produ o did tico pedagogica MARILDA.docx) · as uvas de Esopo (prosa), A lebre e a tartaruga de La...

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  • Ttulo: Fbulas: uma proposta de letramento para a 5 Srie

    Autora Marilda Santana Peres

    Escola de Atuao Colgio Estadual Douradina - Ensino Fundamental e Mdio

    Municpio da Escola Douradina

    Ncleo Regional de Educao Umuarama

    Orientadora Vera Helena Gomes Wielewicki

    Instituio de Ensino Superior UEM

    Disciplina/rea Lngua Portuguesa

    Produo Didtico-pedaggica Sequncia Didtica

    Pblico Alvo Alunos da 5 srie do ensino fundamental

    Localizao

    Colgio Estadual Douradina - Ens. Fund. e Mdio Av. Brasil, s/n - Douradina PR

    Apresentao

    Atualmente o ensino de Lngua Portuguesa enfrenta um momento difcil, pois os alunos, em grande parte, so alfabetizados, mas no letrados. Segundo as Diretrizes Curriculares Estaduais, convivemos com indivduos, s vezes, formados que no sabem empregar a lngua oral ou escrita em diferentes situaes de uso, nem adequ-la a cada contexto e interlocutor e tampouco reconhecer as intenes implcitas nos discursos do cotidiano e posicionar-se diante dele. Sendo assim, o propsito de fazer um projeto sobre letramento literrio salientar a importncia da leitura literria na escola como forma do sujeito intervir no mundo e posicionar-se nele de maneira construtiva e assim contribuir para que, aos poucos, v conquistando seu papel como produtor de sentidos. O objetivo promover, por meio de atividades com o gnero fbula, a oralidade, leitura e escrita dos alunos da 5 srie do Colgio Estadual Douradina Ensino Fundamental e Mdio. Os contedos especficos a serem abordados sero: leitura e compreenso de textos (verbal/no-verbal); elementos da narrativa presentes na fbula e os recursos lingusticos para a formao do discurso. As fbulas sero apresentadas aos alunos por meio de livros, vdeos, ilustraes e cd e em diferentes verses.

    Palavras-chave Fbula; literatura; letramento; leitura; produo escrita

  • SUMRIO

    APRESENTAO.................................................................................................................2

    PROCEDIMENTOS...............................................................................................................2

    CONTEDO DE ESTUDO ...................................................................................................3

    ORIENTAES ....................................................................................................................3

    PROPOSTA DE AVALIAO.............................................................................................5

    ANEXOS................................................................................................................................6

    ANEXO I

    GNERO FBULA......................................................................................................6

    ANEXO II

    APRESENTAO E LEITURA DAS FBULAS E SUAS VERSES ..................13

    ANEXO III

    REESCRITA DAS FBULAS ...................................................................................24

    ANEXO IV

    CONFECO DE UM CADERNO DE FBULAS - FABULRIO ......................29

    ANEXOO V

    APRESENTAO DAS PRODUES....................................................................31

    INDICAES BIBLIOGRFICAS....................................................................................33

    SUGESTES DE SITES PARA PESQUISA.....................................................................34

  • 2

    PRODUO DIDTICO-PEDAGGICA 1. APRESENTAO

    A Produo Didtico-pedaggica ser aplicada no Colgio Estadual Douradina -

    Ensino Fundamental e Mdio do municpio de Douradina-PR, com os alunos da 5 srie do

    perodo matutino, composta em sua maioria por alunos da zona urbana. Tem como

    objetivo promover, por meio de atividades com o gnero fbula, a oralidade, leitura e

    escrita dos alunos em lngua portuguesa. Essa proposta sugere atividades aliando os

    elementos ficcionais tradicionais a possibilidades tecnolgicas modernas. A partir das

    fbulas, narrativas curtas, onde os personagens so geralmente animais com sentimentos e

    comportamentos humanos, que nos levam a refletir sobre nossas prprias atitudes e vm

    encantando geraes de diferentes culturas, seja em textos escritos ou orais, pretende-se

    estimular a leitura do explcito e principalmente do implcito, questionar os temas tratados,

    extrapolando no tempo e no espao, produzir textos com caractersticas do gnero

    trabalhado e analisar diferentes verses do mesmo texto percebendo as vrias

    possibilidades de leitura, de acordo com contextos especficos (tempo, local, cultura).

    Sendo assim, o propsito de fazer um projeto sobre letramento literrio salientar a

    importncia da leitura literria na escola como forma do sujeito intervir no mundo e

    posicionar-se nele de maneira construtiva e assim contribuir para que, aos poucos, v

    conquistando seu papel como produtor de sentidos.

    2. PROCEDIMENTOS A proposta dessa interveno pedaggica com o gnero textual fbula foi dividida

    em oito mdulos, de acordo com o objetivo proposto de uma leitura alm da decodificao,

    buscando o letramento. Foram desenvolvidas atividades buscando incentivar e orientar a

    leitura dos alunos, para a compreenso do implcito e ampliao dos conhecimentos

    adquiridos. Assim cada mdulo apresenta um tema geral que trabalhado com vrias

    atividades, utilizando diferentes mdias e indicao dos recursos necessrios para

    desenvolv-lo.

  • 3

    Os mdulos foram assim distribudos e se encontram em anexo:

    ANEXO I: Gnero fbula;

    ANEXO II: Apresentao e leitura das fbulas e suas verses;

    ANEXO III: Reescrita das fbulas;

    ANEXO IV: Confeco de um Fabulrio;

    ANEXOO V: Apresentao das produes.

    3. CONTEDO DE ESTUDO

    A proposta para esta Produo Didtico-pedaggica est de acordo com as

    Diretrizes Curriculares de Lngua Portuguesa do Paran que apresenta como contedo

    estruturante O discurso como prtica social e tem como eixos norteadores a leitura, a

    oralidade e a escrita. Sero abordados os seguintes contedos especficos: tema do texto,

    interlocutor, finalidade, discurso direto e indireto, elementos composicionais do gnero,

    lxico, informaes explcitas e implcitas, linguagem verbal e no verbal, elementos

    extralingsticos (entonao, pausas, gestos), turnos de fala.

    4. ORIENTAES/RECOMENDAES Independentemente da disciplina escolar sabido que a leitura requisito

    fundamental para a aprendizagem de qualquer contedo, que no deve ser simplesmente

    relegada s aulas de Lngua Portuguesa. Analisando a trajetria das crianas, na vida

    escolar, observa-se que medida que vo crescendo deixam de apreciar a leitura. Percebe-

    se a perda do interesse principalmente pela leitura literria.

    Diante dessa realidade, surge o questionamento: por meio de que prticas o

    professor de Lngua Portuguesa pode despertar nos alunos o interesse pela leitura e assim

    colaborar para o desenvolvimento do senso crtico nos mesmos?

    Ler no simplesmente decodificar smbolos, mas interpretar e compreender o que

    se l. As pessoas se alfabetizam, aprendem a ler e a escrever, mas no necessariamente

    incorporam a prtica da leitura da escrita, no necessariamente adquirem competncia para

    usar a leitura e a escrita (SOARES, 2006).

  • 4

    Para Silva,

    [...] a prtica de leitura uma princpio de cidadania, ou seja, o leitor cidado, pelas diferentes prticas de leitura, pode ficar sabendo quais so suas obrigaes e tambm pode defender os seus direitos, alm de ficar aberto s conquistas de outros direitos necessrios para uma sociedade justa, democrtica e feliz. (apud DCE, 2008, p. 57).

    Letramento, conforme explica Soares, (apud ROJO, 2009, p. 96) ... no pura e

    simplesmente um conjunto de habilidades individuais; o conjunto de prticas sociais

    ligadas leitura e escrita em que os indivduos se envolvem em seu contexto social.

    Destaca-se que o letramento, conforme as Diretrizes Curriculares Estaduais, vai

    alm da alfabetizao: codificao e decodificao; refere-se ao indivduo que usa e pratica

    a leitura de forma significativa na sociedade na qual est inserido.

    Devido a isso muitos leitores no conseguem compreender um texto lido e

    tampouco conseguem obter as informaes que so passadas pelo autor. consenso entre

    os professores de Lngua Portuguesa que no basta que o aluno saiba decodificar as

    palavras. preciso que saiba atribuir ao texto um significado ao qual tenha chegado a

    partir da leitura dos implcitos.

    Sendo assim, o professor de Lngua Portuguesa precisa possibilitar ao educando a

    prtica, a discusso, a leitura de textos das diferentes esferas sociais, destacando-se que as

    prticas discursivas abrangem, alm dos textos escritos e falados, a integrao da

    linguagem verbal com outras linguagens (multiletramentos). E a leitura dessas mltiplas

    linguagens, quando realizadas com competncia, promove o envolvimento do educando

    com as prticas discursivas, modificando seu estado ou condio em aspectos sociais,

    psquicos, culturais, polticos, cognitivos, lingsticos e at mesmo econmicos (SOARES

    apud DCE, 2008, p. 51).

    Nessa Produo Didtico-pedaggica, a ser desenvolvida com alunos de 5 srie,

    optou-se pelo gnero Fbula, por ser segundo Kupstas (1992, p. 9), histrias curtas, em

    prosa ou verso, apresentando geralmente, animais falantes que tomam atitudes humanas.

    Por isso mesmo permitem que reflitamos sobre nossos prprios comportamentos e

    sentimentos. Tambm merece destacar que uma mesma histria pode ser contada ou

    escrita de maneiras diferentes e com intenes tambm diferentes; o que se chama de

    verses. Sero trabalhados autores estrangeiros e brasileiros antigos e atuais como: Esopo,

    La Fontaine, Monteiro Lobato e Millr Fernandes.

  • 5

    5. PROPOSTA DE AVALIAO

    Por meio de instrumentos diversificados, como, trabalhos em grupos e individuais,

    interpretao orais e escritas, pesquisas, produes de texto, observao da participao na

    realizao das atividades propostas, espera-se que o aluno, durante e aps a aplicao dessa

    Produo Didtico-pedaggica, tenha mais facilidade em identificar a idia principal do

    texto, localizar informaes explcitas e implcitas no texto, expressar suas ideias com

    clareza, ampliar seu horizonte de expectativas e seu lxico, elaborar e reelaborar textos

    atendendo s situaes de produo proposta pelo gnero fbula e respeitar os turnos de

    fala.

  • 6

    6. ANEXOS

    ANEXO I

    Mdulo IMdulo IMdulo IMdulo I

    1. Atividade: Gnero fbula

    2. Recursos: TV Multimdia, pen drive, aparelho de CD, cpias das fbulas A raposa e

    as uvas de Esopo (prosa), A lebre e a tartaruga de La Fontaine (verso), vdeo da

    fbula A raposa e as uvas, msica da fbula A lebre e a tartaruga, adaptao em

    quadrinho da fbula A raposa e as uvas.

    3. Tcnicas: Aula expositiva oral.

    4. Tempo: 05 horas/aula.

    5. Avaliao: Acontecer de maneira individual e coletiva, em todos os momentos em

    que os alunos estiverem participando das discusses.

    O professor dever observar por meio das atividades se os alunos so capazes de:

    diferenciar os gneros trabalhados;

    reconhecer o gnero fbula.

  • 7

    Etapa 1

    (RE) CONHECENDO O GNERO FBULA Interpretao oral:

    Interpretao oral:

    Vocs j conheciam este texto?

    Sobre o que fala o texto?

    Quem so os personagens?

    Como so os personagens?

    Algum conhece um texto semelhante a este? Qual?

    Com so chamados estes textos?

    Para o professor:

    Aps esta introduo, apresentar aos alunos as fbulas A raposa e as uvas em forma de vdeo. O vdeo sugerido realizado com imagens e aes, sem falas. Deixar os alunos assistirem sem citar o ttulo ou comentrios sobre a histria. Aps fazer alguns questionamentos orais sem esclarecer que se trata de uma verso da fbula A raposa e as uvas. Sugesto: vdeo: http://www.youtube.com/watch?v=5uqSogAC7eA&feature=related

    Para o professor: Ler uma fbula conhecida e fazer perguntas para que sejam respondidas oralmente. Deixar os alunos contarem o que sabem a respeito e ir instigando a relatarem e acrescentarem mais informaes at se referirem ao texto como uma fbula.

    Vocs j conheciam esta histria?

    Sobre o que fala o texto?

    Quem so os personagens?

    Algum poderia contar a histria para os colegas?

  • 8

    Interpretao oral:

    FBULA: A RAPOSA E AS UVAS

    A Raposa e as Uvas

    Uma Raposa, aproximando-se de uma parreira, viu que ela estava carregada de uvas maduras e apetitosas.

    Com gua na boca, desejou-as comer e, para tanto, comeou a fazer esforos para subir at elas. Porm, como estivessem as uvas muito altas e fosse muito difcil a subida, a Raposa tentou, mas no conseguiu alcan-las. Disse ento:

    Estas uvas esto muito azedas e podem desbotar os meus dentes; no quero colh-las agora porque no gosto de uvas que no esto maduras.

    E dito isso, se foi. Joseph Shafan

    Baseado na edio em lngua portuguesa: "Fabulas de Esopo - com applicaes morais a cada fabula" - 1848 - Paris, Typographia de Pillet Fils Ain [domnio pblico em http://pt.wikisource.org]

    Vocs j conheciam este texto?

    Sobre o que fala o texto?

    Quem so os personagens?

    Como so os personagens?

    Algum conhece um texto semelhante a este? Qual?

    Com so chamados estes textos?

    Qual verso vocs mais gostaram? Qual foi mais fcil de entender?

    Para o professor:

    Entregar para os alunos a cpia da fbula A raposa e as uvas de Esopo em forma texto em prosa e histria em quadrinhos. Aps fazer alguns questionamentos orais para que eles entendam que os textos so verses da fbula A raposa e a uva. Sugestes: A raposa e as uvas - texto em prosa: As Fbulas de Esopo adaptao de Joseph Shafan (pg. 42) Esopo Fbulas Completas trad. Neide Smolka (pg. 25) - histria em quadrinhos: Fbulas por Miguel Mendes adaptado da obra de Monteiro

    Lobato Coleo Monteiro Lobato em Quadrinhos

  • 9

    Interpretao oral:

    Para o professor: Entregar aos alunos a cpia da fbula A lebre e a tartaruga em forma de msica e em forma de poema em versos. Assim, o professor poder ampliar o repertrio de fbulas dos alunos e mostrar as diferentes formas de estruturas das fbulas. Deixar que eles ouam a msica e cantar junto com os alunos. Em relao ao poema ler junto com os alunos em voz alta. Aps fazer questionamentos orais. Sugestes: A lebre e a tartaruga - poema: A lebre e a tartaruga La Fontaine

    http://www.abckids.com.br/verfabula.php?codigo=4 - msica: Fbulas Starke Disign Editora Bicho Esperto

    Qual ensinamento podemos tirar dessa fbula? Qual verso voc achou mais interessante de trabalhar? Por qu?

  • 10

    Etapa 2

    CONCEITUANDO FBULA

    Definies de fbula e de moral:

    Fbula ...Fbula ...Fbula ...Fbula ...

    Para o professor: Conversar com os alunos e verificar se identificaram e diferenciaram os diferentes gneros utilizados para apresentao das fbulas. Mostrar a diferena entre verso e prosa. Em relao aos personagens destacar suas caractersticas humanas. Explicar que as fbulas foram usadas ao longo dos anos para transmitir ensinamentos que chamada de moral. Montar com os alunos uma definio de fbula e escrev-la no quadro. Depois apresentar aos alunos uma ou duas definies de fbula, moral da histria e um breve relato sobre a histria das fbulas.

    Fbulas so histrias curtas, em prosa ou verso,

    apresentando geralmente, animais falantes que tomam atitudes humanas. Por isso mesmo

    permitem que reflitamos sobre nossos prprios comportamentos e

    sentimentos.

    KUPSTAS, Mrcia. Sete faces da fbula. So Paulo: Moderna, 1992.

    A fbula uma das mais antigas maneiras de se contar uma histria. O autor grego Esopo usava muitos bichos como personagens de suas

    fbulas, como tartarugas, lebres, raposas, formigas e cigarras. Atravs das histrias ele criticava os valores da sociedade de

    sua poca, para mostrar o que certo e o que errado.

    http://criancas.uol.com.br/historias/fabul

    as/esopo.jhtm

    Moral da histria , geralmente, uma frase que o contador ou o escritor coloca ao final da fbula, logo depois que conta o problema vivido pelas personagens. Normalmente aparece isolada no texto, mas pode tambm vir no incio ou no meio dele, ou ser a fala de uma personagem. uma espcie de resumo da inteno do fabulista ao contar determinada histria.

    FERNANDES, Mnica Teresinha O.S. Fbula. So Paulo: FTD, 2001.

  • 11

    Breve histria das fbulas:

    H referncias a elas em textos sumrios de 2000 a. C., e consta que eram conhecidas pelos hindus e apreciadas pelos gregos. Inclusive grego o primeiro fabulista de renome: Esopo, escravo que teria vivido em meados do sculo VI a. C.

    No passado constituam a literatura oral de muitos povos, pois eram transmitidas de boca a boca, de gerao em gerao, em locais pblicos, como praas, festas populares; s bem depois foram registradas por escrito.

    KUPSTAS, Mrcia. Sete faces da fbula. So Paulo: Moderna, 1992.

  • 12

    Etapa 3

    PESQUISANDO OS FABULISTAS

    Cartaz sobre os fabulistas: Cartaz dos Fabulistas:

    Varal das Fbulas:

    Autores

    Esopo

    La Fontaine

    Monteiro Lobato

    Foto

    Local de nascimento

    Curiosidades

    Para o professor: Dividir os alunos em grupos, cada grupo dever pesquisar em casa, por meio de sorteio, a vida de um dos fabulistas (Esopo, La Fontaine ou Monteiro Lobato). Pedir que escolham uma fbula do autor pesquisado, copiem, ilustrem e tragam na prxima aula. Na prxima aula, aps a exposio da pesquisa pelos grupos, ser confeccionado um cartaz com as informaes mais relevantes sobre os autores, tambm ser reunida as fbulas ilustradas e montado um Varal de Fbulas.

    Livros e sites sugeridos: Sites: - http://pt.wikipedia.org/wiki/Monteiro_Lobato - http://www.releituras.com/millor_bio.asp - http://pt.wikipedia.org/wiki/Mill%C3%B4r_Fernandes - http://pt.wikipedia.org/wiki/Esopo - http://www.contandohistoria.com/esopo.htm - http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_de_La_Fontaine Livros: - Fbulas Monteiro Lobato. - Trabalhando com os gneros do discurso: fbula. Mnica Teresinha O. S. Fernandes - ESOPO Fbulas completas. Traduo de Neide Smolka - Fbulas de La Fontaine. Vol. 1. Rio de Janeiro: Brasil-Amrica, 1993.

  • 13

    ANEXO II

    Mdulo IMdulo IMdulo IMdulo IIIII 1. Atividade: Apresentao e leitura das fbulas e suas verses.

    2. Recursos: Data show, TV Multimdia, pen drive, aparelho de CD, cpia das fbulas A

    cigarra e a formiga, O lobo e o cordeiro, O leo apaixonado e O ratinho da cidade

    e do campo, ilustrao da fbula O ratinho da cidade e o ratinho do campo, vdeo

    da fbula A cigarra e a formiga, verso em udio da fbula A cigarra e a formiga

    (coleo Disquinho), cpias de atividades previamente elaboradas.

    3. Tcnicas: Aula expositiva oral, trabalho em grupo, leitura individual e coletiva.

    4. Tempo: 10 horas/aula.

    5. Avaliao: Acontecer de maneira individual e coletiva, em todos os momentos em que

    os alunos estiverem participando das discusses.

    O professor dever observar por meio das atividades se os alunos so capazes de:

    identificar as caractersticas e a estrutura do gnero fbula;

    identificar a moral da fbula;

    compreender como so reescritas as fbulas por vrios autores e em

    diferentes pocas;

    reconhecer a diferena entre o texto escrito em verso e o escrito em prosa.

  • 14

    Etapa 1

    FBULA: A CIGARRA E A FORMIGA

    A cigarra e a formiga

    No Inverno, a Formiga tirava os gros de trigo fora de sua cova para sec-los,

    quando surgiu a Cigarra que implorava que repartisse aquela comida com ela, porque temia morrer de fome. A Formiga perguntou a ela o que havia feito durante a Primavera e o Vero, j que no guardara alimento para se manter. A Cigarra respondeu:

    A Primavera e o Vero gastei cantando e brincando pelos campos. A Formiga ento, continuando a recolher seu trigo, lhe disse: Companheira, se aqueles seis meses gastaste em cantar e bailar, como se

    fosse comida saborosa e a seu gosto, que agora cante e dance.

    Joseph Shafan Baseado na edio em lngua portuguesa: "Fabulas de Esopo - com applicaes morais a cada fabula" - 1848 -

    Paris, Typographia de Pillet Fils Ain [domnio pblico em http://pt.wikisource.org]

    Ilustrao Hemerson Barreto de Novaes

  • 15

    Interpretao escrita:

    Interpretao escrita:

    Para o professor:

    Entregar aos alunos a cpia da fbula A cigarra e a formiga de Esopo e pedir que leiam individualmente. A seguir, fazer a leitura oral e coletiva da histria, conversar com eles sobre a atitude dos personagens e depois assistir ao vdeo Xuxa no Mundo da Imaginao - Histria 'A Cigarra e a Formiga' (5min13seg). A fbula de Esopo conta a verso da formiga sendo m e no socorrendo a cigarra, j o vdeo mostra uma verso da formiga sendo bondosa e auxiliando a cigarra. Comparar as duas verses e levar os alunos a perceberem as diferentes possibilidades de escrever uma mesma histria e realizar uma interpretao escrita das verses. Sugestes: - livro: Esopo Fbulas Completas trad. Neide Smolka (pg. 181) - vdeo: http://www.youtube.com/watch?v=1iXRvva83iI

    Para o professor:

    Fazer a leitura da histria em quadrinhos adaptada da fbula A cigarra e a formiga de Monteiro Lobato onde so apresentadas as verses da formiga boa e m por Narizinho e Emilia, em seguida fazer outra interpretao escrita.

    Sugesto: - Fbulas por Miguel Mendes adaptado da obra de Monteiro Lobato Coleo Monteiro Lobato em Quadrinhos (pgs. 6,7 e 8).

    Quem so as personagens dessas fbulas? Explique como so descritos os personagens em cada verso. Comparem e discutam se as fbulas tm o mesmo sentido. Em sua opinio qual a moral (ensinamento) que pretende passar o autor em cada

    verso? Vocs acham que a situao apresentada poderia acontecer com seres humanos?

    Explique.

  • 16

    Interpretao escrita:

    Interpretao escrita:

    Para o professor: Para finalizar as atividades com a fbula A cigarra e a formiga, levar para os alunos a verso em udio da Coleo Disquinho (8min55seg). Neste momento trabalhar questes observando se os alunos perceberam os efeitos sonoros, ritmo, melodia, as diferentes tonalidades de voz empregada pela narradora e personagens, a maneira como descrita a cigarra e a formiga.

    Sugesto: - Site: http://www.youtube.com/watch?v=mVUunsYwwFE

    Houve alguma modificao no comportamento das personagens em relao s fbulas lidas anteriormente? Comente.

    A formiga m nas duas verses (Esopo e Lobato) nega ajuda a cigarra pela mesma razo? Explique.

    Analisando as verses da formiga boa e m de Monteiro Lobato identifique a qual pertence moral abaixo: importante se prevenir para os tempos difceis. Trabalho artstico tem tanto valor quanto o trabalho braal.

    A partir da mudana do comportamento de qual personagem se modifica tambm o ensinamento proposto pela fbula. Por qu?

    Como voc acha que seria o comportamento da cigarra no prximo inverno?

    Assinale as caractersticas que so comuns nas histrias em quadrinhos: ( ) emprego de travesso. ( ) emprego de bales. ( ) emprego de onomatopias. ( ) emprego de pargrafo. ( ) presena de uma moral.

    Descreva a voz da cigarra e da formiga. Pela voz como voc imagina que seja a cigarra e a formiga? At que parte a verso da Coleo Disquinho igual verso de Esopo? A verso ouvida e em vdeo apresentam a cigarra sendo acolhida pela formiga.

    Explique como se comporta a cigarra nas duas verses quando lhe negado ajuda?

    De acordo com a verso da Coleo Disquinho o que importante o trabalho braal ou artstico?

    Depois de analisar as verses qual comportamento voc acha mais correto? Por qu?

  • 17

    Etapa 2

    FBULA: O LOBO E O CORDEIRO

    O Lobo e o Cordeiro

    Em um pequeno crrego, bebia gua um Lobo esfomeado, quando chegou, mais abaixo da corrente de gua um Cordeiro, que comeou tambm a beber. O Lobo olhou com os olhos sanguinrios e arreganhando os dentes disse:

    Como ousas turvar a gua onde bebemos? O Cordeiro respondeu com humildade:

    Eu estou abaixo de onde bebes e no poderia sujar a tua gua. O Lobo, mostrando-se mais raivoso tornou a falar: Por isso, tens que praguejar? H seis meses teu pai tambm me ofendeu! Respondeu o Cordeiro: Creio que h um engano, porque eu nasci h apenas trs meses, ento no

    havia nascido e por isso no tenho culpa. O Lobo replicou: Tens culpa pelo estrago que fizestes pastando em meu campo. Disse o

    Cordeiro: Isso no parece possvel, porque ainda no tenho dentes. O Lobo, sem mais razes, saltou sobre o Cordeiro, e o comeu.

    Joseph Shafan Baseado na edio em lngua portuguesa: "Fabulas de Esopo - com applicaes morais a cada fabula" - 1848 -

    Paris, Typographia de Pillet Fils Ain [domnio pblico em http://pt.wikisource.org]

    Ilustrao Hemerson Barreto de Novaes

  • 18

    Interpretao escrita:

    Para o professor: Entregar para os alunos a cpia da fbula O lobo e o cordeiro de Esopo (em prosa), de La Fontaine (em verso) e em quadrinhos adaptada da obra de Monteiro Lobato. A seguir ler e fazer atividades de comparao entre os textos. Neste momento, chamar a ateno dos alunos na questo da linguagem utilizada pelos autores, destacando a poca em que os textos foram escritos e tambm uma tima oportunidade para explicar para os alunos que todas as histrias so produzidas de acordo com o que as pessoas de uma determinada poca pensam sobre sua sociedade, sobre o mundo e sobre como vivem, assim por meio da leitura e do estudo dessas histrias podemos conhecer um pouco os valores dessas sociedades... FERNANDES, Mnica Teresinha O.S. Fbula. So Paulo: FTD, 2001 (pg. 19) Sugesto de livros: - Fbulas por Miguel Mendes adaptado da obra de Monteiro Lobato Coleo Monteiro Lobato em Quadrinhos (pgs. 48, 49 e 50) - Esopo Fbulas Completas trad. Neide Smolka (pg. 126) - Fbulas de La Fontaine. Vol. 1. Rio de Janeiro: Brasil-Amrica, 1993 (pg. 17)

    Os personagens so os mesmos nos trs textos? E os seus comportamentos?

    Assinale a moral (ensinamento) que melhor se aplica a esta fbula: ( ) A unio faz a fora ( ) Contra a fora no h argumentos. ( ) Quem tudo quer tudo perde.

    Qual argumento, em sua opinio, o carneirinho poderia ter usado para escapar do lobo?

    Como j vimos os fabulistas costumavam usar animais com comportamentos humanos para criticar acontecimentos de sua poca. Partindo desse pensamento quem poderia ser nos dias atuais os lobos e os cordeiros?

    Pela linguagem utilizada e a forma de apresentao, qual seria em sua opinio, o texto que foi escrito mais recentemente? Por qu?

    Como so apresentadas as falas das personagens nos trs textos?

    Qual dos textos escrito em versos?

    Qual texto voc achou mais fcil de ler e entender?

  • 19

    Etapa 03

    FBULA: O RATINHO DA CIDADE E DO CAMPO

    Interpretao escrita:

    Para o professor: Entregar para os alunos a cpia de uma ilustrao da fbula O ratinho da cidade e do campo, sem mencionar o ttulo e fazer algumas questes de interpretao.

    A ilustrao que voc recebeu pode ser de uma fbula? Comente. Observe atentamente o desenho e faa uma anlise ente os dois personagens em

    relao: Local onde esto - Roupas que usam - Objetos de trabalho -

    Agora, de acordo com o que respondeu na pergunta anterior, como poderia ser o

    nome deste texto?

    Ilustrao Hermerson Barreto de Novaes

  • 20

    Interpretao escrita:

    Para o professor:

    Entregar para os alunos a cpia da fbula O rato do mato e o rato da cidade de Ruth Rocha, fazer a leitura e interpretao escrita.

    Sugesto de livro: Fbulas de Esopo de Ruth Rocha (pg. 18)

    O Rato da Cidade e o Rato do Campo Um Rato que morava na cidade aceitou o convite para jantar de um Rato que

    vivia no campo. Em sua cova, comeram razes, ervas e frutos, produtos do campo. Em dado momento, o Rato da cidade disse:

    Amigo, notei que vives na misria, pelo que tenho d. Por isso, convido-o a morar na cidade, onde vers a riqueza e a fartura que l desfrutamos.

    Combinaram e para l foram, numa casa grande e rica. Estavam na despensa, saboreando comidas sofisticadas quando, de sbito, entra um fiscal com dois gatos. Na correria, fugiram os Ratos. O Rato da cidade achou logo seu esconderijo enquanto o Rato do campo, continuando acorrer, disse:

    Fiques com a tua fartura, que eu quero mesmo viver comendo os frutos da terra sem medo de homens, gatos e ratoeiras. L no campo tenho um prazer inigualvel que a liberdade com a tranquilidade.

    Joseph Shafan Baseado na edio em lngua portuguesa: "Fabulas de Esopo - com applicaes morais a cada fabula" - 1848 - Paris, Typographia de Pillet Fils Ain [domnio pblico em http://pt.wikisource.org]

    Ilustrao Hermerson Barreto de Novaes

  • 21

    Etapa 04

    Fbula: O LEO APAIXONADO

    Descreva o rato do mato e o rato da cidade de acordo com a fbula de Ruth Rocha.

    No texto o rato da cidade diz ao rato do mato: Venha morar comigo na cidade e voc ver como l a vida mais fcil. Voc concorda com esta afirmao? Comente.

    Explique com suas palavras a moral: Mais vale magro no mato, que gordo na boca do gato.

    Leia as fbulas abaixo e compare-as com O rato do mato e o rato da cidade, depois assinale qual transmite a mesma moral (ensinamento). Comente.

    Quais das frases abaixo melhor resume a moral das fbulas que voc selecionou na questo anterior? ( ) Um tolo pode enganar os outros com traje e aparncia, mas suas palavras logo iro mostrar quem ele de fato. ( ) Mais vale uma vida modesta com paz e sossego que todo luxo do mundo com perigos e preocupaes. ( ) A liberdade um bem to valioso que ningum deve abrir mo dela, seja qual for o motivo.

    Baseado nas fbulas trabalhadas d um nome para cada fbula: Fbula 1 Fbula 2

    ( ) Fbula 1 Em um caminho, encontraram-se um Lobo e um Co. O Lobo, vendo a vitalidade do

    Co, disse: - Tenho inveja de te ver to gordo, com o pescoo grosso e o pelo reluzente. Digo isso

    porque ando sempre magro e arrepiado. O Co respondeu: - Se fizeres o mesmo que eu, tambm engordars. Estou em uma casa, onde me do de

    comer e tratam-me bem, enquanto meu trabalho somente latir quando percebo ladres prximos da casa. Por isso, se queres, podes vir comigo.

    O Lobo, aceitando, passou a caminhar junto com o Co, mas em dado momento perguntou:

    - O que isso companheiro, que vejo? Teu pescoo est todo esfolado. O Co respondeu: - Para que de dia eu no morda aos que entram na casa, sou preso com uma corda. De

    noite me soltam e assim fico at pela manh, quando tornam a me prender. O Lobo, ouvindo isso, disse: - Vou dispensar tua fartura pra mim. A troco de no ser cativo, prefiro me empenhar

    pelo meu sustento e, se necessrio, jejuar, desde que esteja livre. Dizendo isso, se foi.

    ( ) Fbula 2 Um Co levava na boca um pedao de carne quando, ao passar por um riacho, viu no

    fundo da gua a sombra da carne que parecia maior. Soltou a que levava nos dentes para tentar pegar a que via na gua. O riacho levou para sua correnteza a verdadeira carne e a sombra, ficando o Co sem uma nem outra.

    Joseph Shafan Baseado na edio em lngua portuguesa: "Fabulas de Esopo - com applicaes morais a cada fabula" - 1848 - Paris, Typographia de Pillet Fils Ain [domnio pblico em http://pt.wikisource.org]

  • 22

    Etapa 04

    FBULA: O LEO APAIXONADO

    Para o professor: Ler com os alunos a fbula O leo apaixonado verso da |Companhia das Letrinhas (pg. 20) e a seguir responder em grupos as questes propostas.

    Ilustrao Hermerson Barreto de Novaes

  • 23

    Interpretao escrita em grupo:

    Tarefa de casa:

    Por que o leo aceitou o pedido do pai da moa? O que vocs acharam da atitude do leo? Explique. Vocs concordam que devemos mudar para agradar aos outros?

    Vocs j desejaram ser outra pessoa? Por qu?

    Vocs conhecem algum que mudou de comportamento para agradar ou outros e

    se deu mal? Comentem. Vocs achas a aparncia importante? Comentem.

    Assinale a frase que tambm poderia se a moral dessa fbula:

    ( ) Amor com amor se paga. ( ) Quando abandonamos os nossos valores perdemos a identidade. ( ) Quem ama o feio bonito lhe parece.

    Qual seria o papel dos animais nas fbulas?

    Os autores das fbulas escolhem animais devido a algumas comparaes que so

    feitas: Lento como uma tartaruga, rpido como lebre, esperto como a raposa Se pudssemos substituir os animais por seres humanos, quem seria:

    a formiga a cigarra o lobo o cordeiro o rato do mato o rato da cidade

    Como tarefa pesquisem o que so provrbios, e anotem alguns que acharem

    mais interessantes e tragam para prxima aula.

  • 24

    ANEXO III

    Mdulo IMdulo IMdulo IMdulo IIIIIIIII

    1. Atividade: Reescrita das fbulas

    2. Recursos: TV Multimdia, pen drive, livros de fbulas diversos, cpias das

    atividades previamente elaboradas.

    3. Tcnicas: Aula expositiva oral e trabalho em grupo.

    4. Tempo: 06 horas/aula.

    5. Avaliao: Acontecer de maneira individual e coletiva, em todos os momentos em

    que os alunos estiverem participando das discusses.

    O professor dever observar por meio das atividades se os alunos so capazes de:

    perceber as possibilidade de ensinamentos propostas pela fbula;

    produzir um texto com a estrutura de fbula;

    reescrever a fbula mantendo o tema e alterando a estrutura.

  • 25

    Etapa 1

    EXERCITANDO A PRODUO

    Para o professor: Levar os livros de fbulas e deixar, o tempo que julgar necessrio, para os alunos fazer a leitura individualmente ou em grupos e assim ampliarem seus repertrios de fbulas.

    Comear a estimular a escrita para produo da coletnea. Para isso realizar algumas atividades de produo coletiva.

    Para o professor: Explicar aos alunos o que so provrbios e pedir que leiam os provrbios trazidos por eles e ir anotando no quadro. Talvez seja necessrio a explicao de algum provrbio.

    Provrbios so dizeres que fazem parte do conhecimento popular e que a gente repete sem saber quem inventou. So falas populares que foram transmitidas de boca em boca.

    FERNANDES, Mnica Teresinha O.S. Fbula. So Paulo: FTD, 2001

    Os provrbios so ditos populares (frases e expresses) que transmitem conhecimentos comuns sobre a vida. Muitos deles foram criados na antiguidade, porm esto relacionados a aspectos universais da vida, por isso so utilizados at os dias atuais. muito comum ouvirmos provrbios em situaes do cotidiano. Quem nunca ouviu, ao fazer algo rapidamente, que a pressa a inimiga da perfeio. Os provrbios fazem sucesso, pois possuem um sentido lgico. A maioria de criao annima. O provrbio fcil de decorar e transmitir em funo de seu formato simples, curto e direto. Falam sobre diversos assuntos e fazem parte da cultura popular da humanidade. Encontramos provrbios para praticamente todas as situaes de vida

    Disponvel em http://www.suapesquisa.com/musicacultura/proverbios.htm Acessado em 27 jul. 2011.

  • 26

    Atividades de escrita coletiva:

    Leiam a fbula abaixo e inventem um final e um ttulo.

    Leiam a fbula abaixo, escrevam um novo final modificando a parte em destaque e escolham um novo ttulo.

    A ps a leitura das fbulas abaixo inventem uma moral para cada uma.

    A raposa e o corvo Um Corvo roubou um queijo e com ele fugiu para o alto de uma rvore. Uma Raposa,

    ao v-lo, desejou tomar posse do queijo para comer. Colocou-se ao p da rvore e comeou a louvar a beleza e a graa do Corvo, dizendo:

    Com certeza s formoso, gentil e nenhum pssaro poder ser comparado a ti desde que tu cantes.

    O Corvo, querendo mostrar-se, abriu o bico para tentar cantar, fazendo o queijo cair. A Raposa abocanhou o petisco e saiu correndo, ficando o Corvo, alm de faminto, ciente de sua ignorncia.

    Vendo um Cavalo pastando, o Leo pensou numa maneira de atac-lo para o comer. Resolveu chegar com palavras amigas e disse que era mdico e que poderia examinar o Cavalo para, se necessrio, cur-lo. (...)

    O Leo e o Rato Estando o Leo dormindo, alguns Ratos brincavam em torno dele. Em dado momento,

    pularam em cima, acordando-o. O Leo pegou um deles com a inteno de mat-lo, mas como o Rato pedia insistentemente, acabou soltando-o. Passado pouco tempo, o Leo caiu em uma rede que os caadores haviam armado, ficando preso apesar de suas foras. O Rato, sabendo do ocorrido, foi at a armadilha e com muito empenho comeou a roer as cordas, at que, rompendo a armadilha, o Leo ficou livre, como recompensa pela misericrdia que tivera. acabou soltando-o. Passado pouco tempo, o Leo caiu em uma rede que os caadores haviam armado, ficando preso apesar de suas foras. O Rato, sabendo do ocorrido, foi at a armadilha e com muito empenho comeou a roer as cordas, at que, rompendo a armadilha, o Leo ficou livre, como recompensa pela misericrdia que tivera.

    O cervo e o leo

    Bebia um Cervo em um riacho quando viu seu reflexo na gua. Observou suas pernas finas e achou-as muito feias, enquanto que considerou a galhada de seus chifres muito bonita e formosa. Quando saa dali, surgiu um Leo que comeou a persegui-lo. Com os ps, que havia desprezado, ganhava velocidade e com isso distncia de seu perseguidor. Com os chifres, entretanto, se enroscava nos ramos das rvores, o que diminua sua vantagem. Enquanto corria, pensava:

    Como fui bobo, desprezando o que me mais importante e elogiando o que pra mim tem menos valor.

    O Carneiro Grande e os Carneiros Jovens

    Andavam passeando trs Carneiros Jovens e um Carneiro maior. De repente, o mais velho saiu correndo em fuga. Os outros ficaram parados e rindo da disparada do experiente Carneiro, o qual ao longe, vendo-os zombar, disse: - Esto loucos e ignorantes, porque vem vindo o aougueiro que sempre mata primeiro os maiores. Por isso fujo, mas quando ele se aproximar, com certeza matar os que estiverem mais perto.

    Joseph Shafan Baseado na edio em lngua portuguesa: "Fabulas de Esopo - com applicaes morais a cada fabula" - 1848 - Paris, Typographia de

    Pillet Fils Ain [domnio pblico em http://pt.wikisource.org

  • 27

    Etapa 2

    PRODUO DE UMA FBULA

    A partir de um dos provrbios abaixo produzam em duplas uma fbula. No se esqueam de utilizar: ttulo, personagens animais com caractersticas humanas e moral.

    Mais vale um pssaro na mo do que dois voando. A pressa a inimiga da perfeio. Cada macaco no seu galho. Quem tudo quer nada tem. Devagar se vai ao longe. Falar fcil, fazer que difcil. Filho de peixe, peixinho . Nada como um dia depois do outro. No h rosas sem espinhos. No se faz uma omelete sem quebrar os ovos. Nunca digas que desta gua no bebereis. O barato sai caro. Onde h fumaa, h fogo. Pela boca morre o peixe. Quem ama o feio, bonito lhe parece. Quem espera sempre alcana. Cada macaco no seu galho. Mentira tem pernas curtas. Quem no arrisca no petisca.

    Para o professor: Agora chegou o momento da produo das fbulas. Em duplas os alunos devero produzir seus textos que posteriormente sero corrigidos, ilustrados e faro parte do fabulrio. Solicitar que escrevam utilizando as caractersticas do gnero fbula.

    Para o professor: Fazer as correes necessrias junto com os alunos e pedir que passem a limpo e ilustrem.

  • 28

    Etapa 3

    (RE) ESCRITA DA FBULA EM OUTRO GNERO

    Para o professor: Pedir s duplas que produziram a fbula que a reescrevam mudando o gnero: poema, msica, pardia, histria em quadrinhos ou vdeo. O professor disponibilizara o tempo que achar necessrio para execuo dessa atividade. Caso no consiga atender a todas as duplas o trabalho poder ser extraclasse, onde o aluno contar com a orientao dos pais para da atividade proposta. Aps as correes que forem necessrias recolher os trabalhos para elaborao da coletnea.

  • 29

    ANEXO IV

    Mdulo IMdulo IMdulo IMdulo IVVVV

    1. Atividade: Confeco de um caderno de fbulas - Fabulrio

    2. Recursos: TV Multimdia, pen drive, livros de fbulas, cpia das fbulas ilustradas

    produzidas pelos alunos e suas reescritas.

    3. Tcnicas: Aula expositiva oral e trabalho em grupo.

    4. Tempo: 02 horas/aula.

    5. Avaliao: Acontecer de maneira individual e coletiva, em todos os momentos em

    que os alunos estiverem participando das discusses.

    O professor dever observar por meio das atividades se os alunos so capazes de:

    compreender os elementos necessrios de composio de um livro;

    expor suas opinies;

    argumentar para defender seu ponto de vista;

    acolher a opinio dos colegas.

  • 30

    Etapa 1

    PRODUO DO FABULRIO

    Para o professor: Explicar para os alunos que fabulro significa Coleo de fbulas ou caderno de fbulas, discutir com eles como ser a estrutura do fabulrio. Para isso o professor poder mostrar alguns livros e pedir que observem como os textos, as ilustraes, a numerao das pginas, o ndice, capa, autores so apresentados. Nesse momento preciso que o professor oriente os alunos a perceberem as etapas que sero necessrias para confeco do caderno de fbulas e juntos escolham os critrios:

    Organizao do ndice (por ordem alfabtica dos autores ou por tipo de moral ); Texto de apresentao do livro; Como ser a capa e quem a confeccionar; Ttulo do livro. Encadernao.

    Ser produzido outras cpias que ficaro disponvel na biblioteca da escola e uma que ser levada pelos alunos para casa em forma de rodzio.

  • 31

    ANEXO V

    Mdulo Mdulo Mdulo Mdulo VVVV

    2. Atividade: Apresentao das produes

    2. Recursos: Data show, cpias do Fabulrio e fotos das etapas de realizao do

    projeto.

    3. Tcnicas: Aula expositiva oral e trabalho em grupo.

    4. Tempo: 02 horas/aula.

    5. Avaliao: Acontecer de maneira individual e coletiva, em todos os momentos em

    que os alunos estiverem participando das discusses.

    O professor dever observar por meio das atividades se os alunos so capazes de:

    ler com entonao, ritmo em pblico.

  • 32

    Etapa 1

    APRESENTAO E DIVULGAO

    DO FABULRIO

    Para o professor: Agora hora de apresentar e divulgar o Fabulrio. Para isso organizar uma confraternizao entre os alunos que participaram do projeto, direo e equipe pedaggica da escola. Neste momento os alunos faro a apresentao do Fabulrio, a leitura das suas produes e tambm exporo fotos da realizao de todas as etapas do projeto no data show. J a apresentao e divulgao do Fabulrio para os pais e comunidade escolar acontecero durante a reunio bimestral.

  • 33

    7. INDICAES BIBLIOGRFICAS ABREU, Mrcia; SCHAPOCHNIK, Nelson. (orgs.). Cultura letrada no Brasil: objetos e prticas. So Paulo: FAPESP, 2005. ESOPO. Fbulas de Esopo. trad. Heloisa Jahn. 9. reimp. So Paulo: Companhia das Letrinhas, 1994. ESOPO. Fbulas de Esopo. trad. Antonio Carlos Viana. Porto Alegre: L&PM Pocket, 1987. Fbulas de La Fontaine. Vol. 1. Rio de Janeiro: Brasil-Amrica, 1993. Fbulas. Blumenau: Bicho Esperto. Disco compacto. Starke Design Editora. FERMAMDES, Millr. 100 fbulas fabulosas. 5 ed. Rio de Janeiro: Record, 2009. FERNANDES, Mnica Teresinha Ottoboni Sucar. Trabalhando com os gneros do discurso: narrar fbula. So Paulo: FTD, 2001. KLEIMAN, Angela B. (org.). Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prtica social da escola. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1995. _____________. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. So Paulo: Pontes, 2004. KUPSTAS, Mrcia. Sete faces da fbula. So Paulo: Moderna, 1992. MELLO, Cludio; OLIVEIRA, Silvana. Metodologia do ensino, teoria da literatura e a formao do leitor competente. Disponvel em: Acesso em: 23 set. 2010. MENDES, Miguel. Fbulas em quadrinhos - adaptado da obra de Monteiro Lobato. So Paulo: Globo, 2011. MENEZES, Luis Carlos. A lngua em todas as disciplinas. Disponvel em: Acesso em 22 set. 2010. PARAN, Secretaria de Estado da Educao. Diretrizes Curriculares da Educao Bsica Lngua Portuguesa, Curitiba, 2008. ROJO, Roxane. Letramentos mltiplos, escola e incluso social. So Paulo: Parbola Editorial, 2009. SMOLKA, Neide. Esopo Fbulas Completas. 2. ed; So Paulo: Moderna, 2004. SOARES, Magda. Letramento: um tema em trs gneros. 2. ed. Belo Horizonte: Autntica, 2006.

  • 34

    LOBATO, Monteiro. Fbulas. 50. ed. 15. reimp. So Paulo: Brasiliense, 2004. ROCHA, Ruth. Fbulas de Esopo. 2 ed.. So Paulo: FTD, 2006.

    8. SUGESTES DE SITES PARA PESQUISA

    http://www.commons.wikimedia.org/wiki/File:Jean_de_La_Fontaine.jpg

    http://www.commons.wikimedia.org/wiki/File:Jean_de_La_Fontaine.jpg

    http://www.commons.wikimedia.org/wiki/File:Lobato_arte.jpg

    http://www.contandohistria.com

    http://www.monica.com.br/comics/fabulas/welcome.htm

    http://www.pt.wikipedia.org/wiki/Mill%C3%B4r_Fernandes

    http://www.pt.wikipedia.org/wiki/Mill%C3%B4r_Fernandes

    http://www.pt.wikipedia.org/wiki/Monteiro_Lobato

    http://www.pt.wikisource.org

    http://www.releituras.com/millor_bio.asp

    http://www.sitededicas.uol.com.br/cfab.htm

    http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=3135&cat=Infantil&vinda=S

    http://www.youtube.com/watch?v=5uqSogAC7eA&feature=related

    http://www.youtube.com/watch?v=UBDFohWKrMM

    http://wwwfabulasecontos.com.br

    http://wwwfabulasecontos.com.br

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