Produção de Texto

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    ORIENTAES DIDTICASFUNDAMENTAIS SOBRE ASEXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEMDE LNGUA PORTUGUESA

    AGOSTO

    2013Anos Iniciais do

    Ensino Fundamental

    (1 ao 5 ano)

    Elaborao: Ktia Lomba Brkling.

    Colaborao: Formadoras do Programa Ler e Escrever eEquipe CEFAI.

    Superviso Pedaggica:Telma Weisz.

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    ORIENTAES DIDTICAS FUNDAMENTAIS SOBREAS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM DE LNGUA

    PORTUGUESA

    SUMRIO

    Antes, as intenes ................................................................................................................... 3Algumas perguntas fundamentais ......................................................................................... 5

    O que representam as Expectativas de Aprendizagem para a Prtica Educativa?.................. 5

    Para qu definir Expectativas de Aprendizagem? ............................................................ ................... 5De que maneira as Expectativas de Aprendizagem devem se atualizar na sala de aula? .... 7Que Critrios foram adotados na definio das Expectativas? ............................. ......................... 8

    Critrios de Seleo dos Contedos ............................... ................................ ................................. ... 8Critrios de Progresso dos Contedos ............................. ................................. ............................ 10As Expectativas de Linguagem Oral na sala de aula ................................. ................................ .. 23

    A Especificidade de Alguns Contedos na definio das expectativas ............................ 26A Identificao do Valor Sonoro das Letras no Processo de Compreenso do Sistema de

    Escrita: alguns esclarecimentos fundamentais ............................. ................................ ....................... 26O Trabalho com a Linguagem Oral ................................. ................................. ............................... ........ 35O Contedo das Rodas de Leitores: Apreciao Esttica de Materiais de Leitura ................ 38Reescrita e Produo de Autoria: que articulao est colocada entre essas atividades? 42

    As Operaes de Produo de Textos ................................. ................................. ............................ 42Modalidades Didticas Fundamentais de Produo de Textos e Organizao doTrabalho Pedaggico ................................ ................................. ................................. ............................ 49A Organizao Didtica do Trabalho de Produo de Textos..................... ............................ 54

    Variedade Lingustica e Registro ................................ ................................. ................................ ............. 73A Coeso e a Coerncia dos Textos ................................ ................................. ............................... ........ 79

    Primeiro, a Coerncia Textual ............................................................ ................................. ................. 79Agora, a Coeso Textual ................................ ................................ ................................ ........................ 85Coeso e Coerncia Textuais nas Expectativas de Aprendizagem ........................................ 93

    Lembrete Final ........................................................................................................................ 95Referncias Bibliogrficas ..................................................................................................... 96

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    ORIENTAES DIDTICASFUNDAMENTAIS SOBRE AS

    EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

    Elaborao: Ktia Lomba Brkling1

    Participao colaborativa: Formadoras do Programa Ler e Escrever e Equipe CEFAI

    Superviso Pedaggica: Telma Weisz

    (...) Lo que se considera como cultura escrita y la forma en que aprenden a leerlos nios son dos aspectos que se encuentran en el origen de la desigualdad en

    nuestra sociedad. (MEEK, 2004, p.50).

    ANTES, AS INTENES

    A inteno deste documento criar um espao de reflexo a respeito dos aspectos queprecisam ser considerados ao se tomar as expectativas definidas como um parmetroorientador das aprendizagens pretendidas para os alunos. Nesse sentido, sero discutidosneste documento aspectos como:

    a) O que representam as expectativas de ensino para a prtica educativa?

    b) Para que definir expectativas de aprendizagem?

    c) De que maneira as expectativas devem se atualizar na sala de aula?

    d) Que critrios foram adotados na definio das expectativas?

    e) O que preciso para realizar a progresso de determinados contedos, como oestabelecimento de coeso dos textos, ou a participao de rodas de leitores, que implicana anlise e apreciao de diferentes materiais de leitura?

    Esperamos que respostas a questes como estas possam contribuir para uma maiorcompreenso tanto do que representam, efetivamente, as expectativas de aprendizagem noprocesso de ensino, quanto do lugar que devem ocupar na ao educativa, contribuindo

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    Consultora de Lngua Portuguesa da CEFAI da SEE de SP e Supervisora de Lngua Portuguesa do Programa Ler eEscrever.

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    para que no sejam vistas como mero recurso auxiliar do processo de ensino, do qual selana mo nos momentos finais do processo avaliativo.

    Ao contrrio, esperamos que, alm de definirem as aprendizagens pretendidas pelo aluno,sejam colocadas como orientador efetivo do processo de ensino, da ao do professor na

    sala de aula.

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    ALGUMAS PERGUNTAS FUNDAMENTAIS

    OQUE REPRESENTAM AS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA A PRTICAEDUCATIVA?

    As expectativas definem as intenes bsicas de aprendizagem de um determinado processode ensino para um determinado perodo de tempo. Dito de outro modo, as expectativasdefinem a proficincia mnima que se pretende que seja constituda pelo aluno ao final deum processo de ensino especfico, o qual pode ser determinado por diferentes perodos detempo (ms, semestre, ano, segmento de ensino, por exemplo). No caso das expectativas emfoco, o perodo corresponde a cada ano escolar dos anos iniciais do Ensino Fundamental.

    As expectativas definem, portanto, a proficincia bsica e fundamental - que se pretendeque o aluno construa no perodo determinado, e no o mximo possvel a ser conseguido.

    Em contrapartida, ao definirem o que se espera que o aluno aprenda, as expectativasdeterminam necessidades de ensino.

    PARA QU DEFINIR EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM?

    Definir expectativas de aprendizagem, muito mais do que uma atividade meramenteinstitucional seja do Ministrio de Educao, seja da Secretaria de Estadual ou da Escola -,deve ser compreendido como procedimento fundamental para orientar o processo deensino, dotando-lhe de objetividade, clareza e progresso coerentes tanto com asconcepes assumidas para orientador o trabalho educativo em especial as relativas aprendizagem e ao objeto de ensino -, quanto com as implicaes didticas das mesmas.

    Dito de outra forma, podemos afirmar que definir o que se pretende que o aluno aprenda

    est relacionado intrinsecamente com todas as concepes que orientam o trabalhoeducativo cotidiano em cada sala de aula.

    Por exemplo, no processo de ensino precisamos:

    a) saber de que modo o aprendizadoacontece, pois s tendo clareza disso podemosdefinir um movimento metodolgico adequado ao trabalho docente e selecionar o modode realizao das tarefas mais adequado s necessidades atuais do aluno: secoletivamente, com mediao do professor; se em parceria com colegas; se de maneiraindependente, sempre de acordo com as apropriaes realizadas pelo aluno ao longo doprocesso de ensino;

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    b) conhecer o objeto de ensinoem foco, suas caractersticas, suas nuances, para que sejapossvel adequar as atividades didticas s possibilidades de aprendizagem dos alunosem cada momento do processo de aprendizado.

    Por exemplo, se sabemos que compreender o sistema de escrita pode acontecer demaneira concomitante compreenso de conhecimentos relativos organizao eproduo textual, podemos organizar o trabalho de sala de aula realizando atividades deproduo coletiva de textos, mediadas pelo professor e tendo-o como escriba2. Nestas,o foco sero os conhecimentos relativos s especificidades do texto, em si: sobre olxico mais adequado a um contexto literrio, por exemplo; sobre a sequenciao dosenunciados, tomando como referncia as caractersticas de organizao interna dognero (ordem temporal se for um relato de experincia vivida, um dirio de viagem...);sobre os procedimentos de planejar o texto, redigi-lo, revis-lo, entre outros aspectos.

    Os conhecimentos relativos ao sistema de escrita sero trabalhados paralelamente, emoutras atividades que sejam mais adequadas para que o aluno os tome como objeto de

    estudo. Assim, no preciso esperar que o aluno compreenda o sistema de escrita para,depois, compreender o processo de textualizao; ou seja, no preciso esperar que oaluno saiba grafar para propor que produza textos;

    c) identificar quais so os contedos3que precisam ser ensinados, qual a sua natureza,para que seja possvel prever atividades de ensino que permitam ao professor trabalh-los junto aos alunos e, a estes, aprend-los. preciso, por exemplo, considerar que osalunos precisam aprender tanto sobre a natureza do sistema de escrita e da linguagemescrita (contedo conceitual), quanto sobre como planejar, textualizar, revisar um texto(procedimentos de escritor), ou, ainda, sobre como conversar com outro