Redes - Guia Completo

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  • Guia completo de Redes 2 ed. - Carlos E. Morimoto http://www.guiadohardware.net

    Direitos Autorais

    Este e-book foi escrito por Carlos E. Morimoto ([email protected]) e vendidoatravs do Guia do Hardware, no endereo http://www.guiadohardware.net. Apesar de estar em formato digital, este livro no de livre distribuio; vendido por um preosimblico de 5 reais por cpia atravs do prprio autor. Se voc adquiriu este livro de algumaoutra forma, por favor, seja honesto e registre sua cpia. No vai doer nada, basta enviar os cinco reais para o endereo abaixo, via carta ou vale postal.Fazendo isso, voc estar prestigiando o trabalho do autor e contribuindo para o surgimento deoutros trabalhos como este.

    Carlos Eduardo Morimoto da SilvaAv. Silvio Barbosa da Silveira 406

    Jd. Rosa de Frana

    Direitos Autorais

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    2 Edio

    Carlos E. Morimotohttp://www.guiadohardware.net

  • Guia completo de Redes 2 ed. - Carlos E. Morimoto http://www.guiadohardware.net

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    Este e-book foi escrito por Carlos E. Morimoto ([email protected]) e vendidoatravs do Guia do Hardware, no endereo http://www.guiadohardware.net. Apesar de estar em formato digital, este livro no de livre distribuio; vendido por um preosimblico de 5 reais por cpia atravs do prprio autor.

    Esta uma edio especial e exclusiva para a Editora Magister, um brinde que parteintegrante da sua revista favorita

    Para conhecer outros e-books como este, visite o Guia do Hardware, no endereo:

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  • Guia completo de Redes 2 ed. - Carlos E. Morimoto http://www.guiadohardware.net

    ndice geralDireitos Autorais................................................................................................................................2Conhea o Guia do Hardware.net...................................................................................................3Prefcio................................................................................................................................................7Porque ligar micros em rede?............................................................................................................8

    Compartilhando arquivos.................................................................................................8Compartilhando perifricos..............................................................................................9Sistema de mensagens e agenda de grupo........................................................................9Jogos em Rede.............................................................................................................10

    Como as redes funcionam..............................................................................................................10Placas de Rede.............................................................................................................10Cabos..........................................................................................................................11Topologias....................................................................................................................11Arquiteturas.................................................................................................................12Protocolos....................................................................................................................13Recursos......................................................................................................................13N.O.S..........................................................................................................................14

    Cabeamento......................................................................................................................................15Cabo coaxial.................................................................................................................15Cabo de par tranado....................................................................................................18Par tranado x Coaxial...................................................................................................23Fibra ptica..................................................................................................................24Redes de energia x Redes telefnicas..............................................................................25

    Placas de Rede..................................................................................................................................26Hubs...................................................................................................................................................28

    Hubs Inteligentes.........................................................................................................28Conectando Hubs..........................................................................................................29

    Repetidores.......................................................................................................................................29Crescendo junto com a rede...........................................................................................................2910 ou 100?.........................................................................................................................................30Bridges, Roteadores e Gateways....................................................................................................31

    Bridges (pontes)...........................................................................................................31Como funcionam os Bridges? .........................................................................................31Roteadores (routers).....................................................................................................32Ns de interconexo......................................................................................................33

    Arquiteturas de rede.........................................................................................................................34Topologias Lgicas........................................................................................................35Redes Ethernet.............................................................................................................35Pacotes........................................................................................................................37Redes Token Ring.........................................................................................................38Redes Arcnet................................................................................................................40

    Ponto a ponto x cliente - servidor.................................................................................................41Cliente - servidor..........................................................................................................41Servidores de disco.......................................................................................................42Servidores de arquivos..................................................................................................43Ponto a ponto...............................................................................................................43

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    Servidores no dedicados..............................................................................................43Impressoras de rede.....................................................................................................44

    Protocolos.........................................................................................................................................44Camadas da rede..........................................................................................................45NetBEUI.......................................................................................................................45IPX/SPX.......................................................................................................................46DLC.............................................................................................................................46TCP/IP.........................................................................................................................47

    Endereamento IP...........................................................................................................................48Mscaras complexas......................................................................................................51Usando o DHCP.............................................................................................................55Defaut Gateway............................................................................................................57Servidor DNS...............................................................................................................57Servidor WINS..............................................................................................................57Redes Virtuais Privadas.................................................................................................58

    Configurando uma estao de trabalho com o Windows 98.....................................................58Instalando a placa de rede.............................................................................................59Protocolos e servios de rede.........................................................................................59Configurando uma rede ponto a ponto.............................................................................59Configuraes...............................................................................................................61Logando-se na rede.......................................................................................................65Compartilhando recursos...............................................................................................65Acessando discos e pastas compartilhados.......................................................................68Acessando impressoras de rede .....................................................................................69Compartilhamentos ocultos............................................................................................71

    Compartilhar a conexo com a Internet usando o ICS..............................................................71Compartilhar a conexo no Windows 2000 Professional.....................................................72Compartilhar a conexo no Windows 98 SE......................................................................73ICS com IP fixo.............................................................................................................74Detalhes sobre o ICS.....................................................................................................75

    Compartilhar a conexo usando o Analog-X Proxy...................................................................76Acessando um Servidor Windows 2000 ou Windows NT ........................................................80Acessando um Servidor Novell NetWare.....................................................................................82Conectando-se a uma VPN............................................................................................................85Segurana na Internet......................................................................................................................86

    Como so feitas as invases...........................................................................................86Como se proteger ........................................................................................................88Trojans........................................................................................................................88Bugs ...........................................................................................................................89Portas TCP abertas........................................................................................................90Roubo de dados e senhas..............................................................................................91Antivrus......................................................................................................................91Firewalls e portas TCP...................................................................................................92

    Dicas para tornar seu Windows 2000 um sistema seguro..........................................................96O bsico......................................................................................................................96As dicas.......................................................................................................................98TCP/IP.........................................................................................................................98Contas.......................................................................................................................100

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    Servios.....................................................................................................................100Teste sua segurana....................................................................................................101Patches .....................................................................................................................103O bom e velho firewall.................................................................................................104Spywares...................................................................................................................106

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    Prefcio

    As redes vem sendo cada vez mais utilizadas, no apenas em grandes empresas, mas empequenos escritrios, ou mesmo em casa. A demanda por profissionais qualificados nestemercado vem tornando-se cada vez maior e as remuneraes no so nada ruins. Mesmo quevoc no pretenda tornar-se um especialista em redes, possuir pelo menos os conhecimentosbsicos ir ajudar bastante sua carreira profissional. Se voc j trabalha como tcnico poderagora oferecer mais um servio a seus clientes.

    Montar e configurar redes pequenas e mdias uma tarefa surpreendentemente simples. Oobjetivo deste livro lhe dar todo o conhecimento necessrio para montar redes de pequenoporte, como as usadas em casas e escritrios, incluindo compartilhamento da mesma conexo Internet, configurao de endereos IP, etc. Porm, tambm so abordados tpicos maisavanados, como a configurao de mscaras de sub-rede complexas, criao de redes virtuais,etc. que lhe daro uma boa idia de como montar redes mais complexas. Apesar do assuntoparecer bastante tcnico, procurei usar uma linguagem os mais didtica possvel, abordandotodos os detalhes, porm sem cair no tecnismo, a mesma linguagem que uso em meus outroslivros

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    Porque ligar micros em rede?

    A partir do momento em que passamos a usar mais de um micro, seja dentro de uma empresa,escritrio, ou mesmo em casa, fatalmente surge a necessidade de transferir arquivos eprogramas, compartilhar a conexo com a Internet e compartilhar perifricos de uso comumentre os micros. Certamente, comprar uma impressora, um modem e um drive de CD-ROM paracada micro e ainda por cima, usar disquetes, ou mesmo CDs gravados para trocar arquivos, no a maneira mais produtiva, nem a mais barata de se fazer isso. A melhor soluo na grande maioria dos casos tambm a mais simples: ligar todos os microsem rede. Montar e manter uma rede funcionando, tem se tornado cada vez mais fcil e barato.Cada placa de rede custa apartir de 35 reais, um Hub simples, 10/10 pode ser encontrado por100 reais, ou at um pouco menos, enquanto 10 metros de cabo de par tranado no custammais do que 6 ou 8 reais. Se voc mesmo for fazer o trabalho, ligar 10 micros em rede, custaria entre 500 e 800 reais,usando cabos de par tranado e um hub e placas 10/100 em todos os micros. Com a rede funcionando, voc poder compartilhar e transferir arquivos, compartilhar a conexocom a Internet, assim como compartilhar impressoras, CD-ROMs e outros perifricos, melhorar acomunicao entre os usurios da rede atravs de um sistema de mensagens ou de uma agendade grupo, jogar jogos em rede, entre vrias outras possibilidades.

    Compartilhando arquivos

    Num grupo onde vrias pessoas necessitem trabalhar nos mesmos arquivos (dentro de umescritrio de arquitetura, por exemplo, onde normalmente vrias pessoas trabalham no mesmodesenho), seria muito til centralizar os arquivos em um s lugar, pois assim teramos apenasuma verso do arquivo circulando pela rede e ao abri-lo, os usurios estariam sempretrabalhando com a verso mais recente. Centralizar e compartilhar arquivos tambm permite economizar espao em disco, j que aoinvs de termos uma cpia do arquivo em cada mquina, teramos uma nica cpia localizada noservidor de arquivos. Com todos os arquivos no mesmo local, manter um backup de tudotambm torna-se muito mais simples. Simplesmente ligar os micros em rede, no significa que todos tero acesso a todos os arquivosde todos os micros; apenas arquivos que tenham sido compartilhados, podero ser acessados. Ese por acaso apenas algumas pessoas devam ter acesso, ou permisso para alterar o arquivo,basta proteg-lo com uma senha (caso esteja sendo usado o Windows 95/98) ou estabelecerpermisses de acesso, configurando exatamente o que cada usurio poder fazer (caso estejausando Windows 2000, XP, Linux, Netware, ou outro sistema com este recurso).

    Alm de arquivos individuais, possvel compartilhar pastas ou mesmo, uma unidade de discointeira, sempre com o recurso de estabelecer senhas e permisses de acesso.

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    A sofisticao dos recursos de segurana variam de acordo com o sistema operacional utilizado.No Windows 98 as nicas formas de segurana so pastas ocultas e senhas. Usando um servidorWindows NT, 2000 ou Linux voc ter disposio configuraes muito mais complexas, comogrupos de usurios ou de domnios, vrios nveis de acesso, etc., mas em compensao ter emmos um sistema muito mais difcil de configurar. Ao longo deste livro iremos analisar os pontosfortes e fracos dos principais sistemas de rede.

    A Internet nada mais do que uma rede em escala mundial. Se por exemplo voc abrir ocone redes no painel de controle, instalar o compartilhamento de arquivos e impressoraspara redes Microsoft e compartilhar suas unidades de disco, sem estabelecer uma senha deacesso, qualquer um que saiba localizar seu micro enquanto estiver conectado, ter acessoirrestrito a todos os seus arquivos, j que eles esto compartilhados com a rede (no caso aInternet inteira).

    Compartilhando perifricos

    Da mesma maneira que compartilhamos arquivos, podemos tambm compartilhar perifricos,permitindo a qualquer micro da rede imprimir na impressora ligada ao micro 2, ler um CD queest no drive do micro 4, ou mesmo compartilhar a mesma conexo Internet estabelecidaatravs do modem instalado no micro 7. Como no caso dos arquivos, possvel estabelecer senhas e permisses de acesso para evitar,por exemplo, que a Maria do micro 5 use a impressora Laser para imprimir seus rascunhos, aoinvs de usar a matricial.

    Sistema de mensagens e agenda de grupo

    Um sistema que permita enviar mensagens a outros usurios da rede, pode parecer intil numapequena rede, mas numa empresa com vrias centenas de micros, divididos entre vriosandares de um prdio, ou mesmo entre cidades ou pases diferentes, pode ser muito til paramelhorar a comunicao entre os funcionrios. Alm de texto (que afinal de contas pode sertransmitido atravs de um e-mail comum) possvel montar um sistema de comunicao vivavoz, ou mesmo de vdeo conferncia, economizando o dinheiro que seria gasto com chamadastelefnicas. Estas chamadas podem ser feitas tanto dentro da rede interna da empresa, quanto a outrasfiliais, localizadas em outras cidades ou mesmo outros pases, via Internet. Este um recursoem moda atualmente, o famoso voz sobre IP, que vem atraindo a ateno at mesmo daempresas de telefonia, pois torna as chamadas muito mais baratas do que so atravs dosistema comutado atual.

    Via Internet, uma chamada para o Japo no custaria mais do que uma chamada local comum,muito pouco. O maior problema estabelecer links rpidos o suficiente para manter uma boa

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    qualidade.

    Outro recurso til seria uma agenda de grupo, um programa que mantm a agenda de todos ouusurios e pode cruzar os dados sempre que preciso; descobrindo por exemplo um horrio emque todos estejam livres para que uma reunio seja marcada.

    Jogos em Rede

    Mais um recurso que vem sendo cada vez mais utilizado, so os jogos multiplayer como Quake 3e Diablo II que podem ser jogados atravs da rede. A maior vantagem neste caso, que acomunicao permitida pela rede muito mais rpida que uma ligao via modem, evitando ofamoso LAG, ou lentido, que tanto atrapalha quando jogamos os mesmos jogos via Internet.

    Em geral, depois de configurada a rede, a configurao dentro do jogo bastante simples, bastaverificar quais protocolos de rede so suportados. Atualmente, a maioria dos jogos suportamultiplayer via TCP/IP. No apenas os jogos, mas vrios outros recursos, como ocompartilhamento de conexo s funcionaro com este protocolo. Apenas alguns jogos antigos,como o Warcraft II exigem IPX/SPX, ou mesmo o uso de um cabo serial.

    No Diablo II por exemplo, basta acessar a opo Multiplayer Game. Configure o PC mais rpidocomo host, ou seja, quem ir sediar o jogo e permitir a conexo dos outros PCs. Nos demais,basta escolher a opo de conectar-se ao host e fornecer seu (do host) endereo IP, configuradonas propriedades da conexo de rede, como por exemplo 192.168.0.1

    Como as redes funcionam

    Genericamente falando, existem dois tipos de rede, chamadas LAN e WAN. A diferena queenquanto uma LAN (local area network, ou rede local) uma rede que une os micros de umescritrio, prdio, ou mesmo um conjunto de prdios prximos, usando cabos ou ondas de rdio,uma WAN (wide area network, ou rede de longa distncia) interliga micros situados em cidades,pases ou mesmo continentes diferentes, usando links de fibra ptica, microondas ou mesmosatlites. Geralmente uma WAN formada por vrias LANs interligadas: as vrias filiais de umagrande empresa por exemplo.

    Placas de Rede

    O primeiro componente de uma rede justamente a placa de rede. Alm de funcionar como ummeio de comunicao, a placa de rede desempenha vrias funes essenciais, como a verificaoda integridade dos dados recebidos e a correo de erros. A placa de rede dever ser escolhidade acordo com a arquitetura de rede escolhida (Ethernet ou Token Ring) e tambm de acordocom o tipo de cabo que ser usado.

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    Atualmente, as placas mais comuns so as placas Ethernet 10/100, que utilizam cabos de partranado e vem em verso PCI:

    Placa de rede Fast Ethernet (cortesia da 3com)

    Cabos

    Para haver comunicao entre as placas de rede necessrio algum meio fsico de comunicao.Apesar dos cabos de cobre serem de longe os mais utilizados, podemos tambm usar fibra pticaou mesmo ondas de rdio. Em matria de cabos, os mais utilizados so os cabos de partranado, cabos coaxiais e cabos de fibra ptica. Cada categoria tem suas prprias vantagens elimitaes, sendo mais adequado para um tipo especfico de rede. Os cabos coaxiais permitemque os dados sejam transmitidos atravs de uma distncia maior que a permitida pelos cabos depar tranado sem blindagem (UTP), mas por outro, lado no so to flexveis e so mais carosque eles. Os cabos de fibra ptica permitem transmisses de dados a velocidades muito maiorese so completamente imunes a qualquer tipo de interferncia eletromagntica, porm, so muitomais caros e difceis de instalar, demandando equipamentos mais caros e mo de obra maisespecializada. Apesar da alta velocidade de transferncia, as fibras ainda no so uma boa opopara pequenas redes devido ao custo.

    Cabo de par tranado e cabo coaxial

    Topologias

    Temos em seguida, a topologia da rede, ou seja, de que forma os micros so interligados. Comoquase tudo em computao, temos aqui uma diviso entre topologias fsicas e topologias lgicas.

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    A topologia fsica a maneira como os cabos conectam fisicamente os micros. A topologialgica, por sua vez, a maneira como os sinais trafegam atravs dos cabos e placas de rede. Asredes Ethernet, por exemplo, usam uma topologia lgica de barramento, mas podem usartopologias fsicas de estrela ou de barramento. As redes Token Ring, por sua vez, usam umatopologia lgica de anel, mas usam topologia fsica de estrela. No se preocupe pois vamos vertudo com detalhes mais adiante :-) Temos trs tipos de topologia fsica, conhecidas como topologia de barramento, de estrela e deanel. A topologia de barramento a mais simples das trs, pois nela um PC ligado ao outro,usando cabos coaxiais. Na topologia de estrela, os micros no so ligados entre s, mas sim a umhub, usando cabos de par tranado. O Hub permite que todos os micros conectados se vejammutuamente. Finalmente temos a topologia de anel, onde apenas um cabo passa por todos osmicros e volta ao primeiro, formando um anel fechado. A topologia de anel fsico praticamenteapenas uma teoria, pois seria complicado e problemtico demais montar uma rede deste tipo naprtica. Sempre que ouvir falar em uma rede com topologia de anel, pode ter certeza que naverdade se trata de uma rede Token Ring, que usa uma topologia de anel lgico, mas que aomesmo tempo usa topologia fsica de estrela.

    Topologias fsicas de barramento (acima esquerda), de estrela (acima) e de anel (aolado).

    Arquiteturas

    Ethernet, Token Ring e Arcnet so trs arquiteturas de rede diferentes, que exigem placas derede diferentes, e possuem exigncias diferentes a nvel de cabeamento, que iremos examinarmais adiante.

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    Uma arquitetura de rede define como os sinais iro trafegar atravs da rede. Todo o trabalho feito de maneira transparente pela placa de rede, que funciona de maneira diferente de acordocom a arquitetura para a qual tenha sido construda. Por isso, existem tanto placas de rede padro Ethernet, quanto padro Token Ring e Arcnet. Umavez que decida qual arquitetura de rede ir utilizar, voc ter que usar apenas placascompatveis com a arquitetura: 30 placas Ethernet para os 30 micros da rede, por exemplo.

    Claro que atualmente as redes Ethernet so de longe as mais usadas, mas nem por isso vamosdeixar de conhecer as opes.

    Protocolos

    Cabos e placas de rede servem para estabelecer uma ligao fsica entre os micros, a fim depermitir a transmisso de dados. Os protocolos, por sua vez, constituem um conjunto de padresusados para permitir que os micros falem a mesma lngua e possam se entender. Os protocolosmais usados atualmente so o TCP/IP (protocolo padro na Internet), NetBEUI e IPX/SPX. Podemos fazer uma analogia com o sistema telefnico: veja que as linhas, centrais, aparelhos,etc. servem para criar uma ligao que permite a transmisso de voz. Mas, para que duaspessoas possam se comunicar usando o telefone, existem vrios padres. Por exemplo, parafalar com um amigo voc discar seu nmero, ele atender e dir al para mostrar que est nalinha. Vocs se comunicaro usando a lngua Portuguesa, que tambm um conjunto de cdigose convenes e, finalmente, quando quiser terminar a conversa, voc ir despedir-se e desligar otelefone. Os protocolos de rede tm a mesma funo: permitir que um pacote de dados realmente chegueao micro destino, e que os dados sejam inteligveis para ele. Para existir comunicao, precisoque todos os micros da rede utilizem o mesmo protocolo (voc nunca conseguiria comunicar-secom algum que falasse Chins, caso conhecesse apenas o Portugus, por exemplo). possvel instalar vrios protocolos no mesmo micro, para que ele torne-se um poliglota epossa se entender com micros usurios de vrios protocolos diferentes. Se voc usa o protocoloNetBEUI em sua rede, mas precisa que um dos micros acesse a Internet (onde e utilizado oprotocolo TCP/IP), basta instalar nele os dois protocolos. Assim ele usar o TCP/IP para acessar aInternet e o NetBEUI para comunicar-se com os outros micros da rede. Dentro do Windows 98,voc pode instalar e desinstalar protocolos atravs do cone redes no painel de controle.

    Existe apenas um pequeno problema em usar vrios perifricos no mesmo micro que umapequena perda de desempenho, j que ele ter de lidar com mais solicitaes simultneas, porisso recomendvel manter instalados apenas os protocolos que forem ser usados. De qualquerforma, conforme os PCs vem tornando-se mais rpidos, esta queda vem tornando-se cada vezmenos perceptvel.

    Recursos

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    Tudo que compartilhado atravs da rede, seja um arquivo, um CD-ROM, disco rgido ouimpressora, chamado de recurso. O micro que disponibiliza o recurso chamado de servidor ouhost, enquanto os micros que usam tal recurso so chamados de clientes, ou guests. Talvez otipo mais conhecido (e mais obsoleto) de rede cliente-servidor, sejam as antigas redes baseadasem mainframes e terminais burros, onde todo o processamento era feito no servidor, enquantoos terminais funcionavam apenas como interfaces de entrada e sada de dados. Num conceito mais moderno, existem vrios tipos de servidores: servidores de disco (quedisponibilizam seu disco rgido para ser usado por estaes sem disco rgido, mas com poder deprocessamento), servidores de arquivos (que centralizam e disponibilizam arquivos que podemser acessados por outros micros da rede), servidores de fax (que cuidam da emisso e recepode faxes atravs da rede), servidores de impresso (que disponibilizam uma impressora) e assimpor diante. Dependendo do seu poder de processamento e de como estiver configurado, umnico micro pode acumular vrias funes, servindo arquivos e impressoras ao mesmo tempo,por exemplo. Existem tambm servidores dedicados e servidores no-dedicados. A diferena que enquantoum servidor dedicado um micro reservado, um servidor no dedicado um micro qualquer,que usado normalmente, mas que ao mesmo tempo disponibiliza algum recurso. Se voc tem5 micros numa rede, todos so usados por algum, mas um deles compartilha uma impressora eoutro disponibiliza arquivos, temos dois servidores no dedicados, respectivamente de impressoe de arquivos. Outro vocbulo bastante usado no ambiente de redes o termo estao de trabalho. Qualquermicro conectado rede, e que tenha acesso aos recursos compartilhados por outros micros darede, recebe o nome de estao de trabalho. Voc tambm ouvir muito o termo n de rede.Um n qualquer aparelho conectado rede, seja um micro, uma impressora de rede, umservidor ou qualquer outra coisa que tenha um endereo na rede.

    N.O.S.

    Finalmente chegamos ao ltimo componente da rede, o NOS, ou Network Operational System.Qualquer sistema operacional que possa ser usado numa rede, ou seja, que oferea suporte redes pode ser chamado de NOS. Temos nesta lista o Windows 3.11 for Workgroups, o Windows95/98, Windows NT, Windows 2000, Novell Netware, Linux, Solaris, entre vrios outros. Cadasistema possui seus prprios recursos e limitaes, sendo mais adequado para um tipo especficode rede.

    Hoje em dia, os sistemas mais usados como servidores domsticos ou em pequenas empresasso o Windows 2000 Server (ou NT Server) e o Linux, que vem ganhando espao. O maisinteressante que possvel misturar PCs rodando os dois sistemas na mesma rede, usando oSamba, um software que acompanha a maior parte das distribuies do Linux que permite quetanto uma mquina Linux acesse impressoras ou arquivos de um servidor Windows, quanto queum servidor Linux substitua um servidor Windows, disponibilizando arquivos e impressoras paraclientes rodando Windows.

    O Samba no to fcil de configurar quanto os compartilhamentos e permisses de acesso do

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    Windows, mas em termos de funcionalidade e desempenho no deixa nada a desejar. Voc podeencontrar maiores informaes sobre ele no http://www.samba.org/

    Cabeamento

    At agora tivemos apenas uma viso geral sobre os componentes e funcionamento das redes.Vamos agora estudar tudo com mais detalhes, comeando com os sistemas de cabeamento quevoc pode utilizar em sua rede.

    Como j vimos, existem trs tipos diferentes de cabos de rede: os cabos coaxiais, cabos de partranado e os cabos de fibra ptica.

    Cabo coaxial

    Os cabos coaxiais so cabos constitudos de 4 camadas: um condutor interno, o fio de cobre quetransmite os dados; uma camada isolante de plstico, chamada de dieltrico que envolve o cabointerno; uma malha de metal que protege as duas camadas internas e, finalmente, uma novacamada de revestimento, chamada de jaqueta.

    Se voc envolver um fio condutor com uma segunda camada de material condutor, a camadaexterna proteger a primeira da interferncia externa. Devido a esta blindagem, os caboscoaxiais (apesar de ligeiramente mais caros que os de par tranado) podem transmitir dados adistncias maiores, sem que haja degradao do sinal. Existem 4 tipos diferentes de caboscoaxiais, chamados de 10Base5, 10Base2, RG-59/U e RG-62/U O cabo 10Base5 um tipo mais antigo, usado geralmente em redes baseadas em mainframes.Esta cabo muito grosso, tem cerca de 0.4 polegadas, ou quase 1 cm de dimetro e por isso muito caro e difcil de instalar devido baixa flexibilidade. Outro tipo de cabo coaxial poucousado atualmente o RG62/U, usado em redes Arcnet. Temos tambm o cabo RG-59/U,usado na fiao de antenas de TV. Alm da baixa flexibilidade e alto custo, os cabos 10Base5 exigem uma topologia de rede bemmais cara e complicada. Temos o cabo coaxial 10base5 numa posio central, como umbackbone, sendo as estaes conectadas usando um segundo dispositivo, chamado transceptor,que atua como um meio de ligao entre elas e o cabo principal. Os transceptores perfuram o cabo 10Base5, alcanando o cabo central que transmite os dados,sendo por isso tambm chamados de derivadores vampiros. Os transceptores so conectados

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    aos encaixes AUI das placas de rede (um tipo de encaixe parecido com a porta de joystick daplaca de som, encontrado principalmente em placas antigas) atravs de um cabo mais fino,chamado cabo transceptor. Alm de antiquada, esta arquitetura muito cara, tanto a nvel decabos e equipamentos, quanto em termos de mo de obra.

    Os cabos 10Base5 foram praticamente os nicos utilizados em redes de mainframes no inicio dadcada de 80, mas sua popularidade foi diminuindo com o passar do tempo por motivos bvios.

    Atualmente voc s se deparar com este tipo de cabo em instalaes bem antigas ou, quemsabe, em museus ;-) Finalmente, os cabos 10Base2, tambm chamados de cabos coaxiais finos, ou cabos Thinnet,so os cabos coaxiais usados atualmente em redes Ethernet, e por isso, so os cabos que vocreceber quando pedir por cabos coaxiais de rede. Seu dimetro de apenas 0.18 polegadas,cerca de 4.7 milmetros, o que os torna razoavelmente flexveis. Os cabos 10Base2 so bem parecidos com os cabos usados em instalaes de antenas de TV, adiferena que, enquanto os cabos RG-59/U usados nas fiaes de antena possuem impednciade 75 ohms, os cabos 10Base2 possuem impedncia de apenas 50 ohms. Por isso, apesar doscabos serem parecidos, nunca tente usar cabos de antena em redes de micros. fcil diferenciaros dois tipos de cabo, pois os de redes so pretos enquanto os para antenas so brancos. O 10 na sigla 10Base2, significa que os cabos podem transmitir dados a uma velocidade de at10 megabits por segundo, Base significa banda base e se refere distncia mxima para queo sinal pode percorrer atravs do cabo, no caso o 2 que teoricamente significaria 200 metros,mas que na prtica apenas um arredondamento, pois nos cabos 10Base2 a distncia mximautilizvel de 185 metros. Usando cabos 10Base2, o comprimento do cabo que liga um micro ao outro deve ser de nomnimo 50 centmetros, e o comprimento total do cabo (do primeiro ao ltimo micro) no podesuperar os 185 metros. permitido ligar at 30 micros no mesmo cabo, pois acima disso, ogrande nmero de colises de pacotes ir prejudicar o desempenho da rede, chegando ao pontode praticamente impedir a comunicao entre os micros em casos extremos.

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    Conectamos o cabo coaxial fino placa de rede usando conectores BCN, que por sua vez soligados a conectores T ligados na placa de rede. Usando cabos coaxiais os micros so ligados unsaos outros, com um cabo em cada ponta do conector T.

    Conector BCN desmontado

    Conector T na placa de rede

    So necessrios dois terminadores para fechar o circuito. Os terminadores so encaixadosdiretamente nos conectores T do primeiro e ltimo micro da rede. Pelo menos um dosterminadores, dever ser aterrado.

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    Terminador

    Se voc no instalar um terminador em cada ponta da rede, quando os sinais chegarem spontas do cabo, retornaro, embora um pouco mais fracos, formando os chamados pacotessombra. Estes pacotes atrapalham o trfego e corrompem pacotes bons que estejam trafegando,praticamente inutilizando a rede. Em redes Ethernet os terminadores devem ter impedncia de 50 ohms (a mesma dos cabos),valor que geralmente vem estampado na ponta do terminador. Para prender o cabo ao conector BCN, precisamos de duas ferramentas: um descascador de cabocoaxial e um alicate de crimpagem. O descascador serve para retirar o dieltrico do cabo,deixando exposto o fio de cobre (voc pode fazer este trabalho com algum outro instrumentocortante, como um estilete, mas usando o descascador o resultado ser bem melhor). O alicatepara crimpagem serve para prender o cabo ao conector, impedindo que ele se solte facilmente. Oalicate de crimpagem possuir sempre pelo menos dois orifcios, o menor, com cerca de 1 mm dedimetro serve para prender o pino central do conector BCN ao fio central do cabo. A maior servepara prender o anel de metal. Para crimpar os cabos coaxiais indispensvel ter o alicate de crimpagem. No d para fazer oservio com um alicate comum pois ele no oferece presso suficiente. Um alicate de crimpagemde cabos coaxiais custa partir de 45 reais; entretanto, a maioria das lojas que vendem cabostambm os crimpam de acordo com a necessidade do cliente.

    Descascador de cabos coaxiais ( esquerda) e alicate de crimpagem.

    Cabo de par tranado

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    Os cabos de par tranados vem substituindo os cabos coaxiais desde o incio da dcada de 90.Hoje em dia muito raro algum ainda utilizar cabos coaxiais em novas instalaes de rede, omais comum apenas reparar ou expandir redes que j existem. Mais adiante teremos umcomparativo entre os dois tipos de cabos.

    O nome par tranado muito conveniente, pois estes cabos so constitudos justamente por 4pares de cabos entrelaados. Veja que os cabos coaxiais usam uma malha de metal que protegeo cabo de dados contra interferncias externas; os cabos de par tranado por sua vez, usam umtipo de proteo mais sutil: o entrelaamento dos cabos cria um campo eletromagntico queoferece uma razovel proteo contra interferncias externas.

    Cabo de par Tranado

    Alm dos cabos sem blindagem (como o da foto) conhecidos como UTP (Unshielded TwistedPair), existem os cabos blindados conhecidos como STP (Shielded Twisted Pair). A nicadiferena entre eles que os cabos blindados alm de contarem com a proteo doentrelaamento dos fios, possuem uma blindagem externa (assim como os cabos coaxiais),sendo mais adequados a ambientes com fortes fontes de interferncias, como grandes motoreseltricos e estaes de rdio que estejam muito prximas. Outras fontes menores deinterferncias so as lmpadas fluorescentes (principalmente lmpadas cansadas que ficampiscando), cabos eltricos quando colocados lado a lado com os cabos de rede e mesmo telefonescelulares muito prximos dos cabos. Quanto maior for o nvel de interferncia, menor ser o desempenho da rede, menor ser adistncia que poder ser usada entre os micros e mais vantajosa ser a instalao de cabosblindados. Em ambientes normais porm os cabos sem blindagem costumam funcionar bem. Existem no total, 5 categorias de cabos de par tranado. Em todas as categorias a distnciamxima permitida de 100 metros. O que muda a taxa mxima de transferncia de dados e onvel de imunidade a interferncias .

    Categoria 1: Este tipo de cabo foi muito usado em instalaes telefnicas antigas, porem no mais utilizado.

    Categoria 2: Outro tipo de cabo obsoleto. Permite transmisso de dados a at 4 mbps.

    Categoria 3: Era o cabo de par tranado sem blindagem usado em redes at alguns anos atrs.Pode se estender por at 100 metros e permite transmisso de dados a at 10 Mbps. A diferenado cabo de categoria 3 para os obsoletos cabos de categoria 1 e 2 o numero de tranas.Enquanto nos cabos 1 e 2 no existe um padro definido, os cabos de categoria 3 (assim comoos de categoria 4 e 5) possuem atualmente de 24 a 45 tranas por metro, sendo muito mais

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    resistente a rudos externos. Cada par de cabos tem um nmero diferente de tranas por metro,o que atenua as interferncias entre os cabos. Praticamente no existe a possibilidade de doispares de cabos terem exatamente a mesma disposio de tranas.

    Categoria 4: Por serem blindados, estes cabos j permitem transferncias de dados a at 16mbps, e so o requisito mnimo para redes Token Ring de 16 mbps, podendo ser usados tambmem redes Ethernet de 10 mbps no lugar dos cabos sem blindagem.

    Categoria 5: Este o tipo de cabo de par tranado usado atualmente, que existe tanto emverso blindada quanto em verso sem blindagem, a mais comum. A grande vantagem sobreesta categoria de cabo sobre as anteriores a taxa de transferncia, at 100 mbps.

    Os cabos de categoria 5 so praticamente os nicos que ainda podem ser encontrados venda,mas em caso de dvida basta checas as inscries decalcadas no cabo, entre elas est acategoria do cabo, como na foto abaixo:

    Category 5e

    Independentemente da categoria, todos os cabos de par tranado usam o mesmo conector,chamado RJ-45. Este conector parecido com os conectores de cabos telefnicos, mas bemmaior por acomodar mais fios. Uma ponta do cabo ligada na placa de rede e a outra no hub.

    Para crimpar o cabo, ou seja, para prender o cabo ao conector, usamos um alicate decrimpagem. Aps retirar a capa protetora, voc precisar tirar as tranas dos cabos e em seguidaarruma-los na ordem correta para o tipo de cabo que estiver construindo (veremos logoadiante)

    Veja que o que protege os cabos contra as interferncias externas so justamente as tranas.A parte destranada que entra no conector o ponto fraco do cabo, onde ele mail vulnervel atodo tipo de interferncia. Por isso, recomendvel deixar um espao menor possvel sem astranas, se possvel menos de 2,5 centmetros.

    Para isso, uma sugesto que voc destrance um pedao suficiente do fio, para ordena-los

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    confortavelmente e depois corte o excesso, deixando apenas os 2 centmetros que entrarodentro do conector:

    Finalmente, basta colocar os fios dentro do conector e pressiona-lo usando um alicate decrimpagem.

    A funo do alicate fornecer presso suficiente para que os pinos do conector RJ-45, queinternamente possuem a forma de lminas, esmaguem os fios do cabo, alcanando o fio de cobree criando o contato. Voc deve retirar apenas a capa externa do cabo e no descascarindividualmente os fios, pois isto ao invs de ajudar, serviria apenas para causar mau contato,deixado o encaixe com os pinos do conector frouxo.

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    Os alicates para crimpar cabos de par tranado so um pouco mais baratos que os usados paracrimpar cabos coaxiais. Os alicates mais simples custam a partir de 40 reais, mas os bonsalicates custam bem mais. Existem alguns modelos de alicates feitos de plstico, com apenas aspontas de metal. Estes custam bem menos, na faixa de 15 reais, mas so muito ruins, poisquebram muito facilmente e no oferecem a presso adequada. Como no caso dos coaxiais,existe tambm a opo de comprar os cabos j crimpados, o ideal caso voc no pretendamontar apenas sua rede domstica ou da empresa, e no trabalhar profissionalmente com redes. Um problema bvio em trabalhar com cabos j crimpados que ser quase impossvel passa-losatravs das paredes, como seria possvel fazer com cabos ainda sem os conectores.

    Existe uma posio certa para os cabos dentro do conector. Note que cada um dos fios do cabopossui uma cor diferente. Metade tem uma cor slida enquanto a outra metade tem uma cormesclada com branco. Para criar um cabo destinado a conectar os micros ao hub, a seqnciatanto no conector do micro quanto no conector do hub ser o seguinte (usando o padroAT&T258A):

    lado 1 lado 2

    1- Branco mesclado com Laranja2- Laranja3- Branco mesclado com verde4- Azul5- Branco mesclado com Azul6- Verde7- Branco mesclado com marrom8- Marrom

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    possvel tambm criar um cabo para ligar diretamente dois micros, sem usar um hub, chamadode cabo cross-over. Logicamente este cabo s poder ser usado caso a sua rede tenha apenasdois micros. Neste tipo de cabo a posio dos fios diferente nos dois conectores, de um doslados a pinagem a mesma de um cabo de rede normal, enquanto no outro a posio dos paresverde e laranja so trocados. Da vem o nome cross-over, que significa, literalmente, cruzado naponta:

    lado 1

    Conector da esquerda:

    1- Branco com Laranja2- Laranja3- Branco com Verde4- Azul5- Branco com Azul6- Verde7- Branco com Marrom8- Marrom

    lado 2

    Conector da direita:

    1- Branco com Verde2- Verde3- Branco com Laranja4- Azul5- Branco com Azul6- Laranja7- Branco com Marrom8- Marrom

    Existe um teste simples para saber se o cabo foi crimpado corretamente: basta conectar o cabo placa de rede do micro e ao hub. Tanto o LED da placa quanto o do hub devero acender.Naturalmente, tanto o micro quanto o hub devero estar ligados.

    Existem tambm aparelhos testadores de cabos, que oferecem um diagnstico muito maissofisticado, dizendo por exemplo se os cabos so adequados para transmisses a 10 ou a 100megabits. Estes aparelhos sero bastante teis caso voc v crimpar muitos cabos, mas sodispensveis para trabalhos espordicos. Custam apartir de 100 dlares.

    Os cabos de rede so um artigo bem barato, que representam apenas uma pequenaporcentagem do custo total da rede. Os cabos de par tranado podem ser comprados por at 60centavos o metro, e centavos de real, no de dlar, enquanto os conectores custam 50 ou 60centavos cada. O nico artigo relativamente caro o alicate de crimpagem.

    Par tranado x Coaxial

    Disse anteriormente que cada uma destas categorias de cabos possui algumas vantagens edesvantagens. Na verdade, o coaxial possui bem mais desvantagens do que vantagens emrelao aos cabos de par tranado, o que explica o fato dos cabos coaxiais virem tornando-secada vez mais raros. Numa comparao direta entre os dois tipos de cabos teremos:

    Distncia mxima: o cabo coaxial permite uma distncia mxima entre os pontos de at 185metros, enquanto os cabos de par tranado permitem apenas 100 metros.

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    Resistncia a interferncias: Os cabos de par tranado sem blindagem so muito maissensveis interferncias do que os cabos coaxiais, mas os cabos blindados por sua vezapresentam uma resistncia equivalente ou at superior.

    Mau contato: Usando cabo coaxial, a tendncia a ter problemas na rede muito maior, poiseste tipo de cabo costuma ser mais suscetvel a mau contato do que os cabos de par tranado.Outra desvantagem que usando o coaxial, quando temos problemas de mau contato noconector de uma das estaes, a rede toda cai, pois as duas metades no contam comterminadores nas duas extremidades. Para complicar, voc ter que checar PC por PC atencontrar o conector com problemas, imagine fazer isso numa rede com 20 micros...

    Usando par tranado, por outro lado, apenas o micro problemtico ficaria isolado da rede, poistodos os PCs esto ligados ao hub e no uns aos outros. Este j uma argumento forte osuficiente para explicar a predominncia das redes com cabo de par tranado.

    Custo: Os cabos coaxiais so mais caros que os cabos de par tranado sem blindagem, masnormalmente so mais baratos que os cabos blindado. Por outro lado, usando cabos coaxiaisvoc no precisar de um hub. Atualmente j existem hubs de 8 portas por menos de 100 reais,no mais um artigo caro como no passado.

    Velocidade mxima: Se voc pretende montar uma rede que permita o trfego de dados a 100mbps, ento a nica opo usar cabos de par tranado categoria 5, pois os cabos coaxiais solimitados apenas 10 mbps. Atualmente complicado at mesmo encontrar placas de rede comconectores para cabo coaxial, pois apenas as placas antigas, ISA de 10 megabits possuem osdois tipos de conector. As placas PCI 10/100 possuem apenas o conector para cabo de partranado.

    Fibra ptica

    Ao contrrio dos cabos coaxiais e de par tranado, que nada mais so do que fios de cobre quetransportam sinais eltricos, a fibra ptica transmite luz e por isso totalmente imune aqualquer tipo de interferncia eletromagntica. Alm disso, como os cabos so feitos de plsticoe fibra de vidro (ao invs de metal), so resistentes corroso. A distncia permitida pela fibra tambm bem maior: os cabos usados em redes permitemsegmentos de at 1 KM, enquanto alguns tipos de cabos especiais podem conservar o sinal porat 5 KM (distncias maiores so obtidas usando repetidores). Mesmo permitindo distncias tograndes, os cabos de fibra ptica permitem taxas de transferncias de at 155 mbps, sendoespecialmente teis em ambientes que demandam uma grande transferncia de dados. Comono soltam fascas, os cabos de fibra ptica so mais seguros em ambientes onde existe perigode incndio ou exploses. E para completar, o sinal transmitido atravs dos cabos de fibra maisdifcil de interceptar, sendo os cabos mais seguros para transmisses sigilosas. As desvantagens da fibra residem no alto custo tanto dos cabos quanto das placas de rede einstalao que mais complicada e exige mais material. Por isso, normalmente usamos cabos depar tranado ou coaxiais para fazer a interligao local dos micros e um cabo de fibra ptica paraservir como backbone, unindo duas ou mais redes ou mesmo unindo segmentos da mesma rede

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    que estejam distantes. O cabo de fibra ptica formado por um ncleo extremamente fino de vidro, ou mesmo de umtipo especial de plstico. Uma nova cobertura de fibra de vidro, bem mais grossa envolve eprotege o ncleo. Em seguida temos uma camada de plstico protetor chamada de cladding, umanova camada de isolamento e finalmente uma capa externa chamada bainha.

    A luz a ser transmitida pelo cabo gerada por um LED, ou diodo emissor de luz. Chegando aodestino, o sinal luminoso decodificado em sinais digitais por um segundo circuito chamado defoto-diodo. O conjunto dos dois circuitos chamado de CODEC, abreviao decodificador/decodificador. Existem dois tipos de cabos de fibra ptica, chamados de cabos monomodo e multimodo, ousimplesmente de modo simples e modo mltiplo. Enquanto o cabo de modo simples transmiteapenas um sinal de luz, os cabos multimodo contm vrios sinais que se movem dentro do cabo.Ao contrrio do que pode parecer primeira vista, os cabos monomodo transmitem mais rpidodo que os cabos multimodo, pois neles a luz viaja em linha reta, fazendo o caminho mais curto.Nos cabos multimodo o sinal viaja batendo continuamente mas paredes do cabo, tornando-semais lento e perdendo a intensidade mais rapidamente. Ao contrrio do que costuma-se pensar, os cabos de fibra ptica so bastante flexveis e podemser passados dentro de condutes, sem problemas. Onde um cabo coaxial entra, pode ter certezaque um cabo de fibra tambm vai entrar. No necessrio em absoluto que os cabos fiquem emlinha reta, e devido s camadas de proteo, os cabos de fibra tambm apresentam uma boaresistncia mecnica.

    A velocidade de 155 mbps que citei a pouco, assim como as distncias mximas dos cabos defibra, referem-se s tecnologias disponveis para o uso em pequenas redes, cujas placas edemais componentes podem ser facilmente encontrados. Tecnologias mais caras e modernaspodem atingir velocidades de transmisso na casa dos Terabits por segundo, atingindo distnciade vrios quilmetros. Alis, a velocidade de transmisso nas fibras pticas vem evoluindo bemmais rpido que os processadores, ou outros componentes, por isso difcil encontrar materialatualizado sobre as tecnologias mais recentes.

    Redes de energia x Redes telefnicas

    Duas novas idias de ambientes de rede, que vm ganhando espao conforme tem amadurecido,

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    o uso das fiaes eltricas e extenses telefnicas, que j esto presentes em praticamentequalquer ambiente, como mdia de comunicao no lugar dos cabos de rede tradicionais. Por umlado, isto tornaria a instalao da rede bem mais pratica, pois no seria preciso instalar cabos derede, apenas ligar os micros nas tomadas eltricas ou extenses telefnicas j existentes usandoos perifricos necessrios. Por outro lado, h vrias dificuldades tcnicas. Do lado das redes deenergia eltrica temos a taxa de transferncia limitada a apenas 350 Kbps e riscos de seguranadecorrentes de variaes de tenso. Nas redes telefnicas a velocidade um pouco maior, 1mbps, mas em compensao as placas de rede so mais caras. Em ambos os casos, as transmisses de rede so feitas usando transmisses freqnciassuperiores a 2 MHz, no prejudicando o funcionamento normal da rede eltrica ou atrapalhandoas conversas telefnicas e mesmo comunicaes via modem, que so feitas utilizandofreqncias bem inferiores. Apesar dos produtos comerciais ainda serem raros, estas prometem ser mais duas opes deredes domsticas nos prximos anos, apesar de ambas as tecnologias j nascerem com graveslimitaes tcnicas.

    Placas de Rede

    A placa de rede o hardware que permite aos micros conversarem entre s atravs da rede. Suafuno controlar todo o envio e recebimento de dados atravs da rede. Cada arquitetura derede exige um tipo especfico de placa de rede; voc jamais poder usar uma placa de redeToken Ring em uma rede Ethernet, pois ela simplesmente no conseguir comunicar-se com asdemais. Alm da arquitetura usada, as placas de rede venda no mercado diferenciam-se tambm pelataxa de transmisso, cabos de rede suportados e barramento utilizado. Quanto taxa de transmisso, temos placas Ethernet de 10 mbps e 100 mbps e placas TokenRing de 4 mbps e 16 mbps. Como vimos na trecho anterior, devemos utilizar cabos adequados velocidade da placa de rede. Usando placas Ethernet de 10 mbps por exemplo, devemos utilizarcabos de par tranado de categoria 3 ou 5, ou ento cabos coaxiais. Usando uma placas de 100mbps o requisito mnimo a nvel de cabeamento so cabos de par tranado blindados nvel 5. No caso de redes Token Ring, os requisitos so cabos de par tranado categoria 2 (recomendvelo uso de cabos categoria 3) para placas de rede de 4 Mbps, e cabos de par tranado blindadocategoria 4 para placas de 16 mbps. Devido s exigncia de uma topologia em estrela das redesToken Ring, nenhuma placa de rede Token Ring suporta o uso de cabos coaxiais. Cabos diferentes exigem encaixes diferentes na placa de rede. O mais comum em placasEthernet, a existncia de dois encaixes, uma para cabos de par tranado e outro para caboscoaxiais. Muitas placas mais antigas, tambm trazem encaixes para cabos coaxiais do tipo grosso(10Base5), conector com um encaixe bastante parecido com o conector para joysticks da placade som. Placas que trazem encaixes para mais de um tipo de cabo so chamadas placas combo. Aexistncia de 2 ou 3 conectores serve apenas para assegurar a compatibilidade da placa com

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    vrios cabos de rede diferentes. Naturalmente, voc s poder utilizar um conector de cada vez.

    Placa combo

    As placas de rede que suportam cabos de fibra ptica, so uma exceo, pois possuem encaixesapenas para cabos de fibra. Estas placas tambm so bem mais caras, de 5 a 8 vezes mais doque as placas convencionais por causa do CODEC, o circuito que converte os impulsos eltricosrecebidos em luz e vice-versa que ainda extremamente caro. Finalmente, as placas de rede diferenciam-se pelo barramento utilizado. Atualmente vocencontrar no mercado placas de rede ISA e PCI usadas em computadores de mesa e placasPCMCIA, usadas em notebooks e handhelds. Existem tambm placas de rede USB que vemsendo cada vez mais utilizadas, apesar de ainda serem bastante raras devido ao preo salgado. Naturalmente, caso seu PC possua slots PCI, recomendvel comprar placas de rede PCI poisalm de praticamente todas as placas PCI suportarem transmisso de dados a 100 mbps (todasas placas de rede ISA esto limitadas a 10 mbps devido baixa velocidade permitida por estebarramento), voc poder us-las por muito mais tempo, j que o barramento ISA vem sendocada vez menos usado em placas me mais modernas e deve gradualmente desaparecer dasplacas me novas. A nvel de recursos do sistema, todas as placas de rede so parecidas: precisam de um endereode IRQ, um canal de DMA e um endereo de I/O. Bastando configurar os recursos corretamente. O canal de IRQ necessrio para que a placa de rede possa chamar o processador quando tiverdados a entregar. O canal de DMA usado para transferir os dados diretamente memria,diminuindo a carga sobre o processador. Finalmente, o endereo de I/O informa ao sistemaaonde esto as informaes que devem ser movidas. Ao contrrio dos endereos de IRQ e DMAque so escassos, existem muitos endereos de I/O e por isso a possibilidade de conflitos bemmenor, especialmente no caso de placas PnP. De qualquer forma, mudar o endereo de I/Ousado pela placa de rede (isso pode ser feito atravs do gerenciador de dispositivos do Windows) uma coisa a ser tentada caso a placa de rede misteriosamente no funcione, mesmo nohavendo conflitos de IRQ e DMA. Todas as placas de rede atuais so PnP, tendo seus endereos configurados automaticamentepelo sistema. Placas mais antigas por sua vez, trazem jumpers ou DIP switches que permitemconfigurar os endereos a serem usados pela placa. Existem tambm casos de placas de rede delegado que so configurveis via software, sendo sua configurao feita atravs de um programafornecido junto com a placa. Para que as placas possam se encontrar dentro da rede, cada placa possui tambm um

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    endereo de n. Este endereo de 48 bits nico e estabelecido durante o processo defabricao da placa, sendo inaltervel. O endereo fsico relacionado com o endereo lgico domicro na rede. Se por exemplo na sua rede existe um outro micro chamado Micro 2, e o Micro1 precisa transmitir dados para ele, o sistema operacional de rede ordenar placa de rede quetransmita os dados ao Micro 2, porm, a placa usar o endereo de n e no o endereo defantasia Micro 2 como endereo. Os dados trafegaro atravs da rede e ser acessvel a todasas os micros, porm, apenas a placa do Micro 2 ler os dados, pois apenas ela ter o endereode n indicado no pacote. Sempre existe a possibilidade de alterar o endereo de n de uma placa de rede, substituindo ochip onde ele gravado. Este recurso usado algumas vezes para fazer espionagem, j que oendereo de n da rede poder ser alterado para o endereo de n de outra placa da rede,fazendo com que a placa clonada, instalada no micro do espio tambm receba todos os dadosendereados ao outro micro.

    Hubs

    Numa rede com topologia de estrela, o Hub funciona como a pea central, que recebe os sinaistransmitidos pelas estaes e os retransmite para todas as demais. Existem dois tipos de hubs,os hubs passivos e os hubs ativos. Os hubs passivos limitam-se a funcionar como um espelho, refletindo os sinais recebidos paratodas as estaes a ele conectadas. Como ele apenas distribui o sinal, sem fazer qualquer tipo deamplificao, o comprimento total dos dois trechos de cabo entre um micro e outro, passandopelo hub, no pode exceder os 100 metros permitidos pelos cabos de par tranado. Um Hub ativo por sua vez, alm de distribuir o sinal, serve como um repetidor, reconstituindo osinal enfraquecido e retransmitindo-o. Enquanto usando um Hub passivo o sinal pode trafegarapenas 100 metros somados os dois trechos de cabos entre as estaes, usando um hub ativo osinal pode trafegar por 100 metros at o hub, e aps ser retransmitido por ele trafegar mais 100metros completos. Apesar de mais caro, este tipo de hub permite estender a rede por distnciasmaiores.

    Hubs Inteligentes

    Alm dos hubs comuns, que apenas distribuem os sinais da rede para os demais microsconectados a ele, existe uma categoria especial de hubs, chamados de smart hubs, ou hubsinteligentes. Este tipo de hub incorpora um processador e softwares de diagnstico, sendo capazde detectar e se preciso desconectar da rede estaes com problemas, evitando que uma estaofaladora prejudique o trfego ou mesmo derrube a rede inteira; detectar pontos decongestionamento na rede, fazendo o possvel para normalizar o trfego; detectar e impedirtentativas de invaso ou acesso no autorizado rede e outros problemas em potencial entreoutras funes, que variam de acordo com a sofisticao do Hub. O SuperStak II da 3Com porexemplo, traz um software que baseado em informaes recebidas do hub, mostra um grfico darede, mostrando as estaes que esto ou no funcionando, pontos de trfego intenso etc.

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    Usando um hub inteligente a manuteno da rede torna-se bem mais simples, pois o hub far amaior parte do trabalho. Isto especialmente necessrio em redes mdias e grandes.

    Conectando Hubs

    A maioria dos hubs possuem apenas 8 portas, alguns permitem a conexo de mais micros, massempre existe um limite. E se este limite no for suficiente para conectar todos os micros de suarede? Para quebrar esta limitao, existe a possibilidade de conectar dois ou mais hubs entre s. Quasetodos os hubs possuem uma porta chamada Up Link que se destina justamente a esta conexo.Basta ligar as portas Up Link de ambos os hubs, usando um cabo de rede normal para que oshubs passem a se enxergar. Como para toda a regra existe uma exceo, alguns hubs mais baratos no possuem a porta UpLink, mas nem tudo est perdido, lembra-se do cabo cross-over que serve para ligar diretamentedois micros sem usar um hub? Ele tambm serve para conectar dois hubs. A nica diferenaneste caso que ao invs de usar as portas Up Link, usaremos duas portas comuns. Note que caso voc esteja interligando hubs passivos, a distncia total entre dois micros da rede,incluindo o trecho entre os hubs, no poder ser maior que 100 metros, o que bem pouco nocaso de uma rede grande. Neste caso, seria mais recomendvel usar hubs ativos, que amplificamo sinal.

    Repetidores

    Caso voc precise unir dois hubs que estejam muito distantes, voc poder usar um repetidor.Se voc tem, por exemplo, dois hubs distantes 150 metros um do outro, um repetidorestrategicamente colocado no meio do caminho servir para viabilizar a comunicao entre eles.

    Crescendo junto com a rede

    O recurso de conectar hubs usando a porta Up Link, ou usando cabos cross-over, utilizvelapenas em redes pequenas, pois qualquer sinal transmitido por um micro da rede serretransmitido para todos os outros. Quanto mais micros tivermos na rede, maior ser o trfego emais lenta a rede ser. Para resolver este problema, existem dois tipos de hubs especiais: os hubs empilhveis e osconcentradores (tambm chamados de hubs de gabinete). Os hubs empilhveis so a soluo mais barata; inicialmente produzidos pela 3Com, so hubs

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    normais que podem ser conectados entre s atravs de um barramento especial, que aparecena forma de dois conectores encontrados na parte traseira do Hub. Temos ento, doisbarramentos de comunicao, um entre cada hub e os micros a ele conectados, e outrobarramento de comunicao entre os hubs. Caso o micro 1 conectado ao hub A, precisetransmitir um dado para o micro 22 conectado ao hub C, por exemplo, o sinal ir do Hub Adiretamente para o Hub C usando o barramento especial, e em seguida para o micro 22, sem sertransmitido aos demais hubs e micros da rede. Os hubs empilhveis so conectados entre s atravs de conectores localizados em sua partetraseira. Como um hub conectado ao outro, voc poder ir interligando mais hubs conforme arede for crescendo.

    Hubs empilhveis da 3com

    Os concentradores por sua vez, so grandes caixas com vrios slots de barramento. Da mesmamaneira que conectamos placas de expanso placa me do micro, conectamos placas de portaaos slots do concentrador. Cada placa de porta na verdade um hub completo, com 8 ou 16portas. O barramento principal serve para conectar as placas. Voc pode comear com apenasalgumas placas, e ir adicionando mais placas conforme necessrio. Um concentrador pode trazer at 16 slots de conexo, o que permite a conexo de at 256micros (usando placas de 16 portas). Mas se este nmero ainda no for suficiente, possvelinterligar dois ou mais concentradores usando placas de backbone, que so conectadas ao ltimoslot de cada concentrador, permitindo que eles sejam interligados, formando um grandeconcentrador. Neste ltimo caso possvel conectar um nmero virtualmente ilimitado demicros.

    10 ou 100?

    Para que a sua rede possa transmitir a 100 mbps, alm de usar placas de rede Ethernet PCI de100 mbps e cabos de par tranado categoria 5, preciso tambm comprar um hub quetransmita a esta velocidade. A maioria dos hubs venda atualmente no mercado, podemfuncionar tanto a 10 quanto a 100 mbps, enquanto alguns mais simples funcionam a apenas 10mbps. No caso dos hubs 10/100 mais simples, possvel configurar a velocidade de operaoatravs de uma chave, enquanto hubs 10/100 inteligentes freqentemente so capazes dedetectar se a placa de rede da estao e o cabo so adequados para as transmisses a 100 mbpssendo a configurao automtica.

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    Bridges, Roteadores e Gateways

    Montar uma rede de 3 ou 4 micros bem fcil. Mas, e se ao invs de apenas 4 PCs, forem umcontingente de centenas de PCs divididos em vrios prdios diferentes, algumas dezenas deMacs, e de brinde, meia dzia de velhos mainframes, todos esperando algum (no caso voc ;-)conseguir realizar o milagre de coloc-los para conversar? Em redes maiores, alm de cabos e hubs, usamos mais alguns dispositivos, um pouco maiscaros: bridges (pontes) e Roteadores (routers). Todos estes podem ser tanto componentesdedicados, construdos especialmente para esta funo, ou PCs comuns, com duas placas de redee o software adequado para executar a funo.

    Bridges (pontes)

    Imagine que em sua empresa existam duas redes; uma rede Ethernet, e outra rede Token Ring.Veja que apesar das duas redes possurem arquiteturas diferentes e incompatveis entre s, possvel instalar nos PCs de ambas um protocolo comum, como o TCP/IP por exemplo. Comtodos os micros de ambas as redes falando a mesma lngua, resta apenas quebrar a barreirafsica das arquiteturas de rede diferentes, para que todos possam se comunicar. justamenteisso que um bridge faz. possvel interligar todo o tipo de redes usando bridges, mesmo que osmicros sejam de arquiteturas diferentes, Macs de um lado e PCs do outro, por exemplo, contantoque todos os micros a serem conectados utilizem um protocolo comum. Antigamente este eraum dilema difcil, mas atualmente isto pode ser resolvido usando o TCP/IP, que estudaremos fundo mais adiante.

    Como funcionam os Bridges?

    Imagine que voc tenha duas redes, uma Ethernet e outra Token Ring, interligadas por umbridge. O bridge ficar entre as duas, escutando qualquer transmisso de dados que seja feitaem qualquer uma das duas redes. Se um micro da rede A transmitir algo para outro micro darede A, o bridge ao ler os endereos de fonte e destino no pacote, perceber que o pacote sedestina ao mesmo segmento da rede e simplesmente ignorar a transmisso, deixando que elachegue ao destinatrio atravs dos meios normais. Se, porm, um micro da rede A transmitiralgo para o micro da rede B, o bridge detectar ao ler o pacote que o endereo destino pertenceao outro segmento, e encaminhar o pacote.

    Caso voc tenha uma rede muito grande, que esteja tornando-se lenta devido ao trfegointenso, voc tambm pode utilizar um bridge para dividir a rede em duas, dividindo o trfegopela metade.

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    Existem tambm alguns bridges mais simples (e mais baratos) que no so capazes de distinguirse um pacote se destina ou no ao outro lado da rede. Eles simplesmente encaminham tudo,aumentando desnecessariamente o trfego na rede. Estes bridges so chamados de bridges deencaminhamento, servem para conectar redes diferentes, mas no para diminuir o trfego dedados. A funo de bridge tambm pode ser executada por um PC com duas placas de rede,corretamente configurado.

    Roteadores (routers)

    Os bridges servem para conectar dois segmentos de rede distintos, transformando-os numanica rede. Os roteadores por sua vez, servem para interligar duas redes separadas. A diferena que usando roteadores, possvel interligar um nmero enorme de redes diferentes, mesmoque situadas em pases ou mesmo continentes diferentes. Note que cada rede possui seu prprioroteador e os vrios roteadores so interligados entre s. Os roteadores so mais espertos que os bridges, pois no lem todos os pacotes que sotransmitidos atravs da rede, mas apenas os pacotes que precisam ser roteados, ou seja, quedestinam-se outra rede. Por este motivo, no basta que todos os micros usem o mesmoprotocolo, preciso que o protocolo seja rotevel. Apenas o TCP/IP e o IPX/SPX so roteveis, ouseja, permitem que os pacotes sejam endereados outra rede. Portanto, esquea o NetBEUIcaso pretenda usar roteadores. Como vimos, possvel interligar inmeras redes diferentes usando roteadores e no seria de seesperar que todos os roteadores tivessem acesso direto a todos os outros roteadores a queestivesse conectado. Pode ser que por exemplo, o roteador 4 esteja ligado apenas ao roteador 1,que esteja ligado ao roteador 2, que por sua vez seja ligado ao roteador 3, que esteja ligado aosroteadores 5 e 6. Se um micro da rede 1 precisar enviar dados para um dos micros da rede 6,ento o pacote passar primeiro pelo roteador 2 sendo ento encaminhado ao roteador 3 e entofinalmente ao roteador 6. Cada vez que o dado transmitido de um roteador para outro, temosum hop.

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    Os roteadores tambm so inteligentes o suficiente para determinar o melhor caminho a seguir.Inicialmente o roteador procurar o caminho com o menor nmero de hops: o caminho maiscurto. Mas se por acaso perceber que um dos roteadores desta rota est ocupado demais, o quepode ser medido pelo tempo de resposta, ento ele procurar caminhos alternativos para desviardeste roteador congestionado, mesmo que para isso o sinal tenha que passar por maisroteadores. No final, apesar do sinal ter percorrido o caminho mais longo, chegar mais rpido,pois no precisar ficar esperando na fila do roteador congestionado. A Internet na verdade uma rede gigantesca, formada por vrias sub-redes interligadas porroteadores. Todos os usurios de um pequeno provedor, por exemplo, podem ser conectados Internet por meio do mesmo roteador. Para baixar uma pgina do Yahoo por exemplo, o sinaldever passar por vrios roteadores, vrias dezenas em alguns casos. Se todos estiverem livres,a pgina ser carregada rapidamente. Porm, se alguns estiverem congestionados pode ser quea pgina demore vrios segundos, ou mesmo minutos antes de comear a carregar. O tempo que um pedido de conexo demora para ir at o servidor destino e ser respondido chamado de Ping. Voc pode medir os pings de vrios servidores diferentes usando o promptdo MS-DOS. Estando conectado Internet basta digitar:ping endereo_destino, como em: ping www.uol.com.br ou ping 207.167.207.78

    Outra ferramenta til tanto para medir o tempo de resposta de um servidor qualquer, quantopara verificar por quantos e quais roteadores o sinal est passando at chegar l o NeoTrace,um freeware que pode ser baixado na rea e download do Guia do Hardware:http://www.guiadohardware.net/download/

    Ns de interconexo

    Os bridges trabalham apenas checando o endereo destino dos pacotes transmitidos atravs darede e os encaminhando quando necessrio, para o outro segmento. Os roteadores so bemmais sofisticados, mas no fundo fazem a mesma tarefa bsica: encaminhar os pacotes de dados.

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    Tanto os bridges quanto os roteadores trabalham lendo e transmitindo os pacotes, sem alterarabsolutamente nada da mensagem, por isso que necessrio que todos os micros ligados a elesutilizem o mesmo protocolo. Mas, e se voc precisar interligar mquinas que no suportem o mesmo protocolo: interligar PCsa um mainframe projetado para se comunicar apenas com terminais burros, por exemplo? O trabalho dos ns de interconexo justamente este, trabalhar como tradutores, convertendoas informaes de um protocolo para outro protocolo inteligvel ao destinatrio. Para cumpriresta tarefa so utilizveis dois artifcios: o tunnelling e a emulao de terminal. O tunnelling o mtodo mais simples e por isso mais usado. Ele consiste em converter ainformao para um protocolo mutuamente inteligvel, que possa ser transportado atravs darede, e em seguida novamente converter o pacote para o protocolo usado na rede destino. Se, por exemplo, preciso transmitir um pacote de dados Novell IPX de uma rede de PCs paraum Macintosh conectado a uma rede AppleTalk, podemos do lado da Rede Novell envelopar osdados usando o protocolo TCP/IP que inteligvel para ambas as redes, para que ele possachegar ao destino, e do lado da rede AppleTalk retirar o envelope para obter os dados reais. A emulao de terminal j um processo um pouco mais trabalhoso e se destina a permitir aconexo de PCs com mainframes antigos, como os ainda muito utilizados em bancos. Como osmainframes so capazes de se comunicar apenas com terminais burros e no com PCs, precisofazer com que o PC finja ser um terminal burro durante a conversao. O fingimento feitoatravs de um programa de emulao de terminal, instalado em cada PC usurio do mainframe. Para conectar vrios PCs ligados em rede a um mainframe, preciso instalar uma placa deinterconexo em um dos PCs da rede (para poder conect-lo fisicamente ao mainframe), estaplaca contm a interface que permitir a conexo. Este PC passar a ser o servidor do n deinterconexo.

    Aps estabelecer a conexo da rede com o mainframe, o acesso feito usando o programa deemulao instalado em cada PC da rede, sendo a comunicao feita atravs do micro que estatuando como n de interconexo. Note que por ser realizado via software, o processo deemulao relativamente lento, o que era um problema em micros 286 ou 386 usadosantigamente, mas no nos PCs modernos, muitas vezes mais rpidos que o prprio mainframe:-).

    Arquiteturas de rede

    Como vimos no incio deste captulo, temos uma diviso entre topologias fsicas de rede (a formacomo os micros so interligados) e as topologias lgicas (a forma como os dados sotransmitidos). Quanto topologia fsica, temos topologias de barramento, onde usamos um nico cabo coaxialpara interligar todos os micros, e topologias de estrela, onde usamos cabos de par tranado e umhub.

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    As redes com topologia de estrela so as mais usadas atualmente, pois nelas a soluo deproblemas muito mais simples. Se uma estao no funciona, temos o problema isolado prpria estao. Basta ento verificar se a estao est corretamente configurada e se a placa derede est funcionando, se o cabo que liga o micro ao hub est intacto, no existe mau contato ese a porta do hub qual o micro est conectado est funcionando. As nicas vantagens da topologia de barramento fsico residem no custo, j que geralmenteusamos menos cabo para interligar os micros e no precisamos de um hub. As desvantagens porsua vez so muitas: como um nico cabo interliga todos os micros, uma nica estao comproblemas ser capaz de derrubar toda a rede. A soluo de problemas tambm mais difcil,pois voc ter que examinar micro por micro at descobrir qual est derrubando a rede. Apossibilidade de mau contato nos cabos tambm maior, e novamente, um nico encaixe commau contato pode derrubar toda a rede (e l vai voc novamente checando micro por micro...).Finalmente, usando cabo coaxial, sua rede ficar limitada a 10 mbps, enquanto usando cabos depar tranado categoria 5 numa topologia de estrela, podemos chegar a 100 mbps. Por causa destas desvantagens, a topologia de barramento pode ser utilizvel em redes de nomximo 5 ou 10 micros, acima disto voc deve considerar apenas a topologia de estrela. Casovoc no se importe de gastar alguns reais a mais num hub, aconselhvel j comear logo comuma rede com cabos de par tranado, que lhe dar menos dor de cabea mais tarde. Citei no incio a topologia fsica de anel, onde um nico cabo interligaria todos os micros evoltaria ao primeiro formando um anel. Esta topologia porm apenas uma teoria, j que ocabeamento seria muito mais difcil e no teramos vantagens sobre a redes em barramento eestrela.

    Topologias Lgicas

    A topologia lgica da rede, determina como os dados so transmitidos atravs da rede. Noexiste necessariamente uma ligao entre a topologia fsica e lgica; podemos ter uma estrelafsica e um barramento lgico, por exemplo. Existem trs topologias lgicas de rede: Ethernet, Token Ring e Arcnet. Como a topologia lgicadetermina diretamente o modo de funcionamento da placa de rede, esta ser especfica para umtipo de rede. No possvel usar placas Token Ring em Redes Ethernet, ou placas Ethernet emRedes Arcnet, por exemplo.

    Redes Ethernet

    As placas de rede Ethernet so de longe as mais utilizadas atualmente, sobretudo em redespequenas e mdias e provavelmente a nica arquitetura de rede com a qual voc ir trabalhar.Numa rede Ethernet, temos uma topologia lgica de barramento. Isto significa que quando umaestao precisar transmitir dados, ela irradiar o sinal para toda a rede. Todas as demaisestaes ouviro a transmisso, mas apenas a placa de rede que tiver o endereo indicado nopacote de dados receber os dados. As demais estaes simplesmente ignoraro a transmisso.

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    Mais uma vez vale lembrar que apesar de utilizar uma topologia lgica de barramento, as redesEthernet podem utilizar topologias fsicas de estrela ou de barramento.

    Como apenas uma estao pode falar de cada vez, antes de transmitir dados a estao irouvir o cabo. Se perceber que nenhuma estao est transmitindo, enviar seu pacote, casocontrrio, esperar at que o cabo esteja livre. Este processo chamado de Carrier Sense ousensor mensageiro.

    Mas, caso duas estaes ouam o cabo ao mesmo tempo, ambas percebero que o cabo estlivre e acabaro enviando seus pacotes ao mesmo tempo. Teremos ento uma coliso de dados. Dois pacotes sendo enviados ao mesmo tempo geram um sinal eltrico mais forte, que pode serfacilmente percebido pelas placas de rede. A primeira estao que perceber esta coliso irradiarpara toda a rede um sinal especial de alta freqncia que cancelar todos os outros sinais queestejam trafegando atravs do cabo e alertar as demais placas que ocorreu uma coliso.

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    Sendo avisadas de que a coliso ocorreu, as duas placas faladoras esperaro um nmeroaleatrio de milessegundos antes de tentarem transmitir novamente. Este processo chamadode TBEB truncated exponencial backof. Inicialmente as placas escolhero entre 1 ou 2, sehouver outra coliso escolhero entre 1 e 4, em seguida entre 1 e 8 milessegundos, sempredobrando os nmeros possveis at que consigam transmitir os dados. Apesar de as placaspoderem fazer at 16 tentativas antes de desistirem, normalmente os dados so transmitidos nomximo na 3 tentativa.

    Veja que apesar de no causarem perda ou corrupo de dados, as colises causam uma grandeperda de tempo, resultando na diminuio do desempenho da rede. Quanto maior for o nmerode estaes, maior ser a quantidade de colises e menor ser o desempenho da rede. Por issoexiste o limite de 30 micros por segmento numa rede de cabo coaxial, e recomendvel usarbridges para diminuir o trfego na rede caso estejamos usando topologia em estrela, com vrioshubs interligados (e muitas estaes). Outro fator que contribui para as colises o comprimento do cabo. Quanto maior for o cabo(isso tanto para cabos de par tranado quanto coaxial) mais fraco chegar o sinal e ser maisdifcil para a placa de rede escutar o cabo antes de enviar seus pacotes, sendo maior apossibilidade de erro. Usar poucas estaes por segmento e usar cabos mais curtos do que a distncia mximapermitida, reduzem o nmero de colises e aumentam o desempenho da rede. O ideal no casode uma rede com mais de 20 ou 30 micros, dividir a rede em dois ou mais segmentos usandobridges, pois como vimos anteriormente, isto servir para dividir o trfego na rede. Veja que todo este controle feito pelas placas de rede Ethernet. No tem nada a ver com osistema operacional de rede ou com os protocolos de rede usados.

    Pacotes

    Todos os dados transmitidos atravs da rede, so divididos em pacotes. Em redes Ethernet, cadapacote pode ter at 1550 bytes de dados. A estao emissora escuta o cabo, transmite umpacote, escuta o cabo novamente, transmite outro pacote e assim por diante. A estaoreceptora por sua vez, vai juntando os pacotes at ter o arquivo completo. O uso de pacotes evita que uma nica estao monopolize a rede por muito tempo, e torna maisfcil a correo de erros. Se por acaso um pacote chegar corrompido, devido a interferncias nocabo, ou qualquer outro motivo, ser solicitada uma retransmisso do pacote. Quanto pior for a

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    qualidade do cabo e maior for o nvel de interferncias, mais pacotes chegaro corrompidos etero que ser retransmitidos e, consequentemente, pior ser o desempenho da rede. Os pacotesEthernet so divididos em 7 partes:

    O prembulo serve para coordenar o envio dos demais dados do pacote, servindo como umsinal de sincronismo. O byte de incio avisa as estaes recebedoras que a transmisso ircomear (at aqui todas as estaes da rede esto lendo o pacote). O endereo de destinoindica a qual estao o pacote est endereado. Apenas a placa de rede que possuir o endereoindicado ir ler o restante do pacote, as demais ignoraro o restante da transmisso. Oendereo de origem indica qual estao est enviando os dados. Antes de comear o envio dos dados em s, temos mais um campo de 16 bits (2 bytes) queindica o tipo de dados que ser transmitido, alguns dos atributos so: imagem, texto ASCII ebinrio. Finalmente temos enviados os dados, sendo que cada pacote pode conter at 1550bytes de dados. Caso o arquivo seja maior que isso, ser dividido em vrios pacotes. Finalizandoo pacote temos mais 32 bits de verificao que servem para a estao receptora checar se osdados do pacote chegaram intactos, atravs de um processo de paridade. Caso o pacote cheguecorrompido ser solicitada sua retransmisso.

    Redes Token Ring

    Diferentemente das redes Ethernet que usam uma topologia lgica de barramento, as redesToken Ring utilizam uma topologia lgica de anel. Quanto topologia fsica, utilizado umsistema de estrela parecido com o 10BaseT, onde temos hubs inteligentes com 8 portas cadaligados entre s. Tanto os hubs quanto as placas de rede e at mesmo os conectores dos cabostm que ser prprios para redes Token Ring. Existem alguns hubs combo, que podem serutilizados tanto em redes Token Ring quanto em redes Ethernet. O custo de montar uma rede Token Ring muito maior que o de uma rede Ethernet, e suavelocidade de transmisso est limitada a 16 mbps, contra os 100 mbps permitidos pelas redesEthernet. Porm, as redes Token Ring trazem algumas vantagens sobre sua concorrente: atopologia lgica em anel quase imune a colises de pacote, e pelas redes Token Ringobrigatoriamente utilizarem hubs inteligentes, o diagnstico e soluo de problemas maissimples. Devido a estas vantagens, as redes Token Ring ainda so razoavelmente utilizadas em redes demdio a grande porte. Contudo, no recomendvel pensar em montar uma rede Token Ringpara seu escritrio, pois os hubs so muito caros e a velocidade de transmisso em pequenasredes bem mais baixa que nas redes Ethernet. Como disse, as redes Token Ring utilizam uma topologia lgica de anel. Apesar de estaremfisicamente conectadas a um hub, as estaes agem como se estivessem num grande anel.

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    Disse anteriormente que as redes Token Ring so praticamente imunes a colises, curioso emsaber como este sistema funciona? Se voc tem uma grande quantidade de pessoas querendo falar (numa reunio por exemplo),como fazer para que apenas uma fale de cada vez? Uma soluo seria usar um basto de falar:quem estivesse com o basto (e somente ele) poderia falar por u