa superfície instável onde emergem formas vagas, imprecisas, que tanto podem enunciar o contorno de uma rocha, quanto o pedaço de uma paisagem, um braço de rio ou de mar, um arquipélago, coisas pertencentes à ordem da natureza, essa ordem dotada de um tempo tão lento que julgamos fixo, perene. Mas há também o possível - porquanto aqui nada se pode afirmar - enunciado de casas, pórticos, fragmentos arquitetônicos, navios, enfim coisas pertencentes à ordem dos homens, essa ordem nostálgica que inutilmente aspira a eternidade, mas que dela só se aproxima sob a forma de ruína, tradução de um esforço que não logra vencer o efeito corrosivo da história. (...)

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    P I N T U R A S O B R E P I N T U R A

  • Texto da capa e abas

    Diante dessas telas de Fernando Augusto o impulso mais imediato leva-nos idia de nvoa, neblina ou mesmo tre-vas, numa superfcie instvel onde emergem formas vagas, imprecisas, que tanto podem enunciar o contorno de uma rocha, quanto o pedao de uma paisagem, um brao de rio ou de mar, um arquiplago, coisas pertencentes ordem da natureza, essa ordem dotada de um tempo to lento que julgamos fixo, perene. Mas h tambm o possvel - porquanto aqui nada se pode afirmar - enunciado de casas, prticos, fragmentos arquitetnicos, navios, enfim coisas pertencentes ordem dos homens, essa ordem nostlgica que inutilmente aspira a eternidade, mas que dela s se aproxima sob a forma de runa, traduo de um esforo que no logra vencer o efeito corrosivo da histria.

    Ainda que queiramos limitar essas telas a este papel, ainda que queiramos considera-las um esforo no sentido de capturar o mundo exterior, o fato que se olharmos com vagar para elas veremos que as tais nvoas, neblinas, trevas, iro ganhar uma concretude, uma espessura, que nada tem haver com a imaterialidade que deveriam ter. A substancia intangvel, impalpvel de que usualmente as nvoas so constitudas ver-se- subitamente transformada em um mag-ma vertiginoso, em planos e camadas densas, escorridas, compostas por tons escuros que ruidosamente amalgamam-se entre si, que se rejeitam ou se buscam, que se entrelaam em cpulas crispadas, em massas cromticas produzidas pelo movimento enrgico dos pincis.

    Essas nvoas, neblinas e trevas, embora pertenam ao domnio do visvel, pertencem igual e ostensivamente ao dom-nio da linguagem pictrica, vale dizer, ao mbito daquilo que produzido pela tcnica colocada a servio do imagin-rio do artista. S a partir dessa constatao, extrada da contemplao cautelosa, que se pode chegar aquele que o cerne da potica de Fernando Augusto: a pintura como um territrio de equivalncia entre as vrias linguagens visuais

    Nas telas de Fernando Augusto o cone pode conviver com o smbolo, o signo em sua acepo mais arbitrria, assim como o fundo confunde-se com a imagem, a pintura com o desenho, a forma com o informe, a anotao com o pro-jeto, o desejo com a memria. Nmeros, letras, textos escritos e garatujas, aqum da significao, mesclam-se aos elementos da natureza e do homem. Uma coisa leva outra, uma coisa metamorfoseia-se na outra, numa sorte de redemoinho soturno, sempre sob uma atmosfera plmbea, rebaixada, obscurecida, incapaz de dar aos olhos do espec-tador o conforto e a remisso de um pouco de luz. Nessas telas imersas no tempo, superpem-se comentrios, cenas interrompidas, construes precrias e afsicas que aludem a um esforo persistentemente renovado de trazer tona a expresso, a pouca e insegura expresso que nos cabe ter a essa altura.

    Agnaldo Farias

    Agnaldo Farias crtico de arte, curador e professor da FAU - USP

  • Sempre que estou pintando uma tela, me pergunto: o que busco em pintura? As diversas camadas de tinta e de tempo, respondem momentaneamente questo quando se alcana uma configurao que podemos chamar de um bom quadro. Nesse instante, o artista pode descansar com a sensao de que realizou um bom trabalho, mas como j disse certa vez Lucien Freud, essa felicidade passageira, porque no instante seguinte manifesta-se de novo o sentimento de falta e ento, temos de recomear nossa tarefa de Ssifo, qual seja, a de levar pedras ao topo da montanha, sabendo que os deuses as empurraro para baixo e de novo teremos de carreg-las montanha acima. O artista Iber Camargo quem gostava de comparar a tarefa do pintor ao mito de Ssifo, vendo nele, como nos parece primeira vista, uma terrvel condenao. Mas, pelos olhos de Camus verifica-se nesse mito tambm a nossa salvao e felicidade, pois nele est a tarefa de criar significao das pedras, de dar sentido ao absurdo da existncia. A srie Pintura sobre pintura encarna esse processo de se refazer como condio de existir. Assim, cada quadro se faz, soterrando pensamentos, emoes e impresses diversas, que ao final so tambm perguntas.

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  • PINTURA SOBREPINTURA

  • Dados Internacionais de Catalogao-na-publicao (CIP)

    (Biblioteca Central da Universidade Federal do Esprito Santo, ES, Brasil)

    ___________________________________________________________________________________________ Santos Neto, Fernando Augusto dos, 1960-

    S237p Pintura sobre pintura / Fernando Augusto dos Santos Neto. - Vitria : GSA Grfica Editora, 2013.

    108 p. : il. ; 19 cm

    ISBN:

    1. Artes. 2. Pintura. 3. Desenho. 4. Esttica. I. Ttulo.

    CDU: 75

    ___________________________________________________________________________________________

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    P I N T U R A S O B R E P I N T U R A

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    Maior riqueza do homem a sua incompletude.

    Nesse ponto sou abastado.

    Manoel de Barros

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    Notas de atelier Fernando Augusto

    Notas de atelier so textos, elaborados durante as sees de desenho e pintura no atelier, como forma de clarear o caminho, de encontrar solues e de conversar comigo mesmo e

    com voc que agora l esse texto. s vezes, fao estas anotaes no prprio suporte, como

    desenho. Nesse caso, a escrita passa ser tambm imagem e o processo de feitura se torna

    tambm motivo do quadro. O texto um olhar sobre a pintura e, a pintura, um processo de

    pensamento que permite s palavras existirem enquanto discurso e pintura. Trata-se de uma

    reflexo que busca verificar como foi possvel o trabalho realizado e o sentido e o lugar do

    trabalho em processo. A palavra reflexo, conforme escreve Marilena Chaui empregada na

    fsica para descrever o movimento de propagao de uma onda luminosa ou sonora, quando ao passar de um meio para outro, encontra um obstculo e retorna ao meio de onde partiu.

    esse retorno ao prprio caminho que conservado quando a palavra usada na filosofia para

    significar movimento de volta sobre si mesmo com intuito de verificar o prprio caminho e

    o prprio pensamento. o exerccio mental em que o pensamento volta-se para si prprio

    a fim de compreender e verificar suas prprias ideias, vontades e sentimentos legitimando

    assim, o processo construtivo e as obras realizadas. A reflexo tem, portanto, uma natureza

    criativa e crtica na medida em que possibilita ver o que foi feito e gerar novas imagens e significados. O presente texto apresenta alguns extratos dessas notas irregulares.

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    Livro de artistaTcnica mista - 30 x 42 cm (fechado)

    2007-2013

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    Livro de artista - Tcnica mista - 30 x 84 cm (aberto) - 2007-2013

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    Livro de artista - Tcnica mista - 30 x 84 cm (aberto) - 2007-2013

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    Livro de artista - Tcnica mista - 30 x 84 cm (aberto) - 2007-2013

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    Livro de artista Tcnica mista - 45,5 x 65 cm (aberto)

    2007-2013

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    Uma pintura pode ser trabalhada infinitamente. As diversas pinceladas e camadas de tinta aplicadas sobre uma tela so tentativas de construir uma configurao final, a qual

    chamamos pintura. Nesse processo muitas telas ficam inacabadas, esperando meses, anos

    enroladas no canto do atelier. Mas, chega o momento em que algumas delas so retomadas,

    reinventadas, retrabalhadas, finalizadas, melhor dizendo, atualizadas. O ato de revisitar telas

    abandonadas, de continuar a pintura em diferentes momentos e lugares, de ampliar uma ima-gem para alm do quadro, estendendo-a sobre outras telas, formando dpticos ou trpticos, de desenvolver ou subverter as formas anteriores e fazer novas pinturas o que chamo de pin-tura sobre pintura. No uma tcnica, mas um procedimento aberto, em que a mo oferece pontos de vistas e o olhar se permite corrigir, reformular e reinventar formas novas como um processo de simiose. Trata-se de uma possibilidade de se trabalhar o intermitente, de convi-ver com o inacabado, com o interminvel, com o resto, com a sobra, com o que est errado, com o que foi recusado ou apenas parcialmente aceito, com o que no tem sada, com o que escapa do controle da mo e da viso, com o infinito, com o recomeo presente nas tarefas

    constantes dos dias e, o reconhecimento de que tudo projeto tem uma certa disposio para o fracasso, mas que, da mesma maneira, carrega uma certa convico, de que alguma figura

    emergir do caos.

    A sensao de que tudo pode ser feito sobre o brancoAcrlica e carvo sobre tela - 90 x 150 cm (dptico)

    1996

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    DesenhoTcnica mista sobre papel - 100 x 80 cm

    1997

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    DesenhoAcrlica sobre papel - 65 x 50 cm

    2009

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    DesenhoAcrlica sobre papel - 65 x 100 cm

    2009

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    DesenhoAcrlica sobre papel - 65 x 100 cm

    2009

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    Pinturas desaparecem, umas sob as outras medida que trabalho uma tela. Nesse proces-so, quando olho uma pintura, sei que por baixo dela existiram outras e, pensando as diversas

    camadas que subjazem a que est por cima, s vezes, me ocorre perguntar: qual delas seria a mais vlida? S posso dar uma resposta: todas foram vlidas, inclusive a ltima, mesmo

    porque essa poder ser revisitada, repintada, modificada e desaparecer. Mas percebo que aos

    poucos vou me esquecendo das pinturas que ficaram por baixo das camadas mais recentes,

    sei apenas que ali houve outras pinturas. E aceito esse esquecimento. Assim a natureza hu-mana. Parodiando Primo Levi, possvel dizer que as perdas, as emoes sentidas no se

    somam em nossa sensibilidade, ocultando-se as menores atrs das maiores, segundo uma lei de prioridade definida. E isso providencial, porque nos permite viver em todos os lugares.

    E esse certamente o motivo porque se diz que o ser humano insacivel. Realmente, con-forme verifica Levi, temos uma certa incapacidade para um estado de bem-estar, porque o

    ser sempre o presente e porque perdemos de vista as causas passadas. Fica sempre a causa

    maior, a ltima, at que esta eventualmente chegue a cessar, e ento nos assombra doloro-samente a constatao de atrs dessa havia outra, uma srie de outras.

    CatracaAcrlica sobre tela - 140 x 100 cm

    1996

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    JanelaAcrlica sobre tela - 80 x 155 cm

    1997-2013

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    Natureza mortaAcrlica sobre tela - 50 x 70 cm

    1997

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    Pintura sobre pinturaAcrlica sobre tela - 145 x 160 cm (dptico)

    1996

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    Uma tela abandonada um jogo quase perdido. Chega um momento em que voc no

    tem mais nada a perder, tipo: pior no vai ficar. Ento voc pode fazer o que quiser, pode

    arriscar tudo, pode dar tudo. Tudo permitido. Isso me faz lembrar a famosa afirmao de

    Feyerabend ao dizer que o nico princpio que no inibe o progresso : tudo vale. Esse

    princpio demonstra bem o universo das possibilidades de se trabalhar a arte e as implicaes

    de lidar com o intermitente, com o resto, com o recusado, com o que se esconde, com o que fere. Quando estamos livres da perda, tudo que fazemos um valor. Tem-se um sentimen-to de liberdade que, de outra forma, no haveria. Acontece ento uma espcie de revelao:

    quando se perde que se ganha.

    O InquilinoAcrlica sobre tela - 145 x 175 (dptico)

    1997

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    O corpo traiTcnica mista sobre papel - 66 x 96 cm

    1996

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    JanelaAcrlica sobre tela - 90 x 135 cm

    1995

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    Msica Acrlica e carvo sobre tela - 145 x 184 cm (dptico)

    2002-2012

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    Visita ao Campo SantoAcrlica sobre tela - 190 x 200 cm (dptico)

    1997-2003

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    A Casa do passadoAcrlica sobre tela - 140 x 200 cm

    2010

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    Quando ficamos em silncio alguns minutos, observando os nossos prprios pensamentos,

    vemos lembranas e ideias surgirem vulcanicamente em nossa mente; imagens e formas se

    desdobram e se associam a outras; histrias se desenrolam, sem p nem cabea e nos sur-preendem, figuras se constroem como que vindo do nada, preocupaes da ordem do dia sal-tam de um lado a outro, coisas bizarras se desenham como fumaa em pensamentos. quan-do nos damos conta do fluxo de pensamentos que acontece independente de nossa vontade

    e de como podemos criar imagens fortes e belas nesse processo associativo. Dostoievsky j

    dizia que a realidade mais fantstica do que a fantasia. Dentro e fora de ns, essa realidade

    se desenrola naturalmente. No se faz fora para pensar, faz-se fora para no pensar. Basta

    ficarmos em silencio alguns instantes, fecharmos os olhos e ver. Pensar inevitvel.

    A Casa do passadoAcrlica sobre tela - 90 x 135 cm

    2010

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    A Casa do passado - Acrlica sobre tela - 138 x 280 cm (dptico) - 2010

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    O FarolAcrlica sobre tela - 100 x 50 cm (dptico)

    2011

    H momentos em que devemos simplesmente esperar. Olhar o quadro e esperar: dias,

    meses anos. Digo esperar, mas esse talvez no seja o termo correto porque no uma espera

    passiva, mas uma atitude de prolongada observao e de convivncia (ou de luta) com for-mas que nos punge at descobrimos nelas qualidades, que suspendem nossos julgamentos.

    H momentos em que o quadro cresce diante dos nossos olhos, outros em que ele desaparece.

    Lembro-me do Carlos Fajardo me dizendo que, s vezes, quando estamos em processo, nos-sa prpria pintura est muito frente de ns, muito frente do nosso prprio entendimento

    dela mesma, e que ns que estamos atrasados em relao a ela. Logo, no tal pintura que

    no est pronta para ns, mas ns que no estamos prontos para ela. Assim, o quadro que

    no consideramos pronto pode levar tempo para ser visto como tal, isso incomoda e faz com certas pinturas atravessem anos inacabadas ou em processo. Por isso, certas sesses de tra-balho consistem somente em olhar e tecer reflexes.

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    AparelhoTcnica mista sobre tela - 150 x 190 cm

    2009

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    AparelhoTcnica mista sobre tela - 160 x 240 cm

    2009

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    Pintura sobre pintura (negra) Tcnica mista sobre papel - 32 x 42 cm

    2009

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    A sobreposio de tinta e tambm o processo extremado de pintura sobre pintura chega, em determinado momento ao negro. Trata-se de uma tentativa ltima de trabalhar telas ina-cabadas, j carregadas de formas, cores e de interferncias diversas, mas cuja ao, como

    no processo de mistura de cor por adio leva ao negro. Nesta srie de pinturas o negro vai

    cobrindo tudo o que havia antes, todas as tentativas, todas as formas, criando espaos densos e opacos, onde o encobrir e o revelar andam de mos dadas. Por isso ele se d com cuidado,

    deixando frestas de luz por onde aparecem o fundo da tela (ou do papel) e rastros das pin-turas anteriores. So rstias de luz que furam a massa escura da tinta pelas bordas, criando

    fissuras, rachaduras na escurido. Este recurso extremado me levou a criar paisagens sotur-nas e tambm livros de artistas ao cobrir de preto pginas e mais pginas de livros de arte e da literatura universal, deixando somente algumas palavras ou frases como possibilidades

    de imagem. Por muito tempo achei que eu tinha mais a dizer sobre o peso do que sobre a

    leveza, hoje vejo que estas duas vias se intercambiam, que o peso e a leveza so exigncias

    do meu ser e que h poesia tanto na luz quanto na escurido.

    Pintura sobre pintura (negra) Tcnica mista sobre papel - 32 x 42 cm

    2009

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    Sensucht - Acrlica sobre tela - 70 x 15 cm - 1995

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    Pintura sobre pinturaAcrlica sobre tela - 70 x 150 cm (dptico)

    1998-2013

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    Uma pintura pode ser continuada de uma tela para outra infinitamente, assim nascem certos dpticos e trpticos. Uma imagem nasce e cresce no espao e a partir dessa imagem

    que anexo outras telas primeira, continuando assim a pintura. Esse processo leva-me a tra-balhar mais com a parte de dentro do que com a de fora (as margens). As imagens so cons-trudas a partir de dentro, os limites do quadro so definidos depois. Os nmeros e as datas

    so tentativas de ordenao das diversas partes da pintura, mas acontece deles migrarem de um lado para outro e se tornarem logicamente imagens, sem perder, contudo, sua fora como marca do tempo e da ordem. Esse processo de pintura continuada segue o fluxo do pensa-mento imagtico, que vai se desdobrando no espao, ora sobrepondo e apagando formas, ora fazendo surgir novas imagens. Penso nessa possibilidade como uma grande via para criao;

    as ideias crescem e so tantas que, s vezes a dificuldade estabelecer limites. Passar uma

    imagem de uma tela para outra trabalhar este movimento. Fluxo e dobra.

    Pintura sobre pinturaAcrlica e carvo sobre tela - 145 x 200 cm (dptico)

    2013

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    Pintura sobre pinturaAcrlica sobre tela - 140 x 130 cm

    2012

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    Pintura sobre pinturaAcrlica sobre tela - 140 x 110 cm

    2013

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    Amilcar de Castro me disse certa vez que liberdade ser livre dentro do retngulo. Pen-so que a est o enigma: ser livre dentro do espao da pgina em branco do seu caderno, ser livre dentro da sala onde voc trabalha, leciona ou recebe aula, ser livre dentro da relao

    que voc vive algum, ser livre nas pginas do livro que voc l ou escreve, ser livre dentro

    da lngua que voc fala, escuta e pensa, ser livre no caf onde voc se senta sozinho ou com

    algum e compreende as regras do lugar, ser livre nas seis ou oito horas dirias de trabalho, ser livre no trajeto de nibus que voc faz, de um ponto a outro da cidade, ser livre no seu

    trabalho de atelier, repleto de retngulos e de possibilidades imensas. Eis o enigma: conquis-tar essa liberdade.

    Pintura sobre pintura - O Que tira o sono do mundoAcrlica sobre papel - 145 x 180 cm

    2009-2013

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    Escreve Stendhal que a arte uma promessa de felicidade. Tenho sempre essa frase em

    mente quando trabalho ou penso em arte e busco transmitir isso, essa possibilidade. Voc

    pode pedir que eu participe de manifestaes politicas, que levante uma bandeira, que em-punhe uma arma contra o inimigo. Eu estou com voc, mas fao isso de uma outra maneira.

    Trago-lhe imagens da nossa nudez, da nossa fragilidade e da fragilidade das nossas alegrias.

    Apresento lhe uma poa dgua, e nela o cu refletido e as casas do outro lado da rua. Dou-

    lhe esta linha que demorei tanto tempo para conquistar e esta cor que escorre na tela, dese-nhando seu prprio caminho. Estes traos, estas manchas sobre esta tela esto ali h anos e

    parece que foram feitas ainda ontem e do a impresso de algo que ainda no aconteceu ou que ainda vai acontecer. O tempo fica suspenso, como tambm os fatos (mas, sabemos que

    no h fatos, h apenas as nossas impresses das coisas). So imagens prximas, que esto

    em todos os lugares, imagens que j foram vistas ou no foram vistas ainda, e que num caso ou noutro precisamos ver de novo. s vezes, vejo nelas a maravilha das maravilhas, e nelas

    encontro entusiasmo e alegria de viver. Elas no so armas para enfrentar o inimigo, so ele-mentos para nos conhecermos, para vermos a vida e abrirmos caminhos. So possibilidades

    de encantamento.

    Pintura sobre pinturaAcrlica e carvo sobre tela - 135 x 120 cm

    2002-2013

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    Pintura sobre pinturaAcrlica sobre tela - 140 x 140 cm

    2013

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    Pintura sobre pinturaAcrlica e carvo sobre tela - 145 x 185 cm

    2009-2013

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    Pintura sobre pintura - RbusAcrlica e carvo sobre tela - 145 x 160 cm

    2013

    Uma enorme mancha de tinta sobre o tecido me chama a ateno. O tempo de secagem e o

    labirinto das dobras da tela desenham manchas que se parecem com muitas outras, mas que no entanto so nicas (esse o momento mais rico de uma pintura, o inesperado que pe em rotao

    uma ideia). O retngulo formado pelas margens do tecido, geomtrico, regular, pensado, cien-tfico se inquieta. H um embate entre formas orgnicas e as linhas retas do retngulo, mas no

    fundo essas duas vias se encontram, se tocam e se dirigem para o mesmo ponto: o do apagamen-to das fronteiras. Da, partem para outros espaos, construindo outras formas, sempre pautando

    por estes mesmos procedimentos: ordem, desordem, preciso, impreciso. isso que desenvolvo

    em pintura, o encontro do regular com o irregular, do controle com o descontrole, da permisso com a no permisso, do sujo com o limpo, da linha reta com a curva, da sade com a doena,

    da lei com transgresso... um modo de ser e de pensar a vida, a vida regular, correta, precisa,

    mas tambm desviante.

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    Pintura sobre pinturaAcrlica e carvo sobre tela - 145 x 150 cm

    2013

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    Por grandes espaosAcrlica e carvo sobre tela - 140 x 165 cm

    2013

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    Pintura sobre pinturaAcrlica e carvo sobre tela - 73 x 160 cm

    2009-2013

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    Pintura sobre pinturaAcrlica e carvo sobre tela - 73 x 160 cm

    2013

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    Saio do atelier com a ntida sensao de que o verde colocado numa tela no est correto (trata-se de um dptico trabalhado h mais de dez atrs). O que me levou a aplic-lo? A res-posta s pode ser uma: criar sensaes com a cor. Em termos formais posso dizer que uma

    cor preta na tela esquerda e os grandes espaos brancos, pediam uma contraposio em cor do outro lado. Mas devo dizer que primeiro coloquei azul e observei por alguns dias, achei-o

    muito isolado do resto. Por fim, cobri-o com o verde, um verde vibrante, gritando em plena

    luz do dia. Mas, como o azul, ele estava sozinho e to logo ele veio, senti que tinha de apag

    -lo. Contudo decidi esperar, no para ter certeza, mas para ter nimo, coragem ou uma ideia

    de como lidar com ele. Passei uma semana me perguntando o que fazer com aquele verde.

    s vezes, olhava-o de esguelha e dizia: Ah, voc est a me esperando. Por fim, decidi co-brir parte dele com branco. Mas trabalhei com dois pincis na mesma mo, deixando marcas

    de pinceladas, estrias de cores sobre a tela como fazia em pinturas anteriores, nos anos 90.

    Acho que disso que eu precisava, de gestos, de movimentos, de danar, danar pintando, de deixar escorrer a tinta at os ps, de deixar existir o que veio a ser, sem julgamento, sem

    discrio. Ento trabalhei assim, danando com gestos, linhas e cores diante da tela e sobre

    a tela. Nisso me veio a frase: Hoje eu no preciso de equilbrio. Escrevi-a sobre a tela com a ntida sensao de que ela refletia todo o percurso trabalhado na pintura.

    Pintura sobre pinturaAcrlica e carvo sobre tela - 140 x 110 cm

    2013

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    Natureza morta natureza da pintura - Acrlica sobre tela - 135 x 255 cm (dptico) - 2010-2013

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    Natureza morta natureza da pintura - Acrlica sobre tela - 135 x 255 cm (dptico) - 2010-2013

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    Pintura sobre pintura - Acrlica e carvo sobre tela - 140 x 208 cm (dptico) - 2013

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    Pintura sobre pintura - Acrlica e carvo sobre tela - 140 x 208 cm (dptico) - 2013

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    No deixes faltar a alegria - Acrlica e carvo sobre tela - 140 x 195 cm (dptico) - 2002-2013

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    No deixes faltar a alegria - Acrlica e carvo sobre tela - 140 x 195 cm (dptico) - 2002-2013

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    Escrevo para tirar palavras do escuro e deixo que voltem para o escuro, to logo iluminem o que vieram ser. As palavras tm a caracterstica do aparecimento e do desaparecimento e

    assim, desaparecem to logo so ditas e s vezes desaparecem mesmo quando no so ditas.

    As palavras so vagalumes sonoros no escuro acendendo e apagando sem nunca durarem mais do que alguns segundos. Essa a sua condio: aparecer e desaparecer entre a boca e

    ouvido, entre o olho e a mo. O desaparecimento algo indestrutvel.

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    Fernando Augusto dos Santos Neto, 1960

    Artista plstico, pintor, desenhista e fotgrafo, graduado pela Escola de Belas Artes da UFMG.

    Doutor em comunicao e Semitica pela Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo e pela LUni-versit Paris I Sorbonne Frana.

    Foi professor do Departamento de Artes Visuais da Universidade Estadual de Londrina, responsvel

    pelas disciplinas de pintura, desenho e fotografia.

    Foi coordenador do curso de ps-graduao em Histria e Teoria da Arte Modernidade e Ps-Moder-nidade do Departamento de Arte da Universidade Estadual de Londrina.

    Publicou mais 20 artigos sobre arte no perodo entre 2001/2002 na coluna semanal Arte e cultura

    do Jornal de Londrina, Londrina-PR. Destacam-se: O vulco, Dirio de Viagem, A transitoriedade do

    desenho, Para que serve o 5 Salo de Arte de Londrina, Jogo Perverso, Aparelhos e o Corpo, Parade

    e entrevistas com os artistas Arthur Luiz Pizza, Flvio Shir, Fernanda Magalhes, Paolo Ridolfi e

    Larcio Redondo.

    Membro da Associao Nacional de Pesquisadores em Artes Plsticas (ANPAP)

    professor do Centro de Artes da Universidade Federal do Esprito Santo.

    Depto. de Artes Visuais Cemuni II - Av. Fernando Ferrari, s/n - Goiabeiras CEP 29.060-970 Vitria/

    ES Brasil. Telefone: 0 (55) 27 3335 2578

    Representado pelas Galerias:

    Matias Brotas Arte Contempornea Vitria/ES - Brasil

    Ybakatu Espao de Arte Curitiba/PR - Brasil

    Amparo 60 Galeria de Arte Recife/PE - Brasil

  • 104

    Exposies Individuais, Coletivas e Sales:

    - Exposio Individual Aliana Francesa de Belo Horizonte, 1984.

    - IX Salo de Arte Contempornea de Ribeiro Preto - SP, 1984.

    - Mostra do Desenho Brasileiro, Museu de Arte Contempornea, Curitiba - PR, 1984.

    - II Salo Nacional de Artes Plsticas de Goinia, Museu de Arte de Goinia - GO, 1984.

    - VII Salo Nello Nuno da Universidade Federal de Viosa - MG, 1984.

    - XVI Salo Nacional de Artes Plsticas de Belo Horizonte - MG, 1984.

    - X Salo Nacional de Arte Contempornea de Ribeiro Preto - SP, 1985.

    - II Salo de Artes Plsticas de Governador Valadares - MG, 1985.

    - 42 Salo Paranaense de Curitiba - PR, 1985.

    - II Salo de Artes Visuais da Fundao Clvis Salgado, Belo Horizonte - MG, 1985.

    - VII Salo Nacional de Artes Plsticas de Montes Claros - MG, 1985.

    - XVII Salo Nacional de Artes Plsticas de Belo Horizonte - MG, 1985.

    - Coletiva - Sete Manias, Galeria do Banco Ita de Belo Horizonte - MG, 1986.

    - VII Mostra do Desenho Brasileiro, Museu de Arte Contempornea, Curitiba - PR, 1986.

    - III Salo Nacional do Futebol, Belo Horizonte - MG, 1986.

    - VI Mostra de Gravura de Curitiba - PR, 1986.

    - 43 Salo Paranaense de Curitiba - PR, 1986.

    - XVIII Salo Nacional de Artes de Belo Horizonte - MG, 1986.

    - Coletiva - Arte Sobre Papel, Museu de Arte de Goinia, Curadoria do Museu, Goinia - GO, 1986.

    - VIII Salo Nello Nuno da Universidade Federal de Viosa - MG, 1987.

    - XII Salo Nacional de Arte Contempornea de Ribeiro Preto - SP, 1987.

    - Individual: Homens de Corpo Fechado, Galeria Ita, So Paulo - SP, 1987.

    - Salo Nacional de Arte Contempornea de Pernambuco, Recife - PE, 1988.

    - Coletiva. Pintura. 20 Festival de Inverno da Universidade Federal de Minas Gerais,

    Poos de Caldas - MG, 1988.

    - Individual: O Muro , Galeria Ita de Braslia - 1988

    - Individual: Arte Pra Que? Pinturas e Objetos, Galeria Ita, Belo Horizonte - MG, 1989.

    - Coletiva: Artistas de Minas - Galeria Homero Massena, Vitria - ES, 1989.

  • 105

    - Coletiva: Esculturas e Objetos, 21 Festival de Inverno da UFMG Centro Cultural da UFMG,

    Belo Horizonte - MG, 1989.

    - Coletiva: Panorama da Arte Contempornea em Minas, Galeria do Palcio das Artes, Curadoria

    Marcio Sampaio Belo Horizonte - MG, 1989.

    - Individual: Tempo Tempo Tempo, Galeria IAB - Instituto dos Arquitetos do Brasil -

    Belo Horizonte - MG, 1989.

    - VI Salo Paulista Ibirapuera, So Paulo - SP, 1990.

    - Coletiva: Mil Metros de Arte - Pontifcia Universidade Catlica de Belo Horizonte - MG, 1990.

    - Pintura Mural: Viva Minas Viva, Trabalho coletivo nos tapumes do Minas Shopping, Curadoria e

    Coordenao Jos Alberto Nemer, Belo Horizonte - MG,1990.

    - VI Salo Integrarte da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais,

    Belo Horizonte - MG, 1990.

    - Individual: Um Lugar para Homens e Animais, Sala Arlindo Correa - Palcio das Artes,

    Belo Horizonte - MG, 1991.

    - Salo Nacional de Arte de Curitiba - Sete Arte. Curitiba - PR, 1991.

    - 48 Salo Paranaense, Curitiba - PR, 1991.

    - 6 Mostra de Desenho Brasileiro, Curitiba - PR, 1991.

    - Individual: Pinturas e Desenhos, Galeria Banestado, Curitiba - PR, 1992.

    - 7 Salo de Arte da Fundao Mokiti Okada. So Paulo - SP, 1992.

    - Salo de Artes Plsticas de Jundia - SP, 1992.

    - 13 Salo Nacional de Artes Plsticas, Funarte, Rio de Janeiro - RJ, 1993.

    - Individual: Fragmentos de Um Dirio - pinturas e desenhos, Galeria CEMIG,

    Belo Horizonte - MG, 1993.

    - Coletiva: Projeto Macunama - Rio de Janeiro - RJ, 1993.

    - IX Salo Nacional de Arte/IBAC, Rio de Janeiro - RJ, 1993.

    - 18 Salo de Arte de Ribeiro Preto - SP, 1993.

    - II Salo Paraense de Arte Contempornea, Belm - PA, 1993.

    - Salo I Prmio Gunther de Pintura, MAC - USP, So Paulo - SP, 1993.

    - Coletiva: Bastidores da Criao, Oficinas Culturais Oswald de Andrade, So Paulo - SP. Ncleo de

    Crtica Gentica, Programa de Ps-Graduao em Comunicao e Semitica da PUC / SP, 1993.

    - Coletiva: 13 Salo Arte Par, Fundao Rmulo Maiorana, Belm - PA, 1994.

  • 106

    - Individual: Desenvivier, Ita Galeria, Belo Horizonte - MG, 1994.

    - 14 Salo Nacional de Artes Plsticas, Funarte, Rio de Janeiro - RJ, 1994.

    - 19 Salo de Arte de Ribeiro Preto - SP, 1994.

    - 50 Salo Paranaense, Curitiba - PR, 1994.

    - 13 Salo Paraense de Artes Plsticas, Fundao Rmulo Maiorana, Belm - PA, 1994.

    - Individual - Galeria SESC Paulista, So Paulo SP, 1994.

    - I Salo de Pequenos Formatos da Universidade do Amazonas, Belm - PA, 1995.

    - XII Salo de Arte de Santo Andr - SP, 1995.

    - Individual - Dirio de Frequncia, Museu do Estado de Santa Catarina - SC, 1995.

    - Salo II Prmio Gunther de Pintura, MAC / USP, So Paulo - SP, 1995.

    - Individual Dirio de Passagem, Uma Potica do Desenho - Pao das Artes, So Paulo-SP, 1995.

    - 52 Salo Paranaense, Curitiba PR.

    - Coletiva Vento Sul (Mercosul) itinerante: Brasil, Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina, 1996.

    - V Bienal Internacional Pintura de Cuenca- Equador, 1996.

    - Coletiva La Galeria Quito Equador.

    - XII Salo de Jacare - SP, 1997.

    - VI Bienal de Santos - SP, 1997.

    - Arte nos anos 80 e 90 Palcio das Artes Belo Horizonte - MG, 1997.

    - Individual - Pintura Galeria Funarte So Paulo - SP

    -Individual - Desenhopintura, Galeria Ybakatu, Curitiba - PR, 1997.

    - Individual - Pintura sobre pintura CEMIG - Belo Horizonte - MG, 1997.

    - V Salo Nacional Victor Meirelles Florianpolis - SC 1998

    - Individual - Pintura, Galeria Nara Roesler, So Paulo - SP, 1997.

    - Individual: Dirio de Passagem, Espao cultural dos Correios, Rio de Janeiro, 1997.

    - Coletiva Conexo 3, NAC, Joo Pessoa - PB, 1997.

    - Coletiva Galeria de Arte da Unicamp Campinas SP, 1998.

    - Coletiva A luz formando a viso (Fotografia), PUC/SP, So Paulo - SP, 1998.

    - Projeto Abra So Paulo / SP, 1998.

    - Individual - Pinturas e Desenhos Galeria Barsikov - Alemanha.

    - 54 Salo Paranaense, Curitiba-PR, 1998.

    - 17 Salo de Arte da Fundao Rmulo Maiorama Belm - PA.

  • 107

    - Coletiva -V Semana de arte de Londriana Londrina - PR, 1998.

    - Coletiva - Brasil Brasil Galeria Barsikov Berlin, 1998.

    - Individual - Galeria Amparo 60 Recife - PE, 1998.

    - XIV Salo de Arte de Santo Andr - SP 1999.

    - Coletiva Agenda da UFPR, Galeria Banestado Londrina - PR, 1999.

    - Individual - Dialogue Difficile , Galeria Debret Paris Frana 2000.

    - Individual - Desenhos e fotografia , Galeria Portinari Embaixada brasileira Roma, 2000.

    - Individual - Dirio de Passagem, ECO Museu de Itaipu - Foz do Iguau - PR, 2001.

    - Individual - Pintura Ainda - Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro - RJ, 2001.

    - Coletiva Faxinal das Artes, MAC Curitiba-PR 2002.

    - Individual - Pinturas e Desenhos, Galeria Ybakatu, Espao de Arte Curitiba - PR, 2002.

    - Individual Pintura Desenho Fotografia Galeria Iber Camargo, Porto Alegre - RS, 2002.

    - Coletiva - Entre Desenho e Fotografia, CEMIG Belo Horizonte-MG 2002.

    - Coletiva - Fotografia - Os ltimos dias Casa de Cultura da UEL Semana de arte de

    Londrina-PR, 2003.

    - Coletiva -Fotografia, Os ltimos dias do meu pai, Casa Andrade Muricy, Curitiba. PR, 2003.

    - Coletiva -Fotografia -Os ltimos dias do meu pai, Coleo Pirelli MASP Museu de Arte

    de So Paulo - SP, 2004.

    - Coletiva - Fotografia e desenho, Casa da Bravura Brasileira-So Paulo - SP, 2006.

    - Coletiva -Fotografia e desenho, Atelier Press Papier Trois-Rivires, Canad, 2006.

    - Coletiva: Aquarelas. Galeria Matias Brotas, Vitria - ES, 2007.

    - Coletiva: Pinturas. Galeria Matias Brotas, Vitria - ES, 2007.

    - Individual - Pinturas e Desenhos, Casa da Amrica Latina Braslia - DF, 2007.

    - Individual - Pinturas e Desenhos, Galeria Homero Massena, Vitria ES, 2007.

    - Coletiva: Um desenho por dia, Galeria Fayga Ostrower, Funarte Braslia. 2007

    - Individual - Desenho e fotografia Museu de Arte de Ribeiro Preto - SP, 2007.

    - Coletiva -A ltima casa a ltima paisagem Galeria Matias Brotas, Vitria ES, 2007.

    - Individual - Desenho e Pintura, Galeria FAV Universidade de Goinia GO, 2008.

    - Coletiva - Desvelamento Pinturas e Desenhos Matias Brotas Arte Contempornea,

    Vitria ES, 2009.

    - Coletiva - Linha Orgnica Pintura, Galeria Amparo 60, Recife PE, 2009.

    - Individual - Deslocamento, fotografias, Galeria Ybakatu, Curitiba PR, 2010.

  • 108

    - Coletiva - Linha Orgnica Pintura, Galeria Amparo 60, Recife PE, 2009.

    - Individual - Deslocamento, fotografias, Galeria Ybakatu, Curitiba PR, 2010.

    - Coletiva - Transcendncias Fotografia, Palcio Anchieta, Vitria ES, 2010.

    - Individual - Habitar , Galeria Amparo 60 Recife PE, 2011.

    - Coletiva 11me Salon de livre dartiste au Carr dart de Nmes. Frana, 2011.

    Citao em livros:

    Os ltimos Dias do Meu Pai Fotografia, in Arte e Pesquisa, Carla Guarinello de A. Moreira (org.),

    Londrina/PR, Eduel, 2004.

    80 e 90 Modernos e Ps-Modernos. Instituto Tomie Ohtake - So Paulo, 2009.

    Livros publicados:

    Dirio de Passagem Uma potica do desenho. Londrina-PR. Ed. Eduel. 1996

    Linguagem Grfica, [email protected], Universidade Aberta do Brasil, Universidade Federal do Esprito Santo

    Vitria-ES, Edufes, 2009

    Desenho e Experincia, [email protected], Universidade Aberta do Brasil, Universidade Federal do Esprito

    Santo Vitria-ES, Edufes, 2011

    Viajamos Para Viver - Desenhos e Fotografias, Londrina-PR, Midiograf 2013

  • 109

    Prmios de Arte e Menes

    Prmio Nacional Belkis Spenciere de Mendona - II Salo Nacional de Arte de Goinia. Museu de Arte de

    Goinia - GO, 1984.

    Prmio Aquisio - VII Salo de Artes Plsticas Nello Nuno. Universidade Federal de Viosa - MG, 1984.

    Prmio Aquisio - VII Salo Nacional de Artes Plsticas de Montes Claros - MG, 1985.

    Prmio Aquisio II Salo de Artes Plsticas de Governador Valadares MG, 1985.

    Prmio Sociedade Amigos da Cultura, 18 Salo Nacional de Arte de Belo Horizonte. Museu de Arte e Pre-feitura Municipal de Belo Horizonte - MG, 1987.

    Prmio Aquisio - VIII Salo de Arte Nello Nuno. Universidade Federal de Viosa - MG, 1987.

    Bolsa de Viagem - Intercmbio Brasil-Alemanha. Goethe Institut de Belo Horizonte - MG, 1989.

    Grande Prmio - VI Salo Integrarte da Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Belas Artes, Belo

    Horizonte - MG, 1990.

    Grande Prmio: Viagem Nova York - Salo Nacional de Artes Plsticas - Curitiba - PR, 1991.

    Prmio Aquisio 6 Mostra de Desenho Brasileiro. Secretaria de Estado da Cultura, Curitiba - PR, 1991.

    Prmio Aquisio - II Salo Paraense de Arte Contempornea, Belm - PA, 1993.

    Prmio Aquisio - 13 Salo Nacional de Artes Plsticas, Funarte, Rio de Janeiro - RJ, 1993.

    Prmio Aquisio - IX Salo Nacional de Arte/IBAC, Rio de Janeiro - RJ, 1993.

    Grande Prmio - XVIII Salo de Ribeiro Preto - SP, 1993.

    Prmio Aquisio 14 Salo Nacional de Artes Plsticas, Funarte, Rio de Janeiro - RJ, 1994.

    Prmio Aquisio - 13 Salo Arte Par, Fundao Rmulo Maiorana, Belm - PA, 1994.

    Prmio Aquisio - XII Salo de Arte de Santo Andr - SP, 1995.

    Prmio Pintura - Salo II Prmio Gunther de Pintura, MAC/USP, So Paulo - SP, 1995.

    Prmio Projeto Ocupao Espao Mrio Schenberg - FUNARTE So Paulo - SP, 1996.

    Prmio Aquisio Salo de Jacare - SP, 1997.

    Meno Honrosa - 6 Bienal de Santos - SP, 1997.

    Prmio Aquisio 17 Salo Nacional da Fundao Rmulo Maiorama Belm PA, 1998.

    Prmio Aquisio Fotografias- 14 Salo Nacional de Artes Plsticas de Santo Andr SP, 1999.

    Projetos Atos Visuais da Funarte - Braslia-DF, 2006

  • 110

    Citao em livros:

    Um sculo de Histria das Artes Plsticas em Belo Horizonte, Marlia Andrs Ribeiro e Fernando

    Pedro da Silva (orgs.) EditoraC/Arte. Belo Horizonte, 1997

    80 e 90 Modernos e Ps-Modernos, Instituto Tomie Ohtake - So Paulo, 2009.

    Os ltimos Dias do Meu Pai Fotografia, in Arte e Pesquisa, Carla Guarinello de A. Moreira (org.),

    Londrina/PR, Eduel, 2004.

    Livros publicados:

    Dirio de Passagem Uma Potica do desenho. Londrina-PR. Ed. Eduel. 1996

    Linguagem Grfica, [email protected], Universidade Aberta do Brasil, Universidade Federal do Esprito Santo

    Vitria-ES, 2009

    Desenho e Experincia, [email protected], Universidade Aberta do Brasil, Universidade Federal do Esprito

    Santo Vitria-ES, 2011

    Viajamos Para Viver - Desenhos e Fotografias, Londrina-PR, Midiograf 2013

    Textos Crticos sobre o Artista:

    GULLAR, Ferreira. in folder-convite da Exposio Homens de Corpo Fechado Pinturas - Galeria

    Ita, So Paulo - SP, 1987. Ferreira Gullar Poeta, Crtico de Arte. Rio de Janeiro-RJ.

    ALVIM, Celma. in folder convite da Exposio Arte Pra Qu? - Pinturas e Objetos - Galeria Ita,

    Belo Horizonte - MG, 1989. Celma Alvim Crtica de Arte, Membro da ABCA - Belo Horizon-te-MG.

    PINHEIRO, Olmpio. Eu Inimigo de Mim, in folder convite da Exposio Pinturas e Desenhos -

    Galeria Banestado, Curitiba-PR, 1992.

    PINHEIRO, Olmpio, At l, a Tela e seu (v) entre, in catlogo V Bienal Internacional de Cuenca

    Equador 1996 /1997.

    Olmpio Pinheiro Doutor em Sociologia da Arte pela USP, professor da Universidade Estadual

    Paulista - Jlio de Mesquita Filho, na Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicao UNESP/

    Bauru-SP.

  • 111

    Vernaschi, Elvira. in catlogo da exposio individual na Galeria SESC paulista/So Paulo/SP. 1995.

    Elvira Vernaschi Crtica de arte, Membro da ABCA - So Paulo-SP

    AGUILLAR, Nelson. in catlogo da V Bienal Internacional de Cuenca Equador - 1996 /1997.

    Nelson Aguillar Crtico de Arte, Professor de Histria da Arte da Universidade de Campinas, Cura-dor geral das 22 e 23 Bienal Internacional de So Paulo-SP.

    MORAIS, Frederico. in catlogo da exposio Dirio de Frequncia. Espao Cultural dos Correios -

    Rio de Janeiro/RJ, 1997. Frederico Morais Curador, Crtico de Arte e Historiador. Rio de Janeiro-RJ

    FARIAS, Agnaldo. in Catlogo da exposio Pinturas - Galeria Nara Roesler - So Paulo/SP. - 1997

    Agnaldo Farias Crtico de Arte e curador, Professor da ECA - USP. So Paulo-SP

    BAITELLO Jr. in catlogo da exposio Desenho e Pintura Galeria Barsikow - Berlin/Alemanha - 1998.

    Norval Baitello Jr. Doutor em Semitica da Arte e da Cultura pela Universidade Livre de Berlim,

    professor de Semitica da Cultura da PUC/SP. So Paulo-SP

    KOSSOY, Boris. A aventura de uma edio: A coleo Pirelli-MASP de fotografia em 2004, in

    catlogo Museu de arte de So Paulo, Coleo Pirelli 13. Boris Kossoy fotgrafo e professor do

    departamento de jornalismo e publicidade da ECA - USP. So Paulo-SP

    SIMONETTI, Juliana. No tempo das impermanncias, in Poiesis, Londrina/Paran- 2006. Juliana

    Simonetti graduada em Artes pela UEL, Londrina-PR

    SOUZA, Joo Wesley de. Pintura fora da pintura, segundo movimento, in catlogo A biblioteca do

    artista, Palcio das Artes, Belo Horizonte/Minas Gerais - 2008. Joo Wesley artista plstico, profes-sor de artes da UFES- Vitria-ES

    LOPES, Almerinda da Silva. O fim como um novo comeo in Galeria de Arte e Pesquisa, UFES

    2003. Almerinda crtica de arte, membro da ABCA e da ANPAP e professora de Histria da Arte,

    Vitria-ES.

    PESSOA, Fernando Mendes. Desvelamentos, in folder da exposio Galeria Matias Brotas. Vitria

    -ES. Fernando Mendes Pessoa professor de filosofia da Ufes

  • 112

    ArtistaTtulo

    Projeto grfico

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    Fernando AugustoPintura sobre pinturaRicardo GomesTom BoechatAndrea GrijDaniel Eliziario19 x 19 cmArial e Times New Roman(capa)(miolo)1081000GSA