Qual o Texto Original do Novo Testamento - Teologia pela · PDF file 2020. 4....

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  • QUAL O TEXTO ORIGINAL DO

    NOVO TESTAMENTO

    Dr. Wilbur Norman Pickering

  • a

    QUAL O TEXTO ORIGINAL DO NOVO TESTAMENTO I

    SOBRE O AUTOR I TEXTO ORIGINAL I REVISÃO I

    INTRODUÇÃO 1

    ECLETISMO 5

    O QUE É? 6 QUE TAL ELE? 7 QUAL É A SUA ORIGEM? 8

    A TEORIA CRÍTICA DE WESTCOTT-HORT 13

    INTRODUÇÃO 13 A ABORDAGEM BÁSICA 14 GENEALOGIA 14 TIPOS-DE-TEXTO E RECENSÕES 14 CONFLAÇÃO 15 LEITURAS “SÍRIAS” DE ANTES DE CRISÓSTOMO 16 EVIDÊNCIA INTERNA DAS LEITURAS 16 A “RECENSÃO LUCIÂNICA” E A PESHITTA 17 SUMÁRIO E CONSEQÜÊNCIAS 18

    UMA AVALIAÇÃO DA TEORIA DE WESTCOTT-HORT 20

    A ABORDAGEM BÁSICA 20 GENEALOGIA 23 TIPOS-DE-TEXTO E RECENSÕES 26

    ERUDITISMO SUBSEQÜENTE 26 OS "TIPOS-DE-TEXTO", EM SI 28 UM RETORNO RECENTE 31 O CLASSIFICAR DOS MSS 33

    CONFLAÇÃO 34 LEITURAS "SÍRIAS" ANTES DE CRISÓSTOMO 37

    MILLER VS. KENYON 40 NINGUÉM JAMAIS ACEITOU O DESAFIO DE MILLER. 41 LEITURAS PURAMENTE "SÍRIAS" 43 UM EXPEDIENTE PRECONCEITUOSO 44 O TESTEMUNHO DOS ANTIGOS PAIS 47 O TESTEMUNHO DOS ANTIGOS PAPIROS 48

    EVIDÊNCIA INTERNA DAS LEITURAS 49 A LEITURA MAIS CURTA 50 A LEITURA MAIS DIFÍCIL 53 HARMONIZAÇÃO 55 INFERIORIDADE 59

    A "RECENSÃO LUCIÂNICA" E A PESHITA 60 CONCLUSÃO 63

    A HISTÓRIA DO TEXTO 64

  • b

    OS ESCRITOS DO N.T. FORAM RECONHECIDOS? 64 O PERÍODO APOSTÓLICO 64 O SEGUNDO SÉCULO 65

    OS CRISTÃOS PRIMITIVOS ERAM CUIDADOSOS? 68 OS APÓSTOLOS 68 OS PAIS PRIMITIVOS 69 IRINEU 69 TERTULIANO 70

    QUEM ERA MELHOR QUALIFICADO? 71 ACESSO AOS AUTÓGRAFOS 71 DOMÍNIO DA LÍNGUA ORIGINAL 71 A SITUAÇÃO DA IGREJA 72 ATITUDE PARA COM O TEXTO 74 CONCLUSÃO 75

    A TRANSMISSÃO FOI NORMAL? 75 A TRANSMISSÃO NORMAL 75 A TRANSMISSÃO ANORMAL 77

    O FLUXO DA TRANSMISSÃO 79 QUAL É A EVIDÊNCIA EM SI? 82

    OS UNCIAIS 82 OS CURSIVOS 87

    OBSERVAÇÕES FINAIS 88

    ALGUMAS POSSÍVEIS OBJEÇÕES 89

    OS MSS MAIS ANTIGOS NÃO SÃO OS MELHORES? 89 A SUA QUALIDADE JULGADA POR ELES PRÓPRIOS 90 A SUA QUALIDADE JULGADA ENTRE ELES PRÓPRIOS 92 A SUA QUALIDADE JULGADA PELA IGREJA ANTIGA 93

    POR QUE NÃO HÁ MSS "BIZANTINOS" DOS PRIMEIROS SÉCULOS? 95 "FILHOS ÓRFÃOS" 95 O PROCESSO DE TRANSLITERAÇÃO NO SÉCULO NONO 97 REPRESSÃO IMPERIAL AO N.T. 98 A BIBLIA PAUPERUM 98

    "MAS NÃO HÁ EVIDÊNCIA DO TEXTO BIZANTINO NOS PRIMEIROS SÉCULOS" 99 EVIDÊNCIA ORIUNDA DOS PAIS ANTIGOS 99 EVIDÊNCIA ORIUNDA DE CLEMENTE DE ALEXANDRIA 101 EVIDÊNCIA ORIUNDA DOS PAPIROS ANTIGOS 105 EVIDÊNCIA ORIUNDA DAS VERSÕES ANTIGAS 107 SUMÁRIO E CONCLUSÃO [DA EVIDÊNCIA DO TEXTO BIZANTINO NOS PRIMEIROS SÉCULOS] 107

    NÃO DEVEM AS TESTEMUNHAS SER PESADAS, AO INVÉS DE CONTADAS? 108 PRIMEIRO PESAR 108 A SEGUIR, CONTAR 110

    DEFININDO A IDENTIDADE DO TEXTO 111

    AS MARCAS DA VERDADE 111 ANTIGÜIDADE, OU PRIMITIVIDADE 111 CONSENSO DE TESTEMUNHAS, OU NÚMERO 112 VARIEDADE DE EVIDÊNCIA, OU UNIVERSALIDADE 113 CONTINUIDADE, OU TRADIÇÃO ININTERRUPTA 114 RESPEITABILIDADE DAS TESTEMUNHAS, OU PESO 115 EVIDÊNCIA DA PASSAGEM INTEIRA, OU CONTEXTO 116 EVIDÊNCIAS INTERNAS, OU RAZOABILIDADE 117

    EXEMPLOS E IMPLICAÇÕES 117 1) EXEMPLO – LUCAS 3:33 117 1) IMPLICAÇÕES 118 2) EXEMPLO – ATOS 23:20 118 2) IMPLICAÇÕES 119

  • c

    3) EXEMPLO – ATOS 21:8 119 3) IMPLICAÇÕES 119 4) EXEMPLO – ATOS 13:42 119 4) IMPLICAÇÕES 120 5) EXEMPLO – ATOS 24:6 -8B A 120 5) IMPLICAÇÕES 121 6) EXEMPLO – ATOS 15:34 121 6) IMPLICAÇÕES 122 7)EXEMPLO – ATOS 12:25 122 7) IMPLICAÇÕES 124 8) EXEMPLO – LUCAS 6:1 124 8) IMPLICAÇÕES 124 9) EXEMPLO – APOCALIPSE 4:8 125 9) IMPLICAÇÕES 126

    CONCLUSÃO 128

    APÊNDICES 130

    INSPIRAÇÃO E PRESERVAÇÃO 130

    APRESENTAÇÃO 130

    7Q5 134

    AS IMPLICAÇÕES DA PROBABILIDADE ESTATÍSTICA PARA A HISTÓRIA DO TEXTO 137

    INTRODUÇÃO 137 PROBABILIDADE ESTATÍSTICA 139 OBJEÇÕES 142

    CONFLAÇÃO OU CONFUSÃO? 146

    INTRODUÇÃO 146 "CONFLAÇÃO" VERDADEIRA, OU CLARA 147

    A) MERA ADIÇÃO OU TELESCOPEAMENTO DE LEITURAS, OU OMISSÃO DELAS 147 B) ADIÇÃO + CONJUNÇÕES SIMPLES, OU OMISSÃO 153 AVALIAÇÃO 155

    "CONFLAÇÃO" DUVIDOSA, OU CONFUSÃO 156 A) COMPLICADA POR SUBSTITUIÇÃO, TRANSPOSIÇÃO OU MUDANÇAS INTERNAS MODERADAS, OU OMISSÃO

    156 B) DIFERENÇAS SUBSTANCIAIS — "CONFLAÇÃO" DUVIDOSA 163 AVALIAÇÃO 166

    CONCLUSÃO 167

    DETERMINAÇÃO DE TEXTO NA PASSAGEM DA "COLHEITA DE ESPIGAS NO SÁBADO" 169

    INTRODUÇÃO 169 NÚMERO E DISTRIBUIÇÃO DAS VARIANTES P) 170 CRÍTICA INTERNA E EXTERNA 171

  • d

    SERÁ QUE VARIANTES P) SÃO REALMENTE VARIANTES P)? 172 DETERMINAÇÃO DE TEXTO 173 CONCLUSÃO 174

    MARCOS 16:9-20 E A DOUTRINA DA INSPIRAÇÃO 175

    INTRODUÇÃO 175 MAS, E TODAS AS VARIANTES, COMO FICAM? 176 MAS, OS AUTÓGRAFOS NÃO ESTÃO PERDIDOS? 177 A QUESTÃO DA CANONICIDADE 179 A EVIDÊNCIA EXTERNA 180 A "EVIDÊNCIA?" INTERNA 184

    UM ESTEMA DIFERENTE PARA JOÃO 7:53-8:11 187

    ANÁLISE 187

    QUE DIFERENÇA FAZ? 200

    INTRODUÇÃO 200 ERROS DE FATO E CONTRADIÇÕES 201

    LUCAS 4:44 201 LUCAS 23:45 201 MARCOS 6:22 202 1 CORÍNTIOS 5:1 202 LUCAS 3:33 202 MATEUS 19:17 203 ATOS 19:16 204 MATEUS 1:7-8 204 MATEUS 10:10 205 MARCOS 1:2 205 LUCAS 9:10 206 MATEUS 27:49 206

    ANOMALIAS SÉRIAS / ABERRAÇÕES 207 JOÃO 7:8 207 JOÃO 6:47 207 ATOS 28:13 207 MARCOS 16:9-20 208 JOÃO 1:18 208 JOÃO 7:53-8:11 209 1 TIMÓTEO 3:16 210 2 PEDRO 3:10 211 1 PEDRO 2:2 211 JUDAS 15 211

    IMPLICAÇÕES 212 POR QUE USAR CÂNONES SUBJETIVOS? 212 O MITO DA NEUTRALIDADE 214

    CONCLUSÃO 215

  • i

    Qual o Texto Original do Novo Testamento

    Sobre o autor Wilbur Norman Pickering nasceu em São Paulo, capital, de pais missionários norteamericanos; criado na Bolívia até os 11 anos; casado com Ida Lou Ammerman, americana, e tem duas filhas casadas. Formação norte-americana a partir do segundo grau incluso, mestrado em Teologia pelo Seminário Teológico de Dallas (EUA), mestrado e doutorado em lingüística pela Universidade de Toronto (Cana- dá). Autor de dois livros em inglês: The Identity of the New Testament Text e A Framework for Discurse Analysis. Colaborou no preparo de The Greek New Testament according to the Majority Text. Autor do livro, Guerra Espiritual - CPAD. Iniciou a carreira missionária no Brasil em 1961, trabalhou junto à et- nia Apurinã no Amazonas durante vários anos. Assessor chefe para tradução da Sociedade Interna- cional de Lingüística no Brasil, 1967-1971. Secretário Executivo da AWTB -Associação Wycliffe para Tradução da Bíblia - no Brasil, 1978-1984. Secretário e membro da Diretoria da ALEM - Associação Lingüística Evangélica Missionária, 1982-1986; membro do Conselho Consultivo, 1993-1997; mem- bro da Diretoria desde 1997. Professor e coordenador acadêmico no Seminário Teológico do Betel Brasileiro em João Pessoa, 1991-1994. Preletor sobre missões transculturais, guerra espiritual bíblica e a divina preservação do texto neotestamentário, pelo Brasil afora, desde 1979. Presidente e profes- sor da Escola Superior de Missões, 1996-1998. Atualmente é diretor da Escola Superior de Guerra, Missionária.

    Texto Original O texto original deste livro pode ser encontrado no site Internet da Escola Superior de Guerra Missio- nária: http://www.esgm.org

    Revisão Este texto foi unificado e reformatado por Walter Andrade Campelo, a partir dos originais publicados pelo autor na Internet, com fins de estudo e aprofundamento na matéria, e na esperança de que tam- bém neste formato possa ser de utilidade para pessoas que se interessem por um estudo responsável e profundo acerca da crítica textual do Novo Testamento.

  • Qual o Texto Original do Novo Testastamento INTRODUÇÃOTP PT 1

    1

    INTRODUÇÃO1 Uma vez que este livro será lido por pessoas que representam um amplo espectro de interesses e experiências, começarei com uma breve revisão do problema textual.

    Que existe um problema concernente à identificação da exata redação2 original do Novo Testamento em grego, fica evidente pelo fato de terem sido impressas um considerável número de edições do mesmo, competindo umas com as outras. Por “competindo” quero dizer que elas não concordam uma com as outras em relação a quais são as exatas palavras do texto. Tal discordância é possível porque não há sequer dois dos antigos manuscritos em grego (cópias escritas à mão) por nós conhecidos que sejam absolutamente idênticos em cada palavra, e temos que depender dessas cópias porque os Autógrafos dos Apóstolos (isto é, os documentos originais) não mais existem. (Eles se destruíram pelo muito uso, provavelmente bem antes de 200 DC.)

    Em resumo, temos pela frente o desafio de, a partir dos manuscritos sobreviventes, identificarmos a redação do texto original, mesmo não havendo dois deles em perfeita concordância. Nesta tarefa po- demos também apelar para cópias das antigas Versões (traduções para sírio, latim, cóptico, etc.) e para os escritos sobreviventes dos antigos Pais da Igreja (onde eles citam ou se referem a passagens do Novo Testamento),

    Existem mais de 5000 manuscritos (conhecidos) do Novo Testamento em grego (as siglas MS e MSS se referirão a eles, respectivamente no singular e no plural). Eles variam em tamanho desde um pe- queno fragmento com pa