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  • Portugus FCC 100 Questes Corrigidas e Comentadas

    Prof. Carlos Zambeli

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    SUMRIO

    1. TRE-SP TCNICO JUDICIRIO REA ADMINISTRATIVA 2017 5

    2. CREMESP OFICIAL ADMINISTRATIVO 2016 9

    3. ELETROSUL TCNICO DE MANUTENO DE EQUIPAMENTOS 2016 15

    4. TRT 20 REGIO TCNICO JUDICIRIO 2016 19

    5. TRT 14 REGIO TCNICO JUDICIRIO 2016 23

    6. TRT 23 REGIO TCNICO JUDICIRIO 2016 29

    7. TRF 3 REGIO TCNICO JUDICIRIO 2016 REA APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE EDIFICAES 35

    8. PREFEITURA DE CAMPINA TERAPEUTA OCUPACIONAL 2016 42

    9. COPERGS AUXILIAR ADMINISTRATIVO 2016 46

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    1. TRE-SP TCNICO JUDICIRIO REA ADMINISTRATIVA 2017

    CONHECIMENTOS GERAIS

    Gramtica e Interpretao de Texto da Lngua Portuguesa

    Ateno: Para responder s questes de nmeros 1 e 2, considere o texto abaixo.

    Centro de Memria Eleitoral CEMEL

    O Centro de Memria Eleitoral do TRE-SP foi criado em agosto de 1999 e tem por objetivo a execuo de aes que possibilitem cultivar e difundir a memria poltico-eleitoral como instrumento eficaz do aprofundamento e alargamento da conscincia de cidadania, em prol do aperfeioamento do regime democrtico brasileiro.

    Seu acervo rene ttulos eleitorais desde a poca do Imprio, urnas de votao (de madeira, de lona e eletrnicas), quadros, fotografias e material audiovisual, entre outros itens.

    A realizao de exposies temticas, o lanamento de livros, a realizao de palestras, alm de visitas escolares monitoradas na sede do tribunal e o desenvolvimento de um projeto de histria oral, so algumas das iniciativas do CEMEL.

    (Disponvel em: www.tre-sp.jus.br)

    1. Da leitura do texto, compreende-se que

    a) a preservao da memria poltico-eleitoral consiste em resgatar o regime imperialista.b) o acervo do CEMEL preserva um material to antigo que antecede a poca do Imprio.c) a conscincia de cidadania condio necessria para a consolidao da democracia.d) o estudo da histria garantia do estabelecimento de um governo pautado pela cidadania.e) a meta do CEMEL assegurar o arquivamento sigiloso da documentao da justia eleitoral.

    2. O Centro de Memria Eleitoral do TRE-SP foi criado em agosto de 1999 e tem por objetivo a execuo de aes... (1 pargrafo)

    O segmento sublinhado estar corretamente substitudo, com o sentido preservado, por:

    a) visa b) prope-se dac) promove d) reivindica e) promulga a

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    3. A frase em que a concordncia se estabelece em conformidade com a norma-padro da lngua :

    a) Voltados ao cultivo e difuso da memria poltico-eleitoral, foi criado o CEMEL, em 1999.b) Do-se com regularidade a ocorrncia de visitas escolares monitoradas na sede do tribunal.c) Faz parte do acervo ttulos eleitorais, urnas de votao, quadros, fotografias e material

    audiovisual.d) Entre as iniciativas do CEMEL, destaca-se a realizao de exposies e o lanamento de

    livros.e) O acervo do CEMEL contm, entre outros itens, ttulos de eleitor que remontam poca do

    Imprio.

    Ateno: Para responder s questes de nmeros 4 a 6, considere o texto abaixo.

    As crianas de hoje esto crescendo numa nova realidade, na qual esto conectadas mais a mquinas e menos a pessoas, de uma maneira que jamais aconteceu na histria da humanidade. A nova safra de nativos do mundo digital pode ser muito hbil nos teclados, mas encontra dificuldades quando se trata de interpretar comportamentos alheios frente a frente, em tempo real.

    Um estudante universitrio observa a solido e o isolamento que acompanham uma vida reclusa ao mundo virtual de atualizaes de status e postagens de fotos do meu jantar. Ele lembra que seus colegas esto perdendo a habilidade de manter uma conversa, sem falar nas discusses profundas, capazes de enriquecer os anos de universidade. E acrescenta: Nenhum aniversrio, show, encontro ou festa pode ser desfrutado sem que voc se distancie do que est fazendo, para que aqueles no seu mundo virtual saibam instantaneamente como est se divertindo.

    De algumas maneiras, as interminveis horas que os jovens passam olhando fixamente para aparelhos eletrnicos podem ajud-los a adquirir habilidades cognitivas especficas. Mas h preocupaes e questes sobre como essas mesmas horas podem levar a dficits de habilidades emocionais, sociais e cognitivas essenciais.

    (Adaptado de: GOLEMAN, Daniel. Foco: a ateno e seu papel fundamental para o sucesso. Trad. Cssia Zanon. Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, p. 29-30)

    4. Na opinio do autor,

    a) a constante conexo s mquinas no tem o potencial de contribuir para o desenvolvimento intelectual dos jovens.

    b) a ateno exagerada que se d aos meios virtuais tem como efeito o surgimento de problemas na interao social.

    c) a superficialidade das conversas travadas nas redes sociais fruto da reduo gradual de eventos coletivos.

    d) o isolamento em um mundo virtual se torna preocupante quando o jovem deixa de frequentar eventos sociais.

    e) o ambiente virtual tornou-se mais atraente ao jovem na medida em que este se viu inbil para lidar com conflitos reais.

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    5. Uma frase redigida em conformidade com as informaes do texto :

    a) De tanto que tem dificuldade em interpretar as pessoas face a face, o nativo digital hbil nos teclados.

    b) A despeito de ser hbil nos teclados, o nativo digital tem dificuldade em interpretar as pessoas face a face.

    c) Diante da dificuldade em interpretar as pessoas face a face, o nativo digital, portanto, hbil nos teclados.

    d) O nativo digital tem dificuldade em interpretar as pessoas face a face, em virtude de ser hbil nos teclados.

    e) presuno de ser hbil nos teclados, o nativo digital tem dificuldade em interpretar as pessoas face a face.

    6. Considere a relao entre o vocbulo que e a expresso entre colchetes nas seguintes passagens do texto.

    I ... esto conectadas mais a mquinas e menos a pessoas, de [uma maneira] que jamais aconteceu na histria da humanidade. (1 pargrafo)

    II Um estudante universitrio observa [a solido e o isolamento] que acompanham uma vida reclusa ao mundo virtual... (2 pargrafo)

    III Ele lembra que [seus colegas] esto perdendo a habilidade de manter uma conversa... (2 pargrafo)

    IV [Nenhum aniversrio, show, encontro ou festa] pode ser desfrutado sem que voc se distancie... (2 pargrafo)

    V ... [as interminveis horas] que os jovens passam olhando fixamente para aparelhos eletrnicos... (3 pargrafo)

    Tem funo pronominal, por se referir expresso entre colchetes e equivaler a ela em termos de sentido, o vocbulo que sublinhado APENAS em

    a) II, III e V.b) I, III e IV.c) I, II e V.d) I, II e IV.e) III, IV e V.

    7. A forma verbal empregada corretamente est na frase:

    a) Notam-se a probabilidade de problemas emocionais e de dficits de habilidades sociais.b) Dedica-se ao manejo de aparelhos eletrnicos, desde a mais tenra idade, as crianas de

    hoje.c) Cercam-se de solido e isolamento uma vida reclusa ao mundo virtual de atualizaes de

    status.d) Findaram as discusses profundas, com as quais poderia se enriquecer os anos de

    universidade.e) Interpretam-se, com dificuldade, comportamentos alheios frente a frente, em tempo real.

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    8. A frase redigida com clareza e correo :

    a) A humanidade assiste a uma revoluo tecnolgica e comportamental indita, cujas consequncias ainda no so passveis de mensurao.

    b) As duas primeiras dcadas deste sculo, tem assistido uma transformao vertiginosa que entretanto, no satisfaz os desejos de expanso humano.

    c) comum pessoas negligenciarem ao instante presente para tirar fotos de que sero apreciadas por amigos virtuais, com o qual no se tem intimidade.

    d) possvel que o crebro da nova safra de nativos digitais, adapta-se ao contato exacerbado com as mquinas, afim de aproveitar-lhe ao mximo.

    e) Os jovens que obterem melhor desempenho com as novas tecnologias faro jus mais sucesso, porm h outras habilidades, que podem prejudic-lo.

    Gabarito:1. C2. A3. D4. B5. B6. C7. E8. A

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    2. CREMESP OFICIAL ADMINISTRATIVO 2016

    CONHECIMENTOS GERAIS

    Lngua Portuguesa

    Ateno: Utilize o texto abaixo para responder s questes de nmeros 1 a 3.

    O Dia do Mdico, celebrado em 18 de outubro, foi a data escolhida pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de So Paulo (Cremesp) para o lanamento de uma campanha pela humanizao da Medicina. Com o mote O calor humano tambm cura, a ao pretende enaltecer a vocao humanitria do mdico e fortalecer a relao entre esses profissionais e seus pacientes, um dos pilares da Medicina.

    As peas da campanha ressaltam, por meio de filmes, anncios e banners, que o mdico especialista em pessoas e que o toque, o olhar e a conversa so to essenciais para a Medicina quanto a evoluo tecnolgica.

    (No Dia do Mdico, Cremesp lana campanha pela humanizao da Medicina. Disponvel em: www.cremesp.org.br)

    1. Levando em conta a linguagem, o formato e a finalidade do texto, conclui-se que se trata de

    a) um editorial.b) uma notcia.c) um artigo de opinio.d) uma carta comercial.e) uma reportagem.

    2. A partir da leitura do texto, entende-se que a

    a) tecnologia e o calor humano tm importncia equivalente para a medicina.b) relao entre mdico e paciente deve limitar-se criao de laos afetivos.c) medicina deve pautar-se pelo calor humano e prescindir da tecnologia.d) relao entre mdico e paciente deve apoiar-se no afeto e no na razo.e) tecnologia um catalisador do contato afetuoso entre mdico e paciente.

    3. ... uma campanha pela humanizao da Medicina.

    Uma expresso que substitui o vocbulo sublinhado, preservando o sentido original e atendendo norma-padro da lngua, :

    a) propcia nab) em benefcio dac) favorvel nad) em detrimento dae) incentivo da

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    Ateno: Utilize o texto abaixo para responder s questes de nmeros 4 a 8.

    preciso ser taxativo: seu planejamento financeiro familiar no ser eficiente se voc no tiver equilbrio oramentrio, o que se traduz em gastar menos do que ganha e investir a diferena com regularidade. Alcanar e manter o equilbrio oramentrio ms a ms fundamental para viabilizar a realizao de seus sonhos, j que os sonhos tm custo.

    No difcil detectar o desequilbrio oramentrio ao analisar seu comportamento familiar de consumo. Se voc tem o hbito de gastar enquanto o saldo no banco permite, a constatao imediata: o uso do dinheiro em sua famlia irresponsvel, pois negligencia a necessidade de reservas no futuro. Se, por outro lado, voc procura manter algum tipo de disciplina com os gastos ao controlar suas dvidas, mas no controla o suficiente para viabilizar sobras regulares, a situao ainda pior. Voc apenas tem mais trabalho para conduzir a vida de maneira descuidada. O controle, por si s, no passa de perda de tempo.

    (CERBASI, Gustavo. Como organizar sua vida financeira: inteligncia financeira pessoal na prtica. So Paulo, Elsevier, 2009, p. 25)

    4. Segundo o autor, o equilbrio oramentrio

    a) exige o investimento na aquisio de propriedades.b) requer a reduo do nmero de despesas fixas.c) pressupe a manuteno peridica de reservas.d) prev a eliminao de gastos com sonhos individuais.e) demanda a limitao de gastos a itens essenciais.

    5. O trecho do texto cuja palavra sublinhada pode ser substituda, sem prejuzo do sentido, pela expresso que est entre parnteses :

    a) O controle, por si s, no passa de perda de tempo. [uso distinto]b) Se voc tem o hbito de gastar enquanto o saldo no banco permite... [comportamento

    instintivo]c) preciso ser taxativo: seu planejamento financeiro familiar no ser eficiente se voc no

    tiver equilbrio oramentrio... [rgido de princpios]d) Alcanar e manter o equilbrio oramentrio ms a ms fundamental para viabilizar a

    realizao de seus sonhos... [tornar exequvel]e) Voc apenas tem mais trabalho para conduzir a vida de maneira descuidada. [dar luz]

    6. Considere a funo do vocbulo se nas seguintes frases do texto.

    ... seu planejamento financeiro familiar no ser eficiente se voc no tiver equilbrio oramentrio...

    Se voc tem o hbito de gastar enquanto o saldo no banco permite, a constatao imediata...

    Se, por outro lado, voc procura manter algum tipo de disciplina com os gastos ao controlar suas dvidas, mas no controla o suficiente para viabilizar sobras regulares, a situao ainda pior.

    A recorrncia desse vocbulo evidencia que

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    a) os problemas apresentados pelo autor no podem ser avaliados criticamente.b) as situaes narradas pelo autor so verdicas e aconteceram com ele prprio.c) o texto tem uma estrutura prpria da narrao de fatos rememorados.d) a emotividade predomina num texto marcado por experincias pessoais.e) o autor organiza sua argumentao recorrendo formulao de hipteses.

    7. No difcil detectar o desequilbrio oramentrio ao analisar seu comportamento familiar de consumo.

    Essa frase est corretamente reescrita com as formas verbais empregadas na voz passiva em:

    a) O desequilbrio oramentrio no difcil de ser detectado quando se analisa seu comportamento familiar de consumo.

    b) Quem quiser detectar o desequilbrio oramentrio no encontrar dificuldade ao fazer uma anlise de seu comportamento familiar de consumo.

    c) Detectar o desequilbrio oramentrio passa a no ser difcil com a anlise de seu comportamento familiar de consumo.

    d) A dificuldade em detectar o desequilbrio oramentrio deixa de existir proporo que analisam seu comportamento familiar de consumo.

    e) O desequilbrio oramentrio deixa de ser difcil de detectar no momento em que comeam a analisar seu comportamento familiar de consumo.

    8. Se, por outro lado, voc procura manter algum tipo de disciplina com os gastos ao controlar suas dvidas, mas no controla o suficiente para viabilizar sobras regulares, a situao ainda pior.

    Atendendo-se s regras de uso verbal, as formas sublinhadas estaro corretamente substitudas, na ordem dada, por:

    a) mantm controlaria fosseb) mantiver controlar sejac) mantesse controlasse serd) mantivesse controlasse seriae) manter controlar ser

    Ateno: Utilize a tirinha abaixo para responder s questes de nmeros 9 e 10.

    (WALKER, Mort. Recruta Zero. Disponvel em: http://m.cultura.estadao.com.br)

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    9. Com relao fala Estou tentando usar meu tempo mais eficientemente, o comentrio Portanto, no vou perder meu tempo lendo suas dicas sobre eficincia estabelece relao de

    a) concesso.b) concomitncia.c) finalidade.d) concluso.e) conformidade.

    10. isso a, senhor!

    Nessa frase, a vrgula tem a funo de destacar o vocativo, assim como se observa em:

    a) Na empresa, h espaos destinados prtica de ginstica laboral e ao descanso dos funcionrios durante o expediente.

    b) Satisfeito com as vendas, o gerente da loja de caminhes resolveu dar uma gratificao maior a seus funcionrios.

    c) Os moradores, proprietrios ou locatrios, devero receber a verso atualizada do regimento interno do condomnio.

    d) As reformas nas dependncias do prdio foram autorizadas pelos engenheiros, contratados exclusivamente para isso.

    e) Prezados colaboradores, temos a satisfao de anunciar que a creche da empresa ser inaugurada no prximo ms.

    11. Uma frase cuja redao est adequada a um e-mail institucional, ou seja, a um contexto de comunicao escrita formal, :

    a) Desculpe-me, eu tinha muito interesse em ler tuas sugestes de eficincia, s que agora estou muito ocupado e sem tempo.

    b) Carssimo, por falta de tempo, devo lhe confessar que no vou poder tomar cincia das tuas sugestes de eficincia.

    c) Devido a restries de tempo, informo-lhe que suas sugestes de eficincia no sero submetidas anlise neste momento.

    d) Lhe comunico, por meio deste, que no estou dispondo de tempo para debruar-me sobre as tuas sugestes de eficincia.

    e) Gostaria que voc soubesse que, mesmo considerando suas sugestes de eficincia vlidas, no tenho como avaliar-lhes agora.

    Ateno: Utilize o texto abaixo para responder s questes de nmeros 12 a 14.

    Outro dia, em busca de determinada informao, caiu-me s mos um calendrio de 1866. Por fora do hbito, examinei-o pelo avesso e descobri um panorama encantador. Como todos antes dele, foi um ano cheio de domingos. Nasceu e morreu gente. Declararam-se guerras e fizeram-se as pazes, no necessariamente nessa ordem. O barco a vapor, o telgrafo e a fotografia eram as grandes novidades, e j havia no ar um xod pela tecnologia. Mas no adiantava: aquele mundo de 150 anos atrs continuava predominantemente literrio.

    Eram tempos em que, flanando pelas grandes cidades, os mortais podiam cruzar com os escritores nas ruas poetas, romancistas, pensadores , segui-los at seus cafs, sentar-se mesa do lado, ouvir o que eles diziam e, quem sabe, pux-los pela manga e oferecer-lhes fogo.

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    Talvez em nenhuma outra poca tantos gnios morassem nas mesmas cidades, quem sabe at em bairros vizinhos. E todos em idade madura, no auge de suas vidas ativas e criativas.

    Na Paris de 1866, por exemplo, roavam cotovelos Alexandre Dumas, Victor Hugo, Baudelaire. Em Lisboa, Antero de Quental, Camilo Castelo Branco, Ea de Queiroz. E, no Rio, bastava um pulinho rua do Ouvidor para se estar diante de Machado de Assis e Jos de Alencar.

    Que viagem, a 1866.

    (Adaptado de: CASTRO, Ruy. Viagem a 1866. Disponvel em: www.folha.uol.com.br)

    12. Em seu texto, o autor chama a ateno para uma singularidade do ano de 1866 que diz respeito

    a) existncia de estabelecimentos especializados em receber escritores.b) concentrao de grandes escritores partilhando os mesmos espaos.c) maneira como os leitores tinham maior reverncia pelos escritores.d) ao modo displicente com que os escritores andavam pelas ruas.e) ao fato de os escritores terem uma relao de amizade com os leitores.

    13. Uma caracterstica do gnero crnica que pode ser observada no texto a presena de uma linguagem

    a) argumentativa, que se evidencia em: Nasceu e morreu gente.b) imparcial, que se evidencia em: Talvez em nenhuma outra poca tantos gnios morassem

    nas mesmas cidades...c) formal, que se evidencia em: ... j havia no ar um xod pela tecnologia.d) arcaica, que se evidencia em: Que viagem, a 1866.e) coloquial, que se evidencia em: ... foi um ano cheio de domingos.

    14. Um trecho do texto est reescrito corretamente, em conformidade com a norma-padro da lngua e com o sentido preservado em linhas gerais, em:

    a) Eram tempos em que ... os mortais podiam cruzar com os escritores nas ruas... / Tratavam-se de tempos em que os escritores eram acessvel aos mortais nas ruas...

    b) Como todos antes dele, foi um ano cheio de domingos. / Assim como ocorreram em todos os anos antes dele, houveram naquele ano muitos domingos.

    c) O barco a vapor, o telgrafo e a fotografia eram as grandes novidades... / Eram considerados como as grandes novidades da poca o barco a vapor, o telgrafo e a fotografia...

    d) ... roavam cotovelos Alexandre Dumas, Victor Hugo, Baudelaire. / ... mantinha contato, ao roar os cotovelos, Alexandre Dumas, Victor Hugo, Baudelaire.

    e) ... bastava um pulinho rua do Ouvidor para se estar diante de Machado de Assis e Jos de Alencar. / ... com um pulinho rua do Ouvidor, logo estavam-se perante de Machado de Assis e Jos de Alencar.

    15. A frase redigida com clareza e correo :

    a) Aps encontrar, fortuitamente, um calendrio de 1866, o autor empreendeu uma viagem quele ano e concluiu que foi um perodo de intensa produo literria, com grandes artistas no pice de suas carreiras.

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    b) Um amante de literatura certamente, ficaria extasiado caso concedessem-no a oportunidade de viajar a 1866, ano em que tivera a chance de conviver com autores consagrados, da extirpe de Baudelaire.

    c) O autor ao cair um calendrio antigo em suas mos, relata uma viagem quele ano, onde pode imaginar vrios escritores de renome ainda vivos e disfrutando da fase mais madura de sua carreira.

    d) Na medida que o ano se transcorreu, pessoas guerrearam e fizeram as pazes, bem como muitos escritores caminharam lado a lado nas ruas de suas cidades, por que aquele ano era majoritariamente literrio.

    e) Ao discorrer pelas ruas do Rio de Janeiro em 1866 talvez era possvel esbarrar-se com escritores da estatura de um Machado de Assis, de cuja obra todos, no sem razo, nutrem grande admirao.

    Gabarito:1. B2. A3. B4. C5. D6. E7. A8. D9. D10. E11. C12. B13. E14. C15. A

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    3. ELETROSUL TCNICO DE MANUTENO DE EQUIPAMENTOS 2016

    CONHECIMENTOS GERAIS

    Lngua Portuguesa

    Ateno: As questes de nmeros 1 a 5 referem-se ao texto abaixo.

    Abu Dhabi constri cidade do futuro, com tudo movido a energia solar

    Bem no meio do deserto, h um lugar onde o calor extremo. Sessenta e trs graus ou at mais no vero. E foi exatamente por causa da temperatura que foi construda em Abu Dhabi uma das maiores usinas de energia solar do mundo.

    Os Emirados rabes esto investindo em fontes energticas renovveis. No vo substituir o petrleo, que eles tm de sobra por mais 100 anos pelo menos. O que pretendem diversificar e poluir menos. Uma aposta no futuro.

    A preocupao com o planeta levou Abu Dhabi a tirar do papel a cidade sustentvel de Masdar. Dez por cento do planejado est pronto. Um traado urbanstico ousado, que deixa os carros de fora. L s se anda a p ou de bicicleta. As ruas so bem estreitas para que um prdio faa sombra no outro. perfeito para o deserto. Os revestimentos das paredes isolam o calor. E a direo dos ventos foi estudada para criar corredores de brisa.

    (Adaptado de: Abu Dhabi constri cidade do futuro, com tudo movido a energia solar. Disponvel em: http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2016/04/abu-dhabi-constroi-cidade-do-futuro-com-tudo-movido-energia-solar.html)

    1. A construo de uma das maiores usinas de energia solar do mundo em Abu Dhabi se justifica pela preocupao dos Emirados rabes em

    a) eliminar as fontes de calor, especialmente no vero.b) preservar as minas de petrleo que ainda restam.c) emitir menos poluentes durante a gerao de energia.d) fornecer energia a baixo custo para a populao local.e) pr fim imediato poluio gerada pelo uso do petrleo.

    2. Acerca da cidade de Masdar, correto afirmar que

    a) foi projetada com estratgias para reduzir o calor.b) permanece no papel, pois sua execuo invivel.c) partiu de um projeto testado antes em outra regio.d) foi planejada durante uma poca anterior aos carros.e) bem convencional, inspirada nas grandes metrpoles.

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    Portugus - FCC | 100 Questes Comentadas e Corrigidas

    3. A preocupao com o planeta levou Abu Dhabi a tirar do papel a cidade sustentvel de Masdar. (3 pargrafo)

    Ao substituir-se a forma levou pela construo fez com que, o segmento sublinhado dever ser substitudo, preservando-se a correlao verbal, por

    a) tirar.b) tira.c) tirava.d) tirasse.e) tirar.

    4. Os revestimentos das paredes isolam o calor. (3 pargrafo)

    Essa orao est corretamente reescrita na voz passiva em:

    a) Isola o calor os revestimentos das paredes.b) O calor isolado pelos revestimentos das paredes.c) Isolam-se o calor ao ser revestido as paredes.d) O calor que isola os revestimentos das paredes.e) Os revestimentos das paredes so isolado do calor.

    5. Considere as seguintes passagens do texto:

    I E foi exatamente por causa da temperatura que foi construda em Abu Dhabi uma das maiores usinas de energia solar do mundo. (1 pargrafo)

    II No vo substituir o petrleo, que eles tm de sobra por mais 100 anos pelo menos. (2 pargrafo)

    III Um traado urbanstico ousado, que deixa os carros de fora. (3 pargrafo)

    IV As ruas so bem estreitas para que um prdio faa sombra no outro. (3 pargrafo)

    O termo que pronome e pode ser substitudo por o qual APENAS em

    a) I e II.b) II e III.c) I, II e IV.d) I e IV.e) III e IV.

    Ateno: As questes de nmeros 6 a 8 referem-se ao texto abaixo.

    Ofertas do Google

    Uma das coisas que admiro nas pessoas que sabem muito o desapego. Elas no se contentam em saber espalham generosamente o que sabem, vivem prontas a ensinar e fazem isso de graa, pelo prazer de ajudar. O conhecimento no para ser guardado a ferros, mas dividido alis, a nica maneira de multiplic-lo.

    Tive a sorte de trabalhar ou conviver com alguns verdadeiros arquivos vivos, gente capaz de responder na lata sobre muitos assuntos alm dos de sua rea entre outros, Otto Maria Carpeaux e Franklin de Oliveira. Uma pergunta a um deles era a garantia de uma aula.

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    Portugus - FCC | 100 Questes Comentadas e Corrigidas

    De 15 anos para c, o Google se esfora para substituir as sumidades do conhecimento. o maior banco de dados do mundo e ameaa tornar ociosos os dicionrios, enciclopdias e compndios j absorvidos por ele, ao alcance de consultas rpidas e, melhor ainda, grtis.

    Ou no? Posso estar errado, mas tenho visto que, de algum tempo para c, ao procurar por qualquer assunto no Google, ele nos cumula de pechinchas comerciais sobre o dito assunto. Se voc pesquisar sorvete, livro ou apartamento, ele aproveitar para apregoar um irritante varejo desses produtos.

    (Adaptado de: CASTRO, Ruy. Ofertas do Google. Disponvel em: www.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/03/1748685-ofertas-do-google.shtml)

    6. O autor faz uma crtica

    a) ao fato de o Google ter feito com que os homens sbios parecessem charlates.b) maneira como o Google divulga informaes sem dar crdito aos autores.c) superficialidade do contedo do Google comparado com os livros tradicionais.d) falta de variedade de contedo disponvel para pesquisas rpidas no Google.e) divulgao de conhecimento no Google aliada a interesses comerciais.

    7. A expresso sublinhada tem seu sentido expresso, em outras palavras, em:

    a) ... ameaa tornar ociosos os dicionrios, enciclopdias e compndios... (3 pargrafo) / obsoletos

    b) ... a nica maneira de multiplic-lo. (1 pargrafo) / decomp-loc) ... o Google se esfora para substituir as sumidades do conhecimento. (3 pargrafo) / os

    inbeisd) Uma pergunta a um deles era a garantia de uma aula. (2 pargrafo) / prepotnciae) De 15 anos para c, o Google se esfora para substituir... (3 pargrafo) / se surpreende

    8. Uma frase escrita com clareza, correo e em conformidade com o texto :

    a) H quinze anos, o Google tornou acessvel o contedo, de dicionrios e enciclopdias, para que se tornassem de fcil acesso todos que consultam-lhe.

    b) Embora o saber no deva ser multiplicado, porm dividido, so louvvel as iniciativas daqueles que se empenham de compartilhar, aos outros, sua sabedoria.

    c) O autor diz ter tido a sorte de trabalhar, com verdadeiros sbios que, quando perguntados, respeito de qualquer assunto logo respondiam prontamente.

    d) Uma caracterstica admirvel nas pessoas que sabem muito, segundo o autor, a generosidade com que elas se dispem a partilhar o conhecimento.

    e) O Google hoje, o banco de dados mais eficiente para quem deseja se aprofundar, ao conhecimento de um assunto, desde sorvete apartamento.

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    9. Considere o texto abaixo.

    Da paginao

    Os livros de poemas devem ter margens largas e muitas pginas em branco e suficientes claros nas pginas impressas, para que as crianas possam ench-los de desenhos gatos, homens, avies, casas, chamins, rvores, luas, pontes, automveis, cachorros, cavalos, bois, tranas, estrelas que passaro tambm a fazer parte dos poemas...

    (QUINTANA, Mario. Sapato florido. So Paulo, Globo, 2005, p. 33)

    Para o autor, os livros de poemas devem ter uma apresentao que

    a) elimine a chance de mais de uma interpretao.b) induza a uma leitura realista e bem objetiva.c) estimule a participao ativa das crianas.d) ensine as crianas a se portar com bons modos.e) seja compreensvel a pessoas que so analfabetas.

    10. A frase escrita corretamente, de acordo com a norma-padro, :

    a) provavel que desenhos de outros animais sejam benvindos nos livros que o autor se refere.

    b) O autor expressou o desejo que os livros mantessem margens estensas e pginas em branco.

    c) Os desenhos que as crianas virem a fazer nos livros devero ser acrecidos aos poemas.d) As pginas em branco serveriam ao proposito de oferecer s crianas espao para desenhar.e) As crianas tero a liberdade de expor os desenhos que julgarem mais apropriados ao livro.

    Gabarito:1. C2. A3. D4. B5. B6. E7. A8. D9. C10. E

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    4. TRT 20 REGIO TCNICO JUDICIRIO 2016

    CONHECIMENTOS GERAIS

    Lngua Portuguesa

    Ateno: Leia o texto abaixo para responder s questes de nmeros 1 a 5.

    Com a literatura de cordel como aliada, o clich de mudar o mundo no soa to inalcanvel. Os folhetos de cordel so baratos, acessveis e extremamente fceis de transportar e de compartilhar com outras pessoas. Melhor ainda: so ideais para a sala de aula. Entre rimas, estrofes e melodias, muitos assuntos pertinentes podem ser tratados e debatidos.

    Nos ltimos quatro anos, desde que comecei a publicar os meus cordis, recebi centenas de mensagens com depoimentos de educadores que compram meus folhetos e utilizam minhas rimas para falar sobre questes raciais, de gnero, de diversidade sexual e histria. Com a srie Heronas Negras na Histria do Brasil, sculos de esquecimento comeam a ser rompidos e muita gente escuta falar, pela primeira vez, sobre as mulheres negras que foram lderes quilombolas e guerreiras na luta contra a escravido.

    Pelo cordel, nomes como Tereza de Benguela, Dandara dos Palmares, Zacimba Gaba e Mariana Crioula protagonizam discusses acaloradas sobre racismo e machismo; at mesmo uma aula de portugus pode ser a oportunidade perfeita para colocar essas questes em pauta.

    Esse tipo de cordel com proposta social chamado de Cordel Engajado e pode trazer poltica, defesa de causas e crticas sociais para a literatura de uma maneira profundamente envolvente. Afinal, a literatura de cordel excelente para a transformao da sociedade em uma realidade onde exista mais equidade e respeito pela diversidade.

    Esse respeito, alis, pode comear pela prpria valorizao do cordel, algo que s deve acontecer quando todos os empecilhos preconceituosos forem tirados do caminho. Ainda h muito a se caminhar, sobretudo com o alarme do tempo piscando e gritando que um dia, infelizmente, o cordel pode virar artigo de museu.

    (Adaptado de: ARRAES, Jarid. A literatura de cordel..., Blooks. Rio de Janeiro: Ginga Edies, 2016, p. 12-13)

    1. De acordo com o texto,

    a) o preconceito relacionado literatura de cordel deve-se sobremaneira s histrias com protagonistas ligados a temas como diversidade sexual, racial e questes de gnero.

    b) o cordel, por ser barato e de fcil difuso, pode ser usado como um instrumento de educao para um mundo mais igualitrio, a comear pelo modo como ele prprio visto pela sociedade.

    c) o cordel presta-se aos mais variados fins ideolgicos, por ser um suporte barato para ideias facilmente aceitveis pelas minorias polticas, como mulheres e negros.

    d) o cordel vem se tornando um objeto de museu, seja por ser um smbolo da cultura oral da populao do Nordeste, seja pelo carter edificante de suas histrias.

    e) por mais que o cordel possa ser usado em aulas de lngua portuguesa, no este seu uso primordial, uma vez que se caracteriza por uma linguagem nem sempre recomendvel.

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    2. Com a literatura de cordel como aliada, o clich de mudar o mundo no soa to inalcanvel. Os folhetos de cordel so baratos, acessveis e extremamente fceis de transportar e de compartilhar com outras pessoas. (1 pargrafo)

    Mantendo-se a correo e a lgica, e fazendo-se as alteraes necessrias na pontuao entre minsculas e maisculas, as frases acima podem ser articuladas em um nico perodo mediante o uso de, aps inalcanvel:

    a) uma vez queb) conquantoc) de maneira qued) a tal ponto quee) caso

    3. Leia as afirmaes abaixo a respeito da pontuao do 2 pargrafo.

    I A vrgula imediatamente aps anos tem por funo separar dois segmentos de funo sinttica semelhante no perodo.

    II A vrgula imediatamente aps cordis justifica-se pelo fato de que todo o trecho anterior a ela, de carter adverbial, antecede a orao principal.

    III Imediatamente aps o termo rompidos pode-se acrescentar uma vrgula, uma vez que separaria oraes de sujeitos diferentes.

    Est correto o que se afirma em

    a) II e III, apenas.b) I e II, apenas.c) I, II e III.d) I, apenas.e) III, apenas.

    4. Mantendo-se o sentido, nos segmentos abaixo, o termo sublinhado que pode ser substitudo por a fim de encontra-se em:

    a) Melhor ainda: so ideais para a sala de aula. (1 pargrafo)b) ... a literatura de cordel excelente para a transformao da sociedade... (4 pargrafo)c) ... e pode trazer poltica, defesa de causas e crticas sociais para a literatura de uma maneira

    profundamente envolvente. (4 pargrafo)d) ... pode ser a oportunidade perfeita para colocar essas questes em pauta. (3 pargrafo)e) ... e utilizam minhas rimas para falar sobre questes raciais... (2 pargrafo)

    5. ... uma realidade onde exista mais equidade e respeito pela diversidade. (4 pargrafo).

    A respeito do verbo sublinhado acima, afirma-se corretamente:

    a) O modo imperativo enfatiza o desejo do autor por uma cidade mais igualitria.b) Pode ser substitudo pelo verbo haver, tanto no singular como no plural.c) O modo subjuntivo refora o carter exortativo da recomendao.d) Pode ser substitudo pela forma existam, sem prejuzo para a correo.e) O modo indicativo assinala a possibilidade de uma nova realidade.

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    Ateno: Leia o texto abaixo para responder s questes de nmeros 6 a 9.

    O conceito de infncia, como o conhecemos, consolidou-se no Ocidente a partir do sculo XVIII. At o sculo XVI, pelo menos, assim que conseguissem se virar sem as mes ou as amas, as crianas eram integradas ao mundo dos adultos. A infncia, como idade da brincadeira e da formao escolar, ao mesmo tempo com direito proteo dos pais e depois do Estado, algo relativamente novo.

    A infncia no um conceito determinado apenas pela biologia. Como tudo, tambm um fenmeno histrico implicado nas transformaes econmicas e sociais do mundo, em permanente mudana e construo.

    Hoje h algo novo nesse cenrio. Vivemos a era dos adultos infantilizados. No por acaso que proliferaram os coaches. Coach, em ingls, significa treinador. Originalmente, treinador de esportistas. Nesse conceito importado dos Estados Unidos, pas que transformou a infncia numa bilionria indstria de consumo, a ideia a de que, embora estejamos na idade adulta, no sabemos lidar com a vida sozinhos. Precisamos de um treinador que nos ajude a comer, conseguir amigos e emprego, lidar com conflitos matrimoniais e profissionais, arrumar as finanas e at mesmo organizar os armrios. Uma espcie de infncia permanente do indivduo.

    Os adultos infantilizados desse incio de milnio encarnam a gerao do eu mereo. Alcanar sonhos, ideais ou mesmo objetivos parece ser compreendido como uma consequncia natural do prprio existir, de preferncia imediata. Quando essa crena fracassa, hora de buscar o treinador de felicidade, o treinador de sade. estarrecedor verificar como as geraes que esto a parecem no perceber que d trabalho conquistar o que se deseja. E, mesmo que se esforcem muito, haver sempre o que no foi possvel alcanar.

    (Adaptado de: BRUM, ELIANE. Disponvel em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca)

    6. Atente para as afirmaes abaixo.

    I No texto, assinala-se a infantilizao dos adultos de hoje que, de um lado, precisam de ajuda para resolver diversos tipos de conflito e, de outro, creem que atingiro suas metas sem maiores esforos.

    II As mudanas histricas ocorridas no conceito de infncia fizeram com que esta passasse de uma fase de brincadeiras criativas e formao educacional a um perodo de consumo extremo, amplamente explorado pelo mercado.

    III A tendncia atual de buscar treinadores que interferem em diversas reas da vida, seja solucionando conflitos pessoais ou promovendo atitudes positivas no trabalho, reflexo do aumento da competitividade, que faz com que os indivduos tenham que se esforar ao mximo para atingir suas metas.

    Est correto o que se afirma APENAS em

    a) I.b) I e II.c) I e III.d) II e III.e) III.

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    7. Precisamos de um treinador que nos ajude a comer...

    O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o sublinhado acima est tambm sublinhado em:

    a) ... assim que conseguissem se virar sem as mes ou as amas...b) No por acaso que proliferaram os coaches.c) ... pas que transformou a infncia numa bilionria indstria de consumo...d) E, mesmo que se esforcem muito...e) Hoje h algo novo nesse cenrio.

    8. Identifica-se noo de concesso no segmento que se encontra em:

    a) Quando essa crena fracassa... (ltimo pargrafo)b) ... assim que conseguissem se virar sem as mes ou as amas... (1 pargrafo)c) ... a partir do sculo XVIII. (1 pargrafo)d) ... em permanente mudana e construo. (2 pargrafo)e) ... embora estejamos na idade adulta... (3 pargrafo)

    9. Afirma-se corretamente:

    a) No segmento O conceito de infncia, como o conhecemos, consolidou-se no Ocidente (1 pargrafo), o elemento sublinhado refere-se a Ocidente.

    b) No segmento com direito proteo dos pais e depois do Estado (1 pargrafo), o sinal indicativo de crase que antecede o termo do facultativo e pode ser suprimido.

    c) O elemento sublinhado em tambm um fenmeno histrico implicado nas transformaes econmicas e sociais do mundo (2 pargrafo) pode ser corretamente substitudo por: compelido.

    d) Mantendo-se a correo e o sentido, o segmento sublinhado em pas que transformou a infncia numa bilionria indstria de consumo (3 pargrafo) pode ser substitudo por: cuja a infncia foi transformada.

    e) Fazendo-se as devidas alteraes entre minsculas e maisculas, as frases Hoje h algo novo nesse cenrio / Vivemos a era dos adultos infantilizados (3 pargrafo) podem ser articuladas em um nico perodo com o uso do sinal de dois-pontos.

    10. Est correta a redao que se encontra em:

    a) Segundo pesquisadores, como nem todas as crianas vivem a infncia propriamente dita, devido as suas condies econmicas, sociais e culturais, as particularidades da infncia no so reconhecidas por todas as crianas.

    b) A viso que os adultos atualmente tem da criana foi historicamente construdo ao longo das transformaes sciais e histricas.

    d) No passado, nem sempre as questes relacionadas criana fazia com que esta fosse vista, pela sociedade, como um ser que necessita de ateno diferenciada e proteo do Estado.

    d) Surge, no incio do sculo XVII, juntamente com o desenvolvimento de noes inovadoras sobre o comportamento infantil, um novo tipo de literatura pedaggica destinada aos pais e educadores.

    e) O desenvolvimento de sentimentos especficos em relao a infncia tornaram-se mais significativos durante o sculo XVII, quando comea a mudar certos costumes comeam a mudar.

    Gabarito:1. B2. A3. C4. E5. D6. A7. D8. E9. E10. D

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    5. TRT 14 REGIO TCNICO JUDICIRIO 2016

    CONHECIMENTOS GERAIS

    Lngua Portuguesa

    Ateno: Considere o texto abaixo para responder s questes de nmeros 1 a 5.

    Um pequeno tesouro literrio, guardado com esmero durante quatro geraes, veio a pblico nesta quinta-feira (15.10.2015). Dezenas de documentos, fotos e 61 cartas do crtico e acadmico Jos Verssimo, recebidas do escritor Machado de Assis, foram entregues pela famlia de Verssimo Academia Brasileira de Letras (ABL).

    Textos manuscritos, datados do incio do sculo passado, e at uma fotografia e 12 cartas inditas do patrono da Academia ficaram guardados por dcadas em um antigo gaveteiro de madeira, que veio passando de gerao em gerao e, por ltimo, estava no apartamento da aposentada Helena Arajo Lima Verssimo, viva do jornalista Jorge Luiz Verssimo, um dos netos de Jos Verssimo.

    Apesar do valor histrico e sentimental do material, a famlia achou melhor entregar a guarda dos documentos ABL, que tem condies ideais para preservar a coleo, em que se destaca uma foto indita de Machado de Assis.

    O acervo do Jos Verssimo estava com o marechal [Incio Jos Verssimo, filho do acadmico], que era uma pessoa voltada para a literatura, apesar de ser militar. O marechal organizou o acervo, escreveu uma biografia de Jos Verssimo e depois passou tudo para meu marido, disse Helena.

    Para o presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, trata-se de um acervo precioso e que pode incentivar outras famlias, detentoras de material histrico sobre os acadmicos, a tambm doarem o acervo Academia. Isto pode despertar a ateno de outras pessoas que tenham documentos em casa e se disponham a trazer para a Academia, que a guardi desse tipo de acervo, que muito difcil de ser guardado em casa, pois o tempo destri e aqui temos a melhor tcnica de conservao de documentos, disse Cavalcanti.

    (Adaptado de: OLIVEIRA, Gomes. Cartas inditas de Machado de Assis so doadas Academia Brasileira de Letras. www.folharondoniense.com.br/cultura/cartas-ineditas-de-machado-de-assis-sao-doadas-a-academia-brasileira-de-letras)

    1. A famlia de Jos Verssimo decidiu doar o acervo do crtico e acadmico porque julgou que a ABL

    a) pode manter os documentos inacessveis a leitores e pesquisadores.b) tem mais competncia em divulgar os documentos ao pblico.c) deve ser a verdadeira herdeira dos documentos de seus ancestrais.d) detm as tcnicas necessrias para interpretar os documentos.e) capaz de armazenar os documentos de modo mais adequado.

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    2. O acervo do Jos Verssimo estava com o marechal [Incio Jos Verssimo, filho do acadmico], que era uma pessoa voltada para a literatura, apesar de ser militar.

    A passagem destacada permite concluir que, na opinio de Helena Arajo Lima Verssimo,

    a) no muito comum haver militares interessados em literatura.b) no raro encontrar militares que entendam profundamente de literatura.c) esperado que os militares de alta patente entendam de literatura.d) natural que um filho de acadmico se torne um militar apaixonado por literatura.e) frequente encontrar militares com formao especializada em literatura.

    3. Isto pode despertar a ateno de outras pessoas que tenham documentos em casa e se disponham a trazer para a Academia, que a guardi desse tipo de acervo, que muito difcil de ser guardado em casa, pois o tempo destri e aqui temos a melhor tcnica de conservao de documentos, disse Cavalcanti.

    O termo sublinhado faz referncia a

    a) pessoas.b) acervo.c) Academia.d) tempo.e) casa.

    4. O marechal organizou o acervo...

    A forma verbal est corretamente transposta para a voz passiva em:

    a) estava organizandob) tinha organizadoc) organizando-sed) foi organizadoe) est organizado

    5. Textos manuscritos [...] e at uma fotografia e 12 cartas inditas do patrono da Academia ficaram guardados [...] em um antigo gaveteiro de madeira...

    A passagem acima est reescrita em conformidade com a norma culta, com o sentido preservado, em linhas gerais, em:

    a) Em um antigo gaveteiro de madeira, textos manuscritos e at uma fotografia e 12 cartas inditas do patrono da Academia reteram-se guardadas.

    b) Um antigo gaveteiro de madeira guardaram textos manuscritos e at uma fotografia e 12 cartas inditas do patrono da Academia.

    c) Textos manuscritos e at uma fotografia e 12 cartas inditas do patrono da Academia deteram-se guardados em um antigo gaveteiro de madeira.

    d) Textos manuscritos e at uma fotografia e 12 cartas inditas do patrono da Academia foi o que tinham guardado um antigo gaveteiro de madeira.

    e) Um antigo gaveteiro de madeira manteve guardados textos manuscritos e at uma fotografia e 12 cartas inditas do patrono da Academia.

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    Ateno: Considere o texto abaixo para responder s questes de nmeros 6 a 10.

    Em 2015, o Brasil comemorou os 150 anos de nascimento de Cndido Mariano da Silva Rondon, mais conhecido como Marechal Rondon, militar e sertanista brasileiro que desbravou as regies Centro-Oeste e Norte nos sculos 19 e 20. Por causa das expedies que comandou, passou a ser habitada a regio onde est situado o estado de Rondnia, assim denominado em sua homenagem.

    Rondon nasceu em Mimoso (MT), no dia 5 de maio de 1865. Descendente, por parte de me, dos ndios terenas e bororo, e por parte de pai, dos ndios guans, logo ficou rfo, sendo criado pelo av. Depois de sua morte, transferiu-se para o Rio de Janeiro e ingressou na Escola Militar. Depois de se formar bacharel em Cincias Fsicas e Naturais e tornar-se tenente, em 1890, foi transferido para o setor do Exrcito que implantava linhas telegrficas por todo o pas.

    A partir da, durante quase vinte anos, Rondon viajou por todo o Brasil implantando o telgrafo e eventualmente abrindo estradas. Nessas viagens, ele frequentemente encontrou tribos indgenas que no tinham contato com a civilizao e, aos poucos, desenvolveu uma tcnica de aproximao amigvel. Rondon contribuiu tambm para o reconhecimento e mapeamento de grandes reas ainda inspitas no interior do pas. A partir da, levantou dados e informaes de mineralogia, geologia, botnica, zoologia e antropologia. E encontrou, em 1906, as runas do Real Forte do Prncipe da Beira, a maior relquia histrica de Rondnia.

    Em 1910, organizou e passou a dirigir o Servio de Proteo aos ndios, que viria a se tornar a Fundao Nacional do ndio (Funai). Em 1952, props a criao do Parque Indgena do Xingu e, no ano seguinte, inaugurou o Museu Nacional do ndio.

    Rondon morreu em 1958, no Rio de Janeiro, com quase 93 anos. Dedicou a vida a promover a colonizao do interior do pas, pacificando e tratando os ndios. Ficou conhecido pelo lema indigenista: Morrer se for preciso, matar nunca.

    (Adaptado de: Congresso comemora na prxima semana os 150 anos do Marechal Rondon. Agncia Senado. www12.senado.leg.br/noticias/materias/2015/04/30/congresso-comemora-na-proxima-semana-os-150-anos-do-marechal-rondon)

    6. Destaca-se em Rondon

    a) a personalidade instvel e irascvel.b) o perfil autoritrio e truculento.c) o comportamento passivo e hesitante.d) a atitude conformista e servil.e) o esprito pacfico e desbravador.

    7. Um fragmento do texto est seguido de uma traduo adequada em:

    a) Depois de sua morte, transferiu-se para o Rio de Janeiro... / Aps seu falecimento, regressou ao Rio de Janeiro...

    b) ... assim denominado em sua homenagem. / ... chamado desse jeito para hostiliz-lo.c) Por causa das expedies que comandou... / Em virtude das expedies que presidiu...d) ... e eventualmente abrindo estradas. / ... e constantemente construindo passagens.e) ... ele frequentemente encontrou tribos indgenas... / ... ele supostamente visitou

    comunidades indgenas...

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    8. Em 1910, organizou e passou a dirigir o Servio de Proteo aos ndios, que viria a se tornar a Fundao Nacional do ndio (Funai). Em 1952, props a criao do Parque Indgena do Xingu e, no ano seguinte, inaugurou o Museu Nacional do ndio.

    Uma frase condizente com o que se afirma nessa passagem :

    a) Rondon j havia proposto a criao do Parque Indgena do Xingu quando inaugurou o Museu Nacional do ndio.

    b) A Fundao Nacional do ndio (Funai) havia sido criada quando Rondon passou a dirigir o Servio de Proteo aos ndios.

    c) Ao inaugurar o Museu Nacional do ndio, Rondon props a criao do Parque Indgena do Xingu.

    d) Quando organizou e passou a dirigir o Servio de Proteo aos ndios, Rondon inaugurara o Museu Nacional do ndio.

    e) O Servio de Proteo aos ndios, que se tornaria a Fundao Nacional do ndio (Funai) em 1910, passou a ser organizado e dirigido por Rondon.

    9. Considere as afirmaes acerca da pontuao.

    I O acrscimo de uma vrgula antes do termo sublinhado no altera o sentido do trecho: Nessas viagens, ele frequentemente encontrou tribos indgenas que no tinham contato com a civilizao...

    II O termo sublinhado pode estar entre vrgulas sem prejuzo para a correo gramatical do trecho: Rondon contribuiu tambm para o reconhecimento e mapeamento de grandes reas ainda inspitas no interior do pas.

    III As vrgulas sinalizam uma enumerao no trecho: ... levantou dados e informaes de mineralogia, geologia, botnica, zoologia e antropologia.

    Est correto o que se afirma em

    a) I, II e III.b) I, apenas.c) I e II, apenas.d) II e III, apenas.e) III, apenas.

    10. Est escrita em conformidade com a norma culta a seguinte frase, formulada a partir do texto:

    a) Marechal Rondon fez juz a todas as homenagens que lhes foram prestadas pelo povo brasileiro.

    b) Em 2015, as celebraes dos 150 anos do marechal Rondon estenderam-se por todo o pas.c) Graas Rondon, o telgrafo pode chegar a reas remotas no interior do Brasil dcadas a

    traz.d) Os povos indgenas tem muito agradecer ao marechal Rondon, que sempre respeitou-

    lhes.e) Rondon foi uma especie de bandeirante, de cujas viagens permitiro colonizar o territrio

    no passado.

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    Ateno: Considere o poema abaixo para responder s questes de nmeros 11 e 12.

    Ns, o rio e o tempo

    Fico olhando, Maria, o nosso rio, o Madeira da nossa Juventude.

    Na enchente, em constante inquietude vencendo a cada curva um desafio.

    Para depois, no decorrer do estio, com a ribanceira em sua plenitude

    toda plantada pelo brao rudede quem espera o fruto do plantio.

    Mas o tempo, Maria, nos comprova que a cada instante o rio se renova

    e ns a cada instante envelhecemos.

    Por certo ele ser sempre crianae o seu poente um canto de esperana

    na saudade daquilo que vivemos.

    (SILVA, Antnio Cndido da. www.acler.com.br/?conteudo=artigosmostra&cod=318&autor=6)

    11. Percebe-se, no poema, a

    a) representao do tempo como algo imutvel.b) caracterizao da natureza degradada pelo homem.c) predominncia de uma ambientao urbana.d) descrio do eterno conflito entre homem e mulher.e) expresso de um sentimento nostlgico.

    12. Apresentam significaes opostas, no poema, os termos

    a) rio e enchente, j que o primeiro equivale calmaria e o segundo, agitao.b) plenitude e Juventude, j que o primeiro representa a tradio e o segundo, o progresso.c) estio e ribanceira, j que o primeiro faz referncia escassez e o segundo, fartura.d) poente e saudade, j que o primeiro se refere ao futuro e o segundo, ao passado.e) criana e canto, j que o primeiro remete alegria e o segundo, tristeza.

    13. Considere o texto abaixo.

    O rio Madeira banha os estados de Rondnia e do Amazonas. ...I... esse nome, pois no perodo de chuvas seu nvel sobe e inunda grandes pores da plancie florestal, trazendo troncos e restos de madeira da floresta. um dos principais rios da bacia do Amazonas e ...II... j foram dedicados textos literrios, muitos ...III... possuem grande valor artstico.

    As lacunas I, II e III do texto acima devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:

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    I II IIIa) Deram-no para ele os quaisb) Deram-lhe a ele dos quaisc) Deram-lhe ante ele aos quaisd) Deram-no dele pelos quaise) Deram-lhe nele nos quais

    Ateno: Considere a tirinha abaixo para responder s questes de nmeros 14 e 15.

    (DAHMER, Andr. Malvados. www.folha.uol.com.br/ilustrada/cartum/cartunsdiarios/#9/9/2014)

    14. Na opinio do palestrante,

    a) o arrependimento com relao tatuagem dado como certo.b) o adulto tem mais maturidade para no se arrepender de se tatuar.c) a tatuagem deve ser uma marca que diferencia jovens e adultos.d) os jovens devem dedicar anos escolha da tatuagem perfeita.e) a tatuagem feita durante a vida adulta no provoca arrependimentos.

    15. No que se refere ao emprego do acento indicativo de crase e colocao do pronome, a alternativa que completa corretamente a frase O palestrante deu um conselho... :

    a) alguns jovens que escutavam-no.b) estes jovens que o escutavam.c) queles jovens que o escutavam.d) juventude que escutava-o.e) uma poro de jovens que o escutava.

    Gabarito:1. E2. A3. B4. D5. E6. E7. C8. A9. D10. B11. E12. D13. B14. A15. C

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    6. TRT 23 REGIO TCNICO JUDICIRIO 2016

    CONHECIMENTOS GERAISLngua Portuguesa

    Ateno: Para responder s questes de nmeros 1 a 6, considere o texto abaixo.

    O biorregionalismo como alternativa ecolgica

    O modelo ainda dominante nas discusses ecolgicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo; em economia, a explorao predatria da natureza e a competio; em poltica, a centralizao e a hierarquizao; na cultura, o quantitativo sobre o qualitativo, a uniformizao dos costumes, o consumismo e o individualismo.

    Esse paradigma subjaz, em grande parte, atual crise da Terra, pois considera esta como um todo uniforme, sem valorizar a singularidade de seus muitos ecossistemas e a diversidade das culturas.

    Hoje est se impondo uma outra vertente, mais amiga da natureza e com possibilidades de nos tirar da crise atual: o biorregionalismo. A biorregio se circunscreve numa rea, normalmente, definida pelos rios e pelo macio de montanhas. Possui certo tipo de vegetao, geografia do terreno, de fauna e de flora e mostra uma cultura local prpria, com seus hbitos e tradies.

    A tarefa bsica do biorregionalismo fazer os habitantes valorizarem o lugar onde vivem. Importa faz-los conhecer o tipo de solos, de florestas, de animais, as fontes de gua, o rumo dos ventos, os climas e microclimas, os ciclos das estaes, o que a natureza pode oferecer em termos de paisagens, alimentao, bens e servios para ns e para toda a comunidade de vida.

    na biorregio que a sustentabilidade se faz real e no retrica a servio do marketing; pode se transformar num processo dinmico, que aproveita racionalmente as capacidades oferecidas pelo ecossistema local, criando mais igualdade e diminuindo em nveis razoveis a pobreza.

    Mesmo sendo a comunidade local a unidade bsica, isso no invalida a importncia das unidades sistmicas maiores (inter-regionais, nacionais e internacionais) que afetam a todos (por exemplo, o aquecimento global). A ideia do glocal nos ajuda a articular essas diferentes dimenses. Sempre necessrio informar-se sobre as experincias de outras regies e sobre como est o estado geral do planeta Terra.

    O biorregionalismo possibilita que as mercadorias circulem no local, evitando as grandes distncias; favorece o surgimento de cooperativas comunitrias; nele, persiste a economia de mercado, mas composta primariamente, embora no exclusivamente, de empresas familiares.

    O biorregionalismo permite, assim, deixar para trs o objetivo de viver melhor, de acordo com a tica da acumulao ilimitada, para dar lugar ao bem viver e conviver, segundo a tica da suficincia, que implica o bem-estar para toda a comunidade.

    (Adaptado de: BOFF, Leonardo, Disponvel em: www.folhadoestado.com.br/opiniao/id-305952/o_bioregionalismo_como_alternativa_ecologica. Acesso em: 07.12.2015)

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    1. Ao apresentar o biorregionalismo como alternativa ecolgica, o autor

    a) prope o isolamento das comunidades em suas regies, com a finalidade de combater a crise poltica.

    b) defende o dilogo entre diversas culturas regionais, buscando uniformizar os costumes.c) argumenta a favor do fim da economia de mercado, favorecendo as cooperativas familiares.d) preconiza a explorao de recursos de uma determinada rea, visando sustentabilidade.e) sugere o trmino do extrativismo em ecossistemas locais, para refrear o avano do

    capitalismo.

    2. O termo glocal, no contexto do 6 pargrafo, refere-se

    a) inter-relao de fatores regionais e mundiais.b) ao conflito entre a iniciativa pblica e a privada.c) ao choque de interesses dos indivduos e da comunidade.d) oposio entre biorregionalismo e aquecimento global.e) ao relato de experincias culturais grupais e lgicas.

    3. Assumem sentidos opostos, no texto, as expresses

    a) cooperativas comunitrias e empresas familiares (7 pargrafo).b) singularidade de seus muitos ecossistemas e diversidade das culturas (2 pargrafo).c) biorregio e ecossistema local (5 pargrafo).d) viver melhor e bem viver e conviver (8 pargrafo).e) centralizao e hierarquizao (1 pargrafo).

    4. O modelo ainda dominante nas discusses ecolgicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo...

    Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante ser:

    a) privilegiado.b) sendo privilegiadas.c) so privilegiados.d) foi privilegiado.e) so privilegiadas.

    5. A expresso sublinhada pode ser corretamente substituda, com o sentido preservado, em linhas gerais, e sem qualquer outra alterao no enunciado, pela expresso entre parnteses em:

    a) Esse paradigma subjaz, em grande parte, atual crise da Terra... (est superposto) 2 pargrafo

    b) A biorregio se circunscreve numa rea... (se limita a uma) 3 pargrafoc) ... uma outra vertente, mais amiga da natureza e com possibilidades de nos tirar da crise

    atual... (predisposta) 3 pargrafod) ... a tica da suficincia, que implica o bem-estar para toda a comunidade. (comprometida

    ) 8 pargrafoe) O biorregionalismo permite, assim, deixar para trs o objetivo... (suplantar do) 8

    pargrafo

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    6. Est clara e correta a seguinte frase escrita a partir do texto:

    a) As capacidades oferecidas pelo ecossistema local tem de ser aproveitadas para que se alcance nveis razoveis de pobreza.

    b) No parece ser devidamente valorizado, nos debates ecolgicos, a singularidade dos ecossistemas e a diversidade das culturas.

    c) De acordo com Leonardo Boff, ainda predominam, nas discusses sobre cultura, o quantitativo sobre o qualitativo.

    d) No se devem desconsiderar a importncia das unidades inter-regionais, nacionais e internacionais, pois afetam todos.

    e) Certo tipo de vegetao e de geografia do terreno o que caracteriza, em parte, uma biorregio.

    Ateno: Para responder s questes de nmeros 7 e 8, considere o texto abaixo.

    De quati

    Aparece um quati escoteiro. Decerto perseguido de cachorro. No cho ente insuficiente o quati. Imita ser baleado. O rabo desequilibra de tanto rente na terra.

    Agora, se alcana rvore, quati arma banz1. Arreganha. Monta episdio. E at xinga cachorro.

    Igual o tamandu. Fora do mato, no limpo, tamandu nega encrenca. Porm se encontra zamboada2, vira gente. E desafia cachorro, ona-pintada, tenente.

    (BARROS, Manoel de. Livro de pr-coisas. In: Poesia completa. So Paulo, Leya, 2010, p. 235)

    7. Um segmento que expressa ideia de causa, com relao ao trecho que o antecede imediatamente, est sublinhado em:

    a) No cho ente insuficiente o quati.b) Agora, se alcana rvore, quati arma banz.c) Fora do mato, no limpo, tamandu nega encrenca.d) Monta episdio. E at xinga cachorro.e) O rabo desequilibra de tanto rente na terra.

    8. A frase redigida corretamente que traduz a mensagem do texto :

    a) O quati mantm-se valente enquanto est sob os galhos de uma rvore; do mesmo modo, o tamandu torna-se irresoluto no meio do mato.

    b) O quati possui hbitos semelhantes aos do tamandu no que tange reao diante de ameaas, as quais no os aflige quando esto em seus habitats.

    c) O quati mostra-se frgil quando v-se perseguido por ces no cho; em contra-partida, o tamandu, hesita em reagir quando encontra-se fora do mato.

    d) O quati e o tamandu apresentam comportamentos anlogos, na medida em que se tornam corajosos quando em um local que lhes sirva de abrigo.

    e) O quati e o tamandu so animais que se conservam intrpitos ao serem hostilizados por ces, especialmente fora dos meios onde sentem-se mais destros.

    1 confuso, tumulto2 moita formada por galhos e ramagens de rvores, cips, trepadeiras

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    9. Est pontuada corretamente, a frase:

    a) Nascido em Cuiab, em 1916 Manoel de Barros estreou, com o livro, Poemas Concebidos sem Pecado em 1937.

    b) Cronologicamente vinculado, Gerao de 45, mas formalmente, ao Modernismo brasileiro, Manoel de Barros criou um estilo prprio.

    c) Subvertendo a sintaxe e criando construes que no respeitam as normas da lngua padro, Manoel de Barros comparado a Guimares Rosa.

    d) Em 1986, o poeta Carlos Drummond de Andrade declarou, que Manoel de Barros era o maior poeta brasileiro vivo.

    e) Antonio Houaiss, um dos mais importantes fillogos e crticos brasileiros confessou nutrir, pela obra de Manoel de Barros grande admirao.

    Ateno: Para responder s questes de nmeros 10 a 12, considere o texto abaixo.

    O que assinatura digital?

    A assinatura digital uma modalidade de assinatura eletrnica, resultado de uma operao matemtica que utiliza algoritmos de criptografia assimtrica e permite aferir, com segurana, a origem e a integridade do documento.

    A assinatura digital fica de tal modo vinculada ao documento eletrnico subscrito que, ante a menor alterao neste, a assinatura se torna invlida. A tcnica permite no s verificar a autoria do documento, como estabelece tambm uma imutabilidade lgica de seu contedo, pois qualquer alterao do documento, como por exemplo a insero de mais um espao entre duas palavras, invalida a assinatura.

    Necessrio distinguir assinatura digital da assinatura digitalizada. A assinatura digitalizada a reproduo da assinatura autgrafa como imagem por um equipamento tipo scanner. Ela no garante a autoria e integridade do documento eletrnico, porquanto no existe uma associao inequvoca entre o subscritor e o texto digitalizado, uma vez que ela pode ser facilmente copiada e inserida em outro documento.

    (Disponvel em: http://portal.trt23.jus.br/ecmdemo/public/trt23/Informese/assinaturaDigital. Acesso em: 02.12.2015)

    10. De acordo com o texto, a

    a) assinatura digitalizada distingue-se da assinatura digital por ser esta menos segura e confivel que aquela.

    b) cpia da assinatura digitalizada torna-se difcil porque ela est subordinada autenticao da autoria do documento.

    c) assinatura digital serve ao objetivo de preservar a autenticidade de documentos previamente escaneados.

    d) alterao de um documento com assinatura digital acarreta a invalidao da assinatura desse documento.

    e) integridade de um documento com assinatura digital garantida pela cpia fotogrfica da assinatura subscrita.

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    11. Empregam-se todas as formas verbais de acordo com a norma culta na seguinte frase redigida a partir do texto:

    a) Para que se mantesse sua autenticidade, o documento no poderia receber qualquer tipo de retificao.

    b) Os documentos com assinatura digital disporam de algoritmos de criptografia que os protegeram.

    c) Arquivados eletronicamente, os documentos poderam contar com a proteo de uma assinatura digital.

    d) Quem se propor a alterar um documento criptografado deve saber que comprometer sua integridade.

    e) No possvel fazer as alteraes que convierem sem comprometer a integridade dos documentos.

    12. O pronome est empregado corretamente na seguinte frase redigida a partir do texto:

    a) A tcnica da assinatura digital permite proteger documentos, porque os atribui uma espcie de cdigo inviolvel.

    b) O documento com assinatura digital recebe uma criptografia assimtrica, conferindo-lhe uma imutabilidade lgica.

    c) Uma maneira de deixar o documento eletrnico mais seguro contra fraudes acrescent-lo uma assinatura digital.

    d) Os algoritmos usados na assinatura digital de documentos lhes tornam mais confiveis, pois evitam a adulterao.

    e) A insero de mais um espao em um documento com assinatura digital pode invalidar-lhe definitivamente.

    13. O acento indicativo de crase est empregado corretamente em:

    a) esta assinatura eletrnica que usa algoritmos de criptografia assimtrica, d-se o nome de assinatura digital.

    b) Destinada resguardar a integridade de um documento, a assinatura digital usa a criptografia.

    c) A assinatura digital destina-se preservao da autoria de documentos eletrnicos.d) A assinatura digital til todas as pessoas que desejam proteger seus documentos

    eletrnicos.e) A assinatura digital atende vrias finalidades, das quais se destaca a verificao da autoria

    do documento.

    14. O enunciado escrito com clareza e correo est em:

    a) O tribunal manteve a deciso que integrou ao salrio de um professor da rede particular da cidade os valores do auxlio-alimentao recebidos no decorrer de seu contrato de trabalho.

    b) At esta sexta-feira os advogados podem participar de uma pesquisa de satisfao realizada pelo tribunal para opinar a cerca da Justia do Trabalho no estado. O questionrio que foi encaminhado no e-mail dos profissionais, sigiloso e no houvesse qualquer identificao.

    c) Foram empossados na noite dessa quinta como presidente e vice-presidente, respectivamente, as desembargadoras Fulana Silva e Beltrana Souza. As quais estaro frente do tribunal no binio 2016/2017.

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    d) Os prazos para recolhimento dos depsitos recursais, pagamento do FGTS e dos demais encargos realizados pelos bancos oficiais que vencessem nesta segunda-feira; sero prorrogados para quarta-feira.

    e) Durante o perodo que estiver trabalhando na construo de uma rodovia em Mato Grosso, um empregado de uma empresa de pavimentao, foi submetido a condies de trabalho degradantes.

    Gabarito:1. D2. A3. D4. C5. B6. E7. E8. D9. C10. D11. E12. B13. C14. A

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    7. TRF 3 REGIO TCNICO JUDICIRIO 2016 REA APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE EDIFICAES

    CONHECIMENTOS GERAIS

    Portugus

    Ateno: Para responder s questes de nmeros 1 a 6, considere o texto abaixo.

    Cidades inteligentes, at demais

    O conceito de cidade inteligente se popularizou como estratgia de soluo e gerenciamento de problemas urbanos. Diz respeito confluncia de informao que circula em grandes cidades e ao uso da tecnologia para automatizar a gesto de setores urbanos, desde bases de dados de sade e educao pblicas, por exemplo, at os dados pessoais que circulam em redes sociais e aplicativos mveis. O advogado Cristiano Therrien, pesquisador em Direito da Tecnologia na Universidade de Montreal, no Canad, conversou com o Observatrio da Privacidade e Vigilncia sobre o tema.

    Observatrio da Privacidade e Vigilncia: O que uma cidade inteligente?

    Cristiano Therrien: Cidades inteligentes, cidades conectadas, cibercidades, cidades responsivas, so muitas as nomenclaturas usadas para destacar a dimenso informativa da cidade. Quando usamos essa terminologia, falamos da cidade enquanto um espao de fluxos. A maioria das tecnologias necessrias para as cidades inteligentes j so viveis economicamente em todo o mundo fcil acessibilidade da computao em nuvem, dispositivos baratos de internet, sistemas de TI cada vez mais flexveis. As duas cidades mais destacadas nos estudos de cidades inteligentes so Londres e Barcelona. H experincias importantes em cidades brasileiras tambm.

    OPV: A ideia de cidade inteligente sempre aparece relacionada abertura de bases de dados por parte dos rgos pblicos. Voc pode falar sobre isso?

    CT: Encontramos muitas experincias diferentes em andamento nas cidades: uma parte prioriza a transparncia como meio de prestao de contas e responsabilidade poltica frente sociedade civil, como a ideia de governo aberto; outra parte prioriza a participao popular atravs da interatividade, bem como a cooperao tcnica para o reuso de dados abertos por entidades e empresas.

    Mas, se pensarmos na alternativa de projetos de cidades inteligentes que no envolvam polticas pblicas de dados abertos, que no prestem conta detalhada de suas atividades, ao mesmo tempo em que disponham dos sofisticados sistemas para o gerenciamento de dados de cidados em larga escala, encontraremos condies para o surgimento de um estado de vigilncia e controle, pondo em risco as liberdades individuais.

    Em nome da eficincia administrativa, podem-se armazenar, por exemplo, enormes massas de dados de mobilidade urbana (placas e identificao por radiofrequncia em veculos, passes e GPS em nibus), cujos bancos de dados podem ou no intencionalmente identificar seus usurios. Dados de mobilidade so de grande utilidade pblica e podem ser anonimizados (ter

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    os seus identificadores pessoais eliminados) e abertos. Contudo, existem estudos que apontam que bastariam meros quatro pontos de dados para identificar os movimentos de uma pessoa na cidade.

    (Adaptado de: Observatrio da Privacidade e Vigilncia. Disponvel em: www.cartacapital.com.br/sociedade/cidades-inteligentes-ate-demais. Acesso em: 18.01.2016.)

    1. O conceito de cidade inteligente envolve, entre outros,

    a) a ideia de governana transparente, que equivale ao tratamento consensual dado a questes de ordem pblica.

    b) a soluo de problemas pblicos, por meio da contratao de consrcios privados ofertados em ambiente virtual.

    c) o registro e a circulao de dados informatizados, visando ao atendimento de demandas da administrao pblica.

    d) o rastreamento de indivduos, promovido por empresas especializadas em prevenir a violncia em meios digitalizados.

    e) a eficincia administrativa, obtida pela criao de aplicativos mveis que priorizem a troca de dados pessoais.

    2. Segundo Cristiano Therrien, o uso da tecnologia para controlar o fluxo de informao em setores urbanos pode

    a) fragilizar o arquivamento da documentao dos indivduos, pois grandes massas de dados podem ser facilmente eliminadas.

    b) favorecer o transporte pblico, na medida em que o deslocamento dos cidados fique circunscrito a quatro pontos de dados.

    c) criar condies que favoream a participao popular no governo, contanto que exista um estado de vigilncia e controle dos cidados.

    d) resultar no tratamento dos cidados de modo pouco humanizado, devido maneira annima como seus dados so partilhados.

    e) incorrer no cerceamento da autonomia dos cidados, caso no haja polticas pblicas que regulem o gerenciamento de dados.

    3. No contexto da frase, o segmento sublinhado tem seu sentido expresso entre colchetes em:

    a) Diz respeito confluncia de informao que circula em grandes cidades e ao uso da tecnologia para automatizar a gesto de setores urbanos... [finalidade]

    b) Quando usamos essa terminologia, falamos da cidade enquanto um espao de fluxos. [proporo]

    c) ... fcil acessibilidade da computao em nuvem, dispositivos baratos de internet, sistemas de TI cada vez mais flexveis. [partio]

    d) ... outra parte prioriza a participao popular atravs da interatividade, bem como a cooperao tcnica... [afirmao]

    e) ... podem-se armazenar, por exemplo, enormes massas de dados de mobilidade urbana [...], cujos bancos de dados podem ou no intencionalmente identificar seus usurios. [condio]

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    4. O acrscimo de uma vrgula aps o termo sublinhado no altera o sentido nem a correo do trecho:

    a) A ideia de cidade inteligente sempre aparece relacionada abertura de bases de dados por parte dos rgos pblicos. (4 pargrafo)

    b) H experincias importantes em cidades brasileiras tambm. (3 pargrafo)c) ... uma parte prioriza a transparncia como meio de prestao de contas e responsabilidade

    poltica frente sociedade civil, como a ideia de governo aberto... (5 pargrafo)d) ...outra parte prioriza a participao popular atravs da interatividade, bem como a

    cooperao tcnica para o reuso de dados abertos por entidades e empresas. (5 pargrafo)e) Contudo, existem estudos que apontam que bastariam meros quatro pontos de dados para

    identificar os movimentos de uma pessoa na cidade. (7 pargrafo)

    5. Mas, se pensarmos na alternativa de projetos de cidades inteligentes que no envolvam polticas pblicas de dados abertos, que no prestem conta detalhada de suas atividades, ao mesmo tempo em que disponham dos sofisticados sistemas para o gerenciamento de dados de cidados em larga escala, encontraremos condies para o surgimento de um estado de vigilncia e controle...

    Preservando-se a correlao entre as formas verbais, os elementos destacados podem ser substitudos, respectivamente, por:

    a) pensaremos envolviam prestavam disponham encontremosb) pensamos envolvem prestam dispunham encontrvamosc) pensemos envolveriam prestariam disporiam encontrssemosd) pensssemos envolvessem prestassem dispusessem encontraramose) pensvamos envolveram prestaram disporam encontramos

    6. A alternativa em que a expresso sublinhada pode ser substituda pelo que se apresenta entre colchetes, respeitando-se a concordncia, e sem quaisquer outras alteraes no enunciado, :

    a) A maioria das tecnologias necessrias para as cidades inteligentes j so viveis economicamente em todo o mundo... [vivel]

    b) A ideia de cidade inteligente sempre aparece relacionada abertura de bases de dados por parte dos rgos pblicos. [relacionado]

    c) Em nome da eficincia administrativa, podem-se armazenar, por exemplo, enormes massas de dados de mobilidade urbana... [so possveis]

    d) ...desde bases de dados de sade e educao pblicas, por exemplo, at os dados pessoais... [pblica]

    e) Contudo, existem estudos que apontam que bastariam meros quatro pontos de dados... [bastaria]

    7. A frase cuja redao est inteiramente correta :

    a) Obtido pela identificao por radiofrequncia, os dados das placas de veculos so passveis em oferecer informaes valiosas acerca dos motoristas.

    b) Na cidade inteligente, a automatizao da gesto de setores urbanos so facilitadores de servios imprecindveis, como sade, educao e segurana.

    c) Londres e Barcelona esto entre as cidades que mais destaca-se em termos de inteligncia, com avanados centros de operao de dados.

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    d) So necessrios viabilizar projetos de cidades inteligentes, amparados em polticas pblicas que salvaguardam os dados abertos dos cidados.

    e) O aprimoramento de tcnicas de informatizao de dados permitiu que surgisse um novo conceito de cidade, concebido como espao de fluxos.

    Ateno: Para responder s questes de nmeros 8 a 11, considere o texto abaixo.

    Abraando rvore

    No era uma felicidade eufrica, estava mais pra uma brisa de contentamento, como se eu bebesse vinho branco beira-mar.

    Eu tinha acordado cedo naquela sexta e acordar cedo sempre me predispe felicidade. O trabalho havia rendido bem e, antes do fim da manh, j tinha acabado de escrever tudo o que me propusera para o dia. uma, fui almoar com o meu editor. Ele estava com alguns captulos do meu livro novo desde dezembro e eu temia que no tivesse gostado. Gostou. Comemos um peixe na brasa peixe e brasa tambm costumam me predispor felicidade e como era sexta-feira, e como somos amigos, e como comemorvamos essa pequena alegria que uma parceria funcionar, brindamos com vinho branco no beira-mar, mas beira do Cemitrio da Consolao, que pode no ter a grandeza de um Atlntico, mas tambm tem l os seus pacficos encantos.

    Sa andando meio emocionado, meio sem rumo pela tarde ensolarada e quando vi estava em frente paineira da Biblioteca Mario de Andrade. uma rvore gigante, que provavelmente j estava ali antes do Mario de Andrade nascer, continuou ali depois de ele morrer e continuar ali depois que todos os 18 milhes de habitantes que hoje perambulam pela cidade de So Paulo estiverem abaixo de suas razes. Talvez tenha sido o assombro com essa longevidade, talvez acordar cedo, talvez os elogios ao livro, e o vinho certamente colaborou: fato que senti uma sbita vontade de abraar aquela rvore.

    Acho importante deixar claro, inclemente leitor, que no sou do tipo que abraa rvore. Na verdade, sou do tipo que faz piada com quem abraa rvore. Se me contassem, at a ltima sexta, que algum amigo meu foi visto abraando uma paineira na rua da Consolao eu diria, sem pestanejar: enlouqueceu. Mas...

    Olhei prum lado. Olhei pro outro. Tomei coragem e foi s sentir o rosto tocar o tronco para ouvir: Antonio?!. Era meu editor. Foram dois segundos de desespero durante os quais contemplei o distrato do livro, a infmia pblica, o alcoolismo e a mendicncia, mas s dois segundos, pois meu inconsciente, consciente do perigo, me lanou a ideia salvadora. Uma braada, disse eu, girando pra esquerda e envolvendo a rvore novamente, duas braadas e... trs. Ento encarei, seguro, meu possvel verdugo: Trs braadas d o qu? Uns cinco metros de permetro? Tava medindo pra descrever, no livro. Tem uma parte mais no fim em que essa paineira importante.

    Colou. Nos despedimos. Ele foi embora prum lado, a minha felicidade pro outro e agora estou aqui, j noite alta desta sexta-feira, tentando enfiar a todo custo um tronco de quase dois metros de dimetro num livro em que, at ento, no havia nem uma samambaia.

    (Adaptado de: PRATA, Antonio. Disponvel em: www.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2016/01/1730364-abracando-arvore.shtml. Acesso em: 18.01.2016.)

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    8. Para o autor, o ato de abraar a paineira representou

    a) a possibilidade de acelerar a concluso de seu novo livro, j que a rvore era o elemento que faltava para enriquecer sua histria.

    b) o transbordamento de um estado de exaltao em face da beleza natural que contrastava com o aspecto deprimente da cidade de So Paulo.

    c) a expresso de um sentimento aprazvel, que d lugar frustrao e ao constrangimento aps ser flagrado por seu editor.

    d) o desfecho infeliz de uma manh de projetos bem-sucedidos, em razo do qual seu trabalho se viu malogrado de modo irreversvel.

    e) a demonstrao de seu amor pela cidade de So Paulo, a qual, por ser cosmopolita, serve de ambientao a seu novo livro.

    9. Considere as frases abaixo.

    I O incio do terceiro pargrafo expe uma consequncia para o que se conta no segundo.

    II O quarto pargrafo apresenta uma ressalva para o que se relata no quinto.

    III O sexto pargrafo enuncia uma consequncia do que se revela no quinto.

    Est correto o que se afirma em

    a) I, II e III.b) I e II, apenas.c) II e III, apenas.d) I, apenas.e) III, apenas.

    10. Um fragmento do texto est adequadamente traduzido em:

    a) ... acordar cedo sempre me predispe felicidade. / ... madrugar sempre me protela a alegria. (2 pargrafo)

    b) Talvez tenha sido o assombro com essa longevidade... / Provavelmente tenha sido o susto com essa magnanimidade... (3 pargrafo)

    c) Ento encarei, seguro, meu possvel verdugo... / Ento enfrentei, firme, meu possvel carrasco... (5 pargrafo)

    d) ... eu temia que no tivesse gostado. / ... eu presumia que no tivesse vislumbrado. (2 pargrafo)

    e) Acho importante deixar claro, inclemente leitor... / Considero relevante elucidar, transigente leitor... (4 pargrafo)

    11. Foram dois segundos de desespero durante os quais contemplei o distrato do livro, a infmia pblica, o alcoolismo e a mendicncia...

    Transpondo-se para a voz passiva o verbo sublinhado, a forma resultante ser:

    a) contemplavam-se.b) foram contemplados.c) contemplam-se.d) eram contemplados.e) tinham sido contemplados.

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    12. O sinal indicativo de crase est empregado corretamente em:

    a) No era uma felicidade eufrica, semelhava-se mais uma brisa de contentamento.b) O vinho certamente me induziu quela sbita vontade de abraar uma rvore gigante.c) Antes do fim da manh, dediquei-me escrever tudo o que me propusera para o dia.d) A paineira sobreviver a todas s 18 milhes de pessoas que hoje vivem em So Paulo.e) Acho importante esclarecer que no sou afeito essa tradio de se abraar rvore.

    13. Est correta a redao da seguinte frase.

    a) No futuro, quando todos os que hoje circulam por So Paulo, j no estiverem mais aqui a paineira continuar a presenciar, as transformaes em que o progresso sujeita a cidade.

    b) H pessoas que se renem em parques com o simples propsito de abraar rvores, alegando de que essa uma prtica terapeutica, que combate o estress e a depresso.

    c) Os trabalhadores de So Paulo frequentemente, passam pela paineira da Biblioteca Mario de Andrade e no reparam de que se trata de uma rvore centenria, que est ali antes deles.

    d) Ao se deparar com seu editor, Antonio teve a ideia de convencer-lhe de que a rvore estava sendo estudada por que faria parte de seu livro e, para tanto era necessrio medir o seu permetro.

    e) Por abrigar esculturas de insignes artistas brasileiros, o Cemitrio da Consolao tornou-se um importante ponto turstico da cidade de So Paulo, do qual os paulistanos se orgulham.

    Ateno: Para responder s questes de nmeros 14 e 15, considere o texto abaixo.

    Bem no fundo

    no fundo, no fundo, bem l no fundo,a gente gostaria

    de ver nossos problemas resolvidos por decreto

    a partir desta data, aquela mgoa sem remdio

    considerada nulae sobre ela silncio perptuo

    extinto por lei todo o remorso, maldito seja quem olhar pra trs,

    l pra trs no h nada, e nada mais

    mas problemas no se resolvem, problemas tm famlia grande,

    e aos domingos saem todos passear o problema, sua senhora

    e outros pequenos probleminhas.

    (LEMINSKI, Paulo. Poesia contempornea. Instituto Cultural Ita. So Paulo: ICI, 1997, p. 61. [Cadernos Poesia Brasileira; v. 4])

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    14. Para o poeta,

    a) problemas coletivos s vo se resolver com a cooperao dos indivduos.b) problemas familiares tornam-se insolveis se destitudos da mediao das leis.c) problemas pessoais se agravam quando sua resoluo no imediata.d) problemas estruturais no se resolvem por meio de regulamentaes.e) problemas sociais no podem ser resolvidos seno com a interveno do governo.

    15. Preservando a relao de sentido, o segundo verso da ltima estrofe pode ser introduzido por:

    a) todaviab) contudoc) qued) conquantoe) no obstante

    Gabarito:1. C2. E3. A4. B5. D6. D7. E8. C9. A10. C11. B12. B13. E14. D15. C

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    8. PREFEITURA DE CAMPINA TERAPEUTA OCUPACIONAL 2016

    CONHECIMENTOS GERAIS

    Lngua Portuguesa

    Ateno: Para responder s questes de nmeros 1 a 5, considere o texto abaixo.

    Criadores e legados

    Dando alguns como aceitvel que a nossa vida possa ser considerada um absurdo, j que ela existe para culminar na morte, parece-lhes ainda mais absurda quando se considera o caso dos grandes criadores, dos artistas, dos pensadores. Eles empregam tanta energia e tempo para reconhecer, formular e articular linguagens e ideias, tanto esforo para criar ou desafiar teorias e correntes do pensamento, -lhes sempre to custoso edificar qualquer coisa a partir da solidez de uma base e com vistas a alguma projeo no espao e no tempo que a morte parece surgir como o mais injusto e absurdo desmoronamento para quem justamente mais se aplicou na engenharia de toda uma vida.

    Por outro lado, pode-se ponderar melhor: se o legado grande, e no morre to cedo, a desapario de quem o construiu em nada reduz a atualizao de sentido do que foi deixado. O criador no testemunhar o desfrute, mas quem recolher seu legado reconhecer nele a fora de um sujeito, de uma autoria confortadora para quantos que se beneficiam da obra deixada, e que dela assim compartilham. Sem sombra de rancor, uma sonata de Beethoven modula-se no dedilhar de uma sucesso de pianistas e por geraes de ouvintes, a cada vez que interpretada e renovada. Na onda ecoante, no papel, no celuloide, no marfim, no mrmore, no barro, no metal, na voz das palavras, o tempo da vida e da arte, no o da morte, que se celebra no Feito.

    O legado teimoso das obras consumadas parece contar com o fundamento mesmo da morte para reafirmar a cada dia o tempo que lhes prprio. Essa a sua riqueza e o seu desafio. Sempre algum poder dizer, na voz do poeta Manuel Bandeira: tenho o fogo das constelaes extintas h milnios, ecoando tanto uma verdade da astrofsica como a poesia imensa do nosso grande lrico.

    (Justino de Azevedo, indito)

    1. No 1 pargrafo, ao considerar que a morte parece ainda mais absurda quando se considera o caso dos grandes criadores, dos artistas, dos pensadores, o autor justifica-se admitindo que

    a) essas personalidades geniais no obtiveram em vida o respeito que bem mereciam ter granjeado junto ao grande pblico.

    b) o pblico que to fielmente acompanhou a evoluo das grandes obras logo se esquece de seus criadores.

    c) as grandes obras no deveriam perecer antes da morte de seus criadores, mas servir-lhes de consolo at o momento final.

    d) toda a energia dispensada nas custosas elaboraes do pensamento parece resultar sem bonificao e sem sentido.

    e) o prazer do sucesso, buscado com ansiedade pelos grandes criadores, sempre menor do que eles gostariam.

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    2. No 3 pargrafo, a evocao do verso de Manuel Bandeira, repercutindo a verdade de um fenmeno fsico, utilizada para demonstrar que

    a) um atributo das grandes obras est em nos iludir acerca de uma fora que na verdade j no conseguem exibir.

    b) mesmo obras de pouca significao costumam, com o tempo, adquirir o brilho que delas no se esperava.

    c) mesmo os muitssimos anos atravessados pelas grandes obras no impedem que seu valor permanea visvel.

    d) os criadores mais realistas sabem que a efemeridade das obras diretamente proporcional ao brilho que expandem.

    e) o fato de ser mortal como qualquer ser humano parece no abalar o artista teimoso que se ilude com seu talento.

    3. Est clara e correta a redao deste livre comentrio sobre o texto:

    a) Mesmo a passagem do tempo no altera seja o valor, seja o sentido de permanncia daqueles obras geniais cuja resistncia os grandes mestres tanto se aplicaram.

    b ) Ao ponderar sobre o valor e a permanncia das grandes obras, o autor do texto admite que aquelas que sejam absolutamente geniais continuam se expandindo ao longo do tempo.

    c) O passar dos anos parece que no chega a alterar propriamente o sentido das grandes obras, inclusive lhes aumentando seu poder de permanncia em alguns casos de obras-primas.

    d) J se comprovou, no caso das grandes obras, cuja passagem de tempo em nada lhes reduz a importncia, onde, pelo contrrio, parece apurar-se ainda mais o seu sentido.

    e) Pode-se atestar o valor de uma obra pelo tempo que perdura, haja visto que mesmo a mortalidade no a afeta, pelo contrrio, lhe agua a importncia intransfervel.

    4. As normas de concordncia verbal esto plenamente observadas na frase:

    a) No de se crer que a magnitude das grandes obras sejam relegadas ao esquecimento to logo lhes sobrevenham a morte de quem as criou.

    b) A energia e o tempo que certamente reclamam a execuo de uma grande obra faz parecer de todo injusta a morte de seu criador.