Real Gazeta do Alto Minho

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Monarquia ou República? Foi na república portuguesa que mais se apercebeu das vantagens da monarquia espanhola. A figura do Presidente da República não consegue a mesma unidade que um rei. Em Espanha há uma divisão política grande e penso que, de outra forma, não seria possível manter a unidade do país". - Belén Rodrigo, jornalista e correspondente do jornal espanhol ABC em Portugal e a viver há 13 anos em Lisboa em declarações ao Jornal Expresso de 3/6/2014 Nesta edição De Viana para todo o Portugal | p 2 No Alto Minho, uma nova voz por Portugal | p 3 Portugal Real 100% Alto Minho | p 4 As Constituições Portuguesas e o Chefe de Estado | p 6 Desmistificar | p 7 O Povo e o Rei | p 8 Edição do Centro de Estudos Adriano Xavier Cordeiro | n.º 0 Junho de 2014 XX CONGRESSO DA CAUSA REAL Viana do Castelo, 28 de Junho de 2014 Foi nos dias 18 e 19 de Dezembro de 1993 que, no auditório do Centro Social e Paroquial de Santa Maria Maior de Viana do Castelo, sito na Av.ª 25 de Abril, se realizou o I Congresso da Causa Real, que contou com a participação de representantes de várias Reais Associações, de Norte a Sul do país. Aproveitando esta reunião magna de monárquicos, no final dos trabalhos do dia 18 de Dezembro de 1993, foi constituída por escritura pública no Cartório Notarial de Ponte de Lima, a Causa Real – Federação das Reais Associações. É pois com muito orgulho que a Real Associação de Viana do Castelo recebe, de novo, a organização de um Congresso da Causa Real, que certamente, à semelhança do primeiro, fará também história. O XX Congresso cujo tema é Ventos do Futuro”, vai dar-nos a oportunidade de ouvir os quatro antigos presidentes da Causa Real, João Mattos e Silva, Augusto Ferreira do Amaral, António de Souza Cardoso e Paulo Teixeira Pinto, que se debruçarão sobre o tópico Perspectivas para o Futuro”, a que se seguirá um Colóquio sobre o Municipalismo”, para o qual foram convidados dois historiadores: Doutor António de Matos Reis que apresentará o tema Relação entre o poder central e os municípios à luz da documentação medieval portuguesa e a Doutora Ana Sílvia Albuquerque, com o tema Municipalismo e Sociedade na Época Moderna e Contemporânea: um estudo de caso”. As conclusões do colóquio, que encerará com a presença das forças vivas da região, estão cargo do Prof. Dr. Paulo Morais. No encerramento do Congresso estará presente S.A.R. o Senhor Dom Duarte. Caro associado, os temas são convidativos. Por isso, não falte! Compareça e participe no debate!

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Boletim informativo da Real Associação de Viana do Castelo N.º 0, Junho de 2014

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  • 1

    Monarquia ou

    Repblica?

    Foi na repblica portuguesa

    que mais se apercebeu das

    vantagens da monarquia

    espanhola. A figura do

    Presidente da Repblica

    no consegue a mesma

    unidade que um rei. Em

    Espanha h uma diviso

    poltica grande e penso

    que, de outra forma, no

    seria possvel manter a

    unidade do pas".

    - Beln Rodrigo, jornalista e

    correspondente do jornal

    espanhol ABC em Portugal e a

    viver h 13 anos em Lisboa

    em declaraes ao

    Jornal Expresso de 3/6/2014

    Nesta edio

    De Viana para todo o Portugal | p 2

    No Alto Minho, uma nova voz por Portugal | p 3

    Portugal Real 100% Alto Minho | p 4

    As Constituies Portuguesas e o Chefe de Estado | p 6

    Desmistificar | p 7

    O Povo e o Rei | p 8

    Edio do Centro de Estudos Adriano Xavier Cordeiro | n. 0 Junho de 2014

    XX CONGRESSO DA CAUSA REAL Viana do Castelo, 28 de Junho de 2014

    Foi nos dias 18 e 19 de Dezembro de 1993 que, no auditrio do Centro Social e Paroquial de

    Santa Maria Maior de Viana do Castelo, sito na Av. 25 de Abril, se realizou o I Congresso da

    Causa Real, que contou com a participao de representantes de vrias Reais Associaes,

    de Norte a Sul do pas.

    Aproveitando esta reunio magna de monrquicos, no final dos trabalhos do dia 18 de

    Dezembro de 1993, foi constituda por escritura pblica no Cartrio Notarial de Ponte de Lima,

    a Causa Real Federao das Reais Associaes.

    pois com muito orgulho que a Real Associao de Viana do Castelo recebe, de novo, a

    organizao de um Congresso da Causa Real, que certamente, semelhana do primeiro, far

    tambm histria.

    O XX Congresso cujo tema Ventos do Futuro, vai dar-nos a oportunidade de ouvir os quatro

    antigos presidentes da Causa Real, Joo Mattos e Silva, Augusto Ferreira do Amaral, Antnio

    de Souza Cardoso e Paulo Teixeira Pinto, que se debruaro sobre o tpico Perspectivas

    para o Futuro, a que se seguir um Colquio sobre o Municipalismo, para o qual foram

    convidados dois historiadores: Doutor Antnio de Matos Reis que apresentar o tema Relao

    entre o poder central e os municpios luz da documentao medieval portuguesa e a

    Doutora Ana Slvia Albuquerque, com o tema Municipalismo e Sociedade na poca Moderna

    e Contempornea: um estudo de caso. As concluses do colquio, que encerar com a

    presena das foras vivas da regio, esto cargo do Prof. Dr. Paulo Morais. No encerramento

    do Congresso estar presente S.A.R. o Senhor Dom Duarte.

    Caro associado, os temas so convidativos. Por isso, no falte! Comparea e participe no

    debate!

  • 2

    O nascimento da Causa Real como entidade agregadora das

    Reais Associaes numa federao est ligada com laos

    muito fortes, a esta cidade e ao seu distrito. Porque nela,

    decorreu o seu primeiro Congresso constitutivo, em 18 e 19

    de Dezembro de 1993 e porque no Cartrio Notarial de Ponte

    de Lima, no primeiro dia dos trabalhos da assembleia dos

    monrquicos reunidos nas reais associaes, foi assinada a

    escritura pblica da sua constituio, legalizando-a perante o

    Estado portugus. Mas tambm pelo empenho que os ento

    dirigentes da Real Associao de Viana do Castelo, que fora

    fundada em 7 de Setembro de 1990, com destaque para o

    seu presidente Eng. Jos Adolfo Costa Azevedo, puseram na

    formao da associao federadora, estando sempre

    presentes em todas as reunies preparatrias e tendo um

    papel muito activo no processo que a ela conduziu. Foi

    tambm em Ponte de Lima, em 1991, no seguimento do

    apelo de S.A.R. o Senhor Dom Duarte aos monrquicos

    portugueses militando na Causa Monrquica para que

    dessem voz a um novo movimento mais abrangente e mais

    forte, que numa cerimnia de atribuio de medalhas aos que

    se haviam distinguido na aco da associao, que o Chefe

    da Casa Real, em mensagem enviada aos participantes na

    cerimnia, afirmou: Estou certo de que o acto de hoje reflecte

    o compromisso assumido pela actual Direco de prover a

    transformao da Causa numa Federao de Reais

    Associaes. Com efeito, em 7 de Janeiro de 1992, a Causa

    Monrquica alterava os seus Estatutos numa Assembleia

    Geral muito concorrida e participada, transformando-se numa

    federao de Reais Associaes. O primeiro passo foi, ento

    dado.

    Tendo participado, de forma muito empenhada em todo o

    processo, nem sempre fcil, quer enquanto associado da

    Causa Monrquica e por ela designado presidente da

    Comisso Organizadora do seu I Congresso como Federao

    das Reais Associaes, quer enquanto militante e dirigente

    da Real Associao de Lisboa, tambm eu fiquei, monrquico

    de mais de trinta anos, muito ligado Real Associao de

    Viana do Castelo. Ligado, desde logo, pelas excelentes

    relaes pessoais e polticas que mantive, no esforo de

    convergncia de posies das reais associaes, com o Eng.

    Costa Azevedo, mas tambm porque foi no Congresso de

    Viana de Castelo que fui eleito primeiro presidente da

    Direco da Causa Real e porque, nessa direco tive, como

    sua Secretria, o apoio inestimvel e eficientssimo da Dra.

    Paula Leite Marinho, associada da Real de Viana do Castelo

    e, a colaborao muito empenhada, ao longo de todo o

    mandato, durante o qual a Direco se reuniu em Ponte de

    Lima por diversas vezes, do Dr. Jos Anbal Marinho Gomes,

    hoje presidente da Real Associao.

    O principal propsito enunciado pelo Senhor Dom Duarte, ao

    propor aos monrquicos a constituio das Reais

    Associaes, est cumprido. Elas so, de facto, passados 21

    anos, reunidas na Causa Real, associaes onde podem e

    devem trabalhar, em conjunto, monrquicos de todas as

    correntes ideolgicas e polticas, de todos os grupos culturais

    e polticos, em ordem definio e execuo de objectivos

    e estratgias comuns. Essa ser, cada vez mais, a sua fora.

    Que se iniciou, como federao, em Viana do Castelo e hoje

    est presente em todo o Pas.

    De Viana do Castelo para todo Portugal

    Joo Mattos e Silva

  • 3

    Editorial

    A Real Associao de Viana do Castelo, como estrutura

    regional da Causa Real - instituio monrquica de mbito

    nacional - tem por objecto a divulgao, promoo e

    defesa da instituio real, corporizada na Coroa e na

    Tradio portuguesas e a prossecuo de aces e de

    projectos de interesse cultural, social, de assistncia e de

    solidariedade que visem a dignificao, a valorizao e o

    desenvolvimento dos seus associados e da comunidade

    em geral.

    Na sequncia do Plano de Actividades, aprovado na

    Assembleia Geral de 1 de Maro de 2014, a Direco da

    Real Associao de Viana do Castelo tem o prazer de

    disponibilizar, hoje a primeira edio da Real Gazeta do

    Alto Minho.

    E porqu Real Gazeta do Alto Minho?

    No dia 21 de Maro de 1918, apareceu nas bancas, em

    Viana do Castelo em plena repblica, o primeiro nmero

    do jornal Gazeta do Lima rgo do Integralismo

    Lusitano do Alto-Minho, cujo director e editor era o Dr.

    Joo da Rocha Pris, e administrador Jos C. de Palhares

    Vianna.

    Em homenagem a estes corajosos monrquicos de outros

    tempos, a Real Associao de Viana do Castelo decidiu

    recuperar o nome e adopt-lo para o seu boletim

    informativo, em suporte digital.

    Assim, a Real Gazeta do Alto Minho, de periodicidade

    trimestral, publicar crnicas, notcias, estudos e artigos

    de opinio sobre temas relacionados com a Monarquia, a

    Histria e Cultura de Portugal e do Alto Minho, em

    particular.

    Pretendemos tambm que a Real Gazeta do Alto Minho,

    que agora editamos, seja um instrumento de interveno

    junto da comunidade, uma pea fundamental na

    divulgao do ideal monrquico e um espao aberto a

    todos os que queiram participar.

    Ao mesmo tempo que publicamos a Real Gazeta do Alto

    Minho, lanamos o novo stio da instituio, ferramenta

    essencial de informao e de interactividade entre a Real

    Associao de Viana do Castelo, os associados,

    simpatizantes e pblico em geral.

    Um Povo, uma Ptria, um Rei o nosso lema, por isso

    contem connosco!

    No Alto Minho, uma nova voz por Portugal

    Foi com elevada expectativa que recebi notcia

    da publicao de um novo boletim pela Real

    Associao de Viana do Castelo para melhor

    contribuir para a ligao com os seus

    associados e promover a mensagem do

    movimento monrquico portugus no Alto Minho,

    terra

    acolhedora e to portuguesa, que tem mostrado

    saber progredir sem nunca perder o essencial e

    a fora das suas tradies.

    A funo da Causa Real, enquanto cpula desse

    movimento, a de delinear, implementar e gerir

    uma estratgia que proporcione aos portugueses

    uma alternativa poltica que sirva melhor os seus

    interesses e os interesses de Portugal,

    assegurando a independncia, estabilidade e

    dignificao da Chefia de Estado.

    No obstante o trabalho habilmente

    desenvolvido a nvel da Internet e das redes

    sociais, a

    actual estrutura da Causa Real requere que a

    implementao da sua estratgia se realize, em

    grande parte, atravs das Reais Associaes,

    estruturas regionais que mantm contacto

    directo com os associados da Causa e ligaes

    privilegiadas com as foras vivas das regies

    que abraam.

    Surge este novo projecto, a Real Gazeta do Alto

    Minho, numa altura em que o nosso movimento

    consolida a sua viabilidade, em que a nossa

    mensagem, actual, acessvel, desempoeirada,

    ganha visibilidade. No tenho dvidas, por isso,

    que ser um exemplo a seguir e no quero

    deixar de agradecer Real Associao de Viana

    de Castelo mais esta prova de lealdade e

    tenacidade em

    3

    Lus Lavradio Presidente da Causa Real

    Jos Anbal Marinho Gomes Presidente da Direco da Real Associao de

    Viana do Castelo

  • 4

    A Real Associao de Viana do Castelo, a Associao

    Empresarial de Viana do Castelo, Conselho

    Empresarial do Alto Minho e o Clube de Tnis de

    Viana, vo levar a efeito nos dias 27, 28 e 29 de

    Junho a iniciativa denominada Portugal Real 100%

    Alto Minho 2014, que conta tambm com o apoio da

    Real Associao de Braga e da Causa Real.

    semelhana do Portugal Real 100% Alto Minho

    2013, esta actividade, que pretende ser uma mostra

    dos produtos de Portugal e do Alto Minho pois estaro

    presentes algumas empresas de referncia da nossa

    regio, tem um aspecto solidrio, uma vez que a

    receita do jantar que se vai realizar no dia 28 de

    Junho reverter a favor da Casa dos Rapazes de

    Viana do Castelo. E a novidade deste ano o

    acontecimento desportivo: um torneio de tnis, entre

    as 21h do dia 27 e as 9h do dia 28.

    Alm de vrias entidades oficiais do nosso distrito

    (Presidentes de Cmara, deputados, etc.) o Portugal

    Real 100% Alto Minho vai contar com a presena dos

    Duques de Bragana, Dom Duarte e Dona Isabel, que

    apadrinham o evento.

    Portugal Real 100% Alto Minho

  • 5

  • 6

    As Constituies Portuguesas e o Chefe de Estado Em Portugal tivemos, at ao momento, seis constituies: trs no perodo

    da monarquia (a Constituio de 1822, a Carta Constitucional de 1826 e a

    Constituio de 1838) e outras trs durante a repblica (a constituio de

    1911, a constituio de 1933 e a constituio de 1976).

    Em termos de chefia do Estado, as constituies monrquicas

    consagravam, como um dos rgos de soberania ao lado do Parlamento

    e dos Tribunais o Rei, enquanto nas constituies republicanas passou a

    existir, em vez deste, um Presidente da Repblica.

    Mas os poderes constitucionais do PRESIDENTE DA REPBLICA sero

    muito diferentes dos do REI?

    Ao longo de vrios nmeros iremos publicar as normas das seis

    constituies portuguesas que se referem ao Chefe do Estado, organizadas

    pelos aspetos seguintes: eleio/nomeao; posse e juramento;

    competncias/funes; mandato; ausncia do territrio nacional e

    substituio interina.

    Esteja atento.

    No perca a REAL GAZETA DO ALTO MINHO!

    Nota:

    A Direco da Real Associao de Viana do

    Castelo, eleita em Maro do corrente ano e

    com mandato para o trinio 2014-2016, vem

    por este meio cumprimentar V. Exas,

    desejando, desde j, um resto de ano de

    2014, cheio de sade e sucesso.

    Temos um plano de actividades e

    oramento aprovado em Assembleia Geral

    para o ano de 2014, que, entre outras

    actividades, inclui a realizao do XX

    Congresso da Causa Real (28 de Junho,

    Viana do Castelo) que muito nos honra, na

    cidade de Viana do Castelo e que

    pretendemos executar com a participao

    de todos os associados, simpatizantes e

    entidades que pretendam colaborar com o

    intuito de contribuir e ajudar a dinamizar a

    Causa Monrquica que todos ns

    abraamos convictamente.

    Atendendo necessidade imperiosa que

    temos em angariar recursos financeiros

    necessrios ao normal funcionamento da

    Real Associao, e tendo em conta que

    uma das competncias da Direco a

    cobrana de quotas, eu, em nome da

    Direco e na qualidade de Tesoureiro,

    venho por este meio solicitar a V. Exas. a

    regularizao da QUOTA DE ASSOCIADO

    REFERENTE ao ano de 2014, no valor de

    25,00 (vinte e cinco euros), por

    transferncia bancria, preferencialmente,

    para:

    Titular da Conta:

    Real Associao de Viana do Castelo

    Entidade bancria:

    Caixa de Crdito Agrcola

    Agncia:

    Ponte de Lima

    NIB:

    0045 1427 40026139242 47

    Nmero de conta:

    1427 40026139242

    Caso seja possvel, envie, por favor, e-mail

    a informar que j regularizou o pagamento

    da correspondente quota (ex:

    comprovativo), procedendo de imediato

    emisso do recibo de liquidao.

    Cordiais cumprimentos e saudaes

    monrquicas,

    Sesso das Cortes Constituintes, com Fernandes Toms em destaque

    Paula Leite Marinho Pedro Giestal Tesoureiro da RAVC

  • 7

    Nelson Mandela dizia que a educao era a maior e a mais

    poderosa das armas pelas mudanas que ela poderia causar

    na sociedade.

    Em pases como Portugal, dcadas de doutrinao ideolgica

    transmitiram em geraes inteiras vises deturpadas da

    nossa histria e do regime monrquico constitucional.

    Realidades como o direito de voto, os direitos e o respeito das

    minorias, a liberdade de imprensa e de expresso e at a

    prpria democracia passaram a ser ensinados, em muitos

    casos, como conquistas do regime republicano.

    O Projecto Educar da Causa Real tem como

    objectivo desmistificar tudo isto.

    Acreditando que o direito de pensar

    indissocivel de qualquer sociedade

    democrtica, pretende-se (in)formar com

    dados objectivos, debater ideias e

    transformar mentalidades.

    Se entendermos identidade como o processo

    pelo qual uma comunidade ou um povo com laos entre si

    toma conscincia de interesses, histria e projectos comuns

    com vista a uma melhor integrao e a um maior

    desenvolvimento desse mesmo povo ou comunidade,

    parece-nos fundamental fomentar junto dos mais jovens

    projectos e aces que promovam essa mesma tomada de

    conscincia e essa identificao com os smbolos e os

    valores nacionais.

    De uma forma pedaggica e sempre adaptada ao

    pblico-alvo d-se a conhecer a nossa histria (com os temas

    da Monarquia Repblica e Monarquia e Municipalismo,

    por exemplo), a nossa sociedade (A Identidade Portuguesa)

    e pensa-se o regime poltico presente e futuro (Cidadania,

    Democracia e regime Poltico em Portugal no sculo XXI).

    As aces, em forma de debate ou de conferncia, tm

    decorrido em escolas pblicas e privadas e iro estender-se

    j a partir do ms de Maio tambm a Cmaras Municipais e

    Juntas de Freguesia. Parece-nos muito importante reforar a

    ligao da Causa Real com os rgos do poder local,

    mantendo assim os laos histricos existentes entre o

    municipalismo e a monarquia portuguesa.

    Alm de proporcionar um conhecimento

    mais verdadeiro da histria portuguesa,

    demonstra-se a modernidade do regime

    monrquico com dados objectivos e

    actuais das monarquias constitucionais da

    Europa. O papel do rei como fora

    aglutinadora e unificadora pode ser

    decisivo e deve ser evidenciado quando

    pensamos no futuro da construo

    europeia, num cenrio de cada vez

    maiores cedncias de soberania dos estados membros.

    A Noruega, em que numa sondagem muito recentemente

    divulgada 82% da populao apoia a Famlia Real e a

    continuao do regime constitucional monrquico, um dos

    seus melhores exemplos. que esse o pas campeo de

    todos os ndices de democraticidade, igualdade,

    transparncia das instituies, liberdade de imprensa e

    desenvolvimento

    Teresa Corte-Real

    Desmistificar

    Parece-nos muito

    importante reforar a

    ligao da Causa Real

    com os rgos do poder

    local

  • 8

    Monarca do grego + uma

    palavra composta por aglutinao de

    Monos , isoladamente,

    individualmente e arqon , que

    aparta o perigo; que d segurana.

    Assim sendo, a Monarquia o poder do

    que manda sozinho, mas para dar

    segurana para afastar o perigo.

    Lembremo-nos de Juan Carlos de

    Espanha, ou do Rei dos Belgas que

    esteve dois anos sem governo. Foi o

    que aconteceu em 767 anos de histria

    nacional, desde a fundao a

    nacionalidade em 5 de Outubro de 1143

    at 5 de Outubro de 1910. Mais que

    aliado de uma nobreza que

    sempre o tentou controlar, e de

    uma burguesia repartida entre o

    deslumbre de se aliar nobreza e

    fuga do povo de onde saiu, foi no

    povo que o Rei teve o seu apoio

    efectivo, mesmo que isso

    contribusse para guerras civis

    como a crise de 1393-1395, as

    lutas liberais ou convulses sociais

    como a da restaurao da

    independncia em 1640. Os

    golpes militares, sem apoio inicial do

    povo, mas a que depois foi aderindo

    foram sempre prprios da Repblica.

    A 1. Repblica no 5 de Outubro, em

    que a burguesia de Lisboa se socorreu

    dos galegos do Largo de Cames,

    carrejes, habituados a brigas e bem

    pagos para irem para a rotunda. A 2.

    Repblica do 28 de Maio que a

    burguesia acabou por aderir, mas no

    tinha outra possibilidade dada a situao

    a que o regime tinha levado a nao.

    Acabou fora de prazo, sem se aperceber

    o que se passava sua volta no dia 25

    de Abril com outro golpe militar em que

    elementos do PCP, do MRPP, do MDP,

    Catlicos Progressistas e Monrquicos

    no identificados com o regime Estado

    Novo foram controlando algumas aces

    populares no esquecemos o homem

    do megafone em frente ao quartel do

    Carmo (Francisco Sousa Tavares) -

    culminando na grande manifestao do

    1. de Maio.

    No entanto, em Repblica, o povo e o

    seu aliado natural, o Rei, foram sempre

    postos de lado porque esta a

    governana de uma burguesia vida de

    dinheiro, que ainda no aprendeu que

    se no se aliar ao povo ser sempre

    dominada pelo poder do capital

    internacional, que a vai mandatando

    para explorar o povo, em que ambos

    acabam por no beneficiar.

    J tempo de cada um tomar o seu

    lugar: O Rei como garante das

    liberdades, o povo como seu suporte, a

    burguesia como motor do

    desenvolvimento nacional e ambos

    governando com decncia a res pblica.

    A nobreza j integrada na burguesia ou

    ao lado do povo, como exemplo dos

    valores e costumes nacionais, nos locais

    em que est implantada, para maior

    dignidade da nao. O Rei nunca esteve

    sozinho no poder, sendo o exemplo

    mais perfeito D. Joo V, que nunca

    convocou cortes o Estado no era

    ele , mas tinha mensalmente

    informadores do povo a

    levarem-lhe notcias do reino. O

    Rei foi sempre um poder

    soberano, isto , independente

    de faces.

    Nesta 3. Repblica, para

    recordarmos a independncia

    dos Chefes de Estado temos

    dois exemplos paradigmticos.

    Quando os banqueiros foram a

    correr ao Presidente Jorge Sampaio

    porque o Primeiro-ministro queria mexer

    nos seus privilgios, e a Assembleia da

    Repblica foi dissolvida. O outro do

    actual Presidente que quando era

    Primeiro-ministro foi bom aluno e agora

    apoia tudo o que contrrio ao que fez:

    As pescas, a agricultura, a indstria, a

    bolsa

    O Povo e o Rei

    Carlos Lamas Pacheco

  • 9

  • 10

    Reis de Portugal

    D. Afonso Henriques

    Nascimento

    25 de Julho (?) de 1109, em Guimares, Coimbra ou Viseu

    Morte

    6 de Dezembro de 1185 (76 anos), em Coimbra, onde est

    sepultado no Mosteiro de Santa Cruz

    Reinado

    05 de Dezembro de 1143 6 de Dezembro de 1185

    Coroao

    1 de Novembro (?) de 1139

    Consorte

    D. Mafalda de Saboia

    Dinastia

    Borgonha

    Cognome

    O Conquistador

    Filhos D. Henrique, D. Mafalda, D. Urraca, D. Sancha, D. Sancho I, D. Joo, D. Teresa, D. Urraca, D. Teresa, D. Fernando, D. Pedro

    Pai

    D. Henrique de Borgonha

    Me

    D. Teresa de Leo

  • 11

    POETAS MONRQUICOS PORTUGUESES (1)

    ALFREDO PIMENTA

    NA PASSAGEM DO

    PRIMEIRO CENTENRIO

    DO SEU NASCIMENTO

    Ao cumprir-se o primeiro Centenrio do

    Nascimento de Alfredo Pimenta, creio vir

    a propsito, numa publicao

    confessamente monrquica, algumas

    palavras, se no sobre o historiador e

    doutrinador, to admirvel na

    profundidade e argcia dos seus

    trabalhos (e s porque tal tarefa no se

    encontra ao alcance da minha

    competncia cultural), ao menos sobre o

    poeta que ele soube ser at ao findar dos

    seus dias.

    Publicou Alfredo Pimenta, de 1904 a

    1941, onze obras em verso, tendo,

    todavia, a partir de 1912, com o seu

    terceiro livro de poesia, Na Torre do

    Iluso, repudiado os dois primeiros, Eu e

    Para a minha Filha, pela violncia do seu

    anarquismo, em que, ento, esbracejava,

    pois o pensador s em 1915 faz a sua

    profisso de f monrquica.

    Atiradas, assim, desprezivelmente, para

    o esconso das inutilidades, aquelas rimas

    anticlericais e imbudas de um socialismo

    algo ingnuo, bebido, em termos

    literrios, qui na fonte inquinada de

    certa musa junqueiriana, Pimenta elege,

    para forma e temtica dos seus poemas,

    uma Escola em vias de extino, at

    entre ns: a Decadentista que, na

    inspirao portuguesa, tivera acolhimento

    em obras de Eugnio de Castro, Jlio

    Dantas, Henrique de Vasconcelos, e

    enlanguescera e doirara, alm-fronteiras,

    as vozes esteticistas de scar Wilde, D'

    Annunzio e Ruben Dario (o triunvirato

    que Alfredo Pimenta toma como seu

    mestre incontestvel).

    Ei-lo, pois, celebrando, em versos de

    longas cadncias (foi ele quem introduziu

    na nossa Poesia os versos de dezanove

    slabas, que decerto conheceu nos

    poemas do latino-americano Jos

    Asuncin Silva), os cenrios peculiares

    aos decadentistas: parques nevoentos,

    onde refulgem paves, e onde, nos lagos

    de guas lisas, deslizam cisnes

    hierticos; castelos em runas, de

    empoeiradas salas, onde antigos

    relgios suspiram o tempo, e onde em

    jarras de fino cristal, emurchecem as

    rosas. A humanidade que povoa parques

    e palcios quase apenas composta de

    princesas de mos longas, "brancas de

    bruma", esplendorosas de jias raras. E o

    poeta que tudo isto canta um ser

    vibrtil, doente de enfados, de cansaos

    d'alma, de vagos tdios e vagos sonhos

    requintados.

    Este esteticismo exacerbado, este

    aristocrtico desdm pelo mundo real

    contrasta sobremaneira com a actividade

    intensa e fulminante de doutrinador

    poltico, de enrgico polemista, a que

    Alfredo Pimenta, ao mesmo tempo, se

    entregava. A justificao do aparente

    paradoxo o escritor que no-la d, num

    texto datado de 1916:

    As minhas afirmaes estticas, aquilo

    que eu possa produzir no campo da arte,

    nada tem que ver com as minhas

    concepes filosficas ou as minhas

    crenas religiosas ou os princpios

    morais. A obra de arte s: no deve

    reflectir mais do que exclusivos

    propsitos de Beleza."

    Ter sido sempre fiel a estes preceitos, o

    poeta Alfredo Pimenta? Na esmagadora

    maioria dos seus versos, foi. Porque,

    como disse: Em arte, impenitente enfant-

    gat,/Brinco, sorrio, delicio, gozo". No

    entanto, abriu, no seu derradeiro livro de

    poemas, ltimos Ecos de um Violino

    Partido, algumas excelentes excepes.

    E todas elas para afirmar a convico do

    seu monarquismo. So, precisamente,

    tais excepes, que no excluem o Culto

    da beleza e perfeies formais, que eu

    quero, aqui, revelar. Foi o soneto quem

    mereceu ao poeta a honra da ideia. So

    quatro, disseminados entre outros que

    glosam os habituais motivos da Escola

    grata a Alfredo Pimenta. Embora no se

    apresentem por esta ordem em que os

    lembrarei, julgo, todavia, ser o melhor

    que lhes quadra, em conjunto.

    Comecemos pelo soneto

    incontestavelmente dirigido a Salazar

    ("Mestre de fazer Naus" , to vulgarizada

    a expresso "Nau do Estado", para

    significar o governo de um pas); a

    Salazar que Pimenta prezava e cuja

    aco defendia com a sua pujante

    inteligncia. Data de 1941, quando

    Portugal ainda escutava, orgulhoso e

    deslumbrado, os ecos das

    Comemoraes do Duplo-Centenrio da

    sua nacionalidade: "Entregaram-lhe a

    Nau desmantelada/E custa de

    trabalhos colossais,/Ele tem-na j quase

    restaurada,/ E capaz de afrontar os

    temporais.// O que lhe falta pouco,

    quase nada... Faltava-lhe, pensa o

    poeta, o Arrais, ou seja o Rei que a

    governe, dominando tormentas, "as

    ondas do mar alto". E, por isso, logo

    avisa o "Mestre" : "( . .. ) toma cautela!

    ( ... )//No entregues seu leme a Arrais a

    prazo./No confies a Nau a Anais de

    acaso,/Que Arrais de acaso, os no

    tolera o Mar."

    Infelizmente para o pas, o " Mestre" no

    escutou a lucidssima, proftica

    advertncia, e foi escolhendo, para a Nau

    "quase restaurada", vrios "Arrais a

    prazo". E., hoje, a Nau, mais

    desmantelada ainda pelo Mar iroso, est

    condenada (at quando?) a suportar os

    "Arrais de acaso".

    O segundo soneto escreveu-o a

    saudade, em Novembro de 1940, quando

    S.A.R. a Senhora Infanta D. Filipa, irm

    de EI-Rei D. Duarte II, visitou Portugal ,

    em representao da Serenssima

  • Ficha Tcnica TTULO: Real Gazeta do Alto Minho

    PROPRIEDADE: Real Associao de Viana do Castelo

    PERIODICIDADE: Trimestral DIRECTOR: Jos Anbal Marinho Gomes REDACTOR: Porfrio Silva WEB: www.realviana.pt E-MAIL: [email protected]

    REAL ASSOCIAO DE VIANA DO CASTELO Casa de Santiago Barrosa Arcozelo 4990-253 PONTE DE LIMA (morada para correspondncia)

    Famlia de Bragana, para

    partilhar, a convite oficial, do

    jbilo das Comemoraes

    Centenrias. Esteve instalada

    nas dependncias do Palcio

    Real de Queluz, preparado pelo

    Governo para esse fim, onde,

    como historia Caetano Beiro,

    "recebeu os cumprimentos de

    Ministros, autoridades, Senhor

    Cardeal Patriarca, e centenas

    de pessoas de todas as

    categorias sociais que

    prestaram homenagem

    augusta representante da

    Famlia Real, Portuguesa. E

    dizem os versos: "No Palcio

    Real, tudo mudou,/Com o

    regresso pblico da Ausente./O

    pavilho Real se desfraldou,//

    Majestoso, simblico,

    imponente!".

    Ante a presena nobilssima da

    princesa, no solo portugus, a

    saudade do poeta e a do povo

    volvem-se em esperana, "a

    esperana total de uma certeza"

    e a f na instaurao

    monrquica mais viva lhes

    acalenta os coraes, como um

    radioso Sol: "O Sol da nossa F

    (que) alto se ergueu!"

    O terceiro soneto foi composto,

    ao que parece, no Ano-Novo de

    1941, e dirigido a S.M, o

    Senhor D. Duarte II: Senhor,

    mais um ano, este Ano-Novo,/

    Que passais nesse Exlio e

    solido". Tal ausncia comove,

    fundo, a alma do poeta que v,

    assim, a "Ptria orfandada, um

    lar abandonado", e, o que

    pior: "Nau sem piloto de piloto

    nado". Mas o ltimo terceto

    alberga, como no soneto

    anterior, o vigor de uma

    esperana: "Queira Deus que

    depressa regresseis, /E ajudado

    por Deus, nos ajudeis/A

    voltarmos a ser o que j fomos!"

    Remata este extraordinrio

    conjunto um soneto que, pela

    veemncia do repto, pela (ai de

    ns!) actualidade pela beleza

    viril da expresso, pela justeza

    do conselho, dever ser

    transcrito na ntegra. Dedicou-o

    Alfredo Pimenta quela

    Mocidade transviada que ele via

    seguir a bandeira verde-rubra e

    rumar a um oriente marxista;

    no a outra, a Mocidade

    Portuguesa de 1939 (data do

    soneto), a quem deram por

    smbolo a bandeira de D. Joo I

    e ensinaram a glorificar os feitos

    imortais da nossa Histria

    " Mocidade, de culpas inocente,

    Mocidade que passas, transviada

    Na esteira da bandeira hoje existente

    Que simboliza a Ptria atraioada.

    Mocidade, Mocidade ardente,

    Alto! Faz alto! outra a tua estrada

    Outro o rumo do lmpido oriente

    Pra onde deves ser encaminhada.

    Ouve as minhas palavras! E que a glria

    Dos feitos imortais da nossa Histria

    Teus passos guie, em marcha triunfal!

    A Repblica exiu duma traio,

    Para sujeitar a indigna escravido

    A alma senhoril de Portugal!"

    Que estas palavras, de hoje

    como de ento, faam vibrar o

    corao da nossa juventude e

    iluminar-lhe o pensamento e

    fortalecer-lhe o querer,

    indicando-lhe o caminho certo e

    firme do futuro da Ptria. Estes,

    os votos do poeta monrquico

    Alfredo Pimenta que, para no-

    los deixar, numa mensagem

    magnfica, venceu a futilidade

    dos seus versos ("Que os meus

    versos so fteis! - mas

    ningum//Melhor do que eu o

    sabe e os quer assim. " ),

    trocando a Arte pela Arte, que

    serviu primorosamente, por uma

    poesia de grave interveno

    visando um Portugal Maior.

    (1) publicado no Jornal Monarquia Portuguesa, n. 4, pg. 9., 1982.

    Sendo um dos objectivos da Real Gazeta do Alto Minho a divulgao da Cultura Portuguesa, nada melhor para iniciar um projecto de divulgao cultural, do que a publicao de uma srie de biografias sobre Poetas Monrquicos Portugueses.

    Nos termos estatutrios e demais disposies regulamentares da Causa Real, venho convocar todas as Reais Associaes integrantes da Causa Real, bem assim como os demais membros que constituem os rgo Sociais da Causa Real, para o XX Congresso da Causa Real que se realiza no auditrio do Instituto Politcnico de Viana do Castelo, sito na Praa General Barbosa em Viana do Castelo no prximo Sbado, dia 28 de Junho, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

    09h00 Credenciao dos Congressistas

    10h00 Abertura e verificao de qurum

    - Apreciao do Relatrio e Contas para 2013;

    - Ratificao do Registo dos Estatutos da Causa Real;

    - Outros assuntos.

    11h00 Coffee-break

    11h15 Recomeo dos trabalhos

    12h30 Intervalo para almoo (livre)

    14h00 Colquio e debate sobre Perspectivas para o Futuro dos antigos Presidentes da Causa Real

    16h15 Coffeebreak

    16h45 Colquio sobre o Municipalismo com a participao do Doutor Antnio de Matos Reis e a Doutora Ana Slvia Albuquerque, e debate com a presena das foras vivas da regio

    18h15 Encerramento do Congresso.

    Se hora marcada para o incio do Congresso no estiver presente metade dos seus membros, nos termos previstos estatutariamente, este reunir em segunda convocao meia hora depois com qualquer nmero de membros presentes.

    Porto, 26 de Maio de 2014

    O Presidente da Mesa do Congresso

    XX Congresso da Causa Real Local: Instituto Politcnico de Viana do Castelo

    Data: Sbado, 28 de Junho de 2014

    Tema: Ventos do Futuro

    Antnio Manuel Couto Viana