PROTOCOLO - STANDARD TERCIÁRIO -...

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PROTOCOLO - STANDARD TERCIÁRIO VERSÃO PT 1.0 - MARÇO 2016 Este projeto recebeu financiamento do programa de pesquisa e inovação Horizonte 2020, da União Europeia, ao abrigo do acordo de subvenção Nº 649836. A responsabilidade pelo conteúdo deste documento é dos respetivos autores. Ele não reflete necessariamente a opinião da União Europeia. Nem o EASME nem a Comissão Europeia são responsáveis por qualquer uso que possa ser feito das informações nele contidas.

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  • PROTOCOLO - STANDARD TERCIRIO

    VERSO PT 1.0 - MARO 2016

    Este projeto recebeu financiamento do programa de pesquisa e inovao Horizonte 2020, da Unio Europeia, ao abrigo do

    acordo de subveno N 649836. A responsabilidade pelo contedo deste documento dos respetivos autores. Ele no

    reflete necessariamente a opinio da Unio Europeia. Nem o EASME nem a Comisso Europeia so responsveis por

    qualquer uso que possa ser feito das informaes nele contidas.

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    NDICE

    1.0 INVESTOR CONFIDENCE PROJECT .................................................................. 3

    1.1 PROTOCOLO STANDARD TERCIRIO ........................................................................ 3

    1.2 ENQUADRAMENTO DO PROTOCOLO............................................................................ 4

    2.0 DETERMINAO DO CONSUMO DE REFERNCIA PRINCIPAIS

    REQUISITOS...................................................................................................................... 8

    2.1 ELEMENTOS ...................................................................................................................... 8

    2.2 PROCEDIMENTOS ........................................................................................................ 9

    2.3 DOCUMENTAO .......................................................................................................... 10

    3.0 DETERMINAO DO CONSUMO DE REFERNCIA - ANLISE TARIFRIA,

    CONSUMO DE ENERGIA, PERFIL DE CARGA, SRIE DE DADOS ....................... 12

    3.1 ELEMENTOS .................................................................................................................... 12

    3.2 PROCEDIMENTOS ........................................................................................................... 12

    3.3 DOCUMENTAO .......................................................................................................... 12

    4.0 CLCULO DE ECONOMIAS ................................................................................... 13

    4.1 ELEMENTOS .................................................................................................................... 13

    4.2 PROCEDIMENTOS ........................................................................................................... 14

    4.3 DOCUMENTAO .......................................................................................................... 17

    5.0 PROJETO, INTERVENO E VERIFICAO...................................................... 18

    5.1 ELEMENTOS .................................................................................................................... 18

    5.2 PROCEDIMENTOS ........................................................................................................... 18

    5.3 DOCUMENTAO .......................................................................................................... 19

    6.0 OPERAO, MANUTENO E MONITORIZAO .......................................... 20

    6.1 ELEMENTOS .................................................................................................................... 20

    6.2 PROCEDIMENTOS ........................................................................................................... 20

    6.3 DOCUMENTAO .......................................................................................................... 21

    7.0 MEDIO E VERIFICAO ................................................................................... 22

    7.1 ELEMENTOS .................................................................................................................... 23

    7.2 PROCEDIMENTOS ........................................................................................................... 24

    7.3 DOCUMENTAO .......................................................................................................... 24

    8.0 CERTIFICAO DE ENGENHARIA ...................................................................... 26

    9.0 GLOSSRIO ............................................................................................................... 27

    10.0 LISTA DE VERIFICAO DE GARANTIA DE QUALIDADE .......................... 29

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    1.0 INVESTOR CONFIDENCE PROJECT

    O Investor Confidence Project (ICP) Europe, uma iniciativa de Eficincia Energtica (EE) destinada a

    superar barreiras do mercado de investimento, que tm reiteradamente sido identificadas como os

    principais obstculos para o massificar de investimentos em EE na Europa, pela Agncia

    Internacional de Energia, o Buildings Performance Institute Europe / BPIE, o Energy Efficiency

    Financial Institutions Group, bem como outras entidades envolvidas em eficincia energtica na

    Europa.

    A iniciativa baseia-se na bem-sucedida experincia homloga dos Estados Unidos, que tem sido

    referenciada, como uma abordagem que utiliza melhores prticas, pelo Energy Efficiency Financial

    Institutions Group e pela Agncia Internacional de Energia.

    O projeto apoiado pelo Programa-Quadro Comunitrio de Investigao & Inovao -

    Horizonte 2020, e pela Stiftung Family Foundation, e pretende estabelecer-se como um sistema de

    acesso aberto, a nvel da UE, para fornecer economias mais estabilizadas, previsveis e fiveis e

    permitir um maior investimento privado atravs de um mercado mais eficiente e transparente.

    No centro do sistema esto os protocolos do ICP Europe que fornecem uma orientao abrangente e

    robusta para o desenvolvimento dos projetos a nvel europeu, permitindo que as entidades que

    atuam neste mercado simplifiquem drasticamente os processos de desenvolvimento dos seus

    projetos de eficincia energtica.

    Este o protocolo Standard Tercirio, um dos seis que compem o sistema ICP Europe, que

    juntamente com o documento de Especificaes para o Desenvolvimento de Projetos (Project

    Development Specification - PD) compilam todas as informaes relevantes e de apoio, assim como

    as melhores prticas para a aplicao do sistema. Estes so apoiadas por um conjunto de

    ferramentas, documentao e softwares que facilitam a aplicao do mesmo. Ao longo deste

    documento so fornecidas referncias a seces relevantes da Project Development Specification,

    indicadas como [PD Sec X.X].

    A Diretiva de 2010 sobre Desempenho Energtico dos Edifcios e a Diretiva de 2012 sobre a

    Eficincia Energtica so a principal legislao da UE relacionada com a reduo do consumo

    energtico dos edifcios (ver seco 4.2.5 da Project Development Specification). Todas as

    metodologias e procedimentos, em todos os protocolos ICP, tiveram em considerao os requisitos

    destas leis base.

    1.1 PROTOCOLO STANDARD TERCIRIO

    Este protocolo foca-se em edifcios de servios, que esto entre as infraestruturas com maior consumo de energia, e porque tendem a apresentar padres de uso relativamente consistentes. Este protocolo destina-se a:

    Projetos standard, projetos que incluem mltiplas medidas de melhoria, com investimentos associados, e que no necessitam de modelao/simulao dinmica do edifcio

    O Protocolo Standard Tercirio permite a utilizao de diversos mtodos de clculo transparentes (open-book), e baseia-se na medio de verificao parcial ou total das medidas de racionalizao de energia (MRE) aplicadas (Opo A do IPMVP: Medio Isolada da MRE: Medio de parmetros chave e Opo B: Medio Isolada da MRE: Medio de todos os parmetros). No entanto, estas abordagens podem no ser apropriadas para edifcios que necessitem de uma abordagem mais

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    holstica, que possam exigir o uso de simulao energtica para determinar a poupana de energia, bem como a Opo C do IPMVP: Toda a instalao para a medio e verificao das economias. No caso de um edifcio que necessite dessa abordagem global, devem ser utilizados os procedimentos de M&V encontrados no Protocolo Grande Tercirio, para estes componentes especficos do desenvolvimento do projeto, ou na sua totalidade.

    Os protocolos destinam-se a ser considerados como requisitos mnimos, para uma anlise financeira de qualidade e de, melhores prticas para manter, medir e verificar as economias de energia, e no como uma anlise exaustiva de todas as tcnicas disponveis. Cada seco do documento estabelece esses requisitos mnimos e disponibiliza mtodos e ferramentas adicionais que podem ser usados para melhorar a fiabilidade da estimativa e a medio de economias energticas. A checklist fornecida como parte integrante deste documento destina-se a ser includa na documentao do projeto. Os fornecedores so convidados a autocertificar-se que cumpriram os requisitos referidos e a indicar que mtodos alternativos utilizaram. Tambm fornecido um glossrio dos principais termos utilizados neste protocolo. Este documento ir evoluir ao longo do tempo. Alguns mtodos podem passar de uma categoria "adicional" ou "recomendada" para um requisito standard. Os membros do ICP convidam engenheiros, proprietrios de edifcios, programadores de software, potenciais financiadores e investidores, e outros, a testar e a melhorar os protocolos, atravs da sua utilizao em projetos de reabilitao energtica e da partilha dos seus resultados. Ao longo deste documento, feita referncia a normas, orientaes e referncias europeias e internacionais consideradas relevantes para os requisitos do protocolo. Sempre que estiver disponvel uma norma, orientao ou referncia nacional relevante, poder ser usada como um recurso alternativo opcional norma europeia ou internacional. As normas nacionais relevantes so apresentadas no Anexo A. As referncias so apresentados em itlico, seguidas de um nmero de referncia especfico entre parntesis retos (por exemplo, "[2a]") que pode ser usado para localiz-las no Anexo A. medida que os resultados o justificarem e os recursos permitirem, o ICP ir expandir-se para desenvolver protocolos para tipologias edifcios e utilizaes adicionais.

    1.2 ENQUADRAMENTO DO PROTOCOLO

    A estrutura do protocolo ICP encontra-se dividida em cinco categorias, que so concebidas para conjuntamente representar todo o ciclo de vida de um projeto de eficincia energtica bem concebido e bem executado:

    1. Determinao do Consumo de Referncia (Baselining) a Principais requisitos b Anlise tarifria, consumo de energia, perfil de carga, sries de dados

    2. Clculo de Economias no contexto do Protocolo 3. Projeto, Interveno e Verificao 4. Operao, Manuteno e Monitorizao 5. Medio e Verificao (M&V)

    Para cada categoria, o protocolo estabelece requisitos mnimos, incluindo:

    Elementos Procedimentos Documentao

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    A tabela seguinte fornece uma viso geral dos requisitos em cada fase do processo do ICP. Para cumprir integralmente os requisitos do ICP, a tabela no deve ser utilizada de forma isolada no desenvolvimento do projeto, mas sim em conjunto com todo o protocolo e as seces de apoio relevantes na Project Development Specification.

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    Tabela 1 Sntese do Protocolo: Standard Tercirio

    Fase Objetivo Tarefa Descrio

    De

    term

    ina

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    o C

    on

    sum

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    e R

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    a

    Determinar o consumo atual de energia, que servir de base para os clculos das economias

    Recolher informaes das fontes de energia

    Recolher dados e tarifas de todas as fontes de energia, de modo a sustentar o clculo do consumo de referncia e das economias. Recolher dados de consumo de energia associados s MRE propostas. Determinar perfis de carga, se estiverem em vigor encargos de potncia ou preos por perodo tarifrio que possam ter impacto sobre as potenciais economias financeiras

    Estimativa do consumo de energia final

    Determinar a repartio do consumo de energia por uso final para apoiar na determinao do consumo de referncia isolado da MRE e determinar de fronteiras e validaes atravs de medies sectoriais (sub-medio), clculos ou modelos reconhecidos nacionalmente.

    Determinar a equao do consumo de energia

    Identificar as variveis independentes que afetam o consumo de energia (e.g., clima, ocupao) e calendarizar dados para coincidirem com o perodo de referncia. Determinar os efeitos interativos que possam afetar as economias de energia. Normalizar o consumo de referncia utilizando dados das variveis independentes, e estabelecer a preciso, a fim de validar a robustez dos dados.

    Realizar auditoria energtica para identificar MRE

    Recolher informao tcnica do edifcio, dados operacionais e de desempenho, que sero utilizados como entrada do clculo energtico. Identificar as caractersticas do consumo de referncia dos equipamentos (carga, horas de utilizao, constante/varivel) para apoiar na determinao das poupanas e no processo de e Verificao (M&V). Listar ajustes peridicos (alteraes espectveis no consumo de energia) e ajustes no-peridicos (alteraes inesperadas, e.g., a alterao do tipo de utilizao do espao) que sero usados para ajustar o consumo de referncia durante o processo de M&V. Elaborar as descries das Medidas de Racionalizao de Energia (MRE).

    Cl

    culo

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    e p

    ou

    pan

    a

    Avaliar as intervenes propostas

    Realizar clculos com base em folha de clculo para toda a instalao

    Preparar informao de base para os clculos baseada em observaes e dados medidos no local. Desenvolver um sistema transparente (open-book) de clculos de poupana, realizados por um tcnico devidamente qualificado; contabilizar os efeitos interativos nos clculos. Calibrar as poupanas em relao s estimativas de uso final de energia ou ao consumo. Documentar processo de clculo, frmulas e pressupostos.

    Desenvolver pacote de investimentos

    Definir os critrios de investimento exigidos pelo investidor, e preparar um conjunto inicial de MRE. Preparar uma estimativa preliminar de custos hierarquizando as MRE (o pacote final de investimento deve basear-se em propostas contratualizadas), e estabelecer o desempenho financeiro de cada medida individualizada e, em seguida, como um pacote. Preparar um relatrio final resumindo as MRE, especificidades de implementao, economias projetadas e todas as informaes de apoio.

    Pro

    jeto

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    en

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    e

    Ver

    ific

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    Garantir que as MRE so implementadas corretamente e de que as economias podem ser alcanadas

    Executar atividades de Verificao do desempenho operacional (OPV)

    Designar um especialista de OPV (Operational Performance Verification) devidamente qualificado. O especialista ir desenvolver o plano de OPV (pr-interveno), que descreve as atividades de verificao, objetivos oramentais energticos e indicadores-chave de desempenho (KPIs) e, em seguida, executar as tarefas de OPV (verificao de projeto de execuo, submisses e alteraes ao projeto e realizao de inspees visuais e testes de desempenho funcional das MRE). Documentar os resultados sob a forma de um relatrio de OPV acompanhado de uma declarao de conformidade.

    Fornecer orientaes sobre as MRE

    Desenvolver o Manual dos Sistemas para sistemas e equipamentos modificados. Formar os operadores do edifcio na operao de novos sistemas e equipamentos, e nos objetivos de desempenho energtico.

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    era

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    Garantir o desempenho segundo as especificaes

    Desenvolver procedimentos de Operao Manuteno e Monitorizao (OM&M)

    Selecionar o regime de gesto contnuo, incluindo o plano para a deteo e correo de falhas. Definir a deteo e diagnstico de falhas, desenvolver um plano de retro- ou re-comissionamento, ou outro mtodo de monitorizao. Reunir relatrios trimestrais de desempenho para comparar o desempenho real com as projeo de poupana previstas.

    Fornecer orientaes sobre o funcionamento das MRE

    Desenvolver o Manual do Operador, que pode integrar o Manual dos Sistemas - este deve incluir a atribuio de responsabilidades para problemas de desempenho/aes de correo, planos de manuteno e registo de servios, garantias para novos equipamentos, bem como quaisquer KPIs ou metas. Formar os operadores do edifcio num programa de apoio de OM&M abordando os locatrios se apropriado.

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    Med

    io

    e

    Ver

    ific

    ao

    Validar a poupana e eficcia das MRE, ps-instalao

    Cumprir a Opo A ou B do IPMVP (ou C, se considerado apropriado)

    Designar um profissional de M&V externo devidamente qualificado e desenvolver um plano de M&V pr-interveno. Recolher dados de pr- e ps-interveno, e verificar as economias para os projetos de eficincia energtica e para todo o edifcio, com base em economias previstas, e tendo em considerao os ajustes peridicos e no-peridicos. Anlise de documentos e resultados sob a forma de um relatrio de M&V.

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    2.0 DETERMINAO DO CONSUMO DE REFERNCIA PRINCIPAIS REQUISITOS

    Um consumo de referncia tecnicamente robusto e um consumo de referncia especfico para uma medida fornecem um ponto de partida essencial para a projeo exata das potenciais economias energticas, bem como para a medio aps a interveno e/ou retro-comissionamento. O consumo de referncia tem de definir a quantidade expectvel de combustveis e de eletricidade que um edifcio utiliza ao longo de um perodo representativo de 12 meses, bem como qualquer energia renovvel que seja gerada e utilizada no local. Deve ser considerado o impacto das variveis independentes, como o clima, a ocupao e os horrios de funcionamento, na utilizao de energia no edifcio.

    Adicionalmente ao consumo de referncia de toda a instalao, um consumo de referncia para medidas isoladas, desenvolvido a partir da anlise do consumo de referncia isolado da MRE, ir ilustrar uma comparao entre as economias de energia projetadas em relao ao uso de energia anual dos sistemas afetados. Este consumo de referncia isolado das MREs ser subsequentemente utilizado no mbito da Opo A ou B do IPMVP.

    2.1 ELEMENTOS

    Histrico de consumo de energia: Recolher 36 meses (ou de um mnimo de 12 meses, se estiverem disponveis os graus-dia de aquecimento e arrefecimento para esse perodo e para a localizao do edifcio) de todos os contadores e totalizadores de energia das utilizaes finais a serem intervencionadas no edifcio, com o objetivo de contabilizar 100% das fontes de energia. Estes devem ser utilizados como base para uma anlise aderente com a Opo C do IPMVP. Para estimar o consumo de energia em combustveis no medidos ou se instala uma medio setorial ou se utiliza os dados de faturao ou outros dados de utilizao. O perodo de referncia deve ter uma durao suficiente para cobrir variaes das variveis relevantes, tais como o clima e a ocupao do edifcio. Anote qualquer interveno que afete mais de 10% da rea bruta de pavimento, ou uma alterao que afete o consumo de energia total do edifcio estimada em mais de 10%, ou seja, "uma grande interveno". A informao referente ao custo de eletricidade e de cada combustvel consumido (incluindo fontes de energia de reduzidas ou sem emisses de carbono) tambm deve ser recolhida, incluindo os custos unitrios e os custos anuais totais. Para a eletricidade, deve ser registada a potncia de ponta (em kW), bem como a ponta na produo de qualquer sistema de gerao local, bem como a fontes de energia associadas, e.g., gs, solar, elica, etc. [PD Sec 4.2.1]

    Uso de energia final: Utilize a repartio do consumo de energia final associada ao consumo de referncia para determinar fronteiras e validar as estimativas de economia de energia. A medio setorial pode ser utilizada para quantificar o consumo de energia associado a cada uso final e antecipar MRE ou os clculos efetuados para estimar a energia por uso final. Em detrimento de medio setorial ou de clculos, devem ser usadas referncias nacionais para estimar a consumo de energia por uso final, com base nas caratersticas do edifcio e da regio, aplicadas ao histrico de consumo de energia total do edifcio - consulte o Anexo A. Na ausncia de uma fonte nacional de dados, devem ser utilizados os recursos europeus como a Plataforma de Dados para o Desempenho Energtico dos Edifcios [2f] do Instituto Europeu de Desempenho de Edifcios (BPIE) (ver http://www.buildingsdata.eu/). [PM Sec 4.2.2]

    Dados meteorolgicos: para o perodo de referncia definido, recolher os dados meteorolgicos (pelo menos os graus-dia de aquecimento e arrefecimento) da estao meteorolgica mais prxima, ou de medio local, com um intervalo de tempo que coincida com o intervalo do consumo de energia. [PD Sec 4.2.3]

    http://www.buildingsdata.eu/
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    Dados de ocupao: para o perodo de referncia definido, obter do locatrio e/ou proprietrio ou do operador do edifcio, as taxas de ocupao, utilizaes do espao e horrios de funcionamento, seguindo os requisitos estabelecidos na norma EN 16247-2 Energy Audits - Part 2: Buildings (seco 5.3.2) [2b]. Deve ser includa, quando pertinente, a informao sobre os locatrios (por exemplo, a natureza do seu contrato de locao, tipo de negcio, tempos de ocupao), e uma avaliao de como os padres de ocupao afetam o consumo de energia. [PD Sec 4.2.4]

    Dados de referncia operacionais/de desempenho: dados de desempenho do sistema utilizados no clculo das poupanas energticas (por exemplo, a eficincia e capacidades dos equipamentos). Estes dados tm de incluir um conjunto abrangente de informao de todos os sistemas do edifcio, e podem ser recolhidos atravs de entrevistas, anlises da documentao do edifcio (desenhos, sequncias de controlos, etc.), observao, medies pontuais, monitorizao de curto prazo e testes de desempenho funcional. [PD Sec 4.2.5]

    Dados dos ativos do edifcio: rea total exata do pavimento (para espaos climatizados e no climatizados), seguindo as orientaes fornecidas pela EN ISO 13790: 2008 Energy performance of buildings Calculation of Energy use for space heating and cooling (seco 3.2.6) [2a], e especificaes de materiais/inventrios baseados nos projetos de execuo (por exemplo, detalhes de equipamento de AVAC), seguindo os requisitos da norma EN 16247-2 Energy Audits - Part 2: Buildings (seco 5.3.2 e no anexo D) [2c]. Esta informao necessria como referncia para futuras adaptaes que possam vir a ser realizadas aos ativos do edifcio. [PD Sec 4.2.5]

    Preciso: Obter um resultado aceitvel dos testes de ajuste (goodness of fit) entre a variabilidade dos dados energticos com as variveis independentes, seguindo a metodologia do IPMVP (ver Volume I do IPMVP 2012, Anexo B). O valor de R2 ajustado ser de pelo menos 0,75 e um CV [RMSE] deve ser inferior a 0,2, sujeito a circunstncias excecionais; caso a relao causal esteja fora dos limites, devero ser descritas tais circunstncias excecionais.

    Consumo de referncia isolado da MRE: Definir as caractersticas do consumo de referncia dos equipamentos ou utilizaes finais, separando as componentes carga e horas de utilizao, e se estas componentes podem ser consideradas constantes ou variveis. Consulte o IPMVP (seco 4.7.1) para obter orientaes. O impacto da MRE utilizado para determinar as caractersticas expectveis de consumo de energia aps a implementao. [PD Sec 4.2.6]

    Caractersticas das MRE: para as MRE propostas, devero ser documentados as componentes carga e horas de utilizao, e se esses componentes so constantes ou variveis. O(s) consumo(s) de referncia definidos devero ser complementadas por todas as informaes disponveis, incluindo inventrios de equipamentos e desempenho operacional, e deve(m) ser consistente(s) com o consumo de energia calculado por uso final. [PD Sec 4.2.6]

    Fronteira de medio: deve ser fornecida uma definio clara da fronteira de medio. A fronteira pode ser definida em torno de um equipamento especfico, uma combinao de equipamentos que compreenda um subsistema do edifcio, ou um uso final especfico. A fronteira de medio tambm deve considerar se o equipamento ou uso final uma carga constante ou varivel, ou tem um horrio de funcionamento constante ou varivel. [PD Sec 4.2.6 e 9.2.1]

    2.2 PROCEDIMENTOS

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    1. Recolher dados de energia e de variveis independentes. Identificar quais as variveis independentes que so consideradas mais importantes, com base no tipo de edifcio e utilizaes dos espaos.

    2. Calendarizar os dados das variveis independentes fazendo coincidir com o perodo definido para o consumo de referncia.

    3. Normalizar o consumo de referncia em funo das variveis acima identificadas para desenvolver o consumo de referncia (baseline), usando a metodologia descrita na norma ISO 50006: 2014 Energy Management Systems Measuring Energy Performance Using Energy Baselines and Energy Performance Indicators (Annexo D) [2e]. Sempre que seja considerado que as variveis independentes no tm um efeito significativo sobre o consumo de referncia a normalizao no necessria. No entanto, deve ser fornecida uma justificao clara para esta deciso, incluindo uma estimativa do impacto sobre as poupanas de energia.

    4. Definir as caractersticas do consumo de referncia do equipamento ou do uso final, separando as componentes carga e horas de utilizao, e se estas componentes podem ser consideradas constantes ou variveis. Esta definio ir fornecer informao para o processo de medio e verificao.

    5. Criar uma lista de fatores de ajuste peridico especficos do projeto para ser aplicada num futuro processo de medio e verificao, analisando tambm os tipos de potenciais ajustes no-peridicos que possam ser necessrios.

    2.3 DOCUMENTAO

    Dados meteorolgicos (contendo graus-dia de aquecimento e arrefecimento e a temperatura mdia diria para o local, como descrito acima).

    As datas de incio e fim do perodo do consumo de referncia e as razes pelas quais esse perodo foi selecionado.

    Dados de energia completos em formato de um ficheiro informtico legvel, incluindo:

    Leituras do contador em bruto: data inicial e data final, em valores unitrios de energia, encargos com o consumo de energia, quantidades consumidas e custos; as fontes de energia devem ser consolidadas de forma mensal para 12 meses comuns para todas as fontes de energia. Tambm pode estar includa informao de combustvel entregue a granel, incluindo unidades entregues e custos associados. Deve ser usada a moeda local.

    O conjunto de dados deve abranger todas as formas de energia adquirida e energia produzida no local que faam parte do consumo de referncia. Onde aplicvel, devem ser includos dados agregados dos locatrios ou uma estimativa do consumo de energia dos locatrios, bem como descries da medio e sub-medio de energia no edifcio, e como os custos de energia so pagos pelos ocupantes do mesmo.

    Fornecer uma breve descrio de como os perodos so consolidados para os perodos de anos/meses inteiros aplicados. As datas dos perodos de leitura do contador iro variar entre uma fonte de energia e outra. Consulte a ISO 16346: 2013 Energy Performance of Buildings Assessment of Overall Energy Performance (seco 8.2.2) [2d] para obter orientaes sobre a "calendarizao" de dados parciais anuais/mensais.

    Utilizar desagregaes de usos finais de energia para determinar fronteiras e validar as estimativas de poupana de energia e o consumo de energia total do consumo de referncia.

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    Desenhos do edifcio, inventrios de equipamentos, especificaes de sistema e de materiais, resultados da pesquisa de campo e/ou extratos de CAD, observaes, dados de monitorizaes de curto prazo, medies pontuais e resultados de testes de desempenho funcional, conforme adequado s intervenes recomendadas.

    Estrutura do tarifrio do fornecimento de energia, tal como publicados pelo fornecedor e pelo distribuidor (se forem duas entidades separadas) com a repartio dos custos de distribuio, custos de energia, encargos de potncia e impostos, bem como a variabilidade ao longo do dia, por perodos tarifrios. A declarao de como a instalao atualmente adquirem energia est includa na prxima seco.

    Opcional:

    Dados peridicos usados para anlise de consumos dirios e de perfis de consumo.

    Dados de sub-medio, incluindo os equipamentos de aquecimento e arrefecimento e outros grandes equipamentos.

    Dados meteorolgicos do local coincidentes com os dados dos contadores do fornecedor de energia.

    Cpia dos certificados de calibrao mais recentes para todos os contadores associados ao fornecimento de energia, indicando as normas segundo as quais esto calibrados.

    Informao de arrendamento do proprietrio do edifcio (mostrando a ocupao e as datas de arrendamento) para o perodo relevante e a descrio dos tipos de utilizao do espao pelos locatrios; se os detalhes forem considerados confidenciais, sero suficientes as descries gerais dos usos finais. O auditor deve observar a utilizaes energticas particularmente intensivas, incluindo restaurantes e centros de dados.

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    3.0 DETERMINAO DO CONSUMO DE REFERNCIA - ANLISE TARIFRIA, CONSUMO DE ENERGIA, PERFIL DE CARGA, SRIE DE DADOS

    Dependendo da localizao do edifcio em questo, a hora do dia durante a qual a energia poupada pode ter um impacto significativo sobre o valor monetrio das economias alcanadas. Sempre que estiverem em vigor tarifas relativas a custos de potncia ou preo dependente das horas de utilizao, devem ser fornecidos perfis de carga para mostrar o padro da procura diria. Deve ser construdo um perfil anual de carga eltrica (kW), tal como registado e cobrado pelos intervenientes no fornecimento de energia. No caso de existirem encargos para a potncia tomada ou de pico estes devem ser identificados. O mesmo procedimento deve ser seguido por qualquer outra fonte de energia que seja vendida com encargos de potncia separados do uso de energia.

    3.1 ELEMENTOS

    Aprovisionamento de Energia: descrio de como as instalaes aprovisionam energia e os respetivos preos que se aplicam energia por perodo horrio.

    Perfil de carga: perfil de carga anual apresentando o consumo mensal e potncias de pico.

    Potncia: apresentao grfica das potncias registadas, se estiverem disponveis dados intervalados.

    Perodos de utilizao: sumrio das horas de utilizao por ms, se as instalaes estiverem sujeitas a um tarifrio em funo das horas de utilizao ou a uma tarifa em tempo real.

    3.2 PROCEDIMENTOS

    1. Determinar o consumo e a tarifa mensal com base nas faturas mensais de energia. Quando os dados mensais no estiverem disponveis, explicar porqu e descrever quaisquer impactos potenciais que possam ter sobre os clculos do consumo de referncia e das economias, e como essas questes sero analisadas.

    2. Sempre que forem aplicveis encargos de potncia ou diferentes perodos tarifrios, fazer um grfico de procura mdia diria, com intervalos de 15 minutos (frequncia mxima possvel se os 15 minutos no estiverem disponveis) com a hora no eixo dos x e os kW no eixo dos y para dias de semana tpicos e dias de fim-de-semana na primavera, outono, inverno e vero. [PD Sec 5.2.1]

    3.3 DOCUMENTAO

    Cpias de, pelo menos, uma fatura de eletricidade e de cada combustvel, incluindo a descrio da estrutura tarifria, bem como quaisquer taxas fixas. Se os locatrios pagarem as suas contas diretamente, fornecer a repartio dos encargos com a fatura energtica paga pelo proprietrio e pelos locatrios. Cpias dos contratos de aprovisionamento de combustveis e/ou tarifrios de fornecimento de energia ou explicao relevante descrevendo as tarifas em hora de ponta ou fora dela, encargos de potncia, perodos de tempo, sazonalidade.

    Opcional:

    Perfil de carga mensal para cada tipo de energia. Diagrama plurianual ao longo dos anos, das potncias pico mensais, por tipo de energia. 12 meses de sries de dados para os combustveis relevantes (se existir medio peridica),

    fornecidos em formato de folha de clculo.

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    4.0 CLCULO DE ECONOMIAS

    Os clculos da poupana estimada, para projetos escala antecipada, devem basear-se em mtodos ou ferramentas de clculo transparentes (open-book). Os clculos devem basear-se em mtodos de engenharia tecnicamente robustos e consistentes com os requisitos do IPMVP (consulte a seco 4.5 do IPMVP) e os resultados calibrados para o consumo estimado ou conhecido por uso final de energia. Estes mesmos clculos sero utilizados para realizar clculos de verificao das poupanas no mbito da M&V, utilizando os dados monitorizados ps-interveno.

    Para projetos mais complexos, pode ser justificada uma simulao do edifcio devidamente calibrada. Se este mtodo de clculo for selecionado, dever ser usado no projeto o Protocolo Grande Tercirio em vez do presente protocolo.

    A utilizao de mtodos de clculos proprietrios e fechados (closed book) no recomendado. No entanto, se forem utilizadas ferramentas prprias para clculos de medio de poupanas, elas devem ser bem documentadas. A documentao deve incluir o histrico de utilizaes anteriores, descrio detalhada das metodologias de clculo e premissas utilizadas pela ferramenta, bem como artigos, estudos ou documentao que demonstrem o rigor tcnico da ferramenta e metodologias utilizadas.

    4.1 ELEMENTOS

    Ferramentas de clculo: devem ser usados mtodos transparentes de folha de clculo ou outros mtodos que no de modelao/simulao energtica, comercialmente disponveis ou desenvolvidos internamente, para o clculo de estimativas de poupana de energia para as MRE.

    Credenciais: clculos de poupanas e/ou reviso realizada por um tcnico com:

    a. Acreditao profissional em engenharia, ou

    b. Cinco anos (mnimo) de experincia comprovada em clculos de poupana de energia, documentados na forma de um CV descrevendo a experincia relevante para o projeto

    Descries de Medidas de Racionalizao de Energia: descries das condies existentes, alteraes propostas e efeitos interativos potenciais para cada medida em anlise. [PD Sec 6.2.1]

    Dados de clculo: disponibilizao e descrio dos dados de entrada (valores-padro versus pressupostos), incluindo as de quaisquer ferramentas complementares (por exemplo, simuladores de carga, testes de campo) utilizadas para gerar os dados de entrada para a folha de clculo.

    Calibrao da medida: O consumo energtico pr-interveno, estimado para cada sistema envolvido numa MRE, deve ser comparado com o consumo de energia por uso final estimado ou medido, por forma a garantir que o consumo de energia por uso final estimado est em linha com as estimativas do consumo de referncia. Da mesma forma, as poupanas de energia estimadas devem ser comparadas com estimativas expeditas ou com estimativas de poupana de energia de projetos anteriores.

    Descrio do Processo de Clculo: descrio suficiente dos processos de clculo, de tal modo que (com a necessria introduo de informao) um revisor possa reconstruir os clculos. Esta descrio deve incluir a descrio das frmulas utilizadas, bem como os pressupostos utilizados e as suas fontes. Os clculos devem ser transparentes, para que valores constantes ou pressupostos no estejam "embebidos" dentro de frmulas, mas sim

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    referenciados em folhas de clculo e documentados com fonte, valor e unidades. [PD Sec 6.2.4]

    Interaes: os clculos devem levar em considerao as interaes das medidas com as cargas de aquecimento e arrefecimento (e.g., substituio de iluminao), bem como as interaes entre as medidas. Por exemplo, uma melhoria significativa na eficincia da iluminao de um edifcio ir reduzir os ganhos trmicos e, portanto, reduzir potencialmente, as cargas de arrefecimento, mas aumentar as cargas de aquecimento. Os efeitos interativos podem ser ignorados quando possvel demostrar que o ajustamento estimado necessrio para cada medida inferior a 5% da economia prevista para a medida. Tal facto deve ser claramente documentado, incluindo uma descrio de cada efeito interativo e de como foi feita a estimativa do impacto. [PD Sec 6.2.5]

    Relatrios: Utilize um formato aceite pela indstria para comunicao dos resultados e para a compilao dos mtodos e dados subjacentes utilizados nos clculos das MRE individuais, bem como para o pacote de medidas recomendadas. Atualmente, a norma da indstria para apresentao de um relatrio com dados de MRE, do edifcio e do uso de energia a EN 16247-2 Energy Audits - Part 2: Buildings (seco 5.6) [4c]. Alm disso, a poupana anual de energia, por fonte de energia, deve ser documentada em termos de unidades de energia, percentagem do volume total de cada fonte de energia e, como reduo de custos utilizando o custo marginal correto para esse tipo de energia. [PD Sec 6.2.8]

    4.2 PROCEDIMENTOS

    1. Documentao dos valores de entrada no modelo com observaes e dados medidos in loco.

    Preparar clculos transparentes num formato facilmente legvel e utilizvel baseado na documentao do edifcio a partir de planos, horrios de utilizao de equipamentos, confirmaes em campo, observaes e testes.

    Documentar processos de clculo, frmulas, bem como pressupostos utilizados e suas fontes.

    Quando os dados a introduzir tiverem de atribuir eficincias, taxas e outros valores que no sejam facilmente mensurveis, uma justificao para essas definies deve ser claramente indicada.

    Identificar perfis de carga parcial por equipamentos, condies de funcionamento e eficincias associadas.

    Confirmar horrios de funcionamento para variaes sazonais, variaes por zona, utilizao em horas extras, horrios e prticas de limpeza.

    2. Documentar e afinar. Calibrar o consumo de energia pr-interveno, estimado para cada sistema envolvido numa MRE com o consumo estimado ou medido do uso final de energia final. Comparar as economias de energia estimadas por clculos expeditos e as economias estimadas anteriormente em projetos similares. Os dados a utilizar devem ter por base dados reais do edifcio.

    3. Contabilizar efeitos interativos com as cargas de aquecimento e arrefecimento do edifcio, bem como, quando necessrio, as interaes entre medidas.

    4. Utilizar os resultados para cumprir os objetivos do projeto e proporcionar valor acrescentado.

    Anlise das Medidas de Racionalizao de Energia (MRE)

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    1. Verificar e registar os critrios do investidor para retorno do investimento, melhor expressos, por questes de simplicidade, pelo perodo de retorno simples (pay-back) ou atravs da taxa interna de rendibilidade (TIR), valor atual lquido (VAL), anlise dos fluxos de caixa ou rcio de poupana sobre o investimento (RPI). [PD Sec 6.2.7]

    2. Preparar um conjunto de MRE suscetveis de atingir os critrios de investimento, com base na experincia dos engenheiros envolvidos, preferncias do proprietrio do edifcio, condies observadas e funcionamento dos sistemas existentes, clculos preliminares e recomendaes do adjudicatrio. [PD Sec 6.2.1]

    3. Estabelecer uma estimativa preliminar de custos (ver Preos/Estimativas de Custo abaixo).

    4. Avaliar o desempenho das economias e a eficcia dos custos de cada MRE individualmente. Utilizar mtodos de clculo, tais como a anlise de temperaturas BIN e a regresso. Para cada MRE documentar claramente a metodologia de clculo, frmulas, dados introduzidos, pressupostos e suas fontes. [PD Sec 6.2.4]

    a. Referncias como o IPMVP (seco 4.7) e a EN 16212:2012 Energy Efficiency and Savings Calculation, Top-down and Bottom-up Methods (section 6) [4d] fornecem diretrizes pormenorizadas de mtodos de clculo e melhores prticas.

    b. Podem ser utilizadas ou referidas como modelo de clculo, ferramentas de clculo devidamente validadas.

    c. As ferramentas de estimativa rpida so um mtodo aceitvel para a apreciao preliminar da viabilidade da medida, mas no devem ser utilizadas como um substituto dos mtodos de clculo detalhados.

    d. Nota: Se forem utilizadas ferramentas de clculo externas (de uma terceira parte), deve ser includa documentao suficiente para validar a imparcialidade das estimativas de poupana de energia.

    5. Fornecer uma declarao sobre os preos da energia utilizados para estabelecer o valor monetrio das economias. Esta converso da consumo de energia em custos deve basear-se no tarifrio local de abastecimento de energia em vigor no momento ou, se as instalaes estiverem a adquirir a um fornecedor independente, no preo dos servios e na programao de distribuio dos encargos desses servios. O custo marginal deve ser utilizado como o custo da prxima unidade de energia a utilizar ou a economizar. Utilizar o ndice Harmonizado de Preos ao Consumidor do Banco Central Europeu (https://www.ecb.europa.eu/stats/prices/hicp/html/index.en.html) ou previses de fontes nacionais [4e] para valores de inflao, se aplicados na anlise. Quando pertinente, devem ser fornecidas informaes sobre qualquer sistema de gesto de tarifas/pagamentos do lado da procura.

    6. Contabilizar as interaes entre medidas e potenciais redues e aumentos nas cargas de aquecimento e arrefecimento do edifcio. Interaes entre medidas, tais como alteraes de horrios de funcionamento, quando apropriado, devem ser contabilizadas.

    7. Efetuar uma reviso de Controlo de Qualidade das medidas recomendadas e poupana global projetada, com base na experincia e em informaes de projetos comparveis tais como a energia por uso final estimado ou sub-monitorizado.

    8. Definir os preos de MRE incluindo os custos de operao e manuteno, e finalizar a anlise baseada do modelo e as recomendaes com base em preos de propostas recebidas ou estimativas de custos.

    9. Preparar um relatrio final num formato standard reconhecido pela indstria que resuma as MRE e compile todos os dados de apoio necessrios.

    Fixao de preos / Estimativa de custos [PD Sec 6.2.6]

    https://www.ecb.europa.eu/stats/prices/hicp/html/index.en.html
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    O pacote financeiro final, em termos de investimento, deve conter preos baseados em propostas que representem o preo pelo qual um adjudicatrio se comprometeu a fazer as medidas de melhoria.

    Na fase de viabilidade, as propostas iniciais podem ser obtidas junto do adjudicatrio, desde que sejam usadas um mnimo de trs. Recomenda-se que o projeto recorra a adjudicatrios que estejam familiarizados com o proprietrio do edifcio. Em alternativa, as estimativas de custos podem ser baseadas, na experincia do engenheiro, em projetos anteriores.

    Qualquer uma destas abordagens pode ser utilizada para classificar as medidas e determinar quais as medidas que sero includas num pacote final (proposta). As estimativas de custos na fase de clculo devem incluir:

    Uma reviso da viabilidade de interveno indicando as medidas que sero includas, a descrio dos mtodos de construo, as horas de trabalho permitidas, os impactos sobre a instalao, pontos de acesso para a admisso de equipamento de grandes dimenses, grandes remoes (demolio), licenas necessrias e possveis questes ambientais (i.e., amianto, materiais perigosos, ou outros problemas que afetem a qualidade do ar interior).

    Diviso por categorias com vrias linhas de itens para todas as artes necessrias, i.e., civil (trabalhos estruturais e no edifcio, demolio, instalao de equipamentos), mecnicas, canalizao, eletricidade, arquitetura (acabamentos), ambiental (reduo de materiais perigosos) e prestao de servios temporrios quando necessrio. Devem ser submetidas listagens ou folhas de clculo que incluam informaes de custos.

    Todas as categorias e itens devem incluir mo-de-obra e materiais. A "mo-de-obra" pode ser especificada pelo valor global em vez de horas e custos horrios.

    Custos de operao e manuteno ao longo da vida do projeto.

    Custos para honorrios profissionais, engenharia, comissionamento, gesto de projeto, aquisio de licenas, medio e verificao, custos indiretos e margens, e eventuais contingncias. Estes tipicamente so estimados como percentagem do custo total de implementao.

    As estimativas de custos podem ter de ser divididas em custo total e custo incremental, dependendo dos destinatrios e do investimento contemplado. O custo incremental o custo adicional de instalao do sistema de eficincia energtica, ou do equipamento, comparado com o custo de referncia, ou com o investimento no relacionado com energia.

    A anlise do custo do ciclo de vida (LCCA - Lifecycle Cost Analysis) no obrigatria, mas pode ser includa onde existam benefcios da interveno proposta que vo para alm da economia de custos de energia. Consulte a ISO 15686-5:2008 Buildings & constructed assets Service life planning- Part 5: Life cycle costing [4F].

    A vida til estimada para os equipamentos e a degradao de equipamentos no so obrigatrios (embora alguns projetos possam exigir esta informao na avaliao financeira), mas podem ser includas para avaliar o desempenho econmico global das medidas propostas. Estas estimativas devem ser conservadoras (isto , devem utilizar a extremidade inferior dos intervalos previstos para o tempo de vida) e baseadas em valores aceites - consulte a norma EN 15459:2007 15459:2007 Energy performance of buildings. Economic evaluation procedure for energy systems in buildings. (Annex A) [4g] para obter dados sobre o tempo de vida til.

    Processo de Controlo de Qualidade

    1. Comparar os resultados dos clculos, com projetos similares, mtodos expeditos de estimativa e consumo de energia por uso final, para validar a sua razoabilidade. Avaliar se os

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    resultados so consistentes com dados de projetos similares. Se no forem consistentes com esses dados, indicar as razes pelas quais o projeto em causa diferente.

    2. Comparar os resultados dos clculos com base na experincia (incluindo, por exemplo, benchmarking de informao sobre o desempenho de edifcios razoavelmente similares) para medidas individuais e para o projeto como um todo. Estas orientaes devem ser expressas em termos de poupana como uma percentagem do consumo de energia do edifcio e consumo de energia ao nvel de sistema.

    3. Documentar, de forma clara, todas as fontes utilizadas para determinar os dados de entrada e pressupostos, frmulas e metodologias.

    4.3 DOCUMENTAO

    Qualificaes da(s) pessoa(s) que executa(m) os clculos de poupana.

    A documentao deve incluir todos os fatores que foram considerados para criar as estimativas de clculo das poupanas.

    Os requisitos especficos de documentao incluem, sem limitao:

    Compndios, folhas de clculo e outras ferramentas de clculo utilizadas para as

    estimativas de poupana.

    Ficheiro de dados metrolgicos utilizado para os clculos em mtodo BIN de

    temperaturas ou anlise de regresso, se relevante.

    Critrios para estimativas de custos, incluindo, se aplicvel, mbito dos trabalho

    para os quais as propostas se baseiam, e diferentes propostas.

    Se aplicvel, propostas por atividade com todos os preos indicados em separado

    (ver acima).

    Resultados dos clculos de poupanas.

    Uma declarao de controlo de qualidade, indicando as concluses da reviso de

    resultados do clculo em comparao com dados de projetos similares. As

    economias devem ser expressas como uma percentagem do consumo de energia

    por uso final.

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    5.0 PROJETO, INTERVENO E VERIFICAO

    As equipa de projeto e interveno/construo deve comprometer-se a executar as recomendaes da auditoria energtica (ou seja, as MRE) aprovadas pelo Proprietrio do Projeto. Como parte desta tarefa, necessrio que a equipa de projeto e construo execute a verificao do desempenho operacional sobre as medidas implementadas no mbito do projeto.

    Ao contrrio de um trabalho de comissionamento total, este processo no envolve a avaliao de todos os sistemas e controlos. Em vez disso, tem por objetivo assegurar que as MRE implementadas so capazes de alcanar as economias de energia previstas, e envolve a verificao de que as medidas foram implementadas corretamente e que tm a capacidade de apresentar um bom desempenho.

    O processo de verificao do desempenho operacional envolve a inspeo visual dos sistemas instalados e sequncias de controlo para garantir que foram executados como previsto, bem como testes direcionados de desempenho funcional, medies pontuais ou monitorizao de curto prazo.

    5.1 ELEMENTOS

    Especialista na verificao do desempenho operacional: necessria a nomeao de um especialista na verificao do desempenho operacional (OPV - Operational Performance Verification), devidamente qualificado, como gestor do processo de verificao de desempenho.

    Plano de verificao do desempenho operacional: desenvolvimento de um plano de verificao do desempenho operacional (pr-interveno), que descreve as atividades de verificao, as estimativas oramentais energticas e os indicadores chave de desempenho. [PD Sec 7.2.1]

    Projecto e interveno: o Especialista deve assegurar que as MRE foram implementadas em conformidade com o projetado e que o seu desempenho vai de encontro ao projetado pela auditoria energtica. Este trabalho inclui a conversao com a equipa de auditoria energtica, acompanhamento dos projeto, submisses e alteraes ao projeto e inspees das alteraes implementadas. O Especialista deve ter a responsabilidade e os meios para reportar, os desvios ao projeto e poupana de energia projetada, ao Proprietrio do Projeto atravs de um registo de problemas. [PD Sec 7.2.1]

    Formao: formao de responsveis pela operao do edifcio quanto ao funcionamento de novos sistemas/equipamentos, incluindo as suas metas de desempenho energtico e os principais indicadores de desempenho. [PD Sec 7.2.2]

    Relatrio de Verificao do desempenho operacional: deve ser fornecida documentao concisa, que detalhe as atividades concludas, como parte do processo de verificao do desempenho operacional e resultados significativos dessas atividades, que ser continuamente atualizada durante o decurso do projeto. [PD Sec 7.2.1]

    5.2 PROCEDIMENTOS

    1. Nomear um Especialista qualificado de Verificao do desempenho operacional (o "Especialista") com, pelo menos, cinco anos de experincia comprovada em verificao de desempenho operacional, documentada na forma de um CV que descreva a experincia relevante para o projeto.

    2. Desenvolver um plano de Verificao do desempenho operacional (pr-interveno), que descreva as atividades de verificao, estimativas oramentais energticas e os indicadores chave de desempenho.

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    3. Consultar a equipa de auditoria energtica, acompanhar o projeto, submisses e alteraes ao projeto e inspeo visual das alteraes implementadas.

    4. O Especialista deve exercer atividades de verificao de desempenho operacional e documentar os resultados dessa mesma verificao como parte da documentao permanente do edifcio.

    5. Formar operadores quanto ao correto funcionamento de todos os novos sistemas e equipamentos, incluindo como alcanar as metas de desempenho energtico.

    6. Desenvolver um Manual dos Sistemas, documentando os sistemas e equipamentos alterados, e o processo e responsabilidades para resolver problemas. [PD Sec 7.2.3]

    7. Desenvolver estimativas oramentais energticas e outros indicadores-chave de desempenho para o edifcio modificado como um todo, descendo ao nvel dos sistemas e equipamentos principais quando necessrio.

    5.3 DOCUMENTAO

    Qualificaes do Especialista.

    Um Plano de Verificao de Desempenho Operacional conciso, com especificaes para todos os novos sistemas e/ou equipamentos principais do projeto. O Plano ir definir todos os procedimentos e testes a serem realizados e uma lista de verificao de desempenho.

    Os requisitos dos testes aos sistemas e equipamentos devem incluir testes e documentao especfica que se relacionem com o desempenho energtico dos sistemas e/ou equipamentos novos e modificados, realizados a uma gama adequada de condies de funcionamento (ou de simulao de funcionamento) e perodo de tempo.

    Um Relatrio de Verificao de Desempenho Operacional conciso, que ser um registo dos resultados da verificao do desempenho operacional. O relatrio deve incluir fotografias, capturas de ecr da Gesto Tcnica Centralizada do Edifcio (GTC), cpias de faturas, resultados de ensaios e anlise de dados, conforme apropriado.

    Declaraes do Especialista de que o projeto, primeiramente como projetado, e posteriormente como implementado, est em conformidade com os desgnios e mbito da auditoria energtica e tem a capacidade de realizar as economias de energia previstas.

    Materiais de formao e registo de formao.

    Documentao completa de todos os sistemas e equipamentos novos e modificados, sob a forma de Manuais de Sistemas, a ser preparada de acordo com as orientaes estabelecidas na norma EN 13460:2009 Maintenance Documents for maintenance [5a].

    A documentao deve incluir (se possvel com periocidade mensal) estimativas oramentais

    energticas e outros indicadores-chave de desempenho, para o edifcio modificado como

    um todo, descendo ao nvel dos sistemas e principais equipamentos quando necessrio.

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    6.0 OPERAO, MANUTENO E MONITORIZAO

    A Operao, Manuteno e Monitorizao constitui a prtica de acompanhamento sistemtico do desempenho do sistema energtico e implementao de medidas corretivas para garantir o desempenho energtico "conforme as especificaes". (frequentemente referido como Comissionamento Contnuo, Comissionamento com base em Monitorizao, Monitorizao de Performance e Reajuste do Edifcio).

    6.1 ELEMENTOS

    Indicadores de Desempenho: estabelecimento de indicadores-chave de desempenho a nvel dos componentes e/ou sistema - gamas de desempenho fora dos quais sero dadas respostas ou feitas comunicaes corretivas - consistentes com a obteno de resultados em linha com o nvel de desempenho energtico desejado e definido no Manual do Operador (ver seco 6.3). Os principais indicadores-chave de desempenho devem ser mensurveis.

    Monitorizao: identificao de pontos, intervalos e durao a serem monitorizados pelo sistema de gesto do edifcio.

    Operao: atribuio de responsabilidades para a comunicao de problemas de desempenho e implementao de aes corretivas. Desenvolvimento de um Manual do Operador conciso e direcionado, contemplando as novas MRE ou sistemas, incluindo a atribuio de responsabilidades para a comunicao de problemas de desempenho e implementao de aes corretivas.

    Formao: formao de responsveis pela operao do edifcio nas melhores prticas de manuteno adequadas aos sistemas/equipamentos novos e modificados.

    Divulgao: informar os locatrios do edifcio das medidas realizadas no edifcio no mbito do projeto, e descries de todas as modificaes de comportamento ou melhores prticas recomendadas como parte dos trabalhos de eficincia energtica.

    6.2 PROCEDIMENTOS

    1. Selecionar o regime de gesto contnuo, nomeadamente atravs da anlise do relatrio da Gesto Tcnica Centralizada do Edifcio (GTC) feito pelo pessoal, de uma monitorizao baseada em software e deteo de falhas, de monitorizao de todo o edifcio, de re-comissionamento peridico, ou uma combinao de todos estes processos. [PD Sec 8.2.1]

    2. Formar as equipas e os prestadores de servios da instalao em relao a novos equipamentos, software de gesto e monitorizao e regime de apresentao de relatrios. A formao deve incorporar a compreenso, competncias e procedimentos necessrios para apoiar as operaes, manuteno e programa de monitorizao. [PD Sec 8.2.3]

    3. Mapear os pontos de dados a serem monitorizados e a sua relao com o desempenho das novas instalaes e equipamentos/sistemas modificados.

    4. Instalar e testar as funes de deteo de falhas para identificar maus funcionamentos no sistema ou desvios substanciais.

    5. Comparar o desempenho real com as projees de poupana para o mesmo perodo, considerando os fatores de ajuste, numa base mensal (no mnimo).

    6. Reunir relatrios de desempenho peridicos que cubram todos os pontos monitorizados, incluindo todos os desvios observados ao funcionamento projetado, a anlise de causas e as medidas corretivas adotadas ou recomendadas.

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    7. Desenvolvimento de um Manual do Operador conciso visando os novos sistemas e o seu funcionamento, incluindo a atribuio de responsabilidades para a comunicao de problemas de desempenho e aplicao de medidas corretivas. Devem ser includos detalhes de utilizao e operao dos sistemas, assim como indicadores-chave de desempenho, referenciais e quaisquer objetivos ou critrios de sucesso adicionais. Em muitos casos, o Manual do Operador e o Manual dos Sistemas podem ser combinados num s documento, a utilizar pelo pessoal da operao e da manuteno. [PD Sec 8.2.2]

    8. Formar operadores nas melhores prticas de manuteno adequadas a todos os novos sistemas e equipamentos - consultar a EN 15331: 2011 Criteria for design, management and control of maintenance services for buildings [6a] for guidance). [PD Sec 8.2.3]

    9. Informar os locatrios do edifcio das melhorias realizadas no mbito do projeto, e descries de todas as modificaes de comportamento ou melhores prticas recomendadas como parte dos trabalhos de eficincia energtica. [PD Sec 8.2.4]

    6.3 DOCUMENTAO

    Lista de variveis-chave a serem monitorizadas na GTC.

    Plano para deteo e correo de falhas - pode ser totalmente automatizado, uma combinao de automao e resposta ativa por pessoal de comissionamento e do edifcio, ou um re-comissionamento peridico. O plano deve indicar os intervalos para medies e a durao do perodo em que o desempenho ser medido, ou uma calendarizao e um plano para re-comissionamento peridico.

    Organograma que estabelea, a informao de contacto para todo o pessoal envolvido no

    processo de comissionamento contnuo e a responsabilidade interna clara pelas atividades

    de monitorizao e resposta. Se o comissionamento contnuo for adjudicado a um terceiro,

    o organograma deve esclarecer a sua relao com a equipa operacional do edifcio e com o

    pessoal responsvel pela gesto, os processos de apresentao de relatrios e as

    responsabilidades para a ao corretiva.

    Manual do Operador descrevendo os novos sistemas e o seu correto desempenho

    operacional, bem como um organograma que estabelea as informaes de contacto para

    todo o pessoal envolvido na operao do sistema em curso e as responsabilidades pelas

    aes corretivas.

    Planos de manuteno e registo de servio, incluindo garantias de qualquer equipamento

    novo.

    Currculo de formao.

    Opcional:

    Melhorar a monitorizao mensal, a deteo de falhas, a correo e a afinao do sistema para uma periodicidade semanal, diria ou em tempo real.

    Acompanhamento da monitorizao para avaliar a eficcia das medidas tomadas.

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    7.0 MEDIO E VERIFICAO

    Os seguintes princpios gerais devem reger qualquer Plano de Medio e Verificao (M&V):

    Transparncia: todos os dados de entrada, clculos do consumo de referncia e desvios de variveis devem ser disponibilizados a todas os envolvidos e entidades autorizadas para a sua reviso.

    Replicabilidade: com os mesmos dados de entrada e uma descrio da metodologia de ajuste, qualquer profissional competente deve ser capaz de produzir resultados idnticos ou quase idnticos.

    Equidade: os ajustes do consumo de referncia no devem apresentar qualquer enviesamento estatstico significativo em direo a um resultado positivo ou negativo.

    Devem ser seguidos os mtodos descritos nas Opes A do IPMVP (Medio Isolada da MRE: Medio dos parmetros chave) e B (Medio isolada da MRE: Medio de todos os parmetros), apoiado pela metodologia de recolha de dados descrita na norma EN 16247-2 Energy Audits Part 2: Buildings [2c]. Antes da tomada de deciso sobre o investimento (e.g., como parte do desenvolvimento do contrato e diligncia prvia financeira) deve ser projetado um Plano de M&V para as aes de melhoria da eficincia energtica, a fim de assegurar que esto disponveis mtodos de contabilizao da poupana energtica fiveis.

    Saliente-se que, embora a Opo C do IPMVP (Toda a instalao) no seja apresentada como uma opo ao abrigo do presente Protocolo Standard Tercirio, pode ser aplicvel em alguns projetos com um mbito e economia de energia que representem um impacto significativo sobre o consumo global de energia do edifcio. Se Opo C for considerada a melhor soluo para um projeto que est a utilizar este protocolo, deve ser usada a seco de Medio e Verificao do Protocolo Grande Tercirio, em vez presente seco.

    Mtodo standard de M&V

    Quantificar as economias de projetos de racionalizao de energia (ou de medidas individuais) de uma forma fivel requer a comparao entre os consumos de referncia estabelecidos e os consumos de energia/usos aps a instalao das medidas, devidamente normalizados de forma a refletir as mesmas condies. Para efeitos do presente protocolo, o consumo energtico de referncia pr-interveno, que foi desenvolvida na seco do consumo de referncia deste protocolo, ser o ponto de partida para a medio e verificao. O mtodo standard consiste em medir o consumo de energia pr- e ps-interveno dos componentes afetados por uma MRE por comparao com a utilizao de energia no resto do edifcio. No caso da Opo A, alguns parmetros so estimados em vez de medidos. As economias de energia so verificadas por meio da comparao do desempenho energtico do(s) sistema(s) pr e ps-interveno.

    A seleo de uma abordagem da Opo A (Medio Isolada da MRE: Medio dos parmetros chave) ou Opo B (Medio isolada da MRE: Medio de todos os parmetros) depende do nvel de poupana de energia, da confiana/variabilidade associada a cada MRE e dos parmetros associados poupana de energia. Podem ser encontradas orientaes sobre qual a opo mais adequada para

    uma determinada medida no IPMVP Volume III 2006, Tabela 1 da Seco 4.1, Seco 4.2.9 (Option A: Best Applications) e Seco 4.3.1 (Option B: Best Applications), bem como no IPMVP Volume I 2012, seco 4, Tabela 3 e Figura 4.

    As economias so determinadas por comparao com consumo de referncia determinado e consumo ps-interveno, ajustada para o mesmo conjunto de condies (cargas). A abordagem requer a realizao de ajustes ao consumo de referncia, nomeadamente:

    1. Ajustes peridicos: contabilizao de alteraes previstas na utilizao de energia.

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    2. Ajustes no-peridicos: contabilizao de alteraes imprevistas na utilizao de energia, que no so devidas s MRE instaladas.

    Os ajustes peridicos normalmente incluem aqueles que se relacionam com variao das condies climticas. Os ajustes no-peridicos incluem, normalmente, variaes na ocupao, tipologia de utilizao do espao, equipamentos, horas de funcionamento, nveis de servio (e.g., um novo locatrio necessita de temperatura inferior), e o tarifrio do fornecimento de energia (onde o objetivo a variao do custo e no do consumo).

    A equao para a realizao de ajustes , de forma genrica:

    Consumo de Energia novo = Consumo de energia referncia +/- Ajustes

    Por exemplo, um engenheiro pode estimar o impacto que uma alterao na ocupao ter no consumo global de energia de um edifcio. O fator de ajuste a aplicar pode resultar de uma simulao de todo edifcio que estime o impacto com base nos sistemas existentes e na sua capacidade de adaptao maior ou menor ocupao, ou atravs de uma metodologia baseada em folhas de clculo. Em alternativa, pode resultar de uma comparao dos dados reais de consumo durante perodos de menor ou maior ocupao.

    7.1 ELEMENTOS

    Nomeao de, um profissional independente de medio e verificao, detentor de acreditao como Profissional Certificado de Medio e Verificao (CMVP - Certified Measurement & Verification Professional) ou de, pelo menos, cinco anos de experincia comprovada em M&V, documentados na forma de um CV que descreva a experincia relevante para o projeto, para prestar servios de M&V, ou para supervisionar o processo de M&V.

    Plano de M&V em conformidade com o IPMVP (ver Captulo 5). Esta a base das atividades de M&V, e deve ser implementada o mais cedo possvel no decorrer do projeto. [A Sec 9.2.1 do PD apresenta uma lista do que deve ser includo.]

    Definio dos perodos de referncia e ps-interveno (perodo de medio).

    Todos os consumos de referncia e os parmetros de custos (variveis dependentes para clculo de ajuste).

    Definio dos valores de referncia para os ajustes peridicos (as variveis independentes, como seja a temperatura externa).

    Para a Opo A do IPMVP, a definio dos parmetros estimados, incluindo o seu significado global em relao poupana total esperada. [PD Sec 9.2.4]

    Tarifas de fornecimento de energia aplicveis aos valores do consumo de referncia.

    Elencar e descrever todos os mtodos para os ajustes peridicos.

    Elencar e descrever todos os ajustes no peridicos conhecidos ou esperados.

    Fornecer todos os parmetros de ajuste e frmulas para ajustes peridicos e ajustes no-peridicos conhecidos ou esperados.

    Definir os princpios em que se iro basear quaisquer ajustes no-peridicos desconhecidos.

    Conjuntos de dados de entrada, pressupostos e clculos para serem disponibilizados a todas as partes num projeto de eficincia e a quaisquer entidade revisora contratada ou independente. [PD Sec 9.2.5]

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    Identificao tcnica das fronteiras da determinao da poupana (por exemplo, equipamento, sistema). Deve ser descrita a natureza de quaisquer efeitos, em termos energticos, para alm das fronteiras assim como os seus possveis impactos estimados.

    Especificao de pontos de medio, equipamentos, comissionamento e calibrao de equipamentos, e protocolos de medio, incluindo a preciso esperada.

    Especificao dos mtodos utilizados para lidar com a ausncia de dados medidos ou dados perdidos. [PD Sec 9.2.2]

    Especificao do conjunto de condies utilizadas para ajustes do clima, incluindo o perodo e/ou dados meteorolgicos utilizados, e quaisquer pressuposto ou interpolaes realizadas no caso de falta ou dados incompletos.

    Descrio dos procedimentos de Garantia da Qualidade aplicados ao processo de M&V.

    Especificao do formato de relatrio com os resultados (formato do Relatrio de M&V).

    7.2 PROCEDIMENTOS

    Envolve planeamento e coordenao das atividades de M&V. Cumprir com as seces aplicveis das

    Opes A e B do IPMVP. [PD Sec 9.2.1]

    1. Plano de M&V. Este deve ser desenvolvido antes da instalao.

    2. Recolha de dados - antes e depois da interveno planeada. [PD Sec 9.2.2]

    3. Verificar as economias das medidas de eficincia energtica, conforme estabelecido na seco 7.1 acima. Esta tarefa envolve a considerao das fronteiras de medio, efeitos interativos, seleo de perodos de medio adequados, e base para ajustes. Durante o perodo de referncia, deve ser tido em conta o seguinte:

    Ajustes peridicos:

    Consulte as Opes A e B do IPMVP.

    Procedimentos para ajuste no-peridicos:

    Na medida do possvel, os processos de comissionamento contnuo devem ser utilizados para reduzir/eliminar a necessidade de ajustes no-peridicos. Falhas de equipamentos e outras anomalias devem ser identificadas e tratadas antes da aplicao dos ajustes no-peridicos. No entanto, durante o perodo de ps-instalao, podem ocorrer nos edifcios alteraes inesperadas. Para uma comparao de "igual para igual" com o consumo de referncia, o impacto dessas alteraes inesperadas deve ser quantificado e ajustado em conformidade.

    4. Verificar a poupana para toda a instalao.

    5. Reportar os resultados.

    7.3 DOCUMENTAO

    Plano de Medio e Verificao.

    Justificao para a(s) opo(es) do IPMVP aplicadas s medidas.

    Dados recolhidos e utilizados na anlise.

    Revises dos clculos, como resultado das tarefas de M&V, incluindo todos os pressupostos e documentao.

    Ajustes peridicos.

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    Ajustes no-peridicos.

    Descrio da causa ou fonte de alterao inesperadas.

    Impacto

    Temporria ou permanente.

    Impacto constante ou varivel.

    Quantidade de energia afetada.

    Medies feitas para quantificar ajustes no-peridicos.

    Descrio do processo de ajustamento do consumo de referncia.

    Opcional:

    Metodologia da Opo C (consultar o Protocolo Grande Tercirio).

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    8.0 CERTIFICAO DE ENGENHARIA

    Certifico por este meio que, o projeto de engenharia utilizado na preparao deste processo, anexos e demais informao, foram elaborados por mim ou com a minha superviso direta. Certifico ainda que, tanto quanto do meu conhecimento, em relao ao projeto aqui descrito, os elementos listados abaixo foram realizados de acordo com os protocolos especificados como parte do Protocolo Standard Tercirio:

    o CONSUMO REFERNCIA

    o ANLISE TARIFRIA

    o CONSUMO

    o PERFIL DE CARGA

    o CLCULO DE ECONOMIAS

    o PROJETO, INTERVENO E VERIFICAO

    o OPERAO, MANUTENO E MONITORIZAO

    o MEDIO E VERIFICAO

    o METODOLOGIA DE M&V

    o FATORES IDENTIFICADOS DE AJUSTE AO CONSUMO DE REFERNCIA

    o DISPOSIES DE CONTRATO PARA M&V

    ________________________________ Nome ________________________________ Endereo ________________________________ Nmero de telefone ________________________________ Assinatura

    ________________________________ Ttulo ________________________________ Registo / Nmero de licena ________________________________ Pas ________________________________ Data

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    9.0 GLOSSRIO

    Modelo de simulao de edifcio modelao/simulao por computador utilizada para avaliar o

    desempenho energtico de um edifcio de forma dinmica, ou seja, ao longo de um ano inteiro.

    Medida de racionalizao de Energia (MRE) - medida tomada, com o objetivo de reduzir o consumo

    de energia. Podem ser includas medidas de eficincia energtica, tais como variadores de

    velocidade ou controlos de iluminao, e tambm medidas de emisses de carbono reduzidas ou

    nulas, tais como Produo Combinada de Calor e Eletricidade ou painis fotovoltaicos.

    Energia por uso final - energia consumida pelo sistema ou equipamento, classificada de acordo com

    o tipo de carga, ou seja, iluminao interna, arrefecimento, processamento, bombas.

    Consumo de Referncia - consumo de energia ao longo de um perodo especificado fornecendo uma

    base para comparao de desempenho energtico, antes e depois da implementao de MRE. A

    consumo de referncia geralmente normalizado em funo de variveis que afetam o consumo de

    energia.

    Arrendamento Verde - um contrato de arrendamento standard que inclui obrigaes especficas

    adicionais e metas para garantir que o edifcio utilizado de forma sustentvel e eficiente.

    Protocolo Internacional de Medio e Verificao do Desempenho Energtico (IPMVP -

    International Performance Measurement and Verification Protocol) - abordagem padronizada para

    a M&V em eficincia energtica, desenvolvido pela Efficiency Valuation Organization (EVO).

    Medio e verificao - processo utilizado para quantificar as economias reais obtidas, aps a

    implementao de MRE, e para determinar se elas cumprem os objetivos de poupana previstos.

    Ajustes no-peridicos - ajustes feitos ao consumo de referncia para explicar as alteraes inesperadas no consumo de energia que no sejam devidas a MRE instaladas, tais como alteraes na ocupao, tipo de utilizao do espao, equipamentos, horas de funcionamento, nveis de servio e tarifrio do fornecimento de energia.

    Manual do Operador - documentos destinados ao pessoal da operao e manuteno, contendo

    todas as informaes necessrias para uma correta utilizao e funcionamento das MRE ou

    sistemas, tais como telas finais, localizao de equipamentos e materiais de formao. Em muitos

    casos, esta uma seco do Manual dos Sistemas.

    Verificao do desempenho operacional - processo utilizado para garantir que as

    MRE implementadas foram corretamente aplicadas e que tero a capacidade de alcanar as

    poupanas de energia previstas durante a fase de M&V.

    Especificaes para o Desenvolvimento do Projeto (PDS - Project Development Specification) -

    documento que compila todas as informaes relevantes e de apoio, assim como as melhores

    prticas para a aplicao do sistema.

    Ajustes peridicos - ajustes feitos ao consumo de referncia para explicar as alteraes esperadas na utilizao de energia e que, tipicamente, incluem o clima.

    Submisses - so documentos entregues pelos adjudicatrios (empreiteiros) para aprovao (por

    exemplo, desenhos ou detalhes de equipamento).

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    Manual dos Sistemas - documento que descreve os sistemas e equipamentos modificados,

    destinado a apoiar a operao e manuteno do edifcio, e a otimizar os sistemas das instalaes ao

    longo das suas vidas teis. Contm informaes e documentao relativas ao projeto do edifcio e

    construo, comissionamento, requisitos operacionais, requisitos e procedimentos de manuteno,

    formao e testes.

    Edifcio tercirio - o ICP Europe define edifcios tercirios como sendo edifcios de escritrios,

    escolas, hospitais, hotis, restaurantes, instalaes desportivas, edifcios de comrcio por grosso e a

    retalho, edifcios de servios e institucionais.

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    10.0 LISTA DE VERIFICAO DE GARANTIA DE QUALIDADE

    ICP Quality Assurance Checklist v1.0

    Client:

    Project:

    Project Developer:

    QA Provider:

    Energy Performance Protocol

    Standard Tertiary v1.0

    12-36 months utility data

    Utility baseline period

    Energy end-use estimates

    Weather data - related baseline

    12 mos occupancy - related baseline

    Building asset data

    Baseline operational/performance data

    Normalised / regression-based baseline

    Utility rate structure

    (if Demand Charges or Time of Use apply)

    Annual load profile

    Average daily load profiles

    Peak usage

    TOU summary by month (if applicable)

    Energy Analyst credentials

    Weather file

    Energy Efficiency Report

    Energy Conservation Measures (ECMs)

    ECM calculations

    ECM variables and assumptions

    ECM results

    Cost estimates

    Investment criteria

    Quality assurance statement

    Operational Performance Verification plan

    OPV authority credentials

    Measurement and Verification plan

    M&V agent credentials

    Ongoing management regime Project Developer Credential

    QA Firm:

    Reviewer*:

    Date:

    Signature:

    * Reviewer must be qualifying individual per ICP QA Application

    By signing this ICP QA checklist, the ICP Quality Assurance Provider attests to having reviewed the project development documentation and certifies that the project substantially follows the ICP Energy Performance Protocols and the ICP Project Development Specification. This Quality Assurance review and signature does not constitute a guarantee of energy savings performance, nor does it signify that the reviewer is taking professional responsibility for the required documents and engineering produced by the Credentialed Project Developer.