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    Religio e direitos humanosOs direitos humanos tm origem remota no discurso religioso,

    particularmente no cristianismo. A afrmao da raternidade universal dosseres humanos, devida a serem todos flhos de um s Pai, e da liberdadetambm universal representada pelo resgate realiado pelo !alvador souma rai no negligenci"vel do longo processo em #ue nos inserimos.$ontudo o desenvolvimento das liberdades modernas representou tambmuma ruptura com o passado

    religioso. As religi%es organiadas resistiram #uanto puderam ao novoideal de autonomia dos su&eitos humanos e nos 'ltimos ()) anos, pelomenos, opuseram*se sistematicamente, na teoria e na pr"tica, ao avano#uer da liberdade, #uer da igualdade.

    +o rasil essa tenso oi subestimada por#ue nos anos de chumbo daditadura certos l-deres religiosos catlicos, protestantes e &udeusenrentaram o arb-trio do regime militar. !e os nomes de dom Paulo, dorabino !obel e do pastor Wright so imediatamente associados deesa dosdireitos humanos, isso no se generalia/ basta analisarmos a ambiguidade

    0para no dier omisso ou conivncia1 da atitude de outros l-deresreligiosos e igre&as na Amrica durante a 'ltima onda de autoritarismo.2ssa tenso se deve ao prprio car"ter das religi%es e,

    particularmente, de suas institui%es, ou se&a, das religi%es organiadas.2las pretendem ser abrangentes, potencialmente undamentalistas ouintegristas e proselitistas. Abrangentes e potencialmente integristas por#uedese&am incorporar todas as dimens%es da vida moral de seus adeptos, demodo #ue se estes pertencerem a outras comunidades, no religiosas, comoa comunidade pol-tica nacional, por e3emplo, seus deveres para com suareligio e seus correligion"rios devem preceder seus deveres para com seussemelhantes #ue proessam outro credo ou no proessam credo algum,embora pertenam mesma sociedade pol-tica. 4undamentalistas

    ou integristas por#ue alme&am oerecer uma linha da #ual seus adeptos nopodem escapar e determinam todas as dimens%es de sua vida. Proselitistaspor#ue vivem da incorporao de novos adeptos, e no de umasobrevivncia vegetativa.

    A#ui reside parte do perigo para a sociedade pol-tica. Para aerproslitos no temem semear divis%es entre os cidados, e no divis%es#uais#uer/ semeiam divis%es de identidade, transerindo para a 5ep'blicadistin%es #ue, acreditam, sero afnal eitas pelo prprio 6eus. $omopretendem ter com seu 6eus um canal privilegiado de comunicao, se noser mesmo suas representantes na 7erra, antecipam no oro das institui%esestatais e na legislao a separao #ue, sup%em, a divindade ar" no

    momento #ue &ulgar apropriado. 8sso, note*se, mesmo diante de e3pl-citaspalavras, ou as palavras mesmas 0ipsissima verba1, de 9esus 0:no&ulgueis...;1.

    A concepo de uma sociedade undada em identidade no religiosaou racial passou a ser inerente prpria ideia de direitos humanos. 2la tempor base a noo de #ue cada ser humano moralmente livre/ podeescolher seus ideais e sua orma de vida sem dar satisa%es a autoridadesou viinhos, desde #ue tal escolha no cause dano a outrem, ou, como diia

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    todos > independentemente de #ual#uer estado, escolha ideolgica oucaracter-stica pessoal > recebam da autoridade p'blicae3atamente o mesmo tratamento. 2m resumo, esse ideal dei3a cada umlivre para perseguir seus prprios ideais absolutos, desde #ue no osidentif#ue com os ideais da 5ep'blica.

    +o oi por acaso #ue a afrmao dos direitos universais teve de seaer historicamente contra as pretens%es absolutas das concep%esreligiosas. Os direitos universais podem acilmente con?itar com as religi%espor#ue afrmar a e3istncia de direitos no signifca apenas aceitar umsistema de convenincias pol-ticas. $onsiste numa proposta moral orte/moral cr-tica, p'blica, e no sobrenatural, tradicional ou revelada.

    +a vida particular as pessoas aderem a religi%es e num mundo pluralcomo o nosso aderem a religi%es dierentes.

    2m meio insegurana, oerecem um importante conorto@ em meio adesigualdades, dierentes religi%es apelam a dierentes grupos sociais.

    7endem a aer apelos ortes. tarea dos l-deres pol-ticos elar para #ue osmecanismos democr"ticos, republicanos e laicos, constru-dos longamente

    com o sacri-cio de numerosas vidas, no se&am levianamente tratados pormembros da mesma elite pol-tica, no se&am postos em risco por apelospopulares ao sentimento de identidade homognea. O crescimento daliberdade religiosa propicia tambm o crescimento dos con?itos entrereligi%es organiadas e o espao p'blico da tolerBncia e da liberdade.Podemos esperar #ue o tema volte s nossas discuss%es pol-ticas comre#uncia.

    !eria muito importante #ue os partidos pol-ticos no perdessem issode vista e educassem seus membros e simpatiantes na atividade decompreender como conviver na 5ep'blica com respeito e &ustia, mesmopara com a#ueles #ue &ulgam merecer sentar*se longe deles no esperadopara-so, ou at merecessem ir para o inerno. $erto #ue o sistema pol-tico

    est" ragiliado. Cas esperar o m-nimo, e no o m"3imo, #ue em nome denossa liberdade e igualdade se re&eitem os discursos religiosos #uesemeiam as divis%es > e no mdio prao cultivam a violncia >, primeiromorais e em seguida -sicas, entre os cidados.

    (Jos Reinaldo de Lima Lopes e Oscar Vilhena Vieira. Disponvel em:http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,reliiao!e!direitosh"manos,

    #$%&'#$,$.htm.

    01)Em textos de opinio, nem sempre a ideia principal sobre a quala argumentao ser construda apresentada na introduo !s"e#es, tanto para situar o leitor em relao ao assunto, quanto parapossibilitar que esse assunto se$a abordado com coer%ncia,

    inicialmente, so apresentadas algumas in&orma'es que ser"emde base e ponto de partida para o desen"ol"imento do texto (otexto em anlise, essa espcie de ancoragem re"ela que* +a modernidade, os undamentos dos direitos humanos, #ue resultaramde princ-pios religiosos, sobretudo cristos, superaram a universaliaosobrenatural da raternidade e da igualdade.** O discurso das institui%es religiosas vai de encontro concepomoderna de liberdade e igualdade, segundo a #ual todo ser humano , pornaturea, livre e dotado de conscincia moral.*** As institui%es religiosas, assim como os direitos humanos, propagam auniversaliao dos direitos liberdade e igualdade.Est+o) correta+s) a+s) armati"a+s)A1 8, 88 e 888. 1 8, apenas. $1 88, apenas. 61 888, apenas. 21 8 e 88, apenas.

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    0-). tema geral do texto a+s)A1 noo universal de liberdade.1 re#uncia de con?itos religiosos.$1 6eclarao Dniversal dos 6ireitos Eumanos.61 controvrsias entre religio e direitos humanos.

    21 preservao dos valores morais das institui%es religiosas.0/)e acordo com o texto, o discurso religioso pode contro"erteros direitos humanos, porqueA1 imp%e ideais absolutos de moralidade.1 condena violncia perpetrada em nome da religio.$1 so constru-dos com base no reconhecimento e no respeito s dierenas.61 atrai novos adeptos sem disseminar discrimina%es a crenas dierentes.21 incentiva o di"logo para a construo de uma sociedadeverdadeiramente pluralista.0).s pronomes ser"em para &a#er re&er%ncia a outros elementosdo discurso e, por isso, so &undamentais para estabelecer a

    coeso textual 2onsiderando os seguintes trechos, identiqueaquele cu$o pronome em destaque (3. retoma o re&erenteindicadoA1 Se os nomes de dom Paulo, do rabino Sobel e do pastor Wright soimediatamente associados defesa dos direitos humanos, isso no segeneraliza [...] 0(FG1 > direitos humanos1 !m resumo, esse ideal dei"a cada um livre para perseguir seus pr#priosideais absolutos, desde $ue no os identi%$ue com os ideais da &ep'blica.0HFG1 > seus prprios ideais absolutos$1 (brangentes e potencialmente integristas por$ue dese)am incorporartodas as dimens*es da vida moral de seus adeptos, de modo $ue se estes

    pertencerem a outras comunidades [...].0IFG1 > seus adeptos61 !ssa tenso se deve ao pr#prio car+ter das religi*es e, particularmente,de suas institui*es, ou se)a, das religi*es organizadas. !las pretendem serabrangentes, potencialmente fundamentalistas ou integristas e

    proselitistas. 0IFG1 > religi%es organiadas21 ( concepo de uma sociedade fundada em identidade no religiosa ouracial passou a ser inerente pr#pria ideia de direitos humanos. !la tem porbase a noo de $ue cada ser humano - moralmente livre [...].0HFG1 > Aconcepo de uma sociedade undada em identidade no religiosa ou racial

    04)5obre o emprego dos tempos "erbais em )Os direitos h"manost*m oriem remota no disc"rso reliioso +.... -ont"do o

    desenvolvimento das liberdades modernas represento" tambm"ma r"pt"ra com o passado reliioso. s reliies orani0adasresistiram 1"anto p"deram ao novo ideal de a"tonomia doss"2eitos h"manos +...3 +167), correto armar queA1 tm oi usado para aer reerncia a ato uturo #ue ainda noaconteceu.1 resistiram indica um ato no passado totalmente conclu-do antes dote3to ser escrito.$1 tm indica uma ao totalmente conclu-da e #ue ocorreu antes deoutra ao tambm &" conclu-da.61 representou a reerncia a um ato #ue no havia chegado ao fnal nomomento em #ue outro ato aconteceu.21 resistiram e3prime uma suposio, sinaliando #ue a realiao desseato s teria sido poss-vel se um outro ato tambm tivesse ocorrido.

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    08)Em )+... semeiam divises de identidade, trans4erindo para aRep5blica distin6es 1"e, acreditam, ser7o a8nal 4eitas pelopr9prio De"s.3 +67), a pala"ra )1"e3 desempenha a mesma &unoque em

    A1 [/] so uma raiz no negligenci+vel do longo processo em $ue nosinserimos. 0JFG11 Podemos esperar $ue o tema volte s nossas discuss*es pol0ticas comfre$uncia. 0KFG1$1 Seria muito importante $ue os partidos pol0ticos no perdess