Projeto Temático

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  • M O N T E I R O L O B A T O ( 1 8 8 2 - 1 9 4 8 ) E O U T R O S

    M O D E R N I S M O S B R A S I L E I R O S Projeto temtico desenvolvido a partir de maro de 2003

    (com trmino previsto para maro de 2007) com apoio da (FAPESP)Fundao de Amparo Pesquisa do Estado de So Paulo, sob coordenao da Profa. Dra. Marisa

    Lajolo, junto ao CEDAE do IEL/ Unicamp

    S U M R I O

    1) ANTECEDENTES: O PROJETO MEMRIA DE LEITURA2) DESDOBRAMENTOS: MONTEIRO LOBATO NO MEMRIA DE LEITURA

    3) VERTENTES DE PESQUISA DO FUNDO MONTEIRO LOBATOA) DE PAPIS A DOCUMENTOS: UMA IDENTIDADE ARQUIVSTICA PARA O FUNDO MONTEIRO LOBATO

    B) SOCIEDADES, PARCERIAS, SOCIABILIDADE: O PAPEL DE MONTEIRO LOBATO NESTA REDE

    C) O PR, O ANTE, O ANTI E O PRPRIO MODERNISMO

    D) OS MUITOS E MLTIPLOS MONTEIROS LOBATOS

    E) MONTEIRO LOBATO, UM OUTRO OLHAR NO SCULO XX

    F) MONTEIRO LOBATO NA LOBATIANA

    G) MONTEIRO LOBATO NA MIDIA

    4) CRONOgRAMA5) BIBLIOgRAFIA

    A) OBRAS DE MONTEIRO LOBATO

    B) OBRAS GERAIS E SOBRE MONTEIRO LOBATO

    MonteiroLobato.Miscelnia.SoPaulo:Brasiliense.956.7.Ediop.78

  • 1) ANTECEDENTES: O PROJETO MEMRIA DE LEITURAO projeto Memria de Leitura, desenvolvido h oito anos junto ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL)

    da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) visa ao resgate, construo e registro de uma histria da leitura enquanto prtica social e do livro (sobretudo o livro brasileiro e o portugus) enquanto materialidade em torno da qual tal prtica se constri e se desenrola no Brasil.

    Iniciado como pesquisa individual apresentada em 1993 ao CNPq, do qual obteve financiamento sob a forma de uma bolsa de pesquisa para a Profa. Dra. Marisa Lajolo, transformou-se em projeto integrado em 994, quando nele ingressaram a Prof. Dra. Mrcia Abreu, alunos de Iniciao Cientfica, de Mestrado e de Doutorado e assim se mantm at hoje.

    Seus recursos, bem como bolsas de alunos que desenvolvem dissertaes e teses no interior do projeto provm da CAPES, do CNPq (processo CNPq 52034/94-5: bolsa de pesquisa das docentes, bolsas de Iniciao Cientfica, de Mestrado e de Doutorado, bolsa de auxiliar tcnico de pesquisa, verba para aquisio de material de informtica), da FAPESP (auxlio pesquisa [98/13947] bolsas de mestrado [97/05863-2] e de Doutorado [99/00141-4 e 00/010080] e do FAEP (verba para participao em congressos).

    Ao longo de seus oito anos de durao, as vertentes originais da pesquisa desenvolvida no interior do projeto sofreram reformulaes, medida que seus objetivos foram sendo atingidos, expressando-se seus resultados em teses e dissertaes defendidas e em curso, em publicaes e participaes em congressos de docentes e discentes, alm de constante alimentao do site http:// www. Unicamp.br/iel/memoria cujo banco de dados relativo a leitura foi, apenas no ltimo ano (200), visitado por mais de trinta mil internautas.

    Como no podia deixar de acontecer em um projeto voltado para questes de leitura no Brasil, a figura de Monteiro Lobato j se fez presente no leque de pesquisas desenvolvidas no bojo do projeto - como o atesta o fato de o site abrigar dissertaes de teses sobre Monteiro lobato defendidas dentro e fora da Unicamp (cf. http://www.unicamp.br/memoria/teses).

    Foi exatamente a partir de uma das dissertaes de Mestrado desenvolvida como parte do projeto e financiada por bolsa Fapesp (97/05863-2), que se tornou possvel a aquisio, pelo IEL da Unicamp, de um considervel acervo de livros de Monteiro Lobato, revistas e recortes de jornais a ele relacionados, acervo este localizado pela ento mestranda Cilza Carla Bignotto. O anexo I elenca os ttulos deste acervo e a incorporao dele ao Centro de Documentao Alexandre Eullio (CEDAE) do IEL foi o passo inicial para o desenvolvimento do presente projeto atravs do qual abre-se no interior do projeto Memria de leitura uma nova vertente MONTEIRO LOBATO E OUTROS MODERNISMOS BRASILEIROS - para cujo desenvolvimento se vem solicitar financiamento da Fapesp sob a forma de projeto temtico.

  • 2) DESDOBRAMENTOS: MONTEIRO LOBATO NO MEMRIA DE LEITURA Por ocasio da incorporao do acervo lobatiano localizado por Cilza Carla Bignotto Unicamp, a presena

    dos herdeiros de Monteiro Lobato (Sra. Joyce Lobato Campos e Sr. Dr. Jorge Kornbluh) cerimnia permitiu uma longa negociao relativa transferncia para a Universidade de documentao do escritor que se encontrava em posse dos referidos herdeiros. Essa negociao chegou a bom termo no segundo semestre de 200: em 05 de dezembro p.p., o acervo foi oficialmente incorporado ao CEDAE do IEL passando a constituir o Fundo Monteiro Lobato (FML). O anexo 2 elenca os documentos recebidos pela Unicamp e que integram o FML .

    Os mais de dois mil itens que constituem o FML representam, em seu conjunto, um acervo rico e sugestivo, de valor inestimvel para uma compreenso mais acurada tanto da gnese de vrios aspectos da obra de Monteiro Lobato quanto da vida cultural e literria brasileira dos mais de quarenta anos ao longo dos quais a figura de Lobato se destaca em diferentes reas da vida brasileira2. Frise-se ainda que a existncia, no FML, de cartas dos herdeiros de Monteiro Lobato com seus editores ( correspondncia posterior morte do escritor), bem como de documentos familiares que remontam s primeiras dcadas do sculo XIX, amplia consideravelmente o espao de tempo recoberto pela documentao sob guarda da Unicamp.

    Uma primeira leitura, ainda que perfunctria das sries da correspondncia ativa, passiva e de terceiros constantes do FML, realizada preliminarmente com vistas a sua organizao material, j foi suficiente para assegurar que h muitos documentos inditos, de valor documental e cultural inestimvel.

    Exames preliminares do material j suscitam, por exemplo, questes instigantes para a historia da modernizao brasileira - das artes plsticas literatura e poltica - at agora, na esfera da cultura, imantada, e m grande parte, pela Semana de Arte Moderna que ocorreu na cidade de So Paulo em fevereiro de 922 : algumas cartas trocadas entre Oswald de Andrade, Mrio de Andrade e Monteiro Lobato so, por exemplo, bastante sugestivas da complexidade do relacionamento de intelectuais num momento decisivo da constituio do campo literrio brasileiro, para falar como Bourdieu3, ou em momento decisivo de transformao do sistema literrio brasileiro para utilizar da notao de Antonio Cndido4.

    As peas ora sob guarda da Unicamp cartografam os mltiplos interesses e atividades de Monteiro Lobato, este polmico intelectual brasileiro que, ao longo de sua vida, dedicou-se a diferentes modalidades de criao, imprimindo sua marca e seu estilo literatura adulta e infantil, traduo, ao jornalismo, s artes editoriais e s artes visuais representadas estas pelo desenho, pela pintura e pela fotografia.

    A esta pluralidade de interesses inscritos em sua produo soma-se um exigente exerccio de cidadania que fazia Monteiro Lobato pronunciar-se a propsito de todas as questes candentes de seu tempo, e acrescenta-se ainda caudalosa correspondncia na qual se desdobram outras faces da vida cotidiana e intelectual do escritor, como sua curiosidade por um ou por outro sistema filosfico, a discusso minuciosamente tcnica e amplamente poltica de diferentes aspectos de suas campanhas pelo ferro e pelo petrleo, ao lado de seu respeito aos leitores - annimos ou famosos - que lhe escreviam e que recebiam sempre respostas escrupulosas e no poucas vezes muito criativas5.

    Nascidoem88,desdemuitojovemMonteiroLobatocolaboravaemjornaizinhosdasescolasquefreqentava,tendosidoinclusivefundador(em900)deumaArcdia AcadmicanaFaculdadedeDireitodeSoPaulo.apartirde94,atravsdapublicaodosartigos Velha Praga eUrups nojornal O Estado de So Paulo que ele se torna figura pblica ( e polmica ) na vida cultural brasileira.Quatroanosdepois(em88),quandocompraa Revista do Brasil ,fundaa Editora Monteiro Lobato & Cia epublica Urups ,suaimportnciaimpe-senocampoeditorialeliterriobrasileiro,oquelheservedeimpulsoinicialparafazer-sepresenteemdiversoscamposdavidapolticaeculturalbrasileiradaprimeirametadedosculopassado.

    Bourdieu,PierreLesRglesdelart:geneseetstructureduchamplitteraire.Paris:Seuil.99.PASSIANI,nio Na trilha do Jeca: Monteiro Lobato e a formao do campo literrio no Brasil. FFLCH. USP ( orientadora: Dra. Maria Arminda do Nascimento Arru-da.) 2001.Disponvelemhttp://www.unicamp.br/iel/memoria

    4 AntonioCndidoFormaodaliteraturabrasileira(Momentosdecisivos)volumes.a.ed.Revista;\SP:Martins.9645 cfDebus,ElianeSantanaDias. Entre vozes e leituras: a recepo da literatura infantil e juvenil.Florianpolis:UFSC,996.(Dis-

    sertaodeMestrado)eO leitor, esse conhecido : Monteiro Lobato e a formao de leitores.PUCRS.00(orientao:Dr.ReginaZilberman.Disponvelemhttp://www.unicamp.br/iel/memoria)

  • deste naipe o acervo do FML recebido pelo Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, de cuja organizao, disponibilizao e interpretao o projeto Monteiro Lobato ( 1882-1948) e outros Modernismos brasileiros vai ocupar-se .

    Monteiro Lobato ( 1882-1948) e outros Modernismos brasileiros vai ocupar-se da pesquisa dos materiais que integram o FML sob coordenao acadmica da professora Dra. Marisa Lajolo e da qual participam seus orientandos alm de pesquisadores convidados, e sob coordenao arquivstica de Flvia Carneiro Leo. A pesquisa a ser desenvolvida tem por objetivo geral estudar, descrever, interpretar, organizar e disponibilizar os documentos lobatianos, livros e objetos depositados no IEL, considerando-os - a partir da especificidade de cada uma das sries em que sero arranjados - porta de acesso para diferentes investigaes que, debruadas sobre a figura de Monteiro Lobato - central, obviamente no fundo que lhe leva o nome - subdivide-se em diferentes vertentes.

    Estas vertentes, a seguir descritas, no seu conjunto vo ocupar-se de vida, obra e contexto scio-histrico de ML, esclarecendo aspectos relevantes da vida literria brasileira contempornea dele, da conformao (nesta poca) do campo literrio brasileiro, de sua obra literria relacionando-a s outras reas de sua atuao, da fora de sua imagem na mdia durante sua vida e postumamente, de sua participao na histria editorial brasileira.

    Segue-se, a partir de agora, a descrio de cada uma das vertentes atravs das quais se desenvolver o projeto Monteiro Lobato (1882-1948) e outros modernismos brasileiros

  • 3) VERTENTES DE PESQUISA DO FUNDO MONTEIRO LOBATO A) DE PAPIS A DOCUMENTOS: UMA IDENTIDADE ARQUIVSTICA PARA O FUNDO MONTEIRO LOBATO

    Desde sua chegada ao CEDAE, e com vistas a iniciar o mais rapidamente possvel seu estudo, interpretao e disponibilizao ao pblico, os documentos integrantes do FML vm sendo submetidos a procedimentos tcnicos arquivsticos que incluem sua conservao, organizao e a descrio de suas unidades.

    Como se sabe, a conservao dos documentos de um fundo tem por objetivo estabilizar o processo de degradao dos itens que o compem, atravs de procedimentos de higienizao, seguidos de pequenos reparos e subseqente acondicionamento, etapas fundamentais para guarda estvel do acervo e acesso seguro a ele.

    O princpio adotado para a conservao do FML - bem como dos outros fundos sob a guarda do CEDAE - o da conservao preventiva, que consiste em proteger o acervo contra agentes externos de deteriorao, tais como incidncia direta da luz, inadequao dos materiais acessrios, ndices altos de umidade relativa e de temperatura. necessrio ainda, simultaneamente, reduzir a deteriorao causada por fatores decorrentes das caractersticas intrnsecas dos materiais.

    Em relao aos documentos do FML, higienizao e limpeza, reparos, reproduo, acondicionamento, microfilmagem e guarda6 representam as etapas bsicas do processo de conservao, alm da descrio e catalogao de todos os itens do Fundo.

    Constante ao longo dos quatro anos previstos para o desenvolvimento integral do projeto, e mesmo estendendo-se para alm da pesquisa acadmica inicialmente prevista, o tratamento arquivstico do Fundo Monteiro Lobato - coordenado por Flvia Carneiro Leo - ser executado por um grupo de trabalho formado pelo(a)s documentalistas e conservacionistas do CEDAE, que contaro com o acompanhamento de dois tcnicos do Setor de informtica do IEL, alm de um tcnico em computao. Esta a equipe tcnica responsvel pela atribuio de uma face arquivstica aos documentos constantes do FML, atribuio esta que inclui:

    A . 1) identificao rigorosa e indexao de todos os itens do Fundo, com o objetivo de viabilizar pesquisas direcionadas a itens, temas ou pocas especficas recobertas pelo acervo;

    6 Higienizao : Os documentos impressos devero permanecer de quarentena submetidos higienizao a gs, que tem como objetivo eliminar insetos e outros microorganismos como fungos, bactrias, etc. Limpeza : Os documentos sero submetidos limpeza mecnica, com trincha e p de borracha, e suas aderncias , resduos de colas e sujidades sero removidos atravs de tcnicas apropriadas. Reparos : Os documentos que necessitam de reparos estruturais como encadernao e velaturas sero recuperados no Setor de Conservao do CEDAE . Acondicionamento: Os documentos sero individualmente acondicionados em invlucros - fabricados ou produzidos artesanalmente pelo Setor de Conservao do Centro de papel neutro, colas neutras e polister. Reproduo fotogrfica : As fotografias sero reproduzidas em negativos de grande formato, processados para longa permanncia pelo Centro de Memria Unicamp. Microfilmagem : Como medida conservativa e de segurana, a microfilmagem de todos os documentos, excetuando-se os livros, proporciona os seguintes benefcios: o nico meio de armazenamento, alm do papel, utilizado nos ltimos 50 anos; analgico; tem padres internacionais estabelecidos; regulamentado por lei; proporciona recuperao relativa-mente rpida, distribuio fcil e barata, segurana e durabilidade; permite percia, duplicao e reproduo em papel ; pode ser obtido atravs da captao dos documentos em papel ou, ainda, atravs de dados produzidos em meio mag-ntico e pode ser facilmente digitalizado, integrando-se a sistemas informatizados de gesto documental. Prescinde de atualizao contnua dos equipamentos ou da migrao constante dos documentos de um suporte para outro. Guarda : Todos os documentos sero guardados na reserva tcnica do CEDAE em condies adequadas de temperatu-ra e umidade, ou seja, 20 C e 50% UR.

  • A . 2) reproduo digital ou fotogrfica e microfilmagem de todo o acervo como forma de agilizar pesquisas de texto e de preservar a materialidade dos originais. Particularmente no que respeita correspondncia de Lobato, inclui-se no trabalho a digitalizao de sua correspondncia j publicada, com vistas ao estabelecimento de um ndice onomstico essencial para pesquisas sobre o autor e sobre a vida intelectual brasileira do perodo recoberto pela epistolografia lobatiana. A digitalizao da correspondncia depositada junto ao IEL, simultaneamente preservao da qualidade dos originais facultar a pesquisadores informaes bsicas relativas aparncia dos documentos, dado essencial para estudos que levam em conta aspectos da materialidade das fontes documentais;

    A . 3) organizao de um banco de dados arquivstico, cuja proposta tcnica exposta e justificada no anexo 2;

    A . 4) organizao de site do acervo, lincado ao banco de dados arquivsticos e articulado ao j existente site do projeto Memria de Leitura, como forma tanto de facilitar contatos iniciais de pesquisadores com o acervo disponvel, quanto de atrair outros materiais relativos a Monteiro Lobato para o Cedae/IEL;

    A . 5) preparao de catlogo detalhados do acervo do FML, sua publicao e disponibilizao na Internet.

  • B ) SOCIEDADES, PARCERIAS, SOCIABILIDADE : O PAPEL DE MONTEIRO LOBATO NESTA REDE

    Simultaneamente ao incio do processamento tcnico descrito a propsito da vertente anterior (em A), o FML j comea a ser trabalhado por uma equipe de pesquisadores, organizando e classificando inicialmente o acervo de cartas - sob a coordenao da professora Dra. Marisa Lajolo.

    A pesquisa da epistolografia lobatiana vai contribuir para o conhecimento mais acurado da sociabilidade - tanto individual quanto institucional - entre escritores, elemento importante para a identificao e compreenso das comunidades interpretativas vigentes ao tempo de Monteiro Lobato e que, na formulao lapidar de Stanley Fish7, so parte decisiva na economia de trocas (simblicas e materiais) que rege a vida literria.

    A hiptese que sustenta a pesquisa nesta vertente que a funo de editor, exercida por Lobato, qual ele acrescentava a de escritor e de crtico literrio - todas fartamente documentadas pelo material depositado no CEDAE - ao mesmo tempo em que o individualiza em contraste com o perfil comum do intelectual brasileiro de seu tempo - inscreve-o nas malhas mais centrais do sistema literrio, j que cabe ao editor, num sistema literrio moderno, a produo material do objeto - o livro - sobre o qual e em nome do qual se constri todo o sistema literrio.

    Sob responsabilidade da prof. Dra. Marisa Lajolo, esta linha de investigao conta com a participao de alunos de graduao e de ps graduao, alm das doutorandas Adriana Silene Vieira, Cilza Carla Bignotto e Milena Martins. Desenvolvida entre agosto de 2002 e agosto de 2006, esta pesquisa ter como resultado

    B. 1- organizao cronolgica da correspondncia ativa e passiva de Monteiro Lobato includa no FML;

    B .2 organizao de cronologia rigorosamente exaustiva da correspondncia lobatiana j publicada, com o objetivo de estabelecer o contexto - na epistolografia do autor - da correspondncia lobatiana sob guarda do IEL;

    B.3 - Identificao de acervos brasileiros dos quais conste correspondncia lobatiana: j se sabe da existncia de cartas de e para Monteiro Lobato em diferentes arquivos, fundaes, institutos, memoriais e colees particulares e o levantamento da correspondncia existente em tais acervos o primeiro passo na direo de trazer para o CEDAE, quando possvel, os originais das cartas, ou - se esta alternativa se mostrar impossvel - cpia dos documentos ou, ainda, em ltimo caso, incluir no catlogo do FML do CEDAE, indicao do arquivo e localizao nele das cartas-espelho, isto , que constituam par das depositadas no IEL e de outras que delas constituam contexto;.

    B .4- publicao - na Internet e em formato convencional (garantida, evidentemente, autorizao dos detentores dos direitos [autorais e de imagem] quando for o caso) de parte da correspondncia ativa e passiva de Monteiro Lobato, com identificao dos indivduos, publicaes e eventos l citados;

    B .4.1 relativamente publicao convencional (= em livro) da epistolografia lobatiana, a edio - visualmente falando - dever aproximar -se o mais possvel dos formatos de livros editados por Monteiro Lobato. O objetivo da escolha deste formato para os volumes recolocar em circulao um formato de edio responsvel pela popularizao do livro e da leitura patrocinada pelo editor Monteiro Lobato8 ao longo de suas vrias iniciativas editoriais, dando preferncia a livros pequenos, com enunciao grfica atraente: capas vistosas, mancha pequena e ilustrao adequada;

    7 cf.StanleyFish[Fish,Stanley Interpretive Authority in the Classroom and in Literary CriticisminIsthereatextinthisclass?Cambridge,Mass:HarvardUniversityPress.980.(p.0-7).

    8 SegundoAntonioCndido(emencontrocompartedosmembrosdoprojetoMemriadaLeituraem08.0.00)MonteiroLobato,comoeditorresponsvelpelacriaodoquesepodechamardemodelodolivro brasileiro emoposioaomodelodo livro francs .

  • B .5- redao e publicao, na Internet e em formato convencional de ensaio(s) interpretativo(s) da rede de sociabilidade indiciada pelos indivduos, publicaes e eventos mencionados na epistolografia lobatiana bem como de aspectos da gnese da obra do autor l sugeridos;

    B . 6 - redao e publicao, na Internet e em formato convencional de ensaio(s) relativos epistolografia como gnero literrio, tal como ela se manifesta na correspondncia de Monteiro Lobato, agora lida na contraluz de outros acervos epistolares j publicados, como por exemplo a caudalosa correspondncia de Mrio de Andrade que vem sendo zelosamente publicada pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de So Paulo;

    B . 7 - organizao de encontros peridicos e de seminrios - abertos e fechados - de pesquisadores especialistas em Monteiro Lobato, em arquivos literrios, na literatura brasileira da primeira metade do sculo XX e em produo cultural de recorte industrial9.

    9 Estesencontroseseminriosarticulam-seatodasasvertentesdoprojetoprivilegiando,emdiferentesmomentos,umaououtradestasvertentes

  • C) O PR, O ANTE, O ANTI E O PRPRIO MODERNISMO

    Esta a vertente do projeto que inspirou o ttulo Monteiro Lobato (1882-1948) e outros modernismos brasileiros.

    A pesquisa dos documentos de FML pretende patrocinar conhecimento mais completo das platias e bastidores da histria literria brasileira dos incios do sculo XX, perodo at hoje geralmente visto pela historiografia literria oficial (cf. Afrnio Coutinho0 e Alfredo Bosi, para ficarmos apenas em duas das mais cannicas obras da historiografia literria brasileira de larga difuso hoje) como uma homognea, linear e triunfante marcha em direo produo representada pelos artfices e participantes da Semana de Arte Moderna realizada em SP em fevereiro de 922.

    Vale lembrar que a reviso desta historiografia j se iniciou, atravs de trabalhos que, resgatando formas de produo cultural contemporneas, imediatamente anteriores ou posteriores aos anos 20 do sculo passado, vm dando visibilidade a matrizes culturais at hoje abafadas ou minimizadas pela oficializao do chamado modernismo paulista, chancelado como vanguarda oficial brasileira2.

    A pesquisa que aqui se prope evidentemente no pretende desconstruir a tradio de leituras do Modernismo paulista que o v como ruptura. Pretende, ao invs disso, desentranhar e discutir outras formas de ruptura com a tradio literria herdada do sculo XIX atravs, por exemplo, da pesquisa das foras em ao no campo literrio contemporneo de Monteiro Lobato, das transformaes do regionalismo, da modernizao do modo de produo da literatura.

    Sob responsabilidade da prof. Dra. Marisa Lajolo, esta vertente conta com a participao de alunos da graduao e de ps graduao, alm das doutorandas Adriana Silene Vieira, Cilza Carla Bignotto e Milena Martins. Desenvolvida entre agosto de 2002 e agosto de 2006, esta pesquisa ter como resultado

    C. 1 - organizao de uma linha do tempo de publicaes, eventos e ensaios crticos [sobretudo os que tematizam e discutem teorias e modismos literrios] dos quais tenha participado Monteiro Lobato e outros intelectuais que com ele tenham estabelecido intercmbio intelectual significativo: como hiptese, esta vertente da pesquisa articula-se ao levantamento efetuado em B .4) e aprofunda sua interpretao;

    C .2 - publicao - na Internet e em formato convencional - de parte da crtica e ensaistica de Monteiro Lobato presentes em documentos do acervo ou a eles relacionados, garantida, claro, a autorizao dos herdeiros, quando for o caso;

    C .3 - redao e publicao, na Internet e em formato convencional - de ensaio(s) interpretativo(s) de diferentes manifestaes da modernidade brasileira - particularmente a paulista para as quais apontam os documentos do FML.

    0 AfrnioCoutinhoEramodernistainAliteraturanoBrasilRJ:LivrariaJosOlimpio/UniversidadeFederalFluminense.986 cf.AlfredoBosi.Oprmodernismo.SP:Ed.Cultrix.Pr Modernismo e Modernismo Histriaconcisadaliteraturabrasileira.

    SP:Ed.Cultrix.970a.ed.P.9-48] Cf.Camargos,Mrcia:VilaKiriale.SoPaulo:Ed.Senac.00Lajolo,M. Regionalismo e histria da literatura: quem o vilo

    da histria ? apud Historiografia brasileira em perspectiva .SP:UniversidadeSoFrancisco.Ed.Contexto.998.P.97-8.Lajolo,M.Literaturaehistriadaliteratura:senhoramuitointrigantesapud Histria da literatura: ensaios.Capinas:EditoradaUnicamp.994.P.9-6;Lajolo,M.MonteiroLobato,omalamadodomodernismoapudMonteiroLobato: Contos escolhidos.SP:EditoraBrasiliense.989.p7-;Lajolo,M. El regionalismo lobatiano : a contrapelo del modernismo apudEscritura.XIV.7.Caracas.enero-junio989.P-;VELLOSO,MnicaPimentaModernismonoRiodeJaneiro.RiodeJaneiro.Ed.Fundao Getlio Vargas , 1996 .

  • D) OS MUITOS E MLTIPLOS MONTEIROS LOBATOSA pesquisa a ser desenvolvida pretende tambm, atravs de interpretao e cruzamento dos diferentes

    materiais reunidos no acervo, produzir uma compreenso mais aprofundada e rigorosa do conjunto da obra de Monteiro Lobato.

    O desenvolvimento dos tpicos at agora indicados pede e favorece levantamento cuidadoso de dados biogrficos do autor dispersos ao longo dos documentos constantes do FML, analisados na contraluz de suas inmeras - e como si acontecer com este gnero incompletas e contraditrias biografias3. Sem que esta vertente da pesquisa represente o retorno a uma crtica autobiogrfica - posio ingnua contra a qual so seminais os trabalhos de Foucault4 e de Barthes5 - o conhecimento do cotidiano de um intelectual de facetas to instigantes, porque mltiplas e contraditrias, como Monteiro Lobato permitir integrar, numa instncia interpretativa mais complexa, a presena dele em frentes intelectuais distintas e polmicas como a crtica de arte, a modernizao da industria editorial brasileira, a luta pela explorao do petrleo e pela produo do ferro, o anticlericalismo, a crtica renhida ao atraso tecnolgico e cultural do pas, a admirao pelo american way of life.

    Ao lado da forma mltipla da presena de Monteiro Lobato na vida brasileira de seu tempo, as aparentes dicotomias presentes na obra lobatiana so constantemente apontadas pela fortuna crtica do escritor16.

    Entre tais dicotomias destaca-se, no polo da recepo, a diviso entre obra adulta e obra infantil. No polo da inspirao temtica, a representao mida e verista em certas passagens contrasta com paixes violentas e surtos de fantasia presentes em outras passagens. No mbito poltico, as contradies multiplicam-se vertiginosamente: a obra de Monteiro Lobato registra um percurso que inclui toda a gama de posicionamentos ideolgicos disponveis para um intelectual de seu tempo: alinhamento com os interesses da oligarquia paulista nos anos 30, crtica ao Estado Novo de Vargas e ao nazi-fascismo, alternados encanto e desencanto pelo Comunismo, entusiasmo pelo peronismo argentino .

    Tais so as razes pelas quais a obra de Monteiro Lobato pede uma anlise abrangente, fundada em diferentes matrizes metodolgicas - da crtica gentica anlise scio histrica7 e `a esttica da recepo - que melhor dem conta da pluralidade dela. Isto : uma anlise que, longe de fugir das contradies ou mesmo de abrand-las, aprofunde as oposies nela j apontadas pela crtica, de forma a encaminhar a elaborao de uma sntese que transcenda as contradies, atravs da insero destas em contextos cada vez mais abrangentes

    Sob responsabilidade da prof. Dra. Marisa Lajolo, esta vertente conta com a participao de alunos de graduao e de ps graduao, alm das doutorandas Adriana Silene Vieira, Cilza Carla Bignotto e Milena Martins.

    Alm das demais biografias indicadas na bibliografia, as de maior interesse para este trabalho so Cavalheiro , Edgard. Monteiro Lobato: vida e obra.SoPaulo:Nacional,955Cavalheiro;AZEVEDO,C.L,Camargos,M.Sachetta,Vladimir Monteiro Lobato, um furaco na Botucndia .SP:Ed.Senac.997.

    4 Foucault,M.Oqueumautor?.ed.TraduodeAntonioF.CascaeseEduardoCordeiro.Lisboa:veja.995 Barrthes,RolandA morte do autor inOrumordalngua.TraduodeMrioLaranjeira.SoPaulo:brasiliense.988.Lajolo&

    ZilbermanOpreodaleitura.SP:tica,006 VASCONCELLOS, Zinda Maria Carvalho. O universo ideolgico da obra infantil de Monteiro Lobato. So Paulo: Trao, 1982 ; nio

    Na trilha do Jeca: Monteiro Lobato e a formao do campo literrio no Brasil. FFLCH. USP ( orientadora: Dra. Maria Arminda do Nascimento Arruda.) 2001. Disponvel em http://www.unicamp.br/iel/memoria ; Lajolo, M Monteiro Lobato: um brasileiro sob medida. So Paulo: Moderna, 2000 .

    7 Relativamentecrticagentica,otrabalhoaserdesenvolvidofundamenta-seemCompagnon,A:Lasecondemainoultravaildelacitation.Paris:Seuil,976DebrayGenetteR.,etalii:Essaisdecritiquegntique.Flammarion,979;Almeida,CecliaSalles:Crticagentica:umaintroduo.SP:Educ.99.Grsillon,Almuth:lmentsdecritiquegntique.Paris:PUF.994.Rela-tivamenteaoqueestamoschamandodecrticasciohistrica,otrabalhoaserdesenvolvidofundamenta-seemAntonioCndido:Aformaodaliteraturabrasileira.959:Bakhtin,M:Esthetiqueetthorieduroman.Paris:Gallimard,978;Viala,ANaissancedelcrivain.Sociologiedelaliteraturelageclassique.Minuit.985;Bourdieu,PierreLesRglesdelart:geneseetstructureduchamplitteraire.Paris:Seuil.99,almdostrabalhosdetamarEven-Zohardisponibilizadosemhttp://www.tau.ac.il/~itamar/ps_esp/ps_esp.htrml.Relativamenteestticadarecepo,otrabalhoaserdesenvolvidofundamenta-seemCostaLima,Luiz(org):Aliteraturaeoleitor(textosdeEstticadaRecepo.RJ:PazeTerra.979eZilberman,Regina:Estticadarecepoehistrialiterria.SP:tica.989

  • Desenvolvida entre agosto de 2002 e agosto de 2006, esta pesquisa ter como resultado

    D .1- organizao de tbua cronolgica rigorosa da biografia de Monteiro Lobato com o objetivo de estabelecer o contexto mais detalhado possvel de cada um dos itens do acervo;

    D. 2 - produo de um conjunto de ensaios que recoloquem e rediscutam questes relativas obra lobatiana a partir das dicotomias acima apontadas, embora sem restringir-se a elas.

    E) MONTEIRO LOBATO, UM OUTRO OLHAR NO SCULO XXO elevado nmero de aquarelas, desenhos e fotografias de autoria de Monteiro Lobato presentes no acervo

    - a parte seu valor intrnseco como documentos importantes da arte paulista no contexto que como com tanto rigor aponta Tadeu Chiarelli em seu importante Um Jeca nos vernissages paulistas18 - na pesquisa aqui proposta vai representar uma bem-vinda porta de entrada para uma perspectiva mais semitica - isto , que integre diferentes cdigos - que discuta de forma mais acurada os sentidos e valores da obra de Monteiro Lobato.

    O grande nmero de fotografias que integram o acervo so, em primeiro lugar, fiana da modernidade dos interesses de Monteiro Lobato, este intelectual de muitas faces. de assinalar-se que grande parte das fotos - como as que retratam paisagens - no so banais, revelando que por trs das lentes estava um fotgrafo com uma certa concepo esttica do instrumento que estava usando para reproduo da realidade

    Introduzida no Brasil a partir de 1889 e difundindo-se de forma crescente nas dcadas seguintes, a mquina fotogrfica - ou foi assim concebida, nos incios de sua popularizao - instrumento eficientssimo para a captao do real circundante e, nesse sentido, o interesse que Lobato demonstra por ela pode reforar e contribuir para a compreenso do que acima nomeamos de representao verista buscada pelos seus textos, e unanimemente apontada pela crtica como trao caracterstico da sua fico.

    O acervo fotogrfico reunido no Cedae inclui fotos de famlia, (algumas das quais com marcas de diferentes atelis paulistas), de amigos e colaboradores, de suas viagens pelo Brasil, Estados Unidos e Argentina, dos poos de prospeco de petrleo, dentre as quais uma grande quantidade parece ser de autoria de Monteiro Lobato.

    Do ponto de vista da histria da fotografia brasileira, a srie reunida no FML conta com exemplos que remontam aos primrdios da fotografia, como o daguerretipo que retrata os antepassados de Monteiro Lobato, passando pelos negativos de vidro, to representativos dos finais do sculo XIX, at os ento modernos instantneos de diacetato de celulose caractersticos dos anos 30 e 40.

    Se as fotos familiares so o ponto de partida para uma eventual fotobiografia do escritor (tanto mais interessante quanto mais puder ser composta a partir do cruzamento das fotos com cartas, caso em que o produto resultante se transformaria em uma quase autobiografia), as fotos tiradas por Monteiro Lobato - ao lado de seu valor intrnseco de linguagem - so um bom inventrio do valor que Lobato atribua aos diferentes eventos dos quais participou: os registros fotogrficos de suas campanhas pelo petrleo e pelo ferro, por exemplo, so essenciais para uma reconstruo mais detalhada dos participantes e locais envolvidos em tais campanhas e, no limite, fonte primria para o traado da histria de tais campanhas.

    Cruzadas com as obras nas quais Lobato tematiza sua militncia pelo petrleo e pelo ferro (nomeadamente Ferro [1931], O escndalo do Petrleo [1936]) o acervo de fotos vai permitir um conhecimento mais efetivo e slido do desenrolar destas campanhas no Brasil. Ao mesmo tempo, o conhecimento mais factual destas campanhas permitir talvez, uma referenciao histrica de situaes narradas na fico infantil lobatiana onde as questes do Petrleo so tratadas, como ocorre em O poo do Visconde (937)

    8 Chiarelli,TadeuUmJecanosvernissagespaulistas.SP:Edusp995

  • Como passo inicial para o estudo da produo de Monteiro Lobato nestes campos, a pesquisa vai debruar-se sobre a forte carga de visualidade de seu estilo literrio responsvel tanto pela fora da representao verista de seus textos, quanto pela sensorialidade de suas imagens. O interesse lobatiano pela fotografia desdobra-se em seu interesse pelo cinema: sua cinefilia fartamente documentada tanto em sua epistolografia, quanto em sua obra, e parece constituir um outro modo de participao de Monteiro Lobato na modernidade.

    Sob responsabilidade da prof. Dra. Marisa Lajolo, esta vertente conta com a participao do Prof. Dr. Tadeu Chiarelli, alunos de graduao e de ps graduao, alm das doutorandas Adriana Silene Vieira, Cilza Carla Bignotto e Milena Martins.

    Desenvolvida entre maro de 2003 e agosto de 2006, esta pesquisa ter como resultado

    E .1 - identificao e organizao cronolgica seqencial de desenhos, aquarelas e fotografias de Lobato reunidas no FML, entrecruzando os dados temticos e da materialidade de tais itens;

    E. 2 - identificao de acervos dos quais constem pinturas, desenhos e fotografias de Monteiro Lobato com o objetivo, quando possvel, de trazer para o CEDAE os originais ou - se esta alternativa se mostrar impossvel - cpia de qualidade dos materiais, ou ainda, indicao do arquivo no qual se encontram tais peas;

    E. 3 - organizao e publicao de uma fotobiografia de Monteiro Lobato;

    E .4 - organizao e publicao de uma foto histria das campanhas lobatianas pelo petrleo e pelo Ferro

    E. 5 - produo de um conjunto de ensaios que recoloquem e rediscutam questes relativas visualidade da obra literria lobatiana, bem como ao papel que, nela, o cinema representa;

    E. 6 - produo de um conjunto de ensaios que recoloquem e rediscutam questes relativas produo de Monteiro Lobato no campo das artes visuais.

    F) MONTEIRO LOBATO NA LOBATIANAO conjunto de livros presentes no FML representa, comparativamente, sua parte menos numerosa, mas nem

    por isso menos interessante ou menos sugestiva. No primeiro exame a que o material do FML foi submetido com vistas elaborao deste projeto, destacam-se os livros rasurados e anotados pelo prprio autor.

    Diferentemente do que ocorre com os livros integrantes do acervo lobatiano j mencionado - o incorporado ao CEDAE como resultado parcial da Dissertao de Mestrado de Cilza Carla Bignotto - estes livros agora recebidos pelo CEDAE eram propriedade de Monteiro Lobato e muitas vezes instrumento de trabalho dele.

    Freqentemente rasurados, em conjunto com alguns originais avulsos do escritor, constituem documento de extremo valor para conhecimento do processo de escrita de Monteiro Lobato, como ensinam as formulaes da crtica gentica.

    Talvez a pea mais curiosa desta srie seja a traduo manuscrita do livro de Nietzsche O Crepsculo dos dolos e O Antichristo, identificado no inventrio do acervo como traduo da verso francesa de Henri Albert por M.L. Fazenda So Jos, 1906. 1 vol. encadernado, ms. em tinta vermelha. Caixa de arquivo (M.L. 8). Trata-se, quem sabe, do texto que Monteiro Lobato menciona a Godofredo Rangel em carta de 1910: Antes disso, talvez publique a minha traduo do Anticristo do Nietzsche, para a qual j tenho editor. Depende duma correo final do manuscrito que s poderei fazer quando acabar esta minha interminvel estada em So Paulo9. Profusamente anotado pelo prprio Monteiro Lobato, pode esclarecer aspectos bastante significativos no s da influncia do filsofo alemo no escritor brasileiro, mas - sobretudo - fornecer dados do processo tradutrio de Monteiro Lobato. Constitui, alm disso, documento valioso que confere materialidade intertextualidade que a obra de Lobato parece ter com a obra nietzschiana, assunto estudado de forma preliminar por Andr Lus Moura20

    9 MonteiroLobato:AbarcadeGleyre.SoPaulo:Brasiliense.vol.P.90 MOURA,AndrMunizdeMonteiroLobato:umleitordeNietzsche.(DissertaodeMestrado)UFRJ.000

  • Ainda nos livros recebidos, a freqncia de dedicatrias ao escritor e as eventuais anotaes nas margens e folhas de abertura e encerramento so tambm portas de acesso sociabilidade vigente entre escritores, e ao dilogo que, com seus pares, travava Monteiro Lobato, sugerindo, esse item, cruzamento com os dados mencionados a propsito da vertente B, no item B 4.

    Sob responsabilidade da prof. Dra. Marisa Lajolo, esta vertente conta com a participao de alunos da graduao e de ps graduao, alm das doutorandas Adriana Silene Vieira, Cilza Carla Bignotto e Milena Martins. Desenvolvida entre maro de 2003 e agosto de 2006, esta pesquisa ter como resultado

    F . - organizao de tbua cronolgica, o mais rigorosa possvel, das publicaes e republicaes de todos os volumes da obra de Monteiro Lobato com o objetivo de relacionar as variantes de textos originais - manuscritos, datiloscritos ou impressos rasurados - sob guarda do IEL com diferentes edies da obra lobatiana . Esta pesquisa relaciona-se estreitamente com a pesquisa de doutorado desenvolvida por Milena Martins, com bolsa Fapesp (99/00141-4);

    F .2 - destaque, na organizao da tbua cronolgica das publicaes/ republicaes dos volumes da obra de Monteiro Lobato , de seus livros pra-didticos, com o objetivo de articular a eles os documentos constantes do acervo relativos proibio/adoo da obra escolar do escritor. Esta pesquisa pode vir a relacionar-se estreitamente com a pesquisa de doutorado desenvolvida por Clia Regina Delcio Fernandes, com bolsa Fapesp (00/01080-8);

    F .3 - destaque, na organizao da tbua cronolgica das tradues feitas por Monteiro Lobato, bem como das tradues da obra lobatiana. O objetivo desta organizao articular a tais tradues tanto a correspondncia com editoras estrangeiras, como as consideraes sobre a tarefa do tradutor to constantes na epistolografia lobatiana. Esta pesquisa -relaciona-se estreitamente com a pesquisa de doutorado desenvolvida por Adriana Selene Vieira, com bolsa CAPES

    G) MONTEIRO LOBATO NA MIDIAO conjunto de recortes reunidos no FML foi recolhido pela famlia do escritor de forma bastante irregular

    e assistemtica. O resultado deste modus operandi foi o acmulo de recortes relativos a certos perodos e quase total ausncia de material relativamente a outros momentos.

    Em seu conjunto, no entanto, a srie recortes permite uma leitura bastante sugestiva da presena de Lobato na mdia, quer ao longo de sua vida (de forma crescente em seus ltimos anos) quer aps sua morte. A elevada quantidade de notcias sobre a fundao ou inaugurao de aparelhos culturais que levam em seu nome o nome do escritor (notadamente bibliotecas e escolas) , por exemplo, um ndice bastante forte da popularidade e fora da imagem de Lobato nos meios culturais e educacionais, particularmente nos aparelhos sociais voltados para a leitura.

    O conjunto de recortes privilegia noticirio e entrevistas concedidas por Monteiro Lobato a propsito de diferentes circunstancias da vida nacional, o que d a medida do peso do escritor como ( em linguagem contempornea nossa) formador de opinio. Mais uma vez, o estudo destes recortes vai tanto completar um quadro da participao de Lobato na vida pblica brasileira de seu tempo, quanto especificar de forma mais detalhada, aspectos desta histria do Brasil que se vai tecendo em notcias de jornal redigidas e postas em circulao contemporaneamente aos fatos nelas noticiados.

    Encontram-se tambm sob a guarda da Unicamp uns poucos objetos que acompanharam a transferncia do acervo lobatiano: alguns destes objetos so bem antigos, como alguns leques que pertenceram esposa do escritor, Dona Purezinha; outros so bem mais recentes, como os objetos licenciados, representados por exemplo por band aids com as personagens do Stio do Pica-pau Amarelo, ou como estojos escolares com a figura de Monteiro Lobato.

  • Estes objetos, obviamente, reforam a fora da imagem de Monteiro Lobato, agora transformado em pura mercadoria, cujo valor de troca, no entanto, deve-se posio invejvel que desfrutou (e continua desfrutando?) no sistema literrio (infantil?) brasileiro.

    Sob responsabilidade da prof. Dra. Marisa Lajolo, esta vertente conta com a participao de alunos de graduao e de ps graduao alm das doutorandas Adriana Silene Vieira, Cilza Carla Bignotto e Milena Martins. Desenvolvida entre maro de 2003 e agosto de 2006, esta pesquisa ter como resultado

    G .1- organizao cronolgica dos recortes reunidos no FML;

    G .2- identificao e descrio dos veculos onde foram veiculadas as matrias recortadas ;

    G .3- produo de ensaio que discuta o cruzamento do contedo dos recortes com diferentes momentos da biografia de Monteiro Lobato, assim como com eventos relevantes no processo de modernizao cultural da sociedade brasileira .

  • 4) a n o 2 a n o 3 a n o 4 a n o

    sem. 2sem. sem. 2sem. sem. 2sem. sem. 2sem.Organizao do site XxxxxIdentificao e indexao dos itens doFML Xxxxx xxx

    Digitalizao da corresp. de ML publicada Xxxxx xxxxOrganizao de tbua cronolgica da correspondncia de ML Xxxxx xx

    Organizao de tbua cronolgica da biografia de ML Xxxxx xxxxx

    Org. Banco de dados arquivsticos do FML Xxxxx xxxx Xxxx D.2004

    Organizao do Catlogo do FML Xxxx Xx XxOrganizao de tbua cronolgica da obra literria de ML Xxxx Xx

    Prep. p/ publ. de fotohistria do petrleo xxx ???? ????Redao de ensaio(s) sobre diferentes aspectos de modernidade na obra de ML Xxxx Xxx

    Seminrio da equipe e/ou exposio Xx

    Reproduo dos documentos do FML Xxx Xxxx D 2003

    Org. de tbua cronolgica da produo de ML nas artes visuais xxxx xxx

    Redao de ensaio(s) sobre a obra infantil e didtica de M xxxx xxxx

    Redao de ensaio(s) sobre o gnero epistolar no Brasil de Lobato xxx xxxxx xxxxxx

    Prep. p/ publ. da correspondncia do FML xxxxxx xxxxx xxxxxx

    Redao de de ensaio(s) sobre a a epistolografia de ML xxxxxxx Xxxxxx Xxxxxxxxx

    Seminrio da equipe e/ou exposio Xxxxxxxx

    Organizao de tbua cronolgica dos recorte do FML Xxxxxx Xxxxxxxx Xxxxxx

    Prep. p/ publ. de fotobiografia de ML xxxxxx Xxxxxx xxxxxxxx Xxxxxx xxxxxxx

    Redao de ensaio(s) sobre diferentes modernismos brasileiros Xxxx xx xx xxxxxxx

    Redao de ensaio(s) sobre visualidade e cinema na obra de ML xxxxx xxxxxxxxx Xxxxx xxxxxx

    Prep. p/ publ. de lbum de fotos e pinturas de ML xxxxxx xxxxxxxx Xxxx xxxxxx

    Seminrio da equipe e/ou exposio Xxx

  • 5) BIBLIOGRAFIAA) OBRAS DE MONTEIRO LOBATOLOBATO, Monteiro. O Sacy-Perer: resultado de um inqurito. Rio de Janeiro: Grfica JB S. A., 1998. Fac-smile de: O Sacy-

    Perer: resultado de um inqurito. So Paulo: Seco de obras de O Estado de S. Paulo, 1918.

    ________ Obra completa . So Paulo: Editora Brasiliense. 1956

    7 volumes de Literatura Infantil:

    . Reinaes de Narizinho;

    2. Viagem ao cu e O sacy;

    3. Caadas de Pedrinho e Hans Staden;

    4. Histria do mundo para crianas;

    5. Memrias de Emlia e Peter Pan;

    6. Emlia no pas da gramtica e Aritmtica da Emlia;

    7. Geografia de Dona Benta;

    8. Seres de Dona Benta e Histria das invenes;

    9. Dom Quixote das crianas;

    0. O poo do Visconde;

    . Histrias de Tia Nastcia;

    2. O Picapau Amarelo e A reforma da natureza;

    3. O minotauro;

    4. A chave do tamanho;

    5. Fbulas e Histrias diversas;

    16. Os dozes trabalhos de Hrcules [1 tomo];

    7. Os doze trabalhos de Hrcules [2tomo]

    3 volumes de Literatura Geral

    . Urups;

    2. Cidades mortas;

    3. Negrinha;

    4. Idias de Jeca Tatu;

    5. A onda verde e O presidente negro;

    6. Na antevspera;

    7. O escndalo do petrleo e Ferro;

    8. Mr.Slang e o Brasil e Problema vital;

    9. Amrica;

    0. Mundo da lua e Miscelnea;

    . A barca de Gleyre [1 tomo];

    2. A barca de Gleyre [2 tomo];

    ______O garimpeiro do Rio das Garas. So Paulo: Brasiliense, 924

    _____. Conferncias, artigos e crnicas. So Paulo: Brasiliense, 1964.

    _____. Crticas e outras notas. So Paulo: Brasiliense, 1965.

    ________ Cartas de Amor. Prefcio, compilao e notas de Cordlia Fontainha Seta. 1 edio. So Paulo: Brasiliense, 1969.

  • 5) BIBLIOGRAFIAA) OBRAS DE MONTEIRO LOBATOLOBATO, Monteiro. O Sacy-Perer: resultado de um inqurito. Rio de Janeiro: Grfica JB S. A., 1998. Fac-smile de: O Sacy-

    Perer: resultado de um inqurito. So Paulo: Seco de obras de O Estado de S. Paulo, 1918.

    ________ Obra completa . So Paulo: Editora Brasiliense. 1956

    7 volumes de Literatura Infantil:

    . Reinaes de Narizinho;

    2. Viagem ao cu e O sacy;

    3. Caadas de Pedrinho e Hans Staden;

    4. Histria do mundo para crianas;

    5. Memrias de Emlia e Peter Pan;

    6. Emlia no pas da gramtica e Aritmtica da Emlia;

    7. Geografia de Dona Benta;

    8. Seres de Dona Benta e Histria das invenes;

    9. Dom Quixote das crianas;

    0. O poo do Visconde;

    . Histrias de Tia Nastcia;

    2. O Picapau Amarelo e A reforma da natureza;

    3. O minotauro;

    4. A chave do tamanho;

    5. Fbulas e Histrias diversas;

    16. Os dozes trabalhos de Hrcules [1 tomo];

    7. Os doze trabalhos de Hrcules [2tomo]

    3 volumes de Literatura Geral

    . Urups;

    2. Cidades mortas;

    3. Negrinha;

    4. Idias de Jeca Tatu;

    5. A onda verde e O presidente negro;

    6. Na antevspera;

    7. O escndalo do petrleo e Ferro;

    8. Mr.Slang e o Brasil e Problema vital;

    9. Amrica;

    0. Mundo da lua e Miscelnea;

    . A barca de Gleyre [1 tomo];

    2. A barca de Gleyre [2 tomo];

    ______O garimpeiro do Rio das Garas. So Paulo: Brasiliense, 924

    _____. Conferncias, artigos e crnicas. So Paulo: Brasiliense, 1964.

    _____. Crticas e outras notas. So Paulo: Brasiliense, 1965.

    ________ Cartas de Amor. Prefcio, compilao e notas de Cordlia Fontainha Seta. 1 edio. So Paulo: Brasiliense, 1969.

    B) OBRAS GERAIS E SOBRE MONTEIRO LOBATO

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    ALMEIDA, Ceclia Salles : Crtica gentica: uma introduo . SP: Educ. 992

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    ATHANZIO, Enas. Meu amigo Hlio Bruma. So Paulo: Editora do Escritor, 1987.

    _________ 3 Dimenses de Lobato. So Paulo: editora do Escritor. 975

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    BARBOSA, Alaor. O ficcionista Monteiro Lobato. So Paulo: Brasiliense, 1996.

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